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Plantas daninhas Prof. Eder Marques Obras que podem ser consultadas Manuais de identificação Livro texto (disponível na internet) • Alguns sinônimos para plantas daninhas: Plantas invasoras; Plantas ruderais; Plantas infestantes; Plantas não cultivadas; Inços; Pestes; Mato; Planta espontânea (ecologicamente correta) • Definição: Toda planta que cresce onde não é desejada. Ou: Plantas para as quais ainda não foi encontrada uma utilidade. • Planta daninha verdadeira: Planta com grande habilidade em competir com as plantas cultivadas assim como de infestar ambientes perturbados. • Grande produção de sementes; Caruru-gigante (Amaranthus retroflexus) 117.000 sementes Beldroega (Portulaca oleracea) 52.000 sementes Cipó-de-veado (Polygonum convolvulus) 12.000 sementes Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus) 1.110 sementes Características das plantas daninhas verdadeiras: Amaranthus retroflexus Cenchrus echinatus Portulaca oleracea Polygonum convolvulus Características das plantas daninhas verdadeiras: • Sementes diminutas: Além de serem produzidas em grandes quantidades, as sementes de plantas daninhas verdadeiras geralmente são pequenas. Baixo gasto de energia gasto por unidade produzida; Fáceis de serem disseminadas. • Grande longevidade e dormência das sementes Língua-de-vaca (Rumex crispus) 100 anos Caruru-gigante (Amaranthus retroflexus) 40 anos Beldroega (Portulaca oleracea) 40 anos Tiririca (Cyperus rotundus) 20 anos Características das plantas daninhas verdadeiras: Rumex crispus Cyperus rotundus Portulaca oleracea Amaranthus retroflexus Características das plantas daninhas verdadeiras: • Germinação assincrônica; Germinação assincrônica em guanxuma (Sida rhombifolia) Características das plantas daninhas verdadeiras: Pequeno período vegetativo e longo período reprodutivo; Propagação vegetativa em plantas daninhas perenes; Eficientes mecanismos de disseminação; Variabilidade genética; Tubérculos em Cyperus rotundus Sementes de Desmodium com adaptações que facilitam a sua dispersão Lepidium virginicum: Planta com longo ciclo reprodutivo • Há plantas daninhas bem adaptadas a diferentes ambientes (xéricos – alagados, salinos); • Pouco exigentes em clima e solo; • Grande agressividade competitiva; • Resistentes a pragas e doenças. Características das plantas daninhas verdadeiras: Prejuízos causados pela infestação de plantas daninhas • Prejuízos diretos Depreciação no valor da terra; Alergia pólen da grama-seda (Cynodon dactylon); Podem intoxicar animais; Redução na produtividade; Aumento dos custos de produção (os custos para o controle das plantas daninhas variam entre 2030% do custo de produção Prejuízos causados pela infestação de plantas daninhas • Prejuízos diretos Redução qualitativa do produto (produto juntamente com plantas daninhas ocasionando maior umidade); Prejuízos causados pela infestação de plantas daninhas • Prejuízos diretos Algumas plantas são parasitas de outras plantas Striga asiatica em milho Vasos da planta parasita no interior do xilema do hospedeiro Plântula de Striga asiatica aderida às raízes de milho Erva-de-passarinho em paineira famílias Loranthaceae e Santalaceae • Mecanismos de competição: Competição por água; Competição por nutrientes; o Plantas daninhas crescem mais rapidamente que as culturas; o Mesmo crescendo em igual velocidade, há a divisão dos nutrientes; Competição por luz; o Plantas daninhas podem sombrear a cultura Competição por espaço; Alelopatia; o Algumas plantas daninhas produzem substâncias que inibem o crescimento de outras plantas. Prejuízos diretos •Plantas daninhas competem com a cultura pelos recursos produtivos • Prejuízos diretos: Plantas daninhas aquáticas diminuem a eficiência de reservatórios de água; Canais de irrigação; Canais de escoamento de águas; Prejuízos causados pela infestação de plantas daninhas Taboa (Typha angustifolia) em reservatório de água Eichhornia crassipes Água-pé Pistia stratiotes • Prejuízos indiretos: Reservatórios de insetos e fitopatógenos; o Mais de 50 espécies de plantas daninhas podem hospedar o nematoide Heterodera glicines; Prejuízos causados pela infestação de plantas daninhas A guanxuma (Sida sp) pode servir como repositório do virus do mosaico dourado do feijoeiro Beldroega (Portulaca oleracea): hospedeira de Albugo sp. agente causal da ferrugem branca Capim-massambará é hospedeiro do vírus do mosaico da cana de açúcar • Prejuízos indiretos: Algumas plantas daninhas dificultam ou impedem a colheita; Prejuízos causados pela infestação de plantas daninhas Plantas de Mucuna spp. em lavouras de milho e cana de açúcar Benefícios das plantas daninhas? • Plantas pioneiras; Em solos aterrados, escavados, queimados ou em pousio as plantas promovem a sua cobertura diminuindo a erosão. • Ciclagem de nutrientes; Plantas retiram nutrientes de camadas profundas do solo e os depositam na superfície; Imobilizam nutrientes evitando que sejam perdidos por diferentes processos; • Descompactação do solo; Plantas com sistema radicular profundo rompem a camada compacta do solo deixando pequenos canais depois de sua decomposição. Benefícios das plantas daninhas? • Algumas apresentam propriedades medicinais; Mastruz (Chenopodium ambrosioides). Espectorante, inseticida e anti verminoses.... Arnica (Arnica montana) anti inflamatório, reumatismo... Quebra pedra (Phyllanthus niruri) contra cálculos. Guanxuma (Sida rhombifolia) fortificante para os nervos, combate a disenteria... Carqueja (Baccharis sp) indicada para emagrecer, controlar problemas digestivos e hepáticos Benefícios das plantas daninhas? Hortelã (Mentha spicata) usada como condimento Alimentação Orapronobis (Pereskia aculiata) usada em pratos típicos em Minas Gerais Benefícios das plantas daninhas? • Ornamentação: Samambaia (Thelypteris dentata) usada em ornamentação em ambientes úmidos Alface da agua (Pistia stratiotes) planta aquática usada em ornamentação de lagos Margaridão Sphagneticola trilobata planta invasora de áreas úmidas usada em forração de solo Cipó-de-são-joão - Pyrostegia venusta planta daninha trepadeira usada no revestimento de muros Benefícios das plantas daninhas? • Florada para abelhas Vassoura (Baccharis dracunculifolia) invasora de pastagens muito visitada por abelhas (Fonte da matéria prima para a produção da própolis verde). Assapeixe ou mata-pasto (Vernonia polyanthes) invasora de pastagens produz numerosas inflorescências muito visitadas por abelhas Ciclos de vida • Podem variar em função da região onde ocorrem: 1. Anuais: Germinam, desenvolvem, florescem, produzem sementes e morrem dentro de um ano; 1.1. Anuais de inverno: germinam outono- inverno, crescem na primavera e produzem frutos e morrem no meio do verão; Macela-branca Gnaphalium spicatum planta anual de inverno 1.2. Anuais de verão: Germinam na primavera, crescem no verão, morrem no outono. Capim papuã (Brachiaria plantaginea) uma planta anual de verão Ciclos de vida 2. Bienais: O ciclo completo demora 2 anos. No primeiro germinam e crescem. No segundo reproduzem-se e morrem. São plantas mais comuns em regiões temperadas; A mesma planta pode apresentar ciclo anual ou perene dependendoda região onde cresce. Erva-de-Macaé - Leonurus sibiricus uma planta bianual que também pode ser anual dependendo do local onde cresce Pega pinto -Boerhavia diffusa uma planta daninha que pode ter ciclo bianual ou perene 3. Perenes: Vivem mais de dois anos e renovam o seu crescimento a partir do mesmo sistema radicular. 3.1. Perenes herbáceas simples: Reproduzem-se por sementes ou vegetativamente se injuriadas. Ciclos de vida Dente-de-leão Taraxacum officinale 3. Perenes: Vivem mais de dois anos e renovam o seu crescimento a partir do mesmo sistema radicular. 3.2. Perenes herbáceas complexas: reproduzem-se por sementes e mecanismos vegetativos 3.2.1. Perenes rizomatosas: Apresentam caule subterrâneo (rizoma); Ciclos de vida Sorgo bravo - Sorghum halepense 3. Perenes: Vivem mais de dois anos e renovam o seu crescimento a partir do mesmo sistema radicular. 3.2. Perenes herbáceas complexas: reproduzem-se por sementes e mecanismos vegetativos 3.2.2. Perenes estoloníferas: Emitem estolões os quais dão origem a uma nova planta. Ciclos de vida Grama seda (Cynodon dactylon) Ciclos de vida 3. Perenes: Vivem mais de dois anos e renovam o seu crescimento a partir do mesmo sistema radicular. 3.2. Perenes herbáceas complexas: reproduzem-se por sementes e mecanismos vegetativos 3.2.3. Perenes tuberosas: São disseminadas basicamente por tubérculos. Tiririca (Cyperus rotundus) 3. Perenes: Vivem mais de dois anos e renovam o seu crescimento a partir do mesmo sistema radicular. 3.3. Perenes lenhosas: Plantas cujos caules têm crescimento secundário com incremento anual. Ciclos de vida Miconia calvescens Classificação das plantas daninhas quanto ao hábito de crescimento • Herbáceas: Plantas tenras de baixo porte; As plantas daninhas de lavouras são basicamente herbáceas. Capim colchão (Dagitaria sanguinalis) e picão preto (Bidens subalternans) duas plantas daninhas herbáceas Classificação das plantas daninhas quanto ao hábito de crescimento • Arbustivas: Apresentam ramificações desde a sua base. Importantes infestantes em pastagens Esponja (Acacia farnesiana) importante infestante em pastagens Lobeira (Solanum lycocarpum) infestante de pastagens Classificação das plantas daninhas quanto ao hábito de crescimento Trepadeiras: Beneficiam-se de outras plantas como suporte; Arbóreas: Apresentam ramificações bem definidas acima da base do caule; Classificação das plantas daninhas quanto ao hábito de crescimento • Epífitas: Crescem sobre outras plantas sem a utilização de fotoassimilados da hospedeira; Bromélias do gênero Tillandsia em fios de energia Classificação das plantas daninhas quanto ao hábito de crescimento • Hemiepífitas: Iniciam seu desenvolvimento como epífita e depois emitem seu sistema radicular que atinge o solo e dele retiram maiores quantidades de nutrientes. A planta passa a crescer mais rapidamente e acabam por estrangular a planta hospedeira; Classificação das plantas daninhas quanto ao hábito de crescimento • Parasitas: crescem sobre um hospedeiro e dele retiram fotoassimilados. Plantas parasitas: problema sério na arborização urbana de algumas cidades. Classificação das plantas daninhas quanto ao seu Habitat • Terrestres: vivem sobre o solo. Plantas indicadoras de solos férteis Fonte: Manual técnico de pedologia www.ibge.gov.br/home/.../manual_pedologia.shtm Beldroega Portulaca oleracea Plantas indicadoras de solos pobres ou ácidos. Samambaia Pteridium aquilinun Sapê Imperata brasiliensis Capim rabo de burro Andropogon bicornis Capim rabo de raposa Setaria geniculata Caruru Amarantus retroflexus • Plantas daninhas aquáticas: Aquáticas marginais ou de talude: Ocorrem nas margens de corpos de água; Classificação das plantas daninhas quanto ao seu Habitat Brachiaria purpurens Aquáticas flutuantes: Ocorrem livremente na superfície de corpos de água. Eichornia crassipes Pistia stratiotes Salvinia molesta Aquáticas emergentes: Possuem folhas na superfície e raízes ancoradas no fundo; Classificação das plantas daninhas quanto ao seu Habitat • Plantas daninhas aquáticas: Taboa -Typha angustifolia Aquáticas submersas ancoradas: Vivem submersas com as raízes presas ao fundo; Elódea -Egeria densa Eleocharis sp Dispersão de plantas daninhas • A dispersão de diásporos (dya+ sparien = semear a lanço) pode ocorrer por meios próprios (autocoria) ou com o auxílio de meios externos (alocoria). • Autocoria: A dispersão ocorre por meios próprios da planta Ocorre pelo peso dos diásporos. Ex. gramíneas A planta possui mecanismos de ejeção. Ex. mamoneira, amendoim bravo e algumas leguminosas. • Alocoria: ocorre por meios externos à planta daninha Dispersão de plantas daninhas Sonchus oleraceus • Anemocoria: Dispersão pelo vento. Facilitada por estruturas das sementes • Hidrocoria: Dispersão de diásporos pela água Facilitado por sementes pequenas e frutos secos e leves. Dispersão de plantas daninhas • Alocoria: ocorre por meios externos à planta daninha • Zoocoria: dispersão auxiliada por animais Epizoocoria: Diásporos dispersados aderidos externamente a animais Cenchrus echinatus Desmodium sp Bidens pilosa Endozoocoria: Os diásporos são dispersados por passarem pelo trato digestivo dos animais Erva-de-passarinho Solanum americanum Dispersão de plantas daninhas Alocoria: ocorre por meios externos à planta daninha Fezes de pássaros contendo sementes Competição entre plantas daninhas e plantas cultivadas Competição por nutrientes: Geralmente plantas daninhas acumulam poucos nutrientes comparado com plantas cultivadas; (Richardia brasiliensis acumula 10 vezes menos N, 20 vezes menos P e 5 vezes menos K comparado a soja) Menos exigentes em nutrientes; Mais eficientes na utilização; Diferentes plantas retiram diferentes quantidades de nutrientes; Plantas daninhas crescem mais rapidamente que as culturas; Mesmo crescendo em igual velocidade, há a divisão dos nutrientes; Alelopatia: Capacidade de inibição do crescimento de outras plantas por meio de compostos químicos. Exercido por metabólitos secundários (Não essenciais ao metabolismo da planta); Possuem como alvo: Outras plantas; Insetos; Patógenos Herbívoros... Competição entre plantas daninhas e plantas cultivadas Métodos de controle de plantas daninhas Métodos de controle de plantas daninhas Controle preventivo: evitar a introdução, estabelecimento e dispersão de plantas daninhas em determinada área geográfica. Há daninhas que acompanham lavouras em todo o mundo: Joio e o trigo... Capim arroz (Echinochloa) e o arroz; Arroz vermelho e o arroz. Medidas regulatórias: Portaria MA 443, 11 de novembro de 1986: Relaciona as espécies nocivas proibidas e nocivas toleradas. Arroz vermelho Arroz branco Joio (Lolium sp) Trigo Controle preventivo: Medidas a serem adotadas: Aquisição de sementes e mudas de elevada pureza; Limpar cuidadosamente máquinas e implementos ao serem transportados de uma área para outra; Manter animais recém adquiridos em quarentena; Utilizar resíduos de animais (esterco) somente depois de fermentados; Limpar canais de irrigação... Métodos de controle de plantas daninhas Controle cultural Visa favorecer a cultura em detrimento da planta daninha. Métodos de controle de plantas daninhas Localização da irrigação: Restringe o fornecimento de água às plantas cultivadas; Localização da adubação: Separa a invasora do adubo espacialmente; Manejo químico do solo: Elimina espécies adaptas a solos ácidos (samambaias, sapé).Rotação de culturas: As culturas normalmente são infestadas por espécies daninhas que apresentam hábitos de crescimento semelhante; Variação no espaçamento: Aumenta a competição especialmente pela luz de espécies infestantes sensíveis; Controle cultural: Visa favorecer a cultura em detrimento da planta daninha. Métodos de controle de plantas daninhas Daninhas em lavoura de milho Daninhas em canavial Cobertura verde: Competem com as plantas daninhas pelos fatores de produção; A palhada serve como barreira física a penetração de luz e emergência de plâtulas; Hospedar e favorecer a atividade microbiana no solo. Podem liberar compostos alelopáticos; Métodos de controle de plantas daninhas Controle cultural: Visa favorecer a cultura em detrimento da planta daninha. Milheto: usado como planta de cobertura Alelopatia: Capacidade de inibição do crescimento de outras plantas por meio de compostos químicos. Uso de plantas de cobertura com conhecida atividade alelopática Competição entre plantas daninhas e plantas cultivadas Plantio direto: Revolvimento mínimo do solo (apenas abrese o sulco de plantio) Não eleva à superfície sementes de camadas profundas do solo; Não fornece condições para germinação do banco de sementes; Fazse o uso de herbicidas de amplo espectro; Presença de palhada na superfície do solo (Há ganhos a partir de 6 Mg/ha); Diminui a luz na superfície do solo; Barreira física à emergência de plântulas. Controle cultural: Visa favorecer a cultura em detrimento da planta daninha. Métodos de controle de plantas daninhas Controle mecânico Com revolvimento do solo (capina): Método mais antigo para controle de plantas invasoras. Muito utilizado em pequenas áreas; Pouco eficiente e dispendioso em grandes áreas. Faz uso de equipamentos tracionados por força braçal, animal ou mecanizados. Métodos de controle de plantas daninhas Controle mecânico Sem revolvimento do solo (roçada) Comum em pastagens; Margens de rodovias; Entrelinhas de pomares; Destruição de plantas de algodoeiro. Métodos de controle de plantas daninhas Métodos de controle de plantas daninhas Controle mecânico Remoção: Usado para o controle de macrófitas em reservatórios de água Métodos de controle de plantas daninhas Controle mecânico Remoção: Usado para o controle de macrófitas em reservatórios de água Controle físico Inundação: eficiente em áreas de arroz irrigado; Cobertura do solo com filmes plásticos de cor escura: uso em áreas de olericultura; Cobertura do solo com restos vegetais: há o desfavorecimento da emergência das plantas. Métodos de controle de plantas daninhas Controle físico Solarização: Cobertura de faixas de solo com filmes plásticos. Há o aumento da temperatura e inativação de sementes. Métodos de controle de plantas daninhas Controle físico Fogo: Uso de lança chamas Usado depois da emergência das plântulas; Não é seletivo devendo ser usado com precaução. Métodos de controle de plantas daninhas Controle físico Fogo: Usado em pastagens: Há perdas de nutrientes, especialmente o nitrogênio; Favorece a emergência de plantas daninhas; Um dos principais fatores de degradação de pastagens; Sem mencionar todos os riscos... Métodos de controle de plantas daninhas Controle biológico Uso de animais domésticos para o controle de plantas infestantes; Métodos de controle de plantas daninhas Cabras comem quase tudo que é verde... Vacas para a eliminação de plantas voluntárias de soja Controle biológico Peixes para o controle de plantas daninhas aquáticas; Métodos de controle de plantas daninhas Controle biológico Uso de insetos e fitopatógenos para o controle de plantas indesejáveis Fusarium oxysporum f. sp. erythroxyli X Controle de plantas de coca na Colômbia; Pleospora papaveracea X Controle da papola – Fonte do ópio, heroína; Alternaria cassiae X fedegoso (Senna sp); Cercospora sp. X Tiririca. Métodos de controle de plantas daninhas Controle biológico Limitações: Inimigo natural realmente eficiente; Facilidade de multiplicação; Seja capaz de controlar diferentes biótipos da planta alvo; Seja específico à espécie alvo; Métodos de controle de plantas daninhas Controle químico Os primeiros estudos iniciaramse entre 18971900 com o uso de sais de cobre. Em 1908 o sulfato ferroso foi avaliado para controle de daninhas de folhas largas na cultura do trigo. Em 1942 Zimmerman e Hitchock descobriram as propriedades herbicidas do 2,4D iniciando o controle químico de plantas daninhas em escala industrial; É a classe de defensivos agrícolas mais vendida no Brasil Métodos de controle de plantas daninhas 0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Herbicidas Fungicidas Inseticidas Acaricidas Outros Métodos de controle de plantas daninhas Controle químico Vantagens: Menores dispêndios com mão de obra Alta eficiência; Diminui custos de produção; Diminui os riscos da atividade agrícola; Plantio em diferentes espaçamentos; Desvantagens: Riscos ao aplicador e ao meio ambiente; Necessidade de mão de obra especializada; Possíveis resíduos nos alimentos.