A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
288 pág.
FUNDAMENTOS  DE TOPOGRAFIA

Pré-visualização | Página 36 de 41

saberão quais pontos serão unidos e o que representam. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.1 - Croqui e desenho final. 
FUNDAMENTOS DE TOPOGRAFIA 
 
Luis A. K. Veiga/Maria A. Z. Zanetti/Pedro L. Faggion 
 
236 
 
De acordo com a ABNT (NBR 13133, 1994, p.2 ) o croqui é 
um “esboço gráfico sem escala, em breves traços que facilitam a 
identificação de detalhes”. 
 
Como desenho topográfico final a ABNT (NBR 13133, 1994, p 
2) define: 
 “peça gráfica realizada, a partir do original topográfico, sobre 
base transparente, dimensionalmente estável (poliéster ou 
similar), quadriculada previamente, em formato definido nas 
NBR 8196, NBR 8402, NBR 8403, NBR 10068, NBR 10126, 
NBR 10582 e NBR 10647, com área útil adequada à 
representação do levantamento topográfico, comportando 
ainda, moldura e identificadores segundo modelo definido 
pela destinação do levantamento.” 
Adicionalmente, o original topográfico é definido como: 
“base em material dimensionalmente estável, quadriculada 
previamente, onde são lançados, na escala gráfica 
predeterminada, os pontos coletados no campo pelo 
levantamento topográfico, devidamente calculados e 
compensados e, em seguida, definidos os elementos 
planimétricos em suas dimensões e/ou traçadas as curvas de 
nível a partir dos pontos de detalhes e com controle nas 
referências de nível do apoio topográfico. Pode também ser 
obtido por processo informatizado, através de estações 
gráficas.” (NBR 13133, 1994, p 4). 
Um desenho topográfico deve informar com precisão ao 
usuário a posição das feições levantadas em campo, bem como dados 
adicionais para o uso destas informações, como origem planimétrica das 
coordenadas, orientação, etc. 
Atualmente é possível conjugar o uso de um programa para 
cálculo topográfico e um programa CAD. Alguns programas de 
Topografia têm seu CAD próprio, outros trabalham em conjunto com 
um CAD específico, como o AUTOCAD. Basicamente o que estes 
programas fazem é calcular as coordenadas dos pontos e lançá-las no 
editor gráfico para a realização do desenho. Além disto, apresentam uma 
FUNDAMENTOS DE TOPOGRAFIA 
 
Luis A. K. Veiga/Maria A. Z. Zanetti/Pedro L. Faggion 
 
237 
 
série de facilidades e utilitários para o desenho, como traçado de curvas 
de nível utilizando Modelos Digitais de Terreno, criação automática de 
malha de coordenadas, elaboração de perfis do terreno, inserção 
automática de folhas de desenho, rotulação de linhas com azimutes e 
distâncias, etc. 
 
Com a utilização de um CAD para a elaboração do desenho 
ganha-se em tempo e qualidade. A elaboração do desenho de forma 
tradicional é muito demorada. Desenho com esquadros e transferidores, 
a elaboração de texto, entre outros, faz com que o processo seja bastante 
lento, além disto, neste caso é fundamental para um bom produto final 
que o desenhista tenha habilidade para este fim. Desenhos em CAD 
requerem que o desenhista tenha conhecimento do programa e a 
qualidade do produto final dependerá, entre outras coisas, da capacidade 
do desenhista de explorar as ferramentas disponíveis no mesmo. Cabe 
salientar que, seja no método tradicional quanto utilizando o 
computador, o desenhista deve conhecer os conceitos de desenho 
técnico e de representação topográfica. 
 
No desenho topográfico, assim como na produção de qualquer 
mapa, em função da escala de representação, algumas das feições serão 
representadas em verdadeira grandeza através de suas dimensões 
medidas em campo, outras serão representadas utilizando-se símbolos. 
Estes poderão ser uma réplica da feição a ser representada, como o caso 
de um símbolo de árvore ou abstrações, ou um símbolo para a 
representação de uma RN, por exemplo. Nas abstrações são 
normalmente utilizados elementos geométricos como círculos e 
triângulos para compor o símbolo. A NBR 13133 apresenta em seu 
anexo B um conjunto de convenções topográficas para serem utilizadas 
nos desenhos topográficos. A figura 13.2 apresenta alguns destes 
símbolos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.2 - Exemplos de convenções topográficas. 
Fonte: ABNT (1994, p.32). 
RN Oficial 
1º Ordem 
3º Ordem 
2º Ordem 
Vértices 
Topográficos 
Pol. Principal 
Pol. Auxiliar 
Pol. Secundária 
Vértices 
Geodésicos 
1º Ordem 
3º Ordem 
2º Ordem 
FUNDAMENTOS DE TOPOGRAFIA 
 
Luis A. K. Veiga/Maria A. Z. Zanetti/Pedro L. Faggion 
 
238 
 
Utilizando-se um CAD é possível criar conjuntos de símbolos 
que podem ser facilmente empregados nos desenhos. Exemplos de setas 
de Norte são apresentados na figura 13.3. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.3 - Diferentes formas de indicação do Norte. 
 
Para facilitar a compreensão do desenho deve ser elaborada 
uma legenda com o significado de cada símbolo. 
 
Correções ou alterações também podem ser realizadas com 
facilidade. A figura 13.4 ilustra diferentes formas de representação para 
uma mesma área. São alterados os símbolos, posição dos textos e outros 
elementos, o que, em desenhos feitos à mão eram atividades não muito 
práticas. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.4 - Diferentes representações para uma mesma área. 
 
Outra facilidade na utilização de CAD é a possibilidade de 
dividir os elementos em diferentes camadas ou layers (figura 13.5), útil 
no gerenciamento e elaboração do desenho, uma vez que podem ser 
mostradas em tela somente as feições desejadas, sem que haja a 
necessidade de apagar as demais feições. 
 
 
P01 
 
Rua X 
 
P01 
 
Rua gramado gramado 
FUNDAMENTOS DE TOPOGRAFIA 
 
Luis A. K. Veiga/Maria A. Z. Zanetti/Pedro L. Faggion 
 
239 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.5 - Divisão do desenho em camadas. 
 
É possível utilizar camadas para a elaboração de desenhos 
auxiliares, que não devem fazer parte do desenho final, como é o caso de 
uma triangulação para a realização da Modelagem Digital do Terreno 
(figura 13.6) ou linhas definidoras de áreas a serem preenchidas com 
texturas (hachura). Quando da elaboração do desenho final basta ocultar 
estas camadas. 
 
 
 
 
 
Pontos da poligonal 
 Textos 
 Ruas 
Folha, moldura 
e legenda 
 Vegetação 
 Calçadas 
 Edificações 
 Estacionamento 
FUNDAMENTOS DE TOPOGRAFIA 
 
Luis A. K. Veiga/Maria A. Z. Zanetti/Pedro L. Faggion 
 
240 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.6 - Camadas auxiliares. 
No caso “a” a camada com a triangulação está ativa. No caso “b” 
esta camada está desativada. 
 
 
13.2 - Desenho Técnico 
 
Os desenhos devem ser realizados em folhas com formato 
padrão de acordo com a NBR 10068, sendo que as folhas podem ser 
utilizadas tanto na vertical como na horizontal (figura 13.7). 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.7 - Folhas na horizontal e vertical. 
a) 
b) 
FUNDAMENTOS DE TOPOGRAFIA 
 
Luis A. K. Veiga/Maria A. Z. Zanetti/Pedro L. Faggion 
 
241 
 
 
Os formatos das folhas da série denominada de “A” são 
apresentados na tabela 13.1. 
 
Tabela 13.1 - Formatos da série A 
Designação Dimensões (mm) 
A0 841 x 1189 
A1 594 x 841 
A2 420 x 594 
A3 297 x 420 
A4 210 x 297 
Fonte: ABNT (1987). 
 
De acordo com a NBR 10582 (ABNT, 1988), a folha de 
desenho deve conter espaços para desenho, texto e legenda, conforme 
ilustra a figura 13.8. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13.8 - Espaços para desenho, texto e legenda. 
FONTE (ABNT, 1988). 
 
No espaço para texto devem constar todas as informações 
necessárias ao entendimento do conteúdo do espaço para desenho. Este 
Espaço para texto 
Espaço para 
desenho 
Espaço para legenda 
Espaço para 
desenho 
Espaço para 
legenda 
Espaço para 
texto 
FUNDAMENTOS DE TOPOGRAFIA 
 
Luis A. K. Veiga/Maria A. Z. Zanetti/Pedro L. Faggion 
 
242 
 
espaço deve ser localizado à direita ou na margem inferior da folha, 
devendo ter largura igual a da legenda ou, no mínimo, 100 mm. 
 
A legenda deverá conter as seguintes informações (ABNT, 
1988): 
 
• Designação da firma; 
• Projetista, desenhista ou outro responsável pelo conteúdo