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Exercício de literatura

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visão do mundo e da linguagem que nos legaram os primeiros observadores do país.
		
	
	
	 9a Questão (Ref.: 201308252649)
	
	Leia o trecho abaixo retirado do poema "À Santa Inês", de José de Anchieta: ¿À Santa Inês¿ (José de Anchieta) Cordeirinha linda, Como folga o povo, Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. Cordeirinha santa, De Jesus querida, Vossa santa vida O Diabo espanta. Por isso vos canta Com prazer o povo, Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. Nossa culpa escura Fugirá depressa, Pois vossa cabeça Vem com luz tão pura. Vossa formosura Honra é do povo, Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. A partir do trecho acima, discorra sobre a poética de José de Anchieta.
		
	
Sua Resposta: NNN
	
Compare com a sua resposta: A questão não é restrita, mas podemos apontar como elementos esperados na reflexão do aluno:a recuperação da estrutura lírica medieval, na poética voltada para a catequese de Anchieta; o emprego do lirismo, bem como do drama, como instrumentos de conversão; a tentativa de traduzir para o imaginário indígena categorias específicas da visão cristã europeia, como diabo e culpa através da associação de elementos relacionados ao medo no imaginário indígena, como o escuro; a falência desse projeto de transferência, uma vez que é impossível transferir imaginários e a produção de uma mitologia paralela, fruto do choque entre os dois mundos, como aludido por Akfredo Bosi, em Dialética da Colonização.
		
	
	
	 10a Questão (Ref.: 201308252645)
	
	Leia o fragmento abaixo, da Carta de Pero Vaz de Caminha: "Esta terra, Senhor, me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista1, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, nalgumas partes, grandes barreiras, delas vermelhas, delas2 brancas; e a terra por cima toda chã3 e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta, é tudo praia-palma4, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. Porém o melhor fruto, que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar". A partir da leitura e do comentário do trecho acima. discuta: 1- A função da literatura de informação no contexto colonial; 2- A fundação de imagens acerca da Natureza na carta e a sua recuperação pelo Romantismo brasileiro.
		
	
Sua Resposta: PPPP
	
Compare com a sua resposta: O aluno deverá discorrer sobre a literatura de informação e perceber como a carta tem a função de mostrar à metrópole o potencial para a colonização da nova terra. Sobre as relaçoes entre a carta e o Romantismo, deve compreender essa recuperação como a tentativa de fundar uma tradição e de reelaborar elementos de identificação da terra.
		
	
	Simulado: CEL0637_SM_201308193131 V.2 
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	Aluno(a): ALCIENE APARECIDA DOMINGOS
	Matrícula: 201308193131
	Desempenho: 2,0 de 8,0
	Data: 06/10/2014 13:29:44 (Finalizada)
	
	 1a Questão (Ref.: 201308252568)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	A ideia da constituição da Literatura Brasileira como um sistema complexo e organizado em torno da consciência de uma tradição literária nacional e da tríade obra, público leitor e escritor foi postulada por:
		
	 
	Por Antonio Candido, em sua defesa da transmigração e da consciência criadora já no Brasil Colonial.
	
	Tanto por Antônio Coutinho, como por Antonio Candido, em vista da defesa de ambos da literatura como sistema.
	 
	Antonio Candido, em sua proposta da Literatura como sistema organizado em torno da dialética entre o local e o universal.
	
	Afrânio Coutinho, ao defender a consciência criadora nacional, já no Brasil Colônia.
	
	Por Afrânio Coutinho, em sua percepção das obras anteriores ao Arcadismo como manifestações literárias, e não como literatura brasileira.
		
	
	
	 2a Questão (Ref.: 201308274615)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	Assinale a alternativa que NÃO está compatível com a concepção moderna de periodização literária.
		
	 
	É necessário partir da própria realidade histórica da literatura, das experiências e das obras literárias, para não cair no nominalismo ou na metafísica.
	
	O conceito de período literário não se identifica com uma mera divisão cronológica, pois cada período se define pelo predomínio e não pela vigência absoluta e exclusivista de determinados valores.
	 
	Reduz a história literária a um acervo sem significado, desconhecendo, assim, um aspecto essencial da atividade literária: a existência de estruturas genéricas que, sob múltiplos pontos de vista, possibilitam a obra individualizada.
	
	Admitir uma perfeita homogeneidade estilística de um período é um erro metodológico.
	
	Entende que um período não se caracteriza por uma equilibrada homogeneidade estilística, mas pela prevalência de um determinado estilo.
		
	
	
	 3a Questão (Ref.: 201308274605)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	Sobre a concepção tradicional de periodização literária, é INCORRETO afirmar:
		
	 
	De acordo com a concepção tradicional, fazem-se necessários critérios literários para fundamentar e definir os períodos literários, evitando a mistura a esquemas e classificações originários da política, da sociologia, da religião etc.
	
	O século é uma unidade estritamente cronológica, cujo início e cujo término não determinam forçosamente a eclosão ou a morte de movimentos artísticos, de estruturas literárias, de ideias estéticas etc.
	
	Os estudiosos do fenômeno literário, movidos por autênticas exigências críticas ou por razões meramente didáticas, procuraram estabelecer determinadas divisões no vasto campo da literatura.
	 
	À luz dessa concepção tradicional, o fenômeno literário é entendido como uma espécie de epifenômeno dos fatores políticos e sociais, e, portanto, como um elemento sem autonomia e desenvolvimento próprio.
	
	A submissão da história literária à história geral, política ou social, que, por vezes, ainda persiste, diz respeito a uma concepção tradicional equivocada do fenômeno literário.
		 Gabarito Comentado.
	
	
	 4a Questão (Ref.: 201308274628)
	Pontos: 1,0  / 1,0
	Leia as afirmativas e assinale a alternativa CORRETA:
 I - O problema das ORIGENS da literatura no Brasil pode ser formulado em termos de Europa, lugar das primeiras nações modernas que condicionou toda a história cultural do Ocidente.
 II - O problema das ORIGENS da literatura no Brasil deve ser formulado nos termos das literaturas americanas, ou seja, a aprtir da afirmação de um complexo colonial de vida e de pensamento.
III - Nos primeiros séculos, os ciclos de ocupação e de exploração formaram ilhas sociais (Bahila, Pernambuco, Minas gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) que deram à Colônia a fisionomia de um arquipélago cultural.
IV - Se de um lado houve a dispersão do país em subsistemas regionais, até hoje relevantes para a história literária, de outro, houve a sequência de influxos da Europa, pelo paralelo que se estabeleceu entre os momentos de além-Atlântico e as esparsas manifestações literárias e artísticas do Brasil-Colônia: Barroco, Arcádia, Ilustração, Pré-Romantismo.
		
	
	Apenas I e IV estão corretas
	
	Apenas II e IV estão corretas
	
	Apenas III e IV estão corretas
	 
	II, III e IV

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