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APOSTILA 
 
CONTABILIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROF. ESP. EDSON CONCEIÇÃO JÚNIOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
Sumário 
Sumário ............................................................................................................................................ 2 
I PLANO DE ENSINO ................................................................................................................. 10 
II EMENTA ................................................................................................................................. 10 
III OBJETIVOS GERAIS ................................................................................................................. 10 
IV OBJETIVOS ESPECÍFICOS ........................................................................................................ 10 
V CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ................................................................................................ 10 
V.1.1 Campo de Atuação da Contabilidade .......................................................................... 10 
V.1.2 O Balanço Patrimonial ................................................................................................. 10 
V.1.3 Registros Contábeis que envolvem Ativo – Passivo – Patrimônio Líquido ................. 11 
V.1.4 Variações do Patrimônio Líquido ................................................................................ 11 
V.1.5 Introdução à Estrutura do Balanço Patrimonial .......................................................... 11 
V.1.6 Introdução à Estrutura da demonstração do Resultado do Exercício ........................ 11 
VI ESTRATÉGIAS DE TRABALHO ................................................................................................. 11 
VII AVALIAÇÃO ............................................................................................................................ 12 
VIII BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................................... 12 
VIII.1.1 Bibliografia Básica: ................................................................................................... 12 
VIII.1.2 Bibliografia Complementar: .................................................................................... 12 
IX A CONTABILIDADE E O USUÁRIO DA CONTABILIDADE .......................................................... 13 
IX.1.1 A CONTABILIDADE E O CONTADOR ............................................................................. 13 
O que seria Contabilidade? ....................................................................................................... 13 
X ESTUDO E CONTROLE DO PATRIMÔNIO................................................................................ 14 
X.1.1 Estudo e Controle do Patrimônio ................................................................................ 14 
X.1.2 Técnica de Gestão ....................................................................................................... 14 
X.1.3 A CONTABILIDADE NA HISTÓRIA ................................................................................. 15 
 
3 
 
História da Contabilidade em Relação ao Tempo ................................................................. 15 
Relação da Contabilidade com Práticas do Comércio ........................................................... 15 
X.1.4 EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA CONTÁBIL .............................................................................. 16 
Período Antigo ....................................................................................................................... 16 
Contabilidade nos Tempos da Bíblia ..................................................................................... 18 
X.1.5 Contabilidade no Período Medieval ............................................................................ 20 
X.1.6 Período Moderno ........................................................................................................ 22 
X.1.7 Período Científico ........................................................................................................ 23 
Escolas do Pensamento Contábil ........................................................................................... 23 
Primeira Escola – Escola Lombarda chefiada por Francisco Villa .......................................... 23 
Segunda Escola - Escola Toscana, chefiada por Giusepe Cerboni ......................................... 23 
Terceira Escola - Escola Veneziana, chefiada por Fábio Bésta .............................................. 23 
Escola Norte-Americana ........................................................................................................ 24 
X.1.8 A Contabilidade no Brasil ............................................................................................ 25 
XI A CONTABILIDADE NA TOMADA DE DECISÃO ....................................................................... 26 
XII OBJETIVOS E FINALIDADES DA CONTABILIDADE ................................................................... 27 
XII.1.1 USUÁRIOS DA CONTABILIDADE ................................................................................... 30 
XII.1.2 INFORMAÇÕES PRESTADAS PELA CONTABILIDADE .................................................... 30 
XIII Principais interessados nas Informações Contábeis .......................................................... 30 
XIV Exercícios de fixação ........................................................................................................... 30 
XV PATRIMÔNIO DA EMPRESA ................................................................................................ 30 
XV.1.1 Capital próprio ............................................................................................................. 31 
XV.1.2 Capital de terceiros ..................................................................................................... 32 
XVI Exercícios de fixação ........................................................................................................... 32 
XVII CONTAS CONTÁBEIS ........................................................................................................... 33 
XVIII EXEMPLOS DE CONTAS CONTÁBEIS ................................................................................ 33 
 
4 
 
XVIII.1.1 Contas Patrimoniais ................................................................................................. 34 
XVIII.1.2 Contas de Resultado ................................................................................................ 34 
XIX BALANÇO PATRIMONIAL - GRUPOS DE CONTAS ................................................................ 35 
XX NOÇÕES INTRODUTÓRIAS SOBRE BALANÇO PATRIMONIAL ................................................. 35 
XX.1.1 Grupos de Contas ........................................................................................................ 35 
XX.1.2 Ativo ............................................................................................................................ 35 
XX.1.3 As contas serão classificadas do seguinte modo: ....................................................... 36 
XX.1.4 Passivo ......................................................................................................................... 36 
XXI Exercícios de fixação ........................................................................................................... 38 
XXII ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS .............................................................................. 38XXIII ALTERAÇÕES OCORRIDAS A FORMA DE APRESENTAÇÃO DO BALANÇO ........................... 39 
XXIV RELATÓRIOS CONTÁBEIS – NOÇÕES INTRODUTÓRIAS ................................................... 41 
XXIV.1.1 Objetivos dos Relatórios Contábeis ......................................................................... 41 
XXIV.1.2 Exemplos de Relatórios Contábeis .......................................................................... 42 
XXIV.1.3 Relatórios Contábeis Obrigatórios .......................................................................... 42 
XXIV.1.4 Relatórios Contábeis Facultativos ........................................................................... 43 
XXIV.1.5 Demonstração do Valor Adicionado - DVA.............................................................. 43 
XXIV.1.6 Balanço Social – BS .................................................................................................. 44 
XXV REQUISITOS DO BALANÇO PATRIMONIAL .......................................................................... 44 
XXV.1.1 Composição do Balanço........................................................................................... 46 
XXV.1.2 Agrupamento das Contas ........................................................................................ 46 
XXV.1.3 Procedimentos Para Elaboração do Balanço ........................................................... 46 
XXV.1.4 Conciliação dos Saldos Contábeis ............................................................................ 47 
XXV.1.5 Ajustes e Reclassificações Patrimoniais .................................................................. 47 
XXV.1.6 Lançamentos de Encerramento do Exercício .......................................................... 48 
XXV.1.7 Classificação das Contas Patrimoniais ..................................................................... 48 
 
5 
 
XXVI CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL ............................................................................ 48 
XXVI.1.1 Estrutura e Classificação das Contas Patrimoniais .................................................. 49 
XXVI.1.2 Níveis do Plano de Contas ....................................................................................... 50 
XXVII Exercícios de Fixação....................................................................................................... 56 
XXVIII REGIMES DE CONTABILIDADE - APURAÇÃO DE RESULTADOS........................................ 57 
XXVIII.1.1 Regimes de Contabilidade ................................................................................... 58 
XXVIII.1.2 Regime de Caixa ................................................................................................... 58 
XXVIII.1.3 Regime de Competência ...................................................................................... 59 
XXIX CONSIDERAÇÕES SOBRE RECEITA ...................................................................................... 60 
XXIX.1.1 Realização da Receita .............................................................................................. 60 
XXX CONSIDERAÇÕES SOBRE DESPESA ..................................................................................... 60 
XXX.1.1 Realização da Despesa ............................................................................................. 60 
XXXI CORRELAÇÃO ENTRE RECEITA E DESPESA .......................................................................... 60 
XXXI.1.1 Comparativo entre Regime de Caixa e Regime de Competência ............................ 61 
XXXII OPÇÃO PELO REGIME DE CAIXA E COMPETÊNCIA.......................................................... 61 
XXXIII DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) ................................................ 61 
XXXIV Exercícios de Fixação....................................................................................................... 63 
XXXV Débitos e Créditos ........................................................................................................... 63 
XXXV.1.1 Razonete .............................................................................................................. 64 
XXXV.1.2 Débito ................................................................................................................... 64 
XXXV.1.3 Crédito.................................................................................................................. 65 
XXXV.1.4 Lançamentos Contábeis ....................................................................................... 65 
XXXV.1.5 Contas do Ativo .................................................................................................... 65 
XXXV.1.6 Contas do Passivo de Contas do Patrimônio Líquido .......................................... 65 
XXXV.1.7 Contas de Custos e Contas de Despesas .............................................................. 67 
XXXV.1.8 Contas de Receitas ............................................................................................... 67 
 
6 
 
XXXV.1.9 Organograma das funções de Débito e Crédito .................................................. 68 
XXXV.1.10 Débito ................................................................................................................... 68 
XXXV.1.11 Crédito.................................................................................................................. 69 
XXXV.1.12 Métodos das Partidas Dobradas .......................................................................... 69 
XXXV.1.13 Regras básicas Para Lançamentos Contábeis ...................................................... 70 
XXXVI ATOS ADMINISTRATIVOS E FATOS CONTÁBEIS .............................................................. 72 
XXXVI.1 Atos Administrativos ................................................................................................... 72 
XXXVI.1.1 Fatos Contábeis .................................................................................................... 72 
XXXVI.1.2 Fatos Permutativos .............................................................................................. 72 
XXXVI.1.3 Fatos Modificativos Aumentativos ...................................................................... 73 
XXXVI.1.4 Fatos Modificativos Diminutivos ......................................................................... 73 
XXXVI.1.5 Fatos Mistos ou Compostos Aumentativos ......................................................... 73 
XXXVI.1.6 Fatos Mistos ou Compostos Diminutivos ............................................................ 73 
XXXVII EXEMPLIFICAÇÃO DE LANÇAMENTOS CONTÁBEIS ......................................................... 74 
XXXVIII SINALIZAÇÃO DOS LANÇAMENTOS ............................................................................. 75 
XXXIX Exercícios de Fixação....................................................................................................... 77 
XL BALANÇO PATRIMONIAL ....................................................................................................... 79 
XLI Exercícios de Fixação .......................................................................................................... 81 
XLII BALANCETE DE VERIFICAÇÃO E SUAS DEFINIÇÕES ............................................................ 84 
XLII.1.1 Modelo de Balancete com duas colunas: ................................................................ 85 
XLII.1.2 Outro Exemplo de Balancete de Verificação ........................................................... 85 
XLII.1.3 Exemplificação dos Eventos Teóricos e Práticos ..................................................... 86 
XLIII APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO .......................................................................88 
XLIII.1.1 Definição de ARE...................................................................................................... 88 
XLIII.1.2 Lançamentos Contábeis em Contas de Resultado .................................................. 89 
XLIV Exercícios de Fixação .......................................................................................................... 92 
 
7 
 
XLV LUCRO OU PREJUÍZO NO EXERCÍCIO .................................................................................. 92 
XLV.1.1 Receitas Operacionais ............................................................................................. 92 
XLV.1.2 Custos e Despesas ................................................................................................... 93 
XLV.1.3 Custos ...................................................................................................................... 93 
XLV.1.4 Despesas .................................................................................................................. 93 
XLVI ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE DESPESAS E RECEITAS ................................................. 94 
XLVII Exemplificação dos eventos ............................................................................................ 96 
XLVIII Exercícios de Fixação.....................................................................................................100 
XLIX REGISTRO DAS OPERAÇÕES NO DIÁRIO (LANÇAMENTO) ................................................102 
XLIX.1 Lançamento de Primeira Fórmula ................................................................................103 
XLIX.2 Lançamento de Segunda Fórmula ................................................................................103 
XLIX.3 Lançamento de Terceira Fórmula .................................................................................103 
XLIX.4 Lançamento de Quarta Fórmula ...................................................................................103 
XLIX.5 Histórico do Lançamento ..............................................................................................104 
XLIX.6 Abreviaturas Utilizadas .................................................................................................104 
L Exercícios de Fixação ...........................................................................................................105 
LI PEÇAS CONTÁBEIS ...............................................................................................................106 
LI.1 Demonstrações Obrigatórias ............................................................................................106 
LI.2 Balanço Patrimonial ..........................................................................................................106 
LI.2.1 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados ...............................................106 
LI.2.2 Demonstração dos resultados do exercício ..............................................................109 
LI.2.3 Demonstração dos fluxos de caixa ............................................................................110 
LI.2.4 Demonstração do Valor Adicionado, para as companhias abertas. .........................114 
LII NOTAS EXPLICATIVAS AO BALANÇO ....................................................................................117 
LII.1 Elaboração das Notas Explicativas ....................................................................................117 
LII.2 Adoção à Lei 11.638/2007 e Lei 11.941/20008 ................................................................120 
 
8 
 
LIII Exercícios de Fixação ........................................................................................................121 
LIV TRANSAÇÕES COMERCIAIS E INDUSTRIAIS ......................................................................123 
LIV.1 ESTOQUE E CONSIDERAÇÕES .......................................................................................123 
LV ESCRITURAÇÃO DO LIVRO REGISTRO DE INVENTÁRIO .......................................................124 
LVI COMPOSIÇÃO DO CUSTO DE AQUISIÇÃO.........................................................................124 
LVI.1 Custo das Mercadorias Vendidas - CMV .......................................................................125 
LVII 5. ITENS INTEGRANTES DOS ESTOQUES ...........................................................................125 
LVII.1 CLASSIFICAÇÃO CONTÁBIL ............................................................................................126 
LVII.2 Produtos Acabados .......................................................................................................126 
LVII.3 Mercadoria para Revenda ............................................................................................126 
LVII.3.1 Matérias-Primas ....................................................................................................126 
LVII.3.2 Material de Embalagem ........................................................................................126 
LVII.3.3 Manutenção e Suprimento ....................................................................................126 
LVII.3.4 Importação em Andamento ..................................................................................126 
LVII.3.5 Almoxarifado e Bens de Consumo Eventual .........................................................126 
LVII.3.6 Amostras ................................................................................................................127 
LVII.3.7 Bonificações ...........................................................................................................127 
LVII.3.8 Adiantamento a Fornecedores ..............................................................................127 
LVII.3.9 PROVISÃO PARA AJUSTE DO ESTOQUE AO VALOR DE MERCADO ........................127 
LVII.3.10 PROVISÃO PARA PERDAS EM ESTOQUES ..............................................................128 
LVII.3.11 9. IMPOSTOS PAGOS NA AQUISIÇÃO ....................................................................128 
LVII.3.12 CUSTEIO DE VENDAS .............................................................................................128 
LVII.3.13 ESTOQUE DE PRODUTOS RURAIS ..........................................................................128 
LVII.3.14 PROVISÃO PARA PERDAS EM ESTOQUES ..............................................................129 
LVII.3.15 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTOQUE ...............................................................129 
LVII.3.16 PEPS .......................................................................................................................129 
 
9 
 
LVII.3.17 UEPS .......................................................................................................................130 
LVII.3.18 MPM ......................................................................................................................131 
LVIII RESULTADO COM MERCADORIAS – RCM .........................................................................131 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
I PLANO DE ENSINO 
II EMENTA 
Esta disciplina trata do campo de atuação da contabilidade que se estende a todas as entidades que 
possuam patrimônio e que exerçam atividades econômicas para alcançar suas finalidades. Trata, 
também, da formação do patrimônio das entidades, através dos registros contábeis das operações, e da 
elaboração do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício. 
III OBJETIVOS GERAIS 
Contribuir para o desenvolvimento das competênciasrequeridas dos alunos, para que possam bem 
exercer o papel de administradores, conforme definidas no Projeto Pedagógico do Curso/PPC, em 
consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração – 
Resolução nº 4/2005 – CNE/CES. 
IV OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
Saber utilizar as Demonstrações Contábeis como fonte de informações de natureza econômica, 
financeira e patrimonial para tomada de decisões nos processos de controle e planejamento das 
organizações. 
V CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
V.1.1 Campo de Atuação da Contabilidade 
i. Conceitos de Contabilidade 
ii. A Contabilidade como Sistema de Informação e Controle 
iii. O Patrimônio Empresarial 
iv. A Contabilidade e as Finanças Empresariais 
v. A Contabilidade e a Economia e o Direito 
vi. Grupos de Interesse na Informação Contábil 
V.1.2 O Balanço Patrimonial 
i. Ativo – Passivo – Patrimônio Líquido 
ii. Conceitos de Conta 
iii. Contas Devedoras e Contas Credoras 
iv. Princípios Básicos de Origens e Aplicações de Recursos 
v. Balanços Sucessivos – Conceituação e Prática 
 
 
11 
 
V.1.3 Registros Contábeis que envolvem Ativo – Passivo – Patrimônio Líquido 
i. Os Livros Contábeis – Diário e Razão 
ii. Débito e Crédito como Mecanismo 
iii. Adição e Subtração como Mecanismo 
iv. Registros das Operações Contábeis: regime de caixa e regime de competência 
v. Ajustes contábeis conforme regime de competência 
V.1.4 Variações do Patrimônio Líquido 
i. Despesas – Receitas – Resultado 
ii. Apurações do Resultado 
iii. Padronização e Titulação 
iv. Impacto das contas de resultados no balanço patrimonial 
V.1.5 Introdução à Estrutura do Balanço Patrimonial 
i. Ativo Circulante 
ii. Ativo Não Circulante 
iii. Passivo Circulante 
iv. Passivo Não Circulante 
v. Patrimônio Líquido 
V.1.6 Introdução à Estrutura da demonstração do Resultado do Exercício 
i. Receitas Brutas 
ii. Receitas Líquidas 
iii. Lucro Bruto 
iv. Receitas (Despesas) Operacionais 
v. Resultado antes do Imposto de rena e da contribuição social sobre o lucro 
líquido 
vi. Resultado Líquido do Exercício 
VI ESTRATÉGIAS DE TRABALHO 
Para ser possível se atingir os propósitos desta disciplina serão desenvolvidas aulas expositivas 
dialogadas, com ampla discussão dos diversos aspectos que envolvam a escrituração contábil, os 
benefícios que a contabilidade traz ao desenvolvimento das finanças empresariais. Serão privilegiados 
 
12 
 
os debates e questionamentos, sempre com base em casos práticos trazidos das demonstrações 
contábeis publicadas nos jornais. Em todas as estratégias estarão inseridas as buscas pelas 
competências objetivadas pelo curso. 
VII AVALIAÇÃO 
O processo formal de avaliação do aprendizado através de provas será complementado com avaliações 
por meio de simulados-surpresa ou não, constantes de testes objetivos em situações previamente 
estudadas pelos alunos. A participação nos questionamentos será privilegiada por meio de pontuações 
adicionais. 
VIII BIBLIOGRAFIA 
VIII.1.1 Bibliografia Básica: 
FEA/USP Equipe de Professores. Coordenação Sérgio de Iudícibus. Contabilidade Introdutória 
(Livro texto). 11a ed., São Paulo: Atlas, 2010. 
FEA/USP Equipe de Professores. Coordenação Sérgio de Iudícibus. Contabilidade Introdutória 
(Livro de exercícios). 11a ed., São Paulo: Atlas, 2011. 
MÜLLER, Aderbal Nicolas. Contabilidade Básica – Edição Revista. São Paulo: Pearson, 2010. 
VIII.1.2 Bibliografia Complementar: 
 CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis – www.cpc.org.br (Para acesso aos CPC,s 
Pronunciamentos Contábeis / Resoluções do CFC pertinentes aos CPC,s. 
Marion, José Carlos. Contabilidade Empresarial. 16a ed., São Paulo: Atlas: 2012. 
Marion, José Carlos. Contabilidade Básica. 10a ed., São Paulo: Atlas: 2009. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Contabilidade Comercial. 9a ed., São Paulo: Atlas, 
2010. 
SZUSTER, Fernanda Rechtman et al. Contabilidade Geral. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
IX A CONTABILIDADE E O USUÁRIO DA CONTABILIDADE 
IX.1.1 A CONTABILIDADE E O CONTADOR 
O que seria Contabilidade? 
 
A Contabilidade é um dos conhecimentos mais antigos da humanidade e não surgiu em função de 
qualquer tipo de legislação fiscal ou societária. Seu surgimento é devido à necessidade prática do 
próprio gestor do patrimônio, normalmente seu proprietário, preocupado em elaborar um instrumento 
que lhe permitisse, dentre outros benefícios, conhecer, controlar, medir os resultados, obter 
informações sobre produtos mais rentáveis, poder fixar preços e analisar a evolução de seu patrimônio. 
Para conseguir estes resultados o gestor passou a criar rudimentos de escrituração que viessem a 
atender a tais necessidades. 
 
Uma tira bastante interessante dos procedimentos mais rudimentares para controlar seus bens, está 
relacionada aos pastores que acumulavam pedras que correspondiam ao número de animais que 
possuíam. Tomemos como exemplo um pastor de ovelhas, onde toda manhã quando elas saiam para 
pastar, ele ia colocando num buraco ou local seguro uma pedra correspondente a cada ovelha que saía 
e quando voltava da pastagem, ele retirava as pedrinhas uma a uma para corresponder a cada animal 
que retornasse. 
 
Se sobrasse alguma pedra, é porque tinha faltado ovelha e ele então voltava para procurar. Este método 
também serviria para verificar a quantidade de animais, em relação ao aumento por novas crias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
X ESTUDO E CONTROLE DO PATRIMÔNIO 
X.1.1 Estudo e Controle do Patrimônio 
 
A Contabilidade é a ciência que tem por objetivo o estudo e controle do Patrimônio das Entidades 
Administrativas. Ela cumpre sua função mediante o registro e demonstração expositiva, bem como a 
interpretação dos fatos nela ocorridos. 
 
“Contabilidade é a ciência que estuda, registra e controla o patrimônio e as mutações que nele 
operam os atos e fatos administrativos, demonstrando no final de cada exercício social o 
resultado obtido e a situação econômico-financeira da entidade”. 
 
Conforme a doutrina oficial brasileira - organizada pelo Conselho Federal de Contabilidade, a 
contabilidade faz parte das ciências sociais, da mesma forma que a economia e a administração. 
 
A finalidade destas demonstrações será para oferecer informações ao usuário, sobre a sua composição e 
suas variações, bem como sobre os resultados econômicos decorrentes da gestão da riqueza 
patrimonial, oferecendo subsídios para a tomada de decisão. 
 
Inicialmente, a finalidade da Contabilidade seria para utilização como instrumento que permitisse 
recordar facilmente as variações sucessivas de determinadas grandezas na linha do tempo, para que em 
qualquer momento pudesse saber a sua dimensão. Esta função perdeu-se a partir do momento que se 
tornou obrigatório para o empresário ter conhecimento de em tempo real dos valores transacionados 
na empresa para serem utilizados como uma fonte de informações na medida em que pode facultar a 
qualquer momento o conhecimento da situação da empresa e o andamento dos seus negócios. 
 
X.1.2 Técnica de Gestão 
 
A contabilidade é também considerada uma técnica de gestão, que tem como finalidade principal a 
determinação da situação patrimonial das empresas e dos seus resultados. 
 
Hoje a empresa não se interessa apenas com o registro histórico dos fatos patrimoniais. A maior defesa 
do empresário, na gestão moderna é a previsão do futuro. A contabilidade não deve ser vista apenas 
como um elemento que simplesmente recolha e interprete dados históricos, mas como uma técnica 
eficiente de gestão.A gestão moderna não deve se limitar simplesmente a conhecer o passado e o presente da entidade. 
Pois fatores relevantes como concorrentes diretos, fornecedores, logística, por exemplo, torna 
necessário, cada vez mais, conhecer e prever o futuro, a fim de estabelecer diretrizes para efetuar o 
melhor planejamento mediante uma seleção prévia das diversas alternativas possíveis. 
 
Para isso são necessários elementos de diversos tipos que fundamentem essas escolhas. Os dados 
fornecidos pela contabilidade constituem um importante auxiliar no fornecimento destes elementos de 
tomada de decisão. Estabelecido os objetivos e formulado o planejamento, há ainda a necessidade de 
 
15 
 
estabelecer formas de controlar a gestão, sendo a contabilidade um importante auxiliar no 
fornecimento dos elementos indispensáveis a esse controle. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
X.1.3 A CONTABILIDADE NA HISTÓRIA 
 
História da Contabilidade em Relação ao Tempo 
 
Se observarmos na linha do tempo, veremos que a história da Contabilidade é tão antiga, quanto à 
história da própria humanidade, aparecendo até em passagens Bíblicas. Seu surgimento é devido à 
necessidade de convivência do homem em sociedade, a partir do momento em que o homem também 
tem necessidade de controlar seus bens e sua riqueza. 
 
A Contabilidade está diretamente ligada à necessidade social, servindo como instrumento de controle e 
proteção das posses, com finalidade de perpetuação e interpretação de fatos ocorridos com os bens 
possuídos e as transações em relação a estes bens. 
 
No decorrer da história da humanidade, o homem foi abandonando a caça, voltando-se para a 
organização da agricultura e pastoreio, onde foi obrigado a ter certo controle sobre suas posses. Como o 
homem passou a se agregar em comunidade, tendo como finalidade principal sua proteção, o direito 
sobre o uso do solo acarretou em certa individualidade em relação à propriedade, surgindo divisões e o 
senso de propriedade, criando cada pessoa sua riqueza individual. O pensamento do futuro levou o 
homem aos primeiros registros com a finalidade de conhecer as possibilidades de uso, de consumo, de 
produção, dentre outros. 
 
Esta riqueza acumulada no decorrer da vida, não se extinguia com a morte de seu proprietário. Ao 
morrer, o legado deixado, passava como herança aos filhos ou parentes. Esta herança recebida dos pais 
denominou- se patrimônio. Esta é uma variação do termo latim e pater ou patris, que era o mais 
elevado estatuto familiar (status familiae) na Roma Antiga, sempre uma posição masculina. O termo é 
Latim e significa, literalmente, "pai da família". O termo patrimônio passou a ser utilizado para 
quaisquer valores, independentemente de ser ou não originado de herança. 
Relação da Contabilidade com Práticas do Comércio 
 
Observa-se ainda como origem da Contabilidade a necessidade de registros dos atos praticados no 
comércio. Historicamente os primeiros registros de cidades comerciais apontam para os Fenícios. A 
prática do comércio não era pratica exclusiva deste povo, sendo exercida nas principais cidades da 
Antiguidade. 
 
Com a complexidade das operações econômicas, o controle se das operações tem grandes 
melhoramentos. Como exemplo disto, temos As escritas governamentais da República Romana, datando 
 
16 
 
por volta de 200 a.C.. Nestas escriturações já era possível encontrar receitas de caixa que eram 
classificadas em classificadas como rendas e como lucros, As despesas eram encontradas nos itens como 
salários, festejos, gastos. 
 
A igreja também foi um grande precursor das bases da contabilidade. No período medieval, surgiram 
diversas inovações na contabilidade que foram introduzidas por governos locais e pela própria igreja 
devido ao grande crescimento de seus bens e das propriedades. Mas é somente na Itália que surge o 
termo Contabilitá e é esse o primeiro país a fazer restrições à prática da Contabilidade por um indivíduo 
qualquer. 
 
LOPES DE SÁ, em seu Dicionário de Contabilidade ensina que a historia da contabilidade se divide 
em 5 eras, a saber: 
 
1ª - Era empírica da contabilidade (8.000 AC/1202 DC); 
 
2ª - Era da sistematização contábil (1202/1494) - escolas de ábaco 
 
3ª - Era da literatura contábil (1494/1840) O método das partidas dobradas - frei Luca Pacioli; 4ª 
- Era da contabilidade científica (1840/ 1950) 
 
5ª - Era do período filosófico (1950/....) 
 
 
 
X.1.4 EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA CONTÁBIL 
 
Contabilidade no Mundo Antigo - período que se inicia com as primeiras civilizações e vai até 1202 da 
Era Cristã, quando apareceu o Liber Abaci , da autoria Leonardo Fibonaci, o Pisano. 
 
Contabilidade no Mundo Medieval - período que vai de 1202 da Era Cristã até 1494, quando apareceu o 
Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas) de Frei Luca Paciolo, 
publicado em 1494, enfatizando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos 
números positivos e negativos, obra que contribuiu para inserir a contabilidade entre os ramos do 
conhecimento humano. 
 
Contabilidade no Mundo Moderno - período que vai de 1494 até 1840, com o aparecimento da Obra 
"La Contabilità Applicatta alle Amministrazioni Private e Pubbliche", da autoria de Franscesco Villa, 
premiada pelo governo da Áustria. Obra marcante na história da Contabilidade. 
 
Contabilidade no Mundo Científico - período que se inicia em 1840 e continua até os dias de hoje. 
 
Período Antigo 
 
A contabilidade empírica, que foi praticada pelo homem antigo, já tinha como objeto principal o 
controle do Patrimônio, que era representado pelos rebanhos e outros bens nos seus aspectos 
quantitativos de sua riqueza, sendo os primeiros registros contábeis feitos de forma rudimentar, 
geralmente na memória do homem, que devido à grande dificuldade de controle, logo encontrou 
 
17 
 
formas mais eficientes de processar os seus registros, com a utilização de gravações e outros métodos 
alternativos para manter por mais tempo o arquivo destes registros para consultas e comparações. 
 
A contagem era o método usualmente adotado para o controle dos bens Neste caso, o inventário 
exercia um importante papel, no controle de bens, que eram classificados segundo sua natureza: 
rebanhos diversos, metais, escravos, etc. A palavra "Conta" designa o agrupamento de itens da mesma 
espécie. 
 
São aceitos como primeiros escritos contábeis alguns registros encontrados em escavações que datam 
do término da Era da Pedra Polida, momento em que o homem passou a registrar os seus primeiros 
desenhos e gravações. Este é um fato histórico, podendo a título de interpretação, ser considerado 
como outro momento o início de registros contábeis. 
 
Os primeiros controles eram estabelecidos pelos templos que acumulavam grandes riquezas e 
necessitavam ter um acompanhamento dos valores que transacionava, este fato perdurou por vários 
séculos. 
 
A contabilidade foi criada em uma época em que ainda não existia a escrita. Sabemos que em 
determinados períodos era usada a técnica das fichas de barro, couro, papiro e depois de muita 
evolução a técnica contista para a marcação dos eventos que eram controlados. 
 
Os sumérios e babilônicos, assim como os assírios, faziam os seus registros em peças de argila, 
retangulares ou ovais, ficando famosas as pequenas tábuas de Uruk – com inscrições cuneiformes, 
usadas para representar o controle patrimonial, estas peças mediam aproximadamente 2,5 a 4,5 
centímetros, tendo faces ligeiramente convexas. 
 
Os registros combinavam o figurativo com o numérico. Por exemplo, gravava-se a cara do animal cuja 
existência se queria controlar e o número correspondente às cabeçasexistentes (tratava-se de uma 
forma rudimentar de inventário). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tábuas de Uruk – Com Inscrições Cuneiformes 
 
 
18 
 
Para realizar o controle nessas placas, desenhava-se na placa o tipo de bem que se estava controlando, 
e depois para cada unidade desse bem se atribuía um furo na argila. Por exemplo, se tivéssemos um 
rebanho com 5 cabras, desenhava-se a cabra ou a cabeça do animal em um canto da placa de argila, e 
eram feitos 5 furos na placa, correspondendo cada furo a um animal do rebanho. 
 
Embora bastante rudimentar estes registros, assemelhava-se muito em sua forma ao que é processado 
atualmente. O nome da conta, "Matrizes", por exemplo, substituiu a figura gravada, enquanto o aspecto 
numérico se tornou mais qualificado, com o acréscimo do valor monetário ao quantitativo. Esta 
evolução permitiu que, paralelamente à "Aplicação" do controle, se pudesse demonstrar, também, a sua 
"Origem" deste controle. 
 
Na cidade de Ur, na Caldéia, onde viveu Abraão, personagem bíblico citado no livro de Gênesis, foram 
encontrados em escavações, importantes documentos contábeis: tabela de escrita cuneiforme, onde 
estão registradas contas referentes á mão-de-obra e materiais, que indicam um controle de Custos 
Diretos. Percebe-se que, há 5.000 anos antes de Cristo, o homem já considerava fundamental apurar os 
seus custos. 
 
Contabilidade nos Tempos da Bíblia 
 
Até mesmo na Bíblia encontramos relatos interessantes sobre controles contábeis, conforme relatado 
em Lucas capítulo 16, versículos 1 a 7; em Gênesis capítulo 41 versículo 49; em Jó capítulo 1, versículo 3 
e capítulo 42, versículo 12; em 1º Reis capítulo 4 versículos 22 à 26 e capítulo 10 versículos 14 à 17, em 
Mateus capítulo 18 versículo 23 à 27. 
 
Estas são algumas passagens onde pode ser observada a contabilidade como método de mensuração e 
controle de bens. 
 
Passagens Bíblicas citadas no texto: 
Lucas capítulo 16, versículos 1 a 7 
O negociante esperto 
(...) 
1 E dizia também aos seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e 
este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens. 
2 E ele, chamando-o, disse-lhe: Que é isso que ouço de ti? Presta contas da tua mordomia, porque 
já não poderás ser mais meu mordomo. 
3 E o mordomo disse consigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia? Cavar não 
posso; de mendigar tenho vergonha. 
4 Eu sei o que hei de fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em 
suas casas. 
5 E, chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao 
meu senhor? 
6 E ele respondeu: Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Toma a tua conta e, assentando-te já, 
escreve cinquenta. 
7 Disse depois a outro: E tu quanto deves? E ele respondeu: Cem alqueires de trigo. E disse-lhe: 
Toma a tua conta e escreve oitenta. 
(...) 
 
Gênesis capítulo 41 versículo 49: 
 
19 
 
O sonho de Faraó 
(...) 
49 Assim, ajuntou José muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou de contar, 
porquanto não havia numeração. 
(...) 
 
Jó capítulo 1, versículo 3 e capítulo 42, versículo 12 
Capítulo 1 
O carácter e a riqueza de Job 
(...) 
3 E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de bois, e quinhentas 
jumentas; era também muitíssima a gente ao seu serviço, de maneira que este homem era maior 
do que todos os do Oriente. 
(...) 
 
Capítulo 42 
Deus Restaura a prosperidade de Job 
(...) 
12 E, assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó, mais do que o primeiro; porque teve 
catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. 
(...) 
 
1º Reis capítulo 4 versículos 22 à 26 e capítulo 10 versículos 14 à 17 Capítulo 4 
Os oficiais e governadores de Salomão 
(...) 
22 Era, pois, o provimento de Salomão, cada dia, trinta coros de flor de farinha e sessenta coros 
de farinha; 
23 dez vacas gordas, e vinte vacas de pasto, e cem carneiros, afora os veados, e as cabras 
monteses, e os corços, e as aves cevadas. 
24 Porque dominava sobre tudo quanto havia da banda de cá do rio Eufrates, de Tifsa até Gaza, 
sobre todos os reis da banda de cá do rio; e tinha paz de todas as bandas em roda dele. 
25 Judá e Israel habitavam seguros, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, 
desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão. 
26 Tinha também Salomão quarenta mil estrebarias de cavalos para os seus carros e doze mil 
cavaleiros. 
(...) 
 
 
Capítulo 10 
O esplendor de Salomão 
(...) 
14 E era o peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano seiscentos e sessenta e seis talentos de 
ouro, 
15 além do dos negociantes, e do contrato dos especieiros, e de todos os reis da Arábia, e dos 
governadores da mesma terra. 
16 Também o rei Salomão fez duzentos paveses de ouro batido; seiscentos siclos de ouro mandou 
pesar para cada pavês; 
17 fez também trezentos escudos de ouro batido; três arráteis de ouro mandou pesar para cada 
escudo; e o rei os pôs na casa do bosque do Líbano. 
(...) 
 
Mateus capítulo 18 versículo 23 à 27 
A ilustração do servo sem misericórdia 
(...) 
 
20 
 
23 Por isso, o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus 
servos; 
24 e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. 
25 E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos 
fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. 
26 Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, 
e tudo te pagarei. 
27 Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. 
(...) 
 
X.1.5 Contabilidade no Período Medieval 
 
Estudavam-se, nesta época, técnicas matemáticas, pesos e medidas, câmbio, entre outros assuntos, 
tornando o homem mais evoluído em conhecimentos comerciais e financeiros. 
 
Na Itália, em 1202, foi publicado o livro "Liber Abaci", de Leonardo Pisano, também conhecido como 
Fibonacci. No Liber Abaci, Fibonacci apresenta o chamado modus Indorum (método dos hindus), hoje 
conhecido como algarismos arábicos (Sigler 2003; Grimm 1973). O livro defendia a numeração com os 
dígitos 0-9 e a notação posicional, esclarecendo o sistema de posição árabe dos números, incluindo o 
número zero. O livro mostrou a importância prática do novo sistema numeral, aplicando-o à 
contabilidade comercial, conversão de pesos e medidas, o cálculo de juros, taxas de câmbio e outras 
aplicações. O livro foi bem recebido em toda Europa educada e teve um impacto profundo no 
pensamento europeu. Esse elegante sistema de sinais numéricos, em breve, substituiria o não mais 
oportuno sistema de algarismos romanos. 
 
Os sumérios e os babilônicos, com o desenvolvimento da escrita cuneiforme contribuíram grandemente 
como o inicio dos registros contábeis. A escrita cuneiforme, grande realização sumeriana, usada pelos 
sírios, hebreus e persas, surgiu ligada às necessidades de contabilização dos templos. Era uma escrita 
ideográfica, na qual o objeto representado expressava uma ideia. Os sumérios e, mais tarde os 
babilônicos e os assírios, que falavam acadiano fizeram uso extensivo da escrita cuneiforme. Mais tarde, 
os sacerdotes e escribas começaram a utilizar uma escrita convencional, que não tinha nenhuma relação 
com o objeto representado. 
 
Os Egípcios representaram um papel de extrema importância para essa primeira evolução da 
contabilidade, pois, assegura-se, que foram os primeiros povos a utilizar um valor monetário em seus 
registros. As escriturações eram feitas em papiros, e o sistema contábil tornava-se dinâmico com 
registros diários. 
 
Os escribasrepresentam os primeiros contadores. Eram encarregados de registrar nas folhas de papiro, 
os movimentos da produção agrícola, armazenamento da produção, cobrança de impostos e taxas entre 
outras movimentações. Podemos dizer que era o surgimento do Livro Contábil. Os escribas eram 
fiscalizados pelo Fisco Real o que tornava os escriturários mais sérios e zelosos no exercício de sua 
profissão. 
 
Outro grande avanço dos Egípcios foi em relação a analise do patrimônio e na distribuição das despesas 
por centros de aplicação. Por volta de 2000 a.C., os livros e documentos comerciais eram obrigatórios, 
 
21 
 
mostrando ênfase no aspecto econômico. No decorrer do tempo os egípcios que utilizavam figuras e 
símbolos para demonstrar a escrituração de seu patrimônio, passaram a utilizar sinais gráficos, 
diminuindo assim, substancialmente o tempo para elaboração de registros administrativos, que se 
tornaram cada vez mais volumosos. 
 
Os Gregos evoluíram a forma de contabilizar dos Egípcios, em 2000 a.C. já havia apuração do saldo com 
a confrontação de contas de Custos e Receitas e estenderam a escrituração contábil para a 
administração pública e bancária. 
 
No Período Medieval, que foi denominada como “Era Técnica” devido às grandes invenções, houve o 
aperfeiçoamento e o crescimento da contabilidade, por causa do advento do capitalismo, juntamente, 
neste período, iniciava-se o trabalho assalariado, tornando a contabilidade mais complexa, onde surge 
pela primeira vez a conta “Capital”. Nessa época havia de maneira rudimentar as figuras do Débito e o 
Crédito. 
 
O método das Partidas Dobradas teve origem na Itália, surgindo como consequência e necessidade da 
Contabilidade de Custos. Nessa mesma região surgia uma das principais, talvez a principal, escola de 
contabilidade, sendo esta a Escola Italiana, que será abordada no segundo tópico desse artigo. 
 
A obra de Frei Luca Pacioli, denominada "Summa de Arithmetica, Geometrica, Proportioni et 
Proportionalitá" era um tratado matemático que incluía uma seção denominada "Tratactus de Computis 
et Scripturis" (Contabilidade por Partidas Dobradas). Nessa seção, Luca Pacioli apresenta o sistema de 
escrituração por partidas dobradas e o raciocínio dos lançamentos contábeis, tendo como base os 
débitos e os créditos. O Principio das partidas dobradas é um método, segundo o qual, todo lançamento 
a crédito em uma conta, faz com que surja outra conta com a mesma importância a débito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Historicamente, Pacioli é considerado o pai da Contabilidade, e muitos atribuem a ele a criação do 
método das Partidas Dobradas. Porém esta não é a realidade histórica dos fatos, visto que o método das 
Partidas Dobradas já era utilizado na Itália, principalmente em Toscana, desde o Século XIV. 
 
 
 
22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FREI LUCA PACIOLI escreveu: Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas), publicado em 1494. O quadro acima 
"Ritratto di Luca Pacioli", de Jacopo de' Barbari, atualmente no acervo do Museo di Capodimonte, em Nápoles, na Itália. 
 
Frade, matemático e professor de aritmética comercial italiano nascido em Sansepolcro, que escreveu (1487) e publicou (1494) 
Summa de arithmetica, geometrica, proportioni et proportionalita, a primeira e revolucionária obra sobre álgebra publicada na 
Europa. Filho de Bartolomeo Pacioli, foi criado pela família Befolci, em Sansepolcro. 
Discípulo de Piero della Francesca teve forte influência deste mestre. Ainda jovem mudou-se para Veneza, onde empregou-se no 
comércio de Antonio Rompiansi e tornou-se tutor dos filhos do patrão, enquanto ampliava seus conhecimentos de matemática com 
Domenico Bragadino. Assim, ao mesmo tempo, ganhou experiência como comerciante, professor, tutor e matemático e escreveu 
seu primeiro trabalho em matemática, que dedicou ao seu patrão, em agradecimento ao apoio deste em suas atividades de 
estudante e pesquisador (1470). Logo depois Rompiansi morreu e ele deixou Veneza e foi para Roma, onde trabalhou 
temporariamente para o secretário papal, Leone Battista Alberti. Além de religioso, Alberti era um excelente professor de 
matemática e durante a convivência convenceu-o a estudar teologia, chegando a levá-lo para a Ordem Franciscana. Também 
trabalhou para Federico da Montefeltro, duque de Urbino, e desistindo da vida monástica (1477) começou uma vida errante durante 
a qual escreveu outros trabalhos e ensinou matemática em várias universidades, particularmente aritmética, dentro e fora da hoje 
Itália, entre elas na Universidade de Perugia (1477-1480), Zara, hoje na Croácia, novamente Perugia, Nápoles e Roma (1487-
1489). Depois de Roma voltou para Sansepolcro, onde manteve-se em atividades e saía para trabalhos temporários em outras 
localidades. Lá escreveu sua principal obra, Summa de arithmetica, geometria, proportioni et proportionalita, que ele dedicou a 
Guidobaldo, duque de Urbino, e publicou em Veneza (1494). Depois manteve contatos com Leonardo da Vinci e foi nomeado 
professor de geometria na Universidade de Pisa, em Florença (1500-1506). Deixou Florença, e voltou a Veneza onde publicou os 
três volumes de Divina proportione (1509). Retornou para ensinar em Perugia (1510) e depois para Roma (1514). Com a saúde 
abalada, retornou para Sansepolcro, onde morreu (1517) deixando pronto, mas não publicado o que seria seu maior trabalho: De 
viribus amanuensis. no qual contou com a participação de Leonardo da Vinci. 
 
 
X.1.6 Período Moderno 
 
O período moderno foi a fase da pré-ciência. Devem ser citados três eventos importantes que 
ocorreram neste período: 
 Em 1453, os turcos tomam Constantinopla, o que fez com que grandes sábios bizantinos 
emigrassem, principalmente para Itália;
 Em 1492, é descoberta a América e, em 1500, o Brasil, o que representava um enorme potencial 
de riquezas para alguns países europeus;
 Em 1517, ocorreu a reforma religiosa; os protestantes, perseguidos na Europa, emigram para as 
Américas, onde se radicaram e iniciaram nova vida. 
 
A Contabilidade tornou-se uma necessidade para se estabelecer o controle das inúmeras riquezas que o 
Novo Mundo representava. 
 
 
23 
 
A introdução da técnica contábil nos negócios privados foi uma contribuição de comerciantes italianos 
do séc. XIII. Os empréstimos a empresas comerciais e os investimentos em dinheiro determinaram o 
desenvolvimento de escritas especiais que refletissem os interesses dos credores e investidores e, ao 
mesmo tempo, fossem úteis aos comerciantes, em suas relações com os consumidores e os 
empregados. O aparecimento da obra de Frei Luca Pacioli, contemporâneo de Leonardo da Vinci, que 
viveu na Toscana, no século XV, marca o início da fase moderna da Contabilidade. 
 
X.1.7 Período Científico 
 
Nessa época, na Itália, a Contabilidade já chegara à universidade e a Contabilidade começou a ser 
lecionada juntamente com a aula de comércio da corte, em 1809. 
 
O Período Científico apresenta, nos seus primórdios, dois grandes autores consagrados: Francesco Villa, 
escritor milanês, contabilista público, que, com sua obra "La Contabilità Applicatta alle administrazioni 
Private e Plubbliche", inicia a nova fase; e Fábio Bésta, escritor veneziano. 
Escolas do Pensamento Contábil 
Os estudos envolvendo a Contabilidade fizeram surgir três escolas do pensamento contábil: a primeira, 
chefiada por Francisco Villa, foi a Escola Lombarda; a segunda, a Escola Toscana, chefiada por Giusepe 
Cerboni; e a terceira, a Escola Veneziana, por Fábio Besta. 
 
Primeira Escola – Escola Lombarda chefiada por Francisco Villa 
A Escola Lombarda, também chamada de Escola Administrativa, surgiuem 1840, com a publicação do 
livro La contabilità applicata alle amministrazioni private e pubbliche, de Francesco Villa, que era o 
principal representante desta escola de contabilidade, junto com Antonio Tonzig. 
 
O principal interesse da Escola Lombarda era o estudo da administração das empresas. Com isto, a 
Contabilidade deixou de ser apenas escrituração, passando também a controlar a gestão das empresas. 
Não se limitando somente às cifras, passando a abranger também ideias e operações mais abstratas. 
Uma grande inovação desta escola foi a avaliação de ativos permanentes por preços correntes. 
 
Segunda Escola - Escola Toscana, chefiada por Giusepe Cerboni 
Giuseppe Cerboni distinguiu-se principalmente em 1873, através de sua tese Primi Saggi de 
Logismografia, que foi enviada para a o XI congresso de cientistas em Roma. Cerboni partiu do raciocínio 
que tudo o que ocorre na empresa, motiva direitos e obrigações. Por esta razão, os personalistas 
definem o patrimônio como um conjunto de direitos e obrigações. Cerboni tinha convicção que as 
contas se referiam sempre a fatos que se ligavam às pessoas e como tal, deveriam ser estudados. 
Considerou-se como indicação que cada conta com direitos e obrigações, estabelecendo uma doutrina 
de responsabilidade pessoal entre as pessoas que participam da administração econômica da 
administração das aziendas. 
 
Terceira Escola - Escola Veneziana, chefiada por Fábio Bésta 
Em 1880, quando da abertura do ano acadêmico 1880-1881, apresentou a ciência contábil como aquela 
que trazia como objeto de estudo o “controle econômico das aziendas”, dividindo este em três funções, 
a saber: controle antecedente, controle concomitante e controle subsequente. Um dos grandes pontos 
de divergências entre as escolas de Besta e Cerboni era quanto à delimitação do patrimônio aziendal. 
 
24 
 
Como já dito, para Cerboni o patrimônio não era apenas os Bens, somando-se a estes os Direitos e as 
Obrigações; para Besta, o patrimônio é o agregado de valores atribuíveis aos bens, negando o conjunto 
de direitos e obrigações. As ideias de Besta, apesar de seus seguidores, dentre eles Vittorio Alfieri, Pietro 
Rigobon, Francesco de Gobbis, Vincenzo Vianelo, Pietro D’Alvise e o mais importante de todos, Carlo 
Ghidiglia, não encontraram grandes repercussões na Itália, berço de todas suas argumentações, nem em 
outros países. 
 
Escola Norte-Americana 
As escolas norte-americanas floresceram devido às suas teorias e práticas contábeis, favorecidas devido 
a uma ampla estrutura econômica e política e também pela pesquisa e trabalho sério dos órgãos 
associativos. O surgimento do American Institut of Certield Public Accountants teve extrema 
importância no desenvolvimento da Contabilidade e dos princípios contábeis hoje aceitos; diversas 
associações e entidades empreenderam esforços e grandes somas em pesquisas nos Estados Unidos, 
com grande integração entre acadêmicos e profissionais da Contabilidade, fato que não se verificava nas 
escolas europeias, onde as universidades foram decrescendo em nível e em importância. 
 
A causa principal do estabelecimento das teorias e práticas contábeis é devido à criação de grandes 
empresas, como as multinacionais ou transnacionais, por exemplo, com grandes capitais, diversos 
acionistas, passaram a requerer uma correta interpretação das informações, por qualquer dos acionistas 
ou outro interessado, em qualquer parte do mundo. 
 
Comparação das Escolas Europeia e Americana 
 
FONTE: IUDICÍBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. Introdução à teoria da contabilidade. São Paulo: Atlas, 1999, p. 36.
Algumas razões da Queda 
da Escola Européia 
(especificamente Italiana) 
Algumas razões da 
Ascensão da Escola Norte 
Americana 
1. Excessivo Culto à 
Personalidade: grandes 
mestres e pensadores da 
Contabilidade ganharam 
tanta notoriedade que 
passaram a ser vistos 
como “oráculos” da 
verdade contábil. 
1. Ênfase ao Usuário da 
Informação Contábil: a 
Contabilidade é 
apresentada como algo útil 
para a tomada de decisões; 
evitando-se endeusar 
demasiadamente a 
contabilidade; atender os 
usuários é o grande 
objetivo. 
2. Ênfase a uma 
Contabilidade Teórica: as 
mentes privilegiadas 
produziam trabalhos 
excessivamente teóricos, 
apenas pelo gosto de 
serem teóricos, difundindo-
se idéias com pouca 
aplicação prática. 
2. Ênfase a Contabilidade 
Aplicada: principalmente a 
Contabilidade Gerencial. 
Ao contrário dos europeus, 
não havia uma 
preocupação com a teoria 
das contas, ou querer 
provar que a Contabilidade 
é uma ciência. 
3. Pouca importância à 
Auditoria: principalmente 
na legislação Italiana, o 
grau de confiabilidade e a 
importância da auditagem 
não eram enfatizadas. 
3. Bastante Importância à 
Auditoria: como herança 
dos ingleses e 
transparência para os 
investidores das 
Sociedades Anônimas (e 
outras usuárias) nos 
relatórios contábeis, a 
auditoria é muito 
enfatizada. 
4. Queda do nível das 
principais faculdades: 
principalmente as 
faculdades italianas, 
superpovoadas de alunos. 
4. Universidades em busca 
de qualidade: grandes 
quantias para as pesquisas 
no campo contábil, o 
professor em dedicação 
exclusiva, o aluno em 
período integral, 
valorizaram o ensinos nos 
Estados Unidos. 
 
 
25 
 
X.1.8 A Contabilidade no Brasil 
 
A Contabilidade no Brasil é historicamente iniciada na época colonial e vem ao decorrer dos anos 
evoluindo burocrática e cientificamente. Sob novas normas, códigos no procedimento contábil, e 
mudanças desde a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1890 até as Diretrizes Curriculares Nacionais 
para os Cursos de Ciências Contábeis instituído em 2004. 
 
A Influência das escolas do pensamento contábil no Brasil tem enorme influência da escola Italiana. Com 
a vinda da Família Real Portuguesa incrementou a atividade colonial, exigindo – devido ao aumento dos 
gastos públicos e também da renda nos Estados – um melhor aparato fiscal. Para tanto, constituiu-se o 
Erário Régio ou o Tesouro Nacional e Público, juntamente com o Banco do Brasil. 
 
Embora já existissem formas de Contabilidade no Brasil, a primeira manifestação oficial data de 1808, 
com a vinda da Família Real ao Brasil. Dom João VI publicou um alvará que obrigava a adoção do 
método das partidas dobradas. 
 
Para que o método de escrituração e fórmulas de contabilidade de minha real fazenda não fique 
arbitrário à maneira de pensar de cada um dos contadores gerais, que sou servidor criar para o 
referido Erário: 
 
- ordeno que a escrituração seja mercantil por partidas dobradas, por ser a única seguida por 
nações mais civilizadas, assim pela sua brevidade para o manejo de grandes somas, como por ser 
mais clara e que menos lugar dá a erros e subterfúgios, onde se esconde a malícia e a fraude dos 
prevaricadores. 
 
Para atender as determinações do alvará, a contabilidade foi organizada pelo contador Alves Branco, no 
período de 1830 a 1840, com base no método das partidas dobradas. 
 
Em 1964 o método norte-americano, que apontava para a contabilidade mais prática, assim a 
padronizando, com o apoio de varias associações de classe contábil para discussão de padronização e 
regulamentação contábil, com grande destaque para a doutrina italiana Patrimonialista, e norte-
americana. 
 
Em 1770, surge a primeira regulamentação da profissão contábil no Brasil, quando Dom José, expede a 
carta de lei a todos os domínios. Nela, fica estabelecida a necessidade de matrícula de todos os guarda-
livros na Junta do Comércio, em livros específicos, ficando claro que a não inclusão do profissional no 
referido livro o tornaria inapto a obter empregos públicos, impedindo-otambém de realizar 
escriturações, contas ou laudos. 
 
A lei proibia que os escritórios das casas de negócios contratassem guarda-livros sem matrícula e ainda 
exigia que, na Contadoria Pública, só fossem aceitos profissionais que tivessem cursado as aulas de 
comércio. 
 
Desde aquela época se podia verificar a íntima relação e a forte influência da educação no mercado de 
trabalho, na medida em que a frequência às aulas de comércio garantia melhores condições e status 
profissional. 
 
26 
 
 
Atualmente as funções do contabilista não se restringem meramente ao âmbito fiscal, tornando-se, 
devido ao mercado complexo de economia, peça vital para empresas em relação ao oferecimento de 
informações mais precisas possíveis para tomada de decisões. 
 
A Contabilidade no Brasil evolui sob a influência da escola Italiana, não sem aparecerem vestígios de 
uma escola verdadeiramente brasileira, até que algumas firmas de auditoria de origem anglo-
americana, certos cursos de treinamento em Contabilidade e Finanças, oferecido por grandes empresas, 
tais como o excelente BTC da General Eletric, e a Faculdade de Economia e Administração, em seu curso 
básico de Contabilidade Geral, acabassem exercendo forte influência, revertendo a tendência. Por outro 
lado, a legislação comercial, que até a Lei das Sociedades por Ações era inspiração europeia (com traços 
marcantes brasileiros na classificação dos balanços da S.A.), passa adotar uma filosofia nitidamente 
norte-americana, a partir, principalmente, da Resolução nº. 220 e da Circular nº. 179 do Banco Central. 
 
 Das firmas de auditoria de origem anglo-americana 
Talvez essa tenha sido a mais antiga influência no sentido da “americanização” do entendimento das 
normas e dos procedimentos de Contabilidade. Obviamente, pelo menos de início, estas firmas levaram 
uma grande vantagem, em termos de auditoria, sobre as congêneres puramente nacionais, em virtude 
da sólida tradição e estrutura preexistentes, dos procedimentos e dos manuais adotados (poucas ou 
nenhuma firma de auditoria nacional possuía) e a mentalidade existente. Aos poucos foram associando-
se a firmas nacionais preexistentes, com exceção notável da Arthur Andersen & Co., que permaneceu 
nitidamente com as mesmas características originais. 
 
 A influência da reestruturação do ensino da contabilidade na FEA-USP 
Verifica-se, a partir de 1964, uma modificação substancial no ensino de Contabilidade na FEA-USP. Na 
disciplina Contabilidade Geral, na regência de cátedra do Prof. José da Costa Boucinhas, adota-se pela 
primeira vez, o método didático norte-americano, baseado no livro de Finney & Miller, Introductory 
accounting, com importantes adaptações à realidade brasileira, consubstanciadas pela abordagem do 
problema da Contabilidade em face da inflação. Como consequência deste trabalho, surge, em 1971, o 
livro Contabilidade Introdutória, de uma equipe da USP, livro hoje amplamente adotado nas faculdades 
de todo o Brasil. Isto significa que, desde 1964, gerações de contadores, de administradores e de 
economistas são influenciados pelo novo enfoque, constituindo um centro de irradiação das novas 
doutrinas. 
XI A CONTABILIDADE NA TOMADA DE DECISÃO 
 
A Contabilidade existirá em qualquer lugar onde existam transações econômicas a serem mensuradas 
para a obtenção da medida do lucro e também do desempenho da organização. Tem como objetivo ou 
principal preocupação produzir informações adequadas para a tomada de decisão. Nos dias atuais, no 
mundo dos negócios existe uma frequente mudança e com ela surgem Contabilidade Estratégica, 
Orçamentária, Ambiental, entre outras. Também observamos a Contabilidade Gerencial, tendo como 
variação a Controladoria. 
 
 
27 
 
A Contabilidade está inserida em um grande dinamismo, passando por transformações constantes. 
Neste ponto, existe a necessidade de atentar-se aos aspectos relevantes de uma organização, que deve 
passar por questionamentos e troca das ideias convencionais por atitudes cada vez mais práticas. 
 
O mercado busca administradores práticos, dinâmicos e bem estruturados. Pois as fontes de decisões 
muitas vezes são descentralizadas exigindo muito mais coerência nas tomadas de decisões. 
 
As mudanças nos sistemas e na estrutura empresarial fazem com que o profissional desta área não seja 
um mero historiador passivo, sendo visto como um consultor, um analista e até mesmo um fornecedor 
de informações acertadas para a correta tomada de decisões. 
 
A Contabilidade até o advento da Controladoria tinha como finalidade principal, apenas a geração de 
relatórios financeiros, que têm uso limitado, pois as informações geradas eram feitas a partir de fatos já 
ocorridos. 
 
Com a sistematização da Contabilidade em relação à Controladoria, passou-se a fornecer informações 
sobre a performance da empresa no mercado, tais como produtividade, liderança do produto, 
desenvolvimento de pessoal, entre outras, passando então a Contabilidade, ser um participante 
importante nos resultados da empresa e impacto direto na sociedade. 
 
As novas responsabilidades assumidas pela Contabilidade podem ser conceituadas como o conjunto de 
princípios, procedimentos e métodos oriundos das Ciências de Administração, Economia, Psicologia, 
Estatística e principalmente da Contabilidade, que se ocupam da Gestão Econômica das empresas, com 
o fim de orientá-las para a eficácia. 
 
Nessa eficácia nos negócios cabe a Controladoria, que é um dos braços da Contabilidade Gerencial, 
propor e assegurar por meio de instrumentos capazes que irão controlar, informar, influenciar, de 
maneira ativa a eficiência das ações administrativas. A Contabilidade Gerencial lastreia-se na 
escrituração regular dos documentos legais bem como, outros fatos que influenciam o patrimônio 
empresarial. 
 
Dentre as ferramentas utilizadas pela contabilidade, para fins gerenciais, destacam-se, entre outros: 
 Projeção do Fluxo de Caixa 
 Análise de Indicadores 
 Cálculo do Ponto de Equilíbrio 
 Determinação de Custos Padrões 
 Planejamento Tributário 
 Elaboração do Orçamento e Controle Orçamentário
XII OBJETIVOS E FINALIDADES DA CONTABILIDADE 
 
A Contabilidade tem no patrimônio das empresas seu objeto de estudos. O foco principal é revelar como 
se encontra e quais os fatores que proporcionaram mutações neste patrimônio, fornecendo assim, 
informações úteis à tomada de decisões. Nos Estados Unidos, por exemplo, as informações contábeis 
 
28 
 
são produzidas principalmente para os pequenos e médios investidores, enquanto que no Brasil, na 
maioria dos casos, são destinadas principalmente ao Fisco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Iudícibus leciona que: 
“... o estabelecimento dos objetivos da contabilidade pode ser feito na base de duas abordagens 
distintas: ou consideramos que o objetivo da contabilidade é fornecer aos usuários, 
independentemente de sua natureza, um conjunto básico de informações que, presumivelmente, 
deveria atender igualmente bem a todos os tipos de usuários, ou a contabilidade deveria ser 
capaz e responsável pela a apresentação de cadastros de informações totalmente diferenciados, 
para cada tipo de usuário”. 
A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus 
usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, 
com relação à entidade objeto de contabilização. 
 
Compreende-se por sistema de informação um conjunto articulado de dados, técnicas de acumulação, 
ajustes e edição de relatórios que venham a permitir: 
 Tratar as informações de natureza repetitiva com o máximo possível de relevância e o mínimo 
decusto; 
 Ter condições, através da utilização de informações primárias constantes do arquivo básico, 
juntamente com técnicas derivadas da própria Contabilidade, contando ainda com o auxilio de 
outras disciplinas, fornecer relatórios de exceção para finalidades específicas, em oportunidades 
definidas ou não. 
 
O dever de demonstrar a situação do patrimônio e o resultado do exercício de forma clara e precisa, e 
rigorosamente de acordo com os conceitos, princípios e normas básicas é da contabilidade, que 
norteiam a profissão. Este resultado apurado deve ser economicamente exato, sendo o objetivo básico 
dos demonstrativos financeiros, proverem o usuário de informações úteis para a tomada coerente de 
decisões econômicas. Observe a matéria publicada no jornal O POVO, publicado em 10 de junho de 
2005, tratando da importância da profissão do contador face às mudanças que ocorreram nas últimas 
décadas. 
PRINCIPAL OBJETIVO DA CONTABILIDADE: INFORMAÇÕES CONTÁBEIS 
 
A Contabilidade, desde a mais remota existência, vincula-se à sociedade e evoluem juntas à medida que a sociedade demanda da 
Contabilidade as mais variadas informações, o que importa em se afirmar que, sem quaisquer dúvidas, a Contabilidade é um 
componente social. 
 
Por ser uma ciência social, a Contabilidade sofre influências do meio em que opera e deve ser adaptada ao contexto das 
mudanças sociais, políticas e econômicas, sem prejudicar seu propósito de atender bem a todos os vários usuários da informação 
contábil. 
 
Tem, portanto, o compromisso e a necessidade de bem informar. Trata-se de uma ciência tão antiga quanto a civilização. Tem 
passado por fases de progresso, literário e doutrinário, como mostra o passado, a história. Não obstante, apenas no Século XX, 
pressionada pela necessidade de bem informar, os estudiosos e pesquisadores preocuparam-se em identificar e formalizar, de 
 
29 
 
uma maneira prática e objetiva, os Princípios que a regem e fixar normas e regras para a efetiva aplicação. 
 
Tal acontecimento ocorreu em face da exigência dos usuários das informações contábeis e representa um grande avanço no 
estudo e na aplicação dos conhecimentos técnicos-contábeis, possibilitando a identificação e fixação de normas. Tem sido, 
portanto, preocupação universal e generalizada por doutrinadores, pesquisadores ou líderes da classe contábil. 
 
O trabalho pioneiro, editado pelo American Institute Certified Public Accountants - AICPA, em 1934, General Accepeted Accounting 
Principles – GAAPs, bem como o trabalho do Professor William Paton, da Universidade de Michigan, nos Estados, Unidos, de 
1922, sob o título Teoria Contábil, demonstram a preocupação de pesquisadores com a Teoria Contábil e com os Princípios. 
 
O Brasil foi dos primeiros países a reconhecer oficialmente os Princípios Fundamentais de Contabilidade, tendo o Conselho 
Federal de Contabilidade, em 1981, através da Resolução CFC nº. 530-81, identificado dezesseis Princípios, atualmente reduzidos, 
pela Resolução CFC nº. 750-93, a seis. 
 
Os Princípios Contábeis são inerentes à própria Ciência Contábil e existem independentemente do desejo ou da escolha por parte 
daqueles estudiosos. Precisam ser identificados e respeitados para que a Contabilidade possa atingir os objetivos colocando à 
disposição dos usuários informações contábeis úteis e relevantes, capazes de suprir as necessidades dos que delas têm carência. 
 
As Informações e Demonstrações Contábeis devem ser elaboradas rigorosamente de acordo com as legislações e normas 
vigentes subordinadas aos Princípios Contábeis, de forma sintética e, para um melhor entendimento, deverão ser divulgadas de 
forma analítica, através de notas explicativas que deverão prestar esclarecimentos contemplando, no mínimo, os princípios, 
legislações e normas adotadas; eventuais mudanças de critérios, que alterem a uniformidade da aplicação das normas, em relação 
ao exercício anterior, justificando-as. 
 
A Contabilidade realiza os seus objetivos por meio de informações aos usuários das Demonstrações Contábeis. Tais informações 
possuem características próprias, que as definem e as tornam úteis as reais finalidades de informar. Para tanto, tais características 
devem assemelhar-se às dos Princípios e normas contábeis sendo, portanto, componentes que tornam útil a informação no 
momento de se fazer a opção quanto a divulgação de um fato contábil. 
 
O principal objetivo da Contabilidade é o seu usuário, interno e externo quer sejam acionistas, sócios, proprietários, credores, 
financiadores, investidores, fornecedores, governos, empregados quer seja a sociedade. Pouca importância terá uma informação 
contábil se a utilidade a que se destina é nula. A informação contábil é um instrumento para a tomada de decisões, portanto, deve 
atender a todos os objetivos a que se destina. 
 
A moderna Contabilidade deve ser estruturada visando ser um instrumento de informação, decisão e controle, fornecendo 
informações capazes de atender plenamente os objetivos dos usuários. Vale pela necessidade de prover o usuário de forma 
tempestiva com informação correta e útil. Para que a característica de utilidade seja mantida ao longo do tempo nas mais diversas 
práticas, torna-se necessário que todos os envolvidos com a ciência contábil tenham em mente a figura do usuário como o grande 
objetivo. 
 
(matéria escrita por Teresinha Maria Cavalcanti Cochrane - Mestre em Controladoria e Contabilidade pela USP - Contadora, 
Advogada e Professora da UFC). Publicado no Jornal O POVO, de 10 de junho de 2005. 
 
 
Um conceito bastante usado sobre contabilidade é ser um sistema de informação capaz de orientar aos 
donos de empresas, acionistas ou investidores de uma empresa a tomarem decisões apoiados em 
números que venham a mensurar ou até antever, a título de planejamento, a situação financeira e 
patrimonial do seu negócio. 
 
O objetivo principal da contabilidade é o de CAPTAR todos os fatos que estão ocorrendo na empresa, 
REGISTRAR estes fatos em um sistema de informação, ACUMULAR OS FATOS nesse sistema, RESUMIR 
os acontecimentos relativos a certo período de tempo, criando e emitindo um resumo – nomeado de 
Balanço - que servirá de suporte para INTERPRETAR todo o processo e resultados. 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
XII.1.1 USUÁRIOS DA CONTABILIDADE 
São todas as pessoas físicas ou jurídicas que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso de 
determinada entidade, seja tal entidade empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo 
patrimônio familiar. 
 
XII.1.2 INFORMAÇÕES PRESTADAS PELA CONTABILIDADE 
a) Informações de natureza econômico-financeira; 
b) Informações de natureza física; 
c) Informações sobre produtividade. 
XIII Principais interessados nas Informações Contábeis 
Sócios, Acionistas e Proprietários de Participações Societárias em Geral: Necessitam de informações 
acerca da Rentabilidade e Segurança de seus investimentos. 
 
Administradores, Diretores e Executivos dos Mais Variados Escalões: Preocupam-se com as 
informações concernentes a gestão financeira para a tomada de decisão. 
 
Bancos Capitalistas e Emprestadores de Dinheiro: De maneira análoga aos sócios, acionistas, e 
proprietários, necessitam de informações que visem à rentabilidade e segurança de seus investimentos, 
diferenciando-se destes quanto a razões de natureza sentimentais. 
 
Governo e Economistas Governamentais: Necessitam de informações concernentes à arrecadação de 
Tributos e dados que permitam análises globais e setoriais das diversas unidades Microeconômicas 
(Empresas), os quais convenientemente agregados e tratados estatisticamente, podem fornecer bases 
para análises Macroeconômicas. 
XIV Exercícios de fixação 
 
1. Quais argumentos você utilizaria para definir que a Contabilidade é importantena tomada de decisão 
para uma empresa? 
2. Sabemos que a Contabilidade tem no patrimônio das empresas seu objeto de estudos. Qual seria o 
foco principal dos estudos contábeis? 
3. Qual seria o principal objetivo da Contabilidade, de maneira conceitual? 
4. Quais seriam os principais interessados nas informações contábeis? 
5. Com base na pergunta anterior indique quais fatores fariam com que estes interessados queiram as 
informações contábeis. 
 
 
XV PATRIMÔNIO DA EMPRESA 
 
Patrimônio é um conjunto de Bens, Direitos e Obrigação, mensurável em dinheiro, pertencentes a uma 
pessoa física ou jurídica. Independente de sua finalidade, podendo ou não incluir o lucro. 
 
31 
 
Especificamente, o patrimônio instituído, deve ter independência dos demais patrimônios existentes, 
podendo a empresa ou instituição, dispor dele livremente, sempre na busca de benefícios para a 
entidade. 
 
O patrimônio busca além de vivenciar e relatar os processos de contabilização de uma azienda, sendo 
considerado azienda, o patrimônio sofrendo constantes ações, de natureza econômica, do elemento 
humano. Procura transformar os dados em informações, mediante procedimentos próprios, originando 
toda ênfase dos procedimentos contábeis, que depois de compilados, são apresentados aos usuários 
por intermédio de relatórios. Um dos objetivos principais do patrimônio é buscar a partir de fatos, dados 
que nos deem suporte para avaliação de seus Bens, Direitos e Obrigações, os quais são processados 
mediante técnica própria e transformados em informações para os usuários, visando atender seus 
interesses. 
 
O Patrimônio é a parte impessoal da azienda, tendo como consistência, seus dois aspectos principais, 
sendo: 
Aspecto quantitativo, visto como um fundo de valores, ou seja, consiste em atribuir aos seus 
respectivos elementos. 
 
Aspecto qualitativo, reunindo um conjunto de bens, créditos, débitos, ou seja, consiste em qualificar, 
dar nomes aos elementos componentes. 
 
O patrimônio é um elemento rico em itens que o compõe, absorve praticamente todos os atos, fatos 
integrantes da azienda. Ele relata desde a sua constituição até o encerramento de uma entidade, em 
seus componentes patrimoniais. 
 
Nota: O principal campo de aplicação da Contabilidade são as Aziendas. Azienda é o patrimônio somado 
à pessoa que tem sobre ele poderes de administração e disponibilidade. 
O conceito de azienda reúne o patrimônio mais a pessoa que o administra, sofrendo este patrimônio 
constante mutação por parte da pessoa que o administra: Azienda = Patrimônio + Gestão. 
 
Gestão seria o ato de administrar, de gerir os bens, direitos e obrigações, além dos recursos humanos. 
Considerando o patrimônio de uma determinada empresa, a partir do momento em que passe a ser 
administrado, com o objetivo de lucro, ele irá sofrer modificações significativas. Surge, então, a figura da 
Contabilidade, como instrumento necessário ao controle das informações e dos efeitos provocados 
pelos fatos decorrentes da gestão patrimonial. 
 
O patrimônio da empresa é composto por capital, que pode ser próprio ou de terceiros. 
 
XV.1.1 Capital próprio 
 
Podemos entender como Capital Próprio, o dinheiro que é de propriedade dos sócios ou de 
determinada pessoa que a abriram determinada empresa. Por exemplo: se uma pessoa tem R$ 
100.000,00 e pretende iniciar um negócio, o Capital Próprio desta pessoa é de R$ 100.000,00. 
Considerando que esta seja a quantia necessária para começar as atividades. 
 
32 
 
 
XV.1.2 Capital de terceiros 
 
Como Capital de Terceiros, a definição mais comum é a que o dinheiro emprestado para abrir uma 
empresa ou para aplicar nesta empresa algum recurso para melhoria de sua estrutura. Como exemplo, 
temos: A pessoa tem R$ 50.000,00 para iniciar um negócio. Porém, este valor não é suficiente para a 
concretização do sonho, sendo necessário recorrer ao um empréstimo para iniciar o negócio. Se a 
pessoa toma esta quantia através de um empréstimo bancário, por exemplo, diz-se que tal quantia é o 
Capital de Terceiros. Podemos assim, interpretar que a pessoa “pegou” o dinheiro de terceiros. 
 
Mas o que é melhor para o empresário. Capital próprio ou capital de terceiros? 
 
Depois de conceituado os dois termos, surge uma questão interessante: o que é melhor para o 
empresário? Capital Próprio ou Capital de Terceiros? 
 
Ambos são importantes e necessários para o desenvolvimento uma empresa ou para quem a 
administre, tornando- se relevante saber a melhor ocasião para se adquirir o empréstimo ou para usar o 
recurso próprio. Nem sempre a utilização de Capital de Terceiros será ruim, principalmente se esta 
aquisição ocorrer através de uma boa negociação, onde a taxa de juros aplicada venha a compensar este 
empréstimo. Observe o exemplo de um empresário que recebe uma oferta de desconto de 15% se 
pagar a mercadoria à vista. Caso o empresário tome um empréstimo com taxa de 2%, dependendo do 
prazo estipulado para a quitação do empréstimo, torna-se bastante viável o empréstimo. 
 
O capital de Terceiros é bastante utilizado no caso de investimento em estrutura, equipamentos, 
aquisição de outros bens, na ampliação e incremento de atividades, pois esta aplicação bem planejada 
terá retorno garantido. 
 
A utilização do Capital de Terceiros deve ser evitada quando em frequência ou se tiver finalidade de 
pagamento de outras dívidas. 
 
O Capital Próprio, por sua vez, é de suma importante sendo encarado também como investimento por 
parte do empresário, a partir do momento que ele possa fomentar o crescimento da empresa através 
de uma nova integralização de capital, por exemplo. 
 
É necessário salientar importância dos dois tipos de recursos, devendo atentar-se para o momento 
adequado de usar um ou outro, sendo indicada a prudência na análise dos dados envolvidos, antes das 
negociações para que o capital próprio não seja perdido ou a empresa venha a se atolar em dívidas, 
seguindo uma doce ilusão de um bom negócio quando adquirir um empréstimo. 
 
XVI Exercícios de fixação 
 
1. Responda aos questionamentos: 
a) O que podemos entender como patrimônio de uma empresa? 
b) O que você entendeu por Azieda? 
c) Conceitue Capital Próprio e Capital de Terceiros. 
 
33 
 
XVII CONTAS CONTÁBEIS 
 
A finalidade destas contas é de registrar as movimentações a serem transcritas no livro diário (que será 
tratado em momento oportuno), com expressão monetária. No diário, cada fato contábil será 
transportado para as respectivas contas, com sua data, histórico e valor. Como exemplo de contas 
contábeis, temos: Contas de Ativo, Contas de Passivo, de Contas de Resultado e Contas de 
Compensação. 
 
Sucintamente, as contas contábeis registram: 
 
Contas Ativas: registram bens e direitos, por exemplo, numerário (caixa), valores depositados em banco 
(contas de movimento), bens para revenda (estoque de mercadorias), imóveis de utilização (terrenos e 
edificações), entre outros. 
 
Contas Passivas: registram as obrigações da entidade e os recursos de capital desta entidade, por 
exemplo: contas a pagar e obrigações (fornecedores, impostos), empréstimos de terceiros (instituições 
financeiras), capital social, lucros acumulados, reserva de lucros, entre outros. 
 
Contas de Resultado: São contas que registram contrapartidas das mutações patrimoniais, são as contas 
de receita (venda de mercadorias) e as contas de custos e despesas (CMV, despesas de vendas). 
 
Contas de Compensação: as Contas de Compensação são utilizadas exclusivamente para controle, sem 
fazer parte do Patrimônio, as contas estão alocadas abaixo do grupo do ATIVO e abaixo do grupo do 
PASSIVO e englobam o sistemapatrimonial. Assim, as contas de compensação nada têm a ver com o 
sistema de contas patrimoniais, sendo um conjunto de contas de uso optativo e destinado a finalidades 
internas da empresa, podendo servir, como fonte de dados para transmitir determinadas informações a 
terceiros. 
 
O uso das contas de compensação é recomendável, para as finalidades de controle interno, para registro 
de possíveis alterações patrimoniais futuras e como fonte de dados para a elaboração de notas 
explicativas. 
 
Estas Contas Contábeis são expressas com títulos que devem estar em concordância com os atos e fatos 
administrativos provocados, devendo figurar num Plano de Contas de acordo com as características 
individuais, similaridades com demais contas ou eventos econômicos produzidos. Dizemos que a conta 
contábil deve representar facilmente cada operação realizada por uma entidade. 
 
XVIII EXEMPLOS DE CONTAS CONTÁBEIS 
 
As Contas Contábeis constituem a essência da Contabilidade devido ao fato de ser através delas que 
controlamos as movimentações na entidade e constituem representações escrituradas dos bens, dos 
direitos, das obrigações, do capital, da entidade. A contabilidade já foi chamada de "Ciência das Contas", 
pela doutrina Contista, doutrina da Contabilidade que reconhecia esta ciência como tendo por objeto as 
contas. Estas contas, são preferencialmente organizadas na forma cartesiana ou racional (entende-se 
 
34 
 
por organização cartesiana aquela que tem ideias claras e modo de proceder rigoroso) sendo 
escrituradas pelo método das partidas. 
 
As contas contábeis são indispensáveis para que se possam efetuar os lançamentos contábeis e são 
classificadas em dois tipos, a saber: Contas patrimoniais; Contas de resultados; 
 
Contas patrimoniais - Como o próprio nome indica, são contas destinadas a representar o patrimônio 
da empresa, ou seja, o conjunto de bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido, reunidas em dois 
grandes grupos: Grupo do Ativo e Grupo do Passivo. 
 
Contas de resultados - São as contas destinadas ao registro das despesas e receitas realizadas pela 
empresa durante um período, sendo também reunidas em dois grandes grupos: Grupo das Receitas e 
Grupo das Despesas. 
 
XVIII.1.1 Contas Patrimoniais 
 
Caixa: esta conta registrará a movimentação de numerário na tesouraria da entidade. 
 
Banco Conta Movimento: esta conta registrará a movimentação de cheques, depósitos e demais 
transações e movimentos na conta corrente bancária da entidade. 
 
Duplicatas a Receber: esta conta registrará valores relativos à contrapartida dos créditos de vendas. 
 
Estoque de Mercadorias: esta conta registrará a movimentação de mercadorias em estoque. 
 
Duplicatas a Pagar: esta conta registrará valores devidos a terceiros devido a compras efetuadas pela 
empresa. 
 
Empréstimos e Financiamentos: esta conta registrará valores devidos pela empresa mediante 
empréstimos e financiamentos. 
 
Capital Social: esta conta registrará o montante aportado pelo titular, sócios ou acionistas de uma 
entidade, para formação do respectivo capital. 
 
Lucros Acumulados: esta conta registrará os valores acumulados dos lucros apurados pela empresa. 
 
XVIII.1.2 Contas de Resultado 
 
Receita de Vendas: esta conta registrará os valores havidos pelo faturamento de vendas da empresa. 
Despesas de Propaganda: esta conta registrará as despesas gastas em marketing e propaganda. 
Salários: esta conta registrará as remunerações de empregados da empresa. 
 
Os exemplos acima citados não são exaustivos. As contas contábeis serão analisadas no decorrer do 
tempo nas demonstrações da contabilidade. 
 
 
35 
 
XIX BALANÇO PATRIMONIAL - GRUPOS DE CONTAS 
 
Balanço Patrimonial é a demonstração que apresenta todos os bens e direitos da empresa (Ativo), assim 
como as obrigações (Passivo), em determinada data. 
 
As diferenças entre Ativo e Passivo é chamada Patrimônio Líquido e representa o capital investido pelos 
proprietários da empresa, quer através de recursos trazidos de fora da empresa (capital próprio ou de 
terceiros), quer gerado por esta em suas operações e retidos internamente. 
 
O balanço apresenta a posição patrimonial e financeira de uma empresa em dado momento. A 
informação que esse demonstrativo fornece é totalmente estática e, muito provavelmente, sua 
estrutura se apresentará relativamente diferente algum tempo após seu encerramento. 
 
Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, 
numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade. 
 
No balanço patrimonial, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do patrimônio que 
registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da 
empresa. 
 
De acordo com o § 1º do artigo 176 da Lei 6.404/76, as demonstrações de cada exercício serão 
publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior, para 
fins de comparação. 
 
XX NOÇÕES INTRODUTÓRIAS SOBRE BALANÇO PATRIMONIAL 
 
XX.1.1 Grupos de Contas 
 
Conforme previsto no art. 179 da Lei 6.404 de 1976, no balanço, as contas serão classificadas segundo 
os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise 
da situação financeira da companhia. 
 
XX.1.2 Ativo 
 
O Ativo compreende os bens e os direitos da entidade, expressos em moeda: Caixa, Bancos (ambos 
constituem disponibilidades financeiras imediatas), Imóveis, Veículos, Máquinas e Equipamentos, 
Estoques de Mercadorias, Tributos a Receber e Clientes – devedores da entidade em virtude de 
transações de crédito ou vendas a prazo - Esses são alguns bens e direitos que a maioria das empresas 
normalmente possui. Os elementos do Ativo são discriminados do lado esquerdo do Balanço 
Patrimonial. 
 
No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas 
registrados, nos seguintes grupos: I - ativo circulante; e, II - ativo não circulante, composto por ativo 
realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. 
 
 
36 
 
XX.1.3 As contas serão classificadas do seguinte modo: 
 
I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social 
subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte; 
 
II - no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim 
como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas 
(artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem 
negócios usuais na exploração do objeto da companhia; 
 
III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer 
natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da 
companhia ou da empresa; 
 
IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção 
das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes 
de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; 
 
V – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da 
companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. 
 
Observação: Em relação às sociedades anônimas, na companhia em que o ciclo operacional da empresa 
tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá porbase o 
prazo desse ciclo. 
 
XX.1.4 Passivo 
 
Passivo representa as origens dos capitais, que são representadas por direitos dos proprietários da 
empresa (patrimônio líquido) e direitos de terceiros tanto em curto prazo como a longo prazo. 
 
Os elementos do Passivo são discriminados do lado direito do Balanço Patrimonial. 
 
No Passivo registramos as obrigações perante terceiros, tanto as conhecidas como as estimadas. Sendo 
no Passivo, o controle de todas as obrigações (dívidas e outros encargos) da empresa, assumidas, 
devendo ser pagas pela empresa ou instituição. 
 
Obrigações – são dívidas ou compromissos de qualquer espécie ou natureza assumidos perante 
terceiros ou bens de terceiros que se encontram em posse (uso da entidade). Ex. Duplicatas a pagar, 
fornecedores, impostos a recolher, contas a pagar, etc. O passivo é composto em três grandes grupos, 
como segue: 
 
No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos, em ordem decrescente de grau de 
exigibilidade: I - Passivo circulante; II - Passivo não circulante; e, III - Patrimônio líquido, dividido em 
capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em 
tesouraria e prejuízos acumulados. 
 
37 
 
 
Observação: Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão 
classificados separadamente. 
 
As contas serão classificadas do seguinte modo: 
 
As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não circulante, 
serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo não 
circulante, se tiverem vencimento em prazo maior. 
 
Capital Social: A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela 
ainda não realizada. 
 
Reservas: Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: 
 A contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de 
emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do 
capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; 
 O produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; 
 Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital 
realizado, enquanto não-capitalizado. 
 Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no 
resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de 
aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em 
decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas 
expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. 
 Serão classificadas como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da 
companhia. 
 As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do 
patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. 
 
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PATRIMÔNIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
XXI Exercícios de fixação 
 
1. Responda aos questionamentos: Qual a finalidade das Contas Contábeis? Defina Contas 
Patrimoniais e Conta de Resultado. O que seria Balanço Patrimonial? Quais são os grupos de 
contas que compõe o Balanço Patrimonial? 
2. Assinale “V” para Verdadeiro e “F” para Falso nas assertivas abaixo. 
( ) As Contas Ativas registram bens e direitos, por exemplo, numerário (caixa), valores 
depositados em banco (contas de movimento), dentre outros. 
( ) As Contas de Resultado registram que a empresa deve para terceiros. 
( ) O uso das contas de compensação é recomendável, para as finalidades de controle interno, 
para registro de possíveis alterações patrimoniais futuras e como fonte de dados para a elaboração de 
notas explicativas. 
( ) As contas contábeis dividem-se em contas patrimoniais e contas de resultados. 
( ) A conta Lucros Acumulados está elencada dentre as contas patrimoniais. 
( ) Balanço Patrimonial é a demonstração que apresenta todos os bens e direitos da empresa 
(Ativo), assim como as obrigações (Passivo), em determinada data. 
( ) No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos 
nelas registrados. 
( ) No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos, em ordem crescente de grau de 
exigibilidade. 
( ) As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não 
circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no 
passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior. 
 
XXII ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS 
 
A estrutura contábil está construída partindo de dois princípios fundamentais que são as Origens e as 
Aplicações de Recursos. 
 
O investimento em uma entidade (empresa) pelos sócios será chamado de Capital Inicial, sendo 
denominado como Origem de Recurso. Este capital inicial e as variações ocorridas durante certo período 
de tempo é chamado de Patrimônio da Entidade. 
 
Para que o patrimônio de uma entidade cresça, serão necessárias algumas situações favoráveis de 
equilíbrio entre os ingressos dos recursos e as aplicações de tais recursos. 
 
A empresa deverá captar recursos e aplicar esses recursos de forma positiva, tanto em eficiência quanto 
em valor. 
 
Para o conjunto de aplicações de recursos, que são todos os bens e direitos que a empresa possui, 
podemos denominar de ativo a origem de recursos de terceiros. Este é o ingresso de recursos que num 
determinado prazo deve ser devolvido aos seus detentores do capital (por exemplo, fornecedores, 
empréstimos), ou seja, nos prazos de vencimentos estipulados, os valores deverão ser liquidados a estes 
terceiros. Neste caso a empresa assume um conjunto de obrigações, que chamamos de Passivo. 
 
39 
 
 
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XXIII ALTERAÇÕES OCORRIDAS A FORMA DE APRESENTAÇÃO DO BALANÇO 
 
Até o ano de 2007 o Balanço Patrimonial tinha uma composição diferente da que conhecemos hoje. A 
Lei 11.638 de 2007 alterou a Lei 6.404 de 1976, mudando a forma de apresentar o Balanço. 
 
A Lei 11638/07 apresenta em seu texto mudanças bastante comentadas para a época, mas com diversas 
dificuldades em suas redações não sendo em muitos casos plenamente compreendida em seu todo pelo 
empresariado, pelos contabilistas e correlatos. A transição de uma contabilidade meramente fiscal 
muda seu objetivo para uma contabilidade voltada ao mercado, onde os gestores deverão usar o 
amparo legal para suas decisões, fortalecendo assim a classe contábil. 
 
As novas regras de classificação contábil são de fato muito diferentes, devendo ser fortemente 
estudadas para que todos os profissionais compreendam exatamente o que são as normas 
internacionais de contabilidade. Devemos saber qual sua funcionalidade e seu desenvolvimento com 
base na Lei 11638/07, nos Pronunciamentos Contábeis emitidos pelo CPC Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis e nas normas emitidas pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários, bem como o CFC - 
Conselho Federal de Contabilidade. 
 
Diante do exposto, a Lei 6.404 de 1976, antes das alterações produzidas pela Lei 11.638 de 2007, 
determinava, em seu artigo 178 que os grupos de contas deveriam estar determinados pelo grande 
grupo Ativo, e seus grupos Ativo Circulante, Ativo Realizável a Longo Prazo, Ativo Permanente. O 
Permanente seria dividido em subgrupos denominados: Investimentos, Imobilizadoe Diferido. 
 
Do outro lado o grande grupo Passivo, com os grupos Passivo Circulante, Passivo Exigível a Longo Prazo, 
Resultados de Exercícios Futuros e Patrimônio Líquido dividido em Capital Social, Reservas de Capital, 
Reservas de Reavaliação, Reservas de Lucros e Lucros ou Prejuízos Acumulados e com critérios contábeis 
regrados aos Princípios Fundamentais de Contabilidade e diversas normas tributárias. 
 
A Lei 11638/07 inovou estes conceitos, instituindo a adoção das normas internacionais de contabilidade, 
precisamente o IFRS - International Financial Reporting Standards, que são utilizados nos países da 
União Européia e vários outros. 
 
 
40 
 
 
 
 
Forma simplificada da demonstração para comparação de como era na Lei 6404/76 e como ficou com a 
Lei 11638/07: 
 
 Lei 6404/76 Lei 6404/76 após Lei 11638/07 
 
Balanço Patrimonial Balanço Patrimonial 
 
Ativo Passivo Ativo Passivo 
 
 Passivo Circulante Passivo Circulante 
 
 Passivo Exigível a Passivo Exigível a 
 
 Longo Prazo 
Ativo Circulante 
Longo Prazo 
 
Ativo Circulante Resultados de Ativo realizável a Resultados de 
Ativo realizável a 
Exercícios Futuros Longo Prazo Exercícios Futuros 
Longo Prazo 
 
Ativo Permanente Patrimônio Líquido Ativo Permanente Patrimônio Líquido 
Capital social Investimentos Capital social 
Investimentos Reservas de Capital Imobilizado Reservas de Capital 
Imobilizado 
Reservas de Intangível Ajustes de avaliação 
Diferido reavaliação Diferido patrimonial 
 
 Reservas de lucros Reservas de lucros 
 
 Lucros ou prejuízos Ações em tesouraria 
 
 acumulados Prejuízos 
 
 acumulados 
 
 
 
A Medida Provisória 449 de 2008, publicada no Diário Oficial da União em 04/12/2008, em seu art. 36, 
altera o art. 178, da Lei 6404/76 e em consequência a Lei 11.638 2007 – (A MP 449 de 2008 
posteriormente foi convertida na Lei 11.941 de 2008), trouxe algumas alterações no disposto pela Lei 
11.638 de 2007, mais precisamente nos grupos do Ativo e Passivo passando a figurar assim: 
 
Grande grupo Ativo dividido nos seguintes grupos: Ativo Circulante e Ativo não Circulante, contendo 
neste os valores a Longo Prazo, os Investimentos, Imobilizado e Intangível, desaparecendo as figuras do 
Ativo Realizável a longo prazo e Ativo Permanente como grupo, sendo agora subgrupo do Ativo não 
Circulante, sendo que o termo Ativo Permanente não figurará mais no Balanço Patrimonial. 
 
O subgrupo ativo diferido de fato desaparece deste relatório, porém vale ressaltar que a Medida 
Provisória 449/08 traz previsão que poderá amortizar o saldo do mesmo até seu findar, caso a pessoa 
jurídica não tenha onde alocar o valor diferido. 
 
Já o grande grupo Passivo, também teve modificações em sua estética conforme determina a Medida 
Provisória 449/08, sendo o grupo Passivo Circulante e Passivo Não Circulante, desaparecendo os grupos 
do Passivo exigível a Longo Prazo, e Resultado de Exercícios Futuros. 
 
Já o Patrimônio Líquido continua sendo considerado grupo conforme determina a Lei 11638/07. Assim, 
para uma comparação segue: 
 
 
 
 
41 
 
 
Após Lei 11638/07 Lei 6404/76 após Lei 1.941/2008 
 
Balanço Patrimonial Balanço Patrimonial 
 
Ativo Passivo Ativo Passivo 
 
 Passivo Circulante 
 
 Passivo Circulante Passivo Não 
 
 Passivo Exigível a Circulante 
 
Ativo Circulante Longo Prazo Passivo Exigível a 
Ativo Circulante Longo Prazo 
Ativo realizável a 
Resultados de Ativo não circulante Resultados de 
Longo Prazo 
Exercícios Futuros Ativo realizável a Exercícios Futuros 
 
Ativo Permanente Longo Prazo 
Patrimônio Líquido Investimentos Patrimônio Líquido 
Investimentos 
Capital social Imobilizado 
Imobilizado 
Reservas de Capital Intangível Capital social 
Intangível 
Ajustes de avaliação Reservas de Capital 
Diferido 
patrimonial Ajustes de avaliação 
 
 Reservas de lucros patrimonial 
 
 Prejuízos Reservas de lucros 
 
 acumulados Prejuízos 
 
 acumulados 
 
 
A MP 449 de 2008 foi convertida na Lei 11.941 de 2009. Nesta lei foi consolidada a forma de 
apresentação do balanço que trata o art. 178 da Lei 6.404 de 1976. 
 
A Resolução CFC nº. 1.157 de 2009 no item 143 traz a forma de balanço atualmente utilizada, com uma 
divisão maior em itens na parte do Patrimônio Líquido. 
 
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO BALANÇO PATRIMONIAL 
Modelo da Resolução CFC nº. 1.157 de 2009 
 
 ATIVO PASSIVO + PATRIMÔNIO LIQUIDO 
 Ativo Circulado Passivo Circulante 
 
 Ativo não Circulado Passivo não circulante 
 
 Realizável a longo prazo Patrimônio Líquido 
 
 Investimento Capital Social 
 
 Imobilizado (-) Gastos com Emissão de ações 
 Intangível Reservas de capital 
 
 Opções outorgadas reconhecidas 
 
 Reservas de lucros 
 
 (-) Ações em tesouraria 
 Ajustes e avaliação patrimonial 
 
 Ajustes acumulados de conversão 
 
 Prejuízos acumulados 
 
XXIV RELATÓRIOS CONTÁBEIS – NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
 
XXIV.1.1 Objetivos dos Relatórios Contábeis 
 
Os Relatórios Contábeis traduzem a informação proveniente dos dados colhidos pela contabilidade, 
expressa de maneira previamente acertada, de forma resumida e ordenada, com o objetivo de informar 
aos usuários internos e externos da empresa, sobre os fatos registrados em determinado período. As 
 
42 
 
demonstrações e os relatórios contábeis constituem a fase de saída do sistema de informações 
contábeis. Compreende as demonstrações contábeis, exigidas pela lei comercial vigente a Lei nº. 6.404 
de 1976 para as sociedades anônimas e o Decreto nº. 3.708 de 1919 para as sociedades limitadas. 
 
XXIV.1.2 Exemplos de Relatórios Contábeis 
 
Balanço Patrimonial: Representa a posição patrimonial e financeira da empresa em dado momento 
segundo uma visão estática. 
 
Demonstração de Resultado: Demonstra a formação do resultado do período levando em consideração 
o tipo de receita e despesa. 
 
Demonstração das Origens e Aplicação de Recursos: Demonstra a variação do capital circulante liquido 
(capital de giro da empresa) pela diferença entre as origens e aplicação de recursos. 
 
Demonstração de Mutação do Patrimônio Líquido: Evidencia as contas do movimentadas no 
patrimônio liquido – PL da empresa. A demonstração identifica os fluxos ocorridos entre as contas e as 
variações nos saldos de um período para o outro. 
 
Demonstração dos Fluxos de Caixa: Demonstra a variação de caixa e equivalentes de caixa pela 
diferença das entradas e saídas de recursos. 
 
Balanço Social: Esta demonstração evidencia informações de natureza sócio ambientais, pois indica a 
responsabilidade social da empresa. 
 
Demonstração do Valor Adicionado: Esta demonstração evidencia de forma individualizada a 
participação na formação participação distribuição do valor adicionado pela entidade. 
 
Notas explicativas: Traz esclarecimentos ou detalhamentos das informações contábeis que não tenham 
ficado claras. 
 
Relatórios da Administração ou Diretoria: Informações de caráter gerencial em relação a empresa e seu 
desempenho. 
 
Parecer de Auditoria: Documentação que revela se as demonstrações da empresa espelham a realidade 
dos fatos contabilizados. 
 
XXIV.1.3 Relatórios Contábeis Obrigatórios 
 
Conforme previsto artigo 176 da Lei 6.404 de 1976, as demonstrações financeiras obrigatórias pelas Leis 
das S.A. são: 
 
Balanço Patrimonial - BP 
 
Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados - DLPA 
 
43 
 
 
Demonstração de Resultado do Exercício - DRE 
 
Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFCSe companhia aberta, Demonstração do Valor Adicionado – DVA. 
 
Nota: Demonstração das Origens e Aplicações dos Recursos – DOAR. A partir de 01.01.2008, a DOAR foi 
extinta, por força da Lei 11.638 de 2007, sendo obrigatória para apresentação das demonstrações 
contábeis encerradas até 31.12.2007. Em seu lugar, está figurando a DFC. 
 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL - é facultativa (art. 186, § 2º) e poderá ser 
incluída na Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. 
 
Nota: Conforme no § 4º e § 5º do art. 176 da Lei 6.404 de 1976, as Notas Explicativas deverão fazer 
parte das Demonstrações Contábeis, mencionando que as demonstrações serão complementadas por 
notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para 
esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. Assim, a função principal das 
notas explicativa é de elucidar qualquer fato ocorrido no decorrer do exercício que não tenha ficado 
claramente interpretado nos lançamentos contábeis e nas demonstrações. 
 
XXIV.1.4 Relatórios Contábeis Facultativos 
 
No início, quando da ideia de revisão da Lei das Sociedades por Ações, por volta da década de 80, as 
discussões em torno da importância de relatórios como a demonstração de fluxos de caixa, a 
demonstração do valor adicionado e também o balanço social, ganharam corpo entre os profissionais de 
Contabilidade. Daquela época em diante, apesar de não serem exigidos por qualquer dispositivo legal, 
empresas de diferentes setores empreenderam esforços no sentido de divulgá-los de forma voluntária. 
 
Atualmente a Demonstração dos Fluxos de Caixa, substituíram a Demonstração de Origens e Aplicação 
de Recursos em relação à obrigatoriedade. 
 
XXIV.1.5 Demonstração do Valor Adicionado - DVA 
 
Demonstração que muda a configuração da DRE, dando um formato diferenciado no seu conteúdo e 
uma interpretação social aos seus dados. 
 
Nota: A DVA deve ser elaborada obrigatoriamente caso a entidade em questão seja Sociedade Anônima 
de capital aberto. 
 
A Demonstração do Valor Adicionado tem por finalidade apresentar as variações das riquezas 
produzidas pelas empresas. São utilizados como comparativos econômicos de valores atuais e valores 
correspondentes a períodos anteriores, obrigatoriamente ele segue o Principio Contábil de 
Competência. 
 
 
44 
 
A demonstração fornece uma visão bem abrangente sobre a real capacidade de uma sociedade produzir 
riqueza. 
 
A Demonstração do Valor Adicionado tem uma semelhança com o DRE - Demonstração de Resultados 
de Exercícios, porem eles tem objetivos diferentes: 
 
DRE - Demonstração de Resultados de Exercícios apresenta parcialmente as riquezas da empresa 
demonstrando as receitas, despesas, custos com propósito de mostrar o lucro para os sócios ou 
acionistas. 
 
DVA - Demonstração do Valor Adicionado mostra os demais geradores de riquezas os considerados 
valores adicionados ou agregados. 
 
O que é importante compreender é que a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) tem como principal 
objetivo informar o valor da riqueza gerada pela empresa e a forma de distribuí-la e que não deve ser 
confundida com a demonstração de resultado do exercício. 
 
Enquanto essas duas últimas têm suas informações quase que exclusivamente voltadas para os sócios e 
acionistas, a DVA é muito menos egoísta e oferecem informações relativas à riqueza gerada pela 
empresa e a forma com que essa riqueza é distribuída entre o governo, funcionários, fornecedores 
externos de capital e os próprios sócios e acionistas. 
 
XXIV.1.6 Balanço Social – BS 
 
O Balanço Social é um demonstrativo publicado anualmente pela empresa reunindo um conjunto de 
informações sobre os projetos, benefícios e ações sociais dirigidas os empregados, investidores, 
analistas de mercado, acionistas e à comunidade. É também um instrumento estratégico para avaliar e 
multiplicar o exercício da responsabilidade social corporativa. 
 
Observação Importante! As demonstrações contábeis são apresentadas em moeda corrente do país; 
 
Os elementos que compõem o BP e a DRE são representados por saldos, que decorrem da diferença 
entre o movimento de “débitos” e “créditos” no período; 
 
A DOAR focaliza sua direção no capital de giro da empresa, demonstrando as causas de suas alterações. 
 
A Resolução CFC nº. 1.003 de 2004 estabelece procedimentos para evidenciação de informações de 
natureza social e ambiental, com o objetivo de demonstrar à sociedade a participação e a 
responsabilidade social da entidade. 
 
XXV REQUISITOS DO BALANÇO PATRIMONIAL 
 
Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil destinada a evidenciar de forma qualitativa e 
quantitativa, em uma determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade. 
 
 
45 
 
No balanço patrimonial, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do patrimônio que 
registrem e devem ser agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira 
da empresa. 
 
Conforme o § 1º do artigo 176 da Lei 6.404/76, as demonstrações de cada exercício serão publicadas 
com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior, para fins de 
comparação. 
 
O Balanço Patrimonial é parte integrante de um conjunto de relatórios que compõem as demonstrações 
contábeis de uma entidade. 
 
O Balanço patrimonial é a demonstração contábil que evidencia, de forma resumida, o patrimônio da 
empresa, quantitativa e qualitativamente. 
 
O artigo 178 da Lei nº. 6.404/1976 - Lei das Sociedades por Ações, alterada pela Lei 11.638/07 e MP 
449/08, estabelece o seguinte: 
 
Art. 178. No Balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem e 
agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a analise da situação financeira da companhia. 
 
§1º No Ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas 
registrados, nos seguintes grupos: 
 
a) Ativo circulante; 
b) Ativo não circulante; 
a. Ativo realizável a longo prazo; 
b. Ativo permanente, dividido em: 
i. Investimentos, 
ii. Ativo imobilizado, 
iii. Ativo Intangível. 
Nota: Em certos casos o Ativo diferido, ainda aparece em certas empresas que não tiveram como 
realocar estes valores em outras contas de destino. 
 
A partir da alteração da legislação societária promovida pela Lei 11.638/07, o Ativo intangível deve 
figurar no Balanço Patrimonial das empresas como subgrupo de Ativo Permanente, cujo objeto é os 
bens intangíveis anteriormente classificados no Ativo Imobilizado. 
 
§ 2º No Passivo, as contas serão classificadas segundo a ordem decrescente de exigibilidade, nos 
seguintes grupos: 
a) Passivo circulante; 
 
46 
 
b) Passivo não circulante; 
a. Passivo exigível a longo prazo; 
Nota: O Resultado de Exercícios Futuros deixou de existir. 
c) Patrimônio líquido, dividido em Capital Social, Reservas de Capital, Reserva de Lucros e Lucros 
ou Prejuízos Acumulados. 
§ 3º Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão classificados 
separadamente. 
 
Nota: A partir da alteração da legislação societária promovida pela Lei 11.638/07, foi suprimido o grupo 
de contas intitulado Reserva de Reavaliação no Balanço Patrimonial. 
 
As contas do Ativo sujeitas à depreciação, à amortização, à exaustão e à provisão para créditos de 
liquidação duvidosa e outras provisões aparecerão, no Balanço Patrimonial, deduzidas das respectivas 
depreciações, amortizações, exaustões ou provisões para créditos de liquidação duvidosa e outras 
provisões. 
 
XXV.1.1 Composiçãodo Balanço 
 
Conforme Lei 6.404/76 (artigos 176 a 182 e artigo 187) e NBC T.3, o Balanço Patrimonial é constituído 
pelo Ativo, pelo Passivo e pelo Patrimônio Líquido. 
 
Ativo compreende os bens, os direitos e as demais aplicações de recursos controlados pela entidade, 
capazes de gerar benefícios econômicos futuros, originados de eventos ocorridos. 
 
Passivo compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para com terceiros, 
resultantes de eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua liquidação. 
 
Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da Entidade, e seu valor é a diferença positiva 
entre o valor do Ativo e o valor do Passivo. Quando o valor do Passivo for maior que o valor do Ativo, o 
resultado é denominado Passivo a Descoberto. 
 
Portanto, a expressão Patrimônio Líquido deve ser substituída por Passivo a Descoberto. 
 
XXV.1.2 Agrupamento das Contas 
 
Os elementos da mesma natureza e os saldos de reduzido valor quando agrupados, e desde que seja 
indicada a sua natureza e nunca devem ultrapassar, no total, um décimo do valor do respectivo grupo 
de contas, sendo vedada a utilização de títulos genéricos como "diversas contas" ou "contas correntes". 
 
 
XXV.1.3 Procedimentos Para Elaboração do Balanço 
 
 
47 
 
Ao término do exercício, como se faz em todos os meses, procede-se ao levantamento do balancete de 
verificação, com o objetivo de conhecer os saldos das contas do razão e conferir sua exatidão. 
 
No balancete são relacionadas todas as contas utilizadas pela empresa, sejam elas patrimoniais ou de 
resultado, demonstrando seus débitos, créditos e saldos. 
 
As contas do balancete, no fim do exercício, sejam patrimoniais ou de resultado, nem sempre 
representam, entretanto, os valores reais do patrimônio, naquela data, nem as variações patrimoniais 
do exercício, porque os registros contábeis não acompanham a dinâmica patrimonial no mesmo ritmo 
em que ela se desenvolve. 
 
Desta forma, muitos dos componentes patrimoniais aumentam ou diminuem de valor, sem que a 
contabilidade registre tais variações, bem como muitas das receitas e despesas, recebidas ou pagas 
durante o exercício, não correspondem realmente aos ingressos e ao custo do período. 
 
Daí a necessidade de se proceder ao ajuste das contas patrimoniais e de resultado, na data do 
levantamento do balanço, para que elas representem, em realidade, os componentes do patrimônio 
nessa data, bem como suas variações no exercício. 
 
XXV.1.4 Conciliação dos Saldos Contábeis 
 
A conciliação consiste, basicamente, na comparação do saldo de uma conta com uma informação 
externa à contabilidade, de maneira que se possa ter certeza quanto à exatidão do saldo em análise. 
 
As fontes de informações mais usuais para verificação dos registros contábeis são os livros fiscais, os 
extratos bancários, as posições de financiamentos e carteiras de cobranças, as folhas de pagamento, os 
controles de caixa, etc. 
 
XXV.1.5 Ajustes e Reclassificações Patrimoniais 
 
Para elaboração do balanço devem ser efetuados vários ajustes e reclassificações nas contas 
patrimoniais, como estoques, empréstimos, etc. 
 
Calcula-se também a provisão para o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, de 
acordo com as normas tributárias vigentes, fazendo-se a respectiva contabilização. 
 
Para elaboração do balanço devem ser efetuados vários ajustes e reclassificações nas contas 
patrimoniais, entre os mais comuns são: 
 
1 - na data da elaboração do balanço (geralmente 31 de dezembro), prepara-se o balancete de 
verificação, da mesma forma ao que se faz mensalmente; 
 
2 - confronta-se o saldo de cada conta do razão com os livros auxiliares tais como: livro caixa, contas 
correntes, registro de duplicatas, fichas de estoques de mercadorias, fichas de controle do ativo 
imobilizado; 
 
48 
 
 
3 - elabora-se o inventário dos materiais, de mercadorias, dos produtos manufaturados, dos produtos 
em elaboração, dos móveis e utensílios, das máquinas e equipamentos, das duplicatas a receber e a 
pagar, dos devedores e credores em contas correntes, e de outros componentes patrimoniais 
suscetíveis de serem inventariados; 
 
4 - após elaborar o inventário, confrontam-se seus totais com os saldos das respectivas contas e dos 
registros específicos de cada bem. Caso sejam constatadas divergências, e apuradas suas causas, deve-
se proceder aos ajustes; 
 
5 - efetuam-se os cálculos de depreciação dos bens, procedendo-se aos respectivos lançamentos. Nas 
empresas que apuram custos mensais, as depreciações são apropriadas mensalmente; 
 
6 - procedem-se à regularização das contas de despesas dos exercícios seguintes (seguros a apropriar, 
assinaturas de periódicos, etc.) 
 
7 - apura-se o resultado da conta de mercadorias, transferindo-o para a conta de resultados; 
 
8 - ajusta-se outras contas patrimoniais, como os investimentos (cálculo da Equivalência Patrimonial), 
transferência das parcelas a vencer no exercício seguinte do exigível a longo prazo para o circulante, 
variações cambiais e monetárias sobre os valores a receber e pagar (do tipo empréstimos bancários), 
apropriação dos juros sobre aplicações financeiras, etc. 
 
XXV.1.6 Lançamentos de Encerramento do Exercício 
 
Para apuração do resultado do exercício, faz-se os lançamentos de encerramento, debitando-se as 
contas de receitas e creditando-se uma conta transitória, chamada de "apuração do resultado do 
exercício". 
 
O inverso é efetuado nas contas de despesas e custos, debitando-se a conta "Apuração do Resultado do 
Exercício" e creditando-se as contas de custos ou despesas. 
 
O saldo da conta "Apuração do Resultado do Exercício" será então transferido para a conta de 
"Resultados a Destinar", sendo esta distribuída para outras contas patrimoniais, conforme proposta da 
administração. 
 
XXV.1.7 Classificação das Contas Patrimoniais 
 
Após os ajustes pertinentes e lançamentos de encerramento das contas de resultado, as contas 
remanescentes são apenas as contas patrimoniais, que devem ser separadas e classificadas em grupos 
para elaboração do balanço patrimonial, sendo que o saldo do ativo deve ser igual ao do passivo. 
 
XXVI CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL 
 
 
49 
 
A empresa deve manter escrituração contábil com base na legislação comercial e com observância das 
Normas Brasileiras de Contabilidade. 
 
O balanço patrimonial é uma das demonstrações contábeis que visa a evidenciar, de forma sintética, a 
situação patrimonial da empresa e dos atos e fatos consignados na escrituração contábil. 
 
Essa demonstração deve ser estruturada de acordo com os preceitos da Lei 6.404/76 (chamada "Lei das 
S/A") e segundo os Princípios Fundamentais de Contabilidade. 
 
Tal estrutura de contas, dentro do conceito legal da própria Lei 6.404/76 (artigos 176 a 182 e artigo 
187), em síntese, se compõe de: 
ATIVO PASSIVO 
CIRCULANTE CIRCULANTE 
NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE 
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
INVESTIMENTOS 
IMOBILIZADO 
INTANGÍVEL 
 
XXVI.1.1 Estrutura e Classificação das Contas Patrimoniais 
 
A estrutura básica das contas patrimoniais e de resultados deve ser a seguinte: 
1. Ativo; 
2. Passivo; 
3. Receitas; 
4. Despesas. 
 
De acordo com a Lei nº. 6.404/76, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio 
que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da 
companhia. 
 
No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez dos elementos nelas 
registrados, nos seguintes grupos: 
1.1 ATIVO CIRCULANTE1.2 ATIVO NÃO CIRCULANTE 
1.3 Realizável a Longo Prazo 
1.4 Investimentos 
1.5 Imobilizado 
1.6 Intangível 
 
No passivo, por sua vez, as contas serão dispostas em ordem decrescente de exigibilidade, 
apresentando o seguinte grupamento: 
 
2.1 PASSIVO CIRCULANTE 
 
50 
 
2.2 PASSIVO NÃO CIRCULANTE 
2.3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
2.3.1 Capital Social 
2.3.2 Reservas de Capital 
2.3.3 Ajustes de Avaliação Patrimonial 
2.3.4 Reservas de Lucros 
2.3.4.01 Reserva Legal 
2.3.4.02 Reserva de Incentivos Fiscais 
2.3.5 (-) Ações em Tesouraria 
2.3.6 (-) Prejuízos Acumulados 
 
Como exemplo, temos a conta "Caixa", que registrará o dinheiro em espécie (papel-moeda) disponível 
na tesouraria da empresa. Trata-se de uma conta do Ativo Circulante, subgrupo Disponibilidades. 
 
XXVI.1.2 Níveis do Plano de Contas 
 
Como sugestão, o Plano de Contas deve conter no mínimo, 4 (quatro) níveis: 
Nível 1: 
Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido, Receitas, Custos e Despesas. 
 
Nível 2: 
Ativo: Circulante, Não Circulante / Passivo e Patrimônio Líquido: Circulante, Não Circulante e Patrimônio 
Líquido. / Receitas: Receita Bruta, Deduções da Receita Bruta, Outras Receitas Operacionais / Custos e 
Despesas Operacionais. 
 
Nível 3: Contas que evidenciem os grupos a que se referem, como por exemplo: 
Nível 1 - Ativo 
Nível 2 - Ativo Circulante 
Nível 3 - Bancos Conta Movimento 
Nível 4: Sub-contas que evidenciem o tipo de registro contabilizado, como por exemplo: 
Nível 1 – Ativo 
Nível 2 - Ativo Circulante 
Nível 3 - Bancos Conta Movimento 
Nível 4 - Banco A 
 
Abaixo, segue um exemplo simplificado de uma estrutura de plano de contas em 4 níveis: 
1. ATIVO 
1.1 ATIVO CIRCULANTE 
1.1.1 Caixa 
1.1.1.01 Caixa Geral 
1.1.2 Bancos C/Movimento 
1.1.2.01 Banco Alfa 
1.1.3 Contas a Receber 
1.1.3.01 Clientes 
1.1.3.02 Outras Contas a Receber 
1.1.3.09 (-) Duplicatas Descontadas 
1.1.4 Estoques 
 
51 
 
1.1.4.01 Mercadorias 
1.1.4.02 Produtos Acabados 
1.1.4.03 Insumos 
1.1.4.04 Outros 
 
 
1.2 NÃO CIRCULANTE 
1.2.1 Contas a Receber 
1.2.1.01 Clientes 
1.2.1.02 Outras Contas 
 
1.2.2 INVESTIMENTOS 
1.2.2.01 Participações Societárias 
 
1.2.3 IMOBILIZADO 
1.2.3.01 Terrenos 
1.2.3.02 Construções e Benfeitorias 
1.2.3.03 Máquinas e Ferramentas 
1.2.3.04 Veículos 
1.2.3.05 Móveis 
1.2.3.98 (-) Depreciação Acumulada 
1.2.3.99 (-) Amortização Acumulada 
 
1.2.4 INTANGÍVEL 
1.2.4.01 Marcas 
1.2.4.02 Softwares 
1.2.4.99 (-) Amortização Acumulada 
 
2. PASSIVO 
2.1 CIRCULANTE 
2.1.1 Impostos e Contribuições a Recolher 
2.1.1.01 Simples a Recolher 
2.1.1.02 INSS 
2.1.1.03 FGTS 
2.1.2 Contas a Pagar 
2.1.2.01 Fornecedores 
2.1.2.02 Outras Contas 
2.1.3 Empréstimos Bancários 
2.1.3.01 Banco A - Operação X 
 
2.2 NÃO CIRCULANTE 
2.2.1 Empréstimos Bancários 
2.2.1.01 Banco A - Operação X 
2.2.2. Resultados Diferidos 
2.2.2.01 (-) Custos Diferidos 
 
2.3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
2.3.1 Capital Social 
2.3.1.01 Capital Social Subscrito 
2.3.1.02 Capital Social a Realizar 
2.3.2. Reservas 
2.3.2.01 Reservas de Capital 
2.3.2.02 Reservas de Lucros 
2.3.3 Prejuízos Acumulados 
2.3.3.01 Prejuízos Acumulados de Exercícios Anteriores 
2.3.3.02 Prejuízos do Exercício Atual 
 
52 
 
 
3. CUSTOS E DESPESAS 
3.1 Custos dos Produtos Vendidos 
3.1.1 Custos dos Materiais 
3.1.1.01 Custos dos Materiais Aplicados 
3.1.2 Custos da Mão-de-Obra 
3.1.2.01 Salários 
3.1.2.02 Encargos Sociais 
 
3.2 Custo das Mercadorias Vendidas 
3.2.1 Custo das Mercadorias 
3.2.1.01 Custo das Mercadorias Vendidas 
 
3.3 Custo dos Serviços Prestados 
3.3.1 Custo dos Serviços 
3.3.1.01 Materiais Aplicados 
3.3.1.02 Mão-de-Obra 
3.3.1.03 Encargos Sociais 
 
3.4 Despesas Operacionais 
3.4.1 Despesas Gerais 
3. 4.1.01 Mão-de-Obra 
3.4.1.02 Encargos Sociais 
3.4.1.03 Aluguéis 
 
3.5 Perdas de Capital 
3.5.1 Baixa de Bens do Ativo Não Circulante 
3.5.1.01 Custos de Alienação de Investimentos 
3.5.1.02 Custos de Alienação do Imobilizado 
 
4. RECEITAS 
4.1 Receita Líquida 
4.1.1 Receita Bruta de Vendas 
4.1.1.01 De Mercadorias 
4.1.1.02 De Produtos 
4.1.1.03 De Serviços Prestados 
4.1.2 Deduções da Receita Bruta 
4.1.2.01 Devoluções 
4.1.2.02 Serviços Cancelados 
 
4.2 Outras Receitas Operacionais 
4.2.1 Vendas de Ativos Não Circulantes 
4.2.1.01 Receitas de Alienação de Investimentos 
4.2.1.02 Receitas de Alienação do Imobilizado 
 
 
 
MODELO SIMPLIFICADO DE PLANO DE CONTAS – ATUALIZADO COM AS LEIS Nº 11.638/07 E Lei Nº 
11.941/09. 
1. ATIVO 
1.1 Circulante 
1.1.01 Disponível 
 
53 
 
1.1.01.01 Caixa 
1.1.01.01.01 Caixa 
1.1.01.02 Banco conta movimento 
1.1.01.02.01 Banco do Brasil S/A. 
1.1.01.02.02 Banco Itaú Unibanco S/A. 
1.1.01.02.03 Bradesco 
1.1.01.03 Aplicações financeiras 
1.1.01.03.01 Banco do Brasil S/A. 
1.1.01.03.02 Banco Itaú Unibanco S/A. 
1.1.01.03.03 Bradesco S/A. 
1.1.02 Clientes 
1.1.02.01 Cliente X 
1.1.02.02 Cliente Y 
1.1.03 Duplicatas a receber 
1.1.04 (-) Duplicatas descontadas 
1.1.04.01 (-) Duplicatas descontadas 
1.1.05 (-) Provisão p/ créditos de liquidação duvidosa 
1.1.05.01 (-) Provisão p/ créditos de liquidação duvidosa 
1.1.06 Adiantamento a fornecedores 
1.1.07 Adiantamento a empregados 
1.1.08 Títulos a receber 
1.1.09 Tributos a recuperar 
1.1.09.01 ICMS a recuperar 
1.1.09.02 IPI a recuperar 
1.1.09.03 IRRF a recuperar 
1.1.09.04 CSLL a recuperar 
1.1.09.05 PIS a recuperar 
1.1.09.06 INSS a recuperar 
1.1.09.07 COFINS a recuperar 
1.1.09.08 Outros tributos a recuperar 
1.1.10 Estoques 
1.1.10.01 Mercadorias para Revenda 
1.1.10.02 Produtos em elaboração 
1.1.10.03 Matéria prima 
1.1.10.04 Material de embalagem 
1.1.10.05 Materiais de Uso/Consumo 
1.1.11 Títulos e valores mobiliários 
1.1.11.01 Depósito p/ incentivo fiscal 
1.1.12 Despesas antecipadas 
1.1.12.01 Juros s/ empréstimo de capital de giro 
1.1.12.02 Juros s/ financiamento Imobilizado 
1.1.12.03 Seguros 
1.1.12.04 Outras 
1.2 Não Circulante 
1.2.01 Realizável a longo prazo 
1.2.01.01 Aplicações em Incentivos Fiscais 
1.2.02 Investimentos 
1.2.02.01 Participação em outras empresas 
1.2.02.02 Outros investimentos 
1.2.03 Imobilizado 
1.2.03.01 Terrenos 
1.2.03.02 Móveis e utensílios 
1.2.03.03 (-) Depreciação Acumuladas móveis e utensílios 
1.2.03.04 Instalações 
1.2.03.05 (-) Depreciação Acumuladas instalações 
1.2.03.06 Máquinas, equipamentos e ferramentas 
 
54 
 
1.2.03.07 (-) Depreciação Acumul. máquinas, equipamentos e ferramentas 
1.2.03.08 Computadores e periféricos 
1.2.03.09 (-) Depreciação Acumuladas Computadores 
1.2.03.10 Veículos 
1.2.03.11 (-) Depreciação Acumuladas veículos 
1.2.04 Intangíveis 
1.2.04.01 Marcas e Patentes 
1.2.04.02 (-) Amortização Marcas e patentes 
1.2.04.03 Direitos autorais 
1.2.04.04 (-) Amortização sobre direitos autorais 
 
2. PASSIVO 
2.1 Circulante 
2.1.01 Obrigações com Fornecedores 
2.1.01.01 Fornecedor “A” 
2.1.02 Duplicatas a pagar 
2.1.02.01 Conta “A” 
2.1.03 Empréstimos e financiamentos a pagar 
2.1.03.01 Banco “X” S/A conta Empréstimos 
2.1.04 Obrigações Fiscais 
2.1.04.01 ICMS a Recolher 
2.1.04.02 PIS Sobre Faturamento a Recolher 
2.1.04.03 COFINS a Recolher 
2.1.04.04 IRPJ a Recolher 
2.1.04.05 CSLL a Recolher 
2.1.04.06 IRRF a Recolher 
2.1.04.06 ISS a Recolher 
2.1.05 Obrigações Trabalhistas 
2.1.05.01 Salários a Pagar 
2.1.05.02 INSS a recolher 
2.1.05.03 FGTS a recolher 
2.1.05.04 Provisão para 13° Salário c/encargos 
2.1.05.05 Provisão para Férias c/Encargos 
2.1.06 Provisões paraIR e CSLL 
2.1.06.01 Provisão para I.R. 
2.1.06.02 Provisão para C.S.L.L. 
2.1.07 Outros Títulos a Pagar 
2.1.08 Aluguéis a pagar 
2.1.09 Dividendos Propostos a Pagar 
2.2 Não Circulante 
2.2.01 Exigível a Longo Prazo 
2.2.01.01 Promissórias a Pagar de Longo Prazo 
2.3 Patrimônio Líquido 
2.3.01 Capital Social 
2.3.01.01 Capital Subscrito 
2.3.01.02 (-) Capital a Integralizar 
2.3.02 Reserva de capital 
2.3.02.02 Ágio na emissão de ações 
2.3.02.03 Alienação de partes beneficiárias 
2.3.03 Ajustes de Avaliação Patrimonial 
2.3.04 Reservas de Lucros 
2.3.04.01 Reserva Legal 
2.3.04.02 Reserva Estatutária 
2.3.04.03 Reserva para Contingências 
2.3.04.04 Reserva de Incentivos Fiscais 
2.3.04.05 Reserva de Retenção de Lucros 
 
55 
 
2.3.04.06 Reserva de Lucros a Realizar 
2.3.04.07 Reserva Especial para Dividendos Obrigatórios Não Distribuídos 
2.3.05 (-) Ações em Tesouraria 
2.3.06 (-) Prejuízos Acumulados 
2.3.06.01 Lucros do exercício 
2.3.06.02 (-) Prejuízos do exercício 
 
 
3. DESPESAS 
3.1 Custos diretos da produção 
3.1.01 Custos dos produtos/Mercadorias vendidas 
3.1.01.01 CMV 
3.2 Despesas Operacionais 
3.2.01 Despesas Administrativas 
3.2.01.01 Salários e ordenados 
3.2.01.02 Adicional noturno 
3.2.01.03 Água / Esgoto 
3.2.01.04 Alimentação 
3.2.01.05 Aluguéis e arrendamento 
3.2.01.06 Assistência médica/social 
3.2.01.07 Associação de classe 
3.2.01.08 Contribuição/donativos 
3.2.01.09 Correios 
3.2.01.10 Depreciação/Amortização 
3.2.01.11 Despesas com manutenção da loja 
3.2.01.12 Farmácia 
3.2.01.13 Férias 
3.2.01.14 FGTS 
3.2.01.15 Gás 
3.2.01.16 Horas extras 
3.2.01.17 Impostos e taxas 
3.2.01.18 Impressos 
3.2.01.19 Indenizações/aviso prévio 
3.2.01.20 INSS 
3.2.01.21 Legais e judiciais 
3.2.01.22 Luz e energia 
3.2.01.23 Materiais de consumo 
3.2.01.24 Multas de trânsito 
3.2.01.25 Multas fiscais 
3.2.01.26 Pró labore 
3.2.01.27 Propaganda e publicidade 
3.2.01.28 Reproduções 
3.2.01.29 Revistas e jornais 
3.2.01.30 13º Salário 
3.2.01.31 Seguros 
3.2.01.32 Serviços terceiros pessoa física 
3.2.01.33 Serviços terceiros pessoa jurídica 
3.2.01.34 Telefone 
3.2.01.35 Vale transporte 
3.2.01.36 Viagens e representações 
3.2.02 Despesas Comerciais 
3.2.02.01 Créditos de Liquidação Duvidosa 
3.2.02.02 Amostra grátis 
3.2.02.03 Combustível 
3.2.02.04 Comissões de venda 
3.2.02.05 Embalagens 
 
56 
 
3.2.02.06 Fretes na entrega 
3.2.02.07 Impostos s/ veículos 
3.2.02.08 Manutenção de veículos 
3.2.02.09 Propaganda e publicidade 
3.2.03 Despesas financeiras 
3.2.03.01 Encargos e Juros de Mora 
3.2.03.02 Despesas Bancárias 
3.2.03.03 Outras taxas e encargos 
3.2.04 Provisões 
3.3.04.01 Provisões para I.R. 
3.3.04.02 Provisões para C.S.L.L. 
3.3 Outras Despesas 
 
4. RECEITA 
4.1 Receita bruta s/ vendas e serviços 
4.1.01 Receita bruta de venda 
4.1.01.01 Revenda de mercadorias 
4.1.02 Receita bruta de serviços 
4.1.02.01 Prestação de serviços 
4.2 Dedução de receita bruta vendas/serviços 
4.2.01 Dedução de receita bruta de vendas 
4.2.01.01 Cancelamento de devoluções 
4.2.01.02 Abatimento incondicional 
4.2.01.03 ICMS 
4.2.01.04 COFINS 
4.2.01.05 PIS s/ vendas e serviços 
4.2.02 Dedução de receita bruta s/ serviços 
4.2.02.01 ISS 
4.3 Receita operacional 
4.3.01 Receita financeira 
4.3.01.01 Variação monetária ativa 
4.3.01.02 Juros s/ aplicações financeiras 
4.3.01.03 Descontos obtidos 
4.3.01.04 Receita de aplicações pré-fixadas 
4.3.01.05 Multas ativas 
4.3.01.06 Dividendos 
4.3.01.07 Juros s/ duplicatas 
4.3.02 Recuperações diversas 
4.3.02.01 Reembolsos diversos 
4.3.02.02 Venda de sucatas 
4.3.03 Receitas patrimoniais 
4.3.03.01 Resultado da venda de bens 
4.4 Receita de Participações Societária 
4.4.01 Receita em Participações com Empresa Coligadas 
4.4.01.01 Receita de Participações Societária 
4.5 Outras Receitas 
 
5. CONTAS DE COMPENSAÇÃO 
5.1 Resultado do exercício 
5.1.01 Resultado do exercício 
XXVII Exercícios de Fixação 
 
1. Assinale “V” para Verdadeiro e “F” para Falso nas assertivas abaixo. 
 
 
57 
 
( ) Para o conjunto de aplicações de recursos, que são todos os bens e direitos que a empresa 
possui, podemos denominar de ativo a origem de recursos de terceiros. 
( ) Pode ser entendida a compra de um veículo para utilização na empresa como uma aplicação 
de recursos. 
( ) O conjunto de obrigações assumidas por uma empresa é denominado de Ativo. 
( ) As contas do Ativo correspondem aos Direitos e às Obrigações Assumidas perante terceiros. 
( ) O Patrimônio Líquido compreende origens de Recursos Próprios. 
( ) Devido a equiparação às normas de contabilidade internacional a forma de apresentação do 
Balanço sofreu mudanças em sua estrutura, conforme previsto nas leis 11.638/07 e 11.941/08. 
( ) Existem relatórios contábeis que são obrigatórios e existem alguns ainda que são facultativos. 
É facultativo a DVA, salvo para as Companhias Abertas. 
( ) A Demonstração de Mutação do Patrimônio Líquido, evidencia as contas do movimentadas no 
patrimônio liquido – PL da empresa. A demonstração identifica os fluxos ocorridos entre as contas e as 
variações nos saldos de um período para o outro. 
( ) Os Relatórios de Administração ou Diretoria demonstram a variação de caixa e equivalentes de 
caixa pela diferença das entradas e saídas de recursos. 
( ) O Balanço Social é um demonstrativo publicado anualmente pela empresa reunindo um 
conjunto de informações sobre os projetos, benefícios e ações sociais dirigidas os empregados, 
investidores, analistas de mercado, acionistas e à comunidade. 
( ) No balanço patrimonial, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do 
patrimônio que registrem e devem ser agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da 
situação financeira da empresa. 
 
2. Responda aos questionamentos. 
 
Qual a composição do Balanço Patrimonial? 
 
Quais grupos de Contas compõe o grande grupo do Ativo, após as alterações da Lei 11.941/08 
 
As contas do Balanço podem ter diversos níveis, sendo sugerido um mínimo de quatro, relacione estes 
níveis. 
 
Quais contas podem fazer parte do Ativo Não Circulante? 
 
Cite alguns exemplos de Contas de Resultado. 
 
 
 
 
XXVIII REGIMES DE CONTABILIDADE - APURAÇÃO DE RESULTADOS 
 
 
58 
 
XXVIII.1.1 Regimes de Contabilidade 
Entende-se por regime na contabilidade o processo ou sistema de registro contábil dos fatos 
patrimoniais que dizem respeito ao reconhecimento das receitas e despesas que deverão participar da 
apuração do resultado, gerando o lucro ou prejuízo do exercício. 
 
As receitas e as despesas representam fatos contábeis necessários ao desenvolvimento do ramo de 
negócio da empresa, e a comparação entre elas revelará o resultado do exercício espelhado no lucro ou 
prejuízo. 
 
Os registros destes fatos causam variações que aumentam a situação líquida do patrimônio e são 
classificadas como receitas, ou diminuem a situação líquida do patrimônio e são classificadas como 
despesas. 
 
XXVIII.1.2 Regime de Caixa 
 
O Regime de Caixa é aquele onde, ao contrário do regime de competência, as despesas e receitas são 
reconhecidas conforme o pagamento e recebimento, respectivamente. É o regime mais simples que 
existe, e é o regime de contabilização, das pessoas físicas. 
 
No regime de caixa só interessa o momento em que ocorrem os pagamentos e recebimentos de valores. 
Não existe a apropriação das despesas e receitas de acordo com o período ao qual se refiram. 
 
Regime de caixa é o regime contábil que apropria as receitas no período de seu pagamento ou 
recebimento, independentemente do momento em que são realizadas. 
 
Este regime é oposto ao regime de competência,pois considera as saídas e entradas de caixa como 
"gatilho" para o registro contábil da transação. No Brasil não é utilizado em função da legislação fiscal, 
tributária e societária que estabelece o regime de competência como obrigatório. 
 
O regime de caixa é utilizado, pela legislação fiscal, para as pessoas físicas, as prestadoras de serviços, e 
em outras situações específicas. 
 
É um regime de gestão financeira e não de contabilidade. 
 
Na apuração do resultado do Exercício devem ser consideradas todas as despesas pagas e todas as 
receitas recebidas no respectivo exercício, independentemente da data da ocorrência de seus fatos 
geradores. 
 
Em outras palavras, por esse regime somente entrarão na apuração do resultado as despesas e as 
receitas que passaram pelo Caixa. 
 
O Regime de Caixa somente é admissível em entidades sem fins lucrativos, em que os conceitos de 
receita de despesa se identificam, algumas vezes, com os de recebimento e pagamento. 
 
Representação Gráfica do Regime de Caixa 
 
59 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XXVIII.1.3 Regime de Competência 
 
A apropriação das despesas e receitas de acordo com o período ao qual se refiram é utilizado pelo 
regime de competência. 
 
A regra geral para as pessoas jurídicas, tanto pela lei comercial quanto pela lei fiscal, é o regime de 
competência. 
 
Conforme artigo 177 da Lei das S.A. (Lei 6.404/76), “A escrituração da companhia será mantida em 
registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios 
de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no 
tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência”. 
 
Regime de competência é o que apropria receitas e despesas ao período de sua realização, 
independentemente do efetivo recebimento das receitas ou do pagamento das despesas. 
 
Como exemplo, podemos citar uma compra de mercadorias a prazo: 
- Se a compra ocorreu no mês de janeiro com pagamento em fevereiro, a despesa deverá constar nos 
registros de janeiro, embora o pagamento seja feito em fevereiro. 
 
Contabilmente, em janeiro, computa-se a despesa e como contrapartida (vide partidas dobradas), cria-
se uma obrigação em Contas a pagar. Em fevereiro, por ocasião do pagamento, deduz-se o valor pago 
de Contas a pagar e reduz-se o valor do caixa. 
 
Desse regime decorre o Princípio da Competência de Exercícios, e por ele serão consideradas, na 
apuração do /resultado do Exercício, as despesas incorridas e as receitas realizadas no respectivo 
exercício, tenham ou não sido pagas ou recebidas. 
 
De acordo com esse regime, não importa se as despesas ou receitas passaram pelo Caixa (pagas ou 
recebidas); o que vale é a data da ocorrência dos respectivos fatos geradores. 
 
Nas entidades com fins lucrativos – empresas -, são fundamentais os conceitos de custo e de receita, 
que envolvem o regime de competência, pois a elas não importa o que foi pago ou recebido, mas o que 
foi consumido e recuperado, para apuração do resultado do exercício. 
 
 
60 
 
Representação Gráfica do Regime de Competência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XXIX CONSIDERAÇÕES SOBRE RECEITA 
 
XXIX.1.1 Realização da Receita 
 
A receita é considerada realizada: 
 
 No momento em que há a transferência do bem ou serviço para terceiros, efetuando estes o 
pagamento ou assumindo o compromisso firme de fazê-lo no futuro (exemplo: venda a prazo); 
 Quando ocorrer a extinção de uma exigibilidade sem o desaparecimento concomitante de um 
bem ou direito (exemplo: perdão de dívidas ou de juros devidos); 
 Pelo aumento natural dos bens ou direitos (exemplo: juros de aplicações financeiras); 
 No recebimento efetivo de doações e subvenções. 
 
XXX CONSIDERAÇÕES SOBRE DESPESA 
 
XXX.1.1 Realização da Despesa 
 
A despesa é considerada incorrida quando: 
 
 Ocorrer o consumo de um bem ou direito (exemplo: desgaste de máquinas); 
 Ocorrer o surgimento de uma obrigação (exigibilidade) sem o correspondente aumento dos 
bens ou direitos (exemplo: contingências trabalhistas); 
 Deixar de existir o correspondente valor do bem ou direito pela sua transferência de 
propriedade para um terceiro (exemplo: a baixa de mercadorias do estoque quando da 
efetivação da venda). 
 
O fato gerador da despesa é o consumo efetivo, imediato ou de longo prazo, de bens e/ou serviços, nas 
atividades da sociedade ou organização. 
 
XXXI CORRELAÇÃO ENTRE RECEITA E DESPESA 
 
A receita é uma variável dependente e a despesa, da qual aquela decorre, é uma variável independente. 
 
 
61 
 
Uma despesa acontece quando bens ou serviços são consumidos ou utilizados no processo de geração 
de receitas. No que concerne a consumo de recursos, o termo “despesa” tem o mesmo sentido de 
custo. 
 
As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, 
sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente do recebimento ou 
pagamento. 
 
XXXI.1.1 Comparativo entre Regime de Caixa e Regime de Competência 
 
A Cia. Futura Comercial de Computadores Ltda., vendeu em junho de 2009 R$ 70.000 a ser recebido em 
três parcelas iguais e sem juros (30, 60 e 90 dias); tendo como despesa incorrida no mesmo período R$ 
56.000. 
 
Referente às despesas, a empresa pagou até o último dia do ano, o valor de R$ 40.000. 
 
 REGIME 
 D R E COMPETÊNCIA CAIXA 
 
 RECEITAS R$ 70.000,00 R$ 46.666,67 
 
 DESPESAS (R$ 56.000,00) (R$ 40.000,00) 
 
 RESULTADO R$ 14.000,00 R$ 6.666.67 
 
 
XXXII OPÇÃO PELO REGIME DE CAIXA E COMPETÊNCIA 
 
As empresas optantes pelo SIMPLES NACIONAL e as empresas tributadas com base no Lucro Presumido 
podem optar pelo regime de caixa, para fins de apuração dos tributos, sendo a opção irretratável para 
todo o ano-calendário. As empresas do Lucro Real são obrigadas a ao regime de competência. 
XXXIII DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) 
 
Apuração anual do resultado 
 
O artigo 187 da Lei nº. 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (Lei das Sociedades por Ações), instituiu a 
Demonstração do Resultado do Exercício. 
 
Esta Demonstração tem como objetivo principal apresentar de forma vertical e resumida o resultado 
apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num determinado período, normalmente, de 
doze meses. 
 
As empresas deverão na Demonstração do Resultado do Exercício discriminar: 
 A receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; 
 A receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro 
bruto; 
 
62 
 
 As despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e 
administrativas, e outras despesas operacionais; 
 O lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais; 
 O resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; 
 As participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, e as 
contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados; 
 O lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. 
 
Na determinação da apuração do resultado do exercício serão computados em obediência ao princípio 
da competência: 
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de sua realização em moeda; 
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e 
rendimentos. 
 
 
MODELO BÁSICO 
DEMONSTRAÇÃODO RESULTADO DO EXERCÍCIO - DRE 
 
RECEITA OPERACIONAL 
(-) Deduções da Receita Bruta 
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 
(-) Custo dos Produtos Vendidos 
RESULTADO BRUTO 
(-) Despesas Operacionais 
OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 
(-) Outras Despesas Operacionais 
RESULTADO OPERACIONAL 
RECEITA NA ALIENAÇÃO DE ATIVO PERMANENTE 
(-) Custo do Bem vendido 
RESULTADO NÃO OPERACIONAL 
RESULTADO ANTES DO IR 
IR 
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 
 
A demonstração do resultado do exercício (DRE) é uma demonstração contábil dinâmica que destinada 
a evidenciar a formação do resultado líquido em um exercício, através do confronto das receitas, custos 
e despesas, apuradas segundo o princípio contábil do regime de competência. O exemplo acima é 
meramente ilustrativo. No decorrer a obra as demonstrações contábeis obrigatórias e as facultativas 
serão examinadas e exemplificadas. 
 
Até o momento tratamos das partes envolvidas na contabilidade e dos itens que compõem esta ciência. 
Na Parte II, será desenvolvida de forma prática a Contabilidade, sendo demonstrada através de 
exemplos exercícios sua funcionalidade. 
 
 
 
 
 
 
63 
 
Demonstração simplificada de encerramento do exercício 
 
 DRE DRE 
Receitas 90.000 Receitas 75.000 
Despesas (65.000) Despesas (83.000) 
Lucro 25.000 Prejuízo (8.000) 
 
 
XXXIV Exercícios de Fixação 
 
1. Indique “V” para Verdadeiro e “F” para falso nas assertivas abaixo: 
 
( ) Entende-se por regime na contabilidade o processo ou sistema de registro contábil dos fatos 
patrimoniais que dizem respeito ao reconhecimento das contas patrimoniais que deverão participar da 
apuração do resultado, gerando o lucro ou prejuízo do exercício. 
( ) O Regime de Caixa é aquele onde, ao contrário do regime de competência, as despesas e 
receitas são reconhecidas conforme o pagamento e recebimento, respectivamente. É o regime mais 
simples que existe, e é o regime de contabilização, das pessoas físicas. 
( ) Regime de caixa é o regime contábil que apropria as receitas no período de seu pagamento ou 
recebimento, independentemente do momento em que são realizadas. 
( ) A apropriação das despesas e receitas de acordo com o período ao qual se refiram é utilizado 
pelo regime de competência. 
( ) Regime de competência é o que apropria receitas e despesas ao período de sua realização ou 
de seu pagamento, sempre com dependência efetivo recebimento das receitas ou do pagamento das 
despesas. 
( ) A DRE é uma demonstração que tem como objetivo principal apresentar de forma vertical e 
resumida o resultado apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num determinado 
período, normalmente, de doze meses. 
 
2. Responda aos questionamentos: 
 
Conceitue Receitas e Despesas. 
 
Defina Regime de Caixa e regime de Competência. 
 
XXXV Débitos e Créditos 
 
Na Contabilidade, os termos débito e crédito são meras convenções contábeis, não significando no 
momento do lançamento algo que seja favorável ou desfavorável à empresa. As pessoas que estão 
iniciando em contabilidade costumam associar esses termos – débito e crédito – a valores a receber ou 
a valores a pagar e até mesmo a significados de coisas boas e ruins no patrimônio da empresa. 
 
Na verdade, débito e crédito são simplesmente meras convenções contábeis, com uma função 
específica em cada conta. 
 
 
64 
 
Os lançamentos são feitos em representações chamadas de razonetes. Estes lançamentos são separados 
em lançamentos a Débito e a Crédito, em decorrência do direcionamento das contas contábeis 
envolvidas entre Ativo, Passivo, Receitas e Despesas. Os eventos reconhecidos na contabilidade que 
podem vir a modificar ou não os valores de cada conta são chamados de Atos e Fatos Contábeis. 
 
XXXV.1.1 Razonete 
Razonete é uma representação gráfica em forma de T muito utilizada pelos contadores – O razonete é a 
forma didática mais simples de se demonstrar os valores que estão sendo demonstrados nos 
lançamentos contábeis, sendo um instrumento didático para desenvolver o raciocínio contábil. 
 
Através dos razonetes são efetuados registros individuais por conta, que é composto por dois lados. Na 
parte superior do razonete será colocado o título da conta que será movimentada. No lado esquerdo do 
razonete serão lançados os valores a Débito. No lado direito do razonete serão lançados os valores a 
crédito. 
Representação Gráfica do Razonete 
 
Para cada conta do Balanço Patrimonial será aberto um razonete e nele será feita a movimentação. De 
um lado, registram-se os aumentos, de outro, as diminuições. A natureza das contas do Ativo, Passivo e 
Patrimônio Líquido determinarão em qual lado deve ser utilizado para aumentos e que lado deve ser 
utilizado para diminuições em cada conta, devido às origens e aplicações de recursos. 
 
Exemplificando os lançamentos em uma conta de ativo, os aumentos serão registrados no lado 
esquerdo do razonete, e as diminuições serão lançadas no lado direito do razonete. 
No caso de contas de passivo ou contas de patrimônio líquido, os aumentos serão registrados no lado 
direito do razonete, e as diminuições, no lado esquerdo do razonete. 
 
XXXV.1.2 Débito 
 
O lançamento contábil a Débito representa algo que se tem ou adquire – Aplicação de Recursos. Por 
exemplo, em uma transação, onde certa quantia é transferida de A para B, dizemos que A tem um 
crédito para com B e este, por sua vez, tem um débito para com a pessoa A. 
 
A identificação das origens (credores) e dos destinos (devedores) dos recursos faz com que os conceitos 
de débito e crédito sejam difíceis de compreender à primeira vista. Estes conceitos são 
equivocadamente associados a diminuições e aumentos de capital, respectivamente. 
 
 
65 
 
XXXV.1.3 Crédito 
 
Os lançamentos a Créditos representam valores referentes à origens de recursos na empresa. Por 
exemplo, na compra de veículo a prazo. Este veículo é um débito na conta de ativos, enquanto a dívida é 
lançada como crédito nas contas do passivo. O veículo comprado é um bem adquirido (um débito), 
sendo um aumento na conta de ativos. Por sua vez, o valor que foi emprestado para a compra deste 
bem foi a origem financeira, neste caso (um crédito) que também é uma nova obrigação para a empresa 
(passivo). 
 
 
XXXV.1.4 Lançamentos Contábeis 
 
A natureza da conta é que irá determinar o lado a ser utilizado para os aumentos e o lado para as 
diminuições, como pode ser visto a seguir, são. 
 
O Lançamento Contábil é o registro dos fatos contábeis - aqueles que provocam mudanças na 
composição do patrimônio da entidade - Estes lançamentos são efetuados de acordo com o método 
das Partidas Dobradas. 
 
As Contas Contábeis possuem dois lados: Lado Esquerdo e Lado Direito. Para fins de perfeita utilização 
dos corretos lados das contas contábeis, os aumentos podem ser registrados de um lado e as 
diminuições de outro. A natureza da conta é que irá determinar o lado a ser utilizado para os 
aumentos e o lado a ser utilizado para as diminuições. 
 
XXXV.1.5 Contas do Ativo 
 
Os elementos do Ativo ficam do lado esquerdo do Balanço Patrimonial. Por isso, todas as contas do 
Ativo (Bens e Direitos) sempre devem apresentar saldos devedores, isto é, no lado esquerdo. 
 
Observe que uma empresa pode possuir ou não bens e direitos. Não existem bens negativos e 
tampouco direitos negativos. Assim, as contas do Ativo devem possuir saldo devedor ou nulo. Para que 
uma conta do Ativo - Bens e Direitos - tenha saldo devedor, é necessário que as variações (aumentos e 
diminuições) nelas ocorridas sejam registrados da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XXXV.1.6 Contas doPassivo de Contas do Patrimônio Líquido 
Contas do Passivo: As contas do Passivo aparecem sempre no lado direito do Balanço. Neste caso, com 
elas, ocorre o inverso do que acontece com o Ativo. Com este efeito, os aumentos e as diminuições do 
Passivo que representas as obrigações, devem ser registrados da seguinte forma: 
 
66 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contas do Patrimônio Líquido: O Patrimônio Líquido, também chamado PL, fica do lado direito do 
Balanço, e o critério dos lançamentos contábeis é o mesmo aplicado ao Passivo, sendo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nota: O Balanço Patrimonial é constituído pelo Ativo, pelo Passivo e pelo Patrimônio Líquido. 
 
O Ativo compreende os bens, os direitos e as demais aplicações de recursos controlados pela entidade, 
capazes de gerar benefícios econômicos futuros, originados de eventos ocorridos. O Passivo 
compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para com terceiros, resultantes de 
eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua liquidação. 
 
O Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da entidade, e seu valor é a diferença positiva 
entre o valor do Ativo e o valor do Passivo. 
 
Quando o valor do Passivo for maior que o valor do Ativo, o resultado é denominado Passivo a 
Descoberto. Nesse caso, no Balanço Patrimonial, a expressão Patrimônio Líquido não sofre alteração de 
redação mesmo que seu saldo seja devedor. 
 
REGRAS GERAIS PARA CONTAS PATRIMONIAIS 
 
Todo aumento de Ativo será lançado no lado esquerdo do razonete: Debita-se 
 
Toda diminuição de Ativo será lançado no lado direito do razonete: Credita-se 
 
Todo aumento de Passivo e PL será lançado no lado direito do razonete: Credita-se 
 
Toda diminuição do Passivo e PL será lançado no lado esquerdo do razonete: Debita-se 
 
 
 
67 
 
XXXV.1.7 Contas de Custos e Contas de Despesas 
 
As contas de Custos e Despesas estarão representadas no Demonstrativo de Resultados do Exercício 
(DRE). Tem natureza de lançamento a débitos. Com efeito, os aumentos e as diminuições dos Custos e 
Despesas devem ser registrados da seguinte forma: 
 
 
Qualquer Conta de Custo 
ou 
Qualquer conta de Despesa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XXXV.1.8 Contas de Receitas 
 
As contas das Receitas aparecem sempre no lado direito dos Razonetes, que estarão representadas no 
Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE). Com efeito, os aumentos e as diminuições das Receitas 
devem ser registrados da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REGRAS GERAIS PARA CONTAS DE RESULTADO 
 
Todo aumento de Receita será lançado no lado direito do razonete: Credita-se 
Toda diminuição de Receita será lançado no lado esquerdo do razonete: Debita-se 
Todo aumento de Despesa ou Custo será lançado no lado esquerdo do razonete: Debita-se 
Toda diminuição de Despesa ou Custo será lançado no lado direito do razonete: Credita-se 
 
O Lançamento Contábil que é feito nas contas Patrimoniais, pertencentes ao grupo do ATIVO, PASSIVO 
EXIGÍVEL e PATRIMÔNIO LÍQUIDO, e nas contas de Resultado, representadas pelas RECEITAS, e 
DESPESAS, terão efeitos de aumentos ou diminuições nas respectivas contas. 
 
As contas de ATIVO, por terem saldo devedor, são aumentadas de valor por lançamentos a DÉBITO e 
diminuídas por lançamentos a CRÉDITO. As contas de PASSIVO EXIGÍVEL e de PATRIMÔNIO LÍQUIDO, 
 
68 
 
por apresentarem saldo credor, são aumentadas de valor por lançamentos CRÉDITO e diminuídas por 
lançamentos a DÉBITO. As contas relativas às RECEITAS e DESPESAS, por afetarem diretamente o 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO, são, CREDITADAS em relação às Receitas - porque aumentam o PL - e 
DEBITADAS em relação às Despesas - porque diminuem o PL. 
O Lançamento Contábil que é feito nas contas Patrimoniais, pertencentes ao grupo do ATIVO, PASSIVO 
EXIGÍVEL e PATRIMÔNIO LÍQUIDO, e nas contas de Resultado, representadas pelas RECEITAS, e 
DESPESAS, terão efeitos de aumentos ou de diminuições nas respectivas contas. 
 
As contas de ATIVO, por terem saldo devedor, são aumentadas de valor por lançamentos a DÉBITO e 
diminuídas por lançamentos a CRÉDITO. As contas de PASSIVO e de PATRIMÔNIO LÍQUIDO, por 
apresentarem saldo credor, são aumentadas de valor por lançamentos CRÉDITO e diminuídas por 
lançamentos a DÉBITO. As contas relativas às RECEITAS e DESPESAS, por afetarem diretamente o 
Patrimônio Liquido, são CREDITADAS em relação às Receitas porque aumentam o PL e DEBITADAS em 
relação as Despesas porque diminuem o PL. 
 
TABELA DE DISTRIBUIÇÃO DAS FUNÇÕES DO DÉBITO E CRÉDITO 
 
NATUREZA PARA O SALDO 
 
DAS CONTAS DO SALDO AUMENTAR DIMINUIR 
 
Ativo = Bens e Direitos Devedor Debita Credita 
 
Passivo = Obrigações Credor Credita Debita 
 
Patrimônio Líquido Credor Credita Debita 
 
Receitas Credor Credita Debita 
 
Despesas Devedor Debita Credita 
 
Contas Retificadoras do Ativo Credor Credita Debita 
 
Contas Retificadoras do Passivo Devedor Debita Credita 
 
 
XXXV.1.9 Organograma das funções de Débito e Crédito 
XXXV.1.10 Débito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
69 
 
 
XXXV.1.11 Crédito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XXXV.1.12 Métodos das Partidas Dobradas 
 
O Método das Partidas Dobradas, ou Método Veneziano que foi descrito pela primeira vez por Luca 
Pacioli no livro Summa de Arithmetica, Geometria Proportioni et Propornaliti em 1494, é um sistema 
padrão usado em empresas e demais organizações para registrar transações financeiras. Este sistema é 
internacionalmente reconhecido para os lançamentos contábeis. Sua premissa básica define que a 
condição financeira e os resultados das operações de uma empresa ou organização serão melhores 
representados por diversas variáveis que são chamadas contas. Cada conta deve refletir um aspecto em 
particular do negócio como certo valor monetário correspondente ao bem, direito, obrigação ou 
qualquer outro item que corresponde. Cada transação financeira será registrada na forma de entradas 
em pelo menos duas contas, nas quais o total de débitos deve ser igual ao total de créditos. 
 
O patrimônio de uma empresa está em constante mutação. Assim, toda transação que a empresa 
realiza, está simplesmente alterando o seu patrimônio, ou seja, "algo vai, outro algo vem em seu lugar". 
No exemplo da compra do computador que é um bem e esta compra sendo feita à vista, por exemplo, 
esse "haver" chegou à empresa e está representado por uma conta contábil. Será dada entrada no 
patrimônio por um valor monetário. Concomitantemente, outra conta contábil deverá ser igualmente 
movimentada, e representará os numerários que se foram sacrificados para esta aquisição, neste caso o 
"Caixa". 
 
Ou outro exemplo seria se esta compra fosse a prazo, a conta (Caixa) seria substituída por uma que 
representaria uma obrigação futura da empresa com um terceiro, esta conta contábil de obrigação será 
chamada "Contas a Pagar". 
 
Diante do exposto, vemos que as partidas dobradas representam um registro, patrimonial ou de 
resultado do período, que representará algo que vai, simultaneamente a outro algo que vem, portanto, 
são lançamentos de débito e crédito, ou de haver e dever de igual valor. 
 
70 
 
 
XXXV.1.13 Regras básicas Para Lançamentos Contábeis 
 
Dado um fato contábil, devem ser observadas algumas regras para efetuar seu devido Lançamento 
Contábil. 
 
Exemplo: Compra de um computador à vista e em dinheiro no valor total de $ 1.000,00 
 
1º passo – identificar quais as contas envolvidas no Fato Contábil; 
 
Caixa (conforme mencionado no exemplo o pagamentofoi em dinheiro) 
 
Computadores (bens) 
2º passo – identificar qual a natureza das contas. Verificar a quais grupos pertencem às contas 
envolvidas no lançamento: Ativo; Passivo; Patrimônio Líquido; Receitas; ou Despesas. 
 
Nota: Observe que as contas de Ativo e Passivo, têm subdivisões específicas entre Circulante e Não 
Circulante, conforme o grau de liquidez para as contas de Ativo e conforme a exigibilidade para as 
contas do Passivo. 
 
Para melhor identificação das contas envolvidas, no título da conta deve ser marcada à qual grupo esta 
conta pertence. Esta marcação ajudará a encontrar as contas quando efetuar os lançamentos e também 
para realizar seu zeramento. 
 
Esta identificação pode ser feita usando as iniciais dos grandes grupos de Ativo e Passivo. 
 
Ativo Circulante = AC 
 
Ativo Não Circulante = ANC 
 
Passivo Circulante = PC 
 
Passivo Não Circulante = PNC 
 
Em nosso exemplo a conta Caixa, pertence ao grupo do Ativo Circulante (AC) e a conta Computadores 
pertence ao grupo do Ativo Não Circulante (ANC). 
 
Caixa – Conta do Ativo (AC) 
 
Computadores – conta do Ativo (ANC) 
 
3º passo – identificar neste evento o que o fato provoca sobre o saldo das contas, ou seja, se o saldo da 
conta aumentará ou diminuirá. Em nosso exemplo, temos: 
 
 
Caixa (AC) o saldo diminuirá ( - ); 
Computadores (ANC) o saldo aumentará ( + ); 
 
71 
 
 
4º passo – efetuar o lançamento contábil segundo determina o método das partidas dobradas, observe 
a Tabela de Distribuição das Funções do Débito e Crédito, para direcionar como será feito o lançamento 
em relação à origem e aplicação do recurso: 
 
DÉBITO = APLICAÇÃO DE RECURSO 
 
CRÉDITO = ORIGEM DO RECURSO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na contabilidade, não podemos perder o seguinte foco: 
 
 
 
DÉBITO = APLICAÇÃO DE RECURSO 
CRÉDITO = ORIGEM DO RECURSO 
 
Ainda no exemplo referente à compra do computador à vista: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 
 
 
 
O conjunto de acontecimentos reconhecidos na contabilidade, que constituem a dinâmica patrimonial é 
proveniente dos atos e fatos administrativos. Estes atos e fatos podem aumentar, diminuir, ou até não 
ter efeito naquele momento sobre o patrimônio da empresa. 
 
XXXVI ATOS ADMINISTRATIVOS E FATOS CONTÁBEIS 
 
XXXVI.1 Atos Administrativos 
 
O entendimento comum de Ato Contábil está em função de acontecimentos que não alteram o 
patrimônio, por isso, não são registrados nos livros contábeis. 
 
Por exemplo: contratos, avais, fianças, orçamentos, etc. 
 
Nota: e muito comum encontrar a denominação Ato Contábil para os eventos acima descritos. 
 
XXXVI.1.1 Fatos Contábeis 
 
Já os Fatos Contábeis, são aqueles que provocam modificações no Patrimônio da entidade, sendo, por 
isso, objeto de contabilização através das contas patrimoniais ou das contas de resultado, podendo ou 
não alterar o Patrimônio Líquido. 
 
Estes acontecimentos provocam alterações qualitativas e quantitativas ou ambas, no Patrimônio da 
entidade. 
 
Por exemplo: compras de mercadorias, vendas de mercadorias ou serviços, direitos adquiridos, 
obrigações assumidas com terceiros, receitas e despesas reconhecidas. 
 
Classificação dos Fatos Contábeis: 
 
Os fatos contábeis são classificados de acordo com a forma que atuará sobre o patrimônio da entidade. 
 Fatos Contábeis Permutativos 
 Fatos Contábeis Modificativos Aumentativos 
 Fatos Contábeis Modificativos Diminutivos 
 Fatos Contábeis Mistos Aumentativos 
 Fatos Contábeis Mistos Diminutivos 
 
XXXVI.1.2 Fatos Permutativos 
 
Observe que o valor de R$ 1.000,00 da conta Caixa, corresponde à origem do recurso e este mesmo 
valor foi direcionado para a conta Computadores, que está correspondendo à aplicação do recurso. 
Ou seja, foi originado de Caixa e aplicado em Computadores. 
 
73 
 
São acontecimentos que não alteram o valor do Patrimônio Líquido da empresa. São meras permutas 
entre as contas patrimoniais. 
 
Compra de mercadorias a vista + Ativo - Ativo 
Compra de mercadorias a prazo + Ativo + Passivo 
Pagamento de duplicata - Passivo - Ativo 
Transferência de valores do longo 
- Passivo + Passivo 
 
prazo para o curto prazo 
 
 
Transferência de lucros para 
- Patrimônio Líquido + Patrimônio Líquido 
 
aumento de capital 
 
 
 
XXXVI.1.3 Fatos Modificativos Aumentativos 
 
São acontecimentos que aumentam o Patrimônio Líquido da empresa. 
 
Recebimento de receita + Ativo + Patrimônio Líquido 
Perdão de uma dívida - Passivo + Patrimônio Líquido 
 
 
XXXVI.1.4 Fatos Modificativos Diminutivos 
 
São acontecimentos que diminuem o Patrimônio Líquido da empresa. 
 
Pagamento de salários - Patrimônio Líquido - Ativo 
Provisão de Férias - Patrimônio Líquido + Passivo 
 
 
XXXVI.1.5 Fatos Mistos ou Compostos Aumentativos 
 
São acontecimentos em que há: 
- permuta entre os elementos patrimoniais; e 
- aumento do Patrimônio Líquido. 
 
Recebimento de Duplicatas Receber com juros + Ativo 
- Ativo 
 
+ Patrimônio Líquido 
 
Pagamento de Duplicatas a Pagar com 
- Passivo 
- Ativo 
 
desconto + Patrimônio Líquido 
 
Renovação de dívida com desconto - Passivo 
+ Passivo 
 
+ Patrimônio Líquido 
 
Emissão de Debêntures com ágio + Ativo 
+ Passivo 
 
+ Patrimônio Líquido 
 
XXXVI.1.6 Fatos Mistos ou Compostos Diminutivos 
 
 
74 
 
São acontecimentos em que há: 
 Permuta de elementos patrimoniais; 
 Diminuição do Patrimônio Líquido. 
 
Recebimento de Duplicatas a Receber com + Ativo - Ativo 
 
desconto - Patrimônio Líquido 
 
 
Pagamento de Duplicatas a Pagar com juros - Patrimônio Líquido - Ativo 
 
- Passivo 
 
 
Renovação de dívida com juros - Patrimônio Líquido + Passivo 
 
- Passivo 
 
 
Emissão de Debêntures com deságio + Ativo + Passivo 
 
- Patrimônio Líquido 
 
 
 
XXXVII EXEMPLIFICAÇÃO DE LANÇAMENTOS CONTÁBEIS 
 
Alguns Exemplos de Débitos e Créditos 
 
1. Integralização de Capital no valor de R$ 100.000,00: 
 
O Sr. João Dornas e o Sr. Pedro Malaquias resolveram constituir uma sociedade para vender biscoitos. O 
nome da empresa será Que Delícia Comercio de Biscoitos Ltda. Quando se reuniram para definir os 
valores que cada um iria integralizar no capital social da empresa, chegaram ao seguinte acordo: 
 
O Sr. João Dornas iria colocar no ato R$ 30.000,00 na empresa, para a composição do Capital Social. 
 
O Sr. Pedro Malaquias iria colocar no ato R$ 70.000,00 na empresa, para a composição do Capital Social. 
 
Contas envolvidas: Caixa e Capital Social 
 
Devido à entrada do dinheiro na sociedade o caixa será aumentado em R$ 100.000,00. Devido à 
integralização o capital social será aumentado em R$ 100.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observe que os saldos das contas envolvidas, neste momento os saldos das contas envolvidas será de 
R$ 100.000,00 para a conta Caixa, no Ativo Circulante e R$ 100.000,00 para a conta Capital Social no 
Patrimônio Líquido. 
 
2. Abertura de conta corrente para segurança dos valores da empresa. Nesta abertura foi 
transferido R$ 95.000,00 para o banco: 
 
 
 
 
 
75 
 
 
Observe que a transferência dos valores de caixa para a conta banco deixou o caixa com R$ 5.000,00. 
Será feita mera transferência dos valores da conta Caixa para a conta Bancos. 
 
Como podemos observar, não houve diminuição no valor patrimonial da empresa, visto que os valores 
simplesmente transitaram da conta caixa para a conta banco. 
 
3. Compra de umasala comercial no valor de R$ 25.000,00, com pagamento a vista: 
Devido baixa do valor do caixa para a compra do terreno, haverá uma transição dos valores da conta 
Banco para a conta de Edificações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Compra de biscoitos para revenda, no valor de R$ 5.000,00: 
 
Depois de aberta a empresa e integralizado o capital, abertura da conta no banco e aquisição da sala 
comercial foi adquirido um lote de mercadorias para revenda, no valor de R$ 5.000,00, sendo esta 
compra realizada a prazo. 
 
Neste momento a empresa terá uma obrigação com um fornecedor de biscoitos, que deverá ser saldado 
em certa data conforme a contratação que foi convencionada entre as partes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XXXVIII SINALIZAÇÃO DOS LANÇAMENTOS 
 
Os valores que demonstramos até o momento em relação aos lançamentos contábeis são valores 
meramente ilustrativos, onde não há uma sequencialidade lógica de fatos ocorridos em uma empresa. 
Para fins didáticos, devido ao grande numero de lançamentos que ocorrem no dia a dia de uma 
empresa, deve ser sinalizado qual lançamento de débito é o crédito correspondente. 
 
Por exemplo: 
 
 
76 
 
Tomemos como base o lançamento referente à integralização de capital: 
 
Devido à entrada do dinheiro na sociedade o caixa será aumentado em R$ 100.000,00. Devido à 
integralização o capital social será aumentado em R$ 100.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Neste ponto, saberemos em caso de consulta posterior que o lançamento a débito que corresponde o 
número 1, é a contrapartida do lançamento a crédito que também corresponde o número 1. 
 
Parece redundante neste primeiro momento. Mas no decorrer dos lançamentos, teremos contas com 
diversas movimentações, teremos dificuldade de encontrar a qual contrapartida corresponde 
determinado valor, durante uma conciliação. Através da numeração dos lançamentos torna-se mais fácil 
este procedimento. 
 
Observe estas contas: 
 
1) Pagamento de Fornecedores no valor de R$ 1.000,00, com cheque: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) Pagamento de energia elétrica no valor de R$ 250,00 com cheque: 
 
 
 
 
 
 
 
3) Compra de mercadorias para revenda no valor de R$ 10.000,00 com cheque: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 
 
 
4) Compra de um computador no valor de R$ 1.250,00 com cheque: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observe que nestes quatro eventos foi movimentada diversas vezes a conta Banco. Se não houver a 
numeração, será mais difícil visualizar as correspondências de cada lançamento. 
Exemplos de marcações utilizados: 
 
DÉBITO CRÉDITO 
NUMÉRICO 
1 1 
2 2 
... ... 
35 35 
... ... 
ALFABÉTICO 
A A 
B B 
... ... 
AA AA 
BB BB 
... ... 
ALFA NUMÉRICO 
1ª 1A 
1B 1B 
1C 1C 
... ... 
 
Obs.: comumente se utiliza para as marcações o sistema numérico. 
 
Esta não é uma regra, servindo apenas como indicação em relação à forma mais adotada para se 
trabalhar. 
 
XXXIX Exercícios de Fixação 
 
Desafio 1: Com base nos dados fornecidos no item EXEMPLIFICAÇÃO DE LANÇAMENTOS CONTÁBEIS, 
vamos contabilizar os seguintes eventos: 
 
Empresa: Nome Fictício Comércio de Mercadorias Ltda. 
 
1. Integralização de Capital Social no valor de R$ 150.000,00 
 
2. Abertura de conta corrente, onde foi transferido 140.000,00 para o banco. 
 
78 
 
 
3. Compra de 2 computadores no valor de R$ 1.250,00 cada, pago à vista, com cheque. 
 
4. Compra de 1 sala comercial onde será realizada as atividades da empresa, no valor de 
150.000,00 através de financiamento, que será pago em no prazo de seis meses. 
 
5. Compra de um carro para utilização nas atividades, no valor de R$ 20.000,00, pago à vista, com 
cheque. 
 
6. Compra de mercadorias para revenda no valor de R$ 15.000,00, pago à vista, com cheque. 
 
RAZONETES PARA OS LANÇAMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
79 
 
XL BALANÇO PATRIMONIAL 
 
O Balanço Patrimonial é uma ferramenta onde será demonstrada a posição da empresa naquele 
momento de seu “fechamento”. Entenda como fechamento, como a apuração dos saldos dos valores de 
cada conta, não sendo relacionado com o fim da empresa. 
 
Para encerramento as contas, apuram-se os saldos de cada uma destas contas e transferimos para as 
contas correspondentes do balanço. 
 
Vamos verificar como ficaria o Balanço Patrimonial da empresa que o Sr. João Dornas e o Sr. Pedro 
Malaquias abriram. 
 
Primeiro passo: Verificar os saldos de cada conta para transferir para o Balanço Patrimonial: 
 
1. Integralização de Capital no valor de R$ 100.000,00: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Abertura de conta corrente para segurança dos valores da empresa. Nesta abertura foi 
transferido R$ 95.000,00 para o banco: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Compra de uma sala comercial no valor de R$ 25.000,00, com pagamento a vista: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Compra de biscoitos para revenda, no valor de R$ 5.000,00: 
 
 
 
 
80 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo Passo: Zerar as contas, transferindo os saldos para o Balanço Patrimonial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E os Fatos Contábeis envolvidos nestes lançamentos que foram demonstrados no Balanço Patrimonial? 
 
Bem Lembrado! 
 
Vamos analisar esta parte agora. 
 
 
Que Delícia Comercio de Biscoitos Ltda Balanço encerrado em XX.XX.XXXX 
ATIVO PASSIVO 
 CIRCULANTE CIRCULANTE 
 Caixa R$ 5.000,00 Fornecedores R$ 5.000,00 
 Banco Conta Movimento R$ 70.000,00 
 Estoques de Biscoitos R$ 5.000,00 
 Não Circulante Patrimônio Líquido 
 Sala Comercial R$ 25.000,00 Capital Social R$ 100.000,00 
 
 
 
Total do Ativo R$ 105.000,00 Total do Passivo R$ 105.000,00 
 
81 
 
1) Integralização de capital: Como os sócios integralizaram o valor de R$ 100.000,00 e não havia 
dinheiro no Caixa da empresa e tampouco valor no Capital Social. Dizemos que houve um fato 
Permutativo. 
 
Nota: Este evento poderá gerar certa discussão no sentido de não haver patrimônio para comparação 
de aumento ou diminuição ou até se este patrimônio não foi modificado devido ao evento em 
questão. Algumas pessoas podem tomar partido que este fato seria Modificativo Aumentativo, 
devido ao fato de não haver valor algum inicialmente na empresa. 
 
2) Transferência de Valores do Caixa para o Banco: Neste evento, os valores simples mudaram de 
lugar, dentro do Ativo. Dizemos que houve um fato Permutativo. 
3) Compra de uma Sala Comercial: Neste evento, os valores simplesmente mudaram de lugar 
dentro do Ativo, passando do Ativo Circulante para o Ativo Não Circulante. Dizemos que houve 
um fato Permutativo. 
4) Compra de biscoitos para revenda a prazo: Neste evento os valores envolvidos estão 
aumentando tanto o Ativo, quanto o Passivo. Dizemos que houve um fato Permutativo. 
 
 Mas por que somente houve Fatos Permutativos nos lançamentos contábeis que realizamos? 
 
Os Fatos contábeis que interferem em modificações no patrimônio da entidade estão ligados aos 
eventos de Receita e Despesa, que serão analisados mais adiante, caso em que poderá ser observado os 
Fatos Contábeis Modificativos. 
 
XLI Exercícios de Fixação 
 
Desafio 2: 
 
Com base nos saldos dos lançamentos efetuados nos razonetes do Desafio 1, demonstre o Balanço 
Patrimonial desta empresa. 
 
 BALANÇO PATRIMONIAL 
 
 Balanço encerrado em XX.XX.XXXX 
ATIVO PASSIVO 
CIRCULANTE CIRCULANTE 
 
 
 
 
Não Circulante PatrimônioLíquido 
 
 
 
 
Total do Ativo Total do Passivo 
 
Vamos testar mais um pouco os conhecimentos adquiridos até agora: 
 
 
82 
 
Contabilize os eventos abaixo descritos, fechando os razonetes e transferindo os saldos de cada 
razonete para um balanço demonstrativo da situação da empresa em relação ao mês de janeiro. 
 
Dados: 
 
Uma empresa do comércio realizou, no ano de 2010, em ordem cronológica, as seguintes transações no 
mês de Janeiro. 
 
05.01 – Integralização do capital pelos sócios, em dinheiro – R$ 25.000,00. 
08.01 – compra de um imóvel da imobiliária Casa Grande Ltda., por R$ 10.000,00 com pagamento de 
50% à vista e o restante a prazo. 
08.01 – compra à vista de instalações, sendo divisórias e cortinas por R$ 2.000. 
15.01 – Compra de equipamentos de informática a prazo, em 5 parcelas, da empresa Info Web Ltda. por 
R$ 7.500, sendo 3 computadores completos no valor de R$ 6.000,00 e 1 impressora no valor de $ 
1.500,00. 
18.01 – Abertura de conta corrente no Banco Alfa, sendo transferido R$ 10.000,00 do caixa para o 
banco. 
19.01 – Obtenção de empréstimo no próprio Banco Alfa, no valor de R$10.000. 
21.01 – Pagamento de R$1.500, Info Web Ltda., referente 1º. Parcela da compra dos equipamentos de 
informática, que deveria ser feita dentro do mês da aquisição. 
25.01 – Compra de mercadorias para revenda à vista, utilizando os valore do empréstimo junto ao 
Banco Alfa, no valor de R$ 10.000,00. 
28.01 – Os sócios resolveram integralizar mais R$ 5.000,00 em dinheiro, que foi depositado no banco. 
29.01 – compra a prazo de mercadorias para revenda, no valor de R$ 5.000,00. 
Lançamentos Contábeis: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 BALANÇO PATRIMONIAL 
 
 Balanço encerrado em XX.XX.XXXX 
ATIVO PASSIVO 
CIRCULANTE CIRCULANTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não Circulante Patrimônio Líquido 
 
 
 
 
 
 
 
 
Total do Ativo Total do Passivo 
 
Estes lançamentos servirão de base para o estudo das Contas de Resultado e para o encerramento do 
exercício, com a transferência dos valores apurados para a conta de lucros ou prejuízos acumulados. 
 
84 
 
XLII BALANCETE DE VERIFICAÇÃO E SUAS DEFINIÇÕES 
 
De forma sintética, o balancete de verificação é um demonstrativo auxiliar da contabilidade, de caráter 
não obrigatório, onde serão relacionados os saldos das contas contábeis remanescentes no diário, em 
determinada data. Este demonstrativo pode ser usado para verificar se o método das partidas dobradas 
está sendo corretamente utilizado pela escrituração da empresa. Sabemos que as partidas dobradas trás 
e suas definições que cada débito deverá corresponder a um crédito de mesmo valor. Ao balancete, 
caberá verificar se a soma dos saldos devedores será igual a soma dos saldos credores. 
 
Mas qual é a finalidade deste demonstrativo? 
 
Este demonstrativo tem em seu cerne as seguintes finalidades: 
 
– conferir, em determinado período, as transações registradas na contabilidade da Entidade segundo o 
método das partidas dobradas; 
 
– viabilizar para que a Entidade possa analisar, periodicamente, todas as contas utilizadas para registrar 
as transações e os seus respectivos saldos em uma determinada data; 
– Este demonstrativo precederá a construção das demonstrações contábeis; 
 
– Caso o demonstrativo seja destinado a usuários externos o documento deverá ser assinado por 
contador habilitado. 
 
O grau de detalhamento do balancete de verificação deverá ser adequado com sua finalidade, sendo 
utilizado balancetes de 2, 4 ou 6 colunas. 
 
Segundo a NBC T 2.7, que trata do balancete, este demonstrativo deve ser levantado mensalmente, 
unicamente para fins operacionais, não tendo obrigatoriedade fiscal. 
 
Os gestores solicitam este demonstrativo como ferramenta de decisão e acompanhamento da situação 
da empresa diante dos saldos mensurados podendo ser considerado como um demonstrativo de fácil 
entendimento e de enorme relevância. 
 
Os Balancetes podem diferir uns dos outros em relação ao número de colunas. Pode ser encontrado 
Balancete com apenas duas colunas, onde uma será destinada ao saldo devedor e outra destinada ao 
saldo credor de cada Conta. Outras formas de apresentação poderão apresentar quatro colunas, sendo 
duas destinadas aos destinadas aos saldos devedores e credores e duas destinadas aos ajustes ocorridos 
no período, referentes ao movimento de cada Conta. 
 
Demais colunas podem ser adicionadas dependendo das necessidades da empresa demonstrar as 
movimentações ou comparações. 
 
 
 
 
85 
 
XLII.1.1 Modelo de Balancete com duas colunas: 
 
 
 
 
Cada Conta será transferida do seu Razonete para o Balancete, segundo seu respectivo saldo. O 
Balancete de Verificação elaborado com base nas Contas contábeis ficará com a seguinte demonstração: 
 
N°: 
 
CONTAS 
 SALDO 
 
 
DEVEDOR 
 
CREDOR 
 
 
1 Caixa 15.000 
2 
 Bancos Conta 45.000 
 
 
Mov. 
 
 
3 Veículos 40.000 
4 Fornecedores 25.000 
5 Capital Social 75.000 
TOTAIS 100.000 100.000 
 
XLII.1.2 Outro Exemplo de Balancete de Verificação 
 
Balancete de Verificação Jun / 2010 
Contas Natureza Débito Crédito 
Caixa AC 5.000,00 - 
Banco Conta Movimento AC 35.000,00 - 
Banco Conta Aplicação AC 70.000,00 - 
Estoque de Mercadorias AC 25.000,00 - 
Computadores ANC 5.000,00 - 
Veículos ANC 50.000,00 - 
Fornecedores PC - 20.000,00 
Empréstimos Bancários PC - 15.000,00 
Capital Social PL - 135.000,00 
Lucros Acumulados PL - 20.000,00 
Total 190.000,00 190.000,00 
 
Legendas: 
 
AC = Ativo Circulante 
 
ANC = Ativo Não Circulante 
 
PC = Passivo Circulante 
 
PL = Patrimônio Liquido 
 
 
86 
 
XLII.1.3 Exemplificação dos Eventos Teóricos e Práticos 
 
Caso Prático de Balancete envolvendo 
 
Você se lembra do Sr. João Dornas e do Sr. Pedro Malaquias que resolveram constituir uma sociedade 
para vender biscoitos. Vamos demonstrar o Balancete de Verificação das movimentações efetuadas 
naquele período. 
 
1) Integralização de Capital no valor de R$ 100.000,00: 
2) Abertura de conta corrente para segurança dos valores da empresa. Nesta abertura foi 
transferido R$ 95.000,00 para o banco: 
3) Compra de uma sala comercial no valor de R$ 25.000,00, com pagamento a vista: 
4) Compra de biscoitos para revenda, no valor de R$ 5.000,00: 
5) As movimentações do período foram: 
 
1. Movimento a Débito e a Crédito das contas envolvidas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Apuração do Saldo Devedor e saldo Credor 
 
Devem ser apurados os saldos das contas envolvidas, para posteriormente serem zerados e transferidos 
para as colunas do balancete.
 
87 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Zeramento dos saldos das contas envolvidas e transferência para o Balancete 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
88 
 
 
Balancete de Verificação 
Contas Natureza Débito Crédito 
Caixa AC R$ 5.000,00 - 
Banco Conta Movimento AC R$ 70.000,00 - 
Estoque de Biscoitos AC R$ 5.000,00 - 
Sala Comercial ANC R$ 25.000,00 - 
Fornecedores PC - R$ 5.000,00 
Capital Social PL - R$ 100.000,00Total R$ 105.000.00 R$ 105.000,00 
 
O exemplo acima é bastante simples. Pois envolve apenas contas de natureza patrimonial. A partir do 
item 3, onde serão avaliadas as contas de resultado o balancete será mais elaborado, envolvendo 
também as cotas de receita e despesa. 
 
Exemplo de Balancete de 4 colunas 
 
CONTAS 
MOVIMENTO SALDO 
 
DÉBITOS CRÉDITOS DEVEDOR CREDOR 
 
Caixa 145.000,00 140.000,00 5.000,00 
 
Bancos 134.000,00 90.000,00 44.000,00 
 
Veículos 124.000,00 124.000,00 
 
Duplicatas a Pagar 124.000,00 124.000,00 
 
Capital Social 140.000,00 140.000,00 
 
Vendas 28.000,00 28.000,00 
 
Compras 114.000,00 114.000,00 
 
Aluguéis 5.000,00 5.000,00 
 
TOTAIS 522.000,00 522.000,00 292.000,00 292.000,00 
 
 
XLIII APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 
XLIII.1.1 Definição de ARE 
 
Como já foi visto, a função da Contabilidade é apurar o resultado econômico da empresa, qual seja este 
lucro ou prejuízo, ou ainda uma situação nula. 
 
Vimos também que as contas de receita e de despesas e custos são chamadas de contas de resultado, 
pois o saldo entre elas indicará a situação econômica da empresa após um exercício financeiro. Regra 
geral, o exercício financeiro coincide com o ano civil de doze meses (1º de janeiro a 31 de dezembro), 
mas a legislação permite que haja exceções como, a exemplo das empresas que são tributadas pelo 
lucro real optantes pela apuração trimestral do resultado. Observado as formalidades do Balancete de 
Verificação, é possível sabermos a situação econômica da empresa em qualquer momento do ano, 
conforme seja necessário. 
 
O demonstrativo contábil que é utilizado para listar, de maneira ordenada as contas de receitas, de 
despesas e custos chama-se Demonstração do Resultado de Exercício (DRE). Neste demonstrativo 
devem constar apenas as contas de resultado, com a movimentação do período. 
 
Após a apuração das contas de receita, despesas e custos, os seus respectivos saldos são transferidos 
para uma conta transitória denominada de “Resultado do Exercício”. 
 
 
89 
 
- Tudo bem. Mas como funciona o lançamento das contas de resultado? Visto que até o momento 
estudamos os lançamentos das contas patrimoniais. 
 
Vamos demonstrar então os lançamentos de receita e despesa e custo, em uma atividade comercial, 
para exemplificar as contas de resultado. 
 
XLIII.1.2 Lançamentos Contábeis em Contas de Resultado 
 
Lembram-se da empresa do Sr. João Dornas e do Sr. Pedro Malaquias, que vende biscoitos. Pois bem, 
supondo que no mesmo mês, eles realizaram uma venda de 30% do estoque dos biscoitos, pelo valor de 
R$ 2.500,00. 
 
Neste momento será reconhecido o Custo da Mercadoria Vendida – CMV e a Receita de Vendas. 
 
Lançamentos Contábeis: 
Com base no Balancete de verificação 
 
Balancete de Verificação 
Contas Natureza Débito Crédito 
Caixa AC R$ 5.000,00 - 
Banco Conta Movimento AC R$ 70.000,00 - 
Estoque de Biscoitos AC R$ 5.000,00 - 
Sala Comercial ANC R$ 25.000,00 - 
Fornecedores PC - R$ 5.000,00 
Capital Social PL - R$ 100.000,00 
Total R$ 105.000.00 R$ 105.000,00 
 
1º passo: Abrir os razonetes com os saldos das contas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2º passo reconhecimento das receitas e despesas na venda dos biscoitos – Neste passo somente serão 
demonstrados os razonetes envolvidos. 
 
a) Reconhecimento Receita Recebida: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
90 
 
 
 
 
Observe que a venda gerou um valor contabilizado a DÉBITO no Caixa e a CRÉDITO na conta Receita de 
Vendas e que é uma Conta de Resultado. 
 
Para fins didáticos e facilidade na compreensão dos lançamentos contábeis, por hora não serão 
considerados os tributos incidentes nos eventos de venda. 
 
Caso esta venda fosse a prazo, a contrapartida seria em conta de Clientes ou Duplicatas a Receber, por 
exemplo. 
 
 
b) Reconhecimento dos Custos da Mercadoria Vendida - CMV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Suponha que neste mesmo mês a empresa pagou em dinheiro as seguintes despesas: 
 
1. Telefone: R$ 150,00 
2. Energia Elétrica: R$ 75,00 
3. Água: R$ 35,00 
 
c) Reconhecimento das Despesas do período. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
91 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos como ficaria o Balancete da empresa após estes eventos de venda e reconhecimento dos 
custos e despesas. 
 
Apuração dos saldos e transferência para o Balancete. 
Balancete de Verificação 
Contas Natureza Débito Crédito 
Caixa AC R$ 7.240,00 - 
Banco Conta Movimento AC R$ 70.000,00 - 
Estoque de Biscoitos AC R$ 3.500,00 - 
Sala Comercial ANC R$ 25.000,00 - 
Fornecedores PC - R$ 5.000,00 
Capital Social PL - R$ 100.000,00 
Custo da Mercadoria Vendida DRE R$ 1.500,00 - 
Desp. Telefone DRE R$ 150,00 - 
Desp. Energ. Elet. DRE R$ 75,00 - 
Desp. Água DRE R$ 35,00 - 
Receita de Venda DRE - R$ 2.500,00 
Total R$ 107.500,00 R$ 107.500,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
92 
 
XLIV Exercícios de Fixação 
 
1) Com base nos saldos discriminados abaixo, separe as contas contábeis e elabore o Balancete de 
Verificação do período. 
 
CONTAS SALDOS (R$) 
Caixa 280.000,00 
Bancos 120.000,00 
Clientes 50.000,00 
Estoques 10.000,00 
Móveis e Utensílios 30.000,00 
Veículos 80.000,00 
Despesas de Organização 25.000,00 
Fornecedores 40.000,00 
Compras a Prazo 10.000,00 
Capital Social 324.000,00 
Salários 60.000,00 
Aluguéis 12.000,00 
Água e esgoto 6.000,00 
Luz e telefone 12.000,00 
Materiais de consumo 24.000,00 
Computadores 2.000,00 
Impostos a Pagar 13.000,00 
Receita de vendas 150.000,00 
Receita de serviços 200.000,00 
TOTAL 1.448.000,00 
 
XLV LUCRO OU PREJUÍZO NO EXERCÍCIO 
 
Com já vimos, as contas de Resultado dividem-se em contas de Despesas e Receitas. Aparecem durante 
o exercício social, encerrando-se ao final do mesmo. Não fazem parte do Balanço Patrimonial, mas 
permitem apurar o Resultado de Exercício (Lucro ou Prejuízo). 
 
Receitas 
 
É o recebimento de numerários (dinheiro) pela venda de um produto ou serviço, relacionado ou não as 
atividades fins da sociedade e/ou entidade (empresas), podendo ser classificadas em receitas 
operacionais ou demais receitas operacionais e receitas financeiras. 
 
XLV.1.1 Receitas Operacionais 
 
São aquelas resultantes das operações relacionadas com as atividades fins da sociedade e/ou entidade 
como a venda de produtos (de fabricação própria ou de terceiros) e/ou da Prestação de Serviços. 
 
Exemplo: A venda de armário de cozinha, a montagem de um armário de cozinha, etc. 
 
As Receitas decorrem da venda de bens ou prestação de serviços caracterizam-se pela entrada de 
elementos para o Ativo, sob a forma de dinheiro ou direitos a receber. As receitas são itens que 
aumentam o Patrimônio Líquido. 
 
 
93 
 
As receitas operacionais podem ser: 
 
Receita Bruta: Compreende o total das receitas auferidas na venda de produtos ou serviços prestados; 
 
Receita Líquida: Compreende o total das receitas auferidas na venda de produtos ou da prestação de 
serviços, diminuídos as devoluções, abatimentos e os impostos incidentes sobre as mesmas. 
 
Compreendem ainda as receitas operacionais, as receitas financeiras advindas de operações que 
resultam no recebimento de um crédito em compensação por um atraso em recebimento de juros sobre 
duplicatas quitadas em atraso, descontos recebidos, aplicações financeiras, etc. 
 
- Demais Receitas Operacionais: São aquelas resultantes das operações não relacionadas com as 
atividadesfins da sociedade. Exemplo: A venda de um veículo ou de uma máquina da sociedade. 
 
XLV.1.2 Custos e Despesas 
 
XLV.1.3 Custos 
 
- Custo: é o preço pelo qual se obtém um bem, direito, ou serviço e, podem ser classificados em Direto 
ou Indireto, Fixo ou Variável. 
 
Custo Direto – É aquele utilizado na produção ou fabricação de um produto, como por exemplo, o papel 
utilizado na fabricação de embalagens, os pigmentos de cores, as tintas, etc. 
 
Custo Indireto – É aquele que mesmo utilizado indiretamente na produção, ou seja, não participam 
fisicamente do produto, mas serão incorporados na formação do custo final do produto, como por 
exemplo: o transporte de matéria prima, a manutenção dos equipamentos da linha de produção, etc. 
 
Custo Fixo – São os gastos que se operam sempre dentro das mesmas medidas. Exemplo: Seguros, 
aluguéis, etc. 
 
Custo Variável – São os gastos que se alteram de acordo com o volume de produção. Exemplo matéria 
prima utilizada. 
 
XLV.1.4 Despesas 
 
É o encargo necessário para comercializar os bens ou serviços objetos das atividades, bem como para a 
manutenção da estrutura empresarial independentemente de sua frequência. 
 
As Despesas decorrem do consumo de bens e da utilização de serviços, visando direta ou indiretamente 
a obtenção de Receitas. As despesas são itens que reduzem o Patrimônio Líquido e que têm essa 
característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas. 
 
As despesas podem ser: 
 
- Operacionais: São as despesas que não são computadas nos custos, mas são necessárias à atividade da 
empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora, e podem ser: 
 
94 
 
 
Comerciais – São as despesas relacionadas diretamente com a comercialização de nossos produtos ou 
serviços. Exemplo: Anúncios, propagandas, transportes, etc. 
 
Financeiras – São as despesas ou encargos, já deduzidos as receitas, necessários a realização das 
atividades fins da sociedade. Exemplo: Tarifas bancárias, juros, multas, encargos na antecipação de 
créditos, etc. 
 
Despesas Gerais e Administrativas – São as despesas não relacionadas à atividade principal da 
sociedade, porém são necessárias na formação do resultado. Exemplo: Revistas e Periódicos, Despesas 
com internet, etc. 
 
Outras despesas Operacionais – São as despesas não relacionadas com a atividade da sociedade e 
necessário para que se obtenha uma receita não operacional. Exemplo: Venda de um bem do ativo 
permanente. 
 
Antecipadas – São as despesas não incorridas, mas pagas antecipadamente, que devem ser registradas 
no Ativo Circulante, devendo ser apropriadas no momento do usufruto da mesma. Exemplo: Seguros, 
Aluguéis, Energia Elétrica, etc. 
 
 
 
 Receitas e Despesas 
 
Receitas Despesas 
 
de Vendas de Mercadoria de Aluguéis 
de Venda de Produtos Fabricados de Salários e Encargos 
de prestação de Serviços de Juros 
de Comissões de Tributos (impostos, taxas e contribuições). 
de Contribuições de Associados de Comissões 
de Doações de Propaganda 
de Juros de Consumo de materiais de escritório 
de Aluguéis de Manutenção e Limpeza 
de Mensalidades de Água, Luz, Telefone, Correio 
de Ganhos diversos, etc. de Perdas diversas, etc. 
 
 
 
XLVI ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE DESPESAS E RECEITAS 
 
Toda empresa levantará um Balanço por ocasião do término do seu exercício social no intuito de apurar 
a sua situação patrimonial, bem como o resultado do período (lucro ou prejuízo). As contas de 
resultado, despesas e receitas, serão encerradas e seus valores levados, por lançamentos contábeis, 
para a conta de resultado do exercício, que também faz parte das contas de resultado. 
 
Por sua vez essa conta levará para o Patrimônio Líquido, o valor do resultado do exercício, ficando 
consequentemente com saldo zero na data de encerramento do exercício social. Portanto na data de 
 
95 
 
encerramento do exercício social todas as contas de resultado terão os seus saldos zerados para a 
apuração do lucro ou prejuízo contábil. 
 
A cada exercício social a empresa deve apurar o resultado dos seus negócios, para saber se obteve lucro 
ou prejuízo. 
 
A contabilidade confronta as receitas (vendas) com as despesas e custos (gastos necessários). Se a 
receita for maior que a despesa, a empresa obteve lucro, se a receita for menor que a despesa a 
empresa teve prejuízo. 
 
A apuração do resultado é realizada de forma destacada na Demonstração do Resultado do Exercício. 
Nesse demonstrativo se apresenta um resumo ordenado das despesas e receitas do período, 
facilitando-se a tomada de decisões. 
 
Receita: Corresponde geralmente às vendas de mercadorias, produtos ou prestações de serviços. 
 
É refletida no balanço através da entrada de dinheiro no Caixa (vendas a vista) ou entrada em forma de 
direitos a receber (vendas a prazo) que são as Duplicatas a Receber. 
 
A receita sempre aumenta o ATIVO, embora nem todo aumento de ativo signifique receita. Por 
exemplo, empréstimos bancários e financiamentos também aumentam o ATIVO, mas não são receitas. 
 
Despesa: É todo o sacrifício da empresa para obter a Receita (todo consumo de bens ou serviços com 
objetivo de se obter Receita é um esforço da empresa). 
 
Ela é refletida no balanço através da redução do Caixa por pagamento a vista ou mediante um aumento 
de uma dívida – PASSIVO que são compromissos assumidos para pagamento futuro. 
 
A despesa pode, ainda, originar-se de outras reduções além do Caixa, como é o caso das Depreciações. 
 
Comumente denominamos a entrada de dinheiro na empresa através da RECEITA como ENCAIXE e todo 
dinheiro que saí do Caixa pelo pagamento de uma DESPESA é denominado de DESENCAIXE. 
 
 
OPERAÇÕES A PRAZO À VISTA 
 
 
 
Receita + Dupl. a Receber + Caixa (Encaixe) 
Ativo Ativo 
 
 
 
Despesa + Contas a Pagar (-) Caixa (desembolso) 
Passivo Ativo 
 
 
 
D.R.E. BALANÇO PATRIMONIAL 
 
 
 
 
O lucro apurado pelas empresas pertence aos seus proprietários, sendo em muitos casos utilizado para 
a manutenção e expansão do negócio, por prudência, esse lucro não deve ser retirado totalmente e sim 
reinvestido uma parte (Lucros Retidos ou Lucros Acumulados). 
 
 
 
96 
 
A parcela do lucro não distribuída figurará no balanço pelo Patrimônio Líquido na seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BALANÇO PATRIMONIAL (APÓS APURAÇÃO DO LUCRO) 
ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
 
 2008 2009 2008 2009 
 
Circulante P L 
 
Caixa 2.610 3.480 Capital 2.610 2.610 
 
 Lucros 870 
 
Total 2.610 3.480 Total 2.610 3.480 
 
 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 
 
Receitas 2.320 
 
(-) Despesas (1.450) 
 
Lucro do Período 870 
 
 
XLVII Exemplificação dos eventos 
 
Caso Prático 
 
A Empresa ABC Ltda., demonstrou em seu exercício social as seguintes receitas e despesas a serem 
demonstradas na DRE: 
 
Venda de Produtos: 63.450,00; 
Venda de Mercadorias: 32.500,00; 
Prestação de Serviços: 9.300,00 
Impostos Sobre Receita: 15.345,00 
Devolução de Vendas: 3.105,00 
Custo dos Produtos: 25.120,00 
Custo de Mercadorias: 15.400,00 
Custo dos Serviços: 4.110,00 
Comissões de Vendas: 4.159,55 
Marketing: 935,00 
Pesquisa de Mercado: 832,00 
Publicidade e Propaganda: 618,00 
Fretes: 850,00 
Embalagens: 65,45 
 
97 
 
Salários: 3.602,75 
Encargos: 587,25 
Alugueis: 45,00 
Água, Energia, Telefone: 250,00 
Seguros: 140,00 
Transporte: 75,00 
Viagens: 480,00 
Pró Labore: 1.200,00 
Material deEscritório: 150,00 
Impostos: 45,00 
Taxas: 35,00 
Demais despesas: 40,00 
Despesa Bancaria: 75,40 
Juros Pagos: 124,50 
Descontos Concedidos: 324,10 
 
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é um resumo ordenado das receitas e despesas da 
empresa em um determinado período. É apresentado de forma Dedutiva (vertical), ou seja, das receitas 
subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado (Lucro ou Prejuízo). 
 
A Receita Bruta é o total bruto vendido no período. Ainda inclusos os impostos sobre vendas e dela 
ainda não foram subtraídas as Devoluções, Vendas Canceladas e os Abatimentos ocorridos no período. 
 
Os impostos sobre as vendas são aqueles gerados no momento da venda, por exemplo: 
 
IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados 
 
ICMS – Imposto sobre a Circulação das Mercadorias 
 
ISS – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza 
 
PIS – Programa de Integração Social 
 
COFINS – Contribuição sobre a Seguridade Social 
 
Os impostos sobre as vendas não pertencem à empresa, mas ao governo, ela é mera intermediária que 
arrecada os impostos junto aos consumidores e os recolhe ao governo, assim não podem ser 
considerados como receita da empresa. 
 
Lucro Operacional: 
 
O Lucro Operacional é a diferença entre o Lucro Bruto e as Despesas Operacionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
98 
 
Despesas Operacionais: 
 
As despesas operacionais são as necessárias para vender os produtos prestar os serviços, administrar as 
empresas e financiar as operações. Enfim são todas as despesas que contribuem para a manutenção da 
atividade operacional da empresa. 
Os principais grupos de Despesas Operacionais são: 
Despesas Comerciais ou com Vendas 
Despesas Gerais e Administrativas 
Despesas Financeiras 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
99 
 
 
MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 
 
RECEITA OPERACIONAL BRUTA 
Vendas de Mercadorias 
Vendas de Produtos 
Receitas de Serviços 
(-) DEDUÇÕES E ABATIMENTOS 
Devolução de Vendas 
Descontos Incondicionais Concedidos 
ICMS sobre Vendas 
PIS sobre Faturamento 
COFINS sobre Faturamento 
(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 
(-) CUSTOS OPERACIONAIS 
Custo dos Produtos Vendidos 
Custo das Mercadorias Vendidas 
Custo dos Serviços Vendidos 
(=) LUCRO OPERACIONAL BRUTO 
(-) DESPESAS OPERACIONAIS 
Comissões sobre Vendas 
Propaganda e Publicidade 
Devedores Duvidosos 
DESPESAS ADMINISTRATIVAS 
Salários e Ordenados 
INSS 
FGTS 
Férias 
13º Salário 
Energia Elétrica 
Telefone 
Água e Esgoto 
Impostos e Taxas 
Depreciações 
Amortizações 
DESPESAS FINANCEIRAS 
Juros Passivos 
Descontos Concedidos 
Despesas Bancárias 
CPMF 
Variações Monetárias Passivas 
Variações Cambiais Passivas 
PIS sobre Receitas Financeiras 
COFINS sobre Receitas Financeiras 
(+) RECEITAS OPERACIONAIS RECEITAS FINANCEIRAS 
Juros Ativos 
Descontos Obtidos 
Rendimentos de Aplicação Financeira 
Variação Monetária Ativa 
Variação Cambial Ativa 
(+-) OUTRAS DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS 
PIS sobre Outras Receitas 
COFINS sobre Outras Receitas 
 
100 
 
(+ / -) Resultado da Equivalência Patrimonial Dividendos 
(=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO 
(-) DEMAIS DESPESAS OPERACIONAIS 
Perdas na Alienação de Bens do Imobilizado 
Perdas de Participações Societárias 
(+) DEMAIS RECEITAS OPERACIONAIS 
Ganhos na Alienação de Bens do Imobilizado 
Rendas de Participações Societárias 
Aluguéis Ativos 
(=) RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DO IRPJ E CSLL 
(-) Provisão para Contribuição Social – CSLL 
(-) Provisão para Imposto de Renda – IRPJ 
(=) RESULTADO DO EXERCÍCIO APÓS CSLL E IRPJ 
(-) PARTICIPAÇÕES 
Debêntures 
Empregados 
(=) LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 
XLVIII Exercícios de Fixação 
1) A empresa apresentou o seguinte Balancete de Verificação em 31/12/2001: 
Caixa R$ 50,00 
Fornecedores R$ 150,00 
Contas a Pagar R$ 100,00 
Duplicatas a Receber R$ 100,00 
Móveis e Utensílios R$ 250,00 
Estoques R$ 50,00 
Bancos Conta Movimento R$ 25,00 
Vendas R$ 1.200,00 
Despesas Antecipadas R$ 25,00 
Salários R$ 100,00 
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 500,00 
Capital Social R$ 200,00 
Lucros Acumulados R$ 50,00 
Impostos R$ 100,00 
Despesas com Impressos R$ 100,00 
Energia R$ 50,00 
Despesas Gerais R$ 150,00 
Receita de Juros R$ 50,00 
Descontos Concedidos R$ 50,00 
Instalações R$ 200,00 
 
Ao elaborar o Balanço Patrimonial, desconsiderando os impostos, podemos afirmar que o Lucro Líquido 
e o Patrimônio Líquido são respectivamente: 
a) R$ 175,00 e R$ 250,00 
b) R$ 175,00 e R$ 425.00 
c) R$ 200,00 e R$ 250,00 
d) R$ 200,00 e R$ 450,00 
 
 
101 
 
 
2) A alternativa CORRETA é: 
a) No Balancete de Verificação, figuram todas as contas com saldo devedor e credor respectivamente. 
b) No Balancete de Verificação figuram somente as contas patrimoniais. 
c) O Balancete de Verificação é extraído das contas do Livro Caixa. 
d) No Balancete de Verificação figuram somente as contas de resultado. 
 
3) Uma empresa encerrou o seu Balanço Patrimonial em 31.12.2003, com os saldos a seguir: 
CONTAS SALDOS 
Adiantamento a Fornecedores R$ 550.000,00 
Adiantamento de Clientes R$ 290.000,00 
Aluguéis a Pagar R$ 220.000,00 
Aluguéis a Receber R$ 150.000,00 
Bancos conta Movimento R$ 230.000,00 
Caixa R$ 100.000,00 
Capital Social R$ 300.000,00 
Clientes R$ 450.000,00 
Duplicatas a Pagar R$ 420.000,00 
Edifícios de Uso R$ 400.000,00 
Empréstimo Exigível a Curto Prazo R$ 150.000,00 
Estoque de Mercadorias R$ 350.000,00 
Financiamento Exigível a Longo Prazo R$ 600.000,00 
Imposto de Renda a Recolher R$ 15.000,00 
Lucros ou Prejuízos Acumulados R$ 150.000,00 
Máquinas e Equipamentos de Uso R$ 360.000,00 
Outros Impostos a Recolher R$ 90.000,00 
Reservas de Lucro R$ 150.000,00 
Salários a Pagar R$ 150.000,00 
Terreno de Uso R$ 200.000,00 
Títulos a Pagar a Curto Prazo R$ 355.000,00 
Veículos de Uso R$ 100.000,00 
 
O total do Ativo Circulante e do Passivo Circulante, respectivamente, foi de: 
a) R$ 1.280.000,00 e R$ 2.240.000,00. 
b) R$ 1.830.000,00 e R$ 1.690.000,00. 
c) R$ 1.830.000,00 e R$ 2.290.000,00. 
d) R$ 2.120.000,00 e R$ 1.400.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
102 
 
XLIX REGISTRO DAS OPERAÇÕES NO DIÁRIO (LANÇAMENTO) 
O registro de uma operação do Livro Diário denomina-se “Partida de Diário”, os elementos necessários 
de uma Partida de Diário (Elementos essenciais de um lançamento) são os seguintes: 
1. Local e Data de registro; 
2. Conta debitada ou Contas Debitadas; 
3. Conta creditada ou Contas creditadas; 
4. Histórico da operação, com a menção das características principais dos documentos comprobatórios 
da operação. 
Exemplo de uma partida de Diário (lançamento manual): 
Curitiba - PR, 03 de junho de 2010. 
 
 
 
Todas as operações que a empresa realiza, devem ser registradas. O registro é feito através dos 
“Lançamentos Contábeis”. 
Os lançamentos contábeis devem conter minimamente: 
Data 
Conta debitada 
Conta creditada 
Valor 
Histórico descrevendo a operação de forma reduzida. 
 
Os lançamentos contábeis são registrados em livro denominado Livro Diário. Esse livro é obrigatório e 
deverá conter um termo de abertura e de encerramento para cada exercício social. 
O lançamento contábil é o registro do fato contábil. Todo fato contábil que origina um lançamento 
contábildeve estar suportado em documentação hábil e idônea. 
 
Os lançamentos contábeis podem ser: 
a) Lançamento de primeira fórmula; 
b) Lançamento de segunda fórmula; 
c) Lançamento de terceira fórmula; 
d) Lançamento de quarta fórmula. 
 
O lançamento contábil não se resume a “débito e crédito”, mas deve possuir também: 
O valor (ou valores); expresso em moeda nacional. 
Data do lançamento. 
Histórico. 
 
103 
 
XLIX.1 Lançamento de Primeira Fórmula 
É o registro do fato contábil que envolve apenas uma conta devedora e outra conta credora. Exemplo: 
Depósito bancário oriundo de recursos do caixa: 
Data do lançamento: 09.06.2010 
D – Banco do Brasil (Ativo Circulante) R$ 10.000,00 
C – Caixa (Ativo Circulante) R$ 10.000,00 
Histórico: Depósito em dinheiro no Banco do Brasil no valor de R$ 10.000,00 
XLIX.2 Lançamento de Segunda Fórmula 
É o registro do fato contábil que envolve uma conta devedora e mais de uma conta credora. 
Exemplo: 
Compra de mercadorias sendo pago parte em dinheiro e parte com duplicatas a vencer para 30 e 60 
dias. 
Data do lançamento: 22.06.2010 
D – Estoque de Mercadorias (Ativo Circulante) a 
C – Caixa (Ativo Circulante) R$ 1.000,00 
C – Cheques a Cobrar (Ativo Circulante) R$ 8.000,00 
Histórico: Compra de mercadorias para revenda sendo R$ 1.000,00 pagos no ato e duas duplicatas no 
valor de R$ 4.000,00 a vencer em 30 e 60 dias totalizando R$ 9.000,00 
XLIX.3 Lançamento de Terceira Fórmula 
É o registro do fato contábil envolvendo mais de uma conta devedora e apenas uma conta credora. 
Exemplo: 
Venda de um lote de mercadoria, com parte do recebimento à vista e outra parte do recebimento 
dentro de 30 dias. 
Data do lançamento: 26.06.2010 
D - Caixa (Ativo Circulante) R$ 1.000,00 
D - Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) R$ 1.000,00 
C - Vendas de Mercadorias (Resultado) R$ 2.000,00 
Histórico: Venda de 300 un. do produto XYZ, com recebimento de R$ 1.000,00 no ato e R$ 1.000,00 para 
30 dias, totalizando R$ 2.000,00 
XLIX.4 Lançamento de Quarta Fórmula 
É o registro do fato contábil onde será envolve mais de uma conta devedora e mais de uma conta 
credora. Exemplo: 
Compra, na mesma nota fiscal, de mercadorias para revenda e material de consumo, sendo parte paga 
no ato da compra e o restante para 30 e 60 dias: 
Data do lançamento: 28.06.2010 
D – Estoque de Mercadorias (Ativo Circulante) 
Histórico: Parte da NF 5555 de Comercial Computer Sistemas Ltda. R$ 20.000,00 
D – Estoque de Materiais de Consumo (Ativo Circulante) 
Histórico: Parte da NF 5555 de Comercial Computer Sistemas Ltda. R$ 5.000,00 
C - Bancos Cta. Movimento (Ativo Circulante) 
Histórico: Ref. Cheque 003521par Pagto à Comercial Computer Sistemas Ltda. R$ 5.000,00 
C – Fornecedores (Passivo Circulante) 
Histórico: Saldo a ser pago ref. NF 5555 em 30 e 60 dias R$ 20.000,00 
 
104 
 
XLIX.5 Histórico do Lançamento 
O Histórico do Lançamento é a descrição do fato contábil. A boa técnica contábil exige que o histórico 
seja feito com a máxima clareza, para evidenciar de forma analítica o registro da operação, devendo o 
histórico do fato contábil ser inteligível e objetivo. 
Exemplificação 
Exemplo de Histórico Contábil incompleto: 
Compra de um veículo para a empresa 
Exemplo de Histórico Contábil completo: 
Valor referente aquisição de um veículo, marca Ford, mod. Strada, chassis 777777777, conforme nota 
fiscal nº. 3921, de 14.05.2010, de Fortes Revenda de Veículos Ltda. 
XLIX.6 Abreviaturas Utilizadas 
Para a redação do histórico e admitido a utilização de abreviaturas no histórico contábil, para fins de 
minimizar o trabalho, sem tirar a clareza do que está sendo demonstrado. Exemplos comuns de 
abreviaturas: 
Cfe. = Conforme 
Ch. = Cheque 
Dep. = Depósito 
Depto. Departamento 
Dp. = Duplicata 
Fat. = Fatura 
NF = Nota Fiscal 
Pg. = Pago 
Ref. = Referente 
Transf. = Transferência 
Vl. = Valor 
 
Como os lançamentos contábeis escriturados no diário seguem as regras de partidas dobradas. 
Demonstraremos a partir deste momento, os lançamentos sequencialmente. 
 
Seguindo o exemplo da empresa do Sr. João Dornas e Pedro Malaquias, que fundaram a em presa Que 
Delícia Comércio de Biscoitos Ltda., teríamos os seguintes lançamentos contábeis: 
 
Pela integralização de capital mediante contrato social registrado em 08.06.2010: 
D – Caixa (AC) 
C – Capital Social (PL) R$ 100.000,00 
Histórico: Ref. Integralização de Capital Social realizado na seguinte forma R$ 30.000,00 integralizado 
por João Dornas e R$ 70.000,00 integralizado por Pedro Malaquias. 
 
Pela Transferência dos valores para o Banco mediante abertura de conta em 08.06.2010: 
D – Banco Conta Movimento (AC) 
C – Caixa (AC) 
Histórico: Abertura de Conta no Banco Alfa sendo transferido R$ 95.000,00 na mesma data 
 
 
 
 
105 
 
Pela compra de uma sala comercial em 16.06.2010: 
D – Sala Comercial (ANC) 
C – Banco Conta Movimento (AC) R$ 25.000,00 
Histórico: Aquisição de sala bloco 32, no Shopping Venda Mais conf. Inscrição no registro de imóveis nº.. 
1111111 de 15.01.2005. 
 
Pela compra dos biscoitos para revenda em 28.06.2010: 
D – Estoque de Mercadorias (AC) 
C – Fornecedores (PC) R$ 5.000,00 
Histórico: Compra de 300 quilos de biscoitos de baunilha, 200 quilos de biscoitos de chocolate e 500 
quilos de biscoitos de glacê, conf. NF nº. 2500 de Comercial BLGF Ltda. 
L Exercícios de Fixação 
1. Contabilização dos eventos: 
 
No dia 05.06.2010 foi constituída uma sociedade para exploração de comercio de mercadorias pelos Srs. 
Fulano de Tal e Beltrano de Tal, onde integralizaram cada um a quantia de R$ 50.000,00. Eventos 
ocorridos a partir desta data: 
05.06.2010: Abertura de conta corrente no Banco Straus S/A com a transferência de R$ 99.000,00 do 
caixa para o banco. 
 
06.06.2010: compra dos seguintes itens: 
- 02 computadores no valor de R$ 1.500,00 cada, sendo pago com cheque – NF 5555 de Computer 
Sistem Ltda. 
- 01 impressora no valor de R$ 1.500,00 sendo pago com cheque – NF 6666 de Comuter Sistem Ltda. 
- Compra de balcão a prazo, de Moveis Bonilha Ltda. – NF 4505 no valor de R$ 10.000,00, a ser pago em 
4 parcelas 30/60/90/120. 
- Compra de mercadorias para revenda no valor de R$ 10.000,00 sendo pago R$ 5.000,00 no ato e o 
restante para 30 dias, conforme NF nº. 7894 de Comercial Certos Ltda. 
 
16.06.2010 venda de 30% do estoque de Mercadorias pelo valor de R$ 5.000,00 sendo emitida a NF nº. 
0001. 
 
30.06.2010 Pagamento dos seguintes valores: 
- Água: R$ 50,00 
- Energia: R$ 150,00 
- Telefone: R$ 100,00 
 
Pede-se 
a. Demonstrar os lançamentos contábeis 
b. Demonstrar o Balancete de verificação 
 
2. Encerramento do resultado: 
 
Com base nos dados acima descritos e a contabilização efetuada, demonstrar: 
a. Demonstração do Resultado do Exercício 
b. Balanço patrimonial após o encerramento das contas de resultado. 
 
106 
 
LI PEÇAS CONTÁBEIS 
LI.1 Demonstrações Obrigatórias 
Nos termos do art.176 da Lei nº. 6.404/1976, alterado pelo Art. 1º da Lei nº. 11.638/2007 e o art. 36 da 
Medida Provisória nº. 449/2008 (convertida na Lei nº. 11.941/2009), no fim de cada exercício social a 
pessoa jurídica deverá elaborar com base na escrituração mercantil, com observância das leis 
comerciais, as seguintes demonstrações contábeis: 
a) Balanço Patrimonial; 
b) Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; 
c) Demonstração dos resultados do exercício; 
d) Demonstração dos fluxos de caixa; e 
e) Demonstração do valor adicionado, para as companhias abertas. 
LI.2 Balanço Patrimonial 
O Balanço Patrimonial é constituído da forma mais simples emAtivo, Passivo, Patrimônio Líquido como 
segue: 
- Ativo compreende os bens, os direitos e as demais aplicações de recursos controlados pela entidade, 
capazes de gerar benefícios econômicos futuros, originados de eventos ocorridos. 
- Passivo compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para com terceiros, 
resultantes de eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua liquidação. 
- Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da Entidade, e seu valor é a diferença positiva 
entre o valor do Ativo e o valor do Passivo. Quando o valor do Passivo for maior que o valor do Ativo, o 
resultado é denominado Passivo a Descoberto. Portanto, a expressão Patrimônio Líquido deve ser 
substituída por Passivo a Descoberto. 
 
LI.2.1 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados 
A DLPA evidencia as alterações ocorridas no saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados, no 
Patrimônio Líquido. 
 
De acordo com o artigo 186, § 2º da Lei nº 6.404/76, adiante transcrito, a companhia poderá, à sua 
opção, incluir a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados nas demonstrações das mutações do 
patrimônio líquido. 
 
"A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do 
dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das 
mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia." 
 
A DLPA é obrigatória para as sociedades limitadas e outros tipos de empresas, conforme a legislação do 
Imposto de Renda (art. 274 do RIR/99). 
 
Composição da DLPA 
A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá discriminar: 
1. O saldo do início do período e os ajustes de exercícios anteriores; 
2. As reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; e 
3. As transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo 
ao fim do período. 
 
107 
 
 
Ajustes de Exercícios Anteriores 
Como ajustes de exercícios serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério 
contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser 
atribuídos a fatos subsequentes. 
 
Reversões de Reservas 
Correspondem às alterações ocorridas nas contas que registram as reservas, mediante a reversão de 
valores para a conta Lucros Acumulados, em virtude daqueles valores não serem mais utilizados. 
 
Lucros ou Prejuízos Acumulados 
É o resultado líquido do ano apurado na Demonstração do Resultado do Exercício, cujo valor é 
transferido para a conta de Lucros Acumulados. 
 
Transferências Para Reservas 
São as apropriações do lucro feitas para a constituição das reservas patrimoniais, tais como: reserva 
legal, reserva estatutária, reserva de lucros a realizar, reserva para contingências. 
 
Substituição Pela Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 
De acordo com o § 2º do artigo 186 da Lei nº 6.404/76 a Demonstração de Lucros ou Prejuízos 
Acumulados poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e 
divulgada pela companhia, pois não inclui somente o movimento da conta de lucros ou prejuízos 
acumulados, mas também o de todas as demais contas do patrimônio líquido. 
Exemplo: 
 
 
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) evidencia o Lucro Liquido do Período, ou seja, o lucro 
final do exercício, após todas as deduções e participações, o que sobrar será distribuído para os 
proprietários. Mas qual é o destino do Lucro Liquido que é apurado na DRE ? 
 
A critério dos sócios ou acionistas será feita sob forma de distribuição daquele lucro. Aqui, exatamente, 
começa a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), somando-se o Lucro Liquido do 
 
108 
 
exercício ao saldo dos Lucros Acumulados. Apuraremos o lucro à disposição dos proprietários da 
empresa para ser distribuídos. 
 
Por exemplo, se tivermos, em milhares de reais, um Lucro Líquido no Período 2008 de R$ 700, um saldo 
de Lucro Acumulado (no Balanço) no inicio de 2007 de R$ 200, e uma Distribuição de Dividendos de R$ 
400. 
 
 
A conta Lucros Acumulado representa a interligação entre o Balanço Patrimonial (BP) e a Demonstração 
do Resultado do Exercício (DRE). Lucros Acumulados serão adicionados ao Lucro Líquido do próximo 
exercício social para, em conjunto com aquele, participar de uma nova distribuição (destinação). Daí a 
expressão Demonstrações de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), que significa o Lucro Líquido do 
Exercício mais o remanescente de lucro não especificado de ano(s) anterior (es). A partir de 1985, as 
sociedades anônimas de capital aberto ficaram obrigadas, por resolução da Comissão de Valores 
Mobiliários – CMV, a elaborar essa demonstração, ficando dispensadas da elaboração da Demonstração 
de Lucros ou Prejuízo Acumulados. 
 
E para melhor compreensão da movimentação contábil dessa conta veremos a DLPA (Demonstrações de 
Lucros e Prejuízos Acumulados. De acordo com a Lei 6.404/76 art 186). 
 
“A demonstrações de Lucros ou Prejuízos Acumulados discriminará”: 
 
 
109 
 
I. Saldo do inicio do período, os ajustes do exercício anteriores e a correção monetária do saldo inicial. 
II. As reversões de reservas e lucro líquido do exercício 
III. As transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporados ao capital e o saldo 
ao final do período. 
 
Se a empresa, em vez de lucro, estiver apresentando prejuízos, tais prejuízos serão acumulados 
(Prejuízos Acumulados) e este será absorvido pelos Lucros Acumulados, pelas reservas de lucros e pela 
reserva Legal nessa ordem, como já foi citado. 
 
A Lei das Sociedades por Ações permite que a empresa opte por elaborar a Demonstrações das 
Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) em substituição à Demonstração de Lucros ou Prejuízos 
Acumulados (DLPA). 
 
Ao contrário da DLPA que fornece a movimentação, basicamente, de uma única conta do Patrimônio 
Líquido (Lucros Acumulados), a DMPL evidencia a movimentação de todas as contas do PL ocorrida 
durante o exercício. Assim, todo acréscimo e diminuição do Patrimônio Líquido são evidenciados através 
desta demonstração bem como da formação e utilização das reservas. 
 
Embora não seja uma demonstração obrigatória, a DMPL é muito mais completa e abrangente que a 
DLPA. É consideravelmente relevante para as empresa que movimentam constantemente as contas do 
PL. Se elaborada esta demonstração, não há necessidades de se apresentar a DLPA, uma vez que aquela 
inclui esta. 
 
LI.2.2 Demonstração dos resultados do exercício 
 
De acordo com a legislação na forma vigente, as empresas devem adotar a demonstração do resultado 
do exercício na forma dedutiva ou vertical, cujas características são as seguintes: 
 Desta deduz-se o custo dos produtos vendidos, obtendo-se o lucro bruto. 
 Do lucro bruto são subtraídas as despesas operacionais, que, em geral, dividem-se em quatro 
grandes grupos: 
o Despesas operacionais com vendas - representadas pelas comissões, fretes para entrega 
etc. 
o Despesas gerais e administrativas - salários e encargos do pessoal administrativo, 
depreciações etc. 
o Despesas financeiras - juros e variação monetária de empréstimos etc., deduzidas das 
receitas financeiras. 
o Amortizações de despesas diferidas, obtendo-se o lucro operacional. 
 Somando-se ou subtraindo-se ao lucro operacional as receitas e despesas não operacionais, 
obtém-se o lucro antes do imposto de renda. 
 Desse valor, devemos deduzir o da provisão para imposto de renda obtendo, assim, o lucro 
antes das participações estatutárias. 
 Finalmente, se existirem, serão excluídas as participações estatutárias devidasa empregados, 
diretores etc. O saldo final é o que denominamos lucro líquido do exercício. 
 
110 
 
 
Se os valores a débito estiverem maiores que os valores a crédito haverá prejuízo. Caso os valores a 
crédito sejam maiores haverá lucro. O valor encontrado será aquele que servirá de base para o cálculo 
do IRPJ e da CSLL no Lucro Real. Após a apuração dos impostos o lucro encontrado será transferido para 
a conta de lucros acumulados no balanço. 
 
Modelo simplificado da Demonstração do resultado do exercício 
 
Receita operacional bruta 
Deduções de vendas 
Receita operacional líquida 
Custo dos produtos vendidos 
Lucro bruto 
Despesas com vendas 
Despesas gerais e administrativas 
Despesas (-) receitas financeiras 
Amortização das despesas diferidas 
Lucro operacional 
Outras Despesas 
Outras Receitas 
Lucro antes do imposto de renda 
Provisão para imposto de renda 
Lucro antes das participações 
Participações de Administradores, Empregados, Debêntures e Partes Beneficiárias, que não se 
caracterize como despesa. 
Lucro líquido do exercício 
 
LI.2.3 Demonstração dos fluxos de caixa 
As informações dos fluxos de caixa de uma entidade são úteis para proporcionar aos usuários das 
demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes 
 
111 
 
de caixa, bem como suas necessidades de liquidez. As decisões econômicas que são tomadas pelos 
usuários exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como 
da época e do grau de segurança de geração de tais recursos. 
 
Esta norma fornece informação acerca das alterações históricas de caixa e equivalentes de caixa de uma 
entidade por meio de demonstração que classifique os fluxos de caixa do período por atividades 
operacionais, de investimento e de financiamento. 
 
Abrangência da DFC: A entidade deve elaborar demonstração dos fluxos de caixa de acordo com os 
requisitos desta norma e apresentá-la como parte integrante das suas demonstrações contábeis 
divulgadas ao final de cada período. 
 
Os usuários das demonstrações contábeis se interessam em conhecer como a entidade gera e usa os 
recursos de caixa e equivalentes de caixa, independentemente da natureza das suas atividades, mesmo 
que o caixa seja considerado como produto da entidade, como é o caso de instituição financeira. As 
entidades necessitam de caixa essencialmente pelas mesmas razões, por mais diferentes que sejam as 
suas principais atividades geradoras de receita. Elas precisam dos recursos de caixa para efetuar suas 
operações, pagar suas obrigações e prover um retorno para seus investidores. Assim sendo, esta norma 
requer que todas as entidades apresentem uma demonstração dos fluxos de caixa. 
 
A demonstração dos fluxos de caixa, quando usada em conjunto com as demais demonstrações 
contábeis, proporciona informações que habilitam os usuários a avaliar as mudanças nos ativos líquidos 
de uma entidade, sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua capacidade para 
alterar os valores e prazos dos fluxos de caixa, a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e 
oportunidades. As informações sobre os fluxos de caixa são úteis para avaliar a capacidade de a 
entidade gerar recursos dessa natureza e possibilitam aos usuários desenvolver modelos para avaliar e 
comparar o valor presente de futuros fluxos de caixa de diferentes entidades. A demonstração dos 
fluxos de caixa também melhora a comparabilidade dos relatórios de desempenho operacional para 
diferentes entidades porque reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes tratamentos contábeis 
para as mesmas transações e eventos. 
 
Informações históricas dos fluxos de caixa são frequentemente usadas como indicador do valor, época e 
grau de segurança dos fluxos de caixa futuros. Também são úteis para verificar a exatidão das avaliações 
feitas, no passado, dos fluxos de caixa futuros, assim como para examinar a relação entre a lucratividade 
e os fluxos de caixa líquidos e o impacto de variações de preços. 
 
Definições 
 
Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento, com os significados abaixo especificados: 
Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis. 
 
Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente 
conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de 
mudança de valor. 
 
Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa. 
 
 
112 
 
Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras 
atividades diferentes das de investimento e de financiamento. 
 
Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros 
investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa. 
 
Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do 
capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas como atividade operacional. 
 
Apresentação de uma Demonstração dos Fluxos de Caixa 
 
A demonstração dos fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa de período classificados por 
atividades operacionais, de investimento e de financiamento. 
 
A entidade deve apresentar seus fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais, de 
investimento e de financiamento da forma que seja mais apropriada a seus negócios. A classificação por 
atividade proporciona informações que permitem aos usuários avaliar o impacto de tais atividades 
sobre a posição financeira da entidade e o montante de seu caixa e equivalentes de caixa. Essas 
informações podem também ser usadas para avaliar a relação entre essas atividades. 
 
Uma única transação pode incluir fluxos de caixa classificados em mais de uma atividade. Por exemplo, 
quando o desembolso de caixa para pagamento de um empréstimo inclui tanto os juros como o 
principal, a parte dos juros pode ser classificada como atividade operacional, mas a parte do principal 
deve ser classificada como atividade de financiamento. 
 
 
O Fluxo de caixa é o produto final da integração do Contas a Receber com o Contas a Pagar. 
 
 
O fluxo de caixa realizado pode ser apresentado por meio de duas formas: o método direto e o método 
indireto. 
 
 
 
 
113 
 
Representação gráfica de DFC pelo método direto: 
 
Demonstração do fluxo de caixa - Método direto 
 
 
 
A demonstração pelo método direto facilita ao usuário avaliar a solvência da empresa, pois evidencia 
toda a movimentação dos recursos financeiros, as origens dos recursos de caixa e onde eles foram 
aplicados. 
 
O método indireto é aquele no qual os recursos provenientes das atividades operacionais são 
demonstrados a partir do lucro líquido, ajustado pelos itens considerados nas contas de resultado que 
não afetam o caixa da empresa. 
 
Representação gráfica de DFC pelo método indireto: 
 
Demonstração do fluxo de caixa - Método indireto 
ORIGENS 
Lucro líquido do exercício xx 
Mais 
Depreciações xx 
Aumento em imposto de renda a pagar xx 
Aumento em fornecedores xx 
Menos 
Aumento em clientes (xx) 
(=) Caixa gerado pelas operações xx 
Venda do Imobilizado xx 
(=) Total dos ingressos de Disponibilidade xx 
APLICAÇÕES 
Pagamento de Empréstimos bancários xx 
Aquisição de Imobilizado xx 
(=) Total das aplicações de Disponibilidades xx 
Variação líquida das Disponibilidades xx 
(+) Saldo inicial xx 
(=) Saldo final das Disponibilidades xx 
 
 
114 
 
Segundo o modelo apresentado,que a demonstração pelo método indireto é semelhante à DOAR, 
principalmente pela sua parte inicial, exigindo do usuário maior conhecimento de contabilidade. 
 
Os modelos apresentados seguem a estrutura tradicional da demonstração do fluxo de caixa, que tem 
como objetivo principal mostrar apenas as entradas e saídas de recursos financeiros. 
Basicamente demonstram os seguintes itens: 
a) Entradas 
b) Saídas 
c) Diferença (a – b) 
d) Saldo Inicial 
e) Saldo Final (c + d) 
 
LI.2.4 Demonstração do Valor Adicionado, para as companhias abertas. 
 
Com o objetivo de divulgar e identificar o valor da riqueza gerada pela entidade e como essa riqueza foi 
distribuída entre os diversos setores que contribuíram para sua geração, tais como empregados, 
financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída, foi criada a 
Demonstração do Valor Adicionada – DVA. Esta demonstração passou a ser obrigatória para as 
companhias abertas, com a nova redação dada ao art. 176 da Lei nº. 6.404/1976 publicação da Lei nº. 
11.638, de 2007, onde obviamente, por se tratar de um demonstrativo contábil, suas informações 
devem ser extraídas da escrituração, com base nas Normas Contábeis vigentes e tendo como base o 
Princípio Contábil da Competência. 
 
Valor Adicionado – Conceito Econômico 
A economia baseada em estudos estatísticos divulga anualmente através do Produto Interno Bruto o 
nível de atividade em todos os setores da economia, ou seja, a produção de todos os serviços e 
mercadorias finais. 
 
 
115 
 
O Produto Interno Bruto divulgado anualmente é calculado através do somatório da produção do país 
no ano indicando desta forma o que foi produzido e o desempenho da economia. 
 
A grande dificuldade dos Estatísticos é o calculo da produção de uma economia. Qualquer economia 
trabalha com segmentação do mercado, ou seja, o que é produzido em um setor é utilizado como 
matéria prima por outro e, desta forma, se somarmos a produção de um setor estaremos incluindo a 
produção do outro. 
 
Para evitar esta dupla contagem poderíamos mensurar o PIB através da contabilização somente dos 
bens finais eliminando os bens intermediários utilizados na produção de outros bens. Outra alternativa 
seria a contabilização do valor adicionado em cada etapa produtiva. Desta forma, poderíamos medir o 
produto pelo valor dos bens finais ou pela agregação dos valores adicionados (valor dos produtos mais 
valor dos insumos). Devemos observar ainda que o PIB, ou o valor adicionado em cada setor é igual à 
soma das remunerações do capital (lucros) e do trabalho (salários). 
 
Obrigatoriedade da DVA 
 
A partir do exercício de 2008, a elaboração da Demonstração do Valor Adicionado passou a ser 
obrigatória, conforme prevê a Lei nº. 11.638/2007. Destaca-se, no entanto, que esta obrigatoriedade 
alcança apenas as companhias abertas, ou seja, aquelas cujos valores mobiliários de sua emissão 
estejam admitidos à negociação nos mercados de bolsa e de balcão (Art. 4º da Lei nº. 6.404/76). 
 
Portanto, para as companhias abertas a adoção da DVA deixou de se apenas uma faculdade. Para as 
demais sociedades, sua adoção permanece opcional, sendo incentivada pelos movimentos sociais. 
 
Objetivo e Finalidade da Demonstração 
A Demonstração do Valor Adicionado "tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade e 
sua distribuição, durante determinado período." (Resolução CFC nº 1.138/2008). Conforme a Lei das 
S/A, a DVA deverá indicar, no mínimo (Art. 188, II): 
"o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para 
a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como 
a parcela da riqueza não distribuída." 
 
As informações constantes da DVA, como destaca o CFC, devem ser extraídas da contabilidade e os 
valores informados, logo, devem ter como base o princípio contábil da competência. 
 
Estrutura da DVA 
A entidade, sob a forma jurídica de sociedade por ações, com capital aberto, e outras entidades que a lei 
assim estabelecer, devem elaborar a DVA e apresentá-la como parte das demonstrações contábeis 
divulgadas ao final de cada exercício social. É recomendado, entretanto, a sua elaboração por todas as 
entidades que divulgam demonstrações contábeis. 
 
A elaboração da DVA consolidada deve basear-se nas demonstrações consolidadas e evidenciar a 
participação dos sócios não controladores conforme o modelo anexo a Resolução CFC nº 1.138/2008. 
 
A DVA deve proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis informações relativas à riqueza 
criada pela entidade em determinado período e a forma como tais riquezas foram distribuídas. 
 
 
116 
 
A distribuição da riqueza criada deve ser detalhada, minimamente, da seguinte forma: 
(a) pessoal e encargos; 
(b) impostos, taxas e contribuições; 
(c) juros e aluguéis; 
(d) juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos; 
(e) lucros retidos/prejuízos do exercício 
 
As entidades mercantis (comerciais e industriais) e prestadoras de serviços devem utilizar o Modelo I 
previsto na Resolução CFC nº 1.138/2008, aplicável às empresas em geral, enquanto que para atividades 
específicas, tais como atividades de intermediação financeira (instituições financeiras bancárias) e de 
seguros, devem ser utilizados os modelos específicos (II e III) incluídos na referida Resolução. 
 
Definições dos Termos Constantes na DVA 
Os termos necessários para a confecção da DVA são os constantes a partir do item 9 da Deliberação 
CVM nº 557/2008 (CPC 09), aprovado pela Resolução CFC nº 1.138/2008. 
 
Modelo de DVA do Conselho Federal de Contabilidade 
 
O Conselho Federal de Contabilidade apresenta os seguintes modelos de elaboração da Demonstração 
do Valor Adicionado (Resolução CFC nº 1.138/2008): (Demonstração do Valor Adicionado - EMPRESAS 
EM GERAL) 
DESCRIÇÃO 
Em milhares de 
reais 20X6 
Em milhares de 
reais 20X5 
1 - RECEITAS 
1.1. Vendas de mercadorias, produtos e serviços 
1.2. Outras receitas 
1.3. Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4. Provisão para créditos de liquidação duvidosa - Reversão / (Constituição) 
2. INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos impostos - ICMS, IPI, PIS e 
COFINS) 
 
2.1. Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 
2.2. Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
2.3. Perda / Recuperação de valores ativos 
2.4. Outras (especificar) 
3 .VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) 
4 . DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 
5 . VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) 
6 . VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 
6.1. Resultado de equivalência patrimonial 
6.2. Receitas financeiras 
6.3. Outras 
7. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6) 
8. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*) 
8.1. Pessoal 
8.1.1. Remuneração direta 
8.1.2 . Benefícios 
8.1.3 . F.G.T.S 
8.2. Impostos, taxas e contribuições 
8.2.1. Federais 
8.2.2. Estaduais 
8.2.3 . Municipais 
8.3. Remuneração de capitais de terceiros 
8.3.1. Juros 
8.3.2. Aluguéis 
8.3.3 . Outras 
8.4. Remuneração de capitais próprios 
8.4.1. Juros sobre o capital próprio 
8.4.2. Dividendos 
8.4.3. Lucros retidos / Prejuízo do exercício 
8.4.4. Participação dos não-controladores nos lucros retidos (só p/ consolidação) 
 
(*) O total do item 8 deve ser exatamente igual ao item 7. 
 
 
117 
 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 
A Comissão de Valores Mobiliários - CVM, por meio da Deliberação CVM nº 557, de 12 de novembro de 
2008, aprovou e tornou obrigatório,para as companhias abertas, o Pronunciamento Técnico CPC 09, 
que trata da Demonstração do Valor Adicionado. 
 
A referida Deliberação facultou às companhias abertas a apresentação comparativa da Demonstração 
do Valor Adicionado, exceto para aquelas que elaboraram e divulgaram esta demonstração no exercício 
anterior. 
Saliente-se que a Deliberação aplica-se aos exercícios encerrados a partir de dezembro de 2008. 
LII NOTAS EXPLICATIVAS AO BALANÇO 
A publicação de Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras está prevista no § 4º do artigo 176 da 
Lei 6.404/1976 (Lei das S/A), adiante transcrito: "as demonstrações serão complementadas por Notas 
Explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da 
situação patrimonial e dos resultados do exercício". 
 
As Notas Explicativas visam fornecer as informações necessárias para esclarecimento da situação 
patrimonial, ou seja, de determinada conta, saldo ou transação, ou de valores relativos aos resultados 
do exercício, ou para menção de fatos que podem alterar futuramente tal situação patrimonial, ou 
ainda, poderá estar relacionada a qualquer outra das Demonstrações Financeiras. 
 
São meios de divulgação: 
- a publicação das demonstrações contábeis na imprensa, oficial ou privada, em qualquer das suas 
modalidades; 
- a remessa das demonstrações contábeis a titulares do capital, associados, credores, órgãos 
fiscalizadores ou reguladores, bolsas de valores, associações de classe, entidades de ensino e pesquisa, e 
outros interessados; 
- a comunicação de que as demonstrações contábeis estão à disposição dos titulares do capital, 
associados e demais interessados, em local ou locais identificados. 
 
Os meios de divulgação mencionados acima podem decorrer tanto de disposições legais, 
regulamentares ou regimentais, como de iniciativa da própria Entidade. A forma de apresentação das 
demonstrações contábeis para divulgação obedecerá aos modelos definidos em interpretações técnicas. 
 
LII.1 Elaboração das Notas Explicativas 
Devem ser observados os seguintes aspectos na elaboração das notas explicativas: 
- as informações devem contemplar os fatores de integridade, autenticidade, precisão, sinceridade e 
relevância; 
- os textos devem ser simples, objetivos, claros e concisos; 
- os assuntos devem ser ordenados obedecendo a ordem observada nas demonstrações contábeis, 
tanto para os agrupamentos como para as contas que os compõem; 
- os assuntos relacionados devem ser agrupados segundo seus atributos comuns; 
- os dados devem permitir comparações com os de datas de períodos anteriores; 
- as referências a leis, decretos, regulamentos, normas brasileiras de contabilidade e outros atos 
normativos devem ser fundamentadas e restritas aos casos em que tais citações contribuam para o 
entendimento do assunto tratado na nota explicativa. 
 
118 
 
 
Objetivo das Notas Explicativas 
 
A divulgação das demonstrações contábeis tem por objetivo fornecer, aos seus usuários, um conjunto 
mínimo de informações de natureza patrimonial, econômica, financeira, legal, física e social que lhes 
possibilitem o conhecimento e a análise da situação da Entidade. 
 
O conteúdo, a forma de apresentação e a divulgação das demonstrações contábeis de Entidades com 
atividades atípicas ou com regulamentação específica são tratados em normas próprias. 
 
Obrigatoriedade da Elaboração 
 
As demonstrações serão complementadas por Notas Explicativas e outros quadros analíticos ou 
demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do 
exercício. 
 
Nas normas a serem inclusas nas demonstrações financeiras, deverão indicar: 
 
- os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos cálculos 
de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos 
ajustes para atender a perdas prováveis na realização dos elementos do ativo; 
- os investimentos, em outra sociedade, quando relevantes; 
- o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações; 
- os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e outras 
responsabilidades eventuais ou contingentes; 
- a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo; 
- o número, espécies e classes das ações do capital social; 
- as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício; 
- os ajustes de exercícios anteriores; 
- os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, 
efeitos relevantes sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. 
 
Como complemento às Notas Explicativas previstas na Lei das S/A, a Comissão de Valores Mobiliários 
recomenda a inclusão de diversos assuntos relevantes para efeito de melhor entendimento das 
demonstrações financeiras, entre eles: 
- ações em tesouraria; 
- arrendamento mercantil; 
- capital realizado atualizado; 
- demonstrações em moeda de capacidade constante; 
- demonstrações financeiras consolidadas; 
- lucro/prejuízo por ação; 
- ativo diferido; 
- investimentos societários no Exterior; 
- mudança de critério contábil; 
- remuneração dos administradores; 
- reservas - detalhamento; 
- retenção de lucros; 
- transações entre partes relacionadas; 
- dividendos - cálculo; 
 
119 
 
- ágio/deságio; 
- equivalência patrimonial; 
- destinação do resultado do exercício; 
- empreendimentos em fase de implantação; 
- debêntures; 
- ajustes de exercícios anteriores; 
- reavaliação de bens; 
- planos de aposentadoria e pensões; 
- provisões para créditos de liquidação duvidosa; 
- ônus, garantias e contingentes; 
- obrigações de longo prazo; 
- programa de desestatização; 
- opção de compra de ações. 
Exemplificação de Notas Explicativas 
 
“NOTA EXPLICATIVA: 
 
Contexto Operacional 
A Empresa se insere no seguimento de comércio, importação e exportação de ......................... 
 
Principais Práticas Contábeis 
As demonstrações financeiras foram elaboradas em obediência aos preceitos da Legislação Comercial; 
aos preceitos da Lei das Sociedades Anônimas; e aos Princípios de Contabilidade Geralmente Aceiros. As 
principais práticas na elaboração das demonstrações financeiras são as seguintes: 
Determinação do resultado 
O resultado é apurado em obediência ao regime de competência de exercícios. 
 
Ativos circulantes 
A classificação das contas é realizada com base na experiência da administração com perdas em anos 
anteriores, condições de mercado e situação econômica. 
 
Os estoques são demonstrados pelo custo dos bens adquiridos ou produzidos mais recentemente (Peps 
- primeiro a entrar, primeiro a sair). 
Importações em trânsito são demonstradas pelo custo acumulado de cada importação. 
Os demais ativos circulantes estão demonstrados aos seus valores originais, adicionados, quando 
aplicável, pelos valores de juros e variações monetárias ou, no caso de despesas pagas 
antecipadamente, demonstrados pelo valor de custo. 
 
Ativo não Circulante 
Os investimentos permanentes e relevantes em companhias ligadas são avaliados pelo método da 
equivalência patrimonial. 
O ativo imobilizado é demonstrado ao custo ou valor de avaliação. As depreciações são calculadas pelo 
método linear, às taxas autorizadas. 
 
Os demais ativos realizáveis a longo prazo estão demonstrados aos seus valores originais, adicionados, 
quando aplicável, pelos valores de juros e variações monetárias ou, no caso de despesas pagas 
antecipadamente, demonstrados pelo valor de custo.120 
 
Passivo circulante e não circulante 
Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes 
encargos e variações monetárias ou cambiais incorridos até a data do balanço. 
 
Participação em Controladas: 
Neste item deverão ser informados, por empresa, os valores dos investimentos no exercício atual e no 
anterior. 
Deverão ser informados também todos os dados referentes as Coligadas e Controladas, tais como: 
- Capital Social; 
- Nº de ações/quotas; 
- Participação no capital; 
- Patrimônio Líquido; 
- Lucro Líquido. 
 
Financiamentos: 
Os financiamento de bens de capital no valor de R$ ...................... (US$ ................. em 20x0), estão 
sujeitos à variações monetárias, além de encargos médios anuais de 14%. 
 
Capital Social 
O capital social está representado por ..................quotas no valor nominal de R$ 1,00 cada. 
 
Provisões Para Contingências Eventuais 
A Sociedade, a exemplo das demais empresas que operam no país, está sujeita à contingências fiscais, 
legais, trabalhistas, cíveis e outras. Em bases periódicas a Administração da Sociedade revisa o quadro 
de contingências conhecidas, avalia a possibilidade de eventuais perdas com as mesmas, ajustando a 
provisão para contingências e eventuais, a débito ou crédito de resultados. 
 
Instrumentos Financeiros 
Os instrumentos financeiros, ativos e passivos da companhia, em 31 de dezembro de 20x4 e de 20x5, 
estão todos registrados em contas patrimoniais e não apresentam valores de mercado diferentes dos 
reconhecidos nas demonstrações financeiras. 
 
Cobertura de Seguros 
Face à natureza de suas atividades, à descentralização das suas instalações, a Companhia adota política 
de contratar cobertura de seguros com base no conceito securitário de perda máxima provável, o que 
corresponde ao valor máximo passível de destruição em um mesmo evento. 
Dentro desse conceito, em 31 de dezembro de 20x4, os ativos da Companhia apresentavam-se 
segurados contra sinistros (incêndio, raio, explosão, atos dolosos e impactos de veículos em R$ 
.......................” 
LII.2 Adoção à Lei 11.638/2007 e Lei 11.941/20008 
Na elaboração das demonstrações contábeis de 2008, é necessário adotar as alterações na legislação 
societária introduzidas pela Lei nº. 11.638, aprovada em 28 de dezembro de 2007, com as respectivas 
modificações introduzidas pela Medida Provisória nº. 449, de 03 de dezembro de 2008 (convertida na 
Lei nº. 11.941/2009), em conformidade com a Resolução CFC nº. 1.088, de 24.01.2007. 
 
 
121 
 
A Lei nº. 11.638/2007 e a Lei n° 11.941/2009 alteraram, revogaram e introduziram diversos dispositivos 
na Lei das Sociedades por Ações (Lei nº. 6.404/1976), com vigência em 1º de janeiro de 2008. A nova Lei 
e Medida Provisória trouxeram importantes alterações em regras de reconhecimento e mensuração de 
itens patrimoniais, bem como de apresentação das demonstrações contábeis. 
 
Conforme facultado pelo Pronunciamento Técnico CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº 11.638/2007 e MP 
nº. 449/2008 (convertida na Lei nº. 11.941/2009), deve-se elaborar o balanço patrimonial inicial com 
data de 1º de janeiro de 2008, de acordo com o referido pronunciamento. Dessa forma, essa 
demonstração contábil é o ponto de partida da contabilidade, sendo que os ajustes iniciais efetuados, 
quando existentes, foram contabilizados na conta de lucros ou prejuízos acumulados. 
 
LIII Exercícios de Fixação 
Assinale “V” para verdadeiro e “F” para falso nas assertivas abaixo: 
BALANÇO 
( ) Para apuração do resultado do exercício, faz-se os lançamentos de encerramento, debitando-
se as contas de receitas e creditando-se uma conta transitória, chamada de “apuração do resultado do 
exercício”. 
( ) No balancete são relacionadas somente as contas utilizadas pela empresa que se encontram 
no patrimônio líquido. 
( ) Para elaboração do balanço devem ser efetuados vários ajustes e reclassificações nas contas 
patrimoniais, como estoques, empréstimos etc. Calcula-se também a provisão para o Imposto de Renda 
e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, de acordo com as normas tributárias vigentes, fazendo-se 
a respectiva contabilização. 
( ) O plano de contas de uma empresa nada mais é do que o elenco de contas de uma empresa 
pertinentes ao passivo (obrigações). Esse plano de contas serve para orientar quais os registros 
contábeis que devem ser feitos e de que maneira devem ser efetuados esses registros. 
( ) O Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da Entidade, e seu valor é a diferença 
positiva entre o valor do Ativo e o valor do Passivo. Quando o valor do Passivo for maior que o valor do 
Ativo, o resultado é denominado Passivo a Descoberto. Portanto, a expressão Patrimônio Líquido deve 
ser substituída por Passivo a Descoberto. 
 
DMPL 
( ) A elaboração da demonstração das mutações do Patrimônio Líquido é obrigatória para todas 
as sociedades anônimas. 
( ) A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é relativamente simples, sendo que 
poderá apresentá-la utilizando o método direto ou indireto. 
( ) Por ser uma demonstração mais completa e abrangente, uma vez que evidencia a 
movimentação de todas as contas do patrimônio líquido durante o exercício social, inclusive a formação 
e utilização das reservas não derivadas do lucro observam-se, anualmente, em virtude desse aspecto 
positivo, que a maioria das empresas opta pela sua elaboração. 
( ) As companhias fechadas com PL em 31/12/xx inferior à R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) 
são dispensadas da elaboração da DMPL. 
( ) As contas que formam o Patrimônio Líquido podem sofrer variações por inúmeros motivos, 
tais como acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido do exercício e acréscimo por subscrição 
e integralização de capital. 
 
 
122 
 
DFC 
( ) A classificação por atividade proporciona informações que permitem aos usuários avaliar o 
impacto de tais atividades sobre a posição financeira da entidade e o montante de seu caixa e 
equivalentes de caixa. 
( ) Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na 
composição do capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas como atividade 
operacional. 
( ) Uma única transação pode incluir fluxos de caixa classificados em mais de uma atividade. Por 
exemplo, quando o desembolso de caixa para pagamento de um empréstimo inclui tanto os juros como 
o principal, a parte dos juros pode ser classificada como atividade operacional, mas a parte do principal 
deve ser classificada como atividade de financiamento. 
( ) A demonstração dos fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa de período classificados 
por atividades não operacionais e depreciação. 
( ) O método direto demonstra os recebimentos e pagamentos derivados das atividades 
operacionais da empresa em vez do lucro líquido ajustado. Mostra efetivamente as movimentações dos 
recursos financeiros ocorridos no período. 
( ) A demonstração dos fluxos de caixa, quando usada em conjunto com as demais 
demonstrações contábeis, proporciona informações que habilitam os usuários a avaliar as mudanças 
nos ativos líquidos de uma entidade, sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua 
capacidade para alterar os valores e prazos dos fluxos de caixa, a fim de adaptá-los às mudanças nas 
circunstâncias e oportunidades. 
 
DVA 
( ) As informações constantes da DVA, como destaca o CFC, devem ser extraídas da contabilidade 
e os valores informados, logo, devem ter como base o princípio contábil da competência. 
( ) A Demonstração do Valor Adicionado "tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pelaentidade e sua distribuição, durante determinado período”. 
( ) A obrigatoriedade da elaboração da DVA alcança apenas as companhias fechadas, ou seja, 
aquelas cujos valores mobiliários de sua emissão não estejam admitidos à negociação nos mercados de 
bolsa e de balcão (Art. 4º da Lei nº 6.404/76). 
( ) A empresa que confeccionar a DVA fica dispensada da elaboração de DFC e DLPA. 
( ) A entidade, sob a forma jurídica de sociedade por ações, com capital aberto, e outras 
entidades que a lei assim estabelecer, devem elaborar a DVA e apresentá-la como parte das 
demonstrações contábeis divulgadas ao final de cada exercício social. 
 
NOTAS EXPLICATIVAS 
( ) Empresas com capital social até R$ 75.000,00 estão dispensadas da confecção das notas 
explicativas. 
( ) Na elaboração das demonstrações contábeis de 2008, é necessário adotar as alterações na 
legislação societária introduzidas pela Lei nº 11.638, aprovada em 28 de dezembro de 2007, com as 
respectivas modificações introduzidas pela Medida Provisória nº 449, de 03 de dezembro de 2008 
(convertida na Lei nº 11.941/2009), em conformidade com a Resolução CFC nº 1.088, de 24.01.2007. 
( ) As Notas Explicativas visam fornecer as informações necessárias para esclarecimento da 
situação patrimonial, ou seja, de determinada conta, saldo ou transação, ou de valores relativos aos 
resultados do exercício, ou para menção de fatos que podem alterar futuramente tal situação 
patrimonial, ou ainda, poderá estar relacionada a qualquer outra das Demonstrações Financeiras. 
 
123 
 
( ) Em complemento às Notas Explicativas previstas na Lei das S/A, a Comissão de Valores 
Mobiliários recomenda a inclusão de diversos assuntos relevantes para efeito de melhor entendimento 
das demonstrações financeiras, entre eles: 
- ações alienadas durante o ano-calendário e seus respectivos adquirentes; 
- arrendamento mercantil operacional; 
- capital realizado na moeda original; 
- demonstrações em moeda de capacidade constante. 
- as informações devem contemplar os fatores de integridade, autenticidade, precisão, sinceridade e 
relevância; 
- os textos devem ser simples, objetivos, claros e concisos; ... 
( ) As demonstrações serão complementadas por Notas Explicativas e outros quadros analíticos 
ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados 
do exercício. Nas normas a serem inclusas nas demonstrações financeiras, deverão indicar os principais 
critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, 
amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para 
atender a perdas prováveis na realização dos elementos do ativo. 
( ) O conteúdo, a forma de apresentação e a divulgação das demonstrações contábeis de 
Entidades com atividades atípicas ou com regulamentação específica são tratados em normas próprias. 
LIV TRANSAÇÕES COMERCIAIS E INDUSTRIAIS 
Os impostos federais quando pagos em uma transação de compra e venda de mercadorias, tais como 
ICMS e IPI, por exemplo, influenciam na composição dos preços de venda e no lucro que uma empresa 
espera. Os valores pagos na aquisição de mercadorias e materiais representam, de acordo com a 
legislação pertinente, créditos da empresa junto ao governo e serão compensados com os mesmos 
impostos que serão devidos pela venda das mercadorias ou produtos (impostos recuperáveis). Assim 
sendo, o valor dos impostos recuperáveis pagos na aquisição não deve compor o custo de aquisição que 
será incorporado ao estoque, mas registrados em conta específica de ativo que representará o direito 
da empresa junto ao governo. Os valores dos impostos recuperáveis devem ser contabilizados em 
contas distintas do estoque, pois não devem entrar na composição do custo da mercadoria. 
LIV.1 ESTOQUE E CONSIDERAÇÕES 
Estoques são todos os recursos disponíveis em um determinado momento, que uma empresa pode 
utilizar para dar origem a um bem. 
 
São quantidades armazenadas ou em processo de produção, com a função principal de criar uma 
independência entre os vários estágios da cadeia produtiva (Compra/Venda, Compra/Produção, 
Produção/Distribuição, Operação1/Operação2, etc.). 
 
A gestão de estoques é um conceito que está presente em praticamente todo o tipo de empresas. 
No meio empresarial, se por um lado o excesso de estoques representa custos operacionais e de 
oportunidade do capital empatado, por outro lado níveis baixos de estoque podem originar perdas de 
economias e custos elevados devido à falta de produtos. 
 
O termo "estoque" designa o "conjunto" dos itens materiais de propriedade da empresa: 
Ativos considerados estoques: 
- Mercadorias para comércio ou produtos acabados (matéria-prima e mercadorias mantidas para 
venda); 
 
124 
 
- Materiais para produção (materiais comprados com a intenção de incorporá-los ao produto final 
através do processo produtivo); 
- Materiais em estoque não destinados à produção normal, chamados também de indiretos, auxiliares 
ou não produtivos (itens fisicamente não incorporados ao produto final, como ferramentas, material de 
limpeza e segurança); 
- Produtos em processo de fabricação ou elaboração (que inclui material direto, mão-de-obra direta e 
custos gerais de fabricação), devem refletir o custo atual dos produtos em processo; 
- Custo das importações em andamento referente a itens de estoque. 
 
As empresas comerciais, tendo como função a revenda de bens adquiridos prontos de seus 
fornecedores, têm avaliação de seus estoques simplificada. 
Os estoques limitam-se, em geral, ao estoque de produtos destinados à comercialização e ao estoque de 
materiais diversos ou auxiliares que, referindo-se a itens adquiridos prontos, tem o seu custo disponível 
nos documentos de aquisição, restando, apenas para a devida avaliação do estoque, aplicar, sobre esse 
custo, o método de apuração definido na legislação em vigor. 
 
As empresas industriais, por sua vez, transformando matérias-primas e acoplando componentes para 
compor o produto final, apresenta, além dos estoques encontrados nas empresas comerciais, os 
estoques de matérias-primas para produção e os estoques de produtos em processamento, cujos itens, 
uma vez concluídos, são transferidos para o estoque de produtos acabados, correspondente ao estoque 
de bens para venda das empresas comerciais. 
LV ESCRITURAÇÃO DO LIVRO REGISTRO DE INVENTÁRIO 
O custo das mercadorias vendidas e os bens de produção serão determinados com base em registro 
permanente de estoques ou no valor do estoque existente, de acordo com o livro Registro de 
Inventário, escriturado no fim de cada trimestre ou ao término do ano-calendário, conforme o caso. 
 
- Lucro Real - As pessoas jurídicas tributadas com base no Lucro Real deverão efetuar o levantamento e 
a avaliação dos seus estoques ao final de cada período de apuração dos resultados. Assim, a empresa 
fica obrigada a escriturar o livro Registro de Inventário ao final de cada trimestre, se apurar o lucro real 
trimestralmente ou somente em 31 de dezembro, no caso de pagamento do Imposto de Renda mensal 
sobre base de cálculo estimada. 
 
No entanto, se a empresa mantiver registro permanente de estoques, somente estará obrigada a ajustar 
os saldos contábeis pelo confronto com a contagem física, ao final do período de apuração relativo ao 
mês de dezembro de cada ano-calendário. 
 
- Lucro Presumido e Simples Nacional - As empresas tributadas com base no Lucro Presumido e Simples 
Nacional devem proceder ao levantamento e à avaliação dos estoques em 31 de dezembro, uma vez 
que está obrigado a escriturar, nessa data, o Balanço Patrimonial. 
LVI COMPOSIÇÃO DO CUSTO DE AQUISIÇÃOO custo de mercadorias para revenda, assim como o das matérias-primas e outros bens de produção, 
compreende, além do valor pago ao fornecedor, o valor correspondente ao transporte (fretes), seguro e 
dos tributos devidos na aquisição ou na importação, excluídos os impostos recuperáveis através de 
crédito na escrita fiscal. 
 
 
125 
 
As mercadorias ou bens importados têm seu custo avaliado por todos os valores gastos até a data da 
entrada no estabelecimento importador, tais como taxas bancárias, gastos com desembaraço 
aduaneiro, honorários de despachante, etc. 
LVI.1 Custo das Mercadorias Vendidas - CMV 
A apuração do custo das mercadorias vendidas está diretamente relacionada aos estoques da empresa, 
pois representa a baixa efetuada nas contas dos estoques por vendas realizadas no período. 
 
Quando o controle de estoques é feito mediante contagem física, o custo das mercadorias vendidas ou 
das matérias-primas utilizadas no processo de produção é obtido através da seguinte operação: 
 
CMV = EI + C - EF (custo das mercadorias vendidas = estoque inicial mais compras do período, menos 
estoque final). 
 
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas 
EI = Estoque Inicial 
C = Compras 
EF = Estoque Final (inventário final) 
 
Os estoques representam um dos ativos mais importantes da empresa e, por isso, a sua correta 
determinação no início e no fim do período contábil é essencial para apuração do lucro líquido do 
exercício. 
LVII 5. ITENS INTEGRANTES DOS ESTOQUES 
A contabilização das compras de itens do estoque deve ocorrer no momento da transmissão do direito 
de propriedade dos mesmos. Assim, para determinar se os itens integram ou não a conta de estoques, 
deve-se ter em conta o direito de sua propriedade, e não a sua posse física. 
 
Os estoques estão representados basicamente por: mercadorias para revenda, produtos acabados, 
produtos em elaboração, matérias-primas, almoxarifado, importações em andamento e adiantamentos 
a fornecedores de estoques, observando-se que serão também considerados: 
a) os itens existentes fisicamente em estoques, excluindo-se aqueles que estão fisicamente na empresa, 
mas não são de propriedade da empresa, tais como aqueles recebidos em consignação, para conserto, 
etc.; 
b) os itens adquiridos, mas que estão em trânsito (compras em trânsito), para as instalações da 
empresa, com cláusula FOB no ponto de embarque, na data do balanço; 
c) os itens de propriedade da empresa que estão em poder de terceiros para conserto, consignação, 
beneficiamento ou armazenamento; 
d) os itens em trânsito para um cliente com cláusula FOB no destino. 
 
Por outro lado, não devem ser incluídos na conta estoque, na data do balanço: 
a) as compras em trânsito, quando as condições são de sua entrega na fábrica ou em outro lugar 
designado pela empresa (FOB-destino); 
b) as mercadorias recebidas de terceiros em consignação, depósito, etc.; 
c) os materiais comprados, mas sujeitos a aprovação, que somente serão integrados ao estoque após a 
aprovação. 
 
126 
 
LVII.1 CLASSIFICAÇÃO CONTÁBIL 
O termo "estoque" refere-se a todos os bens tangíveis mantidos para venda ou uso próprio no curso 
ordinário do negócio, bens em processo de produção para venda ou para uso próprio ou que se 
destinam ao consumo na produção de mercadorias para venda ou uso próprio. 
 
Seguindo o conceito de liquidez, o subgrupo estoques classifica-se no Circulante, após o subgrupo 
Outros Créditos. 
 
Todavia, poderá haver casos de empresas que tenham estoques cuja realização ultrapasse o exercício 
seguinte. Assim deve haver a reclassificação dos estoques para o Realizável a Longo Prazo, em conta à 
parte. 
LVII.2 Produtos Acabados 
Nessa conta são registrados os produtos terminados e oriundos da própria fabricação da empresa, 
disponíveis para venda, podendo ser estocados na fábrica, depósitos de terceiros ou filiais. 
Essa conta é debitada pela transferência da conta produtos em elaboração e creditada por ocasião das 
vendas ou transferências para outro estabelecimento da empresa. 
LVII.3 Mercadoria para Revenda 
Representa os produtos adquiridos de terceiros para revenda, acabados e que não sofrem nenhum 
processo de transformação na empresa. 
 
LVII.3.1 Matérias-Primas 
Engloba todos os materiais a serem utilizados ou transformados no processo produtivo. 
 
LVII.3.2 Material de Embalagem 
Abriga os itens de estoque que se destinam à embalagem ou acondicionamento dos produtos para 
venda. 
 
LVII.3.3 Manutenção e Suprimento 
Nessa conta são registrados os valores relativos aos estoques de peças para manutenção de máquinas, 
equipamentos, edifícios, etc., que serão utilizados em consertos. 
 
No caso de troca de peças mediante baixa da peça anterior, o valor das peças será agregado ao 
imobilizado e não apropriado como despesas. 
 
LVII.3.4 Importação em Andamento 
Serão registrados nessa conta os custos incorridos relativos às importações em andamento de matérias-
primas ou itens destinados ao estoque. 
 
LVII.3.5 Almoxarifado e Bens de Consumo Eventual 
Nessa conta são registrados itens de estoque de consumo geral, tais como: material de escritório, 
produtos de higiene, produtos para alimentação dos funcionários, etc. 
 
 
127 
 
É comum às empresas lançarem tais valores como despesas no momento da compra, mantendo à parte 
um controle quantitativo, uma vez que tais itens, na maioria das vezes, representam uma quantidade 
muito grande de itens, mas de pequeno valor, não afetando os resultados. 
 
Poderá ser registrado diretamente como custo de produção a aquisição de bens de consumo eventual, 
cujo valor não exceda a 5% (cinco por cento) do custo total dos produtos vendidos no exercício social 
anterior. 
 
Bens de consumo eventual são aqueles de uso imprevisível ou de frequência irregular ou esporádica no 
processo produtivo, tais como (Parecer Normativo CST nº. 70/1979): 
a) materiais destinados a restaurar a integridade ou da apresentação de produtos danificados; 
b) materiais e produtos químicos para testes; 
c) produtos químicos e outros materiais para remoção de impurezas de recipientes utilizados no 
processo produtivo; 
d) embalagens especiais utilizadas, por exemplo, para atender determinadas necessidades de 
transporte; 
e) produtos para retificar deficiências reveladas pelas matérias-primas ou produtos intermediários; 
f) materiais destinados ao reparo de defeitos ocorridos durante a produção; 
g) produtos a serem utilizados em serviço especial de manutenção. 
 
LVII.3.6 Amostras 
Quando a empresa efetuar a distribuição de amostras ou outros itens similares, os valores dispendidos 
na aquisição ou produção de tais itens devem ser registrados em conta de estoque de amostras grátis. A 
apropriação dos custos ao resultado deve ser feita, com observância do regime de competência, no 
período da distribuição das amostras grátis, debitando-se a conta de despesas com vendas no resultado 
e creditando-se a conta estoque de amostra grátis. 
 
LVII.3.7 Bonificações 
Quando a empresa vende mercadorias e dá uma quantidade extra a título de bonificação, deve o 
registro contábil dessa quantidade extra ser feito como acréscimo ao custo das mercadorias vendidas e 
não como despesas de vendas. No comprador as mercadorias recebidas em bonificação devem provocar 
a redução do custo unitário comprado. 
 
LVII.3.8 Adiantamento a Fornecedores 
Os adiantamentos efetuados a fornecedores de matéria-prima ou produto para revenda são registrados 
nessa conta; a baixa será efetuada por ocasião do efetivo recebimento, registrando-se o custo total na 
correspondente conta do estoque, e caso haja saldo a pagar, na conta fornecedores,no passivo 
circulante. 
 
LVII.3.9 PROVISÃO PARA AJUSTE DO ESTOQUE AO VALOR DE MERCADO 
O custo de aquisição ou produção dos bens existentes na data do balanço deverá ser ajustado ao valor 
de mercado, mediante a constituição de uma provisão, quando este for menor, que será classificada 
como conta redutora do subgrupo estoques. 
 
Para constituição da provisão é necessário que se especifique, item por item, os bens que, 
comprovadamente, estejam com preço de mercado inferior ao seu custo. 
 
128 
 
 
Segundo o artigo 183 da Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976), considera-se valor de 
mercado: 
a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repostos, mediante 
compra no mercado; e 
b) dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda no mercado, 
deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de lucro. 
 
Para fins fiscais, esta provisão passou a ser indedutível para efeito de apuração do lucro real a partir de 
01.01.1996 (Lei nº 9.249/1995, art. 13, I). 
 
LVII.3.10 PROVISÃO PARA PERDAS EM ESTOQUES 
As quebras e perdas conhecidas em estoques ou calculadas por estimativa, relativas a estoques 
obsoletos ou que se perdem ou evaporam no processo produtivo, podem ser ajustadas mediante a 
constituição da provisão para perdas em estoques, classificada como redutora do subgrupo estoques, 
tendo como contrapartida uma conta de despesa no resultado, não dedutível para efeitos fiscais. 
(observar a legislação do imposto de renda) 
 
LVII.3.11 9. IMPOSTOS PAGOS NA AQUISIÇÃO 
Os impostos não cumulativos que devam ser recuperados não se computam no custo de aquisição das 
mercadorias ou matérias-primas, devendo ser registrados em conta específica de impostos a recuperar. 
Impostos não cumulativos são aqueles que em cada operação sucessiva é abatido o montante cobrado 
na operação anterior, como é o caso do ICMS e do IPI. 
 
O ICMS e o IPI integrarão o custo das mercadorias, matérias-primas ou outros itens integrantes do 
estoque quando o contribuinte não puder recuperá-los nas operações subsequentes, nos casos 
previstos na legislação específica. 
 
O custo de produção é o custo associado às unidades produzidas; é o custo que se pode considerar 
como "amarrado" às unidades produzidas, é através dele que transferimos valores das contas de 
produtos em processo de fabricação para as de produtos acabados. 
 
LVII.3.12 CUSTEIO DE VENDAS 
Quando ocorre a saída dos produtos acabados, reflete o custo dos produtos vendidos ou reflete o custo 
das mercadorias vendidas (CMV) quando se tratar de operações comerciais. 
 
LVII.3.13 ESTOQUE DE PRODUTOS RURAIS 
Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor de mercado, 
quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil (§ 4º do art. 183 da Lei das S/A). 
 
A legislação do Imposto de Renda também prevê no art. 297 do RIR/1999 que os estoques de produtos 
agrícolas, animais e extrativos poderão ser avaliados aos preços correntes de mercado, conforme as 
práticas usuais em cada tipo de atividade. 
 
Por preço corrente de mercado entende-se que seria o valor pelo quais tais estoques podem ser 
vendidos a terceiros na época do balanço. Nesse caso, a diferença apurada entre o valor de mercado e o 
 
129 
 
valor contábil é acrescida ou diminuída do valor dos estoques, tendo como contrapartida uma conta de 
resultado. 
 
A definição de valor de mercado pode ser encontrada em revistas especializadas, bolsa de mercadorias, 
etc. A pauta de valores fiscais serve de parâmetro para avaliação ao preço de mercado. 
 
LVII.3.14 PROVISÃO PARA PERDAS EM ESTOQUES 
As quebras e perdas conhecidas em estoques ou calculadas por estimativa, relativas a estoques 
obsoletos ou que se perdem ou evaporam no processo produtivo, podem ser ajustadas mediante a 
constituição da provisão para perdas em estoques, classificada como redutora do subgrupo estoques, 
tendo como contrapartida uma conta de despesa no resultado, não dedutível para efeitos fiscais. 
 
LVII.3.15 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTOQUE 
O princípio contábil de Custo de Aquisição determina que se incluam no custo dos materiais, além do 
preço, todos os outros custos decorrentes da compra, e que se deduzam todos os descontos e 
bonificações eventuais recebidas. 
 
O método de avaliação escolhido afetará o total do lucro a ser reportado para um determinado período 
contábil. Permanecendo inalterados outros fatores, quanto maior for o estoque final avaliado, maior 
será o lucro reportado, ou menor será o prejuízo. Quanto menor o estoque final, menor será o lucro 
reportado, ou maior será o prejuízo. 
 
Considerando que vários fatores podem fazer variar o preço de aquisição dos materiais entre duas ou 
mais compras (inflação, custo do transporte, procura de mercado, outro fornecedor, etc.), surge o 
problema de selecionar o método que se deve adotar para avaliar os estoques. 
 
Os métodos mais comuns são: 
- Custo médio; 
- Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS); 
- Último a entrar, primeiro a sair (UEPS). 
 
LVII.3.16 PEPS 
Com base nesse critério, dá-se saída no custo da seguinte maneira: o primeiro que entra é o primeiro 
que sai (PEPS). À medida que ocorrem as vendas, vamos dando baixas no estoque a partir das primeiras 
compras, o que equivaleria ao raciocínio de que vendemos/compramos primeiro as primeiras unidades 
compradas/produzidas, ou seja, a primeira unidade a entrar no estoque é a primeira a ser utilizada no 
processo de produção o ou a ser vendida. 
 
Dentro desse procedimento, o estoque é representado pelos mais recentes preços pagos apresentando, 
dessa forma, uma relação bastante significativa com o custo de reposição. 
 
Obviamente, com a adoção desse método, o efeito da flutuação dos preços sobre os resultados é 
significativo, as saídas são confrontadas com os custos mais antigos, sendo esta uma das principais 
razões pelas quais alguns contadores mostram-se contrários a esse método. Entretanto, não é objeto do 
o procedimento em si, e sim o conceito do resultado (lucro). 
 
As vantagens do método são: 
 
130 
 
- Os itens usados são retirados do estoque e a baixa é dada nos controles de maneira lógica e 
sistemática; 
- O resultado obtido espelha o custo real dos itens específicos usados nas saídas; 
- O movimento estabelecido para os materiais, de forma contínua e ordenada, representa uma condição 
necessária para o perfeito controle dos materiais, especialmente quando estes estão sujeitos à 
deterioração, decomposição, mudança de qualidade, etc. Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS). 
Agora vejamos como registrar a movimentação físico-financeira: 
 
LVII.3.17 UEPS 
O UEPS (último a entrar, primeiro a sair) é um método de avaliar estoque muito discutido. O custo do 
estoque é determinado como se as unidades mais recentes adicionadas ao estoque (últimas a entrar) 
fossem as primeiras unidades vendidas (saídas) (primeiro a sair). Supõe-se, portanto, que o estoque final 
consiste nas unidades mais antigas e é avaliado ao custo destas unidades. Segue-se que, de acordo com 
o método UEPS, o custo dos itens vendidos/saídos tende a refletir o custo dos itens mais recentemente 
comprados (comprados ou produzidos, e assim, os preços mais recentes). Também permite reduzir os 
lucros líquidos relatados por uma importância que, se colocada à disposição dos acionistas, poderia 
prejudicar as operações futuras da empresa. 
 
O método UEPS não alcança a realização do objetivo básico, porque são debitados contra a receita os 
custos mais recentes de aquisições e não o custototal de reposição de todos os itens utilizados. 
 
As vantagens e desvantagens do método UEPS são: 
- É uma forma de se custear os itens consumidos de maneira sistemática e realista; 
- Nas indústrias sujeitas às flutuações de preços, o método tende a minimizar os lucros das operações; 
- Em períodos de alta de preços, os preços maiores das compras mais recentes são apropriados mais 
rapidamente às produções reduzindo o lucro; 
- O argumento mais generalizado em favor do UEPS é o de que procura determinar se a empresa 
apurou, ou não, adequadamente, deus custos correntes em face da sua receita corrente. De acordo com 
o UEPS, o estoque é avaliado em termos do nível de preço da época, em que o UEPS foi introduzido. 
 
Aplicando-se o método UEPS aos dados do exemplo anterior, os seguintes resultados são obtidos: 
 
131 
 
 
 
LVII.3.18 MPM 
Este método, também chamado de método da média ponderada ou média móvel, baseia-se na 
aplicação dos custos médios em lugar dos custos efetivos. O método de avaliação do estoque ao custo 
médio é aceito pelo Fisco e usado amplamente. 
 
Para ilustrar numericamente, suponha-se que uma empresa, no início do mês, possua um estoque 
(inicial) de 20 unidades de certa mercadoria avaliada a R$ 20,00 cada uma, ou seja, um total de R$ 
400,00 de Estoque Inicial. A movimentação dessa mesma mercadoria no mês é a seguinte: 
 
LVIII RESULTADO COM MERCADORIAS – RCM 
O resultado com mercadorias é a diferença entre as vendas e o custo das mercadorias vendidas de 
determinado período. 
- Se o valor das vendas for maior do que o CMV ocorre um lucro bruto; 
- Se o valor das vendas for menor do que o CMV ocorre um prejuízo com mercadorias, prejuízo bruto. 
 
O resultado com mercadorias pode ser apurado através da fórmula: RCM = V - CMV 
 
 
132 
 
Onde: 
RCM = Resultado com Mercadorias 
V = Vendas 
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas 
Exemplo 
I - Vamos supor que a empresa exemplo efetuou as seguintes operações no mês de Dezembro de 2004: 
a) foi comprado o valor equivalente a R$ 9.000,00 para revenda; 
b) das compras adquiridas foi devolvido R$ 500,00 dentro do mês; 
c) foi pago R$ 2.000,00 de fretes sobre as compras; 
d) foi vendido o valor equivalente R$ 20.000,00; 
e) as vendas canceladas somaram R$ 1.000,00; 
Sabe-se: 
a) O estoque final de novembro de 2004 foi de R$ 10.000,00; 
b) a empresa pode aproveitar o crédito de PIS e COFINS, não-cumulativos; 
c) o estoque final inventariado em 31.12.2004 foi de R$ 12.000,00; 
d) a alíquota do ICMS utilizada foi de 17% 
II - Vamos apurar as compras e vendas líquidas do período. 
Compras 
 
Apuração do ICMS e PIS/COFINS sobre as compras 
 
Vendas 
 
Apuração do ICMS e PIS/COFINS sobre as vendas 
 
III - Apuração do Custo e Resultado com Mercadorias: 
CMV = EI + C - EF 
CMV = 10.000,00 + 8.268,75 - 12.000,00 
CMV = 6.268,75 
RCM = V - CMV 
RCM = 14.012,50 - 6.268,75 
RCM = 7.743,75

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