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Apostila Perícia Papiloscópica

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Caros alunos e alunas, 
 
Sejam bem-vindos ao curso de “Perícia Papiloscópica em Identificação Humana”. O presente curso 
abrange informações básicas sobre a identificação humana, principalmente no que diz respeito à ciência 
intitulada “Papiloscopia” e detalhes técnicos da perícia papiloscópica. O conteúdo foi trabalhado visando 
contribuir para a formação dos profissionais de segurança pública, tendo por foco a sua atuação para o sucesso 
do processo investigativo baseado na produção da prova. As principais áreas envolvidas são os documentos 
de identificação, as perícias em locais de crime e em laboratórios, as quais visam a determinação da autoria 
delitiva, e a perícia necropapiloscópica, que tem por objetivo a identificação cadavérica. 
Trata-se de um curso básico que pretende cercar os profissionais de cuidados a serem adotados no 
contexto do exame de corpo de delito, auxiliando os peritos e colaborando com boas práticas para o sucesso 
de investigações em que a identificação humana seja etapa fundamental. 
É importante salientar que o presente curso não substitui quaisquer cursos presenciais desta 
instituição, principalmente os cursos voltados para a capacitação profissional na realização dos exames periciais 
papiloscópicos e necropapiloscópicos em que o grau de complexidade e as práticas supervisionadas possuem 
nível técnico-científico elevado. 
Seu propósito principal é conscientizar a todos os envolvidos na cadeia de custódia da prova pericial a 
adotarem a conduta adequada quando da preservação de locais de crime, tendo cuidados essenciais com 
suportes e objetos envolvidos em um crime que venham a ser analisados pela equipe pericial. 
Com o objetivo de auxiliá-lo em seus estudos recomendamos que consultem, sempre que precisarem, 
o glossário de termos de técnicos. 
Desejamos um bom curso a todos! 
 
Objetivos do curso 
Ao final do curso, você será capaz de: 
• Compreender os principais métodos de identificação e sistemas biométricos. 
• Conhecer a legislação referente à identificação humana. 
• Descrever os princípios fundamentais da Papiloscopia. 
• Identificar os elementos técnicos da perícia papiloscópica em locais de crime, laboratório e da perícia 
necropapiloscópica. 
• Enumerar os cuidados essenciais para a preservação dos vestígios e auxílio da equipe de perícia. 
 
 
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Estrutura do curso 
Este curso está dividido nos seguintes módulos: 
• Módulo 1 – Identificação humana e a perícia papiloscópica. 
• Módulo 2 – Métodos científicos de identificação humana. 
• Módulo 3 – Sistemas biométricos. 
• Módulo 4 – Perícia Papiloscópica: exercício dos Direitos Humanos à persecução penal. 
• Módulo 5 – Legislação aplicada à papiloscopia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Apresentação do módulo 
 
Neste módulo você estudará os conceitos básicos sobre identificação humana, sua importância 
para as relações sociais e a contribuição dos métodos de identificação utilizados para a individualização de 
pessoas. 
 Vamos lá! 
 
Objetivo do módulo 
 
Ao final do estudo deste módulo, você será capaz de: 
 
• Definir identidade e identificação humana; 
• Diferenciar os tipos de identificação; 
• Identificar os critérios técnico-científicos necessários para a identificação humana. 
 
Estrutura do Módulo 
 
Este módulo é composto pelas seguintes aulas: 
 
• Aula 1 – Identificação humana: importância social; 
• Aula 2 – Abordagem técnico-científica da identificação humana. 
 
 
Aula 1 – Identificação humana: importância social 
 
Você já se perguntou o motivo de você ser alguém único? 
Quais razões permitem definir o “eu” como sendo diferente do “outro”? 
Nesta aula serão tratados assuntos para contribuir com a sua resposta. 
 
 
MÓDULO 
1 
INTRODUÇÃO À IDENTIFICAÇÃO HUMANA 
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1.1. Indicadores sociais da identificação 
 
O cenário social atual traz consigo uma série de ações voltadas para a segurança individual e 
nacional. Como consequência disso, há a necessidade de desenvolvimento e estabelecimento de métodos 
seguros e confiáveis que visam à verificação e determinação da identidade das pessoas (THOMPSON & BLACK, 
2006). 
 
Saiba mais 
Diferença entre Identidade e Identificação 
 
Identidade pode ser definida como um conjunto de características e qualidades que torna uma 
“entidade” singular, definível e reconhecível, tornando-a diferente de outras. 
Já a identificação baseia-se na comparação entre dois grupos de dados visando estabelecer a 
probabilidade de pertencerem a um mesmo indivíduo, determinando a sua identidade. 
 
A identidade é considerada um direito humano pela Convenção das Nações Unidas para o direito 
da Criança. A citada Convenção prega que, ao nascerem, todas as crianças têm o direito a um nome e sua 
individualidade reconhecida (BONASSO, 2001). Esse direito pode ser amplamente definido como o interesse 
pessoal em não ter as projeções sociais e externas de sua personalidade contrariada, negada ou desnaturalizada 
(THOMPSON & BLACK, 2006). 
Os paradoxos relacionados à determinação da identidade de pessoas têm sido objeto da curiosidade 
humana desde a sua existência e, por exemplo, são rotineiramente comentados em filmes, novelas e peças 
teatrais. No cenário real, esse interesse é despertado diante de casos de identificação incorreta de autores 
de crimes e devido às apropriações fraudulentas de identidade (falsidade ideológica e uso do documento 
falso*) com o objetivo de obtenção de alguma vantagem social, seja material ou comportamental (NEWMAN e 
McNALLY, 2005). 
* Falsidade Documental, art. 299 c/c De outras falsidades, art. 307. Código Penal. 
 
Por essa razão, tal apropriação indevida necessita de intervenção das ciências forenses para resolução 
do caso, pois a verificação técnico-científica da identidade se torna o aspecto mais relevante para análise da 
situação (THOMPSON e BLACK, 2006). 
Em muitas relações sociais, a determinação da identidade torna-se necessária, como por exemplo, para 
o exercício da cidadania e resoluções de crimes. 
Vários aspectos podem ser considerados para identificação, como os indicadores sociais (nome, 
nacionalidade, documentos públicos) e os indicadores biológicos utilizados para esse objetivo. A respeito 
deste último, você irá estudá-lo a seguir. 
 
1.2 Indicadores biológicos 
 
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Os indicadores biológicos se baseiam na unicidade corporal que fornece “assinaturas” biológicas 
que podem confirmar ou excluir a identidade com certeza significativa, inclusive após a morte por serem 
caracteres que persistem (THOMPSON e BLACK, 2006). 
 
Importante! 
Os caracteres biológicos persistem após a morte, contudo, para cada um haverá um lapso 
temporal de validade para uso como indicador da identidade. Ainda, o causador da morte pode alterá-
lo, inviabilizando-o como elemento de identificação. 
 
É interessante ressaltar que as variáveis biológicas usadas para a identificação (verificação da 
identidade) existem e se mantêm ao longo do desenvolvimento da vida da pessoa independentemente da 
identidade social. 
Exemplo: DNA, impressões digitais (TEMPLETON & LINACRE, 2014), tipo sanguíneo (MATSUBARA et 
al., 1996), dentre outros. 
 
Tais variáveis são geradas na concepção e persistem ao longo da vida sem sofrer alterações 
significativas que inviabilizam a identificação humana. Até quando se compara gêmeos idênticos, esses 
caracteres podem ser empregados com a finalidade de determinação