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Correlações clínicas   Moore   Tórax

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do osso é incomum porque o esterno é revestido pela fáscia profunda e por causa da fixação no esterno dos músculos peitorais maiores. O local mais comum de fratura do esterno é no seu ângulo, que resulta no deslocamento da sínfise manúbrio-esternal.
Esternotomia mediana
	Para obter acesso á cavidade torácica em operações cirúrgicas no mediastino, ao se realizar enxerto para desvio da artéria coronária, por exemplo, o esterno é dividido (“separado”) e retraído no plano mediano. A flexibilidade das costelas e das cartilagens costais permite a expansão das metades do esterno. A divisão do esterno também propicia boa exposição para a remoção de tumores nos lobos superiores dos pulmões. Após cirurgia, as metades do esterno são unidas com fios de sutura. 
Biópsias do esterno
	O corpo do esterno é frequentemente usado para biópsia por agulha da medula óssea por causa de sua largura e posição subcutânea. A agulha perfura o fino osso cortical e penetra no osso esponjoso vascular. A biópsia do esterno é comumente usada para obter espécimes de medula óssea para transplante e detecção de câncer metastásico e discrasias sanguíneas (anormalidades).
Anomalias do esterno
	As metades não fundidas do esterno em desenvolvimento do feto (barras do esterno) podem não se unir por causa de ossificação defeituosa. Uma fenda completa do esterno é incomum; uma fenda de tamanha gravidade normalmente está associada com a ectopia do coração, uma condição congênita na qual o coração está exposto na parede torácica por causa do mal desenvolvimento do esterno e do pericárdio. 
	 Material protético normalmente é necessário para fechar o defeito do esterno. As fendas do esterno que envolvem o manúbrio e a metade superior do corpo são em forma de V ou U e podem ser reparadas durante a infância por meio de aposição e fixação diretas das metades cartilagíneas do esterno. 
	 Algumas vezes existe uma perfuração (forame esternal) no corpo do esterno por causa de ossificação defeituosa. Ela não é clinicamente importante; entretanto, deve-se estar consciente de sua possível presença, de modo que não será mal interpretada, em uma radiografia do tórax, como um ferimento de bala. Embora o processo xifoide seja comumente perfurado nas pessoas idosas por causa da ossificação incompleta, esta perfuração não é clinicamente importante. Nos recém-nascidos, a ponta do processo xifoide pode projetar-se anteriormente abaixo da pele. Essa anormalidade congênita pode persistir, mas normalmente não necessita de correção cirúrgica.
Diferenças sexuais no esterno
	O corpo do esterno normalmente é mais curto e mais fino nas mulheres do que nos homens. Essas diferenças podem ser úteis na determinação do sexo de restos de esqueletos humanos nos casos médico-legais e nos estudos antropológicos.
Luxação das costelas
	A luxação de uma costela (síndrome da costela deslizante) é o deslocamento de uma cartilagem costal a partir do esterno – luxação de uma articulação esterno-costal ou deslocamento das articulações intercondrais. Luxações das costelas são comuns nos esportes de contato corporal; possíveis complicações são pressão nos ou dano aos nervos, vasos e músculos próximos. Luxação das articulações intercondrais normalmente ocorre de modo unilateral e envolve as costelas 8, 9 e 10. Trauma suficiente para deslocar estas articulações frequentemente danifica estruturas adjacentes como o diafragma e/ou o fígado, causando dor severa, especialmente durante movimentos de inspiração profunda. A injúria produz uma deformidade protuberante no local do deslocamento. 
Separação das costelas
	A separação de uma costela refere-se a luxação de uma articulação costo-condral entre a costela e sua cartilagem costal. Nas separações da 3ª á 10ª costelas, normalmente ocorre o rompimento do pericôndrio e periósteo. Como resultado, a costela pode mover-se superiormente, sobrepondo-se á costela acima e causando dor.
Paralisia do diafragma
	Paralisia da metade do diafragma (hemi-diafragma) em razão de injúria a seu suprimento motor a partir do nervo frênico não afeta a outra metade porque cada cúpula possui um suprimento nervoso separado. Pode-se detectar a paralisia do diafragma por meio de radiografia, observando seu movimento paradoxal. Em vez de descer na inspiração, a cúpula paralisada é empurrada superiormente pelas vísceras abdominais que estão sendo comprimidas pelo lado ativo; ele cai durante a expiração em resposta a pressão positiva dos pulmões. 
Mudanças nas mamas
	Mudanças, como a ramificação dos ductos lactíferos, ocorrem nos tecidos da mama durante os ciclos menstruais e na gravidez. Embora as glândulas mamárias estejam preparadas para secreção no meio da gravidez, elas não produzem leite até pouco depois de o bebê nascer. O colostro, um líquido pré-lácteo cremoso de cor esbranquiçada a amarelada, pode vazar das papilas mamárias durante o último trimestre de gravidez e nos episódios iniciais de amamentação. Acredita-se que o colostro seja especialmente rico em proteína e agentes imunológicos e um fator de crescimento que tem influência sobre os intestinos dos recém-nascidos.
	 Nas mulheres multíparas, as mamas frequentemente se tornam grandes e pendentes. As mamas nas mulheres idosas são pequenas e encolhidas devido á redução de gordura e á atrofia do tecido glandular.
Quadrantes da mama
	Para a localização e descrição anatômicas dos tumores, a superfície da mama é dividida em quatro quadrantes. Por exemplo, um registro médico pode mencionar: Massa dura irregular foi sentida no quadrante interno superior da mama na posição de 2 horas, aproximadamente 2,5 cm da margem da aréola. 
Carcinoma da mama
	Compreender a drenagem linfática das mamas é de importância prática no prognóstico da metástase do carcinoma da mama – o câncer de mama. Carcinomas da mama são quase todos adeno-carcinomas derivados do epitélio glandular dos ductos terminais nos lóbulos da glândula mamária. As células cancerígenas que penetram em um vaso linfático normalmente passam através de dois ou três grupos de linfonodos antes de penetrarem no sistema venoso.
	 Interferência com a drenagem linfática da mama por câncer pode causar desvio da papila mamária e produz uma pele espessa, de aparência coriácea. A pele é espessada ou “empolada”, com poros proeminentes que lhe dão uma aparência de casca de laranja (sinal de peau d'orange”, do francês “pele de laranja”) devido ao edema (excesso de líquido no tecido subcutâneo), que resulta da drenagem linfática bloqueada. Depressões maiores resultam da invasão do câncer no tecido glandular e da fibrose (degeneração do tecido fibroso) que encurtam os ligamentos suspensores. 
 O câncer sub-areolar da mama pode causar inversão da papila mamária pelo mesmo mecanismo. 
	 As veias intercostais posteriores drenam para o sistema de veias ázigo/hemiázigo situado ao longo dos corpos vertebrais, que desemboca na veia cava superior (VCS). Através dessa rota, as células cancerígenas podem se espalhar a partir da mama para as vértebras e de lá para o crânio e o encéfalo. Quando invadem o estroma retromamário, as células cancerígenas da mama fixam-se na fáscia peitoral que cobre o músculo peitoral maior ou a invadem, ou espalham-se por metástase para os linfonodos intra-peitorais, e a mama se eleva quando o músculo se contrai. Este movimento é um sinal clínico de câncer avançado da mama. Para observar esse movimento ascendente, o médico pede á paciente que coloque as mãos nos quadris e pressiona para enrijecer os seus músculos peitorais. 
	 Vasos linfáticos conduzem células cancerígenas da mama para os linfonodos, principalmente aqueles na axila. As células alojadas nos linfonodos produzem ninhos de células tumorais (metástases). Comunicação abundante entre as vias linfáticas e os linfonodos axilares, cervicais e para-esternais pode fazer com que as metástases da mama desenvolvam-se nos linfonodos supra-claviculares, na mama oposta ou no