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Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
Macroeconomia 1 
 
Aula 1 e 3: Conceitos básicos e revisão de 
Contabilidade Social 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 Varginha, 18 de Setembro de 2017. 
 
Plano de aula 
 Tema: conceitos básicos de Macroeconomia 
 
Objetivo: Introdução e apresentação dos conceitos básicos de Macroeconomia 
 
Conteúdo: 
- Conceitos básicos: produto, renda, despesa agregada e o fluxo circular da renda; 
- Sistema de contas nacionais 
- Balanço de pagamentos 
- Moeda e Sistema monetário 
 
 
Metodologia: A aula será ministrada com base em uma apresentação em PowerPoint e com a 
leitura de parágrafos selecionados da bibliografia básica. 
 
Bibliografia básica: 
SIMONSEN, M.H. e CYSNE, R. P. Macroeconomia. Editora Atlas. São Paulo, 2009. 
PAULANI, L. M.; BRAGA. M. B. A nova contabilidade Social: uma introdução à Macroeconomia. 
4ª edição. São Paulo: Saraiva, 2012. 
 
 
Introdução 
 Segundo Paulani e Braga (2012, p. 4) “É a partir da Teoria Geral de Keynes que ganham 
contornos definitivos os conceitos fundamentais da contabilidade social, bem como a 
existência de identidades no nível macro e a relação entre os diferentes agregados” 
 
Ainda segundo Paulani e Braga (2012, p.4) “ A partir da obra teórica de Keynes, os 
economistas passaram a saber o que medir em agregado e como fazê-lo. A difícil situação 
enfrentada pela economia mundial na década de 1930, depois do colapso de 1929 e da 
recessão e do desemprego dele resultantes, vinha por sua vez demonstrando por que era 
cada vez mais importante medir agregadamente as transações econômicas. Assim, a 
revolução keynesiana, [...] conferiu aos economistas a capacidade de verificar o 
comportamento e a evolução da economia de um país numa dimensão sistêmica, ou seja, 
não só medindo produção, renda e consumo, mas fazendo isso de modo a perceber 
exatamente a relação entre esses agregados e a lógica do sistema econômico como um 
todo.” 
 
Conceitos básicos 
A moeda é a unidade de medida para agregar bens distintos e para 
mensuração de infinidade de diferentes transações. Pode-se obter 
informações como quantidade total, monetariamente avaliada, dos bens e 
serviços produzidos por um país ao longo de um período, da renda monetária 
e assim por diante. Assim, é possível avaliar a evolução da economia. 
 
 
“No sistema econômico em que vivemos, tudo pode ser avaliado 
monetariamente, de modo que toda a imensa gama de diferentes bens e 
serviços que uma economia é capaz de produzir pode ser transformada em 
algo de mesma substância, ou seja, moeda ou dinheiro” (PAULANI; BRAGA, 
2012, p. 7) 
 
 
 
 
 
 
Conceitos básicos 
Renda é a remuneração de fatores de produção – Salários (remuneração pelo 
trabalho), juros (remuneração do capital de empréstimos), lucros 
(remuneração do capital de risco) e os aluguéis (remuneração da propriedade 
física de bens de capital). 
 
Renda agregada = salários + juros + aluguéis + lucros 
 
Valor adicionado: valor adicionado em uma determinada etapa (vendas + 
estoques) da produção em relação aos consumos intermediários. 
 
O produto nacional é a soma dos valores adicionados em todas as unidades 
produtivas do país em um determinado período de tempo. Ou a soma dos 
bens e serviços finais. 
 
Produto = somatória Preço x Quantidade 
 
Consumo pessoal: valor dos bens e serviços adquiridos pelos indivíduos para 
suprir suas necessidades e/ou desejos. 
 
 
Conceitos básicos 
Consumo do Governo: valor dos bens e serviços de uso coletivo colocados à 
disposição dos indivíduos pelo setor público. 
 
Poupança: renda não consumida 
 
Investimento: acréscimo do estoque físico de capital – formação de capital fixo 
mais variação de estoques e reposição por desgaste e/ou obsoletismo devido à 
depreciação. 
Depreciação é a parcela dos bens de capital consumida a cada período produtivo 
 
Investimento + Consumo = valor dos bens e serviços que uma sociedade absorve 
em um determinado período de tempo. 
 
Economia Fechada: Não transaciona com o exterior 
 
Economia Aberta: transaciona com o exterior 
 
Se a economia exporta mais do que importa parte da produção total não é 
absorvida no país de origem e sim no exterior. 
 
 
 
Conceitos básicos 
Produto Interno Bruto (PIB) = medida do produto agregado – mede o valor dos 
bens e serviços finais produzidos em uma economia em um dados período. 
 
Inflação: variação do nível de preços que acarreta perda do poder de compra da 
moeda. 
 
Deflação: queda no nível de preços 
 
Taxa de desemprego 
 
Demanda 
 
Oferta 
 
Real : desconta a inflação 
 
Nominal: não desconta a inflação 
 
 
Conceitos básicos – Identidades básicas 
Venda = compra 
 
Uma pessoa compra um item de alguém que está vendendo. 
 
Essa identidade é importante para a constituição da identidades 
macroeconômicas. 
 
- O gasto de um é a renda de outro! 
- A troca ou as relações de compra e venda, mensuradas monetariamente, 
constituem na organização da vida material da sociedade moderna. 
- Ex. o vendedor troca uma caneta por um valor em dinheiro. E o comprador 
troca dinheiro pela caneta. 
- Quando uma pessoa poupa recursos financeiros e aplica no mercado 
financeiro, ela está trocando a posse do seu dinheiro no presente por uma 
promessa de ganho futuro. 
Conceitos básicos – Identidades básicas 
Não pode haver uma produção sem um dispêndio e geração de renda. 
Poupança implica necessariamente em investimento. E investimento tem a 
contrapartida em poupança. No entanto é apenas uma identidade contábil, não 
implica relação de causa e efeito. 
 
Poupança ≡ Investimento 
 
Produto ≡ despesa ≡ renda que se deriva o fluxo circular a renda 
 
Poupança interna ≡ renda – consumo 
 
Renda ≡ despesa ≡ consumo + investimento + exportações – importações 
 
Poupança externa ≡ importações – exportações 
 
Poupança interna + poupança externa = investimento 
 
 
 
 
 
 
 
Conceitos básicos – Fluxo Circular da Renda 
O Fluxo Circular da Renda (FCR) demonstra a movimentação de fatores de 
produção e de bens e serviços em uma economia simplificada, em que existem 
apenas dois grupos, famílias e empresas. 
 
Destaca-se no FCR: 
 
a) Ausências de poupança (portanto, de investimento) 
b) Ausências de depreciação do capital 
c) Economia fechada 
d) Economia sem governo. 
 
 
 
 
Conceitos básicos – Fluxo Circular da Renda 
Aquisição de bens e serviços 
Fornecimento de bens e serviços 
Fornecimento de fatores de produção 
Remuneração dos fatores de produção 
Firmas Famílias 
Conceitos básicos – Fluxo Circular da Renda 
Débito Crédito 
a) Salários pagos às famílias G) Consumo das famílias 
b) Juros líquidos pagos às famílias 
c) Aluguéis pagos às famílias 
d) Lucros distribuídos às famílias 
Renda ou produto Despesa 
Conta da produção (empresas) 
Débito Crédito 
G) Consumo das famílias a) Salários pagos às famílias 
b) Juros líquidos pagos às famílias 
c) Aluguéis pagos às famílias 
d) Lucros distribuídos às famílias 
Utilização da renda Despesa 
Conta apropriação (famílias) 
Sistema de contas nacionais – economia fechada sem governo 
Débito Crédito 
a) Salários pagos às famílias G) Consumo das famílias 
b) Juros líquidos pagos às famílias H) Formação bruta de capital fixo 
c) Aluguéis pagos às famílias I) Variação de estoques 
d) Lucros distribuídos às famílias 
e) Depreciação 
f) Lucros retidos pelas empresas 
Renda ou produto bruto Despesa bruta 
Conta da produção 
Débito Crédito 
G) Consumo das famílias a) Salários pagos às famílias 
J) Poupança bruta do setor privado b) Juros líquidos pagos às famílias 
c) Aluguéis pagos às famílias 
d) Lucrosdistribuídos às famílias 
e) Depreciação 
f) Lucros retidos pelas empresas 
Utilização da renda bruta Renda Bruta 
Conta apropriação 
Sistema de contas nacionais – economia fechada sem governo 
Débito Crédito 
H) Formação bruta de capital fixo J) Poupança bruta do setor privado 
I) Variação de estoques 
Investimento bruto total Poupança bruta total 
Conta capital 
Sistema de contas nacionais – economia fechada sem governo 
Poupança bruta do setor privado = poupança das famílias somado aos 
lucros retidos pelas empresas (poupança das empresas) e a depreciação; 
 
Produto líquido + depreciação = Produto bruto 
Sistema de contas nacionais – economia aberta sem governo 
Débito Crédito 
a) Salários pagos às famílias G) Consumo das famílias 
b) Juros líquidos pagos às famílias H) Formação bruta de capital fixo 
c) Aluguéis pagos às famílias I) Variação de estoques 
d) Lucros distribuídos às famílias N) Exportações de bens e serviços 
e) Depreciação 
f) Lucros retidos pelas empresas 
k) Importações de bens e serviços 
l) Renda líquida enviada ao exterior 
Oferta total de bens e serviços Demanda total por bens e serviços 
Conta da produção 
Débito Crédito 
G) Consumo das famílias a) Salários pagos às famílias 
J) Poupança bruta do setor privado b) Juros líquidos pagos às famílias 
c) Aluguéis pagos às famílias 
d) Lucros distribuídos às famílias 
e) Depreciação 
f) Lucros retidos pelas empresas 
Utilização da renda nacional bruta Renda nacional Bruta 
Conta apropriação 
Sistema de contas nacionais – economia aberta sem governo 
Débito Crédito 
H) Formação bruta de capital fixo J) Poupança bruta do setor privado 
I) Variação de estoques O) Déficit do BP em transações correntes 
Investimento bruto total Poupança bruta total 
Conta de capital 
Déficit do BP em transações correntes = poupança do setor externo 
Renda líquida enviada ao exterior (RLEE) + Produto Nacional (PN) = Produto Interno (PI) 
Sistema de contas nacionais – economia aberta sem governo 
Débito Crédito 
N) Exportações de bens e serviços K) Importações de bens e serviços 
O) Déficit do BP em transações correntes L) Renda líquida enviada ao exterior 
Total do débito Total do crédito 
Conta do setor externo 
Sistema de contas nacionais – economia aberta com governo 
Débito Crédito 
a) Salários pagos às famílias G) Consumo das famílias 
b) Juros líquidos pagos às famílias H) Formação bruta de capital fixo 
c) Aluguéis pagos às famílias I) Variação de estoques 
d) Lucros distribuídos às famílias N) Exportações de bens e serviços 
e) Depreciação P) Consumo do governo 
f) Lucros retidos pelas empresas 
k) Importações de bens e serviços 
l) Renda líquida enviada ao exterior 
V) Outras receitas correntes do governo 
 
Impostos diretos pagos pelas empresas menos 
transferências recebidas pelas empresas 
Impostos indiretos menos subsídios 
Oferta total de bens e serviços Demanda total por bens e serviços 
Conta da produção 
Débito Crédito 
G) Consumo das famílias a) Salários pagos às famílias 
J) Poupança bruta do setor privado b) Juros líquidos pagos às famílias 
T) Impostos diretos totais c) Aluguéis pagos às famílias 
 Impostos diretos (famílias) d) Lucros distribuídos às famílias 
 Impostos diretos (empresas) e) Depreciação 
V) Outras receitas correntes do governo f) Lucros retidos pelas empresas 
V) Outras receitas correntes do governo 
Impostos diretos pagos pelas empresas menos 
transferências recebidas pelas empresas 
Q) Transferências totais 
Transferências às famílias e às empresas 
L) Renda líquida enviada ao exterior 
Utilização da renda interna bruta mais 
transferências 
Renda interna bruta mais transferências 
Conta apropriação 
Sistema de contas nacionais – economia aberta com governo 
Débito Crédito 
P) Consumo do governo T) Impostos diretos 
Q) Transferências U) Impostos indiretos 
R) Subsídios V) Outras receitas correntes do governo 
S) Saldo do governo em conta corrente 
Utilização da receita corrente Total da receita corrente 
Conta do governo 
Sistema de contas nacionais – economia aberta com governo 
Saldo do governo em conta corrente = poupança do governo 
Produto a preço de mercado = Produto a custo de fatores + impostos indiretos - subsídios 
Débito Crédito 
H) Formação bruta de capital fixo J) Poupança bruta do setor privado 
I) Variação de estoques O) Déficit do BP em transações correntes 
S) Saldo do governo em conta corrente 
Investimento bruto total Poupança bruta total 
Conta de capital 
Sistema de contas nacionais – economia aberta com governo 
Débito Crédito 
N) Exportações de bens e serviços K) Importações de bens e serviços 
O) Déficit do BP em transações correntes L) Renda líquida enviada ao exterior 
Total do débito Total do crédito 
Conta do setor externo 
Balanço de pagamentos 
 - Ver estrutura do Balanço de Pagamentos em Simonsen e Cysne (2009, p. 70-71) 
Moeda e Sistema Monetário 
Cada indivíduo passa a destinar a maior parte de sua produção não para o seu consumo 
próprio, mas às trocas com terceiros que tenham mercadorias do seu interesse. 
 
Evolução das trocas: 
 
 1) trocas diretas: mercadorias por mercadorias; 
 2) trocas indiretas: por intermédio da moeda. 
 
 As trocas diretas só podem promover uma circulação eficiente da produção nas economias 
rudimentares, em que a divisão do trabalho é rara. 
 
Exemplo do Robinson Crusoé em uma ilha deserta com mais um indivíduo. As trocas diretas 
vão bem enquanto divisão de trabalho não se aprofunda. Ou seja, um indivíduo A pode 
desejar consumir mercadorias produzidas pelo indivíduo B. No entanto, o B não quer 
consumir as mercadorias do indivíduo A, e sim de um C. 
 
 Apenas por meio da troca indireta, pela moeda, torna eficiente. 
 
 Alguma mercadoria de aceitação geral é escolhida como intermediário de trocas, e 
todas as transações passam a ser efetuadas dando essa mercadoria (moeda) como 
pagamento dos bens recebidos. 
Moeda e Sistema Monetário 
A introdução da moeda conduz à dissociação de cada troca em duas operações 
distintas: uma compra e uma venda. 
 
Conceito de moeda: qualquer mercadoria que possui as três funções abaixo: 
 
Funções da moeda: 
 
 a) meio de troca 
 b) unidade de conta (unidade comum) 
 c) reserva de valor (presente x futuro) 
 
No entanto, para uma mercadoria ser considerada moeda, também deve-se levar em 
conta os custos de transação, estocagem e outros relacionados a sua função como 
meio de conta. 
 
Historicamente, as primeiras formas de moeda foram as mercadorias de aceitação 
generalizada, como, o trigo, o gado e o sal. Em uma segunda etapa houve a introdução da 
moeda metálica, sobretudo devido a sua característica de durabilidade. Em seguida, para evitar 
a falsificação, surgiu a moeda metálica cunhada e essa foi a base dos sistemas monetários 
durante vários séculos. 
Moeda e Sistema Monetário 
Nos últimos século, ocorreram duas importantes inovações no que se refere à moeda: 
 1) criação do papel moeda; 
 2) moeda escritural 
 
O papel moeda elimina a ideia de moeda representativa. Aqui destaca-se ouro e metais preciosos. 
Por ser intermediária de trocas, a moeda vale pela sua capacidade adquiri outras mercadorias. 
 O papel moeda (notas e moedas metálicas) tem outras características importantes: divisibilidade, 
homogeneidade e facilidade no manuseio e transporte. Ou seja, tem baixo custo de transação. 
 
Emissões desenfreadas podem gerar perda gradual do seu poder compra. 
 
Pode ocorrer dissociação oficial entre meio de conta e meio de troca. Exemplo: no Brasil com a 
implementação do Plano Real em 1994, visando o combate à inflação, os preços dos bens e serviços 
foram denominados emURV (unidade real de valor), cujo valor em cruzeiros reais variava 
diariamente. No entanto, as transações eram saldadas em cruzeiros reais. A cada operação era 
necessário multiplicar o valor em cruzeiros reais do preço pelo URV. Meio de conta – URV ; Meio de 
troca ( cruzeiros reais). Depois foi criado o Real fazendo com que 1 real = 1 URV. Na época, 1 URV 
valia 2.750 cruzeiros reais. 
 
Esses caso, separação entre meio de conta e meio de troca, causam ineficiência para o sistema 
econômico. 
Em alguns casos a sociedade pode abandonar a moeda oficial em suas três funções e adotar outro 
ativo para essas funções. Esse pode ser o caso de processos hiperinflacionários. 
Moeda e Sistema Monetário 
“Segundo Simonsen e Cysne, a desvirtuação do papel-moeda de suas funções básicas não 
decorre de uma falha sua, mas, sim, da gerência de sua oferta.” 
 
A moeda escritural surgiu com o desenvolvimento das instituições financeiras (bancos 
comerciais) autorizadas a receber depósitos à vista. 
 
Instituições financeiras autorizadas a receber depósito à vista: Bancos comerciais = bancos 
com carteira de depósito à vista, Caixa Econômica Federal e cooperativas de crédito (apenas 
dos associados). 
Os depósitos à vista possuem liquidez equivalente à da moeda legal. 
 
 
Bancos comerciais responsáveis pela geração de moeda escritural e, assim, de parte dos 
meios de pagamentos. 
O Banco Central emite o papel-moeda. 
 
A criação de meios de pagamentos só pode ser realizada pelo Banco Central e pelos Bancos 
Comerciais. O conjuntos dessas instituições recebe a denominação de Sistema Monetário, que 
é responsável pela criação de moedas. 
As demais instituições fazem parte do “Sistema Financeiro Não Monetário”, pois não são 
capazes de emitir meios de pagamento. (Ver Quadro 1.1 de Simonsen e Cysne 2007, p. 39) 
 
Moeda e Sistema Monetário 
A moeda escritural gera a multiplicação dos meios de pagamento através dos bancos comerciais: por uma 
questão de probabilidade, era possível emprestar parte dos depósitos à vista recebidos, pois era muito 
improvável que todos os depositantes sacassem seus fundos ao mesmo tempo. Assim, os bancos 
comerciais passaram a manter encaixes inferiores aos depósitos e, assim, os meios de pagamentos 
tornaram-se superiores ao saldo de papel moeda em circulação. Ou seja, parte dos depósitos à vista são 
emprestados sem que o depositante perca o direito de sacar o seu valor. Esse processo se repete 
constantemente. 
 
Agregados monetários: 
 
 PME = Papel moeda emitido pelo Banco Central 
 cBacen = caixa em moeda retido pelo Banco Central 
 PMC = Papel moeda em circulação 
 cmbc= caixa em moeda retido pelos bancos comerciais 
 PMPP = Papel Moeda em Poder do Público 
 
 PMC=PME-cBacen 
 PMPP=PMC-cmbc 
 Meios de Pagamento = MP = PMPP + DV 
 Base Monetária = BM = PMPP + reservas bancárias (mantidas pelos bancos) 
 
DV = depósitos à vista 
Moeda escritural corresponde aos depósitos à vista do público nos bancos comerciais e no BC, exceto os 
depósitos da União no BC. 
 
Moeda e Sistema Monetário 
Grupos de agentes: 
 
 Sistema monetário (ou sistema bancário) = Bacen + Bancos Comerciais 
 Bancos comerciais = instituições financeiras autorizadas a captar Depósitos à Vista 
 Público = Famílias, Empresas e Governo (não inclui o setor bancário) 
 
 
Nos sistemas financeiros modernos tornou-se cada vez mais difícil precisar a distinção entre os ativos 
realmente disponíveis, elevada liquidez, e os indisponíveis a qualquer instante. Exemplo dos depósitos 
bancários a prazo. Não possui o resgate imediato, exceto se houver um amplo mercado de revenda 
destes certificados. O mesmo pode-se atribuir aos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional. 
 
Definição do agregado monetário e do seus agentes emissores – (Considerar sempre, como saldo total, 
apenas a parcela de agregados em poder do resto do mundo, exceto do sistema emissor do respectivo agregado . Além 
disso, as qualificações a respeito da liquidez) 
 
M1 = papel moeda em poder do público mais depósitos à vista nos bancos comerciais. 
(sistema gerador do M1 é o Sistema Monetário – BC e bancos comerciais) 
M2= M1 + títulos federais, ambos em poder do resto do mundo, exceto sistema gerador de M2 
(sistema bancário e Tesouro Nacional) 
M3 = M2 + depósitos de poupança, ambos em poder do resto do mundo, exceto sistema gerador de 
M3 (no caso, sistema bancário, Tesouro Nacional e instituições financeiras emissoras de depósito 
de poupança) 
M4 = M3 + depósitos a prazo, ambos em poder do resto do mundo, exceto sistema gerador de M4. 
Moeda e Sistema Monetário 
 
 
 - Ver estrutura dos balancetes dos bancos comerciais e do Banco Central e o balancete 
consolidado do sistema monetário em Simonsen e Cysne (2009, p. 11-16) 
Moeda e Sistema Monetário 
 
 
Criação e destruição de base monetária e de meios de pagamentos 
 
Operação para dar origem a uma variação nos meios de pagamento, deve haver uma transação 
entre o setor monetário e o setor não monetário da economia. Isto elimina as operações 
interbancárias e aquelas levadas a efeito envolvendo apenas elementos do setor não bancário 
como, por exemplo, um aumento das aplicações do público em certificados de depósitos à prazo 
emitidos por bancos múltiplos sem carteira de depósitos à vista. 
 
Haverá criação de meios de pagamentos sempre que o setor bancário adquire algum haver não 
monetário do setor bancário da economia, pagando em moeda manual ou escritura. Ou seja, 
também deve haver troca de um ativo monetário por um ativo não monetário. Assim, os 
bancos comerciais criam meios de pagamento quando descontam títulos públicos, quando 
adquirem do público, pagando em moeda, quando adquirem cambiais dos exportadores... 
 
Os bancos comerciais destroem meios de pagamento quando vendem ao público quaisquer 
haveres não monetários em troca do recebimento de moeda. Ou seja, quando o público deposita 
dinheiro a prazo nos bancos comerciais, quando os bancos comerciais vendem ao público, 
mediante pagamento em moeda, títulos ou cambiais aos exportadores, etc. 
 
 
Ver exemplos em Simonsen e Cysne (2009; p. 20-24) 
 
 
Moeda e Sistema Monetário 
O Multiplicador bancário: 
 
Considera os impactos dinâmicos. 
Uma elevação dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais ao BC, sendo uma operação restrita ao 
sistema bancário não altera inicialmente os meios de pagamento. No entanto, em um momento 
subsequente à elevação do compulsório os bancos comerciais vão emprestar menos ao público. Logo, 
levará a uma diminuição dos meios de pagamento. Isso é captado pelo modelo do multiplicador. 
 
 c = papel moeda em poder do público/meios de pagamentos 
 d1 = depósitos à vista nos bancos comerciais / meios de pagamentos 
 r1= encaixe em moeda corrente dos bancos comerciais / depósitos à nos bancos comerciais 
 r2 = depósitos voluntários dos bancos comerciais no BC / depósitos à vista nos bancos comerciais 
 r3 = depósitos compulsórios dos bancos comerciais no BC / depósitos à vista nos bancos comerciais 
 R = encaixe total dos bancos comerciais/ depósitos à vista nos bancos comerciais 
 
 c + d1 = 1 e r1 + r2 + r3 = R 
Base Monetária = papel moeda em poder do público + reservas totais dos bancos comerciais 
 
 
Multiplicador dos meios de pagamento em relação à base monetária: 
 
 m = 1 ___ 1 
 1 – d1 (1 - R) 
Ex. pág. 29 do Simonsen e Cysne (2009): Se o M = 1,64, indica que 
uma unidade monetária a mais de operações ativas da origem a 
1,64 u.m. a mais de meios de pagamentos. 
Moeda e Sistema Monetário 
 
 A análise do multiplicador bancário mostra como o BC pode controlar a expansão ou 
contração do volume de meios de pagamentos, podendo agir sobre a base monetária e sobre a 
relação encaixe / depósitos nos bancos comerciais. Para expandir o volume dos meios depagamentos, o BC dispõe dos seguintes instrumentos: 
 a) expandir seus empréstimos ao Governo; 
 b) expandir seus empréstimos ao setor privado; 
 c) expandir os redescontos aos bancos comerciais; 
 d) comprar títulos da dívida pública em poder do público (operação de open-market) 
 e) reduzir seu passivo em moeda estrangeira; 
 f) aumentar as reservas cambiais; 
 g) reduzir a relação encaixe / depósitos nos bancos comerciais, diminuindo as exigências 
de recolhimentos compulsórios à sua ordem. 
 
 Estas são as providências para a expansão dos meios de pagamentos. As medidas 
inversas provocam contração dos meios pagamentos. 
Bibliografia básica: 
SIMONSEN, M.H. e CYSNE, R. P. Macroeconomia. Editora Atlas. São Paulo, 2009. 
PAULANI, L. M.; BRAGA. M. B. A nova contabilidade Social: uma introdução à 
Macroeconomia. 4ª edição. São Paulo: Saraiva, 2012. 
 
 
 
Bibliografia complementar: 
DORNBUSCH, R.; FISCHER, S. Macroeconomia. Tradução: Maria Heloisa Souza 
Reis. 2ª edição. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1982. 
BLANCHARD, O. Macroeconomia. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 
LOPES, L.M., VASCONCELLOS, M.A.S. (orgs) Manual de Macroeconomia: básico e 
intermediário. São Paulo: Atlas, 2009 
SIMONSEN, M.H. e CYSNE, R. P. Macroeconomia. Editora Atlas. São Paulo, 2009. 
PAULANI, L. M.; BRAGA. M. B. A nova contabilidade Social: uma introdução à 
Macroeconomia. 4ª edição. São Paulo: Saraiva, 2012. 
CARVALHO, F. J. Cardim et al. Economia monetária e financeira. Rio de Janeiro: 
Ed. Campus, 2000 
Material do curso Pro Anpec – Prof. Sakurai 
 
Bibliografia 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
Macroeconomia 1 
 
Aula 4: Modelo Clássico 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 Varginha, 26 de Setembro de 2017. 
 
Plano de aula 
 Tema: Modelo Clássico 
 
Objetivo: Apresentação do modelo clássico 
 
Conteúdo: 
- Determinação do emprego, produção e renda; 
- Demanda e oferta por trabalho e desemprego voluntário; 
- Neutralidade da moeda. 
 
 
Metodologia: A aula será ministrada com base em uma apresentação em PowerPoint e com a 
leitura de parágrafos selecionados da bibliografia básica. 
 
Bibliografia básica: 
LOPES, L.M., VASCONCELLOS, M.A.S. (orgs) Manual de Macroeconomia: básico e 
intermediário. São Paulo: Atlas, 2009. cap. 3. 
 
 
Introdução 
 
Período clássico – antes de Keynes 
O modelo clássico considera que: 
 1) as forças de mercado tendem a equilibrar a economia a pleno emprego, isto é, no ponto 
em que se igualam a oferta e a procura de mão-de-obra; corresponde a dizer que há completa 
flexibilidade de preços e salários; 
 2) como o nível de atividade e de emprego está determinado automaticamente pelas 
forças de mercado, a quantidade de moeda afeta apenas o nível geral de preços. Significa dizer que as 
variáveis reais, bem como os preços relativos, não são afetados pela política monetária (hipótese da 
neutralidade da moeda); 
 3) a demanda agregada não é um fator determinante do nível do produto; é válida a 
chamada Lei de Say: “a oferta cria sua própria demanda”. 
 
Partes da aula: 
 1) oferta agregada clássica; 
 2) demanda agregada; 
 3) papel da taxa de juros no equilíbrio da oferta e demanda agregada; 
 4) impactos de diferentes políticas econômicas no modelo. 
Oferta agregada clássica 
 
Definição: a oferta agregada corresponde ao total de produto que as empresas e famílias estão 
dispostas a oferecer em um determinado período de tempo, a um determinado padrão de preços. 
 
Essa oferta é realizada por um grande número de empresas que produzem grande número de 
mercadorias na economia. A partir da Contabilidade Nacional, pode ser reduzido ao produto 
agregado. 
 
A oferta agregada demonstra qual será o produto ofertado, a quantidade de produção que será 
fornecida pelas empresas em conjunto, para cada nível de preços. 
A oferta agregada parte da análise inicial do nível de produção para cada empresa individual para 
depois, via agregação, obter a economia como um todo. 
• Como existem muitas empresas, cada uma delas não tem poder para influir nas condições de 
mercado e, assim, afetar os preços tanto dos produtos como dos fatores de produção. 
• Cada firma individualmente é tomadora de preços. 
 
Função de produção agregada 
 
“Produzir significa adaptar a natureza, por meio da combinação de fatores de produção, às 
necessidades humanas.” 
As empresas utilizam: 
1) Capital – máquinas, equipamentos, edifícios, etc.. 
2) Trabalho (de acordo com uma dada tecnologia) 
 
Função de produção: 
Y = F (K, N, T) 
Onde: 
 Y = produto; 
 K = estoque de capital utilizado 
 N = quantidade de trabalho (horas-trabalho) utilizada; e 
 T = Nível tecnológico 
Todas definidas num dado período de tempo. 
 
Função de produção agregada 
 
A função de produção mostra o máximo de produto que pode ser obtido para uma dada 
combinação de capital e trabalho a uma dada tecnologia. Considera que as empresas são eficientes 
e que não há desperdício. 
 
Considerando que as empresas possuam o mesmo nível tecnológico, esta também será a função de 
produção da economia como um todo. Ou seja, basta somar a quantidade de capital e trabalho das 
empresas como um todo. 
 
Considerações: 
1) o produto aumenta com a utilização de maiores quantidades de qualquer fator de produção 
(capital e trabalho) e com melhoria tecnológica. Ou seja, a produção responde positivamente às 
alterações das variáveis. 
2) Para uma dada tecnologia, a função representa retornos constantes de escala. 
 zY = F (zK, zN) 
Se os fatores de produção forem multiplicados por z, o produto também será. 
Função de produção agregada 
 
3) Se um dos fatores de produção for fixo, esta função apresentará rendimentos marginais 
decrescentes em relação ao fator variável. 
 Ou seja, aumentos marginal em apenas um dos fatores levará a incrementos cada vez 
menores no produto Logo, a produtividade marginal de cada um dos fatores é decrescente. 
 
Produtividade marginal de um fator de produção: é definida como o incremente da produção 
decorrente do aumento de uma unidade do fator, tomando os demais como fixos. 
 
No curto prazo os estoques dos fatores de produção estão dados, assim como o nível tecnológico. O 
trabalho é o único fator variável. (ver figura 3.1 – p. 108) 
 
Nessa figura 31. destaca-se: 1) a produção aumenta com o aumento do trabalho; 2) rendimentos 
marginais decrescentes – incremento de produção menor decorrente do aumento de N. 
A produtividade marginal do trabalho é positiva mas decrescente. 
3) Se ampliar o K ou melhorar o T, há um aumento no produto (desloca a curva para cima) e, assim, a 
produtividade do trabalho será maior. 
 
Demanda de trabalho 
O nível de utilização do fator trabalho é determinado no mercado de trabalho, em que a demanda é 
realizada pelas empresas que o utilizam na produção, e a oferta pelos indivíduos (famílias, 
trabalhadores) que o possuem. 
 
Considera-se um mercado tipo concorrência perfeita : grande número de empresas, que não 
conseguem afetar preços nem o preço dos produtos que vendem, nem os preço dos fatores de 
produção, como o trabalho. As firmas contratam mão de obra de acordo com seu objetivo de 
maximização do lucro. 
 
A demanda por trabalho pode ser deduzida a partir deste comportamento maximizador. 
 
Lucro = Receita Total – Custo Total 
 
 
 
Demanda de trabalho 
Lucro = Receita Total – Custo Total 
 
Lucro = PY – (WN + RK) 
 
Onde: 
W = salário nominal por unidade de trabalho N 
R = custo por unidade de capital K 
P = preço do produtoComo o produto (Y) é função da utilização de trabalho, temos: 
Lucro = PF(N) – WN –RK 
 
A decisão da empresa restringe-se a quanto contratar de mão-de-obra (N) e determinar 
quanto produzir, de modo a obter o lucro máximo. Ou seja, maximizar a função lucro em 
relação a N. 
Demanda de trabalho 
Obs.: em concorrência perfeita a condição máxima de lucro é Rmg = Cmg 
 
Para a maximização de lucro pela empresa, implica que ela contrate trabalhadores até o ponto em 
que a produtividade marginal do trabalho PMgN se iguale o salário real W/P. 
 
 P .PmgN = W 
 
Logo, a produtividade marginal do trabalho representa a própria demanda de trabalho pela empresa. 
 
Como a produtividade marginal do trabalho é decrescente, para que a firma utilize mais trabalho, o 
salário real deve diminuir acompanhando a redução da PMgN. Logo, a quantidade demanda de 
trabalho (Nd) possui uma relação inversa com o salário real. 
 
Ver gráfico 3.2 na pág. 110. 
Demanda de trabalho 
Obs.: em concorrência perfeita a condição máxima de lucro é Rmg = Cmg 
 
Para a maximização de lucro pela empresa, implica que ela contrate trabalhadores até o ponto em 
que a produtividade marginal do trabalho PMgN se iguale o salário real W/P. 
* Para a firma é irrelevante o salário nominal, pois o que interessa é custo da mão de obra em termos do produto. 
 P .PmgN = W 
 
Logo, a produtividade marginal do trabalho representa a própria demanda de trabalho pela empresa. 
 
Como a produtividade marginal do trabalho é decrescente, para que a firma utilize mais trabalho, o 
salário real deve diminuir acompanhando a redução da PMgN. Logo, a quantidade demanda de 
trabalho (Nd) possui uma relação inversa com o salário real. 
 
Ver gráfico 3.2 na pág. 110. 
Demanda de trabalho 
A demanda de trabalho refletindo a PMgN é obtida com base na função de produção. 
Desse modo, as mesmas variáveis que afetam a posição da função de produção 
determinarão a posição da curva de demanda por trabalho. Ou seja, aumentos no 
estoque de capital ou melhorias tecnológicas, por exemplo, deslocarão a demanda de 
trabalho para a direita, significando que as empresas estarão dispostas a contratar as 
mesmas quantidades de trabalho a uma salário real mais elevado. 
 
Ver gráfico apostila. 
Oferta de trabalho 
A oferta de trabalho é realizada pelas famílias. 
 
Aceitando que os agentes não são míopes (não sofrem de ilusão monetária) a decisão de 
quanto trabalhar não será afetada pelo salário nominal, mas pelo poder de compra 
recebido pelo salário ( salário real). 
 
A decisão de quanto trabalhar corresponde à escolha de como alocar as horas do dia entre 
trabalho e lazer. 
 
O trabalho não gera nenhum prazer, apenas gera renda necessária para poder consumir e 
obter a satisfação decorrente do consumo de mercadorias. 
O Lazer gera satisfação por si mesmo. 
 
Cada hora a mais de trabalho é uma hora a menos de lazer. 
 
 
Oferta de trabalho 
A decisão de quanto trabalhar decorre da maximização de uma função utilidade com a cesta 
de bens composta pela renda (consumo de bens) e pelo lazer. 
 
O salário real corresponde ao acréscimo do consumo de bens a cada hora adicional de trabalho, 
ou é o custo de oportunidade do lazer (quanto se sacrifica para obter lazer) 
 
Alterações no salário real possuem dois efeitos nas decisões dos indivíduos: 
 1) efeito substituição 
 2) efeito renda 
 
Se aumenta o W/P, pelo efeito substituição diminui a procura pelo lazer e aumenta a oferta de 
trabalho. Pelo efeito renda, os indivíduos estão mais ricos e, assim, demandarão mais produtos 
e mais lazer. 
A inclinação da oferta de trabalho depende de qual dos dois efeitos é predominante pois, uma 
elevação do W/P tende a ampliar a oferta de trabalho pelo efeito substituição. No entanto, pelo 
efeito renda tende a diminuir. 
Oferta de trabalho 
 
Vamos pressupor que o efeito substituição predomine sobre o efeito renda, de modo que a 
curva de oferta de trabalho seja positivamente inclinada em relação ao W/P. 
 
Ver figuras 3.3 e 3.4. na página 112 
 
Equilíbrio no mercado de trabalho no modelo clássico 
 
 Junção das curvas de oferta e demanda por trabalho, para determinar o nível 
de emprego e o salário real. 
 O mercado de trabalho possui um grande número de ofertantes e um grande 
número de demandantes (nenhuma empresa tem poder de fixar salários) 
 
• Sempre que houver excesso de oferta de trabalho, haverá queda no salário real; 
• Sempre que houver excesso de demanda, haverá aumentos do salário real. 
• Isso leva a um nível de salário real no qual a oferta de mão de obra se iguala à 
demanda. Assim, neste nível de salário, todos que quiserem trabalhar encontrarão 
emprego e as empresas encontrarão oferta de trabalho suficiente para atender sua 
demanda. 
• Sendo o salário nominal flexível, não existe qualquer obstáculo para a obtenção do 
equilíbrio de pleno emprego. 
• Não existe desemprego involuntário na economia – a economia opera a pleno 
emprego. 
 
• Ver figura 3.5 na pág. 113. 
 
 
Equilíbrio no mercado de trabalho no modelo clássico 
 
• Ver figura 3.5 na pág. 113. 
 
• Quando o salário real estiver acima do nível de equilíbrio: 
 1) haverá excesso de oferta de trabalho; 
 2) o número de horas de trabalho oferecidas pelos trabalhadores será maior do que o 
demandado pelas empresas. Logo, há uma situação de desemprego; 
 3) A concorrência entre os trabalhadores pelos empregos levará à queda dos salários; 
 4) Vai ocorrer uma redução da oferta e um aumento da demanda, até as duas curvas se 
igualarem em um nível inferior do salário real. 
 
• Quando o salário real estiver abaixo do equilíbrio: 
1) Haverá excesso de demanda por trabalho (superemprego); 
2) A concorrência entre as firmas para contratar trabalhadores levará a um aumento do 
salário real; 
3) Vai ocorrer um aumento da oferta de trabalho e uma diminuição da demanda até que 
as duas curvas se igualem em um nível superior do salário real. 
 
 
 
Oferta agregada no modelo clássico 
 
• Após definir o nível de emprego mercado de trabalho (Ne) e dada a função de 
produção, há a determinação do produto Ye (produto de pleno emprego). Essa será a 
oferta agregada na economia. 
Ver figura 3.6 na pág. 114 
 
• A oferta agregada clássica depende da tecnologia, estoque de capital e condições 
no mercado de trabalho (determina o nível de salário real) 
Ys = Ys (W/P, K, T) 
 
• Todas as variáveis que afetam a oferta agregada são variáveis reais, independem de 
variáveis nominais. Se tiver uma aumento no preço recebido pelas empresas por seus 
produtos, ampliará a demanda por trabalho e, assim, gerará um excesso de oferta por 
trabalho provocando um aumento do salário nominal, até se recompor o salário real 
de equilíbrio. Portanto a oferta agregada é inelástica ao nível de preços, de forma que 
a curva de oferta é vertical. 
 
• Alterações na oferta só podem ser obtidas por mudanças que afetam variáveis reais 
da economia, afetando o mercado de trabalho. 
 Ver figura 3.7 na pág. 115 
A questão do desemprego 
• No modelo clássico, com o mercado atuando livremente, não haveria desemprego. Ou 
seja, a economia operaria em pleno emprego. 
• A única forma de ter desemprego seria com a presença de imperfeições no mercado, como 
com a fixação de salários acima do nível de equilíbrio no mercado de trabalho. 
• Não é por que o modelo trabalha com pleno emprego que que todos os trabalhadores 
estarão ocupados a todo instante. 
• A taxa de desemprego = relação entre o número de pessoas que são capacitados e 
dispostos a trabalhar e nãoencontram emprego, em relação ao total de pessoas aptas e 
interessadas em trabalhar. Exclui-se da categoria desempregados os indivíduos que, 
mesmo desempregados, não estão procurando emprego. 
• Para efeitos teóricos, considera 3 definições de desemprego: 
• Desemprego friccional: decorrente de reajustes ou movimentos setoriais ou 
regionais da estrutura produtiva e do deslocamento da mão-de-obra. Também refere-
se ao desemprego causado pelo desenvolvimento tecnológico e necessidade de 
qualificações a um determinado trabalho (também chamado como desemprego 
estrutural) 
• Desemprego voluntário: o indivíduo não quer trabalhar ao salário vigente. (no 
modelo clássico, este tipo de desemprego não poderia persistir) 
• Desemprego involuntário: o indivíduo, apesar de aceitar trabalhar ao salário vigente 
e mesmo abaixo deste, não consegue emprego. (o modelo clássico descarta o 
desemprego involuntário) 
Demanda agregada clássica 
 
• Demanda agregada: relação entre a quantidade demandada de bens e serviços e o nível 
geral de preços. A demanda agregada no modelo clássico pode ser derivada com base na 
teoria quantitativa da moeda: 
 
 MV = PY 
 
Onde 
 M = a quantidade de moeda, 
 V = a velocidade renda da moeda (ou nº de giros da moeda criando renda em um dado período) 
 P = nível geral de preços, e 
 Y = a renda ou produto real (PY é o produto nominal) 
 
Pressuposto: moeda tem apenas a função de transação. 
Equação de equilíbrio do mercado monetário, na qual a oferta de moeda é igual à 
demanda por moeda e que a demanda é proporcional à quantidade do produto real Y. 
 
A teoria clássica supõe que a velocidade renda da moeda é constante. Com V constante, e 
dada a oferta de moeda M, temos uma relação inversa entre nível de preços e produto 
real Y. 
 
Ver Figura 3.8 página 116. 
Demanda agregada clássica 
 
• Ou seja, quanto maior o nível de preços, menos o estoque real de moeda (M/P) para 
satisfazer às transações e, consequentemente, menor a quantidade de bens e serviços a 
ser demandada Y. 
 
• Ampliações na oferta de moeda deslocam a curva para direita. Ou seja, para qualquer 
nível de preços, a quantidade demandada se ampliará, caso a oferta de moeda seja maior. 
• Um expansão da oferta de moeda desloca a curva de demanda agregada para a 
direita. 
 
Ver figura 3.9 pág 116. 
 
 A demanda agregada não é um fator determinante do nível de produto da 
economia. São as condições de oferta que determinam o nível de produto. 
 Se o produto real é dado pela oferta, a única variável determinada pela 
demanda é o nível de preços. 
 Como a posição da curva de demanda é determinada pela oferta de 
moeda, concluímos que, no modelo clássico, políticas monetárias 
expansionistas ampliam a demanda e, como a oferta é dada pelas 
condições reais, as únicas variáveis afetadas pela moeda são as nominais 
(preços) 
 
Demanda agregada clássica 
 
 No modelo clássico, a demanda não constitui uma restrição à expansão da 
oferta – Vale a chamada Lei de Say (a oferta cria sua própria procura). 
 
 Toda a renda criada no processo de produção seria gasta para adquirir toda 
a produção. 
 
 Ou seja, não há uma situação de insuficiência generalizada de demanda. 
Ou ainda, o excesso de demanda global na economia seria nulo - lei de 
Walras. Assim, se algum mercado existe excesso de demanda positivo, 
haverá outro mercado (ou outros) nos quais haverá excesso negativo, 
compensando o primeiro. Portanto, a Lei de Walras diz que em uma 
economia em que existam n mercados, se o n-I mercados estiverem em 
equilíbrio, o n-ésimo mercado também estará. 
 
 Para que a Lei de Say seja válida, só há demanda por moeda pelo motivo transação 
de modo que toda renda ganha pelas pessoas é gasta na compra de bens e serviços. 
Logo, não há demanda por moeda para outros motivos, como, por exemplo, 
especulação financeira. 
Demanda agregada clássica 
 
 Resumo: dada a oferta de moeda e o nível de produto definido pela oferta 
agregada, a demanda agregada apenas determina o nível de preços da 
economia. Alterações na demanda agregada, em decorrência de alterações 
na oferta de moeda, apenas mudam o nível de preços da economia, sem 
qualquer impacto sobre o produto real. 
 Logo, a demanda agregada define somente o nível geral de preços, não há 
influência alguma sobre o nível de produção ( neutralidade monetária) 
 Somente variações na oferta agregada (ou seja, variações em K, N ou T – 
variáveis reais) altera, o nível de produção. 
 
Ver gráfico 3.10, p. 117 
 
 
 Uma vez determinado o nível de preços no mercado de produto, 
determina-se o salário nominal compatível com o salário real de equilíbrio 
(W/P)e no mercado de trabalho. 
 
Ver gráfico 3.11, p. 118 
Modelo clássico: neutralidade da moeda 
 
• O modelo clássico tem uma separação entre o lado real e o monetário da 
economia; 
• As variáveis reais (produto, nível de emprego, salário real, preços relativos...) 
não são afetadas pela quantidade de moeda. 
• Ou seja, mostra a neutralidade da moeda. 
• A pol. Monetária somente terá influência sobre variáveis reais se tiver alguma 
imperfeição nos mercados, o que não é considerado neste modelo. 
Poupança, investimento e o papel da taxa de juros no modelo clássico 
 
• No modelo clássico, o consumo, a poupança e o investimento agregado 
dependem fundamentalmente da taxa de juros. 
 
• Oferta de fundos: poupança agregada no modelo clássico 
• Parcela de renda não consumida pelos agentes econômicos é direcionada 
para aquisição de títulos na economia 
• Ou seja, famílias poupam na forma de títulos que rendem juros e não 
na forma de moeda que não rende juros. A poupança é canalizada para 
títulos. 
• A decisão de alocação da renda entre poupar ou consumir é uma escolha 
intertemporal. Assim, é uma decisão entre o consumo presente e o 
consumo futuro. 
• O sacrifício ao consumo presente exige um “prêmio pela espera”. Assim, 
o indivíduo somente poupará hoje se puder consumir mais no futuro do 
que consumiria hoje. 
Poupança, investimento e o papel da taxa de juros no modelo clássico 
 
• Oferta de fundos: poupança agregada no modelo clássico 
• Logo, a poupança depende do tamanho do “prêmio pela espera”. Ou seja, 
depende da taxa de juros que remunerará a poupança do indivíduo. 
• Quanto maior a taxa de juros, mais “caro” será o consumo presente em 
termos de consumo futuro. Portanto, maior será o estímulo à 
poupança. 
 
 S = S (r) 
 C = C (r) 
Onde: 
 S = poupança agregada 
 C = consumo agregado 
 r = taxa real de juros 
Poupança, investimento e o papel da taxa de juros no modelo clássico 
 
• Oferta de fundos: poupança agregada no modelo clássico 
• A poupança varia positivamente em relação à taxa de juros 
• O consumo agregado corrente apresenta relação inversa com a taxa real de 
juros. 
• O volume de poupança corresponde à oferta de fundos no mercado 
financeiro. 
• Quanto maior a taxa de juros, maior será a quantidade ofertada de 
recursos. 
• A função poupança será crescente em relação à taxa de juros. 
Poupança, investimento e o papel da taxa de juros no modelo clássico 
 
• Demanda de fundos: demanda de investimentos no modelo clássico 
• Demanda por fundos é feita pelos agentes econômicos que querem 
investir. As firmas são as demandantes dos recursos emprestáveis. 
• Investimento é o acréscimo do estoque de capital na economia com objetivo de 
ampliar a produção futura. 
• A decisão de investimento, bem como de contratar mais trabalhadores pelas 
empresas, segue a lógica de maximização do lucro. 
• Uma unidade a mais de capital corresponde tem seu retorno correspondente ao 
valor daprodutividade marginal do capital (quanto de produto adicional gerado 
por uma unidade a mais de capital vezes o preço do produto). 
• O custo do investimento é a taxa de juros para obter empréstimo para compra 
do bem de capital. Ou o custo de oportunidade (taxa de juros) em que o 
detentor de recursos incorre por não aplicar sua poupança em títulos e 
imobilizar esses recursos na produção. 
 
Poupança, investimento e o papel da taxa de juros no modelo clássico 
 
• Demanda de fundos: demanda de investimentos no modelo clássico 
• A produtividade marginal do capital também é decrescente. Assim, 
investimentos adicionais trazem um retorno cada vez menores em 
termos do produto. 
• Logo, para que aumente os investimentos, a taxa real de juros tem que 
reduzir. 
• Portanto, a demanda de recursos no mercado financeiro é 
inversamente relacionada com a taxa real de juros. Assim, deve-se 
diferenciar a taxa nominal de juros e a taxa real de juros. 
Função investimento ou demanda por investimentos: 
 I = I (r) 
Sendo: 
I = demanda de investimentos 
r = taxa real de juros Ver gráfico 3.12 p. 121 
 
 
Poupança, investimento e o papel da taxa de juros no modelo clássico 
 
• Demanda de fundos: demanda de investimentos no modelo clássico 
 Ver gráfico 3.12 p. 121 
 
• re , Ie e Se são os valores de equilíbrio da taxa real de juros, dos investimentos e da 
poupança. 
 
• Nesse modelo a taxa de juros é uma variável real determinada pelas 
preferências intertemporais dos indivíduos e pela produtividade marginal 
do capital, ou seja, não é afetada pela política monetária. 
• A política monetária, ao afetar o nível de preços, pode afetar a taxa 
nominal de juros, mas não a real, e como tal não afeta as decisões de 
poupança e investimento na economia. 
 
 
Poupança, investimento e o papel da taxa de juros no modelo clássico 
 
• O mercado financeiro também é do tipo concorrência perfeita, de forma 
que a flexibilidade da taxa de juros garante que parcela da renda que não 
é consumida será investida. Assim, valida a Lei de Say pois não há 
obstáculos do lado da demanda à determinação do produto. 
• Se a taxa de juros estiver acima da taxa de juros de equilíbrio (excesso de 
recursos emprestáveis), a pressão dos poupadores pela aquisição de 
títulos fará com que esta se reduza, ampliando o investimento e 
diminuindo a poupança até que se igualem. 
• Se a taxa de juros estiver abaixo da taxa de equilíbrio, haverá excesso de 
demanda por recursos e falta de recursos emprestáveis ( demanda por 
investimento maior do que a poupança). Assim, os investidores 
pressionam a taxa de juros para cima até o pondo de equilíbrio. 
 
 
Equilíbrio entre oferta agregada e demanda agregada no modelo 
clássico 
 
• O equilíbrio no mercado de bens e serviços é dado por: 
 
 Oferta Agregada = Demanda Agregada 
Ou 
 Y = DA 
Considerando apenas consumo e investimento: 
 
 DA = C + I 
No equilíbrio: 
 
 Y = C + I 
 
 
Equilíbrio entre oferta agregada e demanda agregada no modelo 
clássico 
 
• O consumo e o investimento dependem da taxa real de juros: 
 
 Y = C (r) + I (r) 
 
Pela definição de poupança: 
 
 S = Y – C 
 
No equilíbrio macroeconômico 
 S (r) = I (r) a taxa de juros tem a 
 função de equilibrar o mercado de produto. 
 
Equilíbrio entre oferta agregada e demanda agregada no modelo 
clássico 
 
• Se o consumo for função da renda corrente: 
 
 Y = C (Y) + I (r) 
 
Como o nível de renda é dado a pleno emprego, o nível de consumo também é 
dado e como tal, o nível de poupança S = Y – C (Y). 
 
O equilíbrio continuaria dependendo da taxa de juros, que ajustaria o nível de 
investimento para igualar ao nível dado de poupança. 
 
A taxa de juros tem um papel importante para o equilíbrio macroeconômico no 
modelo clássico. 
 
Ver figura 3.13 na página 123. 
Introduzindo o governo e a política fiscal no modelo clássico 
 
• Ao considerar o governo e a política fiscal: 
• Impostos arrecadados pelo governo subtraem a renda do setor 
privado e como tal diminuem suas despesas; 
• Gastos do governo são elementos adicionais de demanda na 
economia. 
• O governo é considerado como agente exógeno – arrecadação de 
impostos (T) e os gastos públicos (G) são variáveis exógenas (dadas) 
• O equilíbrio passa a ser dado pela seguinte igualdade: 
 
 Y = C + I + G 
Introduzindo o governo e a política fiscal no modelo clássico 
 
• A decisão de consumo também depende da renda disponível após o 
pagamento de impostos (Y – T) e da taxa real de juros: 
 
 C = C ( Y – T; r) 
 
 S = S (Y – T; r) 
 Y – T = renda disponível 
 
 
A arrecadação de impostos é parcela da renda subtraída ao consumo que, para 
manter a igualdade entre demanda e oferta agregada, deve ser gasta pelo 
governo. 
 
Ou seja, a arrecadação de impostos diminui a renda do setor privado e diminui 
a despesa agregada. 
Gasto do governo despende recursos e aumenta a despesa agregada. 
Introduzindo o governo e a política fiscal no modelo clássico 
 
• O equilíbrio no mercado de produto passa a ser dado pela seguinte 
igualdade: 
 
 S (Y – T; r) + T = I (r) + G 
 Y = C + I + G 
 Y-C-T= I+G-T 
 S+ T = I +G 
 
• Os impostos são incluídos na curva de poupança 
Os gastos do governo são adicionados na curva de investimentos. 
 
Por serem valores determinados exogenamente, não afetam as inclinações 
das respectivas curvas, apenas a posição das mesmas. 
• Quanto maior a arrecadação de impostos pelo governo, mais para a 
direita estará a curva de oferta de recursos no mercado financeiro.
 
Introduzindo o governo e a política fiscal no modelo clássico 
 
• Quanto maior o volume de gastos públicos, mais para a 
direita estará a curva de demanda por recursos. 
 
 
Ver Gráficos 3.14 na página 124 e 3.15 na página 125 
 
 Pode-se desmembrar o conceito de poupança em poupança 
pública e poupança privada. 
 Poupança pública: Diferença entre arrecadação de 
impostos e os gastos do governo (T – G) 
 
 
 
Introduzindo o governo e a política fiscal no modelo clássico 
 
 A oferta de recursos no mercado financeiro corresponde à 
chamada poupança nacional – soma da poupança privada 
e da poupança pública. 
S (Y – T; r) + T = I (r) + G 
S (Y – T; r) + T – G = I (r) 
Sp + Sg = I (r) 
 
Sp = poupança do setor privado 
Sg = poupança pública (T-G) 
Poupança nacional ou poupança interna = S = Sp +Sg 
 
 
Introduzindo o governo e a política fiscal no modelo clássico 
 
 Impacto da política fiscal no modelo: 
 Ver gráfico 3.15 na página 125 
 Se aumenta os gastos públicos: 
 
 Há um deslocamento da curva I + G para a direita 
 Aumento dos gastos públicos provoca elevação na 
taxa de juros - gera maior pressão sobre os recursos 
existentes pela ampliação da demanda. 
 O aumento nas taxa de juros provoca redução no 
investimento privado no montante ΔI, pois necessita 
de uma maior produtividade marginal do capital, 
elevação na poupança de ΔS e uma queda no 
consumo na mesma magnitude (consumo mais caro 
em relação ao consumo futuro). 
 
Introduzindo o governo e a política fiscal no modelo clássico 
 
 Impacto da política fiscal no modelo: 
 
 ΔG = - (ΔC + ΔI) 
 
• O aumento do gasto público, apesar de pressionar 
inicialmente a demanda, não leva a um aumento da renda 
(produto), pois não afetou as condições tecnológicas nem a 
dotação de fatores de produção. 
• Assim, apenas provocou uma alteração na composição da 
demanda, elevando a participaçãodos gastos públicos em 
detrimento dos gastos privados (redução do investimento e 
do consumo). Fenômeno conhecido como crowding-out ou 
efeito deslocamento. 
Introduzindo o governo e a política fiscal no modelo clássico 
• Se o governo adotar uma política de redução de impostos, sem ser 
acompanhada de redução de gastos, os impactos são semelhantes. 
• A poupança nacional se reduziria à queda da poupança 
pública, pressionando a taxa de juros para cima e 
reduzindo o nível de investimento. 
• Nesse caso, o consumo se ampliará, pois aumenta a renda 
disponível no setor privado. 
• Caso o consumo não se ampliar e toda a redução de 
impostos se transferir em poupança, a curva oferta de 
recursos não se deslocaria, mantendo a taxa de juros 
inalterada. 
• O aumento da taxa de juros decorre da ampliação do 
consumo possibilitado pela queda dos impostos, sem que 
este seja acompanhado por redução dos gastos públicos. 
Para adequar a demanda à oferta agregada, o 
investimento tem que se reduzir. 
Introduzindo o governo e a política fiscal no modelo clássico 
• A introdução do governo e da política fiscal no modelo clássico 
provoca apenas uma recomposição da demanda agregada, via 
taxa de juros, mas não afeta a produção agregada, que sempre se 
encontra em equilíbrio de pleno emprego. 
Modelo clássico: comentários finais 
• No modelo clássico a demanda possui um papel totalmente 
passivo na determinação do produto. 
• A política monetária afeta apenas o lado monetário, sem qualquer 
impacto sobre as variáveis reais da economia (hipótese da 
neutralidade da moeda). 
• A política fiscal, apenas altera a composição dos gastos, ou seja, a 
composição da demanda, mantendo inalterada a oferta. 
• O governo não afeta o nível de emprego ou de produto da 
economia. 
• A economia sempre se encontra em equilíbrio de pleno emprego. 
• Só pode haver desemprego na economia se ocorrer imperfeições 
de mercado que afetem as condições de equilíbrio do mercado de 
trabalho (hipótese não considerada no modelo) 
• Se o mercado funcionar livremente, sem imperfeições, não existe 
espaço para políticas macroeconômicas do governo. Posição 
fortemente criticada por Keynes. 
Modelo clássico: Exercícios 
1. O aumento da oferta de moeda pode elevar o nível de emprego? 
Essa medida provoca pressões inflacionárias? 
2. Um choque adverso de oferta agregada com oferta monetária 
fixa, provoca queda do nível de emprego e elevação do nível de 
preços? 
3. O desemprego depende da demanda agregada? 
4. Descreva o processo de equilíbrio no mercado de trabalho. 
5. Qual tipo de desemprego o modelo clássico não considera? 
Justifique. 
6. Descreva o processo de equilíbrio no mercado de recursos 
emprestáveis. 
7. Descreva a função de produção agregada. 
8. Quais são os três pressupostos do modelo clássico? 
9. Descreve os efeitos de alterações no salário real nas decisões dos 
indivíduos. 
10. A atuação do governo via política fiscal e monetária afetam o 
nível de emprego ou de produto? Justifique. 
 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
Macroeconomia 1 
 
Aula 8: Teoria Quantitativa da Moeda 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 Varginha, 16 de Outubro de 2017. 
 
Plano de aula 
 Tema: Teoria Quantitativa da Moeda 
 
Objetivo: Apresentação da TQM 
 
Conteúdo: 
- Teoria Quantitativa da Moeda; 
- A abordagem de Cambridge 
 
 
Metodologia: A aula será ministrada com base em uma apresentação em PowerPoint e com a 
leitura de parágrafos selecionados da bibliografia básica. 
 
Bibliografia básica: 
 
FROYEN, R.T. Macroeconomia. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
 
Teoria Quantitativa da Moeda 
Teoria Quantitativa da Moeda (Irving Fisher) 
 
“TQM é a equação de trocas, uma identidade que relaciona o volume de 
transações, avaliadas a preços correntes, com o estoque de moeda multiplicado 
pela taxa de circulação da moeda, que mede o número médio de vezes que cada 
unidade monetária disponível na economia é utilizada em transações durante o 
período, é denominada velocidade da moeda.” (Froyen, p. 65-66) 
 
 M . Vt ≡ Pt . T (é uma identidade) 
 
 Onde: 
 
 M = quantidade de moeda 
 Vt = velocidade transação da moeda 
 Pt = índice de preços dos itens transacionados 
 T = Volume de transações 
 
- T (Volume de transações) inclui tanto as vendas e compras de bens produzidos no período 
como de bens produzidos em momentos anteriores e outros ativos. 
 
Teoria Quantitativa da Moeda 
 
 Outra versão da equação é em termos da renda: 
 
 M . V ≡ P. Y (é uma identidade) 
 
 
 Onde: 
 
 M = quantidade de moeda 
 V = velocidade renda da moeda – número de vezes em que, na média, a 
moeda é utilizada em transações que envolvem a produção corrente (renda) 
 P= índice de preços 
 Y = produto ou nível de produção presente 
 
 
 V ≡ PY 
 M 
Teoria Quantitativa da Moeda 
Algumas características: 
 
- É uma teoria de definição da renda agregada nominal (Y.P) em função do estoque 
de moeda em circulação; 
- A equação de trocas não explica as variáveis que contém – Fischer e outros 
quantitativistas postularam que todos os valores de equilíbrio dos elementos da 
equação de trocas, com exceção do nível de preços, eram determinados por forças 
externas à equação de trocas. 
- Produto agregado nominal P . Y está associado ao estoque de moeda da 
economia através da velocidade de circulação da moeda (número de transações 
que a moeda realiza) 
- O nível real de produto (ou transações) era uma medida real da atividade 
econômica. (os clássicos viam essa variável determinada pela oferta) 
Teoria Quantitativa da Moeda 
Algumas características: 
 
- A quantidade de moeda é controlada exogenamente pelas autoridades 
monetárias. 
 
- V é função de fatores institucionais, hábitos e tecnológicas do mercado monetário 
para realização dos pagamentos na sociedade, que se alterar devagar ao longo do 
tempo. Portanto, V pode ser considerado constante no tempo. 
 
- No CP, V e Y podem ser vistos como constante. 
 
Teoria Quantitativa da Moeda 
 
- Logo: 
 ΔM = ΔP 
 
 
 A equação apresenta a dependência do nível de preços com relação ao 
estoque de moeda. Duplicar M implica duplicar P, ou seja, um aumento em 
10% de M causa um aumento de 10% de P. 
 
Resultado básico da TQM: 
 
 A quantidade de moeda determina o nível de preços. 
Equação de Cambridge 
 
Equação de Cambridge ( Alfred Marshall e Pigou) – A abordagem de Cambridge 
à TQM em homenagem à Universidade de Cambridge 
 
- Também postulou a existência de uma relação proporcional entre a 
quantidade exógena de moeda e o nível agregado de preços. 
 
- Marshall iniciou analisando a decisão sobre a escolha dos montantes ótimos 
de moeda a serem mantidos pelos indivíduos. 
 
- É um tratamento diferente de Fischer pois objetivava estudar os 
determinantes da demanda por moeda. 
 
- Uma certa quantidade de moeda seria mantida em razão da conveniência 
proporcionada nas transações, quando comparadas a outras formas de 
armazenar valor. 
- Assim, a moeda também fornece segurança, diminuindo riscos 
advindos de não conseguir liquidez para cumprir obrigações 
inesperadas. 
- No entanto, a moeda mantida em mãos não gera renda. 
Equação de Cambridge 
- A moeda só será mantida pelos indivíduos se seu retorno, em termos de 
conveniência e segurança, exceder a renda perdida, por deixar de investir em 
atividades produtivas, e a redução na satisfação, por não utilizar a moeda 
para comprar bens de consumo. 
 
- Qual seria o montante ótimo de moeda mantido pelos indivíduos? 
 
- A demanda por moeda corresponderia a uma fração da renda e da riqueza. 
(a distinção de renda e riqueza é negligenciada)Moeda como meio de troca (= Fisher): proporcional à Y 
Moeda como reserva de valor (diferente de Fischer): também é proporcional a Y. 
 
Equação de Cambridge 
Função Md 
 
• Assumindo V constante, a demanda por moeda é função do nível de renda 
agregada, ou seja, dado um Y.P, existiria um Md correspondente para realizar 
transações. 
 
 
Md = f(Y) 
 
Md = k. P.Y 
 
Onde: 
 
 Md = Demanda por moeda 
 K = proporção da renda nominal 
 P = Nível de preços 
 Y = nível da renda real 
 
 
Equação de Cambridge 
Função Md 
 
• Como a principal característica que torna a moeda desejável é a sua utilidade 
nas transações, a demanda por moeda dependerá do nível de transações, 
cuja variação relaciona-se estreitamente com o nível de renda. 
 
• A fração ótima da renda preservada sob a forma de moeda (k) seria 
relativamente estável no CP devido aos hábitos de pagamentos da 
sociedade. 
 
• Em equilíbrio, o estoque exógeno de moeda deve ser igual à quantidade 
demandada de moeda: 
 
 
 M = Md = kPY 
 
• Tratando k como fixo a curto prazo e com a produção real ( Y ) determinada 
pelas condições de oferta, a equação de Cambridge também se reduz a uma 
relação proporcional entre o nível de preços e os estoques de moeda. 
Equação de Cambridge 
 
• Como na abordagem fisheriana, a quantidade de moeda determina o nível 
de preços. 
 
• A equivalência formal da equação de Cambridge com a equação monetária 
de Fisher pode ser percebida como: 
 
 M . 1 = P . Y 
 k 
 
Para V = 1/k, as duas formulações são equivalentes. 
 
No entanto, apesar da equivalência, o enfoque de Cambridge percebia a 
teoria quantitativa como uma teoria da demanda por moeda 
Equação de Cambridge 
 
A relação proporcional entre a quantidade de moeda e o nível de preços era 
resultante dos seguintes fatos: 
 
 1) a fração da renda nominal que os indivíduos queriam manter sob a forma 
de moeda (k) era constante; 
 2) o nível de produto real era fixado pelos determinantes da oferta. 
 
 
Tanto a TQM quanto Cambridge, a demanda por moeda é proporcional à 
renda. No entanto, a TQM deu ênfase a fatores tecnológicos. Já a abordagem 
de Cambridge destaca a escolha individual e não descarta os efeitos da taxa 
de juros. 
 
Diferentemente da TQM, a velocidade de circulação da moeda não 
necessariamente é constante (fator 1/k). Isso pode ser considerado devido à 
variação no retorno de outros ativos. Assim, varia Md e, consequentemente, 
V=1/k. Pode haver influência de i sobre Md. 
 
Equação de Cambridge 
 
1) Se inicialmente a economia está em equilíbrio; 
2) Duplicação da quantidade de moeda; 
3) No início há um excesso de oferta de moeda em relação à demanda; 
4) Os indivíduos tentam reduzir seus estoques de moeda visando a proporção 
ótima entre moeda e renda, através da utilização da moeda em consumo e 
investimentos; 
5) O aumento na demanda por bens e serviços traz uma pressão de elevação 
dos preços (há moeda demais a procura de uma quantidade limitada de 
bens); 
6) Se a produção permanecer inalterada, como no caso do modelo clássico, e k 
for constante, só será atingido um novo equilíbrio após a duplicação do nível 
de preços; 
7) Nesse ponto a renda nominal e a demanda por moeda terão dobrado; 
 
Esse é o vínculo direto entre moeda e preços no modelo clássico, na qual uma 
oferta excessiva de moeda causaria um aumento na demanda por mercadorias e 
levaria a uma pressão de alta sobre o nível de preços. 
 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
 
Aula 9 a 16 : O modelo Keynesiano Simples 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 
Plano de aula 
 Tema: Modelo Keynesiano Simples 
 
Objetivo: Conhecimento da construção do modelo macroeconômico Keynesiano simples. 
Entendimento sobre os determinantes da renda, do produto, da demanda agregada e do 
multiplicador. 
 Conteúdo: 
- Algumas identidades fundamentais; 
- Produto de equilíbrio; 
- Função consumo e demanda agregada; 
- Multiplicador. 
 
 Metodologia: A aula será ministrada com base em uma apresentação em PowerPoint e com a 
leitura de parágrafos selecionados da bibliografia básica. 
 
 Bibliografia básica: 
FROYEN, R.T. Macroeconomia. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
 
 
 
 
Condições para o Produto de Equilíbrio 
Noção fundamental: 
 
Para que o produto esteja em equilíbrio, é necessário que o produto seja 
igual à demanda agregada: 
 
 Y = DA 
Onde: 
 
 Y = produto total 
 DA = demanda agregada 
 
A demanda agregada consiste em 3 componentes: 
Consumo das famílias ( C ), Investimentos desejados pela firmas ( I ) e demanda 
de bens e serviços pelo governo ( G). 
 
 Y = DA = C + I + G 
 
Obs.: economia ainda fechada – sem exportações e importações. 
 Todas as variáveis e alterações em seus valores são em termos reais 
 
Com o produto nacional Y correspondendo à demanda nacional: 
 
 Y ≡ C + S + T (identidade) 
 
A renda nacional é consumida ( C ), poupada ( S ) e paga em impostos ( T ) 
 
 
 
 
 Y ≡ C + Ir + G (identidade) 
 
O produto nacional é igual ao consumo (C ), investimento realizado ( Ir ) mais os gastos do 
governo ( G ) 
 
 
Condições para o Produto de Equilíbrio 
 
Reescrevendo: 
 
 C + S + T ≡ Y = C + I + G (identidade) 
 
 
Onde: 
 
 S + T = I + G 
 
 
3 formas equivalentes de expressar a condição de equilíbrio: 
 
 Y = C + I + G 
 S + T = I + G 
 Ir = I (demanda por investimento = investimento realizado) 
Condições para o Produto de Equilíbrio 
Fluxo Circular da Renda e do Produto 
Famílias Firmas 
Mercados 
financeiros 
Governo 
 Renda nacional (Y) 
(salários, juros, aluguéis, lucros - famílias 
fornecem fatores de produção) 
Consumo (C) 
(consomem produtos) 
Poupança ( S ) 
(parte da renda mantida na 
forma de ativos financeiros) 
Impostos ( T) 
(termos líquidos – pagamentos de impostos 
menos transferências do gov. às famílias) 
Investimento ( I ) 
(firmas comprando bens de 
investimento financiados 
no mercado financeiro) 
Gastos do Governo (G) 
(gastos do governo com produtos das 
firmas) 
 
Obs.: Variáveis de fluxo, medidas em unidades monetárias por um determinado período de tempo. 
 Ir = I (demanda por investimento = investimento realizado) 
 
Na última condição de equilíbrio: 
 
• A contabilidade nacional calcula os investimentos como o volume total 
de dispêndios das firmas com plantas e equipamentos, mais os 
investimentos em estoque (o aumento ou queda dos estoques) 
 
• Destaca-se que as contas nacionais registram todos os bens que são 
produzidos mas não vendidos pelas firmas como investimentos em 
estoques – tenham esses investimentos planejados ou não. 
 
• No ponto de equilíbrio ( I = Ir ) é um nível de produto que, depois de 
todas as vendas terem sido efetuadas, deixa os investimentos em 
estoques exatamente no nível desejado pelas firmas. 
• Nesse nível, o produto = a demanda agregada. 
• Equivalente as outras duas formas de demonstrar a condição de equilíbrio. 
Condições para o Produto de Equilíbrio 
Se o nível do produto (Y ≡ C + Ir + G) é produzido em excesso à demanda agregada (DA 
= C + I + G): 
Y > DA 
C + Ir + G > C + I + G 
Ir > I 
Ir – I = acúmulo não planejado de estoques (produção não vendida que ultrapassa o 
valor dos investimentos em estoques desejados pela firma). 
O produto tende a cair à medida que as firmas vão reduzindo a produção para desovar 
os estoques. 
 
Na situação inversa:DA > Y 
C + I + G > C + Ir + G 
I > Ir 
 
I – Ir é a escassez de estoques não planejado ( a demanda é maior que o produto e as 
firmas vendem mais do que o planejado. Os estoques ficam abaixo do nível desejado) 
O produto tende a aumentar pois as firmas vão evitar maiores quedas nos estoques. 
Condições para o Produto de Equilíbrio 
 
 Se os estoques permanecerem alterando (para + ou -) haverá uma tendência de 
mudar a produção. 
 
 Logo, somente quando a demanda agregada for igual ao produto as firmas ficarão 
satisfeitas com seu nível de produção corrente. 
 
 Não há nem acumulo não planejado de estoques nem insuficiência de 
estoques, e, portanto, nenhuma tendência para mudança no produto. 
 
Esse é o equilíbrio! 
 
Condições para o Produto de Equilíbrio 
 
 Para ver os fatores que determinam o nível de renda, 
deve–se considerar os fatores que afetam os 
componentes da demanda agregada: 
 
 Consumo 
 
 Investimento 
 
 Gastos do Governo 
 
Componentes da demanda agregada 
 
• Consumo desempenha papel central na teoria keynesiana de determinação da 
renda. 
 
• Keynes acreditava que o nível de dispêndios por parte dos consumidores fosse 
uma função estável da renda disponível (fator dominante de determinação do 
consumo). 
 
• No entanto, não negava que outras variáveis além da renda afetassem o 
consumo. 
 
• Renda disponível = YD = renda nacional menos os pagamentos líquidos de 
impostos (YD = Y – T) 
 
• Função consumo: 
 
 C = a + bYD 
 
 
 A > 0 e 0 < b < 1 
Consumo 
a = consumo independente da renda 
 
b = propensão marginal a consumir (PMgC) -inclinação da 
função – o aumento nos dispêndios em consumo por aumento 
da renda disponível 
O consumo aumenta de acordo com o aumento da renda 
disponível(b >0), mas esse aumento será proporcionalmente 
menor que o aumento na renda disponível (b< 1) 
 
• Função consumo: 
 
 C = a + bYD b = Δ C 
 ΔYD 
 
 A > 0 e 0 < b < 1 b é a inclinação 
Consumo 
 C 
𝐶 = 𝑎 + 𝑏𝑌𝑑 
YD 
ΔC 
ΔYD 
a 
Figura 5.3 da página 99 do Froyen. 
 
• Função consumo: 
 
 C = a + bYD b = Δ C 
 ΔYD 
 
 A > 0 e 0 < b < 1 b é a inclinação da função 
 
 
Definição de renda nacional: Y ≡ C + S + T (identidade) 
 
 
Definição de renda disponível: YD ≡ Y – T ≡ C + S 
 
 
 
Relação renda- poupança: 
 
 S = -a + (1-b)YD 
Consumo 
 
Relação renda- poupança: 
 
 S = -a + (1-b)YD 
 
 
Se o consumo para YD for igual a zero: 
 
 S ≡ YD – C = 0 – a 
 = -a 
 
 Δ S = 1 - b 
 ΔYD 
 
 1 – b = propensão marginal a poupar (PMgS) 
 (incremento da poupança por aumento unitário da renda disponível) 
Função Poupança 
 
Relação renda- poupança: 
 
 S = -a + (1-b)YD 
 
• (1 - b) é a inclinação -a é negativo quando a renda disponível é nula. 
 S 
S = −a + (1−b)YD 
YD 
ΔS 
ΔYD 
-a 
Figura 5.3 da página 99 do Froyen. 
Função Poupança 
Investimento 
• O investimento também é uma variável- chave do sistema keynesiano; 
• A mudança nos dispêndios com investimentos desejados era um dos principais 
fatores responsáveis pelas alterações na renda. 
• Os investimentos são o componente autônomo da demanda agregada 
• Componentes autônomos da demanda agregada são determinados, em 
grande medida, independentemente da renda corrente. 
 
 
• O consumo tem uma função estável em relação à renda disponível. 
• Isso não implica que não pode variar no decorrer do tempo 
• O consumo não é uma fonte independente e importante para explicar a 
variabilidade da renda 
• Consumo é um dispêndio induzido, dependente do nível de renda. 
 
 
Investimento 
• O que determina os investimentos? 
• Variáveis fundamentais no curto prazo: 
• Taxa de juros e as expectativas das firmas 
 
• Em relação a taxa de juros: 
• Não diverge da visão clássica 
• O nível de investimentos está inversamente relacionado com o valor da 
taxa de juros. 
• Para taxas de juros mais altas, há menos projetos de investimento com 
taxas esperadas de retorno altas o suficiente para justificar a 
contratação de empréstimos para financiá-los. 
• As expectativas dos administradores das firmas sobre a rentabilidade 
futura dos projetos de investimento têm papel central na análise 
Keynesiana sobre as fontes de instabilidade econômica. 
 
 
 
Investimento 
• O que determina os investimentos? 
• Keynes enfatizou a questão do “conhecimento incerto” sobre o qual precisam 
estar baseadas as expectativas com relação ao futuro. 
• Para determinar a lucratividade de um projeto de investimento produtivo com 
duração de 20 ou 30 anos, o administrador precisaria conhecer o futuro e a 
demanda futura pelo produto, o que exigiria conhecimentos sobre as 
preferências dos consumidores e o estado da demanda agregada no futuro. 
• Também precisaria antecipar os custos futuros, inclusive salários e taxas de 
juros e alíquotas de impostos. 
• Uma previsão bem fundamentada e precisa de todas essas variáveis pra um 
longo prazo é praticamente impossível. 
 
 
 
Investimento 
• O que determina os investimentos? 
Mesmo com tamanha incerteza, decisões de investimento são tomadas. 
Os administradores racionais formavam suas expectativas utilizando as seguintes 
técnicas: 
 
1. Tendências do passado para o futuro, ignorando possíveis mudanças futuras, a 
menos que tivessem informações específicas sobre alguma mudança prevista; 
2. Tomadas de cisões com base no comportamento da maioria ou da média. 
2.1 Decisões baseadas nesse fundamento tão frágil é sujeitar-se a mudanças 
repentinas e violentas. 
3. Keynes achava que essas expectativas mudam com frequência, eventualmente de 
forma drástica, em resposta a novas informações e eventos. Consequentemente, a 
demanda por investimentos seria instável. 
4. Os dispêndios com investimentos são o componente dos dispêndios autônomos que 
Keynes acreditava ser responsável pela instabilidade da renda. 
Gastos do Governo e Impostos 
• Os gastos do governo (G) constituem elemento dos dispêndios autônomos. 
• Supõe-se que os gastos governamentais sejam controlados pelos formuladores de política 
econômica e, portanto, não dependam diretamente do nível de renda. 
• A arrecadação tributária líquida (T) também é uma variável de política econômica 
controlada pelos formuladores de política econômica. 
• Uma suposição mais realista é que o formulador fixe a alíquota de imposto e que receitas 
tributárias variem de acordo com a renda. 
Determinando a renda de Equilíbrio 
• Primeira forma da condição para o equilíbrio de renda é: 
Y = C + I + G 
Y= renda de equilíbrio (variável endógena a ser determinada) 
I e G (e T) = termos dos dispêndios autônomos (são dados). São variáveis exógenas, 
determinadas por fatores externos ao modelo 
C é, em sua maior parte, um dispêndio induzido determinado endogenamente pela 
função consumo: 
 C = a + bYD = a + bY – bT 
 YD = Y - T 
Determinando a renda de Equilíbrio 
Substituindo: 
Y = C + I + G C = a + bYD = a + bY – bT 
Y = a + bY – bT + I + G 
Y - bY = a – bT + I + G 
Y(1-b) = a- bT + I + G 
 
Y = 1 (a- bT +I +G) Y = nível de equilíbrio da renda 
 1 – b 
 
Determinando a renda de Equilíbrio 
C,I, G, S, T 
Y 
45º 
C + I + G = DA 
C = a + bYD 
S + T 
I + G 
Y YL 
Renda (produto) 
D
em
a
n
d
a
 a
g
re
g
a
d
aDeterminando a renda de Equilíbrio 
• I + G é uma curva horizontal devido a seu 
nível não depender de Y. 
• C e S variam conforme a renda, assim a curva 
tem uma inclinação positiva 
• O nível de equilíbrio da renda é mostrado no 
ponto onde a curva ( C+I+G) cruza a linha de 
45º. Logo, nesse ponto, a demanda agregada 
é igual a renda (Y). 
• Nesse ponto, a curva (S + T) deve cortar a 
curva (I + G), refletindo as duas formas de 
demostrar a condição de equilíbrio. 
• A distância entre a curva de consumo e a 
linha de 45º (Y≡C + S + T), é sempre (S+T). 
• A distância entre a curva de consumo e a 
linha (C+I+G) é sempre igual a (I+G) 
• No ponto em que a curva (C+I+G) encontra a 
linha de 45º, (S + T) e (I + G) são equalizadas. 
• Em Yeq. o investimento real é igual ao 
investimento desejado (C+I+G=Y ≡ C + Ir + G). 
Logo, I = Ir 
• Para níveis e renda abaixo de Yeq, como YL, a 
demanda agregada excede o produto (C+I+G>Y), 
portanto I > Ir. Há escassez de estoques não 
planejado e tendência de aumento do produto. 
• Nos pontos acima de Yeq. o produto excede a 
demanda agregada. Há maior investimento em 
estoques. (Ir > I )de forma que o produto deverá cair. 
• Somente em Yeq o produto é igual à demanda 
agregada, não há escassez nem acúmulo não 
planejado de estoques e, portanto, nenhuma 
tendência para a alteração do produto. 
Multiplicador 
 
Y = 1 (a- bT +I +G) Y = nível de equilíbrio da renda 
 1 – b 
 
Y = ( multiplicador dos dispêndios autônomos) x (dispêndios autônomos) 
 
 
 1 ou 1 = multiplicador dos dispêndios autônomos* 
1 – b (1- PMgC) 
 
b = 0,5: 1 = 1 = 2 
 1- 0,5 0,5 
 
b = 0,8: 1 = 1 = 5 
 1- 0,8 0,2 
 
b = 0,9: 1 = 1 = 10 
 1- 0,9 0,1 
 
*pois cada unidade monetária de dispêndios autônomos é multiplicada por esse fator 
para obter sua contribuição para a renda de equilíbrio. 
 
Multiplicador 
“ A teoria de Keynes, em sua forma mais simples, pode ser expressa da seguinte 
forma: o consumo é uma função estável da renda, ou seja, a propensão marginal a 
consumir é estável. As mudanças na renda resultam principalmente de mudanças 
no instável componente dos investimentos. Uma determinada mudança num 
componente autônomo da demanda agregada causa uma mudança ainda maior na 
renda de equilíbrio, devido ao multiplicador [...] na ausência de políticas do 
governo para estabilizar a economia, a renda ficará instável em função da 
instabilidade dos investimentos [...] mediante mudanças corretas nos gastos do 
governo ( G ) e nos impostos ( T ), o governo poderia neutralizar os efeitos das 
mudanças nos investimentos. “ (Froyen, p. 107). 
Multiplicador (DORNBUSCH) 
 
Quanto um aumento de valor de gasto autônomo eleva o nível de equilíbrio da 
renda? 
Caso um aumento do produto e da renda, quanto seria gasto em consumo? 
 
Essas respostas são dadas com base na propensão marginal a consumir, b. 
A expansão do produto deve atender exatamente o aumento da demanda. 
Um aumento na renda impacta a função consumo ( C=a +bYD). Esse impacto leva a 
outros gastos sucessivos. No entanto, os gastos induzidos em cada etapa vão sendo 
menores, pois a propensão marginal a consumir é menor do que 1. 
Torna-se uma série geométrica. 
Multiplicado é o montante pelo qual a produção varia quando a demanda 
agregada autônoma aumenta uma unidade. 
 
 
Multiplicador: 𝜶 =
𝟏
𝟏−𝒃
 Quanto maior for a propensão marginal a consumir, 
maior será o multiplicador. Ou seja, maior parcela da renda adicional será 
consumida. 
Multiplicador (DORNBUSCH) 
 
 
Multiplicador: 𝜶 =
𝟏
𝟏−𝒃
 
 
Ex. : b= 0,8 𝜶 =
𝟏
𝟏−𝟎,𝟖
= 5 
 
 
Y C 
1000 800 
800 640 
640 512 
512 410 
... 
5000 
Mudanças na renda de equilíbrio 
 
• Considerar uma mudança na demanda por investimentos autônomos sobre a renda 
de equilíbrio. 
• Supomos que os outros determinantes de dispêndios autônomos sejam 
fixos. 
 
ΔY = 1 ΔI ΔY = 1 
 1 –b ΔI 1 -b 
 
 À medida que algumas firmas vão experimentando um aumento na demanda, resultante 
do aumento nos investimentos, sua produção aumenta. Em consequência, seus 
pagamentos aos fatores de produção (salários, aluguéis, juros, dividendos) aumentam. 
Para as famílias, este é um aumento na renda e, como os impostos estão fixos, um 
aumento igual na renda disponível. Então, o consumo cresce, porém menos que o 
aumento na renda. 
 Sendo ΔI igual a 100 e PMgC for 0,8, de imediato 80 unidades adicionais serão 
demandadas pelos consumidores. 
 A partir desse novo dispêndio de 80 unidades, novos dispêndios são feitos resultante do 
aumento no produto. Assim, ocorrem novas rodadas de aumento na renda. 
 Logo, o aumento nos investimentos leva a aumentos induzidos na demanda por consumo, 
à medida que a renda aumenta. 
Mudanças na renda de equilíbrio 
 
Como os outros elementos dos dispêndios autônomos estão fixos, podemos escrever 
a mudança na renda de equilíbrio à medida que o investimento vai variando: 
 
ΔY =ΔI + ΔC 
 
 Para restaurar a igualdade da renda com a demanda agregada, a renda de 
equilíbrio deve aumentar num montante igual ao aumento nos investimentos 
(ΔI ), mais o aumento, induzido pela renda, da demanda por consumo. 
 ΔY – ΔC =ΔI 
 ΔS = ΔI 
 
Se considerar T e G fixos: 
 
 S + T = I + G 
Para o equilíbrio se manter, S deve aumentar no nível de I . 
Para restaurar o equilíbrio, a renda deve aumentar o suficiente 
para gerar nova poupança igual ao novo investimento. 
Mudanças na renda de equilíbrio 
 
 
ΔS = (1-b) ΔY 
(1-b) ΔY = ΔI 
 
ΔY = 1 = 1 = 1 
ΔI 1-b 1-PMgC PMgS 
 
 
Se b=0,8, a PMgS é 0,2 (PMgS= 1-b) 
 
Cada R$ 1 de aumento na renda gerará R$ 0,2 de nova poupança, 
sendo necessário um aumento em R$5 na renda para gerar R$ 1 
de poupança, reequilibrando o aumento inicial de R$ 1 nos 
investimentos. 
O valor do multiplicador, nesse caso, é 5. 
C,I, G, S, T 
Y 
45º 
C + I0 + G0 = DA0 
S + T0 
I0 + G0 
Y0 
Renda (produto) 
D
em
a
n
d
a
 a
g
re
g
a
d
a
 
Mudanças na renda de equilíbrio 
Efeito de um aumento no investimentos autônomos 
I1 + G0 
C + I1 + G0 = DA1 
ΔI 
ΔC 
ΔY 
Y1 
ΔS =ΔI 
Mudanças na renda de equilíbrio 
 
 
• Um aumento nos investimentos (I1)desloca para cima a curva 
de demanda agregada (DA) 
 
DA0 (= C + I0 + G0) para DA1 (=C + I1 + G0) 
ΔI = I1 – I0 
 
 
 
• A curva (I+G) desloca-se para cima pela mesma quantidade. 
• O equilíbrio é restaurado em Y1, onde passa a ser igual ao 
valor mais alto da demanda agregada. 
• O aumento na renda é igual ao aumento inicial dos 
investimentos somado ao aumento induzido no consumo (ΔC) 
• No novo equilíbrio a poupança teve o mesmo aumento que os 
investimentos (ΔS = ΔI) 
 
 
Mudanças na renda de equilíbrio 
• O conceito do multiplicador é essencial na teoria de Keynes, pois explica a forma pela qual 
os deslocamentos nos investimentos, causados por mudanças nas expectativas das firmas, 
desencadeiam um processo que causa variações não só nos investimentos, mas também no 
consumo. 
• O multiplicador mostra como os choques num setor são transmitidos para toda a 
economia. 
• O efeito sobre a renda de equilíbrio de uma mudança em cada um dos dois elementos 
dos dispêndios autônomos controlados pela política econômica – os gastos do governo e 
os impostos. 
• Para uma mudança nos Gastos do governo (G): 
 
 ΔY = 1 ΔG ΔY = 1 
 1-b ΔG 1-b 
 
• Para uma mudança nos impostos (T): 
 
 
 ΔY = 1 (-b)ΔT ΔY =-b 
 1-b ΔT 1-b 
 
Um aumento no G tem o mesmo efeito sobre a renda de equilíbrio que um aumento no I. O processo 
do multiplicador também é o mesmo. 
 
• Um aumento no impostos tem um efeito oposto ao aumento do G ou I 
• Reduz o nível da renda Nacional (Y) 
• Desloca a curva de demanda agregada para baixo, pois reduz os 
dispêndios com consumo para qualquer nível de renda. 
• A curva DA é deslocada em (-bΔT), ou seja, apenas uma fração 
(b) do aumento dos impostos 
• Isso ocorre devido a um aumento unitário dos impostos diminuir a renda 
disponível em uma unidade monetária, mas reduz o componente 
consumo da demanda agregada em somente b unidades monetárias. O 
restante da redução unitária na renda disponível é absorvido pela queda 
em (1-b) unidades monetárias da poupança. 
• Uma mudança em uma unidade monetária nos impostos desloca a 
curva de demanda agregada em somente uma fração (-b) por unidade 
monetária. É essa fração (-b) vezes o multiplicador dos dispêndios 
autônomos ((1/(1-b)), que dá o efeito alteração unitária nos impostos 
sobre a renda de equilíbrio, ((-b/(1-b)) 
• Consequência do deslocamento para baixo da função 
consumo. 
• A renda de equilíbrio cai de Y0 para Y1 
 
 
Mudanças na renda de equilíbrio 
C,I, G 
Y 
45º 
(C + I + G)1 
Y1 
Renda (produto) 
D
em
a
n
d
a
 a
g
re
g
a
d
a
 
Mudanças na renda de equilíbrio 
Efeito de um aumento nos Impostos 
C = a +b(Y-T0) 
(C + I + G)0 
Y0 
C = a +b(Y-T1) 
• Há uma relação entre os valores absolutos dos multiplicadores dos 
impostos e dos gastos do governo: 
 
• b=0,5 1 = 1 = 2 -b = -0,5 = -1 
 1-b 1-0,5 1-b 1-0,5 
 
• b=0,8 1 = 1 = 5 -b = -0,8 = -4 
 1-b 1-0,8 1-b 1-0,8 
 
• b=0,9 1 = 1 = 10 -b = -0,9 = -9 
 1-b 1-0,9 1-b 1-0,9 
 
 
O multiplicador dos impostos é, em valor absoluto, igual a um 
menos o multiplicador dos gastos do governo. 
Mudanças na renda de equilíbrio 
• Consequência de um aumento nos gastos do governo acompanhado 
por um aumento igual nos impostos é um aumento equilibrado do 
orçamento. 
 
 ΔY + ΔY = 1 + -b = 1-b = 1 
 ΔG ΔT 1-b 1-b 1-b 
 
 O aumento de uma unidade monetária nos gastos do governo 
financiado pelo aumento de mesmo valor nos impostos, aumenta a 
renda de equilíbrio em apenas 1 unidade monetária. 
• O valor de 1 do multiplicador decorre de o multiplicador dos 
impostos ser, em valor absoluto, igual a um menos o multiplicador 
dos gastos. 
• Esse resultado é denominado multiplicador do orçamento 
equilibrado. 
• Mudanças nos impostos têm um impacto menor sobre a renda de 
equilíbrio, por unidade monetária, do que as mudanças nos gastos. 
Mudanças na renda de equilíbrio 
C,I, G 
Y 
45º 
YL 
Renda (produto) 
D
em
a
n
d
a
 a
g
re
g
a
d
a
 
DAF=(C + I0 + G0) =(C + I1 + G1) 
YF 
Política fiscal de estabilização 
DAL=(C + I1 + G0) 
Política fiscal de estabilização 
• Os instrumentos da política fiscal podem ser utilizados para eliminar os efeitos de 
mudanças indesejáveis na demanda privada por investimentos. 
• Política fiscal pode ser utilizada para estabilizar dispêndios autônomos totais e a renda 
de equilíbrio 
 
Exemplo: 
 
• Supondo que a economia esteja em nível de pleno emprego (potencial) YF 
• DAF = C + I0 +G0 
 
• Uma queda nos investimentos autônomos de I0 para I1, devido a mudança 
desfavorável nas expectativas das firmas; 
 
• Na ausência de uma ação de política, a demanda agregada cai para DAL =(C + I1 + G0 ) 
 
• Em YL o novo nível de equilíbrio na renda está abaixo do nível de pleno emprego. 
 
• Uma resposta de política econômica adequada seria aumentar os gastos do governo o 
suficiente para recuperar o equilíbrio em YF. 
• O aumento compensatório nos gastos do governo, de G0 para G1, desloca a curva 
de demanda agregada de volta para DAF, agora igual a (C+I1 +G1) 
Política fiscal de estabilização 
Exemplo (cont.): 
 Alternativamente, pode ser utilizado um corte nos impostos para recuperar o nível 
inicial de demanda agregada. 
 Como o multiplicador dos impostos é menor, o corte apropriado dos impostos 
precisaria ser maior que o aumento necessário nos gastos para gerar os mesmos 
efeitos finais, mas, em tese, isso não apresentaria nenhum problema em 
particular. 
 
Considerações finais 
 Esse modelo ainda está incompleto, falta considerar a moeda e a taxa de juros e o 
comportamento dos preços e salários 
 Aspecto importante é que esse modelo desempenha um papel vital na determinação da 
renda 
 O modelo também destaca o papel da estabilização fiscal na administração da demanda 
agregada, para amortecer o produto de equilíbrio contra mudanças da instável demanda 
por investimentos 
 Modelo também destaca o efeito multiplicador. 
Anexo: As exportações e as importações no modelo Keynesiano Simples 
Introdução das exportações e das importações com enfoque na determinação da renda 
de equilíbrio 
 
 Multiplicador dos dispêndios autônomos se altera 
 
PIB (Y) consiste em consumo, investimentos e gastos do governo, mais as exportações 
líquidas (exportações menos importações). Condição para o produto de equilíbrio na 
economia aberta: 
 
 Y = DA = C + I + G + X – Z 
 
Onde: 
X = exportações 
Z = importações 
 
Obs.: Investimentos e os gastos do governo são exógenos – dispêndios autônomos 
• Exportações são a demanda 
estrangeira pelos produtos 
domésticos. Correspondem à 
demanda agregada. 
• Importações não são demandas 
por bens domésticos 
Anexo: As exportações e as importações no modelo Keynesiano Simples 
 
• Função consumo (impostos estão omitidos): 
 
 C = a + bY 
 
• Importações 
• Importações consistem unicamente em bens de consumo 
• A demanda por importações depende da renda e de um componente autônomo 
 
 Z = u + vY u > 0, 0 < v < 1 
 
u = componente autônomo das importações 
v = propensão marginal a importar (aumento na demanda por importações por 
aumento unitário de Y) 
Anexo: As exportações e as importações no modelo Keynesiano Simples 
 
• Exportações: 
• A demanda por exportações domésticas será uma parte da demanda estrangeira 
por importações. 
• A demanda estrangeira por importações dependerá do nível de renda 
estrangeira. 
• Do ponto de vista doméstico, a renda estrangeira e, consequentemente, a 
demanda pelas exportações domésticas serão consideradas exógenas. 
• Variáveis adicionais que, espera-se, influenciarão tanto a demanda doméstica por 
importações quanto a demanda estrangeira por exportações domésticas são os 
níveis de preço relativos entre os dois países e a taxa de câmbio. Por enquanto, o 
nível de preços e a taxa de câmbio são fixos. 
 
 
Anexo: As exportações e as importações no modelo Keynesiano Simples 
 
• Renda de equilíbrio: 
 
Y = C + I + G + X – Z 
Y = a + bY + I + G + X – u –vY 
Y-bY +vY = a + I + G + X – u 
(1 – b + v)Y = a + I + G + X – u 
 
Y = 1 (a + I + G + X – u) 
 1-b+v 
 
 
= 1 Multiplicador dos dispêndios autônomos 
 (1-b+v) 
 Como v, propensão marginal a importar , é maior do que zero, o multiplicador será 
menor no modelo de economia aberta 
Anexo: As exportações e as importações no modelo Keynesiano Simples 
 
• Renda de equilíbrio: 
 Como v, propensão marginala importar , é maior do que zero, o multiplicador será 
menor no modelo de economia aberta 
 
Se b = 0,8 e v = 0,3 
 
= 1 = 1 = 1 = 5 
 (1-b) 1-0,8 0,2 
 
 
= 1 = 1 = 1 = 2 
 (1-b+v) 1-0,8+0,3 0,5 
 
 
 
Anexo: As exportações e as importações no modelo Keynesiano Simples 
• Pode-se observar que quanto mais aberta for uma economia ao comércio exterior 
(quanto mais alto for o v), menor será o multiplicador dos dispêndios autônomos. 
• Quanto mais aberta for uma economia, menor será a resposta da renda aos 
choques da demanda agregada, tais como as mudanças nos gastos do governo ou as 
alterações autônomas na demanda por investimentos. 
• Quanto mais alto o valor de v, maior proporção desse efeito induzido o consumo, 
que será uma mudança na demanda por bens de consumo estrangeiros. 
• Consequentemente, o efeito induzido na demanda de bens internos e, assim, na 
renda doméstica, será menor. 
• O aumento nas importações por unidade se renda constitui um vazamento adicional 
do fluxo circular de renda (nacional) a cada ciclo do processo multiplicador, 
reduzindo o valor do multiplicador dos dispêndios em bens domésticos, 
 
• Obs.: b – v é a propensão marginal a consumir bens domésticos. 
 
• 
Anexo: As exportações e as importações no modelo Keynesiano Simples 
 
• Renda de equilíbrio para economia aberta: 
• Além dos elementos de uma economia fechada (a + I + G), os dispêndios 
autônomos para economia aberta incluem o nível das exportações e o 
componente autônomo das importações. 
• As mudanças no nível das exportações e as alterações autônomas na demanda 
por importações, são choques adicionais que mudarão a renda de equilíbrio. 
 
• Efeito multiplicador das mudanças em X e u: 
 
 ΔY = 1 
 ΔX 1 – b + v 
 
ΔY = -1 
Δu 1 – b + v 
 
Anexo: As exportações e as importações no modelo Keynesiano Simples 
• Um aumento na demanda pelas exportações domésticas é um aumento na demanda 
agregada pelos produtos produzidos por residentes do país e aumentará a renda de 
equilíbrio exatamente como o faria os gastos do governo, ou um aumento autônomo 
nos investimentos. 
 
• Contrariamente, um aumento autônomo na demanda por importações, um aumento 
em u, é visto como causa de queda na renda de equilíbrio. 
• Um aumento autônomo na demanda por importações representa um 
deslocamento da demanda por bens domésticos para a demanda por 
importados. Faz cair a renda de equilíbrio. 
• Um aumento na demanda por exportações domésticas tem efeito expansionista 
sobre a renda de equilíbrio. 
• Um aumento autônomo nas importações tem um efeito de contração sobre a renda 
de equilíbrio. 
 
TQM e Modelo Keynesiano simples: Exercícios 
1) Apresente a Teoria Quantitativa da Moeda e a Equação de Cambridge. 
2) Sobre o modelo keynesiano simples: 
a) Quais são as formas de expressar a condição de equilíbrio? Apresente 
graficamente e explique. 
b) Apresente e descreva o fluxo circular da renda e produto. 
c) Explique o processo de ajustes nos investimentos que ocorre na condução 
para o produto de equilíbrio. 
d) Apresente os três componentes da demanda agregada em uma economia 
fechada. No caso do consumo, também apresente graficamente. 
e) Apresente detalhadamente o conceito do multiplicador. 
f) Diante de uma queda nos investimentos, quais medidas na área fiscal o 
governo pode adotar para recuperar o nível inicial do produto? Explique. 
 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
 
Aula 17 : Prova 
 
Boa Prova! 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
 
Aula 18 a 22 : O Sistema Keynesiano (II): Moeda, 
Juros e Renda 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 
Plano de aula 
 Tema: O Sistema Keynesiano (II): Moeda, Juros e Renda 
 
Objetivo: Conhecimento básico para construção do modelo IS-LM. 
 
 Conteúdo: 
- A Moeda no Sistema Keynesiao 
- A Teoria Keynesiana da Taxa de Juros 
- Construção da Curva LM 
- Construção da Curva IS 
- Curvas IS-LM 
 
 Metodologia: A aula será ministrada com base em uma apresentação em PowerPoint e com a 
leitura de parágrafos selecionados da bibliografia básica. 
 
 Bibliografia básica: 
FROYEN, R.T. Macroeconomia. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
 
 
 
 
A Moeda no Sistema Keynesiano 
• No modelo Keynesiano Simples, a taxa de juros e a política monetária foi 
omitida. 
• Para a teoria monetária keynesiana, a moeda afeta a renda através da taxa de 
juros. 
• Um aumento no estoque de moeda, faz cair a taxa de juros, que, por sua 
vez, aumenta a demanda agregada e a renda. 
• Dois elos que conectam as mudanças no estoque de moda às mudanças na 
renda. 
• 1º Relação entre a moeda e a taxa de juros; 
• 2º Efeito da taxa de juros sobre a demanda agregada 
 
Taxas de Juros e Demanda Agregada 
• Razões pelas quais a demanda por investimento por parte das firmas depende da 
taxa de juros 
• Lucratividade esperada dos projetos de investimentos deve exceder os custos 
de contrair empréstimos para financiá-lo, num montante suficiente para 
justificar os riscos do projeto. 
• A uma taxa de juros maior, menos projetos satisfazem esse critério. 
• Exemplo, construção residencial: Taxas de juros mais altas significam 
maiores custos para o construtor, e, se os demais fatores forem iguais, a 
construção é desestimulada. 
• No entanto, do lado da demanda por novas residências, a taxa de 
juros também impacta, pois compras de casas são financiadas com 
empréstimos de LP. 
• Altas taxas de juros aumentam o custo de compra de uma casa e 
reduzem a demanda pelas residências novas e pelas já existentes. 
Essa demanda reduzida no mercado imobiliário faz cair o volume 
de novas construções residenciais. 
Taxas de Juros e Demanda Agregada 
• Outros componentes da demanda agregada que podem ser afetados pelas mudanças da 
taxa de juros: 
• Dispêndios dos consumidores com bens duráveis: 
• Compra de carro, eletrodoméstico, computador, televisor, etc...: em muitos 
casos financiados por empréstimos. 
• Taxas de juros mais altas elevam o custo dessas compras quando se 
computa o custo do financiamento e podem fazer cair o valor desse 
componente da demanda agregada. 
• Os gastos do governo: 
• Incluem os gastos do governo estadual e municipal com serviços, bens de 
consumo e bens de investimentos. 
• Muitos gastos são financiados por empréstimos, através de emissões de 
títulos. 
• Teoricamente, as altas taxas de juros deveriam aumentar os custos desses 
empréstimos e desestimular os gastos do governo. No entanto, há muitos 
determinantes dos valores e do momento de execução desses projetos de 
gastos, de forma que, na prática, o grau de importância do efeito das taxas 
de juros sobre eles é incerto. 
• Nestes modelos, o gasto do governo é exogenamente fixado pelas autoridades 
responsáveis pela política econômica, governo federal. 
C,I, G 
Y 
45º 
Y0 
Renda (produto) 
D
em
a
n
d
a
 a
g
re
g
a
d
a
 
DA1=(C + I + G)1 
Y1 
Efeito de uma Queda na Taxa de Juros sobre a renda de equilíbrio 
DA0=(C + I + G)0 
Taxas de Juros e Demanda Agregada 
 
• Com base no modelo Keynesiano simples, uma mudança na taxa de juros afeta a demanda 
agregada e a renda de equilíbrio: 
• Inicialmente a economia está em equilíbrio Y0, com a demanda agregada DA0 igual a 
(C+I+G)0, correspondendo a uma taxa de juros r0. 
• Uma queda na taxa de juros para r1 desloca a curva de demanda agregada para cima, 
até DA1, igual a (C+I+G)1. 
• Essedeslocamento representa os efeitos combinados da taxa de juros sobre os 
investimentos das firmas, os investimentos em construção residencial, os dispêndios 
dos consumidores com bens duráveis e os gastos do governo com investimentos. 
• A renda de equilíbrio sobre para Y1. 
• Quanto mais sensíveis forem os diversos componentes da demanda agregada às mudanças 
da taxa de juros, maior será o deslocamento na função demanda agregada e maior será o 
efeito sobre a renda de equilíbrio. 
• Portanto, a sensibilidade da demanda agregada aos juros será importante na 
determinação da efetividade da política monetária para influenciar a renda de equilíbrio. 
• Nos modelos considerados, o efeito da taxa de juros é simplesmente em relação aos I. 
A Teoria Keynesiana da Taxa de Juros 
 
• Relação entre quantidade de moeda e a taxa de juros 
• Keynes acreditava que a quantidade de moeda desempenhava um papel-chave na 
determinação da taxa de juros 
• Suposições simplificadoras: 
• Os ativos financeiros podiam ser divididos em dois grupos: a moeda e os demais 
ativos não monetários, denominados genericamente de títulos. 
• Moeda pode ser considerado como M1 (papel moeda mais depósitos a 
vista). Maturação de CP. Moeda não paga juros (inicialmente). 
• “Títulos” inclui os títulos propriamente ditos mais outros ativos financeiros 
de LP, incluindo ações. Maturação de LP. Títulos são promessas de 
pagamento de valores fixos, a intervalos regulares, durante todo o futuro 
(por exemplo, um real ao ano), sem devolução do principal. 
A Teoria Keynesiana da Taxa de Juros 
 
• Formas pela qual os indivíduos decidem dividir sua riqueza financeira entre dois ativos, a 
moeda (M) e os títulos (B). Em um determinado instante do tempo, a riqueza (Wh) é fixa e, 
como os títulos e a moeda são as únicas formas de riqueza Wh ≡ B+ M. 
 
• Decisão em relação à carteira de ativos: divisão entre moeda e títulos. 
 
• A taxa de juros de equilíbrio dos títulos é aquela à qual a demanda por títulos é 
exatamente igual ao estoque existente de títulos. 
 
• Por exemplo, se a demanda por moeda excede a oferta equivale a dizer, no agregado, que o 
público está tentando aumentar a proporção de riqueza mantida na forma de moeda. Isto é, por 
definição, o mesmo que dizer que a oferta de títulos excede a demanda; o público está tentando 
reduzir a proporção de riqueza possuída sob a forma de títulos. 
A Teoria Keynesiana da Taxa de Juros 
 
• Há duas maneiras corretas de descrever a taxa de juros de equilíbrio: 
• A taxa que iguala a oferta e a demanda por títulos; 
• A taxa que iguala a oferta de moeda a sua demanda. 
 
Ou seja, o equilíbrio em um mercado implica o equilíbrio do outro. 
 
No gráfico: 
 Supõe-se que a oferta de moeda seja estabelecida exogenamente pelo Banco Central em M0 
 A taxa de juros de equilíbrio é r0; 
 A essa taxa, a demanda por moeda, dada pela curva de demanda por moeda, M , é 
exatamente igual à oferta fixa de moeda; 
 A taxa de juros de equilíbrio é determinada por fatores que afetam a oferta e a demanda por 
moeda. No caso da oferta, o fator principal serão as políticas do BC. Outros fatores 
determinam a demanda por moeda, que influenciam a posição e a inclinação da curva M . 
 
s 
d 
d 
M0 
Determinação da Taxa de Juros de Equilíbrio 
 r 
M 
s 
M 
A Teoria Keynesiana da Taxa de Juros 
 r0 
d 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
• Keynes considerava 3 motivos para a manutenção de moeda. 
 (Não se supõe que algum indivíduo consiga associar parcelas bem definidas do montante de 
moeda que carrega a cada um dos 3 motivos, mas Keynes acreditava que fosse útil analisar 
separadamente os motivos por detrás dos estoques monetários mantidos pelos indivíduos) 
 
 Demanda por transações – Motivo de transação 
- A moeda é um meio de troca e os indivíduos usam-na em transações. 
- O montante de moeda guardado para viabilizar transações variaria positivamente de 
acordo com o volume de transações nas quais o indivíduo se envolvesse. 
- Supunha-se que a renda fosse uma boa medida desse volume de transações e, 
portanto, que a demanda por moeda para transações dependesse positivamente do 
nível de renda. 
- Quando se recebe moeda numa transação, ela pode ser utilizada para comprar 
títulos que, posteriormente, chegado o momento dos dispêndios , são vendidos para 
obter moeda novamente. 
 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda por transações – Motivo de transação (cont.) 
 - Como o retorno a ser obtido é o ganho de juros sobre os títulos, espera-se que o 
incentivo para reduzir os saldos transacionais seja tanto quanto mais alta for a taxa de juros. 
 
 - Consequentemente, além da dependência positiva em relação à renda, espera-se 
também observar uma relação negativa entre moeda para transações e a taxa de juros. 
 
 - A importância da taxa de juros para a demanda de transações do setor empresarial: 
As firmas com alto volume de transações podem, mediante técnicas de administração de 
capital de giro, reduzir consideravelmente seus estoques monetários médios. O incentivo 
para investir numa administração cuidadosa do capital de giro depende do nível da taxa de 
juros. 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda por precaução 
 - Além do dinheiro mantido para viabilizar as transações planejadas, fossem guardados 
saldos monetários adicionais para o caso em que se tornasse necessário realizar dispêndios 
imprevistos. 
 - A moeda também seria retida para uso em possíveis emergências, para contas 
inesperadas... 
 - O valor guardado para esse fim dependia positivamente da renda. 
 - Novamente, a taxa de juros poderia ser um fator importante se houvesse uma 
tendência das pessoas para reduzir o montante de moeda guardado por precaução à medida 
que as taxas de juros fossem subindo. 
 - Demanda por precaução pode ser incluída na categoria de demanda por transações 
(simplificar a análise) 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
- Por que um indivíduo guardaria uma quantidade de moeda maior que a necessária 
para transação ou precaução, já que os títulos pagam juros e a moeda não? 
- Essa demanda adicional por moeda existia, na opinião de Keynes, em razão da 
incerteza sobre as taxas de juros futuras, bem como pela relação entre as 
alterações das taxas de juros e os preços dos títulos. 
- Para ver como funciona essa especulação, analisaremos a relação entre as taxas 
de juros e os preços dos títulos: 
- Ex.: um indivíduo compra um título perpétuo do governo a R$ 1.000,00 e o 
habilita ao recebimento de R$ 50,00 ao ano, denominado pagamento de 
cupom. A taxa de juros de mercado é de 5%. 
- Caso esse indivíduo queira vender esse título hoje, quanto valeria? 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
- Caso esse indivíduo queira vender esse título hoje, quanto valeria? 
- Depende da taxa de juros do mercado corrente! 
 
- Se a taxa de juros corrente for de 5%, o título ainda seria vendido por 
R$ 1.000,00. 
 
- E se a taxa de juros subir para 10% a.a.? 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
- Caso esse indivíduo queira vender esse título hoje, quanto valeria? 
- Depende da taxa de juros do mercado corrente! 
- Se a taxa de juros corrente for de 5%, o título ainda seria vendido por 
R$ 1.000,00. 
 
- E se a taxa de juros subir para 10% a.a.? 
 
- O valor do título é R$ 500,00. Isso ocorre pois R$ 50,00 dividido R$ 
500,00 = 10%. 
- Essa queda no valor também ocorre pois este título não tem 
nenhuma outra característica que lhe permita vendê-lo aum 
preço mais alto. 
- Este título será vendido com perda de capital, pois é o preço que o 
torna competitivo às taxas correntes de mercado. 
- Um aumento das taxas de juros de mercado resulta numa perda 
de capital nos títulos já existentes. 
 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
- Caso esse indivíduo queira vender esse título hoje, quanto valeria? 
- E se a taxa de juros corrente cair de 5% para 2%? 
- O valor do título seria aumentado. 
- O valor atual do título seria R$ 2.500,00 
- R$ 50,00 divido por R$ 2.500,00 = 2% 
 
- Uma queda nas taxas de juros resulta num ganho de capital nos 
títulos já existentes. 
 
 
 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
- Questão da “desejabilidade” relativa da moeda em comparação aos títulos 
 
 Retorno da moeda = 0 (não rende juros e seu valor não está sujeito a 
ganhos ou perdas de capital à medida que a taxa de juros vai mudando) 
- A moeda tem um preço fixo 
 
 Retorno esperado dos títulos = renda de juros + variação (ganho ou perda) 
de capital 
 
 Um investidor poderia se antecipar das suas tomadas de decisão de acordo 
com a sua expectativa de variação da taxa de juros. 
 
 Não está sendo considerado variações no nível de preços. 
 
 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
 Um investidor poderia se antecipar das suas tomadas de decisão de acordo 
com a sua expectativa de variação da taxa de juros. 
 
- Se o investidor achar que as taxas de juros vão cair: 
- A previsão de retorno dos títulos aumentará! 
- Eles pagam juros e se prevê que gerem um ganho de capital 
- Se houver previsão de aumento da taxa de juros: 
- é possível que a perda de capital esperada com os títulos exceda os 
retornos com juros. 
- O retorno esperado sobre os títulos seria, nesse caso, negativo. 
 
- Nesse caso, o que ocorre com a demanda por moeda? 
 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
- Se houver previsão de aumento da taxa de juros: 
- é possível que a perda de capital esperada com os títulos exceda os 
retornos com juros. 
- O retorno esperado sobre os títulos seria, nesse caso, negativo. 
 
- Nesse caso, o que ocorre com a demanda por moeda? 
- A moeda seria o ativo preferido. Ou seja, a moeda 
demandada na expectativa de uma queda nos preços dos 
títulos ( um aumento das taxas de juros) representa, para 
Keynes, a demanda especulativa por moeda. 
 
- Relação entre o montante de moeda demandado e as mudanças nas 
expectativas da taxa de juros para o futuro. 
 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
 
- Keynes supõe que os investidores tenham uma noção relativamente estável 
sobre o nível “normal” da taxa de juros. 
- Quando a taxa de juros real está acima do nível normal, os investidores 
preveem a queda na taxa de juros. 
- Quando a taxa de juros está abaixo da taxa normal, é esperado um 
aumento da taxa de juros. 
 
- Há uma relação entre expectativas sobre os movimentos futuros das 
taxas de juros e a demanda especulativa por moeda. 
 
Mi + Mi ≡ Mi 
Mi + Bi ≡ Whi 
 
 1 2 
Mi = demanda especulativa por moeda do indivíduo i 
Mi = demanda por transações 
Mi, Bi e Whi, são os estoques totais do indivíduo em 
moeda, título e riqueza, respectivamente 
 2 
1 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
- O indivíduo tem uma visão do nível normal da taxa de juros ( ri ). 
- Como se prevê que todas as taxas de juros acima de ri tendem a cair a esses 
juros, os títulos serão ativos preferidos à moeda. 
- A demanda especulativa por moeda será zero e a manutenção de títulos 
serão iguais a (Whi – Mi ); 
- A demanda especulativa por moeda também será zero, para taxas de 
juros acima de uma certa faixa abaixo de ri. Se as taxas de juros não 
estiverem suficientemente abaixo de ri, os ganhos com juros sobre os 
títulos serão maiores que a pequena perda de capital esperada. 
- Há um nível da taxa de juros abaixo de ri, em que a perda de capital com 
títulos, que aumenta à medida que a taxa de juros cai abaixo de ri, 
acabará sendo exatamente igual às renda com juros dos títulos. 
- Esse valor é a taxa de juros crítica do indivíduo i (ri ). Abaixo dessa 
taxa, a moeda será preferida aos títulos. 
n 
n 
1 
n 
n 
n 
n 
c 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
 - Abaixo da taxa de juros crítica, o indivíduo venderá seus títulos e manterá 
estoques monetários especulativos no valor de (Whi – Mi ) , o que significa que estará 
guardando toda a sua riqueza sob a forma de moeda. 
 
- Keynes supunha que diferentes indivíduos tivessem visões diversas sobre o que seria 
a taxa de juros “normal”. Portanto, não haveria nenhuma taxa crítica de juros 
específica que, se atingida, acionaria um fluxo maciço de fundos entre moeda e 
títulos. 
- Ao contrário, à medida que a taxa de juros fosse caindo, reduções constantes nas 
taxas de juros fariam a taxa de juros de mercado assumir valores inferiores aos das 
taxas críticas dos diferentes investidores. 
- Quanto mais baixa a taxa de juros, mais investidores achariam que, em vista da 
taxa normal, a moeda seria o ativo preferido. 
- Para valores muito baixos das taxas de juros, quase todos os investidores 
esperariam que as taxas de juros fossem subir substancialmente no futuro e a 
moeda, enquanto ativo, seria preferida aos títulos pela maioria dos agentes. 
1 
Mi 
 r 
Demanda especulativa por moeda 
c 
 ri 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
Curvas da demanda especulativa por Moeda Individual e agregada 
 r 
M 
Demanda especulativa individual Demanda especulativa agregada 
n 
 ri 
2 
1 
 (Whi - Mi ) 
Demanda especulativa por moeda 
2 
Para taxas de juros acima taxa 
crítica, demanda especulativa 
por moeda é zero. Já abaixo, 
moeda é preferida aos títulos. 
A medida que vão diminuindo, as 
taxas de juros caem abaixo da taxa 
crítica de um número maior de 
indivíduos, a demanda especulativa 
por moeda aumenta. 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Demanda especulativa 
- O aumento gradativo da demanda especulativa por moeda à medida que a taxa de 
juros de reduz. 
- Para taxa de juros muito baixas, a curva fica menos inclinada, pois há uma 
previsão consensual de que os valores das perdas de capital com os títulos 
excederão os montantes ganhos com juros. 
- A essas taxas, os incrementos à riqueza seriam retidos diretamente sob a forma de 
moeda, sem ampliar a queda na taxa de juros. Keynes chamou essa situação de 
armadilha da liquidez. 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 A demanda total por moeda: 
- Dos 3 motivos de demanda por moeda, os motivos transações e precaução variam 
positivamente com a renda e negativamente com a taxa de juros. 
- A demanda especulativa por moeda está negativamente relacionada à taxa de juros. 
- A demanda total por moeda: 
 
 M = L (Y, r) 
 
- O incremento da renda aumenta a demanda por moeda; 
- O aumento da taxa de juros provoca redução da demanda por moeda. 
- Forma simplificada da função demanda por moeda: 
M = c0 + c1Y – c2r c1 > 0 , c2 > 0 Função M como linha reta no gráfico 
 
c1 = dimensiona a elevação da demanda por moeda por aumento unitário da renda 
c2 = quanto a demanda por moeda diminui pelo aumento unitário da taxa de juros. 
 
d 
d d 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Efeitos de um Aumento do estoque por moeda: 
 
 
Mo r 
Quantidadede moeda 
 r1 
Ta
xa
 d
e 
ju
ro
s r0 
s 
O aumento do estoque de moeda 
de M0 para M1, causa um excesso 
inicial de oferta de moeda. A taxa 
de juros cai de r0 para r1, para 
restabelecer o equilíbrio no 
mercado monetário. 
M 
M1 
s 
Excesso de 
Oferta de 
Moeda inicial 
s s 
M (Y0) 
d 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Efeitos de um Aumento do estoque por moeda: Gráfico: 
- Curva de demanda por moeda linear (equação M = c0 + c1Y – c2r ) como uma função da taxa de juros. 
- Análise dos efeitos do aumento da oferta por moeda no mercado monetário. 
- Função demanda por moeda tem inclinação negativa para um nível de renda Y0; 
- Uma queda na taxa de juros aumenta a demanda por moeda. 
- O aumento da oferta de moeda desloca a curva para a direita, refletindo o fato de que, para uma 
determinada taxa de juros, a demanda por moeda aumenta com a renda. 
- A oferta de moeda é uma variável de política econômica exogenamente controlada, inicialmente fixada 
em M0; 
- Um aumento do estoque de moeda para M1: no nível de equilíbrio da taxa de juros r0, há um excesso 
de oferta de moeda. 
- Em r0, os indivíduos não querem manter a moeda adicional, e buscam comprar títulos 
- O aumento da demanda por títulos faz cair a taxa de juros à qual os ofertantes de títulos (que tomam 
empréstimos) estão dispostos a vendê-los; 
- A queda na taxa de juros faz aumentar a demanda por moeda, e um novo equilíbrio é atingido à taxa 
de juros r1. 
 
s s 
d 
s 
s 
A Teoria Keynesiana da demanda por moeda 
 Algumas implicações do pagamento de juros sobre a Moeda: 
 
No caso do M1 ( papel moeda em poder do público e depósitos à vista nos bancos comerciais) 
“remunerado”: 
 - seria de esperar que a taxa paga nos depósitos aumentasse com o aumento da taxa de juros sobre 
os títulos, mas não tanto quanto o aumento da taxa de juros paga sobre eles. 
 - Se a taxa de juros para títulos subir 1%, a taxa de juros para “depósitos à vista remunerados” 
aumentará menos de 1%. 
 - a taxa de juros relativa para os títulos será mais alta e, assim, ainda haverá um incentivo 
para que os indivíduos troquem moeda por títulos. 
 
 - A demanda por moeda depende negativamente da taxa de juros, que neste modelo sempre 
significa a taxa de juros por títulos. 
- 
s s 
A Modelo IS-LM 
 Calcular os valores da taxa de juros e do nível de renda que equilibram simultaneamente o 
mercado de bens (e serviços) e o mercado monetário. 
 
 O equilíbrio no mercado monetário implica um equilíbrio no mercado de títulos. 
 Essa combinação equilibra todos os três mercados (bens, moeda e títulos) 
 
- Primeiro identificamos combinações de renda e taxa de juros que equilibram o mercado monetário, 
excluindo o mercado de bens. Em seguida, identificamos as combinações de renda e taxa de juros 
que sejam valores de equilíbrio para o mercado de bens. 
 
- Esses dois conjuntos de combinações de taxas de juros e níveis de renda contêm uma 
combinação específica que equilibra ambos os mercados; 
- Para achar o único ponto de equilíbrio, temos que supor que as variáveis de política econômica, 
como estoque de moeda, os gastos do governo e os impostos – sejam mantidos fixos em níveis 
predeterminados. 
- Outras variáveis autônomas sobre a renda e juros, são constantes. 
 As variáveis de política econômica e outras forças exógenas determinam as posições das curvas de 
equilíbrio dos mercados monetário e de bens, que são representados pelas curvas LM e IS. 
s s 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
 Construção da Curva LM 
 
• No modelo Keynesiano temos: 
a) a dependência positiva da demanda por moeda em relação à renda em razão da demanda 
por transações; 
b) Demanda por moeda também varia inversamente à taxa de juros, devido à demanda 
especulativa por moeda e porque o montante de moeda mantido para transações diminui à 
medida que a taxa de juros aumenta, para qualquer nível de renda. 
 
 M = L (Y, r) 
 
 Ou 
 
 M = c0 + c1Y – c2r c1 > 0 , c2 > 0 
s s 
d 
d 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
 Construção da Curva LM 
 
Curva LM = todas as combinações de r e Y que equilibrem a demanda por moeda ao 
estoque de moeda fixo ( M0 ) 
 - A união desses pontos é designada curva LM, a demanda por moeda (L ) é igual ao 
estoque de moeda ( M ) 
 - Condição que deve ser cumprida para o equilíbrio do mercado monetário, a equação 
da curva LM, pode ser escrita como: 
 
 M0 = M = c0 + c1Y – c2r 
s s 
S 
s 
d 
 Posições de equilíbrio no Mercado Monetário 
 
 
Mo r 
Quantidade de moeda 
 r1 
Ta
xa
 d
e 
ju
ro
s 
 r2 
s 
Com uma oferta fixa de moeda, os 
aumentos de Y deslocam para a direita a 
função demanda por moeda. O equilíbrio no 
mercado monetário exige taxas de juros 
sucessivamente maiores, para níveis de 
renda mais elevados. 
M 
M (Y0) 
d 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
M (Y1) 
d 
M (Y2) 
d 
 r0 
 A curva LM 
 
 
 r 
Renda 
 r1 
Ta
xa
 d
e 
ju
ro
s 
 r2 
Equilíbrio da taxa de juros 
para cada nível de renda. A 
curva LM mostra as 
combinações de renda e taxa 
de juros que equilibram o 
mercado monetário. Para 
níveis de renda mais altos, são 
exigidas taxas de juros 
maiores para equilibrar o 
mercado monetário. A curva 
LM tem inclinação ascendente 
para a direita. 
Y Y0 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
LM 
 r0 
 Y1 Y2 
 A curva LM 
• Para uma dada taxa de juros, o aumento da renda aumenta a demanda por 
moeda – a demanda por moeda para o motivo transações varia positivamente 
com a renda. 
• Para restabelecer a demanda num nível igual ao do estoque fixo de moeda, a taxa 
de juros deve ser maior; 
• A taxa de juros mais elevada resulta em uma demanda especulativa por moeda 
menor, reduzindo a demanda por transações, qualquer que seja o nível da renda; 
• A taxa de juros deve subir até que a queda na demanda por moeda seja 
exatamente igual ao aumento inicial da demanda por transações, introduzido pelo 
incremento na renda. 
 
Quais fatores determinam a inclinação da curva LM? 
Quais que deslocam a curva LM? 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
 Fatores que determinam a inclinação da Curva LM 
 - Efeito de um aumento da renda, ΔY (de Y0 para Y1) sobre o equilíbrio do mercado 
monetário. 
 - O aumento de demanda por moeda será igual a c1 ΔY; 
 - A taxa de juros terá de aumentar o suficiente para compensar esse aumento na 
demanda por moeda induzido pela renda. 
 - Quanto mais alto for c1, maior o aumento da demanda por moeda por aumento 
unitário da renda . É necessária um maior aumento na taxa de juros para restabelecer a 
demanda total por moeda ao nível do estoque de moeda fixo. 
 - Quanto mais alto for o valor de c1, mais inclinada será a LM. 
 - O segundo fator é o quanto a demanda por moeda é elástica (sensível) em relação 
às mudanças da taxa de juros. (Esse é o fator na qual a análise está centrada) 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
 Fatores que determinam a inclinação da Curva LM 
 - O segundo fator é o quanto a demanda por moeda é elástica (sensível) em relação 
às mudanças da taxa de juros. (Esse é o fator na qual a análise está centrada) 
 
- Para um aumento da demanda por moeda induzido pela renda: quanto a taxa de juros 
tem que subir para restabelecer a demanda total por moeda ao valor do estoque de 
moeda fixo? 
 
- Depende de quanto a demanda por moeda é elástica (sensível) em relação às 
mudanças da taxa de juros.A elasticidade da demanda por moeda em relação aos juros depende do c2. 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
 Baixa elasticidade da demanda por moeda em relação aos juros 
 
 
Mo r 
 r1 
 r2 
s 
Curva demanda por moeda relativamente inclinada: elasticidade da demanda por moeda em relação aos 
juros é baixa. A curva LM é relativamente inclinada. Grandes mudanças na taxa de juros não mudam muito 
a demanda por moeda. A taxa de juros terá de aumentar num valor muito grande para reduzir a demanda 
por moeda de volta a M0 
M 
M (Y0) 
d 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
Elasticidade por moeda em relação aos juros e inclinação da LM 
M (Y1) 
d 
M (Y2) 
d 
 r0 
 r 
 r1 
 r2 
Y Y0 
LM 
 r0 
 Y1 Y2 
c1(Y2 – Y1) 
s 
 Alta Elasticidade da demanda por moeda em relação aos Juros (mesmo aumento de 
renda e mesmo valor de c1) 
Mo r 
 r1 
 r2 
s 
Demanda por moeda seja altamente elástica aos juros, a curva de demanda por moeda é mais plana. A LM também será 
menos inclinada. Uma pequena queda na taxa de juros, aumenta a demanda por moeda significativamente. A taxa de juros 
deve aumentar em um relativamente pequeno para restabelecer o equilíbrio no mercado monetário. Aumento pequeno na 
taxa de juros compensará os aumentos na demanda por moeda para transações que foram induzidos pela renda. 
M 
M (Y0) 
d 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
Elasticidade por moeda em relação aos juros e inclinação da LM 
M (Y1) 
d 
M (Y2) 
d 
 r0 
 r 
 r1 
 r2 
Y Y0 
LM 
 r0 
 Y1 Y2 
c1(Y2 – Y1) 
 Dois casos especiais da inclinação da curva LM: 
a) Quando a elasticidade da demanda por moeda em relação aos juros é nula; 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
Elasticidade por moeda em relação aos juros e inclinação da LM 
 r 
Y Y0= M0 –c0 
 c1 
LM 
• Demanda por moeda é insensível aos juros, c2 é igual a zero. 
• Um nível mais alto de renda implica uma maior demanda por 
moeda para viabilizar transações. 
• Se a demanda por moeda for completamente insensível à 
mudanças da taxa de juros, nenhum aumento possível da taxa de 
juros conseguirá reduzir a demanda por moeda de volta ao nível 
da oferta fixa de moeda; 
• O aumento na taxa de juros não faz com que as pessoas reduzam 
a demanda especulativa por moeda, nem reduzam a demanda por 
transações. 
• Somente um nível de renda é compatível com o equilíbrio. 
• Essa situação é chamada de caso clássico, pois a função demanda 
por moeda keynesiana não difere substancialmente da função 
demanda por moeda clássica (depende somente da renda) . 
C2 = 0 
M0 = Md = c0 + c1Y 
M fixado em M0, para o equilíbrio temos: 
 
Y = M0 – c0 
c1 
s 
s s 
 Dois casos especiais da inclinação da curva LM: 
b) Quando a elasticidade da demanda por moeda em relação aos juros é extremamente alta: 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
Elasticidade por moeda em relação aos juros e inclinação da LM 
• Na teoria keynesiana, quando a taxa de juros fica muito baixa em relação ao considerado valor normal, a 
expectativa de aumentos futuros da taxa passa a ser consensual. O público tende a reter qualquer aumento 
de riqueza sob a forma de moeda, sendo desprezível a queda na taxa de juros. 
• É nesta faixa da curva de demanda por moeda que a elasticidade da demanda por moeda em relação aos 
juros torna-se extremamente alta. 
• Esse caso foi denominado como armadilha da liquidez. 
• A forma linear da função keynesiana da demanda por moeda é abandonada. 
• A função torna-se quase horizontal a baixas taxas de juros. 
• Para níveis de renda muito baixos, Y0 e Y1, o equilíbrio no mercado monetário ocorre em pontos ao longo da 
seção menos inclinada da curva de demanda por moeda, onde a elasticidade da demanda é extremamente alta. 
A curva LM é praticamente horizontal na faixa de níveis mais baixos. Uma ligeira elevação nos juros já garante o 
equilíbrio no mercado monetário. A demanda por moeda é altamente sensível às mudanças na taxa de juros. 
• Em níveis de renda mais altos, como Y2 e Y3, o equilíbrio do mercado monetário está em pontos mais 
inclinados de demanda por moeda e a curva LM é mais inclinada. Um maior aumento na taxa de juros para 
restabelecer o equilíbrio do mercado monetário. (não está na armadilha da liquidez) 
 Dois casos especiais da inclinação da curva LM: 
b) Quando a elasticidade da demanda por moeda em relação aos juros é extremamente alta: 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
Elasticidade por moeda em relação aos juros e inclinação da LM 
Mo r 
 r1 
 r2 
M 
M (Y0) 
d 
M (Y1) 
d 
M (Y2) 
d 
 r0 
 r 
Y Y0 
LM 
 Y1 Y2 
M (Y3) 
d 
s 
 r3 
Mercado monetário 
 r1 
 r2 
 r0 
 r3 
 Y3 
A curva LM 
 Dois fatores que deslocam a curva LM são: 
 
 
 a) as mudanças no estoque de moeda fixado exogenamente; 
 b) deslocamentos da função demanda por moeda – significa uma mudança na 
quantidade demandada de moeda para níveis da taxa de juros e da renda dados, o que 
Keynes chamou de preferência pela liquidez. 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
Fatores que deslocam a Curva LM 
 Mudanças no Estoque de Moeda: mudança exógena 
Mo r 
 r0 
s 
A combinação r0 , Y0 é o ponto A na curva LM0. Se o estoque de moeda for aumentado, somente no nível de renda mais alto, 
Y1, r0 será a taxa de juros de equilíbrio no mercado monetário. Essa combinação é o ponto C na curva LM1. O Aumento no 
estoque de morda desloca a curva LM para a direita. Com a renda fixa, para estoque de moeda mais elevado, a taxa de juros 
deve cair para ampliar tanto a demanda especulativa por moeda como a demanda por moeda para transações para o 
mesmo nível de renda. 
M 
M (Y0) 
d 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
Elasticidade por moeda em relação aos juros e inclinação da LM 
M (Y1) 
d 
 r1 
 r 
Y Y0 
LM0 
 Y1 
M1 
s 
 r0 
 r1 
LM1 
O mercado Monetário A curva LM 
C 
B 
A 
 Deslocamentos da função Demanda por moeda 
Mo r 
 r1 
s 
Para um determinado nível de renda, um deslocamento da função demanda por moeda desloca a demanda por moeda para 
cima, elevando a taxa de juros de equilíbrio. A curva LM desloca para cima e para a esquerda. 
Uma razão para esse deslocamento seria a perda de confiança nos títulos. Para manter o equilíbrio em r0, exigiria uma 
queda na renda para um nível abaixo de Y0, o que novamente deslocaria para baixo. Um deslocamento da função demanda 
por moeda que aumenta a demanda por moeda desloca a LM para cima e esquerda. No inverso, reduza a quant. Moeda 
demandada, desloca a curva LM para baixo e para a direita. 
M 
M0 (Y0) 
d 
Equilíbrio no Mercado Monetário: A curva LM 
Elasticidade por moeda em relação aos juros e inclinação da LM 
M1 (Y0) 
d 
 r0 
 r 
Y Y0 
LM1 
 r1 
 r0 
LM0 
O mercado Monetário A curva LM 
C 
A 
B 
 Condição de equilíbrio no mercado de bens e serviços é: 
 
 Y = C + I + G 
 
Expressão equivalente dessa condição de equilíbrio é: 
 
 I + G = S + T 
 
A curva IS também é calculada o conjunto de combinações de taxa de juros e níveis de 
renda que produzem o equilíbrio. 
 
Inicialmente não é considerado o setor governamental ( G e T são iguais a zero) 
 
 I (r) = S ( Y) 
Dependência do investimento em relação à taxa de juros e da poupança em relação ao 
nível de renda. 
 
 Para taxa de juros mais alta, o nível de renda de equilíbrio correspondente é mais baixo. 
 A curva IS tem inclinação negativa. 
 O nível de renda de equilíbrio, Y, ondeI = S, podemos achar pontos adicionais da curva IS 
 IS – conjunto completo de combinações de níveis de renda e taxa de juros que equilibram o 
mercado de bens. 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Construção da curva IS 
Y0 
 Curvas de Investimento e Poupança 
I (r) 
 r 
 r2 
Para as taxas de juros r0, r1 e r2, os níveis de investimento serão I0, I1 e I2. Para gerar níveis de 
poupança S0, S1 e S2, iguais a esses níveis de investimentos, a renda deve estar em Y0, Y1 e Y2, 
respectivamente. Portanto as combinações taxa de juros – renda (r0, Y0) , (r1, Y1) e (r2, Y2) são os 
pontos (A, B, C ) ao longo da curva IS. 
I 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Construção da Curva IS (T = G = 0) 
 r1 
 r0 
I2 I1 I0 
S (Y) 
 S 
 I0=S0 
Y Y2 Y1 
 I1=S1 
 I2=S2 
IS 
 r 
 r2 
 r1 
 r0 
Y2 Y1 Y0 
Y0 
 Curva IS 
C 
B 
A 
 Fatores que determinam a inclinação da curva IS 
 O declive da curva IS é o fator que determina a efetividade relativa das políticas de 
estabilização monetária e fiscal. 
 
 Ao considerar o declive da curva IS, observando taxas de juros progressivamente 
menores, o equilíbrio no mercado de bens exige níveis de renda muito mais altos ( a 
curva é pouco inclinada) ou apenas níveis de levemente maiores (a curva é muito 
inclinada)? Isso dependerá das inclinações das funções investimento e poupança. 
 
 A curva I muito inclinada indica que o investimento não é muito sensível a mudanças 
na taxa de juros; Ou a elasticidade da demanda por investimento em relação aos juros 
é baixa. 
 O incremento necessário da poupança e, portanto da renda, também é pequeno. 
 A curva IS, nesse caso, é muito inclinada, níveis mais baixos de taxa de juros 
correspondem a níveis de renda apenas ligeiramente maiores ao longo da curva 
de equilíbrio do mercado de bens. 
 
 
 A curva menos inclinada indica o contrário: o investimento é mais elástico aos juros e 
aumenta em um montante maior quando a taxa de juros cai. 
 A poupança aumenta em um montante maior. 
 A curva de equilíbrio no mercado de bens (IS) é menos inclinada 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Fatores que determinam a inclinação da Curva IS 
Y`2 
 Curvas de Investimento e Poupança 
I´ 
 r 
 r1 
1) Onde a curva investimento é mais inclinada, uma queda na taxa de juros aumentará pouco o 
investimento, levando a apenas um aumento na poupança e na renda para retomar ao 
equilíbrio do mercado de bens. A curva IS será mais inclinada. 
2) Onde a curva de investimento é relativamente achatada, o investimento aumenta num 
montante maior com a queda na taxa de juros. Depois a poupança e também a renda devem 
aumentar numa magnitude maior. A curva IS nesse caso será pouco inclinada. 
I 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Construção da Curva IS (T = G = 0) 
 r2 
I1 I2 I`2 
S (Y) 
 S 
 I`2=S`2 
Y Y1 Y2 
 I2=S2 
 Curva IS 
I 
 I1=S1 IS´ 
 r 
 r1 
 r2 
Y1 Y2 Y`2 
IS 
B 
A 
C 
 Fatores que determinam a inclinação da curva IS 
 
 Um caso extremo ocorre quando a elasticidade da demanda por investimento em 
relação aos juros é zero, ou seja, o investimento é completamente insensível à taxa de 
juros. 
 A curva de investimento será vertical e a curva IS também será vertical; 
 Uma queda na taxa de juros não aumentaria o investimento, a poupança e a 
renda. 
 
 O segundo fator que afeta a inclinação da curva IS é a poupança 
 A inclinação da função poupança é igual à propensão marginal a poupar 
(PMgS) 
 A curva IS será relativamente mais inclinada quanto mais alto for a PMgS 
 Uma determinada queda na taxa de juros, o montante pelo qual a renda teria 
de ser aumentada para chegar a um novo ponto de equilíbrio no mercado de 
bens é menor (maior) quanto maior (menor) for a PMgS. 
 A curva IS é relativamente mais inclinada quanto mais alta for a PMgS. 
 
 A PMgS não desempenha um papel muito importante na discussão dos 
fatores que determinam a inclinação da curva IS ou da efetividade relativa 
das políticas monetária e fiscal 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Fatores que determinam a inclinação da Curva IS 
 O setor governamental volta para o modelo. 
 A condição de equilíbrio de mercado é dada: 
 
I (r ) + G = S ( Y – T ) + T 
 
Poupança é escrita em função da renda disponível (YD = Y – T) 
 
A arrecadação tributária é determinada exogenamente. 
 
 
 
 Fatores que causariam um deslocamento da curva IS: 
 
 Alteração no nível de gastos por parte do governo (G) ou no nível dos impostos; 
 Mudança nos investimentos autônomos que desloca a função investimento; 
 
 Em geral, os fatores que deslocam a curva IS são os que determinam os dispêndios 
autônomos. 
 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Fatores que deslocam a Curva IS 
Investimento + 
gastos do Gov. 
I( r) +G 
 r 
 r2 
1) A condição de equilíbrio no mercado de bens torna-se I + G = S + T. 
2) A curva I + G tem inclinação negativa pois o investimento depende da taxa de juros. Essa curva 
distancia da curva I , pelo valor fixo de G. 
3) A taxa de juros r1, o investimento somado aos gastos do governo corresponderia a I1 + G. 
Portanto, o equilíbrio no mercado de bens exige que a poupança mais os impostos sejam iguais 
a S1 + T (= I1 + G), para um nível de renda Y1. Portanto, a combinação r1, Y1 é um ponto (B) 
situado ao longo da curva (IS). 
I+G 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Curva IS com a Inclusão do Setor Governamental 
 r0 
I2
 +
G
 
S (Y-T)+T S+T 
 I0+G=S0+T 
Y Y2 
 Curva IS 
I(r) IS 
 r 
Y2 Y1 Y0 
B 
C 
Poupança + 
impostos 
 r1 
I1
 +
G
 
I0
 +
G
 
 I1+G=S1+T 
 I2+G=S2+T 
S (Y-T) 
Y1 Y0 
 r2 
 r0 
 r1 
A 
Y 
Investimento + 
gastos do Gov. 
I( r) +G1 
 r 
 r1 
1) À taxa de juros r0, o acréscimo nos gastos do governo aumenta o total de investimento mais 
gastos do governo. 
2) Para manter a condição I + G = S + T, com um nível fixo de impostos, a poupança deve 
aumentar, exigindo que a renda seja Y1, em vez de Y0. Para cada aumento unitário em G, a S 
deve aumentar em uma unidade para manter o equilíbrio no mercado de bens. 
3) À taxa de juros r0, o ponto B representa o equilíbrio no mercado de bens, em vez do ponto A. 
4) Um aumento de G desloca a IS pra a direita, de IS0 para IS1. 
I+G 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Deslocamento na Curva IS pelo aumento de G 
 r0 
S (Y-T0)+T0 S+T 
 I0+G1=S1+T0 
Y Y0 
 Curva IS 
I(r) + G0 
IS1 
 r 
Y0 Y1 
Poupança + 
impostos 
I0
 +
G
1
 
I0
 +
G
0
 
Y1 
 r1 
 r0 
A 
Y 
 I0+G0=S0+T0 
IS0 
B 
ΔG 1 
 1-b 
5) O deslocamento horizontal da IS, (distância AB) é dada pelo valor do aumento na renda 
exigido para gerar um montante adicional de poupança igual ao aumento de G. 
 
6) Como o aumento de S por aumento unitário da renda é dado pela PMgS igual a (1-b), o 
aumento necessário da renda (o deslocamento horizontal da IS) será ΔG (1/(1-b)): 
 
ΔG = ΔS = (1 –b)ΔY 
ΔG 1 = ΔY 
1-b 
 
*nesse aumento está sendo exigido para manter o equilíbrio no mercado de bens à taxa de juros r0. 
**Dado o multiplicador dos gastos autônomos (capítulo 5), objetiva identificar o aumento na renda que 
ocorrerá com a elevação no G e consequente aumento induzido no consumo, mantendo constante o I 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Deslocamento na Curva IS pelo aumento de G 
 
1) Significa um deslocamentoda curva investimento , contra a taxa de juros; 
 
2) Melhoria nas expectativas sobre a lucratividade futura dos projetos de investimento 
aumenta o nível de demanda por investimento correspondente a cada taxa de juros, 
deslocando a curva I( r); 
 
3) Logo, desloca a curva I + G para a direita. 
 
4) A IS vai deslocar para a direita em 1/(1-b) unidades por unidade de aumento nos 
dispêndios com investimentos autônomos. 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Deslocamento na Curva IS pelas mudança autônomas no investimento 
Investimento + 
gastos do Gov. 
 r 
1) O aumento de impostos desloca a curva S + T para a esquerda; 
2) À taxa de juros r0, que fixa I0 + G0, com impostos mais altos, a poupança e, portanto, também 
a renda devem ser menores para manter a condição I + G = S + T. 
3) Após o aumento dos impostos, um nível de renda Y1 (no ponto B), não mais Y0 (ponto A), 
equilibra o mercado de bens para a taxa de juros r0. 
4) A curva IS é deslocada para a esquerda, de IS0 pra IS1. 
I+G 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Deslocamento na Curva IS pelas mudanças nos Impostos 
 r0 
S (Y-T0)+T0 
 S+T 
 I0+G0=S0+T0 
Y Y1 
 Curva IS 
I(r) + G0 IS1 
 r 
Y1 Y0 
Poupança + 
impostos 
I0 +G0 Y0 
B 
Y 
ΔT (-b/1-b) 
 = S1 + T1 
S (Y-T1)+T1 
 r0 
IS0 
A 
 
5) Para cada aumento unitário nos impostos, a poupança diminui (1-b) unidades, pois faz cair a renda 
disponível em uma unidade, reduzindo a poupança proporcionalmente à PMgS (1-b). 
6) Como para um determinado nível de renda a queda na poupança é menor que o aumento nos 
impostos, um aumento dos impostos desloca a curva S + T. 
7) Após o aumento dos impostos, para que haja equilíbrio no mercado de bens em r0, ainda temos que 
obter o mesmo total de poupança e impostos. Como não houve mudança no investimento somado aos 
gastos do governo, a poupança e a renda devem ser menor. 
8) O novo nível de renda de equilíbrio no mercado de bens é dado por Y1. O ponto de equilíbrio na curva 
IS é B. 
9) O aumento nos impostos desloca a curva IS para a esquerda. 
10) Magnitude do deslocamento horizontal da curva IS mantendo o equilíbrio à mesma taxa de 
juros : 
0 = ΔS + ΔT 
ΔS = (1-b)Δ (Y-T) = (1-b) ΔY – (1-b) ΔT 
 
Ou seja: 
ΔS + ΔT = 0 
(1-b) ΔY – (1-b) ΔT + ΔT = 0 
(1-b) ΔY –ΔT+ bΔT +ΔT = 0 
(1-b) ΔY + bΔT = 0 
(1-b) ΔY = - bΔT 
 ΔY = - b ΔT 
1-b 
 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
Deslocamento na Curva IS pelas mudanças nos Impostos 
-b/(1-b), igual ao 
multiplicador dos 
impostos do modelo 
keynesiano simples 
(cap.5) 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
As curvas IS e LM combinadas 
 Combinando as curvas LM e IS, o ponto de intersecção entre as duas curvas, o ponto E, 
é o ponto de equilíbrio geral para ambos os mercados. 
 A taxa de juros e o nível de renda na intersecção das curvas IS e LM são valores que 
produzem equilíbrios simultâneos nos mercados monetário, de bens e de títulos. 
 Os pontos fora da intersecção das duas curvas não são pontos de equilíbrio. 
 r 
Y 
IS 
 Y0 
 r0 
LM 
E 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
As curvas IS e LM combinadas 
 r 
Y 
IS 
LM 
E 
C 
B 
D 
A 
 Pontos A e B (acima da LM): excesso de 
oferta de moeda. Ao nível de renda, a 
taxa de juros é muito elevada para 
equilíbrio no mercado monetário. 
 há pressão de baixa sobre a taxa de 
juros. 
 Nos pontos C e D (abaixo da LM) há um 
excesso de demanda por moeda e, assim, 
uma pressão de alta sobre a taxa de 
juros. 
 Pontos B e C (à direta da IS): a produção excederá a demanda agregada, ou, analogamente, o valor da 
poupança somado aos impostos excederá o do I +G. 
 Nos níveis de taxa de juros, há um excesso de oferta de bens e uma pressão de redução da 
produção. 
 Nos pontos A e D ( à esquerda da IS) a produção observada está abaixo do nível que equilibra o 
mercado de bens. 
 Há um excesso de demanda por bens e uma pressão por aumento da produção. 
Equilíbrio no Mercado de produto: A curva IS 
As curvas IS e LM combinadas 
 r 
Y 
IS 
LM 
E 
F 
 Nos pontos sobre apenas uma das curvas 
também está em desequilíbrio relativo a 
um dos mercados. 
 
 No ponto F, ponto de equilíbrio para 
o mercado monetário, mas ponto de 
excesso de oferta para o mercado 
de bens. 
 No ponto G, está em desequilíbrio 
no mercado monetário. 
 
G 
 Somente no ponto E, o mercado monetário e o mercado de bens estão em equilíbrio. 
 Não há excesso de demanda ou de oferta em qualquer um dos dois mercados e, 
assim, inexistem pressões para que a taxa de juros ou a produção sofram 
alterações. 
 Esta é a condição de equilíbrio no modelo IS-LM 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
 
Aula 23 a 27 : O Sistema Keynesiano (III): Efeitos de 
políticas econômicas no Modelo IS-LM 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 
Plano de aula 
 Tema: O Sistema Keynesiano (III): Efeitos de políticas econômicas no Modelo IS-LM 
 
Objetivo: Conhecimento sobre os efeitos de políticas econômicas no modelo IS-LM. 
 
 Conteúdo: 
- Curvas IS-LM 
- Efeitos de Políticas econômicas no Modelo IS-LM 
 
 Metodologia: A aula será ministrada com base em uma apresentação em PowerPoint e com a 
leitura de parágrafos selecionados da bibliografia básica. 
 
 Bibliografia básica: 
FROYEN, R.T. Macroeconomia. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
 
 
 
 
Fatores que afetam a renda de equilíbrio e a taxa de juros 
Influências monetárias: os deslocamentos da Curva LM 
 r 
Y 
IS0 
LM0 
 Efeitos sobre a renda e a taxa de juros de variações na quantidade de moeda. 
 Gráfico ilustra os efeitos de um aumento na quantidade de moeda. 
 O aumento no estoque de moeda cria um excesso de oferta de moeda, causando a queda na taxa 
de juros. 
 A medida que a taxa de juros cai, a demanda por investimento aumenta 
 Causa aumento na renda e um posterior novo aumento na demanda por consumo induzido 
pela renda. 
 r0 
 r1 
Y0 Y1 
LM1 
 Quando a queda em r e o aumento 
de Y, aumentam a demanda por 
moeda numa quantidade igual ao 
aumento na oferta de moeda. 
 
 Isso ocorre quando acurva LM1 corta 
a curva IS 
 A queda no estoque de moeda 
produz efeitos exatamente opostos: 
A curva LM se desloca para a 
esquerda; 
 O nível de renda de equilíbrio 
cai e a taxa de juros de 
equilíbrio aumenta. 
Fatores que afetam a renda de equilíbrio e a taxa de juros 
Influências monetárias: os deslocamentos da Curva LM 
 Deslocamento da função demanda por moeda também afeta a posição da curva LM 
 
 Aumento na demanda por moeda para dados níveis de renda e taxa de juros 
 Substituição de títulos por moeda na carteira de ativos 
 Desloca a curva LM para a esquerda 
 A taxa de juros sobe 
 Taxa de juros mais alta leva a queda na renda 
 Esse aumento na demanda por moeda tem o mesmo efeito que uma redução no 
estoque de moeda. 
 A renda de equilíbrio cai e a taxa de juros aumenta 
 
 Aumento na demanda por títulos e menos moeda 
 
 Tem os efeitos contrários aos de aumento de demanda por moeda. 
Fatores que afetam a renda de equilíbrio e a taxa de juros 
Influências reais: os deslocamentos da Curva IS 
 r 
Y 
IS1 
LM0 
 Efeitos de um aumento nos gastos do governo 
 Desloca a IS para a direita 
 O nível de equilíbrio da renda e da taxa de juros aumenta; 
 Esse deslocamento refere-se ao aumento da demanda agregada devido ao aumento da demanda 
do governo e devido ao aumento induzido pela demanda dos consumidores. 
 O aumento da renda força o ajuste na taxa de juros. 
 r1 
 r0 
Y0 Y1IS0 
Y´1 
ΔG (1/1-b) 
 À medida que a renda aumenta, a demanda por 
moeda para transações aumenta. 
 O estoque de moeda não muda, levando a um 
declínio na demanda por títulos para aumentar 
os saldos das transações. 
 Esse movimento leva ao aumento de r. 
 Há uma diminuição da demanda 
especulativa por moeda fazendo os 
indivíduo manterem seu nível para 
transações. 
 
 No novo equilíbrio, a taxa de juros deve 
aumentar o suficiente para que a demanda 
líquida por moeda permaneça inalterada, 
apesar do aumento na renda. 
 
 Y teria aumentado até Y´1 sem levar em conta o 
ajuste no mercado monetário. 
Fatores que afetam a renda de equilíbrio e a taxa de juros 
Influências reais: os deslocamentos da Curva IS 
 Y teria aumentado até Y´1 sem levar em conta o ajuste no mercado monetário. 
 
 
 A diferença entre o modelo keynesiano simples e o modelo IS-LM é que este último inclui o 
mercado monetário. 
 
 O aumento na taxa de juros causa um declínio nos dispêndios com investimentos. 
 Diminuindo o aumento da demanda agregada resultante do aumento nos gastos por 
parte do governo 
 
 O aumento na renda será menor que o previsto no modelo keynesiano simples, onde o 
investimento é considerado completamente autônomo. 
 
Fatores que afetam a renda de equilíbrio e a taxa de juros 
Influências reais: os deslocamentos da Curva IS 
 r 
Y 
IS0 
LM0 
 Efeitos de um aumento nos impostos (T) 
 Desloca a curva IS para a esquerda 
 A renda e a taxa de juros vão cair 
 A renda cai à medida que os impostos aumentam, pois diminui a renda disponível (Y - T) e, assim, 
cai o consumo. 
 À medida que a renda cai a demanda por moeda diminui e a demanda por títulos aumenta, 
resultando em queda na taxa de juros. 
 r0 
 r1 
Y1 Y0 
IS1 
ΔT( -b/1-b)  A renda cai menos que o deslocamento 
horizontal da Curva IS. 
 A queda na taxa de juros causa aumento nos 
investimentos, compensando parcialmente o 
declínio no consumo causado pelo aumento de 
impostos. 
 No Modelo IS-LM os multiplicadores de política fiscal são 
menores que do modelo Keynesiano simples. 
 O modelo Keynesiano simples supunha 
investimento fixo, omitia a compensação e, assim, 
sobredimensionava os efeitos do aumento nos 
impostos. 
 Uma queda nos impostos tem efeitos 
exatamente opostos aos do aumento. 
 A curva IS é deslocada para a direita e a 
renda e a taxa de juros aumentam. 
Fatores que afetam a renda de equilíbrio e a taxa de juros 
Influências reais: os deslocamentos da Curva IS 
 r 
Y 
IS0 
LM0 
 Efeitos de uma variação autônoma na demanda agregada – Variações nos investimentos autônomos (por 
exemplo, mudança na lucratividade prevista dos projetos de investimentos) 
 Gráficos abaixo: declínio autônomo na variação de Investimentos 
 Desloca a curva de investimentos para a esquerda. 
 Desloca a curva da IS para a esquerda 
 A renda e os investimentos diminuem. 
 Renda cai devido a queda da demanda por investimento e do consumo 
 A queda em r também é induzida pela renda – queda na demanda por moeda e 
aumento na demanda por títulos. 
 r0 
 r1 
Y1 Y0 
IS1 
ΔI (1/1-b) 
 r2 
 r 
I 
 r0 
 r1 
I1 I0 
I1 (r) 
 r2 
ΔI 
I`1 
I0 (r) 
Fatores que afetam a renda de equilíbrio e a taxa de juros 
Influências reais: os deslocamentos da Curva IS 
 Gráficos (slide anterior): Um declínio autônomo no I desloca a curva de investimento 
para a esquerda. À taxa de juros inicial r0, esse deslocamento provoca queda de I0 para 
I`1. A mudança na função investimento desloca a curva IS para a esquerda, de IS0 para 
IS1. A renda de equilíbrio cai de Y0 para Y1 e a taxa de juros cai de r0 para r1. Como 
resultado da queda na taxa de juros, há um leve restabelecimento do investimento para 
I1. 
 Para a renda não alterar com o declínio autônomo no investimento, a taxa de juros 
teria de cair para o nível r2. 
 A esse nível da taxa de juros, a renda estaria no nível original (Y0) na curva IS1. 
 
 Obs.: Apenas com a LM vertical (denominada caso clássico) e a IS deslocando de IS0 para 
IS1, até um novo equilíbrio no nível de renda inicial Y0 com taxa de juros declinando para 
r2. Neste caso a compensação é completa em r2. 
A eficácia relativa das políticas monetária e fiscal 
 Medidas econômicas monetárias e fiscais podem ser utilizadas para afetar o nível da 
renda. 
 Qual a “eficácia” (efeito sobre a renda) dessas medidas? 
 Depende das inclinações das curvas IS e LM 
M 
(estoque de 
moeda) 
G 
(Gastos do 
governo) 
T 
(impostos) 
Sobre a Y + + - 
Sobre r - + - 
Efeitos das variáveis das Políticas Monetária e fiscal 
O sinal + indica que uma mudança no instrumento de política faz com que a variável nessa 
coluna (Y ou r) se mova na mesma direção. O sinal – indica o oposto. 
A eficácia das Políticas Econômicas e a inclinação da Curva IS 
 Como a inclinação da curva IS influi na eficácia das políticas monetária e fiscal. 
 Considerando a influência da inclinação da curva LM: 
 Primeiro compara os efeitos das políticas monetária e fiscal sobre a renda 
quando a curva, aqui a curva IS, for muito ou pouco inclinada. 
 A distância do deslocamento horizontal da curva IS para uma determinada 
ação de política fiscal é igual ao efeito sobre a renda determinada no modelo 
keynesiano simples (ex.: ΔY = ΔG (1/(1-b)) 
 Para avaliar a eficácia da política monetária, comparamos o efeito sobre a 
renda da variação no estoque de moeda com a distância horizontal do 
deslocamento da curva LM. (ΔM(1/c1)) 
 
 ΔM(1/c1) Aumento na renda em razão de um aumento no estoque de moeda 
se todos os novos saldos monetários fossem destinados a suprir a maior 
demanda por moeda para viabilizar transações devido a um aumento na 
demanda (mede o maior aumento possível na renda para um determinado 
aumento no estoque de moeda) 
A eficácia da Política Monetária e a inclinação da Curva IS 
 O aumento no estoque de moeda desloca a curva LM. 
 Essa pol. Monetária expansionista tem um efeito pequeno sobre a produção no 
gráfico “a” (pol. Monetário praticamente ineficaz) 
 um efeito muito maior no gráfico “b” (pol. Monetária mais eficaz). 
 No gráfico “c” o aumento de estoque de moeda não tem efeito sobre a renda de 
equilíbrio. A taxa de juros cai até a demanda por moeda aumente o suficiente 
para restabelecer o equilíbrio no mercado monetário, com Y inalterada. Ou seja, 
o I não é afetado pela pol. Monetária (não depende da taxa de juros). 
LM0 
 r 
 r0 
 r1 
Y0 Y1 
IS 
LM1 
ΔM/c1 
LM0 
 r 
 r0 
 r1 
Y0 Y1 
IS 
LM1 
ΔM/c1 
LM0 
 r 
 r0 
 r1 
Y0=Y1 
IS 
LM1 
ΔM/c1 
a. Curva IS muito inclinada b. Curva IS pouco inclinada c. Curva IS vertical 
A eficácia da Política Fiscal e a inclinação da Curva IS 
 O aumento nos gastos do governo desloca a curva IS para a direita. 
 Na parte “a”, a política fiscal expansionista resulta em um aumento relativamente grande na 
renda. 
 Na parte “b”, essa pol. Fiscal é menos eficaz, com um aumento na renda menor. 
 Na parte “c”, a pol. Fiscal é mais eficaz. 
 A magnitude do impacto e o multiplicador dos dispêndios autônomos do modelo keynesiano 
simples é igual em ambos os casos. 
 A pol. Fiscal é muito mais eficaz quando a curva IS é mais inclinada. 
 A curva IS muito inclinada: investimento é relativamente inelástico aos juros. 
 Quanto menos sensível o I em relação a r: maior será o efeito de uma pol. Fiscal. 
LM0 r 
 r0 
 r1 
Y0 Y1 
IS0 
ΔG(1/1-b) 
LM0 
 r 
 r0 
 r1 
Y0 Y1 
IS0 
LM0 
 r 
 r1 
 r0 
Y0 
IS0 
a. Curva IS muito inclinada b. Curva IS poucoinclinada c. Curva IS vertical 
IS1 
IS1 
ΔG(1/1-b) 
IS1 
ΔG(1/1-b) 
Y1 Y Y Y 
A eficácia da Política Fiscal e a inclinação da Curva IS 
 O aumento nos gastos do governo desloca a curva IS para a direita. 
 O aumento na taxa de juros causa o declínio no I, compensando parcialmente o efeito 
expansionista do aumento de G. 
 É o declínio no I, induzido pela taxa de juros, que faz com que a reação da renda no modelo 
IS-LM, seja menor que a reação dada pelo multiplicador, no sistema keynesiano simples. 
 
 Esse efeito no I : chamado de crowding out (ou efeito deslocamento) 
 A inclinação da curva IS determina a importância deste deslocamento no I. 
 Se o I não for muito sensível às variações de r (gráfico a): o aumento em r causará 
apenas uma leve queda no I e a renda aumentará pelo total do deslocamento 
horizontal da IS. 
 Se o I for altamente sensível aos juros (Gráfico b): o aumento na r reduzirá 
substancialmente o I e o aumento na renda será reduzido significativamente em 
relação ao previsto no modelo keynesiano simples. 
 A curva da IS vertical: o investimento é completamente sensível aos juros 
 O aumento de G faz subir r, mas isso não resulta nenhum declínio no 
investimento. 
 A renda aumenta pelo valor total da distância do deslocamento horizontal da 
curva IS.( não há deslocamento do I) 
 
 A política fiscal é mais eficaz quando a curva IS é muito inclinada (elasticidade da demanda por I em 
relação a taxa de juros é baixa) 
 A pol. Monetária é mais eficaz quando a curva IS é pouco inclinada. (elasticidade da demanda por I 
em relação aos juros é alta). 
A eficácia das Políticas Econômicas e a inclinação da Curva LM 
 A inclinação da curva LM depende, fundamentalmente, da elasticidade da demanda por 
moeda em relação aos juros; 
 A alta elasticidade da demanda por moeda em relação aos juros – LM relativamente 
pouco inclinada. 
 Para valores menores da elasticidade da demanda por moeda em relação aos juros, - 
LM mais inclinada. 
 Demanda por moeda completamente insensível à taxa de juros (elasticidade juros 
zero) – curva LM vertical 
 
A eficácia da Política Fiscal e a inclinação da Curva LM 
 A inclinação da curva IS é a mesma em todos os gráficos. 
 O efeito sobre a renda da pol. Fiscal expansionista é maior quando a curva LM é relativamente 
pouco inclinada e menor quando a curva LM é muito inclinada. 
 
 Com a LM vertical o aumento nos gastos do governo não tem efeito sobre a renda de 
equilíbrio. 
 A pol. Fiscal tem maior eficácia quando a elasticidade da demanda por moeda em relação aos 
juros é alta (LM pouco inclinada) 
 Relacionado ao efeito da taxa de juros nos investimentos. 
 
LM0 
 r 
 r0 
 r1 
Y0 Y1 
IS0 
ΔG(1/1-b) 
LM0 
 r 
 r0 
 r1 
Y0 Y1 
a. Curva LM pouco 
inclinada 
b. Curva LM muito inclinada c. Curva LM vertical 
IS1 
ΔG(1/1-b) 
Y Y 
IS0 
IS1 
LM0 r 
 r0 
 r1 
Y0=Y1 
ΔG(1/1-b) 
Y 
IS0 
IS1 
A eficácia das Política Fiscal e a inclinação da Curva LM 
 À medida que a renda aumenta, a demanda por saldos para transação aumenta, e o retorno ao 
equilíbrio no mercado monetário com um estoque de moeda inalterado exige um aumento na 
taxa de juros. 
 O aumento na taxa de juros deve diminuir a demanda especulativa por moeda e fazer com que os 
indivíduos e as firmas economizem no uso dos saldos para transações. 
 Se a demanda por moeda for altamente sensível às mudanças na taxa de juros, um pequeno 
aumento na taxa de juros vai restabelecer o equilíbrio no mercado monetário (gráfico a). 
 O declínio no investimento causado pelo aumento na taxa de juros é pequeno. Assim, a renda 
aumenta aproximadamente pelo total do deslocamento horizontal da curva IS. 
 
 Quando a demanda por moeda é relativamente inelástica aos juros (gráfico b): necessário aumento 
maior nos juros para reequilibrar o mercado monetário a medida que a renda aumenta. 
 Leva a um maior declínio nos investimentos. 
 
 Demanda por moeda completamente insensível às mudanças na taxa de juros (gráfico c) 
 Somente um nível de renda pode ser compatível com o equilíbrio 
A eficácia das Política Fiscal e a inclinação da Curva LM 
 Demanda por moeda completamente insensível às mudanças na taxa de juros (gráfico c) 
– LM vertical ( caso clássico) 
 Somente um nível de renda pode ser compatível com o equilíbrio 
 
 O aumento dos G leva a um aumento de demanda; 
 Há excesso de demanda por bens; 
 A tentativa de elevar a renda causa um aumento na demanda por saldos para 
transações e aumento na taxa de juros. Isso retorna a demanda agregada para seu 
nível inicial. 
 O investimento privado cai no mesmo nível que o aumento de G. 
 A renda de equilíbrio não pode ser maior que Y0, pois nenhum aumento da taxa de 
juros reequilibrará o mercado monetário a um nível de renda maior. 
A eficácia da Política Monetária e a inclinação da Curva LM 
 Efeitos de um aumento na quantidade de moeda . 
 No gráfico “a” : a política monetária é menos eficaz (a elasticidade da demanda por moeda em 
relação aos juros é alta). 
 No gráfico “b”: o efeito sobre a renda e maior quando a elasticidade da demanda por moeda 
em relação aos juros é menor. 
 No gráfico “c”: a elasticidade a demanda por moeda em relação aos juros é zero (LM vertical). A 
política monetária é mais eficaz possível. 
 
 A queda na taxa de juros estimula o investimento e, assim, a renda. 
 A taxa de juros deve cair até um ponto em que a taxa de juros mais baixa e o nível de renda mais alto 
aumentarem a demanda por moeda num montante igual ao do aumento na oferta de moeda. 
a. Curva LM pouco 
inclinada 
b. Curva LM muito inclinada c. Curva LM vertical 
LM0 
 r 
 r1 
 r0 
Y0 Y1 
IS0 
ΔM / c1 
LM0 
 r 
 r1 
 r0 
Y0 Y1 
ΔM / c1 
Y Y 
IS0 
LM0 
 r 
 r1 
 r0 
Y0 Y1 Y 
IS0 
LM1 
LM1 
ΔM / c1 
LM1 
A eficácia da Política Monetária e a inclinação da Curva LM 
 Efeitos de um aumento na quantidade de moeda . 
 No gráfico “a” : a política monetária é menos eficaz (a elasticidade da demanda por moeda em 
relação aos juros é alta). 
 Apenas uma pequena queda na taxa de juros é necessário. 
 Aumento no investimento e na renda serão menores. 
 À medida que a taxa de juros cai, os indivíduos aumentam substancialmente seus 
saldos especulativos e economizam menos em saldos de transações (quantidade 
pequena destinada para transações). 
 
 
 No gráfico “b”: o efeito sobre a renda é maior quando a elasticidade da demanda por moeda 
em relação aos juros é menor. 
 É necessária uma queda maior na taxa de juros para tornar a equilibrar o mercado 
monetário. 
 O investimento e a renda aumentam em um valor maior. 
 
 
 No gráfico “c”: a elasticidade a demanda por moeda em relação aos juros é zero (LM vertical) 
 A própria queda na taxa de juros em nada influi no aumento da demanda por moeda, nem 
no restabelecimento do equilíbrio no mercado monetário, pois a demanda por moeda não 
depende da taxa de juros. 
 A queda na taxa de juros causa aumento no investimento e na renda. 
 O aumento da renda continuará até que toda a nova moeda seja absorvida pelos 
saldos adicionais para transações. Logo, este é o maior aumento na renda possível. 
Combinação de políticas monetária e fiscal 
 r 
Y 
IS1 
LM0 
 Efeitos de um corte de impostos e um aumento no estoque de moeda suficiente para evitar o 
aumento na taxa de juros. 
 
 Um corte nos impostos desloca a curva IS. Esse deslocamento da política fiscal empurraria a taxa de 
juros para cima até r1. 
 Se o corte nos impostos fosse acompanhado pelo aumento no estoquede moeda, a curva LM 
seria deslocada para a direita. 
 Juntas, as duas medidas de política aumentariam o produto para Y1 com a taxa de juros em r0. 
 r1 
 r0 
Y0 Y1 
IS0 
LM1 
A eficácia relativa das Políticas Monetária e Fiscal e as inclinações das 
curvas IS e LM 
Curva IS Curva LM 
Muito inclinada Ineficaz Eficaz 
Pouco inclinada Eficaz Ineficaz 
Curva IS Curva LM 
Muito inclinada Eficaz Ineficaz 
Pouco inclinada Ineficaz Eficaz 
Política Monetária 
Política Fiscal 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
 
Aula 28 e 30 : Consumo e Investimento 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 
Plano de aula 
 Tema: Consumo e Investimento 
 
Objetivo: Conhecimento sobre teorias macroeconômicas sobre consumo e investimento. 
 
 Conteúdo: 
- Hipótese da Renda Absoluta – Função Consumo Keynesiana 
- Teoria do Ciclo de Vida 
- Teoria da Renda Permanente 
- Investimentos fixos: modelo do acelerador e a relação com o custo do capital 
- Investimentos em Construção Residencial 
- Variação de estoques; 
 
 
 Metodologia: A aula será ministrada com base em uma apresentação em PowerPoint e com a 
leitura de parágrafos selecionados da bibliografia básica. 
 
 Bibliografia básica: 
FROYEN, R.T. Macroeconomia. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
 
 
 
 
Consumo 
Primeiras evidências empíricas sobre a Função Consumo Keynesiana 
 Indivíduos tendem a aumentar o consumo quando sua renda aumenta, mas não na 
mesma proporção do aumento de sua renda. 
 
• Função consumo: 
 
 C = a + bYD b = Δ C 
 ΔYD 
 A > 0 e 0 < b < 1 b é a inclinação 
 
 
 
 
 
C 
𝐶 = 𝑎 + 𝑏𝑌𝑑 
YD 
ΔC 
ΔYD 
a 
C = consumo real 
 
a = consumo independente da renda 
 
b = propensão marginal a consumir (PMgC) -
inclinação da função – o aumento nos 
dispêndios em consumo por aumento da renda 
disponível 
O consumo aumenta de acordo com o aumento 
da renda disponível(b >0), mas esse aumento 
será proporcionalmente menor que o aumento 
na renda disponível (b< 1) 
45º 
Yd 
Consumo 
Primeiras evidências empíricas sobre a Função Consumo Keynesiana 
 O consumo não é uma fração constante da renda disponível devido ao consumo 
independente da renda. 
 
 A proporção entre consumo e renda é denominado propensão média a consumir 
(PMeC) 
 
 PMeC = C = a + b 
 Yd Yd 
 
 
 PmeC é maior que a PMgC 
 
• A PMeC declina quando a renda aumenta 
• Quando a renda sobe, as famílias consomem uma fração menor de renda, ou seja, 
poupam uma fração maior de renda 
 
• Relação entre poupança e renda é a propensão média a poupar (PMeS) = (1-PMeC) 
 
 PMeS = 1- a - b = - a + (1 – b) PMeS aumenta quando Yd aumenta. 
 Yd Yd 
Consumo 
Primeiras evidências empíricas sobre a Função Consumo Keynesiana 
 Hipótese da renda absoluta : o consumo reaja de forma mecânica aos níveis 
efetivos de renda corrente 
 Abaixo do nível Yd o consumo excede a renda disponível; 
 A PMeC é maior do que 1 e a PMeS é negativa 
 
 Acima de Yd, a PMeC é menor do que 1 e a PMeS é positiva 
 O consumo total aumenta menos do que proporcionalmente a Yd, assim a PMeC declina 
e a PMeS aumenta quando nos movemos para níveis mais altos de renda no gráfico. 
 
 
 
 
 
C 
𝐶 = 𝑎 + 𝑏𝑌𝑑 
YD 
ΔC 
ΔYD 
a 
45º 
Yd 
0 
0 
0 
Consumo 
Primeiras evidências empíricas sobre a Função Consumo Keynesiana 
 O fato de que a proporção de renda poupada aumentava com a elevação da renda: 
 Possibilidade de a demanda agregada ficar abaixo do produto correspondente ao pleno 
emprego, o que resultaria em estagnação. 
 A menos que a proporção C / Yd fosse compensada pelo crescimento dos outros 
componentes da demanda agregada: Gastos do governo e investimentos. 
 
C 
𝐶 = 0,9𝑌𝑑 
45º 
Yd 
Função consumo de Longo Prazo 
Exemplo de uma função consumo de 
longo prazo como uma relação 
proporcional, com PMgC = PMeC, ambas 
aproximadamente iguais a 0,9. 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 
 Segundo Modigliani: 
 
 “ O ponto de partida do modelo do ciclo de vida é a hipótese de que as decisões de 
consumo e poupança das famílias, a cada instante do tempo, refletem uma tentativa mais ou 
menos consciente de obter a distribuição de consumo preferida ao longo do ciclo de vida, 
sujeira à restrição imposta pelos recursos disponíveis à família durante sua vida.” 
 
 
• O nível de consumo de um indivíduo ou de uma família depende não só da renda corrente, 
mas também dos rendimentos esperados a longo prazo. 
 
• Os indivíduos planejam um padrão de consumo durante a vida com base nos rendimentos 
esperados ao longo de toda a vida. 
 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 Exemplo: 
 T = expectativa de vida em anos 
 N = expectativa de permanecer na força de trabalho em anos 
 
Um indivíduos de 30 anos com expectativa de vida de 50 anos (adicionais). 
Ele planeja aposentar em 40 anos, ficando aposentado por 10 anos (T-N) 
Seguintes suposições: 
a) Ele deseja um fluxo de consumo constante ao longo de toda a sua vida; 
b) Pretende consumir a totalidade dos ganhos auferidos durante sua vida e dos ativos de que dispõe 
(não planeja deixar herança); 
c) Seus ativos pagam juros zero – poupança corrente resulta em consumo futuro na proporção de um 
para um. 
O consumo de um dado período será 1/T de recursos esperados ao longo da vida. Além disso, planeja 
consumir seus ganhos da vida inteira em T parcelas iguais. 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 Exemplo (cont.) 
 
Função consumo resultante : 
 
𝑪𝒕 =
𝟏
𝑻
[𝒀𝒕
𝟏 + 𝑵 − 𝟏 𝒀𝑰𝒆 +𝑨𝒕] 
 
Ct é o consumo no período t; 
O termo entre colchetes representa os recursos esperados ao longo da vida, onde: 
𝒀𝒕
𝟏 = renda do indivíduo proveniente do trabalho no período de tempo corrente (t); 
𝒀𝑰𝒆 = renda média anual do trabalho esperado pelos (N-1) anos futuros durante os quais o indivíduo 
pretende trabalhar; 
𝑨𝒕 = valor dos ativos mantidos no presente. 
 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 Exemplo (cont.) 
 O consumo é bastante insensível a mudanças na renda corrente que não alterassem também a renda 
média futura esperada. 
 
 
∆𝑪𝒕
∆𝒀𝒕
𝟏= 
𝟏
𝑻
 = 
𝟏
𝟓𝟎
 = 0,02 
 
Um aumento na renda corrente que se esperasse ser mantido ao longo dos anos de trabalho, por sua vez 
elevaria 𝒀𝑰𝒆, o que teria um efeito muito maior sobre o consumo corrente, 
 
∆𝑪𝒕
∆𝒀𝒕
𝟏 + 
∆𝑪𝒕
∆𝒀𝑰𝒆
 = 
𝟏
𝑻
 + 
𝑵 −𝟏
𝑻
 = 
𝑵
𝑻
 = 
𝟒𝟎
𝟓𝟎
 = 0,8 
 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 Exemplo (cont.) 
 
 Um aumento transitório na renda terá o mesmo efeito que um aumento na riqueza que serão 
distribuídos em um fluxo de consumo planejado de consumo . Exemplo: Aumento de $100 será 
distribuído como 100/T = 100/50 = 2 por período que o indivíduo planeja viver. 
 Já um aumento de $ 100 na renda levará a uma aumento no consumo de $80 em cada um dos 
períodos restantes, incluindo os 10 anos de aposentadoria. 
 O aumento de $ 80 em cada um desses 10 anos de aposentadoria, total de $ 800, é financiado 
por uma poupança de $20 (= 100-80) em cada um dos 40 anos de trabalho restantes. 
 
 
 
 
 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 
 
 
 
 
TempoConsumo (C) 
Renda (Y) 
Poupança 
C 
T 
Y 
Despoupança 
Gráfico: Elevação gradual do consumo 
ao longo do ciclo de vida. 
- A renda aumenta bastante durante 
os anos de trabalho, atinge um 
pico e depois declina, em especial 
após a aposentadoria. 
- Esse padrão de consumo e renda 
resulta em períodos de 
despoupança nos primeiros anos 
de trabalho e no estágio final do 
ciclo de vida, e em poupança 
positiva durante o período 
intermediário do ciclo de visa, 
onde a renda mais alta. 
- Neste caso, o padrão desejado de 
consumo aumenta suavemente 
com o tempo. 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 
 
 
 
 
A forma geral da função consumo agregado: 
 
𝑪𝒕 = 𝒃𝟏𝒀𝒕
𝟏 + 𝒃𝟐𝒀
𝑰𝒆 +𝒃𝟑𝑨𝒕 
 
As variáveis 𝑪𝒕 , 𝒀𝒕
𝟏 , 𝒀𝑰𝒆 e 𝑨𝒕 são as mesmas já definidas, no entanto, devem ser 
interpretadas como médias da economia como um todo. 
 
Se as suposições simplificadoras (ausência de herança, juros zero sobre a poupança e um 
padrão de consumo uniforme ao longo do tempo) forem relaxadas, os parâmetros b1, b2 e 
b3, deixarão de ser funções simples de N e T, como definidas anteriormente. 
 
 
No agregado, como no exemplo individual simplificado, a resposta a um aumento 
transitório ou único na renda do trabalho, também será muito pequena, muito menor do 
que a resposta a uma mudança permanente na renda. 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 
 
 
 
 
 Algumas questões: A relação entre o consumo e renda corrente não seria proporcional, 
como parece ocorrer nas estimativas de séries de tempo de CP. 
 O intercepto da função mede o efeito riqueza, mas não é constante ao longo do 
tempo. 
 Essas funções consumo de CP deslocam-se para cima com o tempo conforme a 
riqueza aumenta. As funções consumo móveis de CP delineiam uma função 
consumo de LP. 
 
C 
Yd 
Ccp2 
Ccp1 
Ccp0 
Clp 
Funções Consumo de Curto e Longo Prazos 
Conforme a riqueza aumenta ao longo 
do tempo, a função consumo não 
proporcional, de curto prazo (Ccp), 
desloca-se para cima, caracterizando a 
relação consumo/renda proporcional 
de longo prazo (Clp) 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 
 
 
 
 
 Algumas questões: 
 
 A Hipótese do Ciclo de Vida também explica que famílias de renda mais alta 
consomem uma proporção menor da renda (têm uma PmeC mais baixa) do que 
famílias de renda mais baixa. 
 
 Famílias de renda mais alta: encontram um pico de seus anos de trabalho 
remunerado, ou seja, na parte da “corcova”. Nessa faixa a renda apresenta seu 
maior excesso sobre o consumo e a PMeC deveria ser mais baixa. 
 
 Famílias de renda baixa: teria uma alta proporção de novos ingressantes no 
mercado de trabalho e de aposentados, grupos que tendem à despoupança. 
Esses grupos com alta PMeC tenderiam a elevar a PMeC da amostra de famílias 
de baixa renda. 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 Algumas críticas à Hipótese do Ciclo de Vida 
 
 
 
 
 
 
 A Teoria do Ciclo de Vida pressupõe que cada família, ao tomar decisões de consumo, 
tem sempre “uma visão consciente e definida”: 
 Do tamanho e composição futuro da família, incluindo a expectativa de vida de cada membro; 
 Do perfil de renda proveniente do trabalho de cada membro para a vida inteira – depois dos impostos 
então aplicáveis; 
 Da extensão e termos presentes e futuros de qualquer crédito disponível a ela; 
 De emergências, oportunidades e pressões sociais futuras que irão afetar seus dispêndios em 
consumo; 
 Além disso, cada família deve ter tal visão com certeza suficiente para que seja oportuno usá-la como 
base para o planejamento racional de decisões de consumo. 
 
 Outra crítica : não reconhece a presença de restrições de liquidez. 
 
 Há poucas oportunidades, nos mercados de capital, de conseguir empréstimos por qualquer 
período longo de tempo com base nessa renda futura esperada. O consumo pode ser muito 
mais sensível a mudanças na renda corrente, quer estas sejam temporárias ou não. No entanto, 
a reposta do consumo pode não ser reação mecânica simples. 
 Jovens o consumo é limitado por restrições de liquidez, mais sensível a renda corrente; 
 Mais velhos, com riqueza acumulada, pode ser insensível a variações temporárias na 
renda corrente. 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 As Implicações de política econômica da Hipótese do Ciclo de Vida (HCV) 
 
 
 
 
 
 
 Mudanças necessárias na análise keynesiana do processo multiplicador e os efeitos da política fiscal 
quando supõe que o consumo seja determinado de acordo com a hipótese do ciclo de vida, e não com a 
hipótese da renda absoluta. Além disso, quais as implicações para a efetividade da política monetária. 
 
 
 Política Fiscal e o Processo Multiplicador 
 
 Elemento-chave dos efeitos multiplicadores de mudanças em variáveis de investimento e política 
fiscal é a reação do consumo à renda corrente. 
 A HCV o consumo é determinado pela renda e riqueza esperadas para a vida inteira, sendo assim, 
mudanças na renda corrente tem pouca influência no comportamento do consumidor. 
 A renda corrente tem forte efeito sobre o consumo apenas por causa do pressuposto de que 
mudanças na renda corrente afetam a renda média esperada para a vida toda. 
 Isso não acontece se a mudança na renda corrente for transitória (mudanças temporárias 
na carga tributária ou nas transferências governamentais). 
 Não afeta a renda futura esperada e, portanto, teria pouco efeito no consumo. 
 A HCV não parece implicar uma modificação essencial da análise keynesiana geral de 
multiplicadores ou política fiscal. 
 No entanto, uma questão é a importância das restrições de liquidez. 
Consumo 
A Teoria do Ciclo de Vida do Consumo 
 As Implicações de política econômica da Hipótese do Ciclo de Vida (HCV) 
 
 
 
 
 
 
 Política Monetária e Consumo 
 A HCV implica que a política monetária pode ter efeitos diretos sobre o consumo. 
 De acordo com a HCV, a riqueza das famílias é um dos principais determinantes do consumo; 
 A política monetária afeta a riqueza familiar e, assim, o consumo. 
 Afeta diretamente: alterando a quantidade de moeda que compõe a riqueza familiar líquida; 
 Afeta indiretamente: impacta na taxa de juros e, em consequência, o valor de mercado de outros 
ativos, como títulos públicos e privados e as ações. 
 Ex.: Um aumento na taxa de juros resultante de uma pol. Monetária restritiva fará o preço dos 
títulos cair, levando as famílias a sofrerem perdas de capital em títulos. 
 
 Políticas monetárias restritivas, portanto, reduzem a riqueza e o consumo, ao contrário de 
políticas expansionistas. 
 
 A hipótese de restrições de liquidez são importantes para o consumo e, assim, um canal adicional que 
a política monetária afeta o consumo. 
 Políticas monetárias restritivas resultam em exigências de entradas maiores nos 
financiamentos e padrões mais rígidos de concessão de crédito ao consumidor, aumentando a 
restrição de liquidez. 
 Políticas monetárias expansionistas tornam o crédito mais acessível e reduzem restrições de 
liquidez. 
Consumo 
A Hipótese da renda Permanente 
 Hipótese da renda permanente sugerida por Milton Friedman 
 Também tem o pressuposto de que a renda de LP é o principal determinante do consumo. 
 
 
C = k 𝒀𝒑 
 
𝑌𝑝 é a renda permanente - renda média de LP esperada do trabalho (retorno de riqueza humana) e os ganhos 
esperados de ativos (riqueza não humana); 
K é o fator de proporcionalidade (k>0) 
 
Além da parte determinada com base na renda permanente, em qualquerperíodo haveria um elemento 
aleatório do consumo (consumo transitório) . Além disso, há um componente transitório da renda. 
 
 Y = 𝒀𝒑 + 𝒀𝒕 
 
Onde 𝑌𝑡 é a renda transitória, que pode ser positiva ou negativa. 
 
No entanto, de acordo com a Hipótese da Renda Permanente, apenas o componente permanente da renda 
influencia o consumo; 
 
 Ademais, é preciso fazer suposições sobre a maneira como os indivíduos formam expectativas da renda de 
LP. Dada uma estimativa inicial da renda permanente, os indivíduos corrigem/ajustam essa estimativa de 
período para período. 
 
 
Consumo 
A Hipótese da renda Permanente 
 Hipótese da renda permanente sugerida por Milton Friedman 
 No longo prazo 
 
 O crescimento da renda é dominado por mudanças na renda permanente, com as mudanças 
transitórias positivas e negativas na renda compensando umas às outras. 
 A relação renda-consumo de LP será a relação proporcional dada pela equação C = k 𝑌𝑝, com a 
PMeC constante igual a k. 
 
 No Curto Prazo 
 
 Os anos de renda alta geralmente são anos em que o componente transitório da renda é positivo. 
 Como o consumo aumenta apenas com aumentos da renda permanente, nesses anos de alta 
renda a proporção entre consumo e renda será baixa. 
 Em anos de baixa renda, quando a renda transitória é geralmente negativa, a renda 
permanente fica acima da renda medida, e a proporção entre o consumo e a renda medida é 
alta (a PMeC é alta). 
 
 As implicações de política econômica são semelhantes às da hipótese do ciclo de vida. 
• Com uma PMgC baixa, uma mudança na pol. Tributária não provocará uma grande reação no consumo. Pol. 
Tributárias funcionam por meio de um efeito sobre a renda corrente disponível e, assim, sobre o consumo 
por meio da PMgC. 
• Se a resposta do consumo à renda for fraca, mudanças na política tributária serão ineficazes. 
• Se a estimativa de renda permanente for mais sensível a alterações na renda corrente ou caso uma 
mudança na carga tributária provoque a revisão da referida estimativa, a política tributária e outras 
políticas fiscais que dependam do processo multiplicador keynesiano deverão ser eficazes. 
Consumo 
A Hipótese da renda Permanente 
 Expectativas Racionais e a Hipótese da Renda Permanente (HRP) 
 A HRP pressupõe que as estimativas individuais da renda permanente são formadas de uma maneira 
retrospectiva. 
 
 Os indivíduos corrigem suas estimativas de renda permanente com base na diferença entre a renda 
efetivamente recebida no último período e a estimativa de renda permanente para o último período, 
realizada no período anterior. 
 
 Há as críticas do pressuposto das expectativas retrospectivas, com base nas expectativas racionais: 
 As expectativas seriam formadas a partir de todas as informações relevantes disponíveis e 
usadas de modo inteligente. 
 Todas as informações disponíveis antes do período corrente já terão sido usadas para 
estimar a renda permanente. 
 Mudanças no consumo ocorrerão apenas como resultado de alterações 
imprevistas na renda que causem mudanças na renda permanente estimada. 
 Mudanças no consumo devem ocorrem apenas no caso de surpresas com relação 
à renda. 
Investimentos 
Dispêndios com Investimentos 
 Investimentos fixos 
 São componentes significativos da demanda agregada total; 
 São importantes para os movimentos cíclicos da renda , pois é um dos componentes mais voláteis da 
produção; 
 Os investimentos fixos líquidos medem a magnitude do aumento do estoque de capital nacional em cada 
período: 
 
𝑲𝒕 − 𝑲𝒕−𝟏 = 𝑰𝒏,𝒕 
K = estoque de capital; 
𝑰𝒏,𝒕 = é o investimento fixo líquido 
 
 O investimento fixo é importante no processo do crescimento econômico de longo prazo; 
 Investimentos dependem positivamente da lucratividade futura esperada de projetos de investimento; 
 Os investimentos são negativamente impactos pela taxa de juros 
 
 I = I (r) 
 
Investimentos 
Dispêndios com Investimentos 
 Investimento e Produto: A Relação do Acelerador 
 O estoque desejado de capital depende do nível de produto 
• Níveis mais altos de produto levam as firmas a demandar um estoque de capital maior, e este é um 
dos fatores que geram produto. 
 
 Modelo do acelerador 
 Especifica o estoque desejado de capital como um múltiplo do nível de produto 
 
𝑲𝒕
𝒅 = 𝜶𝒀𝒕 𝜶 > 0 
 Na forma mais simples do modelo acelerador, o investimento líquido é igual à diferença entre o 
estoque desejado de capital e o estoque herdado do período anterior. 
 
𝑰𝒏,𝒕 = 𝑲𝒕
𝒅 − 𝑲𝒕−𝟏 
 O estoque de capital herdado do período anterior será o estoque desejado de capital com base na 
renda do último período: 
𝑲𝒕−𝟏 = 𝑲𝒕−𝟏
𝒅 = 𝜶𝒀𝒕−𝟏 
Investimentos 
Dispêndios com Investimentos 
 Investimento e Produto: A Relação do Acelerador 
 Pode-se reescrever: 
𝑰𝒏,𝒕 = 𝜶∆𝒀𝒕 
• O nível de dispêndios em investimentos depende da taxa de variação do produto 
 
 𝜶 pode ser considerada a razão capital / produto desejada 
𝑲𝒕
𝒅
𝒀𝒕
= 𝜶 
 
 Se essa razão for 2: cada variação de 1 unidade monetária na taxa de crescimento do produto 
(∆𝐘𝐭), causará uma variação de 2 unidades monetárias nos investimentos. 
 É de se esperar que os investimentos demonstrem uma considerável instabilidade ao 
longo do ciclo de negócios. 
 A teoria do acelerador em conjunto com o multiplicador pode explicar flutuações cíclicas 
no produto. 
 Um choque no crescimento do produto causaria uma alteração nos investimentos, 
com resultantes efeitos multiplicadores sobre o nível de produto de equilíbrio e, 
portanto, efeitos adicionais sobre os investimentos por intermédio do acelerador. 
Investimentos 
Dispêndios com Investimentos 
 Investimento e Produto: A Relação do Acelerador 
 Para tornar o modelo mais realista: 
 Um aumento no produto implica em aumento no estoque desejado de capital 
 É necessário planejamento de projetos de investimento 
 Haverá o custo de ajustamento: fechamento de fábricas, contratação de mão de obra em 
horas extras para instalar equipamentos e custos extras para acelerar construção de fábricas. 
 Se os custos de ajustamento subirem no ritmo do investimento, o procedimento ótimo para 
as firmas será ajustar o estoque de capital efetivo ao estoque desejado de capital lentamente 
ao longo do tempo. 
 Os investimentos tem uma resposta mais lenta alterações na rende corrente; 
 Investimentos serão menos voláteis no CP do que supõe a relação do acelerador 
simples. Embora os investimentos sejam voláteis, não são tão voláteis quanto o modelo 
acelerador simples prevê. 
 
 O modelo do acelerador flexível para investimentos parece mais consistente. 
 Pode levar em conta as variações na velocidade com que os investimentos são 
realizados para suprir a diferença entre os estoques de capital desejado e 
efetivo. 
 Essa variação é determinada pela firma e pode ser influenciada por fatores 
como taxa de juros, condições de crédito e outras. 
 Investimentos estão negativamente relacionados à taxa de juros. 
Investimentos 
Dispêndios com Investimentos 
 Investimento e o Custo de Capital 
 versão flexível da teoria do acelerador dos investimentos pressupõe que o estoque desejado de capital 
seja um múltiplo fixo do produto (𝐾𝑑= αY). 
 Porém, diferentes níveis de produto podem ser gerados com o mesmo nível de capital pela variação do 
uso de mão se obra. 
 Variando a proporção capital/ trabalho (K/N) e, assim, a proporção capital desejado/produto (α) 
 A escolha ótima entre capital/trabalho para gerar um dado nível de produto depende da 
proporção entre os custos dos dois fatores (custo do capital e o salário real) 
O salário real relevante para a decisão de investimento não é o salário real corrente, mas o 
salário real médio esperado ao longo da vida dos bens de capital que estão sendo 
comprados. 
 Fatores como condições de crédito e taxa de juros reias estão entre os fatores que afetam o 
custo de capital. 
 Razão capital/trabalho desejada e, assim, proporção capital/ produto (α) dependem do 
custo de capital. 
 Esperaríamos que a quantidade de capital usada para um determinado nível de produto é 
positivamente relacionada ao salário real e negativamente relacionada ao custo do capital. 
Investimentos 
Dispêndios com Investimentos 
 Investimento e o Custo de Capital 
 Decisões sobre o estoque desejado de capital, a firma compara a produtividade marginal de unidades 
adicionais de capital com o que pode ser denominado custo de uso do capital, o custo para a firma 
empregar uma unidade adicional de capital por um período. 
 O estoque de capital desejado é o nível que iguala o produto marginal do capital e o custo de uso do 
capital. Os custos de ajustamento, o estoque de capital efetivo ajusta-se ao estoque de capital 
desejado com uma defasagem temporal. 
 Elementos que constituem o custo de uso do capital: empréstimos para financiar a compra de 
bens de capital, taxa de juros (como custo de oportunidade e como custo do empréstimo) , a taxa 
de depreciação e programas tributários (por exemplo, subsídios) 
 
 Taxa de juros real = taxa de juros nominal – inflação esperada 
 
 Inflação elevada pode dificultar prever, sobretudo para distinguir entre taxas de juros nominal 
e real. 
 Taxa de depreciação: uma certa proporção do estoque de capital é consumida (desgastada) no 
processo de produção durante cada período. 
Investimentos 
Dispêndios com Investimentos 
 Investimento e o Custo de Capital 
 Função investimento: 
 
𝐼𝑛,𝑡=I (𝑌𝑡 , 𝑟𝑡, 𝜋𝑡, 𝜏𝑡, 𝐾𝑡−1) 
 
𝐼𝑛 = investimento líquido depende da renda e das variáveis r , 𝜋 e 𝜏 , que 
representam elementos do custo de capital, onde está omitida a depreciação 
(supomos ser constante no decorrer do tempo). 
 
Dado o nível defasado do estoque de capital (𝐾𝑡−1), um aumento na renda (Y), 
na taxa de inflação esperada (𝜋) ou nos subsídios fiscais aos investimentos (𝜏 ) 
aumentará os investimentos líquidos. Os aumentos na taxa nominal de juros, r, 
farão com que os dispêndios em investimentos diminuam. 
Investimentos 
Dispêndios com Investimentos 
 Políticas Fiscal e Monetária e Investimentos 
 Pela combinação de uma política fiscal expansionista (ex. redução de imposto de renda) 
com uma política tributária para estimular os investimentos (ex. crédito de impostos 
sobre investimentos) poderiam evitar efeitos desfavoráveis sobre investimentos. 
 A redução no imposto de renda estimula a demanda agregada, empurrando para 
cima a renda e a taxa nominal de juros; 
 A elevação da taxa nominal de juros aumenta o custo de uso do capital; 
 O papel do crédito tributário sobre investimentos é compensar esse aumento na 
taxa de juros; 
 Outra implicação é que política fiscal expansionista podem estimular investimentos 
privados, mesmo ignorando mudanças no tratamento tributário dos investimentos. 
 Pois irão aumentar o Y e estimular os investimentos por meio do mecanismo 
acelerador. Esse efeito pode ser mais importante que o efeito negativo 
resultante de um aumento nas taxas de juros induzido. 
 
Investimentos 
Dispêndios com Investimentos 
 Políticas Fiscal e Monetária e Investimentos 
 Política monetária: distinção entre as taxas de juros nominal e real. 
 A política monetária precisa afetar a taxa de juros real para afetar o nível de 
investimentos. 
 No entanto, ações antecipadas de política monetária afetarão as expectativas de 
preços e não alterarão a taxa real de juros, mesmo no curto prazo. 
 Ações antecipadas de política monetária não afetam variáveis reais,. 
 Investimentos em construção residencial, investimentos em estoques e determinantes 
dos dispêndios em bens de consumo duráveis: importantes para explicação do 
comportamento cíclico da renda. 
Investimentos 
Outros componentes dos Investimentos 
 
 
 Investimentos em Construção Residencial 
 São dispêndios para a construção de novas unidades habitacionais. 
 Destacam-se duas características do mercado habitacional: 
 
1) Casas têm uma vida média de 40 a 50 anos. Como consequência, o estoque de 
unidades habitacionais existentes em um ponto no tempo é muito grande em 
relação à oferta de fluxo de novas unidades; 
2) Há um mercado de revenda bem desenvolvido para unidades habitacionais. 
 O preço de equilíbrio de casas, 𝑃0
𝐻, é determinado na parte “a” no ponto em que a demanda por casas 
é igual à oferta fixa de casas existentes. No preço 𝑃0
𝐻, a oferta de fluxo de casas, que corresponde aos 
investimentos em construção residencial, é mostrada na parte “b” como sendo igual a R0. 
 
 𝑯𝑺
𝑺 = Oferta de estoque de casas ou habitações; 𝑃𝐻 = preço das casas; 𝐻𝑑 = demanda por casas; 
 A curva é vertical pois o estoque de casas existente num determinado instante de tempo é constante. 
 O preço das casas é determinado na intersecção das curvas oferta e demanda (𝑷𝟎
𝑯) 
 Na figura “b”, a construção de novas unidades depende positivamente do preço. Essa oferta é contada como 
investimento em construção residencial (R) nas contas nacionais. 
Casa Existentes (H) 
𝐻𝑑 
a. O mercado de casas Existentes 
Investimentos 
Outros componentes dos Investimentos 
𝑯𝑺
𝑺 
 H0 
𝑷𝟎
𝑯 
𝑃𝐻 
P
re
ço
 d
as
 c
as
as
 
Novas Construções residenciais (R) 
𝐻𝑑 
b. A Oferta de Fluxo de Novas casas 
𝑯𝒕
𝑺 
 R0 
𝑷𝟎
𝑯 
𝑃𝐻 
Determinação do preço de casas e do nível de construção residencial 
 Para um dado estoque de casas existentes, o preço das casas e a quantidade de novas casas 
produzidas dependem do estado da demanda por habitações, a curva 𝐻𝑑, e de fatores que 
afetam a posição da curva de oferta de fluxo de casas (𝐻𝑡
𝑆) 
 
 No LP a demanda por casas é influenciada por outros fatores, como demográficos, taxa de 
formação de novas famílias, a renda e a taxa de juros; 
 A maior parte da compra de casas é financiada por empréstimos hipotecários de LP. 
 A taxa de inflação esperada relevante é o aumento esperado no preço das casas. 
 Ex.: Se a taxa do empréstimo for de 12% e a taxa esperada do aumento de preços das casas 
for de 10%, o custo real do empréstimo seria de 2%. 
 Aumentos nas taxas de juros de empréstimos para determinadas taxas de valorização 
esperada no preço reduzem a demanda por imóveis residenciais e, consequentemente, 
afeta o nível de investimentos em construção residencial. 
 
Investimentos 
Outros componentes dos Investimentos 
 Altas taxas de juros deslocam a curva de demanda pelo estoque existente de casas para baixo. O preço 
das casas existentes cai. As altas taxas de juros também deslocam a curva de oferta de novas casas para 
a esquerda. Como resultado desse deslocamento da curva de oferta de fluxo de novas casas e do 
movimento para baixo da curva de oferta devido à queda dos preços, a construção residencial declina. 
 
 Altas taxas de juros reduzem a demanda total por casas. Consequentemente, o preço das casas cai e curva de 
oferta de novas casas se desloca para esquerda (devido ao custo de financiamento das obras). 
 Altas taxas de juros aumentam o custo das casas (empréstimos aos construtores financiar as obras). 
 Os investimentos em novas construções caem pelo efeito da demanda e pela queda da oferta de novas 
unidades. 
Casa Existentes (H) 
a. O mercado de casas Existentes 
InvestimentosOutros componentes dos Investimentos 
𝑯𝑺
𝑺 
 H0 
𝑷𝟎
𝑯 
𝑃𝐻 
P
re
ço
 d
as
 c
as
as
 
Novas Construções residenciais (R) 
𝐻𝑑 
b. A Oferta de Fluxo de Novas casas 
𝑯𝒕,𝟎
𝑺 
 R0 
𝑷𝟎
𝑯 
𝑃𝐻 
Efeitos de Condições de Escassez de Moeda sobre o Mercado Habitacional 
𝑯𝟏
𝒅 
𝑷𝟏
𝑯 
𝑯𝟎
𝒅 
 R1 
𝑷𝟏
𝑯 
𝑯𝒕,𝟏
𝑺 
Investimentos 
Outros componentes dos Investimentos 
 Investimento em Estoques 
 As firmas mantêm em estoques bens que serão usados no processo de produção e bens 
acabados para venda. 
 As mudanças nos estoques incluem os investimentos em estoques, um componente 
pequeno mas ciclicamente volátil do produto total. 
 Pressuposto de que o nível desejado de estoques de uma firma depende do seu nível 
de vendas. 
 No agregado, os estoques desejados são proporcionais às vendas esperadas 
 Estoques desejados = 𝛾 (vendas esperadas) 𝛾>0 
 Δ estoques = Estoques t – Estoques t-1 
 
Há uma relação positiva entre estoques e vendas esperadas ou o nível geral de atividade econômica. 
Investimentos 
Outros componentes dos Investimentos 
 Investimento em Estoques (cont.) 
 No modelo Keynesiano: Acúmulo intencional e não intencional em estoques 
 Quando a demanda agregada é menor do que o produto, a diferença aparece na forma de um 
acúmulo não intencional de estoques (entra nas contas nacionais como investimentos em 
estoques) 
 Há uma relação negativa entre vendas e investimentos em estoques na magnitude em que as 
vendas diferiram do nível esperado. 
 Assim, além de uma relação com as vendas esperadas, também é considerada na variação dos 
estoques a diferença para mais ou para menos entre vendas e as vendas esperadas. Assim, 
aparece na forma de aumento ou redução não intencional dos estoques. 
 
 Conforme as vendas variam ao longo do ciclo de negócios: 
 Num período de declínio nos negócios: as vendas começam a cair e os investimentos em 
estoques aumentariam na proporção em que a redução no nível de atividade fosse 
imprevista. (acumulo não intencional de estoques); 
 Nos estágios posteriores ao declínio quando antecipa a queda nas vendas: redução nos 
investimentos em estoques ou mesmos um desinvestimento (tentativa de diminuir os 
estoques); 
 Em um período de aquecimento do nível de atividade: o investimento em estoques teria um 
movimento pró-cíclico, embora em pouco defasado em relação ao ciclo. 
Investimentos 
Outros componentes dos Investimentos 
 Dispêndios em Bens de Consumo Duráveis 
 Do ponto de vista teórico, os dispêndios em bens de consumo duráveis, deduzida a 
depreciação dos estoques de bens duráveis, deveriam ser vistos como uma forma de 
investimento familiar. 
 Nas contas nacionais, todos os dispêndios em bens duráveis estão na categoria de 
consumo. 
 Os dispêndios em bens de consumo duráveis são muito mais sensíveis à renda 
corrente. 
 Flutuações nos dispêndios do consumidor em bens duráveis, principalmente 
automóveis, foram fator essencial em várias recessões. 
Investimentos 
Outros componentes dos Investimentos 
 Dispêndios em Bens de Consumo Duráveis 
 Medidas econômicas (considerando que dispêndios em bens de consumo são 
sensíveis a renda corrente) 
 Mudanças na carga tributária poderiam ser usadas para regular a demanda 
agregada mesmo que o consumo não responda fortemente a mudança na renda 
disponível induzidas por impostos. 
 Mesmo que uma mudança tributária temporária e o consumo depender da 
renda esperada da vida inteira ou da renda permanente, poderia ter um 
efeito sobre o momento de ocorrência dos dispêndios em bens de consumo 
duráveis. 
 
 A política monetária poderia afetar a magnitude dos dispêndios nesse tipo de 
bens. 
 Afeta os dispêndios em bens de consumo duráveis tanto por meio das 
taxas de juros, como por afetar a posição de liquidez geral das famílias e 
a disposição de obter empréstimos para financiar as compras. 
 Logo, afeta a demanda agregada. 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
 
Aulas 31 e 32 : Lista de questões 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 
Lista de questões 
1. Apresente a Hipótese do Ciclo de Vida e os efeitos de políticas econômicas nesse 
modelo. 
 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
 
 
Aulas 33 e 34: Prova 2 e prova substitutiva 
 
Boa Prova! 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
 
 
Aulas 35 e 36: Revisão + Correção da prova 
 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 
 
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG 
 
 
Aula 37: Prova Final 
 
Boa Prova! 
 
Prof. André Paiva Ramos 
 
 
 
 
 
 
 
Obrigado!

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