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Introdução da disciplina

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por outro lado, não favorece o 
crescimento. 
• O tamanho da fatia apropriada em impostos 
pode estimular ou desestimular 
investimentos privados e consumo. 
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O Estado e a Economia: Efeitos diretos 
sobre o crescimento 
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O Estado e a Economia: Efeitos diretos 
sobre o crescimento 
• %Dívida Bruta/PIB 
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O Estado e a Economia: Efeitos 
indiretos sobre o crescimento 
• Um exemplo de efeitos indiretos da atuação do 
estado na economia se dá via tributos e 
transferências. 
• Uma carga tributária muito alta pode 
desestimular as pessoas a trabalharem (pense 
em uma situação em que o imposto sobre a 
renda é de 100%, o desestímulo é evidente). Com 
isso o crescimento será menor. 
• Transferências de renda muito altas podem 
causar o mesmo efeito, desestímulo ao trabalho. 
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O Estado e a Economia: Outras formas 
de influência 
• O Estado também pode afetar a economia por 
meio da 
– Política Monetária (Fixação da Taxa de juros e 
Regulação do sistema financeiro), 
– Política cambial (câmbio fixo ou flutuante), e 
– Política comercial internacional (impostos e 
tributos aduaneiros). 
– Política Educacional, de Saúde Pública, de 
Distribuição de renda, etc. 
 
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O Estado e a Economia: O papel das 
instituições 
• Note que “Instituições” são organizações ou 
mecanismos sociais que controlam o 
funcionamento da sociedade. 
• Instituições do Estado exercem grande 
influência sobre os agentes econômicos: 
– Judiciário: arbitra conflitos entre patrões e 
trabalhadores, criminosos e vítimas, 
contribuintes e fisco. Também garante direitos de 
propriedade. 
 
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O Estado e a Economia: O papel das 
instituições 
– Legislativo: O arcabouço de leis norteia 
praticamente toda a atividade econômica, quem 
paga imposto, quanto, e o que deve ser feito com 
os recursos. 
• Tais instituições podem facilitar ou até 
mesmo restringir o crescimento econômico. 
• Assim, é importante tentar entender essas 
influências de ações do Estado sobre a 
economia. 
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Como a Teoria vê os agentes econômicos 
(indivíduos/empresas)? O “homo economicus” 
• A Teoria Econômica se baseia na hipótese de que 
os agentes econômicos (indivíduos e empresas) 
adotam um comportamento dito “maximizador”. 
É o chamado “homo economicus”. 
• Isto é, para um dado custo, os agentes buscam 
maximizar o lucro (no caso das empresas), ou a 
renda (trabalhadores), a quantidade consumida 
e a satisfação, respeitando restrições de 
recursos disponíveis, informações, etc. 
 
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Como a Teoria vê os agentes econômicos 
(indivíduos/empresas)? O “homo economicus” 
• Mas é sempre assim que os agentes se 
comportam? 
• Não! Psicólogos já observaram que indivíduos 
que agem sempre maximizando o próprio ganho 
exibem tendências sociopatas. 
• Há outros tipos de motivação. Os indivíduos 
podem agir de forma altruística ou ética. Isto é, 
os indivíduos podem agir de modo que não 
estejam maximizando seus ganhos para seguir 
determinadas normas sociais. 
 
 
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Como a Teoria vê os agentes econômicos 
(indivíduos/empresas)? O “homo 
economicus” 
• Indivíduos podem cooperar quando não-
cooperar resultaria em maiores ganhos. 
• Sociólogos criticam essa visão estreita do 
comportamento humano, considerado muito 
mais complexo. 
• O indivíduo não é sempre racional, ele pode 
escolher participar de uma loteria onde a 
expectativa de ganho é menor do que outra 
loteria alternativa. (pesquisa do Prêmio Nobel 
de Economia de 2002). 
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Como a Teoria vê os agentes econômicos 
(indivíduos/empresas)? O “homo economicus” 
• Isso não invalida a importância da hipótese 
de comportamento maximizador dos agentes. 
• Mesmo agindo de forma altruística ao doar 
dinheiro para uma ONG, a pessoa pode obter 
uma satisfação subjetiva que é coerente com 
o comportamento maximizador. 
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Como a Teoria vê os agentes econômicos 
(indivíduos/empresas)? O “homo economicus” 
• O indivíduo pode também escolher a ONG 
que acredita fazer o melhor trabalho. Isso é 
coerente com a maximização dos ganhos. 
• Há uma grande quantidade de evidências 
empíricas que indicam que os agentes se 
comportam em várias ocasiões como 
maximizadores de ganhos. 
 
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“Homo economicus” e a resposta a 
incentivos 
• Se os indivíduos agem predominantemente 
visando maximizar seus ganhos, então 
responderão aos incentivos econômicos. 
• Na União Soviética, o governo dava X% da 
produção para o fazendeiro e ficava com o 
excedente. 
• No Japão o governo ficava com os X% iniciais e e 
o fazendeiro com o que excedesse. 
• Conclusão óbvia: O esquema de incentivos na 
URSS era incompatível com incentivos e levou a 
escassez de alimentos. 
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“homo economicus” e a resposta a 
incentivos 
• Programas de bônus salariais (e ameaças de 
demissão ) por desempenhos de alunos aos 
professores, pode fazer com que professores 
fraudem exames dos alunos se tiverem a 
oportunidade (Ver Levitt e Dubner (2005) - 
Freakonomics). 
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“homo economicus” e a resposta a 
incentivos 
• Se há uma associação estatisticamente 
significativa entre DST’s e consumo de bebida 
alcoólica, um aumento de impostos sobre as 
bebidas aumentaria o preço, o consumo se 
reduziria e, com isso, reduziria a incidência de 
DST’s. 
• Tal política pode ser mais eficaz que uma 
política de conscientização. 
 
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“homo economicus” e a resposta a 
incentivos 
• Para inibir as pichações de muros, um 
incentivo econômico eficaz seria aumentar 
impostos sobre as latas de tinta “spray". 
• A lei que multa quem jogar lixo na rua no Rio 
de Janeiro é um incentivo econômico que visa 
inibir esse comportamento anti-social. 
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A ideia do “Custo de Oportunidade” 
• Custo de Oportunidade é o custo medido em 
termos de um uso alternativo dos recursos 
disponíveis. 
• Um exemplo ajuda a entender melhor: O 
custo de oportunidade de aplicar 100 reais na 
poupança e receber 5 reais de retorno no mês 
pode ser aplicar os mesmos 100 reais em 
títulos do tesouro e receber 7 reais. 
 
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A ideia do “Custo de Oportunidade” 
• Pode-se considerar que o custo de 
oportunidade de estudar em uma sexta-feira 
a noite é uma ida ao bar com amigos, 
enquanto o custo de oportunidade do estudo 
em uma segunda-feira a noite é ficar 
assistindo novela na Globo. 
• Portanto, o custo de oportunidade do estudo 
será maior na sexta-feira a noite, e o 
estudante, maximizador de ganhos, escolherá 
estudar na segunda-feira. 
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A ideia do “Custo de Oportunidade” 
• O Custo de Oportunidade é o valor atribuído 
à melhor alternativa à atividade sob 
consideração. 
• Com R$15,00, para se divertir, pode-se ir ao 
cinema, ou tomar duas cervejas com os 
amigos em um bar. O custo de oportunidade 
do cinema consiste nas cervejas no bar. 
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O Governo e o Custo de Oportunidade 
• Do ponto de vista do Governo esse conceito é 
extremamente relevante, já que os recursos 
(orçamento) são restritos e as possibilidades 
de aplicação dos recursos são inúmeras. 
• O governo pode com um determinado 
orçamento construir um hospital. Mas 
também pode pavimentar estradas, construir 
novas escolas, etc. 
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O Governo e o Custo de Oportunidade 
• Na elaboração do orçamento anual, onde se 
definirão quanto e onde os recursos serão 
aplicados, a utilização do conceito de custo de 
oportunidade deve ser plena, de modo a garantir 
a melhor aplicação dos recursos escassos e 
reduzir o desperdício. 
• Na margem, o benefício gerado pelo último real 
gasto em um hospital, ou em educação devem 
ser os mesmos. Esse conceito de avaliação dos 
benefícios “na margem” será visto adiante. 
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O Governo e o Custo de Oportunidade