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Apostila Mercado de Capitais 2018

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São instrumentos de captação de pequenas poupanças do público para investi-las nos mercados de ações e de renda fixa. Os recursos são obtidos mediante a venda de cotas, as quais devem ser re​compradas ou resgatadas quando o solicitarem. O dinheiro é aplicado na formação de uma carteira de títulos. O patrimônio formado tem o seu valor determinado pela cotação dos papéis que o compõem. O valor de cada cota, em cada momen​to (dia), é obtido pela divisão do valor do patrimônio pelo número de cotas em cir​culação. Assim, caso haja valorização dos títulos que constam da carreira, as co​tas se valorizam também.
38.5 - – Fundos Mútuos de Investimento em Ações – Carteira Livre;
	São instrumentos de captação, constituídos sob a forma de condomínio aberto ou fechado, São recursos aplicados em uma carteira diversificada de títulos e valores mobiliários, mantendo no mínimo 51% do seu patrimônio aplicado em ações ou opções sobre índices de ações.
38.6 - – Fundo de Investimento Financeiro – FIF:
	Constituído sob a forma de condomínio aberto, cujo patrimônio destina-se a aplicação em carteira diversificada de ativos financeiros e demais modalidades operacionais disponíveis no mercado financeiro.
38.7 - – Fundo de Investimento Financeiro – Curto Prazo:
	Constituído pelas mesmas normas do Fundo de Investimento Financeiro – FIF, com a diferença de que este fundo admite resgate de quotas a qualquer tempo, com rendimento diário.
38.8 - – Fundo Imobiliário:
Lei 8.668 de 25/06/1993; Instrução CVM 205 de l4/01/1994 e Resolução do CMN 2.248 de 08/02/1996 - Constituído sob a forma de condomínio fechado, cujo patrimônio é destinado a aplicações em empreendimentos imobiliários. Suas quotas não podem ser resgatadas e são registradas na CVM, podendo ser negociadas em Bolsas de Valores ou no mercado de Balcão.
Estes fundos podem ter prazo de duração determinado ou indeterminado, mas a captação de seus recursos deve ser realizada por meio do sistema de distribuição e valores mobiliários, pois as cotas dos fundos de investimentos imobiliários são consideradas valores mobiliários, subordinadas a Lei 6.385/76, sujeitando a autorização, regulamentação e fiscalização da CVM.
Suas quotas são valorizadas com base não aumento do valor dos imóveis que compõem a carteira do fundo e podem gerar rendimentos correspondentes aos aluguéis recebidos ou outro tipo de remuneração, conforme previsto em seu regulamento.
Conforme já enfatizamos, tais fundos são constituídos como "condomínios fechados", divididos em cotas que depois de adquiridas não podem ser resgatadas. O patrimônio de um fundo imobiliário pode ser composto de imóveis comerciais, residenciais, rurais ou urbanos, construídos (préformados) ou em construção, para posterior alienação, locação ou arrendamento. As instituições financeiras administradoras dos Fundos são obrigadas a manter, no mínimo, 75% do patrimônio do Fundo em bens e direitos imobiliários, sendo que os 25% restantes deverão estar aplicados em títulos de renda fixa. Além disso, 95% do resultado líquido auferido pelo Fundo deverá ser distribuído ao cotista. As cotas são valores mobiliários que podem ser negociados (comprados ou vendidos) na BOVESPA ou na SOMA. Somente através da negociação da cota é possível se desfazer do ativo e reaver o dinheiro investido.
39 - CLUBES DE INVESTIMENTO
Os clubes de investimento correspondem a associações voluntárias de pequenos e médios investidores que se consorciam com a finalidade de realizar aplicações no mercado acionário, administrando diretamente essas carteiras com a assistência e a assessoria das Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários, Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Banco de Investimento ou Banco Múltiplos com carteira de investimento. A participação é feita com a aquisição de quotas iguais, representativas de uma parcela do patrimônio do clube e a sua rentabilidade depende do desempenho dos títulos que compõem a carteira de investimento do clube. É limitado ao máximo a 150 participantes, sendo assegurado a cada membro o direito de aumentar o número de suas quotas, por novos investimentos, até o limite máximo de 40% das quotas existentes.
Muito embora o clube objetive basicamente o investimento em ações, ou​tros ativos financeiros são passíveis de aquisição. Além de debêntures conversíveis em ações, podem, em caráter excepcional, ser adquiridos títulos de renda fixa, especificamente debêntures simples e títulos públicos. Isto significa que um administrador de carteira ágil pode vender toda a posição de ações se julgar que a bolsa irá entrar em fase de baixa, desde que essa situação seja eventual. Por outro lado, pode concentrar todos os recursos em ações, se assim o desejar.
OBS: Se o Clube de Investimento for constituído de um grupo de pessoas com um vínculo comum, não existe l.imite de número de participantes.
O clube poderá determinar o número mínimo de cotas que são compradas por membro. Cada cota representa a divisão do calor dos recursos do clube pelo número total de cotas. Todos os participantes têm o direito de comprar novas cotas durante o funcionamento do clube.
O Clube será administrado por uma instituição financeira que cobrará uma taxa de administração para manter os participantes informados das suas aplicações e acompanhamento dos ativos que compõem a sua carteira. O clube pode adquirir títulos e ações negociadas na Bolsa de Valores, mas operações mais complexas e mercado futuros estão sujeitos a restrições, no mínimo 51% do seu patrimônio aplicado em ações.
No mínimo, anualmente os participantes do clube reúnem em Assembléia Geral para decidir sobre os diversos assuntos, dentre eles a aprovação anual das Demonstrações Financeiras e demais casos que os participantes julgarem necessário. 
39.1 - – Clube de investimento – FGTS
É um condomínio constituído exclusivamente por pessoas físicas, cuja finalidade foi aplicação de uma parcela dos recursos do seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na aquisição de quotas de Fundos Mútuos de Privatização, as quotas do Clube de Investimento – FGTS correspondem a frações ideais em que se divide o seu patrimônio, assumindo a forma escritural e assegurado a seus detentores direitos iguais. 
40 - AGENTE AUTÔNOMO DE INVESTIMENTO
A atividade de Agente Autônomo de Investimento é regulada pela Resolução número 2838 de 30/05/2001 e pela Instrução CVM número 355 de 01/08/2001. São pessoas que podem ser credenciadas junto aos bancos de investimentos, sociedades de crédito, financiamentos e investimentos, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Bancos Múltiplos (com carteira de investimentos), para desempenhar, exclusivamente por conta e ordem das entidades credenciadas, as seguintes atividades: colo​cação ou venda de títulos e valores mobiliários registrados no Banco Central do Brasil, ou de emissão ou coobrigação de instituição financeira; colocação de quotas de fundos de investimento, outras atividades autorizadas expressamente pelo Banco Central do Brasil.Para efeito da lei 4.595, os agentes autônomos equiparam-se às institui​ções financeiras.
Para o exercício regular de suas atividades, o agente autônomo de investimento deve seguir às instruções contidas na instrução CVM 355 de 01/08/2001, a saber:
 TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM No 355, DE 1o DE AGOSTO DE 2001, COM ALTERAÇÃO INTRODUZIDA PELA INTRUÇÃO CVM No 366/2002.
 “ INSTRUÇÃO CVM No 355 DE 1o DE AGOSTO DE 2001
 Dispõe sobre a atividade de agente autônomo de investimento.
O PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM - torna público que o Colegiado, em reunião realizada nesta data, tendo em vista o disposto nos arts. 8o, incisos I e III, e 16, incisos I e III, da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e na Resolução do Conselho Monetário Nacional no 2.838, de 30 de maio de 2001, RESOLVEU baixar a seguinte Instrução: