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MECÂNICA DOS SÓLIDOS II Prof. Judas Tadeu Gomes de Sousa Analisaremos o movimento absoluto plano geral de um corpo rígido Estudaremos a velocidade relativa entre os pontos que formam o corpo rígido que esta em movimento; Introduziremos o conceito de centro instantâneo de velocidade nula. Estudaremos a aceleração relativa entre os pontos que formam o corpo rígido que esta em movimento O movimento plano geral é uma composição de uma translação e uma rotação Observe o movimento no plano de uma placa fina: ◦ Ela translada em seu plano mas também gira em torno de um eixo que passa por um ponto base A: Conclusão: ◦ Conhecida as características geométricas do corpo seu movimento pode ser completamente definido com base: No movimento de partícula do ponto base A: posição, velocidade e aceleração de A. Na rotação da linha fixa AB dentro do corpo em torno do ponto base: posição angular, velocidade angular e aceleração angular. Vamos então analisar a influência individual da translação e rotação sobre o movimento. Para isso, definimos dois sistemas de referência: ◦ Coordenadas x-y: fixo e mede a posição absoluta do corpo; ◦ Coordenadas x’-y’: fixado no ponto base A, cujo movimento é conhecido. Posição ◦ O vetor de posição rA mostrado na figura especifica a localização do ponto base A e o vetor rB/A localiza o ponto B em relação ao ponto A. Vetorialmente o vetor do ponto B seria: ABAB /rrr Deslocamento (Translação+Rotação) ◦ Durante o intervalo de tempo dt, os pontos A e B deslocam-se de drA e drB. Podemos considerarmos que esse movimento como uma composição de uma translação e uma rotação, ou seja: A de tornoem rotação à devido / A de translação à devido ãoa translaç e rotação à devido ABAB ddd rrr Velocidade ◦ Para se determinar a relação entre as velocidades dos pontos A e B é necessário dividir a equação do deslocamento por dt, portanto: dt d dt d dt d ABAB /rrr ◦ Portanto a velocidade do pontos B é igual a velocidade do ponto A mais a velocidade de rotação do ponto B em torno de A ◦ Onde: vB = velocidade do ponto B; vA = velocidade do ponto A; vB/A = velocidade de rotação ponto B em relação a A. ABAB /vvv Como a velocidade relativa vB/A representa o efeito do movimento circular de B em torno de A, esse termo pode ser expresso pelo produto vetorial ◦ Onde: w = velocidade angular do corpo; rB/A = vetor de posição do ponto B relativamente a A. BAAB // rv w Finalmente podemos escrever então a equação para a velocidade do ponto B como: ABAB /rvv w Considere a situação onde escolhemos como ponto base A um ponto que no instante analisado apresenta velocidade nula, ou seja: ◦ Onde rCI é o vetor posição do ponto B em relação ao centro instantâneo de velocidade relativa CIABB AABAB rrv vrvv ww w / / 0 Analisemos a fotografia abaixo de uma bicicleta em movimento, nela podemos observar que os raios da roda próximos ao ponto de contato com o solo estão visíveis enquanto os raios distantes parecem borrados. Nesse caso, o CI está localizado no ponto de contato da roda no solo. CIB rv w A localização do CI pode ser feita mediante algumas considerações: ◦ Se conhecermos a velocidade vP de um ponto P do corpo e sua velocidade angular w, nesse caso o CI localiza-se num ponto da linha traçada perpendicularmente a vP, tal que a distância de P ao CI é igual a vP /w. ◦ Se forem dadas as direções de duas velocidades não paralelas vA e vB, podemos traçar a partir dos pontos A e B segmentos de reta perpendiculares a vA e vB, até sua interseção no CI ◦ Se ao contrário forem dadas as direções de duas velocidades paralelas vA e vB, a localização do CI é determinada por semelhança de triângulos. Observações: ◦ O centro instantâneo de velocidade nula somente pode ser usado para um dado instante, pois o corpo muda sua posição a todo momento; ◦ O lugar geométrico de todos os os CI’s de um corpo em movimento é denominado centrodo; ◦ Embora o CI possa ser usado para determinar a velocidade de qualquer ponto do corpo ele não tem aceleração nula portanto não pode ser usado para determinar as acelerações dos pontos do corpo. A equação que relaciona as velocidades de dois pontos de um corpo rígido em movimento plano geral podia ser escrita como: ◦ Onde: vB = velocidade do ponto B; vA = velocidade do ponto A; vB/A = velocidade de rotação do ponto B em relação a A ABAB /vvv Então a equação que relaciona as acelerações de dois pontos desse corpo rígido é obtida derivando-se no tempo a equação anterior, ou seja: ◦ Onde: aB = aceleração do ponto B, no sistema de eixos fixos; aA = aceleração do ponto A, no sistema de eixos fixos; aB/A = aceleração do ponto B em relação a A no sistema de eixos em translação como origem no ponto base. ABAB ABAB dt d dt d dt d / / aaa vvv Em relação a A o ponto B parece mover-se ao longo de um arco de circunferência com raio de curvatura rB/A. Sendo assim, a aceleração relativa pode ser expressa em termos dos componentes tangencial e normal, ou seja ◦ Onde: (aB)t= componente tangencial da aceleração; (aB)n= componente normal da aceleração; nABtABAB /// aaa Do estudo do movimento em torno de um eixo fixo, obtemos o valor do módulo das componentes tangencial e normal da aceleração relativa, ou seja ◦ Onde: α = aceleração angular do movimento de rotação; w= velocidade angular do movimento de rotação; rB/A = módulo do vetor de posição relativa B/A. B/AnB/AB/AtB/A rara 2e w Logo a equação para aceleração do ponto B pode ser escrita como: ◦ Onde: aB = aceleração de B; aA = aceleração de A; (aB)t= componente tangencial da aceleração relativa na direção perpendicular a rB/A ; (aB)n= componente normal da aceleração na direção de BA e sentido de B para A; nABtABAB // aaaa Portanto em qualquer instante a aceleração de B é determinada considerando que o corpo translada com aceleração aA e simultaneamente gira em torno do ponto base A com velocidade angular w e uma aceleração angular . Os componentes da aceleração relativa representam o efeito do movimento circular observado num referencial em translação com origem no ponto base A. sendo assim, podemos escrever a aceleração de B da seguinte forma: ABABAB / 2 / rraa w A fórmula da aceleração para o ponto B pode ser aplicada no estudo do movimento acelerado de um corpo rígido que está articulado, nesse caso considera-se que os pontos coincidentes possuem a mesma aceleração. Se dois corpos fizerem contato entre si sem haver escorregamento e os pontos de contato moverem-se em trajetórias diferentes os componentes tangenciais da aceleração são iguais mas os componentes normais serão diferentes. A manivela CB oscila em torno de C através de um arco limitado, obrigando a manivela AO a oscilar em torno de O. Quando o mecanismo passa pela posição mostrada com CB horizontal, a velocidade angular CB é de 2 rad/s no sentido anti-horário. Para esse instante, determine as velocidades angulares de OA e AB. Cada uma das barras deslizantes A e B se acopla na sua borda respectiva dasduas rebitadas sem deslizar. Determine o módulo da velocidade do ponto P para a posição indicada.