Direito da Criança, Adolescente e Estatuto do Idoso unid I
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Direito da Criança, Adolescente e Estatuto do Idoso unid I


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Direito da 
Criança, Adolescente 
e Estatuto do Idoso
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APRESENTAÇÃO
Caro aluno,
Seja bem-vindo à disciplina de Direito da Criança, do Adolescente e Estatuto do Idoso.
Esta disciplina traz em sua ementa a discussão de alguns temas atuais e importantes para a formação 
do psicólogo que são: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Doutrina de Proteção Integral da 
Criança, Políticas Públicas de Atendimento e Medidas de Proteção, além do estudo do Estatuto do Idoso 
e novas perspectivas para a terceira idade.
Temos como objetivos específicos nesta disciplina:
1. Conhecer a legislação nacional e suas implicações para a prática do psicólogo atuante em 
políticas públicas.
2. Fazer interlocução, eticamente orientada, com profissionais de outra formação com a possibilidade 
de trabalho em equipe multiprofissional.
3. Realizar discussões teoricamente orientadas com o objetivo de desenvolver e aprimorar o 
conhecimento dos direitos humanos das crianças, dos adolescentes e dos idosos.
4. Saber identificar os limites e as possibilidades de atuação do psicólogo a partir da aplicação das 
políticas públicas relacionadas à criança, ao adolescente e ao idoso.
O conteúdo programático a ser estudado será: Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do 
Idoso, Direitos Fundamentais da Criança e do Adolescente, Direitos Fundamentais do Idoso, Conselhos 
de Direitos, Políticas de Atendimento às Crianças e aos Adolescentes, Políticas de Atendimento aos 
Idosos e os Crimes e Infrações à Criança, ao Adolescente e ao Idoso.
O programa da disciplina está distribuído em 8 módulos e deve ser estudado ao longo do semestre 
letivo. Os módulos 1 a 4 apresentam a temática da avaliação NP1 e módulos 5 a 8, da NP2.
A bibliografia básica e complementar que estudaremos nesta disciplina será:
BÁSICA
CARVALHO, M. C. N. (org.). Psicologia e Justiça: Infância, Adolescência e Família. Curitiba: Juruá. 2012.
HABIGZANG, L. F.; KOLLER, S. H. (ORG.) Violência contra crianças e adolescentes: teoria, pesquisa e 
prática. Porto Alegre: Artmed. 2012.
SHINE, S. (org.) Avaliação Psicológica e Lei: adoção, vitimização, separação conjugal, dano psíquico e 
outros temas. São Paulo: Casa do Psicólogo. 2014.
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COMPLEMENTAR
CAVALCANTE, C. V. A importância da sociologia da infância e as práticas pedagógicas: a criança como 
sujeito histórico e de direitos. Caderno de artigos: infâncias, adolescências, juventudes e famílias \u2013 
desafios contemporâneos. 1. ed. Goiânia: Gráfica e Editora América, 2014 \u2013 Publicação Conanda.
CURY, M. Estatuto da Criança e do Adolescente comentado: comentários jurídicos e sociais. 11. ed. 
São Paulo: Malheiros, 2010.
MOREIRA, M. R. A. O lugar da família nas políticas sociais públicas. Direitos da Criança e do 
Adolescente: defesa, controle democrático, políticas de atendimento e formação de conselheiros em 
debate. RN: EDUFRN, 2014. Publicação Conanda.
VEIGA JUNIOR, C. L. Comentários ao Estatuto do Idoso. São Paulo: LTR, 2006.
TEXTOS E ARTIGOS CIENTÍFICOS
LISBOA, C.; BRAGA, L. L.; EBERT, G. O fenômeno bullying ou vitimização entre pares na atualidade: 
definições, formas de manifestação e possibilidades de intervenção. Contextos Clínicos, 2 (1), p. 59-71. 
2009
MENDES, M. R. S. S.; et al. A situação social do idoso no Brasil, uma breve consideração. Acta Paul. 
Enfermagem. 18(4): 422-426. 2005.
TRINDADE, J. M. B. O abandono de crianças ou a negação do óbvio. Rev. bras. Hist., São Paulo, v. 19, 
nº 37, p. 35-58, set. 1999.
Vale ressaltar que é importante que você leia o material recomendado para cada aula, isso será 
primordial para o sucesso do seu aprendizado nesta disciplina.
Bons estudos!
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DIREITO DA CRIANÇA, ADOLESCENTE E ESTATUTO DO IDOSO
Unidade I
MÓDULO 1
Neste módulo vamos estudar a história da infância e a questão do abandono das crianças, 
principalmente no Brasil.
Nossa bibliografia de hoje será:
CAVALCANTE, Claudia V. A importância da sociologia da infância e as práticas pedagógicas: a 
criança como sujeito histórico e de direitos. Caderno de artigos: infâncias, adolescências, juventudes e 
famílias \u2013 desafios contemporâneos. 1. ed. Goiânia: Gráfica e Editora América, 2014. Publicação Conanda.
TRINDADE, Judite Maria Barboza. O abandono de crianças ou a negação do óbvio. Rev. bras. Hist., 
São Paulo, v. 19, nº 37, p. 35-58, Set. 1999.
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A história das crianças na trajetória da humanidade sempre foi traçada e marcada por abandonos, 
descompromissos, não cuidado e até sofrimento.
Diversos historiadores trazem dados que nos auxiliam a compreender como a humanidade, ao longo 
de sua história, foi construindo a relação com esse grupo \u2013 as crianças \u2013 e de qual modo favoreceram o 
olhar a respeito do tema nos dias atuais.
No entanto é importante ter a consciência de que a criança deve ser compreendida como sujeito 
histórico e de direito, e que é impossível generalizar a infância, pois ela é constituída por \u201cvárias\u201d 
infâncias e todas elas determinadas pelos contextos onde ela é construída.
Observando a questão sócio-histórica que constitui a história da infância, é preciso que se conheça 
um breve histórico do conceito de criança e infância. Na Idade Média, a criança até os sete anos 
era considerada incapaz de se expressar com racionalidade e, portanto, a infância era sinônimo de 
\u201cirracionalidade\u201d. Em contrapartida, logo após essa idade era dado um \u201csalto\u201d na compreensão de quem 
era essa criança e ela passava a ser vista como um pequeno adulto e dela se esperava comportamentos 
compatíveis.
Já na Idade Moderna, a Igreja Católica entra em cena e passa a controlar a educação das crianças 
com o objetivo de criar adultos respeitosos e responsáveis. Surgem aqui as escolas/instituições religiosas 
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Unidade I
de ensino. Ainda com o objetivo de controlar a criança e moldar o adulto, a Idade Contemporânea é 
marcada pelo aprimoramento na maneira de organizar e oferecer educação à sociedade. A idade passa 
a ser o critério utilizado como regulador da organização da sociedade. Agora, os sujeitos são divididos 
por \u201cfaixas etárias\u201d: crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos.
Retornando a ideia de construção do conceito da infância, Ariés (1981) pesquisou muito e concluiu 
que o \u201csentimento de infância\u201d surgiu apenas na Modernidade no século XVII. O mundo das crianças era 
separado do mundo dos adultos e elas não podiam fazer parte dele em hipótese alguma pelo fato de 
que elas não eram \u201ccapazes\u201d de pensar.
Vale destacar que outros estudos já demonstram que havia uma diferença entre crianças \u201cricas\u201d e 
crianças \u201cpobres\u201d. Os meninos de famílias mais abastadas eram destinados a aprenderem sobre etiqueta 
e artes com seus preceptores, enquanto que os outros aprendiam de tudo a partir da convivência com 
seus familiares e, é claro, a partir da convivência próxima com eles. Um grande problema observado com 
essas crianças eram os maus tratos e a negligência. O sentimento materno não existia e perder um filho 
não era visto como