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distributividade nos benefícios, equidade no custeio, diversidade na base de financiamento e caráter democrático e descentralizado da administração, não as efetiva integralmente e em todas as políticas que compõem a proteção social. Se tem, dessa forma, um sistema híbrido de seguridade que conjuga universalidade com seletividade e exclusão. Posto isto, observa-se que a Saúde possui caráter universal, já a Assistência Social é de quem dela necessitar e, portanto, apresenta caráter seletivo, enquanto na Previdência Social permanece a lógica do seguro, dependente de prévia contribuição e relacionada e dependente do trabalho.
Uma das estratégias do Estado burguês para o enfrentamento da “questão social” reside na implantação das políticas sociais. 
No Brasil, esta estratégia começa a ser efetivada
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 a)
como consequência da institucionalização do Serviço Social.
 b)
devido à pressão dos sindicatos patronais.
 c)
a partir da crise estrutural do capitalismo da década de 1970.
 d)
mediante o reconhecimento das necessidades da população pobre.
 e)
com a emergência do capitalismo monopolista.
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Segundo José P. Netto (Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 5ª edição. São Paulo: Cortez, 2006), no capitalismo monopolista com a formação do operariado urbano-industrial e a consolidação do movimento operário, visando alcançar legitimação junto às classes operárias e percebendo o perigo iminente da questão social, o Estado burguês passa a responder às sequelas da questão social através de políticas sociais, incorporando demandas advindas dos trabalhadores e adquirindo consenso junto à eles. Tais políticas atendiam diretamente às requisições do capitalismo monopolista, o qual necessitava de preservar e ao mesmo tempo controlar a força de trabalho. Em alguns casos o Estado se antecipava nas respostas a algumas demandas para evitar futuros embates e conflitos de classe, o que gerava, inclusive, certo reconhecimento de representação perante as classes subalternas. Observa-se, deste modo, o peso de tais políticas para o desenvolvimento e consolidação do capital monopolista. É fato também que a análise das políticas sociais deve reconhecer que esta é uma via de mão dupla, ao passo que tais políticas são funcionais e necessárias para o estabelecimento da ordem no capitalismo e, de certo modo, compatíveis com esse sistema, mas elas são também fruto das lutas e reivindicações históricas dos trabalhadores. Portanto, no capitalismo monopolista o Estado deixa de intervir somente coercitiva e repressivamente nas expressões da questão social, passando a realizar também uma intervenção sistemática por meio das políticas sociais. Apesar de assumir o caráter público da questão social, o Estado ao executar aquelas políticas faz de forma fragmentada, atingindo somente suas refrações e reforçando a natureza privada da questão social.
O serviço social brasileiro, no contexto da ditadura militar, passou a experimentar um processo de renovação que modificou, substantivamente, o chamado serviço social tradicional. 
Sobre quais dimensões essas mudanças incidiram?
Parte superior do formulário
 a)
Na teoria social elaborada pela profissão
 b)
No lugar da profissão na divisão do trabalho
 c)No estatuto científico do serviço social
 d)
Nas condições de autonomia profissional
 e)
Nas práticas e nas concepções profissionais
O Serviço Social brasileiro, durante a autocracia burguesa no Brasil, passa por um processo de renovação da profissão. A própria autocracia e o quadro social, político e econômico gerado por ela, propiciaram o questionamento dos profissionais de Serviço Social acerca de sua prática e o resultado que ela produz. Desse modo, nesse contexto os assistentes sociais passam a repensar e revisar sua prática e atuação profissional, preocupar-se com o instrumental técnico e sua renovação. De acordo com José Paulo Netto (Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 17ª edição. Cortez, 2015) no processo de renovação emergem três principais concepções profissionais: 1) perspectiva modernizadora; 2) reatualização do conservadorismo e 3) intenção de ruptura.
Na década de 1960, no processo de renovação profissional, têm destaque dois documentos importantes, o Documento de Araxá e o Documento de Teresópolis. Eles são representativos da chamada perspectiva modernizadora. 
Apesar das diferenças entre suas formulações, qual o traço comum entre eles?
Parte superior do formulário
 a)
A problemática da participação do serviço social no processo de reprodução das relações sociais capitalistas
 b)
A relação do serviço social com a cientificidade e a dialética para a definição de modelos de atuação profissional
 c)
A natureza ideológica e política da profissão com ênfase nas possibilidades da cultura profissional
 d)
O desenvolvimento da consciência reflexiva no processo de ajuda psicossocial aos usuários
 e)
O esforço de conceber o serviço social como suporte e instrumento para as políticas de desenvolvimento
Segundo nos aponta José Paulo Netto (Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 17ª edição, Cortez, 2015) o processo de renovação do Serviço Social brasileiro resultou em três vertentes: 1) a perspectiva modernizadora; 2) a perspectiva de reatualização do conservadorismo e 3) a perspectiva de intenção de ruptura. No que concerne a primeira delas, a modernizadora, foram elaborados dois documentos que sintetizavam discussões e propostas de dois encontros da categoria profissional na época. São eles o Documento de Araxá e o Documento de Teresópolis, os quais apesar de apresentarem distintas e peculiares abordagens e características, possuíam em comum a busca pela adequação do Serviço Social para que o mesmo fosse funcional as políticas de desenvolvimento da autocracia burguesia, sem em nenhum momento questionar o ocorrido em abril. Esses documentos, conforme nos informa Netto (2015), estavam diretamente relacionados com a ideologia disseminada pela autocracia burguesia, como a de desenvolvimento, e deste modo a profissão era pensada como uma ferramenta que poderia contribuir na viabilização das políticas de desenvolvimento, isto é, como um suporte para tais políticas.
Na análise crítica do exercício profissional, o assistente social se encontra alienado de parte das condições imprescindíveis à realização do seu trabalho. 
Quem dispõe dos meios de trabalho necessários à efetivação dos programas e dos projetos de trabalho do assistente social é o(a)
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 a)
conselho federal
 b)
conselho regional
 c)
sindicato profissional
 d)
entidade empregadora
 e)
instituição universitária
O Serviço Social é uma profissão regulamentada como liberal no Brasil, no entanto, o assistente social não dispõe dos meios materiais e objetivos necessários para a realização de seu trabalho. Deste modo, esse profissional necessita vender sua força de trabalho em troca de uma remuneração para garantir sua sobrevivência. Assim, é necessária sua contratação por um empregador (Estado, empresas, ONGs, etc), sendo que este último é quem irá ofertar ao profissional os meios para realizar o seu trabalho, delimitando também a sua atuação e o seu trabalho. Então, o assistente social é subordinado ao seu empregador, no sentido de que ele (empregador) interfere e determina sua atividade laborativa, dando-lhe as condições para exercê-la, o que trará consequências também para as suas condições e relações de trabalho e autonomia profissional.
O profissional assistente social vem trabalhando em equipe multiprofissional, onde desenvolve sua atuação, conjuntamente com outros profissionais, buscando compreender o indivíduo na sua dimensão de totalidade e, assim, contribuindo para o enfrentamento das diferentes expressões da questão social, abrangendo os direitos humanos em sua integralidade, não só a partir da ótica meramente orgânica, mas a partir de todas as necessidades. De acordo