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evolução da Escola de Relações Humanas.
18 Laureate- International Universities
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Nos anos mais recentes, as concepções sobre motivação com o conteúdo do cargo e satisfação 
com o ambiente de trabalho se ampliaram e, atualmente, fala-se em Qualidade de Vida no 
Trabalho, que não substitui as concepções anteriores, mas aumenta o espectro de análise, 
envolvendo questões relacionadas ao bem-estar biológico, psicológico e social, contemplando 
uma visão integrada do ser humano.
São frequentes os estudos e a preocupação com temas como estresse, recolocação profissional 
dos profissionais demitidos ou que optaram por um programa de demissão voluntária, apoio 
psicológico a executivos expatriados, entre outros.
Todos os anos a revista As 150 Melhores Empresas para se Trabalhar, uma edição 
da revista Você S.A., publica um volume em que aponta uma seleção das melhores 
empresas para se trabalhar. As inscrições são realizadas pelas próprias empresas que 
têm interesse em serem avaliadas e ocorrem todos os anos em fevereiro. Questionários 
são preenchidos por funcionários selecionados aleatoriamente, é feita uma pré-
classificação e as em- presas classificadas recebem visita in loco.
Os dados apurados são processados e, anualmente, em setembro, são publicados. A 
pesquisa é realizada em parceria com a Fundação Instituto de Administração vinculada 
à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São 
Paulo. Vale a pena conhecer os critérios que conduzem à seleção das melhores 
empresas para se trabalhar. Para saber mais, visite o site: <http://vocesa.abril. com.
br/melhoresempresas/>.
NÃO DEIXE DE LER...
Considerando-se o conteúdo que acabamos de ver, quais princípios da Abordagem 
Comportamentalista pode-se verificar no setor de telemarketing?
Se você considerou a necessidade de motivação e a relevância do exercício efetivo 
de liderança para manutenção e aumento da produtividade – mesmo após o ápice 
de produtividade do funcionário alcançado, em média, após seis meses de atividade 
– pôde constatar que os conceitos de relações humanas e comportamentalistas estão 
presentes e sua inclusão nas práticas administrativas é necessária.
A Softway Telemarketing adotou a estratégia de oferecer, em parceria com uma 
instituição de Ensino Superior de São Paulo, um curso superior aos seus operadores 
justamente após completarem seis meses no exercício da função. A intenção da 
empresa era motivá-los a partir do suprimento da necessidade de estima e realização.
NÓS QUEREMOS SABER!
2.4 Abordagem Neoclássica
Antes de avançar na compreensão da Abordagem Neoclássica, é preciso destacar que é 
possível, na condução da disciplina de Modelos de Gestão, abordar as Escolas, Teorias ou 
Abordagens adotando duas metodologias. Uma delas é a obediência rigorosa à linha do 
tempo, e a outra opção é criar algumas conexões diferenciadas que permitam o encadeamento 
das Escolas.
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Abordagens
Clássicas
Relações Humanas
Teoria
Comportamental
Abordagem
Sistêmica
Teoria
Estruturalista
Teoria Neoclássica
Linha do tempo
Década 1910 Década 1930 Década 1950 Década 1960
Teoria da
Burocracia
Figura 5 – Cronologia da Abordagem Administrativa.
Fonte: Elaboração própria (2009).
Optamos pela segunda metodologia. A figura 5 ajuda a relembrar a ordem cronológica do 
surgimento das Escolas.
Afinal, existe diferença entre os termos: abordagem, escolas e teorias? Não. Os termos 
têm o mesmo significado e são intercambiáveis. Alguns estudiosos preferem um termo 
em detrimento do outro por julgarem que são mais ou menos relevantes. Mas, em 
síntese, podem ser adotados indistintamente.
NÓS QUEREMOS SABER!
A Abordagem Neoclássica ganha contornos na década de 1950, quando o crescimento de 
empresas conduziu ao surgimento de grandes conglomerados e passou-se a demandar mais da 
administração, suplantando as questões relacionadas à produtividade e ao chão de fábrica. 
É nesse contexto que emergem conceitos e técnicas para estruturar as empresas. A Abordagem 
Neoclássica é também um fruto do resgate das contribuições da Abordagem Clássica, 
adaptadas às condições da época, como reação à influência crescente das ciências do 
comportamento.
Enquanto o foco da abordagem clássica foi a divisão do trabalho, considerando que o 
crescimento da organização requer mais especialização por parte das unidades organizações 
componentes, os engenheiros da Administração Científica preocuparam-se com o 
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nível operacional e com os métodos de trabalho e os processos operacionais. A Teoria 
Neoclássica serve de complemento a essas duas teorias, com novas abordagens acerca da 
departamentalização e da estruturação organizacional.
A principal característica da Abordagem Neoclássica reside na ênfase nos aspectos práticos e 
instrumentais da Administração, e no detalhamento de como fazer e melhor praticar as funções 
de planejar, organizar, dirigir e controlar.
Alguns autores, com contribuições anteriores àquelas consideradas mais relevantes, são 
considerados os precursores da Abordagem Neoclássica.
•	 Daniel McCallum (1815 – 1878): desenhou o primeiro organograma em forma de 
árvore da Ferrovia Erie.
•	 Harrington Emerson (1853 – 1931): definiu princípios de linha e assessoria, 
implantados em ferrovias e siderúrgicas. A proposição de Emerson era que cada 
assunto importante fosse estudado profundamente por especialistas ou assessores e 
que os executivos de linha contassem com o conhecimento e apoio dessa assessoria. 
A função da assessoria era planejar e orientar, mas não realizar o trabalho, que 
continuava como responsabilidade dos executivos de linha.
Alguns empresários e executivos também contribuíram com suas práticas para a Escola 
Neoclássica.
•	 Pierre du Pont (1870 – 1954): criou na DuPont e General Motors (GM) 
departamentos funcionais e implantou a estrutura organizacional hierárquica e 
centralizada em 1904, descentralizando-a em 1921, quando conferiu autonomia aos 
gerentes.
•	 Alfred Sloan (1875 – 1966): originário de uma das empresas do conglomerado 
GM, foi levado à GM por William Durant, na época Presidente da GM. Em 
seguida, sucedeu Durant na presidência da empresa com a árdua missão de tirá-
la da bancarrota em que se encontrava. Sloan recomendou a reformulação da 
estrutura organizacional baseada em critérios de profissionalização, sistematização e 
orientação para objetivos e resultados. Pregava a autonomia da maioria das unidades 
de negócio e inovou criando divisões de carros, acessórios, peças, entre outros. 
Exigia relatórios periódicos para avaliar se os objetivos propostos estavam sendo 
alcançados.
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Você sabia que a DuPont inicialmente era uma fabricante de pólvora e que apenas 
mais tarde expandiu sua atuação para a área química? E que Pierre du Pont 
desenvolveu técnicas contábeis e de previsão de mercado, adotou estratégias de 
diversificação e introduziu o princípio de retorno sobre o investimento? Pierre du 
Pont também investiu na GM, em 1920, no período em que assumiu o comando da 
empresa ao lado de Sloan, cargo que exerceu até 1924.
Você sabia que Sloan criou o conceito de administração por objetivos, que mais tarde 
foi cunhado por Peter Drucker? E que suas ideias foram implementadas na década 
de 1920, mas divulgadas amplamente apenas quando escreveu suas memórias, na 
década de 1960?
Você sabe o que significa truste? É uma forma de oligopólio na qual as empresas 
constituem uma única organização com intuito de dominar a oferta de produtos e/ou 
serviços. As ligações entre a DuPont e a GM levaram o governo americano a acusá-las 
de truste. O processo arrastou-se até a década de 1960 e, em 1961, Du Pont vendeu 
suas ações da GM.
NÓS QUEREMOS SABER!
Depois de DuPont e Sloan, a estruturação