Refino de Petróleo Visão Geral
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Visão geral
\u2022 Lei nº 9.478 de 6 de agosto de 1997
\u2013 Petróleo:
Todo e qualquer hidrocarboneto líquido em 
seu estado natural, a exemplo do óleo cru e 
condensado
\u2013 Refino:
Conjunto de processos destinados a 
transformar o petróleo em derivados de 
petróleo
O petróleo
\u2022 Não existe apenas um tipo de petróleo
\u2022 Suas características, juntamente com as necessidades do 
mercado, que vão determinar quais derivados podem ser 
melhor obtidos 
\u2022 A refinaria irá operar de acordo com essas características
O petróleo
PETRÓLEO
HIDROCARBONETOS CONTAMINANTES
CARACTERÍSTICAS
NECESSÁRIAS
EFEITOS
INDESEJÁVEIS
O petróleo
O petróleo - Composição
O petróleo, no estado em que é extraído do solo, tem 
pouquíssimas aplicações. É uma mistura complexa de 
moléculas, compostas principalmente de carbono e 
hidrogênio \u2013 hidrocarbonetos \u2013 , além de algumas impurezas.
Aromáticos
HIDROCARBONETOS
Parafínicos
Naftênicos
O petróleo - Composição
IMPUREZAS
\u2022 Enxofre
\u2022 Oxigênio
\u2022 Nitrogenados
\u2022 Metálicos
\u2022 Impurezas inorgânicas
\u2022 Compostos sulfurados
\u2013 estabilizam as emulsões (dificultam a 
separação da água) 
\u2013 provocam corrosão 
\u2013 contaminam catalisadores 
\u2013 conferem cor e odor aos produtos finais 
\u2013 geram poluentes (formação de SO2 e SO3 
altamente tóxicos)
IMPUREZASIMPUREZAS
\u2022 Classificações de acordo com o teor de 
enxofre:
\u2013 ATE (alto teor de enxofre): >1,0%
\u2013 BTE (baixo teor de enxofre): <1,0%
\u2013 Azedos: >2,5%
\u2013 Doces: <0,5%
(faixas intermediárias poderão ser classificadas como semi-doces ou semi-azedos)
IMPUREZASIMPUREZAS
\u2022 Compostos nitrogenados
\u2013 são termicamente estáveis
\u2013 estabilizam as emulsões (dificultam a 
separação da água) 
\u2013 contaminam catalisadores 
\u2013 tornam instáveis os produtos finais 
\u2013 geram poluentes (formação de NO2 e NO3)
IMPUREZASIMPUREZAS
\u2022 Compostos oxigenados: afetam a acidez, a 
corrosividade e o odor destas frações
\u2022 Metais: podem envenenar os catalisadores
\u2022 Resinas e Asfaltenos: além da elevada relação 
carbono/hidrogênio, trazem em suas 
composições os enxofre, nitrogênio e oxigênio
\u2022 Impurezas Inorgânicas (oleofóbicas): águas, 
sais, argilas, areias e sedimentos
IMPUREZASIMPUREZAS
O que faz a refinaria?
\u2022 Gera produtos finais a partir do petróleo recebido de campos 
de produção
\u2022 Esses produtos comercializáveis são chamados de 
DERIVADOS DE PETRÓLEO
\u2022 Eles são obtidos a partir de um conjunto de processamentos 
chamados de PROCESSOS DE REFINO
\u2022 Uma refinaria de petróleo pode destinar-se a dois 
objetivos básicos:
Produção de combustíveis e matérias-primas 
petroquímicas (constitui a maioria dos casos);
Produção de lubrificantes básicos e parafinas 
(não há refinarias deste tipo no Brasil, a produção de 
lubrificantes fica a cargo de conjuntos presentes nos 
parques de refino atuais) .
Objetivos de uma refinaria
Esquemas de refino
A arte de compatibilizar as características dos 
vários petróleos que devam ser processados numa dada 
refinaria afim de suprir-se de derivados em quantidade e 
qualidade desejada.
Desta forma são montados arranjos de várias 
unidades de processamento, para que tal objetivo seja 
alcançado da forma mais racional e econômica possível.
O encadeamento das várias unidades de 
processo dentro de uma refinaria é o que se denomina 
Esquema de Refino.
Alocação de 
Petróleos
Esquemas
de Refino
Mercado
Consumidor
Matéria-Prima
disponível
Unidades
de Processo
Suprimento
de Derivados
Como funciona
\u2022 Classificação quanto:
\u2013 à finalidade: 
\u2022 energéticos 
\u2022 não-energéticos
\u2013 ao ponto de ebulição: 
\u2022 leves 
\u2022 médios 
\u2022 pesados
Produtos da refinaria
\u2022 Combustíveis
\u2022 Alguns exemplos de utilização: 
\u2013 Motores de combustão interna
\u2013 Turbinas geradoras de energia elétrica
\u2013 Caldeiras
\u2013 Iluminação
Derivados energéticos
\u2022 Nafta e gasóleos petroquímicos
\u2022 Solventes
\u2022 Parafinas
\u2022 Lubrificantes básicos
\u2022 Asfalto
\u2022 Coque
Derivados não energéticos
\u2022 Gás Combustível: C1 - C2
\u2022 GLP: C3 - C4
\u2022 Nafta/Gasolina: C5 - C12
Derivados leves
\u2022 Difícil classificação pela faixa de 
comprimentos das cadeias carbônicas
\u2022 Corte pela temperatura de ebulição
\u2013 Médios: querosene e óleo diesel
\u2013 Pesados: óleo combustível, asfalto e coque
Derivados médios e pesados
Característica Parafinas Isoparafinas Naftênicos Aromáticos
Densidade Baixa Baixa Média Alta
Octanagem (gasolina) Ruim Boa Média Muito alta
Nº de cetano (diesel) Bom Médio Médio Ruim
Lubricidade (lubrificantes) Ótimo Bom Médio Ruim
Resistência à oxidação Boa Boa Boa Ruim
Características dos hidrocarbonetos
PETRÓLEO
ENERGÉTICOS
NÃO ENERGÉTICOS
GÁS COMBUSTÍVEL
GÁS LIQUEFEITO
GASOLINA DE AVIAÇÃO
GASOLINA AUTOMOTIVA
QUEROSENE DE AVIAÇÃO
QUEROSENE DE ILUMINAÇÃO
ÓLEOS DIESEL
ÓLEOS COMBUSTÍVEIS
COQUE VERDE
OUTROS
GÁS RESIDUAL
SOLVENTES
NAFTAS PETROQUÍMICAS
GASÓLEO PETROQUÍMICO
ÓLEOS LUBRIFICANTES
ÓLEOS ISOLANTES
GRAXAS
PARAFINAS
RESÍDUO AROMÁTICO
RESÍDUO ASFÁLTICO
ASFALTO
OUTROS
Derivados de petróleo
A destilação é um 
processo físico de 
separação, baseado na 
diferença de 
temperaturas de 
ebulição entre os 
compostos existentes 
em uma mistura 
líquida. 
Fonte: Elie Abadie
Destilação
B
C
A
TEB (ºC)
570
400
%vaporiz.10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Curva de destilação
Fração TEB (ºC) Composição 
(aprox.)
Gás residual
< 40
C1 \u2013 C2
GLP C3 \u2013 C4
Gasolina 40 \u2013 175 C5 \u2013 C11
Querosene 175 \u2013 235 C11 \u2013 C13
Gasóleo Leve 235 \u2013 305 C13 \u2013 C17
Gasóleo Pesado 305 \u2013 400 C18 \u2013 C25
Lubrificantes 400 \u2013 510 C26 \u2013 C38
Resíduos > 510 C38+
Fonte: Alexandre S. Szklo, 2005
Faixas típicas de corte
API Petróleo
<15 Asfáltico
15-19 Extra-Pesado
19-27 Pesado
27-33 Médio
33-40 Leve
40-45 Extra-Leve
>45 Condensado
ººAPI = 141,5 API = 141,5 -- 131,5131,5
d d 20/4 20/4 ººCC
Maior Valor Agregado
(US$/barril)
Grau API
P E V
Ponto de Ebulição Verdadeiro
\u2022 Destilação PEV
\u2022 Curva PEV
PONTO DE EBULIÇÃO
\u2022 O ponto de ebulição ou temperatura de 
ebulição é a temperatura em que uma 
substância passa do estado líquido ao 
estado gasoso.
\u2022 O ponto de ebulição varia com a altitude e 
a pressão. Quanto mais baixa for a 
pressão menor será o ponto de ebulição e 
vice-versa 
Destilação PEV
Curva PEV
TIPOS E QUALIDADE DE PETRÓLEOS RENDIMENTO DE PETRÓLEOS
PETRÓLEO API %S ACIDEZ GLP NAFTA DIESEL GASÓLEO RV
ALAGOANO 36 0,2 0,08 1,0 16 43 37 14
BAIANO 36 0,1 0,06 0,5 14 36 31 19
CABIÚNAS 30 0,6 1,00 1,6 12 37 24 25
CURIMÃ/XARÉU 33 0,3 0,30 0,5 20 41 23 16
SERGIPE/PLAT 28 0,1 0,33 2,0 15 46 20 15
UBARANA 33 0,2 0,28 0,5 14 37 30 19
GUARICEMA 39 0,2 0,18 2,6 14 47 21 14
URUCU 41,8 0,07 0,18 1,3 20 49,6 14,9 14,2
CORAL 41,8 0,08 0,12 4,8 26,3 48,0 14,6 7,3
ALBACORA 28,8 0,5 0,24 2,8 10,1 43 20 24,1
MARLIN 24,2 0,7 0,59 1,7 9,3 47 16,1 24,1
BOSCAN 10 5,5 1,15 0,0 1 21 14 64
LEONA 25 1,5 0,60 1,3 14 38 23 24
MAYA 22 2,8 0,14 2,0 16 33 19 30
EL ORIENTE 29 1,0 0,06 1,4 18 43 20 17
ÁRABE LEVE 35 0,7 0,01 1,6 24 40 21 13
BASRAH LEVE 35 1,9 0,02 2,5 24 37 21 16
KUWAIT 31 2,0 0,02 2,7 21 35 20 21
CABINDA 32 0,2 0,14 2,0 15 38 20 25
Características de alguns petróleos
\u2022 Destilação
\u2022 Desasfaltação a propano
\u2022 Desaromatização a furfural
\u2022 Desparafinação a MIBC
\u2022 Desoleificação a MIBC
\u2022 Extração de aromáticos (Recuperação de aromáticos - URA)
\u2022 Adsorção de n-parafinas
Processos de Separação
Tipos de processos realizados nas refinarias
Processos de Conversão
Tipos de processos realizados nas refinarias
\u2022Craqueamento Catalítico
\u2022Hidrocraqueamento Catalítico
\u2022Alcoilação Catalítica
\u2022Reformação Catalítica
\u2022Craqueamento Térmico
\u2022Viscorredução