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da realidade social e elaborar a perícia, esta não como ação policialesca e/ou disciplinadora, deve articular com a rede, encaminhando, portanto, as partes para setores internos ou externos aptos a dar respostas aos problemas identificados. A mediação, neste caso, apresenta-se como a melhor opção para dar resolutividade a questão, considerando que não acarreta custos financeiros e desgaste emocional, como ocorreria no caso de um processo judicial. Tem sido comumente utilizada em situações de conflitos familiares e comunitários, buscando sempre promover o entendimento entre as partes, dar respostas mais rápidas e eficazes dentro das normas legais.
A orientação neoliberal assumida pelos Governos no Brasil nos últimos 25 anos repercutiu sobre as políticas sociais (notadamente aquelas vinculadas à Seguridade Social) e também sobre o exercício profissional do assistente social no âmbito dessas políticas. A partir da análise deste contexto, muitos autores vinculados à teoria crítica avaliam que há uma tendência à redefinição no próprio trabalho profissional do assistente social, que passa a ser requisitado para:
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 a)
gerir a pobreza através de critérios de elegibilidade para benefícios seletivos;
 b)
combater a desigualdade social por meio de políticas universais;
 c)
elaborar projetos de intervenção que visem a emancipação das populações carentes;
 d)
atuar junto aos movimentos sociais a fim de capacitá-los para o exercício da cidadania plena;
 e)
mobilizar entidades classistas para análise da conjuntura e reivindicação de direitos coletivos.
As transformações societárias rebatem sobre todas as categorias profissionais, entre elas a dos assistentes sociais, que possuem nas políticas sociais umlócus privilegiado de atuação. A partir da adoção ao neoliberalismo pelo Brasil na década de 1990, constata-se um retraimento do Estado em suas funções sociais, implicando na redução dos investimentos em políticas sociais universais e no retrocesso dos direitos sociais. O neoliberalismo propõe políticas sociais seletivas, focalizadas e pontuais, de "alívio" a pobreza extrema, pois não se tem a pretensão de erradicar a pobreza, apenas minimizá-la. Fato é que os assistentes sociais são demandados pela esfera estatal para atuar junto à essas políticas, realizando atividades de administração de recursos e implementação de serviços. Tais políticas possuem critérios rígidos de elegibilidade, já que a tônica neoliberal está em concordância com a exclusão e não com a inclusão. Desse modo, os assistentes sociais têm sido requisitados para administrar a pobreza por meio de políticas excludentes, paliativas e emergenciais.
Portanto, a letra A está correta, pois é a única alternativa que aponta as requisições feitas pelas políticas neoliberais ao assistente social. As demais alternativas (B, C, D, E) indicam estratégias de atuação que os assistentes sociais podem tecer diante desse contexto.
Cada vez mais o assistente social tem sido chamado a atuar em processos de planejamento, avaliação e gestão em âmbito federal, estadual e municipal. No entanto, não se deve confundir planejamento com plano, que se caracteriza por:
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 a)
compor um sistema integrado de benefícios, direitos, políticas e serviços destinados à cobertura das necessidades das populações;
 b)
ser um documento que indica um conjunto de projetos, cujos resultados permitem alcançar o objetivo maior de uma política pública;
 c)
empreender ações interventivas cotidianas, no sentido de promover a cidadania em populações mais carentes, a fim de proporcionar seu empoderamento;
 d)
conter estudos, análises situacionais ou diagnósticos necessários à identificação de pontos a serem contemplados, bem como objetivos, estratégias e metas;
 e)
constituir em instrumento de execução de empreendimentos específicos, destinados para as mais variadas atividades e pesquisa no espaço público e privado.
O processo de Planejamento possui distintas etapas, e entre elas tem-se a da planificação, conforme nos aponta Myrian Veras Baptista (Planejamento Social: intencionalidade e instrumentalidade, 2ª edição, editora: Veras, São Paulo, 2007). Esta etapa, da planificação, ocorre após a tomada das decisões, definidas considerando o contexto sócio-histórico e da instituição em que se atua. Assim, tem-se início a organização das atividades e das ações fundamentais que possibilitem atingir os resultados previstos. Nesse momento, as decisões são sistematizadas e expostas minuciosamente em documentos, que conforme a autora, encontram-se em níveis decrescentes de decisão, sendo eles: planos, programas e projetos. O plano, que é o documento mais importante no momento para respondermos à questão, diz respeito a toda a estrutura organizacional, isto é, ele possui um âmbito de abrangência maior com relação aos demais documentos (programas e projetos). É no plano que são organizados os objetivos e as metas, bem como observado a viabilidade e a compatibilidade dos mesmos. As estratégias também devem estar contidas nos planos, e para Baptista (2007), elas devem ser bem explicitadas, justificadas e operacionais, para que de fato possibilitem a exequibilidade do plano e o consentimento dos grupos e órgãos envolvidos. O plano também apresenta os estudos, análises situacionais ou diagnósticos, nos quais devem ser explicitados os principais pontos inerentes ao problema, além do conhecimento e dados acerca do mesmo, identificando os pontos a serem contemplados. Portanto, a alternativa correta é a letra D. Também é possível encontrar, na íntegra, o disposto na alternativa correta no texto de Joaquina Barata Teixeira (Formulação, administração e execução de políticas públicas. In: Serviço Social: Direitos Sociais e Competências Profissionais, Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009). É importante salientar, segundo Teixeira (2009), que o Plano, o Programa e o Projeto, nada mais são do que meios através dos quais o Planejamento se expressa.
Um casal está inscrito no Cadastro Nacional de Adoção há 11 meses, quando recebe a indicação de uma criança, segundo o perfil escolhido, para, em caso de aceitação, dar início aos procedimentos da adoção. Ocorre que durante esse período o casal se separou, e a requerente, ao dar conhecimento da situação à assistente social da Vara da Infância e Juventude, informa que seu desejo pela adoção está mantido e que, embora o ex-marido tenha desistido do projeto, tem plenas condições de assumir sozinha os deveres da maternidade. Acrescenta que a separação em nada afetou seu desejo de ser mãe e que, tendo conhecido a criança indicada, já o sente como filho, razão pela qual solicita que seja iniciado o processo de adoção. 
Mediante os novos fatos, a assistente social responsável pelo caso adota as seguintes providências:
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 a)
informa ao juiz os fatos que configuram a presente situação da requerente, através de relatório circunstanciado no qual sugere sua inclusão no próximo curso preparatório para adoção, conforme dispõe a Lei Nacional de Adoção (Lei nº 12.010/09) nos casos em que seja interesse da pessoa manter-se no Cadastro de Adotantes;
 b)
emite relatório circunstanciado ao juiz sobre a presente situação da adotante, informando que, tendo em vista as substanciais mudanças na vida familiar do casal cadastrado, providenciará sua exclusão do Cadastro de Adotantes, bem como a indicação do adotando ao próximo casal ou pessoa constante do referido cadastro;
 c)
informa ao Ministério Público a situação em presença, sugerindo a manutenção da requerente no Cadastro de Adotantes e a consequente abertura do processo de adoção da criança indicada, tendo em vista que a separação de casais não compromete o exercício da maternidade;
 d)
informa ao juiz a nova situação da adotante, através de relatório no qual sugere que o caso seja remetido à Equipe Técnica do Juízo para atualização dos estudos técnicos, com vistas a verificar se a separação do casal comprometeu de algum modo os requisitos