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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE RECURSOS NATURAIS DA AMAZÔNIA FENÔMENOS DE TRANSPORTE TRANSFERÊNCIA DE MASSA Bruno Viegas E-mail: bviegas@ufpa.br BELÉM, 2017. 1. Conceito de transferência de massa; 2. Tipos de transferência de massa; 3. Difusão em sólidos cristalinos; 4. Aspectos atômicos da difusão; 5. Mecanismos de difusão por lacunas ou substitucional; 6. Mecanismos de difusão intersticial; 7. Revisão de conceitos de gradiente e divergente; 8. Medidas de concentração; 9. A equação diferencial de transferência de massa; 10. Difusão em estado estacionário - Primeira lei de Fick; 11. Difusão em estado não-estacionário - Segunda lei de Fick; 12. Difusão transiente em meio semi-infinito; 13. Fatores que influenciam na difusão; 14. Aplicações; 15. Exercícios. EMENTA 1. MEHRER, H. Diffusion in Solids: Fundamentals, Methods, Materials, Diffusion-Controlled Processes, Springer Berlin Heidelberg, 2007. 2. VRENTAS, J. S.; CRENTAS, C. M. Diffusion and Mass Transfer, 2013. 3. CALLISTER Jr, W. D.; RETHWISCH, D. G. Materials Science and Engineering - An Introduction - 8th Edition. 4. CREMASCO, M. A., Fundamentos de Transferência de Massa, 2ª Edição, Editora UNICAMP, 2002. 5. VAN VLACK, L. H. Princípios de ciência dos materiais. 3.d. São Paulo: Edgard Blücher, 1977. BIBLIOGRAFIA 1. Introduzir os conceitos fundamentais de difusão, as leis físicas que a governam e familiarizar-se aos fundamentos matemáticos que descrevem o transporte de massa por difusão; 2. Buscar uma abordagem que facilite a aplicação dos conceitos de difusão na interpretação de resultados experimentais; 3. Citar e descrever os mecanismos atômicos da difusão; 4. Distinguir entre a difusão em regime estacionário e a difusão em regime não estacionário; 5. Escrever as leis de Fick na forma de uma equação e definir todos os seus parâmetros; 6. Citar fatores que influenciam a taxa de difusão; 7. Aplicações. OBJETIVOS DA DISCIPLINA Da mesma forma que a corrente elétrica está associada ao transporte de cargas elétricas através de um fio condutor quando este está sujeito a uma diferença de potencial elétrico, a DIFUSÃO está associada ao transporte de massa que ocorre em um sistema quando nele existe um gradiente de concentração química. DEFINIÇÃO DO FENÔMENO Entende-se por transferência de massa, o transporte de um componente de uma região de alta concentração para outra de baixa concentração. DEFINIÇÃO DO FENÔMENO Governada por diferentes mecanismos e manifestando-se com magnitudes bastante distintas, a difusão ocorre no interior de sólidos, líquidos e gases. Uma gota de tinta que se dilui na água, é um exemplo de difusão no interior de um líquido. O odor de um perfume que se espalha por uma sala, é um exemplo de difusão no interior de um gás. Neste curso, nos concentraremos no estudo da difusão no interior de sólidos. Destacando sua importância para a fabricação de componentes ou estruturas de engenharia e na área da saúde. DEFINIÇÃO DO FENÔMENO OCORRÊNCIAS DO FENÔMENO 1. Remoção de substâncias voláteis poluentes por adsorção; 2. Remoção de gases à partir de águas residuais; 3. Difusão de partículas adsorvidas no interior dos poros de carvão ativado (remoção de odor em geladeira e impurezas em água); 4. Secagem de madeira; 5. Modificação superficial de peças; 6. Odontologia. TIPOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA O mecanismo da transferência de massa depende da dinâmica da mistura no qual ocorre. • Contribuição difusiva: transporte de matéria devido às interações moleculares; TIPOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA • Contribuição convectiva: auxílio do transporte de matéria como consequência do movimento do meio. Se um balão, preenchido com tinta colorida, é jogado dentro de um lago, a tinta difundirá radialmente pela contribuição do gradiente de concentração (contribuição difusiva); Quando uma fita é jogada dentro de uma corrente em movimento, esta flutuará corrente abaixo pela contribuição do movimento volumétrico (contribuição convectiva); Se o balão preenchido com tinta for jogado dentro de uma corrente em movimento, a tinta se difunde radialmente e é transportada corrente abaixo. Logo, ambas as contribuições participam simultaneamente na transferência de massa. TIPOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA Parrot, antes de 1815, analisando uma mistura de gases contendo duas ou mais espécies moleculares, constatou que: 1. Concentrações relativas variam de ponto a ponto em um processo aparentemente natural; 2. Ao final, a mistura tende a diminuir qualquer inigualdade da composição. Surgi, então, o termo: DIFUSÃO MOLECULAR: Movimento molecular aleatório que leva à mistura completa. Esse transporte microscópico independe de qualquer convecção dentro do sistema. BREVE HISTÓRICO Em misturas gasosas o fenômeno é explicado pela teoria cinética dos gases a baixas pressões. Causas do fenômeno: 1. Para temperaturas acima do zero absoluto, moléculas individuais estão no estado do movimento contínuo ainda aleatório; 2. Dentro de misturas gasosas diluídas, cada molécula comporta-se independentemente das outras moléculas de soluto; BREVE HISTÓRICO BREVE HISTÓRICO 3. Colisões entre moléculas de soluto e solvente estão continuamente ocorrendo; 4. Como resultado das colisões, as moléculas de soluto movem- se ao longo de um caminho em zig-zag, ora através de uma região de alta concentração, ora através de baixas concentrações. Difusão em sólidos: a difusão ocorre por movimentação atômica (no caso de metais), de cátions e ânions (no caso de cerâmicas) e de macromoléculas (no caso de polímeros). EXEMPLOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA EXEMPLOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA DIFUSÃO EM SÓLIDOS Difusão - Transporte de massa por movimento atômico. Mecanismos: • Gases & Líquidos – Movimento aleatório; • Sólidos – Difusão de vacância ou difusão intersticial. Questões a serem abordadas... • Como a difusão ocorre? • Por que a difusão é uma parte importante do processo? • Como se pode prever a taxa de difusão para alguns casos? • De que forma a difusão depende da temperatura e da estrutura? DIFUSÃO EM SÓLIDOS DIFUSÃO EM SÓLIDOS • As reações ocorrem em estado sólido, resultando em um arranjo atômico mais estável; • Átomos reativos devem ter energia suficiente para superar a barreira da energia de ativação; • Em uma dada temperatura, nem todos os átomos possuem energia de ativação E*. Esta energia deve ser fornecida a eles.