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Diptera 
Culicidae 
Taxonomia 
Diptera 
Culicidae, Psychodidae, 
Simuliidae 
(Halterata) 
(150 mil espécies descritas) 
 Pape et al. (2009) 
Nematocera (mosquitos) 
antenas longas (+8seg) 
 
Brachycera (moscas) 
antenas curtas 
 
Diptera: Culicidae 
 
Caracterização morfológica 
Ciclo de vida dos culicídeos 
Diferenças morfo-biológicas entre Aedes, Anopheles e Culex 
Ecologia de culicídeos 
Métodos de captura de culicídeos 
Interações Culicidae-parasitos-humanos e competência vetorial 
Controle de culicídeos 
 
 
Culicidae: Taxonomia 
Latim culex = mosquitos 
517 spp. 
1.216 spp. 
149 spp. 
27 spp. 
39 spp. 
Culicidae 
Cabeça 
Abdome 
Tórax 
Morfologia - Adultos 
• 3-6 mm (maioria) 
•15 ou 16 antenômeros 
• Revestimento: cerdas/escamas 
•Pernas longas 
•Outros nomes: muriçocas, 
mossorongos, carapanãs 
 
Culicidae 
Morfologia – ovos 
a Flutuadores 
b Aglomerados (jangadas) 
c Massas (vegetação) 
d Isolados 
Culicidae 
• 4 fases de larva 
•1 fase de pupa 
Morfologia – fases larvais e pupa 
Culicidae: detalhes da morfologia e dimorfismo sexual 
♂ 
♀ 
Antena plumosa, 
alimento=açúcares 
Antena pilosa, 
alimento=sangue 
Antena capta vibrações das asas das 
fêmeas + amplificação no pedicelo 
(Johnston) 
Culicidae 
Morfologia – diferenças entre Anophelinae e Culicinae 
• Mesonoto e asas nos adultos 
 
= Terço posterior do mesonoto 
Culicidae 
Morfologia – diferenças 
Anophelinae e Culicinae 
 
• Larvas com sifão 
desenvolvido ou ausente 
 
Culicidae: diferenças entre os três principais gêneros 
Ovos unidos em jangada Ovos Ovos flutuantes 
Sifão longo Sifão curto 
Sem sifão, 
paralelas a 
superfície 
Trompa: forma de funil Trompa cilíndrica 
Perpendiculares a 
superfície 
Paralelo ao apoio 
Perpendicular 
ao apoio 
Ovos isolados 
Aedes aegypti 
Anopheles darlingi 
Hábitos crepusculares e noturnos 
Principal transmissor de MALARIA no 
Brasil 
Culex quinquefasciatus 
Transmissor da FILARIOSE LINFÁTICA 
Hábitos noturnos, voraz e com zumbido 
desagradável 
Principal transmissor da FEBRE AMARELA e 
DENGUE no mundo 
Hábitos diurnos 
Culicidae: diferenças entre os três principais gêneros 
Culicidae: diferenças entre os três principais gêneros 
Anopheles Culex Aedes 
Haemagogus janthinomys 
Transmissor da febre amarela silvestre 
Outros culicídeos de importância em parasitologia 
Sabethes amazonicus 
Transmissor 
de arboviroses na amazônia 
Culicidae: Biologia 
Holometábolos com 
desenvolvimento das 
larvas e pupas na água 
100 a 300 
ovos/postura 
4 estágios larvais se alimentando de plâncton 
Respiração por 
espiráculos terminais 
(sifão) 
Eclosão e 
enrijecimento da 
cutícula e músculos 
Sobrevivência 
dos adultos: 
Fêmea: 1 mês 
Macho: 1 
semana 
7 dias 
Culicidae: desenvolvimento 
Culicidae: principais criadouros domésticos 
Culicidae: principais criadouros silvestres 
Culicidae: ecologia variável 
 
• Espécies diurnas e noturnas - hematofagia geralmente crepuscular 
• Espécies domésticas, endofílicas, silvestres 
• Espécies silvestres com hábito alimentar 
 definido espacialmente (Acrodendrofilia) 
• Espécies zoófilas estritas, antropófilas e espécies ecléticas 
 Ampla variabilidade de tipos de criadouros 
Resultante da influência do homem no ambiente 
Ex: lixo/pneus x Aedes 
Distribuição e dispersão de Aedes aegytpti nas 
Américas 
Formas de 
dispersão 
Ativa: 30-50 metros 
(média adultos) 
Passiva: comércio de pneus, 
mudanças (ovos e adultos) 
Boa Vista, 1981 
Mosquitos são mais atraídos por humanos infectados por Plasmodium? 
Manipulação de mosquitos por patógenos 
 
Desenho do olfatômetro: experimentos com 
crianças não infectadas x infectadas na fase 
assexuada x gametocítica: deslocamento dos 
mosquitos 
Os mosquitos foram 2 x mais atraídos por 
crianças na fase gametocítica: aumento da 
probabilidade de Plasmodium ser 
transmitido ao mosquito 
Epidemiologia/Impacto 
Como vetores podem transmitir: 
Arboviroses: Febre amarela, Dengue 
Protozooses: Malária 
Helmintoses: Filárias 
 
E ainda veiculizar: ovos de moscas/miíases 
Ex: Dermatobia hominis/Berne 
Culicidae: Epidemiologia da febre amarela silvestre, rural 
e urbana 
Silvcstre 
Rural 
Urbana 
Ciclos urbanos não 
ocorrem no Brasil 
desde 1942 
Febre Amarela no Brasil 
Área endêmica 
Área de transição 
Área indene 
Sul da Bahia e ES + Divisa 
RJ/MG: áreas de risco 
potencial 
Primatas com febre 
amarela até no RS 
2003-2004: 67 
casos/25óbitos 
(principalmente MG) 
Fator de risco: explorar 
matas onde a zoonose 
ocorre (turismo) 
Dengue no Brasil 
Perspectiva de vacina? 
Febre Amarela, Dengue e mosquitos... 
No DF: sucessivas mortes de macacos infectados e 6 humanos 
infectados, 1 óbito (DIVAL 2007) 
Transmissão transovariana 
Fatores que podem influenciar a transmissão vetorial 
Filariose linfática (principalmente por Culex quinquefasciatus) 
Transmissão da filariose no Brasil 
Transmissão da malária no Brasil 
Malária (principalmente por Anopheles darlingi) 
99% dos casos ocorrem 
na Amazônica legal 
Alta temperatura e 
umidade é fundamental 
para a esporogonia nos 
insetos vetores 
Controle dos culicídeos 
Evitando contato direto com as fêmeas hematófagas: 
- Mosquiteiros (impregnados com inseticidas) 
- Uso de repelentes (DEET) ou consumo de alimentos que produzem 
odores repelentes 
- Evitar horários de atividade: amanhecer e entardecer 
- Roupas adequadas 
Controle físico dos culicídeos 
Controle químico dos culicídeos 
Controle em larga escala: 
-Combate as larvas nos criadouros: inseticidas químicos (deltametrina, 
temephos) e biológicos (Bacillus thuringiensis, tilápias) 
- Controle físico 
- Combate ao adulto: fumacê 
- Controle genético (machos estéreis ou não susceptíveis) 
- Controle integrado: educação sanitária e participação comunitária. 
Quais são as principais dificuldades para o controle? 
 
- Questões biológicas: resistência dos insetos, alta capacidade de dispersão, 
adaptabilidade, transmissão transovariana, antropofilia, criadouros, diapausa 
- Questões socioeconômicas (investimentos, educação sanitária, 
conscientização da população). 
Controle dos culicídeos 
Basta jogar a borra de café nos 
reservatórios potencial de água! 
E não há resistência! 
Controle dos culicídeos 
 
 
 
 
+ eficiente, econômico e viável que a 
pesquisa larvária (Braga et al. 2000) 
Métodos para captura de 
Aedes aegypti 
Seleciona recipientes de cor escura para 
ovipor 
Recipiente com água + palheta de madeira 
(vertical) 
Limitação: fraca estimativa da densidade 
pop. 
Ovitrampas 
 
 
 
 
+ eficiente, econômico e viável que a 
pesquisa larvária (Braga et al. 2000) 
Métodos para 
captura de 
Aedes aegypti 
Vantagem: fácil identificação do inseto, sem necessidade de estrutura de 
laboratório (Favaro et al. 2006) 
 
 
 
 
MosquiTRAP: visitas em um raio de 200 m da armadilha positiva contribuíram 
para redução dos casos de Dengue. Mapas são atualizados em tempo real. 
Monitoramento inteligente da Dengue (Eiras & Resende 2009) 
Controle biológico de Aedes aegyptiBioinseticida Bt-horus, 
desenvolvido pela Embrapa 
Recursos Genéticos e 
Biotecnologia 
Aplicado em São Sebastião-DF em 
2007 
 
Antes: 4% infestação 
 
Depois: menos de 1% infestação 
(aceitável pela OMS) 
Controle dos vetores usando mosquitos 
geneticamente modificados 
Machos transgênicos 
soltos no local 
Fertilização das 
fêmeas 
Produção de larvas 
transgênicas que não 
chegam a fase adulta 
Diminuição da pop. de 
adultos no local 
Concluindo... 
 
 
 
 
Culicídeos têm grande impacto em saúde pública 
 
Estudos morfológicos permitem identificação dos principais vetores 
 
Estudos biológicos permitem entender aspectos epidemiológicos das 
parasitoses e fornecem subsídios para o controle 
 
Campanhas de controle de vetores sem conhecimento da biologia de 
culicídeos podem apresentar resultados falhos 
Isso implica na SAÚDE de milhares de pessoas expostas aos mosquitos! 
Referências 
Básica 
MARCONDES, CB. Entomologia médica e veterinária. São Paulo: Atheneu, 2001. 
CONSOLI AGB & DE OLIVEIRA RL. Principais mosquitos de importância 
sanitária no Brasil. Rio de Janeiro, Fiocruz, 1998. 
Complementar 
KOELLA JC, SORENSEN FL, ANDERSON R. The Malaria parasite Plasmodium falciparum 
increases the frequency of multiple feeding of its mosquito vector Anopheles gambiae. 
Proccedings of the Royal Society of London Sen B 265:763-8,1998. 
KOELLA JC, RIEU L, PAUL REL. Stage specific manipulation of a mosquito’s host-seeking 
behaviour by the malaria parasite Plasmodium gallinaceum. Behavioral Ecology 13:816-20,2002 
LARANJA, AT; MANZATO, AJ; BICUDO, HEMC. Effects of caffeine and used coffee grounds 
on biological features of Aedes aegypti (Diptera, Culicidae) and their possible use in alternative 
control. Genetics and Molecular Biology, 26: 419-429, 2003. 
VEZZANI, D; VELÁZQUEZ, SM; SOTO, S; SCHWEIGMANN NJ. Environmental 
Characteristics of the Cemeteries of Buenos Aires City (Argentina) and Infestation Levels of 
Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. 96: 467-471, 2001

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