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Brochura cofi 2007 atribuicoes

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Setem-
bro de 1996.
o efetivo aprimoramento das ações de orientação e 
fiscalização requer a valorização do processo constru-
ído pelo Conjunto CFESS-CrESS, em sintonia com as 
implicações da atuação profissional diante dos dilemas 
da atualidade, na perspectiva da defesa, valorização e 
fortalecimento da profissão. desta forma, a centralida-
de da fiscalização é uma decisão coletiva respaldada no 
entendimento da sua organicidade com estratégias de-
mocráticas que reforçam a relevância pública da profis-
são e do conjunto na sociedade.
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Em tempo do necessário aprofundamento de mecanismos 
de resistência, politização e organização da classe trabalha-
dora, diante da agudização dos efeitos da mundialização do 
capital e das desigualdades, sobressai a necessária inovação 
de estratégias no campo democrático. assim, ressaltamos a 
importância do investimento continuado em ações públicas 
que provoquem impactos político-pedagógicos significati-
vos no exercício profissional na direção do enraizamento do 
projeto ético-político profissional.
1. iNTROdUÇÃO
a política Nacional de Fiscalização – pNF resultou de um 
processo histórico no Conjunto CFESS/CrESS de organi-
zação do sentido do serviço público da orientação e de 
fiscalização do exercício profissional, em sintonia ao aden-
samento dos compromissos e princípios ético-políticos e 
profissionais. resultou do trânsito institucional corpora-
tivo, controlador e burocrático, para uma prática políti-
co-pedagógica e disciplinadora, associada à afirmação e 
concretização dos princípios da profissão e das lutas sócio-
políticas no campo democrático.
o Serviço Social brasileiro, constitutivo dos processos e da 
história social, reconfigurou-se nas últimas décadas, atin-
gindo graus superiores de legitimidade acadêmica, organi-
zativa e profissional, em sintonia com as requisições sociais. 
Sobressai o desafio de consolidar o projeto ético-político, 
na contradição das determinações que incidem na atuação 
profissional em contextos específicos, na articulação entre 
formação e exercício profissional.
a fiscalização do exercício profissional fortalece ações que 
politizam as relações e garantam a prevenção e recompo-
sição da violação do Código de Ética dos assistentes So-
ciais (1993) e outros instrumentos jurídicos construídos de-
mocraticamente no Conjunto CFESS/CrESS. Seu caráter 
público configura-se como atividade precípua e exigência 
legal, regulada na Lei de regulamentação da profissão 
(Lei no 8662/93), para a fiscalização do exercício profissional.
4�
a articulação entre a legislação profissional atualizada com 
os princípios do Código de Ética aprofunda o processo de 
democratização institucional que resultou em novas e qualifi-
cadas respostas às demandas sociais.
Em 1997 a Comissão Nacional de Fiscalização elaborou di-
retrizes e estratégias para a pNF do exercício profissional do 
assistente social a partir dos debates e demandas dos Encon-
tros regionais e do XXV Encontro Nacional CFESS/CrESS. 
assim, a normatização de competências e atribuições, unifi-
cação das ações desenvolvidas e a deliberação de metas a 
serem cumpridas pelo Conjunto, culminaram na aprovação 
da resolução CFESS no 382/99, e na instituição da política 
Nacional de Fiscalização.
a implementação e a execução das normas gerais para o 
exercício da fiscalização possibilitam a incorporação nas 
atividades programáticas, políticas e normativo-jurídicas de 
novas ações, com o aprimoramento de procedimentos e a 
sedimentação dos avanços obtidos. Neste sentido, os dele-
gados do 35º Encontro Nacional CFESS/CrESS (2006), rea-
lizado em Vitória – ES, deliberaram pela sistematização de 
contribuições dos CrESS e do CFESS para a revisão da pNF, 
que foi remetida para a plenária Nacional CFESS/CrESS, de 
caráter deliberativo, realizada em Brasília – dF, nos dias 21 e 
22 de abril de 2007.
a pNF está organizada em eixos, diretrizes e objetivos que 
se desdobram no plano de ações e metas. para tanto, as di-
mensões, que são organicamente vinculadas e orientam sua 
execução, são:
I. Dimensão afirmativa de princípios e compromissos 
conquistados - Expressa a concretização de estratégias 
para o fortalecimento do projeto ético-político profissio-
nal e da organização política da categoria em defesa dos 
direitos, das políticas públicas e da democracia e, conse-
qüentemente, a luta por condições de trabalho condig-
nas e qualidade dos serviços profissionais prestados;
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II. Dimensão político-pedagógica – Compreende a ado-
ção de procedimentos técnico-políticos de orientação 
e politização dos assistentes sociais, usuários, insti-
tuições e sociedade em geral, acerca dos princípios 
e compromissos ético-políticos do Serviço Social, na 
perspectiva da prevenção contra a violação da legisla-
ção profissional. 
III. Dimensão normativa e disciplinadora – abrange 
ações que possibilitem, a partir da aproximação das 
particularidades sócio-institucionais, instituir bases e 
parâmetros normativo-jurídicos reguladores do exer-
cício profissional, coibindo, apurando e aplicando 
penalidades previstas no Código de Ética profissio-
nal, em situações que indiquem violação da legisla-
ção profissional. 
a concretização das dimensões da pNF depende de um con-
junto de mediações técnicas-políticas construídas nos eixos 
de atuação, que ordenam as ações efetivadas com finalida-
des e escolhas balizadas eticamente.
2. EixOS 
I. potencialização da ação fiscalizadora para valorizar, de-
fender, fortalecer e publicizar a profissão;
II. Capacitação técnica e política dos agentes fiscais e de-
mais membros das CoFIs para o exercício da orienta-
ção e fiscalização; 
III. articulação programática entre CFESS/CrESS, aBEpSS, 
ENESSo, unidades de Ensino e representações locais 
de estudantes; 
IV. Inserção do Conjunto CFESS / CrESS nas lutas em 
defesa da ampliação e garantia dos direitos, das po-
líticas sociais e da democracia na direção de uma so-
ciedade igualitária.
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3. diRETRizES
diante da importância de se unificar atividades e procedi-
mentos técnico-políticos para a execução da pNF, foram 
elencadas algumas estratégias vinculadas às finalidades do 
serviço de orientação e fiscalização do exercício profissional, 
considerando as seguintes diretrizes:
I. Consolidação do projeto ético-político profissional 
em articulação com a aBEpSS e a ENESSo, no âmbito 
da categoria;
II. Fortalecimento das lutas sócio-políticas no campo 
democrático-popular e da defesa dos direitos e da 
democracia;
III. aprimoramento dos processos de orientação e fisca-
lização do exercício profissional do assistente social, 
mediante qualificação técnico-política continuada;
IV. aprofundamento do debate sobre a formação e o 
exercício profissional para a construção de estratégias 
que valorizem e defendam a profissão;
V. Consolidação da imagem da profissão vinculada aos 
compromissos com a classe trabalhadora e os movi-
mentos sociais. 
4. OBJETivOS
as orientações formuladas pelo Conjunto CFESS/CrESS 
apontam os seguintes objetivos, relacionados às dimensões 
e aos eixos da política Nacional de Fiscalização:
I. direcionar a ação fiscalizadora dos CrESS, na pers-
pectiva da consolidação do projeto ético-político do 
Serviço Social, conforme os princípios do Código de 
Ética profissional;
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II. Nortear o exercício da fiscalização da profissão de Ser-
viço Social, tendo em vista a garantia da qualidade dos 
serviços profissionais prestado à população usuária;
III. Estabelecer estratégias que possibilitem a garantia 
da fiscalização consoante às exigências da profissão 
e da sociedade;
IV. articular a ação de fiscalização da CoFI com as lutas 
políticas gerais assumidas pela categoria e pelos movi-
mentos sociais, na perspectiva da defesa das políticas 
públicas e da garantia dos direitos sociais;