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6. SOCIOLOGIA CRIMINAL_20131025210932

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Diante de uma reação humanitária, decorrente do iluminismo durante o século XVII, o chamado Século das Luzes, tendo o seu apogeu com a Revolução Francesa. 
Foram formadas diversas correntes de pensamentos criticando os excessos imperantes na legislação penal vigente. 
Essas criticas, tinham por objetivo diminuir a crueldade que era imposta aos condenados, propondo a individualização da pena e a sua equivalência ou proporcionalidade entre a pena e o delito praticado. 
Estas correntes de pensamento organizadas de maneira sistemática ficaram conhecidas por Escolas Penais. 
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 ESCOLA CLÁSSICA: 
CESARE BECCARIA UM DOS PRINCIPAIS EXPOENTES. OBRA “DOS DELITOS E DAS PENAS” 
A Escola Penal Positiva surge no século XIX.
A Escola Positiva surgiu no contexto de um acelerado desenvolvimento das ciências sociais (Antropologia, Psiquiatria, Psicologia, Sociologia, Estatística etc.)
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ESCOLA POSITIVA ITALIANA:
O indivíduo que cometia crimes já nascia com o status de criminoso, devido as suas características físicas (tamanho da testa, maxilar, dedos) e gene hereditário.
O crime surge como uma doença, diagnosticada por Lombroso, médico defensor dessa teoria e que, escreveu a obra “O criminoso nato”
ITÁLIA – CRIMINOSO NATO.
ESCOLA POSITIVA FRANCESA
Defendia que o indivíduo sofria influências endógenas e exógenas.
nascia propenso a cometer um crime, mas só cometeria se o meio influenciasse, Émile Durkheim foi um motor para a concepção dessa teoria
FRANÇA – MEIO AMBIENTE.
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Depois das escolas penais Clássica e Positiva, surgiram outras correntes denominadas pela doutrina de ecléticas ou intermediárias. 
ITALIANA
 
ALEMANHA 
 
 ESCOLA MODERNA ALEMÃ 
 ALEMANHA 
CORRECIONALISTA
A moderna sociologia criminal aponta para duas vertentes, a saber: Modelo europeu 
 norte americano.
Europeu - ligado a Durkhein (teoria da anomia, ou seja, a normalidade do delito no contexto sócio-cultural)
Norte-americano - liga-se a Escola de Chicago (que admite a existência de subculturas criminais, a partir da qual nasceram progressivamente diversos esquemas teóricos (Teoria Ecológica, subculturas, etiquetamento rotulagem e outras.
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distinção entre imputáveis e inimputáveis;
responsabilidade moral baseada no determinismo (quem não tiver a capacidade de se levar pelos motivos deverá receber uma medida de segurança);
crime como fenômeno social e individual ou seja o delito é contemplado no seu aspecto real – fenômeno natura e social; condicionado, porém, pelos fatores apontados por Ferri. 
A pena com caráter aflitivo, cuja finalidade é a defesa social ou seja, a pena tem uma função defensiva ou preservadora da sociedade. medida de segurança no lugar da pena.
O fim da pena é a defesa social, embora sem perder seu caráter aflitivo, e é de natureza absolutamente distinta da medida de segurança. 
apesar de utilizar-se da medida de segurança e buscar a defesa social ainda ignora qualquer hipótese de ressocialização do individuo. 
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A pena simplesmente retributiva dos clássicos é substituída pela pena de fim. A pena tem um fim prático: a prevenção geral ou especial.
a preventiva geral aquela que recai a todos.
preventiva especial aquela que recai ao delinquente. Pena é a arma de ordem jurídica na luta contra delinquência. 
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 ESCOLA MODERNA ALEMÃ 
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AS CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA MODERNA ALEMÃ SÃO
 a) distinção entre o direito penal e as demais ciências criminais – criminologia; 
b) O método indutivo-experimental para as ciências criminais;
 c) o delito como um fenômeno humano-social e fato jurídico; 
d) a imputabilidade e a periculosidade; 
e) a pena e a medida de segurança como um duplo meio de luta contra o delito;
 f) o caráter defensivo da pena, orientada conforme a personalidade do delinquente: é a denominada pena finalística ou pena de fim, em que coexistem a prevenção geral e a prevenção especial (intimidação/adaptação artificial), com prevalência da última. 
h) o desenvolvimento da política criminal. 
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ESCOLA CORRECIONALISTA
Aparece na Alemanha, em 1839. pertencente ao movimento do idealismo romântico alemão, durante a primeira metade do século XIX. No entanto, na Espanha Foi onde encontrou os seus principais seguidores.
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o delinquente, para os correcionalistas, ser anormal, incapaz de uma vida jurídica livre, constituindo-se, por isso, em um perigo para a convivência social, sendo indiferente a circunstância de tratar-se ou não de imputável. Não dá nenhuma relevância ao livre-arbítrio. O criminoso é um ser limitado por uma anomalia de vontade, encontrando no delito o seu sintoma mais evidente, e, por isso, a sanção penal é vista como um bem.
O delinquente tem o direito de exigi sua execução e não o dever de cumpri-la. Ao estado cabe a função de assistência às pessoas necessitadas de auxilio (incapazes de autogoverno). 
Para tanto o órgão púbico deve atuar de dois modos: 
restringindo a liberdade individual (afastamento dos estímulos delitivos); 
 corrigindo a vontade imperfeita. O importante não é a punição do delito, mas sim a cura ou emenda do delinquente. A administração da Justiça deve visar o saneamento social (higiene e profilaxia social) e o juiz ser entendido como médico social.
começa-se a pensar, mesmo que forma indireta, na ressocialização do delinquente através da pena, no momento em que se busca a cura do delinquente.
 Trata-se aqui a pena como meio de controle social, não mais como uma mera retribuição ao crime praticado.
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Pode-se dizer, a grosso modo, que a pena para os correcionalistas era entendida como um bem e que o delinquente tinha direito à ela, ao tratamento correspondente. 
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AS TEORIAS DE CONSENSO
 os objetivos da sociedade são atingidos quando há o funcionamento perfeito de suas instituições, com os indivíduos convivendo e compartilhando as metas sociais comuns, concordando com as regras de convívio. os sistemas sociais dependem da voluntariedade de pessoas e instituições, que dividem os mesmos valores.
As teorias consensuais partem dos seguintes postulados: 
toda sociedade é composta de elementos perenes, integrados, funcionais, estáveis, que se baseiam no consenso entre seus integrantes
AS TEORIAS DE CONFLITO
argumentam que a harmonia social decorre da força e da coerção, em que há uma relação entre dominantes e dominados. não existe voluntariedade entre os personagens para a pacificação social, mas esta é decorrente da imposição ou coerção.
Os postulados das teorias de conflito são: as sociedades são sujeitas a mudanças contínuas. Haverá sempre luta de classes ou de ideologias a informar a sociedade moderna (Marx).
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Entre as diversas teorias sociológicas que buscam explicar todo o fenômeno criminal estão:
 a Escola de Chicago (teoria consenso)
a associação diferencial (teoria consenso)
a anomia (teoria consenso) 
a subcultura delinquente (teoria consenso)
 o labelling approach (teoria conflito)
a teoria crítica (radical) (teoria conflito)
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AS ESCOLAS SOCIOLÓGICAS
 
As escolas sociológicas não somente observa a importância do "meio" na gênese da criminalidade, como também observam o crime como "fenômeno social".
A moderna sociologia criminal aponta para duas vertentes, a saber: Modelo europeu e norte americano.
Europeu - ligado a Durkhein (teoria da anomia, ou seja, a normalidade do delito no contexto sócio-cultural)
 Norte-americano - liga-se a Escola de Chicago (que admite a existência de subculturas criminais, a partir da qual nasceram progressivamente diversos esquemas teóricos (Teoria Ecológica, subculturas, etiquetamento rotulagem e outras.
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A ESCOLA DE CHICAGO
Esse nome é dado a um grupo de professores e pesquisadores da Universidade de Chicago (cidade do estado de Illinois, nos Estados Unidos) nos anos 20 durante