Prévia do material em texto
Anatomia Geral Coração Victor Villarinho – ATM 2022/2 Monitoria 2017 Pericárdio É uma membrana fibrosserosa que recobre o coração e o início dos grandes vasos. É um saco fechado formado por duas camadas. A camada externa, o Pericárdio Fibroso, é contínua com o tendão central do diafragma. Essa camada é revestida internamente por uma lâmina serosa brilhante, a Lâmina Parietal do Pericárdio Seroso, que é refletida sobre o coração e sobre os grandes vasos como Lâmina Visceral do Pericárdio Seroso. Sobotta, 2006Moore, 2014 Artéria e Veia Pericardiofrênica Nervo Frênico • O Pericárdio Seroso é a camada mesotelial que reveste internamente o pericárdio fibroso e a superfície externa do coração. • A Cavidade Pericárdica é o espaço virtual entre as camadas opostas da lâmina parietal e visceral do pericárdio seroso. Normalmente é preenchida por uma fina película de líquido que permite ao coração se movimentar sem atrito. • O suprimento arterial do pericárdio é feito pelas artérias pericardiofrênicas. Seios do Pericárdio • Seio Transverso: Permite a passagem do dedo do cirurgião por trás das Artérias Aorta e Pulmonar. Essa passagem permite a clipagem dessas artérias, durante a cirurgia, para interromper ou desviar a circulação. (“pinçar artérias”) • Seio Oblíquo: Localiza-se na face posterior do pericárdio junto ao átrio esquerdo e permite o acesso à veia cava inferior e as veias pulmonares. Sobotta, 2006 Seio Transverso Seio Oblíquo Seio Transverso Moore, 2014 Coração • A parede do coração possui três camadas: -Epicárdio: Formada pela lâmina visceral do pericárdio seroso (mesotélio). -Miocárdio: Camada espessa formada por músculo cardíaco. -Endocárdio: Membrana de revestimento interna (endotélio). • 4 Câmaras: -Átrios Direito e Esquerdo (Recebem o sangue das Veias) -Ventrículos Direito e Esquerdo (Ejetam o sangue para as Artérias) • 4 Septos: -Interatrial -Atrioventricular -Interventricular -Aorto-Pulmonar • As fibras musculares estão fixadas ao Esqueleto Fibroso do Coração, que é formado por: - 4 anéis fibrosos ao redor dos óstios das valvas - 2 Trígonos Fibrosos (conexão entre os anéis fibrosos) • Valvas - Atrioventricular Direita = Tricúspide 3 Válvulas/Cúspides - Atrioventricular Esquerda = Bicúspide = Mitral 2 Válvulas/Cúspides - Semilunar Direita = Pulmonar - Semilunar Esquerda = Aórtica • O Caminho do Sangue: 1) Vem da circulação sistêmica pelas Veias Cavas (sup. e inf.) 2) Entra no Átrio Direito 3) Passa pela Valva Tricúspide 4) Entra no Ventrículo direito 5) É ejetado do VD e passa pela Valva Semilunar Pulmonar 6) Sai pelo Tronco da Artéria Pulmonar e entra nos pulmões (hematose) 7) Vem dos pulmões pelas 4 Veias Pulmonares 8) Entra no Átrio Esquerdo 9) Passa pela Valva Mitral 10) Entra no Ventrículo Esquerdo 11) É ejetado do VE e passa pela Valva Semilunar Aórtica 12) Sai pela Artéria Aorta } Formadas por Válvulas Semilunares Moore, 2014 • VD Pulmões AE Pequena Circulação ou Circulação Pulmonar • VE Corpo AD Grande Circulação ou Circulação Sistêmica Referências • O coração se localiza no mediastino médio (parte do mediastino inferior). • 2/3 da vista anterior do coração são VD • 2/3 da vista inferior do coração são VE • O Ventrículo Direito se localiza anteriormente e, por isso, está em contato com o osso esterno. • O Átrio Esquerdo se localiza mais posteriormente e, por isso, está em contato com o esôfago. (Lembre-se: Apesar de a Traqueia ficar na frente do Esôfago, ela não se encontra no mediastino inferior). • A Base do Coração é a parte póstero-superior. • O Ápice do Coração é a parte mais inferior e pra esquerda (é formado pelo VE). Ele se localiza no 5º Espaço Intercostal Esquerdo. Sobotta, 2006 Átrio Direito • Parede Posterior é Lisa – Seio das Veias Cavas. -Óstios das VCS, VCI e Óstio do Seio Coronário. • Parte Anterior tem musculatura rugosa/trabeculada Músculos Pectíneos. • A parede lisa e a trabeculada são separadas pela Crista Terminal (internamente). • Válvula da VCI = Válvula de Eustáquio • Válvula do Seio Coronário = Válvula de Tebésio • Septo InterAtrial É onde se encontra a Fossa Oval. • Nó Sinoatrial/Sinusal – Na junção da VCS com o AD. • Nó AtrioVentricular – Na parte inferoposterior do Septo Interatrial. • Feixes Internodais. (Fibras de condução elétrica entre os nodos SA e AV) • Valva Tricúspide • Aurícula Direita = Grande e Triangular • Trígono de Koch = Valva tricúspide + NAV + Óstio do seio coronário Átrio Direito Fossa Oval Óstio do Seio Coronário Valva Tricúspide Crista Terminal Aurícula Direita Nodo AtrioVentricular (mais ou menos ali) Sobotta, 2006 Ventrículo Direito • Valva Tricúspide (Comunicação com o AD) • Valva Semilunar Pulmonar (Comunicação com o TAP) • As 3 válvulas da valva tricúspide são presas por Cordas Tendíneas (Cordoalha), que se originam nos Músculos Papilares (são 3. Um para cada válvula). Isso impede que as válvulas se abram para dentro do AD durante a contração ventricular (Sístole). • A parede interna possui elevações musculares denominadas Trabéculas Cárneas. • Superiormente, o VD se afunila em um Cone Arterial denominado Infundíbulo (tem parede lisa). • A Crista SupraVentricular separa a musculatura rugosa da parede lisa. • A Banda Moderadora/Trabécula Septomarginal é um feixe muscular que liga o Septo Interventricular ao músculo papilar anterior. É nessa Trabécula que passa o feixe de condução elétrica do VD. (Ramo Elétrico Direito/Ramo do Fascículo D) Ventrículo Direito Valva Pulmonar Infundíbulo Crista Supraventricular Cordas Tendíneas Trabécula Septomarginal Valva Tricúspide Músculo Papilar Anterior Trabéculas Cárneas Átrio Esquerdo • Maior parte com paredes lisas. • Aurícula Esquerda = Pequena e Recortada (tem músc. pectíneos) • 4 óstios das Veias Pulmonares • Parede ligeiramente mais espessa que a do AD. • Cicatriz do Óstio Secundário/Válvula do Forame Oval É a impressão da Fossa Oval (Forame Oval) do lado Esquerdo. • Valva Bicúspide = Valva Mitral • Feixe de Bachmann conduz a onda elétrica do AD para o AE. Átrio Esquerdo Aurícula Esquerda Veia Pulmonar Superior Esquerda Veias Pulmonares Direitas Seio Coronário Cicatriz do Óstio Secundário Valva Semilunar Aórtica (cuidado, é do VE) Valva Mitral (recortada) Sobotta, 2006 Ventrículo Esquerdo • Paredes bem mais espessas que as do VD. • Paredes têm mais Trabéculas Cárneas que o VD. • Músc. Papilares são mais tróficos que os do VD. • Valva Mitral (Comunicação com o AE) • Valva Semilunar Aórtica (comunicação com a Aorta) • Cordões Tendíneos e Músculos Papilares prendendo as 2 válvulas da Valva Mitral. • Ramo Elétrico Esquerdo • Na vista externa posterior vemos o Seio Coronário entre o AE e o VE. Devido à grande Pós-Carga Resistência Sistêmica Ventrículo Esquerdo Moore, 2014 Ventrículo Esquerdo Músculo Papilar Anterior Cordas Tendíneas Valva Mitral Seio Coronário Valva Semilunar Aórtica Trabéculas Cárneas A. Aorta Sobotta, 2006 Ventrículos Sobotta, 2006 Ventrículos Septo Interventricular • O Septo Interventricular tem duas porções, uma muscular e uma membranácea. Parte Membranácea Parte Muscular A. Aorta Valvas e Esqueleto Fibroso do Coração Valva Pulmonar Valva Aórtica Trígono Fibroso Direito SÍSTOLE DIÁSTOLE V. Tricúspide V. Mitral Trígono FibrosoEsquerdo Moore, 2014 Circulação Coronariana • O suprimento arterial do coração é feito pelas Artérias Coronárias, de “fora para dentro”, ou seja, do Epicárdio em direção ao Endocárdio. Logo, obstruções ou lesões em coronárias mais profundas (endocárdicas) são menos perigosas que nas coronárias mais superficiais (epicárdicas). • Praticamente toda a drenagem de sangue desoxigenado, através das Veias Cardíacas, conflui para o Seio Coronariano, que irá desembocar no Átrio Direito. • Quando se fala em Dominância Direita ou Esquerda, refere- se ao fato de qual coronária produz a artéria responsável pela irrigação da parede posterior do coração. 67% do casos apresentam dominância direita. • Diferentes anastomoses e variações nas conformações dos vasos são encontradas. • Cruz Cordis / Cruz do Coração – Junção dos septos e das 4 câmaras cardíacas. Nesse ponto pode haver encontro das AA. Coronárias Direita e Esquerda Artérias Coronárias • Artéria Coronária Principal Direita -Ramo do Nó Sinusal -Ramo Marginal Direito -Ramo Interventricular Posterior (Descendente Posterior) -Ramo do Nó Atrioventricular SUPRE: AD VD VE (parte) Septo IV NSA (60%) NAV (80%) • Artéria Coronária Principal Esquerda -Ramo Interventricular Anterior (Descendente Anterior) --Ramo Diagonal --Ramos Septais -Ramo Circunflexo --Ramo Marginal Esquerdo SUPRE: AE VE (maior parte) VD (parte) Septo IV ( maior parte) NSA (40%) • Bloqueio da ACPE “Fazedor de Viúvas” Infarto do Miocárdio Esquerdo Artérias Coronárias Artéria Coronária Principal Esquerda Artéria Coronária Principal Direita Óstio da Artéria Coronária Esquerda Aorta Artérias Coronárias Moore Artérias Coronárias Gray’s Veias Cardíacas • Veia Oblíqua do Átrio Esquerdo (de Marshall) • Veia Cardíaca Magna • Veia Marginal Esquerda • Veia Cardíaca Média (Veia posterior do VE) • Veia Interventricular Posterior (Veia Cardíaca Média) • Veia Parva • Veias Cardíacas Mínimas (De Thebésio) • Veias Cardíacas Anteriores (Cavalgam a Artéria Coronária Direita e entram diretamente no AD). Seio CoronárioDepende do Autor Veias Cardíacas Nodo Sinusal Veia Parva Veia Interventricular Posterior Veia de Marshall V. Cardíaca Magna Seio Coronário V. Cardíaca Média V. Marginal Esquerda Veias Cardíacas Moore Veias Cardíacas Inervação Cardíaca • É feita pelo Sistema Nervoso Autônomo. • Feita pelo Plexo Cardíaco, formado por fibras simpáticas e parassimpáticas. As fibras são distribuídas ao longo e para os vasos coronarianos e para os componentes do Complexo Estimulante do Coração, especialmente o nodo SA. • Os nervos Parassimpáticos derivam do Nervo Vago(X), ramos cardíacos cervicais superiores e inferiores, além de ramos torácicos. O estímulo parassimpático diminui a frequência cardíaca e reduz a força de contração, além de contrair as artérias coronárias, poupando mais energia. As fibras parassimpáticas liberam Acetilcolina, que se liga aos receptores muscarínicos, para reduzir a frequência de despolarização das células marca-passo. (Estímulo Colinérgico) • Os nervos Simpáticos têm origem nos gânglios cervicais superior e médio, no gânglio estrelado e em alguns gânglios torácicos do simpático. O estímulo simpático causa aumento da FC, da força de contração e da velocidade de condução do impulso (cronotropismo, inotropismo e dromotropismo positivos), além de aumentar o fluxo sanguíneo pelas coronárias. (Estímulo Adrenérgico) Revisando: Vasos da Base do Coração V. Ázigo VCI V. Subclávia D V. Braquiocefálica D VCS Veias Pulmonares D A. Carótida Comum E Tronco Braquiocefálico A. Aorta Ligamento Arterioso Tronco da Artéria Pulmonar V. Jugular Interna E A. Subclávia E Complexo Estimulante do Coração • Sistema que controla o Ciclo Cardíaco. • Consiste em células cardíacas e fibras condutoras altamente especializadas em iniciar e conduzir impulsos elétricos através do coração, a fim de contrair as paredes cardíacas adequadamente. 1) Nodo Sinusal: -Localizado no AD, próximo à junção com a VCS. -É o Marca-Passo do coração. -Pequena coleção de tecido nodal que inicia e controla os impulsos para contração. Produz impulsos 70x por minuto (média. Maioria das pessoas) -É suprido pelo Ramo do Nodo Sinusal (ramo da ACPD) -É estimulado pelo for fibras Simpáticas do SNA, aumentando a frequência cardíaca. -É inibido pelas fibras Parassimpáticas, diminuindo a FC. 2)Despolarização Atrial - O impulso gerado pelo Nodo SA se espalha pelos átrios miogenciamente (através da musculatura) 3)Transmissão do impulso para o Nodo AV -O impulso gerado no nodo SA é conduzido ao Nodo Atrioventricular por fibras internodais. 4)Nodo Atrioventricular -Localizado próximo ao óstio do seio coronariano no AD. -Responsável pela condução do impulso dos átrios para os ventrículos. -A velocidade de condução no nodo AV é 1/10 da velocidade de propagação nos átrios. -Isso gera um atraso importante na contração dos ventrículos, impedindo que átrios e ventrículos contraiam ao mesmo tempo. -É suprido pelo Ramo do Nó Atrioventricular (da ACPD) 5)Feixe de His -O impulso que passa pelo Nodo AV é distribuído para os ventrículos pelo Feixe de His ou Fascículo Atrioventricular. -Fica no esqueleto fibroso do coração, na parte membranácea do septo interventricular. 6) O estímulo “desce” pelo Septo Interventricular pelos Ramos Direito e Esquerdo. 7)Os ramos D e E conduzem o impulso para as paredes ventriculares através das Fibras de Purkinje (ramos subendocárdios). -O Ramo direito conduz para o músculo do Septo interventricular, para o Músculo Papilar Anterior (Através da Banda Moderadora) e para parede o VD. -O ramo esquerdo conduz para o músculo do SIV, músculos papilares e parede o VE. • Velocidade de condução ventricular é 10x maior que atrial. • Nodo AV tem a menor velocidade de condução – 10x menor que atrial e 100x menor que ventricular. • Contração Ventricular acontece de Baixo para Cima Empurrar o sangue em direção às Artérias. Moore Conceitos • Frequência Cronotrópica • Velocidade de Condução Dromotrópica • Força Inotrópica • Exp.: -Uma Droga Inotrópica Positiva é aquela que aumenta a força contrátil do coração. -Uma Droga Dromotrópica Negativa é aquela que diminui a condutividade no coração. Embriologia Cardíaca • No início da 3ª semana de gestação começa a haver angiogênese. • No final da 3ª semana, na área cardiogênica, cordões de células mesenquimais formarão 2 tubos de paredes endoteliais finas, os Tubos Cardíacos Endocárdicos. • Então, os tubos cardíacos endocárdicos se fundem para formar o Tubo Cardíaco - Coração Primitivo. • Células mesenquimais adjacentes ao tubo formarão os primórdios do Miocárdio e do Epicárdio. • O tubo vai sofrer constrições e dilatações, formando algumas estruturas: Seio Venoso, Átrio Primitivo, Ventrículo Primitivo, Bulbo Cardíaco e Tronco Arterioso. • Tronco Arterioso (cranial) forma o Saco Aórtico, que dará origem aos Arcos Aórticos Direito e Esquerdo. • Seio venoso (caudal) recebe o sangue das Veias Cardinais Comuns, Vitelínicas e Umbilicais. • O corno esquerdo do seio venoso dará origem ao Seio Coronariano, enquanto o corno direito dará origem à parede lisa do Átrio Direito. • As aurículas direita e esquerda do adulto têm origem no Átrio Primitivo. • A maior parte do Átrio Esquerdo do adulto deriva das veias pulmonares primitivas. • Formação das 4 câmaras cardíacas: -Durante a 4ª e 5ª semanas, o coração primitivo é um órgão com 4 câmaras típicas. • Divisão do canal atrioventricular:Na região atrioventricular do coração, desenvolvem-se duas proliferações de tecido mesquimal, denominadas Coxins Endocárdicos. Eles crescem um em direção ao outro até se fundirem, dividindo o canal atrioventricular em canais atrioventriculares direito e esquerdo. • Divisão do Átrio Primitivo: Da parte dorsal do átrio primitivo cresce uma divisão membranácea, o Septum Primum. Ele, depois, funde-se com os coxins endocárdicos. Antes dessa fusão com os coxins, existe uma comunicação entre as metades direita e esquerda do átrio primitivo, o Ostium Primum ou Foramen Primum. À medida em que o ostium primum é fechado pela fusão do septum primum com os coxins endocárdicos, a parte superior do septum primum rompe-se, criando uma nova abertura denominada Ostium ou Foramen Secundum. Esse dará origem ao Septum Secundum, cuja borda livre formará o Forame Oval. • Formação dos Ventrículos: O ventrículo primitivo dará origem à maior parte do Ventrículo Esquerdo, enquanto o Bulbo Cardíaco formará a maior parte do Ventrículo Direito. O septo interventricular do adulto é formado por uma prega do ventrículo primitivo que cresce em direção aos coxins endocárdicos. Até o final da 7ª semana, os ventrículos se comunicam pelo Forame Interventricular, cujo fechamento resulta da formação da parte membranácea do septo interventricular. • Divisão do Bulbo Cardíaco e do Tronco Arterioso: Cristas mesenquimais, quando fundidas, formam o septo aorticopulmonar, que divide o tronco arterioso e o bulbo cardíaco em Aorta Ascendente e Tronco Pulmonar. Portanto, a porção inferior do bulbo cardíaco forma a parte trabeculada do Ventrículo Direito, a porção média, os segmentos de saída de ambos os ventrículos e a porção superior do bulbo, o tronco arterioso que dará origem aos segmentos iniciais das artérias aorta e pulmonar. (Fundamentos de Embriologia Humana -Moore, 1990) (Fundamentos de Embriologia Humana -Moore, 1990) Silverthorn (Fundamentos de Embriologia Humana -Moore, 1990) Moore Circulação Fetal Gray´s • Sai da placenta 1 Veia Umbilical, carregando sangue oxigenado da mãe para o bebê. • A veia umbilical entra no fígado e se encontra com a veia porta hepática, formando o Ducto Venoso. • O ducto venoso desemboca na VCI, levando esse sangue “misturado” ao coração. • Ao chegar no AD, parte do sangue passa diretamente para o AE pelo Forame Oval, sem precisar ir para o VD. • Parte do sangue que vai para o VD e é ejetado no tronco pulmonar é roubado da circulação pulmonar pelo Ducto Arterial/Arterioso, que leva esse sangue diretamente para a Aorta. • O sangue então percorre a circulação sistêmica e volta para mãe pelas 2 Artérias Umbilicais que derivam das artérias ilíacas internas. Circulação Pós-Natal: • AA. Umbilicais Ligamentos Umbilicais Mediais • V. Umbilical Ligamento Redondo do Fígado • Ducto Venoso Ligamento Venoso • Forame Oval Fossa Oval • Ducto Arterial Ligamento Arterial Malformações Cardiovasculares -São mais comuns em bebês prematuros. • Forame Oval Persistente – O não fechamento do Forame Oval, nos últimos dias de gestação ou primeiros dias de vida, gera uma Comunicação Interatrial (CIA), na qual há passagem de sangue oxigenado do Átrio Esquerdo para o Átrio Direito, causando aumento do átrio e ventrículo direitos e dilatação do tronco pulmonar, devido à sobrecarga e ao aumento da pressão no coração direito. Além disso, menos sangue é levado ao Ventrículo Esquerdo, diminuindo o Débito Cardíaco. • Oclusão prematura de Forame Oval – Se o Forame Oval for fechado, na vida uterina, antes da hora certa, o sangue não passará em quantidade adequada para o AE, ficando represado no coração direito e causando hipertrofia do coração direito e atrofia no lado esquerdo. Moore • Comunicação Interventricular (CIV) – É o tipo de malformação embriológica cardiovascular mais comum! - Como as partes membranosa e muscular do Septo Interventricular têm origens diferentes no desenvolvimento embriológico, defeitos na formação do SIV podem causar uma CIV. Esses defeitos são mais comuns na parte membranosa do septo. Na CIV, há desvio de sangue do Ventrículo Esquerdo para o Direito, aumentando o fluxo sanguíneo para o Tronco Pulmonar, o que causa Hipertensão Pulmonar, além de faltar sangue do lado esquerdo, o que pode causar Insuficiência Cardíaca. • Tetralogia De Fallot: - Defeito de Septo Interventricular (DSV) - CIV - Estenose Pulmonar – O defeito de septo causa certa obstrução do TAP, diminuindo sua luz. - Hipertrofia de Ventrículo Direito – A obstrução de fluxo para o TAP causa aumento da pressão no VD - Aorta Cavalgante – A saída da valva pulmonar geralmente encontra-se deslocada, podendo estar posicionada afrente do DSV Há Shunt na saída dos ventrículos devido ao DSV e à posição das valvas semi-lunares. • Ducto Arterioso Persistente – Quando não há o fechamento da luz do ducto arterioso. Consequentemente há comunicação entre a aorta e artéria pulmonar, causando shunt. Tronco Arterioso Persistente • Tronco Arterioso Persistente – Normalmente o tronco e o cone são divididos em artérias aorta e pulmonar. Nesse caso, não há formação do septo aorto-pulmonar, o que causa comunicação direta dos dois ventrículos com ambas as artérias, além de estar muito associado a DSV. • Transposição das Grandes Artérias – Defeito no septo aorto-pulmonar e ,às vezes associado a DSV, no qual a aorta se origina do VD e a artéria pulmonar do VE. • Dextrocardia- Posição inadequada do coração. Ele fica voltado para direita. Geralmente associado a um situs inversus total ou parcial. • Coarctação da Aorta – Estreitamento acentuado da luz da aorta. Aspectos Clínicos • Derrame Pericárdico: Sangramento dos capilares pericárdicos ou do coração que cause acúmulo de sangue dentro do saco pericárdico. • Tamponamento Cardíaco: Associado com o derrame pericárdico. Há compressão do coração, dificultando os batimentos, podendo estar associado à insuficiência cardíaca. • Pericardiocentese: Drenagem de líquido da cavidade pericárdica, geralmente feito para aliviar o tamponamento cardíaco. É introduzida uma agulha de grande calibre através do 5º ou 6º espaço intercostal, próximo ao esterno. Também é possível acessar o saco pericárdico sem atingir a pleura e o pulmão inserindo a agulha no ângulo infra-esternal. Moore • Infarto do Miocárdio: Resultante de Doenças Coronarianas que causem oclusão súbita de uma grande artéria por êmbolos Cardiopatia Isquêmica. Nesse caso, a área suprida pela artéria obstruída sofre necrose (morte patológica do tecido). A causa mais comum é aterosclerose, um acúmulo gradual de lipídios na parede interna das artérias, causando desenvolvimento de processo inflamatório na região e oclusão da luz coronariana. A angioplastia é uma forma de tratamento muito efetiva para desobstruir a coronária dos pacientes selecionados, no qual um cateter leva um balão até o processo aterosclerótico, para ser inflado e achatar a placa de gordura contra a parede do vaso. Moore OBRIGADO