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Resumão AV1 Clínica Psicanalítica.

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permaneceu em posse de imagos infantis; o esclarecimento de seu papel no 
tratamento, porém, só funciona se abordarmos os seus vínculos com a resistência; 
 É inegável que o controle dos fenômenos da transferência oferece as maiores 
dificuldades para o psicanalista, mas não esqueçamos que são justamente elas que nos 
prestam o inestimável serviço de tornar manifestas e atuais as moções amorosas ocultas 
e esquecidas dos pacientes, pois, afinal, ninguém pode ser abatido; 
 O fenômeno da transferência é um dos pilares do tratamento analítico; 
 
Livro 4+1 – Condições da Psicanálise 
Capítulo 1 - As funções das entrevistas preliminares 
 Em seu texto “O início do tratamento”, Freud diz ter o hábito de praticar o que chama 
de tratamento de ensaio: tratamento psicanalítico de uma ou duas semanas antes do 
começo da análise propriamente dita. Isto serviria, segundo ele, para evitar a 
interrupção da análise após um certo tempo. Freud não especifica, porém, por que esse 
tratamento se interromperia; 
 Nesse mesmo texto, Freud anuncia que a primeira meta da análise é a de ligar o paciente 
ao seu tratamento e à pessoa do analista, sendo mais explícito em relação a pelo menos 
uma função desse tratamento de ensaio: a do estabelecimento do diagnóstico e, em 
particular, a do diagnóstico diferencial entre neurose e psicose; 
 A expressão entrevistas preliminares corresponde em Lacan ao tratamento de ensaio 
em Freud. Essa expressão indica que existe um limiar, uma porta de entrada na análise 
totalmente distinta da porta de entrada do consultório do analista. Trata-se de um 
tempo de trabalho prévio, à análise propriamente dita, cuja entrada é concebida não 
como continuidade, e sim — como o próprio nome tratamento de ensaio parece sugerir 
— como uma descontinuidade, um corte em relação ao que era anterior e preliminar. 
Esse corte corresponde a atravessar o umbral dos preliminares para entrar no discurso 
analítico. Esse preâmbulo a toda psicanálise é erigido por Lacan em posição de condição 
absoluta: “não há entrada em análise sem as entrevistas preliminares; 
 Na prática depreendemos, no entanto, que nem sempre é possível demarcar 
nitidamente esse umbral da análise. Isto ocorre porque tanto nas entrevistas 
preliminares quanto na própria análise o que está em jogo é a associação livre. Temos, 
portanto, a indicação de que, nesse momento, a tarefa do analista é apenas a de 
relançar o discurso do analisante. Freud, entretanto, dirá que “há razões diagnósticas 
para fazer esse tratamento de ensaio”. Este é o momento em que, por princípio, a 
questão diagnóstica está em jogo; 
 As entrevistas preliminares têm a mesma estrutura da análise, mas são distintas desta; 
 O analista está submetido a esse paradoxo, a partir do qual decidirá se irá ou não acatar 
aquela demanda de análise. Do ponto de vista do analista, as entrevistas preliminares 
podem ser divididas em dois tempos: um tempo de compreender e um momento de 
concluir,2 no qual ele toma sua decisão. É nesse momento de concluir que se coloca o 
ato psicanalítico, assumido pelo analista, de transformar o tratamento de ensaio em 
análise propriamente dita; 
 Podemos dividir em três as funções das entrevistas preliminares, cuja distribuição é 
antes lógica do que cronológica: 1o — A função sintomal (sinto-mal). 2o — A função 
diagnóstica. 3o — A função transferencial; 
 Quando esse sintoma é transformado em questão, ele aparece como a própria 
expressão da divisão do sujeito. É nesse momento que o sintoma, encontrando o 
endereço certo que é o analista, se torna sintoma propriamente analítico. É isso que 
Lacan quer dizer com a formulação “o analista completa o sintoma” — que corresponde 
ao discurso da histérica; 
 O diagnóstico só tem sentido se servir de orientação para a condução da análise. Para 
tanto, o diagnóstico só pode ser buscado no registro simbólico, onde são articuladas as 
questões fundamentais do sujeito (sobre o sexo, a morte, a procriação, a paternidade) 
quando da travessia do complexo de Édipo: a inscrição do Nome-do-Pai no Outro da 
linguagem tem por efeito a produção da significação fálica, permitindo ao sujeito 
inscrever-se na partilha dos sexos; 
 O estabelecimento da transferência é necessário para que uma análise se inicie: é o 
que denominamos a função transferencial das entrevistas preliminares. Mas a 
transferência não é condicionada ou motivada pelo analista. “Ela está aí, diz Lacan na 
‘Proposição’, por graça do analisante. Não temos de dar conta do que a condiciona. 
Aqui ela está desde o início.” A transferência não é, portanto, uma função do analista, 
mas do analisante. A função do analista é saber utilizá-la; 
Leitura também do texto: As cinco lições da psicanálise, ler a parte devido a extensão do 
texto. 
 
RESUMO SLIDES DO SIA 
 O famoso caso Anna O. influenciou Freud enormemente na criação de uma nova 
técnica de investigação e tratamento da histeria – a livre associação – e, 
consequentemente, na descoberta da Psicanálise. A partir do caso Anna O., Breuer 
passou a utilizar a hipnose de forma diferente da usada na época, para fazer surgir 
a origem dos sintomas; 
 Método catártico — este método objetivava proporcionar que a cota de afeto 
utilizada para manter o sintoma (que estava ali contida) pudesse ser dirigida para 
um caminho que finalizasse com a descarga pela fala. Isso também foi chamado de 
abreação. 
 
 Conversão – a carga de afeto ligada à ideia é transformada em sintoma somático. 
Surgimento abrupto de sintomas físicos (paralisias, anestesias, cegueira) de origem 
psicogênica. Ocorre geralmente em situações estressantes, de ameaça ou conflito 
intrapsíquico ou interpessoal significativos para o indivíduo. A conversão expressa a 
representação simbólica de um conflito psíquico em termos de manifestações 
motoras. Frequente na histeria e no transtorno de personalidade histriônica. 
 
 Pode ser conceituada como o compromisso assumido pelo paciente de comunicar ao 
analista tudo o que lhe vier à mente, independentemente de suas inibições ou do fato 
de achá-las insignificantes ou não. Freud desenvolveu a técnica da associação livre 
gradualmente a partir da hipnose, da sugestão e do método catártico. 
 Embora a técnica da associação livre tenha passado por diferentes descrições, ao 
longo da obra de Freud, ela permaneceu praticamente inalterada e continuou sendo 
considerada um dos principais meios de acesso ao material inconsciente; 
 
 Atenção Flutuante: modo como o analista deve escutar o analisando. O analista não 
deve privilegiar nenhum elemento e deve funcionar o mais livre possível a sua própria 
atividade inconsciente; 
 A técnica rejeita o emprego de qualquer expediente especial (mesmo de tomar notas). 
Consiste simplesmente em não dirigir o reparo para algo específico e em manter a 
mesma ‘atenção uniformemente suspensa’ (como denominamos) em face de tudo o 
que se escuta; 
 Exceções a esta regra 
Nenhuma objeção pode ser levantada a exceções feitas a esta regra, como por 
exemplo: datas, sonhos, ou eventos específicos dignos de nota, que podem ser 
facilmente destacados de seu contexto. 
Diz Freud: Mas tampouco tenho o hábito de fazer isto. Quanto aos exemplos, anoto-
os, de memória, à noite, após o trabalho se encerrar; Quanto aos textos de sonhos a 
que dou importância, faço o paciente repeti-los, após havê los relatado, de maneira a 
que eu possa fixá-los na mente; Tomar notas durante a sessão com o paciente poderia 
ser justificado pela intenção de publicar um estudo científico do caso; 
 Qual é a atitude correta? A conduta correta para um analista reside em oscilar, de 
acordo com a necessidade, de uma atitude mental para outra,

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