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Lagoas Costeiras 
Morfodinâmica Costeira 
Profª Débora Machado 
 
Introdução 
 “Lagoa costeira é um ambiente dinâmico 
particular onde diferentes forças energéticas 
atuam no suprimento e distribuição de 
sedimentos, tanto marinhos como continentais. 
As inter-relações entre energia e sedimento 
operam em um corpo raso, parcialmente 
fechado por uma barreira, que tem uma 
comunicação efêmera ou restrita com o mar 
através de um ou mais “inlets” 
(desembocadura). A presença de uma barreira 
distingue uma lagoa de um estuário”. 
Distribuição 
 13% das costas mundiais; 
 56% das costas da América do Norte; 
Distribuição 
Ocorrência 
 Embora ocorram em altas latitudes (Norte do 
Alasca e Islândia), são raras em áreas sujeitas a 
emergência costeira, que tende a criar uma 
costa íngreme onde o suprimento de sedimento 
para a barreira é mínimo; 
 Contrariamente: Em costas tropicais de baixas 
latitudes, altas cargas de sedimento supridos 
pelos rios tendem a encher (colmatar) as 
lagoas; 
 Situação mais favorável  costas de latitudes 
médias com baixas amplitudes de maré (Golfo 
do México/EUA). 
Ocorrência 
 Em áreas com maré menor que 2m  as ondas 
dominam e constroem uma barreira longa, linear 
e com poucos inlets; 
 Em áreas de macro-maré  as barreiras são 
mais curtas, mais segmentadas: 
 Costa do Mar do Norte, na antiga Alemanha Ocidental 
e Dinamarca  mostram claramente a variação na 
morfologia da barreira com relação a amplitude de 
maré. 
Ocorrência 
Continuando…. 
 
 
Formação 
 Lagoas se formam onde reentrâncias costeiras 
ou depressões tornam-se parcialmente fecha-
das por uma barreira; 
 Barreira: 
 Costas com declividade baixa onde; 
 Aporte sedimentar abundante (areia ou cascalho); 
 Deriva litorânea  de rios, geleiras ou promontórios 
em erosão; 
 Ondas ativas  ambiente dominado por ondas: 
tanto ao longo da costa como no perfil raso da antepraia 
(transporte efetivo para construir a barreira). 
Formação 
 Vegetação, recifes de corais e estruturas 
tectônicas podem auxiliar na formação da 
barreira; 
 Desenvolvem-se melhor em costas com uma 
história de submergência associada com a 
subida do nível do mar no Holoceno nos últimos 
22.000 anos; 
 Emery (1967),mostrou que: 
“Lagoas são muito comuns onde a plataforma 
continental e a planície costeira são largas e suaves, 
especialmente quando o nível do mar subiu 
lentamente”. 
 
 
Formação 
 Muitas lagoas se formam por submergência e 
inundação de costas baixas na parte posterior 
de um sistema praial antigo com dunas 
desenvolvidas (últimos 5.000 anos); 
 De acordo com Hoyt (1967); 
 A profundidade na lagoa depende: 
 Da intensidade da submergência e da altitude original da 
superfície; 
 A largura da lagoa depende: 
 Da declividade. 
 
 
Formação 
 
 
Formação 
 
 
Formação 
 
 
Lagoa dos Patos 
 4 ciclos de transgressão / 
 regressão; 
 4 sistemas de barreiras. 
Lagoa dos Patos 
Villwock e Tomazelli (1995): mais de 400 ka 
Lagoa dos Patos 
1ª Transgressão: Barreira I 
 
Barreira I 
Lagoa dos Patos 
 2ª Transgressão: Início do complexo multi-barreiras 
 
Isolamento 
da Lagoa Mirim 
 
Barreira II 
Lagoa dos Patos 
 3º Ciclo transgressivo / regressivo 
 Máximo transgressivo: Isolamento da Lagoa dos Patos 
 
Barreira III 
Lagoa dos Patos 
 3º Ciclo transgressivo / regressivo 
 Máximo transgressivo: nivel do mar 120m abaixo do presente; 
Complexo Patos-Mirim: Planície fluvial. 
Lagoa dos Patos 
 4º Ciclo 
 Máximo transgressivo: Erosão (escaparmento) da Barreira III 
 
Lagoa dos Patos 
 4º Ciclo 
 Atual: Subsidência do NM; 
Formação da Barreira IV junto a Barreira III. 
Fonte de Sedimentos 
 Erosão das margens e da própria barreira. 
 Vento; 
 Washover fans (leques de sobrelavagem); 
 Produção dentro da lagoa; 
 Fluvial: 
 Erosão na bacia de drenagem, mais ativa sob 
intemperismo químico e onde a precipitação excede a 
evaporação. 
 
Fonte de Sedimentos 
Leques de Sobrelavagem 
Fonte de Sedimentos 
O Papel da Maré 
 Grande influência nas lagoas. 
 O principal efeito das marés é manter o canal 
entre a lagoa e o oceano (desembocadura ou 
“inlet”) aberto, amplificando assim os processos 
de troca entre lagoa e oceano; 
 Devido a ampla variação de maré, existe uma 
grande variação em seus efeitos sobre as 
lagoas. Ampla variação de maré proporciona 
uma imensa área de bancos e planícies, 
especialmente na maré baixa. 
 
O Papel da Maré 
 Lagoas com macromaré: 
 A energia da maré e das ondas é espalhada em 
faixas batimétricas (o nível é variável); 
 
 Lagoas com micromaré: 
 A energia de ondas é constantemente concentrada 
numa faixa batimétrica, condição que facilita a erosão 
das margens e impede a progradação de pântanos 
salgados e planícies de maré; 
 
 
O Papel da Maré 
 Correntes de maré: 
 Atingem as maiores velocidades na entrada da lagoa 
(inlet); 
 A velocidade depende: 
 Da profundidade e largura da entrada; 
 Fricção no canal; 
 Pressão hidrostática gerada pela diferença de nível entre a 
lagoa e o oceano. 
 
 
O Papel da Maré 
 Assimetria da maré 
 Dentro da lagoa, tanto a variação da maré como a 
velocidade da corrente diminuem a medida que a foz 
se distancia pelo fato de que a energia da maré é 
amortecida por fricção; 
 O amortecimento (damping) é expresso pela 
assimetria temporal das velocidades das curvas de 
vazante e enchente; 
 Quando a onda de maré se desloca para dentro da 
lagoa, é geralmente deformada de tal forma que: 
 a onda de enchente é mais curta que a de vazante; 
 
 
O Papel da Maré 
 Tal fato propicia que as velocidades de enchente 
sejam maiores que as de vazante; 
 Embora enchente e vazante movam 
aproximadamente a mesma quantidade de água, a 
assimetria tem papel preponderante no transporte 
de sedimentos finos para montante. Outros fatores 
que promovem o transporte de sedimentos finos 
para montante são: 
 A redução de velocidade para montante, fato esse 
que favorece a deposição de finos nos bancos no fim 
da enchente. 
 
 
O Papel das Ondas 
 Selecionam e transportam sedimentos 
produzindo feições, tais como os esporões 
arenosos recurvados (spits), praias e 
barreiras; 
 As dimensões de uma lagoa (comprimento, 
largura e profundidade) e sua orientação em 
relação aos ventos predominantes são fatores 
importantes para a intensidade dos processos 
ondulatórios. 
 
 
 
 
O Papel das Ondas 
 Afetam 3 elementos do sistema lagunar: 
 A barreira lagunar; 
 As margens; 
 O assoalho lagunar; 
 Barreira Lagunar: 
 Cria uma corrente litorânea paralela a costa com 
capacidade de transportar sedimentos (podendo 
chegar a milhares de m3 por ano) principalmente no 
lado oceânico da barreira. 
 
 
 
O Papel das Ondas 
O Papel das Ondas 
N 
 
O Papel das Ondas 
 Margens Lagunares: 
 São mais afetadas quando há uma grande pista de 
vento; 
 Formação de esporões arenosos (spits): 
 Crescem em direção ao centro da lagoa; 
 Pode levar a um processo de segmentação lagunar. 
 
 
Deriva litorânea 
O Papel das Ondas 
 
Massachusetts - EUA 
 
(Esporões arenosos - spits) 
O Papel das Ondas 
Processo de segmentação lagunar 
O Papel das Ondas 
 Assoalho Lagunar: 
 Pequenas profundidades ondas ressuspendem 
muito sedimento fino, que tende a se depositar nas 
zonas mais abrigadas e mais profundas; 
 Provoca uma diferenciação de fundo desde as 
margens até o fundo dos canais; 
 Processos ondulatórios são amplificados 
durante curtos períodos de tempestades 
extremas. 
 
O Papel das Ondas 
Sedimentos de fundo 
 
Toldo Jr., (1994) 
O Papel das Ondas 
 
Lagoa Kosi - Zululand 
 
Península Chuktotsky - Rússia 
O Papel das Ondas 
 
Lagoa Araruama – RJ 
Mar de Azov (Spits)- Ucrânia 
O Papel do Vento 
 Atua sobre os sedimentos de duas maneiras: 
 Diretamente como agente de transporte; 
 Indiretamente provocando variações no nível de água, 
ondas ou correntes de deriva as quais transportam 
sedimentos. 
 O efeito mais notável do vento são as dunas 
formadas nas barreiras lagunares. 
 Estas dunas podem ter de 30 a 100m (costa da 
Aquitaine/França, barreira da Lagoa dos Patos, costa 
da Zululand/África). Formadas por sedimentos das 
praias, que foram transportados para o continente. 
 
O Papel do Vento 
 Ventos fortes causam variações significativas no 
nível conhecidas como marés de vento. 
 Maré de Vento: 
 Variação significativa no nível; 
 Baixam o nível no lado protegido; 
 Elevam no exposto. 
 
 
Variações Latitudinais 
 Variações climáticas: 
 Tipo de sedimento da bacia; 
 Intemperismo; 
 Causam diferenças na taxa de suprimento de 
sedimentos e; 
 Intensidade dos processos sedimentares em lagoas 
costeiras; 
 Taxa de evaporação / precipitação; 
 Diferenças no clima de ondas. 
 
Variações Latitudinais 
 Lagoas de altas latitudes: 
 Ausência de pântanos salgados e planícies de maré; 
 Baixa amplitude de maré; 
 Praias congeladas resistem a erosão normal: a 
cobertura de gelo elimina a mistura por ação de 
ventos e ondas; 
 Baixas taxas de precipitação: 
 Água com características hipersalinas; 
 Pouco intemperismo: 
 Poucos sedimentos provindos das margens (a principal fonte 
de sedimentos é a corrente). 
 
 
Variações Latitudinais 
 Lagoas de baixas Latitudes (lagoas tropicais com 
altos fluxos de rio): 
 São longas e estreitas; 
 Inlets são poucos numerosos (dependendo da 
variação da maré); 
 O transporte litorâneo é ativo. Caracterizado pela 
construção sucessiva de cordões litorâneos, 
propiciando a progradação costeira; 
 Lagoa pode apresentar estratificação de salinidade; 
 Floculação aumentada pela grande quantidade de 
matéria orgânica e gradientes abruptos de salinidade. 
 
Variações Latitudinais 
 Lagoas úmidas de latitude média: 
 Lagoas se formam atrás de uma barreira quase 
contínua, frequentemente interrompida por inlets 
estreitos; 
 Ventos e ondas são a forma dominante de energia; 
 Gradientes horizontais de salinidade e muito 
sedimento fino em suspensão; 
 Formação de esporões arenosos; 
 Problemas de dragagens e sítios de deposição; 
 Sedimentos finos aprisionados em pântanos salgados 
e planícies de maré. 
 
 
Variações Latitudinais 
 Lagoas em zonas áridas (baixas latitudes): 
 As barreiras crescem lateralmente por transporte 
litorâneo e eólico; 
 Salinidade de 42 a 45 ppm próximo a costa em 54 a 
67% da lagoa; 
 Pouca presença de finos (pouco intemperismo); 
 Sedimentos: CaCO3 por processos químicos. 
 
 
Desembocaduras (inlets) 
 Posição do inlet: 
 Controla o padrão das correntes; 
 Determina as rotas do transporte de sedimentos; 
 Tamanho e número de entradas: 
 Determina a quantidade de troca de água com o 
oceano; 
 A troca de material fino em suspensão. 
 A entrada (desembocadura-inlet): é mantida 
pelo fluxo do rio e pela maré. 
 
Desembocaduras (inlets) 
 Quando o fluxo da maré 
for variável ou quando o 
transporte litorâneo (areia 
ao longo da barreira) 
varia, um inlet pode apre-
sentar duas condições 
extremas: aberto ou 
fechado. 
 Em muitas lagoas tais 
mudanças seguem um 
ciclo sazonal. 
 
Desembocaduras (inlets) 
 Inlet aberto: 
 Entrada de sedimentos do oceano torna-se 
significativa; 
 Correntes litorâneas proporcionam areia para ser 
transportada para os deltas de maré enchente ou 
planícies de maré; 
 Variação de maré proporciona mistura e produz 
gradientes se salinidade estáveis entre o fluxo do rio e 
o inlet; 
 Sedimentos finos tendem a se acumular nas porções 
internas, e não somente nos canais profundos. 
 
Desembocaduras (inlets) 
 Inlet fechado: 
 Uma das principais fontes de sedimentos (longshore 
drift) é eliminada. Ficam somente as fontes por leques 
de tempestade e transporte eólico; 
 Sem mistura da maré, as águas se tornam calmas e 
sedimentos em suspensão se depositam. 
 Condições anóxicas podem se desenvolver e facilitar 
a deposição de sedimentos orgânicos. 
 Dependendo do fluxo do rio e das taxas de 
evaporação: Salinidade varia de condições de baixa 
salinidade a hipersalinas. 
 
Classificação dos inlets 
 Dois processos dominantes: 
 Maré + fluxo do rio  tendem a manter a lagoa 
aberta; 
 Ondas + transporte litorâneo  tendem a fechar. 
 Um extremo seria uma lagoa completamente 
aberta (como uma foz de rio afogada, tipo um 
estuário) e outro seria uma lagoa completa-
mente fechada. Entre estes extremos existe um 
espectro de tipos variando de acordo com a 
intensidade dos processos atuantes. 
Classificação dos inlets 
 1- Lagoas estuarinas (fluxo de maré forte aumentado 
pelo fluxo do rio): 
 Energia de ondas e deriva litorânea baixas; 
 Largos inlets abertos, promovendo ampla troca; 
 Transporte de sedimentos é alto, logo, 
 Mudanças morfológicas são significativas; 
 Canais profundos e bancos alongados. 
 
Classificação dos inlets 
 2- Lagoas abertas (ondas + maré moderada + fluxo 
do rio): 
 Barreiras curtas; 
 Correntes de maré bidirecionais mantém vários 
canais de entrada de tamanho moderado; 
 Deltas de maré enchente e vazante bem 
desenvolvidos; 
 Troca lagoa-oceano é intermediária; 
 Grande acumulação de sedimentos. 
 
Classificação dos inlets 
 3- Lagoas parcialmente fechadas: 
 Alta energia de ondas; 
 Barreira extensa; 
 Forte deriva litorânea; 
 Correntes de maré são secundárias: 
 Transporte de sedimentos por maré é limitado a entrada; 
 Delta de enchente mais proeminente do que o de vazante 
(que é inexpressivo); 
 Fraca troca entre a lagoa e o oceano; 
 Acumulação de areia e lama. 
 
 
Classificação dos inlets 
 4- Lagoas fechadas: 
 Produzidas por ondas altas a intermediárias e fortes 
correntes litorâneas; 
 Ausência de maré e fluxo contínuo do rio; 
 Leques de tempestade e vento são os principais 
fornecedores de sedimento; 
 Sem troca entre oceano e lagoa, a acumulação é 
significativa. 
 
 
Inlets - Micromaré 
 Dominado por ondas; 
 Praias e esporões; 
 Barreiras longas; 
 Poucos inlets; 
 Delta de maré enchente pouco desenvolvido; 
 Delta de maré vazante ausente; 
Inlets - Micromaré 
Inlets - Mesomaré 
 Maré x Ondas; 
 Barreiras curtas; 
 Vários inlets; 
 Deltas de maré (enchente e vazante) bem 
desenvolvidos; 
Inlets - Mesomaré 
Delta de maré 
 vazante 
Delta de maré 
 enchente 
Inlets - Mesomaré 
Delta maré vazante 
Delta maré enchente 
Inlets - Macromaré 
 Não forma barreira; 
 Bancos linares perpendiculares à costa; 
 Se limitam às desembocaduras de rios.