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Resumo Sistema Nervoso

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MÓDULO VI 
SISTEMA NERVOSO 
NEUROLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEZEMBRO/2009 
 
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SISTEMA NERVOSO MARCUS N. OTTONI 
O sistema nervoso permite ao corpo reagir a mudanças contínuas nos seus ambientes interno e externo. 
 Controla e integra as atividades do corpo, como circulação e respiração. 
 Existe a necessidade de um sistema motor, que não permita só a locomoção pura e simples, mas que também inclua a organização 
de estratégias otimizadas na emissão de movimentos precisos e eficazes. 
 Também é evidente que o animal adaptado deve saber reconhecer a presença de inimigos naturais, ou de elementos que indiquem a 
potencial presença desse inimigo (como o território a ser evitado, no exemplo acima). 
 Esse reconhecimento requer processos sensoriais e cognitivos bastante elaborados, necessários à detecção e identificação de 
inúmeros elementos presentes no mundo habitado pelo animal (e que além de seus inimigos, inclui a capacidade de reconhecer seus 
alimentos, seus parceiros sexuais, seu próprio território, etc.). 
 Menos evidente, mas tão importante quanto os aspectos motores e sensoriais, é aquele componente mais diretamente relacionado à 
manutenção homeostática das diversas variáveis fisiológicas que compõem nosso organismo. 
 Esse componente, sob responsabilidade do sistema neurovegetativo, está relacionado ao controle, instante a instante, de variáveis 
fisiológicas tais como pressão arterial, glicemia, fluxo sangüíneo para diferentes órgãos, secreções glandulares (exócrinas e 
endócrinas), dentre inúmeras outras não menos importantes. 
 A adaptação de um animal ao seu meio ambiente requer uma estreita interação do animal com esse meio exterior. 
 No entanto, essa interação será adaptativa somente se o meio interior do animal (ou seja, o conjunto de suas variáveis fisiológicas) 
também estiver ajustado dentro de margens satisfatórias. 
 Para que o animal possa agir tanto sobre o meio exterior quanto sobre o meio interior, é necessário que sistemas efetores 
intermedeiem essas ações: 
1. No caso das interações com o meio exterior, as ações do animal são intermediadas pelo sistema motor, 
2. No caso das interações do animal com seu meio interior, pelo sistema neurovegetativo. 
 As ações intermediadas por esses sistemas efetores seriam nada eficazes, e até mesmo deletérias para o animal, se este não fosse 
provido com informações oriundas tanto do meio exterior (imagens, sons, odores, etc.) quanto de seu meio interior (pressão arterial, 
nível glicêmico, pH plasmático, força de contração exercida pelos músculos, etc.). 
 Essas informações são fornecidas pelo sistema sensorial, composto, na verdade, por um conjunto de subsistemas sensoriais 
distintos, mas que compartilham entre si princípios gerais de organização muito similares. 
 
 
É dividido estruturalmente em: 
1. Parte Central. 
 Composta pelo encéfalo e medula espinal. 
 Funções: 
a) Integrar e coordenar a entrada e saída dos sinais neurais. 
b) Executar funções mentais superiores como pensar e aprender. 
 Núcleo – coleção de corpos de células nervosas na parte central do sistema nervoso. 
 Trato – feixe de fibras nervosas que liga núcleos vizinhos ou distantes da parte central do sistema nervoso. 
 Compostos de substância cinzenta e substância branca. 
 Os corpos das células nervosas situam-se no seu interior e constituem a substância cinzenta. 
 Os sistemas de tratos de fibras interconectadas formam a substância branca. 
 Nos cortes transversais da medula espinal a substância cinzenta aparece como uma área em forma de H engastada em uma matriz da 
substância branca. 
 Cornos – braços do H (suportes) – cornos cinzentos anterior e posterior direito e esquerdo. 
 Três lâminas membranáceas (pia-máter, aracnóide e dura-máter ou paquimeninge) constituem, coletivamente, as meninges (tecido 
conjuntivo - importantes para sustentação e proteção) – o líquido cerebrospinal envolve e protege a parte central do sistema nervoso 
(localizado entre a pia-máter e a aracnóide, chamado espaço subaracnóideo). 
 O encéfalo e a medula espinal estão intimamente cobertos na sua face externa pela lâmina mais interna, uma cobertura delicada e 
transparente – pia-máter. 
 Aracnóide - Filamentos finos que formam uma teia que une a pia-máter e a aracnóide e se estende através do líquido cerebrospinal. 
 Externo à pia-máter e a aracnóide está a dura-máter – espessa e resistente; intimamente relacionada com o osso da face interna do 
neurocrânio. 
 A dura-máter se situa imediatamente interna ao endósteo do crânio e do canal vertebral. 
 A dura-máter encefálica forma quatro pregas principais que dividem incompletamente a cavidade craniana: foice do cérebro, tenda do 
cerebelo, foice do cerebelo e o diafragma da sela. 
 
 
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SISTEMA NERVOSO MARCUS N. OTTONI 
 
 
2. Parte Periférica. 
 Consiste em fibras nervosas e corpos de células fora da parte central do sistema nervoso que conduzem impulsos para a parte central 
do sistema nervoso e para longe dela. 
 Composta por nervos que unem a parte central às estruturas periféricas. 
 Nervo Periférico – feixe de fibras nervosas (Axônio) situado na parte periférica do sistema nervoso, unido pela bainha de tecido 
conectivo – forte cordão branco esbranquiçado nas pessoas vivas. 
 Gânglio – Coleção de corpos de células nervosas do lado de fora da parte central do SN – gânglio espinal (exemplo) 
 Os nervos periféricos são nervos cranianos ou espinais. 
 Nervos Cranianos – onze pares deste originam-se do cérebro; 12º par origina-se principalmente da parte superior da medula espinal. 
 Todos os nervos cranianos deixam a cavidade craniana através de forames (aberturas) no crânio. 
 Nervos Espinais – originam-se da medula espinal e saem através dos forames intervertebrais situados na coluna vertebral. 
 A parte periférica é anatômica e operacionalmente contínua com a parte central do SN. 
 Suas fibras aferentes (ou sensitivas) conduzem impulsos neurais para a parte central do SN a partir dos órgãos dos sentidos 
especiais (ex: olhos) e dos receptores sensitivos situados nas várias partes do corpo (ex: pele). 
 Suas fibras eferentes (ou motoras) conduzem impulsos neurais provenientes da parte central do sistema nervoso para os órgãos 
executores (músculos e glândulas). 
 Fibra nervosa periférica consiste em: um axônio, uma bainha de neurilema e uma bainha de tecido conectivo endoneural. 
 Bainha de Neurilema pode ter duas formas (criando duas classes de fibras): 
(1) Fibras Nervosas Mielinizadas – possuem uma bainha de neurilema que consiste em uma série contínua de neurolemócitos 
(células de Schwann) que envolvem um axônio individual e formam mielina. 
(2) Fibras Nervosas Amielínicas – são engolfadas em grupos por uma única célula de neurilema que não produz mielina – a 
maioria das fibras nos nervos cutâneos são amielínicas. 
 Os nervos periféricos são razoavelmente elásticos e fortes porque as fibras nervosas são apoiadas e protegidas por 3 revestimentos de 
tecido conectivo: 
(1) Endoneuro – bainha de tecido conectivo delicada que circunda as células de neurilema e axônios. 
(2) Perineuro – inclui feixe (fascículos) de fibras nervosas periféricas, fornecendo uma barreira eficiente contra a penetração das 
fibras nervosas por substâncias estranahas.