THAU IV
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THAU IV


DisciplinaHistória e Teoria da Arquitetura154 materiais3.892 seguidores
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UNIVERSIDADE PAULISTA \u2013 UNIP 
CAMPUS GOIÂNIA \u2013 FLAMBOYANT 
 
 
 
 
 
Francisco Juliano 
Izabela Costa 
Thiago Elias 
 
 
 
 
 
 
THAU IV 
FORMAÇÃO DAS CIDADES MODERNAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA 
2016 
Francisco Juliano; R.A: C19664-9; Turma: AU6D42. 
Izabela Costa; R.A: T35576-1; Turma: AU5B42. 
Thiago Elias; R.A: C207AH-2; Turma: AU6D42. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
THAU IV 
FORMAÇÃO DAS CIDADES MODERNAS 
 
 Trabalho apresentado como requisito parcial 
 para obtenção de aprovação na disciplina 
 THAU IV \u2013 Teoria e História da Arquitetura e 
 Urbanismo IV, do curso de Arquitetura e 
 Urbanismo, da Universidade Paulista. 
 Prof. º: Ivan Grande. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GOIÂNIA 
2016 
SUMÁRIO 
 
 
1. INTRODUÇÃO................................................................................................01 
2. As Condições das Cidades Europeias Pós Revolução Industrial............02 
3. Os Novos Planos Urbanísticos....................................................................04 
3.1. A Cidade Industrial de Tony Garnier..........................................................04 
3.2. O Plano Haussmann de Paris...................................................................07 
3.3. A Cidade Linear de Soria y Malta..............................................................08 
3.4. O Plano Cerdá de Barcelona.....................................................................09 
3.5. A Ville Radieuse de Le Corbusier..............................................................11 
4. O Urbanismo Morderno.................................................................................12 
4.1. A Carta de Atenas e o CIAM (1933)..........................................................13 
4.2. O Plano de Attílio Correa Lima para Goiânia............................................14 
4.3. O Plano Piloto de Lúcio Costa para Brasília.............................................16 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................19 
6. BIBLIOGRAFIA..............................................................................................20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
O presente trabalho é sobre as cidades modernas e como elas surgiram no 
mundo, mais concretamente pós a revolução industrial de 1760 até os tempos 
atuais. Passando pelos primeiros planos urbanísticos que visavam a melhoria da 
infraestrutura precária que a classe trabalhadora e os demais moradores tinham que 
enfrentar. 
Através de Tony Garnier, na França, mais precisamente na cidade de Lyon, 
ele começou a idealizar e planejar a \u201ccidade ideal\u201d e onde também começou a 
implantar o concreto armado nas construções. Enquanto Garnier trabalhava com seu 
modelo para Lyon, em Paris, Haussmann implantava um plano urbano totalmente 
racional. Onde o que importava eram os acessos rápidos para os poderes 
administrativos e toda o patrimônio histórico era desconsiderado. Os bairros que 
eram considerados \u201cdegradados\u201d eram eliminados e transformados em 
parques/praças públicas. 
Em Barcelona, Cerdá dava uma ideia revolucionária para a cidade linear, que 
nada mais era uma cidade com apenas uma avenida principal, em que nesta correria 
um eficiente transporte mecânico, e os demais ramos da cidade, ao redor desta 
centra, viessem a desaguar nela. As quadras possuíam \u201cmiolos\u201d que serviam para o 
convívio e para a implantação de áreas verdes. 
Então Le Corbusier fechou os planos urbanísticos ao apresentar a Cidade 
Radiante em 1924, a qual seguia a ordem e a simetria de modo muito rígido. A 
cidade fluía de modo claro e muito bem organizado. Foi quando em 1933, a Carta de 
Atenas propunha o modelo de cidade ideal, juntando todos esses métodos 
anteriormente citados em um único. Deixando para o mundo o modelo que deveria 
ser seguido, ou não, afim de propor o modernismo urbano para as novas cidades 
modernas. 
 
 
 
 
 
 
 
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2. As Condições das Cidades Europeias Pós Revolução Industrial 
 
 A Revolução Industrial foi a responsável pela profunda modificação e 
evolução sofrida pelas cidades em tempos modernos. Esta, entretanto, não 
influenciou apenas na economia, mas também na comunicação, no transporte, no 
urbanismo e nas próprias ideias da época. 
 Assim, o artesanato, fortalecido pelo período renascentista, dá lugar a uma 
extensa e complexa cadeia produtiva. O artesão que antes possuía em mãos toda a 
rede de produção passa a encarregar-se somente de uma atividade específica, 
gerando, desta maneira, uma forte linha de produção fabril. 
 É nesse ambiente de crescimento urbano e de excesso de mão de obra 
trabalhadora que se forma um novo conceito de cidade, nunca visto até então. 
 A fábrica passa a fazer parte do cenário urbano, e todos os demais detalhes 
da vida corriqueira estariam subordinados a ela. \u201cEsta, reclamava os melhores sítios 
da época, geralmente próximos a uma via aquática, para que assim os detritos 
provenientes da produção pudessem ser despejados no local\u201d. (MUNFORD, 1991, 
apud PUC/SP)1. A transformação dos rios em esgotos abertos foi um fato 
característico da época. 
 
 Figura 01 \u2013 Cidade na Revolução Industrial. Século XIX. 
Fonte: Mestres da História, disponível em: http://mestresdahistoria.blogspot.com.br/2014/03/roteiro-
 
1 Disponível em: http://www.pucsp.br/~diamantino/COKETOWN.htm/ Extraído de "A cidade na 
história". Lewis Munford, Ed. Martins Fontes, 1991 > acesso em 02 de novembro de 2016. 
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de-estudos-revolucao-industrial.html > acesso em 02 de novembro de 2016. 
 
 \u201cA revolução demográfica e industrial transforma radicalmente 
 a distribuição dos habitantes no território e as carências dos 
 novos locais de fixação começam a manifestar-se em larga 
 escala, na ausência de providências adequadas. As famílias 
 que abandonavam o campo e afluíam aos aglomerados 
 industriais ficavam alojadas nos espaços vazios disponíveis 
 dentro dos bairros antigos, ou nas novas construções 
 erguidas na periferia, que rapidamente se multiplicaram 
 formando bairros novos e extensos ao redor dos núcleos 
 primitivos. \u201d (ABIKO, 1995)2 
 
 A cidade industrial representa uma nova fase da cidade medieval. Esta, com 
suas ruas estreitas e tortuosas e suas precárias condições de higiene não possuía 
nenhuma estrutura para resistir à indústria e os problemas que surgem com ela. 
 \u201cA cidade estreita já não abriga mais a burguesia, que ao ver as condições de 
vida declinando, abandonam os centros antigos das cidades industriais e partem 
para novos bairros e subúrbios.\u201d (PEREIRA, 2010)3 
 A cidade industrial desse período é caracterizada pelo congestionamento e 
pela insalubridade, sem um sistema de abastecimento de água e esgoto e sem 
coleta de lixo. O ambiente torna-se propício ao surgimento de epidemias difíceis de 
serem controladas, além de doenças que prejudicam a população como um todo. 
 
Figura 02 \u2013 Congestionamento e insalubridade 
marcam a cidade industrial. 
 
2 Disponível em: Urbanismo: história e desenvolvimento/ A.K. Abiko, M.A.P. De Almeida, M.A.F. 
Barreiros. São Paulo: EPUSP, 1995. (Texto Técnico da Escola Politécnica da USP. Departamento 
de Engenharia de Construção Civil) > acesso em 02 de novembro de 2016. 
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