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Correlações clínicas   Moore   Tórax

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da artéria coronária são:
No ramo anterior (LAD) da artéria coronária esquerda;
No ramo circunflexo da artéria coronária esquerda;
Na artéria coronária esquerda e seu ramo interventricular posterior;
	Dano ao complexo estimulante do coração, frequentemente resultante da isquemia causada por doença da artéria coronária, produz distúrbios na contração do músculo cardíaco. Dano ao nó átrio-ventricular resulta em bloqueio cardíaco porque a excitação atrial não alcança os ventrículos. Como resultado, os ventrículos começam a se contrair independentemente na sua própria frequência, que é menor do que a dos átrios. Dano a um dos ramos do fascículo resulta em um bloqueio de ramo, no qual a excitação passa ao longo do ramo não afetado e produz sístole daquele ventrículo. O impulso então se espalha para o outro ventrículo, produzindo uma contração sincronizada tardia. Com um ASD, o fascículo átrio-ventricular normalmente se situa na margem do defeito. Obviamente, esta parte vital do complexo estimulante deve ser preservada durante o reparo cirúrgico do defeito. A destruição do fascículo átrio-ventricular cortaria a única ligação fisiológica entre a musculatura do átrio e a do ventrículo. 
 
Eletrocardiografia
	A passagem de impulsos no coração provenientes do nó sinoatrial pode ser amplificada e registrada como um eletrocardiograma (ECG). Teste funcional do coração inclui testes de tolerância ao exercício (teste de estresse em esteira). Este teste é feito principalmente para verificar as consequências de possível doença da artéria coronária. Testes de tolerância ao exercício são de considerável importância para se detectar a causa das irregularidades no batimento cardíaco. As leituras da frequência cardíaca, ECG e pressão sanguínea são monitoradas quando o paciente faz exercício progressivamente exigente em uma esteira. Os resultados mostram o esforço máximo que o coração do paciente pode tolerar com segurança.
Marca-passo cardíaco artificial
	Em algumas pessoas com um “bloqueio” cardíaco, um marca-passo cardíaco (aproximadamente do tamanho de um relógio de bolso) é inserido sub-cutaneamente. O marca-passo artificial consiste em um gerador de pulso ou pilha, um fio (condutor) e um eletrodo. Os marca-passos cardíacos produzem impulsos elétricos que iniciam as contrações ventriculares em um ritmo predeterminado. Um eletrodo com um cateter conectado a ele é inserido numa veia e sua progressão, através da via venosa, é acompanhada com um fluoroscópio – um dispositivo para examinar estruturas profundas em “tempo real” (á medida que o movimento ocorre) por meio de radiografias. O terminal do eletrodo do marca-passo é passado através da veia cava superior para o átrio direito e através da valva átrio-ventricular para o ventrículo direito. Aqui o eletrodo é fixado firmemente ás trabéculas cárneas situadas na parede do ventrículo e colocado em contato com o endocárdio.
Reiniciando o coração
	Na maioria dos casos de parada cardíaca, os paramédicos realizam ressuscitamento cardiopulmonar (RCP) para restaurar o débito cardíaco e a ventilação pulmonar. Aplicando-se pressão firme no tórax sobre a parte inferior do corpo do esterno (massagem de feito fechado ou cardíaca externa), o esterno move-se posteriormente de 4 a 5 cm. A pressão intra-torácica aumentada força o sangue para fora do coração para as grandes artérias. Quando a pressão externa é liberada e a pressão intra-torácica cai, o coração começa a se encher de sangue novamente. Se durante uma cirurgia o coração para de bater (parada cardíaca), o cirurgião tenta reanima-lo, usando massagem de peito aberto (direta) ou cardíaca interna.
Fibrilação do coração
	A fibrilação são contrações indiretas, múltiplas e rápidas ou contrações espasmódicas das fibras musculares, incluindo o músculo cardíaco. Na fibrilação atrial, as contrações rítmicas regulares normais dos átrios são substituídas por contrações espasmódicas não coordenadas e irregulares rápidas, de diferentes partes das paredes do átrio. Os ventrículos respondem em intervalos irregulares aos impulsos disrítmicos recebidos dos átrios, mas normalmente a circulação permanece satisfatória. Na fibrilação ventricular, as contrações normais do ventrículo são substituídas por movimentos de contração espasmódicos irregulares e rápidos que não bombeiam sangue (i.e., eles não mantêm a circulação sistêmica, estando ausente inclusive a circulação coronária). O complexo estimulante do coração danificado não funciona normalmente. Como resultado, um padrão irregular de contrações não coordenadas ocorre nos ventrículos, exceto naquelas áreas que já estão infartadas. A fibrilação ventricular é a mais desorganizada de todas as disritmias, e na sua presença não ocorre débito cardíaco eficiente. A condição é fatal se não tratada.
Desfibrilação do coração
	Um choque elétrico pode ser aplicado ao coração através da parede torácica por meio de eletrodos grandes (pás). Este choque causa a cessação de todos os movimentos cardíacos e, uns poucos minutos mais tarde, o coração pode começar a bater normalmente. Como consequência das contrações coordenadas, o bombeamento do coração é re-estabelecido e ocorre um certo grau de circulação sistêmica (incluindo a coronária).
Dor referida cardíaca
	O coração é insensível ao toque, corte, frio e calor; contudo, a isquemia e o acúmulo de produtos metabólicos estimulam as terminações de dor no miocárdio. As fibras aferentes da dor correm centralmente nos ramos cervicais médios e inferiores e, especialmente, nos ramos cardíacos torácicos do tronco simpático. Os axônios desses neurônios sensitivos primários penetram nos segmentos da medula espinal T1 até T4 ou T5, especialmente no lado esquerdo. 
	 A dor referida cardíaca é um fenômeno por meio do qual estímulos nocivos que se originam no coração são percebidos pelo paciente como dor que se origina de uma parte superficial do corpo – a pele no membro superior esquerdo, por exemplo. A dor visceral é transmitida pelas fibras aferentes viscerais que acompanham as fibras simpáticas e é tipicamente referida ás estruturas somáticas ou áreas como, por exemplo, o membro superior, que tem fibras aferentes com corpos da célula no mesmo gânglio espinal e processos centrais que penetram na medula espinal através das mesmas raízes dorsais. 
	 A dor da angina é comumente sentida como se irradiando das regiões sub-esternal e peitoral esquerda para o ombro esquerdo e a face medial do membro superior esquerdo. Esta parte do membro é suprida pelo nervo cutâneo medial do braço. Frequentemente os ramos cutâneos laterais do 2º e 3º nervos intercostais unem-se ao nervo cutâneo medial do braço. Consequentemente, a dor cardíaca é referida ao membro superior porque os segmentos da medula espinal destes nervos cutâneos (T1, T2 e T3) também são comuns ás terminações aferentes viscerais para as artérias coronárias. 
	 Contatos sinápticos também podem ser feitos com os neurônios comissurais (de conexão) que conduzem impulsos para os neurônios no lado direito de áreas comparáveis da medula espinal. Esta ocorrência explica porque a dor de origem cardíaca, embora normalmente referida ao lado esquerdo, pode ser referida ao lado direito, ambos os lados, ou ao dorso.
Mudanças etárias no timo
	Os lobos achatados, em forma de frasco, do timo são uma característica proeminente do mediastino superior durante a infância e meninice. Em alguns recém-nascidos o timo também pode estender-se superiormente através da abertura superior do tórax até o pescoço e comprimir a traqueia. O timo exerce um papel importante no desenvolvimento e manutenção do sistema imune. Á medida que a puberdade é alcançada, o timo começa a diminuir relativamente de tamanho. Na idade adulta ele já foi amplamente substituído por tecido adiposo e raramente é identificável; entretanto, ele continua a produzir linfócitos T. 
Localização da veia braquiocefálica esquerda nas crianças
	A veia braquiocefálica