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4 - BENS PÚBLICOS

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competente que, por ato comissivo ou omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatórios incorrerá em crime de responsabilidade e responderá, também, perante o Conselho Nacional de Justiça. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 8º É vedada a expedição de precatórios complementares ou suplementares de valor pago, bem como o fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução para fins de enquadramento de parcela do total ao que dispõe o § 3º deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 9º No momento da expedição dos precatórios, independentemente de regulamentação, deles deverá ser abatido, a título de compensação, valor correspondente aos débitos líquidos e certos, inscritos ou não em dívida ativa e constituídos contra o credor original pela Fazenda Pública devedora, incluídas parcelas vincendas de parcelamentos, ressalvados aqueles cuja execução esteja suspensa em virtude de contestação administrativa ou judicial. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 10. Antes da expedição dos precatórios, o Tribunal solicitará à Fazenda Pública devedora, para resposta em até 30 (trinta) dias, sob pena de perda do direito de abatimento, informação sobre os débitos que preencham as condições estabelecidas no § 9º, para os fins nele previstos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 11. É facultada ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade federativa devedora, a entrega de créditos em precatórios para compra de imóveis públicos do respectivo ente federado. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 12. A partir da promulgação desta Emenda Constitucional, a atualização de valores de requisitórios, após sua expedição, até o efetivo pagamento, independentemente de sua natureza, será feita pelo índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança, e, para fins de compensação da mora, incidirão juros simples no mesmo percentual de juros incidentes sobre a caderneta de poupança, ficando excluída a incidência de juros compensatórios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 13. O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios a terceiros, independentemente da concordância do devedor, não se aplicando ao cessionário o disposto nos §§ 2º e 3º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 14. A cessão de precatórios somente produzirá efeitos após comunicação, por meio de petição protocolizada, ao tribunal de origem e à entidade devedora. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 15. Sem prejuízo do disposto neste artigo, lei complementar a esta Constituição Federal poderá estabelecer regime especial para pagamento de crédito de precatórios de Estados, Distrito Federal e Municípios, dispondo sobre vinculações à receita corrente líquida e forma e prazo de liquidação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
§ 16. A seu critério exclusivo e na forma de lei, a União poderá assumir débitos, oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e Municípios, refinanciando-os diretamente. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).
O grande problema dos precatórios é que os valores disponibilizados pelo Estado para saldar a fila dos precatórios é menor que a dívida pública. Esse fato aliado ao mau planejamento gera criam filas eternas de precatório.
Como a CF determina que cabe a lei regulamentar o regime de precatório, e esta lei não existe até o momento, a Administração Pública comete diversos abusos, aproveitando-se da brecha.
Em função disso, o CNJ começa a interferir nesse regime através de regulamentações próprias, sob o argumento de que compete ao Poder Judiciário determinar o pagamento dos valores. Crítica: em verdade não é competência do CNJ, mas do P. Legislativo, que inerte começa a ser exercido por um outro poder, logo há uma atuação de um poder sobre o outro.
Os créditos alimentares também são pagos por meio de precatórios (Súmulas 655, STF e 144, STJ), mas em ordem (“fila”) diferente dos demais créditos.
É obrigatória a inclusão de verba orçamentária para pagamento dos precatórios apresentados até 1º de julho pelas entidades públicas. Precatórios apresentados até 30 de junho deverão ser pagos até dezembro do ano seguinte.
De acordo com o STF, a não inclusão de verba no orçamento não enseja seqüestro nem intervenção (Reclamação 1842).
NÃO ONERABILIDADE
Alguns doutrinadores não citam esta característica, por entenderem que se trata de conseqüência da impenhorabilidade.
Os bens públicos, por força dessa característica, não podem ser objeto de direitos reais de garantia (penhor, hipoteca e anticrese).
EXCEÇÕES (situações nas quais é possível a oneração de bens públicos):
CF, Art. 167. São vedados:
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
§ 4.º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
IMPRESCRITIBILIDADE
Trata-se de impedimento de prescrição aquisitiva dos bens públicos.
CF, Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
§ 1º - O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil.
§ 2º - Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
§ 3º - Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
CF, Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
CC, Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.
Nem mesmo os bens dominicais podem ser usucapidos, tampouco os bens de uso comum do povo e os de uso especial. Essa vedação, entretanto, não impede que o Poder Público realize a usucapião.
Observação: Prevalece na jurisprudência do STJ que não há obrigação de indenizar acessões e benfeitorias realizadas em bens públicos.
FORMAS DE AQUISIÇÃO DE BENS PELO ESTADO
CAUSAS CONTRATUAIS, NATURAIS ou JURÍDICAS
AQUISIÇÕES ORIGINÁRIAS ou DERIVADAS
O Estado pode adquirir bens através de:
Contratos:
Compra e venda
Permuta
Doação
Dação em pagamento
Hipótese consagrada no art. 156, X, CTN para pagamento de tributos
Dação em pagamento para adimplemento de dívidas não tributárias
Uma vez adquirido um bem imóvel através de dação em pagamento, a futura alienação deste poderá se dar através de licitação na modalidade concorrência ou leilão.
Usucapião (aquisição originária de propriedade)
Apesar de o Poder Público não perder bens por usucapião, adquire bens por este meio.
Desapropriação (aquisição originária de propriedade)
CAUSA MORTIS
A aquisição de bens causa mortis ocorre na hipótese de o particular realize testamento transferindo