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ECONOMIA MICRO E MACRO 85 externos (remuneração dos fatores externos). Se RLFE é positiva, o PIB é maior que o PNB. 4. Suponha uma economia em que não exista governo nem transações com o exterior. Então: a) PIBpm > PIBcf > RNB. b) PIBpm < PIBcf < RNB. c) PIBpm = PIBcf > RNB. d) PIBpm = PIBcf < RNB. e) PIBpm = PIBcf = RNB. sendo: PIBpm – Produto Interno Bruto a preço de mercado. PIBcf – Produto Interno Bruto a custo de fatores. RNB – Renda Nacional Bruta. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Como não existe governo, não temos impostos indiretos e subsídios, o que torna o PIB a preços de mercado igual ao PIB a custo de fatores, isto é: PIBpm = PIBcf Como não há transações com o exterior, não há diferença entre a RNB (ou PNB) e o PIB, e então temos: PIBpm = PIBcf = RNB 5. O Produto Nacional de um país, medido a preços correntes, aumentou consideravelmente entre dois anos. Isso significa que: a) Ocorreu um incremento real na produção. b) O investimento real entre os dois anos não se alterou. c) O país está atravessando um período inflacionário. d) O país apresenta taxas significativas de crescimento do produto real. e) Nada se pode concluir, pois é necessário ter informações sobre o comportamento dos preços nesses dois anos. ECONOMIA MICRO E MACRO 86 RESPOSTA: alternativa e. Solução: Considerando, por exemplo, os anos 1990 e 1991, o produto nacional a preços correntes é dado por: PN90 = Σ p90 × q90 PN91 = Σ p91 × q91 Ou seja, ele pode ter crescido devido apenas ao aumento de preços. Para aferirmos o crescimento real da economia, precisamos do PN a preços constantes de um dado ano (o chamado PN real), que é obtido deflacionando-se o PN a preços correntes (chamado PN nominal ou monetário), por um índice de preços. 6. As Contas Nacionais do Brasil fornecem os seguintes dados (valores hipotéticos, em milhões de reais): I. Renda Nacional Líquida a custo de fatores: 5.000 II. Impostos Indiretos: 1.000 III. Impostos Diretos: 500 IV. Subsídios: 100 V. Transferências: 200 VI. Depreciação: 400 VII. Renda Líquida enviada ao exterior: 0 Os índices de carga tributária bruta e líquida serão, respectivamente (desprezando-se os algarismos a partir da terceira casa decimal): a) 30,00 e 25,24. b) 19,04 e 14,29. c) 24,00 e 19,05. d) 27,77 e 23,02. e) 23,80 e 19,04. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Sabendo-se que a expressão “Renda Nacional’’ refere-se à Renda Nacional Líquida a custo de fatores (RNLcf ), temos: ECONOMIA MICRO E MACRO 87 RNBcf = RNLcf + Depreciação = 5.000 + 400 = 5.400 PNBpm = RNBcf + Impostos indiretos – Subsídios = 5.400 + 1.000 – 100 = 6.300 PIBpm = PNBpm – Renda líquida enviada ao exterior = 6.300 – 0 = 6.300 O Índice de Carga Tributária Bruta (ICTB ) é igual a: ICTB = Ti + Td . 100 PIBpm onde: Ti = tributos indiretos = 1.000 e Td = tributos diretos = 500 Portanto, o Índice de Carga Tributária Bruta (ICTB) será: ICTB = 1.000 + 500 . 100 = 23,80% 6.300 O ICTL, o Índice de Carga Tributária Líquida, será igual a: ICTL = Ti + Td – Tr – Sub . 100 PIBpm sendo: Tr = transferências do governo ao setor privado e Sub = Subsídios. Portanto, temos que: ICTL = 1.000 + 500 – 200 – 100 . 100 = 19,04% 6.300 7. Em uma economia, a renda enviada para o exterior é maior que a renda recebida do exterior. Então: a) O Produto Interno Bruto é maior que o Produto Nacional Bruto. b) O Produto Interno Bruto é menor que o Produto Nacional Bruto. c) O Produto Interno Bruto é igual ao Produto Nacional Bruto. ECONOMIA MICRO E MACRO 88 d) O Produto Interno Bruto a custo de fatores é maior que o Produto Interno Bruto a preços de mercado. e) O Produto Nacional Bruto a custo de fatores é menor que o Produto Nacional Bruto a preços de mercado. RESPOSTA: alternativa a. Solução: O Produto Interno Bruto (PIB) é igual ao Produto Nacional Bruto (PNB) mais a renda enviada ao exterior (RE), menos a renda recebida do exterior (RR), isto é: PIB = PNB + RE – RR Se RE > RR, segue que PIB > PNB. 8. Com os dados abaixo, para uma economia hipotética, responda às questões 8a e 8b. PIB a preços de mercado 2.000 Tributos indiretos 500 Subsídios 250 Consumo final das famílias 400 Formação bruta de capital fixo 400 Variação de estoques 100 Exportações de bens e serviços de não fatores 500 Importações de bens e serviços de não fatores 100 Depreciação 100 Impostos diretos 200 Transferências de assistência e previdência 150 Outras receitas correntes líquidas do governo 600 Juros da dívida pública interna 100 Poupança corrente do governo (superávit) 100 8a. O consumo final das administrações públicas é igual a: a) 1.100 unidades monetárias. b) 650 unidades monetárias. c) 600 unidades monetárias. d) 550 unidades monetárias. e) 700 unidades monetárias. ECONOMIA MICRO E MACRO 89 RESPOSTA: alternativa e. Solução: No Sistema de Contas Nacionais, a conta das administrações públicas é apresentada da forma a seguir. Os números referem-se aos dados do exercício. Débitos Créditos ... 250 150 100 100 Consumo final das administrações públicas: Subsídios ao setor privado Transferência de assistência e previdência Juros da dívida pública interna Saldo: Poupança corrente do governo Tributos indiretos Tributos diretos Outras receitas correntes do governo 500 200 600 ... TOTAL DOS DÉBITOS CORRENTES TOTAL DAS RECEITAS CORRENTES ... Substituindo os valores do exercício neste razonete, o consumo final das administrações é calculado por resíduo, já que temos todos os valores dos demais itens. O Total das Receitas e dos Débitos Correntes é igual a 1.300, com o que chegamos a 700 unidades monetárias para o consumo final das administrações públicas. 8b. O total das receitas correntes do governo é: a) 1.950 unidades monetárias. b) 1.700 unidades monetárias. c) 1.300 unidades monetárias. d) 1.150 unidades monetárias. e) 800 unidades monetárias. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Utilizando o razonete da questão anterior e os dados da tabela, basta somar o total dos créditos (Tributos indiretos 500 + Tributos ECONOMIA MICRO E MACRO 90 diretos 200 + Outras receitas correntes líquidas do governo 600), e chegamos ao total das Receitas correntes do governo = 1.300. 9. Em determinada economia (valores hipotéticos), o Produto Nacional Líquido a custo dos fatores é 200. Sabendo-se que: Renda líquida enviada ao exterior: 50. Impostos indiretos: 80. Subsídios: 20. Depreciação: 80. Calcule o valor do Produto Interno Bruto a preços de mercado a) 310 b) 290 c) 230 d) 390 e) 270 RESPOSTA: alternativa d. Solução: Primeiramente, chegaremos a fórmula do PIB a preços de mercado: PIBpm = PNBpm + RLEE PIBpm = (PNLpm + d) + RLEE PIBpm = [(PNLcf + Ti – Sub) + d] +RLEE Sabendo que PNLcf = 200, RLEE = 50, Ti = 80, Sub = 20 e d = 80, temos: PIBpm = [(200 + 80 – 20) + 80] + 50 PIBpm = 390 10. A diferença entre Renda Nacional Bruta e Renda Interna Bruta é que a segunda não inclui: a) O valor das importações. b) O valor da renda líquida de fatores externos. c) O valor dos investimentos realizados no país por empresas estrangeiras. ECONOMIA MICRO E MACRO 91 d) O valor das exportações. e) O saldo da balança comercial do país. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A Renda Nacional Bruta inclui em sua contabilidade a renda líquida de fatores externos, enquanto a Renda Interna Bruta a desconsidera. 11. O salário mensal de determinada categoria de trabalhadores era de $ 70.000,00 em 1990 e $ 144.000,00 em 1991. Os índices de custo de vida correspondentes são 100 para 1990 e 240 para 1991. Logo, o salário real em 1991, em valores constantes de 1990, é: a) $ 70.000,00 b) $ 40.000,00 c) $ 60.000,00 d) $ 100.000,00 e) $ 144.000,00 RESPOSTA: alternativa c. Solução: Considerando que salário real91/90 é o salário real em 91 a valores constantes de 90, temos: 12. Não é considerada uma transaçãoda economia informal: a) Mercado paralelo do dólar. 000.60$100 240 144.000 realSalário 100 preçosdeÍndice nominalSalário realSalário 91/90 91 91 91/90 =⋅= ⋅= ECONOMIA MICRO E MACRO 92 b) Empregado não registrado em carteira. c) Autônomos que não fornecem recibo pelo pagamento de seu serviço. d) Aluguel estimado do caseiro de uma fazenda. e) Guardadores de automóveis não registrados. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Todas as respostas representam desobediência civil de atividades econômicas regulares de mercado, exceto o aluguel estimado do caseiro de uma fazenda, já que consiste numa renda implícita do proprietário da fazenda e, embora não apareça no mercado, é computado no Produto Nacional. 13. Para fins de contabilidade social, qual das despesas governamentais abaixo é considerada transferência: a) Cursos de alfabetização de adultos. b) Manutenção de aeroportos. c) Manutenção de estradas. d) Salários de funcionários aposentados. e) Vacinação em massa. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Transferência do governo é uma transação que aparece no mercado, mas é excluída do Produto Nacional, pois não o altera. Somente é considerada a transferência direta, isto é, sem considerar os serviços prestados pelo governo. Portanto, salários de funcionários aposentados representam transferência governamental. Cursos de alfabetização não são uma transferência, pois são serviços do governo (bolsas de estudo seriam). 14. Se compararmos a matriz insumo-produto com o sistema de contas nacionais de um país, num mesmo período, veremos que: a) Não há relação alguma entre a matriz e o sistema. b) Ambos incluem os fluxos financeiros da economia. c) A matriz inclui as transações intermediárias, e o sistema não. ECONOMIA MICRO E MACRO 93 d) A matriz é elaborada em termos de estoques, e o sistema, em termos de fluxos. e) A matriz permite calcular o estoque de capital nacional, e o sistema, o produto nacional. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A matriz é uma “radiografia” da estrutura da economia, pois mostra toda a cadeia produtiva, ou seja, inclui transações com bens e serviços intermediários, diferentemente do sistema de contas nacionais, que inclui somente bens e serviços finais. QUESTÕES ADICIONAIS 1. Aponte a alternativa correta: a) O investimento em ações é um componente do investimento agregado, no sentido da contabilidade social. b) Não existe dupla contagem quando se agrega o valor adicionado da indústria de pneus com o valor adicionado da indústria de automóveis. c) A diferença entre o PIB e o PNB é dada pelas exportações e pelas importações. d) A renda a custo de fatores é calculada a partir do produto a preços de mercado, retirado o valor dos impostos diretos e somados os subsídios governamentais. e) A renda líquida dos fatores externos inclui o valor das amortizações de empréstimos financeiros tomados pelo país. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Não existe dupla contagem na medição do PIB, pelo fato de estarem sendo somados os valores adicionados, excluindo as compras intermediárias. 2. Assinale a alternativa incorreta: a) Economia informal é a mesma coisa que economia subterrânea. ECONOMIA MICRO E MACRO 94 b) O produto nacional a preços de mercado é dado pela renda nacional a custo de fatores, somados os impostos indiretos e retirados os subsídios do governo. c) O Produto Nacional Líquido é a diferença entre o Produto Nacional Bruto e a depreciação de ativos fixos. d) Os gastos das empresas estatais não são considerados como gastos do governo, de acordo com a contabilidade social. e) O Índice de Desenvolvimento Humano da ONU reflete mais adequadamente o padrão de desenvolvimento humano e social dos países. RESPOSTA: alternativa a. Solução: O conceito de economia informal refere-se à desobediência civil de atividades formais de mercado, como, por exemplo, a sonegação de impostos, a falta de registro em carteira de empregados, enquanto o conceito de economia subterrânea inclui atividades ilegais ou marginais, como contrabando, tráfico etc. ECONOMIA MICRO E MACRO 95 10 DETERMINAÇÃO DO NÍVEL DE RENDA E PRODUTO NACIONAIS; O MERCADO DE BENS E SERVIÇOS QUESTÕES PROPOSTAS 1. No modelo keynesiano básico de determinação da renda, assinale a alternativa errada: a) Para que haja equilíbrio, a soma dos vazamentos deve ser igual à das injeções. b) Para que haja equilíbrio, a oferta agregada deve igualar a demanda agregada. c) Renda de equilíbrio é o mesmo que renda de pleno emprego. d) No equilíbrio da renda, numa economia fechada e sem governo, os investimentos planejados devem igualar as poupanças planejadas. e) Todas as alternativas anteriores estão incorretas. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A alternativa c é a única incorreta, já que no modelo keynesiano básico a renda de equilíbrio pode estar abaixo da renda de pleno emprego, dependendo da demanda agregada da economia. 2. Supondo investimentos autônomos em relação à renda nacional, se os indivíduos desejarem poupar mais nos diversos níveis de renda planejada, no novo equilíbrio ter-se-á: a) O nível de renda e de poupança aumentará. ECONOMIA MICRO E MACRO 96 b) O nível de investimento realizado excederá o da poupança realizada. c) O nível de investimento realizado será menor que o da poupança realizada. d) O nível de poupança será constante e o da renda diminuirá. e) O nível de poupança se elevará e o de consumo se reduzirá, mas a renda permanecerá constante. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Quando os indivíduos desejam poupar mais, para os diversos níveis de renda planejada, tem-se um deslocamento da curva de poupança de S0 para S1, como mostra o gráfico. Sendo o investimento constante com a renda, um aumento da poupança acaba resultando numa diminuição da renda (de y0 para y1) e em poupança constante (esta nunca varia se o investimento for constante com a renda). 3. São fatores que contribuem para a elevação do produto real na economia, de acordo com o pensamento keynesiano: a) Redução do déficit governamental, tudo o mais constante. y I S, I S0S 1 I1 = S 1 I0 = S 0 y1 y0 ECONOMIA MICRO E MACRO 97 b) Maiores exportações e menores importações de bens e serviços, menor tributação, enquanto a economia se encontrar em nível abaixo do pleno emprego dos fatores. c) Maiores gastos do governo, maior poupança interna e menores níveis de tributação, por induzirem a maior demanda agregada. d) Redução de barreiras alfandegárias às importações de bens e serviços. e) Redução das exportações de bens e serviços, em razão de provocar aumento na disponibilidade interna de bens e serviços. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A alternativa b é correta. Mais exportações e menos importações aumentam o produto real da economia, já que elevam a demanda agregada. Redução de impostos aumenta a renda disponível dos agentes, aumentando o consumo destes e a demanda agregada. As alternativas a, d e e reduzem o produto real e a alternativa c não garante o aumento do produto, já que os efeitos do aumento dos gastos do governo e redução da tributação podem ser revertidos pela maior poupança. Note que mesmo a alternativa c somente é correta considerando-se que a economia não esteja no pleno emprego, tudo o mais constante. 4. Em um modelo keynesiano simples de determinação da renda de equilíbrio, toda vez que o investimento autônomo sofrer um aumento, a renda nacional subirá por um múltiplo desse aumento. Essa expansão da renda variará: a) Em relação direta com a propensão marginal a consumir. b) Em relação direta com a propensão marginal a poupar. c) De acordo com a taxa de juros de longo prazo. d) Em relação inversa com a propensão marginal a consumir. e) Em relação direta com a soma das propensões marginais a consumir e a poupar. RESPOSTA: alternativa a. Solução: ECONOMIA MICRO E MACRO 98 A expansão total da renda quando há aumento do investimento é dependente do multiplicador da economia, que é diretamente dependente da propensão marginal a consumir (maior propensão marginal aconsumir causa maior variação da renda). 5. Considere duas economias, numa das quais as importações são uma função crescente do nível de renda real, enquanto na segunda as importações são autônomas em relação ao nível de renda. O valor do multiplicador: a) Da primeira será maior que o da segunda. b) Da segunda será maior que o da primeira. c) Da primeira será igual ao da segunda. d) Da primeira não depende do valor da propensão marginal a consumir. e) Da segunda é função do nível de importação. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Os valores dos multiplicadores são: • importações induzidas por aumentos da renda real: km’ = – 1/(1 – b + m1) • importações autônomas, independentes da renda real: km = – 1/(1 – b) Como m1 > 0, segue km > km’. Intuitivamente, as importações representam um vazamento do fluxo de renda. Dada uma elevação da demanda, se as importações dependem da renda, teremos um vazamento adicional a cada etapa do efeito multiplicador. 6. Em um modelo keynesiano simples, se a propensão marginal a poupar for 20% e houver um aumento de $ 100 milhões na demanda por investimento, a expansão no produto nacional: a) Será de $ 200 milhões. b) Será de $ 500 milhões. c) Não pode ser calculada, pois não se sabe qual a propensão marginal a consumir. ECONOMIA MICRO E MACRO 99 d) Não ocorrerá. e) Será de $ 2 milhões. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Sendo s = propensão marginal a poupar, b = propensão marginal a consumir, k = multiplicador da renda, ∆I = variação da demanda por investimento e ∆Y = expansão no produto nacional, temos: 7. Aponte a afirmativa falsa: a) O mecanismo do estabilizador automático amortece o efeito dos ciclos econômicos. b) O teorema do orçamento equilibrado mostra que, se aumentarmos os gastos públicos na mesma proporção do aumento da tributação, o nível de renda aumentará no mesmo montante do aumento dos gastos e da tributação. c) No mecanismo do estabilizador automático, a tributação é suposta independente do nível de renda nacional. d) Com a inclusão da tributação no modelo básico, o consumo é suposto dependente da renda disponível. e) No hiato deflacionário, a renda de equilíbrio está aquém da renda de pleno emprego. RESPOSTA: alternativa c. Solução: O mecanismo do estabilizador automático supõe tributação progressiva em relação à renda, de forma a atenuar grandes aumentos de renda e grandes reduções de renda. milhões500$1005 5 8,01 1 1 1 8,02,011 =∆⇒⋅=∆⋅=∆ =⇒ − = − = =⇒−=−= YIkY k b k bsb ECONOMIA MICRO E MACRO 100 8. Segundo Keynes, três elementos básicos estão envolvidos nas decisões para investir: a) Disponibilidade de capital de giro, taxa de juros e nível de lucros esperados. b) Custo do investimento, fluxo de renda líquida a ser gerado pelo investimento e taxa de juros. c) Taxa de juros do mercado, custo de produção dos bens de capital e taxa de salários. d) Custos variáveis de produção, taxa de salários vigente e lucro esperado. e) Fluxo de renda a ser gerado pelo investimento, disponibilidade de capital de giro e taxa de juros. RESPOSTA: alternativa b. Solução: Os três elementos básicos são o custo do investimento (preço de oferta), o fluxo de renda líquida (que junto com o preço de oferta resultam em certa eficiência marginal do capital) e a taxa de juros (que deve ser menor que a eficiência marginal do capital para que o investimento ocorra). 9. O princípio do acelerador de investimento baseia-se na relação existente entre: a) A taxa corrente de investimento e a taxa de juros. b) O nível corrente de investimentos e o nível de renda. c) O nível corrente de investimentos e a variação no nível de renda. d) O nível corrente de investimento e o nível de gastos do governo. e) O nível de investimentos e o nível de poupança. RESPOSTA: alternativa c. Solução: O princípio do acelerador de investimento baseia-se na relação existente entre o nível corrente de investimento e a variação no nível de renda. Ou seja, o nível de investimento (I) depende das variações do produto e não do nível do produto. Note que, ao contrário do multiplicador keynesiano, o princípio do acelerador supõe que a taxa de investimento é que depende da renda (produto), isto é: ECONOMIA MICRO E MACRO 101 I = f (variações da renda). No multiplicador, temos que: variações da renda = kI × variações no investimento, sendo kI o multiplicador keynesiano. 10. Numa economia fechada e sem governo, são dados: I. a função consumo, pela equação: C = 20 + 3/4y, sendo y o nível de renda; e II. o nível de investimento (autônomo) = 40. Se o produto de pleno emprego for 300, o aumento do nível de investimento necessário para que a economia esteja equilibrada com pleno emprego será: a) 80 b) 60 c) 45 d) 15 e) 30 RESPOSTA: alternativa d. Solução: Nessa economia, temos que y = C + I = 20 + 3/4y + 40 Portanto, resolvendo a equação, y* = 240 Como a renda de pleno emprego é igual a ype = 300, é necessário um aumento de renda ∆y = (yPE – y*) = 300 – 240 = 60. Lembrando que ∆y = kI × ∆I, e que kI= 1 . (1 – propensão marginal a consumir) ECONOMIA MICRO E MACRO 102 temos que kI= 1 = 4. (1 – ¾) Como ∆y = kI× ∆I temos 60 = 4 × ∆I e, portanto, ∆I= 15 Ou seja, para obtermos um aumento de renda de 60, basta elevarmos os investimentos (ou outra variável da demanda agregada) em 15, que serão multiplicados quatro vezes, criando renda. 11. Conhecidas, para uma economia fechada e sem governo (e supondo que não haja lucros retidos pelas empresas): Função poupança: S = –10 + 0,2yd , onde yd = renda pessoal disponível. Função investimento: I = 20 + 0,1y, onde y = renda (produto) nacional. Assinale a alternativa correta: a) O nível de equilíbrio do produto é, aproximadamente, 14,3. b) A função consumo é C = 10 + 0,2yd. c) É impossível conhecer o produto de equilíbrio, pois não foi dada a função renda pessoal disponível. d) O nível de equilíbrio do produto é 300. e) O multiplicador dos investimentos autônomos é 5. RESPOSTA: alternativa d. Solução: São dados: S = –10 + 0,2yd e I = 20 + 0,1y Como não há governo, a renda disponível yd é igual à renda nacional y. Analisemos cada alternativa: • alternativa a: Renda de equilíbrio: OA = DA y = C + I Como a função consumo C é complemento da poupança, temos: ECONOMIA MICRO E MACRO 103 C = y – S C = y – (– 10 + 0,2y) C = 10 + 0,8y Substituindo as funções C e I na condição de equilíbrio, vem: y = C + I = 10 + 0,8y + 20 + 0,1y = 30 + 0,9y Portanto: y – 0,9y = 30 = 30/0,1 y = 300 diferente de 14,3, como aparece na alternativa a. • alternativa b: a função consumo é o complemento da função poupança, igual a C = 10 + 0,8yd (e não C = 10 + 0,2yd, como aparece na alternativa b). • alternativa c: não é verdade. Como o enunciado diz que não há governo (e, portanto, não há impostos), a renda disponível (yd = y – T) é igual à renda nacional y. • alternativa d: alternativa correta. Ver resolução na alternativa a. • alternativa e: errada. O multiplicador do investimento, com investimento induzido pela renda (I= f(y)), é dado pela fórmula: kI = 1 . (1 – b – i1) sendo i1 a declividade da função investimento. Temos então: kI = 1 = 1 = 10 (1 – 0,8 – 0,1) 0,1 (e não 5, como no exercício) 12. Dados, para uma economia hipotética aberta e com governo: C = 10 + 0,8yd I = 5 + 0,1y G = 50 X = 100 ECONOMIA MICRO E MACRO 104 M = 10 + 0,14y T = 12 + 0,2y onde: C = consumo das famílias yd = renda disponível G = gastos do governo X = exportação de bens e serviços M = importação de bens e serviços y = produto nacional T = tributação um aumento de 100 unidades monetárias no gastos do governo, tudo o mais mantido constante, provocariaacréscimo do produto nacional igual a: a) 100 unidades monetárias. b) Menos que 100 unidades monetárias, porque a tributação também aumentaria. c) 250 unidades monetárias. d) 500 unidades monetárias. e) 1.000 unidades monetárias. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A questão refere-se ao efeito do multiplicador keynesiano dos gastos do governo (ou seja, qual o acréscimo do produto nacional, gerado por um aumento de 100 unidades monetárias nos gastos do governo), mas em sua versão ampliada, supondo investimentos, tributos e importações como funções crescentes do produto nacional. Sua fórmula é: kG = ∆ y = 1 . ∆ G 1 – b ( 1 – t1 – i1 + m1) onde: b = propensão marginal a consumir = 0,8; t1 = alíquota marginal da tributação = 0,2 (obtida na função T = 12 + 0,2y); ECONOMIA MICRO E MACRO 105 i1 = propensão marginal a investir = 0,1 (obtida na função I = 5 + 0,1y); m1 = propensão marginal a importar = 0,14 (obtida na função M = 10 + 0,14y). Temos então: kG = 1 . 1 – 0,8 (1 – 0,2) – 0,1 + 0,14 Portanto, um aumento de 100 nos gastos do governo leva a um aumento do produto de 250, tudo o mais mantido constante. QUESTÕES ADICIONAIS 1. No modelo keynesiano de determinação de equilíbrio da renda e do produto, é certo que: a) Um aumento nos impostos tem maior poder de diminuir o produto de equilíbrio que igual contração nos gastos do governo, tudo mais constante. b) A estabilidade do equilíbrio requer propensão marginal a consumir maior que 1. c) A propensão marginal a consumir é maior que a propensão média a consumir. d) O produto estará em equilíbrio, quando o investimento realizado for igual à poupança realizada. e) A propensão média a consumir é maior que a propensão marginal a consumir. RESPOSTA: alternativa e. Solução: No modelo keynesiano de determinação da renda: • a função consumo é dada por C = a + byd; ECONOMIA MICRO E MACRO 106 onde: C: consumo; a: consumo autônomo (que não depende da renda); b: propensão marginal a consumir; e yd: renda disponível. • a propensão média a consumir é igual a PMeC = C = a + byd = a + b yd yd yd • a propensão marginal a consumir é dada por PMgC = b; Como a é positivo, conseqüentemente, PMeC > PMgC. yd 2. A ocorrência do efeito multiplicador keynesiano de procura de bens e serviços será garantida se: a) A economia estiver operando com pleno emprego de mão-de- obra. b) Houver equilíbrio entre a procura e a oferta globais de bens e serviços. c) O fluxo do investimento adicional for mantido. d) Houver equilíbrio no mercado monetário. e) Houver equilíbrio no balanço de pagamentos. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A ocorrência do efeito multiplicador keynesiano de procura de bens e serviços será mantida se o fluxo do investimento adicional for mantido. Assim como a renda aumentará num múltiplo do aumento autônomo de investimentos, ela também cairá segundo um múltiplo de uma eventual queda dos investimentos (ou outro elemento autônomo da demanda agregada). 3. O multiplicador keynesiano do orçamento equilibrado é: a) Positivo e maior que um. b) Positivo e localizado entre zero e um. c) Igual a zero. d) Igual a um. e) Negativo com o valor absoluto maior que um. ECONOMIA MICRO E MACRO 107 RESPOSTA: alternativa d. Solução: O multiplicador keynesiano do orçamento equilibrado é igual a um. Significa que, dado um aumento nos gastos do governo e na tributação de igual valor (por exemplo, 100), a renda nacional aumentará nessa mesma magnitude (100). Isso ocorre porque a soma dos efeitos multiplicadores dos gastos kG = 1 . 1 – b e da tributação kT = – b . 1 – b (sendo b a propensão marginal a consumir) é igual a um. Assim: kG + kT = 1 – b = 1 – b = 1 1 – b 1 – b 1 – b Por essa razão, o Teorema do Orçamento Equilibrado também é conhecido como Teorema do Multiplicador Unitário (ou ainda Teorema de Haavelmo, seu criador). 4. Indique a opção falsa. No modelo keynesiano de determinação da renda: a) Os acréscimos à capacidade produtiva resultantes do aumento de investimento não são computados, pois o estoque de capital, no curto prazo, é supostamente dado. b) Um aumento no investimento resultará em um aumento na renda de equilíbrio, menor se a receita de impostos for função crescente da renda do que se o imposto for fixo. ECONOMIA MICRO E MACRO 108 c) Quando os gastos do governo e as receitas de um imposto fixo são aumentados no mesmo montante, a renda nacional cresce no valor do aumento dos gastos do governo. d) Os multiplicadores dos itens de despesas consideradas autônomas – como investimentos, gastos do governo ou exportações – são todos iguais e positivos. e) A igualdade entre investimento realizado e poupança planejada é condição de equilíbrio. RESPOSTA: alternativa e. Solução: A condição de equilíbrio, no modelo keynesiano de determinação da renda, é dada pela igualdade entre investimento planejado (ex ante) e poupança planejada (ex ante) e não pelo investimento realizado (ex post) e poupança planejada (ex ante). As demais alternativas estão corretas. As alternativas a e d são auto- explicativas. A alternativa b refere-se ao fato de o efeito multiplicador de um aumento no investimento ser menor, quando a tributação é uma função crescente da renda, pois isso representa um vazamento de renda a cada etapa do processo. A alternativa c refere-se ao multiplicador do orçamento equilibrado (ou multiplicador unitário). 5. Um dos pontos-chaves do modelo keynesiano é que o produto nacional de equilíbrio é determinado pela demanda efetiva e que: a) O produto nacional de equilíbrio pode situar-se abaixo do pleno emprego dos recursos produtivos. b) A oferta agregada determina sozinha o pleno emprego. c) A demanda agregada não afeta o nível de emprego de trabalhadores. d) O pleno emprego é sempre atingido qualquer que seja a propensão marginal a consumir. e) O equilíbrio sempre coincide com o pleno emprego. RESPOSTA: alternativa a. Solução: ECONOMIA MICRO E MACRO 109 As alternativas b, c, d e e correspondem ao modelo clássico. A alternativa correta é a a porque a economia pode estar em equilíbrio tendo desemprego de recursos produtivos. 11 O LADO MONETÁRIO DA ECONOMIA ECONOMIA MICRO E MACRO 110 QUESTÕES PROPOSTAS 1. O que define a moeda é sua liquidez, ou seja, a capacidade que possui de ser um ativo prontamente disponível e aceito para as mais diversas transações. Além disso, três outras características a definem: a) Forma metálica, papel-moeda e moeda escritural. b) Instrumento de troca, unidade de conta e reserva de valor. c) Reserva de valor, credibilidade e aceitação no exterior. d) Instrumento de troca, curso forçado e lastro-ouro. e) Forma metálica, reserva de valor e curso forçado. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A moeda é definida por sua liquidez e tem três outras características (ou funções): serve como instrumento de troca, unidade de conta de toda a economia e reserva de valor dos agentes. 2. As operações entre o público e o setor bancário, conforme o caso, podem criar meios de pagamento ou destruir meios de pagamento. Dentre as operações a seguir relacionadas, qual delas é responsável pela criação de meios de pagamento? a) Pessoas realizam depósitos a prazo nos bancos. b) Bancos vendem ao público, mediante pagamento a vista, em moeda, títulos de diversas espécies. c) A empresa resgata um grande empréstimo contraído no sistema bancário. d) Empresas levam aos bancos duplicatas para desconto, recebendo a inscrição de depósitos a vista ou moeda manual. e) Saque de cheques nos caixas dos bancos. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Analisaremos todas as alternativas: ECONOMIA MICRO E MACRO 111 • alternativa a: há destruição de moeda, pois depósitos a prazo não são considerados meios de pagamento (M1); • alternativa b: há destruição de moeda (bancos reduzem M1 e ampliamM2, M3 ou M4, dependendo dos títulos vendidos ao público); • alternativa c: há destruição de moeda, pois diminui M1 (ou diminuindo moeda com o público, ou seus depósitos), e aumenta o caixa dos bancos comerciais; • alternativa d: há criação de moeda, pois o aumento dos depósitos a vista ou moeda manual aumenta os meios de pagamento; • alternativa e: é apenas uma transferência de depósitos em conta corrente para moeda em poder público (não altera M1, somente sua composição). 3. O Banco Central do Brasil (Bacen) tem, entre suas responsabilidades, a de: a) Emitir papel-moeda, fiscalizar e controlar os intermediários financeiros, supervisionar a compensação de cheques. b) Atuar como banco do governo federal e renegociar a dívida externa brasileira. c) Aceitar depósitos, conceder empréstimos ao público e controlar os meios de pagamento do país. d) Executar as políticas monetária e fiscal do país. e) Formular a política monetária e cambial do país. RESPOSTA: alternativa a. Solução: As funções do Bacen refletem seu objetivo de regular a moeda e o crédito em níveis compatíveis com o crescimento da produção, mantendo a liquidez do sistema. Isso ocorre por meio de emissão de papel-moeda, fiscalização e controle dos intermediários financeiros e supervisão da compensação de cheques, entre outros. Note que o Bacen não é um banco comercial, portanto, não concede empréstimos ao público e não aceita depósitos do público. A política fiscal e a formulação de políticas cambial e monetária são responsabilidades do governo. ECONOMIA MICRO E MACRO 112 4. Entende-se por “operações de mercado aberto’ ’ , especificamente: a) Concessão de empréstimos, por parte dos bancos comerciais, empresas e consumidores. b) Concessão de empréstimos, pelo Banco Central, a bancos comerciais. c) Venda de ações, em bolsa, pelas empresas ao público em geral. d) Atividade do Banco Central na compra ou venda de obrigações do governo. e) N.r.a. RESPOSTA: alternativa d. Solução: Operações de mercado aberto consistem em compras e/ou vendas, por parte do Bacen, de obrigações (títulos) governamentais no mercado de capitais. 5. A principal função da reserva compulsória sobre os depósitos bancários, como instrumento de política monetária, é: a) Permitir ao governo controlar a demanda de moeda. b) Permitir às autoridades monetárias controlar o montante de moeda bancária que os bancos comerciais podem criar. c) Impedir que os bancos comerciais obtenham lucros excessivos. d) Impedir as “corridas bancárias’’. e) Forçar os bancos a manter moeda ociosa no sentido de cobrir as suas necessidades de caixa. RESPOSTA: alternativa b. Solução: A reserva compulsória é um instrumento de política monetária que permite às autoridades monetárias controlar o montante de moeda bancária que os bancos comerciais podem criar, isto é, permite o controle dos meios de pagamento. 6. Constitui-se num instrumento de redução do efeito multiplicador dos meios de pagamentos: ECONOMIA MICRO E MACRO 113 a) Um aumento dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais às autoridades monetárias. b) Uma diminuição dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais às autoridades monetárias. c) Um aumento da taxa de juros no mercado de capitais. d) Uma diminuição da participação do papel-moeda em poder do público na composição dos meios de pagamento. e) Nenhuma das alternativas anteriores. RESPOSTA: alternativa a. Solução: Um aumento nos depósitos ou reservas compulsórias dos bancos comerciais diminui a possibilidade dos bancos comerciais de emprestarem ao setor privado, reduzindo assim a multiplicação da moeda na economia. As alternativas b e d representam fatores de expansão do efeito multiplicador dos meios de pagamento. Um aumento da taxa de juros (alternativa c) não afeta o multiplicador monetário. 7. Numa economia em que as autoridades monetárias não recebem depósitos a vista do público, em que as reservas totais dos bancos comerciais constituem 30% dos depósitos a vista e o público, em média, guarda papel-moeda na razão de 20% dos depósitos a vista, o multiplicador da base monetária é igual a: a) 2,4 b) 2,5 c) 3,3 d) 3,4 e) 5 RESPOSTA: alternativa a. Solução: A fórmula do multiplicador da base monetária (que representa um aumento dos meios de pagamento, dado um aumento na base), é: m = 1 + c c + r ECONOMIA MICRO E MACRO 114 sendo: c = taxa de retenção de moeda pelo público, sobre o total de depósitos a vista; e r = taxa de reservas dos bancos comerciais, sobre o total de depósitos a vista. No exercício com r = 0,3 e c = 0,2, temos que: m = 2,4 8. Para reduzir o volume de meios de pagamentos, o Banco Central deve: a) Comprar títulos da dívida pública. b) Elevar a emissão de papel-moeda. c) Elevar a taxa de redesconto. d) Reduzir a reserva compulsória dos bancos comerciais. e) Reduzir a taxa de juros para desconto de duplicatas. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Para reduzir o volume de meios de pagamento, o Bacen deve elevar a taxa de redesconto, estimulando os bancos comerciais a reduzir os empréstimos ao setor privado, isto é, causando uma redução dos meios de pagamento. As outras alternativas levam ao aumento do volume de meios de pagamento. 9. A teoria quantitativa da moeda afirma que: a) Uma variação na quantidade de moeda, caso sua velocidade de circulação seja estável, causará uma variação na mesma direção no produto nacional em termos nominais. b) A velocidade de circulação da moeda é instável. c) Uma variação na quantidade de moeda causa aumentos nos gastos do governo. d) A quantidade de moeda em circulação não afeta nem o nível de renda, nem o nível de preços. e) A quantidade de moeda determina o nível de taxa de juros e, por conseguinte, a taxa corrente de investimento. ECONOMIA MICRO E MACRO 115 RESPOSTA: alternativa a. Solução: A equação quantitativa é dada por: MV = Py onde: M = saldo da quantidade de moeda ou meios de pagamentos; V = velocidade-renda (ou de circulação) da moeda (número de giros que a moeda dá ao longo de um período); P = nível geral de preços; y = renda (produto) real; Py = renda nominal ou monetária = Y. Reescrevendo a equação MV = Y, temos que com a velocidade constante (V), uma variação na quantidade de moeda M causará variação na mesma direção no produto nacional em termos nominais (Y). 10. Na hipótese de que um país esteja produzindo com plena utilização dos fatores de produção, um aumento da oferta monetária provocará: a) Aumento da renda real. b) Diminuição da renda real. c) Aumento do nível geral de preços. d) Diminuição do nível geral de preços. e) Aumento de emprego de mão-de-obra. RESPOSTA: alternativa c. Solução: Voltando à equação quantitativa da moeda: MV = Py Se o país estiver com um nível de renda (produto) de pleno emprego (portanto, y constante), isto é, utilizando todos os fatores de produção, um aumento da oferta monetária (M), supondo V constante, deverá provocar um aumento de preços (P). ECONOMIA MICRO E MACRO 116 11. Segundo a teoria quantitativa da moeda, a velocidade-renda da moeda é: a) Crescente com a taxa de juros. b) Decrescente com a taxa de juros. c) Crescente com o índice geral de preços. d) Decrescente com o nível geral de preços. e) Constante. RESPOSTA: alternativa e. Solução: Segundo a teoria quantitativa da moeda, a velocidade-renda da moeda é sempre constante. A velocidade-renda da moeda depende de fatores institucionais, como hábitos de pagamento, grau de verticalização da estrutura produtiva etc., que só se alteram a prazos muito longos. Outrossim, no modelo keynesiano, a velocidade-renda da moeda não é constante, pois depende da taxa de juros. 12. Uma das medidas abaixo é inconsistente com uma política tipicamente monetarista de combate à inflação. Identifique-a: a) Restrições às operações de crédito ao consumidor. b) Elevação das taxas de juros. c) Diminuição dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais no Banco Central. d) Reajustes salariais abaixo da inflação do período. e) Cortesem subsídios governamentais. RESPOSTA: alternativa c. Solução: A diminuição nos depósitos compulsórios, tudo o mais constante, aumenta o multiplicador bancário e, conseqüentemente, provoca expansão nos meios de pagamento. Numa política tipicamente monetarista de combate à inflação, busca-se contração dos meios de pagamentos, nunca expansão. QUESTÕES ADICIONAIS 1. De acordo com o modelo estático de equilíbrio, se um excesso de demanda agregada em relação à oferta agregada provocar elevação do nível geral de preços: