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Monitora: Ariadna Andrade, 4º Período. 
 Email: ariadnaandrade@outlook.com 
 
 
MONITORIA 1- IMUNIDADE INATA 
▪ Todos os microrganismos multicelulares contêm mecanismos intrínsecos de 
defesa contra as infecções, que constituem a imunidade inata. 
▪ Os mecanismos da imunidade inata respondem aos microrganismos e 
não a substancias não microbianas, são específicos para estruturas 
presentes nas diversas classes de patógenos, são intermediados por 
receptores codificados na linhagem germinativa e não são acentuados 
por exposições repetidas. 
▪ Os receptores tipo Toll (TLR), expressos nas membranas plasmáticas e 
nos endossomas de diversos tipos celulares, são a maior classe de 
sistema de receptores da imunidade inata que reconhecem diferentes 
produtos microbianos, incluindo constituintes da parede celular 
bacteriana e ácidos nucleicos virais. Alguns receptores da família do 
NLR reconhecem microrganismos, produtos de células danificadas e 
outras substâncias, e esses receptores sinalizam através de um 
complexo de multiproteína citosólica, o inflamasoma, para induzir a 
secreção da interleucina-1 de citocina pró-inflamatória. 
▪ Os principais componentes da imunidade inata são o epitélio, os 
fagócitos, as células dendríticas, as células Natural Killer, as citocinas e 
as proteínas plasmáticas, incluindo as proteínas do sistema 
complemento. 
▪ O epitélio fornece barreiras físicas contra os microrganismos, produz 
antibióticos e contem linfócitos que podem prevenir infecções. 
▪ Os principais fagócitos – neutrófilos e monócitos/macrófagos – são 
células sanguíneas que são recrutadas aos locais de infecção, onde são 
ativadas pelo envolvimento de diferentes receptores. Os macrófagos 
ativados destroem microrganismos e células mortas e iniciam o reparo 
tecidual; essas funções podem ser executadas por diferentes 
populações de macrófagos. 
▪ As células natural killer (NK) destroem as células do hospedeiro 
infectadas com patógenos intracelulares e produzem interferon-gama, 
uma citocina que ativa os macrófagos para que destruam os 
microrganismos fagocitados. 
▪ O sistema complemento é uma família de proteínas que são ativadas 
sequencialmente por alguns tipos de microrganismos e pelos anticorpos 
(no braço humoral da imunidade adquirida). As proteínas do 
complemento cobrem (opsonizam) os microrganismos para que sejam 
fagocitados, estimulam a inflamação e destroem os patógenos. 
▪ As citocinas da imunidade inata estimulam a inflamação (TNF, IL-1, 
quimiocinas), ativam as células NK (IL-12) e os macrófagos (IFNgama) e 
previnem as infecções virais (IFN tipo 1) 
▪ A inflamação consiste no recrutamento de fagócitos aos locais de 
infecção e dano tecidual, um processo mediado pela ligação a molécula 
de adesão endotelial que são induzidas pelas citocinas TNF e IL-1 e 
pela resposta a quimioatraentes solúveis, incluindo as quimiocinas, 
fragmentos do complemento e peptídeos bacterianos. A isto se segue a 
ingestão e destruição de microrganismos e células danificadas. 
▪ A defesa antiviral é mediada por interferons tipo 1, que inibem a 
replicação viral, e por células NK, que matam células infectadas. 
▪ Além da defesa inicial contra as infecções, as respostas imunológicas 
inatas fornecem sinais que atuam em conjunto com antígenos para a 
ativação dos linfócitos B e T. Essa exigência de um segundo sinal 
garante que a imunidade adquirida seja desencadeada microrganismos 
(os indutores das reações imunológicas inatas) e não por substancias 
não bacterianas. 
 
PERGUNTAS: 
1- Quais são os mecanismos pelos quais o epitélio da pele previne a 
entrada dos microrganismos? 
 
R: A pele fornece uma barreira epitelial relativamente impermeável. Essas células 
epiteliais secretam antibióticos peptídicos antimicrobianos e a pele também contém 
linfócitos intraepiteliais protetores. 
 
2- Como os fagócitos ingerem e destroem os microrganismos? 
 
R: Para reconhecer os microrganismos, os fagócitos usam uma variedade de 
receptores que reconhecem carboidratos microbianos e receptores Fc que 
reconhecem microrganismos recobertos (opsonizados) por anticorpos. Os 
microrganismos são internalizados nos fagossomas, que se fundem com os 
lisossomas, onde os microrganismos são destruídos pelas espécies reativas de 
oxigênio e de nitrogênio e enzimas lisossomais. 
 
3- Qual o papel das moléculas do MHC no reconhecimento das células 
infectadas pelas células NK e qual o significado fisiológico desse 
reconhecimento? 
 
R: As células NK expressam receptores inibitórios que reconhecem moléculas do 
MHC de classe I nas células hospedeiras e podem então reduzir a ativação das 
células NK. Nas células viralmente infectadas, as moléculas do MHC de classe I são 
reguladas negativamente e, portanto, falham em ocupar os receptores inibitórios, e 
assim as células NK podem ser ativadas para matar estas células infectadas. 
 
 4-Qual o papel das citocinas TNF, IL-12 e interferons tipo I na defesa contra 
infecções? 
 
R: O TNF estimula a inflamação em parte auxiliando os neutrófilos e monócitos 
recrutados para os locais de infecção. A IL-12 produzida pelos macrófagos e células 
dendríticas contribui para a ativação das células NK e T. Os interferons tipo I inibem a 
replicação viral (o estado antiviral). 
 
5- Como as respostas imunológicas inatas acentuam a imunidade 
adquirida? 
 
R: A resposta imune inata induz a expressão de coestimuladores nas células 
dendríticas que podem fornecer sinais secundários para a ativação da célula T. As 
células imunes inatas produzem citocinas que modulam a resposta imune adaptativa. 
A ativação do complemento como parte da resposta imune inata pode levar à geração 
de fragmentos do complemento que aumentam a ativação do linfócito B. 
 
 
6- Como a especificidade da imunidade inata difere da especificidade da 
imunidade adquirida? 
 
R: A imunidade inata é direcionada contra microrganismos e os produtos de 
células danificadas e é mediada por receptores de superfície celular e 
proteínas secretadas de diversidade limitada, que reconhecem padrões 
microbianos e produtos de células danificadas. A imunidade adaptativa utiliza 
um grupo extremamente grande e diverso de receptores de antígenos para 
reconhecer uma grande variedade de antígenos microbianos e não 
microbianos. 
 
 
MONITORIA 2 – IMUNIDADE ADQUIRIDA 
 

▪ A função fisiológica do sistema imunológico é proteger os indivíduos contra as 
infecções. 
▪ A imunidade inata é a primeira linha de defesa, mediada por células e 
moléculas que estão sempre presentes e prontas para eliminar os 
microrganismos infecciosos. 
▪ A imunidade adquirida é mediada por linfócitos estimulados por antígenos 
microbianos, requer expansão e diferenciação clonal dos linfócitos antes de ela 
ser efetiva, e responde de forma mais eficaz contra cada exposição sucessiva 
a um microrganismo. 
▪ Os linfócitos são as células do sistema imunológico adquirido e as únicas 
células com receptores distribuídos clonalmente bastante específicos para 
diferentes antígenos. A IMUNIDADE ADQUIRIDA é formada pela imunidade 
HUMORAL, na qual os anticorpos neutralizam e erradicam os microrganismos 
extracelulares e toxinas, e a imunidade CELULAR, na qual os linfócitos T 
erradicam os patógenos intracelulares. 
▪ A resposta imunológica adquirida consiste em fases sequenciais: 
reconhecimento dos antígenos pelos linfócitos, ativação dos linfócitos para que 
proliferem e se diferenciem em células efetoras e de memória, eliminação dos 
microrganismos, declínio da resposta imunológica e memória duradoura. 
▪ Existem diferentes populações de linfócitos que desempenham funções 
distintas e que podem ser diferenciadas pela expressão superficial de 
determinadas moléculas na membrana. 
▪ Os linfócitos B são as únicas célulasque produzem anticorpos. Os linfócitos B 
expressam anticorpos de membrana, que reconhecem os antígenos, e a 
progênie de células B ativadas, chamadas plasmócitos, secretam anticorpos, 
que neutralizam e eliminam os antígenos. 
▪ Os linfócitos T reconhecem fragmentos peptídicos dos antígenos proteicos 
apresentados por outras células. Os linfócitos T auxiliares produzem citocinas 
que ativam as células fagocitárias para que destruam os microrganismos 
ingeridos, recrutem linfócitos e ativem os linfócitos B para que produzam 
anticorpos. Linfócitos T citotóxicos (CTL) matam as células infectadas, 
hospedando os micróbios no citoplasma. 
▪ As células apresentadoras de antígeno (APC) capturam os antígenos dos 
microrganismos que entram pelos epitélios, concentrando-os nos órgãos 
linfoides e apresentando-os às células T para reconhecimento. 
▪ Os linfócitos e as APC se organizam nos órgãos linfoides periféricos, onde as 
respostas imunológicas são iniciadas e desenvolvidas. 
▪ Os linfócitos virgens circulam através dos órgãos linfoides periféricos em busca 
de antígenos estranhos. Os linfócitos T efetores migram para locais periféricos 
de infecção, onde eles atuam a fim de eliminar microrganismos infecciosos. Os 
plasmócitos permanecem nos órgãos linfoides e na medula óssea, de onde 
secretam anticorpos que entram na circulação, encontram os microrganismos e 
os eliminam. 
 
PERGUNTAS: 
1. Quais são os dois tipos de imunidade adquirida e que tipos de 
microrganismos essas respostas imunológicas combatem? 
 
R: Os dois tipos de imunidade adaptativa são a imunidade mediada por célula e a 
imunidade humoral. A imunidade mediada por célula, mediada por células T, é 
essencial para a proteção contra patógenos intracelulares. A imunidade humoral ou 
mediada por anticorpo fornece proteção primariamente contra patógenos 
extracelulares. 
 
2. Quais são as principais classes de linfócitos e como suas funções se 
diferenciam? 
 
R: Os linfócitos B expressam imunoglobulina na superfície, que funciona como 
receptor de antígeno e medeia a imunidade humoral. Após a ativação, os linfócitos se 
diferenciam em plasmócitos secretores de anticorpos. Os linfócitos T expressam o 
receptor de antígeno de células T e a maioria expressa CD4 ou CD8 e medeia as 
respostas imunes mediadas por células. Após a ativação por antígenos peptídicos 
expressos pelas moléculas de MHC na superfície celular, as células T secretam 
citocinas, ligantes ativadores ligados à membrana e proteínas citotóxicas. Essas 
moléculas induzem inflamação, aumentam as funções de fagócitos, promovem 
respostas de anticorpos de células B e induzem a morte de células infectadas. 
3. Quais são as diferenças importantes entre os linfócitos T e B virgens, 
efetores e de memória? 
 
R: Os linfócitos virgens (naïve) são células B ou T maduras que ainda não 
encontraram um antígeno estranho. Após a ativação, os linfócitos virgensse 
diferenciam em células que adquirem a habilidade de proteger contra ou eliminar 
patógenos. Esses linfócitos são conhecidos como células efetoras. A maior parte das 
células efetoras morre, mas um pequeno grupo de linfócitos ativados adquire a 
habilidade de viver por períodos longos, e são conhecidos como células de memória. 
Os linfócitos de memória não somente se autorrenovam e sobrevivem 
indefinidamente, mas também respondem mais rápida e vigorosamente quando 
desafiados por um antígeno. 
 
 4. Em que região dos linfonodos os linfócitos T e B estão localizados e 
como é mantida sua separação anatômica? 
 
R: Os linfócitos B residem nos folículos ou zonas de células B nos órgãos linfoides 
secundários. As células T residem na zona de célula T no córtex parafolicular dos 
linfonodos. As células B e T são mantidas nestes locais por citocinas específicas 
secretadas pelas células estromais no folículo e córtex parafolicular, respectivamente. 
 
 Extra: (dúvida na monitoria) Como os linfócitos T virgens e efetores diferem em 
seus padrões de migração? 
 
R: Os linfócitos virgenspermanecem nos órgãos linfoides secundários e recirculam 
entre estes órgãos. Os linfócitos efetores são gerados nos linfonodos, mas 
permanecem no local tecidual onde o antígeno ativador pode estar localizado. 
 
MONITORIA 3 – IMUNIDADE HUMORAL 

▪ A imunidade humoral é o tipo de imunidade adaptativa que é mediada por 
anticorpos. Os anticorpos impedem infecções ao bloquear a capacidade dos 
microrganismos de invadir as células do hospedeiro, e eliminam 
microrganismos quando ativam diversos mecanismos efetores. 
▪ Nas moléculas dos anticorpos, as regiões de ligação dos antígenos (Fab) estão 
espacialmente separadas das regiões efetoras (Fc). A capacidade dos 
anticorpos de neutralizar microrganismos e toxinas é uma função inteiramente 
das regiões de ligação dos antígenos. Até mesmo as funções efetoras 
dependentes de Fc são ativadas depois que os anticorpos se ligam aos 
antígenos. 
▪ Os anticorpos são produzidos nos tecidos linfoides e na medula óssea, mas 
eles entram na circulação e são capazes de atingir qualquer local de infecção. 
A troca de cadeias pesadas e a maturação da afinidade aumentam as funções 
de proteção dos anticorpos. 
▪ Os anticorpos neutralizam a infectividade dos microrganismos e a 
patogenicidade das toxinas microbianas ligando-se a e interferindo na 
capacidade desses microrganismos e toxinas de se ligar às células 
hospedeiras. 
▪ Os anticorpos revestem (opsonizam) os microrganismos e promovem sua 
fagocitose quando se ligam aos receptores Fc nos fagócitos. A ligação das 
regiões Fc dos anticorpos com os receptores Fc também estimula as atividades 
microbicidas dos fagócitos. 
▪ O sistema complemento é um conjunto de proteínas circulantes e de superfície 
celular que desempenha um papel importante na defesa do hospedeiro. O 
sistema complemento pode ser ativado nas superfícies microbianas sem 
anticorpos (o que é chamado de via alternativa, um componente da imunidade 
inata) e após a ligação de anticorpos aos antígenos (a via clássica, 
componente da imunidade humoral adaptativa). As proteínas do complemento 
são clivadas sequencialmente, e os componentes ativos, sobretudo C4 e C3b, 
se ligam de modo covalente às superfícies nas quais o complemento é ativado. 
As etapas finais da ativação do complemento levam à formação do complexo 
citolítico de ataque de membrana. Produtos diferentes da ativação do 
complemento promovem a fagocitose dos microrganismos, induzem lise celular 
e estimulam a inflamação. Os mamíferos expressam as proteínas reguladoras 
circulantes e de superfície celular que previnem a ativação inadequada do 
complemento sobre as células do hospedeiro. 
▪ O anticorpo IgA é produzido na lâmina própria dos órgãos mucosos e é 
ativamente transportado por um receptor Fc especial pelo epitélio para o 
lúmen, onde bloqueia a capacidade de invasão do epitélio pelos 
microrganismos. 

▪ Os recém-nascidos adquirem anticorpos IgG de sua mãe pela placenta e do 
leite materno pelo epitélio intestinal, utilizando um receptor Fc neonatal para 
capturar e transportar os anticorpos maternos. 
▪ Os microrganismos desenvolveram estratégias para resistir e escapar da 
imunidade humoral, como a variação dos antígenos e a aquisição de 
resistência ao complemento e à fagocitose. 
▪ A maioria das vacinas em uso age por meio da estimulação da produção de 
anticorpos neutralizantes. Muitas abordagens estão sendo testadas para 
desenvolver vacinas capazes de estimular respostas imunes mediadas por 
células protetoras. 
 
PERGUNTAS: 
 
1- Quais são as regiões das moléculas dos anticorpos envolvidas nas 
funções dos anticorpos? 
 
R: As regiões variáveis N-terminais dos anticorpos estão envolvidas na ligação do 
antígeno. A porção Fc da região constante da cadeia pesada está envolvida na ligaçãoe ativação do complemento e ligação dos receptores Fc em várias células, o que é 
importante para a fagocitose, citotoxicidade de células NK mediada por anticorpo, 
transporte transplacentário e manutenção da meia-vida prolongada no sangue. 
 
2- Como a troca de isótipos de cadeias pesadas (classes) e a maturação 
da afinidade aumentam a possibilidade dos anticorpos para combater 
patógenos infecciosos? 
 
R: A troca de classe permite que os anticorpos realizem diferentes funções efetoras 
que são particularmente adequadas a certas infecções, e isso permite a distribuição 
dos anticorpos a certos locais de infecção. Por exemplo, algumas subclasses de IgG 
se ligam bem aos receptores Fc nos fagócitos, permitindo a internalização e morte dos 
microrganismos intracelulares. Os anticorpos IgA são secretados na luz intestinal, 
onde eles podem se ligar aos microrganismos patogênicos e prevenir a invasão 
através da barreira epitelial intestinal. 
A maturação da afinidade melhora a habilidade dos anticorpos de se ligarem 
fortemente aos patógenos e, assim, de neutralizarem mais eficientemente os 
microrganismos, e os tornam alvos para a destruição pelo complemento ou por 
fagócitos. 
 
 3- Em que situações a capacidade dos anticorpos de neutralizar 
microrganismos protege o hospedeiro contra infecções? 
 
R: A neutralização previne que microrganismos localizados nas secreções mucosas, 
sangue ou tecido extracelular se liguem nas superfícies celulares, o que é o primeiro 
passo nas células infectadas. Por exemplo, os vírus têm que entrar nas células para 
se replicar e a entrada viral necessita de ligação a receptores específicos nas 
superfícies celulares, que variam dependendo do vírus e do tipo celular. A 
neutralização do anticorpo bloqueia o vírus de se ligar aos seus receptores. A 
neutralização também inibe a disseminação dos microrganismos de uma célula 
infectada para outra célula. 
 
 
 
 Extras de acordo com dúvidas: 
 
Como os anticorpos ajudam na eliminação dos microrganismos pelos 
fagócitos? 
 
R: Os anticorpos IgG se ligam às superfícies microbianas, um processo chamado de 
opsonização, e, ao mesmo tempo, se ligam aos receptores Fc nos macrófagos ou 
neutrófilos. A ligação do anticorpo ao receptor Fc estimula a internalização do 
microrganismo pela fagocitose e ativa o fagócito, e o microrganismo é morto por vários 
mecanismos dentro da célula 
 
Como o sistema complemento é ativado? 
 
R: A via clássica do complemento é ativada quando a proteína C1 do complemento se 
liga às regiões Fc das moléculas de IgG ou IgM nos complexos anticorpo-antígeno. Na 
via da lectina do complemento, o primeiro passo é a ligação da proteína lectina ligante 
de manose (MBL) aos resíduos de manose nas superfícies microbianas. Na via 
alternativa, a proteína C3 do complemento é espontaneamente hidrolisada para formar 
C3b, que então se liga covalentemente nas superfícies da célula microbiana. Em todas 
as três vias, o primeiro passo é seguido pela ativação de uma cascata de protease, 
gerando um complexo enzimático chamado de C3 convertase, que é covalentemente 
ligado à superfície microbiana. 
 
Como o sistema complemento é eficaz contra microrganismos, mas não contra 
as células do hospedeiro e os tecidos? 
 
R: As células do hospedeiro têm proteínas regulatórias em suas superfícies, incluindo 
o fator de aceleração do decaimento (DAF), receptor 1 do complemento (CR1), e 
proteína ligante de C4 (C4bp) que previne a formação da C3 convertase. Essas 
proteínas regulatórias não são expressas pelos microrganismos. As proteínas da via 
alternativa do complemento também tendem a não se ligar às células normais do 
hospedeiro. 
 
Quais são as funções do sistema complemento e quais são os componentes do 
complemento que regulam essas funções? 
 
R: As principais funções do sistema complemento são promover a inflamação, 
opsonizar os microrganismos para a fagocitose e lisar diretamente os microrganismos. 
A inflamação é promovida pelos fragmentos de proteína C3 e C5a do complemento. A 
opsonização é mediada pelo C3b. A lise é mediada pelo complexo de ataque de 
membrana composto por C5b, C6, C7, C8 e C9. 
 
Como os anticorpos impedem infecções por microrganismos inalados e 
ingeridos? 
 
R: IgA e algumas IgM são secretadas na luz intestinal ou vias aéreas, onde elas 
neutralizam patógenos. 
 
Como os neonatos são protegidos contra infecção antes de seu sistema imune 
ter atingido a maturidade? 
 
R: A IgG materna é transportada para dentro da circulação fetal através da placenta, 
assim o feto nasce com uma grande variedade de anticorpos contra microrganismos 
aos quais a mãe foi exposta no passado. IgA e IgG no leite materno são ingeridas pelo 
recém-nascido e protegem contra patógenos intestinais. 
MONITORIA 5- MHC 
 
▪ O desencadeamento das respostas imunológicas contra antígenos proteicos 
dos microrganismos depende de um sistema especializado de captura e 
apresentação desses antígenos para que sejam reconhecidos pelas raras 
células T virgens específicas para qualquer antígeno. Os microrganismos e os 
antígenos microbianos que entram no corpo através do epitélio são capturados 
pelas células dendríticas localizadas no epitélio e transportados para os 
linfonodos regionais, ou pelas células dendríticas residentes nos linfonodos e 
no baço. Os antígenos proteicos dos microrganismos são apresentados 
pelas células apresentadoras de antígenos (APC) às células T virgens que 
circulam pelos órgãos linfoides. 
 
 
▪ As moléculas codificadas pelo complexo principal de histocompatibilidade 
(MHC) realizam a função de apresentar os peptídeos derivados de antígenos 
proteicos. 
▪ Os genes do MHC classes I e II que contem fendas de ligação peptídica, onde 
os resíduos polimórficos ficam concentrados, e regiões constantes que ligam 
os correceptores CD8 e CD4, respectivamente. 
▪ As proteínas do compartimento extracelular que são ingeridas pelas APC são 
degradadas proteolíticamente dentro de vesículas, e os peptídeos gerados se 
ligam à fenda das moléculas do MHC classe II recém-sintetizadas. O CD4 liga-
se à parte constante do MHC classe I porque o CD4+ T auxiliar só pode ser 
ativado pelos peptídeos associados ao MHC classe I derivados principalmente 
das proteínas extracelulares. 
▪ As proteínas produzidas no citoplasma de células infectadas ou que entram no 
citoplasma por fagossomas são degradadas por proteassomas, transportadas 
para o reticulo endoplasmático por TAP, ligando-se à fenda das moléculas do 
MHC classe I recém-sintetizadas. Essas moléculas são reconhecidas pelo 
CD8+, e por isso os linfócitos T citotóxicos podem ser ativados somente 
pelos peptídeos associados ao MHC classe I derivado das proteínas 
citosólicas. 
▪ O papel das moléculas do MHC na apresentação de antígenos garante que 
as células T só reconheçam antígenos proteicos associados a uma célula e 
que o tipo certo de célula T (célula auxiliar ou citolítica) responda ao 
microrganismo que possa combater melhor. 
▪ Os microrganismos ativam as APC para que expressem proteínas de 
membrana (chamadas de coestimuladores) e secretem citocinas que forneçam 
sinais que atuam juntamente com os antígenos para estimular as células T 
especificas. A necessidade desse segundo sinal garante que as células T 
respondam a antígenos microbianos e não a substancias não microbianas 
inofensivas. 
▪ Os linfócitos B reconhecem antígenos proteicos e não proteicos, mesmo em 
sua configuração original. As FDC apresentam antígenos às células B dos 
centros germinativos e selecionam células B de alta afinidade durante a 
resposta imunológica humoral. 
 
PERGUNTAS: 
 
1- O que são as moléculas do MHC? Como as moléculas do MHC 
humanas são chamadas? Como as moléculas do MHC foram 
descobertas e qual é a sua função? 
 
R: As moléculas do complexo principalde histocompatibilidade (MHC) são proteínas 
da superfície celular que apresentam os antígenos peptídicos às células T. as 
proteínas do MHC humanas são chamadas de moléculas HLA. Elas foram inicialmente 
descobertas como produtos de genes polimórficos que medeiam a rejeição a 
transplantes. Sua função fisiológica é a apresentação de antígeno. 
 
2- Quais são as diferenças entre os antígenos que são apresentados 
pelas moléculas do MHC classe I e classe II? 
 
R: As proteínas que são produzidas ou entram no citosol são apresentadas pelas 
moléculas do MHC de classe I. As proteínas internalizadas nas vesículas por 
endocitose são apresentadas pelas moléculas do MHC de classe II. 
3- Que subgrupo de linfócitos T reconhece os antígenos apresentados 
pelas moléculas do MHC classe I e classe II? Quais as moléculas das 
células T que contribuem para a sua especificidade para os peptídeos 
antigênicos associados às moléculas do MHC classe I e classe II? 
 
R: As células T CD4+ reconhecem antígenos apresentados pelas moléculas de classe 
II e os linfócitos T citotóxicos CD8+ reconhecem complexos de MHC de classe I-
peptídeo. O correceptor de CD4 das células T auxiliares pode se ligar às moléculas do 
MHC de classe II e o correceptor de CD8 das células T citotóxicas se liga às 
moléculas do MHC de classe I. 
 
 
 Extras (de acordo com dúvidas): 
Quando os antígenos entram através da pele, em que órgãos eles se 
concentram? Que tipo de célula desempenha um papel importante nesse 
processo de captura de antígenos? 
 
R: Os antígenos que entram através da pele são capturados pelas células dendríticas 
que residem na epiderme e derme e são transportados para os linfonodos que drenam 
a pele, onde os antígenos são concentrados e apresentados aos linfócitos. 
 
 Descreva a sequência de eventos pelos quais as moléculas do MHC classe 
I e classe II capturam os antígenos para serem apresentados. (resumo) 
 
R: MHC de classe II e cadeias α e β são produzidos no retículo endoplasmático, onde 
se juntam um com o outro e com uma cadeia invariável que oclui a fenda de ligação do 
antígeno. O complexo MHC de classe II-cadeia invariável é transportado para outro 
compartimento endossomal/lissosomal onde a cadeia invariável é degradada, 
liberando na fenda um peptídeo chamado CLIP. Proteínas internalizadas pela via 
endocítica são degradadas por endossomas e lisossomas em peptídeos. Peptídeos 
específicos deslocam CLIP e se ligam fortemente à fenda da molécula do MHC de 
classe II, que então é transportada para a superfície celular. 
 
 
 MONITORIA 6- ATIVAÇÃO, LICENCIAMENTO E 
MATURAÇÃO DE AFINIDADE 
 
▪ Os linfócitos T são as células da imunidade mediada por células, o braço 
do sistema imunológico adquirido que combate os microrganismos 
intracelulares, os quais podem ser englobados por fagócitos e viver dentro 
dessas células ou podem infectar células não fagocitárias. Os linfócitos T 
também medeiam a defesa contra alguns microrganismos extracelulares e 
ajudam os linfócitos B a produzir anticorpos. 
▪ As respostas dos linfócitos T são constituídas de etapas sequenciais: 
reconhecimento de microrganismos associados a células pelas células 
efetoras e células de memória. 
▪ As células T utilizam seus receptores para antígenos para reconhecer os 
antígenos peptídicos apresentados pelas moléculas do MHC presentes na 
superfície das células apresentadoras de antígenos (APC), que são 
responsáveis pela especificidade da resposta resultante, e os resíduos 
polimórficos das moléculas do MHC, que são responsáveis pela restrição das 
respostas das células T ao MHC. 
▪ O reconhecimento de um antígeno pelo TCR desencadeia sinais que são 
liberados para o interior das células por moléculas associadas ao TCR (as 
cadeias CD3 e ζ) e pelos correceptores, CD4 e CD8, que reconhecem as 
moléculas do MHC classes II e I, respectivamente. 
▪ A ligação das células T às APC é intensificada pelas moléculas de 
adesão, notadamente pelas integrinas, cuja afinidade por seus ligantes é 
aumentada pelo reconhecimento do antígeno pelo TCR 
▪ As APC expostas a microrganismos ou às citocinas produzidas como parte 
das reações imunológicas inatas aos microrganismos expressam 
coestimuladores que se ligam aos receptores presentes na superfície das 
células T e liberam sinais secundários necessários para a ativação 
dessas células T. 
▪ Os sinais bioquímicos desencadeados nas células T pelo reconhecimento e 
pela coestimulação de um antígeno resultam na ativação de vários fatores de 
transcrição que estimulam a expressão de genes que codificam citocinas, de 
receptores para citocinas e de outras moléculas envolvidas nas respostas das 
células T. 
▪ Em resposta ao reconhecimento de um antígeno e à coestimulação, as 
células T secretam citocinas, que induzem a proliferação das células T 
estimuladas pelo antígeno e medeiam as funções causadoras das células T. 
▪ As células T auxiliares CD4+ podem diferenciar-se em subgrupos de células 
efetoras que produzem grupos limitados de citocinas e realizam funções 
diferentes. As células Th1, que produzem IFN-ɣ, ativam fagócitos para que 
estes eliminem os microrganismos englobados e estimulam a produção de 
anticorpos opsonizantes e anticorpos ligados ao complemento. As células Th2, 
que produzem IL-4 e IL-5, estimulam a produção de IgE e ativam eosinófilos, 
os quais atuam principalmente na defesa contra helmintos. As células Th17, 
que produzem IL-17, estão envolvidas em várias doenças inflamatórias e 
podem participar na defesa contra infecções bacterianas extracelulares e 
fúngicas. 
▪ As células T CD8+ conhecem peptídeos de antígenos proteicos 
intracelulares (citosólicos) e podem precisar da ajuda das células T CD4+ 
para se diferenciar em CTL efetores. A função dos CTL é destruir as células 
que produzem antígenos microbianos citoplasmáticos. 
 
PERGUNTAS: 
 
 1-Quais são os componentes do complexo TCR? Quais desses 
componentes são responsáveis pelo reconhecimento de um antígeno, e quais 
são responsáveis pela transdução de sinais? 
 
R: O complexo do receptor de célula T (TCR) é composto por cadeias de TCR α e β, 
responsáveis pelo reconhecimento do antígeno, e o complexo CD3 e homodímeros ζ, 
necessários para a transdução do sinal. 
 
2- Cite algumas das moléculas que, quando adicionas ao TCR, são 
utilizadas pelas células T para iniciar suas respostas aos antígenos, e 
quais são as funções dessas moléculas? 
 
R: Outras moléculas diferentes do TCR que são utilizadas pelas células T para 
responder aos antígenos incluem os co-receptores CD4 e CD8, que se ligam às 
moléculas do MHC de classes I e II, respectivamente; receptores coestimuladores tais 
como CD28, que se ligam aos coestimuladores expressos nas APCs ativadas, e 
moléculas de adesão. tais como a integrina LFA-1, que medeia a adesão célula-célula 
e o controle da migração das células T. 
 
 3-O que é coestimulação? Qual é o significado fisiológico da 
coestimulação? Cite alguns dos pares ligante-receptor envolvidos na 
coestimulação. 
 
R: A coestimulação se refere aos sinais liberados a um linfócito que são reconhecidos 
para a ativação do linfócito, mas são independentes da sinalização do receptor do 
antígeno. Sinais coestimuladores são comumente referidos como um “segundo sinal” e 
fornecem aos linfócitos informações de que o antígeno que eles estão reconhecendo 
pode ser de origem microbiana. B7-1 e B7-2 são os principais coestimuladores nas 
células apresentadoras de antígenos que se ligam ao CD28 nas células T. 
 
 4-Qual é o principal fator de crescimento para as células T? Por que as 
células T antígenoespecíficas se expandem mais que outras células T (as 
espectadoras) quando expostas a um antígeno? 
 
R: O principal fator de crescimento para células T é a interleucina-2(IL-2). Células T 
específicas para antígenos recebem sinais dos receptores de antígenos, 
coestimulação e estimulação mediada por citocina. As células T que reconhecem os 
antígenos expressam níveis elevados de receptores para fatores de crescimento e 
são, assim, preferencialmente estimuladas durante as respostas imunes aos 
antígenos. 
 
 5- Quais são os principais subgrupos de células T auxiliares CD4 + e como 
elas se diferenciam? 
 
R: Os subtipos de célula T auxiliar CD4+ incluem as células TH1 que produzem 
interferon-γ, que então estimula as atividades microbicidas dos fagócitos. As células 
TH2 secretam IL-4, IL-5 e IL-13 e medeiam respostas alérgicas e anti-helmínticas. As 
células TH17 produzem IL-17 e contribuem para o recrutamento de neutrófilos para os 
locais de infecção. 
 
 
MONITORIA 6 – MATURAÇÃO E REJEIÇÃO 
DE TRANSPLANTES 


▪ No sistema imunológico adaptativo as moléculas responsáveis pelo 
reconhecimento especifico de antígenos são os anticorpos e os receptores de 
antígenos das células T. 
▪ Anticorpos ( também chamados de imunoglobulinas) podem ser 
produzidos como receptores de membrana dos linfócitos B e como proteínas 
secretadas pelas células B estimuladas por antígenos que tenham se 
diferenciado em células plasmáticas secretoras de anticorpos. Os anticorpos 
secretados são moléculas efetoras da imunidade humoral 

capazes de neutralizar microrganismos e toxinas microbianas e eliminá-los pela 
ativação de vários mecanismos efetores. 
▪ Os receptores das células T (TCR) são receptores de membrana e não são 
secretados. 
▪ A estrutura central dos anticorpos consiste em duas cadeias pesadas 
idênticas e duas cadeias leves idênticas, formando um complexo ligado por 
pontes dissulfeto. Cada cadeia consiste e numa região variável (V), que é a 
porção que reconhece o antígeno, e uma região constante (C),que promove 
estabilidade estrutural e, em cadeias pesadas, realiza as funções efetora dos 
anticorpos. A região V de uma cadeia pesada e de uma cadeia leve em 
conjunto forma o local de ligação ao antígeno, e, assim, a estrutura do núcleo 
tem dos locais idênticos de ligação ao antígeno. 
▪ Os receptores da célula T consistem em uma cadeia α e uma cadeia β. 
Cada cadeia contém uma região V e uma região C, e ambas as cadeias 
participam do reconhecimento de antígenos, que para a maioria das células 
T, são peptídeos apresentados por moléculas de MHC. 
▪ As regiões V das moléculas de imunoglobulina (IG) e TCR contem segmentos 
hipervariáveis, também chamados de regiões determinantes da 
complementaridade (CDR), que são as regiões de contato com os antígenos. 
▪ Os genes que codificam os receptores de antígenos consistem em múltiplos 
segmentos gênicos que são separados na linhagem germinativa e são 
agrupados durante a maturação dos linfócitos. Nas células B, os segmentos 
gênicos das IG passam pela recombinação e tornam-se células maduras na 
medula óssea, e nas células T os segmentos gênicos do TCR se recombinam 
durante a sua maturação no timo. 
▪ Receptores de especificidades diferentes são gerados em parte pelas 
diferentes combinações dos segmentos gênicos V, D e J. O processo de 
recombinação introduz variabilidade nas sequencias de nucleotídeos nos sítios 
de recombinação pela adição e remoção de nucleotídeos das junções. O 
resultado dessa variabilidade introduzida é o desenvolvimento de um repertorio 
diverso de linfócitos, no qual clones de diferentes especificidades de antígeno 
expressam receptores que diferem na sequência e no reconhecimento, e a 
maioria das diferenças está concentrada nas regiões da recombinação genica. 
▪ Durante a maturação, os linfócitos são selecionados para sobreviver em vários 
pontos de controle; apenas células com receptores antigênicos funcionais 
completos são preservadas e ampliadas. Além disso, os linfócitos T são 
selecionados positivamente para reconhecer antígenos peptídicos 
apresentados por moléculas do MHC próprias e para assegurar que o 
reconhecimento do tipo de molécula do MHC adequada coincida com o 
correceptor preservado. 
▪ Linfócitos imaturos que reconhecem fortemente antígenos próprios são 
selecionados negativamente, prevenindo a sua completa maturação e 
eliminando, assim, as células que podem reagir de maneira perigosa contra 
tecidos próprios. 
 
REPOSTA CONTRA TRANSPLANTES: 
 
▪ Uma função fisiológica do sistema imunológico é a erradicação de tumores e a 
prevenção do seu crescimento. 
▪ Os antígenos tumorais podem ser produtos de oncogenes ou genes 
supressores de tumores, proteínas celulares modificadas que mão contribuem 
com o fenótipo maligno, moléculas estruturalmente normais expressas de 
maneira aberrante ou excessiva e produtos de vírus oncogênicos. 
▪ A rejeição tumoral é mediada principalmente por CTL que reconhecem 
peptídeos derivados de antígenos tumorais. A indução de respostas de CTL 
contra antígenos tumorais com frequência envolve a incorporação de células 
tumorais ou de seus antígenos por células dendríticas e a apresentação de 
antígenos para células T. 
▪ Tumores podem-se esquivar de respostas imunológicas por perda da 
expressão de seus antígenos, interrupção da expressão de moléculas do MHC 
ou moléculas envolvidas no processamento de antígenos, expressando 
ligantes para os receptores inibidores da célula T e induzindo as células T 
reguladoras ou a secreção de citocinas que suprimem as respostas 
imunológicas. 
▪ A imunoterapia para o câncer visa melhorar a imunidade antitumoral pelo 
fornecimento passivo de efetores imunológicos a pacientes ou por catalisação 
ativa dos próprios efetores do hospedeiro. As abordagens para o 
impulsionamento ativo incluem a vacinação com antígenos tumorais ou com 
células dendríticas pulsadas por antígenos tumorais, e o tratamento de 
pacientes com câncer com anticorpos que bloqueiam os receptores inibidores 
da célula T. 
▪ Transplantes teciduais são rejeitados pelo sistema imunológico, e os principais 
determinantes de rejeição são as moléculas do MHC. 
▪ Os antígenos de aloenxertos que são reconhecidos pelas células T são 
moléculas alogênicas do MHC que se assemelham a moléculas do MHC 
próprio carregadas de peptídeos que as células T são selecionadas para 
reconhecer. Antígenos do enxerto são apresentados diretamente às células T 
receptoras, ou os antígenos do enxerto são tomados e apresentados pelas 
APC hospedeiras. 
▪ Enxertos podem ser rejeitados por diferentes mecanismos. A rejeição 
hiperaguda é mediada por anticorpos pré-formados para os antígenos do grupo 
sanguíneo ou moléculas do HLA, que causam lesão endotelial e trombose dos 
vasos sanguíneos no enxerto. A rejeição aguda é mediada por células T, que 
lesam células do enxerto ou endotélio, ou por anticorpos que se ligam ao 
endotélio. A rejeição crônica é causada por células T que produzem citocinas 
estimuladoras do crescimento de células musculares lisas vasculares e 
fibroblastos teciduais. 
▪ O tratamento para a rejeição do enxerto é desenvolvido para suprimir 
respostas de células T e inflamação. A base do tratamento são os 
medicamentos imunossupressores, incluindo corticosteroides e ciclosporina; no 
momento, muitos outros agentes estão em uso clínico. 
▪ Os transplantes de células-tronco hematopoiéticas provocam fortes reações de 
rejeição, trazendo o risco de doença do enxerto versus hospedeiro, e 
frequentemente levam à imunodeficiência temporária em receptores. 
▪ O feto mamífero expressa os antígenos derivados do pai que são alogênicos à 
mãe gestante, porém o feto não é rejeitado em consequência dos diversos 
mecanismos imunossupressores locais intrínsecos à placenta. 
 
PERGUNTAS: 
 
 1-Quais são alguns dos pontos de controle durante a maturação dos 
linfócitos que asseguram a sobrevivência das células funcionais? 
 
R: O primeiro pontode inspeção na maturação das células B e T envolve a seleção de 
células pré-B e pré-T que reorganizaram produtivamente o gene de cadeia pesada μ, 
no caso da linhagem de células B, e o gene de cadeia TCR β, no caso das células T 
em desenvolvimento. A seleção positiva é um processo no qual as células T que 
podem reconhecer fracamente as próprias moléculas de MHC sobrevivem e 
expressam o tipo de correceptor que corresponde ao tipo de molécula de MHC 
reconhecida. 
 
2- O que é o fenômeno da seleção negativa e qual a sua importância? 
 
R: A seleção negativa resulta na deleção ou edição de linfócitos fortemente 
autorreativos. Este processo medeia a autotolerância no timo para células T e na 
medula óssea para células B. 
 
3- Por que células T normais, que reconhecem antígenos peptídeos 
estranhos ligados a moléculas do MHC próprio, reagem fortemente 
contra moléculas alogênicas do MHC de um enxerto? 
 
R: As moléculas do MHC alogeneicas com qualquer peptídeo provavelmente se 
assemelham ao próprio MHC mais um peptídeo estranho, e assim as células normais 
podem fazer uma reação cruzada com moléculas alogeneicas. Existem milhares de 
cópias das moléculas do MHC em cada célula de enxerto, exibindo muitos peptídeos 
doadores diferentes. Muitos desses complexos peptídeo-MHC podem ser 
reconhecidos por um entre os milhares de clones de células T do receptor do enxerto. 
Indivíduos desenvolvem tolerância aos próprios antígenos, mas não são tolerantes aos 
antígenos estranhos a um enxerto. 
 
4- Quais são os principais mecanismos de rejeição de aloenxertos? 
 
R: Os aloenxertos podem ser rejeitados por anticorpos contra MHC alogeneicos ou 
outros antígenos de histocompatibilidade menores. Se os anticorpos estão pré-
formados no receptor como resultado de uma gravidez anterior, transfusões ou 
transplante, eles podem se ligar às células endoteliais do enxerto e causar rejeição 
hiperaguda. Se os anticorpos se formarem como resultado da exposição ao aloenxerto 
após o transplante, eles podem contribuir para a rejeição humoral aguda. Os 
aloenxertos também podem ser atacados pelas células T alorreativas que são ativadas 
após o transplante. Os linfócitos T citotóxicos CD8+ reconhecerão as moléculas do 
MHC de classe I nas células do enxerto e matarão diretamente aquelas células. As 
células T CD4+ reconhecerão as moléculas do MHC de classe II e iniciarão as 
respostas inflamatórias que irão danificar as células do enxerto. Estas respostas das 
células T contribuem para a rejeição celular aguda. Na rejeição crônica, as células T 
alorreativas podem induzir inflamação que promove doença vascular do enxerto, 
levando à falha no enxerto devido a suporte sanguíneo inadequado. 
 
5- Quais são alguns dos problemas associados ao transplante de células 
da medula óssea? 
 
R: As células T transplantadas com as células da medula podem responder a 
moléculas de histocompatibilidade menores no recebedor, causando a doença do 
enxerto-versus-hospedeiro. Os receptores também são frequentemente 
imunodeficientes quando seus sistemas imunes são reconstituídos. 
 
 
 MONITORIA 8- HIPERSENSIBILIDADES 
 
▪ As respostas imunes que causam injuria tecidual são chamadas de reações 
de hipersensibilidade, e as doenças causadas por essas reações são 
chamadas de doenças de hipersensibilidade ou doenças inflamatórias 
imunomediadas. 
▪ Reações de hipersensibilidade podem surgir de resposta descontroladas ou 
anormais a antígenos estranhos ou repostas autoimunes contra antígenos 
próprios. 
▪ As reações de hipersensibilidade são classificadas de acordo com o 
mecanismo de lesão tecidual. 
▪ A hipersensibilidade imediata (tipo I, comumente chamada de alergia) é 
causada pela produção de anticorpo IgE contra antígenos ambientais ou 
medicamentos (alérgenos), sensibilização dos mastócitos pela IgE e 
degranulação desses mastócitos na exposição subsequente ao alérgeno. 
▪ As manifestações clinicopatológicas da hipersensibilidade imediata resultam 
das ações dos mediadores secretados pelos mastócitos: as aminas dilatam os 
vasos e contraem os músculos lisos, os metabolitos do ácido araquidônico 
também contraem os músculos, e as citocinas induzem a inflamação, o marco 
da reação de fase tardia. O tratamento das alergias visa inibir a produção e 
antagonizar as ações dos mediadores e combater seus efeitos nos órgãos 
terminais. 
▪ Os anticorpos contra antígenos celulares e teciduais podem causar lesão 
tecidual e doença (hipersensibilidade tipo II). Os anticorpos IgM e IgG 
promovem a fagocitose das células a que se ligam, induzindo inflamação pelo 
recrutamento de leucócitos mediado por receptor de Fc e complemento, e 
podem interferir nas funções das celulas ao se ligarem a moléculas e 
receptores essenciais. 
▪ Nas doenças do complexo imune (hipersensibilidade tipo III), os anticorpos 
podem ligar-se aos antígenos circulantes para formar os complexos imunes, 
que são depositados nos vasos, levando à inflação na parede do vaso 
(vasculite), que provoca de maneira secundária a lesão tecidual em função do 
fluxo sanguíneo comprometido. 
▪ Doenças mediadas por célula T (hipersensibilidade tipo IV) resultam de 
inflamação causada por citocinas produzidas por células CD4+ Th1 e Th17 ou 
pelo extermínio de células do hospedeiro por CTL CD8+. 
 
PERGUNTAS: 
 
1- Que tipos de antígenos podem induzir respostas imunes que 
causam reações de hipersensibilidade? 
 
R: Todos os tipos de antígenos podem induzir respostas que causam reações de 
hipersensibilidade. Antígenos não infecciosos ambientais podem induzir respostas de 
anticorpo IgE, levando à hipersensibilidade imediata. Antígenos microbianos e 
autoantígenos podem levar a respostas de anticorpos que formam imunocomplexos, 
causando vasculite. Os autoantígenos expressos nas superfícies celulares podem 
induzir respostas de anticorpos que levam a dano às células mediado pelo 
complemento ou fagócito. Os antígenos microbianos também podem induzir as 
respostas da célula T auxiliar que levam a reações de hipersensibilidade do tipo 
retardada. 
 
2- Qual a sequência de eventos em uma reação de hipersensibilidade 
imediata típica? O que é reação de fase tardia e como ela é 
causada? 
R: A exposição a um antígeno ambiental induz a resposta TH2, que por sua vez induz 
as respostas de anticorpo IgE ao mesmo antígeno. A IgE se liga com alta afinidade 
aos receptores de IgE nos mastócitos em tecidos distribuídos pelo corpo. Na 
exposição subsequente ao mesmo antígeno, as moléculas de IgE ligadas aos 
mastócitos se ligam ao antígeno e fazem uma ponte cruzada, gerando sinais dos 
receptores Fcε associados e que levam à liberação do grânulo mastocitário, geração 
enzimática de leucotrienos e prostaglandinas e síntese de citocinas. Aminas 
biogênicas tais como histamina, liberada dos grânulos, e as prostaglandinas 
secretadas, causam mudanças vasculares agudas, levando a aumento na 
permeabilidade vascular e edema, normalmente dentro de minutos após a exposição 
ao antígeno. A reação de fase tardia é uma resposta inflamatória na qual os leucócitos 
sanguíneos são recrutados para o local da desgranulação dos mastócitos, causada 
por TNF e outras citocinas secretadas pelos mastócitos. 
 
 
3- Quais são alguns exemplos de distúrbios de hipersensibilidade 
imediata, qual é sua patogênese e como são tratados? 
 
R: A rinite e sinusite alérgicas são reações de hipersensibilidade imediata a alérgenos 
inalados, tais como proteínas do pólen, levando à secreção de histamina pelos 
mastócitos da mucosa das vias aéreas superiores, produção de IL-13 pelas células 
TH2, e inflamação de longa duração devido a várias citocinas. As alergias alimentares 
são causadas por alérgenos ingeridos, levando à liberação de histamina pelos 
mastócitos da mucosa intestinal e causando peristalseaumentada. A asma brônquica 
alérgica é causada por alérgenos inalados que induzem liberação de mediadores 
pelos mastócitos brônquicos, incluindo leucotrienos, que causam constrição brônquica 
e obstrução das vias aéreas. A asma crônica envolve eosinófilos na mucosa brônquica 
e secreção excessiva de muco nas vias aéreas, assim como hipertrofia e 
hiperatividade do músculo liso brônquico. A anafilaxia é uma severa reação de 
hipersensibilidade imediata sistêmica, caracterizada por choque e obstrução das vias 
aéreas resultando em desgranulação de mastócitos em muitos locais teciduais, 
normalmente após exposição a um antígeno que é injetado ou ingerido. A rinite 
alérgica é tratada com anti-histamínicos, a asma brônquica com corticosteroides e 
relaxantes da musculatura lisa brônquica, e a anafilaxia é mais efetivamente tratada 
com epinefrina. Muitos pacientes alérgicos são tratados com administração repetida de 
pequenas doses de alérgenos, chamada de dessensibilização 
 
4- Quais são alguns exemplos de doenças causadas por células T, 
qual é sua patogênese e quais são suas principais 
manifestaçõesclínicas e patológicas? 
 
R: O diabetes tipo 1 é causado por células T CD4+ ou CD8+ que são específicas para 
proteínas celulares das ilhotas pancreáticas e que destroem as células produtoras de 
insulina, levando a prejuízo no metabolismo da glicose e doença cardiovascular. A 
esclerose múltipla é causada por células T CD4+ que são específicas para as 
proteínas da membrana mielina no sistema nervoso central (SNC), levando a 
desmielinização e sintomas motores e sensoriais no SNC. A hipersensibilidade de 
contato (p. ex., envenenamento por hera, hipersensibilidade ao níquel) é causada por 
células T específicas para proteínas cutâneas que são modificadas por toxinas de 
plantas, metais e outros agentes químicos, levando a inflamação e bolhas. 
 
2 SESSÃO SOBRE HIPER II e III: 
 
5- Quais são os principais tipos de reações de hipersensibilidade? 
R: A hipersensibilidade imediata (hipersensibilidade do tipo I) é causada pela liberação 
de mediadores dos mastócitos ativados pela ligação cruzada entre o antígeno e a 
imunoglobulina E ligada aos receptores de IgE. Os anticorpos específicos para 
antígenos da célula ou teciduais podem causar dano pela ativação do complemento e 
de fagócitos (hipersensibilidade do tipo II). Os depósitos de complexos anticorpo-
antígeno (imunocomplexos) nos vasos sanguíneos causam inflamação e injúria 
tecidual (hipersensibilidade do tipo III). As reações dos linfócitos T, frequentemente 
contra autoantígenos nos tecidos, podem causar dano tecidual (hipersensibilidade do 
tipo IV). 
 
6- Como os anticorpos causam lesão tecidual e doença? 
 
R: Anticorpos causam injúria tecidual e doença pela ativação de funções efetoras 
citotóxicas e inflamatórias, principalmente ativação do complemento e ativação do 
fagócito via receptores Fc. Alguns anticorpos podem causar doença pela ligação a 
uma proteína particular e interferir com a função normal. 
 
7- Quais são alguns exemplos de doenças causadas por anticorpos 
específicos para antígenos de superfície celular ou de matriz 
tecidual? 
 
R: Exemplos incluem trombocitopenia ou anemia causadas por anticorpos específicos 
para plaquetas ou proteínas membranares das células vermelhas, e doenças bolhosas 
tais como pênfigo vulgar, causadas por anticorpos contra proteínas de adesão celular 
nos queratinócitos da pele. Na miastenia grave, a perda da função muscular é 
resultante de anticorpos específicos para o receptor de acetilcolina. Na febre 
reumática, a inflamação cardíaca é causada por um anticorpo específico para um 
antígeno bacteriano estreptocócico que faz reação cruzada com o antígeno 
miocárdico. 
 
8- De que maneira os complexos imunes causam doenças e como as 
manifestações clínicas diferem da maioria das doenças causadas 
por anticorpos específicos para proteínas da superfície celular ou 
matriz tecidual? 
 
R: Imunocomplexos se depositam nas paredes dos vasos sanguíneos e causam 
inflamação do vaso (vasculite), o que leva a coagulação sanguínea na luz vascular 
(trombose) e perda de aporte sanguíneo aos tecidos. O local de deposição do 
imunocomplexos não está relacionado com a especificidade dos anticorpos. Portanto, 
a doença por imunocomplexos pode afetar simultaneamente muitos locais teciduais 
diferentes, como ocorre no lúpus eritematoso sistêmico, síndromes arteríticas 
associadas com infecções crônicas, e doença do soro após injeção terapêutica de 
anticorpo de outra espécie. Doenças causadas por anticorpos contra a superfície 
células ou proteínas da matriz extracelular normalmente são caracterizadas por injúria 
e perda de função restritas ao órgão ou tecido em particular que expressam a 
proteína. 
 
 
 MONITORIA 9 – TOLERÂNCIA 
IMUNOLÓGICA/AUTOIMUNIDADE 

▪ Tolerância imunológica é a não responsividade específica a um antígeno 
induzido pela exposição dos linfócitos àquele antígeno. Todos os indivíduos 
são tolerantes aos (não responsivos a) seus antígenos (próprios). A tolerância 
contra antígenos pode ser induzida pela administração deste antígeno por vias 
particulares, e essa estratégia pode ser útil para o tratamento de doenças 
imunológicas e para prevenir a rejeição de transplantes. 
▪ A tolerância central é induzida nos linfócitos imaturos que encontram antígenos 
nos órgãos linfoides geradores. A tolerância periférica resulta do 
reconhecimento dos antígenos pelos linfócitos maduros nos tecidos periféricos. 
▪ A tolerância central das células T é o resultado do reconhecimento de alta 
afinidade dos antígenos no timo. Algumas dessas células T autorreativas 
morrem (seleção negativa), o que elimina as células T potencialmente 
perigosas, que expressam receptores de alta afinidade para os antígenos 
próprios. Outras células T da linhagem CD4 evoluem para células T 
reguladoras que suprimem a reatividade própria na periferia. 
▪ A tolerância periférica nas células T é induzida por múltiplos mecanismos. A 
anergia (inativação funcional) resulta do reconhecimento dos antígenos sem 
coestimuladores (segundos sinais). Os mecanismos de anergia incluem 
bloqueio na sinalização do TCR e ocupação de receptores inibidores, como 
CTLA-4 e PD-1. Algumas células T autorreativas reguladoras suprimem células 
T potencialmente patogênicas. A deleção (morte por apoptose) ocorre quando 
as células T encontram antígenos próprios. Em linfócitos B, a tolerância central é 
induzida quando células imaturas reconhecem os antígenos próprios na medula óssea. 
Muitas dessas células trocam seus receptores (edição de receptor) e outras morrem 
por apoptose (seleção negativa ou deleção). A tolerância periférica é induzida quando 
as células B maduras reconhecem antígenos próprios sem o auxilio das células T e isso 
resulta em anergia e morte das células B, ou envolvimento dos receptores inibitórios. 
▪ As doenças autoimunes resultam de falha na tolerância própria. Múltiplos 
fatores contribuem para a autoimunidade, incluindo a herança de genes de 
suscetibilidade e gatilhos ambientais como infecções. 
▪ Muitos genes contribuem para o desenvolvimento da autoimunidade. Existem 
fortes associações entre os genes do HLA e as várias doenças autoimunes 
mediadas pelas células T. 
▪ As infecções predispõem à autoimunidade, por causar inflamação e induzir a 
expressão dos coestimuladores ou devido às reações cruzadas entre os 
antígenos microbianos e os próprios. 
 
PERGUNTAS: 
 
1- O que é tolerância imunológica? Por que é importante? 
 
R: O sistema imune adaptativo normalmente não ativa respostas imunes efetivas 
contra as próprias moléculas. Este estado de irresponsividade imune a ele próprio é 
chamado de tolerância e é importante porque o sistema imune adaptativo irá 
desenvolver células T e B que expressam receptores deantígenos que reconhecem 
os próprios antígenos, e estes linfócitos têm de ser controlados ou mortos para 
prevenir a doença autoimune. Também, os mecanismos de indução de tolerância pode 
ser usados para inibir respostas imunes prejudiciais aos alérgenos, autoantígenos e 
transplantes. 
 
2- Como é induzida a tolerância central nos linfócitos T e nos linfócitos 
B? 
 
R: A tolerância central é a eliminação ou inativação das células T e B autorreativas 
durante seu desenvolvimento no timo ou medula óssea, respectivamente. A tolerância 
central é induzida em células T imaturas no timo após elas expressarem receptores de 
células T. Se uma célula T em desenvolvimento reconhece com alta avidez ou as 
próprias moléculas do MHC ou peptídeos derivados de autoproteínas ligadas ao 
próprio MHC apresentado pelas células tímicas apresentadoras de antígenos, sinais 
serão gerados para levar à apoptose da célula T (chamada de deleção clonal ou 
seleção negativa) e as células T CD4+ sobreviventes poderão se desenvolver em 
células T regulatórias inofensivas e protetoras. Além disso, algumas proteínas 
expressas principalmente pelas células em um tipo particular de tecido ou órgão 
periférico também podem ser expressas pelas células epiteliais medulares tímicas 
(TMECs) sob controle da proteína AIRE. As células T em desenvolvimento que 
reconhecem peptídeos dessas autoproteínas em complexo com o próprio MHC são 
destruídas. A tolerância central se desenvolve nas células B imaturas após elas 
expressarem um complexo de receptor na membrana funcional da célula B. O 
reconhecimento de autoantígenos pelas células B imaturas levará à apoptose ou à 
edição do receptor, pelo que uma nova rodada de recombinação VDJ nos genes de 
cadeia leve irá gerar novas especificidades que não serão autorreativas. 
 
3- Onde as células T reguladoras se desenvolvem e como elas 
protegem contra a autoimunidade? 
 
R: A maioria das células T regulatórias são células T CD4+ que expressam a proteína 
CD25 do receptor de Il-1 e o fator de transcrição FoxP3. As Tregs se desenvolvem no 
timo a partir de timócitos imaturos como consequência do reconhecimento do 
autoantígeno (chamadas de Tregs “naturais”). As Tregs também podem se diferenciar 
a partir de células T virgens nos tecidos linfoides periféricos, como resultado do 
reconhecimento de antígeno juntamente com sinais de citocinas tais como TGF-β 
(chamadas de Treg “adaptativas” ou “induzidas”). As células T regulatórias protegem 
contra a autoimunidade suprimindo a ativação das células T autorreativas pelas 
células apresentadoras de antígenos (APCs), ou por inibição direta das células T. Os 
mecanismos pelos quais as Tregs suprimem as APCs ou células T envolvem ambos, 
contato direto célula-célula e secreção de citocinas (i.e., TGF-β e IL-10). 
 
4- Como a anergia funcional é induzida nas células T? Como esse 
mecanismo de tolerância pode falhar em originar os distúrbios 
autoimunes? 
 
R: A anergia funcional, um mecanismo de tolerância periférica, é uma condição de 
longa duração na qual a célula T não responderá à estimulação do antígeno. A anergia 
é induzida em células T virgens quando elas reconhecem o antígeno peptídeo-MHC 
sem coestimulação. Os mecanismos de anergia incluem o bloqueio da sinalização do 
receptor da célula T ou da ligação preferencial em receptores inibitórios. A anergia 
também pode ocorrer quando as células dendríticas “tolerogênicas”, que não foram 
expostas ao estímulo microbiano, processam e apresentam o autopeptídeo-MHC às 
células T. Tais DCs não apresentarão níveis suficientes de B7-1, B7-2 ou outras 
moléculas para fornecer a autoestimulação, e, assim, as células T autorreativas se 
tornam anérgicas. A anergia pode falhar durante uma infecção, quando uma célula T 
reconhece autopeptídeo-MHC em uma DC que foi ativada pelas respostas inatas ao 
microrganismo. 
 
5- Quais são alguns dos genes que contribuem para a 
autoimunidade? De que maneira os genes do MHC têm papel no 
desenvolvimento de doenças autoimunes? 
R: Várias doenças autoimunes raras são causadas por mutações em único gene que 
interfere com mecanismos de tolerância. Estas incluem mutações nos genes que 
codificam AIRE, FoxP3, FAS e C4 do complemento. Múltiplos genes provavelmente 
contribuem para o desenvolvimento de doenças autoimunes comuns. Alelos de MHC 
particulares são frequentemente associados com autoimunidade. Genes de MHC 
podem ser importantes no desenvolvimento da autoimunidade porque eles são 
centrais no processo de seleção tímica necessário para a tolerância central durante o 
desenvolvimento da célula T e para a apresentação de autopeptídeos às células T 
maduras. Certos alelos podem ter maior probabilidade de ligar certos autopeptídeos 
do que outros alelos. 
 
6- Quais são os possíveis mecanismos pelos quais as infecções 
promovem o desenvolvimento da autoimunidade? 
 
R: Infecções podem promover o desenvolvimento de autoimunidade (a) pela indução 
de expressão de moléculas coestimulatórias pelas APCs que apresentam 
autoantígenos aos linfócitos; (b) por causar inflamação e dano tecidual, o que expõe 
os autoantígenos normalmente sequestrados pelo sistema imune, e (c) por mimetismo 
molecular, se o microrganismo expressar um antígeno molecularmente similar ao 
autoantígeno e, assim, estimular uma resposta imune (anticorpos ou células T) que faz 
reação cruzada com autoantígenos. 
 
 
 
 
 
 
 
 QUESTÕES FECHADAS ( VISANDO A P2!!) 
Obs: perguntas retiradas da internet 
 
 
1) A principal função do sistema imune é: 
a) Defesa contra o câncer. 
b) Reparo de tecidos lesionados. 
c) Defesa contra infecções microbiais. 
d) Prevenção de doenças inflamatórias. 
e) Proteção contra toxinas ambientais. 
 
2) Um menino previamente saudável, de 8 anos de idade, é infectado com um vírus do trato 
respiratório superior pela primeira vez. Durantes as primeiras horas de infecção, qual dos 
seguintes eventos deve ocorrer? 
a) O sistema imune adaptativo responde rapidamente ao vírus e mantem a infecção viral sob 
controle 
b) O sistema imune inato responde rapidamente à infecção viral e a mantem sob controle 
c) A imunidade passiva, mediada por anticorpos maternos, limita a disseminação da infecção 
d) Linfócitos B e T reconhecem o vírus e estimulam a resposta imune inata. 
e) O vírus causa transformação maligna nas células epiteliais da mucosa respiratória e as 
células malignas são reconhecidas pelo sistema imune adaptativo 
 
3) Aos 15 meses de idade, uma criança recebeu uma vacina contra sarampo, caxumba e 
rubéola (MMR). Aos 22 anos de idade, ela está vivendo com uma família no México que não foi 
vacinada e ela é exposta ao sarampo. Apesar da exposição, ela não é infectada. Qual das 
seguintes propriedades do sistema imune adaptativo é melhor ilustrada por este cenário? 
a) Especificidade. 
b) Diversidade. 
c) Especialização 
d) Memória. 
e) Não reatividade ao próprio. 
 
4) No sangue de um indivíduo saudável, o tipo mais abundante de linfócitos é: 
a) Células T CD4+ 
b) Células T CD8+ 
c) Células B. 
d) Células Natural Killer. 
e) Células plasmáticas. 
 
6) Um menino de 5 anos de idade, com infecções recorrentes, é diagnosticado com uma 
deficiência genética que impede a maturação de células B. Quais das seguintes anormalidades 
são mais comumente encontradas nestes pacientes? 
a) Timo com tamanho reduzido. 
b) Ausência de folículos nos linfonodos e baço. 
c) Tonsilas com tamanho aumentado. 
d) Zonas parafoliculares diminuídas nos linfonodos. 
e) Medula óssea hipocelular. 
 
7) Detecção de anticorpos específicos para um microorganismo particular é comumente usada 
como evidência de infecção primária por aquele microorganismo. Para obter esses anticorpos, 
o sangue é coletado em tubos e deixado coagular. Os anticorpos são encontradosna fração 
sanguínea que permanece fluida após a coagulação. Como esta fração fluida é chamada? 
a) Plasma. 
b) Soro. 
c) Linfa. 
d) Água. 
e) Urina. 
 
8) A estrutura de qual porção de um anticorpo define seu isotipo? 
a) A região variável das cadeias leves. 
b) A região variável das cadeias pesadas. 
c) As regiões constantes das cadeias pesadas. 
d) A cadeia J. 
e) A região determinante de complementaridade. 
 
9) Quais das seguintes afirmativas constituem a maior importância das diferenças isotípicas 
entre os anticorpos? 
a) Alguns isotipos são mais comumente auto-reativos do que outros. 
b) Os isotipos refletem variantes alélicos de genes da cadeia pesada e cada indivíduo em uma 
população expressará somente um subtipo de isotipo. 
c) Somente certos isotipos de anticorpos são radioativos 
d) A função e distribuição corporal dos anticorpos são determinadas pelo isotipo. 
e) A especificidade antigênica do anticorpo é determinada pelo isotipo. 
 
10) O complexo de histocompatibilidade maior (MHC) foi originalmente descoberto por qual 
dos seguintes tipos de estudo? 
a) Análise da sequência do genoma humano. 
b) Reação da cadeia de polimerase (PCR) para amplificação de genes expressos em linfócitos 
c) Estudos genéticos de rejeição de transplante e reações de transfusão 
d) Purificação e sequenciamento de proteínas de membrana de células dendríticas. 
e) Estudos do padrão de herança de responsividade imune a certas proteínas. 
 
11) Um paciente com injúria renal crônica sofre um transplante de um dos rins, doado pelo seu 
irmão mais velho. Durante o primeiro mês após o transplante, ocorreu evidência clínica de 
rejeição imunológica do enxerto. Qual das seguintes afirmações sobre o paciente é 
verdadeira? 
a) A rejeição do enxerto foi principalmente devido à resposta imune do paciente à forma 
alélica da molécula MHC encontrada nas células do paciente e do seu irmão. 
b) Futuras tentativas de transplante neste paciente devem apresentar complicações pela 
presença de anticorpos pré formados, específicos para os alelos MHC do seu irmão. 
c) Células T CD4+ do paciente reconheceram moléculas MhC de classe I alogenicas expressas 
por células presentes no rim enxertado. 
d) O paciente e seu irmão não podem compartilhar nenhum alelo MHC de classe II 
e) O rim enxertado era singeneico ao do paciente. 
 
12) Uma criança de 2 anos de idade sofre de infecções bacteriana e viral recorrentes. 
Diagnóstico laboratorial imunológico do paciente revelou baixa ou expressão ausente de 
moléculas MHC de classe II em todas as células examinadas, incluindo células dendríticas e 
células B. Qual das seguintes mutações é uma causa comum da expressão impedida de MHC 
de classe II neste paciente? 
a) Mutação do gene CIITA. 
b) Mutação do gene de interferon-ɣ 
c) Mutação do gene da cadeia pesada de Ig€ 
d) Mutação do gene da cadeia b do HLA-A 
e) Mutação do gene que codifica uma das cadeias do transportador associado com 
processamento de antígeno (TAP) 
 
13) Células apresentadoras de antígenos (APCs) apresentam quais das seguintes funções na 
resposta imune adaptativa? 
a) Exibem peptídeos associados ao complexo de histocompatibilidade maior (MHC) na sua 
superfície para vigilância por linfócitos B. 
b) Iniciam a resposta de células T por reconhecer e responder especificamente a antígenos 
proteicos estranhos. 
c) Expõem peptídeos associados a MGC na sua superfície para vigilância por linfócitos T. 
d) Expõem antígenos polissacarídeos na sua superfície para vigilância por linfócitos B. 
e) Secretam peptídeos derivados de antígenos proteicos para a ligação a receptores de 
antígenos em células T. 
 
15) A maioria dos linfócitos T tem uma especificidade dual para qual dos seguintes pares de 
moléculas? 
a) Uma forma alélica da molécula do complexo de histocompatibilidade maior (MHC) e um 
peptídeo ligado à molécula de MHC. 
b) Ambas as moléculas de MHC de classe I e II 
c) Ambos os antígenos peptídicos e antígenos glicosilados. 
d) Ambos os peptídeos solúveis e complexos peptídeos-MC 
e) Moléculas MHC e CD4 ou CD8. 
 
17) Após 2 anos de trabalho árduo, um estudante de graduação finalmente tem sucesso na 
criação de um camundongo geneticamente deficiente que não expressa CD4. O estudante é 
particularmente cuidadoso em manter esta linhagem de camundongos em um biotério livre de 
patógenos porque é esperado que estes camundongos apresentem: 
a) Nenhuma capacidade de produzir anticorpos IgM. 
b) Incapacidade de produzir anticorpos e de ativar macrófagos. 
c) Nenhuma capacidade d ativar células T virgens restritas a MHC de classe I. 
d) Ausência completa da resposta de linfócitos T citotóxico (CTL) a infecções virais. 
e) Falha na produção de neutrófilos. 
 
18) Qual das seguintes afirmações sobre a seleção negativa durante o desenvolvimento de 
linfócitos é mais verdadeira? 
a) O mecanismo de seleção negativa é baseado na morte de células cujos receptores de 
antígeno não são estimulados por antígenos próprios. 
b) O mecanismo de seleção negativa é baseado na apoptose ativa, induzida pelo 
reconhecimento entre antígeno e receptor de antígenos próprios. 
c) A seleção negativa assegura um repertorio de linfócitos T com MHC restrito ao próprio. 
d) A seleção negativa ocorre somente na maturação de células T e não na maturação de 
células B. 
e) O principal mecanismo de seleção negativa é baseado na inibição da expressão de 
receptores de antígenos. 
 
19) Uma criança de 1 ano de idade é homozigoto para uma mutação no gene que codifica 
RAG-1 e sofre de infecções múltiplas com risco de vida. Quais tipos celulares devem estar 
presentes neste paciente? 
a) Células plasmáticas. 
b) Timocitos duplo-positivos. 
c) Células B secretoras de IgA. 
d) Linfócitos T citolíticos. 
e) Células Natural Killer. 
 
20) Quais enzimas contribuem para a diversidade juncional do receptor de antígeno pela 
adição randômica de nucleotídeos nas junções entre os segmentos V, D, e J, e é também 
importante marcador de neoplasia em células pró-B e pró-T? 
a) Transferase terminal deoxirribonucleoridil (TdT) 
b) Deaminase induzida por ativação (AID) 
c) Recombinase ativadora do gene-1 (RAG-1) 
d) Proteína quinase dependente de DNA. 
e) DNA polimerase. 
 
21) Qual dos seguintes tipos de células deve ser mais potente na ativação de células T virgens? 
a) Células Kupffer. 
b) Células B. 
c) Células dendríticas foliculares. 
d) Neutrófilos. 
e) Células de Langerhans. 
 
22) Quais das moléculas de sinalização, se sofressem mutação, poderiam afetar a maturação e 
a função primária de células B, sem afetar a função de células T? 
a) Btk 
b) Itk 
c) Tec 
d) PI-3 kinase 
e) Zap-70 
 
23) Qual das seguintes afirmações a respeito da resposta imune humoral é verdadeira? 
a) Células B virgens são necessárias para o início da resposta primária e memória de células B é 
necessária para o início das respostas secundárias. 
b) Respostas de anticorpos a antígenos polissacarídeos bacterianos necessitam de células T 
CD4+ auxiliadoras. 
c) A mudança de isotipos da cadeia pesada ocorre, tipicamente, em resposta a antígenos 
polissacarídeos bacterianos. 
d) Afinidade de maturação não necessita de células T auxiliadoras. 
e) Células secretoras de anticorpos geradas durante uma resposta imune humoral vivem 
somente por poucas horas 
 
24) Quais das seguintes estruturas antigênicas podem ativar a produção de anticorpos por 
células B sem o auxilio de células T? 
a) Lisozima. 
b) Benzeno. 
c) Glucose-6-fosfato. 
d) Antígeno do grupo sanguíneo ABO 
e) Antígenos do fator Rh 
 
25) Tolerância imunológica é definida como: 
a) A remoção de um antígeno ou um micróbio expressando um antígeno para osistema imune, 
de modo que o hospedeiro possa tolerar a infecção. 
b) Somente a ativação de células B, e não de células T, sob a exposição a um antígeno. 
c) A não reação do sistema imune a um determinado antígeno, a qual foi induzida por prévia 
exposição àquele antígeno. 
d) A produção de células B e T de memória após a exposição primária a um determinado 
antígeno, o que permite ao hospedeiro tolerar uma exposição secundária ao mesmo antígeno. 
e) Vacinação de indivíduos contra um patógeno particular para prevenir subsequentes 
infecções. 
 
26) A falha de autotolerância é a causa de qual dos seguintes tipos de doenças? 
 
a) Rejeição a aloenxerto. 
b) Autoimunidade. 
c) Atopia. 
d) Anergia. 
e) Acne 
 
27) Qual dos seguintes fatores geralmente favorece a tolerância a um antígeno e não estimula 
a resposta do sistema imune? 
a) Altas doses do antígeno 
b) Curta persistência do antígeno 
c) Porta de entrada cutânea 
d) Presença de adjuvante 
e) Expressão de coestímulo em células apresentadoras de antígeno 
 
28) Interleucina (IL)-2 é uma citocina produzida por linfócitos T que atua como um fator de 
crescimento para linfócitos T. Uma célula T deve ligar-se e responder à mesma molécula de IL-
2 que ela secreta. Qual dos seguintes termos melhor descreve este modelo de ação de uma 
citocina? 
a) Endócrino. 
b) Parácrino 
c) Autócrino. 
d) Autoimune. 
e) Holócrino. 
 
29) Uma mulher de 19 anos de idade é consultada por um médico devido a infecções 
intracelulares severas e sistêmicas por Mycobacterium avium. Ela tinha uma historia de três 
infecções micobacterianas similares entre as idades de 4 e 17 anos e apresentou infecções 
sistêmicas severas por Salmonella do tipo B quando ela tinha 4, 7 e 14 anos de idade. 
Nenhuma anormalidade no número ou marcadores de superfície de células T, células B, células 
natural killer ou macrófagos foi detectada. Células mononucleares do sangue da paciente 
produzem pouco interferon-os com células de doadores saudáveis. O paciente respondeu bem 
ao tratamento com terapia antibiótica. Qual das seguintes afirmações é a melhor explicação 
para o histórico médico da paciente? 
a) Defeito na sinalização do receptor de interleucina IL-12 
b) Defeito na sinalização do receptor de IL-4 
c) Defeito na função de linfócitos T citolíticos. 
d) Defeito na produção de anticorpos por células B. 
e) Defeito na expressão do receptor de IL-7. 
 
30) Um homem mendigo de 67 anos de idade é levado ao departamento de 
emergência após ter sido encontrado na porta de um bar, durante uma temperatura 
congelante. Na sua chegada, ele estava com muitos calafrios, febre e uma tosse que 
produzia um escarro manchado por sangue. Uma radiografia peitoral demonstrou 
consolidações lombares consistentes com pneumonia bacteriana. Culturas sanguíneas foram 
positivas para Streptococcus pneumoniae. Qual dos seguintes padrões moleculares 
reconhecidos por receptores do tipo Toll, expressos na superfície de fagócitos do paciente, é 
importante para a ativação do sistema imune inato contra esta infecção de bactéria gram-
positiva? 
a) Peptidoglicana. 
b) RNA de dupla fita. 
c) Lipopolissacarídeo (LPS) 
d) Lipoarabinomanana. 
e) Fosfatidilinositol dimasosídeo. 
 
31) Qual dos seguintes é o receptor expresso em macrófagos que é especifico para uma 
estrutura produzida por bactéria, mas não por células de mamíferos? 
a) CD36 (receptor scavenger) 
b) Receptor Fc. 
c) Receptor do complemento. 
d) Receptor de manose. 
e) ICAM-1 
 
32) A ativação do complemento no sistema imune inato pode ser iniciada na ausência de 
anticorpo. Qual dos seguintes componentes moleculares do sistema complemento está 
envolvido na iniciação da ativação do complemento independente de anticorpo? 
a) C1. 
b) C9. 
c) Lectina ligadora de manose. 
d) CR2. 
e) Receptor de manose. 
 
33) A diferenciação de células TH2 de precursores de células virgens é dependente de qual dos 
seguintes? 
a) Ligantes de receptores do tipo Toll (TLR). 
b) T-bet. 
c) Interleucina-12 
d) GATA-3 
e) Interferon-β 
 
34) Qual das seguintes moléculas NÃO é importante na interação entre um linfócito T citolítico 
e uma célula-alvo? 
a) B7-1 
b) ICAM-1 
c) LFA-1. 
d) Receptor de célula T. 
e) MHC de classe I. 
 
35) Qual das seguintes regiões anatômicas é normalmente protegida de patógenos somente 
pela resposta imune humoral e não por resposta imune mediada por células? 
 
a) Pele. 
b) Lúmen intestinal. 
c) Epitélio intestinal. 
d) Sistema nervoso central. 
e) Baço. 
 
36) O tratamento de anticorpos com a enzima papaína sob condições de proteólise limitada 
resulta em clivagem na região de dobradiça, resultando em fragmentos monovalentes de 
ligação ao antígeno que perdem uma região constante. Qual função efetora dos anticorpos os 
fragmentos Fab são capazes de desenvolver? 
a) Ativação da via do complemento. 
b) Citotoxicidade mediada por célula dependente de anticorpo. 
c) Opsonização. 
d) Ligação cruzada de antígeno e precipitação. 
e) Neutralização de micróbios. 
 
37) Uma estratégia através da qual os micróbios sobrevivem à resposta imune do hospedeiro 
envolve mudanças na estrutura das moléculas que eles produzem, tanto que não são mais 
reconhecidos pelo sistema imune do hospedeiro. Esta estratégia, chamada variação 
antigênica, é mais provável permitir a evasão de qual tipo de reconhecimento imune? 
a) Reconhecimento de micróbios dependente de receptores do tipo Toll por células do sistema 
imune inato. 
b) Reconhecimento de micróbios dependente de receptores de manose por células do sistema 
imune inato. 
c) Reconhecimento por anticorpos de moléculas de superfície de micróbios. 
d) Receptores inibitórios de células natural killer que reconhecem a molécula do complexo de 
histocompatibilidade maior de classe I (MHC) em células infectadas. 
e) Reconhecimento por receptores de célula T de antígenos lipídicos de parede celular 
microbial. 
 
38) Uma cirurgia de urgência de retirada do baço foi feita em uma menina de 5 anos de idade 
devido à ruptura do baço durante um acidente de automóvel. Ela se recuperou da cirurgia sem 
complicações, mas durante o decorrer do próximo ano ela apresentou três infecções sérias, 
necessitando hospitalização e tratamento intravenoso com antibióticos. Qual dos seguintes 
organismos microbianos é a espécie mais comum de infecções em crianças? 
a) Listeria monocytogenes. 
b) Mycobacterium tuberculosis. 
c) Vibrio cholerae. 
d) Legionella monocytogenes. 
e) Streptococcus pneumoniae. 
 
39) Uma mulher de 57 anos de idade, com um longo histórico de diabetes mellitus, está 
apresentando injúria renal persistente. Ela precisou de diálise durante os últimos 3 anos e sua 
situação clínica continua a se deteriorar. Um transplante de fígado foi feito por um doador, o 
qual é seu irmão gêmeo. Qual das seguintes situações descreveria o transplante? 
a) Transplante alogeneico. 
b) Transplante autólogo. 
c) Transplante singeneico. 
d) Transplante xenogeneico. 
e) Transplante congênito. 
 
40) Uma reação leucocitária mista (MLR) é um ensaio de cultura in vitro para testar a 
alorreatividade entre leucócitos de dois indivíduos. Em algumas variações deste teste, as 
células devem estar “inativadas” (ou seja, irradiadas ou tratadas com fármacos para bloquear 
sua proliferação). Qual das seguintes afirmações melhor descreve uma MLR primária? 
a) Leucócitos mononucleares inativados de um indivíduo são cultivados com leucócitos 
mononucleares inativados de um segundo indivíduo. 
b) Leucócitos mononucleares ativos de um indivíduo são cultivados com leucócitos 
mononucleares ativados de um segundo indivíduo. 
c) Leucócitos mononucleares ativadosde um indivíduo são cultivados com leucócitos 
mononucleares inativados de um segundo indivíduo. 
d) Leucócitos mononucleares inativados de um indivíduo são cultivados com células t 
inativadas de um segundo indivíduo. 
e) Células B ativadas de um indivíduo são cultivadas com células T inativadas de um segundo 
indivíduo. 
 
41) O primeiro experimento que demonstrou o efeito protetor da resposta imune adaptativa 
contra tumores envolveu transplante de tumores induzidos por carcinógenos químicos entre 
roedores. Qual dos seguintes fatos a seguir foi demonstrado por esses experimentos? 
a) Existe apenas um limitado número de antígenos que pode evocar uma resposta protetora 
antitumor. 
b) Sarcomas transplantados podem evocar resposta protetora de linfócitos T citolíticos. 
c) Os carcinomas expressam antígenos do tumor que são reconhecidos por linfócitos T. 
d) A resposta imune protetora contra os tumores é amplamente mediada por anticorpos. 
e) Tumores que surgem espontaneamente geralmente são erradicados por linfócitos T 
citolíticos. 
 
42) Uma menina de 17 anos de idade do sul da China apresentou inflamação de garganta e 
febre por 1 semana. Após exame físico, foi notada uma linfoadenopatia generalizada. Um 
rápido teste para detecção de infecção streptococal foi negativo e um CBC mostrou a presença 
de 20% de linfócitos atípicos. Um teste Monospot para a presença de anticorpos heterófilos foi 
positivo. Esta doença está associada com o eventual desenvolvimento de qual das seguintes 
malignidades? 
a) Sarcoma de Kaposi. 
b) Carcinoma cervical. 
c) Linfoma folicular. 
d) Linfoma de célula T humana. 
e) Carcinoma nasofaringeal. 
 
43) Pacientes com qual das seguintes desordens devem ser MENOS prováveis para o 
desenvolvimento de linfoma de Burkitt associado com o vírus Epstein-Barr? 
 
a) AIDS. 
b) Doença de Bruton. 
c) Síndrome de DiGeorge (ausência congênita do timo) 
d) Infecção por malária. 
e) Terapia imunossupressiva para enxerto renal. 
44) Qual das seguintes é a causa mais comum de doenças mediadas por hipersensibilidade? 
a) Falha da maturação de linfócitos. 
b) Tratamento com corticoesteróides. 
c) Câncer disseminado. 
d) Falha de autotolerância. 
e) Desnutrição. 
 
45) Qual tipo de doença mediada por hipersensibilidade é causada pelo depósito de complexos 
antígeno-anticorpo nas paredes dos vasos sanguíneos? 
a) Tipo I 
b) Tipo II 
c) Tipo III 
d) Tipo IV 
e) Tipo V 
 
46) Indivíduos com o alelo HLA-B27 de classe I apresentam 90 vezes mais chance de 
desenvolver qual das seguintes doenças inflamatórias em relação a indivíduos com HLAB27 
negativo? 
a) Artrite reumatoide. 
b) Espondilite anquilosante. 
c) Pênfigo vulgar. 
d) Diabetes mellitus do tipo 1 (dependente de insulina). 
e) Esclerose múltipla. 
 
47) Qual das seguintes é a desordem imune mais comum que afeta 20% de todos os indivíduos 
nos Estados Unidos? 
a) Atopia. 
b) Diabetes mellitus. 
c) Leucemia. 
d) Deficiência de IgA. 
e) Infecção latente por tuberculose. 
 
48) O alérgeno associado com ácaros de casas é uma cisteína protease. Para agir como um 
alérgeno, uma molécula deve ser: 
a) Uma proteína ou um conjugado hapteno e proteína. 
b) Uma enzima. 
c) Um polissacarídeo. 
d) Um antígeno independente de célula T. 
e) Um produto de origem vegetal. 
49) É esperado que uma biópsia de linfonodo de um jovem com agamaglobulinemia ligada ao 
X demonstre qual das seguintes características histológicas? 
a) Um marcado infiltrado linfocítico perivascular. 
b) Abundante inflamação polimorfonuclear. 
c) Reduzidos folículos e centro germinal. 
d) Praticamente ausência de regiões corticais parafoliculares. 
e) Folículos aumentados. 
 
50) Qual das seguintes é a imunodeficiência primária mais comum, com uma prevalência de 1 
em 700 indivíduos brancos? 
a) Agamaglobulinemia ligada ao X. 
b) Deficiência seletiva de IgA. 
c) Imunodeficiência variável comum. 
d) Doença granulomatosa crônica. 
e) Síndrome de Chediak-Higashi. 
 
GABARITO 
 
1. C – O sistema imune tem evoluído de acordo com as pressões seletivas impostas por 
infecções microbiais. Embora ocorra uma resposta imune contra o câncer, o conceito de que a 
“imunovigilância” contra o câncer é a principal função do sistema imune é controverso. O 
reparo de tecidos lesados deve ser uma consequência secundária da resposta imune e 
inflamação. Apesar de o sistema imune ter características regulatórias que são necessárias 
para prevenir a inflamação excessiva, a prevenção de doenças inflamatórias não é uma função 
primária. O sistema imune pode proteger contra toxinas microbiais, mas geralmente não 
oferece proteção contra toxinas de origem não-biológica. 
 
2. B - A resposta imune inata a micróbios se desenvolve dentro de horas após a infecção, bem 
antes da resposta imune adaptativa. Linfócitos B e T são componentes da resposta imune 
adaptativa e estas células não seriam capazes de responder à recente infecção pelo vírus antes 
da resposta imune inata. Um menino de 8 anos de idade não apresenta mais anticorpos 
maternos vindos da transferência transplacentária passiva e não se alimenta mais por 
amamentação, o que é outra fonte potencial de anticorpos maternos. A transformação 
maligna demora meses ou anos para desenvolver. 
 
3. D – A proteção contra infecções após a vacinação é devido à memória imunológica do 
sistema imune adaptativo. A memória é manifestada através de um desenvolvimento mais 
rápido e uma resposta mais vigorosa a repetidas exposições ao antígeno, quando comparado 
coma primeira exposição. A especificidade e diversidade são propriedades relacionadas a uma 
variedade de estruturas antigênicas reconhecidas pelo sistema imune, e especialização é a 
habilidade do sistema imune adaptativo de usar mecanismos efetores distintos para diferentes 
infecções . 
 
 
4. A – Setenta a 85% dos linfócitos sanguíneos são células T e, geralmente, existem duas vezes 
mais células T CD4+ do que células T CD8+. 
 
6. B – Os folículos do baço e linfonodos são formados, basicamente, de linfócitos B maduros. 
Então, se este paciente perde células B maduras, ele perde os folículos. O timo é o sítio de 
maturação de linfócitos B, o qual não deve ser afetado pelo defeito na maturação de células B. 
As tonsilas, as quais normalmente contém muitas células B, devem ser menores, e não 
aumentadas neste paciente. As zonas parafoliculares dos linfonodos são sítios onde células T 
são abundantes e devem ter um tamanho normal neste paciente. A maior parte da medula 
óssea é composta de elementos hematopoiéticos não-linfoides, então um defeito na 
maturação de células B não deve influenciar sua celularidade. Além disso, apresentadas 
infecções múltiplas, o paciente deve ter um aumento na produção de neutrófilos, resultando 
em medula hipercelular. 
 
7. B – Os coágulos são formados de elementos celulares do sangue, incluindo plaquetas e uma 
série de proteínas relacionadas à coagulação. A fase fluida acelular que sobra após à 
coagulação é chamada soro, a qual contém a maioria das proteínas solúveis do sangue 
integral, exceto fatores de coagulação. Plasma é a fração fluida acelular do sangue não 
coagulado e contém todas as proteínas solúveis componentes do sangue integral, incluindo os 
anticorpos. Linfa é o fluido extracelular derivado do sangue; esta deve conter anticorpos. Urina 
é o fluido filtrado do sangue, exclusivamente produzido e excretado pelos rins. Ela 
normalmente não contém anticorpos. 
 
8. C – Isotipos são definidos pela estrutura das regiões constantes das cadeias pesadas, as 
quais são as porções da molécula do anticorpo que interagem com receptores de Ig nas células 
e proteínas do complemento. Não existem características das regiões variáveis das cadeias 
pesadas e levesque são tipicamente de um isotipo partículas. A cadeia J é uma proteína que 
serve para ligar as subunidades de IgA ou IM. As regiões determinantes de complementaridade 
são as dobras hipervariáveis das regiões variáveis das cadeias pesadas e leves. 
 
9. D – Diferenças isotípicas refletem diferenças estruturais nas regiões constantes das cadeias 
pesadas, as quais são as regiões que interagem com receptores de Ig nas células e com 
proteínas do complemento. Portanto, o transporte de anticorpos entre os compartimentos do 
corpo, a eliminação de anticorpos por células fagocíticas e as funções dos anticorpos 
relacionadas à fagocitose de antígenos cobertos por anticorpos ou ativação do complemento 
variam de um isotipo para o outro. A especificidade do anticorpo para antígenos estranhos ou 
próprios é uma função da região variável e não do isotipo. Embora exista alguma variante 
alélica de cada isotipo, todos os indivíduos normais produzem todos os isotipos de Ig. Isotipos 
não devem ser confundidos com isótopo elemental, alguns dos quais são radioativos. 
 
10. C – A existência do complexo de histocompatibilidade maior (MHC) foi primeiro 
descoberta em estudos de camundongos envolvendo transplante de tumores e, então, 
tecidos normais entre linhagens de camundongos. O MHC humano foi descoberto por 
estudos da presença de anticorpos em transfusões e transplantes de recipientes que 
reconheciam antígenos na superfície de leucócitos. O desenvolvimento da técnica de 
reação da cadeia de polimerase (PCR) e o sequenciamento do genoma humano em 
larga escala ocorre décadas após a descoberta do MHC. O MHC não foi 
descoberto por genética reversa após purificação e sequenciamento de proteína. Embora a 
descoberta dos genes do MHC controlando a resposta imune a antígenos não-alogênicos tenha 
sido um avanço fundamental no entendimento do papel fisiológico da molécula MHC, este 
avanço ocorreu muitos anos após o MHC ter sido definido como um lócus que controla 
respostas alogeneicas. 
 
11. B – A exposição a moléculas MHC de outros indivíduos devido a transfusões sanguíneas 
anteriores, transplante de órgãos ou gravidez induz a produção de aloanticorpos específicos 
para MHC. Estes anticorpos podem mediar a rejeição de enxertos expressando moléculas MHC 
para os quais os anticorpos são específicos. O paciente não reagirá a proteínas MHC 
codificadas por alelos compartilhados devido à autotolerância. Células T CD4+ reconhecem 
moléculas MHC de classe II, mas não moléculas MHC de classe I. O paciente e seu irmão irão 
compartilhar alguns alelos MHC de classe II, que ambos herdaram dos mesmos pais, mas eles 
são geneticamente idênticos; portanto, o enxerto não é singeneico ao paciente. 
 
 
12. A – CIITA (Ativador de transcrição de classe II) é uma proteína necessária para a ativação 
transcripcional dos genes MHC de classe II e as mutações de CIITA são causa de doença 
mediada por imunodeficiência grave em crianças. Interferon-ɣ induz a expressão de MHC de 
classe I, mas não é necessário para a expressão de MHC de classe II. A cadeia pesada de Ig€, 
uma parte da molécula de IgE, não apresenta efeito direto sobre a expressão de MHC de classe 
II. HLAA é uma molécula MHC de classe I e TAP está envolvido no transporte do peptídeo e 
molécula MHC de classe I, não MHC de classe II. 
 
13. C – Células apresentadoras de antígenos (APCs) degradam proteínas derivadas tanto do 
microambiente extracelular como do citoplasma. Elas formam complexos de fragmentos de 
peptídeos dessas proteínas com moléculas do complexo de histocompatibilidade maior (MHC) 
e os expõem nas suas superfícies, onde células T podem reconhece-los. O processamento ou a 
associação do MHC a antígenos protéicos ou polissacarídeos não é necessário para o 
reconhecimento por células B. APCs não distinguem entre proteínas próprias e não-próprias e 
irão expor peptídeos derivados de uma amostra de todas as proteínas citoplasmáticas e 
extracelulares. APCs não secretam antígenos peptídicos, e receptores de antígenos não se 
ligam a peptídeos livres. 
 
15. A – A maioria das células T é específica para resíduos polimórficos de um complexo de 
histocompatibilidade maior (MHC) próprio, o que é importante para sua restrição ao MHC; e 
para resíduo de um antígeno peptídeo exposto pela molécula de MHC, o que é importante 
para a especificidade antigênica. O receptor que reconhece o complexo MHC-peptídeo é 
chamado de receptor de célula T (TCR) Células T maduras expressam tanto CD4 ou CD8, mas 
não ambos. Assim, cada célula T é restrita à ligação de moléculas MHC de classe I ou II, mas 
não de ambas. Embora um pequeno subtipo de células T dava reconhecer antígenos 
glicolipídicos ligados a moléculas do tipo MHC chamadas CD1, estas células T não reconhecem 
antígenos peptídicos. Diferentemente de receptores de células B (imunoglobulinas), o TCR 
reconhece apenas peptídeos expostos nas moléculas de MHC, e não peptídeos solúveis. 
Células T expressam CD4 ou CD8 e não reconhecem CD4 ou CD8 em outras células. 
 
 
17. B – Camundongos geneticamente deficientes para a expressão de CD4 não contêm células 
T restritas ao MHC maturas porque o correceptor CD4 tem um papel essencial na maturação 
de células T no timo. A maioria das células T CD4 restritas ao MHC de classe II auxiliam a 
produção de citocinas e participam na defesa contra micróbios intracelulares. Estas células T 
auxiliadoras são críticas na ativação de células B para a produção de anticorpos e para ativação 
de macrófagos para uma eficiente fagocitose e morte dos micróbios. Camundongos 
geneticamente deficientes, que não expressam CD4, não apresentam células T auxiliadoras. A 
produção de anticorpos IgM não é dependente da ajuda de células T CD4+. Devido ao fato de 
CD8 ainda ser expresso, células T virgens restritas a classe I ainda estão presentes e são 
capazes de responder a infecções intracelulares, embora esta habilidade deva ser diminuída 
pela perda de células T auxiliadoras. A produção de neutrófilos pela medula óssea deve ser 
relativamente normal. 
 
18. B – A seleção negativa é um mecanismo que promove um repertório de linfócitos 
autotolerantes para ambos os linfócitos T e B. Isto ocorre nos órgãos linfoides geradores 
(medula óssea e timo) quando linfócitos em desenvolvimento expressam receptores de 
antígenos que se ligam fortemente a antígenos próprios. O principal mecanismo é a indução 
ativa de apoptose; linfócitos imaturos que recebem um forte estímulo mediado pelo receptor 
de antígeno são particularmente susceptíveis à morte por apoptose. A seleção positiva no timo 
promove um repertório de células T restrito ao MHC próprio. 
 
19. E – Células Natural Killer (NK) não expressam receptores de antígenos distribuídos 
clonalmente e codificados por genes formados pela recombinação VDJ dependente de RAG-1 e 
RAG-2 (ou seja, estas células não expressam Ig ou TCRs). Assim, células NK são esperadas em 
um numero normal ou até aumentado em pacientes com deficiências em linfócitos B e T. 
Timócitos duplo positivos sofrem maturação de précélulas T em resposta a sinais gerados por 
um pré TCR funcional, o qual apresenta uma cadeia β do TCR. RAG-1 e RAG-2 são necessários 
para formar um gene funcional de cadeia. Células plasmáticas, células B secretoras de IgA e 
linfócitos T citolíticos são todos linfócitos efetores diferenciados. O desenvolvimento e 
diferenciação destes linfócitos requerem a expressão de receptores de antígeno funcionais 
codificados por genes formados pela recombinação VDJ dependente de RAG-1 e RAG-2. 
 
20. A – A transferase deoxirribucleotidil terminal (TdT) é uma enzima que adiciona 
nucleotídeos não modelos de uma maneira aleatória às junções entre os segmentos V, D e J, 
principalmente nos genes recombinados das cadeias pesada de Ig e TRs. A enzima é expressa 
principalmente durante o desenvolvimento de células B e T, quando os genes das cadeiasIgH e 
TCR sofrem recombinação. Deaminase induzida por ativação é uma enzima envolvida na 
mutação somática e mudança de isotipos dos genes de IG. Recombinase ativadora do gene-
1(RAG-1) e proteína quinase dependente de DNA são componentes de recombinase V(D)J que 
medeiam a junção discreta de segmentos de genes, mas estas enzimas não contribuem, de 
fato, para a diversidade juncional. 
 
21. E – Células apresentadoras de antígeno (APCs) são responsáveis por apresentar o 
complexo MHC-peptídeo e moléculas coestimulatórias às células T virgens; isto leva à 
ativação de células T. A APC mais potente são células dendríticas, pois elas expressam, 
constitutivamente, altos níveis de moléculas coestimulatórias. Células de Langerhans 
são células dendríticas encontradas na epiderme. Outras APCs incluem macrófagos 
encontrados no fígado. Neutrófilos ou células dendríticas foliculares (FDCs) não estão 
envolvidas na apresentação de antígeno para células T. FDCs não são relacionadas às 
células dendríticas e são encontradas nos centros germinais dos linfonodos. 
 
 
22. A – Btk é uma família Tec de proteínas tirosina quinase que é particularmente importante 
na sinalização do complexo de receptor de células pré-B e, portanto, na maturação e ativação 
de células B. Mutações na Btk são responsáveis pela agamaglobulinemia ligada ao X. Itk e Tec 
são outros membros da família Tec que são importantes para as células T. A quinase PI-3 é 
uma quinase fosfolipídica envolvida na sinalização em muitos tipos de células, incluindo células 
B e T, e Zap-70 é uma proteína tirosina quinase particularmente importante na sinalização do 
TCR em células T. 
 
23. A – A resposta humoral necessita da ativação de células B dependente de antígeno, através 
da ligação de antígenos à Ig de membrana em células B virgens ou células B de memória, para 
respostas primárias e secundárias, respectivamente. Em muitos casos, antígenos não-proteicos 
não estimulam a mudança de isotipo ou a maturação de afinidade porque estas mudanças 
precisam da ajuda de células T auxiliadoras, e somente antígenos proteicos podem estimular 
células T. Tanto para antígenos proteicos como para não proteicos, as células secretoras de 
anticorpos, que são geradas, devem viver por meses, geralmente na medula óssea. 
 
24. D – Antígeno independente de célula T consiste de polissacarídeos, glicolipídios e ácidos 
nucleicos com epítopos múltiplos repetidos, tanto que uma ligação máxima do receptor de 
célula B é induzida, então transpondo a necessidade de células T auxiliadoras. Com relação às 
opções de resposta, a melhor escolha é o antígeno sanguíneo do grupo ABO, devido à sua 
estrutura glicolipídica polivalente. Lisozima e fator Rh são antígenos proteicos. Benzeno e 
glucose-6-fosfato não são polivalentes. 
 
25. C – A tolerância imunológica é designada a não resposta do sistema imune a um antígeno 
particular e se desenvolve sob prévia exposição ao antígeno. Embora as exatas necessidades 
para a indução de tolerância não sejam claramente definidas, os fatores que influenciam a 
tolerância incluem a concentração do antígeno, o modo de administração do antígeno e a 
presença de moléculas coestimulatórias nas células apresentadoras de antígenos para 
antígenos peptídicos. 
 
26. B – Autoimunidade é uma reação imune contra autoantígenos (autólogo). Para esta reação 
acontecer, um mecanismo normal de tolerância deve falhar. Rejeição de aloenxerto é uma 
reação imune contra antígeno alogênico, mas não autólogos. Atopia é o nome para doenças 
alérgicas, as quais são causadas por uma resposta imune a antígenos estranhos mediada por 
mastócitos e IgE. Acne é uma infecção do folículo piloso na pele e foi incluída como uma 
escolha porque começa com a letra A; esta não é uma doença autoimune. 
 
27. A – Altas doses de um antígeno favorecem a deleção tímica (se o antígeno é um 
autoantígeno) ou deleção periférica por morte celular induzida por ativação. Antígenos que 
induzem uma resposta imune geralmente estão presentes por curta duração, entram pela pele 
e são associados com adjuvantes que aumentam a apresentação de antígenos e a expressão 
de moléculas coestimulatórias. 
 
 
28. C – Quando uma célula responde às citocinas que ela produz, a citocina está atuando de 
uma maneira autócrina. Parácrino descreve a ação de uma citocina em células próximas à 
célula que a produziu. Endócrino refere-se à ação de citocinas (ou hormônios) em células 
distantes das céluas que a produziu e necessita do transporte da citocina através do sangue. 
Autoimune não se refere a ação da citocina, mas ao reconhecimento de moléculas próprias 
pelo sistema imune adaptativo. Holócrino não é um termo imunológico, mas refere-se à 
secreção por uma glândula composta de partes celulares. 
 
29. A – Esta paciente é suscetível à infecção por bactéria que vive e se replica dentro de 
fagolisossomos em macrófagos, como espécies de mycobacterium e Salmonella. A defesa 
contra estes organismos necessita da ativação de macrófagos por interferon (IFNɣ), o qual é 
dependente da produção de interleucina (IL-12) durante a resposta imune inata a estes 
organismos. Portanto, um defeito na expressão do receptor de IL-12 deve justificar o quadro 
clínico. Vários indivíduos com defeito genético na expressão de cadeias de sinalização do 
receptor de IL-12 (IL12Rb1) foram identificados após apresentarem infecções bacterianas 
intracelulares. IL-23, a qual apresenta funções sobrepostas com IL-12 também se liga a um 
receptor que utiliza a mesma cadeia de sinalização do IL-12Rb1, e, no entanto, as 
consequências da deficiência de IL-12Rb1 devem ser em parte relacionada à perda da resposta 
ao IL-23. Um defeito na sinalização do receptor de IL-4 deveria diminuir a resposta Th2, 
incluindo uma redução na produção de IgE, a qual não impediria a defesa contra bactéria 
intracelular. Defeitos na produção de anticorpos também não teriam impactado na 
erradicação de micróbios intracelulares. Um defeito funcional em linfócito T citolítico seria 
esperado resultar em suscetibilidade a infecções virais, assim como a infecções bacterianas, IL-
7 é necessária para o desenvolvimento de linfócitos, e, portanto, a perda da expressão do 
receptor de IL-7 deveria levar a um reduzido número de ambos os linfócitos T e B. 
 
30. A -Bactéria gram positiva contém parede celular rica em peptidoglicana. Quando liberado 
por bactéria como Streptococcus pneumoniae, peptidoglicanas servem como ligante para 
receptores do tipo Toll2 (TLR2), estimulando a resposta imune inata. As outras escolhas 
listadas também são ligantes que estimulam TLRs, mas eles não estão presentes em bactérias 
gram-positivas. O RNA de dupla fita é encontrado em vírus em replicação, o lipopolissacarídeo 
(LPS) é um componente da parede celular externa de bactérias gram-negativas, e tanto 
lipoarabinomanana como fosfatidilnositol dimanosideo estão presentes em micobactéria. 
 
31. D – O receptor de manose de macrófagos liga-se a resíduos de manose e fucose em 
glicoproteínas e glicolipídios bacterianos. Células de mamíferos tipicamente não contem esses 
resíduos. CD36 liga-se a muitos ligantes diferentes, incluindo ligantes microbianos e moléculas 
próprias. Receptores Fc, receptores do complemento e ICAM-1 são receptores para 
fragmentos do complemento, Ig e LFA-1, respectivamente. 
 
32. C – A lectina ligadora de manose (MBL) é um componente solúvel do soro que é 
estruturalmente similar ao C1 da via clássica do complemento. MBL liga-se a resíduos 
de manana nas superfícies microbianas e promove a clivagem proteolítica e ativação 
de componentes do sistema complemento. C9 não está envolvido na iniciação da 
ativação do complemento, mas faz parte da via final do complexo de ataque à 
membrana (MAC). CR2 é um receptor de superfície celular para fragmentos do 
complemento. UM receptor de manose é um receptor de superfície celular presenteem fagócitos que se liga a resíduos de manana e promove a fagocitose de micróbios. 
 
 
33. D – GATA-3 é um fator de transcrição que é expresso durante a diferenciação e é 
necessário par aa diferenciação de células TH2. T-bet é uma proteína que regula mudanças 
genéticas necessárias para a diferenciação de células TH1. Em geral, a resposta imune inata, 
muito das quais são estimuladas por produtos microbianos que ligam-se a receptores do tipo 
Toll(TLRs) em células apresentadoras de antígeno (APCs), promove a diferenciação de células 
TH1. Em parte, a influência positiva da resposta imune inata sob a diferenciação de células TH1 
é mediada por citocinas secretadas por APCs ativadas, incluindo interleucina-12 e interferons 
do tipo 1. 
 
34. A – Embora células T virgens CD8+ necessitem de um segundo sinal, como a coestimulação 
por B7, para se diferenciarem em linfócito T citolíticos (CTL) efetores, uma vez diferenciados, 
os CTL podem matar células-alvo que não expressam moléculas coestimulatórias. Os CTL 
necessitam somente de um sinal para matar células-alvo, o qual depende de receptores na 
célula T e da ligação destes a um complexo MHC de classe I ligado ao peptídeo presentes na 
superfície das células-alvo. Uma forte adesão entre os CTL e células-alvos também é 
necessária, e geralmente isto é mediado pela integrina LFA-1 nas células T e sua ligação ao 
ICAM-1 em células-alvo. 
 
35. B – O lúmen de tecidos delineados por mucosa, como o lúmen intestinal e bronquial, são 
protegidos por IgA, as quais são ativamente secretadas nestes sítios. Células T normalmente 
não migram para esses lúmens e geralmente estão envolvidas na resposta imune a organismos 
que transpassam superfície que delineia estas estruturas. A camada epitelial do tecido mucoso 
e a pele contem linfócitos que protegem contra patógenos invasores. Ambos os anticorpos e 
células T estão envolvidos na resposta a infecções na maioria dos outros tecidos. 
 
36. E – Fragmentos Fab perdem a região constante FC e, então, não são reconhecidos pelas 
células imunes efetoras ou o complemento. Além disso, eles são monovalentes e, portanto, 
são incapazes de ligar cruzadamente ao antígeno. Entretanto, os fragmentos Fab são capazes 
de ligar e neutralizar toxinas, e inibir a atividade dos patógenos por comprometer a função de 
proteínas de superfície celular. Estes efeitos, chamados de “neutralização” do patógeno, são 
os únicos mecanismos de ação do anticorpo que dependem somente da ligação ao antígeno. 
 
37. C – Variações antigênicas permitem aos micróbios evadirem ao reconhecimento 
pelo sistema imune adaptativo, geralmente por anticorpos, mas também por células. 
Variações antigênicas envolvem mutações ou eventos de recombinação em genes 
microbianos que codificam proteínas de superfícies ou enzimas envolvidas na síntese 
de moléculas de açúcar presentes na superfície celular. O resultado promove a 
mudança de antígenos de superfície de micróbios. Esta é uma estratégia efetiva 
porque muitas estruturas microbianas antigênicas que o sistema imune adaptativo 
reconhece não são essenciais para a sobrevivência ou virulência do micróbio. Em 
contraste, muitas estruturas reconhecidas pelos receptores do sistema imune inato 
(ex.: ligantes de receptores do tipo Toll e de receptores scavenger) são essenciais para 
a sobrevivência do micróbio, e, como tal, não podem sofrer variação antigênica. 
Embora alguns vírus devessem bloquear a expressão de complexo de 
histocompatibilidade maior de classe I (MHC) por suscetíveis à morte mediada por 
células natural killer, e não é uma variação antigênica pelo vírus. Somente um pequeno 
subtipo de células T reconhece antígenos lipídicos, geralmente em associação com 
moléculas de CD1. Não existe evidencia para a variação antigênica de antígenos 
lipídicos reconhecidos por essas células T. 
 
 
38. E – Pacientes que não tem o baço apresentam um risco maior de infecções sérias, 
geralmente disseminadas, causadas por bactérias encapsuladas por polissacarídeo, incluindo 
Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Neisseria meningitides. Estas infecções 
são mais comuns em crianças, as quais vão desenvolver níveis de anticorpos protetores ao 
polissacarídeo bacteriano entre as idades de 2 e 5 anos. O baço contribui para a proteção 
contra esses organismos através da produção de anticorpos IgM e anticorpos IgG 
independente de célula T específicos ao polissacarídeo bacteriano, e por fagocitose desse 
organismo. Listeria monocytogenes são bactérias intracelulares e a imunidade mediada por 
célula é essencial para a sua erradicação. Vibrio cholerae é um abactéria extracelular gram-
negativa. A imunidade contra o Vibio cholerae é amplamente mediada pela secreção de IgA de 
mucosa, a qual não é impedida após a retirada do baço. 
 
39. A – Aloenxertos são enxertos entre membros geneticamente diferentes de uma mesma 
espécie. Os gêmeos não são idênticos (um irmão, uma irmã); eles são indivíduos 
geneticamente diferentes e, portanto, o transplante é alogênico. Transplantes autólogos, 
também chamados autoenxertos, são órgãos ou tecidos removidos de um indivíduo e 
transplantado de volta para aquele mesmo indivíduo. Enxertos autólogos de pele são feitos em 
pacientes com queimaduras e transplante autólogo de medula óssea é feito em alguns 
protocolos de tratamento de câncer. Enxertos singeneicos são feitos entre indivíduos 
geneticamente idênticos, membros de uma mesma espécie, como gêmeos idênticos ou 
camundongos isogênicos. Transplante xenogeneico ocorre entre indivíduos de espécies 
diferentes. Congênito é um termo usado para descrever duas linhagens de animais isogênicos 
que diferem geneticamente em apenas um lócus particular, como resultado de uma 
reprodução seletiva. Camundongo congênito no lócus do gene de MHC tem sido instrumento 
par ao estudo de rejeição de transplante. 
 
40. C – A reação leucocitária primária mista é feita para acessar o potencial de rejeição do 
enxerto mediado por célula T e necessita da cocultura de leucócitos mononucleares 
sanguíneos do recipiente com leucócitos mononucleares inativados do doador. A resposta 
proliferativa das células do recipiente é então medida. 
 
41. B – O carcinógeno químico usado em muitos experimentos de imunologia contra 
tumores em roedores foi o metilcolantreno (MCA), o qual causa tumores derivados de 
células mesenquimais da pele, chamado sarcoma. Quando transplantados em 
camundongos virgens, estes sarcomas induzidos por MCA devem evocar uma resposta 
imune protetora. Os estudos de transferência adotiva mostraram que linfócitos T, e 
não anticorpos, mediavam os efeitos protetores. De forma interessante, células T 
específicas para o sarcoma induzido por MCA geralmente não podem reconhecer 
outro sarcoma induzido por MCA, indicando que existem numerosos antígenos 
potenciais para células T que são expressos por esses tumores. Sabe-se agora que 
muitos destes antígenos são diferentes, pois são proteínas celulares randomicamente 
mutadas, as quais são apresentadas pela via MHC de classe I nas superfícies de células 
tumorais. Estes estudos de sarcoma induzidos por carcinógenos químicos não resultam 
em nenhuma informação sobre os antígenos no carcinoma e nem provam que existe 
resposta imune protetora contra tumores que se desenvolvem espontaneamente em 
pessoas. 
 
42. E – As manifestações clínicas descritas são clássicas de mononucleose infecciosa 
secundária à infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV). Estas incluem inflamação de garganta, 
febre, fadiga e linfoadenopatia generalizada. O diagnóstico diferencial para inflamação de 
garganta inclui infecção estreptocócica; entretanto, o teste rápido para detectar infecção 
estreptocócica foi negativo nesta paciente. Além disso, o esfregaço de sangue periférico do 
paciente com mononucleose geralmente contém um número abundante de linfócitos grandes, 
morfologicamente atípicos.A infecção por EBV é um dos fatores etiológicos associados com a 
malignidade de tumores, incluindo carcinoma nasofaríngeo em populações chinesas, linfoma 
de Burkitt em populações equatorianas africanas, e outros linfomas de células B em indivíduos 
imunossuprimidos. 
 
43. B – O vírus de Epstein-Barr (EBV) é um vírus de DNA de dupla fita da família do herpesvírus 
que infecta células do epitélio nasofaringeal, bem como células B. O vírus estabelece uma 
infecção latente nestas células e a imunidade mediada por células T é necessária para o 
controle da infecção por EBV e, em particular, para a morte de células B infectadas pelo EBV. 
Tem sido demonstrado que a perda da função normal de células T permite a latência de células 
B infectadas e a progressão para a transformação maligna. Então, pacientes com desordens 
que causam imunodeficiências em células T (ex.: AIDS, síndrome de DiGeorge, infecção por 
malária e pacientes transplantados que recebem terapias imunossupressoras) apresentam um 
risco maior para desenvolver linfoma de Burkitt. A doença de Bruton é uma deficiência de 
célula B isolada devido à mutação em Btk, uma tirosina quinase necessária para a maturação 
de células B na medula óssea. Portanto, pacientes com doença de Bruton comumente não 
desenvolvem linfoma de célula B. 
 
44. D – As doenças de hipersensibilidade são causadas pela resposta imune. Uma condição 
comum que leva ao desenvolvimento de doença mediada por hipersensibilidade é a falha de 
autotolerância, com subsequente resposta imune direta contra autoantígenos (doenças 
autoimunes). Doença mediada por hipersensibilidade também deve resultar de uma resposta 
não controlada ou excessiva contra antígenos estranhos, incluindo micróbios e substâncias 
ambientais. A falha da maturação de linfócitos, a terapia com corticoesteróides e a desnutrição 
são associadas com imunodeficiências. 
 
45. C – Doenças mediadas por hipersensibilidade geralmente são categorizadas por designação 
numérica. Tipo III é uma doença de imunocomplexos. Tipo I é uma doença de 
hipersensibilidade imediata (alérgica). Tipo II é uma doença causada pela ligação de anticorpos 
a antígenos nos tecidos. Tipo IV é uma doença mediada por célula T. Não existe 
hipersensibilidade do tipo V. 
 
46. B – Indivíduos que são positivos para o alelo HLA-B27 de classe I apresentam de 90 a 100 
vezes mais chance de desenvolver espondilite anquilosante com relação a indivíduos sem B27. 
Esta constitui a mais forte associação de doença mediada por HLA descrita até o momento. 
Espondilite anquilosante é uma doença autoimune que afeta as junções vertebrais. Artrite 
reumatoide, pênfigo vulgar, diabetes mellitus e esclerose múltipla são mais comumente 
desenvolvidas em indivíduos com certos alelos MHC de classe II, mas esses apresentam menos 
risco relativo. 
 
47. A – Atopia, ou alergia, é a desordem imune mas comum e afeta 20% dos indivíduos nos 
Estados Unidos. Dentro desta categoria, rinite alérgica é talvez a doença alérgica mais comum 
e consequência de uma reação de hipersensibilidade imediata a alérgenos comuns, como 
pólen e ácaros de casas, que ocorre no trato respiratório superior após inalação do alérgeno. A 
deficiência seletiva de IgA é a imunodeficiência primária mais comum. 
 
48. A – Um alérgeno é definido como um antígeno que elícita uma reação de 
hipersensibilidade imediata. Porque estas reações são dependentes de células T, alérgenos 
devem ser proteínas, ou agentes químicos ligados a proteínas, que induzem resposta mediadas 
por anticorpo IgE em indivíduos atópicos. Portanto, antígenos independentes de célula T, 
como polissacarídeos, não são alérgenos, a menos que eles formem conjugado hapteno-
carreador (ex.: uma pequena molécula de fármaco conjugada a resíduos de aminoácido de 
uma proteína própria). Embora muitos alérgenos, como as proteases cisteína de ácaros de 
casas, sejam enzimas, a importância da atividade enzimática em desencadear uma reação de 
hipersensibilidade imediata não é conhecida. Proteínas alergênicas são produzidas por 
animais, plantas e fungos. 
 
49. C – Agamaglobulinemia ligada ao X, ou agamaglobulinemia de Bruton, é uma 
imunodeficiência caracterizada pelo bloqueio na maturação inicial de células B e ausência de Ig 
no soro. Como em outras deficiências de células B, a morfologia dos tecidos linfoides é 
principalmente marcada pela ausência ou redução de folículos e centros germinais (ex.: as 
zonas de células B). Em contraste, as deficiências de células T geralmente não afetam o 
tamanho do folículo, mas estes perdem os centros germinais e as regiões parafoliculares 
devem ser reduzidas (ou seja, as zonas de células T). 
 
50. B – A deficiência seletiva de Riga é a imunodeficiência primária mais comum e é estimado 
afetar aproximadamente 1 em 700 indivíduos brancos. A maioria dos casos ocorre 
esporadicamente. Enquanto muitos pacientes não demonstram sintomas clínicos, outros 
apresentam infecção respiratória e diarreia ocasional. Em casos raros, os pacientes 
apresentam infecções severas e recorrentes que levam à injuria permanente intestinal e das 
vias respiratórias, com outras desordens autoimunes associadas . 
 
 
 
 
 
 
 BOAS PROVAS!!!!!! 
 
Ariadna Andrade

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