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para com a Administração Pública (CP, art. 92, 
I). De se notar que tal efeito não é automático, tampouco 
obrigatório, devendo, a fim de que possa ser efetivado, constar 
na sentença condenatória, fundamentadamente.
508. Correto. O incidente de insanidade mental pode ser instaurado 
durante o inquérito policial, podendo o juiz proceder à 
instauração mediante representação da autoridade policial. Vale 
registrar que, uma vez instaurado no curso do inquérito policial, 
não acarreta suspensão de seu curso.
509. Errado. Comprovada a insanidade mental do réu, ao tempo da 
infração penal, o incidente deve ser apensado ao processo, que 
terá prosseguimento, assistido o acusado por curador.
510. Correto. “O juiz poderá, considerada a complexidade do caso ou o 
número de acusados, conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias 
sucessivamente para a apresentação de memoriais” (CPP, art. 
403, § 3º). A regra é a oralidade! Excepcionalmente, admite-se a 
apresentação de memorais. Importante: no procedimento do júri, 
ao contrário do que ocorre no procedimento comum ordinário, 
não se contempla a possibilidade de serem os debates orais 
substituídos por memoriais escritos.
511. Errado. Há uma ordem a ser cumprida: 1º) declarações do 
ofendido, se possível; 2º) declaração das testemunhas (arroladas 
pela acusação e pela defesa, nesta ordem); 3º) interrogatório do 
réu; 4º) esclarecimentos dos peritos, acareações e 
reconhecimento de pessoas ou coisas. Todas as provas orais 
serão produzidas em uma só audiência, podendo o juiz indeferir 
as reputadas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias (CPP, 
art. 411, § 2º).
512. Errado. A defesa pode sustentar causa de diminuição de pena. 
Nesse caso, encontrando-se condenado o réu, o juiz-presidente 
formulará quesito sobre causa de diminuição de pena (o quesito 
não poderá ser genérico). Observar o que dispõe o art. 483, III, 
do CPP.
513. Errado. Consoante estabelece a Lei 8.069/1990, nenhum 
adolescente a quem se atribua o cometimento de ato infracion-
al, 
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ainda que ausente ou foragido, será processado sem defensor 
(ECA, art. 227, “caput”). 
514. Errado. A internação, excepcionalmente, pode persistir após os 
18 e até os 21 anos, mas apenas pode ser executada em 
decorrência de fatos cometidos antes da maioridade penal. A 
liberação será compulsória aos 21 (vinte e um) anos (ECA, art. 
121, § 5º). 
515. Errado. “O defensor não poderá abandonar o processo senão por 
motivo imperioso, comunicado previamente o juiz, sob pena de 
multa de dez a cem salários mínimos, sem prejuízo das demais 
sanções cabíveis” (CPP, art. 265, “caput”, com redação dada pela 
Lei 11.719/2008). 
516. Correto. O requerimento de desaforamento será distribuído 
imediatamente e terá preferência de julgamento na Câmara ou 
Turma competente. “Sendo relevantes os motivos alegados, o 
relator poderá determinar, fundamentadamente, a suspensão do 
julgamento pelo júri” (§ 2º do art. 427 do CPP).  
517. Correto. Importante registrar que se aplicam a todos os 
procedimentos, subsidiariamente, as disposições do 
procedimento ordinário (CPP, art. 394, § 5º).  
518. Errado. “Assiste, a cada um dos litisconsortes penais passivos, o 
direito – fundado em cláusulas constitucionais (CF, art. 5º, incisos 
LIV e LV) – de formular reperguntas aos demais corréus, que, no 
entanto, não estão obrigados a respondê-las, em face da 
prerrogativa contra a auto-incriminação, de que também são 
titulares” (STF, HC. 94.016/SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 
26.02.2009). Não há, portanto, obrigatoriedade em responder às 
indagações, haja vista a prerrogativa contra a auto-incriminação. 
519. Errado. Do devido processo legal, princípio consagrado na 
Constituição Federal vigente (art. 5º, LIV e LV), decorre o direito 
de não ser processado e julgado com base em leis “ex post facto” 
520. Errado. A recusa em permitir ao corréu a formulação de 
reperguntas qualifica-se como “causa geradora de nulidade 
processual absoluta, por implicar grave transgressão ao estatuto 
constitucional do direito de defesa. Doutrina. Precedente do STF” 
(STF, HC. 94.016/SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 26.02.2009). 
521. Correto. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu a 
possibilidade de qualquer dos litisconsortes penais passivos 
formular reperguntas aos demais corréus, quando as defesas de 
tais acusados se mostrarem colidentes. Para o Ministro Celso de 
Mello, trata-se de “direito cuja legitimação decorre do postulado 
constitucional da ampla defesa, postulado que se qualifica como 
requisito legitimador da própria ‘persecutio criminis’, 
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indispensável à concretização do ‘due processo of law’” (STF, HC 
94661, Segunda Turma, 30.09.08). 
522. Correto. O STJ já reconheceu que o Ministério Público pode 
requisitar, em procedimento investigativo prévio, quebra de sigilo 
bancário e fiscal sem intermediação judicial. Vejamos: “A 
exemplo do entendimento consagrado no STJ, no sentido de que 
nas Execuções Fiscais a Fazenda Pública pode requerer a quebra 
do sigilo fiscal e bancário sem a intermediação judicial, tal 
possibilidade deve ser estendida ao Ministério Público, que possui 
atribuição constitucional de requisitar informações para fins de 
procedimento administrativo de investigação, além do fato de que 
ambas as instituições visam ao bem comum e ao interesse 
público. Precedentes do STJ e do STF” (STJ, RMS 31362/GO, Rel. 
Min. Herman Benjamin, DJ 16.09.2010). 
523. Errado. De fato, conforme estabelece o art. 24, XI, da CF/88, 
compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar, 
concorrentemente, sobre procedimentos em matéria processual. 
Entretanto, é mister ressaltar que a legislação estadual não tem 
o condão de disciplinar a prescrição, visto que compete 
privativamente à União legislar sobre direito penal (CF, art. 22, 
I). Importante: observar o julgamento do HC 97611/RS, 2ª T., da 
relatoria do Min. Eros Grau, DJ 07.08.2009. 
524. Errado. Antes de constituído definitivamente o crédito tributário 
não há justa causa para a ação penal (RT 190/22. Rel. Gilmar 
Mendes). “Não havendo sido ainda reconhecida a exigibilidade do 
crédito tributário (‘na debeatur’) e determinado o respectivo valor 
(‘quantum debeatur’), estar-se-á diante de conduta absolutamente 
desvestida de tipicidade penal. A instauração de persecução 
penal, desse modo, nos crimes contra a ordem tributária definidos 
no art. 1º da Lei n º 8.137/90 somente se legitimará, mesmo em 
sede de investigação policial, após a definitiva constituição do 
crédito tributário, pois, antes que tal ocorra, o comportamento do 
agente será penalmente irrelevante, porque manifestamente 
atípico. Precedentes” (STF, HC 85.329/SP, Rel. Min. Celso de 
Mello). 
525. Errado. Não há possibilidade de se apresentar exceção da 
verdade ao delito de injúria (STJ, ExVerd 37 PB, Rel. Min. José 
Delgado, DJ 19.12.2003). 
526. Correto. No delito de injúria, o magistrado pode deixar de aplicar 
a pena no caso de retorsão imediata, que consista em outra 
injúria (CP, art. 140, § 1º, II). 
527. Errado. O pedido de explicações é cabível nos delitos de calúnia, 
difamação e injúria. Registre-se, se, de referências, alusões ou 
frases, se infere calúnia, difamação ou injúria, quem se julgue 
ofendido pode pedir explicações em juízo. Aquele que se recusa a 
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fornecê-las ou, a critério do juiz, não as fornece 
satisfatoriamente, responde pela ofensa (CP, art. 144). 
528. Errado. O querelado que, antes da sentença, se retrata 
cabalmente da calúnia ou da difamação, fica isento de pena