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Anatomia Geral
Coração
Victor Villarinho – ATM 2022/2
Monitoria 2017
Pericárdio
É uma membrana fibrosserosa que recobre o coração e o início dos grandes vasos. É um saco fechado formado 
por duas camadas. 
A camada externa, o Pericárdio Fibroso, é contínua com o tendão central do diafragma. Essa camada é revestida 
internamente por uma lâmina serosa brilhante, a Lâmina Parietal do Pericárdio Seroso, que é refletida sobre o 
coração e sobre os grandes vasos como Lâmina Visceral do Pericárdio Seroso.
Sobotta, 2006Moore, 2014
Artéria e Veia 
Pericardiofrênica
Nervo Frênico
• O Pericárdio Seroso é a camada 
mesotelial que reveste 
internamente o pericárdio fibroso e 
a superfície externa do coração.
• A Cavidade Pericárdica é o espaço 
virtual entre as camadas opostas da 
lâmina parietal e visceral do 
pericárdio seroso. Normalmente é 
preenchida por uma fina película de 
líquido que permite ao coração se 
movimentar sem atrito.
• O suprimento arterial do pericárdio 
é feito pelas artérias 
pericardiofrênicas.
Seios do Pericárdio
• Seio Transverso: Permite a 
passagem do dedo do cirurgião 
por trás das Artérias Aorta e 
Pulmonar. Essa passagem 
permite a clipagem dessas 
artérias, durante a cirurgia, 
para interromper ou desviar a 
circulação. (“pinçar artérias”)
• Seio Oblíquo: Localiza-se na 
face posterior do pericárdio 
junto ao átrio esquerdo e 
permite o acesso à veia cava 
inferior e as veias pulmonares. 
Sobotta, 2006
Seio 
Transverso
Seio Oblíquo
Seio Transverso
Moore, 2014
Coração
• A parede do coração possui três camadas:
-Epicárdio: Formada pela lâmina visceral do pericárdio seroso (mesotélio).
-Miocárdio: Camada espessa formada por músculo cardíaco.
-Endocárdio: Membrana de revestimento interna (endotélio).
• 4 Câmaras:
-Átrios Direito e Esquerdo (Recebem o sangue das Veias)
-Ventrículos Direito e Esquerdo (Ejetam o sangue para as Artérias)
• 4 Septos:
-Interatrial
-Atrioventricular
-Interventricular
-Aorto-Pulmonar
• As fibras musculares estão fixadas ao Esqueleto Fibroso do Coração, que é formado por:
- 4 anéis fibrosos ao redor dos óstios das valvas
- 2 Trígonos Fibrosos (conexão entre os anéis fibrosos)
• Valvas
- Atrioventricular Direita = Tricúspide  3 Válvulas/Cúspides
- Atrioventricular Esquerda = Bicúspide = Mitral  2 Válvulas/Cúspides
- Semilunar Direita = Pulmonar
- Semilunar Esquerda = Aórtica
• O Caminho do Sangue:
1) Vem da circulação sistêmica pelas Veias Cavas (sup. e inf.)
2) Entra no Átrio Direito
3) Passa pela Valva Tricúspide
4) Entra no Ventrículo direito
5) É ejetado do VD e passa pela Valva Semilunar Pulmonar
6) Sai pelo Tronco da Artéria Pulmonar e entra nos pulmões (hematose)
7) Vem dos pulmões pelas 4 Veias Pulmonares
8) Entra no Átrio Esquerdo
9) Passa pela Valva Mitral
10) Entra no Ventrículo Esquerdo
11) É ejetado do VE e passa pela Valva Semilunar Aórtica
12) Sai pela Artéria Aorta
} Formadas por Válvulas Semilunares
Moore, 2014
• VD Pulmões AE
Pequena 
Circulação ou 
Circulação 
Pulmonar
• VE Corpo  AD
Grande 
Circulação ou 
Circulação 
Sistêmica
Referências
• O coração se localiza no mediastino médio (parte 
do mediastino inferior).
• 2/3 da vista anterior do coração são VD
• 2/3 da vista inferior do coração são VE
• O Ventrículo Direito se localiza anteriormente e, 
por isso, está em contato com o osso esterno.
• O Átrio Esquerdo se localiza mais posteriormente 
e, por isso, está em contato com o esôfago. 
(Lembre-se: Apesar de a Traqueia ficar na frente 
do Esôfago, ela não se encontra no mediastino 
inferior).
• A Base do Coração é a parte póstero-superior.
• O Ápice do Coração é a parte mais inferior e pra 
esquerda (é formado pelo VE). Ele se localiza no 
5º Espaço Intercostal Esquerdo.
Sobotta, 2006
Átrio Direito
• Parede Posterior é Lisa – Seio das Veias Cavas.
-Óstios das VCS, VCI e Óstio do Seio Coronário.
• Parte Anterior tem musculatura rugosa/trabeculada 
Músculos Pectíneos.
• A parede lisa e a trabeculada são separadas pela Crista 
Terminal (internamente).
• Válvula da VCI = Válvula de Eustáquio
• Válvula do Seio Coronário = Válvula de Tebésio
• Septo InterAtrial  É onde se encontra a Fossa Oval.
• Nó Sinoatrial/Sinusal – Na junção da VCS com o AD.
• Nó AtrioVentricular – Na parte inferoposterior do Septo 
Interatrial.
• Feixes Internodais. (Fibras de condução elétrica entre os 
nodos SA e AV)
• Valva Tricúspide
• Aurícula Direita = Grande e Triangular
• Trígono de Koch = Valva tricúspide + NAV + Óstio do seio coronário
Átrio Direito
Fossa Oval
Óstio do Seio 
Coronário
Valva Tricúspide
Crista 
Terminal
Aurícula Direita
Nodo 
AtrioVentricular
(mais ou menos ali)
Sobotta, 2006
Ventrículo Direito
• Valva Tricúspide (Comunicação com o AD)
• Valva Semilunar Pulmonar (Comunicação com o TAP)
• As 3 válvulas da valva tricúspide são presas por Cordas 
Tendíneas (Cordoalha), que se originam nos Músculos Papilares 
(são 3. Um para cada válvula). Isso impede que as válvulas se 
abram para dentro do AD durante a contração ventricular 
(Sístole).
• A parede interna possui elevações musculares denominadas 
Trabéculas Cárneas.
• Superiormente, o VD se afunila em um Cone Arterial 
denominado Infundíbulo (tem parede lisa).
• A Crista SupraVentricular separa a musculatura rugosa da 
parede lisa.
• A Banda Moderadora/Trabécula Septomarginal é um feixe 
muscular que liga o Septo Interventricular ao músculo papilar 
anterior. É nessa Trabécula que passa o feixe de condução 
elétrica do VD. (Ramo Elétrico Direito/Ramo do Fascículo D)
Ventrículo Direito
Valva Pulmonar
Infundíbulo
Crista 
Supraventricular
Cordas Tendíneas
Trabécula 
Septomarginal
Valva Tricúspide
Músculo Papilar 
Anterior
Trabéculas 
Cárneas
Átrio Esquerdo
• Maior parte com paredes lisas.
• Aurícula Esquerda = Pequena e Recortada (tem músc. pectíneos)
• 4 óstios das Veias Pulmonares
• Parede ligeiramente mais espessa que a do AD.
• Cicatriz do Óstio Secundário/Válvula do Forame Oval  É a 
impressão da Fossa Oval (Forame Oval) do lado Esquerdo.
• Valva Bicúspide = Valva Mitral
• Feixe de Bachmann conduz a onda elétrica do AD para o AE.
Átrio Esquerdo
Aurícula 
Esquerda
Veia Pulmonar 
Superior Esquerda
Veias Pulmonares 
Direitas
Seio Coronário
Cicatriz do Óstio
Secundário
Valva Semilunar 
Aórtica (cuidado, é 
do VE)
Valva Mitral 
(recortada)
Sobotta, 2006
Ventrículo Esquerdo
• Paredes bem mais espessas que as do VD.
• Paredes têm mais Trabéculas Cárneas que o VD.
• Músc. Papilares são mais tróficos que os do VD.
• Valva Mitral (Comunicação com o AE)
• Valva Semilunar Aórtica (comunicação com a Aorta)
• Cordões Tendíneos e Músculos Papilares prendendo as 2 
válvulas da Valva Mitral. 
• Ramo Elétrico Esquerdo
• Na vista externa posterior vemos o Seio Coronário entre o 
AE e o VE.
Devido à grande 
Pós-Carga
 Resistência Sistêmica
Ventrículo Esquerdo
Moore, 2014
Ventrículo Esquerdo
Músculo 
Papilar 
Anterior
Cordas 
Tendíneas
Valva Mitral Seio
Coronário
Valva Semilunar 
Aórtica
Trabéculas Cárneas
A. Aorta
Sobotta, 2006
Ventrículos
Sobotta, 2006
Ventrículos
Septo Interventricular
• O Septo Interventricular 
tem duas porções, uma 
muscular e uma 
membranácea.
Parte Membranácea
Parte Muscular
A. Aorta
Valvas e Esqueleto Fibroso do Coração
Valva Pulmonar
Valva Aórtica
Trígono Fibroso
Direito
SÍSTOLE DIÁSTOLE
V. Tricúspide V. Mitral
Trígono
FibrosoEsquerdo
Moore, 2014
Circulação Coronariana
• O suprimento arterial do coração é feito pelas Artérias 
Coronárias, de “fora para dentro”, ou seja, do Epicárdio em 
direção ao Endocárdio. Logo, obstruções ou lesões em 
coronárias mais profundas (endocárdicas) são menos 
perigosas que nas coronárias mais superficiais (epicárdicas).
• Praticamente toda a drenagem de sangue desoxigenado, 
através das Veias Cardíacas, conflui para o Seio Coronariano, 
que irá desembocar no Átrio Direito.
• Quando se fala em Dominância Direita ou Esquerda, refere-
se ao fato de qual coronária produz a artéria responsável 
pela irrigação da parede posterior do coração. 67% do casos 
apresentam dominância direita.
• Diferentes anastomoses e variações nas conformações dos 
vasos são encontradas.
• Cruz Cordis / Cruz do Coração – Junção dos septos e das 4 
câmaras cardíacas. Nesse ponto pode haver encontro das AA. 
Coronárias Direita e Esquerda
Artérias Coronárias
• Artéria Coronária Principal Direita
-Ramo do Nó Sinusal
-Ramo Marginal Direito
-Ramo Interventricular Posterior
(Descendente Posterior)
-Ramo do Nó Atrioventricular
SUPRE:
AD
VD
VE (parte)
Septo IV
NSA (60%)
NAV (80%)
• Artéria Coronária Principal Esquerda
-Ramo Interventricular Anterior
(Descendente Anterior)
--Ramo Diagonal
--Ramos Septais
-Ramo Circunflexo
--Ramo Marginal Esquerdo
SUPRE:
AE
VE (maior parte)
VD (parte)
Septo IV ( maior parte)
NSA (40%)
• Bloqueio da ACPE  “Fazedor 
de Viúvas”  Infarto do 
Miocárdio Esquerdo
Artérias Coronárias
Artéria Coronária 
Principal Esquerda
Artéria Coronária 
Principal Direita
Óstio da Artéria 
Coronária Esquerda
Aorta
Artérias Coronárias
Moore
Artérias Coronárias
Gray’s
Veias Cardíacas
• Veia Oblíqua do Átrio Esquerdo (de Marshall)
• Veia Cardíaca Magna
• Veia Marginal Esquerda
• Veia Cardíaca Média (Veia posterior do VE)
• Veia Interventricular Posterior (Veia Cardíaca Média)
• Veia Parva
• Veias Cardíacas Mínimas (De Thebésio)
• Veias Cardíacas Anteriores (Cavalgam a Artéria Coronária Direita e entram diretamente no AD).
Seio 
CoronárioDepende 
do Autor
Veias Cardíacas
Nodo Sinusal
Veia Parva
Veia Interventricular 
Posterior
Veia de Marshall
V. Cardíaca Magna
Seio Coronário
V. Cardíaca Média
V. Marginal 
Esquerda
Veias Cardíacas
Moore
Veias Cardíacas
Inervação Cardíaca
• É feita pelo Sistema Nervoso Autônomo. 
• Feita pelo Plexo Cardíaco, formado por fibras simpáticas e parassimpáticas. As 
fibras são distribuídas ao longo e para os vasos coronarianos e para os 
componentes do Complexo Estimulante do Coração, especialmente o nodo SA.
• Os nervos Parassimpáticos derivam do Nervo Vago(X), ramos cardíacos cervicais 
superiores e inferiores, além de ramos torácicos. O estímulo parassimpático 
diminui a frequência cardíaca e reduz a força de contração, além de contrair as 
artérias coronárias, poupando mais energia. As fibras parassimpáticas liberam 
Acetilcolina, que se liga aos receptores muscarínicos, para reduzir a frequência de 
despolarização das células marca-passo. (Estímulo Colinérgico)
• Os nervos Simpáticos têm origem nos gânglios cervicais superior e médio, no 
gânglio estrelado e em alguns gânglios torácicos do simpático. O estímulo 
simpático causa aumento da FC, da força de contração e da velocidade de 
condução do impulso (cronotropismo, inotropismo e dromotropismo positivos), 
além de aumentar o fluxo sanguíneo pelas coronárias. (Estímulo Adrenérgico)
Revisando: Vasos da Base do Coração
V. Ázigo
VCI
V. Subclávia D
V.
Braquiocefálica D
VCS
Veias
Pulmonares D
A. Carótida Comum E
Tronco Braquiocefálico
A. Aorta
Ligamento
Arterioso
Tronco da 
Artéria
Pulmonar
V. Jugular Interna E
A. Subclávia E
Complexo Estimulante do Coração
• Sistema que controla o Ciclo Cardíaco. 
• Consiste em células cardíacas e fibras condutoras 
altamente especializadas em iniciar e conduzir impulsos 
elétricos através do coração, a fim de contrair as 
paredes cardíacas adequadamente. 
1) Nodo Sinusal:
-Localizado no AD, próximo à junção com a VCS.
-É o Marca-Passo do coração.
-Pequena coleção de tecido nodal que inicia e controla 
os impulsos para contração. Produz impulsos 70x por 
minuto (média. Maioria das pessoas)
-É suprido pelo Ramo do Nodo Sinusal (ramo da ACPD)
-É estimulado pelo for fibras Simpáticas do SNA, 
aumentando a frequência cardíaca.
-É inibido pelas fibras Parassimpáticas, diminuindo a FC. 
2)Despolarização Atrial
- O impulso gerado pelo Nodo SA se espalha pelos átrios miogenciamente
(através da musculatura)
3)Transmissão do impulso para o Nodo AV
-O impulso gerado no nodo SA é conduzido ao Nodo Atrioventricular por 
fibras internodais. 
4)Nodo Atrioventricular
-Localizado próximo ao óstio do seio coronariano no AD. 
-Responsável pela condução do impulso dos átrios para os ventrículos. 
-A velocidade de condução no nodo AV é 1/10 da velocidade de propagação 
nos átrios.
-Isso gera um atraso importante na contração dos ventrículos, impedindo 
que átrios e ventrículos contraiam ao mesmo tempo. 
-É suprido pelo Ramo do Nó Atrioventricular (da ACPD)
5)Feixe de His
-O impulso que passa pelo Nodo AV é distribuído para os ventrículos 
pelo Feixe de His ou Fascículo Atrioventricular. 
-Fica no esqueleto fibroso do coração, na parte membranácea do 
septo interventricular.
6) O estímulo “desce” pelo Septo Interventricular 
pelos Ramos Direito e Esquerdo.
7)Os ramos D e E conduzem o impulso para as 
paredes ventriculares através das Fibras de 
Purkinje (ramos subendocárdios).
-O Ramo direito conduz para o músculo do Septo interventricular, 
para o Músculo Papilar Anterior (Através da Banda Moderadora) e 
para parede o VD.
-O ramo esquerdo conduz para o músculo do SIV, músculos 
papilares e parede o VE.
• Velocidade de condução ventricular é 10x maior que atrial.
• Nodo AV tem a menor velocidade de condução – 10x menor que atrial e 100x menor que ventricular.
• Contração Ventricular acontece de Baixo para Cima  Empurrar o sangue em direção às Artérias.
Moore
Conceitos
• Frequência Cronotrópica 
• Velocidade de Condução Dromotrópica
• Força Inotrópica
• Exp.:
-Uma Droga Inotrópica Positiva é aquela que aumenta a força contrátil do coração.
-Uma Droga Dromotrópica Negativa é aquela que diminui a condutividade no coração. 
Embriologia Cardíaca
• No início da 3ª semana de gestação começa a haver angiogênese.
• No final da 3ª semana, na área cardiogênica, cordões de células mesenquimais formarão 2 tubos de 
paredes endoteliais finas, os Tubos Cardíacos Endocárdicos.
• Então, os tubos cardíacos endocárdicos se fundem para formar o Tubo Cardíaco - Coração Primitivo.
• Células mesenquimais adjacentes ao tubo formarão os primórdios do Miocárdio e do Epicárdio.
• O tubo vai sofrer constrições e dilatações, formando algumas estruturas: Seio Venoso, Átrio Primitivo, 
Ventrículo Primitivo, Bulbo Cardíaco e Tronco Arterioso. 
• Tronco Arterioso (cranial) forma o Saco Aórtico, que dará origem aos Arcos Aórticos Direito e Esquerdo.
• Seio venoso (caudal) recebe o sangue das Veias Cardinais Comuns, Vitelínicas e Umbilicais.
• O corno esquerdo do seio venoso dará origem ao Seio Coronariano, enquanto o corno direito dará origem à 
parede lisa do Átrio Direito.
• As aurículas direita e esquerda do adulto têm origem no Átrio Primitivo.
• A maior parte do Átrio Esquerdo do adulto deriva das veias pulmonares primitivas.
• Formação das 4 câmaras cardíacas:
-Durante a 4ª e 5ª semanas, o coração primitivo é um órgão com 4 câmaras típicas.
• Divisão do canal atrioventricular:Na região atrioventricular do coração, desenvolvem-se duas proliferações 
de tecido mesquimal, denominadas Coxins Endocárdicos. Eles crescem um em direção ao outro até se 
fundirem, dividindo o canal atrioventricular em canais atrioventriculares direito e esquerdo.
• Divisão do Átrio Primitivo: Da parte dorsal do átrio primitivo cresce uma divisão membranácea, o Septum
Primum. Ele, depois, funde-se com os coxins endocárdicos. Antes dessa fusão com os coxins, existe uma 
comunicação entre as metades direita e esquerda do átrio primitivo, o Ostium Primum ou Foramen Primum. 
À medida em que o ostium primum é fechado pela fusão do septum primum com os coxins endocárdicos, a 
parte superior do septum primum rompe-se, criando uma nova abertura denominada Ostium ou Foramen
Secundum. Esse dará origem ao Septum Secundum, cuja borda livre formará o Forame Oval.
• Formação dos Ventrículos: O ventrículo primitivo dará origem à maior parte do Ventrículo Esquerdo, 
enquanto o Bulbo Cardíaco formará a maior parte do Ventrículo Direito. O septo interventricular do adulto é 
formado por uma prega do ventrículo primitivo que cresce em direção aos coxins endocárdicos. Até o final da 
7ª semana, os ventrículos se comunicam pelo Forame Interventricular, cujo fechamento resulta da formação 
da parte membranácea do septo interventricular. 
• Divisão do Bulbo Cardíaco e do Tronco 
Arterioso: Cristas mesenquimais, quando 
fundidas, formam o septo aorticopulmonar, 
que divide o tronco arterioso e o bulbo 
cardíaco em Aorta Ascendente e Tronco 
Pulmonar. Portanto, a porção inferior do 
bulbo cardíaco forma a parte trabeculada
do Ventrículo Direito, a porção média, os 
segmentos de saída de ambos os ventrículos 
e a porção superior do bulbo, o tronco 
arterioso que dará origem aos segmentos 
iniciais das artérias aorta e pulmonar.
(Fundamentos de Embriologia Humana -Moore, 1990)
(Fundamentos de Embriologia Humana -Moore, 1990)
Silverthorn 
(Fundamentos de Embriologia Humana -Moore, 1990)
Moore
Circulação Fetal
Gray´s
• Sai da placenta 1 Veia Umbilical, carregando sangue 
oxigenado da mãe para o bebê.
• A veia umbilical entra no fígado e se encontra com a veia 
porta hepática, formando o Ducto Venoso.
• O ducto venoso desemboca na VCI, levando esse sangue 
“misturado” ao coração. 
• Ao chegar no AD, parte do sangue passa diretamente para o 
AE pelo Forame Oval, sem precisar ir para o VD. 
• Parte do sangue que vai para o VD e é ejetado no tronco 
pulmonar é roubado da circulação pulmonar pelo Ducto 
Arterial/Arterioso, que leva esse sangue diretamente para a 
Aorta. 
• O sangue então percorre a circulação sistêmica e volta para 
mãe pelas 2 Artérias Umbilicais que derivam das artérias 
ilíacas internas.
Circulação Pós-Natal:
• AA. Umbilicais  Ligamentos Umbilicais Mediais
• V. Umbilical  Ligamento Redondo do Fígado
• Ducto Venoso  Ligamento Venoso
• Forame Oval  Fossa Oval
• Ducto Arterial  Ligamento Arterial
Malformações Cardiovasculares
-São mais comuns em bebês prematuros.
• Forame Oval Persistente – O não fechamento do 
Forame Oval, nos últimos dias de gestação ou primeiros dias 
de vida, gera uma Comunicação Interatrial (CIA), na qual há 
passagem de sangue oxigenado do Átrio Esquerdo para o Átrio 
Direito, causando aumento do átrio e ventrículo direitos e 
dilatação do tronco pulmonar, devido à sobrecarga e ao 
aumento da pressão no coração direito. Além disso, menos 
sangue é levado ao Ventrículo Esquerdo, diminuindo o Débito 
Cardíaco.
• Oclusão prematura de Forame Oval – Se o 
Forame Oval for fechado, na vida uterina, antes da hora 
certa, o sangue não passará em quantidade adequada para o 
AE, ficando represado no coração direito e causando 
hipertrofia do coração direito e atrofia no lado esquerdo. Moore
• Comunicação Interventricular (CIV) – É o tipo de malformação embriológica cardiovascular mais 
comum! - Como as partes membranosa e muscular do Septo Interventricular têm origens diferentes no 
desenvolvimento embriológico, defeitos na formação do SIV podem causar uma CIV. Esses defeitos são mais 
comuns na parte membranosa do septo. Na CIV, há desvio de sangue do Ventrículo Esquerdo para o Direito, 
aumentando o fluxo sanguíneo para o Tronco Pulmonar, o que causa Hipertensão Pulmonar, além de faltar 
sangue do lado esquerdo, o que pode causar Insuficiência Cardíaca.
• Tetralogia De Fallot:
- Defeito de Septo Interventricular (DSV) - CIV
- Estenose Pulmonar – O defeito de septo causa certa obstrução do TAP, diminuindo sua luz.
- Hipertrofia de Ventrículo Direito – A obstrução de fluxo para o TAP causa aumento da pressão no VD
- Aorta Cavalgante – A saída da valva pulmonar geralmente encontra-se deslocada, podendo estar 
posicionada afrente do DSV
Há Shunt na saída dos ventrículos devido ao DSV e à posição das valvas semi-lunares.
• Ducto Arterioso Persistente – Quando não há o fechamento da luz do ducto arterioso. 
Consequentemente há comunicação entre a aorta e artéria pulmonar, causando shunt.
Tronco 
Arterioso 
Persistente
• Tronco Arterioso Persistente – Normalmente o tronco 
e o cone são divididos em artérias aorta e pulmonar. Nesse caso, 
não há formação do septo aorto-pulmonar, o que causa 
comunicação direta dos dois ventrículos com ambas as artérias, 
além de estar muito associado a DSV.
• Transposição das Grandes Artérias – Defeito no 
septo aorto-pulmonar e ,às vezes associado a DSV, no qual a 
aorta se origina do VD e a artéria pulmonar do VE.
• Dextrocardia- Posição inadequada do coração. Ele fica 
voltado para direita. Geralmente associado a um situs inversus
total ou parcial.
• Coarctação da Aorta – Estreitamento acentuado da luz 
da aorta.
Aspectos Clínicos
• Derrame Pericárdico: Sangramento dos capilares pericárdicos 
ou do coração que cause acúmulo de sangue dentro do saco 
pericárdico. 
• Tamponamento Cardíaco: Associado com o derrame 
pericárdico. Há compressão do coração, dificultando os 
batimentos, podendo estar associado à insuficiência 
cardíaca.
• Pericardiocentese: Drenagem de líquido da cavidade 
pericárdica, geralmente feito para aliviar o 
tamponamento cardíaco. É introduzida uma agulha de 
grande calibre através do 5º ou 6º espaço intercostal, 
próximo ao esterno. Também é possível acessar o saco 
pericárdico sem atingir a pleura e o pulmão inserindo a 
agulha no ângulo infra-esternal. Moore
• Infarto do Miocárdio: Resultante de Doenças Coronarianas que 
causem oclusão súbita de uma grande artéria por êmbolos 
Cardiopatia Isquêmica. Nesse caso, a área suprida pela artéria 
obstruída sofre necrose (morte patológica do tecido). A causa 
mais comum é aterosclerose, um acúmulo gradual de lipídios na 
parede interna das artérias, causando desenvolvimento de 
processo inflamatório na região e oclusão da luz coronariana. A 
angioplastia é uma forma de tratamento muito efetiva para 
desobstruir a coronária dos pacientes selecionados, no qual um 
cateter leva um balão até o processo aterosclerótico, para ser 
inflado e achatar a placa de gordura contra a parede do vaso.
Moore
OBRIGADO

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