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RESÍDUOS SÓLIDOS: Conceitos Gerais Prof. Eliane Hermes 2015 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR PALOTINA DISCIPLINA: GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS A quantidade de RSU coletados em 2013 cresceu em todas as regiões, em comparação aos dados de 2012. A região Sudeste continua respondendo por mais de 50% dos RSU coletados e apresenta o maior percentual de cobertura dos serviços de coleta do país (PANORAMA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL, 2013). A geração total de RSU no Brasil em 2013 foi de 209.280 toneladas, o que representa um aumento de 4,1%, índice que é superior à taxa de crescimento populacional no país no período, que foi de 3,7%. A comparação entre a quantidade de RSU gerada e a coletada em 2013, mostra que diariamente mais de 20.000 toneladas deixaram de ser coletadas no país e, por consequência, tiveram destino impróprio. Participação das Regiões do País no Total de RSU Coletado Fonte: Pesquisa ABRELPE (2013) Participação dos Principais Materiais no Total de RSU Coletado no Brasil em 2012 APROVEITAMENTO Iniciativas de Coleta Seletiva nos Municípios em 2013 – Regiões e Brasil Os valores apresentados revelam que em 2013 os municípios aplicaram, em média, R$ 114,84 por habitante/ano na coleta de RSU e demais serviços de limpeza urbana. Valores médios por habitante/ano correspondentes aos recursos aplicados na Coleta de RSU e demais SLP Empregos Diretos Gerados pelo Setor de Limpeza Urbana – Regiões e Brasil Vale destacar que, desde 2002, a atividade de catador foi reconhecida como categoria profissional, registrada na Classificação Brasileira de Ocupação (CBO), sob nº 5192-05 como “Catador de Material Reciclável”. • Geração de resíduos • Acondicionamento dos resíduos • Coleta dos resíduos • Transporte dos resíduos • Transferência (Transbordo) • Tratamento dos resíduos • Disposição final ETAPAS DE UM SISTEMA DE LIMPEZA URBANA Destinação final dos RSU Coletados no Brasil Destinação Adequada?????? Destinação final de RSU (t/dia) O prazo para encerramento de lixões, conforme a Lei nº 12.305/10, foi 2 de agosto de 2014 e, partir desta data, os rejeitos devem ter uma disposição final ambientalmente adequada. Fonte: Pesquisa ABRELPE (2013) Coleta e Geração de RSU no Estado do Paraná Destinação Final de RSU no Estado do Paraná (t/dia) Fonte: Pesquisa ABRELPE (2013) Quantidade de resíduos sólidos urbanos do município de Palotina - PR Dados da Empresa KB: • Por dia: + 20.000 kg • Por semana: 120.000 a 150.000 kg • Por mês: + 530.000 kg Tipos de resíduos sólidos domésticos • Dos 530.000 kg mensais: No centro: Lixo úmido (orgânico) 50% Lixo seco (reciclável) 50% Nos demais bairros: Lixo úmido (orgânico) 70% Lixo seco (reciclável) + 30% Destinação dos resíduos sólidos domésticos • Resíduos úmidos (orgânicos) aterro sanitário • Quantidade destinada ao aterro: + 480.000 kg • UFPR 90% dos resíduos domésticos!!! Destinação dos resíduos sólidos domésticos • Resíduos secos (recicláveis) APAVA APAVA – Associação dos Agentes Ambientais e de Reciclados Palotina • Quantidade destinada para APAVA: + 50.000 kg • Número de associados: 26 apenas 10% dos resíduos domésticos!!! Destinação dos resíduos sólidos domésticos - recicláveis Na APAVA: 1000 kg 250 kg - material contaminado (não limpo e não separado) - falta de compradores para o material (gerenciamento do processo) 25% de recicláveis desperdiçados!!! Relação dos principais resíduos recicláveis que são triados e negociados na APAVA Resíduo Quantidade em Kg (Diária) Papelão 70 Alumínio (latinhas) 4 Metal 23 Plástico leitoso (embalagem de água sanitária, potes de margarina, etc.) 30 Papel branco 297 Papel misto 150 PET branco 70 Vidro 35 Sacolas cristal (plástica transparente) 25 Tetrapak 35 PET verde 13 Total 752 Resíduos são materiais que não apresentam mais a utilidade para a qual se destinavam inicialmente, mas isso não quer dizer que esses materiais não possam ter outras utilidades. A palavra lixo se deriva do latim “lix” que significa cinzas ou lixívia. Por outro lado, resíduos se deriva do latim “residuu” que significa sobra de determinadas substâncias. O dicionário faz uma certa diferenciação entre lixo e resíduo, associando lixo ao produto de varrição, coisas sujas, contaminadas ou inúteis, das quais haja desejo de se livrar, ao passo que resíduo se associa a restos de algo já utilizado RESÍDUO SÓLIDO: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnicas ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível (POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS – LEI N° 12.305/2010). Segundo a ABNT 10.004 (2004): - Classe I: resíduos perigosos - Classe II: resíduos não perigosos Classe II.b RESÍDUOS INERTES Classe II.a RESÍDUOS NÃO INERTES CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE ACORDO COM A PERICULOSIDADE CRITÉRIOS PARA A CLASSIFICAÇÃO DE UM RESÍDUO Segundo a Norma ABNT 10.004 um resíduo é definido como perigoso (Classe I) quando ele oferece riscos à saúde pública ou ao meio ambiente. Os cinco critérios utilizados são: INFLAMABILIDADE: quando apresentar ponto de fulgor abaixo de 60 °C, quando produzir fogo facilmente e for difícil apagar a chama, ou quando liberar oxigênio espontaneamente. Ex: pólvora suja CORROSIVIDADE: quando seu pH não estiver entre 2 e 12,5; ou quando corroer 6,35 mm de aço por ano. Ex: resíduos de processos industriais contendo ácidos e bases fortes REATIVIDADE: quando reagir violentamente de forma espontânea, podendo haver detonação ou não, quando produzir material tóxico, explosivo, ou inflamável em contato com o ar ou água, ou quando for material explosivo. Ex: resíduos industriais contendo substâncias altamente reativas com água. TOXICIDADE: se demonstrar nos testes com cobaias (testes de DL50 e CL50), sendo que, parte das substâncias e concentrações tóxicas estão listadas na norma ABNT 10.004. Ex: lodo de processos contendo altas concentrações de metais pesados. Possuir quando testada, uma DL50 oral para ratos menor que 50 mg/kg ou CL 50 inalação para ratos menor que 2 mg/l ou uma DL50 dérmica para coelhos menor que 200 mg/kg PATOGENICIDADE: quando apresentar micro-organismos ou outros agentes patogênicos, sendo aberta exceção para resíduos domiciliares e para os decorrentes de tratamento de esgotos domésticos. Além disso, o resíduo pode ser definido como perigoso por critério de radioatividade pela resolução 6.05 do CNEN quando o mesmo apresenta emissão maior que 2 µCi/kg (2 microcuries por quilograma) Resíduos não inertes (Classe II.a) São os que não são perigosos nem inertes, podendo apresentar características de combustibilidade, solubilidade em água ou biodegradabilidade. Exemplos: a maioria dos resíduos domésticos, sucatas de materiais ferrosos e não ferrosos, embalagens de plástico, etc.Resíduos inertes (Classe II.b) São aqueles que não alteram a potabilidade da água destilada. O melhor exemplo são os restos de material de construção, exceto as madeiras e outros materiais que possam estar presentes. CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE ACORDO COM A FONTE GERADORA ORIGEM: A) Resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas B) Resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços C) Resíduos públicos: gerados pelos próprios serviços da prefeitura, como podas de árvores, varrição de ruas D) Resíduos industriais: são bem diversificados, de acordo com a atividade da indústria, com a existência de muitos resíduos perigosos E) Resíduos das atividades agropecuárias: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades F) Resíduos de mineração: os gerados nas atividades de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios G) Resíduos de serviço de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e SNVS H) Resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis I) Resíduos de serviços de transporte: os originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira Pneus e similares Resíduos dos serviços de saúde (RSS) Entulhos Resíduos provenientes de estações de tratamento de efluentes (ETE) Óleos lubrificantes usados Pilhas e baterias, entre outros LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA RESPONSABILIDADE PELO DESTINO FINAL DOS RESÍDUOS