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TÍTULO IV DOS CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Atentado contra a liberdade de trabalho Art. 197 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça: I - a exercer ou não exercer arte, ofício, profissão ou indústria, ou a trabalhar ou não trabalhar durante certo período ou em determinados dias: Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência; II - a abrir ou fechar o seu estabelecimento de trabalho, ou a participar de parede ou paralisação de atividade econômica: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. QUESTÓES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Analista legislativo- Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) Acerca dos crimes contra a organização do trabalho e da tutela penal laboral, julgue os itens a seguir. Em regra, a pessoa jurídica não pode ser sujeito passivo do crime de atentado contra a liberdade de trabalho. VERDADEIRO 02. (Cespe -Analista legislativo -Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) Acerca dos crimes contra a organização do trabalho e da tutela penal laboral, julgue os itens a seguir. No crime de atentado contra a liberdade de trabalho, os meios executivos são a violência e a grave ameaça, e o preceito secundário do tipo prevê que o agente responderá pelo crime de atentado e pela figura típica correspondente à violência empregada pelo agente, caracterizando-se, assim, o concurso material de crimes. FALSO 03. (Magistrado Trabalhista- TRTl- 2010- Adaptada) Os delitos contra a organização do trabalho previstos no Código Penal, praticados mediante violência ou grave ameaça à pessoa, são incompatíveis com o chamado tipo cumulativo, uma vez que são independentes de outros crimes. FALSO GABARITO ARTIGO 197: 01V 02F 03F Atentado contra a liberdade de contrato de trabalho e boicotagem violenta Art. 198 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a celebrar contrato de trabalho, ou a não fornecer a outrem ou não adquirir de outrem matéria-prima ou produto industrial ou agrícola: Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. QUESTÓES DE CONCURSOS 01. (Promotor de Justiça- MP/PB- 2010- Adaptada) constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a não fornecer a outrem matéria-prima, como o escopo de que encerre suas atividades, constituí crime de boicotagem violenta previsto no Código Penal. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 198: 01V Atentado contra a liberdade de associação Art. 199 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a participar ou deixar de participar de determinado sindicato ou associação profissional: Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (TRT 8-Juiz do Trabalho Substituto 8° região/ 2012- Adaptada). É considerado crime de atentado contra a liberdade de associação, o ato de constranger alguém a participar ou deixar de part1c1par de determinado sindicato ou associação profissional. FALSO 02. (Advogado- CISMEPAR/PR- 2011). Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a participar ou deixar de participar de determinado sindicato ou associação profissional, caracteriza crime contra a) o patrimônio. b) a propriedade intelectual. c) a organização do trabalho. d) a liberdade pessoal. e) a pessoa. GABARITO ARTIGO 199: 01F 02C Paralisação de trabalho, seguida de violência ou perturbação da ordem Art. 200 - Participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho, praticando violência contra pessoa ou contra coisa: Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. Parágrafo único - Para que se considere coletivo o abandono de trabalho é indispensável o concurso de, pelo menos, três empregados. 01. (Cespe- Analista Legislativo- Consultor Legislativo -Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) Acerca dos crimes contra a organização do trabalho e da tutela penal laboral, julgue os itens a seguir. Para que se configure o crime de lockout, é necessária a multiplicidade de autores, porquanto se trata de delito plurissubjetivo. FALSO 02. (TRT 8-Juiz do Trabalho Substituto 8° região/2014) NÃO caracteriza crime contra organização do trabalho: a) Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça: I- a exercer ou não exercer arte, ofício, profissão ou indústria, ou a trabalhar ou não trabalhar durante certo período ou em determinados dias. 11- a abrir ou fechar o seu estabelecimento de trabalho, ou a participar de parede ou paralisação de atividade econômica. b) Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a celebrar contrato de trabalho, ou a não fornecer a outrem ou não adquirir de outrem matéria-prima ou produto industrial ou agrícola. c) Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a participar ou deixar de participar de determinado sindicato ou associação profissional. d) Participar de interrupção ou abandono coletivo de trabalho, praticando violência contra pessoa ou contra coisa. e) invadir ou ocupar estabelecimento industrial, comercial ou agrícola, com o intuito de impedir ou embaraçar o curso normal do trabalho, ou com o mesmo fim danificar o estabelecimento ou as coi~as nele existentes ou delas dispor. 03. (Magistrado Trabalhista- TRTl- 2010- Adaptada) O empregado, integrante de movimento paredista, que constrange colega de trabalho, recusando-se a cumprimentá-lo a fim de vê-lo integrar o movimento, comete atentado contra a liberdade de trabalho. FALSO 04. (Magistrado Trabalhista- TRTl- 2010- Adaptada). No delito de paralisação de trabalho seguida de violência ou perturbação da ordem, exige-se o emprego de violência contra a pessoa, restando descaracterizado o crime se a violência foi usada apenas contra determinada coisa. FALSO GABARITO ARTIGO 200: 01F 02D 03F 04F Paralisação de trabalho de interesse coletivo Art. 201 - Participar de suspensão ou abandono coletivo de trabalho, provocando a interrupção de obra pública ou serviço de interesse coletivo: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. 01. (Juiz do Trabalho- TRT14- 2011 -Adaptada) Participar de suspensão ou a abandono coletivo de trabalho, provocando a interrupção de obra pública ou serviço de interesse coletivo, não se constitui em crime contra a organização do trabalho, uma vez que para caracterizar o tipo penal é necessária a prática de violência contra pessoa ou contra coisa. FALSO 02. (Juiz do Trabalho- TRTl- 2010- Adaptada) O agente que, sem violência ou grave ameaça, participa de abandono coletivo de trabalho, provocando a interrupção de serviço de interesse público, comete o delito de paralisação de trabalho de interesse coletivo. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 201: 01F 02V Invasão de estabelecimento industrial, comercial ou agrícola. Sabotagem Frustração de direito assegurado por lei trabalhista Art. 203 - Frustrar, mediante fraude ou violência, direito assegurado pela legislação do trabalho: Pena - detenção de um ano a dois anos, e multa, além da pena correspondente à violência. § 1º Na mesma pena incorre quem: I - obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento, para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de dívida; II - impede alguém de se desligar de serviços de qualquer natureza, mediante coação ou por meio da retenção de seus documentos pessoais ou contratuais. § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço se a vítima é menor de dezoito anos, idosa, gestante, indígena ou portadora de deficiência física ou mental. 01. (Cespe- Analista Legislativo- Consultor Legislativo- Câmara dos Deputados/2014_- Adaptada) Acerca dos crimes contra a organização do trabalho e da tutela penal laboral, julgue os Itens a seguir. Se determinado empregador, mediante grave ameaça, impuser a um de seus empregados a assinatura de recibos que garantam o não pagamento de direitos trabalhistas decorrentes de rescisãocontratual, tal conduta configurará o crime de frustração de direito assegurado por lei trabalhista. FALSO 02. (TRT 21- Juiz do Trabalho Substituto 21° região/ 2012) Helenildo Guerra é dono de uma loja de venda de material de construção e emprega 14 empregados. Os empregados recebem um salário básico mais comissões sobre as vendas, mas o empregador registra em suas Carteiras de Trabalho e Previdência Social, como remuneração, exclusivamente o valor do salário básico, com o objetivo de pagar menos impostos, contribuições para a previdência social e verbas rescisórias. A conduta de Helenildo Guerra constitui crime (s): a) de frustração de direito assegurado pela legislação trabalhista e falsificação de documento público; b) de frustração de direito assegurado pela legislação trabalhista, que absorve o crime de falsificação de documento público; c) contra a organização do trabalho e falsificação de documento particular; d) de falsidade ideológica e frustração de direito trabalhista, em concurso de crimes, com a agravante de que o empregador prevaleceu-se da sua posição para infringir prejuízo ao sujeito passivo do crime; e) de frustração de direito assegurado pela legislação trabalhista, apenas, sendo a falsificação de documento particular o meio para fraudar a legislação trabalhista. 03. (TRT 19 -Juiz do Trabalho Substituto 19° região/2012). Considerando o crime de frustração de direito assegurado por lei trabalhista, é incorreto afirmar: a) A pena é de detenção de um ano a dois anos, e multa, além da pena correspondente à violência. b) Quem impede alguém de se desligar de serviços de qualquer natureza, mediante coação ou por meio da retenção de seus documentos pessoais ou contratuais, incorre na mesma pena do tipo penal em análise. c) A pena é aumentada de um quinto a um terço se a vítima é menor de dezoito aros, idosa, gestante, indígena ou portadora de deficiência física ou mental. d) Configura o tipo penal o ato de frustrar, mediante fraude ou violência, direito assegurado pela legislação do trabalho. e) Na mesma pena do tipo penal em análise incorre quem obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento, para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de dívida. 04. (TRT 8- Juiz do Trabalho Substituto 8° região/2012- Adaptada). Incorre na mesma pena prevista para o crime de frustração de direito assegurado por lei trabalhista aquele que obrigar ou coagir alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento, para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de dívida. VERDADEIRO 05. (TRT 8-Juiz do Trabalho Substituto 8° Região2012- Adaptada). Incorre na mesma pena prevista para o crime de frustração do direito assegurado por lei trabalhista aquele que impedir alguém de se desligar de serviços de qualquer natureza, mediante coação ou por meio da retenção de seus documentos pessoais ou contratuais, não havendo, todavia, aumento de pena, nesta hipótese, se a vítima for indígena. FALSO GABARITO ARTIGO 203: 01F 02A 03C 04V 05F Exercício de atividade com infração de decisão administrativa Art. 205 - Exercer atividade, de que está impedido por decisão administrativa: Pena - detenção, de três meses a dois anos, ou multa. 01. (Cespe- Analista Legislativo -Consultor Legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) Acerca dos crimes contra a organização do trabalho e da tutela penal laboral, julgue os itens a seguir. A prática isolada e esporádica de determinada atividade laboral proibida administrativamente não é suficiente para a configuração da conduta típica de exercício de atividade com infração de decisão administrativa. VERDADEIRO 02. (TRT 8-Juiz do Trabalho Substituto 8° região/ 2012- Adaptada). Não é considerado crime contra a organização do trabalho o exercício de atividade de que o agente está impedido apenas por decisão administrativa. FALSO 03. (Magistrado Trabalhista - TRT23- 2010). Quanto à figura prevista no artigo 205 do Código Penal Exercer atividade, de que está impedido por decisão administrativa, podemos afirmar: a) possui como sujeito passivo o Estado; b) somente se aplica ao empregado celetista; c) não se aplica ao servidor público; d) é admissível a modalidade culposa; e) é punido com pena máxima de um ano de detenção. 04. (Magistrado Trabalhista- TRTl- 2010- Adaptada). Considere a seguinte situação hipotética. Saulo teve seu estabelecimento comercial fechado e lacrado por decisão do MTE. No dia seguinte, ele rompeu o lacre e começou a trabalhar normalmente, tendo sido preso em flagrante logo em seguida. Nessa situação, ainda que tenha desrespeitado a decisão administrativa uma única vez, Saulo cometeu o crime de exercício de atividade com infração de decisão administrativa. FALSO GABARITO ARTIGO 205: 01V 02F 03A 04F Aliciamento para o fim de emigração Art. 206 - Recrutar trabalhadores, mediante fraude, com o fim de levá-los para território estrangeiro. Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. 01. (FCC- Juiz do Trabalho Substituto 20° região/2012) A violência NÃO constitui elemento do crime de a) aliciamento para fim de emigração. b) atentado contra a liberdade de trabalho. c) frustração de direito assegurado por lei trabalhista. d) atentado contra a liberdade de associação. e) frustração de lei sobre a nacionalização do trabalho. 02. (TRT 8- Juiz do Trabalho Substituto 8° região/2012- Adaptada) O recrutamento de trabalhadores, com o fim de levá-los para território estrangeiro não é considerado crime, ainda que mediante fraude, se houver a sua anuência. FALSO 03. (Magistrado Trabalhista- TRTl- 2010- Adaptada) O delito de aliciamento para o fim de emigração exige a constatação da violência ou grave ameaça e classifica-se como crime comum, material, plurissubsistente e unissubjetivo, admitindo-se a modalidade tentada. FALSO GABARITO ARTIGO 206: 01A 02F 03F Aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional Art. 207 - Aliciar trabalhadores, com o fim de levá-los de uma para outra localidade do território nacional: Pena - detenção de um a três anos, e multa. § 1º Incorre na mesma pena quem recrutar trabalhadores fora da localidade de execução do trabalho, dentro do território nacional, mediante fraude ou cobrança de qualquer quantia do trabalhador, ou, ainda, não assegurar condições do seu retorno ao local de origem. § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço se a vítima é menor de dezoito anos, idosa, gestante, indígena ou portadora de deficiência física ou mental. 01. (Cespe- Analista legislativo- Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) Acerca dos crimes contra a organização do trabalho e da tutela penal laboral, julgue os itens a seguir. O crime de aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional consuma-se, independentemente do êxodo efetivo, no momento em que o trabalhador é convencido a transferir-se de uma localidade para outra. VERDADEIRO 02.· (FCC- Juiz do Trabalho Substituto 4° região/ 2012) NÃO constitui causa de aumento da pena no crime de aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional a circunstância de a vítima ser a) analfabeta. b) portadora de deficiência física. c) menor de dezoito anos. d) gestante. e) indígena. GABARITO ARTIGO 207: 01V 02A Impedimento ou perturbação de cerimônia funerária Art. 209 - Impedir ou perturbar enterro ou cerimônia funerária: Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa. Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência. 01. (Cespe- Polícia Militar- PM-CE/2014- Adaptada). Julgue os itens seguintes, referentes ao crime e seus elementos e ao fato típico. A perturbação de cerimônia funerária realizada em igreja presbiteriana configurará crime contra o sentimento religioso, dado princípio da especialidade. FALSO 02. (Promotor de Justiça- MP/PB- 2010- Adaptada). Se, durante um velório,vários indivíduos, por questões pessoais e ex improviso, iniciarem uma rixa, perturbando a cerimônia funerária, deverão responder pelo crime de impedimento ou perturbação de cerimônia funerária, aplicando-se lhes a majorante decorrente do emprego de violência e sem prejuízo da pena a esta correspondente. FALSO GABARITO ARTIGO 209: 01F 02F Violação de sepultura Art. 210 - Violar ou profanar sepultura ou urna funerária: Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. 01. (Promotor de Justiça- MP/PB- 2010- Adaptada) O crime de violação de sepultura é qualificado doutrinariamente como um crime vago. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 210: 01V Destruição, subtração ou ocultação de cadáver Art. 211 - Destruir, subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele: Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. 01. (Cespe- Cartório- TJ- DF/2014) Acerca dos crimes contra o patrimônio, de tráfico de drogas, contra a dignidade sexual, contra o sentimento religioso e contra o respeito aos mortos, bem como acerca dos delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a opção correta. a) O indivíduo que mantiver relações sexuais com prostituta, prometendo-lhe, dolosa e enganosa mente, pagá-la após a prática do ato, e não cumprir com o pactuado, poderá ser responsabilizado pelo crime de estelionato. b) Constitui fato atípico a subtração de cinzas e ossos humanos de uma sepultura. c) A venda de bebida alcoólica a pessoa menor de dezoito anos constitui crime previsto no ECA. d) Segundo o entendimento do STJ e do STF, a captação irregular de sinal de TV a cabo não configura delito de furto de energia de valor econômico. e) Réu condenado pelo crime de tráfico ilícito de drogas, reincidente em razão de condenação anterior transitada em julgado pelo crime de furto, deve cumprir dois quintos da pena para que possa progredir de regime. 02. (MPE-GO- Promotor de Justiça- G0/2012). No tocante ao delito de destruição, subtração ou ocultação de cadáver (art. 211 do Código Penal), assinale o enunciado incorreto: a) Trata-se de crime compatível com o benefício da suspensão condicional do processo (Lei n2 9.099/1995, art. 89), vez que a pena prevista é de reclusão, de um a três anos, e multa. b) Segundo consolidada jurisprudência do STF, na modalidade "ocultar", o crime é permanente c) Sua consumação dá-se somente com a destruição total do cadáver d) A "múmia" não ingressa no conceito de cadáver, vez que o interesse é meramente histórico ou arqueológico, não havendo ofensa ao sentimento de respeito aos mortos. GABARITO ARTIGO 211: 01B 02C Vilipêndio a cadáver Art. 212 - Vilipendiar cadáver ou suas cinzas: Pena - detenção, de um a três anos, e multa. 01. (Cespe- Promotor de Justiça- Pl/2012- Adaptada). Suponha que João, funcionário de uma funerária, ao preparar o corpo de uma mulher para sepultamento no dia seguinte, tenha percebido que o corpo era de uma atriz famosa por quem sempre fora apaixonado e, tomado de êxtase, tenha mantido conjunção carnal com o cadáver. Nessa hipótese, João deve ser acusado de crime de estupro de vulnerável, dado que a atriz não tinha capacidade de oferecer resistência. FALSO GABARITO ARTIGO 212: 01F TÍTULO VI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL Estupro Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos § 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. § 2o Se da conduta resulta morte: Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos 01. (Cespe- Defensor Público- T0/2013) Augusto levou sua filha, Ana, de treze anos de idade, a uma boate cuja entrada era permitida apenas para pessoas maiores de dezoito anos de idade, para que a menina se encontrasse com amigas que comemoravam o aniversário de uma delas. O segurança da boate não pediu documento de identificação à menina, que aparentava ser maior de idade. Após consumir algumas doses de tequila, Ana começou a flertar com Otávio, de vinte e oito anos de idade, e disse ao rapaz que tinha dezesseis anos de idade. Após breve conversa, Otávio convidou a adolescente a ir com ele a um motel. Lisonjeada, porém indecisa, Ana perguntou a opinião de suas amigas, que foram unânimes em incentivá-la a aceitar o convite, pois conheciam muito bem Otávio. Na manhã seguinte, após ter relações sexuais consentidas com Otávio, com quem perdera a virgindade, Ana retornou, sozinha, para casa. Desconfiado do que a filha poderia ter feito na noite anterior, Augusto começou a interrogá-la, e ela, por medo, afirmou ter sido obrigada a manter relações sexuais com Otávio. Ato contínuo, Augusto levou a filha até a delegacia de polícia, onde registrou ocorrência policial contra Otávio. Com base nos fatos narrados na situação hipotética acima apresentada, assinale a opção correta. a) o crime de estupro de vulnerável impõe, em caráter absoluto, um dever geral de abstenção da conduta de manter conjunção carnal ou qualquer ato libidinoso com pessoa menor de quatorze anos de idade, podendo, entretanto, ser reconhecido o erro de tipo da parte de Otávio, o que engendraria a atipicidade de sua conduta. b) caso Otávio seja absolvido da acusação, ficará configurado o crime de denunciação caluniosa cometido por Augusto. c) As amigas de Ana figuram como partícipes do crime do qual Otávio é acusado, pois incentivaram a vítima, menor de idade, a ir ao motel com pessoa maior de idade. d) Em razão de ter levado a filha a local exclusivo para pessoas maiores de dezoito anos de idade e de nada ter feito para impedir o fato, pode ser imputado a Augusto o crime de estupro de vulnerável praticado por omissão imprópria, visto que, na qualidade de pai e, portanto, de agente garant1dor, deveria impedir a ocorrência do resultado. e) Otávio praticou o crime de corrupção sexual de menores, dado o consentimento das relações sexuais, figurando o segurança da boate como partícipe do referido delito, na medida em que sua negligencia no trabalho foi determinante para a ocorrência do resultado. 02. (FCC- Promotor de Justiça- AP/2012- Adaptada) A revogação do art. 214 do Código Penal pela lei no 12.015/09 conduziu à abolitio criminis do delito de atentado violento ao pudor anteriormente cometido. 03. (Cespe- Juiz de Direito substituto-PI/ 2012- Adaptada). No estupro, se da conduta. resultar lesão corporal de natureza grave ou se a vítima tiver menos de dezoito anos de idade, aplicar-se-á causa especial de aumento de pena. FALSO 04. (Vunesp- Defensor Público- MS/ 2012). No crime de estupro, a) não é possível a responsabilização penal por omissão. b) há presunção de violência quando a vítima não é maior de 14 anos. c) a tipificação não exige o contato físico entre a vítima e o agente. d) como regra, a ação penal é privada, exigindo-se a queixa-crime. 05. (Cespe- Defensor Público- RO/ 2012- Adaptada) Aplica-se ao agente de violência real ou grave ameaça em crime de estupro ou atentado violento ao pudor a causa especial de aumento de pena prevista no art. 9° da lei que trata dos crimes hediondos. FALSO 06. (Promotor de Justiça- MP/BA 2010). Com o advento da lei 12.015/2009, seria correto afirmar: I. A prática da conjunção carnal seguida da prática de outros atos libidinosos não caracteriza, necessariamente, concurso material de crimes. II. A nova lei operou uma espécie de fusão de figuras penais anteriormente autônomas na antiga' redação. III. A nova lei implicou algumas inovações benéficas· para os acusados, devendo, por conseguinte, retroagir no particular. IV. A nova lei inovou sempre para prejudicar os acusados, não deverão, por conseguinte, retroagir. V. o estupro passou a ser uma figura bi-comum no que tange aos sujeitos, após a nova lei. a) Apenasa alternativa I é falsa. b) Apenas a alternativa II é falsa. c) Apenas alternativa III é falsa. d) Apenas a alternativa IV é falsa. e) Apenas a alternativa V é falsa. 07. (Promotor de Justiça- MP/SE- 2010) Túlio praticou ato libidinoso, ao tocar os seios de Cid a, e, nesse momento, decidiu estuprá-la. Túlio acabou, então, consumando ambas as condutas contra a mesma vítima e no mesmo contexto. Nessa situação hipotética, Túlio deverá responder a) pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em concurso formal. b) pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em concurso material. c) pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em continuidade delitiva. d) por crime único de estupro. e) por crime único de atentado violento ao pudor. 08. (Promotor de Justiça- MP/PR- 2011- Adaptada) O crime de estupro (CP, art. 213) não admite hipóteses de justificação e de exclusão da culpabilidade. FALSO 09. (Delegado de Polícia- PC/ES- 2011). Por incidência do princípio da continuidade normativo-típica, é correto afirmar que, no âmbito dos delitos contra a dignidade sexual, as condutas anteriormente definidas como crime de ato libidinoso continuam a ser punidas pelo direito penal brasileiro, com a ressalva de que, segundo a atual legislação, a denominação adequada para tal conduta é a de crime de estupro. VERDADEIRO 10. (Promotor de Justiça- MP/DFT- 2011- Adaptada) A integração, no artigo 213 do Código Penal, sob a rubrica de estupro, da conjunção carnal e dos atos libidinosos distintos desta, não impede o reconhecimento da tentativa nessa modalidade de crime. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 213: 01A 02F 03F 04C 05F 06D 07D 08F 09V 10V Violação sexual mediante fraude Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa. 01. (UEG- Delegado de Polícia- G0/2013) Madame Pink, recém-casada, procura o médico ginecologista para realizar exames preventivos de rotina. Antes de iniciar o exame, o médico pede que a paciente se dispa. logo após ela se deitar na maca ginecológica, acaricia sua vagina e nela introduz seu dedo. Nesse caso, o médico responderá por a) estupro de vulnerável b) estupro c) assédio sexual d) violação sexual mediante fraude 02. (Cespe- Promotor de Justiça- Pl/2012- Adaptada) O agente que mantiver conjunção carnal com menor de quatorze anos mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima deve responder pelo crime de violação sexual mediante fraude. 03. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-PI/ 2012- Adaptada). Caso o delito de violação sexual mediante fraude seja cometido com o fim de obtenção de vantagem econômica, o infrator sujeitar-se-á também à pena de multa. VERDADEIRO 04. (Cespe- Defensor Público -SE/ 2012- Adaptada). Há crime de violação sexual mediante fraude, denominado de estelionato sexual, quando a vítima esteja impossibilitada de oferecer resistência ou qualquer outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade, como, por exemplo, ocorre após a ingestão de bebidas alcoólicas, e o agente não tenha provocado ou concorrido para a situação, nas apenas se aproveitado do fato. FALSO GABARITO ARTIGO 213: 01A 02F 03F 04C 05F 06D 07D 08F 09V 10V Assédio sexual Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. Parágrafo único. § 2o A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. 01. (Vunesp -Investigador de Polícia- SP/2013). Assinale a alternativa correta no que tange aos crimes contra a pessoa e a dignidade sexual previstos no Código Penal. a) O homicídio será qualificado se for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio. b) Constranger um homem, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso diverso da conjunção carnal, caracteriza o crime de atentado violento ao pudor e não de estupro. c) Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função, caracteriza o crime de assédio sexual. d) Se o agente comete o crime de homicídio impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, independentemente de injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. e) Não se caracteriza o crime de aborto provocado por terceiro aquele praticado pelo médico, se a gravidez resulta de estupro, ainda que sem o consentimento da gestante capaz. 02. (FCC- Promotor de Justiça- AP/2012- Adaptada). Apenas mulher pode ser sujeito passivo do delito de assédio sexual. FALSO 03. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-PI/ 2012- Adaptada) No assédio sexual, o fato de a vítima ter menos de dezoito anos de idade qualifica o crime, razão pela qual as penas desse delito estarão majoradas em seus limites abstratamente cominados. FALSO 04. (FCC- Defensor Público- SP/ 2012- Adaptada) O crime de assédio sexual pressupõe a prevalência da condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de cargo, emprego ou função, para o fim de obtenção de vantagem econômica ou favorecimento sexual. FALSO 05. (Defensor Público- DPE/PA- 2009) O constrangimento com intuito de obter favorecimento sexual que caracteriza o crime de assédio sexual (art. 216-A, do Código Penal) a) não pode ter como vítima o homem. b) é qualificado se praticado pelo pai contra vítima menor de 14 anos. c) absorve a eventual violência de natureza leve utilizada em seu cometimento. d) pressupõe a condição de superioridade hierárquica ou ascendência inerente ao exercício de emprego, cargo ou função. e) é indiferente ao consentimento da vítima para caracterização do crime. 06. (Magistrado Estadual- TJ/MG- 2009- Adaptada). Pratica assédio sexual (art. 216-A do CP) a mulher que obriga qualquer homem a manter com ela conjunção carnal FALSO GABARITO ARTIGO 216-A: 01C 02F 03F 04F 05D 06F Estupro de vulnerável Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. § 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. § 2o (VETADO) § 3o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. § 4o Se da conduta resulta morte: Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. 01. (Cespe- Analista Judiciário- Área Judiciária- TJ- CE/2014). Com relação ao excesso punível, aos crimes contra a dignidade sexual, aos crimes contra o sentimento religioso e o respeito aos mortos, aos crimes contra a família e aos crimes contra a administração pública, assinale a opção correta. a) No crime de bigamia, a data do fato constitui o termo inicial do prazo prescricional. b) Comete o crime de concussão o empregado de empresa pública que, utilizando-se de grave ameaça, exige para si vantagem econômica. c) Ao contrário do que ocorria com a Parte Geral do Código Penal de 1940, o Código Penal atual não prevê, expressamente, a aplicabilidade das regras de excesso punível às quatro causas de exclusão de ilicitude. d) No estupro de vulnerável, a presunção de violência é absoluta, segundo a jurisprudênciado STJ, sendo irrelevante a aquiescência do menor ou mesmo o fato de já ter mantido relações sexuais anteriormente. e) As cinzas humanas não podem ser objeto material do crime de vilipêndio a cadáver. 02. (FEPESE- Promotor de Justiça- SC/2014) Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se ele é falso ou verdadeiro: ( ) São considerados vulneráveis, para fins sexuais, apenas menores de 14 anos, conforme expressamente dispõe o Código Penal Brasileiro. FALSO 03. (UFPR- Defensor Público- PR/2014). Considera-se vulnerável, para fins de tipificação do crime de estupro de vulnerável (art. 217-A, § 1", do CP): a) o maior de 60 anos. b) quem, por deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato. c) o menor de 16 anos, ainda que possua o necessário discernimento para a prática do ato. d) o descendente, menor de 18 anos, ainda que possua o necessário discernimento para a prática do ato. e) a mulher, no âmbito das relações domésticas. 04. (MPE-SC- Promotor de Justiça-SC/2013). Nos crimes contra a dignidade sexual, tratando-se da vítima menor de 14 anos, ou enferma ou deficiente mental sem o necessário discernimento para o ato, a situação em que o proxeneta e o cliente que pratica a conjunção carnal enquadram-se no delito de estupro de vulnerável; enquanto o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local responderão, tão somente, pelo crime de favorecimento à prostituição, na modalidade de conduta equiparada. Já, quando a vítima explorada sexualmente for menor de 18 e maior de 14 anos, o cliente que pratica a conjunção carnal responderá pelo crime de favorecimento à prostituição. VERDADEIRO 05. (MPE-RS- Promotor de Justiça- RS/2012- Adaptada) Cirurgião plástico que, depois de anestesiar sua paciente, de 24 anos, toca em suas partes íntimas, aproveitando-se de seu estado de inconsci- ência e de sua total incapacidade de resistência, responde pelo crime denominado de "estupro de vulnerável". VERDADEIRO 06. (Consulplan- Promotor de Justiça - MG/2012) Dr. José, médico "aposentado" do Hospital Naval; mudou-se para Leopoldina/MG: vendeu sua cobertura em Ipanema (Rio de Janeiro/RJ) e adquiriu uma fazenda com gado leiteiro, na "bucólica" região da zona da mata mineira. Indo à cidade para a missa que mandou rezar em memória de um ano da morte de sua esposa, Dr. José conheceu Mariazinha, que, apesar de contar apenas 16 (dezesseis) anos de idade, celebrava, no mesmo culto religioso, sua prodigiosa aprovação em primeiro lugar no vestibular de Medicina da UFJF. Dr. José se apaixonou por Mariazinha e, naquela noite, após uma festa no clube da cidade, manteve com ela conjunção carnal consentida. Hoje, às vésperas da esperada mudança da adolescente para Juiz de Fora/MG, o pai de Mariazinha recebeu a notícia de que a adolescente está no quinto mês de gravidez. Mariazinha manteve relação sexual exclusivamente com Dr. José- e apenas uma vez! Quanto ao enquadramento jurídico-penal da conduta de Dr. José, que nega ser o pai do nascituro, é CORRETO afirmar que se trata de: a) assédio sexual. b) violação sexual de vulnerável. c) corrupção de menor. d) indiferente penal. 07. (FCC- Promotor de Justiça - AP/2012 -Adaptada) O estupro de vulnerável não é crime hediondo, já que se trata de hipótese de presunção de violência. FALSO 08. (Cespe- Defensor Público- SE/2012- Adaptada) De acordo com o CP, considera-se vulnerável, em razão do estado ou condição pessoal da vítima, a pessoa com menos de dezoito e mais de catorze anos de idade, por se presumir a menor capacidade de reagir a intervenções de terceiros no exercício de sua sexualidade, de maneira absoluta. FALSO 09. (Cespe- Defensor Público- SE/2012- Adaptada). Configura estupro de vulnerável a indução da pessoa com mais de quatorze anos e menos de dezoito anos de idade a praticar conjunção carnal ou ato de libidinagem para satisfazer a lascívia de outrem, devendo estar necessariamente presente o elemento subjetivo do injusto. FALSO 10. (Cespe- Defensor Público- SE/2012- Adaptada). Em se tratando de estupro de vulnerável, caso tenha ocorrido consentimento da pessoa ofendida, o regime inicial de cumprimento poderá ser diverso do fechado, ou, mesmo, a pena privativa de liberdade ser substituída por restritiva de direitos, visto que a violência impeditiva da substituição, conforme previsto no CP, é a violência real. FALSO 11. (Cespe- Defensor Público- RO/ 2012- Adaptada) O art. 224 do CP, no qual era prevista a presunção de violência em crimes sexuais, foi revogado, tendo sido criado um novo tipo penal, tipificado como estupro de vulnerável, que caracteriza a abolitio criminis da conduta prevista no art. 214 (atentado violento ao pudor) c/c o art. 224 do CP. FALSO 12. (Defensor Público- DPE/AM- 2011). Sobre o conceito de vulnerável, nos crimes contra a dignidade sexual, marque a alternativa correta: a) ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso contra pessoa com idade igual ou menor de 14 anos se enquadra no conceito de prática de crime sexual contra vulnerável; b) considera-se vulnerável, nos termos do Código Penal, pessoa menor de 14 anos, ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tenha o necessário discernimento para a prática do ato, bem como por qualquer outra causa não, possa oferecer resistência; c) considera-se vulnerável, nos crimes contra a dignidade sexual, pessoa com idade igual ou inferior a 14 anos e desde que por enfermidade ou deficiência mental não tenha o necessário discernimento para a prática do ato, bem como por qualquer outra causa não possa oferecer resistência; d) praticar ato libidinoso ou ter conjunção carnal com pessoa menor de 14 anos não é crime, desde que haja o consentimento e desde que não se trate de pessoa que por enfermidade ou deficiência mental não tenha o necessário discernimento para a prática do ato, bem como por qualquer outra causa não possa oferecer resistência. e) nenhuma das anteriores. 13. (Promotor de Justiça- MP/CE- 2011) O estupro de vulnerável pressupõe que a) a vítima seja menor de 14 anos e do sexo feminino. b) a violência seja real e a vítima menor de 14 anos. c) haja conjunção carnal e a vítima seja menor de 12 anos. d) a vítima seja menor de 12 anos, independentemente do sexo e da natureza da violência, desde que haja conjunção carnal. e) a vítima seja menor de 14 anos e haja conjunção carnal ou outro ato libidinoso. 14. (Promotor de Justiça - MP/DFT- 2011- Adaptada). Nos crimes de estupro de vulnerável havidos após o início de vigência da Lei nº 12.015/2009, não se aplica a causa de aumento de metade da pena constante no artigo 9º da Lei dos Crimes Hediondos, relativa aos delitos praticados na hipótese de presunção de violência. GABARITO DO ARTIGO 217-A: 01D 02F 03B 04V 05V 06D 07F 08F 09F 10F 11F 12B 13E 14V Corrupção de menores Art. 218. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. Parágrafo único. 01. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-PI/ 2012- Adaptada). Segundo entendimento do STJ, após a Lei nº 12.015/2009, o crime de corrupção de menores passou a ser material, ou seja, é exigida prova do efetivo corrompimento do menor. FALSO 02. (Cespe- Defensor Público- RO/ 2012- Adaptada). Pratica crime de corrupção de menores, previsto no art. 218 do CP, aquele que induz menor de dezesseis anos a satisfazer a lascívia de outrem. FALSO GABARITO DO ARTIGO 218: 01F 02F Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente Art. 218-A. Praticar, na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 01. (FUNCAB- Delegado de Polícia- ES/2013) Maria, a pedido de sua prima Joana, por concupiscência desta, convenceu sua vizinha Pau lia na, de 12 anos de idade, a assistir Joana e seu namorado Paulo em intimidades sexuais. Assim, pode-seconcluir que Maria obrou para o delito de: a) submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento. b) aliciar criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso. c) favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável. d) satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente. e) corrupção de menores. 02. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-PI/ 2012- Adaptada) O crime de satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente consuma-se com dolo genérico, não se exigindo 0 chamado especial fim de agir. FALSO GABARITO DO ARTIGO 218-A: 01F 02F Favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável. Art. 218-B. Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone: Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos. § 1o Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa. § 2o Incorre nas mesmas penas: I - quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput deste artigo; II - o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo. § 3o Na hipótese do inciso II do § 2o, constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento. 01. (FCC- Juiz de Direito Substituto- PE/2013). No crime de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável, a) o sujeito passivo só pode ser pessoa menor de dezoito anos. b) a pena é aumentada de um terço, se praticado com o fim de obter vantagem econômica. c) constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento. d) punível quem praticar conjunção carnal-com alguém menor de dezoito e maior de doze anos em situação de prostituição. e) punível o proprietário do local em que se verifiquem as práticas, ainda que delas não tenha conhecimento. 02. (FCC- Defensor Público- AM/2013). Constitui crime contra a dignidade sexual praticar conjunção carnal ou outro ato libidinoso, sem violência ou grave ameaça, com alguém não deficiente mental ou enfermo a) menor de dezoito anos e maior de dezesseis anos. b) menor de dezoito anos e maior de quatorze anos em situação de prostituição. c) menor de vinte e um anos e maior de quatorze anos em situação de prostituição. d) em situação de prostituição, independentemente da idade. e) menor de dezesseis anos e maior de quatorze anos. 03. (Cespe- Promotor de Justiça- RR/2012). Durante operação conjunta das polícias civil e militar, do conselho tutelar e do juizado da infância e juventude de determinada cidade do interior, foram encontrados, em uma boate, dez adolescentes, com idades entre dezesseis e dezessete anos, de ambos os sexos, trabalhando, em trajes minúsculos, como garçons e garçonetes no estabelecimento. Havia, ainda, adolescentes se exibindo em espetáculo de striptease. Considerando a situação hipotética acima ·apresentada e o que dispõe o CP acerca dos crimes contra a dignidade sexual, assinale a opção correta. a) Suponha que algum adulto tenha praticado, com outro adulto, conjunção carnal ou qualquer outro ato libidinoso na presença dos adolescentes, ou que os tenha induzido a presenciar os referidos atos, a · fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem. Nessa situação, esse adulto deve ser responsabilizado pelo delito de satisfação de lascívia na presença de criança ou adolescente. b) o proprietário ou o gerente do estabelecimento deve ser responsabilizado tão somente pelo delito de manutenção de estabelecimento para exploração sexual, haja ou não mediação direta na exploração sexual. c) Devem responder penalmente pela prática do delito de favorecimento à exploração sexual de vulnerável o proprietário, o gerente ou o responsável pela boate e, de igual modo, os clientes encontrados no local. d) Se algum dos clientes da boate for encontrado mantendo conjunção carnal ou qualquer outro ato libidinoso com algum adolescente, será responsabilizado por estupro de vulnerável, se restar demonstrado o pleno conhecimento da menoridade da vítima, ainda que esta tenha assentido em realizar a conduta. e) Caso os adolescentes tenham ingressado voluntariamente no estabelecimento para o exercício das atividades descritas e, ao tentarem deixar o local e cessar as práticas, tenham sido impedidos pelo proprietário e gerente, restará consumado o delito de exploração sexual de vulnerável na forma de impedimento ou dificultarão do abandono da atividade, cuja pena será agravada da quarta parte pelo concurso de pessoas, com aplicação de pena de multa, tendo como efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e funcionamento da boate. 04. (FCC- Promotor de Justiça-AP/2012- Adaptada). Configura o crime de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável praticar conjunção carnal com alguém menor de quatorze anos submetido à prostituição. FALSO 05. (Cespe- Defensor Público- ES/ 2012- Adaptada). Considere que Silas, maior, capaz, motorista de caminhão, tenha praticado conjunção carnal com Lúcia, de dezessete anos de idade, após tê-la conhecido em uma boate às margens da rodovia, conhecido ponto de prostituição. Nessa situação hipotética, o erro em relação à menoridade da vítima elide o dolo e afasta a tipicidade, e, caso Silas tenha atuado na dúvida, resta caracterizado o delito de exploração sexual de vulnerável. VERDADEIRO 06. (Defensor Público- DPE/SP- 2010- Adaptada) A prática de conjunção carnal com menor de quatorze anos em situação de exploração sexual configura crime de favorecimento à prostituição de vulnerável. FALSO 07. (Promotor de Justiça- MP/SC- 2010- Adaptada) O artigo 2188, do Código Penal, "Favorecimento da Prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável", na hipótese de condenação do crime mencionado do proprietário ou gerente do local, em que se verifique a prática delituosa, a lei criou um efeito obrigatório da condenação: a cassação da licença de localização e funcionamento do estabelecimento. VERDADEIRO GABARITO DO ARTIGO 218-B: 01C 02B 03E 04F 05V 06F 07V Ação penal Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante ação penal pública condicionada à representação. Parágrafo único. Procede-se, entretanto, mediante ação penal pública incondicionada se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa vulnerável. 01. (FCC- Promotor de Justiça- AP/2012- Adaptada). lrretroativa a nova disposição do art. 225 do Código Penal que estabelece sempre ser pública condicionada ou incondicionada a ação penal nos crimes contra a liberdade sexual ou contra vulnerável. VERDADEIRO 02. (Vunesp- Juiz de Direito Substituto-RJ/ 2012). Os crimes contra a dignidade sexual são, como regra, processados e julgados por ação a) privada, mas são de ação pública incondicionada se a vítima ou seus pais não podem prover às despesas do processo, sem privar-se de recursos indispensáveis à manutenção própria ou da família ou se o crime é cometido com abuso do pátrio poder, ou da qualidade de padrasto, tutor ou curador. b) pública incondicionada, mas são de ação pública condicionada à representação quando se trata de vítima maior de idade. c) pública condicionada à representação, mas são de ação pública incondicionada se a vítima ou seus pais não podem prover às despesas do processo, sem privar-se de recursos indispensáveis à manutenção própria ou da família ou se o crime for cometido com abuso do pátrio poder, ou da qualidade de padrasto, tutor ou curador. d) públicacondicionada à representação, mas são de ação pública incondicionada quando se trata de vítima menor de dezoito anos ou vulnerável. 03. (Promotor de Justiça- MP/PR- 2011- Adaptada) A ação penal do crime de estupro, em sua forma simples (CP, art. 213, caput), é de natureza privada. FALSO 04. (Defensor Público- DPE/SP- 2010- Adaptada) Após a Lei no 12.015/09, a regra geral para as ações penais em crimes contra a liberdade sexual passou a ser a de ação pública incondicionada. FALSO GABARITO DO ARTIGO 225: 01V 02D 03F 04F Aumento de pena Art. 226. A pena é aumentada: I – de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas; II – de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tem autoridade sobre ela; III - 01. (Vunesp-Juiz de Direito Substituto-MG/ 2012). Nos crimes de estupro (artigo 213 do Código Penal) e estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código Penal), a pena é aumentada pela metade quando o a) agente é empregador da vítima. b) crime é cometido em concurso de duas ou mais pessoas. c) agente é reincidente específico. d) agente praticou o crime em estado de embriaguez preordenada. 02. (Cespe- Defensor Público- SE/ 2012- Adaptada) A pena prevista para os crimes contra a dignidade sexual é majorada da quarta parte se houver concurso de duas ou mais pessoas e é aumentada de metade se da infração penal resultar gravidez. VERDADEIRO 03. (Juiz de Direito-TJ/PE- 2011- Adaptada). Nos crimes contra a liberdade sexual, NÃO constitui causa de aumento da pena a circunstância de o agente ser casado. VERDADEIRO 04. (Juiz de Direito- TJ/PE- 2011- Adaptada). Nos crimes contra a liberdade sexual, NÃO constitui causa de aumento da pena a circunstância de o agente ser empregador da vítima. FALSO 05. (Juiz de Direito-TJ/PE- 2011- Adaptada). Nos crimes contra a liberdade sexual, NÃO constitui causa de aumento da pena a circunstância de o crime ser cometido com concurso de duas ou mais pessoas. FALSO GABARITO DO ARTIGO 226: 01A 02V 03V 04F 05F CAPÍTULO V DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOA PARA FIM DE PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL Mediação para servir a lascívia de outrem Art. 227 - Induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem: Pena - reclusão, de um a três anos. § 1o Se a vítima é maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos, ou se o agente é seu ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro, irmão, tutor ou curador ou pessoa a quem esteja confiada para fins de educação, de tratamento ou de guarda: Pena - reclusão, de dois a cinco anos. § 2º - Se o crime é cometido com emprego de violência, grave ameaça ou fraude: Pena - reclusão, de dois a oito anos, além da pena correspondente à violência. § 3º - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa. 01. (Defensor Público- DPE/SP- 2010- Adaptada). Para a tipificação do crime de lenocínio, exige-se que a conduta seja dirigida a pessoa determinada. VERDADEIRO GABARITO DO ARTIGO 227: 01V CAPÍTULO VI DO ULTRAJE PÚBLICO AO PUDOR Ato obsceno Art. 233 - Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 01. (Vunesp- Delegado de Polícia -SP/2014) "X", em um cinema, durante a exibição de um filme que continha cenas de sexo, é flagrado por policiais expondo e manipulando sua genitália. Tal conduta, em tese, a) tipifica o crime de mediação para satisfazer a lascívia de outrem. b) tipifica o crime de ato obsceno. c) tipifica o crime de favorecimento da prostituição. d) não tipifica crime algum, em razão da existência de excludente de ilicitude. e) não tipifica crime algum, uma VEZ que "X" estava em local apropriado para a prática desse tipo de conduta. 02. (Magistrado Estadual- TJ/SP- 2009). Pode constituir, em tese, ato obsceno, na figura típica do art. 233 do Código Penal, a) a exposição de cartazes, em lugar aberto ao público, mostrando corpos nus. b) a exposição à venda de revista com fotografias de cunho pornográfico em lugar aberto ao público. c) o ato de urinar em lugar público com exibição do pênis. d) a exposição pública de fotografias de crianças nuas. GABARITO DO ARTIGO 233: 01B 02C CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES GERAIS Aumento de pena Art. 234-A. Nos crimes previstos neste Título a pena é aumentada: I – (VETADO); II – (VETADO); III - de metade, se do crime resultar gravidez; e IV - de um sexto até a metade, se o agente transmite à vitima doença sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador. 01. (Cespe- Defensor Público- RR/2013). Assinale a opção correta com relação aos crimes contra a · dignidade sexual. a) Para a consumação do crime de tráfico internacional de pessoa para fim de exploração sexual, é indispensável que a pessoa que ingressar ou sair do território nacional venha a exercer, efetivamente, a prostituição ou seja submetida a outra forma de exploração sexual. b) Incidirá majorante no quantum da pena referente à prática de crime contra a dignidade sexual de que resulte gravidez ou transmissão à vítima, com dolo direto ou eventual, de doença sexualmente transmissível de que o agente saiba ser portador. c) O delito consistente em manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento para que nele ocorra exploração sexual possui como elemento constitutivo do tipo a habitualidade da conduta e o objetivo do lucro, sob pena de atipicidade da conduta. d) De acordo com a doutrina, o preceito contido no CP em relação ao assédio sexual contempla a conduta perpetrada por líder religioso que, aproveitando-se do exercício de seu ministério, assedia sexualmente uma fiel seguidora. e) Considere a seguinte situação hipotética: Pedro, maior de idade, capaz, promoveu o deslocamento, no território nacional, de diversas pessoas, maiores e capazes, de ambos os sexos, com o consentimento expresso delas, fornecendo-lhes transporte e alojamento, para elas acompanharem eventos esportivos e exercerem a prostituição. Pedro obteve vantagem econômica em razão do agenciamento dessas atividades. Nessa situação hipotética, o assentimento das vítimas afasta o delito de tráfico interno de pessoas para fim de prostituição. 02. (Juiz de Direito- TJ/PE- 2011- Adaptada). Nos crimes contra a liberdade sexual, NÃO constitui causa de aumento da pena a circunstância de resultar gravidez. FALSO 03. (Juiz de Direito- TJ/PE- 2011- Adaptada). Nos crimes contra a liberdade sexual, NÃO constitui causa de aumento da pena a circunstância de o agente transmitir doença sexualmente transmissível de que sabe ser portador. FALSO GABARITO DO ARTIGO 234-A: 01B 02F 03F Art. 234-B. Os processos em que se apuram crimes definidos neste Título correrão em segredo de justiça 01. (Fundação Aroeira- Delegado de Polícia - T0/2014). Correrão em segredo de justiça os processos em que se apurarem crimes de a) ultraje a culto. b) rufianismo. c) vilipendio. d) aliciamento para o fim de emigração. Bigamia Art. 235 - Contrair alguém, sendo casado, novo casamento: Pena - reclusão, de dois a seis anos. § 1º - Aquele que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa casada, conhecendo essa circunstância, é punido com reclusão ou detenção, de um a três anos. § 2º - Anulado por qualquer motivo o primeiro casamento, ou o outro por motivo que não a bigamia, considera-se inexistente o crime. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Cartório- TJ- BA/2014) Acerca dos dispositivos da Parte Especial do CP, assinale a opção correta. a) o crime de bigamia pressupõe existência válida de um primeiro casamento, devidamente legitimado pela lei civil, não se considerando, para a caracterização desse crime, a união estável. b) o funcionário público que, ao informar seus dados pessoais para a elaboração de compromisso de compra e venda de um imóvel, fornecerdeclaração falsa de estado civil com vistas a prejudicar direito de cônjuge praticará o crime de falsificação de documento público, cabendo, nesse caso, aumento de pena, pelo fato de ser o agente funcionário público. c) o testamento particular não se equipara, para fins penais, ao documento público, já que seu conteúdo refere-se a interesses exclusivamente privados. d) servidor público que divulgue, sem justa causa, conteúdo de processo administrativo com tramitação sigilosa armazenado em banco de dados da administração pública e que, com tal divulgação, atingir a intimidade de particular diretamente envolvido na questão tratada no procedimento responderá por crime contra a honra e crime de violação de segredo profissional em relação à administração pública. e) Aquela que, penalmente responsável, registrar, como seu, filho recém-nascido de outra mulher, alterando formalmente seu estado civil, responderá pelo crime de supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil de recém-nascido em concurso formal com o crime de falsidade decorrente da inscrição falsa no registro de nascimento da criança. 02. (FUNCAB- Delegado de Polícia- ES/2013) Túlio, em razão de seu casamento com Maria, declarou no cartório de registro de pessoas naturais que era divorciado, sendo o matrimônio com Maria consumado. Entretanto, Túlio era casado com Claudia, mas estavam separados de fato há muitos anos. Serviram como testemunhas Joana e Paulo, primos de Túlio, que tinham conhecimento do casamento e da separação de fato deste com Claudia. Assim pode-se afirmar: I - Houve o crime de falsidade ideológica praticado por Túlio, mas que restará absorvido pelo princípio da especialidade. II - Trata-se de crime próprio, sendo coautores Joana e Paulo, primos de Túlio. III. A anulação do casamento de Túlio com Claudia pelo motivo da bigamia, tornaria inexistente o crime de bigamia. IV. O objeto material desse crime é Claudia. Indique a opção que contempla a(s) assertiva(s) correta(s). a) I, ll, III e IV. b) I, II e III, apenas. c) II, apenas. d) III, apenas. e) IV, apenas. 03. (Cespe- Promotor de Justiça- Pl/2012- Adaptada). Caracteriza-se como crime de bigamia o fato de o agente sendo casado, contrair novo casamento; anulado, por qualquer motivo, o primeiro casamento, ou o outro por motivo que não a bigamia, considera-se inexistente o crime. VERDADEIRO 04. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) O delito de bigamia se consuma no momento da lavratura do assento no livro de Registro. FALSO ARTIGO 235 GABARITO: 01A 02C 03V 04F Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. Parágrafo único - A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimento, anule o casamento. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Fundação Aroeira- Delegado de Polícia- T0/2014) É de ação penal de iniciativa privada personalíssima do ofendido, o crime de a) conhecimento prévio de impedimento. b) simulação de autoridade para celebração de casamento. c) simulação de casamento. d) induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento. 02. (Cespe- Juiz de Direito- TJ-DFT/2014). Constitui causa extintiva da punibilidade a) a morte da vítima, no crime de induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento. b) a anulação, nos crimes de bigamia, do primeiro casamento. c) o perdão, nos crimes de ação privada. d) a perempção, nos crimes de ação pública. e) a retratação, nos crimes de falso testemunho ou falsa perícia, desde que antes do trânsito em julgado da sentença do processo em que ocorreu o ilícito. GABARITO ARTIGO 236: 01D 02A Registro de nascimento inexistente Art. 241 - Promover no registro civil a inscrição de nascimento inexistente: Pena - reclusão, de dois a seis anos. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) A pessoa que faz falsa declaração, promovendo o registro civil de nascimento inexistente, comete o crime de falsidade ideológica. FALSO 02. (Magistrado Estadual- TJ/SC- 2009- Adaptada) A inscrição no registro civil, de nascimento inexistente, prevista no art. 241 do Código Penal, admite o reconhecimento da forma privilegiada ou o perdão judicia se o crime foi praticado por motivo de reconhecida nobreza. FALSO GABARITO ARTIGO 241: 01F 02F Parto suposto. Supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil de recém-nascido Art. 242 - Dar parto alheio como próprio; registrar como seu o filho de outrem; ocultar recém-nascido ou substituí-lo, suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil: Pena - reclusão, de dois a seis anos. Parágrafo único - Se o crime é praticado por motivo de reconhecida nobreza: Pena - detenção, de um a dois anos, podendo o juiz deixar de aplicar a pena. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) O delito intitulado "parto suposto" consubstancia na conduta da mãe que dá parto próprio como alheio. FALSO GABARITO ARTIGO 242: 01F Parto suposto. Supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil de recém-nascido Entrega de filho menor a pessoa inidônea Abandono material Art. 244. Deixar, sem justa causa, de prover a subsistência do cônjuge, ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos, não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar, sem justa causa, de socorrer descendente ou ascendente, gravemente enfermo: Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa, de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. Parágrafo único - Nas mesmas penas incide quem, sendo solvente, frustra ou ilide, de qualquer modo, inclusive por abandono injustificado de emprego ou função, o pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Defensor Público- DPE/GO- 2011) Romeu e Julieta se apaixonaram quando se conheceram. Mas a vida de casados desgastou a relação e o casal separou-se de fato quando seu único filho, Romeuzinho, completou sete anos. Julieta, então, com dedicação e trabalho, passou a sustentar sozinha o filho, cuidando para que nada lhe faltasse. Completados dois anos dessa situação, uma vizinha noticiou o fato na Delegacia de Polícia e Romeu foi preso em flagrante pelo crime de abandono material (CP, art. 244: deixar, sem justa causa, de prover a subsistência de filho menor de 18 anos, não lhe proporcionando os recursos necessários). Penalmente, está correto a defesa técnica alegar que o crime de abandono material a) é de ação penal privada, logo a persecução penal não poderia ter sido iniciada pela vizinha. b) não foi recepcionado pela Constituição Federal, pois cria obstáculo intransponível para a reconciliação do casal e preservação da família. c) não se configurou, porque a vítima efetivamente não ficou ao desamparo, uma vez que a assistência foi prestada por sua mãe. d) não se configurou, porque não houve pensão alimentícia judicialmente acordada. e) não é permanente, mas unissubsistente, logo não admite prisão em flagrante. 02. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) O pagamento, a posteriori da prisão civil, de pensão alimentícia judicialmente acordada, impede a consumação do crime de abandono material FALSO GABARITO DO ARTIGO 244: 01C 02F Abandono intelectual Art. 247 - Permitir alguém que menor de dezoito anos, sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância: I - frequente casa de jogo ou mal-afamada, ou conviva com pessoa viciosa ou de má vida; II - freqüente espetáculocapaz de pervertê-lo ou de ofender-lhe o pudor, ou participe de representação de igual natureza; III - resida ou trabalhe em casa de prostituição; IV - mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração pública: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. QUESTÓES DE CONCURSOS 01. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) A meretriz que permite que seu filho, menor de 18 (dezoito) anos, resida em casa de prostituição, comete o delito de abandono moral, previsto no art. 247, do CP. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 247: 01V TÍTULO VIII DOS CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA CAPÍTULO I DOS CRIMES DE PERIGO COMUM Incêndio Art. 250 - Causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena - reclusão, de três a seis anos, e multa. Aumento de pena § 1º - As penas aumentam-se de um terço: I - se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio; II - se o incêndio é: a) em casa habitada ou destinada a habitação; b) em edifício público ou destinado a uso público ou a obra de assistência social ou de cultura; c) em embarcação, aeronave, comboio ou veículo de transporte coletivo; d) em estação ferroviária ou aeródromo; e) em estaleiro, fábrica ou oficina; f) em depósito de explosivo, combustível ou inflamável; g) em poço petrolífico ou galeria de mineração; h) em lavoura, pastagem, mata ou floresta. Incêndio culposo § 2º - Se culposo o incêndio, é pena de detenção, de seis meses a dois anos. QUESTÓES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Polícia Militar- PM-CE/2014- Adaptada). Julgue os itens a seguir, acerca dos crimes contra a incolumidade pública. Em se tratando de crimes de incêndio e explosão, admite-se o concurso de crimes, afastando-se a aplicação do princípio da consunção. VERDADEIRO 02. (FEPESE- Promotor de Justiça- SC/2014). Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se ele é falso ou verdadeiro: ( ) Constitui causa de aumento da pena do crime de incêndio, previsto no Código Penal Brasileiro, ação de colocar fogo em balsa que transporta veículos na travessia de um rio que liga dois municípios do mesmo Estado. VERDADEIRO 03. (Promotor de Justiça- MP/SE- 2010- Adaptada). No que concerne a crime de incêndio, a intenção de obter vantagem pecuniária com a conduta constitui fato não punível, pois pertence à fase de cogitação do crime e não pode, assim, ser punida. FALSO 04. (Promotor de Justiça- MP/SE- 2010- Adaptada). Não se pune o incêndio culposo, a menos que o sujeito ativo possua o dever legal de evitar o perigo. FALSO 05. (Promotor de Justiça- MP/SE- 2010- Adaptada). Para que o crime de incêndio se consume, é necessário que haja ao menos lesão corporal leve em uma das vítimas. FALSO 06. (Promotor de Justiça- MP/SC- 2009- Adaptada). Causar incêndio expondo a perigo o patrimônio de outrem, é tipo penal classificado como crime de perigo abstrato. FALSO GABARITO ARTIGO 250: 01V 02V 03F 04F 05F 06F Explosão Art. 251 - Expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, mediante explosão, arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos: Pena - reclusão, de três a seis anos, e multa. § 1º - Se a substância utilizada não é dinamite ou explosivo de efeitos análogos: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. Aumento de pena § 2º - As penas aumentam-se de um terço, se ocorre qualquer das hipóteses previstas no § 1º, I, do artigo anterior, ou é visada ou atingida qualquer das coisas enumeradas no nº II do mesmo parágrafo. Modalidade culposa § 3º - No caso de culpa, se a explosão é de dinamite ou substância de efeitos análogos, a pena é de detenção, de seis meses a dois anos; nos demais casos, é de detenção, de três meses a um ano. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Promotor de Justiça- MP/SE- 2010- Adaptada) Tratando-se de crime de explosão, se a substância utilizada não for dinamite ou explosivo de efeitos análogos, o agente será menos severamente punido. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 251: 01V Inundação Art. 254 - Causar inundação, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena - reclusão, de três a seis anos, e multa, no caso de dolo, ou detenção, de seis meses a dois anos, no caso de culpa. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Promotor de Justiça- MP/SE- 2010- Adaptada) O crime de inundação é punido mesmo que a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem não sejam expostos a perigo. FALSO GABARITO ARTIGO 254: 01F Perigo de inundação Art. 255 - Remover, destruir ou inutilizar, em prédio próprio ou alheio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação: Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Vunesp- Procurador Jurídico- SAAE - SP/2014) O crime de perigo de inundação (CP, art. 255) apenas está caracterizado se a) o agente age dolosamente. b) a inundação efetivamente ocorre. c) a remoção de obstáculo se dá em obra pública. d) o autor do fato tinha o dever de evitar o resultado. e) ocorre dano efetivo à vida, integridade física ou patrimônio de outrem. GABARITO ARTIGO 255: 01A Desabamento ou desmoronamento Art. 256 - Causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. Modalidade culposa Parágrafo único - Se o crime é culposo: Pena - detenção, de seis meses a um ano. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-BA/2012- Adaptada). Não é prevista a modalidade culposa para o crime de desabamento. FALSO GABARITO ARTIGO 256: 01F CAPÍTULO II DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRANSPORTE E OUTROS SERVIÇOS PÚBLICOS Perigo de desastre ferroviário Art. 260 - Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: I - destruindo, danificando ou desarranjando, total ou parcialmente, linha férrea, material rodante ou de tração, obra-de-arte ou instalação; II - colocando obstáculo na linha; III - transmitindo falso aviso acerca do movimento dos veículos ou interrompendo ou embaraçando o funcionamento de telégrafo, telefone ou radiotelegrafia; IV - praticando outro ato de que possa resultar desastre: Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa. Desastre ferroviário § 1º - Se do fato resulta desastre: Pena - reclusão, de quatro a doze anos e multa. § 2º - No caso de culpa, ocorrendo desastre: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. § 3º - Para os efeitos deste artigo, entende-se por estrada de ferro qualquer via de comunicação em que circulem veículos de tração mecânica, em trilhos ou por meio de cabo aéreo. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-BA/ 2012- Adaptada). Não integram o tipo penal perigo de desastre ferroviário os veículos de tração mecânica por meio de cabo aéreo. FALSO GABARITO ARTIGO 260: 01F Arremesso de projétil Art. 264 - Arremessar projétil contra veículo, em movimento, destinado ao transporte público por terra, por água ou pelo ar: Pena - detenção, de um a seis meses. Parágrafo único - Se do fato resulta lesão corporal, a pena é de detenção, de seis meses a dois anos; se resulta morte, a pena é a do art. 121, § 3º, aumentada de um terço. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Promotor de Justiça- MP/SC- 2010- Adaptada) O crime de arremesso de projétil admite tentativa. FALSO GABARITO ARTIGO 264: 01F Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública Art. 265 - Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa. Parágrafo único - Aumentar-se-á a pena de 1/3 (um terço) até a metade, se o dano ocorrer em virtude de subtração de material essencial ao funcionamentodos serviços. 01. (Cespe- Polícia Militar- PM-CE/2014- Adaptada). Julgue os itens a seguir, acerca dos crimes contra a incolumidade pública. Um eletricista que, sem se utilizar dos cuidados necessários, por desconhecê-los, interromper o serviço de discagem do telefone 190 da polícia militar, prejudicando um serviço de utilidade pública, responderá por crime contra a incolumidade pública, na modalidade culposa, ante a ausência da potencial consciência da ilicitude. FALSO GABARITO ARTIGO 265: 01F CAPÍTULO III DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA Infração de medida sanitária preventiva Art. 268 - Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa. Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Vunesp- Juiz de Direito Substituto-RJ/ 2012) O crime de infração de medida sanitária preventiva tem pena aumentada de um terço se o agente I. é funcionário da saúde pública; II. praticou o ato com intenção de lucro; III. exerce profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro. Completa adequadamente a proposição o que se afirma apenas em a) III. b) I e III. c) II. d) I. GABARITO ARTIGO 268: 01B Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios Art. 272 - Corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo, tornando-o nociva à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo: Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. § 1º-A - Incorre nas penas deste artigo quem fabrica, vende, expõe à venda, importa, tem em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado, corrompido ou adulterado. § 1º - Está sujeito às mesmas penas quem pratica as ações previstas neste artigo em relação a bebidas, com ou sem teor alcoólico. Modalidade culposa § 2º - Se o crime é culposo: Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. 01. (Cespe- Analista legislativo- Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) A respeito dos crimes relacionados à saúde pública e à remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano, julgue os itens subsecutivos. Caso, por negligência, o responsável pelo fornecimento de um produto alimentício destinado a consumo humano provoque alterações nas substâncias originais desse produto, reduzindo-lhe o valor nutritivo, tal conduta configurará crime contra a saúde pública, mesmo que seja praticada na forma culposa. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 272: 01V Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais Art. 273 - Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais: Pena - reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa. § 1º - Nas mesmas penas incorre quem importa, vende, expõe à venda, tem em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo o produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado. § 1º-A - Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos, as matérias-primas, os insumos farmacêuticos, os cosméticos, os saneantes e os de uso em diagnóstico. § 1º-B - Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1º em relação a produtos em qualquer das seguintes condições: I - sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente; II - em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior; III - sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização; IV - com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade; V - de procedência ignorada; VI - adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente. Modalidade culposa § 2º - Se o crime é culposo: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Promotor de Justiça- MP/SC- 2009- Adaptada). Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais é crime formal. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 273: 01V TÍTULO IX DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA Incitação ao crime Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime: Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-ES/2012- Adaptada) O delito de incitação ao crime configura-se independentemente de a incitação ser dirigida à prática de determinada infração penal, estando configurado o crime com a mera incitação genérica. FALSO 02. (Promotor de Justiça- MP/SC- 2010- Adaptada). Para a configurar o delito de Incitação ao Crime, é necessário que a apologia seja praticada publicamente. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 286: 01F 02V Apologia de crime ou criminoso Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime: Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa. QUESTÕES DE CONCURSOS 01 (Cespe _Juiz de Direito Substituto-ES/2012.- Adaptada) O delito de apologia de crime ou de criminoso só se configura se praticado publicamente, não abrangendo o fato contravencional ou imoral, mas o fato culposo. FALSO GABARITO ARTIGO 287: 01F Associação Criminosa Art. 288. Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. Parágrafo único. A pena aumenta-se até a metade se a associação é armada ou se houver a participação de criança ou adolescente. QUESTÓES DE CONCURSOS 01. (Vunesp- Procurador Município- Prefeitura São Paulo - SP/2014). No que concerne à alteração legislativa introduzida pela Lei do Crime Organizado (12.850/13) ao art. 288 do CP, o antigo crime de "quadrilha ou bando" passou a ser denominado "organização criminosa" a) O número mínimo de pessoas para a configuração do delito passou de 4 para 3; diferentemente da antiga redação, atualmente exige-se expressamente associação "para o fim específico de se cometer crimes", foi inserida nova causa de aumento, que tem incidência quando criança ou adolescente integram a quadrilha. b) o número mínimo de pessoas para a configuração do delito passou de 4 para 3; diferentemente da antiga redação, atualmente exige-se expressamente associação "para o fim específico de se cometer crimes", sem outra (s) alteração (es). c) o número mínimo de pessoas para a configuração do delito passou de 4 para 3; diferentemente da antiga redação, sem outra (s) alteração (es). d) diferentemente da antiga redação, atualmente exige-se expressamente associação "para o fim específico de se cometer crimes"; foi inserida nova causa de aumento, que tem incidência quando criança ou adolescente integram a quadrilha, sem outra (s) alteração (es). e) diferentemente da antiga redação, atualmente exige-se expressamente associação "para o fim específico de se cometer crimes", sem outra (s) alteração (es). 02. (Cespe- Procurador do Estado- PGE-BA/2014- Adaptada). Julgue os itens que se seguem, referentes aos diversos tipos penais. A associação de três ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes, configura quadrilha ou bando, devendo a pena imposta ao condenado com base nesse tipo penal ser aumentada até a metade quando tomarem parte da associação criança, adolescente, idoso ou pessoas com deficiência. FALSO 03. (Vunesp- Juiz de Direito Substituto- SP/2014). Assinale a opção verdadeira. No Direito brasileiro posto, é elemento do tipo penal da Associação Criminosa: a) Voltar-se à prática de delitos cuja pena máxima supera cinco anos. b) Possuir ao menos três pessoas. c) Estruturação hierarquizada, com divisão de tarefas entre os seus membros.d) Possuir ao menos quatro pessoas. GABARITO ARTIGO 288: 01A 02F 03B Constituição de milícia privada Art. 288-A. Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código: Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (UESPI- Delegado de Polícia- Pl/2014) No que se refere aos crimes contra a paz pública, assinale a alternativa INCORRETA a) O art.288-A do Código Penal brasileiro constitui um tipo penal aberto, posto que o legislador deixara de definir o que se pode entender por "organização paramilitar", "milícia particular", "grupo" e "esquadrão". b) Para configuração do crime de associação criminosa não se exige a realização do fim visado, mas tão somente o simples fato de figurar como integrante da associação. c) Como a nova redação do tipo penal previsto no art.288 do Código Penal brasileiro exige a associação de apenas três pessoas, esta se caracteriza como norma mais severa e, assim, irretroativa neste aspecto. d) O crime de constituição de milícia privada caracteriza-se como delito plurissubjetivo ou de concurso necessário. e) O crime de constituição de milícia privada não exige, para sua configuração, um elemento subjetivo especial, podendo a prática recair sobre qualquer crime previsto no ordenamento jurídico. GABARITO ARTIGO 288-A: 01E TÍTULO X DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA CAPÍTULO I DA MOEDA FALSA Moeda Falsa Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena - reclusão, de três a doze anos, e multa. § 1º - Nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa ou exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circulação moeda falsa. § 2º - Quem, tendo recebido de boa-fé, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, a restitui à circulação, depois de conhecer a falsidade, é punido com detenção, de seis meses a dois anos, e multa. § 3º - É punido com reclusão, de três a quinze anos, e multa, o funcionário público ou diretor, gerente, ou fiscal de banco de emissão que fabrica, emite ou autoriza a fabricação ou emissão: I - de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei; II - de papel-moeda em quantidade superior à autorizada. § 4º - Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda, cuja circulação não estava ainda autorizada. 01. (FCC- Analista Judiciário- Oficial de Justiça Avaliador- TRF 4/2014) A respeito do crime de moeda falsa, tal como tipificado no Código Penal (art. 289) a) há duas hipóteses de condutas culposas, uma delas de menor potencial ofensivo. b) há uma hipótese de conduta culposa de menor potencial ofensivo. c) há uma hipótese de conduta dolosa de menor potencial ofensivo. d) há uma hipótese de conduta culposa, mas nenhuma de menor potencial ofensivo. e) todas as hipóteses são de condutas dolosas, mas nenhuma de menor potencial ofensivo. 02. (CESPE- Procurador BACEN/2013- Adaptada). Ao delito de emissão de vinte e cinco moedas falsas nos valores de dois reais é aplicável o princípio da insignificância, em face da inexistência de grave prejuízo ao sistema financeiro e da observância de princípios constitucionais aplicáveis aos crimes. FALSO 03. (Vunesp- Escrivão de Polícia- SP/2013). Aquele que desvia e faz circular moeda, cuja circulação não estava ainda autorizada, incorre nas penas do crime de: a) falsidade ideológica. b) petrechos para falsificação de moeda. c) moeda falsa. d) emissão de título ao portador sem permissão legal. e) falsificação de papéis públicos. 04. (Cespe-Juiz Federal Substituto 2ª região/2013- Adaptada). Aquele que fabricar uma nota de cinco reais similar à verdadeira não poderá ser beneficiado pela incidência do princípio da insignificância, ainda que seja primário e de bons antecedentes. VERDADEIRO 05. (FCC- Analista Judiciário -Área Judiciária - TRF 5/2012- Adaptada). No crime de moeda falsa, mesmo ausente a capacidade ilusória da contrafação, tem-se caracterizada sua consumação. FALSO 06. (MPF- Procurador da República/2012) leia as proposições abaixo: I o crime de moeda falsa, previsto no art. 289, caput, do CP, consuma-se no lugar e no momento em que se conclui a falsificação, em qualquer de suas modalidades, independentemente de ser colocada de modo efetivo em circulação; II a falsificação de várias moedas, na mesma ocasião, configura crime continuado; III se o autor da falsificação da moeda no estrangeiro a trouxer para o Brasil responderá pelos crimes de falsificação e de circulação de moeda falsa, em concurso; IV guardar moeda falsa, sem ser o proprietário, ciente da falsidade, constitui crime independentemente de sua intenção de colocá-la em circulação. Dentre as proposições acima: a) apenas são corretas as dos itens I e IV; b) apenas são corretas as dos itens I e III; c) apenas são corretas as dos itens II e III; d) todas são incorretas. 07. (Analista- TRE/MT- 2010- Adaptada). Considerando que um indivíduo tenha falsificado cinquenta moedas metálicas de vinte e cinco centavos de reais, colocando-as em circulação, segundo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por serem as moedas de pequeno valor, será aplicável o princípio da insignificância, pela mínima ofensividade da conduta do agente. FALSO 08. (Defensor Público Federal- OPU- 2010). Considere a situação hipotética em que Ricardo, brasileiro, primário, sem antecedentes, 22 anos de idade, e Bernardo, brasileiro, 17 anos de idade, de comum acordo e em unidade de desígnios, tenham colocado em circulação, no comércio local de Taguatinga/ DF, seis cédulas falsas de R$ 50,00, com as quais compraram produtos alimentícios, de higiene pessoal e dois pares de tênis, em estabelecimentos comerciais diversos. Considere, ainda, que, ao ser acionada, a polícia, rapidamente, tenha localizado os agentes em um ponto de ônibus e, além dos produtos, tenha encontrado, na posse de Ricardo, duas notas falsas de R$ 50,00 e, na de Bernardo, uma nota falsa de mesmo valor, além de R$ 20,00 em cédulas verdadeiras. Na delegacia, os produtos foram restituídos aos legítimos proprietários, e as cédulas, apreendidas. Nos termos da situação hipotética descrita e com base na jurisprudência dos tribunais superiores, admite-se a prisão em flagrante dos agentes, considera-se a infração praticada em concurso de pessoas e, pelas circunstâncias descritas e ante a ausência de prejuízo, deve-se aplicar o princípio da insignificância. FALSO 09. (Procurador Federal- AGU- 2010). É atípica a conduta do agente que desvia e faz circular moeda cuja circulação a inda não estava autorizada, pois constitui elementar do crime de moeda falsa a colocação em circulação de moeda com curso legal no país ou no exterior. FALSO 10. (Magistrado Federal- TRF3- 2010- Adaptada) O crime de colocar em circulação moeda falsa é instantânea. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 289: 01C 02 F 03C 04V 05F 06A 07F 08F 09F 10V Petrechos para falsificação de moeda Art. 291 - Fabricar, adquirir, fornecer, a título oneroso ou gratuito, possuir ou guardar maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Delegado de Polícia- PC/AP- 2010- Adaptada) A simples posse de qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda constitui crime punido com pena de reclusão. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 291: 01V Emissão de título ao portador sem permissão legal Art. 292 - Emitir, sem permissão legal, nota, bilhete, ficha, vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. Parágrafo único - Quem recebe ou utilizacomo dinheiro qualquer dos documentos referidos neste artigo incorre na pena de detenção, de quinze dias a três meses, ou multa. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Procurador Federal/2013- Adaptada). Aquele que emitir, sem permissão legal, título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador praticará crime contra a ordem econômica, as relações de consumo, e a economia popular. FALSO GABARITO ARTIGO 292: 01F CAPÍTULO II DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAPÉIS PÚBLICOS Falsificação de papéis públicos Art. 293 - Falsificar, fabricando-os ou alterando-os: I – selo destinado a controle tributário, papel selado ou qualquer papel de emissão legal destinado à arrecadação de tributo; II - papel de crédito público que não seja moeda de curso legal; III - vale postal; IV - cautela de penhor, caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público; V - talão, recibo, guia, alvará ou qualquer outro documento relativo a arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável; VI - bilhete, passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União, por Estado ou por Município: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa. § 1o Incorre na mesma pena quem: I – usa, guarda, possui ou detém qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo; II – importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda, fornece ou restitui à circulação selo falsificado destinado a controle tributário; III – importa, exporta, adquire, vende, expõe à venda, mantém em depósito, guarda, troca, cede, empresta, fornece, porta ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, produto ou mercadoria: a) em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tributário, falsificado; b) sem selo oficial, nos casos em que a legislação tributária determina a obrigatoriedade de sua aplicação. § 2º - Suprimir, em qualquer desses papéis, quando legítimos, com o fim de torná-los novamente utilizáveis, carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. § 3º - Incorre na mesma pena quem usa, depois de alterado, qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo anterior. § 4º - Quem usa ou restitui à circulação, embora recibo de boa-fé, qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem este artigo e o seu § 2º, depois de conhecer a falsidade ou alteração, incorre na pena de detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. § 5o Equipara-se a atividade comercial, para os fins do inciso III do § 1o, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em vias, praças ou outros logradouros públicos e em residências. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-BA/ 2012.- Adaptada). Suponha que Maria, de dezenove anos de idade, receba, de boa-fé, de um desconhecido passe falso de transporte de empresa administrada pelo governo e o utilize imediatamente após ser alertada, por seu irmão, da falsidade do bilhete. Nessa situação, a conduta de Maria caracteriza-se como atípica. FALSO GABARITO ARTIGO 293: 01F Petrechos de falsificação Art. 294 - Fabricar, adquirir, fornecer, possuir ou guardar objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. QUESTÓES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Cartório-TJ- BA/2014). Com relação aos crimes contra a fé pública, assinale a opção correta. a) Quando representar crime-meio para a falsificação de papéis públicos, o crime de petrechos de falsificação deverá ser absorvido pelo crime-fim. b) Segundo o entendimento do STF, não comete o crime de uso de documento falso o agente que, abordado por autoridade policial, é impelido a exibir o documento falsificado para se identificar. c) A falsificação de cartão de crédito, por si só, não configura conduta típica punível, uma vez que esse tipo de cartão não é um documento propriamente dito, mas constitui apenas uma base material destinada a estampar informe ou outros dados creditícios. d) Aquele que constituir formalmente uma empresa, inserindo nomes fictícios no contrato social, praticará crime de falso ideológico e de falso material. e) A produção de declaração falsa de pobreza para obter os benefícios da justiça gratuita constitui crime de falsidade de documento particular. GABARITO ARTIGO 294: 01A Art. 295 - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte. QUESTÓES DE CONCURSOS 01. (Cespe- Promotor de Justiça - RR/2012- Adaptada) A agravante prevista nos crimes de falsificação de papéis públicos somente terá incidência sobre o funcionário público cujas atividades estejam diretamente relacionadas com os documentos contrafeitos e desde que tenha ele se prevalecido do cargo para a prática da infração, não bastando a simples condição de funcionário. FALSO GABARITO ARTIGO 295: 01F CAPÍTULO III DA FALSIDADE DOCUMENTAL Falsificação do selo ou sinal público Art. 296 - Falsificar, fabricando-os ou alterando-os: I - selo público destinado a autenticar atos oficiais da União, de Estado ou de Município; II - selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público, ou a autoridade, ou sinal público de tabelião: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. § 1º - Incorre nas mesmas penas: I - quem faz uso do selo ou sinal falsificado; II - quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. III - quem altera, falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. § 2º - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011- Adaptada). Dentre os crimes contra a fé pública, NÃO constitui crime próprio a falsificação de selo ou sinal público. VERDADEIRO 02. (Juiz do Trabalho- TRT1- 2010- Adaptada). Para a aplicação da pena pela prática do delito de falsificação de sinal público, é irrelevante o fato de o agente ser funcionário público, ainda que cometa o crime prevalecendo-se do cargo. FALSO GABARITO ARTIGO 296: 01V 02F Falsificação de documento público Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. § 1º - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte. § 2º - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular. § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório; II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita; III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. § 4o Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no § 3o, nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços 01. (FEPESE- Promotor de Justiça- SC/2014). Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se eleé falso ou verdadeiro: ( ) A modificação do numerário do chassi contido no documento de um veículo caracterizará a prática do delito de falsificação de documento público e não de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. VERDADEIRO 02. (UEG- Agente de Polícia- G0/2013) O tipo penal objetivo é composto, além do núcleo, por elementos secundários ou circunstanciais explícitos ou implícitos. Nesse contexto, qual das expressões típicas abaixo constitui um elemento normativo do tipo? a) O "alguém", no crime de homicídio. b) O "assenhoreamento definitivo", no crime de furto. c) O "documento", no crime de falsidade documental. d) A "coisa móvel", no crime de roubo ou furto. 03. Cespe- Juiz de Direito Substituto- MA/ 2013) Ana recebeu de Bete um cheque em pagamento de uma dívida de dez mil reais e, ato contínuo, inseriu o algarismo 1 antes do valor numérico preenchido no documento e as palavras "cento e" antes da palavra "dez", alterando o valor do cheque para cento e dez mil reais. Na sequência, transferiu o cheque, por endosso, a Camila, de quem recebeu a quantia de cem mil reais. Em face dessa situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com posicionamento sumulado do STJ. a). Caso o cheque seja compensado e seja descoberta a fraude, Camila deverá responder por uso de documento falso em concurso com estelionato. b) Ana deve responder pelo falso material, ainda que tenha recebido o cheque com a assinatura do emitente falsificada. c) Ana deve responder apenas pelo crime de estelionato. d) Ana deve responder, cumulativamente, por falsificação de documento e estelionato. 04. (FCC- Agente Fiscal de Rendas- SP/2013). Em relação ao delito de falsificação de documento público, é correto afirmar que: a) também o configura a falsificação do conteúdo do documento, embora verdadeira a forma. b) os títulos transmissíveis por endosso podem ser objeto material da infração. c) a pena deve ser aumentada da sexta parte se o agente é funcionário público, mesmo que não se prevaleça do cargo. d) admite a forma culposa. e) não é absorvido pelo estelionato, ainda que nele se exaure, sem mais potencialidade lesiva, segundo entendimento sumula do Superior Tribunal de Justiça. 05.(Cespe- Analista Judiciário- Área Judiciária- CNJ/2013- Adaptada) Crime de falsificação de documento público, quando cometido por funcionário público, admite a modalidade culposa-- hipótese em que a pena é reduzida. FALSO 06. (MPT- Procurador do Trabalho/2012- Adaptada) Para os efeitos penais previstos no tipo "falsificação de documento público", equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular. VERDADEIRO 07. (TRT 15- Juiz do Trabalho Substituto 15º região/ 2012- Adaptada) A fé pública é o bem juridicamente protegido pelo tipo penal que prevê o delito de falsificação de documento público. O objeto material é o documento público falsificado, no todo ou em parte, ou o documento público verdadeiro que fora alterado pelo agente. Admite-se a tentativa. VERDADEIRO 08. (FCC- Juiz do Trabalho Substituto 11º região/ 2012) NÃO incorre nas penas cominadas ao delito de falsificação de documento público quem a) insere, na folha de pagamento ou documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. b) omite, em documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, o nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. c) faz inserir, na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. d) omite, em documento público, declaração que dele devia constar, ou nele insere ou faz inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. e) insere, em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. 09. (FCC- Juiz do Trabalho Substituto 4º região/ 2012). Incorre nas penas cominadas ao delito de falsificação de documento público quem a) omite de folha de pagamento da empresa ou de documentos de informações previstos pela legislação previdenciária, segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços. b) insere, em documento particular, declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar verdade sobre fato juridicamente relevante. c) deixa de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços. d) insere, em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. e) omite, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias. 10. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011). No crime de falsificação de documento público, a) ser o agente funcionário público é causa de aumento da pena, ainda que não se tenha prevalecido do cargo. b) a forma do documento é verdadeira, mas seu conteúdo é falso. c) o objeto material pode ser testamento particular. d) a falsificação deve ser integral, não se punindo a meramente parcial. e) não basta para a tipificação da infração a alteração de documento público verdadeiro. 11. (Juiz ~o Trabalho- TRT1- 2010- Adaptada) O empregador que não realiza as devidas anotações nas carteiras de trabalho e previdência social de seus empregados estará incurso nas sanções do crime de falsificação de documento público. VERDADEIRO 12. (Promotor de Justiça - MP/SP - 2010- Adaptada). É possível a modalidade culposa do crime de falsificação de documento público; FALSO 13. (Analista- MPU - 2010) Diogo, com a finalidade específica de cometer sonegação fiscal, falsificou documento público e o utilizou na declaração feita à autoridade fazendária, com o escopo de pagar tributo em valor menor do que o efetivamente devido. Nessa situação, de acordo com a legislação especial de regência, as infrações penais cometidas - falsificação, uso de documento falso e sonegação fiscal - serão punidas de forma autônoma e em concurso material. FALSO 14(Juiz Do Trabalho- TRT1- 2010- Adaptada) A substituição de fotografia em documento público de identidade verdadeiro pertencente a outrem, com a intenção de falsificá-lo, configura o crime de falsificação de documento público. VERDADEIRO 15. (Juiz do Trabalho- TRT1- 2010- Adaptada). Para que tenha início a persecução penal no crime de falsificação de documento público, deve haver o esgotamento da via administrativa no intuito de atestar a falsidade documental. FALSO 16. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) O fato típico de falsificação de documento público pode se efetivar através de rasura ou cancelamento de palavra do texto, ainda que não haja substituição de seu conteúdo. FALSO 17. (Delegado _de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) O delito de falsificação de documento público previdenciário pode ser praticado de forma omissiva. FALSO GABARITO ARTIGO 297: 01V 02 C 03D 04B 05F 06V 07V 08D 09D 10C 11V 12F 13F 14V 15F 16F 17F Falsificação de documento particular Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.Falsificação de cartão Parágrafo único. Para fins do disposto no caput, equipara-se a documento particular o cartão de crédito ou débito. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Fundação Aroeira- Delegado de Polícia- T0/2014) A falsificação de cartão de crédito ou de débito da Caixa Econômica Federal configura o crime de a) falsificação de papéis públicos. b) falsificação de documento público. c) falsificação de documento particular. d) falsidade ideológica. 02. (FUNCAB -Delegado de Polícia- ES/2013) Daniele falsificou um cartão de crédito de sua irmã Luciana. Logo, pode-se afirmar: a) praticou o crime de estelionato. b) praticou o crime de falsificação de documento particular. c) praticou o crime de falsificação de documento público. d) trata-se de hipótese de escusa absolutória. e) trata-se de imunidade penal relativa. GABARITO ARTIGO 298: 01C 02B Falsidade ideológica Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a três anos, e multa, se o documento é particular. Parágrafo único - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte. 01. (FMP- Cartório- TJ- MT/2014) O agente que omite, em documento público, declaração que dele devia constar, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, pratica o crime de a) estelionato. b) falsidade ideológica. c) falsidade material. d) falsidade material de documento público. e) falso testemunho. 02. (Cespe- Cartório- TJ- DF/2014). Com intenção de praticar um crime de estelionato contra uma instituição financeira, Helena entregou para Agnaldo uma folha de papel em branco com sua assinatura para que este lavrasse uma simples declaração. No entanto, ao preencher a folha em branco, Agnaldo lavrou uma procuração e a levou ao Cartório do 1º Ofício de Notas, Registro civil e Protestos do DF para reconhecimento de firma. Muito atarefado, Caio, tabelião substituto, esqueceu-se de conferir se Helena possuía cartão de autógrafos na serventia e reconheceu sua firma, sem a presença da subscritora do documento, e sem que constasse naquele estabelecimento o respectivo cartão de autógrafos. Considerando-se que até o momento a procuração não tenha sido utilizada por Agnaldo, e correto afirmar que a) Helena e Caio não praticaram qualquer crime, porém, Agnaldo perpetrou o crime de falsificação de documento particular. b) Helena e Caio não praticaram qualquer crime, porém, Agnaldo perpetrou o delito de falsidade ideológica. c) Helena praticou crime de tentativa de estelionato; Agnaldo, de falsidade de documento particular; e Caio, de falso reconhecimento de firma. d) Helena não praticou crime; Agnaldo praticou falsidade ideológica; e Caio cometeu o delito de falso reconhecimento de firma. e) Helena não praticou crime; Agnaldo praticou falsificação de documento particular; e Caio cometeu o delito de falso reconhecimento de firma. 03. (Cespe- Procurador Federal/2013 -Adaptada). Aquele que fizer inserir elemento falso ou omitir elemento exigido pela legislação em demonstrativos contábeis de instituição financeira cometerá o delito de falsidade ideológica. FALSO 04. (UEL- Delegado de Polícia- PR/2013). Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, afirmações quanto ao crime de falsidade ideológica tipificado no Art. 299 do Código Penal. a) Na conduta de fazer inserir, mesmo que o funcionário público tenha conhecimento da inverdade declarada, este não responde pelo crime. b) Trata-se de um crime material, estando o crime consumado no momento em que a falsidade produz prejuízo a terceiro. c) Promover a inscrição de nascimento inexistente aumenta a pena da sexta parte nos moldes do Pará- grafo Único do Art. 299 do Código Penal, por se tratar de assento de registro civil. d) No crime de falsidade ideológica de documento público, as condutas de omitir ou inserir demandam a participação de funcionário público na condição de sujeito ativo. e) Se o sujeito ativo for funcionário público, a pena é aumentada da sexta parte, mesmo que este não se tenha prevalecido de seu cargo. 05. (Cespe- Analista do MPU/2013- Adaptada) A inserção, em assentamento de registro civil, de declaração falsa com vistas à alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante configura crime de falsidade ideológica, com aumento de pena em razão da natureza do documento. VERDADEIRO 06. (Esaf- Auditor-Fiscal- RFB/2012) Sebastião, condutor e proprietário de veículo automotor, recebe multa do órgão de trânsito estadual (DETRAN) cometida por ele. No entanto, ao preencher o documento, indica que o condutor era Manuel. Manuel acaba recebendo três pontos na carteira em razão do preenchimento incorreto de documento oficial do DETRAN. Com base nessa informação e na legislação penal, é correto afirmar que há crime de a) falsidade ideológica. b) falsificação de sinal público. c) falsificação de documento particular. d) falsificação de documento público. e) falso reconhecimento de firma. 07. (TRT 2-Juiz do Trabalho Substituto 2ª região/ 2012) Macedo, proprietário da Panificadora Sonhos Ltda., solicitou a CTPS de seu empregado Marcos para atualizações. Entretanto, agindo com dolo, Macedo tirou cópia reprográfica da carteira de trabalho e inseriu informações falsas. Dias depois, houve a rescisão do contrato de Marcos. Recebendo notificação de reclamação trabalhista movida pelo ex-empregado, Macedo juntou cópia da carteira adulterada como documento que acompanhou a defesa da empesa ré. A conduta do proprietário da empresa caracteriza crime de: a) falsificação de documento público; b) falsa identidade; c) falsidade ideológica; d) sonegação de papel ou objeto de valor probatório; e) falsificação de papéis públicos. 08. (Juiz do Trabalho- TRTZ- 2011- Adaptada) São requisitos do tipo, no crime de falsidade ideológica: 1) alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante; 2) imitação da verdade; 3) potencialidade do dano; 4) dolo. VERDADEIRO 09. (Promotor de Justiça- MP/SP- 2010- Adaptada) O crime de falsidade ideológica comporta modalidades comissivas e omissivas; VERDADEIRO 10. (Promotor de Justiça- MP/SP- 2010- Adaptada). Constitui crime de falsidade ideológica inserir dados inexatos em certidão de casamento verdadeira obtida junto ao cartório competente, mediante alteração dos dizeres, com o fim de prejudicar direito de terceiro; FALSO 11. (Juiz do Trabalho- TRTl- 2010- Adaptada). Para a aplicação da pena pela prática do delito de falsidade ideológica, é irrelevante o fato de o documento ser público ou particular. FALSO GABARITO ARTIGO 299: 01B 02 B 03F 04D 05V 06A 07C 08V 09V 10F 11F Falso reconhecimento de firma ou letra Art. 300 - Reconhecer, como verdadeira, no exercício de função pública, firma ou letra que o não seja: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público; e de um a três anos, e multa, se o documento é particular. 01. (IBFC- Cartório- TJ- PR/2014). Assinale a alternativa incorreta: a) A pena para o crime de falso reconhecimento de firma ou letra (art.300 do Código Penal) é a mesma, tenha a falsificação sido realizada em documento público ou particular. b) Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade comerciai, os livros mercantis e o testamento particular. c) Incorre nas mesmas penas do crime de falsificação de documento público (art.297 do Código Penal) quem insere ou faz inserir nafolha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. d) Para fins do crime de falsificação de documento particular (art.298 do Código Penal) equipara-se a documento particular o cartão de crédito ou débito. 02. (Vunesp -Cartório- TJ- SP/2014) A consumação do crime de Falso Reconhecimento de Firma ou Letra se dá quando a) o reconhecimento é realizado. b) o respectivo documento é entregue a quem possa fazer dele o mau uso. c) o respectivo documento é utilizado por qualquer pessoa. d) o pagamento do ato de reconhecimento é realizado. 03. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011- Adaptada). Dentre os crimes contra a fé pública, NÃO constitui crime próprio o falso reconhecimento de firma ou letra. FALSA GABARITO ARTIGO 300: 01A 02A 03F Certidão ou atestado ideologicamente falso Art. 301 - Atestar ou certificar falsamente, em razão de função pública, fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra vantagem: Pena - detenção, de dois meses a um ano. Falsidade material de atestado ou certidão § 1º - Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certidão, ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro, para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra vantagem: Pena - detenção, de três meses a dois anos. § 2º - Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se, além da pena privativa de liberdade, a de multa. 01. (Cespe- Cartório- TJ-DFT/2014). Em relação aos crimes contra a fé pública, assinale a opção correta. a) Funcionário de cartório de notas que reconhecer como verdadeira, em documento particular, firma que não o seja, comete o crime de falsificação de documento público. b) Médico da rede pública que emite atestado médico com conteúdo falso, com o intuito de habilitar paciente seu para o exercício de cargo público, incorre na prática do crime de atestado ideologicamente falso, c) Considere que determinado empregado de empresa pública tenha falsificado sua própria carteira nacional de habilitação com a finalidade de comprovar sua capacidade legal para a condução de motocicleta. Nessa situação, o referido empregado pratica o crime de falsificação de documento público, devendo a pena prevista ser aumentada em razão da função pública ostentada. d) De acordo com a jurisprudência do STJ, não configura crime de falsificação de documento público a alteração de fotocópia autenticada de documento, visto que o conceito de documento público está restrito à sua versão original e) Aquele que declara em cartório nascimento inexistente comete o crime de falsidade ideológica. 02. (PUC- PR- Juiz de Direito Substituto- PR/2014). Analise a opção CORRETA. a) Constitui crime de falsidade ideológica (art. 299 CP), omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, sendo que a causa de aumento prevista no parágrafo único, somente se aplica se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo. b) Constitui o crime de fraude processual (art. 347 CP), inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito, sendo que se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal, desde que já iniciado, as penas aplicam-se em dobro. c) Constitui o crime de concussão (art. 316 CP), solicitar, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, d) Constitui crime de certidão ou atestado ideologicamente falso (art. 301 CP), atestar ou certificar falsamente, em razão de função pública, fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra vantagem, sendo que se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se, além da pena privativa de liberdade, a de multa. 03. (Cespe -Investigador de Polícia- BA/2013- Adaptada) A consumação do crime de atestar ou certificar falsamente, em razão de função pública, fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra vantagem ocorre no instante em que o documento falso é criado, independentemente da sua efetiva utilização pelo beneficiário. VERDADEIRO 04. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011- Adaptada). Dentre os crimes contra a fé pública, NÃO constitui crime próprio a certidão ou atestado ideologicamente falso. FALSO GABARITO ARTIGO 301: 01B 02D 03V 04F Falsidade de atestado médico Art. 302 - Dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado falso: Pena - detenção, de um mês a um ano. Parágrafo único - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa. 01. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) O médico, funcionário público, que fornece atestado falso para habilitar alguém a obter vantagem de natureza pública se subsume nas penas do crime de falsidade de atestado médico. FALSO 02. (Delegado de Polícia- PC/AP- 2010- Adaptada) O crime de atestado médico falso só é punido com detenção se há intuito de lucro. FALSO GABARITO ARTIGO 302: 01F 02F Reprodução ou adulteração de selo ou peça filatélica Art. 303 - Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção, salvo quando a reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena - detenção, de um a três anos, e multa. Parágrafo único - Na mesma pena incorre quem, para fins de comércio, faz uso do selo ou peça filatélica. 01. (Delegado de Polícia- PC/AP- 2010- Adaptada) A reprodução ou alteração de selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção constitui modalidade criminosa, independentemente dessa reprodução ou a alteração estar visivelmente anotada no verso do selo ou peça. FALSO GABARITO ARTIGO 303: 01F Uso de documento falso Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302: Pena - a cominada à falsificação ou à alteração. 01. (Vunesp- Delegado de Polícia- SP/2014) "X", valendo-se de um documento de identidade falsificado; consegue abrir uma conta corrente no Banco do Brasil com a finalidade de lavar dinheiro. O bem jurídico tutelado no crime praticado por "X" é(são) a) o patrimônio. b) a administração da justiça. c) a administração pública. d) a fé pública. e) as finanças públicas. 02. (Cespe- Investigador de Polícia- BA/2013- Adaptada). Considere a seguinte situação hipotética. Celso, maior, capaz, quando trafegava com seu veículo, em via pública, foi abordado por policiais militares, que lhe exigiram a apresentação dos documentos do veículo e da carteira de habilitação. Celso, então, apresentou habilitação falsa. Nessa situação, a conduta de Celso é considerada atípica, visto que a apresentação do documento falso decorreu de circunstância alheia à sua vontade. FALSO 03. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-PAI 2012- Adaptada). Por configurar crime de falsa identidade, a utilização de documento falso para ocultar a condição de foragido descaracteriza o delito de uso de documento falso. FALSO 04. (Cespe, Advogado da União/2012- Adaptada) O agente que falsificar e, em seguida, usar o documento falsificado responderá apenas pelo crime de falsificação. VERDADEIRO 05. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011). No crime de uso de documento falso, a) a infração não se tipifica no caso de a falsidade do documento utilizado ser meramente ideológica. b) apena cominada é sempre a mesma, independentemente da natureza do documento. c) há concurso com o delito de falso, se o agente que usa o documento é o próprio responsável pela 'falsificação, segundo amplo entendimento jurisprudencial. d) o objeto material pode ser simples fotocópia falsificada, ainda que não autenticada. e) a consumação se dá com o efetivo uso do documento, não se exigindo resultado naturalístico, já que se trata de delito formal. 06. (Juiz do Trabalho- TRT2- 2011- Adaptada) O uso de documento falso não é crime formal e sua caracterização depende da ocorrência de um resultado naturalístico específico e determinado. FALSO 07. (Promotor de Justiça- MP/SP- 2010- Adaptada) O objeto material do crime de uso de documento falso constitui-se de papéis materialmente ou ideologicamente falsos. VERDADEIRO 08. (Analista- TRE/MT- 2010- Adaptada) O crime de uso de documento falso não possui preceito secundário específico, sendo aplicável a tal crime a pena cominada à falsificação ou à alteração do documento. VERDADEIRO 09. (Juiz do Trabalho- TRT1- 2010- Adaptada) Ante a ausência de espontaneidade, não há crime de uso de documento falso quando o agente o exibe para a sua identificação em virtude de exigência por parte de autoridade policial. FALSO GABARITO ARTIGO 304: 01D 02F 03F 04V 05E 06F 07V 08V 09F Supressão de documento Art. 305 - Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa, se o documento é público, e reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é particular. 01. (Cespe -Investigador de Polícia- BA/2013- Adaptada). Considere que Silas, maior, capaz, ao examinar os autos do inquérito policial no qual figure como investigado pela prática de estelionato, encontre os documentos originais colhidos pela autoridade, nos quais seja demonstrada a materialidade do delito investigado, e os destrua. Nessa situação, em razão desse ato, Silas responderá pelo crime de supressão de documento. VERDADEIRO 02. (Procurador da República- MPF- 2011). Sobre o crime de supressão de documento assinale a alternativa correta: a) absorve o crime de dano; b) se consuma independentemente de eventual prejuízo ou benefício decorrente; c) pode incidir em documento público ou particular falso se este constituir meio de prova; d) abrange o extravio. GABARITO ARTIGO 305: 01V 02B CAPÍTULO IV DE OUTRAS FALSIDADES Falsa identidade Art. 307 - Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave. 01. (Cespe- Analista legislativo- Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada). No que concerne aos crimes contra a seguridade social, aos delitos contra a administração pública e aos crimes contra a fé pública, julgue os próximos itens. O princípio constitucional da autodefesa não alcança o indivíduo que se atribua falsa identidade perante autoridade policial com o intento de ocultar seus maus antecedentes criminais. VERDADEIRO 02. (Cespe- Juiz Federal Substituto 2° região/2013- Adaptada). Por força do princípio constitucional da ampla defesa, não responderá pelo crime de falsa identidade aquele que se identificar com nome de outrem perante a autoridade policial a fim de evitar o cumprimento de mandado judicial de prisão expedido contra si. FALSO 03. (Cespe- Promotor de Justiça- Pl/2012- Adaptada) O agente que atribui falsa identidade, quando preso em flagrante, para ocultar o fato de estar sendo procurado pela justiça não deve ser acusado, no entendimento do STF, de crime de falsa identidade, dada a aplicação, no caso concreto, do princípio constitucional do exercício da autodefesa FALSO GABARITO ARTIGO 307: 01V 02F 03F Fraude de lei sobre estrangeiro Art. 309 - Usar o estrangeiro, para entrar ou permanecer no território nacional, nome que não é o seu: Pena - detenção, de um a três anos, e multa. Parágrafo único - Atribuir a estrangeiro falsa qualidade para promover-lhe a entrada em território nacional Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. 01. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011- Adaptada). Dentre os crimes contra a fé pública, NÃO constitui crime próprio a fraude de lei sobre estrangeiro. FALSO GABARITO ARTIGO 309: 01F Adulteração de sinal identificador de veículo automotor Art. 311 - Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu componente ou equipamento: Pena - reclusão, de três a seis anos, e multa. § 1º - Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela, a pena é aumentada de um terço. § 2º - Incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado, fornecendo indevidamente material ou informação oficial. 01. (FMP- Cartório - TJ - MT/2014) De acordo com o entendimento do STF, se o agente coloca uma fita adesiva para alterar a identificação da placa de seu automóvel e assim poder burlar o rodízio de veículos, ele pratica a) o crime tipificado no art. 311 do CP. b) o crime tipificado no art. 311 do CP, somente ante a presença de elemento subjetivo do injusto ou a finalidade específica. c) o crime de falso previsto no art. 297 do CP. d) o crime de falso previsto no art. 299 do CP. e) fato atípico em razão da falsificação grosseira. 02. (Cespe- Promotor de Justiça- RR/2012- Adaptada) A conduta consistente em usar fita adesiva ou isolante para modificar letras ou números da placa de veículo automotor não caracteriza, segundo o STJ, crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, subsistindo, entretanto, a responsabilidade penal por crime de falsificação de documento público. FALSO GABARITO ARTIGO 311: 01A 02F CAPÍTULO V DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE PÚBLICO Fraudes em certames de interesse público Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso de: I - concurso público; II - avaliação ou exame públicos; III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou IV - exame ou processo seletivo previstos em lei: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa § 1o Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de pessoas não autorizadas às informações mencionadas no caput. § 2o Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. § 3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido por funcionário público. 01. (UESPI Delegado de Polícia- Pl/2014). No que se refere aos crimes contra a fé pública assinale a alternativa INCORRETA. a) Para caracterização do crime de uso de documento falso, é necessário que o documento falso seja e efetivamente utilizado em sua destinação específica. b) A falsidade é material quando o vício incide sobre o aspecto físico do documento, a sua forma. c) O crime de moeda falsa não prevê qualquer modalidade culposa. d) No crime de falsificação de documento público, se o agente é funcionário público e se prevalece do cargo para comete-lo, sua pena será aumentada em um sexto. e) A denominada “cola eletrônica" consistente na utilização de conteúdo sigiloso em certames de interesse público não pode ser considerada crime. 02 (VUNESP: Escrevente Técnico Judiciário- TJ-SP/2013). Recentemente um novo delito que lesa a fé pública foi incluído no Código Penal. Assinale a alternativa que traz o nomen iuris desse crime. a) Emprego irregular de verbas ou rendas públicas. b) Fraudes em certame de interesse público. c) Falsa identidade.d) Inserção de dados falsos em sistemas de informações. e) Modificação o J alteração não autorizada de sistema de informações. 03. (Cespe- Promotor de Justiça- RR/2012- Adaptada) O delito de fraude em certame de interesse público, com o fim de beneficiar o próprio agente ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, incide apenas nos concursos públicos. FALSO 04. (Cespe- Promotor de Justiça- RR/2012- Adaptada). É circunstância qualificadora do crime de fraude em certame de interesse público o fato de a fraude ser praticada por funcionário público e resultar em danos para a administração pública, com o fim especial de, por qualquer forma, o funcionário obter vantagem econômica. FALSO 05. (Cespe- Promotor de Justiça- RR/2012- Adaptada) O crime de fraude em certame de interesse público é consumado com a efetiva utilização ou divulgação da informação sigilosa, ainda que o destinatário já tenha conhecimento do objeto sob sigilo e não consiga êxito no certame. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 311-A: 01E 02B 03F 04F 05V TÍTULO XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPÍTULO I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Peculato Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. § 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. Peculato culposo § 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. § 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (FMP- cartório- TJ- MT/2014). Relativamente ao crime de peculato, assinale a afirmativa correta. a) se o agente funcionário público repara o dano antes da sentença irrecorrível e o peculato é culposo, a pena é diminuída. b) se o agente funcionário público repara o dano após a sentença irrecorrível e o peculato é culposo, a pena permanece inalterada em seu quantum. c) se o agente funcionário público repara o dano antes da sentença irrecorrível e o peculato é culposo, extingue-se a punibilidade. d) se o agente funcionário público repara o dano após a sentença irrecorrível e o peculato é culposo, extingue-se a punibilidade. e) se o agente funcionário público repara o dano antes da sentença irrecorrível e o peculato é doloso, extingue-se a punibilidade. 02. (FMP- cartório- TJ- MT/2014). Relativamente ao crime de peculato, assinale a afirmativa correta. a) o crime não pode ter por objeto material bem particular. b) Só responde pelo crime o funcionário que tem a posse do bem em razão do cargo. c) Não é possível o particular responder pelo crime como coautor. d) o crime não pode ter por objeto material bem imóvel. e) Aplica-se o princípio da insignificância sempre que o bem apropriado, desviado ou subtraído for de valor menor do que o salário mínimo. 03. (Vunesp- Delegado de Polícia- SP/2014) O crime de peculato a) consiste em solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida. b) é crime contra a administração da justiça. c) consiste em dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei. d) embora seja crime próprio, admite a participação de agentes que não sejam funcionários públicos. e) mediante erro de outrem tem a mesma pena do crime de peculato. 04. (Vunesp- Procurador Município- Prefeitura São Paulo- SP/2014- Adaptada) Joana é funcionária pública municipal e responsável por administrar os recursos financeiros da repartição em que trabalha. Com a ajuda de seu marido, que não é funcionário público e tem ciência de toda a empreitada, falsifica notas fiscais simulando a realização de despesas que na o foram realmente efetivadas e, a cada 15 dias, insere cerca de 3 notas fiscais "frias" na prestação de contas, desviando em proveito próprio cerca de R$ 5 mil a cada quinzena. A ação é reiterada e prolonga-se por cerca de 12 meses. Então, surge na repartição a notícia de que uma rigorosa comissão de auditoria financeira visitará todos os órgãos públicos, a fim de identificar possíveis desvios. Joana e seu marido, temendo que suas condutas fossem descobertas, devolvem integralmente o dinheiro ao caixa público, inclusive considerando a correção monetária, e retificam toda a contabilidade. A auditoria, entretanto, consegue comprovar a ocorrência dos ilícitos. Joana será julgada por a) peculato; seu marido também. b) concussão; seu marido por falsificação. c) apropriação indébita; seu marido por falsificação. d) usurpação de função pública; seu marido por falsificação. e) emprego irregular de verbas públicas; seu marido também. 05. (Cespe- Polícia Militar- PM-CE/2014- Adaptada). Em relação aos crimes contra a administração pública, julgue os itens seguintes. Estagiário de órgão público que, valendo-se das prerrogativas de sua função, apropriar-se de valores subtraídos do programa Bolsa Família respondera pelo crime de peculato. VERDADEIRO 06. (Cespe- Procurador do Estado- PGE-BA/2014- Adaptada). Julgue os itens que se seguem referentes aos diversos tipos penais. Caso o denunciado por peculato culposo opte, antes do pronunciamento da sentença por reparar o dano a que deu causa, sua punibilidade será extinta. VERDADEIRO 07. (Cespe- Analista Legislativo - Consultor Legislativo- Câmara dos Deputados/2014 Adaptada) Acerca dos crimes contra a administração publica e dos crimes contra as finanças públicas, julgue os itens subsequentes. O peculato -considerado como a apropriação, por funcionário público, de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo ou o seu desvio, em proveito o próprio ou alheio, por ser crime funcional próprio, em nenhuma hipótese poderá ser cometido por particulares. FALSO 08. (ACAFE -Agente de Polícia- SC/2014) De acordo com o Código Penal, com relação ao crime de peculato, assinale a alternativa correta. a) Pratica o crime de peculato qualquer pessoa que se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. b) Pratica o crime de peculato o Diretor de Penitenciária e/ou agente público que deixar de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo. c) Pratica o crime de peculato o servidor público que revelar fato de que tem ciência em razão do cargo público e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação. d) Pratica o crime de peculato qualquer pessoa que patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário. e) Pratica crime de peculato o servidor público que, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtraí, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. 09. (Cespe- Técnico Judiciário- Área Administrativa- TJ- SE/2014- Adaptada) Em relação às causas extintivas da punibilidade e aos crimes contra a administração pública, julgue os itens que se seguem. Servidor público que utilizar papel, tinta e impressora pertencentes à repartição pública onde trabalha para imprimir arquivos particulares praticará o crime de peculato. VERDADEIRO 10. (FEPESE - MP junto ao Tribunal de Contas- MPTSC/2014) Ronaldo é PrefeitoMunicipal de uma cidade do interior de Santa Catarina. Em seu gabinete trabalham Paulo e Pedro, ambos funcionários de confiança. O responsável pela confecção dos editais licitatórios é Pedro. Paulo, por sua vez, analisa os termos do pregão e encaminha a documentação para que o Prefeito a subscreva. Cientes da confiança depositada neles, Pedro e Paulo armam um esquema de fraude em licitação. Colocam os documentos referentes aos processos licitatórios misturados em pilhas e passam-nos para o Prefeito que os assina sem desconfiança, como de hábito. Efigênia, vereadora do município, toma conhecimento de que for aberto processo licitatório para a construção de uma escultura defronte à Câmara Municipal. Contudo, a tal obra jamais foi efetivada pela empresa que se sagrou vencedora. Desconfiada, passa a investigar o procedimento interno da Prefeitura quando da abertura de pregões e descobre que há varras outras obras que foram contratadas, mas jamais efetivadas. Fica sabendo, também, que os funcionarmos Pedro e Paulo embolsam quantias de dinheiro sacado pelas empresas que vencem o certame e que são entregues a eles em malas inconformada, Efigênia vai até o Ministério Público e narra os fatos, entregando as evidências que encontrou. Ronaldo, Pedro e Paulo são denunciados por peculato doloso. A partir da narrativa assinale a alternativa correta. a) Para a confirmação do ilícito não é necessário que se demonstre o enriquecimento ilícito dos funcionários públicos às custas da municipalidade. b) Ronaldo responde por peculato doloso de qualquer forma, já que os funcionários que estavam em conluio para fraudar as licitações eram de sua confiança. c) Não obstante Ronaldo seja o ordenador primário das despesas, para que possa ser considerado coautor do crime de peculato doloso é imperioso que o Ministério Público demonstre seu animus em se locupletar às custas da Administração. d) Se Efigênia tivesse levado a informação ao MPE por meio de denúncia anônima, esta seria plenamente aceita como elemento justificador da instauração da ação penal, em razão do princípio da moralidade administrativa e do interesse da comunidade em ver os responsáveis devidamente punidos. e) A condenação dos acusados pela improbidade Administrativa em sede de ação civil pública já enseja, por si só, a confirmação da culpa em esfera penal. 11. (FEPESE- Promotor de Justiça- SC/2014) Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se ele é falso ou verdadeiro: ( ) O crime de peculato, disposto no Código Penal Brasileiro, possui apenas modalidades dolosas. Não há em nenhuma das modalidades previsão para extinção da punibilidade em caso de ocorrer a reparação do dano pelo funcionário público antes do recebimento da denúncia, entretanto, cabe-lhe, em tendo reparado o prejuízo de forma voluntária, o direito ao instituto do arrependimento posterior. FALSO 12. (Vunesp- Investigador de Polícia- SP/2013- Adaptada). Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão de circunstâncias alheias ao cargo, caracteriza o crime de peculato. FALSO 13. (Vunesp- Escrevente Técnico Judiciário- TJ-SP/2013). Em relação ao crime de peculato, é correto afirmar: a) a modalidade culposa é admitida por expressa previsão legal. b) a reparação do dano, no peculato culposo, se feita após a sentença irrecorrível, extingue a punibilidade . c) a reparação do dano, no peculato culposo, se feita antes da sentença irrecorrível, reduz a pena. d) em recente alteração, as penas foram elevadas para reclusão de quatro a doze anos e multa. e) trata-se de um delito que pode ser praticado por qualquer pessoa. 14. (Cespe- Delegado de Polícia- BA/2013- Adaptada). Constitui pressuposto material dos crimes de peculato-apropriação e peculato-desvio, em suas formas dolosas, a anterior posse do dinheiro, do valor ou de qualquer outro bem móvel, público ou particular, em razão do cargo ou função. VERDADEIRO 15. (Cespe- Analista Judiciário- Área Judiciária- CNJ/2013- Adaptada) O particular que, em conjunto com a esposa, funcionária pública, apropriar-se de bens do Estado responderá por peculato, ainda que não seja membro da administração. Peculato é crime funcional impróprio, afiançável e prescritível. VERDADEIRO 16. (Cespe- Juiz Federal Substituto 2° região/2013- Adaptada). No crime de peculato exclusivamente em sua modalidade culposa, se houver reparação do dano no curso do inquérito policial, extinguir-se-á a punibilidade do agente. VERDADEIRO 17. (MPF- Procurador da República/2012) TRATANDO-SE DE PECULATO, É CORRETO AFIRMAR QUE: a) a preexistente posse deve ter-se operado em razão do exercício de função: b) o uso irregular da coisa pública configura peculato-desvio; c) a energia de valor econômico pode ser objeto material do crime de peculato; d) a prestação de serviço de um funcionário a outro equipara-se a coisa móvel. 18. (MPE-RS- Promotor de Justiça- RS/2012- Adaptada) Prefeito Municipal que desvia, voluntária e conscientemente, mão de obra pública para prestar serviço em sítio de seu correligionário, em propriedade particular, pratica o crime de peculato-desvio, previsto no art. 312, caput, parte final, do CP. FALSO 19. (Cespe- Promotor de Justiça- Pl/2012- Adaptada) O funcionário público que, por imprudência, deixar aberta a porta do setor em que trabalha, facilitando, assim, a entrada de terceiros que furtem bens da administração pública, deverá responder pelo crime de peculato furto, pois, consoante o CP, terá concorrido de qualquer forma para o crime. 20. (UFMT- Promotor de Justiça- MT/2012). Sobre o crime de peculato culposo tipificado no Código Penal, assinale a afirmativa correta. a) A reparação do dano sempre extingue a punibilidade. b) A reparação do dano somente extingue a punibilidade se precede à sentença irrecorrível c) A reparação do dano somente extingue a punibilidade se precede à sentença recorrível. d) A reparação do dano antes da prolação da sentença reduz a pena pela metade. e) A reparação do dano antes ou após a prolação da sentença reduz a pena pela metade. 21. (FCC Promotor de Justiça- AP/2012- Adaptada). No tocante aos crimes contra a administração pública, e correto afirmar que a reparação do dano no peculato culposo sempre conduz à extinção da punibilidade. FALSO 22. (UFPR- Juiz de Direito Substituto-PR/ 2012). Quanto ao crime de peculato, é correto afirmar: a) Admite-se nas formas dolosa e culposa e é possível concurso de agentes com quem não é funcionário público. b) É crime próprio e somente pode ser cometido por funcionário público, não sendo possível o concurso de agentes com particular, sendo punível apenas a título de dolo. c) É crime próprio, sendo possível a coautoria ou participação apenas de outro funcionário público, quando ambos só podem ser punidos a título doloso. d) É crime de mãe própria, inadmitindo coautoria ou participação de quem quer que seja, punível a título de dolo e culpa. 23. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-PI/ 2012) A respeito do peculato, assinale a opção correta. a) A consumação do peculato-apropriação não ocorre no momento em que o funcionário público, em Virtude do cargo, começa a dispor do bem móvel apropriado, como se seu proprietário fosse exigindo- -se que o agente ou terceiro obtenha vantagem com a prática do delito. b) A incidência da agravante genérica relativa à prática de delito com abuso de poder ou violação de dever me rente a cargo, ofício, ministério ou profissão é incompatível com o peculato, pois este pressupõe abuso de poder ou violação de dever inerente ao cargo. c) Segundo a jurisprudência do STJ, é aplicável o princípio da insignificância ao peculato, desde que o prejuízo causado ao erário não ultrapasse um salário mínimo e o agente seja primário. d) Nas hipóteses de peculato-desvio e peculato-apropriação, a reparação do dano pelo agente público, se precedente a sentença irrecorrível,extingue a punibilidade; sendo-lhe posterior, reduz de metade a pena. e) Não comete peculato, mas o delito de emprego irregular de verbas públicas, em continuidade delitiva, o servidor público que se utiliza ilegalmente de passagens e diárias pagas pelos cofres públicos. 24· (Vunesp- Defensor Público- MS/ 2012- Adaptada) Mesmo aquele que não é funcionário público poderá responder por crime de peculato. VERDADEIRO 25. (Cespe- Defensor Público- RO/ 2012) Luciano, brasileiro, servidor público estadual, em viagem de serviço à Argentina, utilizou o cartão de crédito governamental a que tinha acesso autorizado para adquirir, em agência de turismo situada em Buenos Aires, em seu proveito e de Bernadete, sua esposa, um pacote turístico que incluía passagens aéreas e um cruzeiro marítimo pelas costas argentina e brasileira, a bordo de um navio pertencente a uma empresa espanhola. Bernadete, eufórica com sua primeira viagem de navio, confidenciou a Cristiane, sua amiga, que gastariam tudo por conta do cartão do governo. Bernadete viajou de sua cidade a Buenos Aires, na Argentina, onde se encontrou com Luciano, e embarcaram no navio. Na primeira parada, em Porto Alegre- RS, Bernadete, no momento em que Luciano estava na piscina do navio, entrou clandestinamente no camarote de Diego, diplomata uruguaio, que, naquele momento, usava a academia de ginástica do navio, e subtraiu do local dois mil dólares norte-americanos, mas foi detida pelos seguranças do navio em sua cabine, após ter sido flagrada pelo sistema de câmera de vigilância. Nessa situação hipotética, a) Luciano e Bernadete praticaram crime de furto qualificado mediante concurso de pessoas, devendo responder perante a lei brasileira. b) Caso sejam denunciados pelo uso irregular do cartão de crédito o governo, Luciano e Bernadete devem ser processados pelo crime de emprego irregular de verbas ou rendas públicas perante a justiça brasileira, e Bernadete será processada, ainda, pelo crime de furto simples, também pela lei brasileira. c) Luciano não praticou crime de furto, mas cometeu crime de emprego irregular de verbas ou rendas públicas, devendo responder por ele de acordo com a lei brasileira; Bernadete praticou somente crime de furto, devendo ser processada pela lei brasileira. d) Bernadete praticou os crimes de peculato e de furto simples, devendo responder pelo primeiro crime perante a lei brasileira e, pelo segundo crime, perante a lei uruguaia visto que Diego é diplomata uruguaio. e) Luciano e Bernadete praticaram o crime de peculato, e Bernadete cometeu, ainda, o crime de furto simples, devendo ambos ser processados perante a lei brasileira. GABARITO ARTIGO 312: 01C 02D 03D 04A 05V 06V 07F 08E 09V 10C 11F 12F 13A 14V 15V 16V 17C 18F 19F 20B 21F 22A 23B 24V 25E Peculato mediante erro de outrem Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. Inserção de dados falsos em sistema de informações 01. (Cespe- Polícia Militar- PM-CE/2014- Adaptada). Em relação aos crimes contra a administração pública, julgue os itens seguintes. Configura erro de proibição o fato de um agente se apropriar de dinheiro que, no exercício do cargo público, tenha recebido por erro de outrem. FALSO 02. (Cespe- Juiz de Direito- TJ-DFT/2014) Servidor público que se apropriar de dinheiro ou qualquer utilidade que tiver recebido, no exercício do cargo, por erro de outrem responderá pela prática do crime de a) concussão. b) corrupção passiva. c) peculato-estelionato. d) peculato-apropriação. e) peculato-próprio. GABARITO ARTIGO 313: 01F 02C Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. 01. (Cespe- Procurador do Estado- PGE-BA/2014- Adaptada). Julgue os itens que se seguem, referentes aos diversos tipos penais. Considere que Paulo, servidor público lotado no INSS, tenha inserido nos bancos de dados dessa autarquia informações falsas a respeito de Carlos, o que possibilitou a este receber quantia indevida a título de aposentadoria. Nessa situação hipotética, Paulo cometeu o crime de falsidade ideológica. FALSA 02. (Cespe- Juiz Federal Substitutos região/2013- Adaptada). Poderá o juiz conceder o perdão judicial ao funcionário público que excluir culposamente dados de um dos sócios-gerentes de pessoa jurídica devedora da previdência social cadastrados no banco de dados de informática do órgão em que trabalha, desde que a exclusão não tenha causado dano ao erário. FALSO 03. (MPE-RS- Promotor de Justiça- RS/2012- Adaptada) Servidor que, no exercício de suas funções junto ao Setor de Folha de Pagamento da Prefeitura Municipal de Coqueiros, altera, mediante sua senha pessoal e restrita, indevidamente o banco de dados que contém informações FALSO 04. (Cespe- Promotor de Justiça- RR/2012) De acordo com as informações de inquérito policial, uma servidora pública municipal lotada no setor de compras e pagamentos da prefeitura municipal, em conluio com empresário estabelecido na cidade, o qual tinha conhecimento da função desempenhada pela servidora pública, inseriu, em razão do cargo, no sistema informatizado de pagamentos da prefeitura, dados falsos relativos à prestação de serviços não executados e à aquisição de bens não entregues à municipalidade, o que resultou no pagamento indevido de R$ 2.300,00, valor aquinhoado em igual proporção entre os acusados, que eram primários e sem antecedentes. Com base no estabelecido no CP, bem como no entendimento dos tribunais superiores dos crimes contra a administração pública, assinale a opção correta com relação à situação hipotética acima e aos crimes contra a administração pública. a) . A conduta dos agentes - funcionária e empresário - amolda-se, em face do princípio da especialidade, à figura típica doutrinariamente denominada peculato eletrônico. b) Consoante atual jurisprudência do STJ, admite-se a declaração da atipicidade material da conduta tanto da funcionária quanto do empresário em face da incidência do princípio da insignificância, dadas as condições pessoais dos agentes. c) Haverá responsabilização dos agentes, em concurso material e de pessoas, pelos delitos de peculato e inserção de dados falsos no sistema de informações da prefeitura municipal. d) O empresário responderá somente pelo delito de peculato, visto que o crime de inserção de dados falsos no sistema de informações é crime próprio, de natureza personalíssima, sendo necessária à sua caracterização a presença de elemento normativo do tipo condição de funcionário autorizado. e) A restituição dos valores percebidos indevidamente extinguirá a punibilidade dos agentes caso ocorra antes do recebimento da peça acusatória; se for posterior a esta, a pena será reduzida pela metade. 05. (Magistrado Trabalhista- TRT23- 2010- Adaptada) A conduta do funcionário autorizado, consistente em inserir ou facilitar a inserção de dados falsos nos sistemas informatizados da Administração Pública, com finalidade de causar dano, constitui crime punível com reclusão de 2 (dois) a 12 (doze) anos, além de multa. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 313-A: 01F 02F 03F 04A 05V Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. Parágrafo único. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (Promotor de Justiça- MP/TO-2006- Adaptada). No crime de modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações, a ocorrência de dano à administração pública é mero exaurimento, configurando-se assim post factum impunível. FALSO GABARITO ARTIGO 313-B: 01F Emprego irregular de verbas ou rendas públicas Art. 315 - Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. 01. (Advogado- CREA/RJ- 2011) O art. 315 do Código Penal menciona "dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena- detenção, de um a três meses, ou multa." Tal conceito trata-se do crime de emprego irregular de verbas ou rendas públicas. Assinale a alternativa que NÃO está adequada ao mesmo: a) É permitida a modalidade de crime tentado. b) O momento consumativo se dá com a efetiva aplicação das verbas ou rendas. c) É crime doloso, pela vontade livre e consciente de aplicar as rendas ou verbas públicas de forma diversa de sua destinação. d) O sujeito ativo é todo e qualquer funcionário público. e) As cláusulas de exclusão de antijuridicidade (art. 23 do Código Penal) são aplicáveis, fazendo desaparecer o delito. GABARITO ARTIGO 313-B: 01D Concussão Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa. Excesso de exação § 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. § 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. (lESES- Cartório- TJ- PB/2014) Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. O referido ilícito acima descrito trata do crime de: · a) Peculato. b) Corrupção passiva. c) Concussão. d) Corrupção ativa. 02. (Cespe- Cartório- TJ- DF/2014). Considere que Mário, tabelião do registro de imóveis de Brasília, tenha exigido de Cláudio o pagamento de custas e emolumentos que deveria saber indevidos, relativos à expedição de uma certidão de ônus reais. Nessa situação hipotética, conforme jurisprudência atual do STJ, Mário a) praticou o comportamento típico do peculato, mas sua punibilidade será extinta caso, voluntariamente, devolva o valor indevidamente cobrado até o recebimento da denúncia. b) praticou conduta atípica. c) cometeu o crime de excesso de exação. d) praticou o delito de extorsão. e) perpetrou a infração penal de concussão. 03. (Vunesp- Cartório-TJ- SP/2014) A conduta do Notário de desviar, em proveito próprio, importância sabidamente indevida, que exigiu e recebeu a título de tributo, configura a) Peculato doloso. b) Peculato culposo. c) Apropriação indébita. d) Excesso de exação. 04. ( Cespe - Analista legislativo - Consultor legislativo - Câmara dos Deputados/2014 - Adaptada) Julgue os itens a seguir, referentes ao excesso de exação, à violação de sigilo e à sonegação de contribuição previdenciária. O fiscal que, na cobrança de imposto devido, empregar meio vexatório não cometerá ilícito penal, mas poderá ser responsabilizado administrativamente por infração disciplinar. FALSO 05. (Cespe- Analista legislativo- Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) Acerca dos crimes contra a administração pública e dos crimes contra as finanças públicas, julgue os itens subsequentes. Considere a seguinte situação hipotética. Júlio: aprovado em concurso público e nomeado para ocupar, em uma prefeitura, cargo cuja responsabilidade seria a avaliação e liberação dos pedidos de construções em áreas urbanas, antes mesmo de tomar posse, exigiu 100 mil reais de João, agricultor local, para liberar a realização da obra de construção de sua residência. João, convencido de que Júlio era funcionário público regular, pagou valor exigido. Nessa situação hipotética, não se pode falar em crime de concussão, já que Júlio não tinha tomado posse no referido cargo. FALSO 06. (Cespe- Analista legislativo- Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada). No que concerne aos crimes contra a seguridade social, aos delitos contra a administração pública e aos crimes contra a fé pública, julgue os próximos itens. Cometerá o crime de concussão o empregado de concessionária de serviço público que, utilizando-se de grave ameaça, exigir para si vantagem econômica. FALSO 07. (lESES- Cartórios- TJ- MS/2014) Quanto aos crimes contra a Administração Pública é correto afirmar: a) O diretor da penitenciaria que deixar de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos, não comete crime, somente infração administrativa. b) No crime de peculato o funcionário público deve apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio, não admitindo forma culposa. c) No crime de Corrupção Passiva o agente deve exigir ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem. d) Para praticar o crime de Concussão, o agente deve exigir, para si, ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função, ou, antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. 08. (CESPE- Procurador BACEN/2013- Adaptada). Em relação aos crimes contra a administração pública e aos previstos na Lei n2 8.666/1993, assinale a opção correta. Responderá por crime previsto na referida lei o servidor público que exija de concorrente em processo licitatório tributo que saiba indevido. FALSO 09. (FCC- Juiz de Direito Substituto- PE/2013- Adaptada) O crime de concussão é de natureza formal, reclamando o recebimento da vantagem para a consumação. FALSO 10. (Cespe- Investigador de Polícia- BA./2013- Adaptada) O crime de concussão é delito próprio e consiste na exigência do agente, direta ou indireta, em obter da vítima vantagem indevida, para si ou para outrem, e consuma-se com a mera exigência, sendo o recebimento da vantagem considerado como exaurimento do crime. VERDADEIRO 11. (Cespe- Delegado de Polícia- BA/2013- Adaptada). Servidor público que, na qualidade de agente fiscal, exigir vantagem indevida para deixar de emitir auto de infração por débito tributário e de cobrar a consequente multa responderá, independentemente do recebimento da vantagem, pela prática do crime de concussão, previsto na parte especial do Código Penal (CP). FALSO 12. (MPE-RS- Promotor de Justiça- RS/2012- Adaptada) A conduta de quem, dias antes de sua posse para o cargo de Delegado de Polícia, exige de conhecido contraventor do jogo do bicho o pagamento de R$5.000,00, sob pena de instaurar inquérito policial assim que assumir suas novas funções, configura o crime de corrupção passiva. FALSO 13. (Vunesp- Defensor Público - MS/ 2012- Adaptada). Ocorrerá crime de concussão mesmo se a exigência, para si ou para outrem, versar sobre vantagem devida. FALSO 14. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011) O funcionário público que, em razão da função exercida, exige vantagem indevida, mas não chega a recebê-la, pratica o crime de a) corrupção passiva consumada. b) tentativa de concussão. c) tentativa de corrupção passiva. d) concussão consumada. e) excesso de exação consumado. 15. (Juiz de Direito- TJ/SP- 2011) Antônio, funcionário público, exige de Pedro, para si, em razão da função, vantagem indevida, consistente em certa quantia em dinheiro. Pedro concordacom a exigência e combina com Antônio um local para a entrega do dinheiro, mas Antônio é preso por policiais, previamente avisados do ocorrido, no momento em que ia recebê-lo. Assinale a alternativa correta. a) Antônio cometeu crime de extorsão consumado. b) Antônio cometeu crime de concussão consumado. c) Antônio cometeu crime de extorsão tentado. d) Antônio cometeu crime de concussão tentado. e) Trata-se de crime impossível, em razão de flagrante preparado. 16. (Promotor de Justiça- MP/CE- 2011) O fiscal da Fazenda Pública, aprovado em concurso, nomeado/mas ainda não empossado, que comparece em estabelecimento comercial e a pretexto de exercer fiscalização sobre livros fiscais exige importância em dinheiro para livrar o comerciante da autuação, a) pratica crime de corrupção ativa. b) pratica crime de corrupção passiva. c) pratica crime de excesso de exação. d) pratica crime de concussão. e) o fato é atípico. 17. (Juiz Federal- TRF4- 2010- Adaptada). Constitui crime de concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal Brasileiro, o fato de o policial rodoviário exigir, para si, no exercício da função, vantagem pecuniária para deixar de lavrar auto de infração em desfavor de motorista que foi flagrado cometendo infração de trânsito. VERDADEIRO 18. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada). No crime de concussão, o Estado é o sujeito passivo principal e o particular é o sujeito passivo secundário. VERDADEIRO 19. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) O elemento normativo "vantagem ilícita" contido no tipo refere-se a qualquer tipo de proveito proibido, ainda que não econômico e patrimonial. VERDADEIRO 20. (Delegado de Polícia- PC/MT- 2010- Adaptada) A pessoa que, simulando ser funcionário público, exige a vantagem ilícita para si, em razão da suposta função, comete crime de concussão. FALSO GABARITO ARTIGO 316: 01C 02C 03D 04F 05F 06F 07D 08F 09F 10V 11F 12F 13F 14D 15B 16D 17V 18V 19V 20F Corrupção passiva Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. § 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. § 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 01. (FMP -Cartório- TJ -MT/2014) O agente que solicita, para si, indiretamente, antes de assumir função pública, mas em razão dela, vantagem indevida, pratica a) o crime de excesso de exação. b) o crime de corrupção ativa. c) o crime de peculato. d) o crime de corrupção passiva. e) fato atípico. 02. (Fundação Aroeira- Delegado de Polfcia- T0/2014) K. S., funcionário público, solicita, para si, indiretamente, uma determinada quantia em dinheiro de M. F, para não multá-lo. Sabendo-se que M. F. não pagou a propina para K. S., este deve responder por crime de a) corrupção passiva, na forma consumada. b) prevaricação, na forma tentada. c) corrupção ativa, na forma tentada. d) concussão, na forma consumada. 03. (Cespe- Juiz Federal Substituto 5° região/2013- Adaptada) Comete o delito de supressão de documento, e não o de corrupção passiva, o estagiário de órgão de fiscalização ambiental que, em razão de sua atividade, solicita dinheiro para si, a fim de destruir autos de processo administrativo no qual conste lavrado auto de infração ambiental com a consequente aplicação de penalidade de multa a pessoa jurídica causadora do dano, pois se equipara, para fins de caracterização do crime de corrupção passiva, a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função pública, com ou sem remuneração, salvo se na condição de estagiário. FALSO 04. (Vunesp- Investigador de Polícia- SP/2013 -Adaptada). Aceitar promessa de vantagem indevida ainda que fora da função pública ou antes de assumi-la, mas em razão dela, será caracterizado como corrupção passiva tentada se o agente não receber a vantagem. FALSO 05. (Cespe -Investigador de Polícia- BA/2013- Adaptada) A consumação do crime de corrupção passiva ocorre quando o agente deixa efetivamente de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem, em troca de vantagem indevida anteriormente percebida. FALSO 06. (Cespe-Juiz de Direito Substituto- MA/ 2013) Miguel, delegado de polícia, pediu ao advogado de Pedro, conduzido à delegacia em razão de ter sido flagrado em prática ilícita, o pagamento de determinada quantia em dinheiro para não lavrar o auto de prisão em flagrante. O advogado de Pedro realizou o pagamento, e o auto, conforme o acordado, não foi lavrado. Nessa situação hipotética, o delegado deve responder a) por concussão, e o advogado, por corrupção ativa sem aumento de pena. b) por corrupção passiva exaurida, com aumento de pena de 1/3, e o advogado não responde por nenhum delito. c) por concussão, e o advogado não responde por nenhum delito. d) por corrupção passiva exaurida, com aumento de pena de 1/3, e o advogado, por corrupção ativa também com aumento de pena. 07. (FCC- Analista Judiciário- Área Judiciária- TRE-PR/2012- Adaptada) O crime de corrupção passiva admite a forma culposa quando cometido através de interposta pessoa. FALSO 08. (FCC- Promotor de Justiça- AP/2012- Adaptada). Pratica o delito de corrupção passiva o funcionário público que exige, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função, mas em razão dela, vantagem indevida. FALSO 09. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-BA/ 2012- Adaptada). Responde criminalmente o funcionário público que, em razão da função, e mesmo antes de assumi-la, aceita promessa de vantagem indevida, ainda que não venha a recebê-la. VERDADEIRO 10. (Vunesp- Defensor Público- MS/ 2012 -Adaptada) A corrupção passiva é crime material, exigindo- -se para sua configuração que o funcionário receba a vantagem indevida. FALSO 11. (Advogado- CISMEPAR/PR- 2011- Adaptada). Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício constitui o crime de corrupção passiva. FALSO 12. (Analista/Judiciária- STM- 2011). Caso o indivíduo X, servidor público, aceite dinheiro oferecido pelo indivíduo Y para retardar o andamento de processo que tramita na vara onde X exerce suas funções, os dois deverão responder por corrupção passiva, em concurso de pessoas. FALSO 13. (Promotor de Justiça - MP/DFT- 2011 -Adaptada) Diz-se, da corrupção passiva, que é própria, quando a solicitação ou recebimento da vantagem indevida destina-se à prática de ato licito, inserido no rol de deveres impostos ao agente em razão de sua função. FALSO 14. (Analista/ Execução de Mandatos- STM- 2011). Admite-se a participação de particular no crime de corrupção passiva, em face da comunicabilidade das condições de caráter pessoal elementares do crime. VERDADEIRO 15. (Juiz Federal- TRF4- 2010- Adaptada) A corrupção passiva terá a pena aumentada se, em consequência da vantagem recebida, o funcionário retardar ou deixar de praticar qualquer dever de ofício ou o praticar infringindo dever funcional. VERDADEIRO 16. (Juiz de Direito- TJ/PR- 2010- Adaptada) O funcionário público que solicitar para si, diretamente, em razão de sua função, vantagem indevida, comete corrupção passiva. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 317: 01D 02A 03F 04F 05F 06B 07F 08F 09V 10F 11F 12F 13F 14V 15V 16V Facilitação de contrabando ou descaminho Art. 318 - Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho (art. 334): Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. 01. (Cespe- Analista Legislativo-Consultor Legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) A respeito dos crimes de contrabando, descaminho e facilitação de contrabando ou descaminho, julgue os próximos itens. Classifica-se o crime de facilitação de contrabando ou descaminho como crime comum, uma vez que ele pode ser cometido por qualquer pessoa. FALSO 02. (Cespe- Delegado de Polícia- BA/2013- Adaptada) Servidor público alfandegário que, em serviço de fiscalização fronteiriça, permitir a determinado indivíduo penalmente imputável adentrar o território nacional trazendo consigo, sem autorização do órgão competente e sem o devido desembaraço, pistola de calibre 380 de fabricação estrangeira deverá responder pela prática do crime de facilitação de contrabando, com infração do dever funcional excluída a hipótese de aplicação do Estatuto do Desarmamento. FALSO 03. (Magistrado Federal- TRF4- 2010- Adaptada). Incide nas penas previstas no artigo 318 do Código Penal, que prevê o crime de facilitação do contrabando ou descaminho, o servidor que, com infração de dever funcional, facilita a prática de contrabando ou descaminho por terceiro. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 318: 01F 02F 03V Prevaricação Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. 01. (MPE-SC- Promotor de Justiça- SC/2013). Na hipótese do acusado, processado pelo delito de prevaricação, restar provado durante a instrução criminal que ele não era funcionário público ao tempo do cometimento do fato, a ausência de uma elementar leva a atipicidade na modalidade relativa. FALSO 02. (FUNCAB- Delegado de Polícia - ES/2013) Josefina, chefe de uma seção da Secretaria de Estado de Saúde, tomou conhecimento de que um funcionário de sua repartição havia subtraído uma impressora do órgão público. Por compaixão, em face de serem muito amigos, Josefina não leva o fato ao conhecimento dos seus superiores, para que as medidas cabíveis quanto à responsabilização do servidor fossem adotadas. Portanto, Josefina: a) não obrou para crime algum, haja vista não ter competência para responsabilizar o seu subordinado. b) obrou para crime de condescendência criminosa, haja vista ter competência para responsabilizar o seu subordinado. c) obrou para crime de condescendência criminosa, haja vista não ter competência para responsabilizar o seu subordinado, mas o dever de levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. d) obrou para crime de corrupção passiva, haja vista a compaixão ser uma vantagem indevida. e) obrou para crime de prevaricação. 03. (Vunesp -Investigador de Polícia- SP/2013- Adaptada). Praticar ato de ofício contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal, caracteriza-se como crime de prevaricação. VERDADEIRO 04. (Advogado- CISMEPAR/PR- 2011- Adaptada). Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função, constitui o crime de prevaricação. FALSO 05. (Analista- TRE/MT- 2010- Adaptada). Praticará crime de prevaricação o funcionário público que deixe de responsabilizar, por indulgência, subordinado que cometa infração no exercício do cargo, tendo competência para fazê-lo. FALSO 06. (Magistrado- TJ/PR- 2010- Adaptada). Deixar a autoridade policial, por indulgência, de responsabilizar agente policial que cometeu infração no exercício do cargo, comete prevaricação. FALSO GABARITO ARTIGO 319 01F 02E 03V 04F 05F 06F Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 01. (Cespe- Juiz Federal Substituto 2° região/ 2013- Adaptada) O diretor de presídio que não vedar ao preso o acesso a aparelho de comunicação que possibilite a este conversar apenas com outros presos no mesmo estabelecimento prisional não cometerá crime porque o que a lei penal veda é a comunicação do preso com 0 ambiente externo. Nessa situação, o diretor responderá apenas por infração administrativa. FALSO GABARITO ARTIGO 319A: 01F Condescendência criminosa Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. 01. (Cespe- Investigador de Polícia - BA/2013- Adaptada). Incorrem na prática de condescendência criminosa tanto o servidor público hierarquicamente superior deixe, por indulgência, de responsabilizar subordinado que tenha cometido infração no exercício do cargo quanto os funcionários públicos de mesma hierarquia que não levem o fato ao conhecimento da autoridade competente para sancionar o agente faltoso. VERDADEIRO 02. (Advogado – CISMEPAR/ PR 2011). Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente, constitui o crime de condescendência criminosa. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 320: 01V 02V Advocacia administrativa Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo: Pena - detenção, de três meses a um ano, além da multa. 01. (Cespe- Procurador Federal/2013- Adaptada). Caso um procurador federal patrocinasse interesse privado perante a administração pública, dando causa à instauração de licitação cuja invalidação viesse a ser decretada pelo Poder Judiciário, tal patrocínio caracterizaria a prática do delito de advocacia administrativa. FALSA 02. (FCC- Agente Fiscal de Rendas- SP/2013). Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração fazendária, valendo-se da qualidade de funcionário público, configura a) advocacia administrativa. b) crime contra ordem tributária. c) tráfico de influência. d) exploração de prestígio. e) condescendência criminosa. 03. (Cespe- Juiz Federal Substituto 52 região/2013- Adaptada) A sanção penal abstratamente cominada ao crime de advocacia administrativa depende da legitimidade, ou não, do interesse privado patrocinado perante a administração pública. VERDADEIRO 04. (Cespe- Analista Judiciário- Área Judiciária- CNJ/2013- Adaptada) O agente, público ou particular que patrocina, direta ou indiretamente, interesse privado perante órgão público comete o crime de advocacia administrativa-- um tipo penal que tutela a administração da justiça. FALSO 05. (Procurador do Município de Aracaju/SE- 2008). No crime de advocacia administrativa, se o interesse privado patrocinado pelo funcionário público, valendo-se de tal qualidade, perante a administração pública, for ilegítimo, a pena é mais grave. VERDADEIRO 06. (Analista -STJ- 2008). Pratica o crime de advocacia administrativa o funcionário público que, valendo- -se da qualidade de funcionário, responde, por ofício público, às insinuações feitas à sua pessoa em requisição de abertura de inquérito policial. FALSO 07. (Analista- TJ/DFT- 2008). Pratica crime de advocacia administrativa quem patrocina, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário, sendo que, se o interesse for ilegítimo, a pena será mais grave. Trata-se de crime de mão própria, isto é, que somente pode ser praticado por advogado ou bacharel em direito. FALSO GABARITO ARTIGO 321: 01F 02B 03V 04F 05V 06F 07F Violência arbitrária Art. 322 - Praticar violência,no exercício de função ou a pretexto de exercê-la: Pena - detenção, de seis meses a três anos, além da pena correspondente à violência. 01. (Analista- STJ- 2008). Pacificou-se, no STJ, o entendimento de que o crime de violência arbitrária, previsto no art. 322 do CP, foi revogado pela Lei n2 4.898/1965- abuso de autoridade-, que considera crime desta espécie qualquer atentado à integridade física do indivíduo. FALSO GABARITO ARTIGO 322: 01F Abandono de função Art. 323 - Abandonar cargo público, fora dos casos permitidos em lei: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. § 1º - Se do fato resulta prejuízo público: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. § 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira: Pena - detenção, de um a três anos, e multa. 01. (Auditor- TCE/AM- 2007- Adaptada) Só o ocupante de cargo público, criado por lei, com denominação própria, número certo e pago pelos cofres públicos, ainda que em entidades paraestatais, pode cometer o crime de abandono de função. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 323: 01V Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado Art. 324 - Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-la, sem autorização, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. 01. (Magistrado Trabalhista - TRT23- 2010- Adaptada) O empregado que ingressa em exercício de função pública, antes de apresentar sua declaração de bens, não incide no crime de exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado. FALSO GABARITO ARTIGO 324: 01F Violação de sigilo funcional Art. 325 - Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. § 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I – permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. 01. (lESES- Cartório-TJ- PB/2014) Pratica o crime de violação de sigilo funcional quem revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação. Incorre no mesmo crime quem: I. Se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. II. Devassa o sigilo de proposta de concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo. III. Solicita ou recebe, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar pomessa de tal vantagem. IV. Permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública. A sequência correta é: a) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas. b) As assertivas I, II, III e IV estão corretas. c) .Apenas a assertiva III está correta. d) Apenas as assertivas I e IV estão corretas. 02. (Cespe- Analista legislativo- Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada). Julgue os itens a seguir, referentes ao excesso de exação, à violação de sigilo e à sonegação de contribuição previdenciária. O agente que, de qualquer forma, facilitar o acesso de pessoas não autorizadas a banco de dados da administração pública incorrerá nas penas previstas para o crime de violação de sigilo funcional. VERDADEIRO 03. (Cespe- Analista Legislativo- Consultor Legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada). Julgue os itens a seguir, referentes ao excesso de exação, à violação de sigilo e à sonegação de contribuição previdenciária. Para que se caracterize o crime de violação de sigilo funcional, não é necessário que a conduta do agente resulte em dano à administração pública ou a outrem. VERDADEIRO 04. (Vunesp -Investigador de Polícia- SP/2013- Adaptada). Facilitar, por culpa, a revelação de fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo caracteriza o crime de violação de sigilo funcional. FALSO 05. (UEG-: Delegado de Polícia - G0/2013) O Código Penal descreve, no art. 325, o crime de violação de sigilo funcional (revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena- detenção, de seis meses a dois anos ou multa se o fato não constitui crime mais grave). Sobre referido tipo penal, verifica-se: a) cuida-se de crime comum, na medida em que o particular a quem o segredo é transmitido, mesmo que não tenha concorrido para o crime, também responderá pelo delito. b) o segredo revelado pode dizer respeito tanto ao de interesse público quanto ao de interesse privado, para atrair o tipo penal. c) se ao tempo da ação o agente já não era mais servidor público, não incidirá na norma proibitiva, exceto se estiver aposentado ou em disponibilidade. d) pratica o delito o servidor público que revela ou facilita a revelação do fato sigiloso, mesmo tendo ciência do fato fora de sua atribuição ou competência. 06. (Procurador da República - MPF- 2011 -Adaptada). Os crimes sob a rubrica legal de violação de Sigilo func10nal pressupõem a imposição do segredo de justiça. FALSA 07. (Juiz do Trabalho - TRT23 - 2010- Adaptada) O crime de violação de sigilo funcional não admite tentativa. FALSA GABARITO ARTIGO 325: 01D 02V 03V 04F 05C 06F 07F Funcionário público Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. § 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. § 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. 01. (CESPE- Procurador BACEN/2013- Adaptada). Em relação aos crimes contra a administração pública e aos previstos na Lei n2 8.666/1993, assinale a opção correta. Agente terceirizado que exerça a função de assistente de licitação no BACEN não responde por crime previsto na citada lei, por não ser servidor ou empregado público, embora responda subsidiariamente por crime contra a administração pública. FALSO 02. (MPE-MS- Promotor de Justiça - MS/2013). Para fins penais, é correto afirmar que o conceito de funcionário público: a) Não abrange aquele que trabalha para uma empresa particular que mantém convênio com o Poder Público, e para este presta serviço. b) Não atinge os titulares e os auxiliares do tabelionato, conforme previsão da Constituição Federal. c) Não atinge quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada pela administração pública. d) Não abrange quem exerce cargo, emprego ou função pública, ainda que transitoriamente ou sem remuneração. e) Não abrange o funcionário comissionado. 03. (Delegado de Polícia- PC/AP- 2010). Relativamente ao tema dos crimes contra a administração pública, analise as afirmativas a seguir. I. Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente exerce cargo, emprego ou função pública, excetuados aqueles que não percebam qualquer tipo de remuneração. II. Equipara-se a funcionário público quemexerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, mas não quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada para a execução de atividade típica da Administração Pública. III. A pena é aumentada da terça parte quando o autor do crime praticado por funcionário público contra a administração em geral for ocupante de cargo em comissão de órgão da administração direta. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 04. (Promotor de Justiça- MP/SC- 2010- Adaptada). Aquele que trabalha para uma empresa particular que mantém convênio com o Poder Público, e para este presta serviço, para efeitos penais é considerado funcionário público. VERDADEIRO 05. (Juiz Federal-TRF3- 2011- Adaptada). Quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada pela administração pública é, para efeitos penais, equiparado a funcionário público, consoante o CP. FALSO GABARITO ARTIGO 327: 01F 02C 03C 04V 05F CAPÍTULO II DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Usurpação de função pública Art. 328 - Usurpar o exercício de função pública: Pena - detenção, de três meses a dois anos, e multa. Parágrafo único - Se do fato o agente aufere vantagem: Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa. 01. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-ES/2012- Adaptada). Comete o delito de usurpação de função pública o agente que se arrogue nessa função, independentemente de praticar atos de ofício como se legitimado fosse, com o ânimo de usurpar. FALSO GABARITO ARTIGO 328: 01F Resistência Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: Pena - detenção, de dois meses a dois anos. § 1º - Se o ato, em razão da resistência, não se executa: Pena - reclusão, de um a três anos. § 2º - As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência. 01. (FCC- Analista Judiciário- Oficial de Justiça Avaliador- TRF 4/2014). Processado por roubo cometido contra empresa pública federal, Mélvio teve sua prisão preventiva legalmente decretada. Ao ser regularmente cumprido o respectivo mandado por Oficial de Justiça, Mélvio resistiu com violência à prisão e, ao final, foi absolvido da imputação de roubo, posto que afinal reconhecida injusta. Com base somente r esses dados, a) caracteriza-se o crime de resistência. b) inexistiu crime de resistência, qualquer que seja o fundamento técnico da absolvição quanto ao roubo. c) inexistiu crime de resistência: desde que a absolvição seja pela negativa de autoria quanto ao roubo. d) inexistiu crime de resistência, mas responde Mélvio, de qualquer modo, por outro eventual crime correspondente à violência. e) inexistiu o crime de resistência, desde que a absolvição quanto ao roubo tenha afirmado a inexistência ou a atipicidade do fato respectivo. 02. (FCC- Analista Judiciário- Área Judiciária- TRE-PR/2012- Adaptada) O crime de resistência só se consuma se, em razão da violência ou grave ameaça, o ato legal não vier a ser executado. FALSO 03. (Cespe- Juiz de direito Substituto-EP/ 2012- Adaptada). No delito de resistência, se o ato legal do agente público não for executado em razão da ação criminosa, a pena cominada ao tipo penal será aumentada de um terço até metade. FALSO 04. (Analista/Execução. e Mandatos- STM- 2011) Wilson, réu em ação penal, resistiu ao cumprimento de mandado Judicial, de forma omissiva, recusando-se a abrir o portão de sua casa, para evitar o ingresso do oficial de justiça no imóvel e a execução do mandado judicial. Nessa situação, Wilson cometeu crime de resistência, em sua forma qualificada. FALSO GABARITO ARTIGO 329: 01A 02F 03F 04F Desobediência Art. 330 - Desobedecer a ordem legal de funcionário público: Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa. 01. (FCC- Analista Judiciário- Área Judiciária-TRE-PR/2012- Adaptada) O funcionário público, estando fora de suas funções, não pode cometer crime de desobediência. FALSO 02. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-ES/ 2012- Adaptada) O funcionário público pode cometer crime de desobediência, se destinatário de ordem judicial, e, considerando a inexistência de hierarquia, tem o dever de cumpri-la. VERDADEIRO 03. (Procurador do Município de Natal/RN- 2008- Adaptada) O juiz de direito da Primeira Vara Criminal de Mossoró- RN expediu intimação a José, deputado federal, solicitando o agendamento de dia e hora para que fosse ouvido na qualidade de testemunha do juízo. Como não havia, na referida intimação, nenhum alerta quanto às consequências de eventual recusa, José não atendeu à solicitação. Nessa situação, o parlamentar cometeu, em tese, o delito de desobediência. FALSO 04. (Analista- MPU- 2007- Adaptada). Constitui crime de desobediência o não atendimento por funcionário público de ordem legal de outro funcionário público. FALSO 05. (Analista- TRE/SP- 2006- Adaptada) Desobediência, a consumação ocorre, na forma omissiva, quando o agente pratica o ato do qual devia abster-se; na forma comissiva, quando o sujeito devia agir e não o faz no lapso de tempo determinado, não se admitindo, em qualquer caso, a tentativa. FALSO GABARITO ARTIGO 330: 01F 02V 03F 04F 05F Desacato Art. 331 - Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. 01. (Vunesp- Cartório- TJ - SP/2014). Assinale a alternativa correta. a) o Oficial de Registro e o Tabelião não podem ser sujeitos do crime de desacato. b) o Oficial Registrador e o Tabelião podem ser sujeitos passivos secundários do crime de desacato. c) O Oficial de Registro e o Tabelião não podem ser sujeitos passivos do crime de desacato. d) o Oficial de Registro Civil e Tabelião podem ser sujeitos passivos primários do crime de desacato. 02. (FCC- Analista Judiciário- Área Judiciária- TRE-PR/2012- Adaptada) O crime de desacato admite a forma culposa quando o agente estiver no exercício de suas funções. FALSO 03. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-ES/ 2012- Adaptada) O delito de desacato pode ser praticado quando a ofensa é dirigida a funcionário público que não se encontre presente, desde que o desacato esteja relacionado às suas funções. FALSO 04. (Analista- MPU- 2007- Adaptada). Para a caracterização do crime de desacato não é necessário que o funcionário público esteja no exercício da função ou, não estando, que a ofensa se verifique em função dela. FALSO 05. (Analista/Execução de Mandatos-STM- 2011) Jonas, réu em ação penal, ficou irritado com a inclusão de seu nome no rol de denunciados e, ao ser citado pelo oficial de justiça, rasgou o mandado e os documentos que o acompanhavam, lançando-os, com desprezo, no rosto do oficial. Nessa 'situação, Jonas praticou dois delitos: inutilização de documento público e desacato. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 331: 01B 02F 03F 04F 05V Tráfico de Influência Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário. 01. (Cespe- Delegado de Polícia- BA/2013- Adaptada). Considere a seguinte situação hipotética. Alfredo, alegando, de forma fraudulenta, a terceiros interessados que, por ter influência sobre determinado funcionário público, poderia acelerar a conclusão de processo administrativo de interesse do grupo, cobrou desse grupo vultosa quantia em dinheiro, da qual metade lhe foi paga adiantadamente. Antes da conclusão do processo,entretanto, descobriu-se que Alfredo não tinha qualquer acesso ou influência sobre o referido funcionário. Nessa situação hipotética, a conduta de Alfredo constitui crime de estelionato, já que ele alegou ter prestígio que, na realidade, não possuía. FALSO 02. (Cespe- Juiz de Direito Substituto-ES/2012- Adaptada). Ao contrário do crime c e corrupção passiva, o delito de tráfico de influência é material, ou seja, só se consuma com a obtenção efetiva da vantagem indevida. FALSO 03. (Analista/Judiciária- STM- 2011) A pessoa que exige para si vantagem a pretexto de influir em ato praticado por servidor público no exercício da função comete crime de tráfico de influência. Caracteriza-se a exploração de prestígio quando a solicitação é feita a pretexto de incluir, por exemplo, sobre juiz ou funcionário da justiça. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 332: 01F 02F 03V Corrupção ativa Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional. 01. (Cespe- Técnico Judiciário- Área Administrativa- TJ- SE/2014- Adaptada). Em relação às causas extintivas da punibilidade e aos crimes contra a administração pública, julgue os itens que se seguem. Praticará o crime de corrupção ativa o funcionário de concessionária de serviço de energia elétrica que, para não interromper o fornecimento de energia para consumidor inadimplente, aceitar promessa de vantagem indevida. FALSO 02. (FEPESE- Promotor de Justiça- SC/2014). Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se ele é falso ou verdadeiro: ( ) É possível, segundo entendimento doutrinário predominante, a ocorrência do crime de corrupção ativa sem que exista simultaneamente o cometimento da corrupção passiva, pois as condutas são independentes. VERDADEIRO 03. (PUC- PR- Juiz de Direito Substituto- PR/2014). Analise a opção INCORRETA. a) Configura o crime de redução à condição análoga a de escravo, quer o submeter a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer o sujeitar a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. b) Constituí crime de corrupção ativa, solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceit;3'r promessa de tal vantagem. c) Configura o crime de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável, submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual, alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone. d) Constitui também crime de prevaricação, deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo. 04. (UESPI- Delegado de Polícia- Pl/2014). Quanto aos crimes praticados contra a Administração Pública é CORRETO afirmar: a) O funcionário que, nos crimes de peculato, reparar o dano até a publicação da sentença condenatória, fará jus à extinção da punibilidade. b) Constitui crime de corrupção ativa prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo omitir ato de ofício. c) Nos crimes de favorecimento pessoal e real, caso o sujeito ativo seja ascendente ou descendente do criminoso, fica isento de pena. d) O agente que pede dinheiro a pretexto de influir em ato a ser praticado pelo representante do Ministério Público incorre em crime de tráfico de influência. e) Comete crime contra as finanças públicas gestor que ordenar, autorizar ou executar ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal nos doze meses anteriores ao final do mandato ou da legislatura. 05. (Cespe- Analista Judiciário -Área Judiciária - CNJ/2013 - Adaptada). Recentemente, ocorreu a inclusão do crime de corrupção ativa no rol dos delitos hediondos, fato que, entre outros efeitos, tornou esse crime inafiançável e determinou que o início do cumprimento da pena ocorra em regime fechado. FALSO 06. (FCC- Analista Judiciário- Área Judiciária- TRE-PR/2012) João foi parado numa estrada porque dirigia em excesso de velocidade. Ao ser abordado pelo policial, ofereceu-lhe a quantia de R$ 100,00 para que relevasse a multa. Nisso, uma viatura policial chegou ao local e João, em vista disso, antes ' que o policial tivesse se manifestado a respeito da aceitação ou não da oferta, dela desistiu, dizendo- -lhe para lavrar a autuação. Nesse caso, João a) não cometeu nenhum delito porque o fato é penalmente atípico. b) não cometeu nenhum crime, porque houve desistência voluntária. c) cometeu crime de corrupção passiva na forma tentada. d) não cometeu nenhum delito porque houve arrependimento eficaz. e) cometeu crime de corrupção ativa na forma consumada. 07. (MPF- Procurador da República/2012) ACERCA DA CORRUPÇÃO, É CORRETO AFIRMAR QUE: a) a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (Decreto n. 5.687, de 2006), adota uma definição ampla de corrupção, abrangendo nesse conceito, entre outros crimes, o tráfico de influência; b) apenas a corrupção passiva configura crime antecedente da lavagem de dinheiro; c) a corrupção subsequente pode se dar, tanto na corrupção passiva como na ativa; d) constitui figura privilegiada quando o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de oficio, cedendo a pedido ou influência de outrem. 08. (Cespe- Promotor de Justiça- Pl/2012- Adaptada). Considere a seguinte situação hipotética. Júlio foi preso em flagrante pela prática de crime contra o patrimônio, acusado de obter, em seu negócio, vantagem ilícita em prejuízo alheio mediante meio fraudulento. Durante a lavratura do auto de prisão em flagrante, Júlio ofereceu ao delegado de polícia a quantia de cinquenta mil reais para que fosse liberado. Nessa situação hipotética, o delegado de polícia deve lavrar o auto de prisão em flagrante de Júlio pelo crime anterior e também pelo crime de corrupção ativa consumado. VERDADEIRO 09. (Vunesp- Defensor Público- MS/2012-Adaptada). Não há possibilidade de ocorrer corrupção ativa sem a correspondente corrupção passiva. FALSO 10. (Advogado- CISMEPAR/PR- 2011- Adaptada) Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal, constitui o crime de corrupção ativa. FALSO 11. (Juiz do Trabalho- TRT23- 2010- Adaptada). No crime de corrupção ativa, a pena é aumentada de dois terços, se em razão da promessa, o funcionário retardar ato de ofício. FALSO GABARITO ARTIGO 333: 01F 02V 03B 04B 05F 06E 07A 08V 09F 10F 11F Descaminho Art. 334. Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria. Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. § 1o Incorre na mesma pena quem: I - pratica navegação de cabotagem, fora dos casos permitidos em lei; II - pratica fato assimilado, em lei especial, a descaminho; III - vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no País ou importou fraudulentamente ou que sabe ser produto de introdução clandestina no território nacional ou de importação fraudulenta por parte de outrem; IV - adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercíciode atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira, desacompanhada de documentação legal ou acompanhada de documentos que sabe serem falsos. § 2o Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências. § 3o A pena aplica-se em dobro se o crime de descaminho é praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. 01. (Cespe- Analista Legislativo-' Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014 Adaptada) A respeito dos crimes de contrabando, descaminho e facilitação de contrabando ou descaminho, Julgue os próximos itens. O agente que ilude o pagamento de tributo aduaneiro devido pela entrada ou pelo consumo de mercadoria pode incidir no crime de descaminho. Na hipótese de o tributo devido ser inferior ao mínimo exigido para a propositura de uma execução fiscal, o STF entende que a conduta e penalmente irrelevante, aplicando-se a ela o princípio da insignificância. VERDADEIRO 02. (Cespe- Analista Legislativo- Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) A respeito dos crimes de contrabando, descaminho e facilitação de contrabando ou descaminho, Julgue os próximos itens. A conduta do agente que pratica navegação de cabotagem é típica, caracteriza o crime de contrabando e é punida com pena em dobro. FALSO 03. (Cespe-Juiz Federal Substituto 2° Região/2013- Adaptada) No crime de descaminho, não se admite a incidência do princípio da insignificância, sob pena de isso facilitar a sonegação fiscal. FALSO 04. (Delegado de Polícia - PC/ES- 2011). Segundo a jurisprudência do STF, é possível a aplicação do princípio da insignificância para crimes de descaminho, devendo-se considerar, como parâmetro, o valor consolidado igual ou inferior a R$ 7.500,00 FALSO 05. (Defensor Público Federal- OPU - 2010). Na atual jurisprudência consolidada dos tribunais superiores, restou consagrada, em relação ao crime de descaminho, a necessidade do lançamento definitivo do tributo devido, de modo a se tipificar o delito tributário; pacificou-se, também que extingue a punibilidade o pagamento integral do imposto devido e de seus acessórios antes do oferecimento da denúncia. FALSO GABARITO ARTIGO 334: 01V 02F 03F 04F 05F Contrabando Art. 334-A. Importar ou exportar mercadoria proibida: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 ( cinco) anos. § 1o Incorre na mesma pena quem: I - pratica fato assimilado, em lei especial, a contrabando; II - importa ou exporta clandestinamente mercadoria que dependa de registro, análise ou autorização de órgão público competente; III - reinsere no território nacional mercadoria brasileira destinada à exportação; IV - vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei brasileira; V - adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei brasileira. § 2º - Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências. § 3o A pena aplica-se em dobro se o crime de contrabando é praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. 01. (FCC- Analista Judiciário- Área Judiciária - TRE-PR/2012- Adaptada) A reintrodução no país de produtos de fabricação nacional destinados exclusivamente à exportação e de venda proibida no Brasil, constitui crime de contrabando. FALSO 02. (Juiz Federal- TRF2- 2011- Adaptada) O crime de contrabando não se caracteriza enquanto não houver decisão definitiva no processo administrativo fiscal acerca da constituição do tributo devido, admitindo-se, em juízo, a incidência do princípio da insignificância. FALSO GABARITO ARTIGO 334-A: 01F 02F Subtração ou inutilização de livro ou documento Art. 337 - Subtrair, ou inutilizar, total ou parcialmente, livro oficial, processo ou documento confiado à custódia de funcionário, em razão de ofício, ou de particular em serviço público: Pena - reclusão, de dois a cinco anos, se o fato não constitui crime mais grave. 01. (Analista/Execução de Mandatos- STM- 2011) Jonas, réu em ação penal, ficou irritado com a inclusão de seu nome no rol de denunciados e, ao ser citado pelo oficial de justiça, rasgou o mandado e os documentos que o acompanhavam, lançando-os, com desprezo, no rosto do oficial. Nessa situação, Jonas praticou dois delitos: inutilização de documento público e desacato. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 337: 01V Sonegação de contribuição previdenciária Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: I – omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II – deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III – omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. § 1o É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara e confessa as contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal. § 2o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde que: I – (VETADO) II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. § 3o Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa R$ 1.510,00 (um mil, quinhentos e dez reais), o juiz poderá reduzir a pena de um terço até a metade ou aplicar apenas a de multa. § 4o O valor a que se refere o parágrafo anterior será reajustado nas mesmas datas e nos mesmos índices do reajuste dos benefícios da previdência social. 01. (Cespe- Analista Legislativo- Consultor Legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada). Julgue os itens a seguir, referentes ao excesso de exação, à violação de sigilo e à sonegação de contribuição previdenciária. Em se tratando de crime de sonegação de contribuição previdenciária, comprovada a conduta típica, ilícita e culpável, deverá o juiz aplicar apenas a pena de multa ao agente, se este for primário e de bons antecedentes. FALSO 02. (Cespe- Cartórios- TJ- SE/2014). Em relação aos crimes contra a administração pública, assinale a opção correta. a) Em se tratando de peculato culposo, se a reparação do dano anteceder o recebimento da denúncia, ficará configurada a atipicidade da conduta. b) o agente que deixa de atender ordem legal de funcionário público pratica o crime de resistência. c) o funcionário público que retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, com infração de dever funcional estabelecido expressamente na lei, cedendo a pedido ou influência de outrem, para satisfazer interesse pessoal, pratica o crime de advocacia administrativa. d) Tratando-se do crime de sonegação previdenciária, se o agente, espontaneamente, declarar e confessar as contribuições, importâncias ou valores sonegados e prestar as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal, ficará extinta a punibilidade. e) o agente que, mesmo antes de assumir determinadocargo ou função, solicitar para si ou para outrem, em razão do cargo, vantagem indevida responderá por estelionato mediante fraude. 03. (Cespe- Juiz Federal Substituto 2° região/ 2013- Adaptada). No crime de sonegação de contribuição previdenciária, será extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declarar e confessar as contribuições, importâncias ou valores e prestar informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, após o início da ação fiscal e antes do oferecimento da denúncia. FALSO 04. (FCC- Juiz do Trabalho Substituto 4° região/ 2012). No crime de sonegação de contribuição previdenciária, se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa determinado valor fixado em lei, reajustado pelos mesmos índices dos benefícios da previdência social, o juiz poderá a) absolver o acusado. b) aplicar somente a pena de multa. c) deixar de aplicar a pena. d) reduzir a pena de um terço até dois terços. e) conceder perdão judicial. 05. (Magistrado Trabalhista- TRTl- 2010- Adaptada) O delito de sonegação de contribuição previdenciária consuma-se com a supressão ou redução da contribuição previdenciária e acessórios, sendo o direito social do trabalhador, e não a seguridade social, o objeto jurídico tutelado. FALSO 06. (Magistrado Federal- TRF3- 2010- Adaptada) O crime de sonegação de contribuição tributária, prevista no art. 337-A do Código Penal, só se configura após o esgotamento da via administrativa. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 337-A: 01F 02D 03F 04B 05F 06V Corrupção ativa em transação comercial internacional Art. 337-B. Prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a funcionário público estrangeiro, ou a terceira pessoa, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício relacionado à transação comercial internacional: Pena – reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa. Parágrafo único. A pena é aumentada de 1/3 (um terço), se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário público estrangeiro retarda ou omite o ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional. 01. (Procurador da República- MPF- 202 Concurso- Adaptada) "B" entrega a pessoa em estágio probatório, de nacionalidade brasileira, chamado "J", na Embaixada do Egito, determinada importância para que este, no seu passaporte, registre o prazo de 2 anos a que "B" permaneça no Cairo. "J" não aceita a entrega do dinheiro. Consuma-se o tipo previsto no artigo 337-B (corrupção ativa no plano internacional). FALSO GABARITO ARTIGO 337-B: 01F Funcionário público estrangeiro (Incluído pela Lei nº 10467, de 11.6.2002) Art. 337-D. Considera-se funcionário público estrangeiro, para os efeitos penais, quem, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública em entidades estatais ou em representações diplomáticas de país estrangeiro. (Incluído pela Lei nº 10467, de 11.6.2002) 01. (UFPR-Juiz de Direito Substituto-PR/2012). Para efeitos penais, o que se entende por "funcionário público estrangeiro"? a) Aquele que, de forma sempre remunerada, trabalha em empresas que contratam com a Administração Pública brasileira, excluindo-se, portanto, os funcionários de ONGS. b) Aquele que, de forma ainda que transitória e sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função em entidades estatais ou em representações diplomáticas de país estrangeiro. c) Aquele que trabalha apenas em representações estrangeiras que possuam relações diplomáticas com o Brasil ou em órgãos internacionais, como a ONU, FMI, OMS etc .. d) Aquele que presta serviços apenas para empresas estrangeiras controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público do seu país de origem que mantenha escritório permanente em território nacional. GABARITO ARTIGO 337-D: 01B CAPÍTULO III DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA Reingresso de estrangeiro expulso Art. 338 - Reingressar no território nacional o estrangeiro que dele foi expulso: Pena - reclusão, de um a quatro anos, sem prejuízo de nova expulsão após o cumprimento da pena. 01. (Magistrado Federal- TRF3- 82 Concurso- Adaptada) "A:', estrangeiro, foi expulso do Brasil, por ingressar irregularmente no território nacional deixou sua namorada e partiu saudoso. Mantinha correspondência com a mesma, até que, irregularmente, reingressou no território nacional, sendo processado e condenado. A solução para o caso é a seguinte: desconsiderado o motivo, há crime de reingresso de estrangeiro. VERDADEIRO 02. (Magistrado Federal- TRF3- 92 Concurso- Adaptada). Comete crime contra a Administração da Justiça o estrangeiro expulso do território nacional que nele permanece. FALSO GABARITO ARTIGO 338: 01V 02F Denunciação caluniosa Art. 339. Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa. § 1º - A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. § 2º - A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção. 01. (lESES- Cartório-TJ- PB/2014) Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente, é tipificado no Código Penal como crime de: a) Coação no curso do processo. b) Comunicação falsa de crime ou de contravenção. c) Fraude processual. d) Denunciação caluniosa. 02. (Vunesp- Escrevente Técnico Judiciário- TJ-SP/2013). Assinale a alternativa que melhor representa o tipo penal do crime descrito no art. 339 do CP. A denunciação caluniosa consiste em imputar crime a quem o sabe inocente dando causa à instauração de a) investigação policial, processo judicial ou inquérito civil. b) investigação policial, processo judicial ou comissão parlamentar de inquérito. c) investigação policial, processo judicial, investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa. d) investigação policial, processo judicial, comissão parlamentar de inquérito ou ação de improbidade administrativa. e) investigação policial ou processo judicial. 03. (UEG- Delegado de Polícia- G0/2013) Cabelo de Anjo, no intuito de prejudicar seu desafeto, o delegado de polícia civil da cidade, cuja atuação na repressão à criminalidade é amplamente reconhecida, especialmente nos casos de corrupção, apresenta representação por via postal ao Ministério Público, imputando à referida autoridade policial a prática de vários ilícitos penais, dentre eles o de corrupção passiva, sabendo que tais fatos não ocorreram. No intervalo entre a remessa da correspondência e o recebimento pelo representante do Ministério Público, o delegado toma conhecimento e consegue interceptar a missiva, desmascarando a trama com a prova de sua inocência. Nesse caso, Cabelo de Anjo responderá por a) denunciação caluniosa na forma consumada b) calúnia na forma tentada c) denunciação caluniosa na forma tentada d) calúnia na forma consumada 04. (Cespe- Juiz Federal Substituto 2D região/ 2013- Adaptada). Praticará o crime de denunciação caluniosa quem der causa à instauração de investigação policial contra alguém, imputando-lhe contravenção penal de que o sabe inocente. VERDADEIRO 05. (FCC- Juiz do Trabalho Substituto 20° região/ 2012). Nos crimes contra a administração da justiça, a) a pena sempre deve ser aumentada se a falsa perícia for cometida com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo trabalhista. b) é pública condicionada a ação penal no crime de exercício arbitrário das próprias razões. c) a pena será diminuída se a imputação, na denunciação caluniosa, for de prática de contravenção penal.d) configura o delito de favorecimento pessoal o ato de prestar a criminoso, fora dos casos de coautoria ou receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime. e) só funcionário público pode ser sujeito ativo do delito de exploração de prestígio. 06. (FCC- Juiz do Trabalho Substituto 4° região/ 2012- Adaptada) A pena é aumentada de sexta parte, na denunciação caluniosa, se o agente se serve do anonimato ou de nome suposto. VERDADEIRO 07. (Procurador da República- MPF- 2011) Cidadão protocolou representação na Corregedoria-Geral do MPF relatando que Procurador da República cometeu abuso de autoridade no oferecimento de denúncia contra determinada pessoa. Instaurada Sindicância diante dos esclarecimentos prestados, foi arquivada com fundamento no princípio da Independência Funcional. Avalie a alternativa correta: a) cabe, em tese, denunciação caluniosa contra o cidadão porque abuso de autoridade e, por definição, um crime; b) o referido Procurador da República está impedido de propor ação penal contra o cidadão por denunciação caluniosa; c) só e cabível ação penal privada por calúnia; d) não cabe ação de denunciação caluniosa, pois não foi instaurada investigação administrativa contra o membro do MPF. 08. (Juiz do Trabalho- TRTl- 2010- Adaptada). Quem der causa à instauração de mera investigação administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente, não responde pelo delito de denunciação caluniosa. FALSO 09. (Juiz do Trabalho- TRT23- 2010- Adaptada). Consiste em denunciação caluniosa a conduta do Diretor do Sindicato dos Obreiros que imputa ao gerente de determinada empresa a prática de atos fraudulentos, dando causa à instauração de Inquérito Civil. FALSO GABARITO ARTIGO 339: 01D 02C 03C 04V 05C 06V 07B 08F 09F Comunicação falsa de crime ou de contravenção Art. 340 - Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 01. (Vunesp- Delegado de Polícia- SP/2014). Levar ao conhecimento da autoridade policial a ocorrência de um crime, por vingança, sabedor de que o suposto fato criminoso jamais ocorreu, supostamente, tipifica o delito de a) fraude processual. b) exercício arbitrário das próprias razões. c) comunicação falsa de crime ou de contravenção. d) denunciação caluniosa. e) falso testemunho. 02. (Magistrado Trabalhista- TRTl- 2010- Adaptada). Aquele que provoca a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de simples contravenção penal que sabe não se ter verificado, não comete crime contra a administração da justiça. FALSO 03. (Magistrado Estadual- TJ/SC- 2009- Adaptada). Pratica o delito de comunicação falsa de crime ou de contravenção o agente que dá causa à instauração de investigação policial ou de processo judicial contra determinada pessoa, imputando-lhe crime de que sabe ser ela inocente. FALSO GABARITO ARTIGO 340: 01C 02F 03F Auto-acusação falsa Art. 341 - Acusar-se, perante a autoridade, de crime inexistente ou praticado por outrem: Pena - detenção, de três meses a dois anos, ou multa. 01. (FCC- Juiz de Direito Substituto- PE/2013- Adaptada). É atípica a conduta de acusar-se, perante a autoridade, de contravenção penal inexistente ou praticada por outrem. VERDADEIRO 02. (FCC -Juiz do Trabalho Substituto 4° região/ 2012- Adaptada). Tipifica o delito de autoacusação falsa o ato de acusar-se, perante a autoridade, de contravenção penal inexistente ou praticada por outrem. FALSO 03. (Magistrado- TJ/PR- 2010- Adaptada) O sujeito que atribui a si mesmo a prática de crime inexistente ou que foi cometido por terceiro, pratica comunicação falsa de crime. FALSO GABARITO ARTIGO 341: 01V 02F 03F Falso testemunho ou falsa perícia Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. § 1o As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal, ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. § 2o O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade 01. (Fundação Aroeira- Delegado de Polícia- T0/2014). Extingue-se a punibilidade pela retratação do agente, no caso de a) injúria real. b) denunciação caluniosa. c) autoacusação falsa. d) falso testemunho. 02. (Cespe- Promotor de Justiça- MPE-AC/2014). No que concerne ao crime de falso testemunho assinale a opção correta. a) De acordo com o entendimento firmado pelo STJ, mostra-se imprescindível, para a configuração do delito de falso testemunho, o compromisso de dizer a verdade. b) Não se aplica a causa especial de aumento de pena prevista no CP para o crime de falso testemunho praticado em processo judicial destinado a apurar a prática de contravenção penal. c) O STF e o STJ já se posicionaram no sentido de que, em tese, é possível atribuir a advogado a coautoria pelo crime de falso testemunho. d) Para a consumação do delito de falso testemunho, é essencial que o depoimento falso seja determinante para o resultado do processo. e) A prolação da sentença no processo em que ocorra afirmação falsa é condição de procedibilidade da ação penal pelo crime de falso testemunho. 03. (FCC- Juiz de Direito Substituto- PE/2013- Adaptada) O falso testemunho deixa de ser punível se, depois da sentença em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade. FALSO 04. (Cespe- Juiz Federal Substituto 2° região/ 2013- Adaptada) O perito que fizer afirmação falsa em processo cível em que uma das partes seja o lBAMA responderá pelo crime de falsa perícia, que, no entanto, deixará de ser punível se, antes do trânsito em julgado da sentença no processo cível, citado perito retratar-se ou declarar a verdade. FALSO 05. (Vunesp- Escrevente Técnico Judiciário- TJ-SP/2013) "O fato deixar de ser punível se, antes da sentença, no processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade". A previsão legal citada corresponde ao crime de a) fraude processual. b) coação no curso do processo. c) denunciação caluniosa. d) comunicação falsa de crime ou contravenção. e) falso testemunho ou falsa perícia. 06. (FCC- Analista Judiciário- Execução de Mandados- TRF S/2012) Em audiência judicial, o intérprete que, dolosamente, traduz declaração de testemunha de modo contrário ao teor do depoimento, todavia que se retrata por escrito, depois de proferida a sentença, mas antes do trânsito em julgado, a) não comete o crime de falso testemunho ou perícia por ocorrência de causa excludente da ilicitude. b) comete o crime de falso testemunho ou falsa perícia no modo tentado. c) não comete o crime de falso testemunho ou perícia, pois intérprete não é testemunha ou perito. d) comete o crime de falso testemunho ou perícia, mas está isento de pena pela retratação. e) comete o crime de falso testemunho ou falsa perícia no modo consumado. 07. (Cespe- Promotor de Justiça- Pl/2012) O agente que faça afirmação falsa quando inquirido na fase de instrução de processo de crime de homicídio e se retrate quando reinquirido na fase de julgamento pelo plenário do júri não pode ser punido. VERDADEIRO 08. (FCC- Promotor de Justiça- AP/2012- Adaptada). Inadmissível o concurso de pessoas no crime de falso testemunho, segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal. FALSO 9. (TRT 14- Juiz do Trabalho Substituto 14° região/ 2012- Adaptada). Há atipicidade da conduta considerando-se o crime de falso testemunho, na hipótese de negativa em responder às perguntas; formuladas em juízo quando, embora rotulado de testemunha,o comparecente, na verdade, encontra- -se na condição de investigado, possuindo, por isso, direito constitucional ao silêncio. VERDADEIRO 10. (TRT 14-Juiz do Trabalho Substituto l4ª região/ 2012- Adaptada). Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a testemunha que não prestou compromisso em processo de natureza cível, por ser prima da parte, embora tenha sido advertida de que suas declarações poderiam caracterizar ilícito penal, não pode estar sujeita às penalidades do crime de falso testemunho, isso porque, em termos legais, a formalidade do compromisso integra o tipo do crime de falso testemunho. FALSO 11. (FCC- Juiz de· Trabalho Substituto 11ª região/ 2012) A retratação do agente, antes da sentença no processo em que ocorreu o falso testemunho, é causa a) de diminuição da pena. b) de exclusão de culpabilidade. c) supralegal de exclusão da ilicitude. d) de exclusão d3 imputabilidade. e) de extinção da punibilidade. 12. (TRT 2- Juiz do Trabalho Substituto 2ª região/ 2012) Ernesto, após ser compromissado, prestou testemunho e reclamação trabalhista, convidado pela reclamada Alfa Serviços Ltda. No dia seguinte a audiência em que foi ouvido, Joaquim compareceu à Secretaria da Vara e solicitou a sua retratação em relação aos fatos que testemunhou, alegando estar arrependido por ter deliberadamente mentido fazendo afirmação falsa em favor da empresa ré. Nesta situação, analisando-se o instituto da extinção~ de punibilidade, é correto afirmar que: a) não cabe retratação uma vez que o crime de falso testemunho se consumou no momento em que a testemunha falseou a verdade; b) caberá retratação da testemunha a qualquer momento desde que tenha sido proferida sentença no processo trabalhista não acolhendo a tese da reclamada baseada no testemunho falso; c) na esfera trabalhista não caberá retratação, podendo a testemunha utilizar desta faculdade no juízo criminal, antes do oferecimento da denúncia; d) caberá retratação apenas se a testemunha tiver se arrependido antes do encerramento da audiência em que foi depor; e) a testemunha poderá se retratar no juízo trabalhista, apenas antes de ser sentenciado o processo pelo Juiz do Trabalho. 13. (Juiz do Trabalho- TRT14- 2011- Adaptada) O fato que origina o crime de falso testemunho deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade. VERDADEIRO 14. (Promotor de Justiça- MP/DFT- 2011- Adaptada) O julgamento definitivo do procedimento em que foi falseada a verdade não é condição para que, no processo destinado a apuração do crime de falso testemunho, seja prolatada a decisão condenatória. FALSO 15. (Analista- TRE/BA- 2010) Francisco, renomado advogado eleitoral, em audiência, induziu a testemunha José a fazer afirmação falsa em processo judicial, instruindo-o a prestar depoimento inverídico, com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em ação penal em curso. Com base nessa situação hipotética, julgue: segundo os tribunais superiores, não se admite a participação de Francisco no crime de falso testemunho, por se tratar de crime de mão própria, isto é, somente José pode ser seu sujeito ativo. FALSO 16. (Juiz do Trabalho-TRTl- 2010- Adaptada) A respeito do delito de falso testemunho, o Código Penal adotou, em relação à falsidade, a teoria objetiva, segundo a qual o delito se consuma com a mera divergência entre o fato narrado e a realidade dos fatos. FALSO 17. (Juiz do Trabalho- TRT23- 2010- Adaptada) A testemunha que faz afirmação falsa perante o juízo arbitral comete crime de falso testemunho. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 342: 01D 02C 03F 04F 05E 06E 07V 08F 09V 10F 11E 12E 13V 14F 15F 16F 17V Art. 343. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou interpretação: Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa Parágrafo único. As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. 01. (Promotor de Justiça- MP/SC- 2010- Adaptada) O suborno de perito oficial, configura o crime previsto no artigo 343 do CP, "Corrupção ativa de testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete. FALSO GABARITO ARTIGO 343: 01F Coação no curso do processo Art. 344 - Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa, além da pena correspondente à violência. 01. (FCC- Juiz do Trabalho Substituto 4° região/ 2012- Adaptada). Não se tipifica o delito de coação no curso do processo se o agente, com o fim de favorecer interesse alheio, usar de violência ou grave ameaça, contra~ pessoa que é chamada a intervir em processo judicial. FALSA 02. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011- Adaptada). Não configura o crime de coação no curso do processo o uso de violência ou grave ameaça contra testemunha em processo administrativo, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio. FALSA 03. (Juiz do Trabalho - TRT23 - 2010 -Adaptada) A coação no curso do processo pode configurar-se, quando no juízo arbitral, o administrador da empresa emprega grave ameaça aos árbitros elegidos, com fim de favorecer a pretensão da empresa. VERDADEIRA GABARITO ARTIGO 344: 01F 02F 03V Exercício arbitrário das próprias razões Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à violência. Parágrafo único - Se não há emprego de violência, somente se procede mediante queixa. 01. (FCC-Juiz de Direito Substituto- PE/2013 -Adaptada). É pública condicionada a ação penal no delito de exercício arbitrário das próprias razões, se não há emprego de violência. FALSA 02. (Cespe- Juiz Federal Substituto 52 região/2013- Adaptada) A ilegitimidade da pretensão daquele que, mediante grave ameaça, sem escusa legal, faz justiça com as próprias mãos, agrava a pena prevista para a prática do delito de exercício arbitrário das próprias razões. FALSA 03. (Defensor Público- DPE/GO- 2011) Willians constrangeu Geraldo, mediante grave ameaça, a pagar-lhe uma dívida de R$100 00. Posteriormente, apurou-se que a dívida era inexistente, embora Willians acreditasse que era credor de Geraldo. Penalmente, a conduta de Willians está classificada como a) extorsão (CP, art. 158), b) exercício arbitrário das próprias razões (CP, art. 345). c) roubo (CP, art. 157). d) constrangimento ilegal (CP, art. 146). e) ameaça (CP, art. 147). GABARITO ARTIGO 345: 01F 02F 03B Art. 346 - Tirar, suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa. 01. (TRT 3- Juiz do Trabalho Substituto 3º região/ 2012- Adaptada). Constitui crime de exercício arbitrário das próprias razões tirar, suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção. VERDADEIRO 02. (Magistrado Federal- TRF4- 2010- Adaptada). Destruir ou danificar coisa própria não é crime mesmo quando se ache a coisa em poder de terceiro por determinação judicial ou contrato. FALSO GABARITO ARTIGO 346: 01V 02F Fraude processual Art. 347 - Inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito: Pena - detenção, de três meses a dois anos, e multa. Parágrafo único - Se a inovaçãose destina a produzir efeito em processo penal, ainda que não iniciado, as penas aplicam-se em dobro 01. (MPT- Procurador do Trabalho/2012- Adaptada) O crime de fraude processual se constitui em inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito. 02. (FCC- Juiz do Trabalho Substituto 4~ região/ 2012- Adaptada) A pena sempre deve ser aumentada se a fraude processual se destina a produzir efeito em processo civil. VERDADEIRO 03. (Juiz do Trabalho- TRT14- 2011- Adaptada). Inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito constitui crime. FALSO 04. (Magistrado Federal- TRF4- 2010- Adaptada) O delito de fraude processual, quando cometido com o objetivo de produzir efeito em processo penal, terá pena aplicada em dobro. VERDADEIRO 05. (Magistrado Federal- TRF4- 2010- Adaptada). Caso a inovação artificiosa seja realizada com o objetivo de produzir efeito em processo penal, as penas previstas para a fraude serão aplicadas em dobro mesmo que o processo penal ao qual se destina ainda não se tenha iniciado. VERDADEIRO 06. (Magistrado Trabalhista -TRTl- 2010- Adaptada) A fraude processual é crime comum e material, exigindo-se, para a sua consumação, que o juiz ou o perito tenham sido efetivamente induzidos a erro, não podendo ser cometido por pessoa que não tenha interesse no processo. FALSO 07. (Magistrado Trabalhista- TRT23- 2010- Adaptada). Comete fraude processual a parte que inovar ardilosamente na pendência de qualquer processo judicial o estado de lugar, de coisa ou pessoa, com fim de induzir a erro o juiz ou perito. FALSO GABARITO ARTIGO 347 01V 02F 03V 04V 05V 06F 07F Favorecimento pessoal Art. 348 - Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena - detenção, de um a seis meses, e multa. § 1º - Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena - detenção, de quinze dias a três meses, e multa. § 2º - Se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena. 01. (FCC- Juiz de Direito Substituto- PE/2013- Adaptada). Configura favorecimento pessoal o ato de prestar a criminoso, fora dos casos de coautoria ou de receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime. FALSO 02. (FCC- Promotor de Justiça- AP/2012- Adaptada) A pena deve ser reduzida no delito de favorecimento pessoal se quem presta auxílio é ascendente do criminoso. FALSO 03. (FCC-Juiz do Trabalho Substituto 4° região/ 2012- Adaptada) Só configura o delito de favorecimento pessoal o ato de auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que for cominada pena de reclusão. FALSO 04. (TRT 3-Juiz do Trabalho Substituto 3° região/ 2012- Adaptada). Pratica crime de favorecimento real o agente que efetivamente, auxilia a subtrair da ação da autoridade pública o autor de crime. FALSO 05. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011- Adaptada). Constitui favorecimento pessoal prestar a criminoso fora dos casos de coautoria ou receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime. FALSO 06. (Juiz. Fed_eral-TRF4- 2010- Adaptada) O favorecimento pessoal, na modalidade de auxílio à subtração a ação de autoridade pública autora de crime, previsto no artigo 348 do Código Penal, fica isento de pena se quem presta o auxílio é irmão do criminoso. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 348: 01F 02F 03F 04F 05F 06V Favorecimento real Art. 349 - Prestar a criminoso, fora dos casos de co-autoria ou de receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime: Pena - detenção, de um a seis meses, e multa. Art. 349-A. Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional. Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 01. (Magistrado Trabalhista- TRTl- 2010- Adaptada). Aquele que facilita a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional comete crime contra a administração da justiça. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 349: 01V Exercício arbitrário ou abuso de poder Art. 350 - Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder: Pena - detenção, de um mês a um ano. Parágrafo único - Na mesma pena incorre o funcionário que: I - ilegalmente recebe e recolhe alguém a prisão, ou a estabelecimento destinado a execução de pena privativa de liberdade ou de medida de segurança; II - prolonga a execução de pena ou de medida de segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de executar imediatamente a ordem de liberdade; III - submete pessoa que está sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei; IV - efetua, com abuso de poder, qualquer diligência. 01. (Vunesp - Delegado de Polícia- SP/2014) "X", uma senhora idosa, foi presa em flagrante pela prática crime de falsificação de documento público. Não ofereceu qualquer resistência à prisão, mas ainda assim foi algemada. Por hipótese, a conduta dos policiais que efetuaram a prisão de "X" a) tipifica o crime de exploração de prestígio. b) é prevista em lei, portanto, não configura crime. c) tipifica o crime de exercício arbitrário ou abuso de poder. d) tipifica o crime de violência arbitrária. e) é polêmica, mas em razão da prisão em flagrante é considerada lícita. 02. (Vunesp- Escrevente Técnico Judiciário- TJ-SP/2013) Apesar das discussões doutrinárias e jurisprudências acerca da revogação tácita do art. 350 do CP, é correto afirmar que o delito de exercício arbitrário ou o abuso de poder a) prevê, no parágrafo único, formas equiparadas de cometimento do delito b) impõe penas de reclusão, além da multa. c) admite a modalidade culposa e o perdão judicial d) prevê apenas uma modalidade de conduta delitiva consistente em ordenar medida privativa de liberdade individual, sem formalidades legais ou com abuso de poder. e) admite a modalidade culposa. GABARITO ARTIGO 350: 01C 02A Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança Art. 351 - Promover ou facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou submetida a medida de segurança detentiva: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. § 1º - Se o crime é praticado a mão armada, ou por mais de uma pessoa, ou mediante arrombamento, a pena é de reclusão, de dois a seis anos. § 2º - Se há emprego de violência contra pessoa, aplica-se também a pena correspondente à violência. § 3º - A pena é de reclusão, de um a quatro anos, se o crime é praticado por pessoa sob cuja custódia ou guarda está o preso ou o internado. § 4º - No caso de culpa do funcionário incumbido da custódia ou guarda, aplica-se a pena de detenção, de três meses a um ano, ou multa. 01. (FUNCAB- Delegado de Polícia- ES/2013) O agente penitenciário Mauro agenciou a fuga de três pessoas que cumpriam medida de segurança imposta pelo Juiz criminal no manicômio judiciário em que era lotado. Para tanto, Mauro recebeu um carro, uma casa e vinte mil reais em dinheiro. Portanto, Mauro: a) não deve responder por crime algum, pois se trata de cumprimento de medida de segurança. b) deve responder pelo crime de facilitação de fuga, preceituado no artigo 351 do CP. c) deve responder pelo crime de corrupção ativa, preceituado no artigo 333 do CP. d) deve responder pelo crime de corrupção passiva, preceituado no artigo 317 do CP. e) deve responder pelo crime de concussão, preceituado no artigo 316 do CP. GABARITO ARTIGO 351: 01B Evasão mediante violência contra a pessoa Art. 352 - Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido a medida de segurança detentiva, usando de violência contra a pessoa:Pena - detenção, de três meses a um ano, além da pena correspondente à violência. 01. (TRT 3-Juiz do Trabalho Substituto 3! Região/2012- Adaptada) Pedro, usando de violência contra o carcereiro, promoveu a fuga de "José de Tal" que estava legalmente preso. Nessa situação, Pedro praticou o crime de evasão mediante violência contra pessoa. FALSO GABARITO ARTIGO 352: 01F Patrocínio infiel Art. 355 - Trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional, prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado: Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa Patrocínio simultâneo ou tergiversação Parágrafo único - Incorre na pena deste artigo o advogado ou procurador judicial que defende na mesma causa, simultânea ou sucessivamente, partes contrárias. 01. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011- Adaptada). Não incorre nas penas do delito de patrocínio infiel o advogado que defende na mesma causa, simultânea ou sucessivamente, partes contrárias. FALSO 02. (Juiz do Trabalho- TRT14- 2011- Adaptada). Trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional, prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado constitui crime de tergiversação. FALSO 03. (Promotor de Justiça- MP/PB- 2010- Adaptada). Indiferente, para o aperfeiçoamento do crime de patrocínio infiel, que este seja exercido remunerada ou gratuitamente, ou que o advogado tenha sido contratado pela parte ou nomeado pelo juiz, podendo, inclusive, figurar como sujeito ativo o defensor público. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 355: 01F 02F 03V Sonegação de papel ou objeto de valor probatório Art. 356 - Inutilizar, total ou parcialmente, ou deixar de restituir autos, documento ou objeto de valor probatório, que recebeu na qualidade de advogado ou procurador: Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa. 01. (Juiz do Trabalho- TRT14- 2011- Adaptada). Inutilizar, total ou parcialmente, ou deixar de restituir autos, documento ou objeto de valor probatório, que recebeu na qualidade de advogado ou procurador, não constitui tipo penal, mas apenas infração administrativa sujeita a punição junto ao órgão de classe. FALSO 02. (Juiz do Trabalho- TRT23- 2010- Adaptada) Deixar de restituir à repartição administrativa os autos de processo que recebeu na qualidade de procurador, configura crime de sonegação de papel. VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 356: 01F 02V Exploração de prestígio Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa. Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo. 01. (UFG - Defensor Público- G0/2014). Segundo o Código Penal, configura crime de exploração de prestígio a conduta de a) deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. b) solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do MP, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha. c) patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário. d) entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-la, sem autorização, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso. e) solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para ou -trem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função. 02. (TRT 3 -Juiz do Trabalho Substituto 3 região/ 2012- Adaptada). Pratica crime de exploração de prestígio aquele que solicita vantagem a pretexto de influir em ato praticado apenas por funcionário público no exercício da função. FALSO 03. (TRT 2- Juiz do Trabalho Substituto 2 região/ 2012) Antunes, advogado da empresa reclamada Beta Metalúrgica Ltda., no curso de reclamação trabalhista onde se discute o pagamento de adicional de insalubridade, solicitou para si uma quantia em dinheiro do sócio da empresa, com pretexto de influir junto ao perito nomeado pelo Juiz do Trabalho para que fosse apresentado laudo favorável à reclamada. Antunes alegou ainda que o dinheiro também se destina ao perito judicial. A conduta de Antunes caracteriza o tipo penal de: a) exploração de prestígio; b) favorecimento pessoal; c) favorecimento real; d) fraude processual; e) patrocínio infiel 04. (Procurador do MP – TCE/SP 2011 – Adaptada). As penas são aumentadas de um terço no delito de exploração de prestígio, se o agente insinua que o dinheiro solicitado, a pretexto de influir em testemunha, a esta também se destina VERDADEIRO GABARITO ARTIGO 357: 01B 02F 03A 04V Desobediência a decisão judicial sobre perda ou suspensão de direito Art. 359 - Exercer função, atividade, direito, autoridade ou múnus, de que foi suspenso ou privado por decisão judicial: Pena - detenção, de três meses a dois anos, ou multa. 01. (UEG- Delegado de Polícia- G0/2013) Cabelo de Anjo, servidor público estadual efetivo, lotado em uma secretaria estadual, no exercício de função gratificada, após concluída investigação e oferecimento de denúncia pelo Ministério Público em razão da prática de atos de corrupção por uma organização criminosa estabelecida dentro do órgão da qual ele era integrante, teve decretado o afastamento cautelar (suspensão da função pública), nos termos do que determina o Código de Processo Penal. Não obstante o afastamento, continuou a frequentar a repartição pública, inclusive praticando atos inerentes à função. Diante dessas circunstâncias, em qual infração estaria incurso Cabelo de Anjo? a) Desobediência judicial sobre perda ou suspensão de direito (art. 359, CP) b) Usurpação de função pública (art. 328, CP) c) Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado (art. 324, CP) d) Desobediência (art. 330, CP) GABARITO ARTIGO 359: 01A Inscrição de despesas não empenhadas em restos a pagar Art. 359-B. Ordenar ou autorizar a inscrição em restos a pagar, de despesa que não tenha sido previamente empenhada ou que exceda limite estabelecido em lei: Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. 01. (Procurador do MP junto ao TCE- TCE/SC- 2010) A conduta "ordenar ou autorizar a inscrição em restos a pagar, de despesa que não tenha sido previamente empenhada ou que exceda limite estabelecido em lei" constitui o tipo penal descrito no art. 359-B do Código Penal. Dos vários elementos integrantes do tipo pode-se afirmar que: a) A ordem administrativa, em relação à execução da despesa pública, deve ser precedida do prévio empenhamento por parte do funcionário público concursado. b) Por restos a pagar deve-se compreender as despesas efetivamente empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, distinguindo-se as despesas processadas das não processadas; as primeiras são as despesas liquidadas e as segundas as não liquidadas. c) Como toda a ordem administrativa é previamente empenhada, verifica-se que a primeira conduta descrita no tipo constitui crime impossível, sendo criminalizada apenas a conduta autorizativa de despesas que excedam os limites da lei. d) É irrelevante, para a caracterização do crime, ter havido ou não lucro ou proveito do sujeito ativo ou de terceiro, mas como se trata de crime próprio, só pode ser cometido, exclusivamente, por quem tenha o poder de disposição de verbas e rendas públicas. e) Em sede de despesa pública, para salvaguarda dos interesses públicos, deve-se entender por lei qualquer espécie normativa que estabeleça limites ao dispêndio orçamentário.GABARITO ARTIGO 359-B: 01B Assunção de obrigação no último ano do mandato ou legislatura Art. 359-C. Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação, nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato ou legislatura, cuja despesa não possa ser paga no mesmo exercício financeiro ou, caso reste parcela a ser paga no exercício seguinte, que não tenha contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 01. (Cespe- Analista legislativo- Consultor legislativo- Câmara dos Deputados/2014- Adaptada) Acerca dos crimes contra a administração pública e dos crimes contra as finanças públicas, julgue os itens subsequentes. A conduta de prefeito que ordene ou autorize a assunção, no último quadrimestre do último ano de seu mandato, de obrigação cuja despesa não possa ser paga no mesmo exercício financeiro tipifica crime contra as finanças públicas. VERDADEIRO 2. (Procurador do MP- TCE/SP- 2011). Constituí crime contra as finanças públicas o ato de ordenar a assunção de obrigação cuja despesa não possa ser paga no exercício financeiro, desde que a determinação ocorra a) nos dois últimos quadrimestres do último; ano do mandato ou legislatura. b) nos dois últimos semestres do último ano do mandato ou legislatura. c) nos três últimos trimestres do último ano do mandato ou legislatura. d) nos dois últimos quadrimestres dos dois últimos anos do mandato ou legislatura. e) nos dois últimos bimestres dos dois últimos anos do mandato ou legislatura. 03. (Promotor de Justiça - MP/SC- 2010- Adaptada) Comete o crime de "Assunção de obrigação no último ano de mandato ou legislatura", artigo 359 C do CP, o prefeito que, nos dois últimos quadrimestres do último mandato, assume despesa para ser paga no exercício seguinte, mesmo havendo disponibilidade de caixa. FALSA GABARITO ARTIGO 359-C 01V 02A 03F Prestação de garantia graciosa Art. 359-E. Prestar garantia em operação de crédito sem que tenha sido constituída contra garantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada, na forma da lei: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 01. (Procurador do MP- TCM/BA- 2011) A prestação por administrador público de garantia em operação de crédito, sem contragarantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada, quando a lei o exigir, a) é fato típico, desde que demonstrada a negligência da autoridade que a prestou. b) caracteriza crime previsto na Lei Geral de Licitações (Lei Federal no 8.666/93). c) constitui mera infração administrativa, pois se trata de fato penalmente atípico. d) pode representar a prática de crime previsto no Código Penal, além de configurar possível improbidade administrativa. e) exige a ocorrência de prejuízo ao erário para ser considerada ato de improbidade administrativa. GABARITO ARTIGO 359-E: 01D Aumento de despesa total com pessoal no último ano do mandato ou legislatura Art. 359-G. Ordenar, autorizar ou executar ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal, nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato ou da legislatura: Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 01. (Promotor de Justiça- MP/MG- 2007). Constitui crime executar ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal no seguinte período anterior ao final do mandato ou da legislatura: a) sessenta dias. b) noventa dias. c) cento e vinte dias. d) cento e oitenta dias. e) trezentos e sessenta dias. GABARITO ARTIGO 359-E 01D