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TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Escrevente Técnico Judiciário
Profa. Pamella Brandão
Formação das palavras
Como formamos palavras na Língua Portuguesa?
• Radical
• Conceito de morfema x fonema
Formação das palavras
Tipos de palavras que temos no nosso idioma:
Formação das palavras
• Temos dois processos: DERIVAÇÃO ou
COMPOSIÇÃO
DERIVAÇÃO
a) Prefixal ou Prefixação:
REler - INfeliz - ULTRAvioleta
b) Sufixal ou Sufixação:
boiADA - felizMENTE - lealDADE
c) Prefixal e Sufixal:
DESlealDADE - INfelizMENTE - DESligADO
d) Parassintética ou Parassíntese:
ENtardECER - ENtristECER - DESalmADO
e) Regressiva:
Pescar: pesca Barracão: barraco
f) Imprópria:
O sr. Oliveira faleceu.
A oliveira nasceu no jardim.
Homem alto.
Falava alto.
COMPOSIÇÃO
a) Justaposição:
Passatempo - Girassol - Guarda-roupa
b) Aglutinação:
Filho de algo: fidalgo
Plano + algo: planalto
Água + ardente: aguardente
CASOS ESPECIAIS
a) Hibridismo:
Televisão: TELE (grego) VISÃO (latim)
Automóvel: AUTO (grego) MÓVEL (latim)
b) Abreviação:
Foto: fotografia
Moto: motocicleta
c) Abreviatura:
mim. - minuto
Sr. – senhor
d) Sigla:
I.B.G.E.: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
M.P.U.: Ministério Público da União.
EMPREGO DAS LETRAS
ORTOGRAFIA
• Emprego das letras h, s, z, x, ch, g, j, ss, sc
• Emprego do h
O h é uma letra que se mantém em algumas palavras em decorrência da
etimologia ou da tradição escrita do nosso idioma. Algumas regras, quanto
ao seu emprego devem ser observadas:
a) Emprega-se o h quando a etimologia ou a tradição escrita do nosso
idioma assim determina.
homem, higiene, honra, hoje, herói.
b) Emprega-se o h no final de algumas interjeições.
Oh! Ah!
• c) No interior dos vocábulos não se usa h,
exceto:
- nos vocábulos compostos em que o segundo
elemento com h se une por hífen ao primeiro.
super-homem, pré-história.
- quando ele faz parte dos dígrafos ch, lh, nh.
Passarinho, palha, chuva.
• Emprego do s
Emprega-se a letra s:
- nos sufixos -ês, -esa e –isa, usados na formação de palavras que indicam nacionalidade,
profissão, estado social, títulos.
Chinês, chinesa, burguês, burguesa, poetisa.
- nos sufixos –oso e –osa (qua significa “cheio de”), usados na formação de adjetivos.
delicioso, gelatinosa.
- depois de ditongos.
coisa, maisena, Neusa.
- nas formas dos verbos pôr e querer e seus compostos.
puser, repusesse, quis, quisemos.
- nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com s.
análise: analisar, analisado
pesquisa: pesquisar, pesquisado.
• Emprego do z
Emprega-se a letra z nos seguintes casos:
- nos sufixos -ez e -eza, usados para formar substantivos abstratos
derivados de adjetivos.
rigidez (rígido), riqueza (rico).
- nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com z.
cruz: cruzeiro, cruzada.
deslize: deslizar, deslizante.
• Emprego dos sufixos –ar, – isar e –izar.
Emprega-se o sufixo –ar nos verbos derivados de palavras cujo radical
contém –s, caso contrário, emprega-se –izar.
análise – analisar eterno – eternizar
• Emprego das letras e e i.
Algumas formas dos verbos terminados em –oar e –uar grafam-se
com e.
perdoem (perdoar), continue (continuar).
Algumas formas dos verbos terminados em –air, -oer e –uir grafam-
se com i.
atrai (atrair), dói (doer), possui (possuir).
• Emprego do x e ch.
Emprega-se a letra x nos seguintes casos:
- depois de ditongo: caixa, peixe, trouxa. (Exceção: recauchutar e
derivados)
- depois de sílaba inicial en-: enxurrada, enxaqueca (exceções:
encher (de cheio), encharcar (de charco), enchumaçar e seus
derivados).
- depois de me- inicial: mexer, mexilhão (exceção: mecha e seus
derivados).
- palavras de origem indígena e africana: xavante, xangô.
• Emprego do g ou j
Emprega-se a letra g
- nas terminações –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: prestígio, refúgio.
- nas terminações –agem, -igem, -ugem: garagem, ferrugem.
Emprega-se a letra j em palavras de origem indígena e africana: pajé,
canjica, jirau.
• Emprego de s, c, ç, sc, ss.
- verbos grafados com -ced originam substantivos e adjetivos grafados
com cess.
ceder – cessão.
conceder - concessão.
retroceder - retrocesso.
Exceção: exceder - exceção.
- nos verbos grafados com -nd originam substantivos e adjetivos grafados
com ns.
ascender – ascensão
expandir – expansão
pretender – pretensão.
- verbos grafados com ter originam substantivos grafados com tenção.
deter – detenção
conter – contenção.
• Dificuldades entre o e e o i
• Escrevem-se com e verbos e outras palavras
relacionadas com nomes terminados em – eia
e – eio (aldeia = aldeão, aldeamento; areia =
areal, arear)
• Escrevem-se com e verbos e outras palavras
que derivam de nomes e adjetivos que não
têm i no radical (lama = enlamear; branco =
branquear)
• Escrevem-se com i quando esta vogal já existe
no radical (frio = resfriar, resfriado; vadio =
vadiar)
• Dificuldades entre o o e o u
• A 1ª pessoa do singular do presente do
indicativo dos verbos terminados em – oar
escreve-se - oo, enquanto a dos verbos em –
uar escreve-se – uo (perdoar – perdoo;
acentuar – acentuo)
• As terminações dos diminutivos cultos do
latim, usados na terminologia científica,
escrevem-se sempre com u (globo – glóbulo;
parte – partícula; modo – módulo)
MAL x MAU
Uso dos PORQUÊS.
POR QUE
a) Quando, depois dela, subentende-se as
palavras razão ou motivo.
Por que você faltou ontem? (Por que razão você
faltou...)
Vou contar por que não voltei lá. (Vou contar por
que razão...)
Saiba por que seu dinheiro desvalorizou tanto.
(Saiba por que razão/motivo seu dinheiro...)
b) Quando é substituível por pelo qual e suas
variações.
A vitória por que lutamos está próxima.
(A vitória pela qual lutamos está próxima.)
São humilhantes as situações por que eles têm
passado.
(São humilhantes as situações pelas quais eles...)
POR QUÊ
Sempre próximo ao sinal de pontuação.
Você faltou ontem por quê?
Ninguém sabe como ele veio, nem por quê.
PORQUE
Emprega em respostas; geralmente como forma
equivalente de pois ou como.
Faltei à reunião porque precisei viajar.
(Faltei à reunião pois precisei viajar)
Dirija com cuidado, porque a estrada é perigosa.
Porque corria pouco, os colegas o obrigavam a
jogar no gol.
PORQUÊ
• É um substantivo, vem sempre precedido por
artigo ou pronome e equivale a razão/motivo.
Ninguém sabia o porquê da demissão do
gerente.
Eles nos traíram, jamais saberemos o porquê.
Não houve um porquê específico para o
abandono.
HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS
1. Definições
• Homônimos: vocábulos que se pronunciam da mesma
forma, e que diferem no sentido.
- Homônimos perfeitos: vocábulos com pronúncia e
grafia idênticas (homófonos e homógrafos).
São: 3ª p. p. do verbo ser. - Eles são inteligentes.
São: sadio. - O menino, felizmente, está são.
São: forma reduzida de santo. - São José é meu santo
protetor.
- Homônimos imperfeitos: vocábulos com pronúncia
igual (homófonos), mas com grafia diferente (heterógrafos).Cessão: ato de ceder, cedência
Seção ou secção: corte, subdivisão, parte de um todo
Sessão: espaço de tempo em que se realiza uma reunião
• Parônimos: vocábulos ou expressões que apresentam semelhança
de grafia e pronúncia, mas que diferem no sentido.
Cavaleiro: homem a cavalo
Cavalheiro: homem gentil
Absolver: inocentar, relevar da culpa imputada: O júri absolveu o réu.
Absorver: embeber em si, esgotar: O solo absorveu lentamente a água
da chuva.
Acerca de: sobre, a respeito de: No discurso, o Presidente falou acerca
de seus planos.
A cerca de: a uma distância aproximada de: O anexo fica a cerca de
trinta metros do prédio principal. Estamos a cerca
de um mês ou (ano) das eleições.
Há cerca de: faz aproximadamente (tanto tempo): Há cerca de um ano,
tratamos de caso idêntico; existem
aproximadamente: Há cerca de mil títulos no catálogo.
ACENTUAÇÃO
• Crase
Crase é a fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente a crase pelo acento grave.
Fomos à piscina
à artigo e preposição
• Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que exija a preposição a e outro termo que
aceite o artigo a.
Para termos certeza de que o "a" aparece repetido, basta utilizarmos alguns artifícios:
• I. Substituir a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao
ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Temos amor à arte.
(Temos amor ao estudo)
Respondi às perguntas.
(Respondi aos questionário)
• II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para
a, ocorre a crase:
Exemplos:
Contarei uma estória a você.
(Contarei uma estória para você.)
Fui à Holanda
(Fui para a Holanda)
• III. Substituir o verbo "ir" pelo verbo pelo verbo
"voltar". Se aparecer a expressão voltar da,é porque
ocorre a crase.
Exemplos:
Iremos a Curitiba.
(Voltaremos de Curitiba)
Iremos à Bahia
(Voltaremos da Bahia)
• Não ocorre a Crase
a) antes de verbo
Voltamos a contemplar a lua.
b) antes de palavras masculinas
Gosto muito de andar a pé.
Passeamos a cavalo.
c) antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora, senhorita e dona:
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza
Dirigiu-se à Sra. com aspereza.
d) antes de pronomes em geral:
Não vou a qualquer parte.
Fiz alusão a esta aluna.
e) em expressões formadas por palavras repetidas:
Estamos frente a frente
Estamos cara a cara.
f) quando o "a" vem antes de uma palavra no plural:
Não falo a pessoas estranhas.
Restrição ao crédito causa o temor a empresários.
• Crase facultativa
1. Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à (a) Juliana.
2. Antes de pronome possessivo feminino:
Dirija-se à (a) sua fazenda.
3. Depois da preposição até:
Dirija-se até à (a) porta.
• Casos particulares
1. Casa
• Quando a palavra casa é empregada no sentido
de lar e não vem determinada por nenhum adjunto
adnominal, não ocorre a crase.
Exemplos:
Regressaram a casa para almoçar
Regressaram à casa de seus pais
2. Terra
• Quando a palavra terra for utilizada para designar chão firme, não
ocorre crase.
Exemplos:
Regressaram a terra depois de muitos dias.
Regressaram à terra natal.
3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aqueles,
aquilo.
• Se o tempo que antecede um desse pronomes demonstrativos
reger a preposição a, vai ocorrer a crase.
Exemplos:
Está é a nação que me refiro.
(Este é o país a que me refiro.)
Esta é a nação à qual me refiro.
(Este é o país ao qual me refiro.)
Estas são as finalidades às quais se destina o projeto.
(Estes são os objetivos aos quais se destino o projeto.)
Houve um sugestão anterior à que você deu.
(Houve um palpite anterior ao que você me deu.)
• Ocorre também a crase
a) Na indicação do número de horas:
Chegamos às nove horas.
b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda venha oculta:
Usam sapatos à (moda de) Luís XV.
c) Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento:
Chegou à tarde (tempo).
Falou à vontade (modo).
d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...
OBSERVAÇÕES: Lembre-se que:
• Há - indica tempo passado.
Moramos aqui há seis anos
• A - indica tempo futuro e distância.
Daqui a dois meses, irei à fazenda.
Moro a três quarteirões da escola.
ACENTUAÇÃO DE PALAVRAS
• QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA
O que é sílaba tônica?
1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”,
“E”, “O”, seguidas ou não de “S”, inclusive as
formas verbais quando seguidas
de “LO(s)” ou “LA(s)”.
2. Também recebem acento as oxítonas
terminadas em ditongos abertos, como “ÉI”,
“ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S”
Exemplos:
Chá Mês nós
Gás Sapé cipó
Dará Café avós
Pará Vocês compôs
vatapá pontapés só
Aliás português robô
dá-lo vê-lo avó
recuperá-los Conhecê-los pô-los
guardá-la Fé compô-los
réis (moeda) Véu dói
méis céu mói
pastéis Chapéus anzóis
ninguém parabéns Jerusalém
Casos do I e do U
• Acentuamos o I e U quando forem HIATOS,
seguidos ou não de S.
• Só não acentuamos oxítonas terminadas em
“I” ou “U”, a não ser que seja um caso de
hiato.
Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e
“atraí-lo” são acentuadas porque as vogais “i” e
“u” estão tônicas nestas palavras e fazem parte
de hiatos.
3. Acentuamos as palavras paroxítonas quando
terminadas em:
L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível.
N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen.
R – câncer, caráter, néctar, repórter.
X – tórax, látex, ônix, fênix.
PS – fórceps, Quéops, bíceps.
Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs.
ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.
I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis.
ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon.
UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns.
US – ânus, bônus, vírus, Vênus.
4. Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido,
pálido, sândalo, crisântemo, público, pároco,
proparoxítona.
• QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS
VOCÁLICOS
5. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos,
quando:
• Formarem sílabas sozinhos ou com “S”
Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-
ís-ta.
IMPORTANTE
• Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-
ir”, “Ra-ul”, se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos?
Resposta: Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de
NH. Em “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e
“l” respectivamente. Essas consoantes já soam forte por
natureza, tornando naturalmente a sílaba “tônica”, sem
precisar de acento que reforce isso.
6. Trema
Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa.
Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus derivados,
de origem estrangeira, como Bündchen, Müller, mülleriano
(neste caso, o “ü” lê-se “i”)
7. Acento Diferencial
• O acento diferencial permanece nas palavras:
Ex.: pôde (passado), pode (presente)
pôr (verbo), por (preposição)
SINGULAR PLURAL
Ele tem Eles têm
Ele vem Eles vêm
Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do verbo está no
singular ou plural:
Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como: conter, manter,
intervir, deter, sobrevir, reter, etc.
CLASSES DE PALAVRAS
• SUBSTANTIVO
Próprio: refere-se a um determinado ser da espécie.
Ex.: Rodolfo, Argentina, Facebook.
X
Comum: nomeia todos os seres e coisas.
Ex.: mesa, cadeira, menino, mulher.
Concreto
Ex.: mesa, lâmpada, fada, Argentina.
X
AbstratoEx.: amor, angústia, felicidade.
Simples: um só radical
Ex.: roupa, amor, sol
X
Composto: dois ou mais radicais
Ex.: Guarda-roupa, passatempo, girassol
Primitivo
Ex.: amor, lua, pedra, jornal, sol
X
Derivado
Ex.: amoroso, amando; luar, lunático; jornalista,
jornaleiro; solar, ensolarado.
Coletivos: nomeia a reunião de seres da mesma espécie.
Ex.: Alcateia, enxame, molho, multidão.
• FLEXÕES DO SUBSTANTIVO
Flexão de gênero:
- Biformes: quando alteramos os afixos para
formar o feminino.
Ex.: conde – condessa / menino – menina
OBS.: Quando palavras com radical totalmente
diferente para formar o feminino, chamamo-las
de HETERÔNIMOS.
Ex.: bode – cabra / cavaleiro – amazona
- Uniformes
a) Comum de dois gêneros:
dentista
b) Sobrecomum:
a testemunha / a criança
c) Epicenos ou promíscuos (sem distinção)
A cobra - o jacaré – o sabiá
PARTICULARIDADES DO GÊNERO
a) Gênero não fixo:
O/A diabete - O/A personagem
b) Mudança de significado
o cisma (a separação) - a cisma (desconfiança)
o grama (medida de peso) - a grama (vegetal)
FLEXÃO DE NÚMERO
a) singular: menina, ave, homem.
b) plural: meninas, aves, homens.
Formação do plural no substantivo simples:
a) Terminados em –ão:
órfãos, cidadãos, mãos, anões, pães, cães
OBS.: alguns admitem duas ou três formas:
corrimãos, corrimões
anciãos, anciães, anciões
vilãos, vilães, vilões
b) Terminados em -s:
- Monossílabos e oxítonos recebem –es:
gás – gases / mês – meses / país – países
- Outros ficam invariáveis:
o lápis – os lápis / o ônibus – os ônibus
c) Terminados em –r ou –z recebem –es:
mulheres, oradores, cruzes, juízes
d) Terminados em –m trocam por –ns:
garagens, armazéns, homens, nuvens
e) Terminados em –al, -el, -ol, -ul trocam o –l por –is:
jornais, papéis, faróis
f) Terminados em –il:
- Oxítonas trocam –l por –s:
funis, barris
- Paroxítonas trocam –il por –eis:
fósseis, répteis, projéteis
OBS.: Casos especiais
mal, males; cônsul, cônsules; mel, meles ou méis.
g) Terminados em –x ficam invariáveis:
os tórax, as fênix, as xérox
h) Terminados em –n:
- acrescenta-se –es ou –s:
hífenes ou hífens; abdômenes ou abdomens;
elétrons; prótons.
Formação de plural nos substantivos compostos
a) composto sem hífen: variam como
substantivos simples.
aguardente, aguardentes;
girassol, girassóis.
b) Composto com hífen:
Dependerá da classe gramatical de cada um dos
termos formadores do vocábulo composto.
- Variáveis - Invariáveis
Substantivos; Verbos;
Adjetivos; Advérbios;
Pronomes; Interjeições;
Numerais. Prefixos.
Exemplos:
abelha-mestra = abelhas-mestras
abelhas (subst.) / mestra (subst.)
amor-perfeito = amores-perfeitos
Amor (subst.) / perfeito (adj.)
padre-nosso = padres-nossos
Padre (subst.) / nosso (pron.)
guarda-roupa = guarda-roupas
Guarda (verbo) / roupa (subst.)
Vice-presidente = vice-presidentes
Vice (pref.) / presidente (subst.)
Casos especiais:
1. Varia apenas o primeiro elemento quando:
Ligados por preposição:
Pé-de-moleque = pés-de-moleque
Mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça
2. Varia apenas o segundo elemento quando:
a) Formado por palavras repetidas:
Quero-quero = quero-queros
Corre-corre = corre-corres
FLEXÃO DE GRAU
a) Normal: homem, boca.
b) Aumentativo:
Homenzarrão, bocarra = sintético.
Homem grande, boca grande = analítico.
c) Diminutivo:
Homenzinho, boquinha = sintético.
Homem pequeno, boca pequena = analítico.
• ADJETIVOS
Simples: vermelho, financeiro, escuro
Composto: vermelho-claro, sócio-financeiro.
Pátrio: refere-se a continentes, países, cidades e etc.
Ex.: brasileiro, sergipano, europeu, carioca.
Locução Adjetiva
Expressão formada de preposição + substantivo (ou
advérbio) com valor de adjetivo.
Ex.: dia de chuva – dia chuvoso
Luz do sol – luz solar
Ar do campo – ar campestre
FLEXÃO DE GÊNERO:
Biforme: bom/boa, mau/má, bonito/bonita.
Uniforme: feliz, ágil, alegre, inteligente.
FLEXÃO DE NÚMERO:
a) Adjetivo simples: homem bom / homens bons
b) Adjetivo composto: varia apenas o último elemento
Hospital médico cirúrgico = hospital médico-cirúrgicos
Blusa amarelo-clara = blusas amarelo-claras
• OBS.: Se o último elemento do composto for
um substantivo, fica invariável.
Ex.: tecido amarelo-ouro = tecidos amarelo-ouro
sapato marrom-café = sapatos marrom-café
FLEXÃO DE GRAU
Existem apenas dois graus:
1. COMPARATIVO
2. SUPERLATIVO
• COMPARATIVO
a) Igualdade: João é tão alto quanto seu irmão.
b) Superioridade: João é mais alto que (ou do
que) seu irmão.
c) Inferioridade: João é menos alto que (do
que) seu irmão.
• SUPERLATIVO
1. Relativo: qualidade de um ser em relação a
um conjunto de seres.
a) superioridade: João é o mais alto da turma.
b) inferioridade: João é o menos alto da turma.
2. Absoluto: qualidade de um único ser.
a) analítico: João é muito alto.
b) sintético: João é altíssimo.
• ARTIGO
Varia em gênero e número e serve para definir o substantivo.
a) Definido: o, a, os, as
O jornal Folha de São Paulo comentou a notícia.
b) Indefinido: um, uma, uns, umas
Um jornal comentou uma notícia.
• Particularidades do artigo:
1. Substantivar qualquer palavra:
O “não” é uma palavra que expressa negação.
(não – subst.)
Quem ama o feio, bonito lhe parece. (feio – adj.)
2. Evidenciar o gênero e número dos
substantivos:
A coleta (fem.) / O lápis (sing.) e Os lápis
(plural)
3. Revelar quantidade aproximada quando
usado o indefinido diante de numerais:
Uns dez quilos. / Umas trezentas pessoas.
4. Combinar-se com preposições:
No = em + o
Das = de + as
À = a + a
Numa = em + uma
PRONOME
• PRONOME
Precede o substantivo ou nome que dão indicações sobre aquilo que
este expressa, limitando ou concretizando seu significado. Concordam
sempre em gênero com o substantivo.
• Pronomes pessoais
Representa as três pessoas do discurso: quem fala, pra quem fala e de
quem se fala.
• Pronomes possessivos.
• Pronomes de tratamento
• Pronomes demonstrativos
Substitui ou acompanha os nomes, indicam a posição dos seres e das coisas
no espaço e no tempo em relação às pessoas gramaticais.
• Pronomes relativos
• Pronomes interrogativos
• Pronomes indefinidos
NUMERAL
NUMERAL – como o nome diz, expressam quantidades, frações,
múltiplos, ordem.
Exemplos:
- Andei por duas quadras.
- Fui a segunda colocada no concurso.
- Comi um quarto da pizza.
- Tenho triplo da idade de meu filho.
Classificação do numeral: cardinal, ordinal, multiplicativo e fracionário.
• CARDINAL
Indica quantidade, serve para fazer a contagem.
• ORDINAL
Expressa ordem.
• MULTIPLICATIVO
Indica multiplicação.
• FRACIONÁRIO
Expressa divisão, fração e partes.
• COLETIVO
Indica um conjunto. Exemplo: centena, dúzia, dezena, década e milheiro.
*Observação: “zero” e “ambos” são considerados como numerais.
• Diferença entre um artigo e o um numeral, um artigo indica
indefinição do substantivo e o um numeral indica quantidade do
substantivo.
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
Um Primeiro- -
Dois Segundo dobro, duplo meio
Três Terceiro triplo, tríplice terço
Quatro Quarto quádruplo quarto
Cinco Quinto quíntuplo quinto
Seis Sexto sêxtuplo sexto
sete Sétimo sétuplo sétimo
oito Oitavo óctuplo oitavo
nove Nono nônuplo nono
dez Décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto
VERBOS
Emprego/correlação de tempos e modos verbais.
Verbos são palavras que indicam ações, estados ou fenômenos, situando-os no tempo.
Exemplos:
O menino correu pela rua. (AÇÃO)
Eu estou triste. (ESTADO)
Choveu muito. (FENÔMENOS DA NATUREZA)
• Quanto à estrutura, os verbos são compostos pelo radical (a parte invariável e que
normalmente se repete), terminação (a parte que é flexionada) e a vogal temática (que
caracteriza a conjugação).
ESTUD- AR
ESCREV- ER
PART- IR
• São três as conjugações em língua portuguesa:
1ª Conjugação: verbos terminados em AR
2ª Conjugação: verbos terminados em ER
3ª Conjugação: verbos terminados em IR
Na morfologia do verbo, encontramos as
seguintes classificações:
• Radical: Comer / Falar / Partir
• Vogal temática: morfema que une radical as
desinências.
Relembrando: AR, ER e IR.
• Tema: radical acrescido da vogal temática,
damos o nome de tema.
Exemplo: fala – tema de falar;
come – tema de comer.
• Desinências: morfemas gramaticais
marcadores de das flexões de número e
pessoa (número-pessoais) e tempo e modo
(modo-temporais).
FALA – Á – VA – MOS
• Radical: FAL
• Tema: FALA
• Vogal temática: -a-
• Desinência modo-temporal: VA
• Desinência número-pessoal: MOS
Os verbos na Língua Portuguesa sofrem
variações em:
• Tempo (tempos verbais: Presente, Pretérito e
Futuro);
• Modo (Indicativo, Subjuntivo e Imperativo);
• Número (Singular/Plural);
• Pessoa (1ª, 2ª e 3ª);
• Voz (Ativa, Passiva e Reflexiva).
FLEXÕES DO VERBO
• MODO
1. Indicativo (que denota certeza)
Eu falo com a minha mãe todos os dias.
Eu andava pelo parque.
Eu contarei a história para você.
2. Subjuntivo (que denota incerteza, dúvida,
possibilidade)
Talvez eu fale com ele na semana que vem.
Se contássemos com ele, provavelmente estaríamos
lá até agora.
Quando chegarem nos farão uma ligação;
3. Imperativo (ordem, pedidos, sugestões)
Fale logo!
Compre seu carro hoje!
• NÚMERO E PESSOA
1ª Eu ando
2ª Tu andas
3ª Ele/a anda
SINGULAR
1ª Nós andamos
2ª Vós andais
3ª Eles/as andam
PLURAL
• VOZ
1. ATIVA (o sujeito pratica a ação)
O repórter leu notícia. (agente)
2. PASSIVA (o sujeito recebe a ação)
A notícia foi lida pelo repórter. (paciente)
3. Reflexiva (faz e recebe a ação)
A garota penteou-se.
Formação da voz passiva
1- Voz Passiva Analítica
• Constrói-se da seguinte maneira: Sujeito + Loc.
Verbal + agente da passiva
Exemplo:
A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.
• Obs. : o agente da passiva geralmente é
acompanhado da preposição por, mas pode
ocorrer a construção com a preposição de.
Exemplo:
A casa ficou cercada de soldados.
2- Voz Passiva Sintética
• A voz passiva sintética ou pronominal
constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido
do pronome apassivador SE.
Exemplos:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
• TEMPO
• Presente
A Terra gira em torno do sol.
Eles estudam todos os dias.
• Pretérito perfeito
Usa-se o pretérito perfeito para indicar fatos passados, observados depois de concluídos.
a) expressar algo já realizado, concluído, terminado:
Em 1970, a seleção brasileira ganhou o principal campeonato de futebol.
• Pretérito perfeito composto
Formado com o auxiliar ter (no presente do indicativo) mais o particípio do principal, emprega-se
o pretérito perfeito composto para:
• a) exprimir repetição:
Os jogadores têm errado muito.
• b) indicar algo que se desenvolve até o momento da fala:
Temos superado os obstáculos.
• Pretérito imperfeito
Usa-se o pretérito imperfeito para indicar fatos não
concluídos no momento em que se fala como também
para falar de fatos que ocorriam com frequência no
passado.
Ele estudava todos os dias e ainda escrevia para um
jornal local.
a) expressar algo em processo, em desenvolvimento
no passado:
Eu almoçava quando ele nos chamou.
b) indicar continuidade ou fato habitual, constante,
frequente:
Eu morava nesta região.
c) substituir o futuro do pretérito do indicativo (mais
usado informalmente):
Se ele viesse, agora tudo estava certo. (= agora
tudo estaria certo)
• Pretérito mais que perfeito
Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito do
indicativo simples para:
a) expressar fato concluído que aconteceu antes
de outro fato (ambos ocorridos no passado):
O avião partira quando ele enfim chegou.
Assim que ele se retirara da sala, a mulher
tentou uma nova fuga.
b) substituir o pretérito imperfeito do subjuntivo
(mais comum no uso literário):
Amou como se fora pela última vez. (= Amou
como se fosse pela última vez)
Colhera os frutos de seus atos. (= Colheu os
frutos de seus atos)
• Futuro do presente
a) expressar fato posterior ao momento em que se fala:
No final do trabalho, acertaremos o pagamento.
b) indicar correlação com o futuro do subjuntivo:
Se ele fizer isso, ficarei feliz.
Quando eles se exercitarem, viverão melhor.
c) exprimir dúvida, incerteza:
Será possível o Brasil melhorar?
d) formar certas expressões idiomáticas:
Mas será o Benedito?
e) indicar ordem ou pedido (valor próximo ao
imperativo):
Não matarás nem roubarás.
• Futuro do presente composto
Formado com
auxiliares ter ou haver (conjugados no futuro do
presente do indicativo simples) mais
o particípio do principal, emprega-se o futuro do
presente do indicativo composto para:
a) exprimir fato ocorrido antes de outro (ambos
no futuro):
Eles já terão saído quando vocês chegarem.
b) indicar a hipótese de algo já ter acontecido:
Já terão chegado?
• Futuro do pretérito
a) exprimir dúvida, incerteza:
Naquele dia, havia umas dez pessoas com ele.
b) indicar correlação com o pretérito imperfeito do
subjuntivo:
Se ele fizesse isso, ficaria feliz.
c) fazer um pedido, indicar um desejo de uma
forma polida:
Vocês fariam um favor para nós?
d) indicar fato futuro que se relaciona a um
momento no passado (muitas vezes expressa uma
quebra de expectativa, algo frustrado, ainda não
realizado):
Ele disse que viria e prometeu que me pagaria.
e) expressar indignação ou surpresa em orações
exclamativas ou interrogativas:
Você faria isso de novo?
• Futuro do pretérito composto
Formado com os
auxiliares ter ou haver (conjugados no futuro do
pretérito do indicativo simples) mais o particípio do
principal, emprega-se o futuro do pretérito do
indicativo composto para:
a) indicar fato passado que aconteceria mediante
condição:
Se você realmente estudasse a lição, teria
alcançado a aprovação.
b) expressar dúvida em relação ao passado:
Teria tido ele uma idéia melhor?
c) exprimir hipótese, algo que deveria ter
acontecido (correlaciona-se com o pretérito mais-
que-perfeito do subjuntivo):
Se ele tivesse feito isso, teríamos ficado mais felizes.
FORMAS NOMINAIS:
• Gerúndio (falando)• Particípio (falado)
• Infinitivo (falar)
Quanto à morfologia, classificam-se em:
• Regulares: quando flexionam-se de acordo com o
paradigma da conjugação.
Estudar – eu estudo, tu estudas, ele estuda, nós
estudamos…
• Irregulares: quando não seguem o paradigma da
conjugação.
CABER – eu caibo… MEDIR – eu meço…
• Anômalos: quando sofrem modificação também
no radical.
IR – eu vou, vais, vai, vamos, ides, vão, fui, ia…
SER – eu sou, és, é, somos, sois, são, éramos,
fôramos, fora…
• Defectivos: quando não são conjugados em todas
formas.
FALIR – não possui 1ª, 2ª e 3ª pessoa do pres. do
indicativo e pres. do subjuntivo.
PRECAVER
Eu
Tu
Ele/a
Nós
Vós
Eles/as
• Abundantes: quando possuem mais de uma
forma de conjugação.
ACENDIDO – ACESO, INCLUÍDO – INCLUSO
ADVÉRBIO
ADVÉRBIO – palavras que se associam a verbos,
adjetivos ou outros advérbios, modificando-os.
• Definição: palavra invariável que modifica
essencialmente o verbo, exprimindo uma
circunstância.
• ADVÉRBIO MODIFICANDO UM VERBO OU
ADJETIVO
Ocorre quando o advérbio modifica um verbo ou
um adjetivo acrescentando a eles uma
circunstância. Por circunstância entende-se
qualquer particularidade que determina um fato,
ampliando a informação nele contida.
Ex.: Antônio construiu seu arraial popular ali.
• ADVÉRBIO MODIFICANDO OUTRO ADVÉRBIO
Ocorre quando o advérbio modifica um adjetivo
ou outro advérbio, geralmente intensificando o
significado.
Ex.: Grande parte da população adulta lê muito
mal.
• ADVÉRBIO MODIFICANDO UMA ORAÇÃO
INTEIRA
Ocorre quando o advérbio está modificando o
grupo formado por todos os outros elementos
da oração, indicando uma circunstância.
Ex.: Lamentavelmente o Brasil ainda tem 19
milhões de analfabetos.
• Locução Adverbial
É um conjunto de palavras que pode exercer a função de advérbio.
Ex.: De modo algum irei lá.
• TIPOS DE ADVÉRBIOS
• DE MODO:
Ex.:Sei muito BEM que ninguém deve passar atestado da virtude
alheia.
Bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde,
devagar, ás pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondas,
aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a
frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que
terminam em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente.
• DE INTENSIDADE:
Ex.:Acho que, por hoje, você já ouviu BASTANTE.
Muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, bastante, pouco, mais,
menos, demasiado, quanto, quão, tanto, assaz, que(equivale a quão),
tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo, bem
(quando aplicado a propriedades graduáveis)
• DE TEMPO:
Ex.: Leia e depois me diga QUANDO pode sair na gazeta.
Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, amanhã, cedo, dantes, depois,
ainda, antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora,
sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes,
imediatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em
quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em
dia
• DE LUGAR:
Ex.: A senhora sabe AONDE eu posso encontrar esse pai-de-santo?
Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém,
cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte,
nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo,
externamente, a distancia, à distancia de, de longe, de perto, em cima, à
direita, à esquerda, ao lado, em volta.
• DE NEGAÇÃO :
Ex.: DE MODO ALGUM irei lá
Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco,
de jeito nenhum.
• DE DÚVIDA:
Ex.: TALVEZ ela volte hoje.
Acaso, porventura, possivelmente,
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por
certo, quem sabe.
• DE AFIRMAÇÃO:
Ex.: REALMENTE eles sumiram.
Sim, certamente, realmente, decerto,
efetivamente, certo, decididamente, realmente,
deveras, indubitavelmente.
PREPOSICAO
Preposição é a classe de palavras que liga palavras entre si; é invariável; e estabelece relação de vários
sentidos entre as palavras que liga.
Sintaticamente, as preposições não exercem propriamente uma função: são consideradas conectivos,
ou seja, elementos de ligação entre termos oracionais. As preposições podem introduzir:
• Complementos verbais: Obedeço “aos meus pais”.
• Complementos nominais: continuo obediente “aos meus pais”.
• Locuções adjetivas: É uma pessoa “de caráter”.
• Locuções adverbiais: Naquele momento agi “com cuidado”.
• Orações reduzidas: “Ao chegar”, foi abordado por dois ladrões.
As preposições podem ser de dois tipos:
1. Preposição essencial: sempre funciona como preposição.
Exemplo: a, ante, de, por, com, em, sob, até...
2. Preposição acidental: palavra que, além de preposição, pode assumir outras funções morfológicas.
Exemplo: consoante, segundo, mediante, fora, malgrado...
• Locução prepositiva
Chamamos de locução prepositiva o conjunto de duas ou mais palavras que
têm o valor de uma preposição.
A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.
Exemplos: por causa de, ao lado de, em virtude de, apesar de, acima de,
junto de, a respeito de...
As preposições podem combinar-se com outras classes gramaticais.
Exemplos: do (de + artigo o)
no (em + artigo o)
daqui (de + advérbio aqui)
daquele (de + o pronome demonstrativo aquele)
Emprego das preposições
- as preposições podem estabelecer variadas relações entre os termos que
ligam.
Ex.: Limpou as unhas com o grampo (relação de instrumento)
Estive com José (relação de companhia)
A criança arrebentava de felicidade (relação de causa)
O carro de Paulo é novo (relação de posse)
- as preposições podem vir unidas a outras palavras.
Temos combinação quando na junção da preposição com outra palavra não
houver perda de elemento fonético.
Temos contração quando na junção da preposição com outra palavra houver
perda fonética.
Contração Combinação
Do (de + o) Ao (a +o)
Dum (de + um) Aos (a + os)
Desta (de + esta) Aonde (a + onde)
No (em + o)
Neste (em + este)
Dicas sobre preposição
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal oblíquo e artigo. Como
distingui-los?
• Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Ele servirá para
determiná-lo como um substantivo singular e feminino.
- A dona da casa não quis nos atender.
- Como posso fazer a Joana concordar comigo?
• Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois termos e estabelece relação de
subordinação entre eles.
- Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
- Não queria, mas vou ter que ir a outra cidade para procurar um tratamento adequado.
• Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ou a função de um
substantivo.
- Temos Maria como parte da família. / A temos como parte da família
- Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / Creio que a conhecemos melhor
que ninguém.
INTERJEIÇÃO
INTERJEIÇÃO – Contesta-se que esta seja uma
classe gramatical como as demais, pois algumas
de suas palavras podem ter valor de uma frase.
Mesmo assim, podemos definir as interjeições
como palavras ou expressões que evocam
emoções, estados de espírito.
As interjeições classificam-se em:
Advertência Cuidado! Olha! Atenção! Calma!
Agradecimento Grato! Obrigado!Alegria Ah! Eh! Oh! Oba! Viva!
Alívio Ah! Uf! Ufa!
Animação Coragem! Força! Vamos! Eia!
Apelo Socorro! Psiu! Hei!
Aplauso Parabéns! Ótimo! Viva! Bis!
Concordância Sim! Claro!
Desejo Oh! Oxalá! Tomara!
Dor Ah! Oh! Ai! Ui!
Admiração Caramba! Nossa! Opa! Puxa!
Pena Coitado!
Satisfação Boa! Oba! Opa! Upa!
Saudação Olá! Salve! Adeus! Viva!
Silêncio Psiu! Silêncio! Calada!
Medo Credo! Cruzes! Ui!
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
• No exemplo acima, o interlocutor está muito
bravo. Toda sua raiva se traduz numa palavra:
Droga!
• Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de
você! Mas usou simplesmente uma palavra. Ele
empregou a interjeição Droga!
• As sentenças da língua costumam se organizar de
forma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus
elementos e os distribui em posições adequadas
a cada um deles.
As interjeições, por outro lado, são uma espécie
de "palavra-frase", ou seja, há uma ideia
expressa por uma palavra (ou um conjunto de
palavras - locução interjetiva) que poderia ser
colocada em termos de uma sentença.
CONJUÇÃO
(RELAÇÃO DE COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO ENTRE OS TERMOS DA ORAÇÃO)
CONJUNÇÃO – São palavras que ligam orações, estabelecendo entre elas relações de
coordenação ou subordinação.
• CLASSIFICAÇÃO
- Conjunções Coordenativas
- Conjunções Subordinativas
• CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
Dividem-se em:
• ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
Observe os exemplos:
- Ela foi ao cinema e ao teatro.
- Minha amiga é dona-de-casa e professora.
- Eu reuni a família e preparei uma surpresa.
- Ele não só emprestou o joguinho como também me ensinou a jogar.
• Principais conjunções aditivas: e, nem, não só…mas também, não só…como também.
• ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
de compensação.
Exemplos:
- Tentei chegar na hora, porém me atrasei.
- Ela trabalha muito mas ganha pouco.
- Não ganhei o prêmio, no entanto dei o melhor de mim.
- Não vi meu sobrinho crescer, no entanto está um homem.
• Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto.
• ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
- Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
- Minha cachorra ora late ora dorme.
- Vou ao cinema quer faça sol quer chova.
• Principais conjunções alternativas: Ou…ou, ora…ora,
quer…quer, já…já.
• CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações.
Exemplos:
- Estudei muito por isso mereço passar.
- Estava preparada para a prova, portanto não fiquei
nervosa.
- Você me ajudou muito; terá, pois sempre a minha
gratidão.
• Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
• EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão:
- É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito
frio lá fora.
- Não demore, que o seu programa favorito vai começar.
• Principais conjunções explicativas: que, porque, pois
(antes do verbo), porquanto.
• CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
• CAUSAIS
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como (= porque).
Exemplos:
- Não pude comprar o CD porque estava em falta.
- Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
- Como não sabe dirigir, vendeu o carro que ganhou no sorteio.
• COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão…como, mais…do que, menos…do que.
- Ela fala mais que um papagaio.
• CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que.
• Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado.Traz em si uma idéia
de “apesar de”.
- Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar cansada)
- Apesar de ter chovido fui ao cinema.
• CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, conforme,
consoante
- Cada um colhe conforme semeia.
- Segundo me disseram a casa é esta.
• Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
• CONSECUTIVAS
Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que ( após “tal”, “tanto”, “tão”,
“tamanho”).
- Falou tanto que ficou rouco.
- Estava tão feliz que desmaiou.
• FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque (=para
que).
- Todos trabalham para que possam sobreviver.
- Viemos aqui para que vocês ficassem felizes.
• PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que.
- À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
- Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.
• TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que.
- Quando eu sair, vou passar na locadora.
- Chegamos em casa assim que começou a chover.
- Mal chegamos e a chuva desabou.
• Obs.: Mal é conjunção subordinativa temporal quando equivale a “logo que”.
• O conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjunção chama-se locução conjuntiva.
Exemplos: ainda que, se bem que, visto que, contanto que, à proporção que.
• Algumas pessoas confundem as circunstâncias de causa e consequência. Realmente, às vezes, fica difícil
diferenciá-las.
Observe os exemplos:
- Correram tanto, que ficaram cansados.
• “Que ficaram cansados” aconteceu depois deles terem corrido, logo é uma consequência.
Ficaram cansados porque correram muito.
• “Porque correram muito” aconteceu antes deles ficarem cansados, logo é uma causa.
ORAÇÕES SUBORDINADAS
(Processos de coordenação e subordinação)
Temos três tipos de orações subordinadas:
• Oração Subordinada Adverbial;
• Oração Subordinada Substantiva;
• Oração Subordinada Adjetiva.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce a função de adjunto
adverbial do verbo da oração principal. Dessa forma, pode exprimir
circunstância de tempo, modo, fim, causa, condição, hipótese, etc.
Quando desenvolvida, vem introduzida por uma das conjunções
subordinativas (com exclusão das integrantes).
Classifica-se de acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que a
introduz.
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de minha vida.
Adjunto Adverbial
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de minha vida.
Oração Subordinada Adverbial
• No primeiro período, "naquele momento" é um adjunto adverbial de
tempo, que modifica a forma verbal "senti".
• No segundo período, esse papel é exercido pela oração "Quando vi a
estátua", que é, portanto, uma oração subordinada adverbial temporal.
• Essa oração é desenvolvida, pois é introduzida por uma conjunção
subordinativa (quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicativo
("vi", do pretérito perfeito do indicativo).
Análise Sintática e Análise Morfológica
Antes de iniciarmos nossos estudos sobre esses
dois temas é importante conhecermos o conceito
de Morfologia e Sintaxe.
A Morfologia é a parte da gramática que estuda as
palavras de acordo com a classe gramatical a que
ela pertence. Quando nos referimos às classes
gramaticais, logo sabemos que se refere àquelas
dez, que são: substantivos, artigos, pronomes,
verbos, adjetivos, conjunções, interjeições,
preposições, advérbios e numerais.
A Sintaxe é a parte que estuda a função que as
palavras desempenham dentro da oração.
Agora, referimo-nos a sujeito, adjunto adverbial,
objeto direto e indireto, complemento nominal,
aposto, vocativo, predicado, entre outros.
Para melhor entendermos o que foi dito, tomemos
como exemplo asseguintes orações:
A manhã está ensolarada
Agora faremos a análise morfológica de todos os
seus termos:
A - artigo
Manhã - substantivo
Está - verbo (estar)
Ensolarada - adjetivo
Quanto à análise sintática, temos:
A manhã - Sujeito simples
Está ensolarada - predicado nominal, pois o verbo
proposto denota estado, logo é um verbo de
ligação.
Ensolarada - predicativo do sujeito, pois revela uma
característica (qualidade) sobre o mesmo.
Marcos e Paulo gostam de estudar todos os dias.
Morfologicamente temos:
Marcos - substantivo próprio
Paulo - substantivo próprio
Gostam- verbo (gostar)
De - preposição
Estudar - verbo no infinitivo (forma original)
Todos- pronome indefinido
Os- artigo definido
Dias- substantivo simples
E sintaticamente:
Marcos e Paulo - sujeito composto (dois núcleos)
Gostam de estudar todos os dias- predicado verbal
De estudar - objeto indireto (complementa o sentido do verbo)
Todos os dias - adjunto adverbial de tempo
Podemos perceber que quando se trata da análise morfológica, os termos da oração são
analisados passo a passo, já na análise sintática, eles são analisados de acordo com a posição
desempenhada.
ANÁLISE SINTÁTICA
SUJEITO
Termos essenciais da oração
• Sujeito e Predicado
Para que a oração tenha significado, são
necessários alguns termos básicos: os termos
essenciais. A oração possui dois termos essenciais,
o sujeito e o predicado.
• Sujeito: termo sobre o qual o restante da oração
diz algo
• Predicado: termo que contém o verbo e informa
algo sobre o sujeito.
Exemplo:
As praias estão cada dia mais sujas.
Posição do Sujeito na Oração
• Dependendo da posição de seus termos, a
oração pode estar:
• Na Ordem Direta: o sujeito aparece antes do
predicado.
Exemplo:
As crianças brincavam despreocupadas.
Sujeito Predicado
• Na Ordem Inversa: o sujeito
aparece depois do predicado.
Exemplo:
Brincavam despreocupadas todas as crianças.
Predicado Sujeito
• Sujeito no Meio do Predicado:
Exemplo:
Despreocupadas, as crianças brincavam.
Predicado Sujeito Predicado
TIPOS DE SUJEITOS
DETERMINADO
• Possui núcleo do sujeito.
O professor dançou na festa.
O professor e o aluno estudaram para o concurso.
INDETERMINADO
Encontramos o sujeito indeterminado em 3
situações:
a) Verbos na 3ª pessoa do plural (sem inf. prévia
ou contexto)
Falaram de nós.
Chegaram da festa muito tarde.
b) Justapondo-se o pronome SE (índice de indeterminação do
sujeito) Tenho com verbos intransitivos, transitivos indiretos
e de ligação).
O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular.
Exemplos:
Vive-se melhor no campo. (Verbo Intransitivo)
Precisa-se de técnicos em informática. (Verbo Transitivo
Indireto)
No casamento, sempre se fica nervoso. (Verbo de Ligação)
• OBSERVAÇÃO:
• Índice de indeterminação do sujeito X Partícula
apassivadora.
Alugam-se casas e apartamentos. (casas e apartamentos são
alugados)
Precisa-se de garçonete. (Garçonetes são precisadas)
c) Com verbo no infinitivo impessoal.
Fumar prejudica a saúde.
Era penoso estudar todo aquele conteúdo.
É triste assistir a estas cenas tão trágicas.
ORAÇÃO SEM SUJEITO (INEXISTENTE)
a) Verbos que exprimem fenômenos da
natureza:
• Nevar, chover, ventar, gear, trovejar,
relampejar, amanhecer, anoitecer, etc.
Exemplo:
Choveu muito no inverno passado.
Amanheceu antes do horário previsto.
b) Verbos ser, estar, fazer e haver, quando usados para
indicar uma ideia de tempo, existir, ocorrer ou fenômenos
meteorológicos:
Ser:
É noite. (Período do dia)
Eram duas horas da manhã. (Hora)
• Obs.: ao indicar tempo, o verbo ser varia de acordo
com a expressão numérica que o acompanha.
É uma hora/ São nove horas
• Obs.: ao indicar data, o verbo ser poderá ficar no
singular, subentendendo-se a palavra dia, ou então irá
para o plural, concordando com o número de dias.
Hoje é (ou são) 15 de março. (Data)
Estar:
Está tarde. (Tempo)
Está muito quente.(Temperatura)
Fazer:
Faz dois anos que não vejo meu pai. (Tempo
decorrido)
Fez 39° C ontem. (Temperatura)
Haver:
Não a vejo há anos. (Tempo decorrido)
Havia muitos alunos naquela aula.
(Verbo Haver significando existir)
• Atenção: Com exceção do verbo ser, os verbos
impessoais devem ser usados SEMPRE NA TERCEIRA
PESSOA DO SINGULAR.
• Devemos ter cuidado com os
verbos fazer e haver usados impessoalmente: não é
possível usá-los no plural.
Exemplo:
Faz muitos anos que nos conhecemos.
Deve fazer dias quentes na Bahia.
Veja outros exemplos:
Há muitas pessoas interessadas na reunião.
Houve muitas pessoas interessadas na reunião.
Havia muitas pessoas interessadas na reunião.
Haverá muitas pessoas interessadas na reunião.
Deve haver muitas pessoas interessadas na reunião.
Pode ter havido muitas pessoas interessadas na reunião.
PREDICADO (Tipos de Predicado)
Predicado Verbal (ação)
A menina brincava na rua.
Predicado Nominal (verbos de ligação*)
A comadre é muito bondosa.
*Verbos de ligação
São aqueles que apenas “ligam” sujeito a uma característica
dele.
SER = O carro é novo.
ESTAR = João está feliz.
PARECER = Joaquim parece cansado
Permanecer, ficar, continuar e andar.
Predicado verbo-nominal
Os alunos estudaram cautelosos para a prova.
O Predicado verbo-nominal poderá ser formado
de:
a) Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Objeto
b) Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Sujeito
A despedida deixou a mãe aflita.
Sujeito Verbo Transitivo Objeto Direto
Predicativo do
Objeto
Os alunos cantaram emocionados aquela canção.
Sujeito Verbo Transitivo
Predicativo do
Sujeito
Objeto Direto
Transitividade verbal
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
• Verbos transitivos
São aqueles que NECESSITAM de complemento.
- Transitivo direto:
Comprei
- Transitivo indireto:
Gosto
- Transitivo direto e indireto
O garoto ofereceu
- Verbo intransitivo
Ele morreu.
A criança dormiu.
COMPLEMENTO NOMINAL
É o termo que completa o sentido de uma palavra
que não seja verbo. Assim, pode referir-se
a substantivos, adjetivos ou advérbios, sempre por
meio de preposição.
Cecília tem orgulho da filha.
substantivo complemento
nominal
Ricardo estava consciente de tudo.
adjetivo complemento nominal
A professora agiu favoravelmente aos alunos.
advérbio complement
o nominal
AGENTE DA PASSIVA
É o termo da frase que pratica a ação expressa pelo verbo
quando este se apresenta na voz passiva. Vem regido
comumente da preposição "por" e eventualmente da
preposição "de".
Exemplo:
A vencedora foi escolhida pelos jurados.
Sujeito Verbo Agente da
Paciente Voz Passiva Passiva
• Ao passar a frase da voz passiva para a voz ativa, o agente
da passiva recebe o nome de sujeito. Veja:
Os jurados escolheram a vencedora.
Sujeito Verbo Objeto Direto• Voz Ativa
Outros exemplos:
Joana é amada de muitos.
Sujeito Paciente Verbo Agente
da Passiva
Voz Passiva
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO
• São termos acessórios da oração: o adjunto
adverbial, o adjunto adnominal e o aposto.
Exemplo:
Anoiteceu.
Suavemente anoiteceu na cidade.
• Agora, observe o que ocorre ao expandirmos
um pouco mais a oração acima:
Exemplo:
Suavemente anoiteceu na deserta cidade do
planalto.
• Surgiram termos que ser referem ao
substantivo cidade, caracterizando-o,
delimitando-lhe o sentido. Trata-se de termos
acessórios que se ligam a um nome,
determinando-lhe o sentido. São
chamados adjuntos adnominais.
Adjunto Adverbial
• É o termo da oração que indica
uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo,
causa, finalidade, etc.).
• O adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido
de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio.
Observe:
Eles se respeitam muito.
Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal.
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
• Os termos em destaque estão indicando as seguintes
circunstâncias:
• amanhã indica tempo;
• de bicicleta indica meio;
• àquela velha praça indica lugar.
Adjunto Adnominal
• Ele determina, especifica ou explica um
substantivo. O adjunto adnominal
possui função adjetiva na oração, a qual pode
ser desempenhada por adjetivos, locuções
adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e
numerais adjetivos.
Exemplo:
O poeta
inovador
enviou dois longos trabalhos
ao seu amigo de
infância.
Sujeito
Núcleo do
Predicado
Verbal
Objeto Direto Objeto Indireto
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância.
• o artigo" o" e o adjetivo inovador referem-se a poeta;
• o numeral dois e o adjetivo longos referem-se ao substantivo trabalhos;
• o artigo" o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a locução adjetiva de
infância são adjuntos adnominais de amigo.
O que pode ser um Adjunto
Adnominal?
1) ADJETIVOS
O alegre espetáculo começou tarde.
• O; Alegre: Adjunto Adnominal
Espetáculo: Substantivos
Meninos tristes chegaram.
• Tristes: Adjunto Adnominal
Meninos: Substantivos
2) LOCUÇÕES ADJETIVAS
Era uma noite de inverno.
Eles não tinham amor de mãe
3) PRONOMES ADJETIVOS
Você pegou meu livro.
Minha mãe chegou cedo.
4) NUMERAIS
Conheço aqueles dois alunos
• Dois: AA
5) ARTIGO
Conheci umas pessoas maravilhosas
• Umas; maravilhosas: AA
O meu estimado vizinho comprou dois papagaios.
• O/ meu/ estimado/ dois: adjuntos adnominais
Vizinho/ papagaio: substantivos
Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
• É comum confundir o adjunto adnominal na
forma de locução adjetiva com complemento
nominal. Para evitar que isso ocorra,
considere o seguinte:
a) Somente os substantivos podem ser
acompanhados de adjuntos adnominais; já
os complementos nominais podem ligar-se
a substantivos, adjetivos e advérbios. Assim,
fica claro que o termo ligado por preposição a
um adjetivo ou a um advérbio só pode ser
complemento nominal. Quando não houver
preposição ligando os termos, será um adjunto
adnominal.
Aposto
• É o termo que amplia, resume, especifica, explica algo sobre um
termo (nome) citado.
Explicativo:
O senhor Manuel, dono da farmácia, faleceu.
Especificador:
O poeta Manuel Bandeira fez grandes obras.
Resumidor:
Parentes, amigos, vizinhos, todos serão convidados para o nosso casamento.
Enumerador:
Todos serão convidados para a festa de casamento: parentes, amigos e vizinhos.
Distributivo:
Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este na
prosa.
Vocativo
• Vocativo é um termo que não possui relação
sintática com outro termo da oração. Não
pertence, portanto, nem ao sujeito nem ao
predicado.
• É o termo que serve para chamar, invocar ou
interpelar um ouvinte real ou hipotético. Por
seu caráter, geralmente se relaciona à segunda
pessoa do discurso.
Exemplos:
Não fale tão alto, Rita!
Vocativo
Senhor presidente, queremos nossos direitos!
Vocativo
Distinção entre Vocativo e Aposto
• O vocativo não mantém relação sintática com
outro termo da oração.
Por Exemplo:
Crianças, vamos entrar.
Vocativo
• O aposto mantém relação sintática com outro
termo da oração.
Por Exemplo:
A vida de Moisés, grande profeta, foi filmada.
Sujeito Aposto
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
• São orações que exercem a mesma função que
um substantivo, na estrutura sintática da frase.
Exemplo 1:
A menina quis um sorvete. (período simples)
• Temos duas posições na frase anterior em que
podemos usar um substantivo: o sujeito (menina)
e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas
posições podem aparecer, em um período
composto, orações subordinadas substantivas.
• Dependendo de onde elas apareçam e da função
que elas exerçam, poderemos classificar como
Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva
direta (função de objeto direto).
A menina quis que eu comprasse sorvete. (período
composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada
substantiva Objetiva direta
E ainda em:
Quem me acompanhava quis um sorvete. (período
composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada
subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;
• Além das posições de sujeito e objeto direto,
as orações subordinadas substantivas podem
exercer a função de:
• predicativo;
• objeto indireto;
• Aposto;
• Complemento nominal;
• Sujeito*;
• Objeto direto;
Portanto podemos ter oração subordinada
substantiva de 6 tipos.
1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicativo + O. S. S.
Subjetiva
É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva
• 2. Predicativa: ocupa a função do predicativo
do sujeito.
• Sempre é regido por verbo de ligação.
Exemplos:
A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
O importante era que todos viessem.
3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto.
Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:
Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta
Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta
4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto
indireto.
Exemplos:
As crianças gostam de que esteja tudo agitado.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta
A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta
5. Completiva Nominal: ocupa a função de um
complemento nominal.
Exemplos:
Tenho vontade de que aconteça algo
inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva
Nominal
Toda criança tem necessidade de que alguém a
ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.
6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
Toda a família tem amesma expectativa: que eu
passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva
ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA
• Orações adjetivas são aquelas orações que exercem a
função de um adjetivo dentro da estrutura da oração
principal.
• Elas são sempre iniciadas por um pronome relativo e
servem para caracterizar algum nome que aparece na
estrutura da frase.
• Há dois tipos de orações adjetivas: as restritivas e
as explicativas.
• O. S. Adjetivas Explicativas: ao contrário das restritivas, são
quase sempre isoladas por vírgulas. Servem para adicionar
características ao ser que designam.
• Sua função é explicar, e funciona estruturalmente como um
aposto explicativo.
Exemplo:
Os idosos, que gostam de dançar, se divertiram muito.
Suj. + O.S. Adj. Explicat. + VI + Adj. Adv.
Meu tio, que era advogado, prestou serviços ao réu.
Sujeito + O.S. Adj. Explicat. + VTDI + OD + OI
O. S. Adjetivas Restritivas: funcionam
como adjuntos adnominais e servem para designar
algum elemento da frase. Não pode ser isolada por
vírgulas, e restringe, identifica o substantivo ou
pronome ao qual se refere.
Exemplo:
Os idosos que gostam de dançar se divertiram
muito.
Suj. + O.S. Adjetiva Restritiva + VI + adj. Adv.
Você é um dos poucos alunos que eu conheço.
Suj. + VL + predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva
ORAÇÕES REDUZIDAS
Como identificar as orações reduzidas?
• As orações reduzidas são caracterizadas por
possuírem o verbo nas formas de
gerúndio, particípio ou infinitivo, ou seja, nas
suas formas nominais.
• Ao contrário das demais orações
subordinadas, as orações reduzidas não são
ligadas através de conectivo.
• Para cada oração reduzida, tem-se uma
desenvolvida correspondente. Para melhor
identificarmos que tipo de oração reduzida
temos, podemos desenvolvê-la.
• Possuem as mesmas características sintáticas
das orações subordinadas desenvolvidas.
• Há três tipos de orações reduzidas:
I. Reduzidas de Infinitivo
Substantiva
• Subjetivas:
É necessário gostar de frutas e verduras.
(que se goste de frutas e verduras)
• Objetivas Diretas:
O técnico assegurou serem seguras as máquinas.
(que eram seguras as máquinas)
• Objetivas Indiretas:
Gosto de ficar sozinho. (que eu fique sozinho)
• Predicativas:
O melhor seria fazerem a viagem. (que fizessem a viagem)
• Completivas Nominais:
Eu estou disposto a arriscar tudo. (que eu arrisque tudo)
• Apositivas:
Ele nos fez um convite: comparecermos ao seu casamento. (que
comparecêssemos ao seu casamento)
I. Reduzidas de Infinitivo
Adjetivas
• Restritiva:
Ela foi a única a apreciar o show. (que apreciou o
show)
• Explicativas:
• Aquele, a cantar no palco, é meu amigo. (que
canta no palco)
Adverbiais
• Causal:
Eu lamento por ter chegado atrasado. (porque
cheguei atrasado)
• Final:
Fiz um empréstimo para comprar um carro. (para
que compre um carro)
• Consecutiva:
Ela se distraiu tanto a ponto de esquecer a
discussão. (que esqueceu a discussão)
II. Reduzidas de Gerúndio
Adjetivas
• Restritiva:
Gosto de crianças correndo pela casa. (que corram
pela casa)
• Explicativas:
Encontrei Maria, saindo de férias. (que saía de
férias)
Adverbiais
• Causal:
Não cumprindo a promessa, sentiu remorsos.
(porque não cumpriu a promessa)
• Temporal:
Faltando alguns minutos para o final da prova, eu
terminei. (quando faltavam alguns minutos para o
final da prova)
• Condicional:
Mentindo assim você ficará em uma situação difícil.
(caso você minta assim)
III. Reduzidas de Particípio
Adjetivas
• Restritiva:
Temos apenas um carro comprado com muito sacrifício.
(que compramos com muito sacrifício)
• Explicativas:
Fiquei surpresa com a casa, pintada de branco. (que
pintaram de branco)
Adverbiais
• Causal:
Ferido na perna, ele não pode mais jogar. (porque se feriu
na perna)
• Temporal:
Concluído o jogo, o time foi descansar. (quando
concluíram o jogo)
• Concessiva:
Vencido o campeonato, permanecerão treinando.
(mesmo que vençam o campeonato)
• Condicional:
Excluídas as doações, como funcionaremos? (caso
excluam as doações)
CONCORDÂNCIA VERBAL
• Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar
com o seu sujeito.
Exemplos:
Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de ser.
Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.
Casos de concordância verbal:
1) Sujeito simples
Regra geral:
O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e
pessoa.
Ex.: Nós vamos ao cinema.
O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para
concordar com o sujeito (nós).
• Casos especiais:
a) O sujeito é um coletivo - o verbo fica no
singular.
Ex.: A multidão gritou pelo rádio.
Atenção:
Se o coletivo vier especificado, o verbo pode
ficar no singular ou ir para o plural.
Ex.: A multidão de fãs gritou.
A multidão de fãs gritaram.
b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte,
maioria, etc.) – o verbo fica no singular ou vai para
o plural.
Ex.:
A maioria dos alunos foi à excursão.
A maioria dos alunos foram à excursão.
c) O sujeito é um pronome de tratamento - o verbo
fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).
Ex.:
Vossa Alteza pediu silêncio.
Vossas Altezas pediram silêncio.
d) O sujeito é o pronome relativo "que" – o verbo
concorda com o antecedente do pronome.
Ex.: Fui eu que derramei o café.
Fomos nós que derramamos o café.
e) O sujeito é o pronome relativo "quem" - o
verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou
concordar com o antecedente do pronome.
Ex.:
Fui eu quem derramou o café.
Fui eu quem derramei o café.
f) O sujeito é formado de nomes que só aparecem
no plural - se o sujeito não vier precedido de artigo,
o verbo ficará no singular. Caso venha antecipado
de artigo, o verbo concordará com o artigo.
Ex.:
Estados Unidos é uma nação poderosa.
Os Estados Unidos são a maior potência mundial.
g) O sujeito é formado pelas expressões: mais de
um, menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo
concorda com o numeral.
Ex.:
Mais de um aluno não compareceu à aula.
Mais de cinco alunos não compareceram à aula.
h) O sujeito é constituído pelas expressões: a maioria, a
maior parte, grande parte, etc. - o verbo poderá ser
usado no singular (concordância lógica) ou no plural
(concordância atrativa).
Ex.:
A maioria dos candidatos desistiu.
A maioria dos candidatos desistiram.
i) O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido
coletivo) - o verbo poderá ser usado no singular ou plural,
se este vier afastado do substantivo.
Ex.:
A gente da cidade, temendo a violência da rua,
permanece em casa.
A gente da cidade, temendo a violência da rua,
permanecem em casa.
2) SUJEITO COMPOSTO
Regra geral
O verbo vai para o plural.
Ex.: João e Maria foram passear no bosque.
Casos especiais:
a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas
gramaticais diferentes - o verbo ficará no plural
seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.
Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª
pessoa plural) amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade
sob a 3ª.
Eu e ele nos tornaremos amigos.
Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª
pessoa do plural) amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade
sob a 3ª.
Tu e ele vos tornareis amigos.
• Atenção:
No caso acima, também é comum a concordância do verbo com a
terceira pessoa.
Ex.: Tu e ele se tornarão amigos.(3ª pessoa do plural)
Se o sujeito estiver posposto, permite-se também a concordância
por atração com o núcleo mais próximo do verbo.
Ex.: Irei eu e minhas amigas.
b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente ou
ligados por “e” - o verbo concordará com os dois núcleos.
Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé.
Atenção:
Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atração
com o núcleo mais próximo do verbo.
Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.
c) Quando há gradação entre os núcleos - o verbo
pode concordar com todos os núcleos (lógica) ou
apenas com o núcleo mais próximo.
Ex.:
Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam.
Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.
d) Quando os sujeitos forem resumidos por nada,
tudo, ninguém... - o verbo concordará com o
aposto resumidor.
Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o
comoveu.
e) Quando o sujeito for constituído pelas
expressões: um e outro, nem um nem outro... - o
verbo poderá ficar no singular ou no plural.
Ex.: Um e outro já veio.
Um e outro já vieram.
f) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados por ou - o verbo irá
para o singular quando a ideia for de exclusão, e para o plural quando
for de inclusão.
Exemplos:
Pedro ou Antônio ganhará o prêmio. (exclusão)
A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas ao homem. (adição,
inclusão)
g) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries correlativas
(tanto... como/ assim... como/ não só... mas também, etc.) - o que
comumente ocorre é o verbo ir para o plural, embora o singular seja
aceitável se os núcleos estiverem no singular.
Exemplos:
Tanto Erundina quanto Collor perderam as eleições municipais em São
Paulo.
Tanto Erundina quanto Collor perdeu as eleições municipais em São
Paulo.
• Outros casos:
1) Partícula “SE”:
a - Partícula apassivadora: o verbo ( transitivo
direto) concordará com o sujeito passivo.
Ex.: Vende-se carro./ Vendem-se carros.
b- Índice de indeterminação do sujeito: o verbo
(transitivo indireto) ficará, obrigatoriamente, no
singular.
Exemplos:
Precisa-se de secretárias.
Confia-se em pessoas honestas.
2) Verbos impessoais
São aqueles que não possuem sujeito. Portanto, ficarão
sempre na 3ª pessoa do singular.
Exemplos:
Havia sérios problemas na cidade.
Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.
Deve haver sérios problemas na cidade.
Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.
Dicas:
Os verbos auxiliares (deve, vai) acompanham os verbos
principais.
O verbo existir não é impessoal. Veja:
Existem sérios problemas na cidade.
Devem existir sérios problemas na cidade.
3) Verbos dar, bater e soar
Quando usados na indicação de horas, possuem
sujeito (relógio, hora, horas, badaladas...), e com
ele devem concordar.
Exemplos:
O relógio deu duas horas.
Deram duas horas no relógio da estação.
Deu uma hora no relógio da estação.
O sino da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
Soaram dez badaladas no relógio da escola.
4) Concordância com o verbo ser:
a - Quando, em predicados nominais, o sujeito for
representado por um dos pronomes: tudo, nada, isto,
isso, aquilo - o verbo “ser” ou “parecer” concordarão
com o predicativo.
Exemplos:
Tudo são flores.
Aquilo parecem ilusões.
• Dicas:
Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se
quer enfatizá-lo.
Ex.: Aquilo é sonhos vãos.
b - O verbo ser concordará com o predicativo quando o
sujeito for os pronomes interrogativos: que ou quem.
Exemplos:
Que são gametas?
Quem foram os escolhidos?
c - Em indicações de horas, datas, tempo, distância - a
concordância será feita com a expressão numérica
Exemplos:
São nove horas.
É uma hora.
Dicas:
Em indicações de datas, são aceitas as duas
concordâncias, pois subentende-se a palavra dia.
Exemplos:
Hoje são 24 de outubro.
Hoje é (dia) 24 de outubro.
d - Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal, a
concordância se dará com o pronome.
Ex.: Aqui o presidente sou eu.
Dicas:
Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a
concordância será com o que aparece primeiro, considerando o
sujeito da oração.
Ex.: Eu não sou tu
e - Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o
predicativo.
Ex.: O menino era as esperanças da família.
f - Nas locuções: é pouco, é muito, é mais de, é menos de, junto a
especificações de preço, peso, quantidade, distância e etc., o verbo
fica sempre no singular.
Exemplos:
Cento e cinquenta é pouco.
Cem metros é muito.
g - Nas expressões do tipo: ser preciso, ser
necessário, ser bom, o verbo e o adjetivo pode
ficar invariável (verbo na 3ª pessoa do singular
e adjetivo no masculino singular) ou concordar
com o sujeito posposto.
Exemplos:
É necessário aqueles materiais.
São necessários aqueles materiais.
CONCORDÂNCIA NOMINAL
• Concordância nominal nada mais é que o
ajuste que fazemos aos demais termos da
oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo.
• Teremos que alterar, portanto, o artigo, o
adjetivo, o numeral e o pronome.
• Além disso, temos também o verbo, que se
flexionará à sua maneira, merecendo um
estudo separado de concordância verbal (que
vimos anteriormente).
• REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o
pronome, concordam em gênero e número com o
substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
• CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que fogem à regra
geral, mostrada acima.
a) Um adjetivo após vários substantivos
1 – Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
2 – Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural
masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Ela tem pai e mãe louros.
- Ela tem pai e mãe loura.
3 – Adjetivo funciona como predicativo: vai
obrigatoriamente para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 – Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o
mais próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco.
2 – Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
d) Pronomes de tratamento
1 – sempre concordam com a 3ª pessoa.
Vossa santidade esteve no Brasil.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
1 – Concordam com o substantivo a que se referem.
As cartas estão anexas.
A bebida está inclusa.
Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz.
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
1 – Após essas expressões o substantivo fica
sempre no singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
g) É bom, é necessário, é proibido
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
precedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua
presença.
É proibido entrada de pessoasnão autorizadas. / A
entrada é proibida.
h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.
2- Como advérbios: são invariáveis.
Comi muito durante a viagem.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.
i) Mesmo, bastante
1- Como advérbios: invariáveis
Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
j) Menos, alerta
1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.
k) Tal Qual
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda
com o conseqüente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
l) Possível
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”,
“melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as
expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da
empresa.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas
da cidade.
m) Meio
1- Como advérbio: invariável.
Estou meio insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia laranja pela manhã.
n) Só
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
Regência Verbal e Nominal
Veja:
• Os termos, quando exigem a
presença de outro, chamam-se
regentes ou subordinantes;
• Os que completam a
significação dos anteriores
chamamos de regidos ou
subordinados.
• Quando o termo regente é um
nome (substantivo, adjetivo ou
advérbio), ocorre a regência
nominal.
• Quando o termo regente é um
verbo ocorre a regência verbal.
Casos especiais
• ASSISTIR
• No sentido de 'prestar assistência', 'dar ajuda', é normalmente empregado com complemento sem
preposição (objeto direto):
• No sentido de 'ver', 'presenciar como espectador', pede complemento com a preposição 'a' (objeto
indireto):
• CHAMAR
• No sentido de convocar, mandar vir, exige complemento sem preposição (objeto direto):
• No sentido de 'cognominar', 'dar nome', pode ser tanto transitivo direto como indireto (com o objeto
indireto regido pela preposição 'a' seguido de predicativo do objeto introduzido ou não pela
preposição 'de'. Há, portanto, quatro construções possíveis:
• OBEDECER
• Na linguagem culta deve ser empregado como transitivo indireto, com o complemento
introduzido pela preposição 'a':
• NAMORAR
• Quando usado com complemento, é transitivo direto; portanto o complemento não deve vir
introduzido por preposição:
• PAGAR / PERDOAR
• Se o complemento denota coisa, deve ir sem preposição (objeto direto); mas se o
complemento denota pessoa, deve vir regido pela preposição 'a' (objeto indireto).
• INFORMAR
• Normalmente é usado com dois complementos: um sem preposição (objeto direto) e outro com
preposição (objeto indireto). Admite duas construções: informar alguma coisa a alguém ou informar
alguém de (ou sobre) alguma coisa.
SINAIS DE PONTUAÇÃO
• Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
servem para compor a coesão e a coerência
textual além de ressaltar especificidades semânticas e
pragmáticas. Veremos aqui as principais funções dos
sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
portuguesa.
• Ponto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
que se encontra.
Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
2- Usa-se nas abreviações
- V. Exª.
- Sr.
• Ponto e Vírgula ( ; )
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
importância.
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão a
fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
nenhum espírito dão pelo pão a alma…” (VIEIRA)
2- Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio
e cobertor.
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola;
- Caminhada na praia;
- Reunião com amigos.
• Dois pontos
1- Antes de uma citação
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este
assunto:
2- Antes de um aposto
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã,
frio à tarde e calor à noite.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa,
vivendo a rotina de sempre.
4- Em frases de estilo direto
- Maria perguntou: – Por que você não toma uma
decisão?
• Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
súplica, etc.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto!
- João! Há quanto tempo!
• Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
• Não deve ser usado nas perguntas indiretas.
Ex.: Perguntei a você quem estava no quarto.
• Reticências
1- Indica que palavras foram suprimidas.
- Comprei lápis, canetas, cadernos…
2- Indica interrupção violenta da frase.
“- Não… quero dizer… é verdad… Ah!”
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida.
- Este mal… pega doutor?
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito.
- Deixa, depois, o coração falar…
• Vírgula
É usada para vários objetivos, mas em geral usamos a vírgula para dar pausa à leitura
ou para indicar que algum elemento da frase foi deslocado da sua posição.
1 - Assinalar o vocativo
(é o termo com que se interpela/chama o ouvinte/interlocutor):
Ex.: Sargento Mike, compareça ao local da ocorrência.
Cidadão, você será conduzido à delegacia da cidade.
2 - Assinalar o aposto (é o termo da oração que serve par explicar um termo anterior,
identificando-o, esclarecendo ou qualificando-o):
Ex.: O comandante do batalhão, pessoa justa, não condenou o sindicado.
Inspetor Bugiganga, policial criativo, prendeu os criminosos.
3 - Precedendo termos de mesmo valor sintático.
Observação: Quando o último elemento é introduzido pelas
conjunções "e", "ou", "nem", não se usa a vírgula.
Ex.: Amor, fortuna, ciência, somente isso não traz felicidade.
Foram apreendidas armas de fogo, substâncias entorpecentes e
bicicletas furtadas.
Nem a música, nem o cinema, nem o teatro têm a mesma magia do
circo.
Um avião, um ônibus ou um automóvel não têm o mesmo charme de
um trem.
4 - Precedendo orações coordenadas assindeticamente, isto é, sem
uso de conjunções. Via de regra, são orações não introduzidas pela
conjunção aditiva “e”.
Ex.: Aborde-o, reviste-o, algeme-o e prenda-o.
Teimou, insistiu, tornou a insistir e acabou sendo demitido.
Chegou a casa, sentou no sofá, ligou o televisor, buscou o canal certo,
acomodou-se e assistiu ao filme.
5 - Entre as orações intercaladas:
Ex.: A guerra, disse o general, é uma defesa prévia.
A arma de fogo, disse o policial, é minha ferramenta de trabalho.
6 - Para marcar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Ex.: O carnaval, que é tradicional, a cada anoestá mais perigoso.
A alma, que é imortal, integra-se ao cosmo.
7 - Entre expressões explicativas, continuativas, conclusivas, retificativas ou enfáticas de um modo geral (isto é,
a saber, por exemplo, a meu ver, na minha opinião, digo, ou melhor, quer dizer, além disso, aliás, assim, com
efeito, como dizer, demais, depois, enfim, então, no mais, ora, ou seja, ou antes, igualmente, pensando bem,
pois bem, pois sim, por assim dizer, realmente, em suma, note-se bem, finalmente, em verdade, de fato, sim,
não, etc.):
Ex.: O criminoso, digo, o cidadão infrator, foi detido às nove horas.
O governador, ou melhor, o excelentíssimo senhor governador, dará um aumento de 100% à classe policial.
Observação desse caso de uso da vírgula: Lembre-se de usá-la com "sim" e "não".
Ex.: Sim, um dia hei de morrer.
8 - Entre as conjunções coordenativas adversativas e
conclusivas, quando pospostas/intercaladas (porém,
contudo, entretanto, todavia, logo, portanto, etc.):
Ex.: O tiroteio, porém, continuava.
O sargento, portanto, foi homenageado.
9 - Nas datas e endereços:
Ex.: Belo Horizonte, 13 de novembro de 2008.
Rua da Alegria, nº 30.
10 - Para indicar zeugma (elipse/omissão de um ou mais
termos anteriormente citados):
Ex.: Uns diziam que se suicidou; outros, que foi
assassinado. (elipse do verbo “diziam”)
O dia estava quente; o sol, escaldante. (elipse do verbo
“estava”)
Nós viemos da terra; eles, do mar. (elipse do verbo
“vieram”)
11 - Precedendo orações principais pospostas:
Ex.: Quando menos se esperava, o cadete deixou
de lado suas antigas aspirações.
12 - Antes de “e”, quando as orações apresentarem
sujeitos diferentes ou quando o “e” se repetir:
Ex.: Fez-se o céu, e a terra, e o mar.
João escreveu uma carta, e José arrumou a cama.
13 - Nos elementos paralelos de um provérbio:
Ex.: Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.
• ASPAS
São usados nos seguintes casos:
- na representação de nomes de livros e legendas.
Exemplo:
Já li “O Ateneu” de Raul Pompéia.
“Os Lusíadas” de Camões tem grande importância literária.
- nas citações ou transcrições.
Exemplo:
“Tudo começou com um telefonema da empresa, convidando-me para trabalhar lá na sede. Já havia
mandado um currículo antes, mas eles nunca entraram em contato comigo. Quando as seleções
recomeçaram mandei um currículo novamente”, revelou Cleber.
- destacar palavras que representem estrangeirismo, vulgarismo, ironia.
Exemplo
Que “belo” exemplo você deu.
Vamos assistir um “show” de mágica.
• PARÊNTESES
São usados nos seguintes casos:
- na separação de qualquer indicação de ordem explicativa.
Exemplo:
Predicado verbo-nominal é aquele que tem dois núcleos: o verbo (núcleo verbal) e o predicativo (núcleo
nominal).
- na separação de um comentário ou reflexão.
Exemplo:
Os escândalos estão se proliferando (a imagem política do Brasil está manchada) por todo o país.
- para separar indicações bibliográficas.
Pra que partiu?
Estou sentado sobre a minha mala
No velho bergantim desmantelado...
Quanto tempo, meu Deus, malbaratado
Em tanta inútil, misteriosa escala!
(Mario Quintana, A Rua dos Cata-Ventos, Porto Alegre, 1972).
COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL
• Na construção de um texto, assim como na fala,
usamos mecanismos para garantir ao interlocutor
a compreensão do que é dito, ou lido.
• Esses mecanismos linguísticos que estabelecem a
conectividade e retomada do que foi escrito ou
dito, são os referentes textuais e buscam garantir
a coesão textual para que haja coerência, não só
entre os elementos que compõem a oração,
como também entre a sequência de orações
dentro do texto.
• Essa coesão também pode muitas vezes se dar de
modo implícito, baseado em conhecimentos
anteriores que os participantes do processo têm
com o tema. Por exemplo, o uso de uma
determinada sigla, que para o público a quem se
dirige deveria ser de conhecimento geral, evita
que se lance mão de repetições inúteis.
• Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha
imaginária - composta de termos e expressões - que
une os diversos elementos do texto e busca
estabelecer relações de sentido entre eles.
• Dessa forma, com o emprego de diferentes
procedimentos, sejam lexicais (repetição, substituição,
associação), sejam gramaticais (emprego de pronomes,
conjunções, numerais, elipses), constroem-se frases,
orações, períodos, que irão apresentar o contexto –
decorre daí a coerência textual.
• Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o
apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa
incoerência é resultado do mau uso daqueles
elementos de coesão textual. Na organização de
períodos e de parágrafos, um erro no emprego dos
mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o
entendimento do texto. Construído com os elementos
corretos, confere-se a ele uma unidade formal.
• Nas palavras de Evanildo Bechara, “o enunciado
não se constrói com um amontoado de palavras
e orações. Elas se organizam segundo princípios
gerais de dependência e independência sintática
e semântica, recobertos por unidades melódicas
e rítmicas que sedimentam estes princípios”.
• Desta lição, extrai-se que não se deve escrever
frases ou textos desconexos – é imprescindível
que haja uma unidade, ou seja, que essas frases
estejam coesas e coerentes formando o texto.
• Além disso, relembre-se que, por coesão,
entende-se ligação, relação, nexo entre os
elementos que compõem a estrutura textual.
Há diversas formas de se garantir a coesão entre os
elementos de uma frase ou de um texto:
• 1. Substituição de palavras com o emprego de
sinônimos, ou de palavras ou expressões do
mesmo campo associativo.
• 2. Nominalização – emprego alternativo entre um
verbo, o substantivo ou o adjetivo
correspondente (desgastar / desgaste /
desgastante).
• 3. Repetição na ligação semântica dos termos,
empregada como recurso estilístico de intenção
articulatória, e não uma redundância - resultado
da pobreza de vocabulário. Por exemplo,
“Grande no pensamento, grande na ação, grande
na glória, grande no infortúnio, ele morreu
desconhecido e só.” (Rocha Lima)
• 4. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com
base na maior especificidade do significado de um
deles. Por exemplo, mesa (mais específico) e móvel
(mais genérico).
• 5. Emprego de hiperônimos - relações de um termo de
sentido mais amplo com outros de sentido mais
específico. Por exemplo, felino está numa relação de
hiperonímia com gato.
• 6. Substitutos universais, como os verbos vicários (ex.:
Necessito viajar, porém só o farei no ano vindouro) A
coesão apoiada na gramática dá-se no uso de
conectivos, como certos pronomes, certos advérbios e
expressões adverbiais, conjunções, elipses, entre
outros. A elipse se justifica quando, ao remeter a um
enunciado anterior, a palavra elidida é facilmente
identificável (Ex.: O jovem recolheu-se cedo. ... Sabia
que ia necessitar de todas as suas forças. O termo o
jovem deixa de ser repetido e, assim, estabelece a
relação entre as duas orações).
• Dêiticos são elementos linguísticos que têm a
propriedade de fazer referência ao contexto
situacional ou ao próprio discurso. Exercem, por
excelência, essa função de progressão textual, dada
sua característica: são elementos que não significam,
apenas indicam, remetem aos componentes da
situação comunicativa.
• Já os componentes concentram em si a significação.
Elisa Guimarães nos ensina a esse respeito:
“Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam
os participantes do ato do discurso. Os pronomes
demonstrativos, certas locuções prepositivas e adverbiais,
bem comoos advérbios de tempo, referenciam o
momento da enunciação, podendo indicar
simultaneidade, anterioridade ou posterioridade.
Assim: este, agora, hoje, neste momento (presente);
ultimamente, recentemente, ontem, há alguns dias, antes
de (pretérito); de agora em diante, no próximo ano,
depois de (futuro).”
• Esse conceito será de grande valia quando
tratarmos do uso dos pronomes
demonstrativos. Somente a coesão, contudo,
não é suficiente para que haja sentido no
texto, esse é o papel da coerência, e coerência
se relaciona intimamente a contexto.
• Como nosso intuito nesta página é a
apresentação de conceitos, sem aprofundá-los
em demasia, bastam-nos essas informações.
• Já a coerência podemos compreendê-la melhor
conhecendo os seus três princípios básicos:
• Princípio da Não Contradição: em um texto não se
pode ter situações ou ideias que se contradizem entre
si, ou seja, que quebram a lógica.
• Princípio da Não Tautologia: Tautologia é um vício de
linguagem que consiste n a repetição de alguma ideia,
utilizando palavras diferentes. Um texto coerente
precisa transmitir alguma informação, mas quando
hárepetição excessiva de palavras ou termos, o texto
corre o risco de não conseguir transmitir a informação.
Caso ele não construa uma informação ou mensagem
completa, então ele será incoerente
• Princípio da Relevância: Fragmentos de textos que
falam de assuntos diferentes, e que não se relacionam
entre si, acabam tornando o texto incoerente, mesmo
que suas partes contenham certa coerência individual.
Sendo assim, a representação de ideias ou fatos
não relacionados entre si, fere o princípio da
relevância, e trazem incoerência ao texto.
Vejamos como o concurso costuma abordar o assunto:
Assinale a opção em que a estrutura sugerida para preenchimento da
lacuna correspondente provoca defeito de coesão e incoerência nos
sentidos do texto.
A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. ___1___
dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos
do mundo, levando-se em conta o risco de morte por homicídio.
Em 1980, tínhamos uma média de, aproximadamente, doze homicídios
por cem mil habitantes. ___2___, nas duas décadas seguintes, o grau
de violência intencional aumentou, chegando a mais do que o dobro
do índice verificado em 1980 – 121,6% –, ___3___, ao final dos anos
90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes.
___4___, o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26,4%, isto
é, em média, a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do
que 5% entre os anos 1980 e 1990.
Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que
os custos da violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9% do
PIB entre 1996 e 1997. ___5___ a vitimização letal se distribui de
forma desigual: são, sobretudo, os jovens pobres e negros, do sexo
masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria vida o
preço da escalada da violência no Brasil.
a) 1 – Tanto é assim que
b) 2 – Lamentavelmente
c) 3 – Ou seja
d) 4 – Simultaneamente
e) 5 – Se bem que
MEU COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam
palavras e expressões que atuam como conectores
– ligam orações estabelecendo relações semânticas
entre os períodos. A banca sugere algumas opções
de preenchimento.
Dessas, a única que não atende ao solicitado é a de
número 5, uma vez que a expressão “Se bem que”
deveria introduzir uma oração de valor concessivo,
estabelecendo, assim, ideia contrária à que foi
apresentada até então pelo texto.
Verifica-se, contudo, que o que se segue ratifica as
informações anteriores ao fornecer dados
complementares às estatísticas sobre homicídios.
Sendo aceita a sugestão da banca, a coerência
textual seria prejudicada.
GABARITO: E