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Problemas Resolvidos VETORES Atenção Leia o assunto no livro-texto e nas notas de aula e reproduza os problemas resolvidos aqui. Outros são deixados para v. treinar PROBLEMA 1 Dois vetores, cujos módulos são de 6 e 9 unidades de comprimento, formam um ângulo de (a) 0°, (b) 60°, (c) 90°, (d) 150°, e (e) 180°. Determine o módulo da soma desses vetores e a direção do vetor resultante com relação ao menor vetor. SOLUÇÃO Seja |a| 6 e |b | 9 e vamos escolher a direção Ox na direção e no sentido do vetor a. Na Figura 1, c a b, representa a soma dos vetores a e b, é o ângulo entre esses vetores e é a direção da resultante com relação vetor a (menor vetor). De acordo com o que vimos em classe, a soma de dois vetores, em termos das componentes, pode ser escrita como cx ax bx, cy ay by → c cx i cy j de onde podemos calcular a direção de c em relação ao eixo Ox, usando a expressão tg cycx → arctg cy cx Como a direção de Ox coincide com a direção do vetor a, o angulo é também o ângulo entre o vetor resultante c e o vetor a, que o problema pede. Com base na figura, vamos calcular o vetor resultante c e sua direção em relação a a para cada um dos casos mostrados. θ = 60º θ = 90º θ = 150º α α α α = 180º a bc a b c c b a a b c b ac (a) (b) (c) (d) (e) x y y y y y x x xx α = 0º i j Figura 1 Representação geométrica de c a b (a) Componentes: ax a 6, bx b 9 ay 0, by 0 cx 6 9 15 cy 0 c 15 i Logo, c 10, 5 i 3 3 j c 15 0º (b) Componentes: Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 1 Universidade Federal do Amazonas ax acos0º 6, bx bcos60º 9 0, 5 4, 5 ay a sen0º 0, by b sen60º 9 32 7, 8 cx 6 4, 5 10, 5 cy 0 7, 8 7, 8 c 10, 5 i 7, 8 j Logo, c 10, 5 i 7, 8 j c 10, 52 7, 82 13, 1 arctg 7, 810, 5 ≃ 37º (c) Componentes: ax a 6, bx bcos90º 0 ay 0, by b sen90º 9 cx 6 0 6 cy 0 9 9 c 6 i 9 j Logo, c 6 i 9 j c 6 2 92 36 81 10, 8 arctg 96 ≃ 56º (d) Componentes: ax a 6, bx bcos150º 9 − 32 −7, 8 ay 0, by b sen150º 9 0, 5 4, 5 cx 6 − 7, 8 −1, 8 cy 0 4, 5 4, 5 c −1, 8 i 4, 5 j Logo, c −1, 8 i 4, 5 j c −1, 82 4, 52 4, 8 arctg 4, 5−1, 8 ≃ 100° (e) Componentes: ax a 6, bx bcos180º 9 −1 −9 ay 0, by b sen180º 9 0 0 cx 6 − 9 −3 cy 0 0 0 c −3 i Logo, c −3 i c 3 180º ★ ★ ★ PROBLEMA 2 Calcule o ângulo entre dois vetores, de módulos iguais a 10 e 15 unidades de comprimento, nos casos em que a soma desses vetores é (a) 20 unidades de comprimento e (b) 12 unidades de comprimento. Desenhe uma figura apropriada. SOLUÇÃO Seja |a| 10 e |b | 15, e o ângulo entre os dois vetores que queremos calcular. Vamos escolher o Notas de Aula de Física I Vetores - Problemas Resolvidos 2 Universidade Federal do Amazonas eixo Ox na direção e sentido do vetor a, de modo que ax a 10 e ay 0. Assim a 10i |a| ax 10 b bxi byj |b | bx2 by2 15 c a b ax i ay by j (a) |c| ax bx 2 by2 20 (b) |c| ax bx 2 by2 12 (a) Neste caso, |c| 20 e, portanto, |a| ax2 ay2 ax 10 |b | bx2 by2 15 |c| ax bx 2 ay by 2 20 ax 10, bx 2 by2 225 ax bx 2 by2 ax2 2axbx bx2 by2 400 Assim, substituindo os valores na última equação, encontra-se 100 2 10bx 225 400 bx 400 − 32520 3, 75 Da equação bx2 by2 225, podemos encontrar by. Ou seja, by 225 − bx2 225 − 14, 1 14, 5 Assim, temos dois vetores b que satisfazem as condições do problema: b1 3, 75 i 14, 5 j b2 3, 75 i − 14, 5 j Para calcular o ângulo entre os dois vetores, basta calcular o ângulo entre o vetor b e o eixo Ox. Assim, 1 arctg 14, 53, 75 75, 5º 2 arctg −14, 53, 75 −75, 5º θ1 a b c (a) y x |c| = 20 θ2 a bc y x Figura 2 Soluções para |c| 20. (b) Faça este ítem, seguindo o mesmo procedimento de (a). ★ ★ ★ Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 3 Universidade Federal do Amazonas PROBLEMA 3 Dois vetores formam um ângulo de 110°. Um dos vetores é de 20 unidades de comprimento e faz um ângulo de 40° com o vetor resultante da soma dos dois. Determine o módulo do segundo vetor e do vetor soma. SOLUÇÃO Vamos supor que c a b e que |a| 20, fazendo um ângulo 40º com o vetor resultante c. Escolhendo o eixo Ox na direção e sentido do vetor a então o ângulo entre o vetor b e este eixo vale 110º (o mesmo que entre a e b. θ = 110º a bc y x α = 40º Figura 3 Cálculo do módulo do vetor b Da mesma forma, é o ângulo entre o vetor c e o eixo Ox (Figura 3). Em termos das componentes: ax acos0º 20 bx bcos110º −0, 34b cx ax bx 20 − 0, 34b ay sen0º 0 by b sen110º 0, 94b cy ay by 0, 94b c 20 − 0, 34bi 0, 94b j Para 40º, e como sabemos que tg cycx tg40° 0, 94b 20 − 0, 34b 0, 94b 20 − 0, 34b tg40º ou (tg40º 0, 84) 0, 94b 20 − 0, 34b 0, 84 0, 94b 0, 29b 16, 8 b 13, 7 que é o módulo do vetor b. Cálculo do módulo do vetor soma Para calcular o módulo do vetor c, basta usar sua representação c 20 − 0, 34bi 0, 94b j para b 13, 7. Assim, c 20 − 0, 34 13, 7 i 0, 94 13, 7 j 15, 3 i 12, 9 j |c| 15, 32 12, 92 20 ★ ★ ★ PROBLEMA 4 O vetor resultante de dois outros é de 10 unidades de comprimento e forma um ângulo de 35° com um dos vetores componentes, que é de 12 unidades de comprimento. Determine o módulo do outro vetor e o ângulo entre os dois. SOLUÇÃO Seja c a b e |c| 10. Vamos escolher |a| 12 e o eixo Ox na direção e sentido deste vetor. Assim, o vetor resultante c faz um ângulo 35° com o vetor a e, por construção, com o eixo Ox. Da mesma forma, é o ângulo entre a e b e também o ângulo entre b e o eixo Ox (direção de b (Figura 4). As componentes desses vetores são : ax acos0º 12 bx bcos bcos cx ax bx 12 bcos ay a sen0° 0 by b sen b sen cy ay by b sen c 12 bcosi b sen j Notas de Aula de Física I Vetores - Problemas Resolvidos 4 Universidade Federal do Amazonas θ = ? a bc y x α = 35º Figura 4 Cálculo do ângulo entre os vetores a e b Mas, como conhecemos o módulo e a direção de c, podemos calcular suas componentes, ou seja, cx ccos35º 10 0, 82 8, 2 cy c sen35° 10 0, 57 5, 7 c 8, 2 i 5, 7 j Comparando com a outra expressão de c, obtemos 12 bcos 8, 2 b sen 5, 7 cos 8, 2 − 12b −3, 8 b sen 5, 7b tg sencos 5, 7 b −3, 8 b − 5, 73, 8 −1, 5 ou arctg−1, 5 123, 7º Cálculo do módulo do vetor b Com o ângulo agora podemos calcular b usando a expressão para c c 12 bcosi b sen j 12 − 0, 55bi 0, 83b j Como sabemos que |c| 10, então |c| 12 − 0, 55b2 0, 83b2 10 e daí podemos calcular o módulo de b. Ou seja, 12 − 0, 55b2 0, 83b2 10 12 − 0, 55b2 0, 83b2 100 0, 99b2 − 13, 2b 44 0 Esta equação do segundo grau tem duas iguais, b 6, 7 que é o módulo do vetor, que procuramos. ★ ★ ★ PROBLEMA 5 Determine o ângulo entre dois vetores, de 8 e 10 unidades de comprimento, quando o vetor resultante faz um ângulo de 50° com o vetor maior. Calcule, também, o módulo do vetor resultante. SOLUÇÃO Faça este problema; é similar ao anterior. ★ ★ ★ PROBLEMA 6 A resultante de dois vetores é de 30 unidades de comprimento e forma, com eles, ângulos de 25° e 50°. Determine os módulos dos dois vetores SOLUÇÃO Resolva este problema;é similar aos anteriores. ★ ★ ★ Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 5 Universidade Federal do Amazonas PROBLEMA 7 Determine as componentes ortogonais de um vetor de 15 unidades de comprimento que forma um ângulo, com o eixo Ox, positivo, de (a) 50°, (b) 130, c) 230° e (d) 310°. SOLUÇÃO Deixado para v. treinar. ★ ★ ★ PROBLEMA 8 Três vetores de um mesmo plano, têm, respectivamente 6, 5 e 4 unidades de comprimento. O primeiro e o segundo formam um ângulo de 50°, enquanto que o segundo e o terceiro formam um ângulo de 75°. Determine o módulo e a direção da resultante relativamente ao maior vetor. SOLUÇÃO Vamos considerar que d a b c, onde |a| 6, |b | 5 e |c| 4, e com a escolha do eixo Ox na direção e sentido do vetor a, as direções desses vetores são: a 0°,b 50º e c 75° 50º 125º (Figura 5). θb = 50º a b c y x 75º d = a + b + c α = ? 50º Figura 5 As componenentes desses vetores podem então ser calculadas: ax acos0º 6 bx bcosb 5cos50° 3, 2 cx ccosc 4cos125º −2. 3 ay a sen0° 0 by b senb 5sen50º 3, 8 cy c senc 4sen125º 3, 3 dx ax bx cx 6 3, 2 − 2, 3 6, 9 dy ay by cy 0 3, 8 3, 3 7, 1 d 6, 9i 7, 1j Módulo do vetor resultante A partir de d 6, 9i 7, 1j, o módulo de d pode ser facilmente calculado, |d | dx2 dy2 6, 92 7, 12 9, 9 Direção do vetor resultante A direção do vetor d é dada por tg dydx 7, 1 6, 9 1, 0 arctg1, 0 45º ★ ★ ★ PROBLEMA 9 São dados quatro vetores coplanares, de 8, 12, 10 e 6 unidades de comprimento, respectivamente; os três últimos fazem, com o primeiro, os ângulos de 70°, 150° e 200°, respectivamente. Determine o módulo e a direção do vetor resultante SOLUÇÃO Este problema é semelhante ao anterior. Resolva. ★ ★ ★ PROBLEMA 10 Prove que, se a soma e a diferença de dois vetores são perpendiculares, os dois vetores têm Notas de Aula de Física I Vetores - Problemas Resolvidos 6 Universidade Federal do Amazonas módulos iguais. SOLUÇÃO Vamos denotar por s a b e d b − a os vetores soma e a diferença de dois vetores a e b quaisquer, respectivamente, e escolher o eixo Ox na direção e sentido de a. Assim, o ângulo entre os vetores a e b dá também a direção do vetor b. Seja o ângulo entre os vetores soma, s, e diferença, d, cujas direções são dadas por s e d, respectivamente (Figura 6). a b y x φ α s αd α s θ s d Figura 6 Vamos calcular as componentes desses vetores no sistema Oxy: ax a bx bcos ay 0 by b sen sx a bx sy by s a bx 2 by2 dx bx − a dy by d bx − a2 by2 Da Figura 6, sabemos que d s d − s Tomando o seno de ambos os membros na expressão para , encontra-se sen send − s send coss − sens cosd Mas, sens sys by a bx 2 by2 coss sxs a bxa bx 2 by2 , send dyd by bx − a2 by2 cosd dxd bx − a bx − a2 by2 Então sen by bx − a2 by2 a bx a bx 2 by2 − by a bx 2 by2 bx − a bx − a2 by2 Agora vamos considerar a condição de perpendicularidade entre os vetores s e d, expressa por 90º (ou 2 rad). Então, lembrando que sen90º 1, encontra-se Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 7 Universidade Federal do Amazonas 1 by bx − a2 by2 a bx a bx 2 by2 − by a bx 2 by2 bx − a bx − a2 by2 Fazendo o produto e simplificando o resultado, encontra-se 2aby bx − a2 by2 a bx 2 by2 1 ou, (acompanhe cuidadosamente as passagens seguintes): bx − a2 by2 a bx 2 by2 4a2by2 − 2bx2a2 bx4 2bx2by2 a4 2by2a2 by4 4a2by2 a4 − 2bx2a2 2by2a2 bx4 by4 2bx2by2 4a2by2 a4 − 2bx2a2 2by2a2 bx2 by2 2 4a2by2 a4 b4 − 2bx2a2 − 4a2by2 2by2a2 0 a4 b4 − 2bx2a2 − 2a2by2 0 a4 b4 − 2a2bx2 by2 0 a4 b4 − 2a2b2 0 a2 − b2 2 0 onde usamos b2 bx2 by2. Logo a2 − b2 0 a b cqd. Observação Esta solução torna-se muito mais simples com o uso de outras propriedades dos vetores que veremos mais tarde (produto escalar). ★ ★ ★ PROBLEMA 11 Dados os vetores a 3i − 5j, b −i 4j calcular: (a) o módulo e a direção do vetor soma; (b) o módulo e a direção da diferença a-b. SOLUÇÃO Como conhecemos as projeções dos vetores, ou seja, ax 3, ay 5 bx −1, by 4 podemos representá-los no sistema Oxy (Figura 7). Notas de Aula de Física I Vetores - Problemas Resolvidos 8 Universidade Federal do Amazonas a y xθss 4 3 -5 -1 b a x θd 4 3 -5 -1 b d y s = a + b d = a - b Figura 7 (a) Módulo e direção do vetor soma Denotando o vetor soma por s a b, então sx ax bx 3 − 1 2 sy ay by −5 4 −1 s 2 2 1 5 ≃ 2, 24 tgs sysx −12 s −26, 6º (b) Módulo e direção do vetor diferença As componentes do vetor diferença d a − b são dx ax − bx 3 − −1 4 dy ay − by −5 − 4 −9 d 42 −92 117 ≃ 10, 82 tgd dydx −9 4 s −66, 0º ★ ★ ★ Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 9 Resposta: A lebre pode tirar uma soneca de 6h 38min 49s sem perder a corrida para a tartaruga. Assim, o tempo de soneca será de tson 2.393 10 4× s= . Ou, dado em horas, este tempo será tson 6.647hr= . tson Find tson( ) 20.− m hr⋅ 20. min⋅ km⋅− km⋅→:=tleb tson+ ttar=Given Para que a lebre não perca a corrida, seu tempo de percurso somado com o tempo da soneca deve ser igual ao tempo de percurso da tartaruga. Portanto: ttar 2.4 10 4× s=e tleb 72 s= Assim: ttar ∆x vtar :=e tleb ∆x vleb := O tempo total que cada um gasta para percorer a distância ∆x é dado por: ∆x v t⋅= Equações de movimento : como o movimento é uniforme, usaremos apenas a equação que nos fornece a distância percorrida em função do tempo: Solução Pede-se: tson = ? - tempo da soneca ∆t 0.5min:=vtar 1.5 m min :=vleb 30 km hr :=∆x 600m:= Dados do problema Problema 1 Na célebre corrida entre a lebre e a tartaruga, a velocidade da lebre é de 30 km/h e a da tartaruga é de 1,5m/min. A distância a percorrer é de 600m, e a lebre corre durante 0,5min antes de parar para uma soneca. Qual é a duração máxima da soneca para que a lebre não perca a corrida? Resolva analiticamente e graficamente. Física Básica: Mecânica - H. Moysés Nussenzveig, 4.ed, 2003 Problemas do Capítulo 2 por Abraham Moysés Cohen Departamento de Física - UFAM Manaus, AM, Brasil - 2004 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos Problema 2 Um carro de corridas pode ser acelerado de 0 a 100km/h em 4s. Compare a aceleração média com a aceleração da gravidade. Se a aceleração é constante, que distância o carro percorre até atingir 100km/h? Dados do problema v0 0 km hr := , v 100 km hr := ∆t 4s:= Pede-se am = ? (aceleração média) ∆x = ? (distância percorrida pelo carro até atingir 100km/h ) Solução A aceleração média é calculada pela fórmula am ∆v ∆t= onde ∆v é a variação da velocidade no intervalo de tempo ∆t, ou seja, am v v0− ∆t:= . Portanto, am 6.9 m s2 = . Como g 9.8 m s2 := , então am g 0.71= ou seja, am 0.71g= . Durante o tempo em que foi acelerado de 0 a 100km/h, o carro percorreu uma distância dada por ∆x 1 2 am⋅ ∆t 2⋅:= Logo, ∆x 55.6 m= Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 2 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos Problema 3 Um motorista percorre 10km a 40km/h, os 10km seguintes a 80km/h mais 10km a 30km/h. Qual é a velocidade média do seu percurso? Compare-a com a média aritmética das velocidades. Dadosdo problema ∆x1 10km:= v1 40 km hr := ∆x2 10km:= v2 80 km hr := ∆x3 10km:= v3 30 km hr := Pede-se vm = ? - velocidade média no percurso Solução Velocidade média. A velocidade média num percurso é definida como vm ∆x ∆t= , onde ∆x é o deslocamento ocorrido durante o intervalo de tempo ∆t. Para calcular a velocidade média, precisamos antes calcular o intervalo de tempo do percurso. Para isso usaremos a equação de movimento do MRU, ou seja, ∆t1 ∆x1 v1 := , ∆t2 ∆x2 v2 := , ∆t3 ∆x3 v3 := Desta maneira, o intervalo de tempo total é dado pela soma de cada um desses termos. Logo, ∆t ∆t1 ∆t2+ ∆t3+:= . Assim, ∆t 2.55 103× s= , ou ∆t 0.708 hr= . Como o deslocamento neste intervalo de tempo é de ∆x ∆x1 ∆x2+ ∆x3+:= , isto é, ∆x 30 km= . Então, como vm ∆x ∆t:= encontra-se vm 42.4 km hr = Média das velocidades. Por outro lado, a média das velocidades é obtida calculando-se a média aritmética das velocidades v1, v2 e v3 . Assim, vMA v1 v2+ v3+ 3 := Assim, vMA 50 km hr = , o que demonstra que estas duas quantidades em geral são diferentes. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 3 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos Problema 4 Um avião a jato de grande porte precisa atingir a velocidade de 500km/h para decolar, e tem uma aceleração de 4m/s2. Quanto tempo ele leva para decolar e que distância percorre na pista até a decolagem? Dados do problema v0 0 km hr := - velocidade inicial do avião v 500 km hr := - velocidade final para decolar a 4 m s2 := - aceleração Pede-se ∆t = ? - intervalo de tempo para decolar ∆x = ? - distância percorrida durante a decolagem Solução Distância percorrida. Sabendo a velocidade inicial, a velocidade final e a aceleração, podemos calcular a distância percorrida, usando a equação de Torricelli. Assim, Given v2 v0 2 2 a⋅ ∆x⋅+= , ∆x Find ∆x( ) 31250 km2 hr2 m⋅ ⋅ s2⋅→:= Ou seja, a distância percorrida será de: ∆x 2.41 km= Tempo de decolagem . Conhecendo a velocidade inicial, a velocidade final e a aceleração, podemos também calcular o tempo de decolagem, usando a equação de movimento, isto é, Given v v0 a t⋅+= t Find t( ) 125 km hr m⋅⋅ s 2⋅→:= . Assim, t 34.7 s= Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 4 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos .→.am 0 45 km hr − hr 60 := am 0.21 m s2 =Intervalo: 2 a 3min: .→.am 45 km hr 0− hr 60 := am 6.94 m s2 = Intervalo: 0 a 1min: 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 Posição x Tempo t (min) x (k m ) Aceleração média. Por definição, a aceleração média é dada pela fórmula: am ∆v ∆t= onde ∆v é a variação da velocidade no intervalo de tempo ∆t. x t( ) 1 60 0 t tv t( ) ⌠⎮⌡ d⋅:= Posição do automóvel. Para calcular a posição do automóvel em cada instante, devemos encontrar a área sob a curva vxt. Isto pode ser feito através de uma integral. Assim, 0 1 2 3 4 5 6 1 .104 5000 0 5000 1 .104 Aceleração x Tempo t (min) km /h r^ 2 a t( ) 60 t v t( )d d ⋅:= Aceleração. A aceleração é calculada tomando a derivada da função velocidade. Neste caso, 0 1 2 3 4 5 6 0 15 30 45 60 75 Velocidade x Tempo t (min) v (k m /h ) v t( ) 90 t⋅ t 0≥ t 0.5≤∧if 45 t 0.5≥ t 2≤∧if 45 90 t 2−( )⋅− t 2≥ t 2.5≤∧if 0 t 2.5≥ t 3≤∧if 150 t 3−( )⋅ t 3≥ t 3.5≤∧if 75 t 3.5≥ t 4.5≤∧if 75 150 t 4.5−( )⋅− t 4.5≥ t 5≤∧if :=t 0 0.04, 5..:= Solução Dados do problema Ver gráfico ao lado. v (km/h) t (min)0 1 2 3 4 5 75 60 45 30 15 Problema 5 O gráfico da figura representa a marcação do velocímetro de um automóvel em função do tempo. Trace os gráficos correspondentes da acelaração e do espaço percorrido pelo automóvel em função do tempo. Qual é a aceleração média do automóvel entre t = 0 e t = 1min? E entre t = 2min e t = 3min ? Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 5 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos Problema 6 Uma partícula, inicialmente em repouso na origem, move-se durante 10s em linha reta, com aceleração crescente segundo a lei a b t⋅= , onde t é o tempo e b = 0.5 m/s2. Trace os gráficos da velocidade v e da posição x da partícula em função do tempo. Qual é a expressão analítica de v(t) ? Dados do problema v0 0:= t 0s 0.01s, 10s..:= b 0.5 m s3 := a t( ) b t⋅:= Pede-se (a) Gráficos v(t) e x(t) (b) Expressão analítica de v(t) Solução Expressão analítica de v(t). Sabendo a expressão da aceleração, é direto calcular v(t). De fato, partindo da definição de aceleração, a t( ) t v t( )d d = podemos integrar esta equação para obter, v t( ) v 0( )− 0 t ta t( ) ⌠⎮⌡ d= Como v 0( ) v0:= = 0, a integral torna-se v t( ) tb t⋅⌠⎮⌡ d:= e, portanto, v t( ) 1 2 b⋅ t2⋅:= O gráfico desta função é mostrado na figura ao lado. 0 2 4 6 8 10 0 6 12 18 24 30 Velocidade x Tempo t (s) v (m /s ) Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 6 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos Problema 7 O tempo médio de reação de um motorista (tempo que decorre entre perceber um perigo súbito e aplicar os freios) é da ordem de 0,7s. Um carro com bons freios, numa estrada seca pode ser freiado a 6m/s 2;. Calcule a distância mínima que um carro percorre depois que o motorista avista o perigo, quando ele trafega a 30km/h, a 60km/h e a 90km/h. Estime a quantos comprimento do carro corresponde cada uma das distâncias encontradas. Dados do problema tr 0.7s:= - tempo médio de reação af 6− m s2 := - desaceleração do carro v01 30 km hr := - velocidade inicial do carro v02 60 km hr := - idem v03 90 km hr := - idem L 3m:= - comprimento do carro Pede-se xmin = ? - distância mínima percorrida até parar α xmin( ) xminL:= - relação da distância com o comprimento do carro Solução O tempo t que decorre entre o motorista avistar o perigo até o carro parar contém dois termos: o tempo de reação tr mais o tempo gasto para desacelerar o carro, após aplicar os freios, t f.. Assim, t tf tr+= O tempo de freagem pode ser calculado facilmente e depende da velocidade inicial que o carro tenho no momento em que os freios forem aplicados. Matematicamente, esses intervalos podem ser calculados a partir da equação v v0 a t⋅+= Neste problema, temos três casos: Given 0 v01 af t⋅+= tf1 Find t( ) 5 km m hr⋅⋅ s 2⋅→:= tf1 1.389 s= Given 0 v02 af t⋅+= tf2 Find t( ) 10 km m hr⋅⋅ s 2⋅→:= tf2 2.778 s= Given 0 v03 af t⋅+= tf3 Find t( ) 15 km hr m⋅⋅ s 2⋅→:= tf3 4.167 s= Logo, o tempo total que o carro gasta até parar, desde o momento o motorista avistou o perigo, em cada caso, é: Para v0 30 km hr = t30 tf1 tr+:= >> t30 2.089 s= Para v0 60 km hr = t60 tf2 tr+:= >> t60 3.478 s= Para v0 90 km hr = t90 tf3 tr+:= >> t90 4.867 s= continua >> Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 7 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos << Continuação do Problema 7 >> A distância mínima percorrida, em cada caso, é a soma de dois termos: (1) distância percorrida do momento que o motorista avistou o perigo até pisar nos freios; e (2) a distância percorrida enquanto os freios eram aplicados. O primeiro termo corresponde a um MU e o segundo, MRUV. Para este, tem-se Given 0 v01 2 2 af⋅ x⋅+= x1 Find x( ) 75 km2 hr2 m⋅ ⋅ s2⋅→:= >> x1 5.8 m= Given 0 v02 2 2 af⋅ x⋅+= x2 Find x( ) 300 km2 hr2 m⋅ ⋅ s2⋅→:= >> x2 23.1 m= Given 0 v03 2 2 af⋅ x⋅+= x3 Find x( ) 675km2 hr2 m⋅ ⋅ s2⋅→:= >> x3 52.1 m= A distância mínima pode então ser calculada: Para v0 30 km hr = xmin v01 tr⋅ x1+:= >> xmin 11.6 m= >> α xmin( ) 3.9= Para v0 60 km hr = xmin v02 tr⋅ x2+:= >> xmin 34.8 m= >> α xmin( ) 11.6= Para v0 90 km hr = xmin v03 tr⋅ x3+:= >> xmin 69.6 m= >> α xmin( ) 23.2= Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 8 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos Problema 8 O sinal amarelo num cruzamento fica ligado durante 3s. A largura do cruzamento é de 15m. A aceleração máxima de um carro que se encontra a 30m do cruzamento quando o sinal muda para amarelo é de 3m/s 2 e ele pode ser freiado a 5m/s2. Que velocidade mínima o carro precisa ter na mudança do sinal para amarelo a fim de que possa atravessar no amarelo? Qual é a velocidade máxima que ainda lhe permite parar antes de atingir o cruzamento? Dados do problema ta 3s:= (tempo de duração do sinal amarelo) Lc 15m:= (largura do cruzamento) ac 3 m s2 := (aceleração máxima do carro) af 5− m s2 := (desaceleração máxima dos freios) d 30m:= (distância do carro ao cruzamento Pede-se (a) vmin = ? (velocidade mínima) (b) vmáx = ? (velociadade máxima Análise do problema Neste problema, temos que considerar dois casos: (1) sem levar em conta o tempo de reação do motorista; e (2) levando em conta este tempo ( tr 0.7s:= ). (a) Velocidade mínima (1) Para calcular a velocidade mínima necessária para que o carro atravesse o cruzamento, sem levar em conta o tempo de reação (tr = 0), o carro terá que percorrer uma distância x1 Lc d+:= , no intervalo de tempo correspondente à duração do sinal amarelo ( t1 ta:= ). (2) Levando em conta o tempo de reação do motorista, o tempo que o carro dispõe para percorrer a distância x2 x1 v0 tr⋅−= , atravesando o cruzamento no intervalo de tempo, que é, neste caso, t2 ta tr−:= .. (b) Velocidade máxima (1) A velocidade máxima que o carro deve ter para que o motorista consiga pará--lo antes de atravessar o cruzamento, pode ser calculada lembrando que o carro terá que percorrer a distância d no tempo de duração do sinal amarelo ( t1 3 s= ). (2) O tempo aqui será t2 ta tr−:= . Solução (a-1) Velocidade mínima sem tempo de reação (t r=0) De acordo com a análise, temos: Given x1 v0 t1⋅ 1 2 ac t1 2+= onde x1 45 m= , ac 3 m s2 = e t1 3 s= , encontra-se vmin Find v0( ) 212 ms⋅→:= Assim, vmin 10.5 m s = ou vmin 37.8 km hr = Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 9 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos (a-2) Velocidade mínina com tempo de reação De maneira análoga, Given x1 v0 tr⋅− v0 t2⋅ 1 2 ac⋅ t22⋅+= vmin Find v0( ) 12.355000000000000000 ms⋅→:= Assim, vmin 12.355 m s = ou vmin 44.5 km hr = (b-1) Velocidade máxima sem tempo de reação (t r = 0) Aqui nós temos v 0:= e x1 d:= . Logo, Given v2 v0 2 2 af⋅ x1⋅+= v0 Find v0( ) 10 3 1 2⋅ m s ⋅ 10− 3 1 2⋅ m s ⋅ ⎛⎜⎜⎝ ⎞ ⎠→:= Portanto, vmax 10 3⋅ m s := ou vmax 62.4 km hr = (b-2) Velocidade máxima com tempo de reação ( tr 0.7 s= ) Antes de aplicar os freios, o carro já terá percorrido uma distância v 0 tr, restando apenas uma distância x1 d v0 tr⋅−= . para parar. Logo, Given 0 v0 2 2 af⋅ d v0 tr⋅−( )⋅+= Find v0( ) 7−2 12 1249 1 2⋅+ ⎛⎜⎜⎝ ⎞ ⎠ m s ⋅ 7− 2 1 2 1249 1 2⋅− ⎛⎜⎜⎝ ⎞ ⎠ m s ⋅ ⎡⎢⎢⎣ ⎤⎥⎥⎦→ Portanto, vmax 7− 2 1 2 1249⋅+⎛⎜⎝ ⎞ ⎠ m s := Assim, vmax 14.2 m s = ou vmax 51 km hr = Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 10 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos Problema 9 Numa rodovia de mão dupla, um carro encontra-se 15m atrás de um caminhão (distância entre pontos médios), ambos trafegando a 80km/h. O carro tem uma aceleração máxima de 3m/s 2. O motorista deseja ultrapassar o caminhão e voltar para sua mão 15m adiante do caminhão. No momento em que cameça a ultrapassagem, avista um carro que vem vindo em sentido oposto, também a 80km/h. A que distância mínima precisa estar do outro carro para que a ultrapassagem seja segura? Situação Inicial Situação Final 15m x 15m Carro 1 Caminhão Carro 2 x1 x2 xc Dados do problema Carro 1: v01 80 km hr := x01 0km:= a1 3 m s2 := Caminhão: vc 80 km hr := x0c 15m:= Carro 2: v2 80− km hr := Pede-se xmin = ? (distância mínima entre os carros 1 e 2 para que haja a ultrapassagem nas condições indicadas) Análise do problema Ao final da ultrapassagem, os carros 1 e 2 devem ter a mesma posiçao em relação à origem, que foi tomada como sendo a posição inicial do carro 1 (ver figura acima). Além disto, como condição exigida, a posição do carro 1 deve exceder em 15m a posição do caminhão. Solução A posição de cada um no instante t é: x1 t( ) x01 v01 t⋅+ 1 2 a1 t 2⋅+:= , x2 xmin t,( ) xmin v2 t⋅+:= , xc t( ) x0c vc t⋅+:= Usando a condição de ultrapassagem temos Given x1 t( ) xc t( ) 15m+= tans Find t( ) 2 5 1 2⋅ s⋅ 2− 5 1 2⋅ s⋅ ⎛⎜⎝ ⎞ ⎠→:= Logo, o tempo de ultrapassagem será de t tans 1〈 〉:= ou t 4.472( ) s= . Para que a outeja satisfeita, é necessário que a distância mínima entre os carros seja: Given x1 t( ) x2 xmin t,( )= xmin Find xmin( ):= Logo, xmin 228.8 m= Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 11 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos t 2 d a 1 a f +⎛⎜⎝ ⎞ ⎠=que pode ser reescrito comot 2 a a f+( )⋅ d⋅ f⋅ a a f+( )⋅⋅= O tempo gasto é portanto, F d a, f,( ) Find t t1,( ) simplify 1 a 2 1 2⋅ a a f+( )⋅ d⋅ f⋅[ ] 1 2 f ⋅ 1 a a f+( )⋅ 2 1 2⋅ a a f+( )⋅ d⋅ f⋅[ ] 1 2⋅ 1− a 2 1 2⋅ a a f+( )⋅ d⋅ f⋅[ ] 1 2 f ⋅ 1− a a f+( )⋅ 2 1 2⋅ a a f+( )⋅ d⋅ f⋅[ ] 1 2⋅ ⎡⎢⎢⎢⎢⎢⎢⎣ ⎤⎥⎥⎥⎥⎥⎥⎦ →:= v a t1⋅ f−, t t1−,( ) 0=x 0 a, t1,( ) x a t1⋅ f−, t t1−,( )+ d=Given OPÇÃO 1 Vamos começar calculando tempo através da opção 1: x v0 a, t,( ) v0 t⋅ 12 a t2⋅+:=v v0 a, t,( ) v0 a t⋅+:= Limpando as variáveis: t1 := t2 := t := a := Solução Análise do problema Opção 1 O motorista acelera a partir da estação A até o instante t1 com aceleração máxima a e depois desacelera (com af) até parar na estação B no instante t (ver figura a). Opção 2 O motorista, partindo da estação A, acelera até o instante t1, onde atinge a velocidade v1, mantendo esta velocidade até o instante t 2 e desacelera até parar na estação B no instante t (ver figura b). Pede-se tmin = ? (tempo mínimo de percurso) Dados do problema d - distância entre duas estações a - aceleração máxima f - desaceleração máxima v t 0 t1 t v1 desaceleração máxima (f) aceleração máxima (a) x1 x2 estação Bestação A Opção 1 v t 0 t1 t' v1 desaceleração máxima (f) aceleração máxima (a) x1 x2 estação Bestação A t2 x3 Opção 2 Problema 10 Um trem com aceleração máxima a e desaceleração máxima f (magnitude da aceleração de freamento) tem de percorrer uma distância d entre duas estações. O maquinista pode escolher entre (a) seguir com a aceleração máxima até certo ponto e a partir daí frear com a desaceleração máxima, até chegar; (b) acelerar até uma certa velocidade, mantê-la constante durante algum tempo e depois fear até a chegada. Mostre que a primeira opção é a que minimiza o tempo do percurso (sugestão: utilize gráficos v x t) e calcule o tempo mínimo de percurso em função de a, f e d. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 12 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos o que nos fornece um intervalo de tempo entre os lançamentos igual a ∆t ts:= ts ou ∆t =∆t ts =tsouts t22 := t2 As duas soluções correspondem ao instante de lançamento ( t1 =t1 ) e quando retorna ( t2 =t2 ). Como o tempo de subida é igual ao tempo de descida, então, para manter o máximo de tempo as duas bolas no ar, o lançamento da segunda bola deve ser feito quando a primeira está em sua altura máxima, isto é, t2 =t2et1 =t1 ou t1 t2( ) Find t( ) 0 1.2777531299998798265 m2 s2 ⎛⎜⎜⎝ ⎞ ⎠ 1 2 ⋅ s 2 m ⋅ ⎡⎢⎢⎢⎢⎣ ⎤⎥⎥⎥⎥⎦ →:=t1 t2( ) Find t( ) 0 1.2777531299998798265 m2 s2 ⎛⎜⎜⎝ ⎞ ⎠ 1 2 ⋅ s 2 m ⋅ ⎡⎢⎢⎢⎢⎣ ⎤⎥⎥⎥⎥⎦ →:= * 0 v0 t⋅ 1 2 g⋅ t2⋅−= GivenGiven Fazendo z(t) = 0 nesta equação, encontra-se o tempo que a bola leva para subir e descer. Assim z t( ) v0 t⋅ 1 2 g⋅ t2⋅−= O intervalo de tempo entre os lançamentos correspondente à duração do movimento de subida (ou de descida) de uma das bolas. Usando a fórmula para a posição z da bola em qualquer instante: v0 17.3 17.3−( ) m s =ou v0 2 g⋅ h⋅:=v0 2 g⋅ h⋅:= >>v v02 2 g⋅ h⋅−= Velocidade para a bola alcançar a altura h: Solução ∆t :=∆t :=v0 :=v0 := Limpando as variáveis Pede-se v0 = ? (velocidade de lançamento) ∆t = ? (intervalo de tempo entre dois lançamentos) Dados do problema h 2m:=h 2m:= (altura de lançamento) vh 0:=vh 0:= (velocidade na altura h) g 9.8 m s2 :=g 9.8 m s2 := (aceleração da gravidade) Problema 11 Você quer treinar para malabarista, mantendo duas bolas no ar, e suspendendo-as até uma altura máxima de 2m. De quanto em quanto tempo e com que velocidade tem de mandar as bolas para cima? Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 13 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos g 2 z t1 t2⋅⋅=Ou seja: g z t1, t2,( ) Find g( ) 2 zt1 t2⋅⋅→:= y 1 2 g t1 2⋅ 2 z⋅+⎛⎝ ⎞⎠ t1 ⋅ g, t2, ⎡⎢⎢⎣ ⎤⎥⎥⎦ z= Given Da mesma forma: v0 1 2 g t1 2⋅ 2 z⋅+⎛⎝ ⎞⎠ t1 ⋅:= g ou seja F z g, t1,( ) Find v0( ) 12 g t1 2⋅ 2 z⋅+ t1 ⋅→:= y v0 g, t1,( ) z= Given A figura ao lado ilustra a experiência. Sabendo que a bolinha passa pelo ponto z nos dois instantes de tempo, então y v0 g, t,( ) v0 t⋅ 12 g⋅ t2⋅−:= A equação horária é dada por: Solução z t1 t2 td :=ts :=t :=g :=v0 :=z := Limpando as variáveis Pede-se g = ? (aceleração da gravidade) Dados do problema z (altura onde se realiza a medida) t1 (instante em que a bola passa por z na subida) t2 (instante em que a bola passa por z na descida) Problema 12 Um método possível para medir a aceleração da gravidade g consiste em lançar uma bolinha para cima num tubo onde se fez vácuo e medir com precisão os instantes t 1 e t2 de passagem (na subida e na descida, respectivamente) por uma altura z conhecida, a partir do instante do lançamento. Mostre que g 2 z t1 t2⋅ ⋅= Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 14 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos Então Given v0 ts⋅ 1 2 g⋅ ts2⋅− h= v0 td⋅ 1 2 g⋅ td2⋅− h= Find h v0,( ) 2.4990000000000000000 m⋅ 9.8000000000000000000 m s ⋅ ⎛⎜⎜⎝ ⎞ ⎠ → Assim, h 2.5 m⋅:= v0 9.8 m s ⋅:= Para calcular a altura máxima (hmax) que a bola sobe, vamos usar a equação de Torricelli: v2 v0 2 2g hmax⋅−= Então Given 0 v0 2 2g hmax⋅−= hmax Find hmax( ) 4.9000000000000000000 m⋅→:= Portanto, hmax 4.9 m= Problema 13 Uma bola de vôlei impelida verticalmente para cima, a partir de um ponto próximo do chão, passa pela altura da rede 0,3s depois, subindo, e volta a passar por ela, descendo, 1,7s depois do arremesso. (a) Qual é a velocidade inicial da bola? (b) Até que altura máxima ela sobe? (c) Qual é a altura da rede? Limpando as variáveis h := v0 := g := t := ts := td := Dados do problema ts 0.3s:= (tempo para passar pela altura da rede na subida) td 1.7 s⋅:= (tempo para passar pela altura da rede na descida) g 9.8 m s2 := Pede-se v0 = ? (velocidade inicial da bola) h = ? (altura da rede) (ver figura abaixo) hSolução Equações do movimento v t( ) v0 g t⋅−= y t( ) v0 t⋅ 1 2 g⋅ t2⋅−= Sabe-se que: y ts( ) y td( )= h= Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 15 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos ts 0.056s:=tp 1.94s:=h 18.5m:= Então, a solução é: h tp ts ⎛⎜⎜⎜⎝ ⎞ ⎟ ⎠ Find h tp, ts,( ) 18.515705165688364399 m⋅ 1.9438918025282170776 s⋅ 5.6108197471782922422 10-2⋅ s⋅ 23525.974090752678983 m⋅ 69.290830578038421159− s⋅ 71.290830578038421159 s⋅ ⎛⎜⎜⎜⎝ ⎞ ⎟ ⎠ →:= h tp ts ⎛⎜⎜⎜⎝ ⎞ ⎟ ⎠ Find h tp, ts,( ) 18.515705165688364399 m⋅ 1.9438918025282170776 s⋅ 5.6108197471782922422 10-2⋅ s⋅ 23525.974090752678983 m⋅ 69.290830578038421159− s⋅ 71.290830578038421159 s⋅ ⎛⎜⎜⎜⎝ ⎞ ⎟ ⎠ →:= zs ts( ) h=z tp( ) h=tp ts+ t=Given Supondo que a pedra tenha levado um tempo t p para atingir o fundo (de profundidade h) e que o som gaste um tempo ts para percorrer o caminho de volta, o tempo total será a soma dos dois, e vale t 2s= Assim, da condição tp + ts = t, encontra-se: Para o som zs t( ) vs t⋅:= Equações do movimento para a pedra z t( ) v0 t⋅ 1 2 g⋅ t2⋅+:= v t( ) v0 g t⋅+:= Solução Dados do problema vs 330 m s := (velocidade do som) t 2s:= (tempo decorrido até se ouvir o barulho) v0 0:= Pede-se h = ? (profundidade do poço) tp :=ts :=t :=v0 :=h := Limpando as variáveis Problema 14 Deixa-se cair uma pedra num poço profundo. O barulho da queda é ouvido 2s depois. Sabendo que a velocidade do som no ar é de 330m/s, calcule a profundidade do poço. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 16 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos - velocidade em t2v1 g t2⋅= - altura h1h1 h 1 2 g⋅ t22⋅+= - chega ao chão (z = 0) 0 h 1 2 g⋅ tq2⋅+= Find h v1, t2, tq,( ) 91.938903061224489796 m⋅ 37.550000000000000000− m s ⋅ 3.8316326530612244898 s⋅ 4.3316326530612244898 s⋅ ⎛⎜⎜⎜⎜⎜⎝ ⎞ ⎟⎟⎟ ⎠ → Assim, encontramos: h 92m:= e tq 4.3s:= Com o valor de tq podemos calcular a velocidade final: vc g tq⋅:= Logo, vc 42− m s = ou vc 152− km hr = Problema 15 Um vaso com plantas cai do alto de um edifício e passa pelo 3º andar, situado 20m acima do chão, 0,5s antes de se espatifar no chão. (a) Qual é a altura do edifício? (b) Com que velocidade (em m/s e em km/h) o vaso atinge o chão? Limpando as variáveis h := v0 := t := t2 := tq := vc := Dados do problema h1 20m:= t1 0.5s:= Pede-se (a) h = ? (altura do edifício) (b) vc = ? (velocidade ao atingir o chão) 20m h z t2 t1 assume v1 0<,g 9.8− m s2 := O tempo de queda (tq) será a soma de dois termos: t1 + t2. Assim, tq t1 t2+= Given tq t1 t2+= - tempo de queda Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 17 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos v1 a t1⋅= h2 v1 t2⋅ 1 2 g⋅ t22⋅+= 0 v1 g t2⋅+= Find h1 h2, v1, t2,( ) simplify 6615. abs m s2 ⎛⎜⎝ ⎞ ⎠ ⋅ s2⋅ 9922.5000000000000000 abs m s2 ⎛⎜⎝ ⎞ ⎠ 2 ⋅ s 4 m ⋅ 441. abs m s2 ⎛⎜⎝ ⎞ ⎠ ⋅ s⋅ 45. abs m s2 ⎛⎜⎝ ⎞ ⎠ ⋅ s 3 m ⋅ ⎛⎜⎜⎜⎜⎜⎜⎜⎜⎜⎜⎜⎜⎝ ⎞ ⎟⎟⎟⎟⎟⎟⎟⎟⎟⎟ ⎠ → Ou seja: h1 6615m:= h2 9922.5m:= t2 45s:= Então, h h1 h2+ 16537.5 m⋅→:= Além disto, vsolo 2 g⋅ h⋅:= e, portanto vsolo 569 m s = ou vsolo 2.05 103× km hr = Problema 16 Um foguete para pesquisas metereológicas é lançado verticalmente para cima. O combustível, que lhe imprime uma aceleração 1,5g (g = aceleração da gravidade) durante o período de queima, esgota-se após 0,5min. (a) Qual seria a altitude máxima atingida pelo foguete se pudéssemos desprezar a resistência do ar? (b) Com que velocidade (em m/s e km/h), e depois de quanto tempo ele voltaria a atingir o solo?Limpando as variáveis h1 := h2 := h := t1 := t2 := tq := v1 := Dados do problema g 9.8− m s2 := (aceleração da gravidade) a 1.5 g⋅:= (aceleração devido à queima de combustível) t1 30s:= (duração da queima) Pede-se h = ? (altitude máxima) v = ? (velocidade com que chega ao solo) t = ? (tempo que gasta para retornar ao solo) duração do combustível v = 0 g h z 1,5g h1 h2 Solução Para o trecho com combustível (até z = h1 e t = 30s) Given h1 1 2 a⋅ t12⋅= (combustível) Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 18 Universidade Federal do Amazonas FÍSICA I Problemas Resolvidos Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 19 Problemas Resolvidos do Capítulo 3 MOVIMENTO BIDIMENSIONAL Atenção Leia o assunto no livro-texto e nas notas de aula e reproduza os problemas resolvidos aqui. Outros são deixados para v. treinar PROBLEMA 1 Um projétil é disparado com velocidade de 600 m/s, num ângulo de 60° com a horizontal. Calcular (a) o alcance horizontal, (b) a altura máxima, (c) a velocidade e a altura 30s após o disparo, (d) a velocidade e o tempo decorrido quando o projétil está a 10 km de altura. SOLUÇÃO As equações para este movimento são axt 0 ayt −g vxt v0 cos vyt v0 sen − gt xt v0 cos t yt v0 sent − 12 gt 2 Dados: v0 v0 600m/s 60° g 9, 8 m/s2 Diagrama: y x θ v0 v0x v0y y = ym x = A a = -g j O Figura 1 (a) Alcance horizontal Seja t tA o instante em que o projétil atinge o ponto x A. A distância OA é chamada de alcance do projétil, que é obtida fazendo-se ytA 0. Assim, da expressão para yt, encontramos yt v0 sent − 12 at 2 0 v0 sen − 12 gt t 0 t 0 t 2v0 seng Estas duas raízes correspondem às duas situações em que o projétil se encontra em y 0, uma no instante de lançamento, t t0 0, e a outra ao atingir o solo no ponto x A, t tA 2v0 seng . Portanto, substituindo os valores, encontra-se tA 2 600 sen60°9, 8 2 600 32 9, 8 106 s Para calcular o alcance basta substituir este tempo em xt, xtA A, ou seja, A v0 cos tA 600 cos60º 106 31. 800 m 31, 8 km (b) Altura máxima Demonstramos em classe que tA 2tm. Logo o tempo para atingir a altura máxima vale Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 3.1 Universidade Federal do Amazonas tm 53s. Assim, ytm ym, ou seja ym v0 sentm − 12 gtm 2 600 32 53 − 1 2 9, 8 53 2 13775 , 5 m (c) Velocidade e altura 30s após o disparo Para calcular a velocidade, vamos primeiro calculara as componentes vx30s) v0 cos60º 600 0, 5 300 m/s vy30s) v0 sen60º − gt 600 32 − 9, 8 30 225, 6 m/s Como v vxi vyj então v vx2 vy2 3002 225, 62 375, 4 m/s arctg vyvx arctg 225, 6 300 arctg0, 75 37º A altura y30s vale y30s 600 sen60º 30 − 12 9, 8 30 2 11, 178 m 11, 2 km. (d) Velocidade e tempo para y 10 km Neste caso, basta fazer y 10. 000 na expressão de yt e determinar o t correspondente: 10. 000 600 32 t − 1 2 9, 8t 2 ou 4, 9t2 − 522t 10. 000 0 t 25 s 81 s Estas duas soluções para y 10. 000 m correspondem aos dois valores de x, isto é, x1 600 0, 5 25 7. 500 m 7, 5 km x2 600 0, 5 81 24. 300 m 24, 3 km em torno de xm 600 0, 5 53 15. 900 m 15, 9 km. Como vimos em sala, em pontos simétricos em relação a xm, como são x1 e x2, as velocidades são iguais, invertendo apenas a componente y, ou seja, vy1 −vy2. Assim, para calcular a velocidade basta substituir t 25 s nas expressões vxt e vyt para a componentes de v, vx 25s 600 cos60º 300 m/s vy 25s 600 sen60º − 9, 8 25 275 m/s v 25 s v 25s 3002 2752 407 m/s arctg 275300 43º ★ ★ ★ PROBLEMA 2 Um avião de bombardeio voa horizontalmente com velocidade de 180 km/h na altitude de 1,2 km. (a) Quanto tempo antes de o avião sobrevoar o alvo ele deve lançar uma bomba? (b) Qual a velocidade da bomba Notas de Aula de Física I Movimento Bidimensional - Problemas Resolvidos 3.2 Universidade Federal do Amazonas quando ela atinge o solo? (c) Qual a velocidade da bomba quando ela está a 200 m de altura? (d) Qual a distância horizontal percorrida pela bomba? SOLUÇÃO As equação que usaremos são axt 0 ayt −g vxt v0 cos vyt v0 sen − gt xt v0 cos t yt y0 v0 sent − 12 gt 2 Dados: v0 v0 180 km/h 50 m/s, 0°, y0 1, 2 km/h 1. 200 m, x0 0, g 9, 8 m/s2 Diagrama: Alvo y x bomba v0 a = -g j O xa y0 Figura 2 (a) Tempo antes do sobrevoar o alvo O diagrama mostra que o avião deve lancar a bomba a uma distância horizontal xa do alvo para que este seja atingido. Em outras palavras, ao lançar a bomba sobre O esta percorre sua trajetória e atinge o solo no ponto de coordenadas x xa e ya 0 (alvo). Fazendo yta 0 encontra-se o tempo que a bomba leva para atingir o alvo ao ser lançada sobre O. yt y0 v0 sent − 12 gt 2 0 1. 200 − 12 9, 8 ta 2 ta 15, 6 s A solução ta −15, 6 não serve porque t é um intervalo de tempo e tem que ser positivo. Portanto, a solução fisicamente aceitável é ta 15, 6 s. Logo, o avião tem que lançar a bomba 15, 6 s antes de sobrevoar o alvo para que ela o atinja. (b) Velocidade da bomba ao atingir o solo Usando as componentes vx e vx, encontramos vx v0 cos vx 50 m/s vy v0 sen − gt vy −9, 8 ta −153 m/s va vxi vyj va 502 −1532 161 m/s a arctg −15350 −72º Ou seja, a bomba atinge o alvo com uma velocidade cujo módulo vale va 161 m/s, com um ângulo a 72º abaixo da horizontal. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 3.3 Universidade Federal do Amazonas (c) Velocidade da bomba em y 200 m Para isto, basta calcular o tempo que a bomba leva para atingir y 200 m e com ele determinar as componentes de v. Assim, yt y0 v0 sent − 12 gt 2 200 1. 200 − 4, 9t2 t 14, 3 s Novamente a solução física é t 14, 3 s. Com este tempo calculamos v, ou seja, vx v0 cos vx 50 m/s vy v0 sen − gt vy −9, 8 14, 3 −140 m/s va vxi vyj va 502 −1402 149 m/s a arctg −14050 −70º (d) Distância horizontal percorrida pela bomba Desde o lançamento até tocar no solo, a bomba levou um tempo ta 15, 6 s. Portanto, a distância horizontal que a bomba percorre é dada por x xta . Logo xt v0 cos t x 50 15, 6 780 m ★ ★ ★ PROBLEMA 3 Um projétil é disparado num ângulo de 35° com a horizontal. Ele atinge o solo a 4 km do ponto do disparo. Calcular (a) o módulo da velocidade inicial, (b) o tempo de trânsito do projétil, (c) a altura máxima, (d) o módulo da velocidade no ponto de altura máxima. SOLUÇÃO As equações que usaremos são axt 0 ayt −g vxt v0 cos vyt v0 sen − gt xt v0 cos t yt v0 sent − 12 gt 2 Dados: xA 4 km 4. 000 m, 35°, g 9, 8 m/s2 Diagrama: y x v0 v0x v0y y = ym x = A a = -g j O 4.000 m vm 35º Figura 3 (a) Módulo da velocidade inicial O problema forneceu o alcance: A 4. 000 m. Então, podemos usar o resultado tA 2v0 seng , obtido no Problema 1, e fazer A v0 cos tA para encontrar a velocidade incial. Assim, Notas de Aula de Física I Movimento Bidimensional - Problemas Resolvidos 3.4 Universidade Federal do Amazonas A v0 cos 2v0 seng v02 sen2 g v0 gA sen2 9, 8 4. 000 0, 94 204 m/s (b) Tempo de trânsito Este é o tempo que o projétil levou para atingir o solo, tA (também conhecido como tempo de vôo). Logo, da expressão para tA, encontra-se tA 2v0 seng 2 204 0, 59, 8 23, 7 s (c) Alturamáxima Já vimos que tm tA2 e portanto tm 11, 9 s. Substituindo na expressão para yt encontra-se ym ytm v0 sentm − 12 gtm 2 204 0, 57 11, 9 − 0, 5 9, 8 11, 92 670 m (d) Módulo de vm Como sabemos o tempo que o projétil leva para atingir a altura máxima, podemos calcular as componentes de sua velocidade. Neste caso, devemos lembrar que a componente y da velocidade se anula. Então, temos apenas a componente x, vx v0 cos35º 204 0, 82 167 m/s vy 0 Assim, o módulo da velocidade no ponto de altura máxima é: vm 167 m/s ★ ★ ★ PROBLEMA 4 Um avião voa horizontalmente na altitude de 1 km com a velocidade de 200 km/h. Ele deixa cair uma bomba sobre um navio que se move no mesmo sentido e com a velocidade de 20 km/h. (a) Calcule a distância horizontal entre o avião e o navio, no instante do lançamento, para que este seja atingido pela bomba. (b) Resolver o mesmo problema para o caso de o avião e o navio terem movimentos de sentidos contrários. SOLUÇÃO As equação que usaremos são axt 0 ayt −g vxt v0 cos vyt v0 sen − gt xt v0 cos t yt y0 v0 sent − 12 gt 2 Dados: Avião Navio y0 1 km 1. 000 m va 200 km/h 56 m/s vn 20 km/h 5, 6 m/s g 9, 8 m/s2 Diagrama: Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 3.5 Universidade Federal do Amazonas y x va vn y0 d O xn (a) y x va vn y0 A O xn (b) dA Figura 4 Posições do avião e do navio no instante do lançamento. (a) Cálculo de d A bomba é deixada cair de um avião que voa a 56 m/s. Portanto, a bomba é lançada horizontalmente 0º com velocidade inicial v0x 56 m/s v0y 0 v0 56 m/s. Para atingir o navio, a bomba deve ser lançada sobre o ponto O, que está a uma distância horizontal d do navio (Figura 4(a)). Observe nesta figura que A d xn, onde A é o alcance do projétil e xn é a distância percorrida pelo navio desde o instante do lançamento da bomba e d é a distância procurada. Mas, o tempo que o projétil leva para percorrer a distância x A (alcance) é obtido fazendo yt 0 para t tA, ou seja, yt y0 v0 sent − 12 gt 2 0 1. 000 − 4, 9t2 t 14, 3 s e, portanto, tA 14, 3 s. Logo, A xtA A v0 cos0º tA 56 14, 3 800 m Por outro lado, neste intervalo de tempo tA o navio percorreu uma distância xn (MRU) dada por xn vntA 5, 6 14, 3 80 m Desta maneira, usando a identidade A d xn encontramos d A − xn 800 − 80 720 m. (b) Neste caso o navio está em movimento em sentido contrário ao do avião (Figura 4(b)). Nesta figura obsevamos que d A xn. Como os valores são os mesmos, encontramos d 800 80 800 m. ★ ★ ★ PROBLEMA 5 Calcular a velocidade angular de um disco que gira com movimento uniforme de 13, 2 rad em cada 6 s. Calcular, também, o período e a freqüência do movimento. SOLUÇÃO Como o disco gira de um ângulo Δ 13, 2 rad em Δt 6 s, sua velocidade angular é dada por ΔΔt 13, 2 6 2, 2 rad/s Notas de Aula de Física I Movimento Bidimensional - Problemas Resolvidos 3.6 Universidade Federal do Amazonas Neste caso, o período do movimento, dado pela expressão, T 2 , vale T 2 3, 142, 2 2, 9 s A frequência é definida como o inverso do período, 1T . Portanto, 12, 9 0, 34 Hz ou 0, 34 s −1. ★ ★ ★ PROBLEMA 6 Quanto tempo leva o disco do problema anterior para (a) girar de um ângulo de 780°, e para (b) completar 12 revoluções? SOLUÇÃO (a) Como a velocidade angular do disco é constante e igual a 2, 2 rad/s, então para girar de um ângulo Δ 780º 13, 6 rad, o tempo gasto é dado por Δt Δ 13, 62, 2 6, 2 s (b) Ao completar 12 revoluções, o disco terá girado de um ângulo Δ 12 2 75, 4 rad (lembre-se que cada volta equivale a 2 rad). Portanto, Δt Δ 75, 42, 2 34, 3 s ★ ★ ★ PROBLEMA 7 Calcular (a) a velocidade angular, (b) a velocidade linear, e (c) a aceleração centrípeta da Lua, considerando-se que a Lua leva 28 dias para fazer uma revolução completa, e que a distância da Terra à Lua é 38, 4 104 km. SOLUÇÃO (a) Para calcular a velocidade angular da Lua, basta usar a definição ΔΔt onde Δ 2 rad 6, 28 rad é o ângulo que a Lua percorre no intervalo Δt 28 dias 28 24 60 60 2, 42 106 s. Assim, 6. 28 2. 42 106 2, 6 10 −6 rad/s (b) Sabendo o raio da órbita, R 38, 4 104 km 38, 4 107 m, a velocidade linear, dada por v R, vale v 2, 6 10−6 38, 4 107 998, 4 m/s (c) A aceleração centrípeta, definida como ac 2R v2R , vale então ac 998, 4 2 38, 4 107 2, 6 10 −3 m/s2. ★ ★ ★ PROBLEMA 8 Um volante com diâmetro de 3 m gira a 120 rpm. Calcular: (a) a sua freqüência, (b) o seu período, (c) a sua velocidade angular, e (d) a velocidade linear de um ponto na sua periferia. SOLUÇÃO (a) Como o volante gira a uma taxa de 120 rpm (rotações por minuto), ou seja, realiza 120 rotações em cada 1 min 60 s. Por isto, o número de rotações por segundo, que é a sua frequência, vale 12060 2 Hz. (b) O período é o inverso desta frequência, e então vale Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 3.7 Universidade Federal do Amazonas T 1 12 0, 5 s que é o tempo que o volante gasta para realizar uma volta. (c) A velocidade angular é 2T 2 3, 14 0, 5 12, 6 rad/s. (d) A velocidade linear, em qualquer ponto da periferia, é dada por v R. Mas, o diâmetro do volante vale D 3 m, de onde tiramos o raio R 1, 5 m. Assim, v 12, 6 1, 5 18, 9 m/s ★ ★ ★ PROBLEMA 9 A velocidade angular de um volante aumenta uniformemente de 20 rad/s para 30rad/s em 5 s. Calcular a aceleração angular e o ângulo total através do qual o volante gira nesse intervalo de tempo. SOLUÇÃO Sabe-se que a aceleração angular é definida por ΔΔt . Assim, 30 − 205 2 rad/s 2. A lei horária do movimento circular uniformemente acelerado t0 0 e 0 0 é t 0 0t 12 t 2 5 s) 20 5 12 2 5 2 125 rad. ★ ★ ★ PROBLEMA 10 Um ponto descreve uma circunferência de acordo com a lei st t3 2t2, onde s é medido em metros ao longo da circunferência e t, em segundos. Se a aceleração total do ponto é 16 2 m/s2, quando t 2 s, calcular o raio R da circunferência. SOLUÇÃO Trata-se aqui de um movimento circular qualquer. O problema fornece o módulo da aceleração total do ponto, isto é, a2 s) 16 2 m/s2. Como sabemos, aceleração total num movimento qualquer possui duas componentes, ou seja, a aT ̂ aN r̂ a aT2 aN2 Por isto, precisamos calcular os módulos das acelerações tangencial aN e normal aN . De acordo com as Eqs. (3.8.16) e (3.8.17) do LT, aT dvdt e aN v2 R . Agora precisamos calcular v. Como é dada a lei horária em termos do arco percorrido, st, podemos calcular o módulo da velocidade instantânea num instante t qualquer, que é dada pela derivada desta função: vt dsdt . Assim, lembrando que a derivada de uma potência tn é dada por ddt t n ntn−1, encontra-se vt dsdt d dt t 3 2t2 3t2 4t. e, portanto, Notas de Aula de Física I Movimento Bidimensional - Problemas Resolvidos 3.8 Universidade Federal do Amazonas aTt dvdt d dt 3t 2 4t 6t 4 aNt v2R 3t2 4t2 R Logo, para t 2, encontra-se aT2 s) 6 2 4 16 m/s2 aN2 s) 3 2 2 4 22 R 400 R Usando agora a expressão para o módulo da aceleração total e igualando a seu valor em t 2 s, que foi dado, encontra-se a aT2 aN2 16 2 162 400R 2 256 160. 000 R2 512 Resolvendo para R, temos finalmente, 512 − 256R2 160. 000 R 160. 000256 625 25 m. ★ ★ ★ PROBLEMA 11 As coordenadas de um corpo são x 2cost, y 2sent onde x e y são medidos em metros. (a) Obter a equação cartesianada trajetória, (b) Calcular o valor da velocidade num instante qualquer, (c) Calcular as componentes tangencial e normal da aceleração num instante qualquer. Identificar o tipo de movimento descrito pelas equações acima. SOLUÇÃO (a) Para obter a equação da trajetória em coordenadas cartesianas, vamos eliminar t entre as equações para x e y. Ou seja, cost x2 e sent y 2 cos 2t sen 2t 1 x2 2 y2 2 1 x2 y2 4 ou seja, a equação da trajetória no sistema Oxy é x2 y2 4. que é a equação de uma circunferência de raio r 2 m com origem no ponto O (Figura 5). y x θ = ωt r P x y O v Figura 5 . (b) Para calcular o módulo da velocidade num instante qualquer, basta usar a expressão em termos de suas Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física 3.9 Universidade Federal do Amazonas componentes no sistema Oxy. As componentes são, vx dxdt d dt 2cost −2 sent vy dydt d dt 2sent 2cost onde usamos as identidades, d dt cost − sent d dt sent cost para as derivadas de cost e sent, respectivamente. Logo, o módulo da velocidade em qualquer tempo, é dado por: vt vx2 vy2 −2 sent2 2cost2 42sen 2t cos2t 2 m/s mostrando que é independente do tempo. (c) As acelerações tangencial e normal são dadas por aT dvdt 0 aN v2R 42 R onde aT 0, reflete o fato de que vt constante. Na útlima equação, R é o raio de curvatura da curva no ponto P, cujas coordenadas são x, y. Mas, a equação da trajetória, obtida no ítem (a), dada por x2 y2 4 é a equação de uma circunferência de raio r 2 com centro na origem O (Figura 5). Sendo uma circunferência, o raio de curvatura é constante em todos os pontos, de modo que podemos fazer R r 2 na expressão de aN para obter finalmente aT 0 aN 42R 42 2 2 2 m/s2 o que resulta numa aceleração total de módulo iguala a aT2 aN2 22 m/s2 ★ ★ ★ Notas de Aula de Física I Movimento Bidimensional - Problemas Resolvidos 3.10 Problemas Resolvidos do Capítulo 5 APLICAÇÕES DAS LEIS DE NEWTON Atenção Leia o assunto no livro-texto e nas notas de aula e reproduza os problemas resolvidos aqui. Outros são deixados para v. treinar PROBLEMA 1 Um astronauta, vestindo seu traje espacial, consegue pular a uma altura de 60 cm da Terra. A que altura conseguirá pular na Lua? Os raios médios da Terra e da Lua são de 6.371 km e 1.738 km, respectivamente; as densidades médias são 5,52 g/cm3 e 3,34 g/cm3, respectivamente. Solução De acordo com a lei da gravitação universal, a força que a Terra ou a Lua exercem sobre o astronauta (força-peso) pode ser escrita como PT mgT e PL mgL onde m é a massa do astronauta e gT GMTRT2 e gL GMLRL2 ou gT gL GMT RT2 GML RL2 MTML RL2 RT2 Sejam T 5, 52 g/cm3 e L 3, 34 g/cm3 as densidades da Terra e da Lua, respectivamente. Por definição a densidade de corpo homogêneo é MV , ou seja, é a razão entre a massa e o volume do corpo. Logo, MT TVT e ML LVL onde VTL 43 RTL 3 e portanto, MT 43 TRT 3 e ML 43 LRL 3 Assim, gT gL MT ML RL2 RT2 gTgL 4 3 TRT 3 4 3 LRL 3 RL2 RT2 TL RL RT Substituindo os valores fornecidos, encontra-se gT gL 5, 52 3, 34 6. 371 1. 738 ≃ 6, 1 Isto significa que a aceleração da gravidade na superfície da Lua é gL gT6, 1 9, 8 6, 1 1, 6. Ao conseguir saltar na superfície da Terra uma altura hT 0, 60 m, este astronauta usou uma força muscular que lhe permitiu imprimir uma velocidade inicial dada por v2 v02 − 2gTyT 0 v02 − 2 9, 8 0, 6 v0 11, 8 3, 4 m/s Supondo que esta força seja a mesma na superfície da Lua, então v2 v02 − 2gLyL 0 11, 8 − 2 1, 6hL hL 11, 83, 2 hL 3, 7 m ★ ★ ★ PROBLEMA 2 Utilizando os dados do problema anterior, calcule que fração da distância Terra-Lua é preciso percorrer para que a atração gravitacional da Terra seja compensada pela da Lua. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.1 Universidade Federal do Amazonas Solução Seja d a distância entre os raios da Terra e da Lua. Trata-se aqui de calcular a que distância x do centro da Terra (ou d − x do centro da Lua) deve estar localizada uma partícula de massa m para que as forças de atração da Terra e da Lua sobre ela sejam as mesmas. Assim, FmT FmL GmMT x2 GmMLd − x2 MT ML x2d − x2 Usando a definição dos M ′s em termos das densidades, encontra-se 4 3 TRT 3 4 3 LRL 3 x2d − x2 TRT3 LRL3 x2d − x2 ou seja, x2 d − x2 5, 52 6. 3713 3, 34 1. 7383 81, 4 Desta forma, x d − x 81, 4 9 ou x 9d − x 10x 9d xd 9 10 0, 9 Portanto, deve-se percorrer 90% da distância entre a Terra e a Lua para que a força de atração gravitacional da Terra seja compensada pela força gravitacional da Lua. ★ ★ ★ PROBLEMA 3 No átomo de hidrogênio, a distância média entre o elétron e o próton é de aproximadamente 0,5 A. Calcule a razão entre as atrações coulombiana e gravitacional das duas partículas no átomo. A que distância entre o elétron e o próton sua atração coulombiana se tornaria igual à atração gravitacional existente entre eles no átomo? Compare o resultado com a distância Terra-Lua. Solução A massa do próton é mp 1, 67 10−27 kg e a do elétron, me 9, 1 10−31, sendo iguais a e 1, 6 10−19 C o módulo das cargas das duas partículas. Como as forças gravitacional e elétrica entre o elétron e o próton são dadas por FepG G memp r2 e FepE k e 2 r2 então r 0, 5 Å 0, 5 10−10m FepG 6, 67 10 −11 9, 1 10−31 1, 67 10−27 0, 5 10−10 2 4, 054 10 −47 N FepE 9 109 1, 6 10−19 2 0, 5 10−10 2 9 , 216 10 −8N Portanto, FepE FepG 9 , 216 10−8 4, 054 10−47 2, 27 10 39 Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.2 Universidade Federal do Amazonas Seja d a distância entre o elétron e o próton para a qual a força coulombiana seja igual à força gravitacional no átomo. Ou seja, G memp r2 k e2 d2 Substituindo o lado esquerdo pelo valor já calculado, 4, 054 10−47 N, encontra-se k e 2 d2 4, 054 10−47 9 10 9 1, 6 10−19 2 d2 4, 054 10−47 de onde se obtém d 9 10 9 1, 6 10−19 2 4, 1 10−47 2, 38 10 9 m A distância Terra-Lua vale dTL 3, 84 108. Portanto, para que a atração gravitacional entre o elétron e o próton num átomo de hidrogênio seja igual à atração coulombiana entre o elétron e o próton, a distância d entre as duas partículas no caso coulombiano deve ser tal que d dTL 2, 38 109 3, 84 108 6, 2 ou seja, a distância entre o elétron e o próton na atração coulombiana deve ser d 6, 2 dTL para que esta força seja igual à atração gravitacional entre essas partículas no átomo de hidrogênio. ★ ★ ★ PROBLEMA 4 Duas bolinhas de isopor, de 0,5 g cada uma, estão suspensas por fios de 30 cm, amarrados no mesmo ponto. Comunica-se a mesma carga elétrica a cada bolinha; em conseqüência, os fios se afastam até formar um ângulo de 60° um com o outro. Qual é o valor da carga? Solução A figura (a) abaixo mostra a situação descrita no problema e na (b) isolamos a partícula 2 representando todas as forças que atuam sobre ela. θ 2T eF P 2T eF P y x θ e−F 1T 1 2 P 2 (a) (b) ll d m, q m, q Nestas condições, as partículas estão em equilíbrio e, em particular, as condições de equilíbrio aplicadas à partícula 2 são Direção x (1) Fe − T2 sen 0 Direção y (2) T2 cos − mg 0 Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.3 Universidade Federaldo Amazonas onde Fe é a força coulombiana dada por Fe k q 2 d2 A distância d entre as duas bolinhas pode ser calculada com a ajuda da figura (a) d 2l sen e q é a carga das duas partículas. Assim, com l 0, 30 m e 30º, encontra-se Fe 9 109 q 2 2 0, 30 sen30º2 9 109q2 0, 09 10 11q2. Das Eqs. (1) e (2) obtém-se, T2 sen Fe T2 cos mg ou, dividindo membro a membro, tg Femg Assim, de Fe mg tg encontra-se (para m 0, 0005 kg tg30º 1011q20, 005 9, 8 q 2 0, 0005 9, 8 tg30º 1011 2, 8 10−2 1011 2, 83 10−14 e, finalmente, q 2, 83 10−14 1, 68 10−7C ★ ★ ★ PROBLEMA 5 Leve em conta a resistência do ar, supondo-a proporcional à magnitude da velocidade. Nestas condições, um pedregulho que é lançado verticalmente para cima, a partir de uma certa altura, demora mais, menos ou o mesmo tempo para subir até a altura máxima do que para voltar até a altura do lançamento? Explique. Solução Considerando o sentido positivo do eixo vertical para baixo, a força resultante que atua sobre o pedregulho na subida é Fs −mg b|v| j e na descida, Fd −mg − b|v| j, onde |v| é a magnitude da velocidade instantânea. Quando as magnitudes das forças são iguais, Fs Fd, como no caso onde não há resistência do ar, b 0, os tempos de subida e de descida são iguais. Porém, quaisquer que sejam os valores das velocidades instantâneas, vemos que, quando b ≠ 0, Fs Fd o que imprime ao pedregulho uma desaceleração na subida maior do que a aceleração na descida. Então, para dois percursos de mesma distância com o pedregulho partindo do repouso, o tempo de percurso será menor para o percurso em que a magnitude da aceleração é maior. Logo, podemos concluir que o tempo de descida será maior que o tempo de subida. PROBLEMA 6 0 sistema da figura está em equilíbrio. A distância d é de 1 m e o comprimento relaxado de cada uma das duas molas iguais é de 0, 5 m. A massa m de 1 kg faz descer o ponto P de uma distância h 15 cm. A massa das molas é desprezível. Calcule a constante k das molas. Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.4 Universidade Federal do Amazonas l l l0 l0 1F2F P y x θθ Solução A figura da direita representa o sistema de forças que atua sobre a massa m. Usando agora a condição de equilíbrio Direção x (1) F1 cos F2 cos Direção y (2) F1 sen F2 sen mg A Eq. (1) diz que as magnitudes das forças aplicadas pelas duas molas são iguais, F1 F2 F. Levando esta informação na Eq. (2), encontra-se 2F sen mg F mg2sen . Pela figura, podemos calcular o seno do ângulo , usando sua definição num triângulo retângulo: sen hl 0, 15 0, 52 0, 29 Logo, (m 1 kg) F 1 9, 82 0, 29 16, 9 N onde F |F1 | |F2 |. As forças F1 e F2 são forças aplicadas ao corpo pelas molas devido às suas deformações (lei de Hooke) x Δl. De fato, o comprimento relaxado de cada mola era l0 0, 5 m, passando a ser l quando a massa foi suspensa (figura da esquerda). Com o auxílio desta figura, podemos calcular o comprimento l da mola (h 0, 15 m) l2 l02 h2 l 0, 52 0, 152 0, 522 m. Assim, x Δl l − l0 0, 022 m. Para encontrar a constante k de cada uma das molas iguais, sabemos pela lei de Hooke que F kx, ou seja, |F1 | |F2 | F 0, 022k. Igualando esta força ao valor obtido pela condição de equilíbrio, temos que 0, 022k 16, 9 k 768 N/m. ★ ★ ★ PROBLEMA 7 Um bloco é lançado para cima, com velocidade de 5 m/s, sobre uma rampa de 45° de inclinação. O coeficiente de atrito cinético entre o bloco e a rampa é 0, 3. (a) Qual é a distância máxima atingida pelo bloco ao longo da rampa? (b) Quanto tempo leva o bloco para subir a rampa? (c) Quanto tempo leva para descer a rampa? (d) Com que velocidade final chega ao pé da rampa? Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.5 Universidade Federal do Amazonas 45º Av P N cF 0B =v 45ºA B Solução Como não há movimento na direção perpendicular ao plano, as forças estão em equilíbrio. Logo (ver figura acima), N Pcos45º N mg 22 Na direção paralela ao plano, a resultante das forças é F Fc mg sen45º dirigida para baixo. Aplicando a 2ª lei de Newton, encontra-se (Fc cN cmg 22 F ma a cmg 22 mg 2 2 m 2 2 1 c g ou seja, a 22 1 0, 3 9, 8 9, 0 m/s 2 dirigida para baixo paralelamente ao plano. (a) Se o corpo é lançado para cima (a partir do ponto A com uma velocidade vA 5 m/s, seu movimento será uniformemente desacelerado e o corpo pára no ponto B (ver figura). A distância Δx que ele percorre entre esses pontos, pode ser calculada usando a equação de Torricelli para o movimento ao longo do plano: vB2 vA2 − 2aΔx Assim, Δx vA 2 2a 52 2 9 Δx 1, 39 m. (b) O tempo que o bloco leva para subir a rampa é o mesmo que sua velocidade leva para se anular no ponto B. Então vB vA − at ts vAa 59 ts 0, 56 s. (c) No caso de descida, a força de atrito cinético é dirigida para cima. Então, mantendo a condição de equilíbrio na direção perpendicular ao plano, a resultanto das forças na direção paralela é F P sen45º − Fc F mg 22 − cmg 2 2 2 2 mg1 − c A aceleração (paralela ao plano dirigida para baixo) é dada pela lei de Newton Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.6 Universidade Federal do Amazonas a Fm a 2 2 g1 − c 2 2 9, 8 1 − 0, 3 ou seja, a 4, 85 m/s2. Neste caso, o movimento é uniformemente acelerado. Tomando o eixo x na direção paralela ao plano, a distância percorrida é dada por Δx v0t 12 at 2. Como v0 vB 0 quando o bloco inicia a descida e Δx 1, 39 m 1, 39 12 4, 85t 2 td 2 1, 394, 85 0, 76 s. (d) A velocidade final v ao pé da rampa é dada por v at v 4, 85 0, 76 ou v 3, 69 m/s. ★ ★ ★ PROBLEMA 8 Na figura, as molas M1 e M2 têm massa desprezível, o mesmo comprimento relaxado l0 e constantes de mola k1 e k2, respectivamente. Mostre que se pode substituir o par de molas por uma mola única equivalente de constante de mola k, e calcule k nos casos (a) e (b). Solução No caso (a), a condição de equilíbrio mostra que a força F é transmitida para ambas as molas produzindo diferentes deformações x1 Fk1 e x2 F k2 . A deformação total das duas molas é x x1 x2. Se substituirmos esta mola por uma outra que tenha a constante k, tal que sob a ação da mesma força F ela sua deformação seja x, então F kx F k Fk1 F k2 1k 1 k1 1k2 é o valor de k procurado. No caso (b), a condição de equilíbrio fornece F F1 F2 onde F1 e F2 são as forças aplicadas pela mola. Mas a força F produz a mesma deformação x em ambas as molas, de modo que F k1x k2x Substituindo as duas molas por uma única de constante k tal que sob a ação da força F ela se deforme do mesmo valor x, então, F kx e, portanto, kx k1 k2 x Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.7 Universidade Federal do Amazonas ou seja, a mola única terá de ter uma constante dada por k k1 k2. ★ ★ ★ PROBLEMA 9 No sistema da figura (máquina de Atwood), mostre que a aceleração a da massa M e a tensão T da corda (desprezando as massas da corda e da polia) são dadas por a M − mM m g, T 2mM M m g Solução Supondo que M m, as resultantes das forças que atuam sobre as massas M e m são FM Mg − T Fm T − mg As acelerações das massas são iguais e, por hipótese, dirigida verticalmente para baixo no caso de M e para cima no caso de m. Assim, T − mg ma (1) T ma mg Mg − T Ma (2) Mg − Ma T Substituindo (1) em (2) obtém-se Mg − Ma mg ma ou M ma M − mg a M − mM m g Substituindoeste resultado em (1), encontra-se a tensão do fio T ma mg T m M − mM m g mg T mg M − mM m 1 T mg M − m M m M m T 2mM M m g ★ ★ ★ PROBLEMA 10 No sistema da figura, m1 1 kg, m2 3 kg e m3 2 kg, e as massas das polias e das cordas são desprezíveis. Calcule as acelerações a1, a2 e a3 das massas m1, m2 e m3 a tensão T da corda. Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.8 Universidade Federal do Amazonas Solução Seja a1, a2 e a3 as acelerações das massa m1, m2 e m2 respectivamente, tomadas positivamente quando dirigidas para cima. Uma vez que as massas das roldanas e da corda são desprezíveis, a tensão T da corda é única. Assim, a equação de movimento para cada uma dessas massas é (ver figura abaixo) m1 (1) T − m1g m1a1 m2 (2) T − m2g m2a2 m3 (3) 2T − m3g m3a3 As partes móveis do sistema são: massa m1, massa m2 e o sistema formado pela polia 3 e a massa m3, que se movem solidariamente (ver figura abaixo). TTTT P2P1 P3 l3l1 l2 1 2 3 m1 P1 T T T P3 m2 P2 T a1 a2 a3 Da condição de que o comprimento do fio é constante, dada pela expressão l1 l2 2l3 constante obtém-se que Δl1 Δl2 2Δl3 0 o que implica em a1 a2 2a3 0, ou 4 a3 − 12 a1 a2 . Agora vamos resolver o sistema de quatro equações a quatro incógnitas (T, a1, a2, a3 e a4. De (1), encontra-se Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.9 Universidade Federal do Amazonas T m1a1 m1g Substituindo em (2) e (3) e a (4) em (3), obtém-se m1a1 m1g − m2g m2a2 2m1a1 m1g − m3g − 12 m3a1 a2 ou seja, m1a1 − m2a2 m2 − m1 g 4m1 m3 a1 m3a2 2m3 − 4m1 g Isolando a1 na primeira equação, a1 m2m1 a2 m2 − m1 m1 g e substituindo na segunda, temos 4m1 m3 m2m1 a2 m2 − m1 m1 g m3a2 2m3 − 4m1 g ou 4m1 m3 m2m1 a2 m3a2 −4m1 m3 m2 − m1 m1 g 2m3 − 4m1 g 4m1 m3 m2m1 m3 a2 −4m1 m3 m2 − m1 m1 2m3 − 4m1 g 4m1 m3 m2 m1m3 m1 a2 −4m1 m3 m2 − m1 m12m3 − 4m1 m1 g a2 4m1 2 m1m3 − 4m1m2 − m2m3 − 4m12 2m1m3 4m1 m3 m2 m1m3 g a2 3m1m3 − 4m1m2 − m2m34m1m2 m1m3 m2m3 g Como a1 m2m1 a2 m2 − m1 m1 g a1 m2m1 3m1m3 − 4m1m2 − m2m3 4m1m2 m3m2 m1m3 g m2 − m1 m1 g a1 m23m1m3 − 4m1m2 − m2m3 g m2 − m1 4m1m2 m3m2 m1m3 g m1 4m1 m3 m2 m1m3 a1 3m2m3 − 4m1m2 − m1m34m1m2 m1m3 m2m3 g Finalmente, como a3 − 12 a1 a2 , então a3 − 12 3m2m3 − 4m1m2 − m1m3 4m1m2 m1m3 m2m3 g 3m1m3 − 4m1m2 − m2m3 4m1m2 m3m2 m1m3 g a3 4m1m2 − m1m3 − m2m34m1m2 m1m3 m2m3 g Ou seja, as acelerações são: Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.10 Universidade Federal do Amazonas a1 3m2m3 − 4m1m2 − m1m34m1m2 m1m3 m2m3 g a2 3m1m3 − 4m1m2 − m2m34m1m2 m1m3 m2m3 g a3 4m1m2 − m1m3 − m2m34m1m2 m1m3 m2m3 g Cálculo numérico Substituindo os valores m1 1 kg, m2 3 kg e m3 2 kg, encontra-se a1 3 3 2 − 4 1 3 − 1 24 1 3 1 2 3 2 g a1 1 5 g ↑ a2 3 1 2 − 4 1 3 − 3 24 1 3 1 2 3 2 g a2 − 3 5 g ↓ a3 4 1 3 − 1 2 − 3 24 1 3 1 2 3 2 g a3 1 5 g ↑ Para calcular a tensão na corda, usa-se T m1a1 m1g. Logo T 1 15 g 1 g 6 5 g ★ ★ ★ PROBLEMA 11 Um pintor está sobre uma plataforma suspensa de uma polia (Figura). Puxando a corda em 3, ele faz a plataforma subir com aceleração g4 . A massa do pintor é de 80 kg e a da plataforma é de 40 kg. Calcule as tensões nas cordas 1,2 e 3 e a força exercida pelo pintor sobre a plataforma. Solução A figura abaixo mostra as partes isoladas do sistema e as forças que atuam sobre cada uma. T3 T3T2 T2 mhg N N a T1 a (a) (b) (c) mpg Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.11 Universidade Federal do Amazonas O sistema na figura (a) está em equilíbrio, logo T1 − T2 − T3 0 T3 N − mhg mha T2 − N − mpg mpa Como a massa da corda e da roldana é desprezível, T2 T3. Assim 1 2 3 T1 2T2 T2 N mhg a T2 − N mpg a Somando e subtraindo (2) e (3) obtém-se 2T2 mh mp g a 2N mh − mp g a ou T2 12 mh mp g a N 12 mh − mp g a Usando os valores dados no problema, a g4 , mh 80 kg e mp 40 kg, encontra-se T2 12 80 40 g g 4 1 2 80 40 5 4 9, 8 735 N N 12 80 − 40 g g 4 1 2 80 − 40 5 4 9, 8 245 N De (1), obtém-se T1 2T2 2 735 1470 N ★ ★ ★ PROBLEMA 12 No sistema da figura, m1 20 kg, m2 40 kg e m3 60 kg. Desprezando as massas das polias e dos fios e o atrito, calcule a aceleração do sistema e as tensões nos fios 1, 2 e 3. Solução A figura abaixo mostra os blocos isolados com as forças que atuam sobre cada um. Devido à massa desprezível da corda e da polia, as tensões T2 e T3 são iguais. Vamos adotar o sentido positivo da aceleração aquele que corresponde à descida do corpo de massa m3. Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.12 Universidade Federal do Amazonas T1 m1g m2g m3g T1 T2 T2 60º30º30º Bloco 1 Bloco 2 Bloco 3 Desta forma, as equações de movimento de cada um é dada por Bloco 1 1 T1 − m1g sen30º m1a Bloco 2 2 T2 − T1 − m2g sen30º m2a Bloco 3 3 m3g sen60º − T2 m3a onde consideramos todos os blocos se deslocando com a mesma aceleração a. Resolvendo este sistema de equações T1 m1g sen30º m1a T1 12 m1g m1a T2 T1 m2g sen30º m2a T2 12 m1g m1a 1 2 m2g m2a T2 1 2 m1 m2 g m1 m2 a m3a m3g sen60º − T2 m3a 32 m3g − 1 2 m1 m2 g m1 m2 a A útlima equação permite-nos obter a aceleração: m1 m2 m3 a 32 m3g − 1 2 m1 m2 g 1 2 3 m3 − m1 − m2 g ou seja, a 12 3 m3 − m1 − m2 m1 m2 m3 g Usando os valores m1 20 kg, m2 40 kg e m3 60 kg encontra-se a 12 3 60 − 40 − 20 20 40 60 9, 8 a 1, 8 m/s 2. As tensões nas cordas são: Em 1, T1 12 m1g m1a 20 9, 8 2 1, 8 T1 134 N e em 2 e 3, T2 12 m1 m2 g m1 m2 a 9, 8 2 1, 8 20 40 T2 T3 402 N. ★ ★ ★ PROBLEMA 13 Um bloco está numa extremidade de uma prancha de 2 m de comprimento. Erguendo-se lentamente essa extremidade, o bloco começa a escorregar quando ela está a 1, 03 m de altura, e então leva 2, 2 s para deslizar até a outra extremidade, que permaneceu no chão. Qual é o coeficiente de atrito estático entre o bloco e a prancha? Qual é o coeficiente de atrito cinético? Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.13 Universidade Federal do Amazonas Solução Na situação em que o bloco começa a deslizar para h 1, 03 m implica em e conforme mostra a figura abaixo. 2 m h = 1,03 mprancha θ = θe mg Fa θ N Como vimos em classe, nesta condição o coeficiente de atrito estático vale e tge onde (ver figura) sene 1, 032 0, 515 cose 1 − sen2e 1 − 0, 5152 0, 857 tge senecose 0, 515 0, 857 0, 6 Portanto, e 0, 6. Coeficiente de atrito cinético O bloco gasta 2, 2 s para percorrer 2 m ao longo do plano. Logo, como o bloco parte do repouso, sua aceleração pode ser calculada através da expressão (v0 0 x 12 at 2 a 2x t2 2 2 2, 22 0, 83 m/s2 Para calcular o coeficiente de atrito cinético, vamos usar a equação de movimento ao longo do plano, com a 0, 83 m/s2. Ou seja (ver figura) mg sene − Fc ma Mas, Fc cN e N mgcose e assim, Fc cmgcose Logo, mg sene − Fc ma mg sene − cmgcose ma c g sene − agcose c 9, 8 0, 515 − 0, 839, 8 0, 857 e 0, 5. ★ ★ ★ PROBLEMA 14 Um bloquinho de massa igual a 100 g encontra-se numa extremidade de uma prancha de 2 m de comprimento e massa 0,5 kg. Os coeficientes de atrito estático e cinético entre o bloquinho e a prancha são, respectivamente, 0, 4 e 0, 35. A prancha está sobre uma mesa horizontal e lisa (atrito desprezível). Com que força máxima podemos empurrar a outra extremidade da prancha para que o bloquinho não deslize sobre ela? Se a Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.14 Universidade Federal do Amazonas empurrarmos com urna força de 3 N, depois de quanto tempo o bloquinho cairá da prancha? Solução A força aplicada à prancha é transmitida ao bloquinho através da força de contato tangencial (força de atrito estático). Para que o bloquinho não deslize é necessário que sua aceleração ab seja igual à aceleração impressa à prancha pela força F Fmáx. F 2 m m m mg N Fe ap ab F Fe Bloco Prancha Da figura acima, obtém-se Bloco 1 Fa mbab Prancha 2 F − Fa mpap Bloco sem deslizar Para que o bloco não deslize, ab ap a, o que corresponde a F Fmax. Assim, nesta condição podemos escrever (Fa Fe Bloco 3 Fe mba Prancha 4 Fmax − Fe mpa Como Fe eN emg, então de (3) encontra-se embg mba a eg 0, 4 9, 8 a 3, 92 m/s2 Substituindo na (4), Fmax mb mp a 0, 1 0, 5 3, 92 Fmax 2, 35 N Bloco deslizando Para F 3 N Fmax o bloco irá deslizar, uma vez que sua aceleração é menor do que a da prancha. De fato, a aceleração do bloco agora deve ser calculada de (1) com Fa Fc e assim, Fc mbab Como Fc cmbg, então cmbg mbab ab cg 0, 35 9, 8 ab 3, 43 m/s2. Para a prancha, devemos usar a (2) com Fa Fc: F − Fc mpap ap F − cmbgmp ap 3 − 0, 35 0, 1 9, 8 0, 5 ap 5, 31 m/s 2. No mesmo intervalo de tempo, a distância percorrida pela prancha é maior do que a distância percorrida pelo bloco, medida em relação chão. Assim, quando a diferença entre essas distância for igual ao comprimento da prancha, isto é, quando Δx 2 m (ver figura abaixo), o bloquinho cairá da prancha. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.15 Universidade Federal do Amazonas m m xp xb∆x O (em relação ao chão) Situação inicial Situação final Mas, em relação ao chão, e partindo do repouso, a prancha percorre uma distãncia xp 12 apt 2 enquanto que o bloquinho, xb 12 abt 2 Logo, como Δx xp − xb 2 m (ver figura), 1 2 apt 2 − 12 abt 2 Δx ap − ab t2 2Δx t 2Δxap − ab Portanto, t 2 25, 31 − 3, 43 t 1, 46 s ★ ★ ★ PROBLEMA 15 No sistema da figura, o bloco 1 tem massa de 10 kg e seu coeficiente de atrito estático com o plano inclinado é 0, 5. Entre que valores mínimo e máximo pode variar a massa m do bloco 2 para que o sistema permaneça em equilíbrio? 1 2 45º Solução A condição de equilíbrio do sistema, de acordo com a tendência de movimento, é dado por (ver figura abaixo) m2 mínimo m1g sen45º m2g Fe m2 máximo m2g m1g sen45º Fe N m1gcos45º Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.16 Universidade Federal do Amazonas Como Fe eN em1gcos45º temos, no caso de valor mínimo m2 ming m1g sen45º − Fe m2 min m1 sen45º − em1 cos45º 22 m11 − 2 e de valor máximo m2 maxg m1g sen45º Fe m2 max m1 sen45º em1 cos45º 22 m11 2 1 2 45º 1 sen 45ºm g 2m g eF 1 cos 45ºm g N tendência 1 2 45º 1 sen 45ºm g 2m g eF 1 cos 45ºm g N tendência m2 mínimo m2 máximo Substituindo os valores m1 10 kg, e 0, 5 , encontra-se m2 min 22 m11 − 2 2 2 10 1 − 0, 5 m2 min 3, 54 kg m2 max 22 m11 2 2 2 10 1 0, 5 m2 max 10, 6 kg Portanto, para que o sistema permaneça em equilíbrio, a massa m2 deve estar no intervalo: 3, 54 kg m2 10, 6 kg. ★ ★ ★ PROBLEMA 16 0 coeficiente de atrito estático entre as roupas de uma pessoa e a parede cilíndrica de uma centrífuga de parque de diversões de 2 m de raio é 0, 5. Qual é a velocidade angular mínima (em rotações por minuto) da centrífuga para que a pessoa permaneça coloda à parede, suspensa acima do chão? Solução As forças que atuam sobre a pessoa são: a força-peso, a normal e a força de atrito. A normal N, aplicada pela parede cilíndrica, é a força que mantém a pessoa em movimento circular (atua como força centrípeta); a força de atrito aparece quando a pessoa tende a cair devido à ação da força-peso. N Fe mg ω Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.17 Universidade Federal do Amazonas Logo, N m2R onde R 2 m é o raio da centrífuga. Para que a pessoa permaneça colada na parede é necessário que seu peso se iguale à força de atrito. Assim, mg Fe eN mg em2R ou, geR 9, 8 0, 5 2 3, 13 rad/s. Mas, como 2 então 3, 13 2 0. 498 Hz 0. 498 rps. Como 1 rps 60 rpm, então 0, 498 60 29, 9 rpm. ★ ★ ★ PROBLEMA 17 Uma curva semicircular horizontal numa estrada tem 30 m de raio. Se o coeficiente de atrito estático entre os pneus e o asfalto é 0, 6, qual é a velocidade máxima que um carro pode fazer a curva sem derrapar? Solução A força de atrito tem de atuar com a força centrípeta para manter o carro na curva. Desta forma, a velocidade máxima com que o carro faz a curva sem derrapar é dada por eN mvmax 2 R mvmax2 R emg ou vmax egR 0, 6 9, 8 30 vmax 13, 28 m/s vmax 13, 28 3, 6 47, 8.km/h. PROBLEMA 18 Um trem atravessa uma curva de raio de curvatura igual a 100 m a 30 km/h. A distância entre os trilhos é de 1 m. De que altura é preciso levantar o trilho externo para minimizar a pressào que o trem exerce sobre ele ao passar pela curva? Solução A figura abaixo mostra a situação em que o trem atravessa a curva. Sabe-se que sen h1 h cos 1 − sen2 1 − h2 onde h deve ser medido em metros. As forças que atuam sobre o trem têm as seguintes componentes Direção x Rx N sen Direção y Ry Ncos − mg Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.18 Universidade Federal do Amazonas 1 m hθ N mg x y θ A resultante na direção x mantém o trem na curva e faz o papel da força centrípeta: Rx mac. Assim, Rx mv2R N sen mv2 R Ry 0 Ncos − mg 0 N mgcos Logo, mg cos sen mv2 R tg v2 gR Mas, tg sencos h 1 − h2 então h 1 − h2 v2gR h2 1 − h2 v4 g2R2 ou h2 v4 g2R2 h2 v4 g2R2 h2 v4 g2R2 1 v4 g2R2 ou ainda h v2 gR 1 v4 g2R2 v2 v4 g2R2 Substituindo os valores R 100 m e v 30 km/h 8, 33 m/s: h 8, 32 8, 34 9, 82 1002 0, 071 m h 7, 1 cm ★ ★ ★ PROBLEMA 19 No sistema da figura, a bolinha de massa m está amarrada por fios de massa desprezível ao eixo vertical AB e gira com velocidade angular em torno desse eixo. A distância AB vale l. Calcule as tensões nos fios superior e inferior. Para que valor de o fio inferior ficaria frouxo? Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.19 Universidade Federal do Amazonas 30º 60º B A ω mg TA TB x y (a) (b) 60º 30º r CP Solução A figura (b) mostra as forças que atuam sobre a partícula de massa m. A direção x corresponde à direção que passa pelo centro do círculo descrito pela bolinha na situação indicada na figura. Para manter a bolinha em movimento circular, a resultante das forças deve estar nessa direção,com Rx fazendo o papel da força centrípetra. Assim Direção x Rx TA sen60º TB sen30º Direção y Ry TA cos60º − TB cos30º − mg Logo, Ry 0 (1) TA cos60º − TB cos30º − mg 0 Rx m2r (2) TA sen60º TB sen30º m2r onde r é o raio da circunferência descrita pela partícula. Da figura (a), r PC AC tg60º CB tg30º AC tg30ºtg60º CB 1 3 CB AB AC CB l 13 CB CB l CB 3 4 l Como r CB tg30º então r 34 l 3 3 3 4 l. De (1), obtém-se 1 2 TA − 3 2 TB − mg 0 TA 3 TB 2mg que substituindo em (2) 3 TB 2mg 32 1 2 TB m 2r 32 TB 3 mg 1 2 TB m 2r 2TB m2r − 3 mg encontra-se TB m22 3 4 l − 3 2 mg TB 3 2 m 2l 4 − g Como TA 3 TB 2mg, então Notas de Aula de Física I Aplicações das Leis de Newton - Problemas Resolvidos PR-5.20 Universidade Federal do Amazonas TA 3 32 m 2l 4 2l − g 2mg TA m2 3 4 2l g Fio frouxo Para que o fio inferior fique frouxo, o que corresponde à tensão TB 0, a projeção da tensão no fio superior deve responder pela força centrípeta. Para a situação indicada nas figurasm isso deve ocorrer para critico. Assim, Direção x Rx TA sen60º Direção y Ry TA cos60º − mg Ry 0 (1) TA cos60º − mg 0 Rx mcritico2 r (2) TA sen60º mcritico2 r De (1) TA mgcos60º e de (2), com r 34 l mg cos60º sen60º mcritico 2 r critico g tg60ºr g 3 3 4 l 4gl ou critico 2 gl ★ ★ ★ Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-5.21 Problemas Resolvidos do Capítulo 6 TRABALHO E ENERGIA MECÂNICA Atenção Leia o assunto no livro-texto e nas notas de aula e reproduza os problemas resolvidos aqui. Outros são deixados para v. treinar PROBLEMA 1 Resolva o problema 8 do Capítulo 4 a partir da conservação de energia. (Problema 4.8 - Um martelo atinge um prego com velocidade v, fazendo-o enterrar-se de uma profundidade l numa prancha de madeira. Mostre que a razão entre a força média exercida sobre o prego e o peso do martelo é igual a h/l, onde h é a altura de queda livre do martelo que o faria chegar ao solo com velocidade v. Estime a ordem de grandeza dessa razão para valores típicos de v e l. Solução PROBLEMA 2 No sistema da figura, M 3 kg, m 1 kg e d 2 m. O suporte S é retirado num dado instante. (a) Usando conservação de energia, ache com que velocidade M chega ao chão. (b) Verifique o resultado, calculando a aceleração do sistema pelas leis de Newton. Solução Considerando o nível de referência z 0 no chão, temos Inicial Final m z0 0 v0 0 z1 d v1 v M Z0 d V0 0 Z1 0 V1 V Logo, Ei 12 mv0 2 mgz0 12 MV0 2 MgZ0 Mgd Ef 12 mv1 2 mgz1 12 MV1 2 MgZ1 12 mv 2 mgd 12 MV 2 Devido à conservação da energia mecânica total, Ei Ef, encontra-se (v V) Mgd 12 mV 2 mgd 12 MV 2 12 m MV 2 M − mgd V 2M − mgdm M Portanto, V 2 3 − 1 9, 8 23 1 4, 43 m/s. Leis de Newton Como l1 l2 constante am −aM a. Assim, T − Mg −Ma, T − mg ma ou Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-6.1 Universidade Federal do Amazonas mg ma − Mg −Ma m Ma M − mg a M − mgm M Com esta aceleração e V2 2ad 2 M − mgm M d V 2M − mgd m M que é a mesma encontrada anteriormente. * * * PROBLEMA 3 Uma particula de massa m 1 kg, lançada sobre um trilho retilíneo com velocidade de 3 m/s, está sujeita a uma força Fx −a − bx, onde a 4 N, b 1 N/m, e x é o deslocamento, em m, a partir da posiçâo inicial. (a) Em que pontos do trilho a velocidade da partícula se anula? (b) Faça o gráfico da velocidade da partícula entre esses pontos. (c) A que tipo de lei de forças corresponde Fx ? Solução Do teorema trabalho energia cinética, Wx0→x T − T0 Tomando a origem na posição de lançamento, v0 3 m/s e e x0 0. Como Wx0→x 0 x Fx′ dx′ 0 x−a − bx′ dx′ −a 0 x dx′ − b 0 x x′dx′ −ax − 12 bx 2. e T 12 mv 2 e T0 12 mv0 ′ , encontra-se − ax − 12 bx 2 12 mv 2 − 12 mv0 2 ou (m 1,v0 3, a 4, b 1) − 4x − 12 x 2 92 1 2 v 2 v 9 − 8x − x2 . (a) Logo, os pontos para os quais v 0, são obtidos pela solução da equação 9 − 8x − x2 0. Ou seja, x −9 m e x 1 m. (b) Gráfico v x: 1 2 3 4 v (m/s) -8 -6 -4 -2 0x (m) (c) Lei de Hooke. PROBLEMA 4 No sistema da figura, onde as polias e os flos têm massa desprezível, m1 1 kg e m2 2 kg. (a) O sistema é solto com velocidade inicial nula quando as distâncias ao teto são l1 e l2. Usando conservação da energia, calcule as velocidades de m1 e m2 depois que m2 desceu uma distância x2. (b) Calcule a partir daí as acelerações a1 e a2 das duas massas. (c) Verifique os resultados usando as leis de Newton. Notas de Aula de Física I Trabalho e Energia Mecânica - Problemas Resolvidos PR-6.2 Universidade Federal do Amazonas Solução Vamos escolher o nível de referência z 0 no teto, com o sentido positivo do eixo z para cima. Como l2 2l1 constante, Δl2 −2Δl1. Se Δl2 −x2 (m2 → desce) Δl1 − 12 Δl2 1 2 x2 (m1 → sobe). Derivando a relação l2 2l1 constante, obtém-se v2 −2v1. A energia total antes dos blocos começarem a se mover vale (v10 0,v20 0, z10 −l1, z20 −l2 Ei 12 m1v10 2 m1gz10 12 m2v20 2 m2gz20 Ei −m1gl1 − m2gl2. e, depois, v1 12 v,v2 −v, z1 −l1 1 2 x2, z2 −l2 − x2 Ef 12 m1v1 2 m1gz1 12 m2v2 2 m2gz2 Ef 12 m1 1 2 v 2 m1g −l1 12 x2 1 2 m2v 2 − m2gl2 x2 ou seja, Ef 18 m1v 2 − m1gl1 12 m1gx2 1 2 m2v 2 − m2gl2 − m2gx2 Da conservação da energia total, Ei Ef, encontra-se − m1gl1 − m2gl2 18 m1v 2 − m1gl1 12 m1gx2 1 2 m2v 2 − m2gl2 − m2gx2 0 18 m1v 2 12 m1gx2 1 2 m2v 2 − m2gx2 m1v2 4m1gx2 4m2v2 − 8m2gx2 0 ou m1 4m2 v2 − 8m2 − 4m1 gx2 0 de onde se obtém v1 12 v 1 2 8m2 − 4m1 gx2 m1 4m2 2m2 − m1 gx2 m1 4m2 v2 −v − 8m2 − 4m1 gx2m1 4m2 − 2 2m2 − m1 gx2 m1 4m2 Para os valores dados, v1 2 2 − 1gx21 4 2 3gx2 3 v2 −2 2 2 − 1gx21 4 2 − 2 3gx2 3 Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-6.3 Universidade Federal do Amazonas Para calculara a aceleração, usa-se Torricelli, Δz1 x22 ,Δz2 −x2 v12 2a1Δz1 a1 v1 2 2Δz1 3gx2 9 x2 13 g v22 2a1Δz2 a2 v2 2 2Δz2 12gx2 9 −2x2 − 2 3 g Ou seja, a1 13 g ↑ a2 − 23 g ↓ * * * PROBLEMA 5 Um garoto quer atirar um pedregulho de massa igual a 50 g num passarinho pousado num galho 5 m a sua frente e 2 m acima do seu braço. Para isso, utiliza um estilingue em que cada elástico se estica de 1 cm para uma força aplicada de 1 N. O garoto aponta numa direção a 30º da horizontal. De que distância deve puxar os elásticos para acertar no passarinho? Solução Para acertar o passarinho, sua posição deve estar sobre a trajetória. Para a origem na mão do garoto, as coordenadas do passarinho são 5, 2. Assim, usando a equação da trajetória do projétil, podemos encontrar o valor de v0 para o 30º. Ou seja, y x tg − gx2 2v02 cos2 gx2 2v02 cos2 x tg − y 2v0 2 cos2 gx2 1x tg − y v0 gx2 2cos2x tg − y Logo, v0 9, 8 5 2 2cos2 6 5 tg 6 − 2 13, 6 m/s. 5 m 2 m 30º v0 Para calcular o quanto devem ser esticados os elásticos do estilingue para que a pedra atinja esta velocidade vamos usar a conservação da energia mecânica: 1 2 kx 2 12 mv 2 ou seja, x mv2k onde o valor de k pode ser obtido da condição F0 1 N x0 0. 01 m (cada elástico), usando a lei de Hooke Notas deAula de Física I Trabalho e Energia Mecânica - Problemas Resolvidos PR-6.4 Universidade Federal do Amazonas F0 kx0. Como são dois elásticos, F 2 N para x 0, 01m. Portanto k Fx 20, 01 200 N/m Logo, m 0, 050 kg x mv2k 0, 05 13, 62 200 0, 215 m Ou seja, cada elástico deverá ser esticado de 21, 5 cm. * * * PROBLEMA 6 Uma balança de mola é calibrada de tal forma que o prato desce de 1 cm quando uma massa de 0, 5 kg está em equilíbrio sobre ele. Uma bola de 0, 5 kg de massa fresca de pão, guardada numa prateleira 1 m acima do prato da balança, escorrega da prateleira e cai sobre ele. Não levando em conta as massas do prato e da mola, de quanto desce o prato da balança? Solução Inicialmente vamos calcular com que velocidade a bola de massa de pão atinge o prato. Por conservação da energia mecânica para a bola, v0 0, z0 1m, z1 0, v1 v 1 2 mv0 2 mgz0 12 mv1 2 mgz1 mgz0 12 mv 2 v 2gz0 Para z0 1 v 2 9, 8 1 4, 43 m/s. z0 = 1 m O v v0 = 0 z Ao atingir o prato com esta velocidade, a massa tem energia cinética que será transformada totalmente numa parcela de energia potencial elástica (da mola) e outra de energia potencial gravitacional, devido à conservação da energia mecânica. Assim, considerando a posição do prato como o nível de referência z 0, temos pela conservação da energia 1 2 mv 2 mgz 12 kz 2 A solução desta equação fornece z −mg m 2g2 kmv2 k O valor de k pode ser calculado pela condição F 0, 5 9, 8 N x 0, 01 m ou k Fx 0, 5 9, 80, 01 490 N/m. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-6.5 Universidade Federal do Amazonas Para m 0, 5 kg z −0, 5 9, 8 0, 5 9, 8 2 490 0, 5 4, 432 490 z −15, 2 cm z 13, 2 cm Como a posição inicial do prato é z 0, a solução deve ser negativa, ou seja, z −15, 2 cm é o quanto o prato abaixa. * * * PROBLEMA 7 Uma partícula de massa igual 2 kg desloca-se ao Ìongo de uma reta. Entre x 0 e x 7 m, ela está sujeita à força Fx representada no gráfico. Calcule a velocidade da partícula depois de percorrer 2, 3, 4, 6 e 7 m, sabendo que sua velocidade para x 0 é de 3 m/s. Solução Vamos usar o teorema W − T, considerando T0 12 mv0 2 12 2 3 2 9 J. Assim, W0→2 Tx2 − T0 Como W área do gráfico F x, então W0→2 −2 2 −4 J. Mas Tx2 12 mv 2x 2 vx22 . Logo − 4 vx22 − 9 vx2 9 − 4 vx2 5 m/s. Da mesma forma W0→3 Tx3 − T0 Mas W0→3 W0→2 W2→3 −4 − 12 2 1 −5 J Logo, − 5 vx32 − 9 vx3 9 − 5 vx3 2 m/s. Para x 4 W0→4 W0→2 W2→3 W3→4 −4 − 12 2 1 1 2 2 1 −4 J então − 4 vx42 − 9 vx4 9 − 4 vx4 5 m/s Para x 6 W0→6 W0→2 W2→3 W3→4 W4→6 −4 − 12 2 1 1 2 2 1 2 2 0 J então 0 vx62 − 9 vx6 9 vx6 3 m/s Notas de Aula de Física I Trabalho e Energia Mecânica - Problemas Resolvidos PR-6.6 Universidade Federal do Amazonas Finalmente, para x 7 W0→7 W0→2 W2→3 W3→4 W4→6 W6→7 −4 − 12 2 1 1 2 2 1 2 2 1 2 2 1 1 J logo, 1 vx72 − 9 vx7 9 1 vx7 10 m/s * * * PROBLEMA 8 Uma partícula move-se ao longo da direção x sob o efeito de uma força Fx −kx Kx2, onde k 200 N/m e K 300 N/m2. (a) Calcule a energia potencial Ux da partícula, tomando U0 0, e faça um gráfico de Ux para −0, 5 m x 1 m. (b) Ache as posiçöes de equilíbrio da partícula e discuta sua estabilidade. (c) Para que domínio de valores de x e da energia total E a partícula pode ter um movimento oscilatório? (d) Discuta qualitativamente a natureza do movimento da partícula nas demais regiöes do eixo dos x. Dado: 0 x x′ndx′ xn1n 1 . Solução (a) Por definição, Ux − x0 x Fx′ dx′ −−kx′ Kx′2 dx′ k x0 x x′dx′ − K x0 x x′2dx′ 12 kx 2 − x02 − 13 Kx 3 − x03 Da condição U0 0 x0 0 e, portanto, Ux 12 kx 2 − 13 Kx 3 Gráfico: k 200 e K 300 Ux 100x2 − 100x3 0 10 20 30 40 U(x) -0.4 -0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1x Equilíbrio estável Equilíbrio instável (b) As posições de equilíbrio são obtidas da equação Fx 0. Assim, Fx −kx Kx2 0 xKx − k 0 x 0 e x kK 200 300 2 3 m. Do gráfico, vê-se que x 0 é um ponto de equilíbrio estável e x 23 m é um ponto de equilíbrio instável. (c) O movimento oscilatório é um movimento limitado, portanto, só pode ocorrer para x0 ≤ x ≤ x1 correspondente às Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-6.7 Universidade Federal do Amazonas energias E E1. O valor E1 corresponde a Ux1 onde x1 23 m. Assim U 23 100 2 3 2 − 100 23 3 100 23 2 1 − 23 100 2 3 2 1 3 100 4 9 1 3 400 27 J 0 10 20 30 40 U(x) -0.4 -0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1x E1 E0 movimento oscilatório x0 x1 Para calcular x0, basta fazer Ux0 E1, ou seja, 100x2 − 100x3 40027 x 3 − x2 427 0 Esta equação pode ser escrita na forma de fatores 1 27 3x 13x − 2 2 0 Logo, as soluções seão x − 13 , 2 3 , 2 3 . Portanto, x0 − 13 m. Assim, os domínios de valores de x e E são dados por: − 13 m x 2 3 m E 40027 J. * * * PROBLEMA 9 Um sistema formado por duas lâminas delgadas de mesma massa m, presas por uma mola de constante elástica k e massa desprezive!, encontra-se sobre uma mesa horizontal (veja a Fig.). (a) De que distância a mola está comprimida na posição de equilíbrio? (b) Comprime-se a lâmina superior, abaixando-a de uma distància adicional x a partir da posição de equilíbrio. De que distància ela subirá acima da posição de equilíbrio, supondo que a lâmina inferior permaneça em contato com a mesa? (c) Qual é o valor minimo de x no item (b) para que a lâmina inferior salte da mesa? Notas de Aula de Física I Trabalho e Energia Mecânica - Problemas Resolvidos PR-6.8 Universidade Federal do Amazonas Solução (a) Na posição de equilíbrio, a mola deve sustentar o peso de uma das lâminas, P mg. Assim, kx mg x mgk (b) Nesta situação, a mola será comprimida de 2x em relação ao seu tamanho normal. Portanto, a energia potencial elástica da mola será x z = 0 h U 12 k2x 2 2kx2 2k mgk 2 2m2g2k Considerando o nível de referência z 0 na posição de equilíbrio, a conservação da energia mecânica fornece mgh 2m2g2k − mgx h 2mg k − x 2x − x h x (c) O valor mínimo de x para que o lâmina inferior salte da mesa é aquele em que a força normal exercida pela mesa sobre o sistema se iguale ao peso do sistema. Neste caso, a força normal é igual à força necessária para comprimir a mola. Assim, como a massa da mola é desprezível, o peso do sistema corresponde ao peso das lâminas, que é PS 2mg. Então kx 2mg xmin 2mgk * * * PROBLEMA 10 Um cabo uniforme, de massa M e comprimento L, está inicialmente equilibrado sobre uma pequena polia de massa desprezível, com a metade do cabo pendente de cada lado da polia. Devido a um pequeno desequilíbrio, o cabo começa a deslizar para uma de suas extremidades, com atrito desprezível. Com que velocidade o cabo está-se movendo quando a sua outra extremidade deixa a polia? Solução A resultante da força numa dada situação em que l2 − l1 x é dada pelo peso deste pedaço de cabo a mais que pende para um dos lados. Assim, considerando que a massa seja uniforme então mx x, onde M/L. Assim, Fx gx Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-6.9 Universidade Federal do Amazonas O trabalho realizado por esta força desde x 0 a x L/2 será W0→L/2 0 L/2 gxdx 12 g L 2 2 18 gL 2. l2 l1 x Pelo teorema W − T, v0 0 W0→L/2 ΔT 18 gL 2 12 m L 2 v 2 − 12 m0v0 2 12 M 2 v 2 18 gL 2 M4 v 2 Portanto, usando L M v 1 8 gL 2 M 4 MgL2M Ou seja, v gL2 PROBLEMA 11 Uma partícula de massa m move-se em uma dimensão com energia potencial Ux representada pela curva da Fig. (as beiradas abruptas são idealizações de um potencial rapidamente variável). lnicialmenle, a partícula está dentro do poço de potencial (regiâo entre x1 e x2) com energia E tal que V0 E V1. Mostre que o movimento subseqüente será periódico e calcule o período. Solução Para valores da energia no intervalo V0 ≤ E ≤ V1, entre os pontos no intervalo aberto x1 x x2, temos da conservação da energia Notas de Aula de Física I Trabalho e Energia Mecânica - Problemas Resolvidos PR-6.10 Universidade Federal do Amazonas E 12 mv 2 Ux v dxdt 2 m E − V0 E Em termos de diferenciais, dx dxdt dt dx 2 m E − V0 dt Integrando ambos os membros desta equação, sabendo que em t 0, x x0 e em t a posição é x x0 x dx′ 2m E − V0 0 t dt′ ou x x0 2m E − V0 t ou seja, o movimento da partícula entre os pontos de retorno é um movimento retilíneo uniforme com velocidade cujo módulo vale |v| 2m E − V0 . O sinal é ou − conforme a partícula esteja se movimento para a direita ou para a esquerda. Quando a partícula atinge o ponto x x1 ou o ponto x x2 (posição das paredes da barreira) esta solução não é mais válida. Neste caso E Ux e esses pontos são pontos de inversão. Ao atingir esses pontos a partícula fica sujeita a uma força dirigida em sentido contrário ao movimento fazendo-a desacerelar, invertendo sua velocidade (da mesma forma como acontece com uma bola ao atingir uma parede). Esta força está sempre dirigida para a região de menor potencial. Por exemplo, ao atingir o ponto x1 a força é dirigida para a direita, e no ponto x2, para a esquerda. Para encontrar o perído do movimento, basta calcular o tempo necessário para a partícula percorrer a distância Δx 2l. Logo, 2l |v| 2l 2 m E − V0 PROBLEMA 12 Um carrinho desliza do alto de uma montanha russa de 5 m de altura, com atrito desprezível. Chegando ao ponto A, no sopé da montanha, ele é freiado pelo terreno AB coberto de areia (veja a Fig.), parando em 1, 25 s. Qual é o coeficiente de atrito cinético entre o carrinho e a areia? Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-6.11 Universidade Federal do Amazonas Solução Pela conservação da energia, vamos calcular a velocidade com que o carrinho chega ao ponto A: mgh 12 mvA 2 vA 2gh A partir deste ponto, o carrinho é desacelerado, e pelo teorema W − T, podemos calcular o trabalho realizado pela força de atrito. Assim, 1 2 mvB 2 − 12 mvA 2 WA→B WA→B − 12 mvA 2 Como o WA→B FcxB − xA FcΔx, então Fc WA→BΔx podemos calcular Δx pela informação do tempo que o carrinho leva para parar. Alem disso, a aceleração do movimento pode ser calculada, usando-se as leis de Newton, Fc ma a WA→BmΔx − 12 mvA 2 mΔx − vA2 2Δx Assim, considerando um movimento uniformemente desacelerado, Δx vAt 12 at 2 Δx vAt − 12 vA2 2Δx t 2 Desta equação, pode-se calcular Δx, ou seja, Δx2 vAtΔx − vA 2 4 t 2 Δx2 − vAtΔx vA 2 4 t 2 0 Portanto, Δx vAt vA 2 t2 − vA2 t2 2 Δx 1 2 vAt. Com este valor de Δx, podemos agora calcular a força de atrito cinético (em módulo) dada pela expressão Fc ma, onde a − vA 2 2Δx − vA2 2 12 vAt a − vAt a, portanto, Fc ma |Fc | mvAt Como, |Fc | cN cmg cmg mvAt cg vA t ou Notas de Aula de Física I Trabalho e Energia Mecânica - Problemas Resolvidos PR-6.12 Universidade Federal do Amazonas c vAgt 2gh gt 1t 2hg Usando os valore dados g 9, 8 m/s2, h 5 m, t 1, 25 s c 11, 25 2 5 9, 8 c 0, 81 * * * PROBLEMA 13 Um bloco de massa m 5 kg, deslizando sobre uma mesa horizontal, com coeficientes de atrito cinético e estático 0, 5 e 0, 6, respectivamente, colide com uma mola de massa desprezível, de constante de mola k 250 N/m, inicialmente na posição relaxada (veja Fig.). O bloco alinge a mola com velocidade de 1 m/s. (a) Qual é a deformação máxima da mola? (b) Que acontece depois que a mola atinge sua deformação máxima? (c) Que fração da energia inicial é dissipada pelo atrito nesse processo? Solução (a) A energia mecânica neste sistema não é conservada uma vez que existe forças de atrito. Mas, no cômputo das energias, a energia cinética do bloco é, na maior parte, transformada em energia potencial elástica da mola e o restante é dissipada pelo atrito. Caso não existisse o atrito, da conservação da energia mecânica teríamos 1 2 mv 2 12 kx 2 onde x seria a deformação sofrida pela mola. Porém, com a presença do atrito, a energia cinética sofreria uma variação devido ao trabalho realizado por esta força, dado por W0→x −Fcx ΔT Portanto, retirando a parcela da energia cinética que foi dissipada pelo atrito (isto equivale a adicionar no membro da equação de conservação o termo de variação ΔT 0), temos 1 2 mv 2 ΔT 12 kx 2 ou 1 2 mv 2 − Fcx 12 kx 2 Como Fc cmg, então 1 2 mv 2 − cmgx 12 kx 2 encontra-se x −cmg − c 2m2g2 kmv2 k x 0, 074 m x −0, 27 m Como a solução deve ser x 0, então x 7, 4 cm. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-6.13 Universidade Federal do Amazonas ★ ★ ★ PROBLEMA 14 Um pêndulo é afastado da vertical de um ângulo de 60° e solto em repouso. Para que ângulo com a vertical sua velocidade será a metade da velocidade máxima atingida pelo pêndulo? Solução Considere a figura abaixo. Da conservação da energia mecânica, E 12 mv 2 mgz constante vemos a velocidade é máxima na posição da menor coordenada z. No caso da figura, esta posição corresponde ao ponto B, que é o mais baixo da trajetória da partícula. Assim, a velocidade vB neste ponto será dada por 1 2 mvB 2 mgzB 12 mvA 2 mgzA Como zB 0 e vA 0 encontra-se 1 2 mvB 2 mgzA vB 2gzA Mas, também da figura, encontra-se que zA l − lcos60º l2 Assim, vB 2g l2 gl onde l é o comprimento do fio do pêndulo. l zA zC 0 A B C 60º θ z A' C' Vamos agora admitir que o ponto C tem velocidade vC 12 vB, ou seja, metada da velocidade máxima. A coordenda zC pode ser calculada em função do ângulo zC l − lcos l1 − cos. Aplicando a conservação da energia entre os pontos B e C, encontra-se 1 2 mvB 2 mgzB 12 mvC 2 mgzC ou, lembrando que zB 0 e vC vB2 1 2 mvB 2 12 m vB 2 2 mgl1 − cos ou Notas de Aula de Física I Trabalho e Energia Mecânica - Problemas Resolvidos PR-6.14 Universidade Federal do Amazonas 1 2 mvB 2 − 18 mvB 2 mgl1 − cos 38 vB 2 gl1 − cos Como vB gl 3 8 gl gl1 − cos 3 8 1 − cos cos 1 − 3 8 5 8 Ou seja, arccos 58 51, 3º ★ ★ ★ Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-6.15 Problemas Resolvidos do Capítulo 7 CONSERVAÇÃO DA ENERGIA NO MOVIMENTO GERAL Atenção Leia o assunto no livro-texto e nas notas de aula e reproduza os problemas resolvidos aqui. Outros são deixados para v. treinar PROBLEMA 1 No Exemplo 1 da Seç. 5.3, considere a situação em que |F| tem o valor mínimo necessário para manter o bloco deslizando sobre o plano horizontal com velocidade constante. Para um deslocamento l do bloco, exprima o trabalho W realizado pela força F em função de P, , l e do coeficiente c. Que acontece com esse trabalho? Solução O valor mínimo necessário para manter o bloco deslizando com velocidade constante é Fcos cP − F sen, de onde se obtém Fcos csen cP F cPcos c sen Assim, o trabalho realizado pela força F é dado por W Flcos cPlcoscos c sen . Como não há variação da energia cinética do bloco, este trabalho está sendo dissipado pela força de atrito, convertendo-se em calor. * * * PROBLEMA 2 Uma partícula carregada penetra num campo magnético uniforme com velocidade inicial perpendicu!ar à direçâo do campo magnético. Calcule o trabalho realizado pela força magnética sobre a particula ao longo de sua trajetória. Solução Como a partícula descreve sua trajetória no plano perpendicular ao campo magnéticoW Flcos e 90º W 0. * * * PROBLEMA 3 Dois vetores a e b são tais que |a b | |a − b |. Qual é o ângulo entre a e b? Solução Sejam os vetores a b e a − b. Seus módulos são dados por a b2 a b a b a2 b2 2a b a − b2 a − b a − b a2 b2 − 2a b Como |a b | |a − b | a b2 a − b2 a2 b2 2a b a2 b2 − 2a b a b −a b a b 0. Logo, o ângulo entre a e b é 90º. * * * PROBLEMA 4 Calcu!e o ânguìo entre duas diagonais internas (que passam por dentro) de um cubo, utilizando o produto escalar de vetores. Solução Sejam as diagonais d1 e d2 mostradas na figura. Em termos das componentes cartesianas, estes vetores podem ser escritos como d1 ai aj ak d2 ai aj − ak Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-7.1 Universidade Federal do Amazonas θ x y z d1 d2 a a a Assim, d1 d2 d1d2 cos a2 a2 − a2 a2 Como d1 d2 3 a, então 3 a 3 acos a2 cos 13 cos −1 1 3 70,5º * * * PROBLEMA 5 Uma conta de massa m, enfiada num aro circular de raio R que está num plano vertical, desliza sem atrito da posição A, no topo do aro, para a posição B, descrevendo um ângulo (Fig.). (a) Qual é o trabalho realizado pela força de reação do aro sobre a conta? (b) Qual é a velocidade da conta em B? Solução (a) A força de reação do aro sobre a conta é sempre perpendicular ao deslocamento desta. Por isso, o trabalho realizado por essa força é nulo. N mg (b) O trabalho da força peso, e portanto, o trabalho total sobre a conta é WA→B F l, onde F −mgk e l Rcos − Rk −R1 − cosk. Logo, WA→B mgR1 − cosk k. Portanto, WA→B mgR1 − cos, que é igual à Notas de Aula de Física I Conservação da Energia no Movimento Geral - Problemas Resolvidos PR-7.2 Universidade Federal do Amazonas variação da energia cinética entre os pontos A e B. Logo, supondo que a conta tenha energia cinética nula em A, ou seja, TA 0, então TB − TA mgR1 − cos 12 mvB 2 mgR1 − cos vB 2gR1 − cos PROBLEMA 6 Um corpo de massa m 300 g, enfiado num aro circular de raio R 1 m situado num plano vertical, está preso por uma mola de constante k 200 N/m ao ponto C, no topo do aro (Fig.). Na posiçâo relaxada da mola, o corpo está em B, no ponto mais baixo do aro. Se soltarmos o corpo em repouso a partir do ponto A indicado na figura, com que velocidade ele chegará a B? Solução A força da mola é dada por F −kΔs, onde Δs s − s0. O comprimento relaxado s0 2R e s R Rcos2 R2 sen2 R R2 2 R2 32 2 94 R 2 34 R 2 3 R. Assim, ΔsA 3 R − 2R. Como só temos forças conservativas, ΔT −ΔU, logo TA 0, TB 12 mv 2 UA mgzA 12 kxA 2 , UB mgzB 12 kxB 2 Tomando o nível de referência z 0 no ponto B, isto é, zB 0, e sabendo que em B a mola está relaxada xB 0 e xA Δs −R, e zA R − Rcos60º R2 , então TA 0, TB 12 mv 2 UA mg R2 1 2 kΔsA 2 mg R2 1 2 k 3 R − 2R 2, UB mgzB 12 kxB 2 0 Assim, TB − TA −UB − UA 12 mv 2 mg R2 1 2 k 3 R − 2R 2 v gR kR 2 3 − 2 2 m ou seja, para os valores dados, a velocidade no ponto B vale v 7,59 m/s. * * * PROBLEMA 7 Uma partícula se move no plano xy sob a açäo da força F1 10 yi − xj, onde |F1 | é medido em N, e x e y em m. (a) Calcule o trabalho realizado por F1 ao longo do quadrado indicado na figura. (b) Faça o mesmo para F2 10yi xj. (c) O que você pode concluir a partir de (a) e (b) sobre o caráter conservativo ou não de F1 e F2? (d) Se uma das duas forças parece ser conservativa, procure obter a energia potencial U associada, tal que F − grad U. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-7.3 Universidade Federal do Amazonas P1 P2P3 Solução Usando a definição de trabalho, temos para o da força F1: W1 C1 O P1 F1 dl1 C2 P1 P2 F1 dl2 C3 P2 P3 F1 dl3 C4 P3 O F1 dl4 onde O O0,0,P1 P11,0, P2 P21,1 e P3 P30,1. Também, dl1 i dx, dl2 j dy, dl3 i dx e dl4 j dy. Logo, F1 dl1 10 yi − xj i dx 10y dx F1 dl2 10 yi − xj j dy −10x dy F1 dl3 10 yi − xj i dx 10y dx F1 dl4 10 yi − xj j dy −10x dy (a) Portanto, W1 y0 0 1 10y dx − x1 0 1 10x dy y1 1 0 10y dx − x0 1 0 10x dy 10xy|0,01,0 − 10xy|1,01,1 10xy|1,10,1 − 10xy|0,10,0 101 0 − 0 0 − 101 1 − 1 0 100 1 − 1 1 − 100 0 − 0 1 0 − 10 − 10 0 −20J (b) Fazendo o mesmo com F2 F2 dl1 10 yi xj i dx 10y dx F2 dl2 10 yi xj j dy 10x dy F2 dl3 10 yi xj i dx 10y dx F2 dl4 10 yi xj j dy 10x dy W2 y0 0 1 10y dx x1 0 1 10x dy y1 1 0 10y dx x0 1 0 10x dy 10xy|0,01,0 10xy|1,01,1 10xy|1,10,1 10xy|0,10,0 101 0 − 0 0 101 1 − 1 0 100 1 − 1 1 100 0 − 0 1 0 10 − 10 0 0 (c) F1 não é conservativa, mas F2 pode ser. (d) Vamos admitir que F2 seja conservativa; logo, considerando P0 P00,0 e P Px,y encontra-se Ux,y − C P0 P F2 dl − C P0 P 10 yi xj idx jdy Como é uma força conservativa, o esta integral não deve depender do caminho C escolhido. Para facilitar, vamos considerar que C seja: 0,0 → x, 0 → x,y. Assim Notas de Aula de Física I Conservação da Energia no Movimento Geral - Problemas Resolvidos PR-7.4 Universidade Federal do Amazonas Ux,y − C P0 P 10 yi xj idx jdy −10 y0 0 x ydx − 10 xx 0 y xdy −10xy * * * PROBLEMA 8 Uma particula está confinada a mover-se no semi-espaço z ≥ 0, sob a ação de forças conservativas, de energia potencial Ux,y, z F0z 12 kx 2 y2, onde F0 e k são positivas. (a) Calcule as componentes da força que atua sobre a partícula. (b) Que tipo de força atua ao longo do eixo Oz? (c) Que tipo de forças atuam no plano xy? (d) Qual é a forma das superffcies equipotenciais? Solução De acordo com a definição F −∇U, temos (a) Fx − ddx F0z 1 2 kx 2 y2 −kx Fy − ddy F0z 1 2 kx 2 y2 −ky Fz − ddz F0z 1 2 kx 2 y2 −F0 (b) Constante na direção negativa do eixo. (c) Lei de Hooke; (d) Ux,y, z constante Parabolóides de revolução com eixo ao longo de z. PROBLEMA 9 Um oscilador harmônico tridimensional isotrópico é defínido como uma particula que se move sob a ação de forças associadas à energia potencial Ux,y, z 12 kx 2 y2 z2 onde k é uma constante positiva. Mostre que a força correspondente é uma força central, e calcule-a. De que tipo é a força obtida? Solução Da definição F −∇U, temos Fx − ddx 1 2 kx 2 y2 z2 −kx Fy − ddy 1 2 kx 2 y2 z2 −ky Fz − ddz 1 2 kx 2 y2 z2 −kz de onde se obtém F Fxi Fyj Fzk −kxi yj zk −kr −kr r̂. que é a lei de Hooke dirigida para a origem. * * * PROBLEMA 10 Uma estrutura rígida triangular é construída com três hastes iguais e seu plano é vertical,com a base na horizontal. Nos dois outros lados estão enfiadas duas bolinhas idênticas de massa m, atravessadas por um arame rígido e leve AB, de modo que podem deslizar sobre as hastes com atrito desprezível, mantendo sempre o arame na horizontal. As duas bolinhas também estão ligadas por uma mola leve de constante elástica k e comprimento relaxado l0. (a) Mostre que uma expressão para a energia potencial do sistema em função do comprimenlo l da mola é Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-7.5 Universidade Federal do Amazonas Ul 12 kl − l0 2 − mg 3 l. (b) Para que valor de l o sistema está em equilíbrio? (c) Se soltamos o sistema na situação em que a mola está relaxada, qual é o menor e qual é o maior valor de l no movimento subseqüente? (d) Que tipo de movimento o sistema realiza no caso (c)? Solução A energia potencial do sistema é devida às forças gravitacional e elástica. Assim, como l − l0 é a deformação da mola, U 12 kl − l0 2 − 2mgz onde o nível zero é tomado no vértice O do triângulo (figura). O 60º 60º z30º z A altura z pode ser calculada em função de l, através das relações geométricas num triângulo retângulo (ver figura). Ou seja, z tg30º l2 z 3 2 l. Assim, U 12 kl − l0 2 − 2mgz Ul 12 kl − l0 2 − mg 3 l (b) O sistema estará em equilíbrio para o valor de l que corresponde a um extremo de Ul. Assim, derivando Ul em relação a l e igualando o resultado a zero, obtém-se para l o valor: d dl 1 2 kl − l0 2 − mg 3 l kl − kl0 − mg 3 0 l k mg 3k (c) Na situação inicial o sistema só tem energia potencial gravitacional, E −2mgz0 −mg 3 l0 Notas de Aula de Física I Conservação da Energia no Movimento Geral - Problemas Resolvidos PR-7.6 Universidade Federal do Amazonas e numa situação arbitrária z, l, E 12 2mv 2 − 2mgz 12 kl − l0 2 mv2 − mg 3 l 12 kl − l0 2 Da conservação de energia − mg 3 l0 mv2 − mg 3 l 12 kl − l0 2 Fazendo x l − l0 1 2 kl − l0 2 − mg 3 l − l0 mv2 0 12 kx 2 − mg 3 x mv2 0 Os valores máximo e mínimo de l se obtém para v 0 (energia total igual à soma das energias potenciais) Logo, 1 2 kx 2 − mg 3 x 0 x 0, x 2mg 3k Portanto, l l0 x lmin l0, lmax l0 2 3mgk * * * PROBLEMA 11 Mostre que o trabalho necessário para remover um objeto da atração gravitacional da Terra é o mesmo que seria necessário para elevá-lo ao topo de uma montanha de altura igual ao raio da Terra, caso a força gravitacional permanecesse constante e igual ao seu valor na superfície da Terra, durante a escalada da montanha. Solução De acordo com a Eq. (7.5.7) ΔU −mgR e portanto WR→ −ΔU mgR Considerando que força gravitacional seja constante no trajeto até o topo da montanha, este trabalho, realizado por uma força externa para elevar o corpo até um altura R, pode ser calculado, fazendo F mg e W Fz − z0 mgz − z0 Tomando o nível de referência z 0 na superfície da Terra e z R, encontra-se W mgR * * * PROBLEMA 12 Calcule a velocidade de escape de um corpo a partir da superfície da Lua. Solução De acordo com a Eq. (7.5.28) Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-7.7 Universidade Federal do Amazonas Te mgLRL onde gL MLGRL2 Assim, como 1 2 mve 2 mgLRL ve,L 2 MLGRL Usando os valores L 3,34 g/cm3 RL 1.738 km 1,738 106 m ML 43 RL 3L 43 1,738 3 1018 3,34 103 7,3 1022 kg G 6,67 10−11 N m2/kg2 Logo, ve,L 2 MLGRL ve,L 2 7,3 1022 6,67 10−11 1, 738 106 2.367 m/s ou seja, ve,L 2,4 km/s. * * * PROBLEMA 13 Um satélite síncrono da Terra é um satélite cujo período de revolução em torno da Terra é de 24 h, de modo que permanece sempre acima do mesmo ponto da superfície da Terra. (a) Para uma órbita circular, a que distância do centro da Terra (em km e em raios da Terra) precisa ser colocado um satélite para que seja síncrono? (b) Que velocidade mínima seria preciso comunicar a um corpo na superficie da Terra para que atingisse essa órbita (desprezando os efeitos da atmosfera)? Solução (a) Para que o período seja T 24 h implica 2T vS Rs onde Rs é o raio da órbita circular. De acordo com a segunda lei de Newton, GMm Rs2 mvs2Rs GMm Rs2 m2Rs2Rs RS GMm m2 1/3 GM2 1/3 Assim, para M 5,97 1024 kg e 2T 2 24 3600 7. 27 10 −5rad/s e G 6,67 10−11 Nm2/kg2 RS GM2 1/3 RS 6.67 10−11 5.97 10247.27 10−5 2 1/3 4. 22 107 m Ou seja, RS 4,22 104 km. Em termos de raios da Terra, será RT 6,37 103 km Notas de Aula de Física I Conservação da Energia no Movimento Geral - Problemas Resolvidos PR-7.8 Universidade Federal do Amazonas Rs 4.22 1046.37 103 RT 6,6RT (b) Como a velocidade na órbita é vS RS 7. 27 10−5 4. 22 107 3.068 m/s e sua energia potencial é dada por Ur − GmMr então, a energia mecânica total do satélite nesta órbita é E 12 mvS 2 URS A energia total na superfície da Terra é E 12 mvT 2 URT Da conservação da energia mecânica, tem-se 1 2 mvT 2 URT 12 mvS 2 URS 12 mvT 2 − GmMRT 1 2 mvS 2 − GmMRS ou seja, vT2 vS2 2GM 1RT − 1 RS vT vS2 GM 1RT − 1 RS ou vT 30682 6.67 10−11 5.97 1024 2 16.37 106 − 1 4.22 107 10.750 m/s vT 10,8 km/s. * * * PROBLEMA 14 Utilize o Princípio dos Trabalhos Virtuais enunciado na Seç. 7.3 para obter as condições de equilíbrio da alavanca [Fig. (a)] e do plano inclinado [Fig. (b)]. Para isto, imagine que um pequeno deslocamento, compatível com os vínculos a que estão sujeitas, é dado às massas, e imponha a condição de que o trabalho realizado nesse deslocamento (trabalho virtual) deve ser nulo. Solução De acordo com a definição, para o caso (a) tem-se para o trabalho realizado m1gΔz1 m2gΔz2 Para deslocamentos infinitésimos Δz, este se confunde com o arco descrito por l1 e l2, sendo proporcionais ao ângulo Δ. Assim, Δz1 l1Δ e Δz2 l2Δ e então Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-7.9 Universidade Federal do Amazonas m1gl1Δ m2gl2Δ m1l1 m2l2. Para o caso (b), o trabalho realizado pelos blocos 1 e 2 são m1g sen1Δl1 m2g sen2Δl2 Como Δl1 Δl2, m1 sen1 m2 sen2 * * * PROBLEMA 15 Um vagão de massa m1 4 toneladas está sobre um plano inclinado de inclinação 45°, ligado a uma massa suspensa m2 500 kg pelo sistema de cabo e polias ilustrado na Fig. Supõe-se que o cabo é inextensivel e que a massa do cabo e das polias é desprezível em confronto com as demais. O coeflciente de atrito cinético entre o vagão e o plano inclinado é c 0,5 e o sistema é solto do repouso. (a) Determine as relaçöes entre os deslocamentos s1 e s2 e as velocìdades v1 e v2 das massas m1 e m2, respectivamente. (b) Utilizando a conservação da energia, calcule de que distância o vagão se terá deslocado ao longo do plano inclinado quando sua velocidade atingir 4,5 km/h . l2 l1 Solução (a) A condição de fio inextensível é dada por 2l1 l2 constante. Disto resulta que os deslocamentos e velocidades das massas estão relacionadas de acordo com 2Δl1 Δl2 0 Δl2 −2Δl1, ou seja, |s2 | 2|s1 | e |v2 | 2|v1 |. (b) Como há atrito, a energia mecânica não se conserva. Mas sua variação é igual ao trabalho da força de atrito, ou seja, Wa Ef − Ei ΔE Supondo que as coordenadas das massas sejam z1i −l1 sen, z1f −l1 s1 sen, v10 0, v1f v1 z2i −l2, z2f −l2 s2 sen, v20 0, v2f v2 Assim, Ei 12 m1v1i 2 m1gz1i 12 mv2i 2 m2gz2i Ei −m1gl1 sen − m2gl2 e Ef 12 m1v1f 2 m1gz1f 12 mv2f 2 m2gz2f Ef 12 m1v1 2 − m1gl1 s1 sen 12 m2v2 2 −m2gl2 s2 Notas de Aula de Física I Conservação da Energia no Movimento Geral - Problemas Resolvidos PR-7.10 Universidade Federal do Amazonas Como v2 −2v1 −2v e s2 −2s1 −2s, encontra-se Ef 12 m1v 2 − m1gl1 s sen 12 m2−2v 2 − m2gl2 − 2s Ef 12 m1v 2 − m1gsinl1 − m1gsins 2m2v2 − m2gl2 2m2gs Logo, ΔE Ef − Ei 12 m1v 2 − m1gsinl1 − m1gsins 2m2v2 − m2gl2 2m2gs − −m1gl1 sin − m2gl2 ΔE 12 m1 2m2 v 2 − m1gsins 2m2gs Mas o trabalho realizado pela força de atrito é s1 s Wa Fcs 12 m1 2m2 v 2 − m1gsins 2m2gs onde Fc −cm1gcos ou seja, − cm1gcos s 12 m1 2m2 v 2 − m1gsins 2m2gs Resolvendo para s, m1g sin − cm1gcos − 2m2g s 12 m1 2m2 v 2 s m1 4m2 v 2 2 m1g sin − cm1gcos − 2m2g Logo, para v 4,5 km/h 1,25m/s s 4.000 4 500 1,25 2 2 4.000 9,8sin45º − 0,5 4.000 9,8 cos45º − 2 500 988 s 1,15 m que é o deslocamento da massa m1. * * * PROBLEMA 16 Um automável de massa m e velocidade iniciai v0 é acelerado utilizando a potência máxima PM do motor durante um intervalo de tempo T. Calcule a velocidade do automóvel ao fim desse intervalo. Solução Como potência é defininida como trabalho por unidade de tempo, então W PMT 12 mv 2 − 12 mv0 2 PMT v v02 2m PMT onde usamos o teorema W − T. * * * PROBLEMA 17 Um bloco de massa m 10 kg é solto em repouso do alto de um plano inclinado de 45° em relação ao plano horizontal, com coeficiente de atrito cinético c 0,5. Depois de percorrer uma dislância d 2 m ao longo do plano, o bloco colide com uma mola de constante k 800 N/m, de massa desprezível, que se encontrava relaxada. (a) Qual é a compressão sofrida pela mola? (b) Qual é a energia dissipada pelo atrito durante o trajeto do bloco desde o alto do plano até a compressão máxima da mola? Que fração representa da variação total de energia potencial durante o trajeto? (c) Se o coeficiente de atrito estático com o plano é e 0,8, que acontece com o bloco logo após colidir com a mola? Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-7.11 Universidade Federal do Amazonas Solução (a) Tomando o nível zero na posição final da mola comprimida de s, podemos encontrar esta compressão usando a conservação da energia, Wa ΔE onde ΔE é a variação da energia mecânica. Sabendo que si 0, sf s, zi d s sen45º, zf 0, vi vf 0 encontra-se Ei 12 mvi 2 mgzi mgd s sen45º Ef 12 mvf 2 mgzf 12 ks 2 12 ks 2 Wa −cmgcos45º s Logo, − cmgcos45ºd s 12 ks 2 − mgd s sen45º 12 ks 2 − mg sen45º s cmgcos45º s cmgdcos45º − mg 1 2 ks 2 − 22 mg1 − c s − 2 2 mgd1 − c 0 s 2 − 2 mgk 1 − c s − 2 mg k d1 − c 0 Substituindo os valores numéricos, encontra-se s2 − 2 10 9.8800 1 − 0.5s − 2 10 9.8 800 2 1 − 0.5 0 ou s2 − 8. 6621 10−2s − 0.17324 0 cujas soluções são s −0.38 e s 0.46 A solução negativa pode ser descartada, uma vez que s, como foi definida, é uma grandeza positiva. Logo, a compressão máxima da mola é s 0.46 m. (b) A energia dissipada pelo atrito é |ΔE| |Wa | cmgcos45ºd s 0.5 10 9.8 22 2 0.46 ou seja, |ΔE| 85 J. Notas de Aula de Física I Conservação da Energia no Movimento Geral - Problemas Resolvidos PR-7.12 Universidade Federal do Amazonas Durante o trajeto, a variação total da energia potencial gravitacional é dada por |ΔU | |−mgd s sin45º| −10 9.8 2 0.46 22 170 J Assim f 85170 0,5 (c) Após o bloco parar, a força elástica da mola na compressão máxima se contrapôe à força de atrito e a resultante será F ks − emg sen45º 800 0.46 − 0.8 10 9.8 22 312 N para cima ao longo do plano. Portanto, o bloco volta a subir. * * * PROBLEMA 18 Uma bolinha amarrada a um fio de comprimento l 1 m gira num plano vertical. (a) Qual deve ser a velocidade da bolinha no ponto mais baixo B (Fig.) para que ela descreva o círculo completo? (b) A velocidade satisfazendo a esta condiçâo, veriflca-se que a tensão do fio quando a bolinha passa por B difere por 4,41 N da tensão quando ela passa pela posição horizontal A. Qual é a massa da bolinha? Solução (a) Tomando o nível zero no ponto B, a conservação da energia mecânica fornece mgzl 12 mvl 2 12 mvB 2 Da segunda lei de Newton, no ponto mais alto mg Tl mvl 2 l O menor valor de vB para que a bolinha descreva uma volta completa, deve ser aquele que torne Tl 0 no ponto mais alto. Assim, mg mvl 2 l vl gl Assim, substituindo na conservação da energia, 2mgl 12 mgl 1 2 mvB 2 vB 5gl vB 7 m/s. (b) No ponto mais baixo B a tensão do fio vale TB − mg mvB 2 l TB mvB2 l mg 5mg mg 6mg A velocidade no ponto A , pode ser obtida pela conservação da energia energia mecânica. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-7.13 Universidade Federal do Amazonas 1 2 mvA 2 mgzA 12 mvB 2 mgzB 12 vA 2 gl 52 gl vA 5gl − 2gl 3gl Então, a tensão do fio no ponto A vale TA mvA 2 l 3mgl l 3mg Sabendo-se que TB − TA 4,41, então 6mg − 3mg 4,41 3mg 4,41 m 4,413g ou seja, m 4.413 9.8 m 0.15 kg ou seja, m 150 g. * * * PROBLEMA 19 Um garotinho esquimó desastrado escorrega do alto do seu iglu, um domo hemisférico de gelo de 3 m de altura. (a) De que altura acima do solo ele cai? (b) A que distância da parede do iglu ele cai? θ0 N(θ0) mg O r x x0 y0 v0 θ0 Solução (a) Numa posição qualquer, temos mgcos − N mv 2 r N mgcos − mv2 r Tomando o nível zero no solo, por conservação da energia mecânica obtém-se mgr mgrcos 12 mv 2 ou seja v 2gr1 − cos Então N mgcos − 2mgr1 − cosr mgcos − 2mg 2mgcos 3mgcos − 2mg O garoto perde o contato com o domo numa posição 0 para a qual N0 0. Logo, 3mgcos0 − 2mg 0 cos0 23 ou seja, para 0 cos−1 23 . Também sen0 1 − cos 20 1 − 49 5 9 5 3 . Isto corresponde a uma altura y0 igual a Notas de Aula de Física I Conservação da Energia no Movimento Geral - Problemas Resolvidos PR-7.14 Universidade Federal do Amazonas y0 rcos0 3 23 2 m. Ou seja, o garoto cai de uma altura y0 2 m. A distância da origem x0 que ele abandona o iglu é dada por x0 r sen0 r 53 3 5 3 5m 2,2 m (b) Ao abandonar o domo, o garoto o faz com uma velocidade v0 v0 2gr1 − cos0 2 g 3 1 − 23 2 3 g 4,43 m/s que faz um ângulo 0 abaixo da horizontal. A partir deste ponto o garoto descreve uma trajetória parabólica (movimento de projétil), cujas equações são (considerando a origem do sistema de coordenadas no ponto O) x x0 v0 cos0t, y y0 − v0 sen0t − 12 gt 2 Assim, quando y 0 0 2 − 23 g 5 3 t − 1 2 gt 2 0 12 gt 2 1027 g t − 2 0 ou t2 2 1027g t − 4 g 0 ou ainda t2 2 1027 9.8 t − 4 9.8 0 t 2 0.39 t − 0.41 0 t 0,47; e t −0,86 Ou seja, a solução é t 0,47 s, que é o tempo que o garoto leva para atingir o solo. Substituindo este valor de t na expressão de x, encontra-se x x0 v0 cos0t x 5 23 2 3 9.8 0.47 x 3,037 m Em relação à parede do iglu, a distância que o garoto atinge o solo é d x − r 0,037 m * * * PROBLEMA 20 Num parque de diversões, um carrinho desce de uma altura h para dar a volta no “loop” de raio R indicado na figura. (a) Desprezando o atrito do carrinho com o trilho, qual é o menor valor h1 de h para permitir ao carrinho dar a volta toda? (b) Se R h h1, o carrinho cai do trilho num ponto B, quando ainda falta percorrer mais um ângulo para chegar até o topo A (Fig). Calcule . (c)Que acontece com o carrinho para h R? Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-7.15 Universidade Federal do Amazonas Solução (a) Tomando o nível zero de referência no solo, a conservação de energia fornece mgh 12 mvA 2 mghA onde hA 2R. Da 2ª lei de Newton no ponto A obtém-se mg N mvA 2 R mvA 2 mgR N. Então, a menor velocidade para que o carrinho possa fazer o loop é aquela para a qual N 0. Assim, mvA2 mgR vA gR Substituindo na equação de conservação da energia, encontra-se a menor altura h h1 para a qual é possível o carrinho dar uma volta completa, mgh1 12 mgR 2mgR h1 R 2 2R h1 5 2 R. (b) Num ponto B qualquer, onde R h h1, a segunda lei de Newton fornece N mgcos mv 2 R N mv2 R − mgcos O carrinho cai do trilho num ponto onde ele perde o contato, ou seja, onde N 0. Assim mv2 R − mgcos 0 Rgcos v 2 Mas, da conservação da energia mecânica sabe-se que mgh 12 mv 2 mgz onde z R Rcos. Logo, mgh 12 mv 2 mgR mgRcos v2 2gh − 2gR − 2gRcos Portanto, Rgcos v2 Rgcos 2gh − 2gR − 2gRcos 3Rcos 2h − R ou 3Rcos 2h − R de onde se obtém cos 23 h R − 1 (c) Para h R, a conservação da energia mecânica fornece mgh 12 mv 2 mgR − mgRcos onde é o ângulo medido com a vertical a partir do ponto mais baixo. Como por hipótese v 0, então mgh mgR − mgRcos Rcos R − h ou seja, cos 1 − hR Assim, o carrinho sobe um ângulo depois de ultrapassar o ponto mais baixo, volta a descer e continua oscilando. Notas de Aula de Física I Conservação da Energia no Movimento Geral - Problemas Resolvidos PR-7.16 Universidade Federal do Amazonas ★ ★ ★ PROBLEMA 21 Uma escada rolante liga um andar de uma loja com outro situado a 7,5 m acima. O comprimento da escada é de 12 m e ela se move a 0,60 m/s. (a) Qual deve ser a potência mínima do motor para transportar até 100 pessoas por minuto, sendo a massa média de 70 kg? (b) Um homem de 70 kg sobe a escada em 10 s. Que trabalho o motor realiza sobre ele? (c) Se o homem, chegando ao meio, põe-se a descer a escada, de tal forma a permanecer sempre no meio deÌa, isto requer que o motor realize trabalho? Em caso afirmativo, com que potência? Solução (a) O trabalho realizado pelo motor da escada para transportar uma única pessoa de massa m 70 kg é dado por W1 F d onde, para uma velocidade constante, F mg sen, sendo sen hd . Assim W1 mg hd d W1 mgh ou seja, W1 70 9.8 7.5 5,145 kJ A potência para transportar 100 pessoas por minuto, que corresponde a N 10060 pessoas/s será P100 NW1 10060 5,145 8,575 kW h d θ mg F (b) O tempo que o motor gasta para transportar uma pessoa de um andar para o outro é d vt t 120.6 20 s A potência gasta para transportar uma pessoa será então P1 W1t 5.145 20 257,25 W Se um homem sobe a escada em t 10 s, o motor realiza um trabalho sobre ele dado por W P1t 257,25 10 ou seja, W 2.572,5 J Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-7.17 Problemas Resolvidos do Capítulo 8 CONSERVAÇÃO DO MOMENTO Atenção Leia o assunto no livro-texto e nas notas de aula e reproduza os problemas resolvidos aqui. Outros são deixados para v. treinar PROBLEMA 1 Dois veículos espaciais em órbita estão acoplados. A massa de um deles é de 1. 000 kg e a do outro 2. 000 kg. Para separá-los, é detonada entre os dois uma pequena carga explosiva, que comunica uma energia cinética total de 3. 000 J ao conjunto dos dois veículos, em relação ao centro de massa do sistema. A separação ocorre segundo a linha que une os centros de massa dos dois veículos. Com que velocidade relativa eles se separam um do outro? Solução Seja m1 1. 000 kg e m2 2. 000 kg. Em relação ao CM do sistema, o momento total é nulo. Assim, m1v1′ −m2v2′ v2′ − m1m2 v1′ onde v1′ e v2′ são as velocidades ao longo da direção da linha que une os CM individuais dos dois veículos. Como a energia cinética total T 3000 J comunicada pelo explosivo em relação ao CM do sistema T 12 m1v1 ′2 12 m2v2 ′2 T 12 m1v1 ′2 12 m2 − m1 m2 v1 ′ 2 2T m1 2 m1m2 m2 v1 ′2 ou seja m12 m1m2 m2 v1 ′2 2T v1′ 2m2Tm1m1 m2 v1 ′ 2 2 103 3 103 103103 2 103 2 m/s Como v2′ − m1m2 v1′ v2′ − 10 3 2 103 2 v2 ′ −1 m/s A velocidade relativa é v12 v1′ − v2′ 2 1 3 m/s. ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 2 Um atirador, com um rifle de 2 kg apoiado ao ombro, dispara uma bala de 15 g, cuja velocidade na boca da arma (extremidade do cano) é de 800 m/s. (a) Com que velocidade inicial a arma recua? (b) Que impulso transmite ao ombro do atirador? (c) Se o recuo é absorvido pelo ombro em 0, 05 s, qual é a força média exercida sobre ele, em N e em kgf? Solução (a) Como o sistema está inicialmente em repouso P0 0. Como é nula a resultante das forças externas, F(ext) 0, então o momento total se conserva, ou seja, P P0 0. Portanto, imediatamente após o disparo P mrvr mbvb 0 vr −mb/mr vb vr −15 10−3/2 800 − 6. 0 m/s. Ou seja, a velocidade inicial de recuo do rifle é de v0r 6 m/s. (b) O impulso transmitido ao ombro do atirador corresponde à variação do momento do rifle após a arma ser dispara. Assim, Δpr pr − p0r mrvr − mrv0r 0 − 2 −6 12 N s. (c) A força média é dada por F̄ ΔprΔt 12 0. 05 240 N. Em kgf será F̄ 240/9. 8 ≈ 24. 5 kgf.∗ ∗ ∗ PROBLEMA 3 Um canhão montado sobre uma carreta, apontado numa direção que forma um ângulo de 30º com a horizontal, atira uma bala de 50 kg, cuja velocidade na boca do canhão é de 300 m/s. A massa total do canhão e da carreta é de 5 toneladas. (a) Calcule a velocidade inicial de recuo da carreta. (b) Se o coeficiente de atrito cinético é 0, 7, de que distância a carreta recua? Solução Vamos considerar apenas a componente horizontal dos momentos, uma vez que a variação da componente vertical do momento da bala é absorvida pelo solo. Assim, como F(ext) 0 e inicialmente o sistema estava Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-8.1 Universidade Federal do Amazonas em repouso, mbvb cos30º mcvc 0 vc − mbmc vb cos30º vc − 505 103 300 3 2 −2. 6 m/s ou seja, a velocidade de recuo da carreta é 2, 6 m/s. (b) A força de atrito é Fc cN 0. 7 5 103 9. 8 34. 300 N, o que implica, pela 2ª lei de Newton, uma desaceleração da carreta dada por a Fcmc 34300 5000 6. 9 m/s 2. Assim, considerando v0c 2, 6 m/s, vc 0 e a 6. 9 m/s2, a distância que a carreta recua é vc2 v0c2 − 2aΔx Δx v0c 2 2a 2. 62 2 6. 9 0. 49 m. ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 4 Uma patinadora e um patinador estão-se aproximando um do outro, deslizando com atrito desprezível sobre uma pista de gelo, com velocidades de mesma magnitude, igual a 0, 5 m/s. Ela tem 50 kg, carrega uma bola de 1 kg e patina numa direção 10º a leste da direção norte. Ele tem 51 kg, dirige-se para 10º a oeste da direção norte. Antes de colidirem, ela lança a bola para ele, que a apanha. Em conseqüência, passam a afastar-se um do outro. Ela se move agora com velocidade de 0, 51 m/s, numa direção 10º a oeste da direção norte. (a) Em que direção se move o patinador depois de apanhar a bola? (b) Com que velocidade? (c) Qual foi o momento transferido da patinadora para o patinador? (d) Com que velocidade e em que direção a bola foi lançada? [Note que a deflexão das trajetórias produzida pela troca da bola é análoga ao efeito de uma força repulsiva entre os dois patinadores. Na física das partículas elementares, a interação entre duas partículas é interpretada em termos de troca de uma terceira partícula entre elas]. patinadora patinador αα y x y x α v0v0 vm vh θ Solução Como F(ext) 0, o momento total do sistema se conserva. Seja P0 o momento inicial. Logo 10º P0x mm mb v0m sen − mhv0h sen P0x mm mb − mh v0 sen P0y mm mb v0m cos mhv0h cos P0y mm mb mh v0 cos Após lançar a bola, o momento sua velocidade é de vm 0, 51 m/s numa direção 10º. Chamando de a direção do patinador, temos para as componentes do momento final Px −mmvm sen mh mb vh sen Py mmvm cos mh mb vh cos A condição P0 P implica que as componentes destes vetores devam ser iguais. Por isto, Notas de Aula de Física I Conservação do Momento - Problemas Resolvidos PR-8.2 Universidade Federal do Amazonas P0x Px mm mb − mh v0 sen −mmvm sen mh mb vh sen P0y Py mm mb mh v0 cos mmvm cos mh mb vh cos ou mm mb − mh v0 mmvm sen mh mb vh sen mm mb mh v0 − mmvm cos mh mb vh cos (a) Dividindo membro a membro estas equações, obtém-se: tg mm mb − mh v0 mmvm mm mb mh v0 − mmvm tg tg 50 1 − 51 0. 5 50 0. 51 50 1 51 0. 5 − 50 0. 51 tg tg Depois de apanhar a bola, o patinador se move numa direção 10º a leste da direção norte. (b) Como , tem-se mm mb − mh v0 mmvm sen mh mb vh sen vh mm mb − mh v0 mmvmmh mb ou vh 50 1 − 51 0. 5 50 0. 5151 1 vh 0. 49 m/s. (c) Devido à conservação do momento, P0 p0m p0h P pm ph p0m p0h pm ph Δph −Δpm Assim, a variação do momento da patinadora é p0mx mm mb v0 sen pmx −mmvm sen Δpmx pmx − p0mx −mmvm sen − mm mb v0 sen −mmvm mm mb v0 sen p0my mm mb v0 sen pmy mmvm cos Δpmy pmy − p0my mmvm cos − mm mb v0 cos mmvm − mm mb v0 cos ou seja Δpmx −8. 86 kg m/s, Δpmy 0 Como Δph −Δpm, logo Δphx −Δpmx 8. 86 kg m/s, Δphy −Δpmy 0 Portanto, o momento transferido foi de 8. 86 kgm/s na direção leste. (d) Esta transferência de momento corresponde ao momento com que a bola foi lançada. Assim, como pb mbvb Δph, temos pbx mbvbx Δphx vbx Δphxmb 8. 861 8. 86 m/s pby mbvby Δphy vby 0. Logo, a bola foi lançada com uma velocidade de 8. 86 m/s de oeste para leste. ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 5 Um remador de 75 kg, sentado na popa de uma canoa de 150 kg e 3 m de comprimento, conseguiu trazê-la para uma posição em que está parada perpendicularmente à margem de um lago, que nesse ponto forma um barranco, com a proa encostada numa estaca onde o remador quer amarrar a canoa. Ele se levanta e caminha até a proa, o que leva a canoa a afastar-se da margem. Chegando à proa, ele consegue, esticando o braço, Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-8.3 Universidade Federal do Amazonas alcançar até uma distância de 80 cm da proa. Conseguirá agarrar a estaca? Caso contrário, quanto falta? Considere o centro de massa da canoa como localizado em seu ponto médio e despreze a resistência da água. xr0 xc0 X0 CM xc xr X CM x x Solução A resultante das forças externas é nula, o que impede que o CM do sistema remador canoa se desloque. Logo, a posição inicial do CM não varia. Considerando a origem do sistema na estaca, e que a canoa seja uma partícula de massa mc 150 kg localizada a uma distância xc0 1. 5 m da estaca (CM da canoa) e o remador de massa mr 75 kg e xr0 3 m, então a localização inicial do CM do sistema em relação à estaca é X0 mrxr0 mcxc0mr mc X0 75 3 150 1. 575 150 2 m Como a posição do CM não varia, X X0 e M mr mc X mrxr mcxcM X0 mrxr mcxc 2M Por outro lado, na posição final vale a relação (ver figura) xc − xr l2 xc xr l 2 onde l é o comprimento da canoa. Assim, mrxr mcxc 2M mrxr mc xr l2 2M de maneira que mr mc xr 2M − mcl2 xr 4M − mcl 2mr mc Logo, a posição final do remador em relação à estaca é xr 475 150 − 150 3275 150 1 m Como o remador só consegue esticar o braço até 0, 80m além da proa da canoa ele não conseguirá agarrar a estaca. Ainda faltam 20 cm para conseguir. ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 6 No fundo de uma mina abandonada, o vilão, levando a mocinha como refém, é perseguido pelo mocinho. O vilão, de 70 kg, leva a mocinha, de 50 kg, dentro de um carrinho de minério de 540 kg, que corre com atrito desprezível sobre um trilho horizontal, à velocidade de 10 m/s. O mocinho, de 60 kg, vem logo atrás, num carrinho idêntico, à mesma velocidade. Para salvar a mocinha, o mocinho pula de um carrinho para o outro, com uma velocidade de 6 m/s em relação ao carrinho que deixa para trás. Calcule a velocidade de cada um dos carrinhos depois que o mocinho já atingiu o carrinho da frente. Notas de Aula de Física I Conservação do Momento - Problemas Resolvidos PR-8.4 Universidade Federal do Amazonas v'm v10 v20 v1 v2 Solução O momento incial e final do sistema (considere apenas a direção x são P0 mm mc v10 mb mr mc v20 P mcv1 mb mr mc mm v2 Ao pular do carrinho 1, o mocinho produz uma transferência de momento para o carrinho 2. O salto, feito com velocidade vm′ 6 m/s em relação ao carrinho, ou seja, vm vm′ v10 vm 16 m/s em relação ao solo, produz uma variação de momento no carrinho 1, que pode ser calculada usando a conservação de momento do carrinho 1. Logo, a velocidade do carrinho após o salto do mocinho será: mm mc v10 mcv1 mmvm v1 mm mc v10 − mmvmmc v1 60 540 10 − 60 16 540 9. 3 m/s Da conservação do momento total, P0 P, encontra-se mm mc v10 mb mr mc v20 mcv1 mb mr mc mm v2 ou seja, v2 mm mc v10 mb mr mc v20 − mcv1mb mr mc mm Substituindo os valores v2 60 540 10 70 50 540 10 − 540 9. 370 50 540 60 10. 5 m/s. Portanto, o carrinho de trás passa a ter uma velocidade de 9, 3 m/s e o da frente, 10, 5 m/s. ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 7 Um gafanhoto, pousado na beirada superior de uma folha de papel que está boiando sobre a água de um tanque, salta, com velocidade inicial de 4 m/s, em direção à beirada inferior da folha, no sentido do comprimento. As massas do gafanhoto e da folha são de 1 g e de 4 g, respectivamente, e o comprimento da folha é de 30 cm. Em que domínio de valores pode estar compreendido o ângulo entre a direção do salto e a sua projeção sobre a horizontal para que o gafanhoto volte a cair sobre a folha? v0 θO xg0 xf0 X0 CM x O xf xg X CM Solução Vamos admitir que a água aborva a variação de momento na direção vertical. Então, na direção horizontal, a conservação de momento garante que o CM do sistema folha gafanhoto não muda de posição, que Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-8.5 Universidade Federal do Amazonas inicialmente está em X0, ou seja, X0 mgxg0 mfxf0mg mf 1 30 4 15 1 4 18 cm. Da conservação de momento, sabendo que P0 0, e que o gafanhoto pula para a esquerda, obtém-se P −mgv0 cos mfvf 0 vf mgv0 cosmf 1 4 cos4 vf cos ou seja, a folha desloca-se para a direita. A velocidade relativa do ganhafoto em relação à folha é portanto vg′ vg − vf −v0 cos − cos −5cos na direção horizontal. Para percorrer o comprimento da folha, o gafanhoto leva então um tempo t l |vg′ | 0. 35cos Em relação à origem do sistema ligado à água, no entanto, a posição do gafanhoto ao final deste intervalo de tempo é xg xg0 − v0 cos t xg 0. 3 − v0 cos 0. 35cos 0. 3 − 4 0. 3 5 0. 06 m Ou seja, o gafanhoto percorre 24 cm para atingir a outra extremidade da folha que se desloca para a direita. Isto corresponde ao alcance máximo de um lançamento de projétil sob um ângulo como velocidadeinicial v0 4 m/s. Usando a expressão para o alcance, A v0 2 g sen2 0. 24 4 2 9. 8 sen2 sen2 0. 24 9. 8 16 0. 147 ou seja, 2 sen−10. 147 2 8. 5º 4. 23º Portanto, para qualquer ângulo entre 0 e 4, 23º o gafanhoto cai sobre o papel, ou seja, 0 4, 23º Como o alcance é o mesmo para ângulos 45º e 45º − , então 45º − para este caso e portanto vale 45º − 4. 23º 40, 77º Portanto, 45º 40. 77º 85. 77º também satisfaz a condição para o alcance. Logo, outro domínio de valores será 85, 77º 90º ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 8 Um rojão, lançado segundo um ângulo de 45º, explode em dois fragmentos ao atingir sua altura máxima, de 25 m; os fragmentos são lançados horizontalmente. Um deles, de massa igual a 100 g, cai no mesmo plano vertical da trajetória inicial, a 90 m de distância do ponto de lançamento. O outro fragmento tem massa igual a 50 g. (a) A que distância do ponto de lançamento cai o fragmento mais leve? (b) Quais são as velocidades comunicadas aos dois fragmentos em conseqüência da explosão? (c) Qual é a energia mecânica liberada pela explosão? Notas de Aula de Física I Conservação do Momento - Problemas Resolvidos PR-8.6 Universidade Federal do Amazonas v v0 x1 = 90 m CM m1 CM X = A m2 x2 O v10 v20 Solução (a) Para este lançamento, a velocidade inicial é dada através da expressão da altura máxima ym v0 2 sen2 2g v0 2gym sen2 ou seja 45º v0 2 9. 8 25 2 /2 2 31. 3 m/s. : 31. 305 Para esta velocidade, a distância horizontal até a posição de ym é xm 12 A. Como A v0 2 g sen2 2 9. 8 252 /2 2 9. 8 1 100 m portanto, xm 12 A 1 2 31. 32 9. 9 xm 50 m. Momento antes da explosão No ponto ym, a velocidade do rojão (antes de explodir) vale apenas a componente x da velocidade inicial, ou seja, v v0 cos45º então, o momento total P0 vale P0 m1 m2 v P0 m1 m2 v0 cos45º Momento após a explosão Após a explosão, o momento é P m1v1 m2v2 Como foi dada a posição em que fragmento m1 caiu, que é x1 90 m, podemos calcular a velocidade v1 após a explosão. Ou seja, x0 xm, y0 ym, v0y 0, v0x v1 x xm v1t, y ym − 12 gt 2 Para y 0, t tq que é o tempo de queda do fragmento 1 . Portanto, t 2ymg tq 2 259. 8 2. 26 s. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-8.7 Universidade Federal do Amazonas Assim, para t tq x x1 x1 xm v1tq v1 x1 − xmtq v1 90 − 50 2. 26 17. 7 m/s. Conservação do momento Como não há força externa na direção horizontal, podemos usar a conservação do momento m1v1 m2v2 m1 m2 v0 cos45º e o valor da velocidade do fragmento m2 logo após a explosão é v2 m1 m2 v0 cos45º − m1v1m2 ou v2 0. 100 0. 050 31. 3 2 /2 − 0. 100 17. 70. 050 31 m/s Distância da queda do fragmento 2 Como o tempo de queda é o mesmo que o anterior, a posição do fragmento 2 pode ser calculada por x2 xm v2tq ou x2 50 31 2. 26 120 m (b) Velocidade comunicada aos dois fragmentos Antes da explosão, os fragmentos viajavam com uma velocidade v v0 cos45º v 31. 3 22 22. 13 m/s Após a explosão, o fragmento de massa m1 100 g passou a se movimentar com um velocidade v1 17. 7 m/s, ou seja, foi-lhe comunicada uma velocidade v1′ v1 − v 17. 7 − 22. 13 −4. 43 m/s. Ao fragmento de massa m2 50 g, cuja velocidade após a explosão é de v2 31 m/s, foi-lhe comunicada uma velocidade v2′ v2 − v 31 − 22. 13 8. 87 m/s. (c) A energia mecânica liberada pela explosão pode ser calculada pela diferença da energia mecânica antes e depois da explosão. Assim, Ea 12 mv 2 mgh 12 0. 100 0. 050 22. 13 2 0. 100 0. 050 9. 8 25 73. 48 J Ed 12 m1v1 2 m1gh 12 m2v2 2 m2gh 12 0. 100 17. 7 2 0. 100 9. 8 25 12 0. 050 31 2 0. 050 9. 8 25 76. 44 J Portanto, a energia liberada foi de ΔE Ed − Ea 76. 44 − 73. 48 2. 96 J ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 9 Uma mina explode em três fragmentos, de 100 g cada um, que se deslocam num plano horizontal: um deles para oeste e os outros dois em direções 60° ao norte e 30° ao sul da direção leste, respectivamente. A energia cinética total liberada pela explosão é de 4. 000 J. Ache as velocidades iniciais dos três fragmentos. Notas de Aula de Física I Conservação do Momento - Problemas Resolvidos PR-8.8 Universidade Federal do Amazonas v1 v3 v2 p1 p2 p3 60º 30º Solução O momento inicial da mina é nulo, isto é, P0 0. Não havendo forças externas, o momento final também o é. Logo, Px −p1 p2 cos60º p3 cos30º 0 Px p2 sen60º − p3 sen30º 0 Ou seja, p1 p2 cos60º p3 cos30º p1 12 p2 3 2 p3 p3 p2 sen60ºsen30º p3 3 p2 Substituindo p3 na primeira, encontra-se p1 12 p2 3 2 3 p2 p1 1 2 3 2 p2 p1 2p2 Como as massas dos fragmentos são iguais, isto é, m1 m2 m3 m, podemos encontrar duas relações para as velocidades. Isto é, p1 2p2 v1 2v2 p3 3 p2 v3 3 v2 Sabendo-se que a energia cinética total liberada pela explosão é de 4. 000 J, temos entrão a terceira relação entre as velocidades, ou seja, T 12 mv1 2 v22 v32 v12 v22 v32 2Tm Portanto m 0. 100 kg , v12 v22 v32 2Tm 2v2 2 v22 3 v2 2 80000. 100 ou 4v22 v22 3v22 8 104 ou ainda 8v22 8 104 v2 100 m/s. Usando as duas relações, encontra-se v1 2v2 v1 200 m/s p3 3 p2 v3 173 m/s Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-8.9 Universidade Federal do Amazonas Portanto, v1 200 m/s, v2 100 m/s, v3 173 m/s ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 10 Uma barra cilíndrica homogênea de 3 m de comprimento é dobrada duas vezes em ângulo reto, a intervalos de 1 m de modo a formar três arestas consecutivas de um cubo (Fig.). Ache as coordenadas do centro de massa da barra, no sistema de coordenadas da figura. Solução Como a barra é homogênea, podemos considerar cada segmento da barra com uma partícula localizada no CM de cada um deles. Assim, P1 12 , 0, 0 , P2 1, 1 2 , 0 , P3 1, 1, 1 2 Considerando que cada segmento tenha massa m, então X mx1 mx2 mx33m 1 2 1 1 3 5 6 m Y my1 my2 my33m 0 12 1 3 1 2 m Z mz1 mz2 mz33m 0 0 12 3 1 6 m Assim, CM 16 , 1 2 , 1 6 em m ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 11 (a) Ache as coordenadas do CM (centro de massa) da placa homogênea OABCD indicada na figura, dividindo-a em três triângulos iguais. (b) Mostre que se obtém o mesmo resultado calculando o CM do sistema formado pelo quadrado OABD e pelo triângulo BCD que dele foi removido, atribuindo massa negativa ao triângulo. Notas de Aula de Física I Conservação do Momento - Problemas Resolvidos PR-8.10 Universidade Federal do Amazonas Solução (a) Sejam os triângulos iguais T1 OCD, T2 OCA e T3 ACB. O CM de cada triângulo está no centro geométrico correspondente. Assim, T1 13 1 2 , 1 2 1 6 , 1 2 T2 12 , 1 3 1 2 1 2 , 1 6 T3 12 2 3 1 2 , 1 2 5 6 , 1 2 Como as massas são iguais X x1 x2 x33 1 6 1 2 5 6 3 1 2 Y y1 y2 y33 1 2 1 6 1 2 3 7 18 ou seja, CM 12 , 7 18 (b) O CM do quadrado é Xq 12 , Yq 1 2 e do triângulo Xt 12 , Yt 1 2 2 3 1 2 5 6 O CM do sistema, será então (m t −m X mqXq mtXtmq mt 4m 12 − m 1 2 4m − m 1 2 Y mqYq mtYtmq mt 4m 12 − m 5 6 4m − m 7 18 o que confirma o enunciado. ∗ ∗ ∗ PROBLEMA 12 Calcule as coordenadas do CM da placa homogênea indicada na figura, um círculo de 1, 0 m de raio do qual foi removido um círculode 0, 5 m de raio, com uma separação de 0, 25 m entre os centros O e O′ dos dois círculos. Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-8.11 Universidade Federal do Amazonas Solução Vamos adotar o esquema de solução com massa negativa. Assim, o círculo maior, de área A1 e o círculo menor, de massa negativa, de área A2 4 . Assim, como A1 4A2 m1 4m2. Vamos adotar m2 −m e m1 4m. O CM do círculo 1 é C1 0, 0, enquanto que do círculo 2, C2 0, 14 . Logo, para o sistema teremos X m1X1 m2X2m1 m2 4m 0 − m 04m − m 0 Y m1Y1 m2Y2m1 m2 4m 0 − m 14 4m − m − 1 12 Portanto, o CM do sistema está em CM 0,− 112 em m. PROBLEMA 13 Num lançamento do foguete Saturno V (veja tabela da pg. 164) são queimadas 2. 100 toneladas de combustível em 2, 5 min, gerando um empuxo de 3, 4 107 N. A massa total do foguete com sua carga é de 2. 800 toneladas. (a) Calcule a velocidade de escape do combustível empregado. (b) Calcule a aceleração inicial do foguete na rampa de lançamento. PROBLEMA 14 Utilizando os dados da tabela da pg. 164, calcule, para o 3º estágio do sistema Saturno V - Apolo: (a) a velocidade de escape dos gases de combustão; (b) o incremento de velocidade produzido por este estágio, na ausência de forças externas. A diferença entre o resultado e os valores da tabela pode ser atribuída a essas forças (gravidade e resistência atmosférica residuais). PROBLEMA 15 Um avião a jato viaja a 900 km/h. Em cada segundo, penetram nos jatos 150 m3 de ar que, após a combustão, são ejetados com uma velocidade de 600 m/s em relação ao avião. Tome a densidade do ar como 1, 3 kg/m3. (a) Calcule o empuxo exercido sobre o avião em N e em kgf. (b) Calcule a potência dos jatos, em W e em hp. PROBLEMA 16 Uma corrente de massa igual a 750 g e 1, 5 m de comprimento está jogada no chão. Uma pessoa segura-a por uma das pontas e suspende-a verticalmente, com velocidade constante de 0, 5 m/s. (a) Calcule a razão entre a força exercida pela pessoa no instante final, em que está terminando de tirar a corrente do chão, e a força que teve de exercer no instante inicial. (b) Qual é o trabalho realizado? PROBLEMA 17 Um encantador de serpentes, tocando sua flauta, faz uma serpente de comprimento l e massa m, inicialmente enrodilhada no chão, elevar gradualmente a cabeça até uma altura h l do chão. Supondo a massa da serpente uniformemente distribuída pelo seu corpo, quanto trabalho foi realizado pela serpente? PROBLEMA 18 Uma gotícula de água começa a formar-se e vai-se avolumando na atmosfera em torno de um núcleo de condensação, que é uma partícula de poeira, de raio desprezível. A gota cai através da atmosfera, que supomos saturada de vapor de água, e vai aumentando de volume continuamente pela condensação, que faz crescer Notas de Aula de Física I Conservação do Momento - Problemas Resolvidos PR-8.12 Universidade Federal do Amazonas a massa proporcionalmente à superfície da gota. A taxa de crescimento da massa por unidade de tempo e de superfície da gota é constante. (a) Mostre que o raio r da gota cresce linearmente com o tempo. (b) Mostre que a aceleração da gota, decorrido um tempo t desde o instante em que ela começou a se formar, é dada por dv dt −g − 3 v t onde v é a velocidade da gota no instante t (desprezando o efeito da resistência do ar). (c) Mostre que esta equação pode ser resolvida tomando v at, e determine a constante a. Que tipo de movimento resulta para a gota? PROBLEMA 19 Um caminhão-tanque cheio de água, de massa total M, utilizado para limpar ruas com um jato de água, trafega por uma via horizontal, com coeficiente de atrito cinético c. Ao atingir uma velocidade v0, o motorista coloca a marcha no ponto morto e liga o jato de água, que é enviada para trás com a velocidade ve relativa ao caminhão, com uma vazão de litros por segundo. Ache a velocidade vt do caminhão depois de um tempo t. PROBLEMA 20 Uma nave espacial cilíndrica, de massa M e comprimento L, está flutuando no espaço sideral. Seu centro de massa, que podemos tomar como o seu ponto médio, é adotado como origem O das coordenadas, com Ox ao longo do eixo do cilindro. (a) No instante t 0, um astronauta dispara uma bala de revólver de massa m e velocidade v ao longo do eixo, da parede esquerda até a parede direita, onde fica encravada. Calcule a velocidade V de recuo da nave espacial. Suponha que m M, de modo que M m ≈ M. (b) Calcule o recuo total ΔX da nave, depois que a bala atingiu a parede direita. Exprima-o em função do momento p transportado pela bala, eliminando da expressão a massa m. (c) Calcule o deslocamento Δx do centro de massa do sistema devido à transferência da massa m da extremidade esquerda para a extremidade direita da nave. (d) Mostre que ΔX Δx 0, e explique por que este resultado tinha necessariamente de ser válido. (e) Suponha agora que o astronauta, em lugar de um revólver, dispara um canhão de luz laser. O pulso de radiação laser, de energia E, é absorvido na parede direita, convertendo-se em outras formas de energia (térmica, por exemplo). Sabe-se que a radiação eletromagnética, além de transportar energia E, também transporta momento p, relacionado com E por: p E/c, onde c é a velocidade da luz. Exprima a resposta do item (b) em termos de E e c, em lugar de p. (f) Utilizando os itens (c) e (d), conclua que a qualquer forma de energia E deve estar associada uma massa inercial m, relacionada com E por E mc2. Um argumento essencialmente idêntico a este, para ilustrar a inércia da energia, foi formulado por Einstein (veja Física Básica, vol. 4). ★ ★ ★ Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-8.13 Problemas Resolvidos do Capítulo 9 COLISÕES Atenção Leia o assunto no livro-texto e nas notas de aula e reproduza os problemas resolvidos aqui. Outros são deixados para v. treinar PROBLEMA 1 Calcule a magnitude (em kgf) da força impulsiva que atua em cada um dos exemplos seguintes: (a) Num saque de jogo de tênis, a bola, de massa igual a 60 g, é lançada com uma velocidade de 40 m/s; o tempo de contato com a raquete é da ordem de 0,005 s (b) Um jogador de futebol cobra um pênalti, chutando a bola com uma velocidade de 20 m/s. A massa da bola é de 450 g e a duração do chute da ordem de 0,01 s. (c) Uma pessoa de 80 kg pula do alto de um muro de 2,5 m de altura, caindo em pé (sem dobrar os joelhos). A duração do impacto é de 0,01 s. É melhor dobrar os joelhos! (d) Um carro de 1,5 toneladas, a 60 km/h, bate num muro. A duração do choque é de 0,1 s. Solução A força impulsiva é dada por F Δp/Δt. Assim: (a) p0 0 e p mv 0.060 40 2. 4 kg m/s. F ΔpΔt 2.4 − 0 0.005 480.0 N ou F 480 9.8 49 kgf . (b) p0 0 e p mv 0.450 20 9.0 kg m/s. F 9 − 0 0.01 900 N ou F 9009.8 92 kgf. (c) Ao atingir o solo, a velocidade é v 2gh 2 9.8 2.5 7.0 m/s. Logo, p0 80 7 560 kg m/s e p 0. F 0 − 5600.01 − 56000 N ou F 56000 9.8 5714 kgf. (d) v 60 3.6 16. 7 m/s. p0 1500 16.7 25050 kg m/s e p 0. F 250500.1 2. 505 10 5 N ou F 2. 505 1059.8 25.561 kgf. PROBLEMA 2 Na teoria corpuscular da luz, no século 17, imaginava-se um feixe de luz como constituído de corpúsculos muito pequenos, movendo-se com velocidade muito elevada. A reflexão da luz num espelho seria produzida pela colisão dos corpúsculos luminosos com o mesmo, de forma análoga a uma colisão elástica com uma parede impenetrável. Ao atravessar a superficie de separação entre dois meios transparentes distintos (ar e água, por exemplo). um corpúsculo luminoso teria sua velocidade alterada pelo efeito de uma força impulsiva normal à superficie de separação, prosseguindo depois em seu movimento, livre da ação de forças. Sejam 1, 1′ e 2 os ângulos de incidência, reflexão, e refração respectivamente. Mostre que este modelo explicaria as leis da reflexãoe da refração: raios refletido e refratado no plano de incidência, com 1′ 1, sen1′ / sen2 n12, e calcule o índice de refração relativo n12 do segundo meio em relação ao primeiro em função das velocidades v1 e v2 dos corpúsculos nos meios 1 e 2. A velocidade dos corpúsculos seria maior no ar ou na água? PROBLEMA 3 Considere a colisão elástica entre duas partículas de massas m1 e m2 que se movem em uma dimensão. (a) Verifique, a partir das (9.4.11), que a velocidade do CM se conserva na colisão. (b) Calcule as velocidades iniciais v1i′ e v2i′ das duas partículas em relação ao CM do sistema, exprimindo-as em função da velocidade relativa inicial vri da partícula 2 em relação à partícula 1 e da massa total M m1 m2. Qual é a relação entre vri′ e vri? (c) Faça o mesmo para as velocidades finais v1f′ e v2f′ em relaçâo ao CM, com auxilio das (9.4.11). Qual é a relação entre vrf′ e vrf (a velocidade relativa final)? E entre vrf′ e vri′ ? (d) Interprete os resultados de (a) a (c), descrevendo como ocorre a colisão vista do referencial do CM. Solução (a) De acordo com a definição, a velocidade do CM antes e depois da colisão é dada por Vi m1v1i m2v2im1 m2 , Vf m1v1f m2v2f m1 m2 A conservação da velocidade do CM implica em m1v1i m2v2i m1 m2 m1v1f m2v2f m1 m2 Agora, considere as equações (9.4.11) Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-9.1 Universidade Federal do Amazonas v1f m1 − m2m1 m2 v1i 2m2 m1 m2 v2i v2f 2m1m1 m2 v1i − m1 − m2 m1 m2 v2i ou seja m1v1f m1 − m2m1 m2 m1v1i 2m1m2 m1 m2 v2i m2v2f 2m1m2m1 m2 v1i − m1 − m2 m1 m2 m2v2i ou ainda p1f m1 − m2m1 m2 p1i 2m1 m1 m2 p2i p2f 2m2m1 m2 p1i − m1 − m2 m1 m2 p2i Somando as duas p1f p2f m1 − m2m1 m2 p1i 2m1 m1 m2 p2i 2m2 m1 m2 p1i − m1 − m2 m1 m2 p2i p1f p2f m1 − m2m1 m2 2m2 m1 m2 p1i 2m1 m1 m2 p2i − m1 − m2 m1 m2 p2i p1f p2f m1 − m2m1 m2 2m2 m1 m2 p1i 2m1 m1 m2 − m1 − m2 m1 m2 p2i p1f p2f m1 − m2 2m2m1 m2 p1i 2m1 − m1 m2 m1 m2 p2i p1f p2f p1i p2i Esta equação é equivalente a m1v1i m2v2i m1v1f m2v2f ou, o que é o mesmo m1v1i m2v2i m1 m2 m1v1f m2v2f m1 m2 como queríamos demonstrar. (b) Em relação ao CM o momento total é nulo, tanto antes como depois da colisão, ou seja m1v1i′ m2v2i′ m1v1f′ m2v2f′ 0 Logo, m1v1i′ m2v2i′ 0 v1i′ − m2m1 v2i′ Como v2i′ v2i − Vi encontra-se v2i′ v2i − m1v1i m2v2im1 m2 v2i′ m1v2i m2v2i − m1v1i − m2v2i M m1v2i − m1v1i M m1 M v2i − v1i Lembrando que a velocidade relativa inicial de 2 em relação a 1 é vri v2i − v1i, então v2i′ m1M vr Portanto, v1i′ − m2m1 v2i′ v1i′ − m2 m1 m1 M vr ou seja, Notas de Aula de Física I Colisões - Problemas Resolvidos PR-9.2 Universidade Federal do Amazonas v1i′ − m2M vri De maneira similar v2i′ m1M vri Em relação ao centro de massa, vri′ v2i′ − v1i′ , ou seja, vri′ m1M vri − − m2 M vri m1 m2 M vri ou seja, vri′ vri. (c) Para as velocidade finais, em relação ao CM temos da relação m1v1f′ m2v2f′ 0 v1f′ − m2m1 v2f′ Como v2f′ v2f − Vf, então v2f′ v2f − m1v1f m2v2f m1 m2 m1 M v2f − v1f ou, lembrando que vrf v2f − v1f, v2f′ m1M vrf Então v1f′ − m2m1 v2f′ v1f′ − m2 m1 m1 M vrf − m2 M vrf Devido à conservação da energia da energia cinética e do momento, vimos que v2f − v1f −v2f − v1i vrf −vri ou seja, a velocidade relativa entre as duas partículas se inverte. Desta maneira, encontra-se v1f′ − m2M vrf v1f ′ m2M vri Logo, como v1i′ − m2M vri encontra-se que v1f′ −v1i′ De maneira similar v2f′ −v21′ ★ ★ ★ PROBLEMA 4 Considere um sistema qualquer de duas partículas, de massas m1 e m2 e velocidades v1 e v2. Sejam T1 e T2 as energias cinéticas das duas partículas, e vr, a velocidade relativa da partícula 2 em relação à partícula 1. (a) Mostre que os momentos das duas partículas em relação ao CM são dados por: p1′ −vr −p2′ , onde m1m2/M (com M m1 m2) chama-se a massa reduzida do sistema de duas partículas. Note que 1/ 1/m1 1/m2. (b) Mostre que a energia cinética total é dada por T1 T2 T1′ T2′ 12 MvCM 2 , onde T1′ e T2′ são as energias cinélicas relativas ao CM e vCM é a velocidade do CM. (c) Mostre que a energia cinética relativa ao CM (energia cinética interna) é dada por T1′ T2′ 12 vr 2. Combinando os resultados de (b) e (c), vemos que a energia Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-9.3 Universidade Federal do Amazonas cinética total é a soma da energia cinética associada ao movimento do CM, com massa igual à massa total, mais a energia cinética do movimento relativo, equivalente à de uma partícula de massa igual a massa reduzida e velocidade igual à velocidade relativa. Mostre que, para um sistema isolado de duas partículas, a energia cinética interna se conserva numa colisão elástica entre elas. Mostre que o fator Q de uma colisão inelástica (Seç. 9.7) é igual a variação da energia cinética interna. Solução O momento total em relação ao CM é nulo, ou seja, P ′ p1′ p2′ 0 p1′ −p2′ Como v ′ v − V ou p ′ p − mM P então p1′ p1 − m1M P, p2 ′ p2 − m2M P ou seja p1′ p1 − m1M p1 p2 p1 ′ Mp1 − m1p1 p2 m1 m2 m1p1 m2p1 − m1p1 − m1p2 m1 m2 m2p1 − m1p2 m1 m2 p1′ m2m1v1 − m1m2v2m1 m2 m1m2 m1 m2 v1 − v2 −v2 − v1 −vr Assim, p1′ −vr −p2′ (b) A energia cinética total do sistema é dada por T p1 2 2m1 p2 2 2m2 Como p1′ p1 − m1M P, p2 ′ p2 − m2M P ou seja, p1 p1′ m1M P e p2 p2 ′ m2M P então T p1′ m1M P 2 2m1 p2′ m2M P 2 2m2 p1′ 2 2 m1M p1 ′ P m1 2 M2 P2 2m1 p2′ 2 2 m2M p2 ′ P m2 2 M2 P22 2m2 T p1 ′ 2 2m1 2 m1M p1 ′ P 2m1 m12 M2 P2 2m1 p2 ′ 2 2m2 2 m1M p2 ′ P 2m2 m22 M2 P2 2m2 T p1 ′ 2 2m1 p2 ′ 2 2m2 m1 m2M P2 2M 2 m1M p1 ′ P 2m1 2 m2M p2 ′ P 2m2 T T1′ T2′ P 2 2M p1′ P M p2′ P M Mas, p1′ −p2′ , o que nos leva a T T1′ T2′ P 2 2M ou seja T T1′ T2′ 12 MVCM 2 (c) A energia cinética interna, T ′ T1′ T2′ é dada por Notas de Aula de Física I Colisões - Problemas Resolvidos PR-9.4 Universidade Federal do Amazonas T ′ 12 m1v1 ′2 12 m2v2 ′2 Mas, v ′ v − V, então T ′ 12 m1v1 − V 2 12 m2v2 − V 2 T ′ 12 m1v1 2 − m1v1 V 12 m1V 2 12 m2v2 2 − m2v2 V 12 m2V 2 T ′ 12 m1v1 2 12 m2v2 2 − m1v1 m2v2 V 12 m1 m2 V 2 Como V m1v1 m2v2M , logo T ′ 12 m1v1 2 12 m2v2 2 − m1v1 m2v2 m1v1 m2v2M 1 2 m1 m2 m1v1 m2v2 M 2 T ′ 12 m1v1 2 12 m2v2 2 − m1v1 m2v2 2 M 1 2 m1v1 m2v2 2 M T ′ 12 m1v1 2 12 m2v2 2 − m1v1 m2v2 2 2M T ′ 12 m1v1 2 12 m2v2 2 − m1 2 2m1 m2 v1 2 − m1m2m1 m2 v1v2 − m22 2m1 m2 v2 2 T ′ m1 m2 m1v1 2 m1 m2 m2v22 − m12v12 − 2m1m2v1v2 − m22v22 2m1 m2 T ′ 12 m1m2 m1 m2 v12 v22 − 2v1 v2 T ′ 12 m1m2 m1 m2 v2 − v1 2 ou seja T ′ 12 vr 2 PROBLEMA 5 Uma partícula de massa m desloca-se com velocidade v em direção a duas outras idênticas, de massa m ′, alinhadas com ela, inicialmente separadas e em repouso (veja fig.). As colisões entre as partículas são todas elásticas. (a) Mostre que, para m ≤ m ′ haverá duas colisões, e calcule as velocidades finais das três partículas. (b) Mostre que, para m m ′, haverá três colisões, e calculeas velocidades finais das três partículas. (c) Verifique que, no caso (a), o resultado para a primeira e a terceira partícula é o mesmo que se a partícula intermediária não existisse. Solução Da conservação da energia cinética total e do momento total, sabe-se que v1f m1 − m2m1 m2 v1i 2m2 m1 m2 v2i v2f 2m1m1 m2 v1i − m1 − m2 m1 m2 v2i Como v1i v, v2i 0, m1 m e m2 m ′, encontra-se para as velocidades após a primeira colisão Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-9.5 Universidade Federal do Amazonas v1f m − m ′m m ′ v v2f 2mm m ′ v (a) Se m ≤ m ′ a partícula de massa m pára ou volta após colidir com a segunda partícula de massa m ′. Ou seja, v1f 1 m − m ′ m m ′ v ≤ 0 v2f 1 2mv m m ′ 0 Como v2f 0, a segunda partícula é arremessada ao encontro da terceira partícula que está em repouso. Novamente, da conservação da energia cinética e momento encontra-se v2i v2f,v3i 0 v2f 2 m2 − m3m2 m3 v2i 2m3 m2 m3 v3i v3f 2 2m2m2 m3 v2i − m2 − m3 m2 m3 v3i ou seja, v2f 2 m ′ − m ′ m ′ m ′ v2i 2m ′ m ′ m ′ 0 v3f 2 2m ′ m ′ m ′ v2i − m ′ − m ′ m ′ m ′ 0 Portanto, v2f 2 0 v3f 2 2m ′ m ′ m ′ v2i 2mv m m ′ Como v1f 1 m − m ′ m m ′ v ≤ 0 (a partícula volta após a colisão ou fica parada), v2f 2 0 e v3f2 2mvm m ′ 0 não há mais condições de haver outras colisões, além das duas que mencionadas. (b) No caso em que m m ′ as velocidades após a primeira colisão (entre as partículas 1 e 2 são v1f 1 m − m ′ m m ′ v 0 v2f 1 2mv m m ′ 0 A partícula 2 cuja velocidade v2f 0 caminha para colidir com a partícula 3. Após esta colisão, a velocidades finais são (ja foram calculada acima) v2f 2 0 v3f 2 2m ′ m ′ m ′ v2i 2mv m m ′ Mas neste caso, a partícula 1, após a primeira colisão, tem velocidade v1f 0 e volta a colidir com a partícula 2 que está parada após a segunda colisão. Como v1i v1f1 m − m ′ m m ′ v e v2i v2f 2 0 v1f 3 m − m ′ m m ′ v1i 2m ′ m ′ m ′ 0 v2f 3 2m m m ′ v1i − m − m ′ m ′ m ′ 0 ou seja, Notas de Aula de Física I Colisões - Problemas Resolvidos PR-9.6 Universidade Federal do Amazonas v1f 3 m − m ′ m m ′ m − m ′ m m ′ v m − m ′ 2 m m ′ 2 v v2f 3 2m m m ′ v1i 2m m m ′ m − m ′ m m ′ v Assim, v1f m − m ′ 2 m m ′ 2 v 0 v2f 2mm − m ′ m m ′ 2 v 0 v3f 2mm m ′ v 0 Comparando as velocidades, encontra-se v1f v2f m − m ′ 2 m m ′ 2 v 2mm − m ′ m m ′ 2 v 12 m − m ′ m 12 1 − m ′ m Como m m ′, m ′/m 1 e portanto: v1f v2f. Por outro lado, v2f v3f 2mm − m ′ m m ′ 2 v 2m m m ′ v m − m ′ m m ′ 1 e, portanto, v2f v3f Logo, v1f v2f v3f. Como todas as partículas caminham para a direita e suas velocidades satisfazem as desigualdades v1f v2f v3f, concluímos que não haverá outras colisões, além das três já mencionadas. ★ ★ ★ PROBLEMA 6 (a) Que fração f da energia cinética é transferida por uma partícula de massa m, que se move com velocidade v, numa colisão frontal elástica com uma partícula de massa m′ inicialmente em repouso? Exprima o resultado em função da razão m ′/m. Para que valor de a transferência é máxima, e quanto vale? (b) Coloca-se entre as duas partículas uma terceira, de massa m ′′, em repouso, alinhada com m e m′. Mostre que a transferência de energia cinética de m para m ′ é máxima quando m ′′ m m ′ . Mostre que, para m ≠ m ′, a presença da partícula intermediária possibilita transferir mais energia cinética de m para m′ do que no caso (a). Solução Após a colisão, as velocidades são v1i v, v2i 0 Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-9.7 Universidade Federal do Amazonas v1f m1 − m2m1 m2 v1i 2m2 m1 m2 v2i v2f 2m1m1 m2 v1i − m1 − m2 m1 m2 v2i v1f m − m ′m m ′ v v2f 2mm m ′ v Como a energia cinética inicial da partícula 1 é T1i 12 mv 2 e a final T1f 12 mv1f 2 12 m m − m ′ m m ′ 2 v2 12 m 1 − 1 2 v2 ou seja, T1f 1 − 1 2 1 2 mv 2 1 − 1 2 T1i Como T1→2 T1i − T1f é a energia cinética transferida para a partícula de massa m’, a fração f é dada por f T1→2T1i T1i − T1f T1i T1i − 1 − 1 2 T1i T1i 41 2 A representação gráfica da fração f em função de é dada por: -5 -3 -2 -1 0 1 f -10 -8 -6 -4 -2 2 4 Vemos que tem um máximo entre 0 e 2. Para determinar o valor de para o qual f fmax df d d d 4 1 2 0 ou seja : − 4 −1 1 3 0 1 Desta maneira fmax 4 11 12 1 para 1 (b) Interpondo-se a massa m ′′ entre m e m ′, a velocidades final da massa m ′ pode ser calculada a partir das equações: v1f m1 − m3m1 m3 v1i 2m3 m1 m3 v3i v3f 2m1m1 m3 v1i − m1 − m3 m1 m3 v3i Portanto, da colisão entre m1 m e m3 m ′′, encontra-se Notas de Aula de Física I Colisões - Problemas Resolvidos PR-9.8 Universidade Federal do Amazonas v1f m − m ′′m m ′′ v v3f 2mm m ′′ v A massa m3 m ′′ colide em seguida com m2 m ′ que está em repouso. Como v3i v3f, então v2f m2 − m3m2 m3 v2i 2m3 m2 m3 v3i v3f 2m2m2 m3 v2i − m2 − m3 m2 m3 v3i ou seja v2i 0 v2f 2m ′′m ′ m ′′ 2m m1 m ′′ v v3f 2m ′m ′ m ′′ 0 − m ′ − m ′′ m ′ m ′′ 2m m m ′′ v Logo, v2f 2m ′′m ′ m ′′ 2m m1 m ′′ v v3f − m ′ − m ′′m ′ m ′′ 2m m m ′′ v A energia cinética transferida para a partícula 2 é T1→2 12 m ′v2f2 12 m ′ 2m ′′ m ′ m ′′ 2m m m ′′ v 2 ou seja, T1→2 8m ′ m ′′ 2m ′ m ′′ 2 m2 m m ′′ 2 v 2 8m ′ m ′′ 2m ′ m ′′ 2 m2 m m ′′ 2 2 m 1 2 mv 2 T1→2 16m m ′m ′′ 2 m ′ m ′′ 2m m ′′ 2 T1i Logo, a fração da energia transferida é f T1→2T1i 16m m ′m ′′ 2 m ′ m ′′ 2m m ′′ 2 Derivando em relação a m ′′ e igualando a zero, encontra-se d dm ′′ 16m m ′m ′′ 2 m ′ m ′′ 2m m ′′ 2 32m m ′m ′′ m m ′ − m ′′ 2 m ′ m ′′ 3m m ′′ 3 0 Daí obtém-se m m ′ − m ′′ 2 0 m ′′ mm ′ Portanto, o valor máximo de f é fmax 16m 2 m ′2 m ′ mm ′ 2 m mm ′ 2 Usando m ′m ou seja, m ′ m, encontra-se Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-9.9 Universidade Federal do Amazonas fmax 16 2 m4 m m2 2 m m2 2 162 2 1 2 16 1 2 1 2 16 1 1 2 1 2 Ou fmax 16 1 4 Comparando com o caso (a), para m ≠ m ′ ou seja para ≠ 1,encontra-se fmax fa 16 1 4 4 1 2 41 2 1 4 1 para ≠ 1 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 0 2 4 6 8 10 ★ ★ ★ PROBLEMA 7 Num brinquedo bem conhecido, uma série de bolinhas metálicas idênticas, suspensas por fios idênticos presos a um suporte, estão inicialmente todas em contato. Se um determinado número n de bolas é deslocado conjuntamente da posição de equilíbrio e solto (Fig.), o efeito da colisão com as demais é transferir a velocidade v com que colidem a um igual número de bolas na outra extremidade, suspendendo-as. (a) Supondo que o efeito da colisão fosse transferir uma velocidade v′ a n′ bolas adjacentes situadas na outra extremidade, as colisões sendo todas elásticas, mostre que se tem, necessariamente, n′ n e v′ v. (b) Tomando n 2, e supondo que o efeito da colisão fosse transferir velocidades v1 e v2 às duas bolas situadas mais à direita (fig), mostre que, necessariamente v1 v2 v. Solução PROBLEMA 8 Uma bala de 5 g incidesobre um pêndulo balístico de massa igual a 2 kg, com uma velocidade de 400 m/s, atravessa-o e emerge do outro lado com uma velocidade de 100 m/s. Calcule a altura de elevação do Notas de Aula de Física I Colisões - Problemas Resolvidos PR-9.10 Universidade Federal do Amazonas pêndulo, desprezando a elevação durante o tempo que a bala leva para atravessá-lo. Verifique a validade desta aproximação. Solução O momento antes da colisão vale Pi mbvbi mpvpi e após a colisão Pf mbvbf mpvpf. Da conservação do momento, sabendo que vbi 400 m/s, vbf 100 m/s e vpi 0 mbvbi mbvbf mpvpf 0.005 400 0.005 100 2vpf ou seja, 2vpf 0.005 400 − 0.005 100 vpf 1.52 0.75 m/s Usando agora a conservação da energia para o pêndulo, isto é, toda energia cinética é transformada em energia potencial gravitacional, mgh 12 mvpf 2 h vpf 2 2g ou seja, h 0.7522 9.8 0.029 m ou h 2.9 cm. ★ ★ ★ PROBLEMA 9 Durante a madrugada, um carro de luxo, de massa total igual a 2.400 kg, bate na traseira de um carro de massa total 1.200 kg, que estava parado num sinal vermelho. O motorista do carro de luxo alega que o outro estava com as luzes apagadas, e que ele vinha reduzindo a marcha ao aproximar-se do sinal, estando a menos de 10 km/h quando o acidente ocorreu. A perícia constata que o carro de luxo arrastou o outro de uma distância igual a 10,5 m, e estima o coeficiente de atrito cinético com a estrada no local do acidente em 0,6. Calcule a que velocidade o carro de luxo vinha realmente. Solução Neste caso a colisão é totalmente inelástica. Da conservação do momento m1v1i m1 m2 v Como o carro foi arrastado por uma distância de d 10.5 m, desacelerado pela força de atrito, que imprime uma aceleração a cg, então, a velocidade com que os dois carros saíram da colisão pode ser calculada, usando a fórmula de Torricelli, ou seja, v 2ad 2cgd 2 0.6 9.8 10.5 11 m/s Logo, v1i m1 m2 m1 v v1i 2400 1200 2400 2 0.6 9.8 10.5 16.7 m/s v1i 16.7 3.6 60 km/h ★ ★ ★ PROBLEMA 10 O balconista de uma mercearia, para atender a um cliente que pediu 200 g de creme de leite fresco, coloca o recipiente vazio sobre uma balança de mola, acerta o zero e despeja o creme sobre o recipiente desde uma altura de 75 cm. Depois de 2 s, com a balança marcando 200 g, o balconista, mais que depressa, retira o Prof. Dr. Abraham Moysés Cohen Departamento de Física PR-9.11 Universidade Federal do Amazonas recipiente de cima da balança. Que quantidade de creme de leite o cliente realmente leva? Solução A transferência de momento do creme para a balança é Δpb −Δpc mcvi − mcvf mcvi onde vi é a velocidade com que o creme atinge o prato da balança, ao cair de uma altura de 75 cm. Ou seja, vi 2gh 2 9.8 0.75 3.8 m/s Assim, Δpb mcvi 3.83mc Com 2 s que levou para variar o momento, a força que o creme aplica na balança é F ΔpbΔt 3.83mc 2 1.92mc Esta força equivale a uma massa de m′ dada por m ′ 1.92mc9.8 0.196mc Portanto, o que o balconista pesou foi a soma das duas massas mc m ′ 200 g, de onde se obtém mc 200 − m ′ mc 200 − 0.196mc. ou 1.196mc 200 mc 2001.196 167 g. ★ ★ ★ Notas de Aula de Física I Colisões - Problemas Resolvidos PR-9.12