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Exercício de literatura

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Desempenho: 2,0 de 8,0
	Data: 06/10/2014 13:32:23 (Finalizada)
	
	 1a Questão (Ref.: 201308252569)
	Pontos: 1,0  / 1,0
	Em sua "Carta a El-Rei Dom Manuel", Pero Vaz de Caminha relata a notícia do "achamento" da nova terra e expõe o seu potencial para a colonização. Sobre a carta de Caminha, podemos afirmar:
		
	
	O perceptível respeito à alteridade cultural dos índios, por parte de Caminha.
	
	O teor literário da Carta de Caminha, pois foi escrita originalmente com o intuito de ser uma narrativa épica, seguindo as convenções poéticas da época.
	 
	A fundação de elementos seminais no imaginário brasileiro, a partir da representação do índio e da natureza, que serão recuperados pelos românticos.
	
	A aderência dos escritores modernistas à visão etnocêntrica expressa por Caminha, na carta.
	
	A construção de inovações estilísticas na Carta de Caminha, motivo pelo qual tornou-se um texto fundamental.
		
	
	
	 2a Questão (Ref.: 201308252586)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	A produção literária de José de Anchieta tentou criar um paralelo entre o imaginário cristão europeu e o imaginário indígena. Segundo Alfredo Bosi, em Dialética da Colonização, neste processo:
		
	 
	Houve um choque entre o imaginário indígena e o imaginário católico europeu. Em um processo dialético, surge um terceiro imaginário desse choque.
	 
	O fato de Anchieta desconhecer a linguagem dos indígenas foi um empecilho para o seu projeto de colonização religiosa.
	
	Anchieta conseguiu traduzir com eficiência categorias do imaginário europeu para os indígenas, já que estes seriam como tábulas rasas.
	
	Houve uma falha absoluta por parte de Anchieta, pois os índios conseguiram, de modo consciente, resistir ao projeto de catequese, pela literatura lírica e dramática.
	
	Os indígenas não conseguiram alcançar as categorias postuladas pela literatura de Anchieta, como pecado e diabo, e não sofreram impacto algum sua identidade cultural.
		
	
	
	 3a Questão (Ref.: 201308252576)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	Leia o texto de Gândavo: ¿A língua de que [os índios] usam, toda pela costa, é uma: ainda que em certos vocábulos difere em algumas partes; mas não de maneira que se deixem de entender. (...) Carece de três letras, convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei, e desta maneira vivem desordenadamente (...)." (GANDAVO, Pero de Magalhães, História da Província de Santa Cruz, 1578.) O espanto de Gandavo relaciona-se:
		
	
	Ao seu desejo de endossar o projeto pedagógico dos jesuítas, auxiliando na alfabetização dos indígenas.
	
	Ao fato dos indígenas conseguirem sobreviver como um grupo, pois, como sabe-se hoje, não possuíam religiosidade ou governo.
	 
	A uma postura tolerante com os indígenas, embora se espantasse por serem ainda um povo ágrafo.
	
	À recusa de Gândavo em aderir ao processo colonizador.
	 
	A uma postura etnocêntrica, incapaz de reconhecer a diferença cultural como válida.
		
	
	
	 4a Questão (Ref.: 201308252570)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	Sobre a produção literária de Gândavo, no Brasil Colônia, é possível afirmar:
		
	
	A produção de um discurso propagador da crueldade portuguesa, em seus processos de colonização, incitando à luta contra a opressão da metrópole.
	
	A referência literária lírica presente em seu texto desenvolvido em versos.
	
	A consciência da diferença cultural pelo autor, que postulou a proteção de todos os indígenas.
	 
	A escrita de um texto que alertava para os perigos e os inconvenientes da vida na colônia, a partir da analogia entre o novo mundo e o espaço simbólico do inferno.
	 
	A produção de um texto que propagava os benefícios de ocupar a colônia e que seguia as convenções da literatura de informação.
		
	
	
	 5a Questão (Ref.: 201308274653)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	Entre os escritos coloniais de origem portuguesa, podemos citar:
 I - A CARTA, de Pero Vaz de Caminha e O GUARANI, de José de Alencar
II - A CARTA , de Pero Vaz de Caminha e o DIÁRIO DE NAVEGAÇÃO, de Pêro Lopes e Sousa
III - O TRATADO DA TERRA DO BRASIL e A HISTÓRIA DA PROVÍNCIA DE SANTA CRUZ A QUE VULGARMENTE CHAMAMOS BRASIL de Pêro Magalhães Gandavo
IV - OS DIÁLOGOS DAS GRANDEZAS DO BRASIL de Ambrósio Fernandes Brandão e A CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS, de Gonçalves de Magalhães.
Assinale a alternativa correta:
		
	 
	Estão corretas as afirmativas I e II
	
	Estão corretas as afirmativas I e IV
	
	Estão corretas as afirmativas II e IV
	
	Estão corretas as afirmativas III e IV
	 
	Estão corretas as afirmativas II e III
		
	
	
	 6a Questão (Ref.: 201308252580)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	Podemos identificar a literatura dos cronistas e viajantes do século XVI como:
		
	
	Textos literários que caíram no ostracismo após o século XVI e não tiveram mais impacto, posteriormente, como elementos de reflexão.
	 
	Uma literatura de informação, que seguia determinadas convenções, como o critério de modéstia, e coletava dados para a divulgação, geralmente em torno de um olhar eurocêntrico.
	
	Uma literatura estritamente marcada por critérios científicos e factuais, sem a projeção de imagens presentes no imaginário europeu.
	
	Uma literatura já considerada por Antonio Candido como brasileira, e não somente uma manifestação literária.
	 
	Textos marcadamente literários, onde a ficção predominava.
		
	
	
	 7a Questão (Ref.: 201308307420)
	Pontos: 1,0  / 1,0
	Assinale a alternativa que apresenta a razão pela qual devemos estudar os textos de informação - como são chamados os primeiros textos escritos sobre o Brasil quando de seu descobrimento:
		
	
	uma vez que já defendem a existência de uma literatura autenticamente brasileira
	
	porque podem ser considerados como obras literárias
	 
	porquanto representam os primeiros registros que documentam a instauração do sistema colonial
	
	já que evidenciam as características típicas da literatura brasileira
	
	pois apresentam os textos escritos pelos índios
		
	
	
	 8a Questão (Ref.: 201308274642)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	No que tange aos primeiros escritos feitos no Brasil, NÃO é correto afirmar:
		
	
	Tratam-se de informações que viajantes e missionários europeus colheram sobre a natureza e o homem brasileiro.
	
	Esses textos nos interessam como reflexo da visão do mundo e da linguagem que nos legaram os primeiros observadores do país.
	 
	Documentam precisamentea instauração do processo de colonização.
	
	Enquanto informação, esses textos não pertencem à categoria do literário, mas à pura crônica histórica.
	 
	São escritos que até hoje só serviram como testemunhos de um tempo.
		
	
	
	 9a Questão (Ref.: 201308252649)
	
	Leia o trecho abaixo retirado do poema "À Santa Inês", de José de Anchieta: ¿À Santa Inês¿ (José de Anchieta) Cordeirinha linda, Como folga o povo, Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. Cordeirinha santa, De Jesus querida, Vossa santa vida O Diabo espanta. Por isso vos canta Com prazer o povo, Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. Nossa culpa escura Fugirá depressa, Pois vossa cabeça Vem com luz tão pura. Vossa formosura Honra é do povo, Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. A partir do trecho acima, discorra sobre a poética de José de Anchieta.
		
	
Sua Resposta: HHHH
	
Compare com a sua resposta: A questão não é restrita, mas podemos apontar como elementos esperados na reflexão do aluno:a recuperação da estrutura lírica medieval, na poética voltada para a catequese de Anchieta; o emprego do lirismo, bem como do drama, como instrumentos de conversão; a tentativa de traduzir para o imaginário indígena categorias específicas