A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
35 pág.
WEB 1 e 2

Pré-visualização | Página 1 de 7

WEB-AULA 1
EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO INTERNACIONAL1
No século 21, grande parte da população mundial encontra-se vivendo nas cidades. Na democracia, costumamos exigir do poder público uma infraestrutura de qualidade: água encanada, esgoto doméstico, eletricidade, telefonia e serviços de transporte. Enfim, cobramos a melhoria da qualidade de vida na região em que vivemos.
Mas nem sempre foi assim... Houve uma época em que o ser humano era nômade pelo mundo. Um estilo de vida. Assim podemos considerar o nomadismo, pois é uma situação em que as pessoas mudam sua residência de acordo com a disponibilidade de bens essenciais à sua sobrevivência. O nômade era uma pessoa que não construía nada ao seu redor, apenas explorava os recursos naturais ao seu dispor: água, alimentos e abrigo. Quando estes recursos se tornavam escassos, os nômades mudavam de região em busca de melhores condições de sobrevivência.
Contudo, a agricultura e a criação de animais exigiram a fixação das pessoas em uma determinada região. A partir dessa mudança cultural, o ser humano passou a construir uma infraestrutura, tais como as cidades atualmente.
Os negócios internacionais estão situados no contexto da disponibilidade de matéria-prima, mão de obra especializada e conhecimento tecnológico para a produção de bens e serviços. Assim, o custo final de produção é sempre menor em uma determinada região. Por isso, alguns produtos importados custam muito caro em algumas regiões do mundo: o seu custo de produção (matéria-prima ou tecnologia) não está facilmente disponível neste local. Enquanto isso, o mesmo produto possui um custo de produção muito menor em outro país.
SAIBA MAIS
Perceba o preço de alguns produtos chineses importados ao Brasil. Mesmo com o pagamento de taxas de importação, ainda assim eles têm um preço mais competitivo que muitos produtos nacionais fabricados a apenas alguns quilômetros dos mercados consumidores. Por que isso acontece? Por exemplo, a importadora Chery de automóveis, disponível em: http://www.cherybrasil.com.br
FASCÍNIO POR PRODUTOS EXÓTICOS
A troca de mercadoria é uma prática antiga na sociedade. Com isso houve a divisão do trabalho, ou seja, algumas regiões são exportadoras e outras importadoras de determinados produtos.
Essa realidade de troca está presente no desenvolvimento econômico mundial desde as eras mais antigas, como nas grandes navegações (ou descobrimentos) do século 15 ou na era da globalização do século 21.
Não podemos esquecer que os produtos importados exercem um fascínio nas pessoas, desde uma especiaria, um automóvel ou um vinho. Costumamos dar mais valor ao que é exótico e possui um design, gosto ou aroma diferente do que estamos acostumados. Acrescente-se a isso, no século atual, as técnicas de administração como controle de custos, internacionalização das empresas ou desenvolvimento de produtos mundiais, o que facilita a fabricação de um mesmo produto em países diferentes.
Olhe ao seu redor e note quantos produtos são feitos fora do Brasil. Eles estão disponíveis nas concessionárias de automóveis, nas lojas de eletrodomésticos ou nos supermercados. Vamos nos surpreender que muitos produtos consumidos em nosso cotidiano não foram fabricados no Brasil, muito menos usando mão de obra brasileira. Portanto, não geraram empregos diretos no país, nem são oriundos da tecnologia nacional. Mas isso será ruim para o desenvolvimento nacional?
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
Por outro lado, há inúmeros produtos que o Brasil exporta para outros países, quer para os países do Mercosul, quer para outros mercados mundiais. Essas duas atividades – exportação e importação – devem ser analisadas a partir de uma visão sistêmica, ou seja, numa visão mais ampla que apenas a geração de mão de obra local ou uso da matéria prima brasileira.
Em certos casos, há uma vantagem comparativa em comprar produtos industrializados de outros países, liberando nossos recursos para a produção de produtos mais rentáveis ao nosso país.
GLOBALIZAÇÃO E MERCADOS MUNDIAIS
A globalização permite a transferência de informações em tempo real entre as várias regiões do planeta, ou seja, um acontecimento pode ser acompanhado no exato momento em que ele está sendo executado. Com avanço das mídias eletrônicas, é possível também acessar arquivos de texto, áudio e vídeo de acontecimentos que podem influenciar o comércio mundial.
As práticas de Inteligência Organizacional são usadas para subsidiar os administradores no processo de tomada de decisão. Assim, é possível acompanhar a evolução de variáveis legais, econômicas ou políticas de um país e sua influência nos negócios de empresas transnacionais.
Por exemplo, é possível acompanhar simultaneamente a evolução das principais bolsas de valores pelo mundo, ajudando a decidir sobre quais são as melhores estratégias de investimento em dado momento.
No comércio internacional, no século 21, é possível acompanhar um lote de produção desde sua origem até seu destino graças às tecnologias digitais. Isso confere velocidade e exatidão na logística de produtos em qualquer parte do mundo, desde que haja uma infraestrutura adequada nos locais dessas operações.
Aliás, a discussão atual sobre a qualidade da infraestrutura brasileira está no centro da discussão sobre as exportações brasileiras. Essa deficiência de infraestrutura em portos, aeroportos ou rodovias, por exemplo, podem representar mais riscos e custos para as operações de empresas transnacionais.
IMPORTÂNCIA DOS NEGÓCIOS INTERNACIONAIS
Afinal, porque que os negócios internacionais são importantes?
a) A divisão internacional do trabalho é fundamental para potencializar os ganhos de produtividade, ou seja, cada país pode se especializar na produção daquilo que é mais rentável;
b) Cada país possui peculiaridade (recursos naturais, clima, recursos humanos, etc.) que ajudam a se especializar em certos produtos ou áreas de negócios;
c) Há um estágio de desenvolvimento tecnológico diferente entre os países, além de recursos econômicos mais favoráveis em algumas regiões do planeta.
Estes três elementos – produtividade, peculiaridade e tecnologia – explicam, em parte, porque alguns países produzem algo com mais qualidade em relação à concorrência mundial, e com um custo menor.
PAÍSES EMERGENTES
Desde o final da década de 1990, o Brasil está participando mais ativamente do mercado global. Seu nível de desenvolvimento tecnológico, em algumas áreas, acompanha os grandes lançamentos mundiais, sobretudo na indústria automobilística ou na produção de jatos comerciais.
Com a estabilidade econômica – representada pelo controle da inflação e pelo aumento do poder aquisitivo – milhares de brasileiros passaram a consumir mais produtos e serviços, aumentando a demanda por energia elétrica e produtos acabados. O mercado brasileiro representa – para muitas empresas transnacionais – um mercado ainda inexplorado. Tanto assim, que o Salão do Automóvel de São Paulo de 2010 contou com a presença de mais de 11 montadoras chinesas. Disponível em: . Acesso em: 02 fev. 2017.
Nos noticiários é comum apresentar uma comparação entre os países em desenvolvimento – Brasil, Rússia, China e Índia, sobretudo no potencial de mercado representado por essas economias. Ainda há setores de negócios ainda não totalmente explorados nessas regiões do mundo. Nenhuma grande empresa mundial quer estar de fora destes mercados, porque há um grande público consumidor com renda ascendente nos próximos anos.
SAIBA MAIS
Para aprofundar seu conhecimento sobre o BRIC, acesse o grupo de pesquisa da UFRJ: .
CRESCIMENTO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS
A feudalização marcou a economia da Europa entre os séculos 5 e 15. Esse modo de produção surgiu depois do declínio do Império Romano em 476 d.C. Seu foco era local e sua preocupação apenas com um pequeno território sob o domínio do senhor feudal. Havia apenas trocas de mercadorias, não tendo uma economia desenvolvida. A produção agrícola era focada na subsistência do feudo.
Com a consolidação do poder da burguesia, no século 16,