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7 - ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS (8.112)

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de 1998)
II - exoneração dos servidores não estáveis. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Há, outrossim, a exoneração por conta de opção feita pelo servidor em procedimento sumário de acumulação ilegal de cargos (art. 133, Lei 8.112).
Art. 133.  Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas, a autoridade a que se refere o art. 143 notificará o servidor, por intermédio de sua chefia imediata, para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias, contados da data da ciência e, na hipótese de omissão, adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata, cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases:(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão, a ser composta por dois servidores estáveis, e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        II - instrução sumária, que compreende indiciação, defesa e relatório; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        III - julgamento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        § 1o  A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor, e a materialidade pela descrição dos cargos, empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal, dos órgãos ou entidades de vinculação, das datas de ingresso, do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) 
        § 2o  A comissão lavrará, até três dias após a publicação do ato que a constituiu, termo de indiciação em que serão transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior, bem como promoverá a citação pessoal do servidor indiciado, ou por intermédio de sua chefia imediata, para, no prazo de cinco dias, apresentar defesa escrita, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição, observado o disposto nos arts. 163 e 164. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) 
        § 3o  Apresentada a defesa, a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor, em que resumirá as peças principais dos autos, opinará sobre a licitude da acumulação em exame, indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade instauradora, para julgamento. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        § 4o  No prazo de cinco dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão, aplicando-se, quando for o caso, o disposto no § 3o do art. 167. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        § 5o  A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        § 6o  Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        § 7o  O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá trinta dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por até quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        § 8o  O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo, observando-se, no que lhe for aplicável, subsidiariamente, as disposições dos Títulos IV e V desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
08 de dezembro de 2010
Cargo em comissão:
Exoneração a critério da Administração;
Exoneração ad nutum (cargo em comissão é de livre contratação e de livre exoneração, pelo que, assim como a contratação independe de motivação, a exoneração também independe).
Exoneração a pedido do servidor comissionado.
FORMAS DE VACÂNCIA DO CARGO
DEMISSÃO
Desligamento do servidor com conotação de penalidade.
APOSENTADORIA
FALECIMENTO
PROMOÇÃO
Forma de provimento e de vacância ao mesmo tempo.
READAPTAÇÃO
Forma de provimento DERIVADO HORIZANTAL e de vacância ao mesmo tempo.
POSSE EM OUTRO CARGO INACUMULÁVEL
Forma de provimento e de vacância ao mesmo tempo.
Trata-se da hipótese em que o servidor estável pede a vacância do cargo anterior, assumindo o posterior, caso não seja aprovado no estágio probatório, será reconduzido ao cargo anterior.
Observação: Há certos estatutos que exigem a exoneração do cargo anterior, mas a 8.112 permite ao servidor a possibilidade de se requerer a vacância.
REMOÇÃO
Na remoção há o deslocamento do servidor para desempenhar suas atividades em outra unidade, com ou sem mudança de sede (localidade).
Modalidades de remoção:
REMOÇÃO DE OFÍCIO
Esta remoção se dá no interesse da Administração, inexistindo requerimento do servidor.
Atentar para o desvio de poder ou desvio de finalidade. Se a remoção de ofício for utilizada como forma de penalidade tem-se desvio de poder ou desvio de finalidade. A análise do desvio de poder ou de finalidade se dá por meio de aspectos externos.
REMOÇÃO A PEDIDO DO SERVIDOR (a critério da Administração)
Esta modalidade de remoção depende de deferimento ou não pela Administração, a partir de um juízo discricionário.
REMOÇÃO A PEDIDO DO SERVIDOR (independentemente de interesse da Administração)
Uma vez formulado o pedido, a Administração possui o dever de deferi-lo (ato vinculado) nas seguintes hipóteses:
pedido de remoção para acompanhar cônjuge. Possibilidade apenas quando os servidores estavam lotados na mesma localidade e um deles foi deslocado por interesse da Administração.
O instituto não se aplica nas investiduras iniciais (nesse caso a decisão da Administração será discricionária).
pedido de remoção por motivo de saúde.
concurso de remoção. 
 
Art. 36.  Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. 
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção: (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
I - de ofício, no interesse da Administração; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
II - a pedido, a critério da Administração; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
III -  a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração: (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração; (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
        b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge,