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EMPREENDEDORISMO NO BRASIL Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Tecnologia em Processos Gerenciais (ADM63) – Empreendedorismo 15/08/2017 RESUMO Este trabalho apresenta o Empreendedorismo no Brasil, através de uma breve análise histórica, conceituação do que é ser empreendedor e empreendedorismo, e uma observação da situação atual do empreendedorismo no Brasil, onde pode-se concluir que um dos fatores que ainda motiva o empreendedorismo no Brasil é a necessidade de emprego e como o povo brasileiro é muito criativo muitos se aventuram em ser proprietários dos seus negócios, porem sem possuir todas as habilidades de um empreendedor, e que pela falta de preparo e do fato de realmente não serem empreendedores acabam fechando o negócio pouco tempo após a sua abertura, ou seja muitos são visionários mas nem todos estão aptos a empreender a visão. Palavras-chave: Empreendedor; Empreendedorismo no Brasil; Perfil Empreendedor 1 INTRODUÇÃO Conceitualmente se falando de empreendedorismo todas as pessoas acham que sabem o que é empreendedorismo, e muitas pessoas se dizem empreendedoras ou ter capacidade de empreender e mais ainda muitas pessoas tem o desejo de serem empreendedoras. O Empreendedorismo no Brasil teve uma ascensão na década de 90, que juntamente com a privatização de muitas estatais e abertura de mercado interno para concorrência externa. Com esses fatos e o desenvolvimento muitos brasileiros ousaram ser empreendedores, mas o que realmente é empreendedorismo, e qual a situação do empreendedorismo no Brasil, este é o foco deste trabalho, buscando conceituar o que é ser empreendedor, o histórico, e apresentar a situação atual no Brasil. 2 HISTÓRICO DO EMPREENDEDORISMO A palavra empreendedor (entrepreneur) surgiu na França por volta dos séculos XVII e XVIII, com o objetivo de designar aquelas pessoas ousadas que estimulavam o progresso econômico, mediante novas e melhores formas de agir. Entretanto, foi o economista francês Jean-Baptiste Say, que no início do século XIX conceituou o empreendedor como o indivíduo capaz de mover recursos econômicos de uma área de baixa para outra de maior produtividade e retorno. Mais tarde, o austríaco Joseph Schumpeter, um dos mais importantes economistas do século XX que definiria esse indivíduo como o que reforma ou revoluciona o processo “criativo-destrutivo” do capitalismo, por meio do desenvolvimento de nova tecnologia ou do aprimoramento de uma antiga – o real papel da inovação. Esses indivíduos são os agentes de mudança na economia. Posteriormente, Peter Ferdinand Drucker, considerado “o pai da administração moderna”, é que amplia a definição proposta por Jean-Baptiste Say, descrevendo os empreendedores como aqueles que aproveitam as oportunidades para criar as mudanças. Os empreendedores não devem se limitar aos seus próprios talentos pessoais e intelectuais para levar a cabo o ato de empreender, mas mobilizar recursos externos, valorizando a interdisciplinaridade do conhecimento e da experiência, para alcançar seus objetivos. O conceito de empreendedorismo está também muito relacionado aos pioneiros da alta tecnologia do Vale do Silício, na Califórnia. Ainda nos EUA, o Babson College tornou-se um dos mais importantes pólos de dinamização do espírito empreendedor com enfoque no ensino de empreendedorismo na graduação e pós-graduação, com base na valorização da oportunidade e da superação de obstáculos, conectando teoria com a prática, introduzindo a educação para o empreendedorismo através do currículo e das atividades extracurriculares. É notória a atual ênfase dada ao empreendedorismo e a inovação como temas centrais nas melhores Universidades Norte-Americanas. Século XVII Os primeiros indícios de relação entre assumir riscos e empreendedorismo ocorreram nessa época, em que o empreendedor estabelecia um acordo contratual com o governo para realizar algum serviço ou fornecer produtos. Richard Cantillon, importante escritor e economista do século XVII, é considerado por muitos como um dos criadores do termo empreendedorismo, tendo sido um dos primeiros a diferenciar o empreendedor (aquele que assume riscos), do capitalista (aquele que fornecia o capital). Século XVIII Nesse século o capitalista e o empreendedor foram finalmente diferenciados, provavelmente devido ao início da industrialização que ocorria no mundo, através da Revolução Industrial. Século XIX e XX No final do século XIX e início do século XX, os empreendedores foram frequentemente confundidos com os administradores (o que ocorre até os dias atuais), sendo analisados meramente de um ponto de vista econômico, como aqueles que organizam a empresa, pagam empregados, planejam, dirigem e controlam as ações desenvolvidas na organização, mas sempre a serviço do capitalista. (WIKIPÉDIA:2009) 3 EMPREENDEDORISMO O conceito de empreendedorismo é muito subjetivo e recente, a palavra empreendedorismo foi utilizada pelo economista Joseph Schumpeter em 1950, como sendo uma pessoa criativa e capaz de fazer sucesso com inovações, e este conceito vem sendo modificado até hoje, sendo que uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso de empreendedorismo, Robert Hirsch, segundo ele, empreendedorismo “[...]“é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal”. (WIKIPÉDIA:2009) Empreendedor é o termo utilizado para qualificar, ou especificar, principalmente, aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de se dedicar às atividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos – mercadorias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento. É o profissional inovador que modifica, com sua forma de agir, qualquer área do conhecimento humano. Também é utilizado – no cenário econômico - para designar o fundador de uma empresa ou entidade, aquele que construiu tudo a duras custas, criando o que ainda não existia. (WIKIPÉDIA:2009) 4 PERFIL EMPREENDEDOR Atualmente há duas linhas a respeito do empreendedor: primeira afirma a existência do empreendedor nato, aquela pessoa que nasce com as aptidões necessárias para inovar com sucesso, a segunda afirma que o empreendedor se trata de um ser social que influenciado pelo meio em que vive, a formação empreendedora pode acontecer por influencia familiar, estudo, formação, prática entre outras que acaba desenvolvendo a habilidade de empreender no indivíduo. Independente das linhas que fazem surgir um empreendedor, o resultado e a diferença entre uma pessoa empreendedora e outra que não é empreendedora, está na disposição de assumir riscos e nem todos têm esta disposição. Quem tem perfil empreendedor assume riscos e seu sucesso está na capacidade de conviver com eles e sobreviver a eles [...]Gerber (2004), apresenta algumas diferenças dos três personagens que correspondem a papéis organizacionais, quais sejam: a) o Empreendedor, que transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional, é visionário, sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados; b) o Administrador, que é pragmático, vive no passado, almeja ordem, cria esquemas extremamente organizados para tudo;c) o Técnico, que é o executor, adora consertar coisas, vive no presente, fica satisfeito no controle do fluxo de trabalho e é um individualista determinado. (WIKIPÉDIA:2009) Novas habilidades vêm sendo exigidas dos profissionais para poderem enfrentar a globalização com responsabilidade, competência e autonomia, atualmente em qualquer área de atuação há necessidade de ser empreendedor, para se manter no mercado. As habilidades requeridas de um empreendedor podem ser classificadas em 3 áreas: Técnicas: envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações, ser organizado, saber liderar e trabalhar em equipe. Gerenciais: incluem as áreas envolvidas na criação e gerenciamento da empresa (marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada de decisão, planejamento e controle). Características pessoais: uma pessoa empreendedora precisa ter características diferenciadas como: originalidade, ter flexibilidade, facilidade nas negociações, tolerar erros, ter iniciativa, ser otimista, ter auto-confiança ter intuição, ser visionário para negócios futuros, é um administrador, necessita ter conhecimentos administrativos, ter uma política para a empresa, ter diligência, prudência e comprometimento. Além disso ainda necessita ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia, persistente, ter iniciativa, coragem, humildade e principalmente ter paixão pelo que faz. “Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até pouco tempo atrás. [...]” (WIKIPÉDIA:2009) Um empreendedor acredita que o modelo atual pode ser melhorado. Ele compreende que não será nada fácil traduzir esta frase em resultados e por isso, é a primeira pessoa a aceitar o desafio de mudar e a se responsabilizar caso algo falhe na trajetória do empreendimento, empreendedores gostam de mudanças e adoram não como resposta 4 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL O empreendedorismo no Brasil ganhou força na década de 1990, durante a abertura da economia e conforme a Global Entrepreneurship Monitor GEM, instituição criada pela London Business School e pelo Babson College de Boston (EUA), O Brasil participa desde 2000, através do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Paraná (IBPQ), Na sua primeira avaliação, junto com outros 21 países, o Brasil foi classificado como a primeira nação em iniciativa empreendedora, já no ano seguinte com 28 países participando da pesquisa, o Brasil ficou em quinto lugar. GEM 2005 figurou entre as nações onde mais se iniciaram empresas. O País registrou uma taxa de empreendimentos na ordem de 11,3%, ficou na sétima posição na pesquisa. Isso mostra o espírito empreendedor do povo brasileiro. (O Caminho para o Sucesso: 2007) GEM 2008 O Brasil (12,02%) é o terceiro mais empreendedor entre os países que fazem parte do G-20, atrás apenas da Argentina (16,5%) e do México (13,1%) O uso adequado da informação conduz ao conhecimento. O conhecimento bem aplicado leva ao sucesso. Ao contrário do que se houve, não é a carga tributária, tampouco a necessidade de crédito os principais responsáveis pelo fechamento de uma empresa. A falta de planejamento somado ao desconhecimento do negócio são fatores que, com mais freqüência, levam ao empreendedor a encerrar a atividade. Assim, as informações constituem-se num valioso instrumento para planejar e coordenar as políticas administrativas salutares a qualquer tipo de empreendimento. (O Caminho para o Sucesso: 2007) No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm formação superior e 30% sequer concluíram o ensino fundamental, enquanto que nos países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de empreendedorismo por oportunidade. (WIKIPÉDIA: 2009) O sucesso parece óbvio, mas não é. Para se obter sucesso empresarial se faz necessário planejar bem, definir objetivo e metas, saber com clareza onde, quando e como chegar ao resultado esperado. Estudos demonstram que se constitui erro grave focar diversas direções e esperar acertar no alvo, sendo assim, conclui-se que o melhor a fazer é concentrar-se nas metas do planejamento estratégico e organizacional. Isso porque potencializa a qualificação, significando uma ampliação concreta das perspectivas, não só pela natureza dos eventos, mas pela possibilidade sistemáticas que favoreçam estratégias multisetoriais. O empreendedor visa crescer, atrair consumidores e ganhar o mercado. Mas crescer exige planejamento e uma boa base de sustentação. O crescimento descontrolado pode ser fatal à sobrevivência de um empreendimento. . (O Caminho para o Sucesso: 2007) Além disso, o levantamento diferencia os empreendedores em função de sua motivação para desenvolver um negócio próprio, se por necessidade ou espírito empreendedor. "Verifica-se que, nos países de renda per capita mais alta, para cada nove empresários que tocam um negócio por oportunidade, apenas um é por necessidade. Na média dos países mais pobres, essa relação é de três por motivação para cada um que tem a real necessidade de um negócio próprio para sobreviver. No Brasil há um empate nesse quesito, mas o que preocupa é que a maioria empreende por sobrevivência", explicou o consultor sênior da GEM no Brasil, Marcos Schlemm. A descontinuidade dos negócios, bem como os motivos que levam uma empresa a ser fechada, foram analisados na pesquisa de 2006. A média global de fechamento totaliza 3,8% das empresas. Em relação aos fatores que inibem o empreendedorismo no Brasil, cerca de 70% das menções feitas por especialistas ouvidos pela GEM concentram-se em três condições: políticas governamentais, especialmente a elevada tributação e o excesso de burocracia; apoio financeiro, como a dificuldade de acesso a crédito e política de juros altos; e educação e treinamento, por não explorar o tema empreendedorismo no ensino formal. Já os empreendedores têm dificuldade de obter não apenas informações sobre legislação, políticas públicas e linhas de crédito, como também acesso ao próprio crédito para investimento. De acordo com o mesmo estudo, 56% dos empreendedores entrevistados têm como fonte de recursos os parentes próximos e 53,6% utilizam dinheiro próprio. No mais, daqueles que fecharam suas empresas, 31% alegaram excessiva competição e falta de clientes, ao passo que 9,7% informaram ter arrumado um bom trabalho.(DATT: 2007) 5 CONCLUSÃO Ao término deste estudo consideramos que empreendedorismo é a capacidade criativa de inovar com sucesso e manter-se no mercado, e como foi observado o Brasil um pais que pode ser considerado como um empreendimento que está em desenvolvimento, e como pode se observar o empreendedorismo é recente em todo o mundo associado ao fato de ser um pais em desenvolvimento, um dos fatores que motiva o empreendedorismo é a necessidade de emprego e como o povo brasileiro é muito criativo muitos se aventuram em ser proprietários dos seus negócios, porem sem possuir todas as habilidades de um empreendedor, e que pela falta de preparo e do fato de realmente não serem empreendedores acabam fechando o negócio pouco tempo após a sua abertura, ou seja muitos são visionários mas nem todos estão aptos a empreender a visão. 6 REFERÊNCIAS O Caminho para o Sucesso, 2007, Disponível em: < http://www.webartigos.com/articles/1121/1/ empreendedorismo-no-brasil/pagina1.html> Acessado em: 21 mar 2009DATT, Felipe. Brasil é destaque em empreendedorismo. 2007, Deponível em <http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=13657> Acesso em: 21 mar 2009. WIKIPÉDIA. Enciclopédia eletrônica. Disponível em:< http://pt.wikipedia.org/wiki/ Empreendedorismo >.Acesso em 21 de março de 2009.