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As raízes Malignas do Catolicismo Romano.

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As 
raízes 
Malignas do 
Catolicismo 
Romano 
 
 
 
Francisco de Aquino 
Conteúdo 
1 - Prefácio 
2 - Origem do papado e do Estado do Vaticano 
3 - Rendas do Vaticano e das igrejas 
4 - Apologética 
5 - Influência do Vaticano e maioria católica 
6 - Divergências e Contradições 
7 - O Estado do Vaticano não pode Gloriar-se do seu Passado 
8 - A igreja antes e depois do século IV 
9 - O Vaticano em seus concílios altera a doutrina cristã 
10 - O confronto Bíblia X Catolicismo Romano 
11 - O Vaticano e o Pedestal de Maria (I) 
12 - O Vaticano e o Pedestal de Maria (II) 
13 – Maria 
13.1 – Concebida sem pecado 
13.2 – A Virgindade de Maria 
13.3 – Medianeira, Intercessora, Advogada 
13.4 – A Mãe de Deus 
13.5 – Senhora e Padroeira 
14 – Argumentos a favor da "Maria Católica" 
15 - A Ceia do Senhor e a Missa (I) 
16 - A Ceia do Senhor e a Missa (II) 
17 - Recursos linguísticos e Hermenêuticos 
18 – Sensus Plenior 
19 - Petros, Petha, Kephas e as chaves do céu 
19.1 – São Pedro 
19.2 – As chaves do reino dos céus (Mateus 16:19) 
20 - O Declínio do Papado 
21 - Referências da Bíblia ao Papado e ao Vaticano 
22 - Títulos e Fábulas 
23 - Quem são os Santos 
24 - As Imoralidades dos Papas 
25 - A Benção Papal 
26 - A Dedicatória e Sua Apreciação 
27 - A Veracidade da Bíblia 
28 - Opiniões de Homens Célebres sobre a Bíblia 
 
1- Prefácio 
De modo geral, no Brasil há duas igrejas em evidência, a Católica 
Romana (religião oficial do país) e as demais. Enquanto o Catolicismo 
estrutura-se em "Ordens religiosas" sob um chefe visível – o Papa, as 
demais igrejas cristãs apresentam-se em "Denominações" todas com uma 
só base – a Bíblia. 
As distâncias entre as Ordens Católicas assemelham-se às distancias 
entre as denominações evangélicas e com algumas exceções. 
Nota-se ainda que Católicos e Evangélicos creem na Santíssima 
Trindade, Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo; compartilham da doutrina 
de que Cristo é o Salvador pela sua morte substitutiva; ambas as igrejas 
ensinam a existência de céu e inferno e aceitam a mesma Bíblia como a 
Palavra de Deus . 
Mas se há tanta identidade, porquê caminham separadas? 
Nos primeiros séculos houve uma única comunidade Cristã, Jesus 
havia dito: " Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome ... Eis que 
estarei convosco até a consumação dos séculos!" (Mat. 18:20 e 28:20). 
O Cristianismo teve continuidade com bispos, pastores, presbíteros e 
evangelistas; foram homens veneráveis como Policarpo, discípulo do 
apóstolo João, Inácio, Papias, Justino, Irineo, Origenes, João Crisóstomo e 
tantos outros. 
Entre eles não havia maiores, embora o bispo Calixto tenha sido 
acusado por Tertuliano, advogado cristão de querer ser o " O bispo dos 
bispos "(ano 208). 
A igreja cristã recebeu o nome de Católica no Concilio de 
Constantinopla, presidido pelo imperador Romano Teodósio com o decreto 
"Cunctos Populos" no ano de 381. – Apostólica ela não é; Também não 
sabemos como ela pode ser Universal e Romana ao mesmo tempo. (ver 
Rivaux, História Eclesiástica, tomo I - Pág. 347). 
Ainda não havia "Papa", mas, nos fins do século IV as igrejas viram-
se dominadas por cinco "patriarcas", que foram os bispos de Antioquia, 
Jerusalém, Constantinopla, Alexandria, e Roma sobre a liderança do 
Cristianismo, mas o concilio de Calcedônia, no ano de 451, interveio 
concedendo igualdade com o bispo de Constantinopla com o de Roma. 
O Papado como conhecemos, desenvolveu-se gradativamente, 
sustentado a princípio pelo Império Romano; não teve data de nascimento, 
não foi instituído por Cristo nem pelas igrejas, é intruso no Cristianismo e 
não se enquadra na Bíblia – conseguiu com sutileza manter-se na posição 
que ocupa. 
É identificado na Bíblia como " Ponta Pequena " (Daniel 7:8). 
2 - Origem do papado e do Estado do Vaticano 
O Catolicismo começou a tomar forma quando no ano 325 o 
Imperador Romano Constantino, convertido ao Cristianismo, convocou o 
1º Concílio das igrejas que foi dirigido por Hósia Córdova com 318 bispos 
presentes. Constantino construiu a igreja do Salvador e os Papas passaram 
a ocupar um palácio oferecido por Fausta. – No século XV demoliram a 
igreja do Salvador para dar lugar à Basílica de São Pedro. 
As igrejas que eram livres começaram a perder autonomia com o 
Papa Inocêncio I, ano 401 que dizendo-se "Governante das igrejas de Deus 
exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele." 
O Papa Leão I, ano 440, impôs mais respeito prescrevendo "Resistir 
a sua autoridade seria ir para o inferno" — Este papa aumentou sua 
influência bajulando o imperador Valentiniano III no ano 445, que cedeu a 
pretensão dele de exercer autoridade sobre as igrejas até então nas mãos do 
Estado. 
Os historiadores viram nele "O papado emergindo das ruínas do 
império romano que desintegrava herdando dele o autoritarismo e o latim 
como língua." 
A palavra "Papa" significa pai, assim como Padre.; até o século V 
todos os bispos ocidentais foram chamados assim. Aos poucos restringiram 
esse tratamento aos bispos de Roma, útero que gerou o Papado. 
Porém a Bíblia diz: 
"A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso 
Pai, aquele que está nos céus." (Mt23.9) 
Segunda a Igreja Católica Papa é o Sumo Pontifici (= ponte). Mas a 
Bíblia diz: "... Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo o salvador do 
corpo. Porquanto há um só Deus e um só mediador entre deus e os homens, 
Cristo Jesus, homem." (Ef5.23; 1Tm2.5) 
Naquele tempo ninguém supunha que " São Pedro fora Papa " – Ele 
era casado e não teve ambições temporais. 
O Papa Nicolau I anos 858-67 foi o primeiro a usar coroa; serviu-se 
com muito efeito de documentos espúrios surgidos no ano 857 conhecidos 
como "Pseudas Decretas De Isidoro" - Essas falsas " decretais " eram 
pretendidas serem de bispos do II e III séculos que "exaltavam o poder dos 
papas ". 
Foram invenções corruptas e premeditadas cuja a falsidade foi 
descoberta depois da morte desse Papa – Nicolau havia mentido que esses 
documentos haviam estado por "séculos na igreja". 
As "Pseudas Decretais de Isidoro" selaram a pretensão do Clero 
Medieval com o sinete da antiguidade e o Papado que era recente tornou-se 
coisa antiga. 
Foi o maior embuste da história, os historiadores registraram que 
esses falsos documentos fortaleceram o Papado. ANTECIPOU EM 5 
SÉCULOS o poder temporal deles e serviu de base para as leis canônicas 
da Igreja Católica Romana! (citado por Halley, Pochet Bible Handbook 
pág. 685) 
O ESTADO DO VATICANO desenvolveu-se com o papa Estevão II 
nos anos 741-52, que instigou Pepino o Breve e seu exército a conquistar 
territórios na Itália e doá-los à Igreja – Carlos Magno, seu pai, confirmou 
essa doação no ano 774, elevando o Catolicismo à posição de poder 
mundial surgindo o SANTO IMPÉRIO ROMANO sob a autoridade do 
Papa-Rei que durou 1.100 anos. 
Carlos Magno próximo da morte arrependeu-se por doar territórios 
aos Papas, agonizando sofreu horríveis pesadelos lastimando-se assim: 
"Como me justificarei diante de Deus pelas guerras que irão devastar a 
Itália, pois os Papas são ambiciosos, eis porque se me apresentam imagens 
horríveis e monstruosas que me apavoram, devem merecer de Deus um 
severo castigo! " (Pillati, Ed. Thomp. Tomo III, pag.. 64, 1876, Londres). 
O papado que esteve 70 anos em Avinhão na França, voltou a ocupar 
o Vaticano no ano 1377, trazidos por Gregorio XI; derramaram muito 
sangue em guerras políticas e religiosas até 1806 quando Napoleão 
aprisionou o Papa Pio VII , 1740-1823. Mais tarde tentaram reagir, mas, 
Vítor Emanuelli no ano 1870 derrotou