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Resumão AV1 Clínica Psicanalítica.

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em evitar especulação 
ou meditação sobre os casos, enquanto eles estão em análise, e em somente 
submeter o material obtido a um processo sintético de pensamento após a análise ter 
sido concluída; 
 
• Freud anuncia que a primeira meta da análise é a de ligar o paciente ao seu 
tratamento e à pessoa do analista; 
 
• Sendo mais explícito em relação a pelo menos uma função desse tratamento de 
ensaio: a do estabelecimento do diagnóstico e, em particular, a do diagnóstico 
diferencial entre neurose e psicose; 
 Condição absoluta - “não há entrada em análise sem as entrevistas preliminares”. Na 
prática, nem sempre é possível demarcar nitidamente esse umbral da análise. Isto 
ocorre por quê? Tanto nas entrevistas preliminares quanto na própria análise o que 
está em jogo é a associação livre; 
 Paradoxo do analista – aceitar ou não aceitar aquela demanda de análise; 
 
A alguém que vem pedir uma análise para se conhecer melhor, a resposta de Lacan é clara 
— “eu o despacho”. 
Lacan não considera esse “querer se conhecer melhor” como algo que tenha o status de 
uma demanda que mereça resposta. 
 É a partir do simbólico que se pode fazer o diagnóstico diferencial estrutural por meio 
dos três modos de negação do Édipo correspondentes às três estruturas clínicas: 
- recalque (Verdrängung) do neurótico, nega conservando o elemento no inconsciente 
- desmentido (Verleugnung) do perverso, o nega conservando-o no fetiche 
- foraclusão (Verwerfung) do psicótico é um modo de negação que não deixa traço ou 
vestígio algum: ela não conserva, arrasa. 
Os dois modos de negação que conservam implicam a admissão do Édipo no simbólico, 
o que não acontece na foraclusão. 
 
 
 O ato analítico - Há um corte que é concretizado pela passagem para o divã, o qual 
implica um ato que pode ser significado ao sujeito pela indicação do analista para que o 
analisante se deite. Este ato também pode ser interpretado como a manifestação do 
analista ao candidato à análise, de que ele o aceita em análise; 
 Os fenômenos da resistência: É sempre em torno de alguma forma de mudança e 
transformação subjetiva que gira a experiência psicanalítica; 
 O conceito de resistência foi caracterizado ao longo de toda a obra freudiana como uma 
força que se manifesta como obstáculo à análise e, principalmente, contra toda e 
qualquer mudança ou transformação subjetiva decorrente do tratamento analítico; 
 
 
 
 Transferência é quando o sujeito envolve o analista em seu processo de análise. 
(KAUFMANN, 1996, p. 548) 
 
• O paciente vê no seu analista o retorno – a reencarnação – de algumas figuras 
importantes de sua infância ou de seu passado e, consequentemente, a ele transfere 
sentimentos e reações que sem dúvida se aplicavam a esse modelo. (CUNHA, 1970, p. 
215) 
 
 
 Para que ela serve? A transferência serve para tirar o sujeito das amarras da realidade 
empírica. Ela abre para o sujeito a possibilidade de entrada em uma outra cena. 
 Como o analista faz a passagem? Por meio de manobras para tirar o sujeito do senso 
comum, colocando em cena o objeto, ou seja, o non sense*. 
 Vimos que a transferência não é um processo que se desenvolve em uma única 
direção. Uma das características fundamentais da transferência é a ambiguidade: 
- Freud nos alerta sobre esta dupla face da transferência: “... na análise, a transferência surge 
como a resistência mais poderosa ao tratamento.” (FREUD. A dinâmica da transferência, p. 
135) 
 Qual a precondição para manejar a transferência? Que o sujeito tenha conseguido 
abrir mão do seu narcisismo. 
 A Psicanálise fundamentou-se na aposta de que a cura de um sofrimento psíquico 
poderia ser conduzida pela palavra; 
 
Análise + interpretações => reconstrução da história individual do sujeito 
A análise, junto com as interpretações, tentaria reconstruir a história individual do sujeito 
através de uma arqueologia das representações mentais, que tomariam emprestada a 
capacidade criadora da interpretação para preencher lacunas das lembranças 
rememoradas. 
 
Conclusão: Como fenômeno psíquico, os sonhos são produções e comunicações da 
pessoa que sonha. E a interpretação psicanalítica não é do sonho e sim do relato. 
 
 
Breve resumo material de aulas 
 Não é possível fazer o diagnóstico sem transferência; 
 A castração é o primeiro trauma vivido; 
 O sintoma é um símbolo, uma representação; 
 A interpretação é um equívoco, nos trabalhamos para criar os equívocos; 
 Tipos clínicos: 
- Histeria 
- Neurose histérica 
- Neurose Obsessiva