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Corregeroria Geral da Justica

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de trabalho, caso em que o perito, devolvendo os 
autos e os demais elementos que serão anexados, formulará requerimento dirigido 
neste sentido ao juiz do processo.1 
§ 2º Se a intimação for recusada pelo perito, o fato será certificado nos 
autos, para efeito de decurso de prazo e comunicação à vara de origem. 2 
§ 3º Os peritos devolverão os autos e os demais elementos diretamente ao 
setor de perícias acidentárias, para ulterior remessa à vara de origem, certificando-se 
a data.3 
§ 4º Os assistentes técnicos oferecerão seus pareceres no prazo comum 
de 10 (dez) dias após a apresentação e juntada do laudo aos autos, independente de 
intimação.4 
 
Art. 358. Até o 5º dia útil do mês subsequente, os ofícios de justiça das 
Varas de Acidentes do Trabalho elaborarão relação dos laudos apresentados, 
indicando os peritos por eles responsáveis, remetendo-a à Procuradoria Federal 
Especializada junto ao Instituto Nacional do Seguro Social. 
 
Art. 359. A perícia realizada em consultório, a assistência médica em 
audiência e a inspeção judicial obedecerão à mesma disciplina estabelecida para 
perícia do setor, naquilo que for compatível. 
 
Art. 360. As perícias ordenadas pelas Câmaras de Direito Público do 
Tribunal de Justiça e pela Corregedoria Geral da Justiça, no que couber, serão regidas 
pelo regramento previsto nesta Seção. 
 
Art. 361. Respeitadas as peculiaridades locais, aplicam-se, no que couber, 
os preceitos constantes desta seção às ações de acidente do trabalho que tramitam 
nas varas das comarcas do interior. 
 
 
1
 Prov. CGJ 6/96. 
2
 Prov. CGJ 6/96. 
3
 Prov. CGJ 6/96. 
4
 Prov. CGJ 6/96. 
 
Subseção I1 
 
Das Execuções Acidentárias 
 
Art. 361-A. Nos cumprimentos de sentenças proferidas nas ações por 
acidente do trabalho, o cálculo do valor da condenação será, salvo determinação 
judicial em contrário, apresentado pelo INSS. Em seguida abrir-se-á vista ao credor e, 
havendo concordância, o juiz determinará a expedição do necessário. Discordando o 
credor do cálculo do INSS e apresentando aquele que entender devido, observado o 
disposto no art. 534 do CPC, intimar-se-á o INSS para impugnar a execução, nos 
termos do art. 535 do CPC.2 
 
 
Seção VIII 
 
Do Centro de Visitas Assistidas do Tribunal de Justiça – CEVAT
3
 
 
 
Art. 362. O “CENTRO DE VISITAS ASSISTIDAS DO TRIBUNAL DE 
JUSTIÇA – CEVAT”, da Capital do Estado de São Paulo, funcionará no prédio situado 
na Rua Carlota Luiza de Jesus, nº 50-A, Tatuapé. 
 
Art. 363. O “CEVAT” prestará serviços de assistência e monitoramento nas 
visitas de crianças e adolescentes por seus genitores, decorrentes de ordem dos 
juízes das Varas de Família e Sucessões da Comarca da Capital. 
 
Art. 364. Os assistentes sociais e psicólogos judiciários das Varas de 
Família e das Sucessões do Foro Central e das Varas da Infância e da Juventude dos 
Foros Central e Regionais darão plantões aos sábados e domingos, no horário das 9h 
às 13h e das 13h às 17h. 
 
Art. 365. Os plantões serão realizados em turnos distintos, com a 
designação de dois assistentes sociais e dois psicólogos Judiciários para cada turno, 
mediante escala a ser elaborada pela Secretaria de Recursos Humanos – SRH. 
 
Art. 366. Competirá aos técnicos elaborarem relatório da visita realizada, 
consignando as intercorrências, na ficha individualizada de cada caso sob sua 
assistência ou monitoramento. 
 
Art. 367. O “CEVAT” prestará atendimento aos sábados e domingos, das 
9h às 12h45min e das 13h15min às 17h, fixando-se a sua capacidade máxima de 
atendimento em 12 (doze) casos por período. 
 
Art. 368. Ao regulamentarem a visita assistida, os juízes levarão em conta 
os quatro períodos de atividade do “CEVAT”. Recomenda-se que não se designem 
visitas em horários diversos dos períodos integrais de atividades, ou em períodos 
sucessivos. 
§ 1º Após se informar sobre os dias e horários disponíveis, o juízo 
encaminhará ofício padronizado ao “CEVAT”, instruído com cópias de eventuais 
estudos periciais ou psicossociais, manifestações do Ministério Público e da decisão 
que determinou a visita. 
 
1
 Prov. CG 47/2015. 
2
 Prov. CG 17/2016. 
3
 Provs. CSM 1107/2006 e CGJ 7/2006. 
 
§ 2º Recomenda-se que a cada período máximo de 06 (seis) meses, o 
juízo que determinou a visita assistida reavalie a necessidade de sua manutenção. 
 
Art. 369. O escrevente técnico judiciário designado para prestar serviços 
junto ao “CEVAT” será o responsável pelo controle do agendamento das visitas; 
recepção e montagem de pastas para cada visita agendada, que deverão ser 
arquivadas no local da visitação para consulta dos técnicos; comunicação ao juízo 
requisitante da confirmação do agendamento a ser assinada pelo juiz coordenador; 
remessa de relatórios a serem elaborados pelos técnicos, quando solicitados pelo 
juízo; comunicação ao juízo sempre que houver duas faltas consecutivas do visitante 
ou do visitado, ou de ambos; elaboração da lista de visitantes e visitados para controle 
de ingresso no “CEVAT”; e demais atividades necessárias para a boa administração 
do setor. 
 
Art.. 370. O “CEVAT” rege-se pelas seguintes normas: 
I - não é permitida a entrada antes do horário determinado para a visita; 
II - todos serão identificados, tanto na entrada quanto na saída dos 
períodos de visitas; 
III - as portas permanecerão fechadas durante o período das visitas; 
IV - o tempo de espera para o comparecimento do visitante ou do visitado 
é de 40 minutos; 
V - é vedado o ingresso de pessoa não autorizada judicialmente a realizar 
a visita. O detentor da guarda do visitado, ou quem o conduzir para a visita, não 
poderá permanecer no recinto; 
VI - é proibida qualquer atividade ou brincadeira que dificulte a observação 
do visitante ou do visitado pelos plantonistas; 
VII - a critério dos técnicos poderá ser interrompida a visita, fato que será 
comunicado ao juiz do processo no primeiro dia útil após o ocorrido; 
VIII - não é permitida a realização de festas com a presença de convidados 
ou organizadas por empresas especializadas nesse tipo de atividade. 
 
 
DOS OFÍCIOS DE JUSTIÇA CRIMINAL, DO JÚRI, DAS EXECUÇÕES CRIMINAIS E 
DA CORREGEDORIA DOS PRESÍDIOS E DA POLÍCIA JUDICIÁRIA 
 
 
Seção IX 
 
Dos Livros do Ofício de Justiça Criminal 
 
Art. 371. Além dos livros obrigatórios, os ofícios de justiça criminal 
possuirão o livro Liberdade Provisória com Fiança, com índice. 
 
Art. 372. As anotações relativas às condenações definitivas e às 
averbações do “sursis” serão lançadas no sistema informatizado oficial existente no 
ofício de justiça e comunicadas ao Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt 
(IIRGD).1 
Parágrafo único. Os livros de registro do rol dos culpados, empregados 
anteriormente à implantação do sistema informatizado, serão conservados por tempo 
indeterminado, admitindo-se, todavia, sua inutilização, desde que todos os dados 
deles constantes sejam anotados no sistema, de forma a possibilitar a extração de 
certidões. 
 
 
1
 Prov. CGJ 11/81 e Prov. CGJ 33/2012. 
 
Seção X 
 
Dos Inquéritos Policiais e dos Termos Circunstanciados 
 
Art. 373. É desnecessária a autuação do inquérito antes do oferecimento 
da denúncia. 
 
Art. 374. Após a distribuição, o inquérito policial será encaminhado, 
independentemente de prévio despacho, ao representante do Ministério Público, para 
a adoção das providências cabíveis. 
 
Art. 375. Em todos os pedidos de dilação de prazo, os autos serão 
encaminhados ao Ministério Público, independentemente de despacho e, após a sua 
manifestação, proceder-se-á