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Processo Inflamatório
Amanda Farias
Fisioterapia 1º Semestre
Manhã 
Faculdade Anhanguera
Objetivos: Levantamento bibliográfico sobre a fisiopatologia
do processo inflamatório, possibilitando uma análise científica sobre as defesas do organismo.
Porto Alegre
2018
Resumo
A inflamação é caracterizada como uma cascata complexa de eventos fisiológicos, os quais são responsáveis pela eliminação de patógenos, além de estimular processos orgânicos de reparo. O presente estudo teve como objetivo fazer um levantamento bibliográfico sobre a fisiopatologia do mecanismo da inflamação. 
A inflamação pode resultar em manifestações externas, sinais cardinais, como, calor, rubor e tumor, dor e perda de função.
Sabe-se que as infecções orgânicas são capazes de induzir uma cascata multíplice, dinâmica e imediata de eventos fisiológicos conhecidos como resposta inflamatória ou processo inflamatório. Tais eventos manifestam-se por meio de fatores capazes de agredir ou injuriar células e tecidos, atuando, portanto, como agentes flogogênicos. Esses eventos ocorrem após estímulos endógenos ou exógenos, predominantemente nos tecidos conjuntivos vascularizados, podendo a resposta inflamatória ser aguda ou crônica, estando intimamente relacionada à reparação do dano causado pelo agente agressor, com consequência a eliminação.
Para que ocorra o processo inflamatório, existem cinco etapas: Reconhecimento do agente agressor, Recrutamento das células que auxiliarão no processo, Remoção do agressor, Regulação da inflamação e Resolução.
Em relação aos tipos de agentes agressores, sabe-se que esses se classificam como, biológicos, físicos químicos além de necrose tecidual e reações imunológicas. A resposta inflamatória vem de células leucócitarias dentre outras células e fragmentos celulares, como as células dendríticas, os fibroblastos, as células endoteliais e as plaquetas, entre outras.
As células leucocitárias podem gerar tanto benefício quanto prejuízo, pois uma vez ativadas, os produtos liberados por elas podem, além de combater microorganismos, também agredir os tecidos saudáveis do hospedeiro, ocasionando, com isso, um processo inflamatório exacerbado.
O processo inflamatório é uma reação muito complexa, no qual os marcadores mencionados parecem desempenhar vários papéis e seguir diversos caminhos metabólico.
Introdução
A inflamação é uma resposta fisiológica do organismo ao dano tecidual local ou a uma infecção. A resposta inflamatória faz parte da resposta imune inata e, por isso, não é uma resposta específica, mas ocorre de maneira padronizada independente do estímulo. O processo inflamatório envolve várias células do sistema imune, mediadores moleculares e vasos sanguíneos. A função da inflamação é eliminar a causa inicial da lesão, coordenar as reações do sistema imune inato, eliminar as células lesadas e os tecidos danificados para iniciar a reparação dos tecidos e restaurar a função. A resposta inflamatória se divide em dois tipos: o primeiro é a inflamação aguda e a segunda fase é a inflamação crônica. 
Várias moléculas e células exercem um papel importante na inflamação, e incluem: proteínas plasmáticas; leucócitos sanguíneos; células das paredes vasculares e células da matriz extracelular do tecido conjuntivo circundante.
Mediadores pré e pró-inflamatórios originários da reposta celular durante a inflamação, possuem grande importância terapêutica, podendo ser inibidos ou estimulados, permitindo, com isso, o controle dos sinais e sintomas do processo infeccioso. Enquanto isso, tipos celulares, como os leucócitos, envolvem-se nesse processo por meio de atividades imunes e alternâncias sucessivas de reações anabólicas e catabólicas.
A inflamação é conhecida desde a antiguidade. O primeiro a descrevê-la em seus constituintes fundamentais foi Aulo Cornélio Celso, na Roma antiga, cerca de 50 a.C.. Já no século XIX, o patologista alemão Rudolf Virchow introduziu o conceito de perda funcional e estabeleceu as bases fisiopatológicas do processo inflamatório.
Processos Inflamatórios: Agudos e crônicos
A inflamação pode ser aguda ou crônica. A aguda é de início rápido e de curta duração, caracterizada pela exsudação de líquido e proteínas plasmáticas, além do acúmulo de leucócitos, predominantemente neutrófilos. Já a crônica costuma ser insidiosa, de duração mais longa e é caracterizada pelo influxo de linfócitos e macrófagos com proliferação vascular associada e fibrose (cicatrização). Entretanto, essas formas básicas de inflamação podem se sobrepor, e muitas variáveis modificam seu curso e aspecto histológico. Quando a inflamação aguda é bem-sucedida na eliminação dos agentes agressores, a reação inflamatória se reduz. Porém, se a resposta falha na remoção desses patógenos invasores, a inflamação pode progredir para a fase crônica. As reações inflamatórias agudas se iniciam após a exposição do organismo a agentes lesivos ou células mortas. Os fagócitos residentes nos tecidos danificados, principalmente leucócitos e proteínas plasmáticas, começam um processo de digerir e remover os tecidos necróticos ou os invasores. 
Se na inflamação aguda a célula característica é o neutrófilo (leucócito polimorfonuclear), na inflamação crônica são leucócitos mononucleares (linfócito e macrófago). Todos os fenômenos vasculares, exsudativos e proliferativos também ocorrem na inflamação crônica, porém, a diferença é que esse processo inflamatório se dá em decorrência a infecções persistentes e doenças autoimunes por exemplo. A inflamação crônica pode ser divida em específica (granuloma) e não específica (tecido de granulação). O granuloma é um padrão específico da inflamação crônica na tentativa de conter uma lesão que é difícil de erradicar. Células epitelióides, ou seja, macrófagos ativados que tem sua morfologia alterada, compõem o granuloma juntamente com células gigantes e um halo linfocítico. Esse processo se dá quando há um agente específico como, por exemplo, um fio de sutura não absorvível. Existem alguns tipos de granuloma como o tuberculóide. O tecido de granulação (ou granulomatoso) compreende a inflamação crônica não específica. Nesse tecido há células de defesa, fibroblastos e novos vasos sanguíneos (angiogênese) que são responsáveis por levar mais nutrientes ao local afetado.
A intensa atividade dos leucócitos junto com o processo inflamatório desencadeiam o reparo tecidual.
Principais características:
1. Inflamação Aguda
- Resposta celular de monócitos e macrófagos 
- Resposta imediata a causar 
- Poucos dias são esperados para resposta 
- Muitas vezes serão resolvidos em breve 
- Podem se transformar em inflamação crônica
2. Inflamação Crônica
- Resposta celular de monócitos, macrófagos, fibroblastos, linfócitos, plasmócitos e outros. 
- A resposta é tipicamente atrasada e pode ocorrer uma quantidade de tempo após o envolvimento. 
- A duração pode ser de semanas a meses ou anos. 
- Se tecido suficientemente grave pode ser danificado.
Distúrbios inflamatórios
A lesão tecidual, dependente de leucócitos, está relacionada com alguns distúrbios inflamatórios agudos e crônicos; seguem alguns exemplos clínicos:
Aguda: síndrome de angústia respiratória aguda, rejeição aguda ao transplante e fibrose pulmonar.
 Crônica: artrite; asma; arterosclerose; rejeição crônica ao transplante; e fibrose pulmonar.
Como os leucócitos desempenham um papel importante na defesa do organismo, defesas da função leucocitária (genéticos ou adquiridos) aumentam a suscetibilidade às infecções, que podem ser recorrentes.
O resultado da inflamação aguda pode ser a remoção do exsudato, com restauração da estrutura normal do tecido (resolução). Mas, se o agente infeccioso permanecer no organismo, ocorre a progressão para a inflamação crônica. Dependendo da extensão da lesão inicial e da sua continuidade, bem como da capacidade de recuperação dos tecidos danificados, a inflamação crônica pode resultar em cicatrização ou fibrose. Estasocorrem após destruição tecidual substancial ou quando a inflamação atinge tecidos que não se regeneram.
A gravidade da resposta inflamatória, sua causa específica e o tecido envolvido podem alterar a morfologia básica da inflamação aguda, produzindo aparências distintas. Os padrões morfológicos da inflamação aguda estão associados a diferentes estímulos e situações clínicas.
Reações alérgicas e distúrbios do sistema imunológico são vistos nesta categoria
Tipos:
- Asma
- Alergias 
- Doenças auto-imunes 
- Aterosclerose
- Cancers 
- Prostatite crônica 
- Doença de Crohn Doença Inflamatória Pélvica
- Reumatóide 
- Artrite
- Colite ulcerosa
Classificações de Inflamação:
1.)  Inflamação Purulenta
- Resulta em uma grande quantidade de “pus” 
- Pus consiste em grande quantidade de neutrófilos, células mortas, fluidos e outras moléculas. 
- Infecção típica é estafilococos 
- Abscesso ou furúnculos podem ser vistos nos tecidos circundantes
2.)  inflamação serosa
- Resulta em uma quantidade mínima a grande de fluido colorido claro a turvo 
- Não tão longe quanto ter “pus” 
- Produzido por células mesoteliais 
- Pode ser causado por plasma sanguíneo 
- As bolhas são um exemplo
3.)   Inflamação granulomatosa
- Formação de granulomas 
- É uma coleção de células do sistema imunológico, como macrófagos 
- O corpo tenta isolar a área 
- Normalmente, é um pequeno nódulo 
- Relatório de patologia irá diferenciar entre este e outros processos de doença 
- É visto em uma variedade de doenças
4.)  Inflamação Fibrinosa
- Grande quantidade da molécula de fibrina entra nessa área de inflamação 
- Resultados em formação de cavidades 
- Fibrina é depositada na área
5.)   Inflamação Ulcerativa
- Danos ou ulceração do tecido envolvido 
- O topo colocado sobre o epitélio está danificado 
- Isto expõe as camadas inferiores 
- As úlceras são formadas
Fisiopatologia
Com a agressão tecidual se seguem imediatamente fenômenos vasculares mediados principalmente pela histamina. O resultado é um aumento localizado e imediato da irrigação sanguínea, que se traduz em um halo avermelhado em torno da lesão (hiperemia ou rubor). Em seguida tem início a produção local de mediadores inflamatórios que promovem um aumento da permeabilidade capilar e também quimiotaxia, processo químico pelo qual células polimorfonucleares, neutrófilos e macrófagos são atraídos para o foco da lesão. Estas células, por sua vez, realizam a fagocitose dos elementos que estão na origem da inflamação e produzem mais mediadores químicos, dentre os quais estão as citocinas (como, por exemplo, o fator de necrose tumoral e as interleucinas), quimiocinas, bradicinina, prostaglandinas e leucotrienos. Também as plaquetas e o sistema de coagulação do sangue são ativados visando conter possíveis sangramentos. Fatores de adesão são expressos na superfície das células endoteliais que revestem os vasos sanguíneos internamente. Estes fatores irão mediar a adesão e a diapedese de monócitos circulantes e outras células inflamatórias para o local da lesão.
Em síntese, todos estes fatores atuam em conjunto, levando aos eventos celulares e vasculares da inflamação. Resulta em um aumento do calibre de capilares responsáveis pela irrigação sanguínea local, produzindo mais hiperemia e aumento da temperatura local (calor). O edema ou inchaço ocorre a partir do aumento da permeabilidade vascular aos componentes do sangue, o que leva ao extravasamento do líquido intravascular para o espaço intersticial extra-celular. A dor, outro sintoma característico da inflamação, é causada primariamente pela estimulação das terminações nervosas por algumas destas substâncias liberadas durante o processo inflamatório, por hiperalgesia (aumento da sensibilidade dolorosa) promovida pelas prostaglandinas e pela bradicinina, mas também em parte por compressão relacionada ao edema.
Conclusão
É importante ressaltar que diferentes patologias associadas à inflamação crônica estão sendo foco de estudos e pesquisa. Recentemente foi publicado que o processo da inflamação é responsável, em parte, pelo aumento da prevalência de doenças cardíacas em pacientes com doença renal crônica. Esses processos pertencem aos fatores de risco no desenvolvimento de doenças do sistema cardiovascular. Além disso, mediadores inflamatórios importantes participam da patogênese da síndrome coronariana aguda, são proteínas da fase aguda.
As inflamações aguda e crônica também estão sendo alvo de pesquisas, com a finalidade de buscar novas abordagens terapêuticas para algumas doenças podendo ser aplicada como terapêutica tradicional na regulação da resposta inflamatória.
O processo inflamatório é uma reação muito complexa, no qual os marcadores mencionados parecem desempenhar vários papéis e seguir diversos caminhos metabólicos.
Mais pesquisas são necessárias no intuito de identificar novos marcadores inflamatórios, níveis de referência e de risco e pontos de corte, em especial para a população brasileira. É concebível ainda, a realização de investigações que monitorem um marcador em separado ou marcadores em conjunto que possam predizer risco de doença com segurança.
Bibliografia
http://patogeralpunf.wixsite.com/punfuff/inflamcao-aguda-e-cronica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inflama%C3%A7%C3%A3o
http://iahealth.net/inflammation/
http://nossaanadia.com.br/uploads/colunas/e8dec9cd80f0ca54c1f9666bdf06670b.jpg
https://www.fotosantesedepois.com/asma/

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