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Resumo por capítulo Dos Delitos e Das Penas   Cesare Beccaria

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lei e 
que ninguém tem o direito de ser arbitrário e inventar novas medidas estranhas 
ao público, pois isso seria exercício da tirania.
XXXIV. Da ociosidade
• Beccaria se declara contra a ociosidade daqueles que nada contribuem para o 
governo ou bem estar social e que só acumulam riquezas sem nem ao menos 
investi-las ou administrá-las, esclarecendo que essas devem ser punidas
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• Entretanto, a ociosidade advinda daqueles que conseguiram uma situação estável 
através da indústria ou daqueles que mesmo que herdeiros de fortunas, utilizam 
parte dela para alimentar os pobres ou investir no comércio é legítima e pode ser 
vantajosa, sendo dever do legislador através das leis diferenciá-las.
XXXV. Do suicídio 
• O autor faz um longa descrição do porquê não ser possível punir o suicídio, já que 
não se puxem intenções, não se pune coisa morta e não se pune a família pelos 
erros de um ente. 
• Ele compara com a ideia da fuga do seu país, que em tese seria mais danosa do 
que o suicídio, pois o que sai do país leva consigo os direitos e os bens que possui 
naquele país, entregando os a outro
• Enfim, ele declara que uma lei para punir o suicídio seria inútil. Ele é bem claro 
quando diz que as leis devem ser úteis e o mais concisas o possível.
XXXVI. De certos Delitos difíceis de constatar
• Eram crimes como o adultério, a pederastia (prática homossexual) e o 
infanticídio. Para Beccaria, por ambos terem natureza ou na necessidade humana 
ou nos desejos humanos, e a lei não tem métodos efetivos de preveni-los, por 
exemplo mais forte o adultério que encontra fontes em casamentos obrigatórios, 
não é certo e preciso se devem ou não ser punidos.
• Mais ainda, ele deixa claro que não se deve afastar o caráter transgressor desses 
crimes, porém já que não há leis que protejam o ser humano da infelicidade para 
cometer esses crimes, não é justo imbuí-los de pena
XXXVII. De uma espécie particular de Delito
• Implicitamente, ele fala da Inquisição como crime bárbaro, mas por estar em um 
período não propício, não poderia discutir a natureza do mesmo
• Entretanto, deixa claro sua opinião de horror e de que espera que a filosofia no 
futuro cuide de tratar disso. Fecha declarando que na sua obra apenas falará dos 
Delitos que violam o contrato social.
XXXVIII. De algumas fontes gerais de erros e injustiças na legislação 
• Ele explica que na maior parte das vezes, os erros na legislação vem das falsas 
ideias de utilidade, como por exemplo:
◦ Dar maior importância aos inconvenientes particulares do que aos gerais
◦ Leis que proíbem porte de armas (A favor da liberação de armas? Oi?)
◦ Leis que separam o bem geral dos interesses particulares
◾ No estado de natureza, o homem só faz o mal se ver vantagem nisso, enquanto os 
no estado de sociedade, muitas vezes o homem faz o mal, por leis viciosas, sem 
qualquer propósito positivo
◦ Submeter seres sensíveis à regularidade simétrica Precisa de Orientação Jurídica?
XXXIX. Do Espírito de família 
• De maneira extensa, o autor argumenta no fato que é mais vantajoso leis que 
fomentar o espírito do social, sociedade e bem público que leis baseadas no 
espírito da família, como em Roma.
• O espírito familiar é limitado e a moral particular só insira medo e submissão, 
além que as virtudes da família são fracas e variáveis com caráter de fardo, 
desanimando o indivíduo a cumpri-la
• O espírito público traz a ideia de coletividade e generalidade junto ao pertencem 
entorno a algo maior o que potencializa os efeitos da lei
XL. Do Espírito do Fisco
• Ele utiliza uma referência da época de Roma, quando boa parte das Penas eram 
pecuniária para explicar a jurisprudência europeia. Quando (no período do 
Beccaria) alguém se declarava culpado, o juiz utiliza da tortura por achar que se 
foi confessado um crime devem haver outros, tentando extrair o máximo possível 
em busca não dá verdade e sim de um culpado (uma analogia a tentar a maior 
indenização possivel).
XL. Dos meios de prevenir crimes 
• Ele indica como modo de prevenção fazer leis simples e claras e apenas em 
número suficiente, sem favorecer nenhuma classe social
• Liberdade acompanhada da ciência séria, culta.
• Afastar a corrupção dos magistrados, subdividindo suas atividades (algo como a 
ideia da divisão de poderes)
• Premiar a virtude
• Aperfeiçoar a educação 
• Conclui que a simples autoridade impérios só induz a uma obediência passageira, 
e que uma real obediência vem da compreensão e do amor às leis.
XLII. Conclusão 
• Retoma um único ponto: a pena deve ser essencialmente pública, pronta, 
necessária, menor possível de ser aplicada e proporcional ao delito e determinada 
pela lei.
A partir daí, o livro possui algumas críticas ou adições à obra de Beccaria. A simples 
leitura e compreensão já são suficientes para formar um panorama geral, por isso as 
mesmas não terão espaço aqui.
Disponível em: http://mariapaulaandrade.jusbrasil.com.br/artigos/448838352/resumo-por-capitulo-dos-delitos-e-das-penas-cesare-
beccaria
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