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FUNDAMENTOS  DE TOPOGRAFIA

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sobre o terreno destinadas a projetos executivos. 
 
Também é objetivo desta norma estabelecer condições 
exigíveis para a execução de um levantamento topográfico que devem 
compatibilizar medidas angulares, medidas lineares, medidas de 
desníveis e as respectivas tolerâncias em função dos erros, relacionando 
métodos, processos e instrumentos para a obtenção de resultados 
compatíveis com a destinação do levantamento, assegurando que a 
propagação dos erros não exceda os limites de segurança inerentes a esta 
destinação (ABNT, 1994, p.1). Esta norma está dividida nos seguintes 
itens: 
 
 Objetivos e documentos complementares; 
• Definições: onde são apresentadas as definições adotadas pela 
norma, como por exemplo, definições de croqui, exatidão, erro 
de graficismo, etc.; 
• Aparelhagem: instrumental básico e auxiliar e classificação dos 
instrumentos; 
• Condições gerais: especificações gerais para os trabalhos 
topográficos; 
• Condições específicas: referem-se apenas às fases de apoio 
topográfico e de levantamento de detalhes que são as mais 
importantes em termos de definição de sua exatidão; 
• Inspeção do levantamento topográfico; 
• Aceitação e rejeição: condições de aceitação ou rejeição dos 
produtos nas diversas fases do levantamento topográfico; 
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• Anexos: exemplos de cadernetas de campo e monografias, 
convenções topográficas e procedimento de cálculo de desvio 
padrão de uma observação em duas posições da luneta, através 
da DIN 18723. 
 
4.3 - NBR 14166 - Rede de Referência Cadastral Municipal 
 
O objetivo desta norma é fixar as condições exigíveis para a 
implantação e manutenção de uma Rede Cadastral Municipal. Esta 
norma é válida desde setembro de 1998. De acordo com ABNT (1998, 
p.2), a destinação desta Rede Cadastral Municipal é: 
 
• Apoiar e elaboração e a atualização de plantas cadastrais 
municipais; 
• Amarrar, de um modo geral, todos os serviços de Topografia, 
visando as incorporações às plantas cadastrais do município; 
• Referenciar todos os serviços topográficos de demarcação, de 
anteprojeto, de projetos, de implantação e acompanhamento de 
obras de engenharia em geral, de urbanização, de 
levantamentos de obras como construídas e de cadastros 
imobiliários para registros públicos e multifinalitários. 
 
Esta norma está dividida nos seguintes itens: 
 
• Referências normativas: contém disposições que, ao serem 
citadas no texto da norma, constituem prescrições para a 
mesma; 
• Definições: são apresentadas definições, como a de altura 
geométrica, alinhamento de via ou alinhamento predial, etc.; 
• Estruturação e classificação da Rede de Referência 
Cadastral: seqüência de operações que devem ser observadas 
para a estruturação e implantação da Rede de Referência; 
• Requisitos gerais; 
• Requisitos específicos; 
• Inspeção: itens para inspeção dos trabalhos de implantação e 
manutenção da rede; 
• Aceitação e rejeição; 
 
Além disto, apresenta anexos tratando das fórmulas para 
transformação de coordenadas geodésicas em coordenadas plano-
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retangulares no Sistema Topográfico Local, cálculo da convergência 
meridiana a partir de coordenadas geodésicas e plano-retangulares no 
Sistema Topográfico Local e modelo de instrumento legal para a 
oficialização da Rede de Referência Cadastral Municipal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 - MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS 
 
 
5.1 - Medida Direta de Distâncias 
A medida de distâncias de forma direta ocorre quando a 
mesma é determinada a partir da comparação com uma grandeza padrão, 
previamente estabelecida, através de trenas ou diastímetros. 
 
5.1.1 - Trena de Fibra de Vidro 
A trena de fibra de vidro é feita de material resistente (produto 
inorgânico obtido do próprio vidro por processos especiais). A figura 5.1 
ilustra alguns modelos de trenas. Estes equipamentos podem ser 
encontrados com ou sem envólucro, os quais podem ter o formato de 
uma cruzeta, ou forma circular e sempre apresentam distensores 
(manoplas) nas suas extremidades. Seu comprimento varia de 20 a 50 m 
(com envólucro) e de 20 a 100 m (sem envólucro). Comparada à trena 
de lona, deforma menos com a temperatura e a tensão, não se deteriora 
facilmente e é resistente à umidade e a produtos químicos, sendo 
também bastante prática e segura. 
 
 
Figura 5.1 - Modelos de trenas. 
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Durante a medição de uma distância utilizando uma trena, é 
comum o uso de alguns acessórios como: piquetes, estacas testemunhas, 
balizas e níveis de cantoneira. 
 
 
5.1.2 - Piquetes 
Os piquetes são necessários para marcar convenientemente os 
extremos do alinhamento a ser medido. Estes apresentam as seguintes 
características: 
- fabricados de madeira roliça ou de seção quadrada com a 
superfície no topo plana; 
- assinalados (marcados) na sua parte superior com tachinhas 
de cobre, pregos ou outras formas de marcações que sejam permanentes; 
- comprimento variável de 15 a 30 cm (depende do tipo de 
terreno em que será realizada a medição); 
- diâmetro variando de 3 a 5 cm; 
- é cravado no solo, porém, parte dele (cerca de 3 a 5 cm) 
deve permanecer visível, sendo que sua principal função é a 
materialização de um ponto topográfico no terreno. 
 
5.1.3 - Estacas Testemunhas 
São utilizadas para facilitar a localização dos piquetes, 
indicando a sua posição aproximada. Estas normalmente obedecem as 
seguintes características: 
- cravadas próximas ao piquete, cerca de 30 a 50 cm; 
- comprimento variável de 15 a 40 cm; 
- diâmetro variável de 3 a 5 cm; 
- chanfradas na parte superior para permitir uma inscrição, 
indicando o nome ou número do piquete. Normalmente a parte 
chanfrada é cravada voltada para o piquete, figura 5.2. 
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Figura 5.2 - Representação da implantação de um piquete e estaca 
testemunha. 
 
5.1.4 - Balizas 
São utilizadas para manter o alinhamento, na medição entre 
pontos, quando há necessidade de se executar vários lances, figura 5.3. 
Características: 
- construídas em madeira ou ferro, arredondado, sextavado ou 
oitavado; 
- terminadas em ponta guarnecida de ferro; 
- comprimento de 2 m; 
- diâmetro variável de 16 a 20 mm; 
- pintadas em cores contrastantes (branco e vermelho ou 
branco e preto) para permitir que sejam facilmente visualizadas à 
distância; 
Devem ser mantidas na posição vertical, sobre o ponto 
marcado no piquete, com auxílio de um nível de cantoneira. 
 
Figura 5.3 - Exemplos de balizas. 
 
Piquete Estaca testemunha 
 
50 cm 
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5.1.5 - Nível de Cantoneira 
Equipamento em forma de cantoneira e dotado de bolha 
circular que permite ao auxiliar segurar a baliza na posição vertical 
sobre o piquete ou sobre o alinhamento a medir, figura 5.4. 
 
Figura 5.4 - Nível de cantoneira. 
 
5.1.6 - Cuidados na Medida Direta de Distâncias 
A qualidade com que as distâncias são obtidas depende, 
principalmente de: 
- acessórios; 
- cuidados tomados durante a operação, tais como: 
- manutenção do alinhamento a medir; 
- horizontalidade da trena; 
- tensão uniforme nas extremidades. 
 
A tabela 5.1 apresenta a precisão que é obtida quando se 
utiliza trena em um levantamento, considerando-se os efeitos da tensão, 
temperatura, horizontalidade e alinhamento. 
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Tabela 5.1 - Precisão das trenas. 
Trena Precisão
Fita e trena de aço 1cm/100m
Trena plástica 5cm/100m
Trena de lona