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Resumos de Direito tributário

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DIREITO TRIBUTÁRIO
ANDREA VELOSO 
AULA 01
Direito tributário Constitucional.
Bibliografia – Manuais esquematizado: Direito tributário esquematizado – Ricardo Alexandre – Método; Eduardo Sabbag – Saraiva. 
Ricardo Lodi - Tributos
Competência tributária
Competência – delimitação do poder de tributar. Poder de instituir e criar um tributo por lei própria.
Está ligada a ideia de competência legislativa. Apenas detêm competência tributária os entes da federação. 
Competência X repartição de receitas.
Competência é relacionado à criação de tributos, sendo o poder de tributar; repartição de receitas – relacionada ao direito financeiro, o modo de distribuição da receita.
Ex.: IPVA é criado pelo estado e ele pode conceder isenções, benefícios e incentivos fiscais, pois está dentro da competência tributária do ente. No entanto a CF diz que 50% do IPVA vai para os municípios aonde estão registrados os carros. Embora o Estado seja competente, há dois titulares de arrecadação. 
O município não pode conceder uma isenção de IPVA ou fiscalizar! Situações distintas
Ex.: ICMS é criado pelo Estado, mas 25% da arrecadação deve ser repassado aos municípios, conforme previsão tributária. Existe um ente competente mas dois beneficiários pela arrecadação.
Ex.: ITR é criado pela União, mas 50% do tributo vai para o município de situação do bem. Existe um ente competente mas dois beneficiários pela arrecadação. 
Mesmo se distribuir receita não delega competência de criação do tributo.
Art. 6º, P.U, CTN – os tributos cuja receita seja distribuída no todo ou em parte em outras pessoas de direito pub. Pertence a competência legislativa àquele que tenha sido atribuídos.
A CF prevê duas maneiras de distribuição.
1 – repartição direta – O ente transfere diretamente a parcela da receita transferida. Ex. União arrecada o ITR e transfere diretamente o valor devido para o munícipio; IPVA, ICMS e ITR são exemplos de repartição direta – art. 157 e 158 e CF.
2 – repartição indireta – Feitas através de fundos de participação. Art. 159, I e 161, II da CF. 
Dois fundos principais: FPE e FPM
Existe o fundo de participação dos estados e dos municípios (art. 159, I, CF).
Ex.: IR e IPI – a repartição não é direta. A União arrecada os impostos e da parcela de arrecadação uma parte vai para o FPM e FPE, com isso os fundos repartem entre os estados e municípios. Por isso é considerado indireta. 
Os fundos são criados por lei complementar que definem os critérios de rateio (art. 161, II, CF)
Os fundos que repartem entre os Estados e/ou municípios. Há o intermediário (fundo). 
Os fundos são regidos por lei complementar. Art. 161, II, CF. Define os critérios de rateio e a forma de partilha das receitas. 
A CF reparte receitas de cima para baixo. Do ente maior para o menor.
O município não reparte receitas com outros entes
Em regra são repartidos apenas impostos. 
Exceção – CIDE combustível, que é uma contribuição de intervenção no domínio econômico. – Repassado diretamente. 
Questões controvertidas:
(Art. 158, IV, CF) – Repartição do ICMS com os municípios. – Pertencem aos municípios...IV - 25% do produto da arrecadação do Estado sobre o ICMS.
RE 572762 – Estado de SC fez um programa de incentivo fiscal através da concessão de uma moratória (prorrogação do prazo de PG de um tributo) para a empresa reinvestir nela. 
(incentivo – despesa, o Estado investe em determinada atividade. – benefício é no campo da receita, você abre mão de uma receita ex.: remissão e anistia).
Os municípios entraram em juízo alegando que os 25% pertencem aos municípios então o Estado não poderia conceder um incentivo fiscal que atingisse a parcela do município e queria que o Estado repassasse imediatamente o valor devido a eles. 
A tese de defesa do Estado foi que a competência tributária é dele e dentro dessa competência tem o direito de conceder isenções, benefícios e incentivos. O município seria titular de 25% apenas da arrecadação. 
STF decidiu que os Estados não podem conceder incentivos que atinjam a receita do município. 
A ação deve ser proposta junto a quem é o titular da arrecadação – quando está retido na fonte a arrecadação. – não faz sentido entrar com ação contra a união se 100% fica com o ente menor.
Súmula 447 STJ – Os Estados são partes legítimas em ação de restituição de parcela retida na fonte. 
Competência tributária X Capacidade tributária ativa
Competência tributária tem haver com a instituição do tributo; capacidade tributária ativa é a capacidade para arrecadar, fiscalizar e julgar recursos e impugnações administrativas.
A competência tributária é indelegável – art. 7º CTN; 
A capacidade ativa é delegável a uma pessoa de direito público – Pode ser outro ente da federação; autarquias ou fundações autárquicas. 
É feita através de convenio, entre os entes – art. 100, IV. 
Pode delegar tudo ou em parte. 
Para as autarquias ou fundações as delegações são feitas por lei que criou as autarquias ou fundações.
Art. 7º,§3º, CTN 
Competência tributária em espécie. 
Atributos:
Exercício da competência – o exercício da competência tributária é facultativo (majoritário) – o ente pode criar ou não o tributo podendo criar no todo ou em parte o tributo.
Exceção – O ente é obrigado a criar o ICMS pois engloba transações interestaduais. 
Exercer o imposto sobre todas as possibilidades possíveis (exercer a competência em todo)
Exercer o imposto sobre apenas algumas possibilidade (exercer a competência em parte)
AULA 02
O ente tem faculdade de instituir o tributo
Pode-se exercer em todo, em parte ou não exercer a competência.
Art. 11, LRF – P.U fixa sanção aos entes que não exercerem sua competência em relação aos Impostos. – não tem direito a receber transferências voluntárias. Ex.: não poderá pedir empréstimo.
Art. 145 CF – tributos disponíveis de instituir. – “poderão”
Art. 148 – União mediante LC poderá instituir empréstimos compulsórios.
Roque Antônio Carraza; Betina Treigei; Edvaldo Brito entendem que o ente tem a facultividade e deve ser feita a interpretação conforme a constituição.
A criação é facultativa, mas quando exerce a competência, é obrigado a arrecadar o tributo. A facultatividade só alcança a criação do tributo.
MODALIDADE DE COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
Privativa; - aquela que é atribuída ao ente da federação com exclusividade. 
União – Impostos do art. 153, CF – IR, IOF, ITR, IPI, IGF, II, IE; Empréstimo compulsório – art. 148, CF; Contribuições especiais (parafiscais) – art. 149, caput, CF. ex.: contribuições sociais (exceção: contribuição previdenciária do servidor público – art. 148, §1º, CF); CIDE (contribuição de intervenção no domínio econômico) art. 149, caput, CF; Contribuição de interesse de categoria econômica ou profissional – art. 149, caput, CF 
Estado – Impostos do art. 155, CF – IPVA, ICMS, ITCMD.
Municípios –Impostos do art. 156 CF – IPTU, ISS, ITBI; Contribuição de iluminação pública (COSIP/CIP) – art. 149, a, CF.
Competência híbrida do DF – art. 32, §1º c/c art. 147, c/c art. 155, caput, todos da CF.
Residual; - aquela que é atribuída à união para criar impostos ou contribuições de seguridade social (previdência, assistência social e saúde) além daquelas que já estejam na sua competência privativa. – art. 154, I, CF e art. 195, §4º da CF. – NUNCA FOI CRIADO. 
art. 154, I – A união poderá criar mediante LC impostos não previstos no art. 153 (impostos privativos da União) desde que não sejam cumulativos nem próprios de base de cálculo dos já elencados na CF.
princípio da não cumulatividade – deverá ter uma sistemática de créditos e débitos. Previsão legal da possibilidade de fazer compensação financeira, tendo a possibilidade de abater créditos. Ex.: ICMS que é plurifásico – ele incide em mais de uma fase de circulação de mercadorias – há o produtor, industrial e comerciante. Em cada um das fases de circulação de mercadorias terá a incidência do ICMS. – em cada uma dessas fases poderá lançar como crédito em uma fase anterior ou na mesma fase. 
Outro exemplo

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