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G-36 (Teste Não Verbal de Inteligência) Descrição O teste G-36 é um teste psicométrico não verbal, baseado nas Matrizes Progressivas de Raven, é um instrumento de inteligência que avalia a inteligência no que se refere ao fator “G”, que foi desenvolvido em 1904 pelo pesquisador Charles Spearman que através de seus estudos defendia a dominância do Fator “G”, que por sua vez seria o fator biológico responsável por 50% de nossa inteligência total, explica quase que totalmente nossas demais capacidades intelectuais, que são as nossas habilidades gerais da inteligência. Este foi o primeiro teste brasileiro, elaborado em 1966 e desenvolvido segundo as normas do APA (American Psychological Association). Estudos apontaram que Charles Spearman estava correto em atribuir a este elemento o predomínio das habilidades mentais. Assim, até hoje o G-36, que atestava exatamente as informações fornecidas por este componente é tão respeitado e utilizado. O G-36 foi criado por um psicólogo brasileiro chamado Efrain Rojas Bocallandro. A intenção foi construir um instrumento que pudesse ser utilizado em seleção de pessoas. Este teste é cientificamente comprovado, ele mede o raciocínio logico de uma forma ampla, podendo ser aplicado apenas por profissionais qualificados em psicologia (psicólogos) em pessoas de diferentes níveis de instrução. Isto por que essa avaliação não tem como objetivo, mensurar os conhecimentos adquiridos de maneira formalizadas, e sim, aqueles que já são naturalmente seus. O teste G-36 é composto por um livro de exercícios com 36 figuras, com uma parte faltando, que deve ser completada com umas das seis alternativas apresentadas, livro de instruções e aplicações e um conjunto com dois crivos de correção: um para os acertos e outro para os erros, sendo um instrumento de fácil aplicação e correção. Ele oferece a possibilidade de realizar uma avaliação qualitativa das respostas dadas aos itens que compõem o teste, considerando 3 tipos de erros: ERRO TIPO A: Indica que a pessoa não conseguiu colocar o problema em termos de analogia; ERRO TIPO B: Indica erro ocasionado pela falta de compreensão do problema, dando a impressão de que o SUJEITO escolheu uma resposta qualquer tentando acertar por sorte (FAMOSO CHUTE). ERRO TIPO C: Indica que o indivíduo pode ter raciocinado de forma incompleta, embora tenha percebido a relação entre os dados do problema. O Teste saturado de fator G é de múltipla escolha para as respostas e apresenta itens em ordem crescente de dificuldade, envolvendo os seguintes raciocínios: Compreensão de relação de identidade simples: Exemplo 1 e 2 Compreensão de relação de identidade mais raciocínio por analogia: Itens 3, 4, 6, 8 e 12, Raciocínio por analogia envolvendo mudança de posição: Itens 10, 11, 20, 21, 22, 30, 31 e 32. Raciocínio por analogia de tipo numérico: Itens 5, 7, 9, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 24, 26, 28 e 33. Raciocínio por analogia de tipo numérico envolvendo mudança de posição, adição e/ou subtração: Itens 23, 25, 27 e 36. Raciocínio por analogia de tipo espacial (decompor um todo nas suas partes, envolvendo mudança de posição): Itens 29 e 34. O avaliando escolhe a alternativa correta e a registra na folha apropriada e logo em seguida e feita a correção. Neste teste o avaliando também tem a oportunidade de descobrir competências e habilidades que desconheciam e consequentemente não utilizadas. Diferentemente das demais analises, que focam na identificação do perfil comportamental do futuro colaborador, ele foca em descobrir as múltiplas inteligências. Os contextos mais indicados para a utilização do teste são os clínicos, organizacionais e concursos públicos e sua finalidade é seleção pessoal. Objetivo O G-36 tem o objetivo geral de avaliar o Fator “G”, ou seja, avaliar o fator geral de inteligência. Público-alvo O teste pode ser aplicado em adultos com idade mínima de 18 anos e escolaridade a partir do ensino médio O teste pode ser aplicado sem restrições em sujeitos de qualquer grau de instrução. Aplicação O teste G-36 pode ser aplicado de forma individual ou coletiva, em indivíduos com idade a partir de 17 anos e com escolaridade a partir do ensino médio, com o intuito de avaliar a inteligência. Não existe uma limitação de tempo, mas em geral o teste dura cerca de 30 minutos. Correção A correção é realizada por meio da colocação dos dois crivos de correção sobre a folha de resposta. O crivo de acertos deve ser utilizado para obter o total de pontos atingido pelo avaliado que corresponde ao mínimo de itens respondidos corretamente. Com esse valor o psicólogo deverá selecionar, entre as tabelas de normatização disponíveis, aquele que mais se aproxima do grupo ao qual o avaliando pertence para verificar o percentual atingido e, a partir deste resultado interpretar o teste. O crivo de erros deve ser utilizado para a realização da avaliação qualitativa que tem a finalidade de informar os tipos de erros mais frequentes que foram cometidos pelo avaliando. Avaliação Ele avalia o Fator “G” de inteligência. A avaliação do teste G-36 é realizada de forma quantitativa e qualitativa. Na avaliação quantitativa do teste, considera-se o total de acertos do avaliado e para a avaliação qualitativa deve-se analisar os tipos de erros cometidos no teste. Referencias: https://www.vetoreditora.com.br/produto/1807370/colecao-g-36-teste-nao-verbal-de-inteligencia http://www.jrmcoaching.com.br/blog/o-que-e-o-teste-g36/ http://slideplayer.com.br/slide/1694116/ https://www.magopsi.com.br/MGMaster.asp?tabela=Testes&codigo=quati&fucao=Detalhes&titulo=%20-%20Detalhes&SUB_0=&SUB_1= http://www.mktvetoreditora.com.br/teste-g-36.php