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Apostila de Subtálamo e Epitálamo

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Curso Intensivo de Neuroanatomia 
NeuroMed – Leonardo R. Moraes – Lucas P. Reichert 
 
1. SUBTÁLAMO E EPITÁLAMO 
 
1.1. INTRODUÇÃO 
 
Constituem os dois últimos órgãos do diencéfalo. 
Enquanto o subtálamo possui função predominantemente 
motora, o epitálamo possui funções límbicas e endócrinas. 
 
1.2. REVISÃO DA ANATOMIA MACROSCÓPICA 
 
O subtálamo encontra-se entre o mesencéfalo e o diencéfalo. É um órgão pequeno, 
dividido em duas porções: zona incerta, área pouco definida que recebe fibras do núcleo 
rubro, substância negra do mesencéfalo e da formação reticular; e os dois núcleos 
subtalâmicos logo abaixo. 
 
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Já o epitálamo, órgão mais posterior do 
diencéfalo, contém duas estruturas: as habênulas e 
a glândula pineal. As habênulas, 
macroscopicamente, são divididas em trígono das 
habênulas e a comissura das habênulas, que une 
os dois trígonos. É interessante notar que a estria 
medular do tálamo termina no ápice do trígono das 
habênulas. A glândula pineal, por sua vez, é um 
órgão neuroendócrino responsável pela produção e secreção do hormônio melatonina. 
 
1.3. SUBTÁLAMO 
 
A principal estrutura estudada no subtálamo é o núcleo subtalâmico, já que a zona 
incerta possui funções ainda pouco conhecidas. 
O núcleo se conecta ao globo pálido, formando o circuito pálido-subtálamo-palidal, 
fundamental para a regulação da motricidade. Lesões causam hemibalismo: movimentos 
involuntários e de grande amplitude de uma articulação proximal dos membros (ombro, 
quadril, etc.). 
 
1.4. EPITÁLAMO 
 
Como dito anteriormente, o epitálamo contém as habênulas, relacionadas ao 
sistema límbico, e a glândula pineal, relacionada ao sistema endócrino. As habênulas 
regulam o nível de dopamina da via mesolímbica. Já a pineal é a responsável pela 
produção do hormônio melatonina. 
 
a. GLÂNDULA PINEAL 
É uma pequena glândula, com o formato de uma ervilha, que fica sobre a comissura 
das habênulas. Costuma calcificar com a idade, tornando-se radiopaca à tomografia. 
Contém células neuroendócrinas chamadas pinealócitos, que produzem a melatonina 
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com base no neurotransmissor serotonina. Devido ao alto fluxo sanguíneo, e à presença 
de capilares fenestrados, ela não possui barreira hematoencefálica. É inervada por fibras 
pós-ganglionares simpáticas vindas do gânglio cervical superior, que entram pelo plexo 
carotídeo. 
A melatonina começa a ser produzida a partir de sinais ativados pela noradrenalina 
das fibras simpáticas, principalmente durante a noite, onde têm atividade máxima. É 
regulada pelo núcleo supraquiasmático do hipotálamo. Tal hormônio tem as seguintes 
funções: 
 Regulação do ciclo sono-vigília. 
 Inibição das gônadas. 
 Regulação da insulina, inibindo a secreção de insulina. 
 Regulação da apoptose. 
 Ação antioxidante. 
 Regulação do sistema imune. 
 
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REFERÊNCIAS 
 
MACHADO, A. Neuroanatomia Funcional. 3 ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Atheneu, 
2013. 
NETTER, F.H. Atlas de Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.