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Procedimentos licitatórios: habilitação - Resumo

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Fases do procedimento licitatório
Habilitação
Na fase de habilitação a comissão licitante vericará se o particular é idôneo para
contratar com a administração. Nessa etapa, são examinadas somente se estes cum-
prem os requisitos de habilitação estabelecidos no edital.
Os requisitos de habilitação:
Habilitação jurídica (art. 28 da L8666).
É a comprovação de que o licitante existe no mundo jurídico, estando apto para
contrair direitos e obrigações. Em se tratando de pessoa física, tal requisito será
comprovado a partir da cédula de identidade. Caso o licitante seja uma sociedade
comercial, deverá apresentar o ato constitutivo, estatuto ou contrato social em vi-
gor. Se esta sociedade for uma sociedade anônima, deverá trazer ainda os docu-
mentos de eleição de seus administradores.
Regularidade scal (art. 29 da L8666).
Consiste na demonstração de que o licitante está adimplente com suas obrigações
tributárias, ou ao menos que estas estejam com sua exigibilidade suspensa. Tal
exigência também inclui a necessidade de regularidade com a seguridade social, a
teor do art. 195, § 3.º, da CRFB.
O objetivo deste requisito é o de evitar que a Administração contrate com particu-
lares que estejam irregulares com o sco.
Como é feita a prova da regularidade scal?
A prova de regularidade é feita através de uma certidão negativa de débitos, ou de
uma certidão positiva com efeitos de negativa (quando, por exemplo for deferida
uma moratória ou um parcelamento, que suspendem a exigibilidade do crédito
tributário, a teor do art. 151 do CTN).
Desse modo, não se exige que seja provada a quitação do tributo, mas sim a regu-
laridade scal, o que revela o equívoco técnico do art. 193 do CTN.
Licitações
Licitações (Parte 7)
Direito Administrativo II

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Qual o alcance dessa exigência?
De acordo com uma 1ª corrente, a exigência de regularidade se dá em relação aos
tributos federais, estaduais e municipais.
Para uma 2ª corrente, a exigência estaria restrita ao ente que promove a licitação.
Assim, por exemplo, se o Estado do RJ é quem está fazendo uma licitação, somente
haveria a necessidade de comprovação de regularidade dos tributos estaduais.
Por m, uma 3ª corrente, entende que a exigência de regularidade scal se dá ape-
nas em relação aos tributos que incidem sobre a atividade do licitante e sobre o obje-
to da licitação, com os argumentos de que: (I) a qualicação econômica, de acordo
com CF, abrange apenas os requisitos “indispensáveis à garantia do cumprimento
das obrigações” e de que (ii) tal exigência não deve servir como forma de cobrança
indireta de tributos não pertinentes à contratação.
O simples fato da empresa estar inscrita no CADIN implica irregularidade scal para ns
de habilitação em licitações?
Não, uma vez que, embora haja a obrigatoriedade de consulta prévia ao referido
cadastro pela Administração contratante (art. 6.º, III, da Lei 10.522/2002) não
impedimento para a contratação de um licitante lá inscrito.
Observação: Se o licitante for ME ou EPP haverá mais um benefício concedido pela
LC123: ele pode participar da licitação mesmo que não tenha a certidão de re-
gularidade scal. Tal certidão poderá ser apresentada ao nal do procedimento,
caso ele saia vencedor, em um prazo de 2 dias úteis (prorrogáveis por mais 2).
Regularidade trabalhista (art. 29, IV da L8666).
A regularidade trabalhista dos licitantes (inciso IV), se a partir da prova de inexis-
tência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho, mediante a apresen-
tação da CNDT (Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas).
Qualicação técnica (art. 30 da L8666).
Habilitação nanceira (art. 31 da L8666).
Demonstração de que não explora o trabalho infantil (art. 27, V da L8666).

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