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Portugues III

Material de Português para Ensino Médio (3ª série) com apresentação e objetivos; aborda Realismo e Naturalismo (com exercícios e teste) e seção de gramática sobre frase, oração, período, análise sintática e termos essenciais como sujeito, predicado, objeto, complemento nominal e adjunto adnominal.

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PORTUGUÊS 
 
ENSINO MÉDIO III 
 
Proibida reprodução deste material em parte ou no todo, 
propriedade do CIP – Lei n° 9.610 
1
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 Caro Aluno, 
 
 Você está recebendo um material inovador, designer ousado, elaborado para fornecer 
subsídios que o auxiliem a completar seus estudos. Neste volume, encontrará os assuntos 
correspondentes a Português 3ª Série do Ensino Médio. 
 Os conteúdos selecionados permitem que você desenvolva competências que o conduzam 
a: 
? Ser capaz de continuar aprendendo; 
? Preparar-se para o trabalho; 
? Desenvolver o senso crítico e estético; 
? Inferir a teoria a partir da prática. 
 
Abra, leia, aproveite e vença todos os obstáculos, pois o sucesso vai depender de seu 
esforço pessoal, logo: 
• Você precisa ler todo material de ensino; 
• Você deve realizar todas as atividades propostas 
• Você precisa organiza-se para estudar. 
 
Nesse contexto, Göethe recomenda: “Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, 
você pode começar. A coragem contém em si mesma o poder, o gênio e a magia”. 
 
 
 
 Bom Estudo! 
 
 
 
 
 Equipe do Polivalente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLÉGIO INTEGRADO POLIVALENTE 
“Qualidade na Arte de Ensinar” 
PORTUGUÊS 
 
ENSINO MÉDIO III 
 
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2
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
APRESENTAÇÃO ............................................................................................. 1 
SUMÁRIO ....................................................................................................... 2 
INTRODUÇÃO................................................................................................. 7 
PORTUGUÊS ................................................................................................... 8 
REALISMO...................................................................................................... 9 
CARACTERISTICAS DO REALISMO................................................................................................. 9 
EXERCÍCIOS ............................................................................................................................. 9 
NATURALISMO............................................................................................. 10 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 10 
TESTE ..................................................................................................................................... 11 
GRAMÁTICA ................................................................................................. 12 
FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO......................................................................... 12 
FRASE ......................................................................................................................................... 12 
ORAÇÃO ...................................................................................................................................... 13 
PERÍODO..................................................................................................................................... 13 
ANÁLISE SINTÁTICA DA ORAÇÃO................................................................................................ 13 
TERMOS ESSENCIAIS ................................................................................... 13 
SUJEITO...................................................................................................................................... 13 
SUJEITO AGENTE E PACIENTE..................................................................................................... 14 
PREDICADO................................................................................................................................. 14 
TERMOS INTEGRANTES ................................................................................ 15 
(TERMOS ASSOCIADOS AO NOME ................................................................ 15 
E AO VERBO)................................................................................................ 15 
OBJETO DIRETO .......................................................................................................................... 15 
OBJETO INDIRETO ...................................................................................................................... 15 
COMPLEMENTO NOMINAL ........................................................................................................... 15 
AGENTA DA PASSIVA .................................................................................................................. 16 
TERMOS ACESSÓRIOS.................................................................................. 16 
ADJUNTO ADNOMINAL................................................................................................................ 16 
ADJUNTO ADVERBIAL ................................................................................................................. 16 
APOSTO....................................................................................................................................... 16 
VOCATIVO................................................................................................................................... 16 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 16 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO.................................................................................................... 19 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO.................................................................................................... 19 
PARNASIANISMO......................................................................................... 20 
CARACTERÍSTICAS DO PARNASIANISMO.................................................................................... 20 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 20 
SIMBOLISMO ............................................................................................... 21 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 22 
TESTE ..................................................................................................................................... 23 
GRAMÁTICA ................................................................................................. 24 
IDENTIFICAÇÃO DO PERIODO SIMPLES E COMPOSTO ................................. 24 
ORAÇÕES COORDENADAS ............................................................................ 24 
ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS................................................................................... 24 
ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS....................................................................................... 24 
COLÉGIO INTEGRADO POLIVALENTE 
“Qualidade na Arte de Ensinar” 
PORTUGUÊS 
 
ENSINO MÉDIO III 
 
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3
ORAÇÃO SUBORDINADAS ............................................................................ 25 
ORAÇÃO SUBORDINADA E ORAÇÃO PRINCIPAL.......................................................................... 25 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS..................................................................................... 25 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS ....................................................................................... 26 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS ................................................................................26 
QUADRO RESUMO ....................................................................................................................... 27 
ORAÇÕES REDUZIDAS................................................................................................................. 27 
ORAÇÃO REDUZIDAS DE INFINITIVO.......................................................................................... 28 
ORAÇÕES REDUZIDAS DE GERÚNDIO.......................................................................................... 28 
ORAÇÕES REDUZIDAS DE PARTICIPIO........................................................................................ 28 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 28 
PRÉ-MODERNISMO....................................................................................... 30 
MOMENTO HISTÓRICO ................................................................................................................ 30 
CARACTERÍSTICAS...................................................................................................................... 31 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 31 
LIMA BARRETO............................................................................................................................ 32 
OBRAS......................................................................................................................................... 32 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 33 
EUCLIDES DA CUNHA .................................................................................................................. 34 
OBRAS......................................................................................................................................... 35 
TEXTO: O HOMEM ................................................................................................................... 35 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 35 
MONTEIRO LOBATO..................................................................................................................... 36 
OBRAS......................................................................................................................................... 36 
TEXTO: JECA TATU.................................................................................................................. 37 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 37 
AUGUSTO DOS ANJOS ................................................................................................................. 38 
OBRAS......................................................................................................................................... 38 
TEXTO: PSICOLOGIA DE UM VENCIDO .................................................................................... 39 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 39 
GRAÇA ARANHA .......................................................................................................................... 40 
OBRAS......................................................................................................................................... 40 
TEXTO: CANAÃ........................................................................................................................ 40 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 41 
GRAMATICA: ORDEM DAS PALAVRAS NA FRASE .......................................... 43 
CASOS ESPECIAIS DE COLOCAÇÃO.............................................................................................. 43 
GRAFIA E EMPREGO DOS PORQUÊS ............................................................. 43 
SINTAXE DE CONCORDÂNCIA ...................................................................... 43 
CONCORDÂNCIA NOMINAL .......................................................................... 43 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 45 
CONCORDÂNCIA VERBAL ............................................................................. 46 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 48 
MODERNISMO .............................................................................................. 50 
CONTEXTO HISTÓRICO ............................................................................................................... 50 
MODERNISMO BRASILEIRO......................................................................................................... 50 
A SEMANA DA ARTE MODERNA.................................................................................................... 50 
FASES DO MODERNISMO BRASILEIRO ........................................................................................ 52 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 53 
TESTE ..................................................................................................................................... 53 
GRAMATICA: COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLIQUOS ÁTONOS.................. 55 
PRÓCLISE.................................................................................................................................... 55 
MESÓCLISE ................................................................................................................................. 56 
ÊNCLISE...................................................................................................................................... 56 
PRONOME OBLÍQUO ÁTONO........................................................................................................ 56 
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4
NAS LOCUÇÕES VERBAIS ............................................................................................................ 56 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 56 
TEXTO: TEM GENTE QUE NÃO ESTÁ BRINCANDO......................................................................... 58 
COMPREENSÃO DO TEXTO........................................................................................................... 58 
PEQUENA REVISÃO DE ORTOGRAFIA...................................................................................... 59 
MODERNISMO 1ª FASE................................................................................. 60 
MOMENTO HISTÓRIO .................................................................................................................. 60 
CARACTERISTICAS...................................................................................................................... 61 
GERAÇÃO DE 1922 - 1930 ........................................................................................................... 61 
GERAÇÃO DE 1930 - 1945 ........................................................................................................... 61 
AS CORRENTES MODERNISTAS ................................................................................................... 62 
MÁRIO DEANDRADE ................................................................................................................... 63 
OBRAS......................................................................................................................................... 64 
TEXTO: MACUNAÍMA............................................................................................................... 64 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 64 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 65 
OSWALD DE ANDRADE ................................................................................................................ 66 
OBRAS......................................................................................................................................... 66 
TEXTO: MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO MIRAMAR.............................................................. 66 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 67 
MANUEL BANDEIRA..................................................................................................................... 68 
OBRAS......................................................................................................................................... 69 
TEXTO: A ESTRELA.................................................................................................................. 69 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 69 
TEXTO: NOVA POÉTICA .............................................................................................................. 70 
CASSIANO RICARDO LEITE ......................................................................................................... 71 
OBRAS......................................................................................................................................... 71 
TEXTO: LADAINHA I.................................................................................................................... 72 
EXERCÍCIO ............................................................................................................................. 72 
ANTONIO CASTILHO DE ALMEIDA MACHADO.............................................................................. 72 
OBRA........................................................................................................................................... 72 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 72 
GRAMÁTICA: ................................................................................................ 73 
REGENCIA NOMINAL E VERBAL.................................................................... 73 
REGENCIA NOMINAL ................................................................................................................... 73 
REGENCIA VERBAL...................................................................................................................... 74 
REGENCIA DE ALGUNS VERBOS................................................................................................... 74 
EXERCÍCIO ............................................................................................................................. 75 
TEXTO: CONVERSA DE BOTEQUIM .......................................................................................... 77 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 77 
MODERNISMO – 2ª FASE.............................................................................. 78 
MOMENTO HISTÓRICO ................................................................................................................ 78 
AS TRANSFORMAÇÕES DO PERÍODO GETULISTA......................................................................... 78 
A LITERATURA DA 2ª FASE .......................................................................... 78 
POESIA ....................................................................................................................................... 78 
PROSA......................................................................................................................................... 79 
EXERCICIOS ........................................................................................................................... 79 
GRACILIANO RAMOS................................................................................................................... 80 
OBRAS......................................................................................................................................... 80 
TEXTO: SÃO BERNARDO.......................................................................................................... 80 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 80 
TEXTO: VIDAS SECAS ............................................................................................................. 81 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 82 
JOSÉ LINS DO REGO.................................................................................................................... 82 
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5
OBRAS......................................................................................................................................... 83 
TEXTO: MENINO DE ENGENHO................................................................................................ 83 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 83 
JORGE AMADO............................................................................................................................ 84 
OBRAS......................................................................................................................................... 84 
TEXTO: CAPITÃES DE AREIA................................................................................................... 85 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 85 
ÉRICO VERÍSSIMO ...................................................................................................................... 86 
OBRAS......................................................................................................................................... 86 
TEXTO: O TEMPO E O VENTO................................................................................................... 86 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 87 
RACHEL DE QUEIROZ .................................................................................................................. 88 
OBRAS......................................................................................................................................... 88 
TEXTO: O QUINZE................................................................................................................... 89 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 90 
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE .............................................................................................90 
OBRAS......................................................................................................................................... 91 
TEXTO: POEMA DE SETE FACES............................................................................................... 92 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 92 
MURILO MONTEIRO MENDES ...................................................................................................... 93 
OBRAS.................................................................................................................................... 93 
EXERCÍCIO ............................................................................................................................. 93 
JORGE MATEUS DE LIMA ............................................................................................................. 94 
OBRAS......................................................................................................................................... 94 
EXERCÍCIOS ........................................................................................................................... 94 
MARCUS VINICIUS DE MORAES................................................................................................... 95 
OBRAS......................................................................................................................................... 96 
TEXTO: SONETO DO MAIOR AMOR.......................................................................................... 96 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 97 
CECILIA MEIRELES...................................................................................................................... 98 
OBRAS......................................................................................................................................... 98 
TEXTO: MOTIVO...................................................................................................................... 98 
TEXTO: RETRATO.................................................................................................................... 99 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 99 
TEXTO: A DOCE CANÇÃO......................................................................................................... 99 
COMPREENSÃO DO TEXTO ...................................................................................................... 99 
TESTE ................................................................................................................................... 100 
PÓS-MODERNISMO .................................................................................... 102 
CONTEXTO HISTÓRICO ............................................................................................................. 102 
DA QUEDA DE GETÚLIO AOS ANOS DE JK (1945-1956)............................................................. 102 
OS ANOS JK (1956-1960) ......................................................................................................... 102 
JÂNIO, JANGO E A DITADURA (1961-1964) .............................................................................. 102 
OS ANOS DE AUTORITARISMO (1964-1984)............................................................................. 102 
A PRODUÇÃO LITERARIA DA TERCEIRA FASE OU PÓS-MODERNISMO........ 102 
CARACTERISTICAS.................................................................................................................... 103 
PROSA....................................................................................................................................... 103 
POESIA ..................................................................................................................................... 103 
TEATRO..................................................................................................................................... 103 
CRÔNICA................................................................................................................................... 104 
EXERCÍCIOS ......................................................................................................................... 104 
CLARICE LISPECTOS ................................................................................................................. 105 
OBRAS....................................................................................................................................... 105 
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6
EXERCÍCIOS ......................................................................................................................... 105 
TEXTO: HISTÓRIA DE COISA ................................................................................................ 107 
COMPREENSÃO DO TEXTO .................................................................................................... 108 
TEXTO: TENTAÇÃO................................................................................................................ 108 
COMPREENSÃO DO TEXTO .................................................................................................... 109 
GUIMARÃES ROSA..................................................................................................................... 109 
OBRAS....................................................................................................................................... 110 
TEXTO: GRANDE SERTÃO: VEREDAS ..................................................................................... 110 
COMPREENSÃO DO TEXTO .................................................................................................... 111 
JOÃO CABRAL DE MELO NETO ................................................................................................... 112 
OBRA......................................................................................................................................... 113 
TEXTO: TECENDO A MANHÃ .................................................................................................. 113 
EXERCÍCIOS ......................................................................................................................... 113 
DO CONCRETISMO AOS POETAS DA INTERNET .......................................... 114 
CONCRETISMO .......................................................................................................................... 116 
NEOCONCRETISMO (POESIA SOCIAL)....................................................................................... 117 
POESIA-PRÁXIS ........................................................................................................................ 117 
POEMA-PROCESSO .................................................................................................................... 118 
POESIA MARGINAL DOS ANOS 70 ............................................................................................. 118 
BONS POETAS, COM OU SEM RÓTULOS...................................................................................... 118 
POETAS DA INTERNET –............................................................................................................ 118 
A POESIA VIRTUAL “MARGINAL” .............................................................................................. 118 
(IN)VERDADES......................................................................................................................... 119 
EXERCÍCIOS .........................................................................................................................119 
TEXTO: SOBRE O SENTAR-/ESTAR NO MUNDO ..................................................................... 121 
PÓS-MODERNISMO: ................................................................................... 122 
TRADIÇÃO E RENOVAÇÃO .......................................................................... 122 
A PROSA BRASILEIRA NA VIRADA DO SÉCULO ......................................................................... 122 
O PANORAMA POLÍTICO BRASILEIRO....................................................................................... 122 
O PÓS-MODERNISMO E A PROSA BRASILEIRA: DOS ANOS 60 AO FINAL DO 
SÉCULO...................................................................................................... 123 
AS VERTENTES PÓS-MODERNAS E AS TRADICIONAIS............................................................... 123 
EXERCÍCIO ........................................................................................................................... 124 
A PRODUÇÃO LITERARIA NO BRASIL – PRINCIPAIS AUTORES E OBRAS.... 125 
QUINHENTISMO........................................................................................................................ 125 
BARROCO.................................................................................................................................. 125 
ARCADISMO .............................................................................................................................. 126 
ROMANTISMO - POESIA ............................................................................................................ 126 
ROMANTISMO – PROSA............................................................................................................. 126 
ROMANTISMO - TEATRO............................................................................................................ 126 
REALISMO................................................................................................................................. 126 
NATURALISMO .......................................................................................................................... 127 
PARNASIANISMO...................................................................................................................... 127 
SIMBOLISMO ............................................................................................................................ 127 
PRÉ-MODERNISMO.................................................................................................................... 127 
MODERNISMO – 1ª FASE........................................................................................................... 127 
MODERNISMO – 2ª FASE: POESIA............................................................................................. 128 
MODERNISMO 2ª FASE: PROSA................................................................................................. 128 
PÓS-MODERNISMO ................................................................................................................... 128 
PRODUÇÕES CONTEMPORÂNEAS............................................................................................... 129 
 
 
 
 
 
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7
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 Você esta recebendo o módulo de Português relativo ao Ensino Médio. Você terá 
contato com teorias importantes que vão proporcionar um desempenho eficiente durante o seu Curso. 
 
Este material didático foi produzido pela Equipe do Colégio Polivalente, como uma 
contribuição que orientará a Educação de Jovens e Adultos, terceiro segmento, constituídos de 1ª, 2ª 
e 3ª séries do Ensino Médio. 
 
 Nossa linha de trabalho abre um caminho atraente e seguro pelas seqüências das 
atividades – leitura, interpretação, reflexão – e por fazer com que o aluno aprenda aliando a teoria à 
pratica. Nessa busca temos aprendido que desenvolvemos competências quando vamos além daquilo que 
é esperado de um aluno, quando fazemos, mais do que apenas cumprir com o nosso dever. 
 
 Foi assim que nos tornamos pioneiros com iniciativas como a “Educação a Distância”, 
alternativa que aparece como solução para aqueles que buscam conhecimento acadêmico, não tiveram 
acesso à educação na época certa, e têm pouca disponibilidade de tempo. 
 
 Para viabilizar iniciativas como essa não bastou uma decisão do Polivalente. Contamos 
com a colaboração de muitos profissionais, trazendo informações, visões, experiências, tecnologias, todos 
com o objetivo em comum: a coragem de mudar na busca de um ensino de qualidade. 
 
 A coordenação e Tutores/Professores irá acompanhá-lo em todo o seu percurso de 
estudo, onde as suas dúvidas serão sanadas, bastando para isso acessar o nosso site: 
www.colegiopolivalente.com.br. 
 
 
 
 Equipe Polivalente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8
 
 
 
PORTUGUÊS 
 
 
 
No mundo em que vivemos, a linguagem perpassa cada uma de nossas atividades, individuais e 
coletivas. Verbais ou não verbais, as linguagens se cruzam, se completam e se modificam incessantemente, 
acompanhando o movimento de transformação do ser humano e suas formas de organização social. 
 É por meio da linguagem que interagimos com outras pessoas, próximas ou distantes, informando, 
esclarecendo e defendendo nosso ponto de vista. É pela linguagem que é expressa toda forma de opinião, de 
informação e de ideologia. 
 Também é por meio da linguagem que o homem tem se expressado, no transcorrer da História, 
registrando o resultado de suas idéias, emoções e inquietações. 
 Neste módulo continuamos a passear pela literatura. Ler e estudar Literatura é compreender nossa 
condição essencialmente humana; é compreender que somos apenas homens, que sentem, sonham, amam, 
sofrem e buscam ser felizes. 
 Faremos uma pequena revisão das escolas vistas no modulo II, dando suporte para as próximas etapas 
de estudo – Modernismo, Pós-Modernismo e Contemporânea - esperando que seja um meio agradável, 
dinâmico e enriquecedor de conhecer o mundo da literatura e da cultura da qual você faz parte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9
REALISMO 
 
 Na segunda metade do século XIX começa a 
acontecer uma reação aos ideais românticos que 
dominavam as letras e as artes nesse período. Isso 
porque estavam ocorrendo profundas 
transformações na sociedade européia, que exigiam 
uma nova postura diante da realidade. 
 A Europa estava vivendo a segunda fase da 
Revolução Industrial, ao mesmo tempo que se 
desenvolvia e propagava o pensamento cientifico e 
as doutrinas filosóficas e sociais: 
• O pensamento dialético de Hegel (tese, 
antítese e síntese). 
• O positivismo de Augusto Comte. 
• O socialismo cientifico de Marx e Engels. 
• O evolucionismo de Darwin. 
 
Publica-se, na França, em 1857, a obra 
“Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, que é 
considerado o primeiro romance realista da 
literatura universal 
 Em 1867, Émile Zola lança “Thérèse 
Raquin”, obra que inaugura o romance naturalista. 
 Nessa época, Ernest Renan publica os vários 
volumes que formam “As origens do Cristianismo”, 
tem que Cristo e a história do Cristianismo são 
analisadas sem o caráter divino, místico. 
 
CARACTERISTICAS DO REALISMO 
 
• Objetivismo - Aparece como negação do 
subjetivismoromântico e nos mostra o 
homem voltado para aquilo que esta diante e 
fora dele: o não – eu. 
 
• Universalismo, em lugar do personalismo. 
 
• Preocupação com o presente e com o 
contemporâneo, contrapondo ao nacionalismo 
e à volta ao passado. 
 
 
Os autores realistas são adeptos do 
determinismo e, segundo eles, a obra de arte seria 
determinada pelo bem, influenciados pelo avanço 
das ciências daí se falar em cientificismo nas obras 
desse período. 
Outra características dos autores desse 
período: eles eram antimonárquicos e defendiam 
abertamente o ideal republicano, eram anticlericais. 
Realismo é denominação genérica de uma 
escola literária que abrange as tendências realistas, 
naturalistas e a poesia parnasiana. 
 A tendência realista, presente na obra de 
Machado de Assis, engloba narrativas voltadas para 
a análise psicológica e crítica à sociedade, através 
de personagens capitalistas. O romance realista é 
documental, retrato de uma época. Além de suas 
“Memórias Póstumas...” pertencem também a 
Machado de Assis as obras Quinca Borba/ Dom 
Casmurro? Esaú e Jacó/Memorial de Aires. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Vamos testar nosso conhecimento resolvendo a 
cruzadinha. 
 
 a R 
 b E 
 c A 
d L 
 e I 
f S 
 g M 
 h O 
 
 
a) Iniciada no século 
XVIII a Revolução 
_________ entra em 
uma nova fase, 
caracterizada pela 
utilização do aço, do 
petróleo e da 
eletricidade. 
b) Característica realista 
em oposição ao 
subjetivismo 
romântico. 
c) “Madame ___________”, de Gustave Flaubert, 
primeiro romance realista da literatura 
universal. 
d) Característica realista que substitui o 
personalismo. 
e) ___________ Zola inaugurou o romance realista 
em 1867. 
f) Doutrina filosófica de Augusto Comte. 
g) Autor de “O Ateneu”. 
h) Autor de “O Cortiço”. 
 
 
02. (FEI-SP) Uma literatura que se preocupa com os 
aspectos sociológicos da obra e faz um romance 
de tese documental, e outra faz um romance de 
tese experimental. Aponte respectivamente, o 
nome dessas estéticas. 
______________________________________
______________________________________ 
 
03. (CEFET-MG) “O _____________ se tingirá de 
________________, no romance e no conto, 
sempre que fizer personagens e enredos se 
submeterem ao destino cego das “leis naturais” 
que a ciência da época julgava ter codificado; ou 
se dirá ________________ na poesia, à medida 
que se esgotar no lavor do verso tecnicamente 
perfeito”. 
 
No texto acima, preencham-se as lacunas, 
respectivamente, com: 
a) Realismo / Naturalismo / Parnasianismo. 
b) Romantismo / Naturalismo / Parnasianismo. 
c) Realismo / Naturalismo / Simbolismo. 
d) Romantismo / Modernismo / Parnasianismo. 
e) Romantismo / Modernismo / Simbolismo. 
 
 
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04. (PUC-RS) Em relação a Machado de Assis, é 
possível afirmar que o autor: 
a) Caracteriza-se por produzir obras 
exclusivamente realistas. 
b) Em “Quincas Borba” analisa a desagregação 
psicológica e financeira de Rubião. 
c) Utiliza a terceira pessoa do singular como foco 
narrativo em “Dom Casmurro”. 
d) Propõe enredo, ação e tempo da narrativa em 
seqüência linear. 
e) Evita o emprego, cão e tempo da narrativa em 
seqüência linear. 
 
05. (F.C. Chagas-SP) Mesmo retratando 
objetivamente a vida, o Realismo dá-lhe sentido, 
interpreta-ª O romancista acumula fatos, a fim 
de documentar a realidade sobre a qual escreve, 
e a própria seleção que empreende tem por 
objetivo conferir o encadeamento lógico entre 
um fato e outro. Assim, podemos concluir que, 
no romance realista: 
a) Há tendência do predomínio da narração sobre a 
descrição. 
b) Há tendência do predomínio da descrição sobre 
a narração. 
c) O autor interfere a todo instante para explicar o 
significado do que narrou. 
d) A descrição é amplamente usada, a fim de 
conferir à narração um caráter sempre mais 
verossímil. 
e) A narração está reduzida a limites mínimos. 
 
 
NATURALISMO 
 
 A tendência naturalista é marcada pela 
vigorosa análise social a partir de grupos humanos 
marginalizados, valorizando-se traves dos quais se 
enfatiza a natureza animal do homem, o qual deixa-
se levar por seus instintos naturais. 
 Obras: “O Mulato”, “O Cortiço”, “Casa de 
Pensão” (Aluísio Azevedo); “O Ateneu” (Raul 
Pompéia). 
 
 Observe um fragmento do capítulo III da 
obra “O Cortiço”, de Aluisio Azevedo. 
 
 
 
 “Eram cinco horas da manhã e o cortiço 
acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua 
infinidade de portas e janelas alinhadas. 
 Um acordar alegre e farto de quem dormiu, 
de uma assentada, sete horas de chumbo. Como 
que se sentiam ainda na indolência? de neblina as 
derradeiras notas da última guitarra da noite 
antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da 
aurora, que nem um suspiro de saudades perdido 
em terra alheia. 
 A roupa lavada, que ficara de véspera nos 
coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um farto 
acre de sabão ordinário. As pedras do chão, 
esbranquiçadas no lugar da lavagem e em alguns 
pontos azuladas pelo anil, mostravam uma palidez, 
grisalha? e triste, feita de acumulações de 
espumas secas. 
 Entretanto, das portas surgiram cabeças 
congestionadas de sono; ouviram-se amplos 
bocejos, fortes como o marulhar das ondas, 
pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam 
as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café 
aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se 
de janelas as primeiras palavras, os bons-dias; 
reatavam-se conversas interrompidas à noite; a 
pequenada cá fora traquinava já, e lá dentro das 
casas vinham choros abafados de crianças que ainda 
não andam. No confuso rumor que se formava, 
destacavam-se risos, sons de vozes que 
altercavam,? sem se saber onde, grasnar de 
marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. De 
alguns quartos saíam mulheres que vinham 
pendurar cá fora, na parede, a gaiola, espanejando-
se à luz nova do dia”. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Responda as questões abaixo: 
Os itens seguintes identificam características 
naturalistas da obra Aluisio Azevedo. Localize e 
reescreva as frases em que tais características 
podem ser observadas: 
a) O romance funciona como um documento da 
realidade social. 
______________________________________
______________________________________ 
 
b) Preferência por tipos rudes e vulgares. 
______________________________________
______________________________________ 
 
c) Escolha de cenários rústicos. 
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
? indolência – insensibilidade; apatia; negligencia; desânimo. 
? grisalha – cinzento; pardo; ruço ou arruçado (cabelo, 
barba). 
? altercar – disputar; debater acaloradamente; discutir com 
ardor. 
Nas situações em que eu não souber o 
que fazer, pararei para ouvir a orientação 
de Deus. 
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2. O lugar onde se passam os acontecimentos é um 
dado fundamental nessa obra, atuando como se 
fosse algo muito poderoso, governando a vida 
daqueles que ali habitam. Os elementos que 
confirmam essa firmação são: 
a) A abertura de portas e janelas; as pessoas ao 
redor das bicas; o barulho das portas das 
latrinas 
b) A hora; despertador do cortiço; a roupa lavada. 
c) Cabeças congestionadas de sono; amplos 
bocejos; o cheiro do café. 
d) Muitas conversas, crianças brincando; barulho 
de risos e vozes.e) Barulho de portas sendo abertas; crianças 
brincando; barulho de conversas. 
 
03. Esse fragmento apresenta-se bastante dinâmico 
sem, no entanto, possuir muita ação. De onde 
provém esse dinamismo? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
4. Podemos dizer que esse trecho do romance é 
bastante significativo, em relação às características 
do naturalismo porque: 
a) Detém-se na análise psicológica dos 
personagens. 
b) Reconstitui uma sociedade provinciana. 
c) Apresenta os indivíduos de uma maneira 
alienadora. 
d) É rico em informações sobre o cortiço e as 
pessoas que o habitam. 
e) Desvenda-se a contribuição do meio para o 
romance brasileiro. 
 
 
TESTE 
 
01. (FEI) No romance, considerado, em 1881, como 
o marco inicial do Naturalismo no Brasil, o autor 
procura fazer uma critica severa ao clero na 
figura do cônego Diogo; critica, também, a 
mentalidade atrasada, provinciana e 
preconceituosa dos habitantes de São Luis do 
Maranhão. 
 O romance referido e seu autor são 
respectivamente: 
a) “O Mulato” – Aluisio Azevedo. 
b) “Memórias Póstumas de Brás Cubas” – Machado 
de Assis. 
c) “O cortiço” – Aluisio de Azevedo. 
d) “O Crime do Padre Amaro” – Eça de Queiroz. 
e) “O Missionário” – Inglês de Sousa. 
 
 
 
 
02. (FEI) – “O rumor crescia, condensando-se; o 
zunzun de todos os dias acentuava-se; já se não 
destacavam vozes dispersas, mas um só ruído 
compacto que enchia todo cortiço. Começavam 
a fazer compras na venda; ensarilhavam-se? 
discussões e rezingas?; ouviam-se gargalhadas 
e pragas; já se não falava. Gritava-se Sentia-se 
naquela fermentação sangüínea, naquela guia 
viçosa de plantas rasteiras que mergulham os 
pés vigorosos na lama preta e nutriente 
satisfação de respirar sobre a terra”. 
 
 O fragmento acima mostra características de 
que escola literária? 
a) Arcadismo 
b) Romantismo 
c) Naturalismo 
d) Simbolismo 
e) Modernismo 
 
03. (USF-SP) Pode-se entender o Naturalismo como 
uma particularização do Realismo que: 
a) Se volta para a Natureza a fim de analisar-lhe 
os processos cíclicos de renovação. 
b) Pretende expressar com naturalidade a vida 
simples dos homens rústicos nas comunidades 
primitivas. 
c) Defende a arte pela arte, isto é, desvinculada de 
compromissos com a realidade social. 
d) Analisa as perversões sexuais, condenando-as 
em nome da moral religiosa. 
e) Estabelece um nexo de causa e efeito entre 
alguns fatores sociológicos e a conduta dos 
personagens. 
 
04. (FUVEST-SP) “E naquela terra encharcada e 
fumegante, naquela umidade quente e lodosa, 
começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, 
um mundo, uma coisa viva, uma geração, que 
parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele 
lameiro, a multiplicar-se como larvas no 
esterco”. 
 
 O fragmento de O cortiço, romance de Aluisio 
Azevedo, apresenta uma características 
fundamental do Naturalismo. Qual? 
a) Uma compreensão psicológica do Homem. 
b) Uma compreensão biológica do Mundo. 
c) Uma concepção idealista do Universo. 
d) Uma concepção religiosa da vida. 
e) Uma visão sentimental da natureza. 
 
05. (UFPA) Os personagens realistas/naturalistas 
têm seus destinos marcados pelo determinismo, 
identifica-se esse determinismo: 
a) Pela preocupação dos autores em criar 
personagens sem defeitos físicos ou morais. 
b) Pelas forças atávicas e/ou sociais que 
condicionam a conduta dessas criaturas. 
 
? ensarilhar – dobrar em sarrilho; formar sarilho com; 
emaranhar; enredar; andar sem descanso de um lado para 
outro. 
? rezingar – resmungar; altercar; recalcitrar; disputar; 
murmurar. 
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c) Por ser fruto, especialmente, da imaginação e 
da fantasia dos autores. 
d) Por se notar a preocupação dos autores de 
voltarem para o passado ou para o futuro ao 
criarem seus personagens. 
e) Por representarem a tentativa dos autores 
nacionais de reabilitar uma faculdade perdida do 
homem: o senso de mistério. 
 
06. (UFRS) No romance “O Cortiço< de Aluisio 
Azevedo, a sintonia com os ideais naturalistas é 
acentuada pela seguinte característica básica da 
história: 
a) O personagem sobrepõe-se ao ambiente. 
b) O coletivo sobrepõe-se ao individual. 
c) O psicológico sobrepõe-se ao social. 
d) O trabalho sobrepõe-se ao capital. 
e) A força sobrepõe-se à razão. 
 
07. (CESGRANRIO-RJ) No enunciado “com exceção 
do escalão mais alto dos analistas”, a forma 
com exceção de pode ser substituída sem 
alteração fundamental de sentido, por: 
a) até 
b) inclusive 
c) menos 
d) não constante 
e) apesar de 
 
08. (CESGRANRIO-RJ) Assinale o período em que 
ocorre a mesma relação significativa indicada pelos 
termos destacados em: “A atividade cientifica é tão 
natural quanto qualquer outra atividade 
econômica”: 
a) Ele era tão aplicado, que em pouco tempo foi 
promovido. 
b) Quanto mais estuda, menos aprende. 
c) Tenho tudo quanto quero. 
d) Sabia a lição tão bem como eu. 
e) Todos estavam exaustos, tanto que se 
recolheram logo. 
 
(F.C. CHAGAS-PR) As questões de 09 a 12 
apresentam um período que você deve 
modificar, iniciando-o conforme se sugere, mas 
sem alterar a idéia contida no primeiro. Como 
resultado, outras partes da frase sofrerão 
alterações. Assinale a alternativa que contém o 
exemplo adequado ao novo período. 
 
09. Como não gostava de revelar seus sentimentos, 
passava frequentemente por antipático. 
 Comece com: Passava... 
a) conquanto 
b) à medida. 
c) Embora. 
d) uma vez que 
e) conforme 
 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
 
10. A audiência fora marcada, mas o secretário não 
quis receber os professores. 
 Comece com: O secretário... 
a) por seguinte, marcou-se. 
b) mesmo tendo sido marcada. 
c) então marcaram. 
d) por isso foi marcada. 
e) contudo, marcariam. 
 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
11. A ser verdadeira a sua história, nada mais 
poderá ser feito. 
 Comece: Nada mais... 
a) caso 
b) porque 
c) conforme 
d) embora 
e) enquanto 
 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
12. Por mais que se esforçasse, não alcançava bons 
resultados. 
 Comece com: Esforçava-se muito... 
a) para alcançar 
b) alcançando assim 
c) contudo não alcançava 
d) porque não alcançasse. 
e) até que alcançasse. 
 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
GRAMÁTICA 
FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO 
 
 
FRASE 
 
 Sempre que você usar uma palavra ou uma 
série de palavras suficiente para comunicar-se com 
alguém, você estará usando uma frase. Por isso, 
toda frase deve ter sentido completo. A frase pode 
ser breve ou longa. Eis alguns exemplos de frases 
breves: Socorro! Silêncio! 
 
 Note: uma só palavra foi suficiente para que 
houvesse a comunicação. Todo mundo entende o 
que queremos quando pedimos: Socorro! Silêncio! E 
eu lhe garanto mais: todo mundo sabe o que fazer, 
quando gritamos: Fogo! 
 
 Vejamos agora, exemplo de frase longa: O 
tempoestá nublado. 
 
 Note: nesse caso o autor usou uma série de 
palavras para completar o pensamento, para dizer 
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tudo o que desejava uma palavra não seria 
suficiente para que houvesse a comunicação. 
 Frase é, portanto a expressão verbal de um 
pensamento. 
 
ORAÇÃO 
 
 
 Vejamos estes exemplos: 
 A fanfarra desfilou na avenida. 
 As festas juninas estão chegando 
 
 Cada um desses exemplos representa uma 
oração. Isto porque cada um deles contém um 
verbo. É o verbo que caracteriza a oração. Por 
outras palavras: onde houver um verbo, haverá 
necessariamente uma oração. Cada um dos 
exemplos acima é, ao mesmo tempo, oração 
(porque cada um tem o seu sujeito e o seu 
predicado) e frase (porque cada um tem sentido 
completo). 
 
 
AS DIFERENÇAS ENTRE FRASES E 
ORAÇÃO 
• A frase precisa ter sentido completo. 
• Toda oração possui verbo 
• Nem toda frase apresenta verbo. 
 
Exemplos: 
O menino é bonito. (oração, porque há 
verbo). 
Que menino bonito! (frase, porque embora 
não haja verbo, o sentido está completo. 
 
 
 Podemos concluir, agora, que frase pode ser 
oração, oração pode ser frase, mas nem toda frase 
é oração. 
 
 
PERÍODO 
 
 Período é a frase estruturada em oração ou 
orações. Sempre termina por ponto, ponto final, 
ponto de exclamação, ponto de interrogação ou 
reticências. 
 
 O período classifica-se em: 
 
SIMPLES 
 Aquele constituído por uma só oração. 
 Essa oração chama-se absoluta. 
 Fui à livraria ontem. 
 
COMPOSTO 
 Aquele constituído por mais de uma oração: 
 Fui à livraria ontem e comprei vários 
livros. 
 
 A maneira mais fácil e prática de saber 
quantas orações existem num período é contar os 
verbos: num período haverá tantas orações, quanto 
forem os verbos nele existentes. 
ANÁLISE SINTÁTICA DA ORAÇÃO 
 
 Como se sabe, o período simples é 
constituído de uma oração, chamada absoluta. 
 
 Em toda oração, há um ou vários termos 
 Termos é uma unidade de função. 
 Os termos da oração classificam-se em: 
essenciais, integrantes e acessórios. 
 
 
TERMOS ESSENCIAIS 
 
 
 Os termos essenciais da oração são dois: 
sujeito e predicado. 
 
SUJEITO 
É o termo da oração do qual se faz uma 
declaração. Essa declaração pode ser de ação, de 
estado ou de qualidade. Exemplos: 
• Roberto come bastante (ação) 
• Amanda está preocupada. (estado) 
• O cachorro é peludo (qualidade) 
 
 
PREDICADO 
 É o termo da oração que declara alguma 
coisa do sujeito. O predicado pode declarar uma 
ação, um estado ou uma qualidade do sujeito. 
Exemplos: 
• Bruno joga futebol. (ação) 
• A menina está alegre. (estado) 
• As flores são bonitas. (qualidade) 
 
 
SUJEITO 
 
 O sujeito é constituído por um núcleo e por 
palavras secundárias. O núcleo (palavra mais 
importante) é sempre um substantivo ou um 
pronome e as palavras secundárias podem ser 
artigos, adjetivos, etc. O sujeito classifica-se em: 
 
SIMPLES 
 É aquele que apresenta apenas um núcleo: 
• O garfo é um talher. 
 
COMPOSTO 
 É aquele que apresenta dois ou mais 
núcleos 
• O garfo e a colher são talheres. 
 
DETERMINADO (CLARO OU OCULTO) 
 Claro é aquele que vem expresso na 
oração: Eu fui ao cinema. 
 
 Oculto é aquele que não vem expresso na 
oração, mas é facilmente determinado: (Nós) 
Estivemos em sua casa ontem. 
 
 Obs.: o sujeito oculto também recebe os 
nomes de elíptico e fossilizado. 
 
 
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INDETERMINADO 
 É aquele que não está expresso na oração e 
não pode ou não se quer identificar. 
 
 O sujeito indeterminado ocorre em dois 
casos: 
 a) Com o verbo na terceira pessoa do 
plural. 
 Ex.: Encontraram o seu automóvel 
naquela rua. 
 
 b) Com o verbo na terceira pessoa do 
singular, acompanhado do pronome “se”. 
Ex.: Dançava-se muito no nosso tempo. 
 
 Obs.: É preciso não confundir duas 
construções aparentemente iguais. O pronome “se” 
nem sempre funciona como indeterminador do 
sujeito; pode funcionar como partícula apassivadora 
ou pronome reflexivo. 
• Pronome “se” índice de indeterminação 
do sujeito 
O pronome “se” funciona como índice de 
indeterminação do sujeito junto a verbos 
intransitivos ou transitivos acompanhados de 
complemento preposicionado. Exemplos: 
 
? Trabalha-se muito aqui 
Sujeito 
indeterminado 
- o verbo trabalhar é intransitivo. 
- o pronome “se” é índice de 
indeterminação do sujeito. 
 
 
? Precisa-se de empregados. 
Sujeito 
indeterminado 
- o verbo precisar é transitivo 
indireto (observe a preposição de) 
- o pronome “se” é índice de 
indeterminação do sujeito. 
 
 
• Pronome “se” apassivador 
 
Quando o pronome “se” agrega-se a um 
verbo transitivo direto que não vêm seguido de 
preposição, pode ser analisado como partícula 
apassivadora. Para tirar qualquer dúvida, 
transporta-se o verbo para a voz passiva com o 
verbo ser (passiva analítica). Se essa transformação 
for possível, o pronome “se” deve-se ser analisado 
como partícula apassivadora e o sujeito estará 
sempre presente na oração. 
Suponhamos a seguinte oração: Comprou-se 
muita mercadoria. 
 
 O verbo é transitivo direto e não vem 
seguido de preposição. É possível converter o verbo 
para a voz passiva analítica: foi comprada muita 
mercadoria. 
 Teremos então a seguinte análise: 
 
Comprou- se muita 
mercadoria 
verbo transitivo 
direto na voz 
passiva sintética 
partícula 
apassivadora 
sujeito 
determinado 
 
ORAÇÃO SEM SUJEITO 
 É aquele que apenas expressa um fato que 
não é atribuído a nenhum ser. 
 
 A oração sem sujeito ocorre em três casos: 
 1º - Com o verbo haver no sentido de 
existir. 
 Ex.: Houve poucas reprovações no curso de 
inglês. 
 
 2º - Com os verbos ser, estar e fazer 
quando indicam tempo. 
 Ex.: Era uma manhã maravilhosa. 
 
 3º - Com os verbos anoitecer, chover, 
nevar, ventar e outros, que indicam fenômenos 
atmosféricos. 
 Ex.: Ventava muito ontem à noite. 
 
 Nessas orações não há sujeito. Constituem 
a enunciação pura e absoluta de um fato, através do 
predicado. São constituídas com esses verbos 
impessoais, na 3ª pessoa do singular. 
 
 
SUJEITO AGENTE E PACIENTE 
 
 Agente é aquele que pratica a ação do 
verbo na voz ativa. 
 Ex.: Nós fizemos o trabalho. 
 
 Paciente é aquele que sofre a ação do 
verbo na voz passiva. 
 Ex.: Os trabalhos foram feitos por nós. 
 
 Obs.: Os pronomes indefinidos: alguém, 
ninguém, quando empregados como sujeito, são 
classificados normalmente como sujeito simples. 
 Ex.: Ninguém viu a chave. 
 
 
PREDICADO 
 
 
 A classificação do predicado baseia-se no 
tipo de verbo da frase. Alguns verbos indicam ação 
(cair, correr, dormir, escrever, falar, sentar); outros 
verbos indicam estado ou qualidade (ser, estar, 
ficar, parecer). Há três tipos de predicado: 
 
PREDICADO NOMINAL 
 É aquele que se constitui de verbo de 
ligação (indicam estado ou qualidade) mais 
predicativo. 
 Ex.: Nosso colega está doente. 
 
 O núcleo do predicado nominal é o 
predicativo. 
 Ex.: Nosso colega está doente. 
 
 Predicativo é o termo que ajuda o verbo 
de ligação a comunicar estado ou qualidade do 
sujeito. 
 Ex.: Aquela menina é triste. 
 As crianças parecem felizes. 
 
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PREDICADO VERBAL 
 É aquele que se constitui de verbo 
intransitivo ou transitivo. 
 Ex.: O helicóptero sobrevoou a praia. 
 
 O núcleo do predicativo verbal é o verbo. 
 Ex.: O helicóptero sobrevoou a praia.• VERBO INTRANSITIVO é aquele que não 
necessita de complemento verbal do tipo de 
objeto direto / indireto, normalmente, vem 
acompanhado de adjunto adverbial. 
Ex.: O passarinho voou alto. 
 
• VERBO TRANSITIVO é o que necessita de 
complemento. O verbo transitivo pode ser 
direto, indireto e direto e indireto. 
 
• TRANSITIVO DIRETO é o verbo que 
necessita de complemento sem auxilio de 
preposição: objeto direto. 
Ex.: Minha equipe venceu a partida. 
 
• TRANSITIVO INDIRETO é o verbo que 
necessita de complemento com auxilio de 
preposição: objeto indireto. 
Ex.: Ela precisa de um esparadrapo. 
 
• TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO 
(BITRANSITIVO) é o verbo que necessita 
ao mesmo tempo de complemento sem 
auxilio de preposição e de complemento com 
auxilio de preposição: objeto direto e indireto. 
Ex.: Demos / uma simples colaboração // a 
vocês. 
 
 objeto direto 
 
 
PREDICADO VERBO-NOMINAL 
 Predicado verbo-nominal é aquele que se 
constitui de verbo intransitivo mais predicativo do 
sujeito ou de verbo transitivo mais predicativo do 
objeto. 
 Ex.: Os rapazes voltaram vitoriosos. 
 (vitoriosos = predicativo do sujeito) 
 
 O predicado verbo-nominal apresenta dois 
núcleos: o verbo (intransitivo ou transitivo) e o 
predicativo (do sujeito ou do objeto). 
 Ex.: Os ônibus saíram atrasados. 
 
• PREDICATIVO DO SUJEITO é o termo que, 
no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo 
intransitivo a comunicar estado ou qualidade 
do sujeito. 
Ex.: Os atletas voltaram cansados. 
 Os aviões chegaram atrasados. 
 
• PREDICATIVO DO OBJETO é o termo que, 
no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo 
transitivo a comunicar estado ou qualidade do 
objeto direto ou indireto. 
Ex.: A agremiação nomeou Sérgio 
tesoureiro. 
 O juiz tornou pública a sentença. 
TERMOS INTEGRANTES 
(TERMOS ASSOCIADOS AO NOME 
 E AO VERBO) 
 
 
 Chamam-se termos integrantes da oração 
os que completam a significação transitiva dos 
verbos e nomes. Integram (completam) o sentido 
da oração, sendo, por isso, indispensáveis à 
compreensão do enunciado. 
 São os seguintes: 
• Complemento verbal (objeto direto e 
objeto indireto 
• Complemento nominal 
• Agente da Passiva 
 
 
OBJETO DIRETO 
 
 É o que completa os verbos de predicação 
incompleta, não regido, normalmente, de 
preposição. 
 Ex.: Papai comprou carne. 
 Encontrei uma moeda. 
 
 
OBJETO INDIRETO 
 
 É o complemento verbal regido de 
preposição. Representa, ordinariamente, o ser a que 
se destina ou se refere a ação verbal. 
 Ex.: As crianças precisam de carinho. 
 Não gosto de perfumes. 
 
 
COMPLEMENTO NOMINAL 
 
 Completa um nome (substantivo, adjetivo 
ou advérbio), nem sempre com preposição, ligado a 
palavra que não têm sentido completo. 
 Ex.: Ele é útil. 
 
 A palavra útil, não diz tudo, porque não 
explica a quem ele é útil; precisa, então, de um 
complemento (que é o complemento nominal). 
 Ex.: Ele é útil ao patrão. 
 Ele é útil à sociedade. 
 
 Outro exemplo: Se dissemos “Ficou 
satisfeito” não sabemos o que o deixou satisfeito. 
Para completar o sentido da f rase é preciso 
acrescentar uma outra palavra: 
 Ex.: Ficou satisfeito com as notas. 
 Ficou satisfeito com o aumento. 
 
 As palavras que completam o sentido de 
“satisfeito” são o complemento nominal (completam 
o nome “satisfeito”). 
 Ex.: Mostra respeito às leis. 
 Tem amor pelas crianças. 
 Presta obediência aos superiores. 
 
 
 
 
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AGENTA DA PASSIVA 
 
 Indica o ser que pratica a cão quando o 
verbo está na voz passiva. 
 Ex.: Os mapas foram elaborados pelo guia. 
 (a ação de elaborar os mapas foi 
praticada pelo guia). 
 A refeição é preparada pela 
nutricionista. 
 (a ação de preparar a refeição é 
praticada pela nutricionista). 
 
 
TERMOS ACESSÓRIOS 
 
 
 Termos acessórios são os que 
desempenham na oração uma função secundária, 
qual seja a de limitar o sentido dos substantivos ou 
exprimir alguma circunstância. 
 São três os termos acessórios da oração: 
adjunto adnominal; adjunto adverbial e aposto. 
 
 
ADJUNTO ADNOMINAL 
 
 É o termo que vem junto (adjunto) do nome 
(adnominal). Para achar o adjunto adnominal 
determina-se primeiramente o núcleo (a palavra 
principal) de um conjunto de palavras. A palavra ou 
palavras que acompanharem o núcleo serão o 
adjunto ou adjuntos adnominais. 
 Ex.: O meu amigo mandou-me um cartão 
interessante. 
 O meu amigo 
• palavra principal ou núcleo = amigo; 
• palavras que acompanham o núcleo = o, meu 
(adjunto adnominais). 
 
Um cartão interessante 
• palavra principal ou núcleo = cartão; 
• palavra que acompanham o núcleo = um, 
interessante (adjuntos adnominais). 
 
Os adjuntos adnominais podem ser 
expressos: 
? pelos adjetivos: água fresca; terra fértil 
? pelos artigos: o mundo, as ruas. 
? pelos pronomes adjetivos: nosso tio, este 
lugar, muitas coisas. 
? pelos numerais: dois homens, quinto ano. 
? pelas locuções ou expressões adjetivas 
introduzidas pela preposição de, e que 
exprimem qualidade, posse, origem, fim ou 
outra especificação: presente de rei 
(régio); qualidade: livro do mestre (indica 
a posse do livro). 
 
 
ADJUNTO ADVERBIAL 
 
 É o advérbio ou expressão que funciona 
como um advérbio. Classifica-se em: 
• de afirmação: Realmente, está frio. 
• de negação: Não vou. 
• de dúvida: Talvez viaje à noite. 
• de tempo: Saiu cedo. Saiu às 3 horas. 
• de lugar: Mora longe. Fiquei aqui. 
• de modo: Escreve devagar. Lê bem. 
• de intensidade: Corre bastante. Estuda 
muito. 
• de companhia: Passeia com os pais. 
Trabalha com o amigo. 
 
 
APOSTO 
 
 É uma palavra ou expressão que explica ou 
esclarece desenvolve ou resume outro termo da 
oração. 
 Exemplos: 
 O Amazonas, 444 3444 21
Amazonas) o é que o (explica
caudaloso rio , 
atravessa grande região 
 
 Conquistaram a lua, 4444 34444 21
lua) a é que o (explica
terra da satelite . 
 
 O autor do romance, 
4444 34444 21
romance) doautor o foi quem (explica
Assis de Machado , ficou famoso. 
 
 
VOCATIVO 
 
 É um chamamento, pode referir-se a 
pessoas, animais, entidades sobrenaturais. 
 
 Vocativo é um termo à parte. Não pertence 
à estrutura da oração, por isso, não se anexa nem 
ao sujeito nem ao predicado. 
 Ex.:Não faça isso, menina. 
 João, dê-me seu livro. 
 Saia daí, Lulu. 
 Deus, vinde em meu auxílio. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. (Unimep-SP) Quando a oração não tem sujeito, 
o verbo, fica na terceira pessoa do singular. Esta 
afirmação pode ser comprovada em: 
a) Chegou o pacote de livros. 
b) Existe muita gente 
amedrontada. 
c) Ainda há criança sem escola. 
d) Não procede a acusação contra 
ele. 
e) É proibida a entrada. 
 
02. (UM-SP) O sujeito é simples e 
determinado em: 
a) Há somente um candidato ao novo cargo, 
doutor? 
b) Vive-se bem ao ar livre. 
c) Na reunião de alunos, só havia pais. 
d) Que calor, filho! 
e) Viam-se eleitores indecisos durante a pesquisa. 
 
 
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03. “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas 
 De um povo heróico o brado retumbante...” 
 
O sujeito desta afirmação com que se inicia o 
Hino Nacional é: 
a) indeterminado 
b) “Um povo heróico” 
c) “as margens plácidas” 
d) “do Ipiranga” 
e) “o brado retumbante” 
 
04. Assinale a oração cujo sujeito não é 
indeterminado. 
a) Soa um toque áspero de trompa. 
b) Falou-se de tudo na reunião 
c) Precisa-se de carpinteiro. 
d) Batem à porta. 
e) nda 
 
05. (UEPG-PR) Sónum caso a oração é sem 
sujeito. Assinale-o 
a) Faltavam três dias para o batismo 
b) Houve por improcedente à reclamação do aluno 
c) Só me resta uma esperança. 
d) Havia tempo suficiente para as comemorações. 
e) nda 
 
06. Assinale a alternativa em que ocorre sujeito 
composto: 
a) Deus, Deus, que farei? 
b) Os livros contemplei, os quadros e as outras 
obras. 
c) Nós, os homens do futuro, venceremos. 
d) Foram João e Maria. 
e) Ontem foi João e José, hoje. 
 
07. “Que há entre a vida e a morte”? 
a) O sujeito do verbo haver é o pronome 
interrogativo que. 
b) Tem-se uma oração sem sujeito. 
c) Sujeito indeterminado 
d) O sujeito está oculto. 
e) O sujeito é “uma certa ponte”. 
 
08. (Omec-SP) Assinale a frase em que há sujeito 
indeterminado. 
a) Compram-se jornais velhos. 
b) Confia-se em suas palavras. 
c) Chama-se José o sacerdote. 
d) Choveu muito. 
e) É noite. 
 
09. Assinale a análise correta do termo grifado: 
 A terra era povoada de selvagens. 
a) objeto direto 
b) objeto indireto 
c) agente da passiva 
d) complemento nominal 
e) adjunto adverbial. 
 
 
 
 
 
 
 
10. (UM-SP) “E quando o brotinho lhe telefonou 
dias depois, comunicando que estudava o 
modernismo, e dentro do modernismo sua obra, 
para o que o professor lhe sugerira contato 
pessoal com o autor, ficou assanhadíssimo e 
paternal ao mesmo tempo” 
 
 Os verbos destacados são, respectivamente. 
a) transitivo direto, transitivo indireto, de ligação, 
transitivo direto e indireto. 
b) transitivo direto e indireto, transitivo direto, 
transitivo indireto, de ligação 
c) transitivo indireto, transitivo direto e indireto, 
transitivo direto, de ligação 
d) transitivo indireto, transitivo direto, transitivo 
direto e indireto, de ligação. 
e) transitivo indireto, transitivo direto e indireto, de 
ligação, transitivo direto. 
 
11. Em “E quer que ela evoque a eloqüência da boca 
de sombra...”, o termo eloqüência funciona 
como: 
a) sujeito 
b) objeto direto 
c) objeto indireto 
d) aposto 
e) vocativo 
 
12. Na oração “O timbre da vogal, o ritmo da frase 
dão alma à elocução”, o trecho grifado é: 
a) adjunto adverbial 
b) objeto indireto 
c) objeto direto 
d) sujeito 
e) nda 
 
13. “Angélica, animada por tantas pessoas, tomou-
lhe o pulso e achou-o febril”. Febril, 
sintaticamente é: 
a) objeto direto 
b) complemento nominal 
c) predicativo do objeto direto 
d) predicativo do sujeito 
e) adjunto adverbial 
 
14. (FGV-RJ) Assinale a análise correta do termo 
destacado: 
 “Ao fundo, as pedrinhas claras pareciam 
tesouros abandonados”. 
a) predicativo do sujeito 
b) adjunto adnominal 
c) objeto direto 
d) complemento nominal 
e) predicativo do objeto direto 
 
15. (F. Araraquara-SP) O professor entrou 
apressado. O destaque indica: 
a) predicado nominal 
b) predicado verbo-nominal 
c) predicado verbal 
d) adjunto adverbial 
e) nda 
 
 
 
 
Desvenda os meus olhos Senhor, para que 
eu contemple as maravilhas da tua lei. 
 Salmo 119:18 
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16. Assinale a alternativa que não apresentam 
complemento nominal. 
a) Tão indolente era, que se tornou homem vazio 
de idéias. 
b) Ficou esperançoso na vitória da bondade sobre a 
maldade. 
c) A resposta do profeta feriu o sentimento de toda 
a nação. 
d) Foi aplaudido efusivamente porque falou 
favoravelmente a todos. 
 
17. Indique a alternativa em que o predicado é 
verbo-nominal. 
a) Desde então ficou desconfiado. 
b) Eu ia caminhando pela 
avenida 
c) Encontrei Maria Clara mais 
envelhecida. 
d) Viajarei amanhã de manhã. 
 
18. Numa oração do tipo “As 
meninas assistiram alegres ao 
espetáculos”, temos: 
a) predicado verbal 
b) predicado verbo-nominal 
c) predicado nominal 
d) aposto 
e) vocativo 
 
19. Assinale a alternativa que contenha vocativo. 
a) Choravam amargamente o seu destino 
b) Nós, os verdadeiros patriotas... 
c) Eu vou! 
d) Os doces comi, as frutas e algo mais. 
e) Beijo-vos as mãos, senhor rei. 
 
20. (FACENS-SP) Assinale a alternativa em que o 
verbo é transitivo direto. 
a) Comprei um terreno e construí a casa. 
b) Os guerreiros dormem agora. 
c) O cego não vê. 
d) João parece zangado 
e) nda 
 
21. (FOC-SP) Na sentença em que aparece o 
vocábulo inexistente, o sujeito é: 
a) determinado oculto 
b) determinado expresso 
c) indeterminado 
d) inexistente. 
 
22. (UFU-MG) No período “Quando enxotada por 
mim foi pousar na vidraça”, qual a função 
sintática de por mim? 
a) objeto direto 
b) sujeito 
c) complemento nominal 
d) agente da passiva 
e) objeto indireto 
 
23. Assinale a alternativa que apresenta verbo 
intransitivo. 
a) Derrubaram a casa 
b) Paulinho chegou agora de Marilia. 
c) Não concordo com isso. 
d) Ouvi o trovão 
e) Acredito em fantasmas. 
24. (FMit-MG) Em todas as orações o termo em 
destaque está corretamente analisado exceto 
em: 
a) Existe, nesta cidade, um carpinteiro. (objeto 
direto) 
b) É importante o apoio dos operários. (sujeito) 
c) Já tínhamos certeza da derrota. (complemento 
nominal) 
d) O estudante permaneceu inalterável. 
(predicativo) 
e) Renato, o engenheiro, logo protestou. (aposto) 
 
25. (BAURU-SP) Assinale a alternativa em que a 
expressão destacada tem à função de 
complemento nominal. 
a) A cidade de Londres merece ser conhecida por 
todos. 
b) A curiosidade do homem incentiva-o à 
pesquisa. 
c) O respeito ao próximo é dever de todos. 
d) O coitado do velho mendigava pela cidade. 
e) O receio de errar dificulta o aprendizado das 
línguas. 
 
26. (FUVEST-SP) Assinale a oração que começa com 
um adjunto adverbial de tempo. 
a) Com certeza havia um erro no papel do banco. 
b) No dia seguinte Fabiano voltou à cidade. 
c) Na porta, (...) enganchou as rosetas das 
esporas. 
d) Não deviam trata-las assim. 
e) O que havia era safadeza. 
 
27. (U.E.Londrina-PR) Assinale a alternativa 
correspondente ao período onde há agente da 
passiva. 
a) O rapaz foi preso por um investigador, 
compadre do Bertolão. 
b) O coração não resistiu à prova. 
c) Não o sabíamos doente. 
d) Tão grande e forte, não era resistente à bebida. 
e) Seu apartamento fora interditado poucas horas 
depois do crime. 
 
28. Os verbos destacados em “...escreveria meu 
nome em um papel e faria contas com um lápis 
na mão” são respectivamente: 
a) transitivo direto e indireto – ligação 
b) transitivo direto – transitivo direto 
c) intransitivo – transitivo direto 
d) transitivo direto e indireto – transitivo direto e 
indireto 
e) transitivo indireto – transitivo direto 
 
29. (FEI-SP) Em: “Pagar-lhe-ei a dívida, João”. O 
verbo pagar é: 
a) transitivo direto e indireto 
b) transitivo direto 
c) transitivo indireto 
d) intransitivo 
e) aposto 
 
 
 
 
 
Amado Deus da paz, nossa confiança esta 
em ti. Ajuda-nos a guardar pacientemente 
pela Tua resposta, no Teu tempo. 
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 Algum tempo hesitei se devia abrir estas 
memórias pelo principio ou pelo fim, isto é, se poria 
em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha 
morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo 
nascimento, duas considerações me levaram a 
adotar diferentes métodos: a primeira é que eu não 
sou propriamente um autor defunto, mas um 
defunto autor, para quem a campa foi outro berço; 
a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante 
e mais novo. Moisés, que também contou a sua 
morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: 
diferença radical entre este livro e o Pentateuco.. 
(Machado de Assis, in Memórias Póstumas 
de BrásCubas) 
 
01. Pode –se afirmar, com base nas idéias do autor-
personagem, que se trata: 
a) de um texto jornalístico 
b) de um texto religioso 
c) de um texto cientifico 
d) de um texto autobiográfico 
e) de um texto teatral 
 
02. Para o autor-personagem, é menos comum: 
a) começar um livro por seu nascimento 
b) não começar um livro por seu nascimento, nem 
por sua morte. 
c) começar um livro por sua morte. 
d) não começar um livro por sua morte 
e) começar um livro ao mesmo tempo pelo 
nascimento e pela morte. 
 
03. Deduz-se do texto que o autor-personagem: 
a) está morrendo 
b) já morreu 
c) não quer morrer 
d) não vai morrer 
e) renasceu. 
 
04. As semelhanças entre o autor e Moises é que 
ambos:é que ambos: 
a) escreveram livros 
b) se preocupam com a vida e a morte 
c) não foram compreendidos 
d) valorizam a morte 
e) falam sobre suas mortes 
 
05. A diferença entre o autor e Moisés é que: 
a) o autor fala da morte; Moises, da vida. 
b) o livro do autor é de memórias; o de Moisés, 
religioso. 
c) o autor começa pelo nascimento; Moisés, pela 
morte. 
d) Moisés começa pelo nascimento; o autor, pela 
morte. 
e) o livro do autor é mais novo e galante do que o 
de Moisés. 
 
06. Deduz-se pelo texto que o Pentateuco: 
a) não fala da morte de Moisés. 
b) foi lido pelo autor do texto. 
c) foi escrito por Moisés. 
d) só fala da vida de Moisés. 
e) serviu de modelo ao autor do texto. 
07. Autor defunto está para campa, assim como 
defunto autor para: 
a) intróito 
b) principio 
c) cabo 
d) berço 
e) fim 
 
08. Dizendo-se um defunto autor, o autor destaca 
seu (sua): 
a) conformismo diante da morte. 
b) tristeza por se sentir morto. 
c) resistência diante dos obstáculos trazidos pela 
nova situação 
d) otimismo quanto ao futuro literário 
e) atividade apesar de estar morto 
 
 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
 Não existe essa coisa de um ano sem 
Senna, dois anos sem Senna... Não há calendário 
para a saudade. 
(Adriana Galisteu, no Jornal do Brasil) 
 
01. Segundo o texto, a saudade: 
a) aumenta a cada ano. 
b) é maior no primeiro ano. 
c) é maior da data do falecimento 
d) é constante 
e) incomoda muito. 
 
02. A segunda oração do texto tem um claro valor: 
a) concessivo d) condicional 
b) temporal e) proporcional 
c) causal 
 
03. A repetição da palavra não exprime: 
a) dúvida d) confiança 
b) convicção e) esperança 
c) tristeza 
 
04. A figura que consiste na repetição de uma 
palavra no inicio de cada membro da frase, 
como no caso da palavra não, chama-se: 
a) anáfora 
b) silepse 
c) sinestesia 
d) pleonasmo 
e) metonímia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Graças, Senhor, pelas bênçãos de cada dia. 
Perdoa-nos por as tomarmos como 
garantidas e por nos lamuriarmos. Ajuda-
nos a nos contentarmos em nossos 
pensamentos e palavras. Em nome de Jesus. 
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PARNASIANISMO 
 
 A poesia parnasiana zelava sobretudo pela 
composição perfeita do verso, procurando fugir dos 
cacoetes? românticos, como a banalidade dos 
temas o descuido das composições, que seriam 
sanados pela razão, pela ciência e pelos valores que 
a sociedade cultivava. O papel do poeta seria 
esculpir o poema, criar o Belo, sem preocupações de 
origem social ou moral. Entre seus representantes, 
no Brasil podemos citar: Alberto de Oliveira, 
Raimundo Correia, Olavo Bilac, entre outros. 
 
CARACTERÍSTICAS DO PARNASIANISMO 
 
• perfeição na forma 
• Correção e equilíbrio da linguagem 
• Sobriedade no emprego de figuras. 
• Musicalidade dos versos 
• Emprego de rimas raras. 
• Fuga dos sentimentos vagos 
• Riqueza vocabular 
• Ênfase discritiva nos pequenos objetos 
(vasos, estatuetas, ...) 
• Culto da beleza escultural 
• Simplicidade artística 
• Culto da “arte pela “arte”. 
• Preferência pela forma soneto 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
VASO GREGO 
 
Esta, de áureos relevos, trabalhada 
De divas mãos, brilhante copa, um dia, 
Já de aos deuses servir como cansada, 
Vinda do Olimpo,? a um novo deus servia. 
 
Era o poeta de Teos? que a suspendia 
Então e, ora repleta ora esvazada?, 
A taça amiga aos dedos seus tinia. 
Toda de roxas pétalas colmada? 
 
Depois... Mas o lavor da taça dmira. 
Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas 
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce. 
 
Ignota? voz, qual se da antiga lira 
Fosse a encantada música das cordas, 
Qual se essa a voz de Anacreonte fosse. 
 
(Alberto de Oliveira) 
 
 
? cacoetes – Mau habito corporal; sestro; trejeito; momice; 
tique. 
? Olimpo – segundo a mitologia grega, morada dos deuses. 
? Poeta de Teos – referencia a Anacreonte, poeta grego 
natural de Teos (séc. VI aC), famoso por suas canções de 
amor irônicas e melancólicas. 
? esvazada – esvaziada. 
? colmada – coberta, cheia. 
? ignota –ignorada, desconhecida. 
01. Aponte três características parnasianas 
presentes no texto. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
Leia atentamente este outro poema parnasiano: 
 
REMORSO 
 
Às vezes uma dor me desespera... 
Nestas ânsias? e dúvidas em que ando, 
Cismo? e padeço, neste outono, quando 
Calculo o que perdi na primavera 
 
Versos e amores sufoquei calando, 
Sem os gozar numa explosão sincera... 
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera 
Mais viver, mais pensar e amar cantando! 
 
Sinto o que esperdicei na juventude; 
Choro neste começo de velhice, 
Mártir? da hipocrisia? ou da virtude. 
 
Os beijos que não tive por tolice, 
Por timidez o que sofrer não pude, 
E por pudor? os versos que não disse! 
 
(Olavo Bilac) 
 
 
02. Nesse poema, temos um “eu” que lamenta, na 
idade madura, certas coisas que deixou de fazer 
quando jovem: 
a) Quais as metáforas que indicam essas duas fases 
da vida? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
b) Que tipo de lamentação é feita pelo poeta? 
______________________________________
______________________________________
______________________________________
______________________________________ 
 
 
 
 
 
? ânsia – aflição; desejo ardente; perturbação causada pela 
incerteza. 
? cismo – prevenido; desconfiado. 
? mártir – pessoas que sofreu tormentos ou a morte por 
sustentar a fé cristã; indivíduo que sofre por causa de 
suas crenças ou opiniões; pessoa que sofre muito. 
? hipocrisia – afetação de uma virtude, de um sentimento 
louvável que não se tem; impostura; fingimento; falsa 
devoção. 
? pudor – sentimento de pejo ou timidez, produzido pelo que, 
pode ferir a decência, a honestidade ou a modéstia; 
vergonha; seriedade. 
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21
03. As coisas que o “eu” do soneto não fez 
corresponder atitudes fundamentais para 
qualquer ser humano. São elas: 
a) cismar, padecer, calcular. 
b) sufocar, calar, gozar. 
c) amar, sofrer, compor. 
d) viver, pensar e amar. 
e) chorar, sofrer, dizer. 
 
04. (FEI-SP) São características do Parnasianismo, 
do qual Olavo Bilac é legitimo representante: 
a) Predomínio da razão, individualismo. 
b) Determinismo biológico, retorno à Idade Média. 
c) Culto da forma, arte pela arte. 
d) Objetividade, sentimentalismo exagerado. 
e) Nenhuma das alternativas. 
 
05. (FESP) A designação “arte pela arte” aplica-se a 
quetipo de tendência: 
a) Conceptivista 
b) Cultista 
c) Parnasiana 
d) Simbolista 
e) Modernista 
 
06. (CENTEC-BA) Todos os itens apresentam 
características do Parnasianismo, exceto: 
a) Prevalência de formas de composição poética. 
b) Anseio de liberdade criadora 
c) Preocupação com a perfeição formal. 
d) Gosto pela precisão descritiva 
e) Ideal de objetividade no tratamento dos temas. 
 
07. Assinale a informação correta. 
a) Embora o Parnasianismo buscasse a perfeição 
da forma, não conseguiu superar a liberdade e o 
descuido da forma dos românticos. 
b) Superar o sentimento, doentio já dos 
românticos, foi a única preocupação do 
Parnasianismo. 
c) Embora o Parnasianismo seja a poesia da Escola 
Realista, não se preocupou com a objetividade 
ou com a fidelidade ao objeto. 
d) Para o Parnasianismo valiam somente os temas 
que não tivessem sido explorados antes, não 
dando nenhum valor aos temas nacionais. 
e) nda 
 
08. Abandonou os cursos de Medicina e Direito para 
dedicar-se ao jornalismo e à literatura. Estreou 
em 1888, com Poesias, obra que de imediato, o 
consagrou. Estamos nos referindo a que 
representante da nossa 
literatura. 
a) Raimundo Correia 
b) Olavo Bilac 
c) Machado de Assis 
d) Monteiro Lobato 
e) Vicente de Carvalho 
 
 
 
 
 
 
 
SIMBOLISMO 
 
 Consultando o “Novo Dicionário de Língua 
Portuguesa”, de Aurélio Buarque de Holanda, vamos 
encontrar: 
SÍMBOLO 
 1. Aquilo que, por semelhança, representa 
ou substitui outra coisa. 2. Aquilo que, por sua 
forma ou sua natureza, evoca, representa ou 
substituiu num determinado contexto, algo abstrato 
ou ausente. 3. Aquilo que tem valor evocativo, 
mágico, místico. 
 
 Daí podemos concluir que o símbolo 
representa ou substitui alguma coisa, geralmente 
abstrata; evoca, traz alguma coisa à imaginação, à 
lembrança; pode ter valor mágico, místico e pode 
admitir mais de uma interpretação. 
 
 Assim, a literatura simbolista nos apresenta, 
basicamente, todas essas características. Diferencia-
se, nesse aspecto, do Parnasianismo – objetivo, 
claro quase cientifico e aproxima-se da 
subjetividade dos românticos do começo do século. 
 Essa literatura surgiu nas duas últimas 
décadas do século XIX, na Europa, período em que 
a sociedade se apoiava principalmente em duas 
classes sociais: os capitalistas, que viviam de lucros, 
e uma classe média em crise. 
 Marcada por intenso progresso cientifico e 
tecnológico, a economia da época, no entanto, não 
conseguiu escapar de uma profunda crise que 
atingia o continente – é o período da Grande 
Depressão. 
 Surgem os partidos socialistas, que pregam 
o fim do capitalismo, atraindo para suas 
organizações a classe operária, enfraquecida depois 
de um século de industrialização. 
 O materialismo, do período anterior, 
começa a ser questionado e, desse questionamento, 
emergem valores esquecidos, que voltam a ser 
cultivados: 
• A metafísica: que a ciência expulsara da 
filosofia 
• O misticismo, o sonho, a fé, a religião. 
• A análise do subconsciente e do 
inconsciente. 
 
Como características do Simbolismo 
podemos observar: 
• Conteúdo das obras relacionado com o 
espiritual, o místico e o subconsciente. 
• Concepção mística da vida. 
• Interesse maior pelo particular e individual do 
que pelo geral ou pelo universal. 
• Tom altamente poético. 
• Tentativa de afastamento da realidade e da 
sociedade contemporânea. 
• Conhecimento intuitivo e não lógico. 
• Ênfase na imaginação e na fantasia. 
• Desprezo à Natureza em troca do místico e do 
sobrenatural. 
• Arte pela arte. 
• Pouco interesse pelo enredo e ação na 
narrativa. Linguagem ornada, colorida, 
Obrigada, Senhor, pela força que tu nos 
dás para enfrentarmos as decisões 
importantes. Amém. 
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exótica?, poética, com palavras escolhidas 
pelo ritmo e sonoridade. 
 
Os principais representantes do Simbolismo 
no Brasil são: Cruz e Souza, Alphonsus de 
Guimarães e Emiliano Perneta, poeta paranaense. 
 
Para completar o estudo sobre Simbolismo 
leia com atenção os poemas a seguir: 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
AMOR 
 
Nas largas mutações? perpétuas do universo 
o amor é sempre o vinho energético, irritante... 
Um lago de luar nervoso e palpitante... 
Um sol dentro de tudo altivamente imerso. 
 
Não há para o amor ridículos preâmbulos?, 
nem mesmo as convenções as mais superiores; 
e vamos pela vista assim como os noctâmbulos? 
a fresca exalação salúbrica das flores... 
 
e somos uns completos, celebres artistas 
na obra racional do amor – na heroicidade, 
com essa intrepidez? dos sábios transformistas. 
 
Cumprimos uma lei que a selva nos dirige 
e amamos com vigor e vitalidade, 
a cor, os tons, a luz que a natureza exige!... 
 
(Cruz e Souza, Obra completa. 
 Rio de janeiro, Aguilar, 1961) 
 
 
 
CÁRCERE DAS ALMAS 
 
Ah! Toda alma num cárcere ?anda presa, 
Soluçando olhando, entre as grades 
No calabouço? olhando imensidades, 
Mares, estrelas, tardes, natureza. 
 
Tudo se veste de uma igual grandeza 
Quando a alma entre grilhões as liberdades 
Sonha e, sonhando, as imortalidades 
Rasga no etéreo? Espaço da Pureza. 
 
 
 
 
? exótica – que não é indígena; estrangeiro; esquisito; 
extravagante; desajeitado; alienígena. 
? mutações – mudança; alteração; substituição; volubilidade; 
inconstância; variação devida a alguma alterações da 
constituição hereditária com aparecimento de caráter 
inexistente nas gerações anteriores. 
? Preâmbulo – introdução; prefácio; exposição inicial; 
discurso preliminar; parte preliminar de uma lei. 
? noctâmbulo – que anda de noite; noctívago; sonâmbulo. 
? intrepidez – coragem; destemor; afoiteza; audácia. 
? cárcere – prisão subterrânea; cadeia; masmorra; 
? calabouço – cárcere; masmorra; prisão subterrânea. 
? etéreo – sublime; puro; elevado; celeste. 
Ó almas presas, mudas e fechadas 
Nas prisões colossais e abandonadas, 
Da Dor no calabouço, atroz?, funéreo?! 
 
Nesses silêncios solitários, graves, 
Que chaveiro do Céu possui as chaves 
Para abrir-vos as portas do Mistério?! 
 
(Cruz e Souza, Obra completa. 
 Rio de janeiro, Aguilar, 1961) 
 
01. Com relação ao soneto Cárcere das Almas é 
correto afirmar que: 
a) O cárcere das almas é Deus. 
b) O cárcere das almas é o infinito 
c) O cárcere das almas é o corpo 
d) O cárcere das almas é o espaço 
e) O cárcere das almas é o calabouço. 
 
02. Voltando ao poema podemos firmar que o 
poeta: 
a) Explica claramente qual é o cárcere das almas. 
b) Sugere, de maneira simbólica, qual é esse 
cárcere. 
c) Se compadece das almas abandonadas. 
d) Compara a grandiosidade das almas ao infinito. 
e) Invoca o chaveiro do céu para libertar as almas. 
 
03. Através de muita simbologia, o poeta nos revela 
que a alma sonha com: 
a) imensidades, mares, calabouços, grilhões, 
grades, pureza. 
b) Trevas, grades, calabouço, mares, estrelas, 
natureza. 
c) Grilhões, liberdades, imortalidades, prissões, 
chaveiro, mistério. 
d) Cárcere, trevas, grades, calabouços, mares, 
estrelas. 
e) Imensidade, mares, estrelas, natureza, 
imortalidade, pureza. 
 
04. O conceito de vida sugerido em Cárcere das 
Almas: 
a) O da existência da verdadeira vida, no céu, após 
a morte 
b) a vida é triste e repleta de sofrimentos. 
c) Os grilhões que nos prendem à vida são fortes. 
d) As almas presas, mudas e fechadas sofrem 
muito. 
e) A vida tem que ser silenciosa para serem 
abertas as portas do céu. 
 
05. Compare os poemas Amor e Cárcere das 
Almas. Qual deles é mais ritmado? Explique. 
______________________________________
______________________________________
____________________________________________________________________________
______________________________________ 
 
 
 
 
? atroz – que não tem piedade; desumano; cruel; pungente; 
monstruoso; feroz. 
? funéreo – fúnebre. 
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06. No poema Amor, o poeta sugere que: 
a) O amor é formal e intransigente. 
b) O amor é boêmio e sábio. 
c) O amor é instável, volúvel. 
d) O amor não respeita convenções. 
e) O amor nos torna artistas vigorosos. 
 
 
TESTE 
 
01. Do imenso mar maravilhoso, amargos 
 marulhos murmurem compungentes, 
 Cânticos virgens de emoções latentes 
 Do sol nos mornos, mórbidos letargos... 
 
 A estrofe acima apresenta características de um 
poeta: 
a) Romântico 
b) Barroco 
c) Modernista 
d) Simbolista 
e) Parnasiano. 
 
02. (PUC-RS) 
 O ser que é ser e que jamais vacila 
Nas guerras imortais entre sem susto 
Leva consigo este brasão augusto 
Do grande amor, da grande fé tranqüila 
Os abismos carnais da triste argila 
Ele os vence sem ânsia e sem custo 
Fica sereno, num sorriso justo, 
Enquanto tudo em derredor oscila. 
 
Fugindo do mundo material, a poesia simbolista 
de Cruz e Souza, como ilustram as duas 
estrofes, busca a: 
a) Utopia 
b) Transcendência 
c) Amargura 
d) Humildade 
e) Saudade 
 
03. (PUC-RS) 
Mãos que os lírios invejam; mãos eleitas 
Para aliviar de Cristo os sofrimentos 
Cujas velas azuis parecem feitas 
Da mesma essência astral dos óleos bentos. 
 
O vocabulário litúrgico, a religiosidade, a 
musicalidade da estrofe acima vinculam-na ao 
a) Romantismo d) Impressionismo 
b) Parnasianismo e) Modernismo 
c) Simbolismo 
 
04. (F. Objetivo-SP) A negação do Positivismo, do 
Materialismo e das estéticas nelas 
fundamentadas; a criação poética como fruto do 
inconsciente, da intuição, da sugestão, da 
associação de imagens e idéias; o tom vago, 
impreciso, nebuloso; o uso acentuado de 
sinestesias e intensa musicalidade são 
características do: 
a) Realismo d) Romantismo 
b) Simbolismo e) Parnasianismo 
c) Naturalismo 
 
05. (UEL-PR) Assinale a alternativa que contém 
apenas características da estética Simbolista. 
a) Temática social; hermetismo; valorização dos 
tons fortes; materialismo; antítese. 
b) Temática intimista; ocultismo; valorização dos 
tons fortes; espiritualidade; sinestesia. 
c) Temática intimista; hermetismo; valorização do 
branco e da transparência; espiritualidade 
sinestesia. 
d) Temática bucólica; hermetismo; valorização do 
branco e da transparência; espiritualidade; 
antítese. 
e) Temática bucólica; ocultismo; valorização das 
tonalidades verdes; materialismo; sinestesia. 
 
06. (UFV-MG) 
Eternas, imortais, origens vivas 
da Luz, do Aroma, segredantes vozes 
do mar e luares de contemplativas 
vagas visões, volúpicas, velozes... 
 
Aladas alegrias sugestivas 
De asa radiante e branca de albornozes, 
tribos gloriosas, fúlgidas, altivas, 
de condores e de águias e albatrozes 
 
Espiritualizai nos Astros louros, 
Do sol entre os clarões imorredouros 
toda esta dor que na minh’alma clama... 
 
Quero vê-la, subir cantando 
Nas chamas das Estrelas, dardejando 
Nas luminosas sensações da chama 
 
(Cruz e Souza) 
 
Das alternativas que seguem, apenas uma NÃO 
corresponde à leitura interpretativa do poema. 
Assinale-a: 
a) Visão objetiva da realidade, em que a técnica 
sobrepõe-se à imaginação. 
b) Preferência por uma luminosidade que torna os 
elementos nebulosos e imprecisos. 
c) Valorização da sinestesia, acentuando a 
correspondência entre imagens acústicas, 
visuais e olfativas. 
d) Sublimação, através dos astros, de toda a dor 
que a alma clama. 
e) Predomínio da sugestão e uso de símbolos para 
a representação do mundo. 
 
07. (FMU/FIAM-SP) O poeta simbolista tem outra 
visão da natureza e do mundo. Para ele, o que 
importa é: 
a) a impassibilidade, o rigor formal, a busca da 
perfeição. 
b) a valorização do gosto burguês, o nacionalismo, 
a tradição 
c) a realidade social, o combate ao idealismo, o 
racionalismo 
d) o elemento pitoresco, o final inesperado, a 
caricatura 
e) a analogia profunda entre a realidade aparente 
e a realidade oculta das coisas, a sugestão, a 
musicalidade 
 
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GRAMÁTICA 
IDENTIFICAÇÃO DO PERIODO 
SIMPLES E COMPOSTO 
 
PERÍODO 
 É o conjunto de termos que constitui um 
pensamento completo. Pode-ser: 
 
SIMPLES 
 Possui uma oração. A lua clareava o campo 
 
COMPOSTO 
 Possui duas ou mais orações. Falava 
devagar, mas não escondia sua inquietação (2 
orações) 
 
 Para a formação do período composto 
podemos usar dois processos sintáticos: a 
coordenação ou subordinação. 
 
 Na coordenação, as orações se sucedem 
igualitariamente, sem que umas dependam 
sintaticamente das outras. 
 
 O período composto por coordenação é 
constituído de orações independentes. Estas, ou 
vêm ligadas pelas conjunções coordenativas, ou, 
estão simplesmente justapostas, isto é, sem 
conectivo que as enlace. 
Ex.: O Guerreiro cristão atravessou a cabana 
/ e sumiu-se na treva. Agachou-se, / 
apanhou uma pedra / e atirou-a. 
 
 Na subordinação, pelo contrário, há orações 
que dependem sintaticamente de outras, isto é, que 
são termos (sujeito, objeto, complemento, etc) de 
outras. 
 O período composto por subordinação 
consta de uma oração principal e de uma ou mais 
orações dependentes ou subordinadas. 
 Ex.: 
• Malha-se o ferro / enquanto está quente. 
Malha-se o ferro = oração principal 
enquanto está quente = oração 
subordinada. 
 
• Estavam reunidos / porque precisavam 
discutir o assunto. 
Estavam reunidos = oração principal 
porque precisavam discutir o assunto = 
oração subordinada. 
 
 
ORAÇÕES COORDENADAS 
 
ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS 
 
 São aquelas que não possuem conjunção: 
• Entrou, olhou a todos, tornou a sair 
apressadamente. (três orações coordenadas 
assindéticas). 
 
 
 
 
ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS 
 
 São aquelas que se unem através de 
conjunções coordenativas. Classificam-se em: 
 
COORDENADAS ADITIVAS 
Expressam idéia de adição, de soma ou de 
seqüência de ações. 
Unem-se por conjunções aditivas. 
 Principais conjunções: e, nem (e não), não 
só... mas também, não só... como também 
• Estuda e trabalha. 
• Não estuda nem trabalha. 
• Não só deves molhar as plantas, mas 
também adubá-las. 
 
COORDENADAS ADVERSATIVAS 
 São aquelas que dão idéia de oposição, de 
contraste 
 Unem-se por conjunções adversativas. 
 Principais conjunções: mas, porém, 
contudo, todavia, no entanto, entretanto. 
• O caminho era longo, no entanto era 
agradável. 
• “O professor é muito gentil, porém ninguém 
me tira da cabeça que ele é palmeirense.” 
(Lourenço Diaféria) 
 
COORDENADAS ALTERNATIVAS 
 Dão idéia de escolha, de alternativa. 
 Unem-se por conjunções alternativas. 
 Principais conjunções: ou, ou...ou, já...já, 
quer...quer. 
• Irá à festa ou ira ao cinema. 
• Venha agora ou perderá a vez. 
• Quer você queira quer não queira, sairei 
agora. 
 
COORDENADAS CONCLUSIVAS 
 São aqueles que uma conclusão. 
 Unem-se por conjunções conclusivas. 
 Principais conjunções: portanto, logo, por 
conseguinte, pois (após o verbo), por isso, 
• Vives mentindo, logo não mereces fé. 
• Tudo esta em ordem, portanto não devemos 
nos preocupar. 
 
COORDENADAS EXPLICATIVAS 
 Exprimem um motivo, uma razão, uma 
explicação. 
 Unem-se por conjunções explicativas. 
 Principais conjunções: que, porque, pois 
(antes do verbo). 
• Toma um táxi, pois estás atrasado• Leve-lhe flores, que ela aniversaria amanhã. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ORAÇÃO SUBORDINADAS 
 
ORAÇÃO SUBORDINADA E ORAÇÃO PRINCIPAL 
 
 A oração subordinada vem sempre 
dependente de uma outra, chamada oração 
principal. 
 Exemplo: 
• Pedi / que tivessem calma. 
Pedi = oração principal. 
que tivesse calma = oração subordinada. 
 
 A primeira oração é principal porque pede, 
sintaticamente, um termo que a segunda possui. 
A segunda oração é subordinada porque 
completa o sentido da primeira, da qual depende, 
funcionando como objeto direto. 
 
 OBS.: Só existe oração principal em período 
em que há oração subordinada. 
 
 As orações subordinadas classificam-se em: 
adverbiais, adjetivas e substantivas. 
 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 
 
 As subordinadas adverbiais classificam-se 
de acordo com as conjunções que as introduzem. 
Portanto, classificam-se em: 
 
CAUSAIS 
 Expressam causa, motivo, razão do evento 
registrada pelo verbo da oração principal. 
 Principais conjunções: porque, pois que, 
visto como, visto que, já que, uma vez que, desde 
que, como, porquanto etc. 
• Não fará inscrição, visto que não possui 
documentos. 
• Já que você esta em casa, cuide das crianças. 
 
 
COMPARATIVAS 
 Fazem uma comparação com a ação 
registrada pelo verbo da ação principal. 
Representam o segundo termo de uma 
comparação. 
 Principais conjunções: como, assim como 
feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que 
(= como), tal e qual, (tal) qual, (tal) como, (tão ou 
tanto) como, (mais ou menos) que, (mais ou 
menos) do que, (tanto ou tão) quanto etc 
• Está tão interessado quanto seu irmão. 
• “Os olhos falam mais que a boca.” (Otto Lara 
Resende) 
 
CONCESSIVAS 
 Expressam uma concessão à idéia 
registrada pelo verbo da oração principal, ou seja, 
concedem a possibilidade de uma oposição, de um 
fato novo, mesmo que contraditório. 
 Exprimem um fato que se concede, que se 
admite. 
Principais conjunções: embora, ainda que, 
conquanto, mesmo que, por mais que se bem que, 
em que (=embora), dado que, nem que, sem que 
(+ embora não), por mais que, por menos que etc. 
• Embora seja tarde, irá visitar o amigo. 
• Coma, meu filho, nem que seja um 
pouquinho. 
• Foi condenado sem que pudesse apresentar 
as provas de sua inocência. 
 
CONDICIONAIS 
 Indicam um fato necessário à ocorrência, ou 
não, da ação expressa pelo verbo da oração 
principal. Exprimem, portanto, uma hipótese ou 
uma condição. 
Principais conjunções: se, caso, contanto 
que, salvo se, sem que (= se não), a menos que, a 
não ser que, dado que, desde que, que. 
• Caso telefonem, me avise. 
• Não poderei encontrar essa rua, a menos 
que você me desenhe o caminho. 
• Irei a praia, contanto que não chova 
 
CONFORMATIVAS 
 Indicam um acordo, uma conformidade 
entre o acontecimento que exprimem e a ação 
registrada pelo verbo da oração principal. 
Estabelecem, portanto, um acordo ou uma 
conformidade entre os eventos enunciados nas 
orações 
 Principais conjunções: conforme, como 
(=conforme), segundo, consoante. 
• Segundo me contaram, não há 
sobreviventes. 
• Conforme a pesquisa, 88% dos alunos 
passaram. 
 
CONSECUTIVAS 
 Expressam um efeito, um resultado, uma 
conseqüência resultante da ação registrada pelo 
verbo da oração principal. 
 Principais conjunções: que (normalmente 
precedido de termos intensificadores: tão, tanto, tal, 
tamanho), de modo que, de sorte que, de maneira 
que, de forma que etc. 
• Fazia tanto frio, que meus dedos estavam 
endurecidos. 
• Essa gente fazia um barulho tal que 
assustava os transeuntes. 
 
FINAIS 
 Expressam o objetivo, a finalidade da ação 
registrada pelo verbo da oração principal. 
 Principais conjunções: para que, a fim de 
que, que (= para que), porque etc. 
• Expliquei a situação, a fim de que a jovem 
compreendesse tudo. 
• Acenei-lhe para que se aproximasse. 
 
PROPORCIONAIS 
Expressam proporcionalidade em relação ao 
verbo da oração principal. 
Principais conjunções: à proporção que, à 
medida que, ao passo que, quanto mais... mais, 
quanto menos... menos etc. 
• Á medida que ouvia os conselhos, acalma-
se. 
• Quanto mais o povo sabe, mais quer saber. 
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TEMPORAIS 
 Expressam uma circunstância de tempo em 
relação ao fato registrado pelo verbo da oração 
principal. 
 Principais conjunções: quando, enquanto, 
sempre que, logo que, antes que, assim que, cada 
vez que, depois que, até que etc. 
• Cada vez que saia de casa, esquecia as 
chaves e os óculos. 
• Retificariam o traçado, logo que tivessem os 
dados da estrada. 
 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
 
 As orações subordinadas adjetivas são as 
que têm o valor e a função dos adjetivos. São 
introduzidas, normalmente, pelos pronomes 
relativos: que (o qual, a quais, as quais), quem, 
cujo, onde (no qual, na qual) e referem-se a um 
termo antecedente que pode ser um substantivo ou 
pronome. 
 Ex.: Há coisas / que nos convém. 
 
 Há dois tipos de orações subordinadas 
adjetivas: explicativas e restritivas. 
 
EXPLICATIVAS 
 Explicam ou esclarecem, à maneira de 
aposto, o termo antecedente, atribuindo-lhe uma 
qualidade que é inerente, ou acrescentando-lhe uma 
informação desnecessária. 
 Esse tipo de oração adjetiva sempre se 
apresenta separada da oração principal por virgulas. 
• Meu pai, que é meu amigo, sempre me 
auxilia. 
• Aquele aluno, que sempre foi estudioso, 
passou nos exames vestibulares. 
 
RESTRITIVAS 
 São aquelas que, funcionando como um 
adjetivo, restringem a significação de um 
substantivo ou pronome da oração principal, 
particularizando-o. Elas têm valor de adjuntos 
adnominais, não podem ser omitidas, pois são 
indispensáveis ao sentido do período, e não se 
apresentam isoladas por vírgulas. 
• O jovem que se esforça progride. 
• Escolheu o caminho que era mais curto. 
• A candidata que se 
interessar venha 
procura-me. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS 
 
 Começam por uma conjunção integrantes. 
Têm o valor e função de um substantivo, por isso, 
podem ser classificadas como: 
 
SUBJETIVAS 
 É aquela que funciona como sujeito da 
oração principal. Os verbos que comumente 
aparecem nesse tipo de oração são: 
? os usados na 3ª pessoa do singular: ser, 
admirar, preocupar, cumprir, acontecer, 
parece, convir, ungir, importar etc.; 
? os que se apresentam na voz passiva, 
tanto na analítica como na sintética: 
esperar, saber, provar, decidir, constatar, 
anunciar, dizer etc. 
• Constatou-se que a verdade dos fatos era 
outra. 
• É prudente / que você tenha boa educação. 
• Convém / que estudes. 
• Seria melhor / que te apressasses. 
 
 
OBJETIVAS DIRETAS 
 É aquela que funciona como objeto direto 
da oração principal. 
• Não sei /se disse isso / a você. 
• Ele julga / que o rapaz é inocente. 
• Quero / que representes a classe. 
 
OBJETIVAS INDIRETAS 
 É aquela que funciona como objeto 
indireto da oração principal. É sempre introduzida 
por preposição. 
• Eu não me oponho / a que ele viaje. 
• Lembre-se / de que haverá a reunião. 
• O homem insistia / em que eu levasse o livro. 
 
PREDICATIVAS 
 É aquela que funciona como predicativo da 
oração principal, na qual aparece o verbo de ligação, 
mais comumente p verbo ser. 
• Eu não sou / quem você pensa 
• Isto parece / que vai longe. 
• Seu receio / era que chovesse. 
 
COMPLETIVAS NOMINAIS 
 É aquela que funciona como complemento 
nominal de um substantivo ou de um adjetivoda 
oração principal. Também é regida de preposição. 
• Tive medo / de que você fosse reprovado. 
• Tenho a certeza / de que ele virá. 
• Temos esperança / de que dê tudo certo para 
você. 
 
APOSITIVAS 
 É aquela que funciona como aposto de um 
termo da oração principal. 
• Explicou sua teoria: / que o sol explodirá. 
• Só desejo uma coisa: / que vivam felizes. 
• Só lhe peço isso: / não me queira mal. 
 
 
 
Se tomar as asas da alva, 
Se habitar nas extremidades do mar, 
Até ali a tua mão me guiará 
E a tua destra me susterá. 
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QUADRO RESUMO 
 
QUADRO DOS TIPOS DE PERIODO 
PERÍODO SIMPLES • Oração absoluta 
 
PERÍODO COMPOSTO 
• por coordenação 
• por subordinação 
• por coordenação e subordinação 
 
 
 
QUADRO DOS TIPOS DE ORAÇÃO 
ORAÇÃO ABSOLUTA 
 
 
ORAÇÃO COORDENADA 
• SINDÉTICA 
 
• aditiva 
• adversativa 
• alternativa 
• conclusiva 
• explicativa 
• SUBSTANTIVA • subjetiva 
• objetiva direta 
• objetiva indireta 
• predicativa 
• completiva nominal 
• apositiva 
• ADJETIVA • restritiva 
• explicativa 
 
 
 
 
 
 
 
ORAÇÃO SUBORDINADA 
• ADVERBIAL • condicional 
• causal 
• comparativa 
• conformativa 
• concessiva 
• final 
• consecutiva 
• proporcional 
• temporal 
 
 
 
ORAÇÕES REDUZIDAS 
 
Até agora, analisamos orações 
subordinadas, que são introduzidas por com junção 
ou pronome relativo, tendo o verbo no modo 
indicativo, imperativo ou subjuntivo. Essas orações 
são chamadas de desenvolvidas. 
 As vezes, porém, as orações subordinadas 
não se iniciam por conjunção subordinativa nem por 
pronome relativo e têm o verbo numa das formas 
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Essas 
orações são chamadas de reduzidas. Veja alguns 
exemplos: 
• É necessário / conversarmos com o professor. 
 
or. subordinada reduzida de 
infinitivo 
 
• É necessário / que conversarmos com o 
professor. 
 
or. subordinada desenvolvida 
 
 
 
 
 
 
• Chegando a Porto Alegre, / telefone-me. 
 
or. subordinada reduzida de gerúndio 
 
• Quando chegar a Porto Alegre, / telefone-me. 
 
or. subordinada desenvolvida 
 
 
• Acabadas as provas, / fomos comemorar. 
 
or. subordinada reduzida de participio 
 
• Quando acabaram as provas, / fomos 
comemorar. 
 
or. subordinada desenvolvida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Eu sou a luz do mundo; quem me segue 
não andará nas trevas; pelo contrario, 
terá luz da vida” (João 8.12) 
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ORAÇÃO REDUZIDAS DE INFINITIVO 
 
 Podem vir ou não precedidas de preposição. 
Eis alguns tipos de oração subordinada reduzida de 
infinitivo. 
 
ADVERBIAL 
1. Subjetiva • Era difícil andar. 
• Seria necessário atualizar 
permanentemente a definição 
de pobreza. (Milton Santos) 
2. Objetiva 
direta 
• Os editores resolveram não 
divulgar a notícia. 
3. Objetiva 
indireta 
• O único objetivo dos alunos 
consistia em passar de ano. 
4. Completiva 
nominal 
• Sentiu vontade de sair do 
palco. 
5. Predicativa • Seu único objetivo é divertir-
se. 
6. Apositiva • Prometi-lhes apenas isto: 
espera-los até às dez horas. 
 
ADJETIVA 
• Comprei uma máquina de lavar roupa. 
 
 
ADVERBIAL 
1. Causal • Morreu de tanto tossir. 
• Por serem preguiçosos, não 
leram o livro. 
2. Concessiva • Apesar de sentir medo, 
enfrentou à situação. 
3. Condicional • Não entre sem apresentar 
documento. 
4. Consecutiva • A demissão do chefe foi 
complicada, a ponto de causar 
revolta nos funcionários. 
5. Final • O contribuinte precisa fazer 
controle dos gastos para não 
ter surpresa. (Folha de S. Paulo) 
6. Temporal • Ao começar o século, ainda 
éramos um satélite da França. 
(Nosso século) 
 
ORAÇÕES REDUZIDAS DE GERÚNDIO 
 
 Podem ser adjetivas e adverbiais: 
 
ADJETIVA 
• Encontrei os alunos dançando no meio da sala. 
 
ADVERBIAL 
1. Causal • Não vendo o semáforo, bateu 
o carro 
2. Concessiva • Estando despreparado, passou 
no vestibular. 
3. Condicional • Havendo demanda, haverá 
produção maior (Visão) 
4. Modal • Por aqui passou Garrincha, 
inventando dribles e alegrias. 
(Armando Nogueira) 
 
 
 
 
ORAÇÕES REDUZIDAS DE PARTICIPIO 
 
 Também podem ser adjetivas ou adverbiais: 
 
ADJETIVA 
• O gato dormia sobre a roupa jogada no chão. 
 
ADVERBIAL 
1. Temporal • Acabada a reunião, fomos ao 
clube. 
2. Causal • Decepcionado com o trabalho, 
mudou de profissão. 
3. Concessiva • Advertido do perigo, 
continuava lutando. 
4. Condicional • Aceitas as condições do 
contrato, estaríamos 
arruinados. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. (Fuvest-SP) Assinalar a alternativa apresenta 
orações de mesma classificação que as deste 
período: “Não se descobriu o erro, e Fabiano 
perdeu os estribos”. 
a) Pouco a pouco o ferro do proprietário queimava 
os bichos de Fabiano. 
b) Foi até a esquina, parou, tomou fôlego. 
c) Depois que aconteceu aquela miséria, temia 
passar ali. 
d) Tomavam-lhe o gado quase de graça e ainda 
inventavam juro. 
e) Não podia dizer em voz alta que aquilo era um 
furto, mas era. 
 
02. No período “Paredes ficaram tontas, animais 
enlouqueceram e as plantas caíram”, temos: 
a) duas orações coordenadas assindéticas e uma 
oração subordinada substantiva; 
b) três orações subordinadas substantivas; 
c) três orações coordenadas; 
d) quatro orações; 
e) uma oração principal e duas orações 
subordinadas. 
 
03. “Podem acusar-me: estou coma consciência 
tranqüila”. 
 Os dois pontos (:) do período acima poderiam 
ser substituídos por vírgula, explicitando-se o 
nexo entre as duas orações pela conjunção: 
a) portanto d) pois 
b) e e) embora 
c) como 
 
04. Julgue os itens quanto à correta classificação 
das orações: 
a) Não sei o que fiz ? adjetiva restritiva 
b) Ainda que estude, não passará ? adverbial 
condicional 
c) Como não me ouviram, gritei ? adverbial 
conformativa. 
d) Assim que a vi, perdi o rumo ? adverbial 
temporal. 
e) Ela tanto pediu que foi atendida ? adjetiva 
restritiva. 
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05. (Fuvest-SP) Dentre os períodos transcritos 
abaixo, um é composto por coordenação e 
contém uma oração coordenada sindética 
adversativa. Assinalar a alternativa 
correspondente a este período: 
a) A frustração cresce e a desesperança não cede. 
b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a 
crítica pungente ou a auto-absorvição? 
c) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, 
temos riqueza suficiente para distribuir. 
d) Em termos mundiais somos irrelevantes como 
potencia econômica, mas ao mesmo tempo 
extremamente representativos como população. 
e) nda. 
 
06. (Unimep-SP) “Mauro não estudou nada e foi 
aprovado!” Apesar de “e”, normalmente aditivo, 
a oração destacada é: 
a) adversativa 
b) conclusiva 
c) explicativa 
d) alternativa 
e) causal; 
 
07. “Nossa má-consciência espoja-se na cama da 
insônia: esse homem fez o que tínhamos 
vontade de fazer e nunca ousamos.” 
 A primeira e a terceira orações são, 
respectivamente: 
a) coordenada sindética e subordinada substantiva; 
b) coordenada sindética e subordinada adjetiva; 
c) coordenada assindética e coordenada 
assindética; 
d) coordenada assindética e subordinada adjetiva; 
e) coordenada assindética e subordinada 
substantiva. 
 
08. Eis as armas de que tanto gostas. 
 Classifique a oração grifada usando a seguinteconvenção: 
a) oração principal 
b) oração coordenada 
c) oração subordinada adjetiva 
d) oração subordinada substantiva 
e) oração subordinada adverbial 
 
09. No período 
“Ele, que nasceu rico, acabou na miséria”, a 
oração grifada é: 
a) coordenada sindética explicativa; 
b) subordinada adjetiva explicativa; 
c) subordinada adjetiva restritiva; 
d) subordinada adverbial comparativa; 
e) coordenada sindética conclusiva. 
 
10. Fiz-lhe sinal que se calasse. 
 A oração grifada classifica-se como: 
a) subordinada adverbial final; 
b) subordinada adverbial concessiva; 
c) subordinada adverbial consecutiva; 
d) subordinada adverbial 
comparativa; 
e) subordinada adverbial temporal. 
 
 
 
11. Bebia que era uma lástima. 
 A oração grifada classifica-se como: 
a) subordinada adverbial final 
b) subordinada adverbial concessiva 
c) subordinada adverbial consecutiva; 
d) subordinada adverbial comparativa 
e) subordinada adverbial temporal 
 
12. No período: É necessário que tenhamos 
confiança no próximo”. a oração grifada é: 
a) subordinada substantiva objetiva direta; 
b) subordinada substantiva subjetiva 
c) subordinada substantiva predicativa; 
d) subordinada adjetiva restritiva. 
e) subordinada adverbial temporal. 
 
13. No período ; “Sou favorável a que o prendam”, 
a oração grifada é: 
a) subordinada substantiva completiva, nominal. 
b) subordinada substantiva objetiva direta. 
c) subordinada substantiva objetiva indireta. 
d) coordenada sindética explicativa. 
e) subordinada substantiva subjetiva. 
 
14. (Cescea-SP) Em: “Verdades há que não devem 
ser publicadas.” a oração destacada é: 
a) subordinada substantiva objetiva direta. 
b) subordinada substantiva predicativa. 
c) subordinada relativa adjetiva. 
d) subordinada substantiva completiva nominal. 
e) subordinada reduzida. 
 
15. (Fuveste-SP) No período: “Ainda que fosse 
bom jogador, não ganharia a partida.” a 
oração destacada encerra idéia de: 
a) causa d) proporção 
b) concessão e) temporal 
c) condição 
 
16. (FEI-SP) Indique a alternativa que apresenta 
uma oração subordinada substantiva apositiva: 
a) Ele falou: “eu o odeio”. 
b) Não preciso de você: sei viver sozinho. 
c) Sabendo que havia um grande estoque de 
roupas na loja, quis ir vê-las: era doida por 
vestidos novos. 
d) Fez três tentativas, alias, quatro. Nada 
conseguiu. 
e) Havia apenas um meio de salva-la: falar a 
verdade. 
 
17. (FESP) Em relação ao trecho: “Ao sir o enterro, 
abraçou-se ao caixão, aflita: vieram tirá-la e 
levá-la para dentro”, é incorreto afirmar que: 
a) há uma oração subordinada adverbial. 
b) uma das orações é reduzida de infinitivo. 
c) trata-se de um período composto por 
coordenação e subordinação. 
d) há apenas uma oração coordenada sindética. 
e) a primeira oração é principal. 
 
 
 
 
 
 
Quando nos arriscamos a fazer o que 
Deus nos pede, vivenciamos bênçãos 
inesperadas. 
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18. (Fuvest-SP) “Maria das Dores entra e vai abrir o 
comutador. Detenho-a: não quero luz.” 
 Os dois pontos ( : ) usados acima estabelecem 
uma relação de subordinação entre as orações. 
Que tipo de subordinação? 
a) temporal d) concessiva 
b) final e) conclusiva 
c) causal 
 
19. (Internet – Vestibular)Basta arrumar o homem 
(...) e o mundo fica arrumado! A noção expressa 
pela primeira oração, em relação à segunda é: 
a) concessão d) comparação 
b) causa e) condição 
c) tempo 
 
20. “A lua estava cercada de um halo cor de leite. Ia 
chover.” O sujeito da oração “Ia chover” é: 
a) determinado: a chuva d) inexistente 
b) indeterminado e) oracional 
c) oculto 
 
21. Em: “Não tenho conhecimento da denuncia” o 
termo grifado é: 
a) objeto indireto 
b) objeto direto 
c) sujeito 
d) complemento nominal 
e) agente da passiva 
 
22. (MACKENZIE) Classifique a oração grifada: 
“Sem estudar”, você será reprovado”. 
a) reduzida de infinitivo, concessiva 
b) reduzida de infinitivo, conformativa 
c) reduzida de infinitivo, condicional 
d) subordinada adverbial causal 
e) subordinada adverbial temporal. 
 
23. (MACKENZIE) Na frase: “Não vendo o poste, 
colidiu com ele”, a oração grifada encerra a 
idéia de: 
a) concessão d) modo 
b) causa e) finalidade 
c) condição 
 
24. (MACKENZIE) Classifique a oração grifada: 
“Sabendo que seria preso, ainda assim saiu à 
rua.” 
a) reduzida de gerúndio, conformativa 
b) subordinada adverbial condicional 
c) subordinada adverbial causal 
d) reduzida de gerúndio, concessiva 
e) reduzida de gerúndio, final. 
 
25. (CESCEA) No período: “Não só chorou mas 
também bateu o pé”, há: 
a) oração subordinada concessiva 
b) oração subordinada comparativa 
c) oração coordenada alternativa 
d) oração coordenada aditiva 
e) oração coordenada adversativa 
 
26. No período simples, a oração é chamada: 
a) simples d) assindética 
b) sindética e) principal 
c) absoluta 
PRÉ-MODERNISMO 
 
 
MOMENTO HISTÓRICO 
 
 
 Enquanto a Europa se prepara para a 
Primeira Guerra Mundial, o Brasil começa a viver, a 
partir de 1894, um novo período de sua história 
republicana: com a posse do paulista Prudente de 
Morais, primeiro presidente civil, inicia-se a 
“República do café-com-leite”, dos grandes 
proprietários rurais, em substituição à “República da 
Espada” (governos do Marechal Deodoro e do 
Marechal Floriano). É a época áurea da economia 
cafeeira no Sudeste; é o momento da entrada de 
grandes levas de imigrantes, notadamente os 
italianos; é o esplendor da Amazônia, com o ciclo da 
borracha; é o surto de urbanização de São Paulo. 
 Os antigos escravos eram marginalizados e 
os imigrantes europeus que chegavam para 
trabalhar nas lavouras ou nas indústrias recém-
criadas eram submetidos a condições de trabalho 
aviltantes?. O Nordeste vivia a estagnação 
econômica e bandos de cangaceiros assaltavam 
propriedades. As secas levavam à morte milhares de 
sertanejos e outros tantos eram facilmente 
arregimentados na formação de seitas místicas, 
lideradas por beatos ou conselheiros, tornando-se 
fanáticos?, pela desesperança e pela crença numa 
solução divina para males que, na verdade, tinham 
origem econômica. 
 
 
 
 Mas toda esta prosperidade vem deixar 
cada vez mais claros os fortes contrastes da 
realidade brasileira. É, também, o tempo de 
agitações sociais. Do abandonado Nordeste parte, 
os primeiros gritos de revolta. Em fins do século 
XIX, na Bahia, ocorre a revolta de Canudos, tema de 
Os Sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros 
anos do século XX, o Ceará é palco de conflitos, 
tendo como figura central o padre Cícero, o famoso 
 
? aviltantes – humilhados; deprimido; desonrado; 
desprezado. 
? fanático – Quem se julga inspirado por Deus, que se 
dedica exageradamente a alguém ou alguma coisa. 
Excesso zelo religioso; faccionismo partidário; adesão 
cega a uma doutrina; dedicação excessiva; paixão. 
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“Padim Ciço”; em todo o sertão vive-se o tempo do 
cangaço, com a figura lendária de Lampião. 
 
 
 
 O Rio de Janeiro assiste, em 1904, a uma 
rápida mas intensa revolta popular, sob o pretexto 
aparente de lutar contra a vacinação obrigatória 
idealizada por Oswaldo Cruz; na realidade, tratava-
se de uma revolta contra o alto custo de vida, o 
desemprego e os rumos da República. Em 1910, há 
outra importante rebelião, desta vez dos 
marinheiros liderados por João Cândido, o 
“almirante negro”, contra o castigo corporal, 
conhecida como a “Revolta da Chibata”. Ao mesmo 
tempo, em São Paulo, as classes trabalhadoras,sob 
a orientação anarquista?, iniciam os movimentos 
grevistas por melhores condições de trabalho. 
 Essas agitações são sintomas da crise na 
“República do café-com-leite”, que se tornaria mais 
evidente na década de 1920, servindo de cenário 
ideal para os questionamentos da Semana de Arte 
Moderna. 
 
CARACTERÍSTICAS 
 
 Apesar de o Pré-Modernismo não constituir 
uma “escola literária”, apresentando 
individualidades muito fortes, com estilos às vezes 
antagônicos? – como é o caso, por exemplo, de 
Euclides da Cunha e de Lima Barreto -, podemos 
perceber alguns pontos em comum entre as 
principais obras pré-modernistas: 
? apesar de alguns conservadorismos, são obras 
inovadoras, apresentando uma ruptura com 
o passado, com o academismo; a linguagem 
de Augusto dos Anjos, ponteada de palavras 
“não poéticas” como cuspe, vômito, escarro, 
vermes era uma afronta à poesia parnasiana 
ainda em vigor; 
? a denuncia da realidade brasileira, negando o 
Brasil literário herdado do Romantismo e do 
Parnasianismo; o Brasil não oficial do sertão 
 
? anarquista – partidário do anarquismo; anarquia – negação 
do principio da autoridade; Doutrina baseada numa 
apreciação otimista da natureza humana, e segundo o qual 
se considera o governo ou a dominação como um mal. 
? antagônicos – contrario, oposto, inimigo. 
nordestino, dos caboclos interioranos, dos 
subúrbios, é o grande tema do Pré-
Modernismo; 
? o regionalismo, montando-se um vasto painel 
brasileiro: o Norte e o Nordeste com Euclides 
da Cunha; o Vale do Paraíba e o interior 
paulista com Monteiro Lobato; o Espírito Santo 
com Graça Aranha; o subúrbio carioca com 
Lima Barreto; 
? os tipos humanos marginalizados: o sertanejo 
nordestino, o caipira, os funcionários públicos, 
os mulatos; 
? uma ligação com fatos políticos, econômicos e 
sociais contemporâneos, diminuindo a 
distância entre a realidade e a ficção. São 
exemplos: Triste fim de Policarpo Quaresma, 
de Lima Barreto (retrata o governo de Floriano 
e a Revolta da Armada), Os sertões de 
Euclides da Cunha (um relato da Guerra de 
Canudos), Cidades mortas de Monteiro Lobato 
(mostra a passagem do café pelo Vale do 
Paraíba paulista), e Canaã, de Graça Aranha 
(um documento sobre a imigração alemã no 
Espírito Santo). 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Que revoltas marcam a história do Brasil na 
última década do século XIX e nos princípios do 
século XX? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Que classe era o sustentáculo do poder civil nas 
primeiras décadas da República? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Qual era a situação da classe trabalhadora nas 
primeiras décadas da República? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. O que se entende por Pré-Modernismo? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Que fatos podem ser tomados para assinalar, 
didaticamente, os limites da literatura pré-
modernista no Brasil? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
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06. O que se pode criticar em muitos escritores do 
período compreendido entre o final do século 
XIX e as primeiras décadas do século XX? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
07. (FCC-BA) Obra pré-modernista eivada de 
informações históricas e cientificas, primeira 
grande interpretação da realidade brasileira, 
que, buscando compreender o meio áspero em 
que vivia o jagunço nordestino, denunciava uma 
campanha militar que investia contra o 
fanatismo religioso advindo da miséria e do 
abandono do homem do sertão. Trata-se de: 
a) O Sertanejo, de José de Alencar. 
b) Pelo Sertão, de Afonso Arinos. 
c) Os sertões, de Euclides da Cunha 
d) Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. 
e) Sertão, de Coelho Neto. 
 
08. O regionalismo foi uma características marcante 
dos autores brasileiros do inicio do século XX. 
Escreva, com relação a cada autor, a região por 
ele retratada, bem como uma de suas obras 
características: 
a) Euclides da Cunha 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
b) Monteiro Lobato 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
c) Lima Barreto 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
09. O Pré-Modernismo, apesar de alguns 
conservadorismo, são obras inovadoras, 
apresentando: 
a) a fuga da matéria e a busca da região do 
espírito. 
b) ruptura com o passado. 
c) linguagem figurada 
musical, colorida e rica. 
d) Fidelidade ao abjeto, 
sem desfigurá-la. 
e) preocupação cientifica 
dos fenômenos 
apresentados. 
 
 
 
 
 
 
 
LIMA BARRETO 
 
 
 Lima Barreto, 
contrariando os seus 
contemporâneos, 
procurou nas classes 
populares e no 
desmarcaramento da 
vida cotidiana da 
pequena burguesia a 
matéria dos seus 
romances e contos. 
Isto, aliado ao sarcasmo 
com o qual ironizava os 
políticos e literatos da 
época, fez com que 
fosse pouco apreciado 
no seu tempo. Seu 
desprezo ao 
artificialismo e à 
retórica parnasiana 
levou-o a escrever 
numa linguagem 
simples, algumas vezes 
até desleixada, o que 
lhe valeu muitas 
criticas. Porém, deixou-
nos um valioso registro 
do Rio de Janeiro da sua 
época. 
 Dentre os seus 
romances, destacam-se 
Recordações do escrivão 
Isaías Caminha, obra 
que denuncia a 
preconceito racial, a 
mediocridade e a falsa 
concepção de imprensa 
e literatura; Numa e a ninfa, que segundo Francisco 
de Assis Barbosa, “é o mais belo poema em prosa 
que já se escreveu sobre o Rio de Janeiro, na 
descrição da sua vida urbana e suburbana”, e tem 
como inspiração a trama política que levaria à 
presidência o marechal Hermes da Fonseca; e Triste 
fim de Policarpo Quaresma, romance do qual 
extraímos o texto a seguir. 
 
OBRAS 
 
ROMANCE 
? Recordações do escrivão Isaias Caminha 
(1909) 
? Triste fim de Policarpo Quaresma (1915) 
? Numa e a ninfa (1915) 
? Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919) 
? Os bruzundangas (1923) (póstumo) 
? Clara dos Anjos (1948) (póstumo) 
 
CONTO 
? Histórias e Sonhos (1920) 
 
Obs.: As obras de Lima Barreto tiveram, na 
época, pouca aceitação. O modernismo, porem, 
valorizou-as e o autor conquista, dia a dia, mais 
admiradores. 
Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras! 
Todas as cousas fizeste com sabedoria; 
Cheia está a terra das tuas riquezas. 
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TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA 
(Lima Barreto) 
 
 Triste fim de Policarpo Quaresma conta a 
história de um nacionalista ingênuo, Policarpo 
Quaresma, que acredita em um Brasil forte, rico e 
soberano, e quer salvá-lo dos políticos corruptos. 
Entretanto, esse exaltado patriotismo só provoca 
risos e acaba por custar-lhe o internamento num 
hospício. Tendo apoiado o marechal Floriano, volta-
se contra o seu governo por considerá-lo 
incompetente e desumano. Ao presenciar a escolha 
de antiflorianistas para fuzilamento, escreve, 
indignado, uma carta ao presidente. No dia 
seguinte, é preso e fuzilado. 
 
 Desde dezoito anos o tal patriotismo lhe 
absorvia e por ele fizera a tolice de estudar 
inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram 
grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria 
para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? 
Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. 
Foi? Não. Lembrou-se das suas coisas de tupi, do 
folklore?, as suas tentativas agrícolas... Restava 
disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! 
Nenhuma! 
 O tupi encontrou a incredulidade geral, o 
riso, a mofa?, o escárnio?; e levou-o à loucura. 
Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não 
eram ferazes e ela não era fácil como diziam os 
livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo 
se fizera combatente, o que achara? Decepções. 
Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não 
a viu combater como feras? Pois não a via matar 
prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida 
era uma decepção, uma série, melhor, um 
encadeamento de decepções. 
 A pátria que quisera ter era um mito; era 
um fantasma criado por ele no silencio do seu 
gabinete. Nem a física, nem a moral, nem a 
intelectual, nem a política que julgava existir, havia. 
A que existia de fato, era a do Tenente Antonino, a 
do doutor Campos, a do homem do Itamarati?. 
 E bem pensando, mesmo na sua pureza, o 
que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a 
sua vida norteado? por uma ilusão, por uma idéia a 
menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma 
Deusa cujo império de 
esvaia?? 
 
(LIMA BARRETO, Triste fim de 
Policarpo Quaresma. 
11ª ed. São Paulo, Ática, 1993. p. 
175.) 
 
 
 
? folklore (folclore) – estudo e conhecimento das tradições 
de um povo, expressas nas suas lendas, crenças, canções e 
costumes. 
? mofa - zombaria 
? escarnio – menosprezo; mofa; zombaria. 
? Itamarati – Nome do palácio que, no Rio de Janeiro, serviu 
de sede do Ministério das Relações Exteriores. 
? norteado – orientar, guiar. 
? esvair – dissipar, desaparecer. 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. O texto retrata Policarpo Quaresma: o 
“Nacionalista”. 
a) Identifique características que comprovem essa 
afirmação. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
b) Como este traço de Quaresma repercute nas 
pessoas? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. O que Policarpo Quaresma pensa sobre a índole 
do povo brasileiro? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Explique com suas palavras “A pátria que 
quisera ter era um mito”. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Que sonha Quaresma defendeu em toda sua 
vida? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. (UFPB) No romance Triste fim de Policarpo 
Quaresma: 
I O narrador apresenta-se na terceira pessoa, 
relatando fatos vividos pelo protagonista, 
sempre a se debater por objetivos inatingíveis. 
II O narrador, personagem principal da história, à 
custa da própria vida, toma consciência da 
realidade degradada em que vive. 
III O narrador, personagem secundário da 
história, conta a trajetória do major Quaresma 
na sua luta em defesa dos valores nacionais. 
IV O narrador, onisciente, revela os pensamentos 
mais íntimos do personagem principal. 
 
Estão corretas somente 
as afirmativas: 
a) I e II 
b) I e III 
c) I e IV 
d) II e III 
e) II e IV 
 
 
 
 
 
 
 
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06. (CESCEM-SP) Triste fim de Policarpo Quaresma, 
de Lima Barreto é: 
a) um livro de memórias em que a personagem-
título, através de um artifício narrativo, conta as 
atribulações de sua vida até a hora da morte. 
b) a história de um visionário e nacionalista 
fanático que busca, ingenuamente, resolver 
sozinho os males sociais de seu tempo. 
c) uma autobiografia, em que o autor, sob a capa 
da personagem-título, expõe sua insatisfação 
em relação à burocracia carioca. 
d) o relato das aventuras de um nacionalista 
ingênuo e fanático que lidera um grupo de 
operação no inicio dos tempos republicanos. 
e) o retrato da vida e morte de um humilde 
burocrata, conformado, a contragosto, com a 
realidade social de seu tempo. 
 
07. (UFVi-MG) Assinale a alternativa que estabelece 
uma perfeita correlação entre as colunas: 
(1) poeta romântico da primeira fase 
(2) poeta romântico byroniano 
(3) poeta romântico condoreiro 
(4) poeta parnasiano 
(5) poeta simbolista 
(6) romancista pré-modernista 
(7) autor de Os sertões 
 
( ) Lima Barreto 
( ) Olavo Bilac 
( ) Cruz e Souza 
( ) Euclides da C unha 
( ) Gonçalves de Magalhães 
( ) Álvares de Azevedo 
( ) Castro Alves 
 
a) 3, 4, 6, 7, 1, 2, 5 
b) 6, 1, 7, 3, 5, 2, 4 
c) 7, 1, 4, 3, 2, 5, 6 
d) 6, 4, 5, 7, 1, 2, 3 
e) 5, 6, 4, 7, 1, 2, 3 
 
08. (UFRGS-RS) Lima Barreto é um autor que se 
caracteriza por criar tipos: 
a) rústicos, ligados ao campo 
b) aristocratas, ligados ao campo 
c) aristocratas, ligados à cidade 
d) burgueses, ligados à cidade 
e) populares, ligados ao subúrbio. 
 
09. (UFPA) A segunda metade do século XIX 
caracterizou-se aqui no Brasil por uma 
confluência de vários estilos de época, por vezes 
até contraditórios entre si. Neste período temos, 
por exemplo, 
manifestações de: 
a) simbolista 
b) impressionista 
c) parnasiano 
d) ultra-romântico 
e) romântico 
 
 
 
 
 
EUCLIDES DA CUNHA 
 
 
 Sua obra 
máxima é Os 
Sertões, um ensaio 
sociológico e 
histórico em torno 
da Guerra de 
Canudos. Fatores 
geográficos, raciais 
e históricos 
determinam as 
ações dos jagunços 
rebeldes. Na 
primeira parte – A 
terra -, o autor 
analisa o 
condicionamento 
geográfico com o 
clima exercendo um 
papel 
preponderante na 
formação do meio e 
do homem, produto 
desse meio. Aborda 
o problema 
geológico do sertão, 
principalmente 
baiano, 
descrevendo a 
terra; estudando o 
clima, as secas, a 
flora da região; 
examinando a 
problemática do 
semideserto. Na 
segunda parte – O 
homem -, temos a 
análise da 
miscigenação e seus 
efeitos. Trata da 
formação racial do 
brasileiro, frisando a 
gênese do sertanejo 
– comparado 
magistralmente em 
sua vida, 
procedimento, 
rações e trabalho com o gaúcho. Na última parte – 
A luta-, a descrição do conflito resultante. Contudo, 
o autor peca pelo estilo retórico-discursivo, muitas 
vezes barroco e pomposo, mas que de modo algum 
retira o alto nível e a importância de Os sertões, no 
qual se percebe a formação positivista e a óptica 
determinista do escritor. 
 É difícil enquadrar a obra de Euclidesnesta 
ou naquela escola literária. O estilo é vibrátil, 
nervoso, vivo e irônico. As figuras e comparações 
surpreendem. O vocabulário é preciso, vastíssimo, 
bizarro, às vezes. O período, por isso, é com 
freqüência rebuscado. São freqüentes os períodos 
longos. 
 
 
 
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35
OBRAS 
 
ROMANCE 
? Os sertões (1902) 
? Peru versus Bolívia (1907) 
? Contrastes e confrontos (1907) 
? A margem da história (1909) 
? Canudos: diário de uma expedição(1939) 
publicação póstuma. 
 
 
TEXTO: O HOMEM 
 
 De repente, uma variante trágica. 
 Aproxima-se a seca. 
 O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao 
ritmo singular com que se desencadeia o flagelo?. 
 Entretanto não foge logo, abandonando a 
terra a pouco e pouco invadida pelo limbo? 
candente? que irradia do Ceará. 
 Buckle, em página notável, assinala a 
anomalia? de se não afeiçoar nunca, o homem, às 
calamidades naturais que o rodeiam. Nenhum povo 
tem mais pavor aos terremotos que o peruano; e no 
Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado 
pelas vibrações da terra. 
 Mas o nosso sertanejo, faz exceção à regra. 
A seca não o apavora. É um complemento à sua 
vida tormentosa, emoldurando-a em cenários 
tremendos. Enfrenta-a, estóico?. Apesar das 
dolorosas tradições que conhece através de um 
sem-número de terríveis episódios, alimenta a todo 
o transe esperanças de uma resistência impossível. 
 
CUNHA, Euclides da, Os sertões, 29 ed. Rio de 
Janeiro, Francisco Alves, 1979. p. 92 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Como Euclides da Cunha representa o 
sertanejo? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Estabeleça diferença entre o sertanejo e o 
peruano. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
 
? flagelo – azzorrague; açoite; chicote; chibata; calamidade; 
castigo; peste; tortura; filamento vibrátil de certos 
protozoários, dos espermatozóides e de algumas outras 
células. 
? limbo – orla, rebordo; extremidade. 
? candente – em brasa; que esta queimando, ardendo, 
inflamando. 
? anomalia – anormalidade. 
? estóico – impassível diante da dor ou do infortúnio. 
03. Por que Buckie caracteriza como uma 
“anomalia” quando se fere refere ao sertanejo? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Destaque do texto uma passagem que 
demonstra ser o flagelo da seca algo repetitivo e 
bastante conhecido pelo sertanejo. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Cite três obras de Euclides da Cunha. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
06. Com relação à linguagem, o que caracteriza a 
obra de Lima Barreto? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
07. Ainda com relação à linguagem, qual a 
característica da obra Os sertões, de Euclides da 
Cunha? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
08. Associe: 
A – século XVII 
B – século XVIII 
C – século XIX 
D – século XX 
 
1. ( ) Romantismo 
2. ( ) Seiscentismo 
3. ( ) Arcadismo 
4. ( ) Modernismo 
5. ( ) Realismo 
6. ( ) Naturalismo 
7. ( ) Parnasianismo 
 
09. Não aparece na obra Os 
Sertões: 
a) Antônio Conselheiro 
b) Policarpo Quaresma 
c) Moreira César 
d) Marechal Floriano 
e) Canudos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome. 
Grande é o Senhor, e muito digno de louvor. 
A sua grandeza é inescrutável. 
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MONTEIRO LOBATO 
 
 
 Lobato é, sem 
duvida, o maior escritor 
da literatura infanto-
juvenil brasileira. Com 
ele ocorre uma 
verdadeira revolução no 
gênero, até então 
marcada por textos de 
preocupação moralistas, 
patrióticas e ufanistas, 
que, ao invés de 
divertirem as crianças, 
procuravam doutriná-las. 
 Ao rejeitar os 
modelos tradicionais, 
levou as crianças a se 
divertirem com reflexão, 
modernidade e 
assimilação de valores 
universais. Sua produção 
infanto-juvenil constitui a 
parte mais importante da 
sua obra. 
 Embora Monteiro 
Lobato fosse um homem 
que acreditasse no 
progresso, cometeu o 
equivoco momentâneo de 
criticar os modernistas de 
22, de buscavam uma 
arte de reforma. 
 Formou-se em 
Direito em São Paulo. 
Depois de breve tempo 
como promotor dedica-se 
à agricultura, não 
obtendo êxito. É nesta 
época que escreve os 
primeiros contos, 
aproveitando o 
abundante material que 
colhe em contato com os 
caboclos do vale do 
Paraíba. Cria a figura 
imortal do Jeca Tatu. 
 
 
 Em 1917 estabelece-
se em São Paulo, onde se 
entrega à atividade de editor. 
Luta pelo “pregresso social e 
mental de nossa gente”. 
Promove o livro brasileiro. 
Ficou célebre a campanha de 
Lobato pela exploração do 
petróleo e ferro nacionais. 
 
 É o criador da 
Literatura Infantil brasileira. 
Construiu um verdadeiro 
universo infantil, vivificando 
os brinquedos da criança. 
Suas obras infantis são 
conhecidas em numerosos 
países. 
 Como contista é 
comparado a Machado de 
Assis. Gozou e goza de 
imensa popularidade. O 
estilo de Lobato é 
inconfundível, dá vida a tudo 
que conta. O vocabulário é 
vasto, rico, adequado, 
incorporando naturalmente 
os regionalismos. A ironia é 
freqüente. Às vezes, chega à 
dramaticidade e ao patético. 
A inquirição psicológica não 
o preocupa. 
 
OBRAS 
 
CONTOS: 
? Urupês (1918) 
? Cidades mortas (1919) 
? Negrinha (1920) 
? A onda verde (1921) 
? Mundo da lua (1923) 
? O macaco que se fez homem (1923) 
 
LITERATURA INFANTO-JUVENIL 
? A Chave do Tamanho 
? As caçadas de Pedrinho 
? A reforma da natureza 
? Memórias de Emília 
? O poço do Visconde 
? O pica-pau amarelo 
? O saci 
? Os 12 trabalhos de Hércules 
? O minotauro 
? Reinações de Narizinho 
? Viagem ao céu. 
? O Marques de Rabicó 
? Novas Reinações de Narinho 
? Aritmética da Emília 
 
ROMANCES 
? O choque das raças ou o presidente negro 
(1926) 
Obs.: Escreveu também crônicas e memórias de 
viagens. 
Charge feita por Belmonte, na qual 
Lobato faz uma "Campanha" pelo 
petróleo no Brasil 
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TEXTO: JECA TATU 
 
(Monteiro Lobato) 
 
 Em Urupês 
(1918), Monteiro 
Lobato cria a figura 
do Jeca Tatu, o 
caipira atrasado e 
indolente?. Mais 
tarde, Lobato se 
conscientiza de que 
o tipo era uma 
conseqüência de 
problemas 
socioeconômicos e 
da ausência de 
reformas que 
dessem ao homem 
do campo 
condições de 
desenvolvimento. 
 
Jeca Tatu em charge feita por Belmonte 
 
 Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no 
romance e feio na realidade! 
 Jeca mercador, Jeca lavrador, Jeca 
filosofo... 
 Quando comparece às feiras, todo mundo 
logo adivinha o que ele traz: sempre coisas que a 
natureza derrama pelo mato e ao homem só custa o 
gesto de espichar a mãoe colher (...) Nada mais. 
 Seu grande cuidado é espremer todas as 
conseqüências da lei do menor esforço – e nisto vai 
longe. 
 Começa na morada. Sua casa de sapé e 
lama faz sorrir aos bichos que moram em toca e 
gargalhar ao joão-de-barro. Pura biboca? de 
bosquímano?. Mobília, nenhuma. A cama é uma 
 
? indolente – negligente; sem atividade; ocioso; preguiçoso; 
vadio; desanimado. 
? biboca – casa humilde, com cobertura de palha. 
? bosquímano – individuo dos bosquímanos, povo sul-africano. 
espipada? esteira de peri? posta sobre o chão 
batido. 
 Às vezes se dá ao luxo de um banquinho de 
três pernas – para os hóspedes. Três pernas 
permitem equilíbrio; inútil, portanto, meter a 
quarta, o que ainda o obrigaria a nivelar o chão. 
Para que assentos, se a natureza os dotou de 
sólidos, rachados calcanhares sobre os quais se 
sentam? 
 Nenhum talher. Não é a munheca? um 
talher completo – colher, garfo e faca a um tempo? 
 Seus remotos? avós não gozaram maiores 
comodidades. Seus netos não meterão quarta perna 
ao banco. Para quê? Vive-se bem sem isso. 
 Se pelotas de barro caem, abrindo 
seteiras? na parede, Jeca não se move a repô-las. 
Ficam pelo resto da vida os buracos abertos, a 
entremostrarem nesgas? de céu. 
 Quando a palha do teto, apodrecida, greta? 
em fendas por onde pinga a chuva, Jeca, em vez de 
remendar a tortura, limita-se, cada vez que chove, a 
aparar numa gamelinha? a água gotejante... 
 Remendo... Para quê? se uma casa dura dez 
anos e faltam “apenas” nove para que ele abandone 
aquela? Esta filosofia economiza reparos. 
 
(MONTEIRO LOBATO, Urupês, São Paulo, 
Brasiliense, 1948. p. 245-6) 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. O que podemos concluir ao 
compararmos a personagem de 
Monteiro Lobato com o índio 
Peri, de José de Alencar, e os 
bravos e orgulhosos caboclos 
dos romances regionalistas do 
mesmo período? 
_____________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Em Jeca Tatu, Monteiro Lobato investe contra a 
idealização do caboclo, apontando algumas das 
suas características negativas. Qual delas é a 
mais criticada no texto? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
? espipada – esticada; estendida. 
? peri – (ou piri) – espécie de junco do qual se fazem 
esteiras; piripiri. 
? munheca - mão 
? remotos – antigo, distante. 
? seteiras - frestas 
? nesgas – pequeno espaço. 
? gretar - rasgar 
? gamelinha – vasilha de madeira ou barro. 
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03. “Jeca mercador, Jeca lavrador, Jeca filosofo...” 
Este parágrafo refere-se ao Jeca de Monteiro 
Lobato ou aos caboclos dos romances 
românticos? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Você crê que Monteiro Lobato queria chamar a 
atenção para uma realidade que deveria ser 
mudada ou pretendeu apenas ridicularizar o 
caboclo? Por quê? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Segundo você, que reformas e ações 
governamentais podem contribuir para a 
melhoria das condições de vida do homem do 
campo? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
06. A poesia pré-modernista: 
a) Foi francamente parnasiana, desprezando as 
diretrizes simbolistas. 
b) Foi tipicamente simbolista, mantendo-se 
distante da parnasiana. 
c) Embora de poucos autores importantes, 
apresenta um volume de obras bem superiores 
à prosa. 
d) Não pode desenvolver-se automaticamente, 
embora os grandes nomes da época Realista já 
não exercessem nenhuma influência. 
e) Foi de produção modesta em relação à prosa. 
Mas apresenta alguns nomes, como Augusto dos 
Anjos, que não podem ser relegados a um plano 
secundário. 
 
07. Quais as três obras regionalistas de Monteiro 
Lobato? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
AUGUSTO DOS ANJOS 
 
 A poesia de 
Augusto dos Anjos 
caracteriza-se pela 
crueza dos temas, que 
giram em torno da morte 
e da doença, focalizando 
hospitais, necrotérios, 
hospícios, cadáveres e 
micróexotismo da 
linguagem, carregada de 
vocábulos científicos e, 
por um agudo 
pessimismo diante da 
vida. Apesar de 
influenciado pelo 
Parnasianismo e pelo 
Simbolismo, antecipa 
“descobertas” moder-
nistas, tais como a 
desvinculação da palavra 
poética do seu 
compromisso com o 
belo, a utilização de 
frases nominais e de 
recursos impressionistas 
e expressionistas. À 
visão do mundo 
harmonioso das elites da 
época, da literatura 
“sorriso da sociedade”, 
Augusto dos Anjos 
contrapôs um outro, de 
decomposição, angustia 
e sofrimento, em que se 
percebe a inquietação 
filosófica do poeta sobre 
o enigma do Universo e 
da própria vida. 
 
 
 
TEMÁTICA MATERIALISTA 
 Augusto se inspira na matéria e no domínio 
desta sobre as coisas. O poeta vê-se preso, 
envolvido, corrompido e chamado por ela, minada 
ainda por uma angustia profunda e negativista. 
Assim não alcançou o espírito, o amor, o lirismo das 
coisas. 
 
VOCABULÁRIO CIENTIFICO 
 Augusto é o primeiro poeta que consegue 
empregar poeticamente, e com freqüência, palavras 
científicas (tiradas da Química, da Física e da 
Biologia), as únicas que, possivelmente, poderiam 
manifestar suas ideais materialistas. Veja, por 
exemplo, o texto Psicologia de um Vencido. 
 
 
OBRAS 
 
POESIA 
? Eu (1912) 
? Eu e outras poesias (1920), publicação 
póstuma. 
Deus nos ensina e nos fala por meio de 
nossas experiências diárias. 
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TEXTO: PSICOLOGIA DE UM VENCIDO 
 
Eu, filho do carbono e do amoníaco. 
Monstro de escuridão e rutilância?, 
Sofro, desde a epigênese? da infância, 
A influencia má dos signos do zodíaco. 
 
Profundissimamente hipocondríaco?, 
Este ambiente me causa repugnância?... 
Sobe-me à boca uma ânsia análoga? à 
ânsia 
Que se escapa da boca de um cardíaco. 
 
Já o verme – este operário das ruínas 
Que o sangue podre das carnificinas? 
Come e à vida em geral declara guerra, 
 
Anda a espreitar meus olhos para roê-los, 
E há de deixar-me apenas os cabelos, 
Na frialdade? inorgânica da terra! 
 
ANJO, Augusto dos. “Psicologia de um vencido”. In: 
Poesia e prosa. São Paulo, Ática, 1977, p. 64. 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Um dos elementos da renovação de Augusto dos 
Anjos é a desvinculação da palavra do seu 
compromisso com o belo, dessacralizando-a e 
incluindo vocábulos até então apoéticos.Que 
exemplos podemos retirar do texto para 
exemplificar essa afirmação? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. A incorporação de termos científicos na poesia 
de Augusto dos Anjos revela que tipo de 
influência? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Por influência simbolista – sobretudo de 
Baudelaire e sua poesia da decomposição -, a 
imagem da decadência é comum na poesia de 
Augusto dos Anjos. No poema, essa imagem se 
realiza no plano físico ou espiritual? Qual o seu 
agente? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
? rutilância - brilho 
? epigênese – teoria da formação dos seres por gerações 
graduais. 
? hipocondríaco – que tem mania de doença; triste; 
melancólico. 
? repugnância – qualidade de repugnante; escrúpulo, 
relutância; aversão; asco. 
? análoga – ponto de semelhança entre coisas diferentes. 
? carnificina – mortandade; extermínio. 
? frialdade – frieza; desinteresse. 
04. A angústia diante da vida, a imagem da 
decomposição da carne e a linguagem exótica – 
alguns dos elementos caracterizadores da poesia 
de Augusto dos Anos – estão presentes nesse 
poema. Exemplifique cada um deles com 
elementos do poema. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. A que autor pré-modernista se refere cada um 
dos comentários a seguir? 
a) “Os dramas humildes, as tragédias da classe 
média encontraram nele um grande, fiel e 
enternecido intérprete. Mas soube retratar, com 
agudeza e sarcasmo, os meios políticos e as 
redações dos jornais, mostrando aspectos 
curiosos e dolorosos.” (Fernando Góis) 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
b) “Vislumbrando na matéria orgânica uma vocação 
fatal para o sofrimento, o poeta concebia o 
espetáculo da vida como um permanente 
encaminhar-se para a dissolução.” (José Paulo 
Paes) 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
c) “Nesses capítulos informados pela mais exaustiva 
erudição cientifica (geológica, orográfica, 
climatológica, hidrográfica, botânica, zoológica, 
antropológica, etnográfica, folclórica, sociológica 
e, mesmo, psiquiátrica), tanta multiplicidade de 
fatos e de interpretações destina-se a iluminar, 
com a luz crua e violenta da evidência, o meio 
asperamente conflituoso em que sofre o jagunço 
nordestino.” (Alfredo Bosi) 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
d) “Os romances que escreveu e que no tempo não 
alcançaram a repercussão merecida porque o 
autor, como homem, vivia como que à margem 
da sociedade, mostram um escritor dos mais 
característicos que tivemos, um artista que tinha 
a paixão da sua cidade, dos bairros distantes, 
dos subúrbios de funcionários, num tempo em 
que as serenatas e o violão eram a nota 
pitoresca dos arrabaldes cariocas.” (Fernando Góis) 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
e) “Mesmo que sua poesia não tenha sido 
‘descoberta’ pelos primeiros modernistas, não 
há como negar, no Eu, a configuração de alguns 
procedimentos caracterizadores da 
transformação poética (em sentido amplo) 
desencadeada pelo Modernismo e por atitudes 
estéticas que lhe foram precursoras.” (Lúcia 
Helena) 
_________________________________________
_________________________________________ 
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40
f) “A contradição moderno-antimodernista leva-o a 
uma crítica injusta e violenta à pintura de Anita 
Malfatti, fato cultural mais importante antes da 
Semana da Arte Moderna.” (PUC-RS) 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
06. Que atitude comum caracteriza a postura 
literária de autores pré-modernistas como Lima 
Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e 
Euclides da Cunha? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
GRAÇA ARANHA 
 
 
 
Foi um dos 
membros fundadores da 
Academia Brasileira de 
Letras. 
Formado em 
Direito, foi aluno de Tobias 
Barreto, exerceu a 
magistratura no interior do 
Estado do Espírito Santo, 
fato que lhe iria fornecer 
matéria para um de seus 
mais notáveis trabalhos - o 
romance Canaã, publicado 
com grande sucesso 
editorial em 1902. 
Ao traçar-lhe o 
perfil o romancista Afrânio 
Peixoto se manifestara da 
seguinte forma: 
"Magistrado, diplomata, 
romancista, ensaísta, 
escritor brilhante, às vezes 
confuso, que escrevia 
pouco, com muito ruído." 
Na França 
publicou, em 1911, o 
drama Malazarte. De 1920, 
já no Brasil, é A estética da 
vida e, três anos mais 
tarde, A correspondência 
de Joaquim Nabuco e 
Machado de Assis. 
Na famosa 
Semana da Arte Moderna, 
realizada no Teatro 
Municipal de São Paulo, Graça Aranha profere, em 
13/02/1922, a conferência intitulada: "A emoção 
estética na arte moderna". 
Iniciou-se uma fase agitada nos círculos 
literários do país. Graça Aranha é considerado um 
dos chefes do movimento renovador de nossa 
literatura, fato que vai acentuar-se com a 
conferência "O Espírito Moderno", lida na Academia 
Brasileira de Letras, em 19 de junho de 1924, na 
qual o orador declarou: "A fundação da Academia foi 
um equívoco e foi um erro". 
O romancista Coelho Netto deu pronta 
resposta a Graça Aranha: "O brasileirismo de Graça 
Aranha, sem uma única manifestação em qualquer 
das grandes campanhas libertadoras da nossa 
nacionalidade, é um brasileirismo europeu, copiado 
do que o conferente viu em sua carreira diplomática, 
apregoado como uma contradição à sua própria 
obra." 
Em 18 de outubro de 1924, Graça Aranha 
comunicou o seu desligamento da Academia por ter 
sido recusado o projeto de renovação que elaborara: 
"A Academia Brasileira morreu para mim, como 
também não existe para o pensamento e para a 
vida atual do Brasil. Se fui incoerente aí entrando e 
permanecendo, separo-me da Academia pela 
coerência." 
Diplomata aposentado, Graça Aranha 
regressara ao Brasil pouco depois do término da 1ª. 
Guerra Mundial. 
O Acadêmico Afonso Celso tentou, em 19 de 
dezembro do referido ano, promover o retorno de 
Graça Aranha às lides acadêmicas. Este, contudo, 
três dias depois, agradeceu o convite, 
acrescentando: "A minha separação da Academia 
era definitiva", e, mais: "De todos os nossos colegas 
me afastei sem o menor ressentimento pessoal e a 
todos sou muito grato pelas generosas 
manifestações em que exprimiram o pesar da nossa 
separação". 
Em 1930 surgia Viagem Maravilhosa, 
derradeiro? romance do autor de Canaã, obra em 
que a opinião dos críticos da época se dividiu em 
louvores e ataques. 
 
OBRAS 
? Canaã (1902) romance 
? Estética da Vida (1921) ensaio 
? O Espírito Moderno (1925) ensaio 
? A Viagem maravilhosa (1927) romance 
 
 
TEXTO: CANAÃ 
 
 É a melhor obra de Graça Aranha. Tem 
como palco Porto do Cachoeiro, no Espírito Santo, 
onde o autor fora juiz. Os imigrantes alemães, 
Milkau e Lentz que muito se estimam, defendem 
teses opostas: o primeiro prega a paz, a igualdade e 
harmoniaentre os homens; o segundo defende a 
superioridade da raça ariana. O romance continua 
com a prisão de Maria, acusada de infanticídio?. 
Maria tinha sido expulsa de casa por ser mãe 
solteira e dera à luz em tal abandono que os porcos 
lhe devoraram a criança. Milkau salva-a e buscam 
ambos Canaã, onde não haverá maldade mas só 
amor. 
 
 Num desses passeios foram até uma 
colônia, que ainda não tinham visto. À porta estava 
 
? derradeiro – último; extremo; final; postimeiro. 
? infanticídio – assassínio do recém-nascido, morte dada a 
uma criança. 
José Pereira da 
Graça Aranha 
nasceu em 21 
de junho de 
1868, na 
capital do 
Estado do 
Maranhão, filho 
de Temistocles 
da Silva Maciel 
Aranha e de 
Maria da Glória 
da Graça. 
Faleceu no Rio 
de Janeiro, em 
26 de janeiro 
de 1931. 
 
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um ancião, que os convidou a repousar um pouco, 
e, enquanto a família se entretinha nos arranjos 
domésticos e no trato dos animais, os dois amigos 
ficaram a conversar com o velho. Falaram da 
Alemanha, e o ancião narrou-lhe sem demora traços 
da sua vida . Era um veterano do exercito 
prussiano, cuja memória estava cheia de 
lembranças da última guerra. Lentz se interessava 
pelos pormenores dessas histórias, e o velho falava 
satisfeito e vaidoso de entreter os jovens. Na sua 
narrativa imaginosa passava cidades estranhas, 
destilavam exércitos, estrondeava o tumulto das 
batalhas, desabavam cargas de cavalaria, a chuva 
oblíqua da metralha mudava em lama sanguinolenta 
a miserável e inquieta poeira humana, varrida em 
turbilhões heróicos pelo tufão da Conquista. O velho 
soldado terminou por contar que uma vez, num 
reconhecimento, caíra do cavalo e por cima do peito 
lhe passara num galope o animal de um camarada, 
e como, abandonado, a vomitar sangue, fora por um 
acaso colhido na estrada. Desde então dera baixa e 
emigrara para o Brasil, onde o clima quente lhe 
mantinha a vida... A essas lembranças misturava 
outros episódios da invasão, quadros da cultura 
estrangeira apenas entrevista e que recolhera à 
retina com essa sensação de deslumbramento 
maravilhoso, como a que ficava do minuto de um 
Bárbaro no seio da civilização... Ainda o apavorava o 
terror da disciplina. Escapara de ser fuzilado, porque 
uma noite de dezembro, em França fazendo parte 
de uma guarnição, exigira dos moradores da casa 
onde se acampara uns cobertores. E essa extorsão, 
além do que era permitido reclamar, ele ia pagando 
com a vida. Lentz aplaudiu então a força imortal, 
que comandava e era temida... E sorria como havia 
muito tempo não lhe era dado. Entusiasmado, o 
veterano, ergueu-se, e caminhando trôpego, levou 
os vizinhos para dentro da casa para mostrar-lhes 
velhos retratos de reis, vistas da Prússia, estampas 
da guerra. Tudo era antigo, mobílias, quadros e 
lembranças. Tudo ali era uma volta ao Passado. 
 Em caminho para a colônia, disse Lentz: 
 ― Que consolo senti indo à casa desse 
velho! Parecia ter penetrado um instante no passado 
intato da Prússia. 
― Mas é preciso não amares demais esse 
passado - observou Milkau. 
― E por que não me retemperarei nas 
fontes da minha raça? ― perguntou Lentz, com um 
tom enfático de superioridade. 
― Por quê? Porque ― respondeu Milkau – o 
que estimas nesse passado é exatamente o que ele 
tem de humilhante e vergonhoso. Amas o seu 
espírito de destruição, o demônio que o agitava, a 
alma senhoril, a servidão, a guerra, o sangue, tudo 
o que separa e destrói... Dia a dia será reduzido o 
campo da veneração? pelas instituições da 
Antiguidade. Amemos o sacrifício feito pelo amor 
humano, a ciência, a arte... Mas aquele amor 
inconsiderado por tudo o que é passado, tudo o que 
foi, é um dos sopros mais poderosos para a 
desordem universal. E eu tenho que o estudo das 
coisas antigas, o prestigio das próprias letras mortas 
 
? veneração – Ato ou efeito de venerar; reverencia; culto; 
preito. que é objeto de veneração; muito respeitado. 
são outros tantos venenos que acordavam a alma 
do homem de hoje e dão um encanto crescente ao 
mistério da autoridade... Os que se colocam no 
passado, aqueles cujas almas se fazem 
artificialmente antigas, esses são os verdadeiros 
inimigos do gênero humano, são os pregadores da 
desordem, os profetas do tédio e da morte. 
― Tu sabes bem ― interrompeu Lentz ―, 
não é tudo do passado que eu amo, mas regozijo-
me quando testemunho nele a ostentação das fortes 
qualidades humanas da nossa Pátria. 
― E que benefício resulta dessa força, dessa 
grandeza da Pátria? 
― Oh! Exatamente o que nela venero é a 
tendência imperial, a fibra belicosa?, a expansão 
universal, a tenacidade?, o gênio militar, a 
disciplina... 
― as que é a Pátria? 
― A Pátria... ora Milkau, tu não sabes? É a 
raça, uma civilização particular que nos fala no 
sangue, o nosso eu, a nossa própria projeção no 
mundo, a soma de nós mesmos multiplicados ao 
infinito. Não há ninguém que fuja da sua 
atmosfera... Imortal! 
― Não, meu querido Lentz, a Pátria é uma 
abstração? transitória e que vai morrer... Sobre ela 
nada se fundou. Nem arte, nem religião, nem 
ciência. Nada absolutamente nada tem uma forma 
elevada, sendo patriótico. O gênio humano é 
universal... A Pátria é o aspecto secundário das 
coisas, uma expressão da política, a desordem, a 
guerra. A Pátria é pequena, mesquinha?, uma 
limitação para o amor dos homens, uma restrição 
que é preciso quebrar. 
(GRAÇA ARANHA, Canaã, fragmento) 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Qual a opinião de cada um sobre uma sociedade 
fraternal? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. E sobre a relação sociedade/força? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
? belicosa – guerreira; combativa. 
? tenacidade – qualidade de tenaz; teimosia; assiduidade; 
contumácia; apego; avareza; dureza. 
? abstração – absorto; abstrato; concentração; alheamento; 
.abstraimento. 
? mesquinha – privado do necessário; insignificante; pobre; 
infeliz; estéril; não generoso; avarento; avaro. 
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03. Você acredita em uma sociedade como aquela 
proposta por Milkau? Justifique a sua resposta. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. De que trata Canaã? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Numere a primeira coluna pela segunda: 
1. Graça Aranha4. Euclides da Cunha 
2. Lima Barreto 5. Coelho Neto 
3. Humberto de Campos 
 
( ) Os sertões 
( ) O Espírito Moderno 
( ) Canaã 
( ) Triste Fim de Policarpo Quaresma 
( ) Memórias 
( ) Contrastes e Confrontos 
( ) Rec. do Escr. Isaías Caminha 
( ) A Capital Federal 
( ) À Margem da História 
( ) Rei Negro 
 
06. O autor de Triste Fim de Policarpo 
Quaresma é um pré-modernista e aborda em 
seus romances a vida simples dos pobres e dos 
mestiços. Reveste seu texto com a linguagem 
descontraída dos menos privilegiados 
socialmente. O autor descrito acima é: 
a) Euclides da Cunha 
b) Graça Aranha 
c) Manuel Bandeira 
d) Lima Barreto 
e) Graciliano Ramos 
 
07. Obra que opõe a supremacia ariana e a energia 
do dominador sobre o mestiço fraco à harmonia 
entre os povos. 
a) Vidas Secas 
b) Negrinha 
c) Clara dos Anjos 
d) Canaã 
e) Malasarte 
 
 
 
 
 
 
08. Assinale a alternativa em que estejam presentes 
duas características do trabalho literário de 
Augusto dos Anjos. 
a) utiliza termos científicos e é pessimista. 
b) angustia-se com a decomposição da carne e fala 
na Dor. 
c) causou escândalo por sua linguagem, por seu 
vocabulário incorreto e de mau gosto. 
d) faz versos com linguagem técnica da Física, 
Química e Biologia e acredita que as forças da 
matéria conduzem ao Mal e ao Nada. 
e) contempla a destruição sem interferir e 
preocupa-se com os efeitos da Dor na 
sociedade. 
 
09. (PUC-RS) É um dos traços mais característicos 
do Pré-Modernismo, época literária do inicio do 
século XX: 
a) ênfase dada a temas universais, em detrimento 
dos nacionais; 
b) o culto do subjetivismo, a ênfase dada ao 
individualismo do autor; 
c) a busca de motivos e temas bucólicos e pastoris 
que denunciassem o crescimento das cidades 
industrializadas. 
d) a despreocupação de problemas referentes à 
realidade cotidiana. 
e) a problematização de nossa realidade social e 
cultura. 
 
10. (UFRS) Uma atitude comum caracteriza a 
postura literária de autores pré-modernistas, a 
exemplo de Lima Barreto, Graça Aranha, 
Monteiro Lobato e Euclides da Cunha. 
a) a necessidade de superar, em termos de um 
programa definido, as estéticas românticas e 
realistas. 
b) a pretensão de dar um caráter definitivamente 
brasileiro à nossa literatura, que julgavam por 
demais europeizada. 
c) uma preocupação com o estudo e com a 
observação da realidade brasileira. 
d) a necessidade de fazer crítica social, já que o 
Realismo havia sido ineficaz nessa matéria. 
e) o aproveitamento estético do que havia de 
melhor na herança literária brasileira, desde 
suas primeiras manifestações. 
 
11. (PUC-RS) Na figura de ___________, Monteiro 
Lobato criou o símbolo do brasileiro abandonado 
ao seu atraso a miséria pelos poderes públicos. 
a) O cabeleira d) Blau Nunes 
b) Jeca Tatu e) Augusto Mastraga 
c) João Miramar 
 
12. (FAU-SP) Criador da literatura infantil brasileira. 
Criticado por seu agnosticismo, pois era 
influenciado pelo evolucionismo, positivismo e 
materialismo de fins de século passado. 
a) Monteiro Lobato 
b) Jorge de Lima 
c) Rui Barbosa 
d) José de Anchieta 
e) José Lins do Rego 
 
 
Amado Deus, ajuda-nos a estar Contigo sempre, 
pois Tu nunca nos abandonas e as Tuas 
misericórdias se renovam a cada amanhecer. 
Hoje é dia de nascer no novo para Deus. 
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GRAMATICA: ORDEM DAS PALAVRAS 
NA FRASE 
 
 Há em português uma ordem normal de 
colocação dos termos, chamados ordem direta, 
que obedece aos seguintes princípios gerais: 
? sujeito antes do predicado. 
? predicado imediatamente após o sujeito. 
? Os complementos após as palavras a que se 
referem. 
? os adjetivos depois dos substantivos. 
? a preposição entre as palavras ligadas. 
 
Havendo deslocação dessa ordem, teremos 
a ordem inversa. Exemplo: 
• O compadre expôs o objeto de sua visita. 
(ordem direta) 
• Expôs o compadre de sua visita o objeto. 
(ordem inversa) 
 
 
CASOS ESPECIAIS DE COLOCAÇÃO 
 
 1. O sujeito deverá ser colocado após o 
verbo: 
 a) quando este estiver na voz passiva 
sintética ou pronominal: 
• alugam-se casas. 
 
b) nas orações interrogativas, não sendo o 
sujeito representado por pronomes interrogativos: 
• Que disse ele? Vendeu ele a casa? 
 
c) quando o verbo estiver numa das formas 
nominais (gerúndio, particípio ou infinitivo): 
• Terminada a aula, os alunos retiraram-se em 
algazarra. 
• Ao terminar a aula, todos corriam para casa. 
• Terminando a aula, os alunos retiram-se. 
 
 
2. A colocação do adjetivo antes ou depois do 
substantivo pode modificar o seu significado: 
• Grande homem (= ilustre) 
• homem grande (= alto) 
 
 
3. Os numerais, normalmente colocados 
antes dos substantivos, deverão ser pospostos 
quando indicarem hierarquia de reis e papas: 
• D. Pedro I (primeiro) 
• Luís X (décimo) 
• Pio XI (onze) 
• João XXIII (vinte e três) 
 
 
GRAFIA E EMPREGO DOS PORQUÊS 
 
PORQUE 
 Separado e sem acento. É usado em dois 
casos: 
? quando inicia ou introduz uma oração 
interrogativa. 
• Porque você fez isso? 
 
? quando o que é pronome relativo. 
• Este é o caminho por que passo 
diariamente. (porque = pelo qual) 
 
POR QUÊ 
 Separado e com acento. É usado quando 
aparece no final de uma oração interrogativa. 
• Você ficou por quê? 
 
PORQUE 
 Junto e sem acento. É usado quando for 
conjunção. 
• Alice faltou às aulas porque estava doente. 
 
PORQUÊ 
 Junto e com acento. Usamos “porquê”, 
quando for substantivo. 
• Eis o porquê da questão. 
 
 
SINTAXE DE CONCORDÂNCIA 
 
 Concordância é o principio sintático 
segundo o qual as palavras dependentes se 
harmonizam, nas suas flexões, com as palavras de 
que dependem. Assim: 
? os adjetivos, pronomes artigos e numerais 
concordam em gênero e número com os 
substantivos determinados (concordância 
nominal) 
 
? o verbo concordará com o seu sujeito em 
número e pessoa (concordância verbal). 
 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
 1. Quando o adjetivo se referir a um só 
nome, o substantivo concorda com ele em gênero e 
número. 
• Boa árvore não dá maus frutos. 
 
2. Quando o adjetivo se referir a dois ou 
mais substantivos do mesmo gênero e do 
singular e vier posposto, toma o gênero deles e 
vai facultativamente, para o singular ou plural. 
• Disciplina, ação e coragem digna (ou dignas). 
Porém: 
• Dedicado o pai, o filho e o irmão. (adjetivo 
anteposto concordará com o mais próximo). 
 
 3. Quando o adjetivo se referir a dois ou 
mais substantivos de gêneros diferentes e do 
singular e vier posposto, poderá ir para o 
masculino plural ou concordar com o mais próximo. 
• Escolheste lugar e hora maus. 
• Escolheste lugar e hora má. 
Porém: 
• Sinto eterno amor e gratidão. (adjetivo 
anteposto concordará com o mais próximo). 
 
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4. Quando o adjetivo se referir a dois ou mais 
substantivos de gêneros diferentes e do plural e 
vier posposto, tomará o plural masculino ou 
concordará com o mais próximo. 
• Rapazes e moças estudiosos (ou 
estudiosas). 
 
5. Quando o adjetivo se referir a dois ou mais 
substantivos de gênero e número diferente e 
vier posposto, poderá concordar com o mais 
próximo ou ir para o plural masculino. 
• Primos, primas, e irmãs educadíssimas (ou 
educadíssimos). 
 
6. Pode o adjetivo ainda concordar com o 
mais próximo quando os substantivos são ou podem 
ser considerados sinônimos. 
• Gratidão e reconhecimento profundo.7. Quando dois ou mais adjetivos se referem 
ao mesmo substantivo determinado pelo artigo, 
ocorrem três tipos de construção: 
• Estudo as línguas inglesas e francesa. 
• Estudo a língua inglesa e a francesa. 
• Estudo a língua inglesa e francesa. 
 
8. As palavras: mesmo, próprio e só 
(quando equivale a sozinho) concordam segundo a 
regra geral em gênero e número com a palavra a 
que se referem. Só quando equivale a somente é 
advérbio e invariável. 
• Ela mesma me avisou. 
• Vocês próprios me trouxeram a notícia. 
• Nós não estivemos sós. 
• Só eles não concordaram. 
 
Obs.: A expressão a sós é invariável. 
• Gostaria de ficar a sós por uns momentos. 
 
9. Anexo, incluso, junto, bastante e 
nenhum, concordam, normalmente, com os 
substantivos a que se referem. 
• Segue anexa a cópia do contrato. 
• Vão inclusos os requerimentos. 
• Seguem juntas as notas. 
• Bastantes pessoas ignoram esse plural. 
• Homens nenhuns, nenhumas causas. 
 
Observações: 
? Alerta e menos são sempre invariáveis. 
• Estamos alerta. 
• Há situações menos complicadas. 
• Há menos pessoas no local. 
 
? Em anexo é sempre invariável. 
• Seguem, em anexo, as fotografias. 
 
10. Meio – meia, 
como adjetivo concordam em 
gênero e número com o 
substantivos que modificam, 
mas como advérbio meio 
permanece invariável. 
 
 
 
Observação: 
Como adjetivo, modifica o substantivo; 
como advérbio, modifica o adjetivo, o verbo e o 
próprio advérbio. 
• Já é meio-dia e meia (hora). (substantivo) 
• Comprei dois meios litros de leite. 
(substantivo) 
• Quero meio quilo de café. (substantivo) 
• Ele sentia-se meio cansado. (adjetivo) 
• Elas pareciam meio tontas. (adjetivo) 
• Minha mãe está meio exausta. (adjetivo) 
 
Estão nesse caso palavras como: pouco, 
muito, bastante, barato, caro, meio, longe, 
etc. 
 
 11. Dado e visto e qualquer outro 
particípio concordam com o substantivo a que se 
referem. 
• Dados os conhecimentos (substantivo 
masculino) 
• Dadas as condições (substantivo feminino) 
• Vistas as dificuldades (substantivo feminino) 
 
12. As expressões um e outro e nem um 
nem outro são seguidas de um substantivo 
singular. 
• ... mas aprovei um e outro ato. 
• ... mas uma e outra coisa duraram. 
 
Porém: 
Quando um e outro for seguido de 
adjetivo, o substantivo fica no singular e o 
adjetivo vai para o plural. 
• Uma e outra parede sujas. 
• Um e outro lado escuros. 
 
13. A palavra possível em o mais ... 
possível, o pior possível, o melhor possível, 
mantém-se invariável. 
• Praias o mais tentadoras possível. 
 
Porém: 
Com o plural os mais, os menos, os 
piores, os melhores, a palavra possível vai para o 
plural. 
• Praias as mais tentadoras possíveis. 
 
14. A palavra obrigado concorda com o 
nome a que se refere. 
• Muito obrigado (masculino singular) 
• Muito obrigada (feminino singular) 
• Eles disseram muito obrigados (masculino 
plural) 
 
15. O verbo ser mais adjetivo. Nós 
predicados nominais em que ocorre o verbo ser 
mais um adjetivo, formando expressões do tipo é 
bom, é claro, é evidente, etc., há duas 
construções: 
? se o sujeito não vem precedido de nenhum 
modificador, tanto o verbo quanto o adjetivo 
ficam invariáveis. 
• Empada é bom. 
• É proibido entrada. 
 
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? se o sujeito vem precedido de modificador, 
tanto o verbo quanto o predicativo, tanto o 
verbo quanto o predicativo concordam 
regularmente. 
• A empada é boa. 
• É proibida a entrada. 
 
16. Concordância do Adjetivo 
(Predicativo) 
? Predicativo do Sujeito: concorda com o 
sujeito em número e gênero: 
• As crianças estavam tristonhas. 
 
? Predicativo do Objeto: 
― Se o objeto direto for simples o adjetivo 
predicativo concorda em gênero e número 
com o objeto. 
• Trouxeram-na desmaiada. 
 
― Se o objeto direto for composto o adjetivo 
predicativo deverá flexionar-se no plural e no 
gênero dos objetos. 
• A justiça declarou criminosas a atriz e suas 
amigas. 
 
17. Substantivo ligados por ou: o adjetivo 
concorda com o mais próximo ou, então, vai para o 
plural. 
• Uma flor ou um fruto saboroso OU 
saborosos. 
 
18. Dois ou mais ordinais determinando o 
substantivo: este ficará no singular ou no plural. 
• a primeira e segunda ferida (OU feridas) do 
coração. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. (F.C.Chagas-BA) Assinale a alternativa que 
completa corretamente o período: 
 __________ de exigências! Ou será que não 
__________ os sacrifícios que __________ por 
sua causa? 
 
a) Chega - bastam - foram feitos 
b) Chega - bastam - foi feito 
c) Chegam - basta - foi feito 
d) Chegam - basta - foram feitos 
e) chegam - bastam - foi feito 
 
02. Assinale a alternativa em que ocorre erro na 
concordância do verbo ser e do predicativo. 
a) É perigoso contratos muito longos. 
b) Foi arriscada a sua proposta. 
c) E necessário atitudes desse tipo. 
d) Não parecia, mas era claro sua intenção. 
e) Cerveja gelada é bom para a saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
03. Assinale a alternativa em que ocorra algum erro 
de concordância nominal. 
a) Saiba que você cometeu um crime de lesa-
majestade. 
b) Estejam alertas, pois o inimigo não manda 
aviso. 
c) Há menos indecisões do que parece. 
d) Permitiram-me que as deixo só 
e) Ele sentiu que precisava ficar a sós. 
 
04. Assinale, dentre as frases abaixo, as opções 
corretas quanto à concordância nominal. 
a) É meio-dia e meia. 
b) É proibido entrada. 
c) É proibido a entrada. 
d) Seguem anexo os documentos 
e) Seguem anexo notas fiscais. 
f) Envio inclusas as faturas. 
g) É permitido a entrada. 
 
Questões de 5 a 9 – responda segundo o 
código: 
a) apenas correta a I 
b) Apenas correta a II. 
c) Apenas correta a III 
d) Todas corretas 
e) Todas erradas. 
 
05. 
I É expressamente proibido a entrada. 
II Maçã é muito bom para os dentes. 
III Será necessária tal atitude? 
 
06. 
I Encontrei rapazes e moças estudiosos. 
II Considero Teresa e Reinaldo estudioso. 
III Nas férias, li bastante livros. 
 
07. 
I Encontrei uma e outra janela aberta. 
II Marta estava meia preocupada. 
III Seguia anexo ao envelope uma lista de 
preços. 
 
08. 
I Li, nas férias, belos contos e fábulas. 
II Observe o quinto e o sexto capítulo. 
III Ali, funciona uma escola de primeiro e 
segundo graus. 
 
09. 
I Na sala, havia lugares bastantes para todos. 
II Eu mesmo, uma mulher experiente, cometo 
erros infantis. 
III É necessário, neste momento, a exatidão 
dos fatos. 
 
10. (Belas Artes-SP) Marque a alternativa que 
preencha adequadamente as lacunas do período 
abaixo: 
 Ela estava __________ irritada e, à 
__________ voz, porém com __________ 
razões, dizia __________ desaforos. 
a) meio meia bastantes bastantes 
b) meia meia bastante bastante 
c) meia meia bastante bastantes 
d) meio meia bastante bastante 
e) nda 
Se permitirmos que Deus escolha o nosso 
caminho, descobriremos novas bênçãos. 
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11. Assinale o item que apresenta erra de 
concordância: 
a) Os fatos falam por si só. 
b) Ele estuda a história e a mitologia egípcia.] 
c) Estes produtos custam cada vez mais caro. 
d) Ela mesma nos agradeceu 
 
12. Assinale a frase errada: 
a) Ela mesmo fez o discurso de posse. 
b) Seguem anexas as fotografias da solenidade de 
colação de grau 
c) O exercício encontra-se nas páginas um e dois. 
d) Nós próprios assumimos a responsabilidade. 
e) Os meninos ficaram alerta. 
 
13. Complete as frases abaixo utilizandomeio (ou 
suas variações). 
a) Ela estava __________ aborrecida com sua 
atitude. 
b) Luciana anda __________ preocupada com sua 
saúde. 
c) A porta está __________ aberta. 
d) Tomou sozinho __________ garrafa de vinho. 
e) Ele chegou ao meio dia e __________ 
 
14. Complete as frases abaixo utilizando bastante 
ou bastantes. 
a) __________ alunos foram ao acampamento. 
b) Não havia __________ motivos para ele faltar. 
c) Compareceram àquele lugar __________ vezes. 
d) Elas falam __________ alto. 
e) Eram alunas __________ simpáticas. 
 
15. Preencha as frases abaixo utilizando 
adequadamente a palavra entre parênteses. 
a) Eram assuntos __________ interessantes. 
(muito) 
b) Os exercícios foram resolvidos __________ 
vezes. (muito) 
c) Os livros custaram __________ (caro) 
d) Naquela loja, havia mercadorias __________ 
(barato) 
e) Paguei __________ aquela moto. (caro) 
 
16. Nas frases abaixo, ocorrem erros com relação à 
sintaxe de concordância. Reescreva-as, 
corrigindo-as. 
a) Aspirina é boa para dor de cabeça. 
b) É proibida entrada de menores de dezoito anos. 
c) Escolheu oportunos momentos e hora para sari. 
d) Era necessário a presença de todos na reunião. 
e) É vedado a entrada de estranhos. 
 
17. (UM-SP) Marque a alternativa cuja seqüência 
preencha adequadamente as lacunas do 
seguinte período: 
Nós __________ socorremos o rapaz e a moça 
__________ __________. 
a) mesmos bastante machucados 
b) mesmo bastantes machucados 
c) mesmos bastantes machucados 
d) mesmo bastante machucada 
e) mesmos bastantes machucada. 
 
 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
 O verbo concorda com o sujeito em número 
e pessoa com as seguintes regras: 
 
 1. Sujeito composto anteposto ao 
verbo: Este fica no plural. 
• O pai, a mãe e o filho estão ausentes. 
 
2. Sujeito composto posposto ao verbo: 
Esse pode concordar com o núcleo mais próximo ou 
com todos os núcleos indo para o plural. 
• Está ausente o pai, a mãe e o filho. 
• Estão ausentes o pai, a mãe e o filho. 
 
3. Sujeito composto por pronomes 
pessoais diferentes: O verbo vai para o plural 
concordando com a pessoa que possui prioridade 
gramatical (ou seja), 1ª pessoa prevalece sobre 2ª 
3 ª; 2ª pessoa prevalece sobre a 3ª). 
• Eu, tu, ele e ela somos bons amigos. (eu – 
nós) 
• Tu, ele e ela sois bons amigos. (tu – vós) 
• Ela e tu ireis embora. (tu – vós) 
 
4. Sujeito composto: Tendo seus núcleos 
ligados por não só ... mas também, tanto ... 
quanto, não só ... como, o verbo concorda com o 
mais próximo ou vai para o plural. 
• Não só a moça, mas também o príncipe 
estariam pobres. 
 
Obs.: Caso se trate de uma simples 
comparação, o verbo fica no singular. 
• Este aumento de salário, assim como o 
anterior, não compensou. 
 
5. Sujeito ligado por “com”: O verbo irá 
para o plural se indicar cooperação na ação, visto 
que a preposição forma verdadeiro sujeito 
composto, equivalente a e; se a preposição com 
exprimir circunstância de companhia, o verbo fica 
no singular. 
• Napoleão com seus soldados invadiram a 
Europa. 
• Egas Monis, com a mulher e os filhos 
apresentou-se ao rei da Espanha. 
 
6. Sujeito ligado por “ou”: Levar-se-á em 
conta para o verbo ficar: 
? no singular: 
• exclusão: Pedro ou Paulo será eleito. 
• sinonímia: A glotologia? ou a lingüística é 
uma ciência que se ocupa da linguagem 
humana. 
 
? no plural: 
• inclusão: O calor ou o frio excessivo 
prejudicam certas plantas. (ou = e) 
• antonímia: O choro ou o riso constituíam o 
viver daquela gente. 
 
? glotologia – ciência que estuda os princípios gerais da 
formação e evolução da linguagem. 
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• retificação: O ladrão ou os ladrões não 
deixaram nenhum vestígio. 
 
Porém: 
Na antecipação do verbo, da-se concordância 
com o mais próximo. 
• Nenhum vestígio de sua presença deixou o 
autor ou autores do crime. 
 
7. Sujeito representados por “um e 
outro”: O verbo pode ficar no singular ou no plural. 
• Um e outro testemunho o condenavam (ou 
condenava). 
 
8. Sujeitos representados por “um ou 
outro”: O verbo fica no singular. 
• Uma ou outra pode alugar a casa. 
 
9. Sujeito representado por “nem um, 
nem outro”: Exige o verbo no singular. 
• Afirma-se que nem um, nem outro falou a 
verdade. 
 
10. Sujeito representado por expressão 
como “a maioria de” (a maior parte, parte de) 
+ um nome no plural: O verbo irá para o singular 
ou plural. 
• A maioria dos doidos ali metidos estão ou 
está em perfeito juízo. 
 
11. Sujeito representado por um 
coletivo: O verbo fica no singular, embora em 
escritores clássicos se encontrem exemplos de 
concordância não com o coletivo, mas com a idéia 
de plural que ele encerra (silepse). 
• Mas nem sempre o povo acerta. 
 
12. Sujeito representado pela palavra 
“que” pronome relativo: O verbo concorda em 
número e pessoa com o antecedente da palavra 
“que”. 
• Fui eu que te vesti do meu sudário. 
• Não és tu que me dás felicidade. 
 
13. Sujeito representado pelo pronome 
“quem”: O verbo vai para a 3ª pessoa do singular, 
ou concorda com o sujeito da oração principal. 
• Mas não sou eu quem está em jogo. (ou 
“estou”) 
 
14. Sujeito composto seguido de um 
aposto resumidor: O verbo concorda com a 
palavra resumidora e não com o sujeito composto. 
• Jogos, convenções, espetáculos, nada o 
distraía. 
• Desvios, fraudes, roubos, tudo era 
permitido. 
 
15. Verbo + pronome apassivador “se”: 
Concorda com o sujeito paciente em número e 
pessoa. 
• Ouviam-se aplausos no salão. 
• Compram-se livros usados. 
• Vendem-se apartamentos. 
 
 
16. Verbo + índice de indeterminação do 
sujeito “se”: Fica o verbo na 3ª pessoa do singular. 
• Precisa-se de carpinteiros. 
• Gosta-se de praias naquela região. 
• Necessita-se de outras explicações. 
 
17. Verbos impessoais: Ficam, 
normalmente, na 3ª pessoa do singular: 
 
? O verbo haver no sentido de existir, 
acontecer. 
• Havia dois alunos no corredor. 
• Houve fatos estranhos naquela cidadezinha. 
 
? Os que indicam fenômenos da natureza: 
chover, ventar, nevar, gear, etc. 
 
? Os verbos haver, fazer, estar, ir, ser (com 
referencias a tempo). 
• Há três dias que não o vejo. 
• Faz quatro meses que não nado. 
• Vai em dois anos ou pouco mais... 
• É cedo. 
• Está frio. 
 
Entretanto: 
― O verbo ser concorda com o predicativo. 
• São dez horas. 
• É uma hora. 
 
― Os verbos existir, acontecer, são pessoais, 
ou seja, admitem sujeito e concordam com 
ele. 
• Existem duas manchas na parede. (sujeito 
= duas manchas) 
• Aconteceram fatos estranhos. (sujeito = 
fatos) 
 
― Nas locuções verbais, o verbo impessoal 
transmite a sua impessoalidade para o verbo 
auxiliar. 
• Vai haver novas oportunidades. (não há 
sujeito) 
• Está fazendo dez anos que... 
 
Porém: 
• Vão existir novas oportunidades. (existir = 
verbo pessoal) 
• Estavam acontecendo coisas estranhas. 
(estar = verbo pessoal) 
 
18. O verbo “dar”, “bater” + hora(s): 
Esses verbos concordam com o sujeito expresso 
hora(s). 
• Deram há pouco nove horas! 
• Bateram devagar dez horas! 
 
Porém: 
Se, na oração, vem a palavra relógio, 
funcionando como sujeito, o verbo concordará com 
ela em número e pessoa. 
• Que horas deu o relógio? 
• Vai dar dez horas o relógio da Sé. 
 
 
 
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19. O verbo “ser”: 
? Com as palavras tudo, isto, isso, aquilo, o 
que e o predicativo no plural, o verbo ser 
tambémpode ir para o plural ou ficar no 
singular. 
• Tudo eram memórias na infância. 
• Isto não são coisas que você possa dizer. 
• Tudo são flores. 
 
? O sujeito que dá nome a pessoa concorda 
com o verbo ser. 
• O filho é as alegrias do pai. 
 
? O sujeito que dá nome a algo pede o verbo 
concordando com o predicativo no plural. 
• O problema são as suas dívidas. 
 
? O pronome pessoal sujeito ou predicativo 
pede a concordância do verbo com ele. 
• Ele era todo ouvidos e angustia. 
• O trouxa neste caso fui eu. 
 
? As experiências é muito, é pouco, é mais de, 
é menos de, é tanto, quando indicam preço, 
quantidade, peso ficam com o verbo no 
singular. 
• Duas horas não é tanto assim. 
• Oitocentos gramas é muito. 
 
? Em horas, data e distancias, o verbo ser é 
impessoal e concorda com o predicativo. 
• Hoje são quatorze de outubro. 
 
predicativo 
 
• Hoje é dia quatorze de outubro. 
 
predicativo 
 
• É zero hora em São Paulo. 
• São dez horas da manhã. 
• São cem quilômetros daqui até lá. 
 
Observação: 
Em datas, o verbo ser pode concordar com a 
idéia da palavra dia, mesmo que ela não apareça. 
• Hoje é 6 de outubro. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
 
01. (UFV-MG) Em todas as frases abaixo, a 
concordância verbal está incorreta, exceto na: 
a) Qual de nós chegamos primeiro ao topo da 
montanha? 
b) Os Estados Unidos representa uma segurança 
para todo o Ocidente. 
c) Recebei. Vossa Excelência, os protestos de 
nossa estima. 
d) Sem a educação, não podem haver cidadãos 
conscientes. 
e) Sobrou-me uma folha de papel, uma caneta e 
uma borracha. 
 
 
02. Indique a alternativa correta: 
a) Tratavam-se de questões fundamentais. 
b) Comprou-se terrenos no subúrbio. 
c) Reformam-se termos. 
d) Obedeceram-se aos severos regulamentos. 
e) Precisam-se de datilógrafas. 
 
03. (Fuvest-SP) Qual a frase com erro de 
concordância? 
a) Para o grego antigo a origem de tudo se deu no 
caos. 
b) Do caos, massa informe, nasceu a terra, 
ordenadora e mãe de todos os seres. 
c) Com a terra tem-se assim o chão, a firmeza de 
que o homem precisava para seu equilíbrio. 
d) Ela mesma cria um ser semelhante que a 
protege: o céu. 
e) Do seu estrelada, em amplexo com a terra, é 
que nascerá todos os seres viventes. 
 
04. A relação de verbos que completam, 
convenientemente e respectivamente, as 
lacunas dos períodos abaixo é: 
I Hoje __________ 30 de janeiro. 
II Trinta quilômetros ___________ é muito. 
III Já __________ uma e vinte. 
IV __________ ser duas horas. 
 
a) são / são / eram / Devem. 
b) é / são / era / Deve. 
c) é / é / era / Devem. 
d) são / é / era / Deve. 
e) são / é / eram / Deve. 
 
05. (F.C.Chagas-BA) Elas ________ 
providenciaram os atestados, que enviaram 
__________ às procurações, como instrumentos 
__________ para os fins colimados. 
a) mesmas, anexos, bastantes. 
b) mesmo, anexo, bastante. 
c) mesmas, anexo, bastante. 
d) mesmo, anexos, bastante. 
e) mesmas, anexos, bastante. 
 
06. (U.E.Londrina-PR) Ao esforço e à seriedade 
__________ ao estudo é que __________ os 
louvores que ele tem recebido ultimamente. 
a) consagrado, devem ser atribuídos. 
b) consagrada, deve ser atribuído. 
c) consagrados, devem ser atribuídos. 
d) consagradas, deve ser atribuído. 
e) consagrados, deve ser atribuído. 
 
07. Nas cinco alternativas, há duas concordâncias 
verbais erradas. Indique-as. 
a) Eu, tu e nossos amigos iremos no mesmo avião. 
b) Tu e meus amigos ireis no mesmo trem. 
c) Tu e meus amigos irão no mesmo automóvel. 
d) V. Exª, eles e aqueles garotos seguireis depois. 
e) Margarida e vossa tia seguireis primeiro. 
 
 
 
 
 
 
Graças de dou, visto por modo assombrosamente 
maravilhoso me formaste; as tuas obras são 
admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem. 
(Salmo 139:14) 
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08. O verbo concorda em número e pessoa com o 
sujeito. Portanto, não está correta a alternativa: 
a) Faltam ainda seis meses para o vencimento. 
b) Existem fortes indícios de melhoria geral. 
c) Não provém daí os males sofridos. 
d) Os fatos que o perturbam são bem poucos. 
e) Serão considerados válidos tais argumentos 
 
09. (Internet) Há complemento nominal em: 
a) Você devia vir cá fora receber o beijo da 
madrugada. 
b) ...embora fosse quase certa a sua possibilidade 
de ganhar a vida 
c) Ela estava na janela do edifício. 
d) ...sem saber ao certo se gostávamos dele. 
e) Pouco depois começaram a brincar de bandido e 
mocinho de cinema. 
 
10. (Internet) Em que caso o SE funciona como 
pronome apassivador? 
a) ...a rua inteira, atravancada, sabia que se 
estava perpetrando um assalto ao banco. 
b) Moleques de caminho corriam em todas as 
direções, atropelando-se uns aos outros. 
c) ...melancias rolavam, tomates esborrachavam-
se. 
d) Os grupos divergentes chocavam-se. 
e) Mas a mulher já se trancara lá dentro. 
 
11. Quando __________ dez minutos para o 
término da aula, __________ na lousa as 
tarefas de casa. 
a) faltar / serão escritos. 
b) faltar / serão escritas. 
c) faltar / será escrito 
d) faltarem / serão escritas. 
e) faltarem / será escrito. 
 
12. Conheci-a, __________ poucos dias, mas não 
__________ novas oportunidades para 
encontrá-la. 
a) deve haver / faltará. 
b) devem haver / faltar/ao. 
c) deve haver / faltarão 
d) devem haver / faltarão. 
e) devem haver / faltará. 
 
13. Assinale a frase que contém um erro no que diz 
respeito ao emprego do verbo “fazer”: 
a) Faz três anos que regressaram. 
b) Fazem-se muitos trabalhos apressadamente. 
c) Já deve fazer dois anos que vieram para o 
Brasil. 
d) Vão fazer dois anos que lá estive pela última 
vez. 
e) Aqui faz verões terríveis. 
 
14. Assinale a alternativa em que a concordância 
está incorreta, segundo o uso clássico da língua 
portuguesa. 
a) Mais de um jogador publicou a notícia. 
b) Ele e tu irão ao teatro. 
c) Sou eu quem paga. 
d) Não fui eu a que chegou primeiro. 
e) Cada um dos jogadores daquele quadro já 
ganhou um prêmio. 
15. Este ano, __________ as festas que 
__________, que eu não comparecerei a 
nenhuma. 
a) pode haver / haver 
b) podem haver / houverem 
c) pode / haver / houverem 
d) pode haver / houverem 
e) pode haverem / houver 
 
16. Assinale a alternativa incorreta. 
a) Precisam-se alunos especializados. 
b) Precisa-se de alunos especializados. 
c) Precisa-se de alunos competentes. 
d) Assiste-se a filmes nacionais. 
e) Obedeça-se aos regulamentos. 
 
17. (Técnico do Tesouro Nacional) Assinale a 
alternativa errada: 
a) Vossa Senhoria apresentou sugestões muito 
boas em seu último relatório. 
b) Senhor secretário, comunica-lhe que Sua 
excelência , o Senhor Ministro da Fazenda, não 
participará da Reunião. 
c) Vossa Excelência recebestes muitos aplausos 
por causa de vossas atitudes corajosas. 
d) Esperamos que Vossa Excelência realize as 
obras que estão previstas em seu planos. 
e) Encaminho a V. Sª o processo Nº 15.424/84 que 
trata de assunto de seu interesse. 
 
18. (Fuvest-SP) Num dos provérbios abaixo não se 
observa a concordância prescrita pela gramática: 
a) Não se apanham moscas com vinagre. 
b) Casamento e mortalha no céu se talha. 
c) Quem ama o feio bonito lhe parece. 
d) De boas ceias, as sepulturas estão cheias. 
e) Quem cabras não tem e cabritos vende de 
algum lugar lhe vêm. 
 
19. (UFV-MG) Em todas as frases abaixo a 
concordância verbal está incorreta, exceto: 
a) Qual de nós chegamos primeiro ao topo da 
montanha? 
b) Os Estados Unidos representa uma segurança 
para todo o ocidente. 
c) Recebei Vossa Excelência, os protestos de nossa 
estima. 
d) Sem cidadãos conscientes. 
e) Sobrou-me uma folhade papel, uma caneta e 
uma borracha. 
 
20. Assinale a alternativa em que ocorre erro em 
relação à norma culta: 
a) Existem praias tão lindas... 
b) Havia folhas secas pelo chão. 
c) Devem haver livros ali... 
d) Aqui é bom porque não há ratos. 
e) Devem existir outros caminhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando confiamos em Deus, sempre há 
esperança no futuro. 
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MODERNISMO 
 
CONTEXTO HISTÓRICO 
 
 O início do século XX foi marcado por um 
extraordinário desenvolvimento cientifico e 
tecnológico, dos quais são exemplos o telegrafo, a 
eletricidade, o telefone, o cinema, o automóvel e o 
avião; a teoria da relatividade, de Einstein e a teoria 
psicanalítica, de Freud. Vivia-se a euforia da 
chamada belle époque, com a valorização do 
conforto e do “bem viver”. 
 Entretanto desde o final do século XIX, os 
países europeus passam por constantes 
sobressaltos, resultantes da instabilidade e das 
competições políticas, o que acelerava a corrida 
armamentista. 
 Em 1914, começa a Primeira Guerra 
Mundial, de proporções até então desconhecidas 
pela humanidade, que passa a descrer nos sistemas 
políticos, sociais e filosóficos e a questionar os 
valores de seu tempo. 
 A primeira Guerra Mundial provocou, no 
mundo inteiro, alterações profundas. Mas já antes 
de estourar o conflito, circulavam e impunham-se, 
aos poucos, idéias e tentativas estéticas novas. 
Marinetti (1876 – 1944), criador do Futurismo, já 
lançara seu manifesto em 1909, em Paris, exigindo 
liberdade total para a Literatura que devia 
acompanhar a era cientifica e tecnológica que se 
vivia. 
 Oswaldo de Andrade trouxe da Europa para 
o Brasil, em 1912, as diretrizes do Manifesto 
Futurista. Aqui, e daí por diante, confundiram-se por 
bom tempo os qualificativos futuristas e 
modernistas. 
 Em 1917, Anita Malfaatti (1898 – 1964) 
expôs em São Paulo trabalhos seus inspirados no 
cubismo europeu. Monteiro Lobato atacou-a com o 
violento artigo Paranóia ou Mistificação?, que 
provocou a adesão de muitos à pintora paulista. 
 Aos poucos, em São Paulo, os jovens 
descontentes foram-se unindo em torno de um ideal 
comum de renovação. Programaram e promoveram 
a célebre Semana da Arte Moderna (1922), inicio 
oficial do Modernismo. 
 Surgem vários movimentos de vanguarda 
na Europa que influenciaram o Modernismo 
brasileiro, entre eles: 
• O Futurismo, 
movimento 
lançado pelo poeta 
italiano Marinettie, 
1909, que 
propunha a 
destruição do 
passado, a 
exaltação da vida 
moderna, o culto 
da máquina e da 
velocidade, 
pregando uma arte 
voltada para o 
futuro, agressiva e violenta, enaltecendo a 
guerra, o militarismo e o patriotismo. 
 
• O cubismo que, na pintura, decompunha os 
objetos da realidade cotidiana em diferentes 
planos geométricos para sugerir a sua 
estrutura global, como se fossem vistos de 
diferentes ângulos. Na poesia, valorizava o 
subjetivismo, a ilogicidade, a frase nominal, o 
tempo presente, a enumeração caótica e o 
humor. Na pintura, um dos exemplos é 
Picasso. Na literatura, Oswaldo de Andrade, 
com Memórias sentimentais de João Miramar. 
 
• O Dadaísmo, ou movimento Dada, lançado 
em Zurique, pelo romeno Tristan Tzara, em 
1916, reflete a 
atmosfera 
pessimista da 
Primeira Guerra 
Mundial. O 
nome, escolhido 
ao acaso, nada 
significava para 
Tristan Tzara. Pregava a destruição de todos 
os valores culturais da sociedade que fazia a 
guerra, instalando o absurdo, o ilógico e o 
incoerente. Buscava-se assim uma antiarte, 
irracional e anárquica. Daí o automatismo 
psíquico, as livres associações, a invenção de 
palavras, a exaltação da total liberdade de 
criação, o sarcasmo, a irreverência e a 
aproximação com o mundo dos loucos e das 
crianças. 
 
• O Surrealismo lançado na França, em 1924, 
valorizava o passado, buscava a emancipação 
total do homem fora da lógica, da razão, da 
família, da pátria, da moral e da religião. 
Influenciados pela teoria psicanalítica de 
Freud, os surrealistas conferiam importância 
ao sonho e à exploração do inconsciente, 
praticando o automatismo psíquico e a 
expressão libertada da censura e sem o 
controle da razão. 
 
 
MODERNISMO BRASILEIRO 
 
 No Brasil, os governos das oligarquias iam 
se sucedendo. Minas e São Paulo repartiam o poder, 
desfavorecendo as camadas empobrecidas da 
população, os operários e os trabalhadores rurais. 
 À época da Semana de Arte Moderna, o 
quadro brasileiro era de crises sucessivas, que 
acabam por gerar a Revolução de 1930, quando 
Getúlio Vargas assume o poder. 
 Nascido sob as influências das vanguardas 
européias, o Modernismo brasileiro, em sua primeira 
fase (1922-1930), começou pelo combate às 
características estéticas tradicionais e conservadoras 
(cujo melhor exemplo era o Parnasianismo), ansioso 
pela liberdade de linguagem e afirmação dos novos 
valores estéticos que pretendia. Foi a chamada fase 
heróica do Modernismo brasileiro. 
 
A SEMANA DA ARTE MODERNA 
 
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 O modernismo brasileiro não começou em 
1922. Desde 1912, com o retorno de Oswald de 
Andrade da Europa, onde teve contato com as 
vanguardas, vários acontecimentos delinearam as 
mudanças que estavam surgindo nas artes 
brasileiras. Porém, o mês de fevereiro de 1922 é o 
marco histórico do Modernismo brasileiro 
 
Teatro Municipal de São Paulo: palco da Semana da 
Arte Moderna 
 
 Nos dias 13, 15 e 17, com a participação de 
Oswaldo de Andrade, Menotti del Picchia, Mário de 
Andrade, Graça Aranha, Ronald de Carvalho, Vitor 
Brecheret, Anita Malfatti, Villa-Lobos, Di Cavalcanti 
e muitos outros, o Teatro Municipal de São Paulo 
torna-se o centro de uma verdadeira “amostra” das 
idéias modernistas. São lidos manifestos e poemas; 
expõem-se quadros e esculturas; músicas são 
executadas. Tudo diante de um público que reagiu 
com vaias e apupos. Estava “oficialmente” 
inaugurado o período de combate dos primeiros 
modernistas, que investiam, sobretudo, contra os 
sólidos valores parnasianos. 
 
 
 
Um dos cartazes da “Semana”, satirizando os grandes 
nomes da música, da literatura e da pintura. 
 
 
 
 
 
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FASES DO MODERNISMO BRASILEIRO 
 
 Costuma-se dividir o Modernismo brasileiro 
em três fases. Entretanto, este é um recurso apenas 
didático. Poetas de uma determinada fase 
continuaram produzindo, alguns passando por 
tendências diferencias, mudando e aprimorando sua 
linguagem e temas. 
 
 
PRIMEIRA FASE 
 (1922-1930) ou fase heróica: de combate 
e destruição, quando ocorre a libertação e 
renovação da linguagem e são afirmados os valores 
estéticos do movimento. 
 
 
 
 
SEGUNDA FASE 
 (1930-1945) ou fase construtiva: de 
estabilização das conquistas, de preocupação social 
e de tendência introspectiva. 
 
TERCEIRA FASE 
 (1945 em diante) ou fase de reflexão: de 
ponderação sobre a linguagem (metalinguagem), 
com o retorno a alguns modelos estilisticos 
tradicionais, ao que se soma uma temática 
universalista. 
 A partir de 1950, surgem novas tendências 
em poesias, como o Concretismo, o 
Neoconcretismo, a Poesia-praxis e o Poema-
processo. 
 
 
 
 
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53
EXERCÍCIOS 
 
01, Quais os movimentos da vanguarda européia 
que influenciaram o Modernismo brasileiro? 
_________________________________________
__________________________________________________________________________________
_________________________________________ 
 
02. O que refletiam os movimentos da vanguarda 
européia? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. (FIUbe-MG) O modernismo brasileiro 
preocupava-se em criar uma arte 
essencialmente brasileira. Entretanto, alguns 
dos primeiros escritores desse movimento 
estético, no Brasil, sofreram influências: 
a) do futurismo d) da arte popular 
b) do concretismo e) da arte cinética 
c) do Hiper-Realismo 
 
04. A seguir apresentamos trechos de alguns 
manifestos da vanguarda européia. 
 Observe o seu conteúdo e escreva o nome do 
movimento a que pertence cada um deles: 
 
a) “1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o 
hábito da energia e da temeridade. 
2. A coragem, a audácia e a rebelião serão os 
elementos essenciais de nossa poesia. 
3. Até agora, a literatura exaltou a imobilidade 
pensativa, o êxtase e o sono. Nós queremos 
exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, 
o passo rápido, o salto mortal, a bofetada e o 
soco. 
4. Nos afirmamos que a magnificência do 
mundo se enriqueceu com uma beleza nova: a 
velocidade...” 
______________________________________
______________________________________ 
 
b) “Eu escrevo um manifesto e não quero nada e, 
contudo, digo algumas coisas e, por principio, 
sou contra os manifestos, como sou também 
contra os princípios, decilitros para medir o valor 
moral de cada frase. Demasiadamente cômodo: 
a aproximação foi inventada pelos 
impressionistas. Escrevo este manifesto para 
demonstrar como se pode fazer ao mesmo 
tempo as ações mais contraditórias (...) sou 
contra a ação e a favor da contradição contínua, 
mas também sou pela afirmação. Não sou nem 
pelo pró nem pelo contra e não quero explicar 
nada porque odeio o bom senso.” 
______________________________________
______________________________________ 
 
c) “Escreva depressa, sem um assunto 
preconcebido, suficientemente depressa para 
não parar e não ter a tentação de reler. A 
primeira frase virá sozinha, tanto é verdade que 
a cada segundo existe uma frase estranha ao 
nosso pensamento consciente que só deseja 
exteriorizar-se.” 
 
05. Que evento marca didaticamente o inicio da 
primeira fase do Modernismo brasileiro? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
06. Quais os principais grupos ou movimentos 
surgidos na primeira fase do Modernismo 
brasileiro? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
07. Quais as fases do Modernismo brasileiro na 
primeira metade do século XX e qual a 
característica fundamental de cada uma delas? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
TESTE 
 
01. A poesia modernista caracteriza-se, 
formalmente, pelo predomínio de: 
a) versos regulares, metrificados, sem rima. 
b) versos brancos, sem metrificação regular, com 
estrofes. 
c) versos livres, sem metrificação regular, sem 
rima. 
d) versos regulares, metrificados, com rima. 
e) versos irregulares, com rima e preferência pelo 
soneto. 
 
02. (UCP-PR) Movimento literário brasileiro que 
recebeu influências de vanguardas européias 
tais como o Futurismo e o Surrealismo: 
a) Modernismo d) Realismo 
b) Parnasianismo e) Simbolismo 
c) Romantismo 
 
03. (UCP-PR) Baseando-se no trecho abaixo, 
responda ao código: 
 Trem de Ferro 
 
 “Café com pão 
 Café com pão 
 Café com pão 
 Virge Maria que foi isto maquinista” 
 
(Manuel Bandeira) 
 
I A significação do trecho provém da sugestão 
sonora. 
II O poeta utiliza expressões da fala popular 
brasileira. 
III A temática e a estrutura do poema contrariam 
o programa poético do Modernismo. 
 
a) Se I, II e III forem corretas. 
b) Se I e II forem corretas e III incorreta. 
c) Se I, II e III forem incorretas. 
d) Se I for incorreta e II e III corretas. 
e) Se I e II forem incorretas e apenas III correta. 
PORTUGUÊS 
 
ENSINO MÉDIO III 
 
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04. Critico feroz do Modernismo, grande 
incentivador da disseminação da cultura, 
defensor dos valores e riquezas nacionais; 
conhecido, particularmente, pela sua grande 
obra infantil, em que se destacam os 
personagens do Sítio do Pica-Pau amarelo. O 
nome do autor a que se refere a alternativa 
acima é: 
a) Lima Barreto d) José Lins do Rego 
b) Monteiro Lobato e) Mário de Andrade 
c) Cassiano Ricardo 
 
05. Não é característica do Modernistas: 
a) Total liberdade de forma 
b) Nacionalismo 
c) Fuga da realidade exterior 
d) Linguagem do momento. 
e) Temática do presente. 
 
06. (FCMS-SP) Movimentos: 
I Pau-Brasil 
II Verde-Amarelo 
III Antropofagia 
 
Associe: 
( ) resposta ao conservadorismo manifestado pelo 
movimento da Anta. 
( ) revalorização do primitivo, através de uma arte 
que redescobrisse o Brasil. 
( ) proposição de uma estrutura nacionalista. 
 
A associação correta é: 
a) I – 2; II – 3; III – 1 
b) I – 3; II – 2; III – 1 
c) I – 1; II – 2; III – 3 
d) I – 3; II – 1; III – 2 
e) NDA 
 
07. (FIUbe-MG) A poesia modernista, sobretudo a 
da primeira fase (1922-1928): 
a) utiliza-se de vocabulário sempre vago e 
ambíguo que apreenda estados de espírito 
subjetivos e indefinidos. 
b) faz uma síntese dos pressupostos poéticos que 
norteavam a linguagem parnasiano – simbolista. 
c) incentiva a pesquisa formal com base nas 
conquistas parnasianas, a ela anteriores. 
d) enriquece e dinamiza a linguagem inspirando-se 
na sintaxe clássica. 
e) confere ao nível coloquial da fala brasileira a 
categoria de valor literário. 
 
08. (UFPE-PE) 
I Com o Modernismo, desenvolveu-se a 
preocupação de valorização de nossa tradição 
artística, sobretudo teve um verdadeiro 
trabalho de retomada crítica da nossa produção 
literária do passado. 
II A Semana de Arte Moderna foi, não resta 
dúvida, um acontecimento marcado por idéias 
renovadoras; não se pode negar, contudo o 
fato de ter desencadeado certas conseqüências 
negativas; uma delas, por exemplo, foi certo 
clima de intranqüilidade, tanto no aspecto 
social como no ideológico. 
III A primeira fase do movimento modernista no 
Brasil foi marcada por um comportamento 
iconoclasta; a utilização do poema-piada, da 
liberdade de expressão, do coloquialismo na 
linguagem literária atestam certo nível de 
irreverência típica desta fase. 
 
Responda conforme o texto acima: 
a) Se as três estiverem certas. 
b) Se I e II estiverem certas. 
c) Se II e III estiverem certas. 
d) Se I e II estiverem certas. 
e) Se nenhuma estiver certa. 
 
09. (UCP-PR) Em que contexto social se desenvolve 
o Modernismo brasileiro? 
I hegemonia dos proprietários rurais de São Paulo 
e Rio de Janeiro 
II Ascensão da burguesia industrial 
III elevado número de imigrantes fixando-se no 
eixo centro-sul 
IV urbanização progressiva 
 
a) I e IV d) II, III e IV 
b) I, II, III e IV e) II e III 
c) III e IV 
 
10. Formaram a 1ª geração modernista: 
a) Mario de Andrade, Guilherme de Almeida, Érico 
Veríssimo 
b) Oswaldo de Andrade, Jorge Amado, Guimarães 
Rosa 
c) Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Oswaldo de 
Andrade 
d) Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida, Jorge 
Amado 
e) Anchieta, Mário de Andrade, Olavo Bilac 
 
11. Ano em que se realizou a “Semana de Arte 
Moderna”: 
a) 1917 d) 1919b) 1920 e) 1922 
c) 1932 
 
12.Grupo romântico ligado à luta pelo 
abolicionismo: 
a) 1º grupo d) 4º grupo 
b) 2º grupo e) 5º grupo 
c) 3º grupo 
 
13. Retrata a vida urbana e suburbana do Rio de 
Janeiro; ironiza o empreguismo, a burocracia, os 
preconceitos: 
a) Graça Aranha 
b) Lima Barreto 
c) Monteiro Lobato 
d) Cruz e Sousa 
e) Afrânio Peixoto 
 
 
 
 
 
 
 
 
Celebrai com jubilo ao Senhor, todas as terras. 
Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante 
dele com cântico. 
 (Salmo 100:1-2) 
PORTUGUÊS 
 
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55
14 (FATEC-SP) Assinale a alternativa incorreta: 
a) Nos primeiros vinte anos deste século, a 
produção literária brasileira é marcada por 
diversidades, abrangendo, ao mesmo tempo, 
obras que questionam a realidade social e obras 
voltadas para os lugares comuns herdados de 
autores anteriores. 
b) Pode-se afirmar que um dos traços modernos de 
Euclides da Cunha é o compromisso com os 
problemas de seu tempo. 
c) A importância da obra de Lima Barreto situa-se 
no plano de conteúdo, a partir do qual se revela 
seu caráter polemico; a linguagem descuidada, 
porem, revela pouca consciência estética, em 
virtude de sua formação literária precária. 
d) O estilo parnasiano permanece influenciando 
autores e caracterizando boa parte da obra 
poética escrita durante o período pré-
modernista. 
e) Graça Aranha faz parte do conjunto mais 
significativo de escritores do Pré-Modernismo. 
Nos anos anteriores à Semana de Arte Moderna, 
Graça Aranha interveio a favor da renovação 
artística a que se propunham os escritores 
modernistas. 
 
15. (UEM-PR) Assinale o que for correto. 
a) No século XX, vanguardas são os movimentos 
artísticos que se desenvolvem antes, durante e 
após a I Guerra Mundial. 
b) Concretismo, Cubismo, Futurismo, Dadaísmo são 
manifestações da postura demolidora assumida 
pela arte do século XX. 
c) O Futurismo lançou-se contra o passado e 
sonhou uma superliteratura no século da 
velocidade. 
d) Para os dadaístas não havia passado, nem 
futuro: o que havia era a guerra, o nada. 
e) Os artistas brasileiros, entusiasmados com os 
ísmos europeus, buscam em suas obras criar o 
perfil de identidade nacional, sem macaquear as 
sugestões européias. 
f) Da Semana de Arte Moderna, ocorrida em 1922, 
em São Paulo, só participaram poetas e 
ficcionistas. 
g) Heitor Villa-Lobos participou da Semana de Arte 
Moderna. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GRAMATICA: COLOCAÇÃO DOS 
PRONOMES OBLIQUOS ÁTONOS 
 
 
 Os pronomes oblíquos átonos (fraco) me, 
te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes, conforme sua 
posição junto ao verbo podem ser: 
• proclíticos (antepostos ao verbo) 
Não me agrada tal coisa. 
 
• mesolítico (intercalados ao verbo) 
Ver-te-ei depois. 
 
• enclítico (posposto ao verbo) 
Decidiram-se rapidamente. 
 
 Essas três colocações dos pronomes átonos 
denominam-se, respectivamente, próclise, 
mesóclise e ênclise. 
 
PRÓCLISE 
 
 Quando há antes do verbo, palavras que 
atraem o pronome como: 
 
1. Com advérbios (não, nunca, jamais, aqui, 
ali, amanhã, já) 
• Jamais nos imaginaram capazes disso. 
• Aqui se vive bem. 
 
Obs.: Se houver vírgula depois do advérbio, 
prevalece a ênclise. 
• Ontem, deram-me a notícia. 
 
2. Com pronomes indefinidos (tudo, 
ninguém, nada, etc). 
• Nada o fazia desistir. 
• Ninguém o castigou. 
 
3. Conjunções subordinativas (que, visto 
que, se, de que, pois, etc) 
• Esperamos que nos avisem a hora da saída. 
• Irei, se me aprouver. 
 
4. Os pronomes relativos (que, quem, qual, 
etc.) 
• Há pessoas que nos querem bem. 
 
5. Nas orações optativas cujo sujeito estiver 
anteposto ao verbo. 
• Deus o guarde! 
 
6. Nas orações exclamativas iniciadas por 
palavras ou expressões exclamativas. 
• Os céus te favoreçam! 
• Como te iludes! 
 
7. Nas orações interrogativas iniciadas por 
uma palavra interrogativa. 
• Quem lhe disse isso? 
• Por que te afliges tanto? 
 
8. A preposição em quando vier junto com 
verbos no gerúndio. 
• Em se tratando de poesia, prefiro a atual. 
Deus é o nosso refugio e fortaleza, socorro 
bem presente nas tribulações. 
 Salmo 46:1 
PORTUGUÊS 
 
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9. Qualquer palavra de sentido negativo: 
não, nunca, jamais, ninguém. 
• Nunca me viram lá. 
 
 
MESÓCLISE 
 
 Quando o verbo estiver no futuro do 
presente (eu estudarei) ou no futuro do pretérito 
(eu estudaria), desde que antes do verbo não haja 
palavra que exija a próclise. 
• Convencê-lo-ia a aceitar. 
• Dar-te-ei um abraço. 
 
 
ÊNCLISE 
 
 Os pronomes átonos estarão em ênclise: 
 
 1. Nos períodos iniciados pelo verbo (que 
não seja o futuro), pois, na língua culta, não se abre 
a frase com pronome oblíquo. 
• Levantei-me, assim que ele saiu. 
• Vai-se a primeira pomba despertada. 
 
2. Nas orações coordenadas sindéticas. 
• Eles chegaram e fizeram-se alheios. 
• Estudam ou divertem-se. 
 
3. Usa-se a ênclise com as seguintes formas 
verbais: 
− Gerúndio (não precedido da preposição em) 
• Recusou o convite, fazendo-se de ocupado. 
 
− Imperativo afirmativo 
• Prepara-te para saltar. 
 
− Infinitivo não flexionado, precedido da 
preposição a: 
• Todos corriam a ouvi-lo. 
 
4. Nas frases imperativas afirmativas. 
• Romano, escuta-me. 
 
 
PRONOME OBLÍQUO ÁTONO 
NAS LOCUÇÕES VERBAIS 
 
 Quando o verbo principal da locução estiver 
no infinitivo ou no gerúndio, há duas ocorrências: 
− Se a locução vem precedida da palavra 
atrativa, o pronome pode ocorrer antes do 
verbo auxiliar ou depois do verbo principal, 
isto é, nos dois extremos da locução, nunca 
no meio. 
• Não lhe posso dizer nada. 
• Não posso dizer-lhe nada. 
• Nada nos estava faltando. 
• Nada estava faltando-nos. 
 
− Se alocução não vem precedida de palavra 
atrativa o pronome obliquo pode ocorrer 
depois do verbo auxiliar ou depois do verbo 
principal. 
• Devo-lhe dizer algumas palavras. 
• Devo dizer-lhe algumas palavras. 
• Vinham-me acompanhando duas pessoas. 
• Vinham acompanhando-me duas pessoas. 
 
Quando o verbo principal estiver no 
particípio, há, também, duas situações: 
− Se a locução vem precedida de palavra 
atrativa, o pronome obliquo ocorre apenas 
antes do verbo auxiliar, já que nunca ocorre 
ênclise com o particípio. 
• Não me tinham avisado do fato. 
 
− Se a locução não vem precedida de palavra 
atrativa, o pronome obliquo ocorre depois 
do verbo auxiliar. 
• Tinham-me avisado do fato. 
 
 
Obs.: Quando, nas locuções verbais, o 
verbo auxiliar ocorre no futuro do presente ou no 
futuro do pretérito, valem as regras enunciadas 
acima, ressalvando-se que, com essas formas 
verbais nunca ocorre a ênclise, que deve ser 
substituída pela mesóclise. 
• Ter-se-ia discutido outro problema. 
• Poder-se-á dizer o contrario disso. 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Assinale as frases em que há erro de colocação 
do pronome pessoal átono. 
a) Não amá-lo era impossível. 
b) Ele deve vencer porque se esforçou muito. 
c) Desejo contar-te um caso interessante 
d) Proteger-te-ia se isso me fosse possível. 
e) É verdade; nunca desejaram-lhe tanta felicidade 
como hoje. 
 
02. (FCMS-SP) Há um erro de colação pronominal 
em: 
a) Sempre a quis como namorada. 
b) Os soldados não lhe obedeceram às ordens. 
c) Todos me disseram o mesmo. 
d) Recusei a idéia que apresentaram-me. 
e) Quando o cumprimentaram, ela desmaiou. 
 
03. Em: “È uma dor canalha que te dilacera.”, o 
pronome átono te está proclítico ao verbo: 
a) por causada conjunção integrante que; 
b) por causa do pronome relativo que; 
c) por causa da expressão dor canalha; 
d) a afirmação que encabeça o teste está errada, 
pois o pronome átono te não está proclítico ao 
verbo, e sim mesoclítico. 
 
04. Assinale as opções gramaticalmente corretas à 
colocação pronominal. 
a) Sobre aquela ocorrência, os alunos tinham 
prevenido-o há alguns dias. 
b) Nesta circunstâncias, amparemo-lo com todo o 
carinho. 
c) Quanto ao emprego, não aceitando-o, oferecê-
lo-ei a outro amigo. 
d) Não sei se me não deves agradecer. 
 
 
PORTUGUÊS 
 
ENSINO MÉDIO III 
 
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57
05. (FEI-SP) Assinale a alternativa em que o 
pronome obliquo átono esteja colocado de 
maneira correta, segundo a norma culta 
gramatical. 
a) Talvez tenha solicitado0me o pedido. 
b) Jamais convidei-o para compor minha equipe. 
c) Se for necessário, calarei-me. 
d) Até lá muitos só se terão arrependido. 
e) Não maltratá-lo-ei nunca. 
 
06. Em ___________ os bailes dos clubes 
___________ achar que ___________ poucos 
festejos carnavalescos nesta cidade. 
a) excluindo-se / poderia-se / fazem-se. 
b) se excluindo / poderia-se / se fazem. 
c) excluindo-se / poder-se ia / fazem-se. 
d) excluindo-se / poderia / fazem. 
e) se excluindo / poder-se-ia / se fazem. 
 
07. Assinale a única alternativa incorreta quanto à 
colocação pronominal. 
a) Agora, ajeite-se como quiser. 
b) Agora, convenci-me da verdade. 
c) Se se pode ir, vai-se. 
d) Quanta honra nos dá sua visita. 
e) Quanta honra encontrá-la. 
 
08. (UFPB) A colação do pronome átono está 
incorreta apenas em: 
a) “...não poderia consultá-lo à fraca luz da 
masmorra.” 
b) “Nunca mais vê-los-ia, nunca!” 
c) “Quaresma, porém, enganava-se em parte.” 
d) “Mas, ‘seu’ tenente, deixe-me escrever à minha 
mãe...” 
e) “O que fazia sofrer era aquela semivida de moça, 
mergulhada na loucura e na modéstia.” 
 
09. Está correta a colocação do pronome obliquo 
átono em: 
a) Aqui estuda-se com determinação e coragem. 
b) Aqui, estuda-se com determinação e coragem. 
c) Aqui, se estuda com determinação e coragem. 
d) Aqui estuda-se-á com determinação e coragem. 
e) Se estuda aqui com determinação e coragem. 
 
10. Há um erro de colocação pronominal em: 
a) “Sempre a quis como namorada.” 
b) “Os soldados não lhe obedeceram as ordens.” 
c) “Todos me disseram o mesmo.” 
d) “Recusei a idéia que apresentaram-me.” 
e) “Quando a cumprimentaram, ela desmaiou.” 
 
11. Assinale a única alternativa em que a 
forma pronominal está correta: 
a) Não há mais ciúmes entre eu e ele. 
b) Papai deu o carro para eu dirigir. 
c) Contra os alunos e eu estava o 
diretor. 
d) Sem você e eu ninguém fará nada. 
 
 
 
 
 
 
12. Examine as frases abaixo. 
I Aqui, despedimo-nos. 
II Aqui se arruma tudo. 
III Nada me preocupa. 
IV Contei sem magoar-te os ouvidos! 
 
Ocorre erro na colocação dos pronomes: 
a) na I e na II, apenas 
b) na III e na IV, apenas 
c) na I e na III, apenas 
d) na II em na IV, apensa 
e) em nenhuma das frases. 
 
13. Assinale o item no qual a colocação dos 
pronomes está correta. 
a) Vender-vo-la-íamos por quê? Devolvida-me a 
carta, partirei. Eles e elas se desculparam. 
Deram-mos. O que não deve dizer-se? 
b) Tenho queixado-me com razão. Deram-nos 
Depois de devolvido-lhe o recibo, ficarei 
sossegado. O que não se deve dizer? Tens a 
obrigação de me pagares tudo. 
c) Deus te abençoe! Será proveitoso estudando a 
lição e não decorando-ª O que não deve-se 
dizer? Irei, quando convidar-me-ão. Se se 
quiser, tudo irá bem. 
d) Valha-me Jesus! Ó João, se levante! Tendo 
alcançado-te nas provas. Não se as procuram. O 
que me preocupa, é esta prova. 
e) Peça e dar-se-lhe-á. Por que vo-las 
venderíamos? O livro, meus amigos, hei de 
devolver-lho. A carta e o dinheiro não os 
remeterei logo. O que se não deve dizer? 
 
14. Assinale a alternativa em que o pronome está 
mal colocado: 
a) Lá, disseram-me que entrasse logo. 
b) Aqui me disseram que saísse. 
c) Posso ir, se me convidarem. 
d) Irei, se quiserem-me. 
e) Estou pronto. Chamem-me 
 
15. O pronome oblíquo está mal colocado em: 
a) Devemos-lhe contar isto. 
b) Devemos contar-lhe isto. 
c) Não lhe devemos contar isto. 
d) Deveríamos ter-lhe contado isto. 
e) Deveríamos ter contado-lhe isto. 
 
16. (FEI-SP) Apresente a expressão “A máquina o 
fará por nós”: 
a) com pronome mesoclítico; 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
b) com próclise dos dois pronomes. 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
Cristo conta conosco para fazer com que 
o mundo saiba que Ele Se importa. 
PORTUGUÊS 
 
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TEXTO: TEM GENTE QUE NÃO ESTÁ 
BRINCANDO 
 
1 
 
 
 
5 
 
 
 
 
10 
 
 
 
 
15 
 
 
 
 
20 
 
 
 
 
25 
 
 
 
 
30 
 
 
 
 
35 
 
 
 
 
40 
 
 
 
 
45 
 
 
 
 
50 
O Trabalho é proibido até os 14 anos de idade 
no Brasil. No entanto, é uma das mais rendosas 
fontes de lucro, baseada numa das mais 
hipócritas omissões do Estado e da sociedade. 
Quando algo danoso deve ser justificado, 
buscam-se variáveis de comparação de natureza 
ainda mais prejudicial, transformando o objeto 
em defensável ou, o que é pior, em elogiável 
como solução alternativa àquele mesmo 
elemento de comparação. É o que acontece, no 
Brasil, em relação à exploração do trabalho 
infantil. Argumentos em defesa do trabalho 
infantil comparam-se ao abandono, ao tráfico, à 
vida nas ruas, à falta de escolas, ao roubo e à 
delinqüência. Mais construtivo e menos hipócrita 
seria, contudo, comparar a exploração da mão-
de-obra infantil com as brincadeiras, o estudo, o 
esporte e a convivência familiar e comunitária, 
direitos assegurados na Constituição e 
reconhecidos internacionalmente. Quando o 
dever da sobrevivência individual e familiar não 
recair mais sobre a própria criança, esta poderá 
exercer plenamente seus direitos de brincar e 
estudar, construindo a sobrevivência e a 
qualidade de vida de toda a sociedade. 
 Cerca de dois milhões de crianças entre 
10 e 13 anos, trabalham no Brasil, contrariando 
a Constituição Federal. Se considerarmos os 
adolescentes de 14 a 18 anos, esse número 
sobre para 7,5 milhões. Eles estão no campo e 
nas grandes cidades, cumprindo jornadas em 
condiçõ O trabalho infantil está intimamente 
ligado à pobreza dos adultos. Somente uma 
política de empregos e programas de renda 
mínima, aliados à reforma agrária, poderão 
solucionar o problema. É possível e necessário, 
entretanto, coibir essa prática criminosa, 
respeitando os direitos das crianças e 
adolescentes em todos os segmentos sociais. 
Onde há uma criança trabalhando, certamente 
há um adulto explorando e, por perto, um adulto 
desempregado. Em outubro de 1996, o 
Presidente da República encaminhou projeto de 
lei ao Congresso Nacional que proíbe qualquer 
tipo de trabalho antes dos 14 anos. O Estatuto 
da Criança e do Adolescente prevê o trabalho na 
condição de aprendiz, antes dos 14 anos, não 
especificando idade mínima para seu inicio. 
 
 (Adaptado do Relatório Azul – Comissão de Cidadania e 
Direitos Humanos, Assembléia Legislativa/RS, 1996) 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Segundo o texto, uma das formas para garantir 
a sobrevivência e a qualidade de toda a 
sociedade é assegurar 
a) que a criança possa trabalhar com tranqüilidade. 
b) que os pais da criança decidam se ela deve ou 
não trabalhar. 
c) os direitos da criança de estudar e brincar, 
contidos na Constituição. 
d) o direito da criança de decidir sobreo que é 
melhor para ela e sua família. 
02. Para justificar o trabalho infantil no Brasil, 
segundo o primeiro parágrafo do texto, são 
usados argumentos de 
a) que não existe trabalho infantil no pais, pois 
existe uma lei que é cumprida proibindo-o até os 
14 anos. 
b) que não existe trabalho infantil no país, mas sim 
uma hipócrita omissão do estado e da sociedade 
em relação a esse assunto. 
c) elogio ao menor trabalhador de 14 anos, que 
prefere trabalhar e sustentar sua família ao invés 
de brincar e se divertir. 
d) defesa, comparando-o ao abandono, o trafico, à 
vida nas ruas, à falta de escolas, ao roubo e à 
delinqüência, sendo estes argumentos hipócritas. 
 
03. Para solucionar o problema do trabalho infantil 
no Brasil, segundo o texto, seria necessário 
a) coibir essa prática criminosa, respeitando o 
direito das crianças e dos adolescentes de 
trabalharem somente nos finais de semana. 
b) haver uma política de emprego e programas de 
renda mínima, aliados à reforma agrária. 
c) prever, no Estatuto da Criança e do Adolescente, 
o trabalho na condição de aprendiz, antes dos 15 
anos. 
d) haver uma política de emprego e de renda 
mínima para todas as crianças. 
 
04. No texto, a palavra que (l. 46) é um pronome 
relativo e refere-se 
a) ao Presidente da República 
b) ao Congresso Nacional 
c) ao Projeto de lei 
d) à criança trabalhando 
 
05. O trecho “...buscam-se variáveis de 
comparação de natureza ainda mais 
prejudicial...” (l. 6 e 7) pode ser substituído na 
voz passiva por 
a) variáveis de comparação de natureza ainda mais 
prejudicial são buscadas. 
b) variáveis de comparação de natureza ainda mais 
prejudicial buscaram-se. 
c) variáveis de comparação de natureza ainda mais 
prejudicial devem ser buscadas. 
d) variações de comparação de natureza ainda mais 
prejudicial foram buscadas. 
 
06. Em relação ao projeto de lei enviado ao 
Congresso Nacional pelo Presidente da República 
em 1996 (l. 45 e 46), pode-se afirmar que o 
mesmo prevê. 
a) o trabalho na condição de aprendiz antes dos 16 
anos. 
b) qualquer tipo de trabalho antes dos 14 anos. 
c) idade máxima para o trabalho infantil. 
d) a proibição do trabalho, em qualquer condição, 
antes dos 14 nos. 
 
 
 
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07. No trecho “Cerca de dois milhões de crianças...” 
(l. 26), a expressão sublinhada significa 
a) somente d) aproximadamente 
b) a respeito de e) a menos que 
 
08. A palavra hipócrita (l. 4) tem o mesmo sentido 
que 
a) dissimuladas d) pecados 
b) lacunas e) erros 
 
09. Os verbos construindo (l. ) respeitando (l. ), 
trabalhando (l. ) pertencem a uma das formas 
nominais, que é o 
a) particípio d) infinitivo 
b) indicativo e) gerúndio 
 
10. A palavra coibir (l. 39) poderia ser substituída, 
sem prejuízo do seu significado no texto, por 
a) aceitar d) incentivar 
b) impedir e) rever 
 
 
PEQUENA REVISÃO DE ORTOGRAFIA 
 
 Aproveite e relembre algumas palavras 
importantes da Língua Portuguesa 
 
01. Complete as lacunas com S ou Z: 
 
concreti___ar parali___ar a___ilo 
atra___ado a___eite finlande___a 
bu___ina poeti___a qui___esse 
fi___esse sal___icha turque___a 
proe___a co___inha repu___er 
 
02. Complete asa lacunas com S, SS ou Ç: 
 
regre___ão compre___ão reten___ão 
repul___ão exten___ão ob___e___ão 
ab___ecado tranmi___ão conver___ão 
e___pontâneo pê___ego morda___a 
marque___a mi___ão ancio___o 
 
03. Complete com X ou CH: 
en___urrada ___arque rou___inol 
me___ilhão co___eiro li___eiro 
co___ilar ei___o quei___a 
en___cher cai___a fai___a 
en___ame amei___a en___oval 
 
04. Complete com G ou J: 
penu___em can___ic o___eriza 
___en___bre la___e gor___eio 
a___iota ma___estade ti___ela 
berin___ela lison___ear relo___io 
pedá___io falan___e vi___ília 
 
05. (UM-SP) Aponte a alternativa que apresenta 
todas as palavras grafadas corretamente: 
a) enxada – bondoso – bexigo – revezamento 
b) faxina – tóxico – canalisar – nobreza 
c) eresia – canzarrão – caxumba – hesitar 
d) hêxito – gorjeio – algema – pesquisa 
e) hegemonia – cangica – xadrez - vazio 
 
06. (EFOA-MG) Escolha a alternativa que preenche 
corretamente os espaços abaixo: 
__________ você não resolveu todas as 
questões da prova? Creio que é __________ 
você não sabe o __________ das regras. Talvez 
seja essa a causa __________ você não 
conseguiu sucesso. 
a) Porque – porque – por quê – porque; 
b) Por que – por que – porquê – por que; 
c) Por que, porque, porquê, por que; 
d) Porque, por quê – porque – porque; 
e) Por que – por que – porque por que 
 
07. (UFMS) Selecione dentre as palavras que estão 
nos parênteses aquela que preenche 
corretamente o espaço em branco. 
a) A empresa pagou __________ multa por ter 
poluído o rio. (vultosa/vultuosa) 
b) O médico __________ rigorosa dieta à paciente. 
( prescreveu / proscreveu) 
c) O candidato a presidente do time fez 
__________ de vários ingressos para o jogo de 
domingo (sessão/cessão/seção) 
d) O juiz __________ lhe é pena que merecia 
(infringue/infringiu). 
 
08. (EFOA-MG) Assinale a alternativa em que todas 
as lacunas devem ser preenchidas com a letra i. 
a) calcár___o - ___ncorporar – ag___ota 
b) escar___o – d___lapidar - ___mpecilho 
c) d___spêndio – d___stilação – cad___ado 
d) ___ntumescer – d___gladiar – balgu___ana 
e) rést___a – mer___tíssimo – g___ada 
 
09. (USF-SP) Chegou a __________ um pedido de 
__________, mas as palavras lhe saíam quase 
__________. 
a) improvissar – excusar – inaldiveis 
b) improvisar – escusar – inaudíveis 
c) improvisar – excusar – inaudíveis 
d) improvizar – escusar – inaudíveis 
e) improvizar – excusar - inaldíveis 
 
10. (FEI-SP) Identifique a alternativa cujas palavras 
preenchem corretamente os espaços em branco: 
 A __________ do vestibular gera uma grande 
__________ no jovem e o deixa __________ 
quando ao resultados. 
a) espectativa – tensão – exitante 
b) expectativa – tensão – hezitante 
c) expectativa – tensão – hesitante 
d) espectativa – tensão – excitante 
e) espectativa – tenção – excitante 
 
11. Há erro no emprego de 
vocábulo em: 
a) Irás à casa dele à toa; 
adiantará. 
b) Que mau humor! 
c) Há meses não vinhas aqui. 
d) O menino cria cães demais. 
e) Não entendi; ele tampouco. 
 
 
 
 
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MODERNISMO 1ª FASE 
 
 Realizada a Semana de Arte Moderna e 
ainda sob os ecos das vaias e gritaria, tem início 
uma primeira fase modernista, que se estende de 
1922 a 1930, caracterizada pela tentativa de definir 
e marcar posições. Este é, portanto um período rico 
em manifestos e revistas de vida efêmera: são 
grupos em busca de definição 
 Nessa década, a economia mundial caminha 
para um colapso que se concretizaria na quebra da 
Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929. O Brasil 
vive os últimos anos da chamada República Velha, 
ou seja, o período de domínio político das 
oligarquias ligadas aos grandes proprietários rurais. 
Não por mera coincidência, a partir de 1922, com a 
revolta militar do Forte de Copacabana, o Brasil 
passa por um momento realmente revolucionário, 
que culmina com a Revolução de 1930 e a ascensão 
de Getúlio Vargas. 
 Assim é que, a partir de 1930 e se 
estendendo até 1945, o movimento modernista vive 
uma segunda fase, refletindo as transformações 
por que passa o país, que entra numa nova etapa 
de sua vida republicana, levando os artistas 
nacionais a se posicionarem diante dessa nova 
realidade. 
 
 
MOMENTO HISTÓRIO 
 
 “Nesse processo verificamos a seriação das 
manifestaçõespolítico-militares iniciadas com os 
disparos dos canhões de Copacabana, em 1922, e 
encerradas com o internamento da Coluna prestes 
na Bolívia. Tais manifestações, inequivocamente de 
classe média, assinalavam o crescente na disputa 
pelo poder. Nele verificamos, ainda, a seriação de 
manifestações de rebeldia artística a que se 
convencionou chamar Movimento Modernista, 
também tipicamente de classe média.” 
Nelson Werneck Sodré, em seu livro História da 
Literatura brasileira, ao analisar a década de 1920/30. 
 
 Um mês após a realização da Semana de 
Arte Moderna, a política brasileira vive dois 
momentos importantes: a 1º de março, a eleição 
para a escolha do sucessor de Epitácio Pessoa na 
Presidência da República, com a vitória do mineiro 
Artur Bernardes sobre Nilo Peçanha; nos dias 25, 26 
e 27 de março, a realização, no Rio de Janeiro, do 
congresso de fundação do Partido Comunista 
Brasileiro. 
 A Eleição d2 1922 ocorre em meio a grave 
crise econômica e, contrariando a norma da 
República do café-com-leite, polariza-se entre as 
candidaturas de Artur Bernardes (representante das 
oligarquias de São Paulo e Minas Gerais) e Nilo 
Peçanha (representante das oligarquias de 
Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do 
Sul). Trata-se de uma disputa motivada por 
interesses pessoais e locais, e não por propostas 
diferentes de governo. Entretanto, o acirramento do 
quadro político e a agitação da campanha eleitoral 
trazem à tona o descontentamento de importante 
setor da sociedade: a classe média, representada 
por jovens oficiais militares, que exige mudança e 
tenta impedir a posse de Artur Bernardes. 
 O processo revolucionário tem início com a 
revolta dos militares do Forte de Copacabana, a 5 
de julho de 1922; o movimento, entretanto, dura 
apenas 24 horas e termina com a caminhada fatal, 
pelas ruas de Copacabana, de 17 jovens militares e 
um civil contra mais de 3 000 soldados das forças 
governamentais. Esse episódio, conhecido como Os 
18 do Forte, significou, nas palavras do historiador 
Edgar Carone, “o sacrifício por um ideal”, ficando 
gravado como símbolo de luta. 
 Os primeiros anos do governo de Artur 
Bernardes são marcados por um constante estado 
de sítio, censura à imprensa e intervenções nos 
estados. No entanto, essas medidas não são 
suficientes para estancar a marcha revolucionária: a 
5 de julho de 1924, dois anos após os 
acontecimentos de Copacabana, estoura uma 
revolução em São Paulo em que os militares exigem 
o fim da corrupção, maior representatividade 
política, voto secreto e justiça. O movimento dos 
tenentes em São Paulo dura aproximadamente um 
mês e termina com a retirada dos revoltosos em 
direção ao interior, onde se encontram com tropas 
vindas do Rio Grande do Sul, comandadas pelo 
capitão Luís Carlos Prestes. Para dar continuidade à 
luta, a saída é a formação de uma coluna com 
aproximadamente 1 000 homens, sob o comando de 
Prestes, que correria o Brasil, difundindo os idéia os 
ideais 
revolucionários. 
Após percorrer 
24 000 Km e 
enfrentar tropas 
do exercício, 
forças regionais, 
jagunços e os 
cangaceiros de 
Lampião, a 
Coluna Prestes 
embrenha-se 
em território 
boliviano. 
 
 O período de 1922 a 1930 é também 
caracterizado por definições no quadro político-
partidário: em 1922, sob o impacto da Revolução 
Russa, dá-se a criação do Partido Comunista, que 
contou entre seus fundadores com vários elementos 
egressos das lutas anarquistas; em 1926 surge o 
Partido Democrático, de larga penetração entre a 
pequena burguesia paulista e que teve, entre seus 
fundadores, Mário de Andrade. 
 A situação política e social brasileira vive 
momentos de aparente calma com a eleição de 
Washington Luís para a sucessão de Artur 
Bernardes. Mas na realidade, o país caminhava para 
o fim desse período de convulsões sociais com a 
ocorrência da Revolução de 1930 e a ascensão de 
Getúlio Vargas ao poder, iniciando-se uma nova era 
da história. Mário de Andrade dá o seu depoimento: 
“Mil novecentos e trinta... Tudo estourava, políticas, 
famílias, casais de artistas, estéticas, amizades 
profundas. O sentido destrutivo e festeiro do 
movimento modernistas já não tinha mais razão de 
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ser, cumprido o seu destino legitimo. Na rua, o povo 
amotinado gritava: - Getulio! Getulio!...” 
 
CARACTERISTICAS 
 
 O período de 1922 a 1930 é o mais radical 
do movimento modernista, justamente em 
conseqüência da necessidade de definições e do 
rompimento de todas as estruturas do 
passado. Daí o caráter anárquico desta primeira 
fase modernista e seu forte sentido destruidor, 
assim definido por Mário de Andrade. 
 Ao mesmo tempo que se procura o 
moderno, o original e o polêmico, o nacionalismo se 
manifesta em suas múltiplas facetas: uma volta às 
origens, a pesquisa das fontes quinhentistas, a 
procura de uma língua brasileira” (a língua falada 
pelo povo nas ruas), as paródias, numa tentativa de 
repensar a história e a literatura brasileira, e a 
valorização do índio verdadeiramente brasileiro. É o 
tempo dos manifestos nacionalistas do Pau-
Brasil e da Antropofagia, dentro da linha 
comandada por Oswaldo de Andrade, e dos 
manifestos do Verde-Amarelismo e do grupo da 
Anta, que já trazem as sementes do nacionalismo 
fascista comandado por Plínio Salgado. 
 Como se percebe já no final da década de 
20, a postura nacionalista apresenta duas vertentes 
distintas: de um lado, um nacionalismo crítico, 
consciente, de denúncia da realidade brasileira, 
identificado com as correntes políticas de extrema 
direita. 
 O Modernismo foi um movimento que 
tentou a completa ruptura com o passado, com o 
acadêmico, o rotineiro, o convencional; daí 
apresentar as seguintes características: 
 
TOTAL LIBERDADE DE FORMA 
 A nova Escola deu ao escritor a ilimitada 
liberdade de criar normas próprias para produzir a 
obra que devia ser individual e livre de qualquer 
limitação externa. 
 
NACIONALISMO 
 Procurou empregar a linguagem brasileira, 
tanto no vocabulário como na sintaxe, abandonando 
os padrões tradicionais eu tiravam muito da beleza 
e originalidade da obra. 
 Pretendeu colocar como temática exclusiva 
o universo brasileiro (cultura, folclore, problemática 
urbana e regional, o homem) 
 Quis criar uma literatura intrinsecamente 
brasileira, fruto de nossa civilização, de nossas 
aspirações, de nossa gente. 
 
A LINGUAGEM DO MOMENTO 
 Isto é, simples, direta, coloquial, livre dos 
grilhões da gramática, com um vocábulo acessível, 
comum, objetivo e imagens diretas. 
 
O VERSO LIVRE 
 Que libertou a poesia dos cânones 
parnasianos. Embora tenha nascido antes do 
Modernismo, foi por este adotado e largamente 
empregado. 
 
TEMÁTICA DO PRESENTE 
 Os modernistas inspiraram-se na atualidade 
que viveram, principalmente no quotidiano, na 
máquina, na sociedade, envolvente, na política, na 
burguesia, nos problemas regionais, na civilização 
industrial. 
 
GERAÇÃO DE 1922 - 1930 
 
 É a geração que definiu e implantou o 
Modernismo no Brasil, formada principalmente pelo 
grupo que promoveu a Semana de Arte Moderna. 
 
 As características foram destrutiva, 
anárquica, nacionalista extremada (alguns ainda 
apaixonados pelo primitivismo através da pesquisa 
folclórica e indígena); apelou para o sarcasmo e 
ironia (com poemas-piadas), para a ousadia de 
figuras e de linguagem, que devia ter liberdade 
absoluta. Servem de exemplo Paulicéia 
Desvairada e Macunaíma. 
 
 Houve o predomínio da poesia sobre a 
prosa. 
 
 
GERAÇÃO DE 1930 - 1945 
 
 Constituída por diversos elementos da 
primeira geração, agora mais amadurecidos, que 
passam de “uma faze critica a uma fase criadora” e 
por valores novos. 
 
 Ascaracterísticas foram construtivas, 
usando da liberdade com bom-senso, buscndo o 
equilíbrio dda forma e da linguagem, valorizando 
algumas formas fixas (o soneto, a balada, por 
exemplo) e voltando-se mais para os problemas do 
homem. 
 
A prosa passa a ter grande importância, 
principalmente através do romance. 
 
 
 
 
 
Capa do catálogo 
da exposição de 
Artes Plásticas da 
Semana de Arte 
Moderna, 
desenhada por Di 
Cavalcanti 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AS CORRENTES MODERNISTAS 
 
 Depois da união inicial em torno da 
Semana, os modernistas dividiram-se em grupos e 
movimentos que refletiam orientação estéticas e 
ideológicas diversas: 
 
MOVIMENTO PAU-BRASIL 
 Tinha como objetivo a revalorização dos 
elementos primitivos da nossa cultura, através da 
crítica ao falso nacionalismo e da valorização de 
obras que redescobrissem o Brasil, seus costumes, 
sua cultura, seus habitantes e suas paisagens. Dele 
participaram, principalmente: Oswaldo de Andrade, 
Mário de Andrade, Raul Bopp, Alcântara Machado e 
Tarsila do Amaral (pintora). 
 
 
 
 
 
 
 
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MOVIMENTO VERDE-AMARELO 
 Liderado por Plínio Salgado, Cassiano 
Ricardo e Menotti del Picchia, e tendo uma postura 
nacionalista, repudiava tudo que fosse cultura 
importada e tentava mostrar um Brasil grandioso. 
Entretanto, acabou por revelar uma visão 
reacionária, sobretudo através de Plínio Salgado, 
que viria a ser o principal líder do integralismo, 
movimento político brasileiro de extrema direita 
baseado nos moldes fascistas. 
 
MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO 
 Radicalização do Movimento Pau-Brasil, foi 
lançado em 1928, e opunha-se ao conservadorismo 
do movimento Verde-Amarelo. Seus participantes 
eram os mesmos do Movimento Pau-Brasil. 
 
MOVIMENTO ESPIRITUALISTA 
 Procurou conciliar o passado com o futuro e 
manteve-se preso às influencias simbolistas. A 
universalidade dos temas, o mistério, as questões 
existenciais e o espiritualismo caracterizam, de 
maneira geral, a produção desta corrente que 
assimilou as renovações da linguagem modernista. 
Tasso da Silveira, Augusto Frederico Schimidt, 
Murilo Araújo, Adelino Magalhães, Murilo Mendes e 
Cecília Meireles são os principais poetas que se 
aglutinaram em torno dessas idéias. 
 
 
MÁRIO DE ANDRADE 
 
 Intelectual de 
múltiplas facetas, Mário de 
Andrade, além de poeta, 
romancista e contista, foi 
crítico literário, professor 
de piano e de historia da 
musica e um estudioso 
apaixonado do folclore 
brasileiro. Fundou o 
Serviço do Patrimônio 
Histórico e Artístico 
Nacional e foi professor da 
Universidade do Distrito 
Federal (hoje UFRJ), 
onde regeu a cadeira de 
Filosofia e História da 
Arte. Participante ativo 
do movimento 
modernista brasileiro e a 
mais importante figura da geração de 22, deixou-
nos uma obra vasta e importante. 
 
 Estreou com um livro de influencias 
parnasianas e simbolistas. Mas Paulicéia desvairada 
(1922) seria o primeiro livro do Modernismo 
brasileiro. Neste, o poeta focaliza aspectos 
humanos, sociais e políticos de São Paulo, em 
versos livres, de métrica informal, subvertendo os 
valores estéticos até então vigentes. Palavras, 
expressões, flashes e fragmentos articulam-se numa 
tentativa de apreender a alma urbana de São Paulo, 
ora lhe celebrando a paisagem, ora criticando a 
burguesia, ora tentando expressar sua visão da 
cidade. 
 No “Prefácio interessantíssimo”, que abre 
Paulicéia desvairada, o poeta dá-nos a sua fórmula 
de elaboração do poema: 
 “impulso inconsciente + escrita livre + 
técnica posterior = poesia” 
 Losango cáqui (1926) é, segundo o próprio 
Mário, composto de sensações, idéias, alucinações, 
brincadeiras, liricamente anotadas. Nele o poeta 
expressa o seu antimilitarismo. 
 
 Em Clã da jabuti 
(1927) e Remate de males 
(1930), o poeta procura 
apreender a “alma nacional”, 
aproveitando-se de temas 
folclóricos. 
 Em Lira paulistana 
(1946), Mário de Andrade 
volta-se novamente para 
aspectos de São Paulo, 
aliando ao tema da cidade 
natal uma poesia de 
inquietações sociopolíticas e 
individuais. Desse livro é o 
poema a seguir: 
 
Na rua Aurora eu nasci 
Na aurora da minha vida 
E numa aurora cresci. 
 
No largo do Paissandu 
Sonhei, foi luta renhida, 
Fiquei pobre e me vi nu. 
 
Nesta rua Lopes Chaves 
Envelheço, e envergonhado 
Nem sei quem foi Lopes Chaves. 
 
Mamãe! me dá essa lua, 
Ser esquecido e ignorado 
Como esses nomes de rua. 
 
ANDRADE, Mário de. “Lira paulista.” In: Poesias 
completas. 4. ed. São Paulo, Martins, 1974. p. 248-9. 
 
 A obra ficcionista de Mário de Andrade pode 
ser dividida em duas vertentes: a primeira trata do 
universo familiar da burguesia paulistana e da gente 
do povo ⎯ Amar, verbo intransitivo e a série de 
contos que publicou. A segunda origina-se do 
aproveitamento de lendas indígenas, mitos, 
anedotas populares e elementos do folclore 
nacional, com os quais compôs sua obra-prima, 
Macunaíma. 
 O herói apresenta traços bem definidos, 
como a preguiça, o deboche, a irreverência, a 
malandragem, a sensualidade, o individualismo e o 
sentimentalismo. Entretanto, o caráter do herói 
muda de um episódio para outro, o que justifica 
qualifica-lo de “herói sem nenhum caráter”. 
 
 
 
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OBRAS 
 
POESIA 
? Há uma gota de sangue em cada 
poema (1917); 
? Paulicéia desvairada (1922); 
? Losango cáqui (1926); 
? Clã do jabuti (1927); 
? Remate de males (1930); 
? Lira paulistana (1946), publicação 
póstuma. 
 
FICÇÃO 
? Amar, verbo intransitivo (1927); 
? Macunaíma (1928); 
? Os contos de Belozarte (1934); 
? Contos novos (1946), publicação 
póstuma. 
 
ENSAIO 
? A escrava que não é Isaura (1925); 
? Aspectos da literatura brasileira 
(1934); 
? O empalhador de passarinhos (1944). 
 
 
TEXTO: MACUNAÍMA 
 
Mário de Andrade 
 
 Macunaíma? parte do interior da selva 
amazônica rumo a São Paulo, para reaver o amuleto 
que ganhara de sua mulher, que subira aos céus 
desgostosa com a morte do filho. Macunaíma, junto 
com seus irmãos Jiguê e Maanape, participa de 
várias façanhas até recuperar o amuleto que estava 
em poder de Venceslau Pietro Pietra (o gigante 
Piaimã). Contudo, perde-o novamente, enganado 
pela Uiara (divindade dos rios e dos lagos). 
Desiludido e sozinho depois da morte dos irmãos, 
 
? Macunaíma – figura lendária da mitologia indígena, 
recolhida por Mário de Andrade no livro Vom Roraima zum 
Orinoco, do etnólogo alemão Theodor Koch-Grünberg, 
que, entre 1911 e 1913, fez pesquisas junto às tribos do 
extremo norte do Brasil. Segundo o alemão, “o nome do 
mais elevado herói da tribo, Macunaíma, contém como 
partes componentes a palavra macku, ‘mau’ e o sufixo 
aumentativo –ima, ‘grande’”. 
resolve subir aos céus e deixar-se transformar na 
constelação da Ursa Maior. 
 O trecho seguinte narra as transformações 
de Macunaíma e seus irmãos, ao se banharem nas 
águas de uma cova avistada na rocha, quando 
seguiam para São Paulo pelo rio Araguaia. 
 
 Então Macunaíma enxergou numa lapa? 
bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a 
cova era que-nem a marca dum pé-gigante. 
Abicaram?. O herói depois de muitos gritos por 
causa do frio da água entrou na cova e se lavou 
inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele 
buraco na lapa era marca do pezão do Sumé?, do 
tempo em que andavapregando o evangelho de 
Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do 
banho estava branco louro e de olhos azuizinhos, 
água lavara o pretume? dele. E ninguém seria 
capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta 
dos Tapanhumas?. 
 Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se 
atirou na marca do pezão do Sumé. Porém a água já 
estava muito suja da negrura do herói e por mais 
que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra 
todos os lados só conseguiu ficar com a cor do 
bronze novo. (...) 
 ― Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, 
porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem 
nariz. 
 Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê 
esborrifara toda a água encantada pra fora da cova. 
Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape 
conseguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. 
Por isso ficou negro bem filho da tribo dos 
Tupanhumas. Só que as palmas das mãos e dos pés 
dele são vermelhas por terem se limpado na água 
santa. 
 
ANDRADE, Mário de. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter, 
28 ed. Belo Horizonte, Villa Rica, 1992 p. 29-30. 
 
 
 
COMPREENSÃO DO 
TEXTO 
 
01. Alegoria é a exposição 
de um pensamento sob 
forma figurada. O texto 
lido é uma 
representação alegórica 
de quê? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
? lapa – grande pedra ou laje que forma um abrigo 
? Abicar – encalhar propositadamente com a proa. 
? Sumé – São Tomé. Segundo a lenda, há no Brasil várias 
marcas dos pés de São Tomé em sua peregrinação 
apostólica, antes do descobrimento. 
? pretume - preto 
? tapanhumas – tribo lendária de ameríndios do Brasil. 
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02. Que reação de Macunaíma não conduz com o 
que se espera de um herói, prenunciando o anti-
herói? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. A cultura popular e o folclore fundamentam a 
construção da obra “Macunaíma”. Retire do 
texto elementos que justifiquem essa afirmação. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Mário de Andrade valoriza a lógica e a razão 
nesse texto? Por quê? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Caracterize Macunaíma a partir de suas ações 
no texto. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Não é obra de Mario de Andrade: 
a) Losango Cáqui 
b) O empalhador de Passarinho 
c) Macunaíma 
d) Martim Cererê 
e) Clã de Jabuti 
 
02. Assinale a informação incorreta 
a) Mário de Andrade promoveu o folclore, a 
literatura e a música nacional. 
b) Mário de Andrade foi a figura do Modernismo que 
finda no mesmo ano de sua morte. 
c) Em 1942 Mário de Andrade fez, numa 
conferencia, o balanço do Modernismo. 
d) Há duas obras de Mário de Andrade de inspiração 
paulistana: Paulicéia Desvairada e Lira 
Paulistana. 
e) Nra 
 
03. Use V para verdadeiro e F para falso: 
a) ( ) O Modernismo deu ao artista total liberdade 
formal para a criação da obra. 
b) ( ) O modernismo quis implantar uma literatura 
nacional, mas de importação, não de 
exportação. 
c) ( ) O Primeiro Congresso de Regionalistas do 
Nordeste realizou-se em 1927 em Recife. 
d) ( ) O Modernismo foi, enquanto sobreviveu, 
nacionalista extremado, anárquico. 
e) ( ) “A civilização industrial” em nada afetou o 
Modernismo que esteve sempre afastado do 
público e do momento histórico. 
 
04. (UFRGS) Associe as obras aos autores. 
1. Mário de Andrade 
2. Oswaldo de Andrade 
 
( ) Serafim Ponte Grande 
( ) Amar, verbo intransitivo 
( ) Paulicéia Desvairada 
( ) A escrava que não é Isaura 
( ) Memórias sentimentais de João Miramar. 
 
A relação numérica, de cima para baixo, que 
estabelece seqüência de associações corretas, é: 
a) 1 – 2 – 2 – 1 – 1 
b) 2 – 1 – 1 – 1 – 2 
c) 2 – 2 – 1 – 2 – 1 
d) 1 – 1 – 2 – 2 – 1 
e) 2 – 1 – 2 – 1 - 1 
 
05. (PUC-RS) A Semana de Arte Moderna, realizada 
em _________, __________, marca 
__________ do Modernismo no Brasil. 
a) 1917 – em São Paulo – o advento 
b) 1920 – em São Paulo – a preparação 
c) 1921 – no Rio de Janeiro – a consagração 
d) 1922 – no Rio de Janeiro – o início 
e) 1922 – em São Paulo – a oficialização. 
 
06. (UFRGS) Considere as afirmações sobre o 
seguinte poema de Mário de Andrade: 
 “Eu sou feliz porque a Terra é uma bola. 
 A bola gira, 
 Gira o universo, 
 Giro também, 
 Sou Gira, 
Sou Louco, 
Sou Oco. 
Sou homem!... 
Sou tudo o que vocês quiserem, 
Mas que sou eu? 
 
I O uso do verso livre e a exploração do espaço 
gráfico são marcas evidentes da modernidade do 
poema; a constituição das rimas, no entanto, 
revela uma forte influencia romântica. 
II O poeta se expressa no poema como um 
homem que se reconhece múltiplo e que está à 
procura de uma idoneidade. 
III Palavras como “Gira (verso 5) e “Louco” (verso 
6) podem sugerir a idéia de que o poeta se vê 
marginalizado no mundo em que vive. 
 
Quais são corretas? 
a) Apenas I 
b) Apenas II 
c) Apenas III 
d) Apenas II e III 
e) Todas estão corretas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A paz de Deus, que excede todo o 
entendimento, guardará o vosso coração e a 
vossa mente em Cristo Jesus. 
Filipenses 4:7 
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66
OSWALD DE ANDRADE 
 
Oswald de 
Andrade buscou uma 
poesia que 
expressasse o 
genuinamente 
brasileiro e 
percorresse, desde os 
tempos coloniais, a 
vida rural e urbana do 
país, que procurou ver 
com o olhar ingênuo 
da criança e o da 
pureza primitiva do 
índio. Reaproveitando 
textos dos primeiros 
viajantes (sobretudo 
de Caminha), 
escreveu poemas 
breves, em versos 
livres e brancos, com 
linguagem coloquial, 
humor e paródia, 
recusando a estrutural 
discursiva do verso 
tradicional. 
Seus 
romances mais 
importantes são 
Memórias 
sentimentais de João 
Miramar e Serafim 
Ponte Grande. 
Memórias 
sentimentais de João 
Miramar é considerado 
a primeira grande 
realização da prosa 
modernista. 
Rompendo com 
esquemas tradicionais 
da narrativa, a obra é 
construída a partir de 
fragmentos 
justapostos, de blocos 
que rompem com a 
seqüência discursiva e de capítulos relâmpagos, 
assemelhando-se à justaposição das imagens 
cinematográficas, o que impossibilita uma leitura 
linear da história e deixa a cargo do leitor a 
recomposição da narrativa. A paródia, a técnica 
cubista (aproximação de elementos distanciados, 
como a pintura de um olho sobre uma perna, por 
exemplo), a frase sincopada, as elipses que devem 
ser preenchidas pelo leitor, a linguagem infantil e 
poética, e outras inovações fazem das Memórias 
uma obra revolucionária para a sua época. O 
recurso metonímico, dentro da técnica cubista, é 
levado ao extremo, como nesta passagem em que 
empresta a uma porta as mangas de camisa e as 
barbas de quem foi abri-la: 
 
 “Um cão ladrou à porta barbuda em mangas 
de camisa e uma lanterna bicor mostrou os 
iluminados na entrada da parede.” 
OBRAS 
 
POESIA 
? Pau-Brasil (1925) 
? Primeiro Cadernode poesia Oswaldo 
de Andrade (1927) 
 
ROMANCE 
? Trilogia do 
exílio: I Os 
condenados 
(1922), II A 
estrela do 
absinto 
(1927), III 
A escada 
vermelha 
(1934); 
? Memórias 
sentimentais 
de João 
Miramar 
(1924); 
? Serafim 
Ponte 
Grande 
(1933); 
? Marco zero I: A revolução melancólica 
(1944) 
? Marco Zero II: Chão (1946). 
 
TEATRO 
? O homem e o cavalo (1943); 
? O rei da vela (1937); 
? A morta (1937); O rei Floquinhos 
(infantil) (1953). 
 
 
 
TEXTO: MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO 
MIRAMAR 
 
3. GARE DO INFINITO 
 
 Papai estava doente na cama e vinha um 
carro e um homem e o carro ficava esperando no 
jardim. 
 Levaram-me para uma casa velha que fazia 
doces e nos mudamos para a sala do quintal onde 
tinha uma figueira na janela. 
 No desabar do jantar noturno a voz de 
mamãe lá me buscar para reza do anjo que 
carregou meu pai. 
 
8. FRAQUE DO ATEU 
 
 Sai de D. Matilde porque marmanjo não 
podia continuar na classe com meninas. 
 Matricularam-me na escola-modelo das tiras 
de quadro ns paredes alvas escadarias e um cheiro 
de limpeza. 
 Professora magrinha e recreio alegre 
começou a aula da tarde um bigode de arame 
espetado no grande professor Seu Carvalho 
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 No silêncio tique-taque da sala de jantar 
informei mamãe que não havia Deus porque Deus 
era a natureza. 
 Nunca mais vi o Seu Carvalho que foi para o 
inferno. 
 
ANDRADE, Oswald de. Memórias 
sentimentais de João Miramar, São Paulo, Difel, 1964 p. 60-2 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Que fases da vida de João Miramar estão 
representadas nos capítulos transcritos? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Que parágrafo do capítulo 3 uma expressão 
característica da linguagem infantil. 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Destaque do capítulo 3 a metonímia que registra 
a força do luto materno na memória do 
narrador. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Identifique a figura de linguagem existente na 
expressão “No silencio tique-taque da sala de 
jantar...” 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Que inovações rompe os esquemas tradicionais 
da narrativa neste fragmento? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
06. Porque seu Carvalho perdeu o emprego de 
professor? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
07. O que representa Paulicéia desvairada no 
contexto da obra de Mário de Andrade? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
08. “Eram três ou quatro moças bem moças e bem 
gentis 
 Com cabelos mui pretos pelas espáduas 
 E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas 
 Que de nós as muito bem olharmos 
 Não tínhamos nenhuma vergonha” 
 
 O trecho acima, de Oswaldo de Andrade, 
exemplifica um recurso bastante utilizado pelos 
modernistas. De que se trata? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
09. Em qual das suas obras Oswaldo de Andrade 
mais alterna poesia e prosa? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
10. Identifique os autores das seguintes obras: 
? Pau-Brasil - ___________________________ 
? O rei da vela - _________________________ 
? Remate de males - _____________________ 
? Os condenados - _______________________ 
? A escrava que não é Isaura; - _____________ 
_______________________________________ 
? Losango cáqui - ________________________ 
? Amar, verbo intransitivo - ________________ 
_______________________________________ 
? Eu - _________________________________ 
? O macaco que se fez homem - _____________ 
_______________________________________ 
 
11. Como devemos entender nacionalista 
modernista? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
12. Caracterize a primeira e a segunda geração 
modernista. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
13. Quando se realizou a semana da Arte Moderna? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
14. Em que esteve empenhado Mario de Andrade? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
15. Cite os principais acontecimentos que 
precederam a Semana de Arte Moderna. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
16. Não é obra de Mário de Andrade; 
a) Losango Cáqui 
b) O empalhador de Passarinho 
c) Macunaíma 
d) Martim Cererê 
e) Cia de Jabuti 
 
 
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O Capoeira 
 
 - “Qué apanha sordado? 
 - O quê? 
 - Qué apanha? 
 Pernas e cabeças na calçada.” 
 
ANDRADE, Oswaldo de. In: Poesias reunidas. 5. ed. Rio de 
Janeiro, Civilização Brasileira, 1071. p. 89, 93-4, 125, 157. 
 
17. Destaque duas características modernistas 
presentes nos textos acima. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
18. Comente o último verso de “Vício da fala”: “E 
vão fazendo telhados”. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
19. Qual a posição de Oswaldo de Andrade em 
relação à língua portuguesa? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
20. (FIUBE-MG) A poesia modernista, sobretudo a 
da primeira fase (1922-1928): 
a) utiliza-se de vocabulário sempre vago e ambíguo 
que apreenda estados de espírito subjetivos e 
indefiníveis. 
b) faz uma síntese dos pressupostos poéticos que 
norteavam a linguagem parnasiano-simbolista. 
c) incentiva a pesquisa formal com base nas 
conquistas parnasianas, a ela anteriores. 
d) enriquece e dinamiza a linguagem, inspirando-se 
na sintaxe clássica. 
e) confere ao nível coloquial da fala brasileira a 
categoria de valor literário 
 
21. (UnB-DF) Assinale a afirmativa incorreta: 
a) O movimento modernista brasileiro tem a 
Semana de Arte Moderna como seu marco 
cronológico. 
b) A literatura regionalista surgiu com o 
Modernismo. 
c) A primeira fase do nosso Modernismo 
caracterizou-se por um aspecto demolidor e 
combativo. 
d) Um dos objetivos do Modernismo brasileiro foi a 
formação da consciênciacriadora nacional. 
e) Pelo seu caráter pouco complexo, podemos 
configurar o Modernismo numa visão clara, 
sintética e definidora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANUEL BANDEIRA 
 
 
 Manuel Bandeira 
estreou em 1917, com A cinza 
das horas, publicando a seguir 
Carnaval (1919), ambos ainda 
com resíduos parnasianos e 
simbolistas, mas já revelando 
um poeta de espírito 
renovador. Com O ritmo 
dissoluto (1924), aproxima-se 
mais do Modernismo. 
 O livro Libertinagem 
(1930) é definitivamente 
modernista. Nele encontramos 
a incorporação da linguagem 
coloquial e popular e a temática 
do dia-a-dia. 
 O caráter da sua poesia 
é marcada pelo tom 
confidencial, pelo desejo 
insatisfeito, pela amargura e 
por referencias autobiográficas 
relacionadas com a sua doença 
(a tuberculose) com os lugares 
onde morou (sobretudo o 
bairro da Lapa, no Rio de 
Janeiro) e com a família. 
 Buscou na própria vida 
inspiração para seus grandes 
temas: de um lado, a família, a 
morte, a infância no Recife, o 
rio Capibaribe; de outro, a 
constante observação da rua 
por onde transitam os 
mendigos, as prostitutas, os 
pobres meninos carvoeiros, as 
Irenes pretas, os carregadores 
de feira livre, todos falando o 
português gostoso do Brasil. E, 
em tudo, o humor, certo 
ceticismo, uma ironia por vezes 
amarga, a tristeza e a alegria dos homens, a 
idealização de um mundo melhor – enfim, um canto 
de solidariedade ao povo. Daí o poeta não entender 
o escândalo que sua poesia provocava, como ele 
comenta em seu livro Itinerário de Pasárgada: 
 
 “No entanto, quando chegava à janela, o 
que me detinha os olhos, e a meditação, não era 
nada disso: era o becozinho sujo embaixo, onde 
vivia tanta gente pobre – lavadeiras e costureiras, 
fotógrafos do Passeio Público, garçons de cafés. 
Esse sentimento de solidariedade com a miséria é 
que tentei pôr no “Poema do beco”, com a mesma 
ingenuidade com que mais tarde escrevi um poema 
sobre o boi morto que vi passar numa cheia do 
Capibaribe. Fiquei, pois, surpreendido ao ver que 
faziam de um e de outro poema pedras de 
escândalo.” 
 
 Manuel Bandeira não participou diretamente 
da Semana mas, foi um verdadeiro pregador do 
ideário modernista – o que lhe valeu ser chamado 
por Mário de Andrade de São João do Modernismo. 
Só o Senhor Deus faz do impossível uma 
realidade. 
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69
 Bandeira dominou magistralmente o verso 
livre. Alcançou uma simplicidade de linguagem e de 
forma a ponto de dispensar a pontuação. Foi 
mestre nos mais diversos ritmos. 
 Sua poesia é bastante autobiográfica, de 
fundo melancólico e, com certa freqüência, irônica. 
É, possivelmente, o melhor poeta modernista. 
 
OBRAS 
 
POESIA 
? A cinza das horas (1917); 
? Carnaval (1919); 
? Ritmo dissoluto (1924); 
? Libertinagem (1930); 
? Estrela da manhã (1936); 
? Lira dos cinquent’anos (1940); 
? Belo, belo (1948); 
? Estrela da vida inteira (1966). 
 
PROSA 
? Crônicas da província do Brasil (1937); 
? Guia de Ouro Preto (1938); 
? Itinerário de Pasárgada (1954); 
? Andorinh, andorinha (1966). 
 
 
TEXTO: A ESTRELA 
 
Manuel Bandeira 
 
Vi uma estrela tão alta, 
Vi uma estrela tão fria! 
Vi uma estrela luzindo? 
Na minha vida vazia. 
 
Era uma estrela tão alta! 
Era uma estrela tão fria! 
Era um estrela sozinha 
Luzindo no fim do dia. 
 
Por que da sua distância 
Para a minha companhia 
Não baixava aquela estrela? 
Por que ta\o alta luzia? 
 
E ouvir-a na sombra funda 
Responder que assim fazia 
Para dar uma esperança 
Mais triste ao fim do meu dia. 
 
BANDEIRA, Manuel. “A estrela”. 
In: Estrela da vida 
inteira: poesia reunidas 
 3 ed. Rio de Janeiro, 
José Olympio, 1973, p. 
164. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
? luzir – emitir luz, irradiar claridade, brilhar. 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Que elemento comum caracteriza o eu-lírico e a 
estrela? Que versos das duas primeiras estrofes 
justificam a resposta? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Que características do poema demonstram a 
permanência de alguns elementos do 
Romantismo na poesia de Bandeira? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. A beleza de um poema não depende da 
quantidade de meios empregados: rimas ricas, 
vocabulário erudito e pomposo hipérbatos, raras 
figuras de linguagem etc. Como Manuel 
Bandeira demonstra isto em seu poema? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Que versos contém um paradoxo e reforçam a 
atmosfera melancólica do poema? Explique esse 
paradoxo. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Primeira obra de Manuel Bandeira: 
a) Carnaval 
b) Libertinagem 
c) A Cinza das Horas 
d) Ritmo Dissoluto 
e) Estrela da Manhã 
 
06. (FIUbe-MG) A poesia modernista, sobretudo a 
da primeira fase (1922-1928): 
a) utiliza-se de vocabulário sempre vago e ambíguo 
que apreenda estados de espírito subjetivos e 
indefiníveis. 
b) faz uma síntese dos pressupostos poéticos que 
norteavam a linguagem parnasiano-simbolista. 
c) incentiva a pesquisa formal com base nas 
conquistas parnasianas, a ela anteriores. 
d) enriquece e dinamiza a linguagem, inspirando-se 
na sintaxe clássica. 
e) confere ao nível coloquial da fala brasileira a 
categoria de valor literário. 
 
 
 
 
 
 
Até nos momentos mais sombrios da vida, 
quando nos sentimos mais sozinhos, Deus 
está ao nosso lado. 
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70
TEXTO: NOVA POÉTICA 
 
Vou lançar a teoria do poeta sórdido. 
Poeta sórdido: 
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. 
Vai um sujeito, 
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco 
[muito bem engomada e, na primeira 
[esquina passa um caminhão, salpica-lhe 
o [paletó ou a calça de uma nódoa de 
lama: 
É a vida. 
 
O poema deve ser como a nódoa no brim: 
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero. 
 
Sei que a poesia [e também orvalho. 
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, 
as [virgens cem por cento e as amadas 
que [envelheceram sem maldade. 
 
(Manuel Bandeira, Belo belo) 
 
07. Afirma-se: 
I A poesia é vista como forma de romper a 
rotina e o conformismo, segundo se lê nos 
versos “O poema deve ser como a nódoa no 
brim:/ Fazer o leitor satisfeito de si dar o 
desespero”. 
II Contrapõe-se a poesia-nódoa à poesia-
orvalho, cuja existência o eu lírico não 
reconhece. 
III poema representa a adesão da poesia à 
realidade material; o poeta sórdido será 
aquele que fundir poesia e cotidiano. 
 
No quadro da poesia de Manuel Bandeira, os 
versos de “Nova Poética” autorizam o que se 
afirma em: 
a) I e II apenas 
b) I apenas 
c) I e III apenas 
d) II e III apenas 
e) I, II e III 
 
08. Assinale a alternativa em que a(s) palavras 
grifada(s) traz(em) à frase sentido de posse. 
a) Sai um sujeito de casa. 
b) As amadas que envelheceram. 
c) Aquele em cuja poesia,d) Fica para as menininhas. 
e) Leitor satisfeito de si. 
 
10. As barreiras entre os gêneros literários 
tornaram-se tênues no Modernismo, que, à 
procura de um expressão nova, trouxe à prosa 
características da poesia e vice-versa; ou, 
algumas vezes, alternou numa mesma obra 
poesia e prosa de ficção. 
 
Um texto que espelha semelhante situação é: 
a) Memórias sentimentais de João Miramar 
b) São Bernardo 
c) Triste fim de Policarpo Quaresma 
d) O auto da Compadecida 
e) Lição de coisas 
10. Considere os trechos do poema: 
I Poeta sórdido: 
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. 
 
II Sei que a poesia é também orvalho. 
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, 
as [virgens cem por cento e as amadas 
que [envelheceram sem maldade. 
 
O poeta mencionado em I e a poesia referida em II 
podem-se associar, respectivamente, às estéticas. 
 
a) modernista e pós-simbolista 
b) modernista e barroca 
c) simbolista e modernista. 
d) parnasiana e pós-modernista. 
e) árcade e pós-simbolista. 
 
11. (PUC-RS) 
“O que eu adoro em tua natureza, 
Não é o profundo instinto material 
Em teu flanco aberto como uma ferida. 
Nem tua pureza. Nem tua impureza. 
O que eu adoro em ti – lastima-me e consola-
me! 
O que eu adoro em ti, é a vida.” 
 
A estrofe acima é um exemplo do traço de 
_____________ e de _____________ que 
existe na obra de Manuel Bandeira. 
a) rebeldia – ódio pela vida 
b) melancolia – indiferença pelo mundo 
c) ternura – paixão pela existência 
d) saudade – medo ao cotidiano 
e) amargura – conformismo com o destino 
 
12. (UCP-PR) Ano decisivo para o Modernismo 
brasileiro é 1917), já que nele aparecem 
produções que iriam revolucionar a arte literária 
brasileira. Da lista abaixo, o que apareceu pela 
primeira vez em 1917: 
a) Wilson Martins: O Modernismo e Mario da Silva 
Brito: Antecedentes da Semana de Arte 
Moderna. 
b) Monteiro Lobato: Urupês e Manuel Bandeira: 
Carnaval. 
c) Anita Malfatti: “Homem amarelo” e “Mulher de 
cabelos verdes” e Di Cavalcanti: “Carnaval”. 
d) Mário de Andrade: Paulicéia desvairada e Graça 
Aranha: Canaã. 
e) Menotti del Picchia: Juca Mulato e Manuel 
Bandeira: A cinza das horas. 
 
13. Cite algumas obras de Manuel Bandeira. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
Não importa o que enfrentamos, Deus nós dá 
alegria. 
PORTUGUÊS 
 
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71
14. (F.M.ABC-SP) De Manuel Bandeira, é valido 
dizer que: 
a) foi um poeta típico do período crepuscular 
anterior ao Modernismo. 
b) voltou-se sobretudo para o mundo interior, 
procurando captar, com sua sensibilidade 
delicada, as nuanças da sombra, do indefinido, 
da morte. 
c) foi um dos grandes agitadores da literatura 
brasileira e, em sua obra, salientam-se 
experiências semânticas que fazem dele um 
precursor da poesia concreta. 
d) soube conciliar a notação intimista com o 
registro do mundo exterior e sua obra poética 
abrange desde poemas de tom parnasiano até 
experiências concretistas. 
e) exaltou a cidade natal, fez a apologia da 
preguiça criadora, valorizou os mitos 
amazônicos. 
 
15. (FMU-SP) O tema da pátria distante foi 
retomado por muitos poetas. Um deles, Oswaldo 
de Andrade, do Modernismo. São características 
do Modernismo: 
a) linguagem coloquial; valorização do nacional; 
tom irônico; liberação absoluta da forma 
b) nacionalismo; tom irônico; linguagem retórica; 
liberdade de composição. 
c) saudosismo; crítica social; verde-amarelismo; 
regras rígidas de composição 
d) linguagem retórica; nacionalismo; regras rígidas 
de composição. 
e) linguagem retórica; liberdade de composição; 
cientificismo; tom irônico. 
 
16. (UFVi-MG) Assinale a alternativa em que há uma 
característica que não corresponde ao 
Modernismo em sua primeira fase (a de São 
Paulo, 1922). 
a) Ruptura radical e audaciosa em relação às 
posições estéticas do passado, quebra total da 
rotina literária. 
b) Caráter turbulento, polemista, de demolição de 
valores. 
c) Exaltação exagerada de fatores como mocidade 
e tempo; o novo, nesta fase, foi erigido como um 
valor em si. 
d) Movimento de inquietação e de insatisfação; os 
novos se lançaram à luta em nome da 
originalidade, da liberdade de pesquisa estética e 
do direito de “errar”. 
e) Apesar de toda a radicalidade do grupo, é 
unânime a preocupação dos modernistas com o 
purismo da linguagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASSIANO RICARDO LEITE 
 
 
 Como outros 
modernistas da primeira 
fase, Cassiano Ricardo 
estreou sob influencia 
parnasiano-simbolistas. 
Contudo, sua inquietação 
estética fez com que 
chegasse à experiências 
das vanguardas poéticas da 
segunda metade do século 
XX. 
 Com Vamos caçar 
papagaios (1926) e Martim-
Cererê(1928), o poeta 
entra em sua fase 
nacionalista, “verde-
amarelista”, em que 
predomina a brasilidade dos 
temas. 
 Em O sangue das 
horas (1943) e Um dia 
depois do outro (1947), 
encontramos poeta voltado 
para a reflexão sobre o 
destino humano e para os 
sentimento de solidão, 
melancolia, frustração, 
angustia e perplexidade 
diante da vida. 
 Com Jeremias sem 
chorar (1964) e Os 
sobreviventes (1917), o 
poeta assimila as 
conquistas do Concretismo. 
Nessas obras, o mundo 
eletrônico, a conquista do 
espaço e a corrida 
armamentista são vistos 
como uma ameaça à vida 
humana. 
 
OBRAS 
 
POESIA 
? Dentro da noite (1915); 
? A frauta de Pã (1917); 
? Borrões de Verde e Amarelo (1925); 
? Vamos caçar papagaios (1926); 
? Martim-Cererê ou O Brasil dos meninos, 
dos poetas e dos heróis (1928); 
? Deixa estar jacaré (1931); 
? Marcha para o Oeste (1940); 
? O sangue das horas (1943); 
? Um dia depois do outro (1947); 
? Jeremias sem chorar (1963); 
? Os sobreviventes (1917). 
 
 
 
 
 
 
 
Desvenda os meus olhos, para que eu 
contemple as maravilhas da tua lei. 
Salmo 119:18 
PORTUGUÊS 
 
ENSINO MÉDIO III 
 
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72
TEXTO: LADAINHA I 
 
Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome de iha 
de Vera Cruz. 
Ilha cheia de graça 
Ilha cheia de pássaros 
Ilha cheia de luz. 
 
Ilha verde onde havia 
mulheres morenas e nuas 
anhangás a sonhar com histórias de luas 
e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo os 
pés. 
 
Depois mudaram-lhe o nome 
pra terra de Santa Cruz. 
Terra cheia de graça 
Terra cheia de pássaros 
Terra cheia de luz. 
 
A grande Terra girassol onde havia guerreiros de 
tangas e onças ruivas deitadas à sombra das 
árvores mosqueadas de sol. 
 
Mas como houvesse, em abundância, 
certa madeira cor de sangue cor de brasa 
é como o fogo da manhã selvagem 
fosse um brasido no carvão noturno de paisagem, 
e como a Terra fosse de árvores vermelhas 
e se houvesse mostrado assaz gentil, deram-lhe o 
nome de Brasil. 
 
Brasil cheio de graça 
Brasil cheio de pássaros 
Brasil cheio de luz. 
 
(Martim Cererê) 
 
EXERCÍCIO 
 
01. Complete com V para verdadeiro e F para falso: 
1. ( ) A Geração de 22 foi aquela que definiu e 
implantou o Modernismo no Brasil. 
2. ( ) O modernismo é a Escola que maior 
dificuldade oferece para uma exata 
caracterização pois tem evoluído 
constantemente. 
3. ( ) O Modernismo foi um movimento que teve 
uma completa sintonia com o passado. 
4. ( ) A poesia de Mário de Andrade é bastante 
autobiográfica de fundo melancólico e, com 
certa freqüência, irônica. 
5. ( ) Cassiano Ricardo começou no 
Parnasianismo. 
6. ( ) Amar, Verbo Intransitivo e Macunaímasão 
de autoria de Cassiano Ricardo. 
7. ( ) Com o Modernismo Cassiano Ricardo volta-
se para os motivos nacionais, o folclore, o 
primitivismo. 
8. ( ) Pode-se afirmar que na década de 20/30 o 
Modernismo tomou conta de todo o 
território nacional. 
9. ( ) A prosa passa a ter grande importância, 
principalmente através do romance na 
geração de 30. 
 
ANTONIO CASTILHO DE ALMEIDA MACHADO 
 
 
 Importante 
contrista da primeira 
fase do Modernismo, 
Alcântara Machado 
retratou a vida e as 
gentes de São Paulo, 
com predileção pelo 
imigrante italiano. 
Nos bairros 
populares, suas 
personagens vivem 
as cenas do 
cotidiano: a partida 
de futebol, as brigas 
de rua, as festas 
etc. Diminuindo a 
distância entre a 
língua falada e a 
escrita, incorporou a 
linguagem popular, 
os italianismos e 
uma sintaxe 
simples, o que 
resultou numa prosa 
leve e num estilo 
moderno. 
 
OBRA 
 
CONTOS E 
NOVELAS 
? Pathé-baby (1926); 
? Brás, Bexiga e Barra Funda (1927); 
? Laranja da China (1928); 
? Mana Maria (1936); 
? Novelas paulistana (1961) – reunião 
das três obras anteriores. 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Cite as principais características do Modernismo. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Que grupos modernistas se formaram no Rio de 
Janeiro, entre 20 e 30? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
________________________________________ 
PORTUGUÊS 
 
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73
GRAMÁTICA: 
REGENCIA NOMINAL E VERBAL 
 
 Regência é o processo sintático no qual um 
termo depende gramaticalmente de outro. 
 
 A palavra que depende é chamada de termo 
regido e a palavra da qual outra depende é chamada 
de termo regente. Observe: 
 
Termo Regente é o elemento que pode 
outro para lhe completar o sentido. 
 
Termo Regido é o elemento que completa 
o sentido de outro e que pode ser ligado ao regente 
por meio de preposição. Exemplo: 
 
A menina gosta de maçã. 
 
 (regente) preposição (regido) 
 
 A regência classifica-se em: nominal e 
verbal. 
 
REGENCIA NOMINAL 
 
 Certos substantivos e adjetivos admitem 
mais de uma regência. 
 A escolha desta ou daquela preposição 
deve, no entanto, subordinar-se aos ditames da 
clareza e da eufonia e adequar-se aos diferentes 
matizes do pensamento. 
 Apresentamos aqui uma pequena relação de 
substantivos e adjetivos, acompanhados de suas 
preposições mais usuais: 
 
acessível a 
afável com, para com 
agradável a 
alheio a 
amante de 
amor a, de, para, para com 
análogo a 
ânsia de, por 
ansioso de, para, por 
apaixonado com, de, por 
apto a, para 
atenção a, para, sobre, com, para com 
atenciosos a, com, para com 
aversão a, em, para, por 
benéfico a 
capaz de, para 
certo de 
compatível com 
compreensível a 
comum a, de 
constante em 
contente com, de, em, por 
contíguo a 
contrário a 
cuidadoso com 
curioso de, por 
desatento a 
descontente com 
desejoso de 
desfavorável a 
diferente de 
digno de 
entendido em 
essencial para 
estima a, por, de 
estranho a 
fácil de 
falta a, com, contra, para com 
favorável a 
feliz com, de, em por 
fértil de, em 
generoso com 
gosto a, de, para, por em 
grato a 
hábil em 
habituado a 
horror a 
hostil a 
idêntico a 
impossível de 
impróprio para 
incompatível com 
indeciso em 
independente de, em 
indiferente a 
inveja a, de 
jeito de, para 
leal a 
lento em 
liberal com 
natural de 
necessário a 
negligente em 
nocivo a 
obediência a 
orgulhoso com, de, por 
parco em, de 
paralelo a 
passível de 
perito em 
permissivo a 
perpendicular a 
pertinaz em 
possível de 
posterior a 
prejudicial a 
pródigo com, de, em 
pronto a, para, em 
próximo a, de 
respeito a, de 
responsável por 
rico de, em 
seguro de, em 
semelhante a 
sensível a 
simpatia a, para, com, por 
útil a, para 
versado em 
 
 
 
 
 
 
 
PORTUGUÊS 
 
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74
REGENCIA VERBAL 
 
 Regência verbal é significação dos verbos. 
Há verbos que admitem mais de uma regência, sem 
mudar de sentido. Exemplo: 
? Cumpriremos o nosso dever = 
Cumpriremos com o nosso dever. 
 
Outros verbos, pelo contrário, assumem 
outra significação quando se lhes muda a regência: 
? Aspirei o aroma das flores = sorver, 
absorver. 
? Aspirei ao sacerdócio = desejar, 
pretender. 
 
 
REGENCIA DE ALGUNS VERBOS 
 
ASSISTIR 
 1. Transitivo direto ou indireto, 
indistintamente, quando significa prestar 
assistência, confortar, ajudar, proteger, servir, 
sendo que hodiernamente, há nítida tendência para 
o objeto direto: 
? O médico assiste o doente”. 
? O médico já não o assistia. 
? As enfermeiras assistem aos doentes. 
? “O certo é que retribuíam de imediato o 
alimento e a estima com que lhes 
assistíamos”. (Ciro dos Anjos) 
? “O sacerdote que lhe assistia na hora 
do trespasse.” (RB) 
? Deus sempre assistirá a seus servos”. 
? Ele assiste o bispo no desempenho de 
suas funções,” 
 
 
2. Transitivo indireto (preposição a) no 
sentido de presenciar, estar presente a: 
? “Algumas famílias, de longe, na 
calçada, assistiam ao espetáculo”. 
(A.M.) 
? “Populares assistiam à cena 
aparentemente apáticos e neutros”. 
(E.V.) 
? Por que não assistes às aulas? 
? “Eu desejava assistir à extinção 
daquelas aves amaldiçoadas”. 
(Graciliano Ramos) 
 
Se o objeto for pronome pessoa, não se 
usam as formas lhe, lhes, mas a ele(s), a ela(s): 
? “Todos têm assistido a elas (às 
corridas de touros)” (R.S.) 
? “O vencedor nestes jogos guerreiros 
tinha de receber um prêmio das mãos 
do principal personagem que assistia a 
eles”. (A.H.) 
 
3. É transitivo indireto na acepção de 
favorecer, caber, pertencer (direto ou razão, a 
alguém), mas, neste caso, pode construir-se com a 
forma pronominal lhe(s): 
? “Que direito lhe assistia de julgar 
Jacinto?” (Urbano Tavares Rodrigues) 
? “Ao dono da loja assiste razão de 
gabar-se como o fez, por sua 
iniciativa”. (Carlos Drummond de 
Andrade) 
 
4. Constrói-se com a preposição em, no 
sentido de morar, residir: 
? “Sou obrigado por esta desgraçada 
posição de deputado a assistir mais 
algum tempo na capital”. (C.C.B.) 
 
 
ASPIRAR 
 1. É transitivo direto quando significa 
sorver, tragar, respirar (ar, perfume, pó). 
? “Há máquinas que aspiram o pó do 
assoalho.” (J.M.C.) 
? “Calixto aspirou o aroma ds flores...” 
(C.C.B.) 
 
2. É transitivo indireto quando significa 
pretender, desejar. Neste caso, o objeto indireto 
vem introduzido pela preposição a (ou por), não 
admitindo a substituição pela preposição a (ou por), 
não admitindo a substituição pela forma pronominal 
lhe (ou lhes), mas somente por a ele(s) ou a ela(s). 
? “Sua vigilância esperava-me, no íntimo, 
fazendo-me aspirar, com à libertação.” 
(Ciro dos Anjos) 
? “Aspiram a altas dignidades. 
? “O orador aspira à notoriedade...” 
(C.L.) 
? Aspiro a ser médico. 
? Não invejo a essas honrarias nem 
aspiro a elas. 
 
ESQUECER 
 1. Na acepção própria de olvidar, sair da 
lembrança, este verbo constrói-se, 
tradicionalmente: 
 a) seja com objeto direto: 
? “Esqueceu desentendimentos e 
grosserias, um entusiasmo verdadeiro 
encheu-lhe a alma pequenina”. 
(Graciliano Ramos) 
 
b) seja como objeto indireto introduzido 
pela preposição de, quando pronominal:? “Tenda de lutar para obter melhoria de 
situação, foi-se esquecendo dos 
deveres religiosos.” (Carlos Drummond 
de Andrade) 
 
2. Do cruzamento destas duas construções 
resultou uma terceira, sem o pronome reflexivo, 
mas com o objeto introduzido por de: 
? Esqueceu os deveres religiosos. 
? Esqueceu dos deveres religiosos. 
? Esqueceu-se dos deveres religiosos. 
 
Tal construção, considerada viciosa pelos 
gramáticos, mas muito freqüente no colóquio diário, 
já se vem insinuando na linguagem literária, 
principalmente, quando o complemento de esquecer 
é um infinitivo. Sirva de exemplo este passo: 
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75
? “Bento esqueceu modestamente de 
mencionar as outras coisas que tem 
sido, na paz e na guerra, em que são 
incontáveis”. (Érico Veríssimo) 
 
3. Também não é raro na língua atual o tipo 
sintático esquecer-se que, com elipse da preposição. 
? “Não se esqueça porém que outro virá 
destruir tudo isto que constrói”. (Mário 
de Andrade) 
 
Finalmente, à semelhança de lembrar-se, o 
verbo esquecer-se admite uma construção de 
estrutura diversa das que até agora examinamos. 
 
Os elementos que nestes funcionam como 
objeto (direto ou indireto) vão figurar nela como 
sujeito. Assim no seguinte exemplo de Ciro dos 
Anjos: 
? “Esqueceram-me todas as mágoas, e 
comecei a gostar desse Belmiro que 
olhava para o salão como se estivesse 
contemplando o mar.” 
 
OBEDECER E DESOBEDECER 
 Transitivo indireto. 
? Devemos obedecer aos sinais de 
trânsito. 
 
PAGAR 
 Transitivo direto e indireto. 
? Já paguei um jantar a você. 
(preposição) 
Obs.: Os verbos Pagar, Perdoar e Atender, 
quando se referem a pessoas virão com preposição, 
caso contrário, sem preposição. 
 
PERDOAR 
 Transitivo direto e indireto. 
? Já perdoei aos meus inimigos as 
ofensas (preposição) 
 
QUERER 
 Transitivo direto, quando significa 
desejar. 
? Todos querem um lugar ao Sol. 
 
Transitivo indireto, quando significa 
gostar de. 
? Quero bem a vocês todas. 
 
CHEGAR 
 Atingir ao ponto para onde caminha. (pede 
a preposição a) 
? Cheguei ao hotel à noite. 
 
PREFERIR 
 Transitivo direto e indireto, significando 
gostar mais de. 
? Prefiro Comunicação à Matemática. 
(aquilo que não gosto, vem com 
preposição “a”) 
 
 
 
 
GOSTAR 
 Transitivo direto, quando significa 
experimentar. 
? Ele gostou o leite e verificou que está 
bom. 
 
Transitivo indireto, quando significa ter 
afeição a. 
? Não gostei do seu plano. 
 
PRECISAR 
 Transitivo direto, quando indica com 
exatidão. 
? Precisei bem o problema. 
 
Transitivo indireto, quando indica ter 
necessidade. 
? O diretor precisa da nossa 
colaboração. 
 
ANSIAR 
 Na acepção de causar mal-estar, angustiar, 
é transitivo direto. 
? O cansaço ansiava-o. 
 
Transitivo indireto (preposição por) e, às 
vezes, como transitivo direto, significando desejar 
ardentemente. 
? Ansiava pelo novo dia que vinha 
nascendo. 
 
 
EXERCÍCIO 
 
01. Assinale a alternativa que preencha 
corretamente os espaços. 
Posso informar __________ senhores 
__________ ninguém, na reunião, ousou aludir 
__________ tão delicado assunto. 
 
a) aos / de que / o 
b) aos / de que / ao 
c) aos / que / à 
d) os / que / à 
e) os / de que / a 
 
02. Assinale a alternativa que apresenta erros. 
a) Esqueci o nome dele. 
b) Esqueci de meu irmão. 
c) Esqueceu-me o nome dele. 
d) Nunca me esqueceu esse fenômeno. 
e) Esqueci-me do nome dele. 
 
03. Assinale a frase onde a regência do verbo 
assistir está errada. 
a) Assistimos um belo espetáculo de dança a 
semana passada. 
b) Não assisti à missa. 
c) Os médicos assistiram os doentes durante a 
epidemia. 
d) O Técnico assiste os jogadores. 
 
 
 
 
 
O amor de Deus por cada um de nós é pessoal, 
poderoso e apaixonado. 
PORTUGUÊS 
 
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04. Embora pobre e falto ___________ recursos, foi 
fiel _____________ ela, que _____________ 
queria bem com igual constância. 
a) em / a / o 
b) em / para / o 
c) de / para / o 
d) de / a / lhe 
e) de / para / lhe 
 
05. Assinale o item em que a regência do verbo 
proceder contraria a norma culta da língua. 
a) O juiz procedeu ao julgamento 
b) Não procede este argumento. 
c) Procedo um inquérito. 
d) Procedia de uma boa família. 
e) Procede-se cautelosamente em tais situações. 
 
06. Assinale a única alternativa em cuja frase a 
regência verbal foi corretamente usada. 
a) Obedecer as leis é obrigação de todos. 
b) Por gratidão, os filhos querem muito seus pais. 
c) Vimos-lhes o rosto pálido e magro. 
d) Juro amar-lhe por toda a vida. 
e) Desta vez assisti o jogo sem ficar nervoso. 
 
07. Onde há erro de regência verbal? 
a) Esqueceram-lhe os compromissos assumidos. 
b) Nós lhe lembramos o compromisso assumido. 
c) Eu esqueci os compromissos assumidos. 
d) Não me lembram tais palavras. 
e) Lembro-me que tais eram a suas palavras. 
 
08. Observe as frases: 
I Eu __________ perdôo, irmãos, todas as suas 
faltas. 
II Eram muitos os débitos: já __________ paguei 
todos. 
III Não __________ convido porque estou 
atrasado. 
IV Cientifiquei-__________ a hora do exame. 
 
Para realizar a regência verbal correta, você 
colocaria os na lacuna: 
a) da frase I apenas; 
b) das frases II, III e IV; 
c) da frase II apenas; 
d) ou não colocaria os em nenhuma delas, usando 
lhes. 
e) nda 
 
09. (FEI-SP) Assinale a alternativa em que a 
regência do verbo sublinhado contraria a norma 
culta da língua: 
a) Ele queria aos pais, contudo não queria os livros. 
b) A vida a que aspirava era uma ilusão. 
c) Peri ficou imobilizado por centenas de lanças que 
visavam o meu peito. 
d) Jamais me esquecerei daquele fato marcante em 
minha vida. 
e) Avisaram-no que a reunião começaria no horário 
marcado? 
 
 
 
 
 
10. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção cuja lacuna 
não pode ser preenchida pela preposição entre 
parênteses: 
a) uma companheira desta, ______ cuja figura os 
mais velhos se comoviam (com) 
b) uma companheira desta, _______ cuja figura já 
nos referimos anteriormente (a) 
c) uma companheira desta, ______ cuja figura 
havia um ar de grande dama decadente (em) 
d) uma companheira desta, ______ cuja figura 
andara todo o regimento apaixonado (por) 
e) uma companheira desta, ______ cuja figuras as 
crianças se assustavam (de) 
 
11. (UEL-PR) Cônscio ______ sua grande 
responsabilidade, desempenhou-se muito bem 
______ tarefas ______ foi incumbido. 
a) em – nas – que 
b) de – nas – que 
c) com – das – a que 
d) em – às – de que 
e) de – das – de que 
 
12. Assinale a frase que não apresenta erro de 
regência verbal. 
a) Acredite, estimo-lhe deveras, minha amiga! 
b) Prefiro mais um calhambeque que ande do que 
um cavalo que me derrube. 
c) Assisti ao espetáculo de que você tanto gostou. 
d) As amoras são as frutas que mais gosto. 
e) Não a obedecerei mais, pois já me sinto adulto. 
 
13. (UFSCar-SP) Assinale a frase correta quanto à 
regência: 
a) A peça que assistimos foi muito boa. 
b) Estes são os livros que precisamos. 
c) Esse foi um ponto que todos se esqueceram. 
d) Guimarães Rosa é o escritos que mais aprecio. 
e) O ideal que aspiramos é conhecido por todos. 
 
14. (OSEC-SP) Se você preferir ler ______ sair, não 
deixe de folhear os livros ______ conteúdo o 
professor fez referência. 
a) a - a cujo 
b) a - cujo 
c) do que - cujo o 
d) do que - cujo 
e) do que - de cujo o 
 
15. (UFPR) Assinale a alternativa que substitui 
corretamente as palavras destacadas: 
1. Assistimosà inauguração da piscina. 
2. O governo assiste os flagelados. 
3. Ele aspirava a uma posição de maior 
destaque. 
4. Ele aspira o aroma das flores. 
5. O aluno obedece aos mestres. 
 
a) lhe, os, a ela, a ele, lhes 
b) lhe, os, a ela, o, lhes 
c) a ela, os, a, a ele, os 
d) a ela, a eles, lhe, lhe, lhes 
e) lhe, a eles, a ela, o, lhes 
 
 
 
DEUS quer nos dar muito mais do que 
pedimos. 
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77
TEXTO: CONVERSA DE BOTEQUIM 
 
Noel Rosa e Vadico 
 
Seu garçom faça o favor de me trazer depressa 
uma boa média que não seja requentada, 
um pão bem quente com manteiga à beça, 
um guardanapo e um copo d’água bem gelada. 
Feche a porta da direita com muito cuidado, 
que não estou dispostos a ficar exposto ao sol. 
Vá perguntar ao seu freguês do lado 
qual foi o resultado do futebol... 
Se você ficar limpando a mesa, 
não me levanto nem pago a despesa. 
Vá pedir ao seu patrão 
uma caneta, um tinteiro, um envelope e um cartão. 
Não se esqueça de me dar palito 
e um cigarro pra espantar mosquito. 
Vá dizer ao charuteiro 
que me empreste umas revistas, 
um cinzeiro e um isqueiro... 
Telefone ao menos uma vez 
para 34-4333 
o ordene ao seu Osório 
que me mande um guarda-chuva 
aqui pro nosso escritório. 
Seu garçom, me empreste algum dinheiro, 
que eu deixei o meu com o bicheiro. 
Vá dizer ao seu gerente 
que pendure este despesa 
no cabide ali na frente... 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
1. O boêmio mostra ser possuidor de dois hábitos ou 
vícios tipicamente brasileiros. Quais? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
2. O sambista era freguês habitual de botequim. Por 
sua conversa, vê-se que conhecia os truques e 
os ardis desse mister. Assinale a expressão que 
não caracteriza um desses truques. 
a) Média requentada. 
b) Pão dormido. 
c) Manteiga escassa. 
d) Água bem gelada 
e) Limpar mesa com o freguês sentado. 
 
03. O boêmio pretendia demorar-se bastante. 
Assinale a passagem que sugere esta intenção. 
a) “...faça o favor de me trazer depressa uma boa 
média”. 
b) “Não se esqueça de me dar palito...” 
c) “Seu garçom, me empreste algum dinheiro...” 
d) “Vá pedir ao seu patrão uma caneta, um tinteiro, 
um envelope e um cartão...” 
e) “Vá dizer ao seu gerente que pendure esta 
despesa na cabide ali na frente.” 
 
 
 
 
04. Percebe-se no boêmio um sentimento de 
irritação a represália quando: 
a) o garçom fecha a porta da cozinha. 
b) o charuteiro não lhe manda as revistas. 
c) imagina que a média está requentada. 
d) o garçom fica limpando a mesa. 
e) nota a falta do guarda-chuva. 
 
05. Serviria para espantar mosquito: 
a) o guardanapo. 
b) a fumaça do cigarro. 
c) o cigarro. 
d) o palito. 
e) a revista. 
 
06. Em certa parte da conversa, dá o sambista à 
sua mesa de botequim uma denominação 
curiosa. Assinale as palavras do texto que 
justificam esta designação. 
a) charuteiro, revistas, mosquito, isqueiro. 
b) Sol, gelada, futebol, despesa. 
c) Caneta, tinteiro, envelope, cartão. 
d) Freguês, garçom, patrão, gerente. 
e) bicheiro, futebol, guarda-chuva, cigarro. 
 
07. O sambista ignorava: 
a) o resultado do futebol. 
b) a ausência do guarda-chuva. 
c) a utilidade do guardanapo. 
d) o bicho que deu. 
e) que lhe faltava dinheiro. 
 
08. Assinale a expressão popular que pode ser 
aplicada a uma das passagens do texto: 
a) Pôr as barbas de molho. 
b) Comer com os olhos. 
c) Malhar em ferro frio. 
d) Estar na pindaíba 
e) Acender uma vela a Deus e outra ao Diabo. 
 
09. Para um freguês do tipo do sambista, a principal 
qualidade do garçom tem de ser a: 
a) violência d) eficiência 
b) honestidade e) modéstia. 
c) paciência 
 
10. A sua condição de freguês sem dinheiro: 
a) tornou-se humilde e sossegado. 
b) não modificou sua conduta arrogante e 
agressiva. 
c) fé-lo ter mais comedimento em suas solicitações. 
d) levou-o a tentar a sorte no jogo do bicho. 
e) obrigou-o a bajular o garçom e o botequineiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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78
MODERNISMO – 2ª FASE 
 
 Recebendo como herança todas as 
conquistas da geração de 1922, a segunda fase do 
Modernismo brasileiro se estende de 1930 a 1945. 
 Período extremamente rico tanto quanto à 
produção poética como à prosa, reflete um 
conturbado momento histórico: no plano 
internacional, vive-se a depressão econômica, o 
avanço do nazi-fascismo e a Segunda Guerra 
Mundial; no plano interno, dá-se a ascensão de 
Getúlio Vargas e a consolidação de seu poder com a 
ditadura do Estado Novo. Assim é que, a par das 
pesquisas estéticas, o universo temático se amplia e 
o artista apresenta-se preocupado com o destino 
dos homens, o “estar-no-mundo”. 
 Em 1945, com o fim da guerra, as 
explosões atômicas, a criação da ONU e, no plano 
nacional, a derrubada de Getúlio Vargas, abre-se 
um novo período na história literária do Brasil. 
 
 
MOMENTO HISTÓRICO 
 
 “Este é tempo de partido, 
 tempo de homens partidos 
 
 Em vão percorremos volumes, 
viajamos e nos colorimos. 
A hora pressentida esmigalha-se em pó na 
rua. 
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos. 
As leis não bastam. Os lírios não nascem 
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se 
na pedra.” 
 
Carlos Drummond de Andrade, 
primeiros versos de “Nosso templo”, 1945. 
 
 O período que vai de 1930 a 1945 é, talvez, 
o de maiores transformações vividas pelo século XX, 
bem como o responsável pela configuração política 
do mundo atual. 
 
 Em 1930, 
têm início os quinze 
anos da ditadura de 
Getúlio Vargas. 
 Com o 
objetivo de obter 
apoio junto às 
massas, Getúlio toma 
uma série de 
medidas: o país é 
dotado de uma 
legislação trabalhista 
e previdenciária, 
decreta-se o salário 
mínimo e adotam-se 
providencias para a 
criação de um partido 
trabalhista. 
 Em 1945, é 
decretada a anistia 
para os presos 
políticos e são 
convocadas eleições para dezembro. Porém, as 
suspeitas de um novo golpe getulista, naquele ano, 
provocam o descontentamento dos militares, que, 
num movimento liderado pelo general Góis 
Monteiro, depõem o ditador. 
 
 
AS TRANSFORMAÇÕES DO PERÍODO 
GETULISTA 
 
 Entre as transformações ocorridas no 
período, destacam-se: 
• a expansão industrial do Brasil, causada 
primeiramente pela depressão de 29 e, no 
período de 1940-45, pelas dificuldades de 
comercio exterior provocadas pela Segunda 
Guerra Mundial; 
• o desenvolvimento dos transportes rodoviário e 
aéreo; 
• o crescimento das cidades e o surgimento do 
proletariado urbano, e os conseqüentes 
problemas de habitação, criminalidade, 
saneamento etc. 
• a criação de universidades, a implantação do 
ensino técnico e o aumento da rede escolar, 
sobretudo a de 1º grau, com cerca de quarenta 
mil escolas em 1939; 
• o desenvolvimento da imprensa, o aumento do 
número de bibliotecas e a construção de 
prédios públicos, o que contribuiu para a 
valorização da arquitetura no Brasil. 
 
 
A LITERATURA DA 2ª FASE 
 
POESIA 
 
 A geração de 30, despreocupada com as 
questões imediatas de 22 (o nacionalismo, o 
folclore, a 
destruição dos 
esquemas do 
passado etc.), 
voltava-se para 
as questões 
universais do 
homem e para 
os problemas da 
sociedade 
capitalista. É o 
que se dá por 
exemplo, na 
poesia de Carlos 
Drummond de 
Andrade, Murilo 
Mendes e Jorge 
Lima. 
 
 
 
 
Cecília Meireles 
 
 
 
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79
 Em Vinicius de Morais e Cecília Meireles, a 
temática universalizante também estará presente, 
embora suplantada por uma poesia personalista. Por 
outro lado, alguns dos mais importantes poetas de 
30, entre eles Murilo Mendes, Jorge de Lima e 
Cecília Meireles, incorporariam a religiosidade e o 
misticismo em seus poemas. 
 Finalmente, é preciso observar que a 
geração de 30 não processou uma mudança 
repentina e tão pouco se limitou àquele período. Os 
poetas de 22, então mais amadurecidos, 
continuariam em plena atividade, paralelamente aos 
de 30, e destes também continuariam produzindo e 
se renovando até o século XX. 
 
PROSA 
 
 Nos anos 30, a ficção dá novo salto 
qualitativo com o aparecimento de escritores de 
grande importância, que se distribuem basicamente 
em três vertentes: 
 
PROSA REGIONALISTA 
 
 As raízes do regionalismo já se 
encontravam no século anterior, com O sertanejo, 
de José de Alencar, e O Cabeleira, de Franklin 
Távora. 
 Em 1926, cria-se o Centro Regionalista e 
realiza-se o Primeiro Congresso Brasileiro de 
Regionalismo, resultante de uma intensa campanha 
de revalorização das tradições regionais, sobretudo 
por meio do sociólogo Gilberto Freire. 
 A preocupação com a revalorização do 
Nordeste deve-se em parte ao deslocamento do eixo 
econômico e cultural para o Sul, quando a indústria 
açucareira começa a decair. 
 O regionalismo de 30 soube revelar o drama 
da seca e das retiradas, a submissão do homem ao 
latifundiário, a ignorância e as mazelas políticas da 
região Nordeste. 
 A bagaceira de José de Almeida, é a obra 
inaugural, e seu prefácio, intitulado “Antes que me 
falem”, constitui um autêntico manifesto do 
regionalismo de então. A seguir, publicam-se, entre 
outros, O Quinze (1930), de Rachel de Queiroz, O 
país do carnaval (1931), de Jorge Amado, e Menino 
de engenho (1932), de José Lins do Rego. Em 
1938, Graciliano Ramos publica Vidas secas, a obra 
máxima do romance nordestino. 
 
 
PROSA URBANA 
 José Geraldo Vieira, Érico Veríssimo e 
Marques Rebelo são os que mais se destacaram ao 
retratar o ambiente e as personagens das grandes 
cidades de então. 
 
 
PROSA INTIMISTA 
 Os conflitos humanos e as questões 
psicológicas aparecem nas obras de Lúcio Cardoso, 
Dionélio Machado e Otávio de Faria. No final do 
período, surge um dos maiores nomes da literatura 
brasileira, Clarice Lispector, que merece 
considerações à parte. 
 
 
 
 
Clarice Lispector 
 
 
 
 
EXERCICIOS 
 
01. Quais as tendências da poesia da segunda fase 
do Modernismo brasileiro? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Quais os principais poetas da segunda fase do 
Modernismo brasileiro? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Na prosa, qual a novidade apresentada pela 
geração de 30? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Quais os principais autores de romances 
regionalistas surgidos na segunda fase do 
Modernismo? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Além do regionalismo, quais as outras vertentes 
da prosa da segunda fase e quais os autores que 
nelas se destacam? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
06. (F. Carlos Chagas) Relacionando o período 
literário que se inicia em 1928 ao período 
imediatamente anterior, podemos dizer que: 
a) A década de 30 é continuação natural do; 
movimento de 22, acrescentando-lhe o tom 
anárquico e a atitude aventureira. 
b) O segundo momento abandonou a atitude 
destruidora, buscando uma recomposição de 
valores e a configuração de nova ordem estética. 
c) A década de 20 representa uma desagregação 
das idéias e dos temas tradicionais; a de 30 
destrói as formas ortodoxas da expressão. 
d) As propostas literárias da década de 20 só se 
veriam postas em prática no decênio seguinte. 
e) O segundo momento do modernismo assumiu 
como armas de combate o deboche, a piada, o 
escândalo e a agitação. 
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GRACILIANO RAMOS 
 
 É considerado o melhor ficcionista do 
Modernismo. Já é um clássico de nossa literatura. 
 De maneira geral, seus romances 
caracterizam-se pelo inter-relacionamento entre as 
condições sociais e a 
psicologia das 
personagens que se 
soma uma linguagem 
precisa, “enxuta” e 
despojada, de períodos 
curtos, mas de grande 
força expressiva. 
 É geralmente 
classificado regionalista 
nordestino. Na verdade 
conciliou o 
regionalismo com o 
romance psicológico 
pois foi constante sua 
preocupação de fixar a 
panorâmica interior de 
cada um dos 
personagens. Chegou a 
personificar a cachorra 
Baleia. 
 Seu romance 
de estréia, Caetés 
(1933), conta um caso 
de adultério ocorrido 
numa pequena cidade 
do interior nordestino e 
não está à altura das 
obras subseqüentes. 
 São Bernardo 
(1934), uma de suas 
obras-primas, narra a 
ascensão de Paulo 
Honório, rico 
proprietário da fazenda 
São Bernardo. Com o 
objetivo de ter um 
herdeiro, Paulo casa-se 
com Madalena, uma 
professora de idéias 
progressistas. O ciúme 
e a incompreensão de 
Paulo Honório levam-na ao suicídio. Trata-se de um 
romance admirável, não só pela caracterização da 
personagem, mas também pelo tratamento dado à 
problemática da coisificação dos indivíduos. 
 Angustia (1936) é a história de uma só 
personagem, quer vive a remoer a sua angustia por 
ter cometido um crime passional. 
 Vidas Secas (1938), é um romance formado 
por capítulos independentes, constituindo um todo. 
Apresenta a vida subumana de uma família de 
nordestinos – Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos e 
a cachorra Baleia – fugindo da seca. É a luta pela 
sobrevivência, embora totalmente dominados e 
condicionados pelos elementos. 
 Entre suas obras autobiográficas, destaca-
se Memórias do cárcere 91953), depoimento sobre 
as condições dramáticas de sua prisão durante o 
governo do ditador Getúlio Vargas. 
OBRAS 
 
ROMANCE 
? Caetés (1933); 
? São Bernardo (1934); 
? Angústia (1936); 
? Vidas secas (1938). 
 
CONTO 
? Insônia (1947) 
 
MEMÓRIAS 
? Infância (1945); 
? Memórias do cárcere (1953); 
? Linhas tortas (1962); 
? Viventes das Alagoas (1962), as duas 
últimas publicadas postumamente. 
 
INFANTIS 
? Histórias de Alexandre (1944); 
? Histórias incompletas (1946). 
 
 
TEXTO: SÃO BERNARDO 
 
Bichos. As criaturas que me serviram 
durante anos eram bichos. Havia 
bichos domésticos, como o 
Padilha, bichos do mato, como 
Casimiro Lopes, e muitos bichos 
para o serviço do campo, bois 
mansos. Os currais que se 
escoram uns aos outros, lá 
embaixo, tinham lâmpadas 
elétricas. E os bezerrinhos mais 
taludos soletravam a cartilha e 
aprendiam de cor os 
mandamentos da lei de Deus. 
Bichos. Alguns mudaram de espécies e estão 
no exército, volvendo à esquerda, volvendo à 
direita, fazendo sentinela. Outros buscaram pastos 
diferentes. 
Se eu povoasse os currais, teria boas safras, 
depositaria dinheiro nos bancos, compraria mais 
terrae construiria novos currais. Para quê? Nada 
disso me traria satisfação. 
 
RAMOS, Graciliano, São Bernardo. 44 ed. 
Rio de Janeiro, Record, 1985. p. 182-3 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. De que maneira Paulo Honório revela o seu total 
desapreço pelas pessoas que o serviram durante 
anos? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
Não importa quão longe perambulamos, Deus 
vai conosco. 
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02. Paulo Honório estabelece, de certa forma, uma 
hierarquia entre as pessoas que o serviram. 
Como se dá isso? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Nessa hierarquização, quais podem ser 
considerados os mais subservientes e 
conformados? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Para Paulo Honório só havia uma diferença entre 
o curral dos animais e as moradias dos seus 
empregados. Que diferença é essa? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. O suicídio de sua mulher, Madalena, causa em 
Paulo Honório um sentimento de insatisfação 
existencial. Em que parágrafo ele manifesta esse 
sentimento? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
06. Assinale a informação incorreta sobre Graciliano 
Ramos: 
a) Possuía um estilo conciso, sem exagero realista 
apresentando somente o essencial. 
b) Escreveu romance e contos, alimentado pelo filão 
memorialista. 
c) É autor de São Bernardo, Vidas Secas e Caetés. 
d) Fez romance regionalista, especialmente 
nordestino; desprezou totalmente a psicologia 
dos personagens. 
e) n.r.a. 
 
07. Não aconteceu antes da Semana de Arte 
Moderna: 
a) Exposição de Anita Malfatti 
b) Oswald de Andrade trouxe da Europa diretrizes 
do Manifesto Futurista 
c) Publicação de Juca Mulato. 
d) Publicação da revista Klaxon 
e) Publicação de Há Uma Gota de Sangue em Cada 
Poema 
 
08. Ponha em ordem cronológica usando as letras 
do alfabeto: 
( ) Revista Festa 
( ) Manifesto Antropófago 
( ) Manifesto Anta 
( ) Manifesto Pau-Brasil 
( ) Manifesto Verdamarelista 
 
 
 
 
TEXTO: VIDAS SECAS 
 
 Graciliano Ramos 
 
 Vidas 
secas é uma 
das obras-
primas de 
Graciliano 
Ramos e da 
literatura 
brasileira. O 
romance 
focaliza uma 
família de 
retirantes 
(Fabiano, 
Sinhá Vitória e 
os dois filhos 
do casal) 
castiga da pela 
seca e pela 
caatinga?, 
oprimida pelos 
que detinham 
o poder de mando e nivelada a bichos e coisas, 
assimilando em seus traços físicos e 
comportamentos a aridez e ressequidão da terra. 
Vejamos um trecho em que o narrador descreve o 
início da viagem dos retirantes famintos que fugiam 
da seca. 
 
 
 A catinga estendia-se, de um vermelho 
indeciso salpicado de manchas brancas que eram 
ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos 
em redor de bichos moribundos?. 
 ⎯ Anda, excomungado?. 
 O pirralho? não se mexeu, e Fabiano 
desejou mata-lo. Tinha o coração grosso, queria 
responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca 
aparecia-lhe como um fato necessário ⎯ e a 
obstinação da criança irritava-o. Certamente esse 
obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a 
marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia 
onde. 
 Tinha deixado os caminhos, cheios de 
espinhos e seixos, fazia horas que pisavam a 
margem do rio, a lama seca e rachada que 
escaldava os pés. 
 Pelo espírito atribulado do sertanejo passou 
a idéia de abandonar o filho naquele descampado. 
Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba 
ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. 
Sinhá Vitória estirou o beiço indicando vagamente 
 
? caatinga – O mesmo que catinga. Mata que já foi roçada; 
vegetação típica do sertão nordestino. 
? moribundo – que, ou o que esta a morrer; que vai acabar; 
agonizante amortecido. 
? excomungado – que sofreu excomunhão, indivíduo que 
sofreu pena de excomunhão; indivíduo que procede mal. 
? pirralho – criançola; individuo de pequena estatura. 
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uma direção e afirmou com alguns sons guturais? 
que estavam perto. Fabiano meteu a faca na 
bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou 
no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos 
encostados ao estômago, frio como um defunto. Aí a 
cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível 
abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou 
a espingarda a Sinhá Vitória, pôs o filho no cangote, 
levantou-se agarrou os bracinhos que lhe caíam 
sobre o peito, moles, finos como cambitos?. Sinhá 
Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a 
interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis. 
 E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais 
arrastada, num silêncio grande. 
 
RAMOS, Graciliano. Vidas secas, 37 ed. 
Rio de Janeiro , Record, 1977. p. 10. 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Como o narrador caracteriza o cenário da seca? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Transcreva do texto a expressão que demonstra 
que Fabiano assimilara em um dos seus traços 
psicológicos a aridez e ressequidão da terra. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Ao comunicar-se com Fabiano, a linguagem de 
Sinhá Vitória aparece nivelada aos bichos. Que 
expressões do texto justificam essa afirmação? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Que passagem do texto caracterizam a fraqueza 
e subnutrição do menino doente? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
? gutural – relativo ou pertencente à garganta; diz-se do 
som emitido na garganta. 
? cambitos – Galho fino; perna fina. 
JOSÉ LINS DO REGO 
 
 A ficção de José Lins do Rego é, no fundo 
memorialista. Reconstrói o mundo em que nasceu e 
se criou, as histórias que ouviu na infância e a 
tradição de que foi testemunha 
 
 Por isso, seus livros nascem dos problemas 
gerados por um “sistema patriarcalista, escravocrata 
e latifundiário”, em decadência. Tanto que W. 
Martins (in Memórias, pág. 273) afirma que José 
Lins do Rego “sempre esteve voltado para o 
passado. Sua obra é sombria e pessimista”. Sem 
muita psicologia, prende pela linguagem de um 
agradável contador de histórias nordestino. 
 
 Segundo o próprio autor, sua obra de ficção 
pode ser dividida em: 
• ciclo da cana-
de-açúcar: 
Menino de 
engenho, 
Doidinho,Bangüê, Usina e 
Fogo morto; 
• ciclo do 
cangaço, do 
misticismo e 
da seca: Pedra 
Bonita e 
Cangaceiros; 
• obra 
independentes
: O moleque 
Ricardo, Pureza 
e Riacho Doce. 
 
 As obras do 
chamado ciclo da 
cana-de-açúcar são 
as mais importantes, 
destacando-se Fogo 
morto ⎯ sua obra-
prima ⎯ é composta 
de três partes, em 
cada uma um 
personagem central: 
o seleiro José Amaro, 
o coronel Lula, o 
dono do decadente 
Engenho Santa Fé e 
o Capitão Vitorino, 
espécie de D. 
Quixote do interior. 
Nelas, o autor 
procura retratar o 
início da decadência 
dos senhores de 
engenho, o advento 
da usina de açúcar, 
com seus métodos 
modernos de 
produção, e a formação de uma nova estrutura 
econômica e social na região açucareira do 
Nordeste. 
 
Esquecer as mágoas do passado nos 
liberta para viver totalmente no presente. 
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OBRAS 
 
ROMANCES 
? Menino de engenho (1932); 
? Doidinho (1933); 
? Bangüê (1934); 
? O moleque Ricardo (1934); 
? Usina (1936); 
? Pureza (1937); 
? Pedra Bonita (1938); 
? Riacho Doce (1939); 
? Água-mãe (1941); 
? Fogo morto (1943); 
? Eurídice (1947); 
? Cangaceiros (1953). 
 
 
TEXTO: MENINO DE ENGENHO 
 
 Coitado do 
Santa Fé! Já o conheci 
de fogo morto. E nada 
é mais triste do que 
engenho de fogo 
morto. Uma desolação 
de fim de vida, de 
ruína, que dá à 
paisagem rural uma 
melancolia de 
cemitério abandonado. 
Na bagaceira?, 
crescendo, o mata-
pasto? de cobrir 
gente, o melão 
entrando pelas 
fornalhas, os 
moradores fugindo 
para outro engenho, tudo deixado para um canto, e 
até os bois de carro vendidos para dar de comer aos 
seus donos. Ao lado da prosperidade e da riqueza do 
meu avô, eu vira ruir, até no prestígio de sua 
autoridade, aquele simpático velhinho que era o 
Coronel Lula de Holanda, com o seu Santa Fé caindo 
aos pedaços. Todo barbado, como aqueles velhos 
dos álbuns antigos, sempre que saía de casa era de 
cabriolé? e de casimira preta. A sua vida parecia 
um mistério. Não plantava um pé de cana e não 
pedia um tostão emprestado a ninguém. 
 
REGO, José Lins do. Menino de engenho. 33 ed 
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984. p. 121-3. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
? Bagaceira – Pátio onde são depositados os detritos da cana 
moída; o próprio ambiente dos engenhos. 
? mata-pasto – arbusto. 
? cabriolé – carruagem leve de duas rodas. 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Explique o sentido da expressão fogo morto em 
“E nada é mais triste do que um engenho de 
fogo morto”. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Destaque do texto uma passagem que 
comprove o seu caráter memorialista. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Destaque do texto alguns elementos que indique 
a decadência do engenho Santa Fé. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. O texto pertence a que ciclo da obra de José 
Lins do Rego? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Qual o romance de estréia de Graciliano Ramos? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
06. A problemática da posse e da coisificação do ser 
humano encontra-se expressa de maneira 
excepcional em que obra de Graciliano Ramos? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
07. O que caracteriza a linguagem ficcional de 
Graciliano Ramos? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
08. Como pode ser dividido o conjunto da obra de 
José Lins do Rego? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
09. O que caracteriza as obras de José Lins do Rego 
pertencentes ao chamado ciclo da cana-de-
açúcar? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
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84
JORGE AMADO 
 
 
 
 É lírico e realista ao mesmo tempo. E este 
romantismo supre a deficiência de análise 
psicológica dos personagens que nascem 
espontaneamente nas obras do autor. 
 Observe-se ainda, que o humor é 
importante na linguagem de Jorge Amado. Quase 
todas as suas obras giram em torno da Bahia, 
preocupado em apresentar o procedimento, as 
crenças e lendas dos humildes, dos de cor, dos 
trabalhadores, enfim os problemas sociais daquela 
terra. 
 Costuma-se dividir a obra de Jorge Amado 
em duas fases. A primeira iniciada com o romance 
O país do carnaval (1931), caracteriza-se pelo forte 
conteúdo político e pela denuncia das injustiças 
sociais, o que muitas vezes dá um caráter 
panfletário e tendencioso à obras aí incluídas. O 
esquematismo psicológico das obras dessa primeira 
fase leva a uma divisão do mundo em heróis 
(marginais, vagabundos, operários, prostitutas, 
meninos abandonados, marinheiros etc) e vilões (a 
burguesia 
urbana e os 
proprietários 
rurais). 
 
 Terras 
do sem-fim 
(1942) é uma 
exceção entre 
os romances 
da primeira 
fase, 
constituindo 
uma das 
obras-primas 
do autor. 
 
 
 
 
 
 
 A segunda fase 
inicia-se com a publicação de 
Gabriela cravo e canela 
(1958). Fugindo ao 
panfletarismo e ao 
esquematismo pasicologico, 
Jorge Amado passa a contruir 
seus romances com 
elementos folclóricos e 
populares: os costumes afro-
brasileiros, a comida típica, o 
candomblé, os terreiros, a 
capoeira etc. O mundo dos 
marginalizados torna-se 
preconceituoso, sem regras severas de conduta 
social, o que lhes permite um elevado grau de 
liberdade existencial. 
 
 
OBRAS 
 
ROMANCES 
? O pais do carnaval 
(1931); 
? cacau (1933); 
? Suor (1934); 
? Jubiabá (1935); 
? Mar morto (1936); 
? Capitães de Areia 
(1937); 
? Terras do sem-fim 
(1942); 
? São Jorge do 
Ilhéus (1944); 
? Seara Vermelha (1946); 
? Os subterrâneos da liberdade (1952); 
? Gabriela, cravo e canela 1958); 
? Dona Flor e seus dois maridos (1967); 
? Tenda dos milagres (1970); 
? Teresa Batista cansada de Guerra 
(1973); 
? Tieta do agreste (1977); 
? Farda, fardão, camisola de dormir 
(1979); 
? Navegação de cabotagem (1992). 
 
 
PORTUGUÊS 
 
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NOVELAS 
? Os velhos Marinheiros (1961); 
? Os pastores da noite (1964). 
 
BIOGRAFIAS 
? ABC de Castro Alves (1941); 
? O cavaleiro da esperança (1945) – V 
ida de Luís Carlos Prestes. 
 
TEATRO 
? O amor de Castro Alves, reeditado 
como O amor do soldado (1947). 
 
 
TEXTO: CAPITÃES DE AREIA 
 
 Jorge Amado 
 
 O romance Capitães de Areia, de Jorge 
Amado, é um documento 
sobre a vida dos meninos de 
rua de Salvador. A sua 
primeiraedição (1937) foi 
apreendida e queimada em 
praça pública pouco depois de 
implantada a ditadura de 
Getúlio Vargas. No trecho a 
seguir, o narrador nos conta 
como Pedro Bala, aos quinze 
anos, assumiu a liderança de 
um grupo que dormia num 
velho armazém abandonado 
do cais do porto. 
 
 É aqui também que mora o chefe dos 
Capitães de Areia: Pedro Bala. Desde cedo foi 
chamado assim, desde os seus cinco anos. Hoje tem 
quinze anos. Há dez que vagabundeia nas ruas da 
Bahia. Nunca soube de sua mãe, seu pai morrera de 
um balaço. Ele ficou sozinho e empregou anos em 
conhecer a cidade. Hoje sabe de todas as suas ruas 
e de todos os seus becos. Não há venda, quitanda, 
botequim que ele n ao conheça. Quando se 
incorporou aos Capitães da Areia (o cais recém-
construído atraiu para as suas areias todas as 
crianças abandonadas da cidade) o chefe era 
Raimundo Caboclo, mulato avermelhado e forte. 
 Não durou muito na chefia o caboclo 
Raimundo. Pedro Bala era muito mais ativo, sabia 
planejar os trabalhos, sabia tratar com os outros , 
trazia nos olhos e na voz a autoridade de chefe. Um 
dia brigaram. A desgraça de Raimundo foi puxar 
uma navalha e cortar o rosto de Pedro, um talho 
que ficou para o resto da vida. Os outros se 
meteram e como Pedro estava desarmado deram 
razão a ele e ficaram esperando a revanche, que 
não tardou. Uma noite, quando Raimundo quis 
surrar Barandão, Pedro tomou as dores do negrinho 
e rolaram na luta mais sensacional a que as areias 
do cais jamais assistiram. Raimundo era mais alto e 
mais velho. Porém Pedro Bala, o cabelo loiro 
voando, a cicatriz vermelha no rosto, era de uma 
agilidade espantosa e desde esse dia Raimundo 
deixou não só a chefia dos Capitães de Areia, como 
o próprio areal. Engajou tempos depois num navio. 
 Todos reconheceram os direitos de Pedro 
Bala à chefia, e foi dessa época que a cidade 
começou a ouvir falar nos Capitães da Areia, 
crianças abandonadas que viviam do furto. 
 
AMADO, Jorge. Capitães da areia. 50. ed. 
Rio de Janeiro, Record, 1980. p. 26-7. 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Pela leitura do texto, pode-se concluir que o 
romance pretende denunciar que tipo de 
problema? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Que fato da vida de Pedro Bala pode ser 
considerado como o elemento desencadeador de 
sua vida de menino de rua? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Que características de Pedro Bala fizeram dele o 
líder do grupo? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Mesmo sendo um grupo de marginalizados, os 
meninos demonstravam senso de justiça entre 
os membros do grupo. Que fato narrado 
comprova essa afirmação? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
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05. (F.C. Chagas – SP) A obra de Jorge Amado, em 
sua fase inicial, aborda o problema da: 
a) seca periódica que devasta a região da pecuária 
do Piauí. 
b) decadência da aristocracia da cana-de-açúcar 
diante do aparecimento das usinas 
c) luta pela posse de terras na região cacaueira de 
ilhéus. 
d) vida nas salinas, que destrói paulatinamente os 
trabalhadores. 
e) aristocracia cafeeira, que se vê à beira da 
falência com a crise de 29. 
 
 
ÉRICO VERÍSSIMO 
 
 
Costuma-se 
dividir a obra de Érico 
Veríssimo em três 
grupos: 
Romance 
urbano: Clarissa, 
Caminhos cruzados, 
Um lugar ao sol, Olhai 
os lírios do campo, 
Saga e O resto é 
silencio. As obras 
dessa fase registram a 
vida da pequena 
burguesia porto-
alegrense, com uma 
visão otimista, às 
vezes lírica, às vezes 
crítica, e com uma 
linguagem tradicional, 
sem maiores 
inovações estilísticas. 
 Romance 
histórico: O tempo e 
o vento. A trilogia de 
Érico Veríssimo 
procura abranger 
duzentos anos da 
história do Rio Grande 
do Sul, de 1745 a 
1945. O primeiro 
volume (O continente) 
narra a conquista de 
São Pedro pelos 
primeiros colonos e é 
considerado o ponto 
mais alto de toda a 
sua obra. 
 Romance 
político: O senhor 
embaixador, O 
prisioneiro e Incidente 
em Antares. Escritos 
durante o período da 
ditadura militar (1964-1985), denunciam os males 
do autoritarismo e as violações dos direitos 
humanos. Dessa série destaca-se Incidente em 
Antares. 
 
OBRAS 
 
ROMANCE 
? Clarisse (1932); 
? Caminhos cruzados (1935); 
? Música ao longe (1935); 
? Um lugar ao sol (1936); 
? Olhai os lírios do campo (1938); 
? Saga (1940); 
? O resto é silencio (1942); 
? O tempo e o vento – I: O continente 
(1949), 
? II: O retrato (1951), 
? III: O arquipélago (1961); 
? O senhor embaixador (1965); 
? O prisioneiro (1967); 
? Incidente em Antares (1971). 
 
CONTO E NOVELA 
? Fantoches (1932); 
? Noite (1954). 
 
MEMÓRIAS 
? Solo de clarinete I (1973); 
? Solo de clarineta II (1975). 
? Publicou ainda várias obras de literatura 
infantil, além de narrativas de viagens. 
 
 
TEXTO: O TEMPO E O VENTO 
 
 A trilogia de Érico Veríssimo narra a saga? 
de uma família e de uma cidade do Rio Grande do 
Sul, desde suas origens, em 1745, até 1945. O 
trecho a seguir, extraído do primeiro volume, 
focaliza a personagem Ana Terra. 
 
 Muitos anos mais tarde, Ana Terra 
costumava sentar-se na frente de sua casa para 
pensar no passado. E no seu pensamento como que 
ouvia o vento de outros tempos e sentia o tempo 
passar, escutava vozes, via caras e lembrava-se de 
coisas... O ano de 81 trouxera um acontecimento 
triste para velho Maneco: Horácio deixara a fazenda, 
contragosto do pai, e fora para o Rio Pardo, onde se 
casara com a filha de um tanoeiro? e se 
 
? saga – narração; história fabulosa. 
? tanoeiro – aquele que faz ou conserta barris, tinas, dornas 
etc. 
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estabelecera com uma pequena venda. Em 
compensação, nesse mesmo ano Antônio casou-se 
com Eulália Moura, filha dum colono açoriano dos 
arredores do Rio Pardo, e trouxe a mulher para a 
estância, indo ambos viver no puxado que tinham 
feito no rancho. 
 Em 85 uma nuvem de gafanhotos desceu 
sobre a lavoura deitando a perder toda a colheita. 
Em 86, quando Pedrinho se aproximava dos oitos 
anos, uma peste atacou o gado e um raio matou um 
dos escravos. 
 Foi em 86 mesmo ou no ano seguinte que 
nasceu Rosa, a primeira filha de Antônio e Eulália? 
Bom. A verdade era que a criança tinha nascido 
pouco mais de um ano após o casamento. Dona 
Henriqueta cortara-lhe o cordão umbilical com a 
mesma tesoura de podar com que separara 
Pedrinho da mãe. 
 E era assim que o tempo se arrastava, o sol 
nascia e se sumia, a lua passava por todas as fases, 
as estações iam e vinham, deixando sua marca nas 
árvores, na terra, nas coisas e nas pessoas. 
 E havia períodos em que Ana perdia a conta 
dos dias. Mas entre as cenas que nunca mais lhe 
saíram da memória estavam as da tarde em que 
dona Henriqueta fora para a cama com uma dor 
aguda no lado direito, ficara se retorcendo durante 
horas, vomitando tudo que engolia, gemendo e 
suando frio. E quando Antônio terminou de 
encilhar? o cavalo para ir até o Rio Pardo buscar 
recursos, já era tarde demais. A mãe estava morta.Era inverno e ventava. 
 
VERÍSSIMO, Érico. O tempo e o vento I: 
O continente. Porto Alegre, Globo, 1956.p. 185. 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Percebe-se no texto o embate de duas forças. 
Qual delas simboliza o que é permanência 
(Memória) e qual simboliza o que é passagem 
(destruição)? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Que forma verbal, predominante no texto, dá-
lhe caráter memorialistico? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Na marcação do tempo, um acontecimento 
positivo vem acompanhado de uma dúvida. Que 
acontecimento é esse? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
 
? encilhar – arrear, aparelhar. 
04. Segundo a epigrafe que abre a obra, retirada do 
Eclesiastes, “Uma geração vai, e outra geração 
vem; porém a terra para sempre permanece”, 
em que parágrafo do texto também está 
presente essa visão cíclica, predominante no 
romance? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Que elemento deixa as suas marcas nas 
árvores, na terra, nas coisas e nas pessoas? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
06. Como pode ser dividida a obra de Érico 
Veríssimo? Exemplifique. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
07. Qual a característica marcante da primeira fase 
da obra de Jorge Amado? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
08. Que elementos entram na composição dos 
romances de Jorge Amado, sobretudo se 
consideramos as obras da segunda fase? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
09. Cite quatro obras de Jorge Amado e quatro de 
Érico Veríssimo. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
10. O autor de Macunaíma é: 
a) Oswaldo de Andrade 
b) Jorge Amado 
c) Murilo Mendes 
d) Mário de Andrade 
e) Menotti Del Picchia 
 
11. São Bernardo é obra escrita por: 
a) Jorge Amado 
b) José Lins do Rego 
c) Érico Veríssimo 
d) Graciliano Ramos 
e) Guimarães Rosa 
 
 
 
 
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12. (FATEC-SP) Nessa questão associam-se autor, 
obra e personagem da obra citada. Analise as 
proposições, tendo em vista as associações 
corretas. 
I Graciliano Ramos: São Bernardo (Paulo 
Honório). 
 José Lins do Rego: Fogo morto (Capitão 
Vitorino Carneiro da Cunha). 
 
II Érico Veríssimo: Olhai os lírios do campo 
(Olívia) 
 Jorge Amado: Jubiabá (Jubiabá). 
 
III Rachel de Queiroz: O Quinze (Conceição). 
 Graciliano Ramos: Vidas secas (Sinhá Vitória). 
 
IV José Lins do Rego: Capitães de areia (Pedro 
Bala). 
 Érico Veríssimo: O tempo e o vento (Fabiano). 
 
V Jorge Amado: Menino de engenho (Carlos). 
 José Américo de Almeida: A bagaceira (Ana 
Terra). 
 
 A propósito dessa questão, pode-se afirmar 
que: 
a) Todas as associações estão corretas em todas as 
proposições. 
b) nenhuma proposição apresenta todas as 
associações corretas. 
c) apenas as associações das proposições I, II e III 
estão corretas. 
d) apenas as associações dos proposições I, II e IV 
estão corretas. 
e) apenas as associações das proposições II, III e V 
estão corretas. 
 
13. (FEMP-PA) Quanto a aspectos da atividade 
literária de José Lins do Rego e Jorge Amado: 
I Destacam-se como contadores de história em 
que o homem simples do Nordeste, com seus 
defeitos e virtudes, é personagem constante 
em seus romances. 
II Tornaram-se marcantes a presença da infância 
e da adolescência em seus romances – daí o 
caráter memorialista que suas obras de maior 
destaque tiveram. 
III Destacaram-se também na arte de fazer o 
verso – especialmente o soneto. 
IV Foram combatidos, por determinados setores 
da critica, pela utilização, em inúmeras 
passagens de seus romances, de uma 
linguagem marcadamente coloquial. 
V Evitaram, sempre que possível, ao longo da 
atividade literária, a abordagem de questões 
de ordem social e política. 
 
a) I, II, V 
b) II, IV, V 
c) III, IV, V 
d) II, III 
e) I, IV 
 
 
 
 
 
 
RACHEL DE QUEIROZ 
 
 
 Estréia em livro no ano de 1930, publicando 
o romance O Quinze; nos 
anos seguintes milita no 
Partido Comunista Brasileiro 
, e em 1937 é presa por suas 
idéias esquerdistas. A partir 
de 1940 dedica-se à crônica 
jornalística e ao teatro. Em 
1977, quebrou velha tradição 
ao ser a primeira mulher a 
pertencer à Academia 
Brasileira de Letras. 
 
 A obra de Rachel 
de Queiroz é marcada pelo 
forte caráter regionalista 
dos romances modernistas: 
o Ceará, sua gente, sua 
terra, as secas, são notas 
constantes em seus 
romances, escritos numa 
linguagem fluente e de 
diálogos fáceis, o que 
resulta em uma narrativa 
dinâmica. Os primeiros 
romances – O Quinze e 
João Miguel – apresenta a 
coexistência do social e do 
psicológico, sendo 
entretanto o primeiro 
superior ao segundo. Em 
Caminhos de Pedras atinge 
o ponto máximo da 
literatura engajada e 
esquerdizante: é o seu 
romance mais social, mais 
político; foi publicado em 
1937, no início do Estado 
Novo de Getúlio Vargas. 
 A partir de então, 
em decorrência da situação adversa, a romancista 
vai abandonando o aspecto social de sua obra, ao 
mesmo tempo em que passa a valorizar a análise 
psicológica, diretriz que se pode perceber no seu 
romance As três Marias. 
 
OBRAS 
 
ROMANCES 
? O Quinze (1930); 
? João Miguel (1932); 
? Caminhos de Pedra (1937); 
? As Três Marias (1939, a obra-prima) 
 
TEATRO 
? Lampião (1953) 
? A Besta Maria do 
Egito (1958) 
 
 
 
 
 
Nasceu em 
Fortaleza, Ceará, 
a 17 de novembro 
de 1910. Sua 
infância foi vivida 
parte na capital 
cearense, parte 
na fazenda da 
família no interior 
do estado, com 
rápidas 
passagens por 
Belém do Pará e 
Rio de Janeiro; 
essa instabilidade 
deveu-se à seca 
de 1915, que 
atingiu a 
propriedade da 
sua família. Em 
1927, já formada 
no curso normal, 
inicia sua 
colaboração em 
jornais 
escrevendo 
crônicas. 
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TEXTO: O QUINZE 
 
 O romance mais popular de Rachel de 
Queiroz é, sem 
dúvida. O Quinze, 
cujo título refere-se à 
grande seca de 1915, 
vivida pela escritora 
em sua infância. Na 
narrativa, destacam-
se duas situações: 
primeiro, a seca e as 
conseqüências 
acarretadas tanto 
para o vaqueiro Chico 
Bento e sua família,como para Vicente 
grande proprietário 
de gado; em outro 
plano, a relação 
efetiva entre Vicente, 
moço puro mas rude, 
e Conceição, moça culta de capital. Apesar de ser 
um romance social, de denuncia, é interessante 
notar que não situa a má distribuição das 
propriedades como problema maior do Nordeste, e 
sim o drama da seca; grandes proprietários e 
pobres trabalhadores são pintados com as mesmas 
c ores: são ambos heróicos, e igualmente batidos 
pelo inimigo comum – a seca. 
 O trecho a seguir mostra-nos Chico Bento e 
família no terceiro dia da retirada em direção à 
capital, Fortaleza. 
 
 “Chegou a desolação da primeira fome. 
Vinha seca e trágica, surgindo no fundo sujo dos 
sacos vazios, na descarnada nudez das latas 
raspadas. 
 ⎯ Mãezinha, cadê a janta? 
 ⎯ Cala a boca, menino! Já vem! 
 ⎯ Vem lá o quê!... 
 Angustiado, Chico Bento apalpava os 
bolsos... nem um triste vintém azinhavrado?... 
 Lembrou-se da rede nov, grande e de listras 
que comprara em Quixadá por conta do vale de 
Vicente. 
 Tinha sido para a viagem. Mas antes dormir 
no chão do que ver os meninos chorando, com a 
barriga roncando de fome. 
 Estavam lá na estrada do Castro. E se 
arrancharam debaixo dum velho pau-branco seco, 
nu e retorcido, a bem dizer ao tempo, porque 
aqueles cepos apontados para o céu não tinham 
nada de abrigo. 
 O vaqueiro saiu com a rede, resoluto: 
 ⎯ Vou ali naquela bodega, ver se dou um 
jeito... 
 Voltou mais tarde, sem a rede, trazendo 
uma rapadura e um litro de farinha: 
 
? azinhavre – o mesmo que azibre, camada de 
hidrocarbonato de cobre, de cor verde, que se forma nos 
objetos de cobre exposta à umidade. 
 ⎯ Tá aqui. O homem disse que a rede 
estava velha, só deu isso, e ainda por cima se 
fazendo de compadecido... 
 Faminta, a meninada avançou; e até 
Mocinha, sempre mais ou menos calada e 
indiferente, estendeu a mão com avidez. 
 Contudo, que representava aquilo para 
tanta gente? 
 Horas depois, os meninos gemiam: 
⎯ Mãe, tou com fome de novo... 
 ⎯ Vai dormir, dianho! Parece que ta 
espiritado?! Soca um quarto de rapadura no bucho 
e ainda fala em fome! Vai dormir! 
 E Cordulina deu o exemplo, deitando-se 
com o Duquinha na tipóia muito velha e remendada. 
 A redinha estalou, gemendo. 
 Cordulina se ajeitou, macia e ficou quieta, 
as pernas de fora, dando ao menino o peito 
rechupado. 
 Chico Bento estirou-se no chão. Logo, 
porém uma pedra aguda lhe machucou as costelas. 
 Ele ergue-se, limpou uma cama na terra, 
deitou-se de novo. 
 ⎯ Ah! minha rede! Ô chão duro dos diabos! 
E que fome! 
 Levantou-se, bebeu um gole na cabaça. A 
água fria, batendo no estômago limpo, deu-lhe uma 
pancada dolorosa. E novamente estendido de 
ilharga, inutilmente procurou dormir. 
 A rede de Cordulina que tentava um 
balanço, para enganar o me nino – pobrezinho! o 
peito estava seco como uma sola velha! – gemia, 
estalando mais, nos rasgões. 
 E o intestino vazio se enroscava como uma 
cobra faminta, e em roncos surdos rosfolegava 
furioso: rum, rum, rum... 
 De manhã cedo, Mocinha foi ao Castro, ver 
se arranjava algum serviço, uma lavagem de roupa, 
qualquer coisa que lhe desse para ganhar uns 
vinténs. 
 Chico Bento também já não estava no 
rancho. Vagueava à toa, diante das bodegas, à 
frente das casas, enganando a fome e enganando a 
lembrança que lhe vinha, constante e impertinente, 
da meninada chorando, do Duquinha gemendo: 
 ‘Tô tum fome! dá tumê!’ 
 Parou. Num quintalejo?, um homem tirava 
o leite a uma vaquinha magra. 
 Chico Bento estendeu o olhar faminto para 
a lata onde o leite subia, branco e fofo como um 
capucho?... 
 E a mão servil, acostumada à sujeição do 
trabalho, estendeu-se maquinalmente num pedido... 
mas a língua ainda orgulhosa endureceu na boca e 
não articulou a palavra humilhante. 
 A vergonha da atitude nova o cobriu todo; o 
gesto esboçado se retraiu, passadas nervosas o 
afastaram. 
 Sentiu a cara ardendo e um engasgo 
angustioso na garganta. 
 
? espiritado – seguaz do espiritismo; espiritista. 
? quintalejo – pequeno quintal. 
? capucho – capulho – invólucro da flor; cápsula dentro da 
qual se forma o algodão. Semente preta de algodão. 
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 Mas dentro da sua turbação lhe zunia ainda 
aos ouvidos: 
 ‘Mãe, dá tumê!...’ 
 E o homenzinho ficou, espichando os peitos 
secos de sua vaca, sem ter a menor idéia daquela 
miséria que passara tão perto, e fugira, quase 
correndo...” 
 
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze, 25 ed. Rio de Janeiro, J. 
Olimpio, 1979. p. 33-5. 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Você percebe uma diferença entre a linguagem 
do narrador e a dos personagens? Comente-a. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Fala-se muito em uma “indústria da saca”, ou 
seja, o fato de pessoas se beneficiarem com a 
seca, explorando de uma forma ou de outra os 
retirantes. No texto apresentado, percebe-se 
essa situação? Em que trecho? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Trace um perfil de Chico Bento a partir de 
elementos fornecidos pelo texto. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Cite três romances de Rachel de Queiroz. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Assinale o item correto: 
a) O regionalismo modernista é igual ao romântico. 
b) A ficção da primeira geração modernista é 
superior à da segunda geração. 
c) Manuel Bandeira é considerado o melhor 
ficcionista do Modernismo. 
d) O romance psicológico do Modernismo amplia-se 
com a análise de costumes. 
e) O primeiro romance modernista foi o Quinze de 
Rachel de Queiroz. 
 
06. Não é da linha primitivista da Geração de 22: 
a) Martim Cererê 
b) Cobra Norato 
c) Macunaíma 
d) Juca Mulato 
e) NRA 
 
07. Qual a característica marcante nas obras de 
Rachel de Queiroz? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
08. Qual o romance de Rachel de Queiroz mais 
social e político publicado em 1937.? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE 
 
 
Drummond é, 
sem duvida, o maior 
poeta brasileiro do 
século XX. Sua estréia 
deu-se em 1930, com 
Alguma poesia. De 
maneira geral, os 
poemas desse livro 
procuram retratar a vida 
à sua volta. Fala-nos de 
cenas do cotidiano, de 
paisagens, de 
lembranças, 
fotografando a 
realidade, retratando a 
“vida besta”, como no 
poema abaixo: 
 
Cidadezinha 
qualquer 
 
Casa entre bananeiras 
mulheres entre 
laranjeiras 
pomar amor cantar. 
 
Um homem vai devagar. 
Um cachorro vai 
devagar. 
Um burro vai devagar. 
 
Devagar... as janelas 
olham. 
Êta vida besta, meu 
Deus. 
 
Op.cit., 86. 
 
 
 Por outro lado o 
poeta manifesta o seu 
pessimismo e a sua 
personalidade 
reservada, tímida, 
desconfiada, de um 
poeta que nasceu “para ser gauchena vida”; outras 
vezes, deixa transparecer uma fina ironia e humor, 
utilizando-se também do poema-piada, herança dos 
modernistas da primeira fase, como no exemplo a 
seguir: 
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ENSINO MÉDIO III 
 
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91
Anedota Búlgara 
 
 Era uma vez um czar naturalista 
 que caçava homens. 
Quando lhe disseram que também se caçam 
borboletas e andorinhas, 
ficou muito espantado 
e achou uma barbaridade. 
Op. cit., p. 91 
 
 
 Em brejo das almas (1934), o poeta evolui, 
abandonando o descritivismo, e acentua o humor de 
seus versos. Drummond interioriza-se, 
manifestando um sentimento de decepção e 
amargura, de falta de sentido da existência ou de 
solução para o destino. Alem disso, acentua a 
temática amorosa, num lirismo contido e por vezes 
irônico. 
 Sentimento do mundo (1940) representa 
uma mudança na trajetória do poeta. Diante dos 
horrores da guerra, da consciência de um mundo 
injusto e brutal, nasce o desejo de solidarizar-se, e 
o poeta abre mais espaço para o “outro” em sua 
poesia. É o momento de voltar-se para “o tempo 
presente, os homens presentes, a vida presente”, 
compreender os homens e construir um mundo 
melhor. Desse livro é o poema a seguir: 
 
 
Mãos dadas 
 
Não serei o poeta de um mundo caduco. 
Também não cantarei o mundo futuro. 
Estou preso à vida e olho meus companheiros. 
......................................................................... 
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, 
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista 
da janela, 
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, 
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por 
serafins. 
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os 
homens presentes, 
a vida presente 
Op. cit., p. 132. 
 
 
 Em 1942, Drummond publica Poesias, título 
geral de doze novos poemas, inclusive o antológico 
“José”, que antecipam tematicamente A rosa do 
povo (1945). Ambas as obras têm em comum o fato 
de condenarem a vida de nossos dias, mecânica e 
estúpida, sem humanidade. A rosa do povo, livro 
que se destaca na obra do poeta, tem como temas 
principais o medo, a angustia, a guerra, a solidão 
dos homens e a escravidão ocasionada pelo 
progresso. 
 A partir de então, Drummond acentua a 
temática do passado e do presente, a meditação 
poética sobre as razões da existência, a 
problemática da condição humana e o mistério do 
destino do homem; ao que se somam suas reflexões 
sobre o fazer poético e a incorporação das 
experiências dos concretistas. De Amor, amores 
(1975) em diante, o sensualismo e o erotismo 
encontraram um espaço maior em sua poesia. 
 Procurando nos fatos mais corriqueiros a 
matéria de sua prosa, escrita com ironia e humor, 
Drummond revelou-se também um mestre da 
crônica. 
 
 
OBRAS 
POESIA 
? Alguma poesia (1930); 
? Brejo das almas (1934); 
? Sentimento do mundo (1940); 
? Poesias (1942); 
? A rosa do povo (1945); 
? Claro enigma (1951); 
? Viola de bolso (1952); 
? Fazendeiro do ar e poesia até agora 
(1953); 
? Viola de bolso novamente encordoada 
(1968); 
? Poemas (1959); 
? A vida passada a limpo (1959); 
? Lição de coisas (1962); 
? Versíprosa (1967); 
? Boitempo (1968); 
? Menino antigo (1973); 
? As impurezas do branco (1973); 
? Amor, amores (1975); 
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? Discurso de primavera e algumas 
sombras (1978); 
? A paixão medida (1980); 
? Corpo (1984); 
? O amor natural (1987), entre outros 
 
PROSA 
? Confissões de Minas (1944); 
? Contos de aprendiz (1951); 
? Passeios na ilha (1952); 
? Fala amendoeira (1957); 
? A bolsa e a vida (1962); 
? Cadeira de balanço (1966); 
? Caminhos de João Brandão (1970); 
? O poder ultrajovem (1972); 
? De noticias e não-noticias faz-se a 
crônica (1974; 
? 70 historinhas (1978); 
? Boca de luar (1984), entre outros. 
 
 
TEXTO: POEMA DE SETE FACES 
 
Quando nasci, um anjo torto 
desses que vivem na sombra 
disse: Vai, Carlos! ser gauche? na vida. 
 
As casas espiam os homens 
que correm atrás de mulheres. 
A tarde talvez fosse azul, 
não houvesse tantos desejos. 
 
O bonde passa cheio de pernas: 
pernas brancas pretas amarelas. 
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta 
meu coração. 
Porém meus olhos 
não perguntam nada. 
 
O homem atrás do bigode 
é sério, simples e forte. 
Quase não conversa. 
Tem poucos, raros amigos 
o homem atrás dos óculos e do bigode. 
 
Meus Deus, porque me abandonaste 
se sabias que eu não era Deus 
se sabias que eu era fraco. 
 
Mundo mundo vasto mundo. 
se eu me chamasse Raimundo 
seria uma rima, não seria uma solução. 
Mundo mundo vasto mundo, 
mais vasto é meu coração. 
 
Eu não devia te dizer 
mas essa lua 
mas esse conhaque 
botam a gente comovido como diabo. 
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. 
“Poema de sete faces”. In: Poesia e prosa. 
5 ed. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1979. p. 70. 
 
? gauche – fr. [gôshi] Deslocado, desajustado, à esquerda 
dos acontecimentos. 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Que relação se pode estabelecer entre o título 
do poema e o número de estrofes? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Que elemento comum identifica o poeta e o 
anjo? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. Há uma aparente desconexão entre as várias 
estrofes, como se o poeta registrasse flashes da 
realidade. Identifique cada uma das estrofes, a 
partir da idéia básica de cada uma delas, que 
assinalamos a seguir: 
a) flash do adulto sério, reservado; 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
b) nascimento do poeta; 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
c) percepção de mundo inquieto, que poderia ser 
mais belo; 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
d) desajustamento entre à realidade interior e a 
exterior, aliado à percepção da sexualidade. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
04. Em que verso o poeta utiliza uma passagem 
bíblica? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Em que estrofe o poeta descobre-se impotente 
diante do mundo? Transcreva o verso que 
evidencia essa sensação. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
06. (PUC-RS) São obras de Carlos Drummond de 
Andrade, exceto: 
a) A Rosa do Povo, Sentimento do Mundo. 
b) Lição de coisas, Claro Enigma. 
c) Morte e Vida Severina, Libertinagem. 
d) Boitempo, Menino Antigo. 
e) Corpo, Amar se aprende amando. 
 
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93
MURILO MONTEIRO MENDES 
 
 
 Partindo das 
primeiras experiências 
modernistas, Murilo 
Mendes, sempre 
preocupado em renovar 
permanentemente a sua 
expressão poética, chegou 
em seus últimos trabalhos 
a uma total liberdade de 
criação e experimentação.Murilo Mendes é 
um poeta de curiosa 
trajetória no Modernismo 
brasileiro: das sátiras e 
poemas-piadas ao estilo 
oswaldiano, caminha para 
uma poesia religiosa, sem 
perder contato com a 
realidade social; o próprio 
poeta afirma que o social 
não se opõe ao religioso. 
Tal fato lhe permite 
acompanhar todas as 
transformações vividas 
pelo século XX, quer no 
campo econômico e 
político – a guerra foi tema 
de vários de seus poemas 
-, quer no campo artístico, 
sendo o poeta modernista 
brasileiro mais identificado 
com o Surrealismo europeu. 
 Seu livro de estréia, Poemas (1930), 
contém uma crítica irônica à sociedade técnica e 
mecanizada. Nele, encontramos a figura da mulher 
simbolizando a “seiva da vida”. Essa visão crítica 
será retomada em O visionário (publicado em 1941, 
mas com poemas escritos entre 1930 e 1933), no 
qual se acentua a tentativa de expressão 
surrealista, já manifestada no primeiro livro, 
exprimindo um sentimento de angustia diante de 
um mundo absurdo e conturbado. Observe, no 
poema a baixo, extraído de O visionário, o registro 
de uma realidade fantástica, surrealista. 
 
Metade pássaro 
 
A mulher do fim do mundo 
Dá de comer às roseiras, 
Dá de beber às estátuas, 
Dá de sonhar aos poetas. 
 
A mulher do fim do mundo 
Chama a luz com um assobio. 
Faz a virgem virar pedra, 
Cura a tempestade, 
Desvia o curso dos sonhos. 
Escreve cartas ao rio, 
Me puxa do sono eterno 
Para os seus braços que cantam. 
 
MENDES, Murilo. “Metade pássaro”. In: Poesia completa e 
prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1994.p. 223-4. 
 Com tempo e eternidade (1935), escrito em 
colaboração com Jorge de Lima, inicia-se uma 
vertente significativa da poesia de Murilo Mendes: a 
religiosidade empenhada na crítica da 
desumanização da vida. Essa crítica também está 
presente no livro A poesia em pânico (1937). 
 As metamorfoses (1944), Mundo enigma 
(1945) e Poesia liberdade (1947) documentam uma 
visão trágica do mundo: as injustiças, as tiranias, as 
guerras. 
 Convergência (1970) é uma obra inovadora 
do ponto de vista formal, na qual o poeta rompe 
com a linearidade discursiva, cria neologismos e 
explora ao extremo as possibilidades fônicas das 
silabas e sufixos, dos recursos sonoros, os mais 
variados. Neste livro, Murilo Mendes traduz em 
palavras os novos tempos e se integra às novas 
tendências da arte literária. 
 
OBRAS 
 
POESIA 
? Poemas (1930); 
? História do Brasil (1932); 
? Tempo e eternidade (1935), com 
colaboração com Jorge de Lima; 
? A poesia em pânico (1937); 
? O visionário (1941); 
? As metamorfoses (1944); 
? Mundo enigma (1945), 
? Poesia liberdade (1947); 
? Contemplação de Ouro Preto (1954); 
? Poesias (1959); 
? Siciliana (1959); 
? Tempo espanhol (1959); 
? Poliedro (1962); 
? Convergência (1970). 
 
PROSA 
? O discípulo de Emaús (1945); 
? A idade de serrote (1968); 
? Transistor (1980), antologia. 
 
EXERCÍCIO 
 
Leia atentamente os versos: 
 
“Os cavalos da aurora derrubando pianos 
Avançam furiosamente pelas portas da noite. 
O poeta calça nuvens ornadas de cabeças 
gregas 
E ajoelha-se ante a imagem de Nossa Senhora 
das Vitórias 
Enquanto os primeiros ruídos de carrocinhas de 
leiteiros 
Atravessam o céu de açucenas e bronze.” 
 
 Com qual dos movimentos de vanguarda do 
século XX se identificam esses versos de Murilo 
Mendes? Justifique a resposta 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
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JORGE MATEUS DE LIMA 
 
 
 A exemplo de 
Murilo Mendes, Jorge 
de Lima também 
trilhou caminhos 
curiosos na literatura 
brasileira: de poeta 
parnasiano em XIV 
alexandrinos, chega a 
uma poesia social 
paralela a uma poesia 
religiosa. 
 A poesia 
social apresenta belas 
composições quando 
Jorge de Lima assume 
a coloração regional, 
usando a memória de 
um menino branco 
marcado por uma 
infância repleta de 
imagens dos engenhos 
e de negros 
trabalhando em 
regime de escravidão. 
 
 Em seus 
primeiros livros, Jorge 
de Lima privilegia o 
soneto e esmera-se 
com um vocabulário 
bem ao gosto 
parnasiano. Dessa 
fase são os livros: XIV 
alexandrinos (1914), 
Poemas (1927), Novos 
poemas (1929), Poemas escolhidos (1932) e 
Poemas negros, que embora publicados em 1947, 
tem marcas estilísticas da primeira fase. 
 
 A partir de Poemas (1927), Jorge de Lima 
adere ao Modernismo, com textos marcados por 
cenas da infância, pelo sentimento nacionalista, por 
referencias ao Nordeste e pela forte influencia de 
elementos do folclore negro. 
 Em sua segunda fase o poeta apresenta-se 
bastante envolvido com problemas religiosos e 
metafísicos, voltado para temas do catolicismo e 
aprimorando o verso livre e a expressão metafórica. 
Pertencem a essa fase os livros: Tempo e 
eternidade (1935), A Túnica inconsútil (1938), 
Anunciação e encontro de Mira-Celi (1943) e Livro 
de sonetos (1949). 
 Finalmente, com invenção de Orfeu (1952), 
obra da terceira fase, o poeta consolida-se, afirma-
se e se supera, como que confirmando todas as 
suas qualidades. Trabalhando conscientemente 
sobre o modelo épico de Camões, Jorge de Lima 
apropria-se dos clássicos numa técnica de colagem 
em que aparecem, além de Camões, Dantes, Milton 
e Virgílio. Mitos luso-brasileiros fundem-se com suas 
leituras e seu conhecimento histórico na busca de 
interpretar simbolicamente a relação do homem 
com o universo. 
OBRAS 
 
POESIA 
? XIV alexandrinos (1914); 
? O mundo do menino impossível (1925); 
? Poemas (1927); 
? Novos poemas (1929); 
? Poemas escolhidos (1932); 
? Tempo e eternidade (1935), em 
colaboração com Murilo Mendes; 
? Quatro poemas negros (1937); 
? A túnica inconsútil (1938); 
? Anunciação e encontro de Mira-Celi 
(1943); 
? Poemas negros (1947); 
? Livro de sonetos (1949); 
? Invenção de Orfeu (1952). 
 
ROMANCE 
? O anjo (1934); 
? Calunga (1935). 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. Que desejos podem ser depreendidos no livro 
Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de 
Andrade? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Quais os temas marcantes em A rosa do povo, 
de Carlos Drummond de Andrade? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
03. A sátira e a ironia estão presentes em que obra 
de Murilo Mendes? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
04. Que obra de Murilo Mendes foi publicada em 
colaboração dom Jorge de Lima? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
05. Que movimento de vanguarda do início do 
século influenciou estes versos de Murilo 
Mendes? 
 A mulher do fim do mundo 
 Dá de comer às roseiras, 
Dá de beber às estatuas, 
Dá de sonhar aos poetas. 
 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
 
 
 
Continue a orar até que chegue uma 
resposta. 
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06. Em que livro se acentua a influência do 
Concretismo na obra de Murilo Mendes? 
_________________________________________
_________________________________________07. O que caracteriza a primeira fase da obra 
poética de Jorge de Lima? 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
08. Que obra de Jorge de Lima é profundamente 
marcada pela intertextualidade? 
_________________________________________
_________________________________________ 
 
09. (UCP-PR Dada uma seqüência de romancistas, 
formada por machado de Assis, Lima Barreto e 
Jorge Amado, aponte a alternativa que 
apresenta, obedecendo a essa disposição, uma 
obra de cada autor: 
a) D. Casmurro, Casa de pensão, Tenda dos 
milagres 
b) Esaú e Jacó, Triste fim de Policarpo Quaresma, 
Terras do sem-fim. 
c) Memorial de Aires, Urupês, Gabriela, cravo e 
canela. 
d) Memórias póstumas de Brás Cubas, Recordações 
do escrivão Isaías Caminha, A bagaceira 
e) Quincas Borba, Iaiá Garcia, Tieta do Agreste. 
 
10. Segue a linha católica a partir de O tempo e a 
Eternidade. 
a) Guilherme de Almeida 
b) Cecília Meireles 
c) Carlos Drummond de Andrade 
d) Jorge de Lima 
e) Vinícius de Moraes 
 
11. Sua poesia é bastante autobiográfica, de fundo 
melancólico e, com certa freqüência irônica. A 
informação se refere a: 
a) Mário de Andrade 
b) Murilo Mendes 
c) Jorge de Lima 
d) Guilherme de Almeida 
e) Manuel Bandeira 
 
12. Marcha para o Oeste é de: 
a) Cassiano Ricardo 
b) Plínio Salgado 
c) Oswaldo de Andrade 
d) Menotti del Picchia 
e) Érico Veríssimo 
 
13. Dividiu suas obras em ciclos: ciclo da cana-de-
açúcar e ciclo do cangaço. 
a) Mário de Andrade 
b) José Lins do Rego 
c) Graciliano Ramos 
d) Jorge Amado 
e) Guimarães Rosa 
 
 
 
 
MARCUS VINICIUS DE MORAES 
 
 Em um 
primeiro momento, a 
obra de Vínicius pode 
ser dividida em duas 
fases: 
 
? Místico-religiosa; 
? encontro com o 
mundo material e 
cotidiano. 
 
A primeira fase 
compreende os 
livros: O caminho 
para a distância 
(1933); Forma e 
exegese (1935); 
Ariana, a mulher 
(1936); Novos 
poemas (1938) e 
Cinco elegias 
(1943), este último 
um livro de 
transição. 
Em O 
caminho para a 
distância, o poeta 
manifesta sua 
preocupação 
religiosa e sua 
angustia diante do 
mundo, revelando 
também o seu 
conflito entre o 
sensualismo e o 
sentimento 
religioso. O amor é 
tido como um 
elemento negativo 
que ligando-o ao 
mundo terreno, impede a libertação do espírito. 
A partir de Forma e exegese, os versos 
ganham liberdade expressiva e tornam-se mais 
extensos. O poeta volta-se para o cotidiano, sem 
contudo abandonar o desejo de transcendência . A 
mulher torna-se a figura central de sua poesia, 
envolta por um forte misticismo, divinizada; e o 
poeta procura harmonizar sensualismo e erotismo 
com os apelos espirituais. 
O tom é declamatório, e os versos longos 
nos lembram versículos bíblicos. 
Essa primeira fase, segundo o próprio 
Vinícius, termina com Ariana, a mulher. Cinco 
elegias seria o livro de transição. 
 Em Cinco elegias, o poeta incorpora 
elementos do cotidiano, mantendo ainda o tom 
religioso, e aproxima-se um pouco mais das 
conquistas dos modernistas de 22. Desse livro é o 
trecho a seguir, da célebre “Elegia desesperada”: 
 
 
 
 
 
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........................................................................ 
E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tende 
piedade das mulheres 
Castigai minha alma, mas tende piedade das 
mulheres 
Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das 
mulheres 
Ulcerai minha carne, mas tende piedade das 
mulheres! 
 
Tende piedade da moça feia que serve na vida 
De casa, comida e roupa lavada da moça bonita 
Mas tende piedade ainda na moça bonita 
Que o homem molesta – que o homem não presta, 
não, Meu Deus! 
 
Tende piedade das moças pequenas das ruas 
transversais 
Que de apoio na vida só têm Santa Janela da 
Consolação 
E sonham exaltadas nos quartos humildes 
Os olhos perdidos e o seio na mão. 
......................................................................... 
Op. cit., p. 171-2 
 
 
 A partir de Poemas, sonetos e baladas, dá-
se a superação de angustia e da melancolia. O poeta 
integra-se à realidade, e sua poesia adquire um 
ritmo mais tranqüilo e uma expressão mais 
coloquial, enxuta, simples e direta. Nessa fase, sua 
temática ganha novas características 
universalizantes e sociais, o que se exemplifica no 
poema “O operário em construção”, do qual 
destacamos a seguinte estrofe: 
 
......................................................................... 
De fato, como podia 
Um operário em construção 
Compreender por que um tijolo 
Valia mais do que um pão? 
Tijolos ele empilhava 
Com pá, cimento, esquadria 
Quanto ao pão, ele o comia... 
Mas fosse comer tijolo! 
E assim o operário ia 
 
Com suor e com cimento 
Erguendo uma casa aqui 
Adiante um apartamento 
Além uma igreja, à frente 
Um quartel e uma prisão: 
Prisão de que sofreria 
Não fosse, eventualmente 
Um operário em construção. 
 
Op. cit., p. 293. 
 
 Poeta lírico por excelência, em sua segunda 
fase Vinícius alia temas modernos à mais apurada 
forma clássica de composição, o soneto, deixando-
nos algumas obras-primas. 
 
 
 
 
OBRAS 
 
POESIAS 
? O caminho para a distância (1933); 
? Forma a exegese (1935); 
? Ariana, a mulher (1936); 
? Novos poemas (1938); 
? Cinco elegias (1943); 
? Poemas, sonetos e baladas (1946); 
? Pátria minha (1949); 
? Livro de sonetos (1957); 
? Novos poemas II (1957). 
 
CRÔNICA 
? Para viver um grande amor (1962); 
? Para uma menina com uma flor (1966). 
 
TEATRO 
? Orfeu da Conceição (1956), em versos; 
? Procura-se uma rosa (1961), em 
colaboração com Pedro Bloch e Gláucio 
Gil; 
? Cordélia e o peregrino (1965), em 
versos. 
 
OBRAS COMPLETA 
 Publicada em vida do autor e organizada 
com a sua assistência, reagrupa com outros títulos 
as suas obras e incorpora textos esparsos? e o 
conjunto de suas canções. 
 
 
TEXTO: SONETO DO MAIOR AMOR 
 
Maior amor nem mais estranho existe 
Que o meu, que não sossega a coisa amada 
E quando a sente alegre, fica triste 
E se a vê descontente, dá risada. 
 
E que só fica em paz se lhe resiste 
O amado coração, e que se agrada 
Mais da eterna aventura em que persiste 
Que de uma vida mal aventurada?. 
 
Louco amor meu, que quando toca, fere 
E quando fere vibra, mas prefere 
ferir a fenecer? – e vive a esmo? 
 
Fiel à sua lei de cada instante 
Desassombrado?, doido, delirante 
Numa paixão de tudo e de si mesmo. 
 
MORAES, Vinicius de. “Soneto do maior 
amor”.”In:Poesia completa e prosa. 
Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1985.p.202. 
 
 
 
 
? esparsos – espargido; derramado; espalhado; entornado; 
disperso; difundido. 
? mal-aventurada – infeliz, desventurado. 
? fenecer – acabar, morrer. 
? a esmo – Ao acaso, sem rumo. 
? desassombrado – corajoso, exposto, franco. 
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97
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. O que o eu-lírico leva em consideração para 
definir o seu amor como um amor “estranho”? 
Exemplifique. 
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________ 
 
02. Que estrofe contém a idéia de que a graça do 
amor é a conquista e de que é melhor arriscar-
se no amor do que levar uma vida sem graça? 
Justifique, destacando as expressões que opõem 
uma possibilidade a outra. 
_________________________________________
__________________________________________________________________________________
_________________________________________
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03. O poema lírico deve ser rico em musicalidade. 
Que recurso sonoro se destaca na terceira 
estrofe deste soneto? 
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04. Identifique o verso em que o eu-lírico declara 
amar, além da pessoa amada, o próprio 
sentimento de amar. 
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PORTUGUÊS 
 
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CECILIA MEIRELES 
 
 
 Cecília Meireles 
distingue-se, de imediato 
pela técnica esmerada 
com que construiu seus 
poemas. Insuperável nos 
metros curtos. 
 Cecília Meireles 
preferiu tomar como 
ponto de partida de sua 
trajetória poética o livro 
Viagem (1939), pelo qual 
recebeu o premio da 
Academia Brasileira de 
Letras, Rejeitou, 
portanto, os seus três 
primeiros livros de 
influência parnasiana e 
temática mística. 
 Viagem, livro 
que demonstra maior 
maturidade poética, 
apesar de manter-se 
dentro dos padrões 
tradicionais, ultrapassa 
o primeiro momento do 
Modernismo brasileiro 
(anedótico e 
nacionalista). Ao gosto 
pela tradição, soma-se 
uma visão filosófica e 
universalizante. As 
indagações sobre a 
brevidade da vida, o 
sentido da existência, a 
solidão e a 
incompreensão humana, 
presentes em Viagem, 
permaneceriam em 
quase toda a sua obra, 
perpassada por um 
sentimento de 
pessimismo e 
desencanto. 
 Cecília Meireles, por ter seguido um 
caminho muito pessoal, não pode ser enquadrada 
em um movimento ou em uma estética 
determinados. Seus versos, geralmente curtos, de 
conteúdo lírico tradicional e bastante pessoais, têm 
raízes simbolistas e caracterizam-se pela 
musicalidade, descritivismo e imagens sensoriais. 
 São seus temas preferidos: a natureza, que 
é apreendida amorosamente pelos sentidos; o 
mundo e a vida, fugazes, corroídos impiedosamente 
pelo tempo; a beleza, sempre efêmera; o passado, 
que nada mais é que “a dor da ausência”. 
 Um dos pontos altos de sua obra poética é o 
Romanceiro da Inconfidência (1953), que lhe custou 
pesquisas históricas e no qual, empregando o 
melhor de sua técnica, revela o seu amor à pátria e 
a sua admiração pelos mártires da Inconfidência 
Mineira. 
 
 
OBRAS 
 
POESIA 
? Espectros (1919); 
? Nunca mais... e Poema dos poemas 
(1923); 
? Baladas para El-rei (1925); 
? Viagem (1939); 
? Vaga música (1942); 
? Mar absoluto (1945); 
? Retrato Natural (1949); 
? Amor em Leonoreta (1952); 
? Doze noturnos da Holanda e O 
aeronauta (1952); 
? Romanceiro da Inconfidência e Poemas 
escritos na Índia (1953) 
? Pequeno oratória da Santa Clara 
(1955); 
? Pistóia, cemitério militar brasileiro 
(1955); 
? Canções (1956); Romance de Santa 
Cecília (1957); 
? Metal rosicler (1960); 
? Solambra (1963); 
? Ou isto ou aquilo (1964); 
? Crônica trovada... (1965). As duas 
últimas obras foram publicadas 
postumamente. 
 
 
TEXTO: MOTIVO 
 
“Eu canto porque o instante existe 
e a minha vida está completa. 
Não sou alegre nem sou triste: 
sou poeta. 
 
Irmão das coisas fugidas, 
Não sinto gozo nem tormento. 
Atravesso noites e dias 
no vento. 
 
Se desmorono ou se edifico, 
se permaneço ou me desfaço, 
⎯ não sei, não sei. Não sei se fico 
ou passo. 
 
Sei que canto. E a canção é tudo. 
Tem sangue eterno a asa ritmada. 
E um dia sei que estarei mudo: 
⎯ mais nada.” 
 
MEIRELES, Cecília. In: Flor de poemas. 6 ed. Rio de 
Janeiro, Nova Fronteira, 1984. p. 63. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TEXTO: RETRATO 
 
“Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro, 
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo. 
 
Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas 
e frias e mortas; 
eu não tinha este coração 
que nem se mostra. 
 
Eu não dei esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil: 
⎯ Em que espelho ficou perdida 
a minha face?” 
 
MEIRELES, Cecília. In: Flor de poemas. 6 ed. Rio de 
Janeiro, Nova Fronteira, 1984.p. 63. 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Destaque versos, dos poemas anteriores, que 
comprovem uma característica marcante da 
obra de Cecília Meireles: a fugacidade do tempo. 
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02. Cecília Meireles trabalha muito bem o ritmo de 
seus poemas. Destaque os versos que 
determinam o ritmo do poema “Retrato”. 
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03. Ainda em relação ao poema “Retrato”, como é 
trabalhada a adjetivação? Destaque dois 
adjetivos e comente-os. 
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04. Em “Motivos”, Cecília Meireles aborda uma 
temática comum à segunda fase do Modernismo. 
Que temática é essa? 
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TEXTO: A DOCE CANÇÃO 
 
 
Pus-me a cantar minha pena 
com uma palavra tão doce, 
de maneira tão serena, 
que até Deus pensou que fosse 
felicidade ⎯ e não pena. 
 
Anjos de lira dourada 
debruçaram-se da altura. 
Não houve, no chão, criatura 
de que eu não fosse invejada, 
pela minha voz tão pura. 
 
Acordei a quem dormia, 
fiz suspirarem defuntos. 
Um arco-íris de alegria 
da minha boca se erguia 
pondo o sonho e a vida juntos. 
 
O mistério do meu canto, 
Deus não soube, tu não viste. 
Prodígio imenso do pranto: 
⎯ todos perdidos de encanto, 
só eu morrendo de triste! 
 
Por assim tão docemente 
meu mal transformar em verso, 
oxalá Deus não o aumente, 
para trazer o Universo 
de pólo a pólo contente. 
 
MEIRELES Cecília. “A doce canção,” In: Obra poética. 
Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1983. p. 156. 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
01. Que características o eu-lírico atribui ao seu 
canto? 
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02. Por que se pode dizer que não havia motivo 
para as outras criaturas sentirem inveja do 
canto? 
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03. Qual o temor manifestado pelo eu-lírico na 
última estrofe? 
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O amor de Deus pode degelar

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