Prévia do material em texto
Super Professor 1. Considerando que a transitividade verbal trata do tipo de relação que um verbo estabelece com seu(s) complemento(s), analise o trecho em destaque e, em seguida, assinale a alternativa cujo verbo sublinhado possui igual regência. Chico Mendes não sobreviveu aos ataques sofridos. a) O Brasil possui uma das principais fronteiras agrícolas do planeta. b) Em geral, consumimos produtos contaminados. c) Empresas indenizaram cerca de mil trabalhadores. d) O ambientalista não cedeu aos constrangimentos. e) O consumidor mais informado consome produtos orgânicos. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o poema “A última nau”, da obra Mensagem, de Fernando Pessoa, para responder à(s) questão(ões). Levando a bordo El-Rei D. Sebastião, E erguendo, como um nome, alto o pendão Do Império, Foi-se a última nau, ao sol aziago1 Erma2, e entre choros de ânsia e de pressago3 Mistério. Não voltou mais. A que ilha indescoberta Aportou? Voltará da sorte incerta Que teve? Deus guarda o corpo e a forma do futuro, Mas Sua luz projeta-o, sonho escuro E breve. Ah, quanto mais ao povo a alma falta, Mais a minha alma atlântica se exalta E entorna, E em mim, num mar que não tem tempo ou spaço, Vejo entre a cerração teu vulto baço Que torna. Não sei a hora, mas sei que há a hora, Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora Mistério. Surges ao sol em mim, e a névoa finda: A mesma, e trazes o pendão ainda Do Império. (Obra poética, 1987.) 1 aziago: funesto. 2 erma: solitária. 3 pressago: presságio. 2. Os pronomes oblíquos assumem, geralmente, a função de complementos verbais. Em “projeta-o” (2ª estrofe) e “Demore-a” (4ª estrofe), os pronomes oblíquos referem-se, respectivamente, aos termos a) “Deus” e “alma”. b) “sol” e “nau”. c) “corpo” e “hora”. d) “Mistério” e “cerração”. e) “Império” e “névoa”. 3. Leia os quadrinhos. O elemento-surpresa da história é explorado por meio de a) sequência de verbos no futuro do presente, formando uma gradação. b) ambiguidades, decorrentes do emprego de pronomes demonstrativos. c) frases cujos sujeitos não podem ser recuperados pelo contexto. d) elipses dos complementos verbais e emprego de termos de sentido vago. e) reiteração de palavras de sentido negativo, para reforçar a recusa do pedido. 4. S.O.S. Português Por que os pronomes oblíquos têm esse nome e quais as regras para utilizá-los? As expressões “pronome oblíquo” e “pronome reto” são oriundas do latim (casus obliquus e casus rectus). Elas eram usadas para classificar as palavras de acordo com a função sintática. Quando estavam como sujeito, pertenciam ao caso reto. Se exerciam outra função (exceto a de vocativo), eram relacionadas ao caso oblíquo, pois um dos sentidos da palavra oblíquo é “não é direito ou reto”. Os pronomes pessoais da língua portuguesa seguem o mesmo padrão: os que desempenham a função de sujeito (eu, tu, ele, nós, vós e eles) são os pessoais do caso reto; e os que normalmente têm a função de complementos verbais (me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, os, a, as, lhe, lhes, se, si, consigo, nos, conosco, vos e convosco) são os do caso oblíquo. NOVA ESCOLA. Coluna “Na dúvida”, dez. 2008, p. 20. Na descrição dos pronomes, estão implícitas regras de utilização adequadas para situações que exigem linguagem formal. A estrutura que está de acordo com as regras apresentadas no texto é: a) Eu observei ela. b) Eu a vi no quarto. c) Traga a tinta para eu. d) Traga tinta para mim pintar. e) Esse acordo é entre eu e você. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: POÇAS D' ÁGUA As poças d'água são um mundo mágico Um céu quebrado no chão Onde em vez de tristes estrelas Brilham os letreiros de gás Néon. (Mário Quintana, Preparativos de viagem, São Paulo, Globo, 1994.) 5. Refletindo-se sobre a relação entre os termos da oração, pode-se afirmar que a) o termo D'ÁGUA complementa sintaticamente o termo POÇAS. b) o termo MUNDO MÁGICO complementa sintaticamente o termo AS POÇAS D'ÁGUA. c) o termo EM VEZ DE TRISTES ESTRELAS complementa o termo BRILHAM. d) não há complementos verbais nem nominais. e) há simplesmente complementos nominais. 6. Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte Porque apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado E assim já não posso sofrer no ano passado Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro Belchior. “Sujeito de sorte”. Leia as seguintes afirmações a respeito da letra da música: I. Os adjuntos adverbiais temporais remetem a um contraste entre passado e presente, o que reforça o caráter metafórico do texto. II. A locução “apesar de” contribui para a expressão de um sentimento inesperado em relação ao sentido de “muito moço”. III. As formas verbais “morri” e “morro”, embora se refiram a momentos distintos, apresentam sentido denotativo. Está correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 7. Leia o texto a seguir. Quanto aos elementos linguísticos presentes no texto, avalie as afirmações a seguir. I. As expressões “Quando chove” e “Na primavera” são adjuntos adverbiais de tempo. II. Os termos “ecologicamente” e “aconchegante” são predicativos do sujeito. III. Na transcrição da voz ativa para a voz passiva, a frase “Quando chove, o esgoto inunda a saída da garagem” é reescrita “A saída da garagem foi inundada quando chove”. IV. Na oração “esquilos hidrófobos arrancam telhas do teto”, tem-se um objeto direto e um complemento nominal. É correto apenas o que se afirma em a) I. b) II e III. c) II e IV. d) I, III e IV. e) I, II, III e IV. 8. Mais de vinte milhões de pessoas infectadas e sistemas de saúde em alerta no mundo todo. Arrisco-me a dizer que nunca tínhamos enfrentado um vírus com uma capacidade de transmissão tão alta. E este é o grande trunfo do novo coronavírus, que apesar de não ter uma letalidade considerada elevada na população geral, tem a capacidade de provocar estragos sistêmicos – na saúde, na economia e nas relações interpessoais. Disponível em: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/covid-19-uma-reflexao-do-que-vivemos-atualmente/(destaques nossos). Acesso em: 19/11/2020. Com base nesse trecho, indique a alternativa correta. a) O verbo "ter", que aparece em destaque duas vezes no trecho, traz a compreensão de um fato absolutamente certo de ter ocorrido, em ambos os casos. b) As palavras "nunca" e "tão" são classificadas, sintaticamente, como adjuntos adverbiais. c) As palavras "coronavírus", "letalidade" e "interpessoais" foram formadas pelo mesmo processo de composição. d) O grande trunfo do novo coronavírus é não ter uma letalidade tão alta. e) O uso da ênclise em “Arrisco-me” é devido à atração da preposição “a”. 9. Leia o texto a seguir. Aquário A semana começa ainda influenciada pela energia da Lua Minguante, que pede diminuição de ritmo no trabalho. Busque mais o prazer que o dever nos próximos dias e deixe alguns negócios para dar continuidade daqui a uma semana. No fim de semana, a Lua começa um novo ciclo e chega unida a Mercúrio retrógrado, indicando um período em que os acordos e negociações financeiras podem começar. Não se envolva em um novo investimento até lá. Disponível em: <https https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/signos/aquario/>. Acesso em: 10/01/2020. (Adaptado). Os gêneros textuais são marcados por características linguísticas bastante recorrentes em sua construção. Ao ler o texto anterior, um exemplar dos famosos horóscopos, você encontrou algumas estruturas morfossintáticas já previstas para esse gênero, como a) estruturas sintáticas de causa e consequência e concordâncias silépticas. b) linguagem predominantemente denotativa e inversões sintáticas. c) verbos no modo imperativo e adjuntos adverbiais temporais. d)períodos formados por subordinação e verbos no modo subjuntivo. e) paralelismos semânticos e predominância de substantivos próprios. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o texto abaixo e responda à(s) questão(ões) a seguir. Salve, lindo pendão1 da esperança, Salve, símbolo augusto2 da paz! Tua nobre presença à lembrança A grandeza da pátria nos traz. (trecho do Hino à Bandeira – letra de Olavo Bilac música de Francisco Braga) Glossário: 1 Pendão – bandeira, flâmula 2 Augusto – nobre 10. No fragmento de texto apresentado, os sintagmas “da esperança” e “da paz” a) remetem à ideia de lugares e são classificados como adjuntos adverbiais. b) remetem à ideia de posse, pertença, e são classificados como adjuntos adnominais. c) remetem à ideia de posse, pertença, e são classificados como complementos nominais. d) remetem à ideia de lugares não físicos e são classificados como complementos nominais. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o poema a seguir e responda à(s) questão(ões). RETRATO Eu não tinha este rosto de hoje, Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: – em que espelho ficou perdida a minha face? MEIRELES, Cecília. Obra Poética de Cecília Meireles. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958. 11. Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta. a) Os termos “calmo”, “triste” e “magro” (v. 2) acrescentam circunstâncias de modo ao verbo “ter” (do primeiro verso), exercendo, pois, a função de adjuntos adverbiais de modo. b) A oração “que nem se mostra” (v. 8) está sintaticamente ligada ao substantivo coração, caracterizando-o; portanto, essa oração exerce a função sintática de adjunto adnominal. c) O verbo “dar” (v. 9) significa notar, perceber e classifica-se como verbo transitivo direto, embora esteja ligado a seu complemento por meio de preposição. d) O pronome pessoal “se” (v. 8) é recíproco e funciona como complemento do verbo mostrar; já o pronome “que” (v. 11) é relativo e funciona como adjunto adverbial de lugar. 12. Leia: I. Lembrou-se da pátria com saudades e desejou sentir novamente os aromas de sua terra e de sua gente. II. A defesa da pátria é o princípio da existência do militarismo. Assinale a alternativa que apresenta correta afirmação sobre os termos destacados nas frases I e II. a) As frases I e II apresentam em destaque adjuntos adnominais. b) As frases I e II apresentam em destaque complementos nominais. c) A frase I apresenta em destaque um objeto indireto e a frase II apresenta em destaque um complemento nominal. d) A frase I apresenta em destaque um objeto indireto e a frase II apresenta em destaque um adjunto adnominal. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia este texto para responder à(s) questão(ões) a seguir. Heráclito não poderia ser mais certeiro ao afirmar que "um homem não pode entrar no mesmo rio duas vezes”. Pode ser que os brasileiros nunca mais entrem no Rio Doce assim, doce. “Lira Itabirana” I O Rio? É doce. A Vale? Amarga. Ai, antes fosse Mais leve a carga. II Entre estatais E multinacionais, Quantos ais! III A dívida interna. A dívida externa. A dívida eterna. IV Quantas toneladas exportamos De ferro? Quantas lágrimas disfarçamos Sem berro? Do Portal Vermelho, Mariana Serafini. In: http://www.vermelho.org.br/noticia/272915-11 13. Uma alternativa está errada na análise sintático-morfológica abaixo. Assinale-a a) Em: “Rio Doce”, “Doce” é um substantivo próprio, funcionando como um aposto especificativo, porque individualiza o substantivo “rio”, de sentido genérico. b) A palavra “Doce”, destacada em: “Pode ser que os brasileiros nunca mais entrem no Rio Doce assim, doce.” e em: “O Rio? É doce.”, tem as respectivas funções sintáticas: aposto e predicativo. c) No verso: “Mais leve a carga.”, a palavra “leve” funciona como predicativo do sujeito “a carga”. d) Em: “Quantos ais!”, a palavra “ais” está no plural porque é um substantivo, o que não pode acontecer com “ai” em: “Ai, antes fosse”, que é uma interjeição. e) As expressões “De ferro” e “Sem berro”, na última estrofe do poema, são adjuntos adnominais de “toneladas” e “lágrimas”, respectivamente. 14. Texto 1 O exílio, uma experiência da modernidade A história da humanidade poderia escrever-se a partir das estórias do exílio porque desde o início o homem tem vivido em permanente opressão e fuga: fuga de si mesmo e dos outros. Também tem realizado grandes ações, grandes construções: conquista de terras remotas, fundação de cidades, guia de grandes migrações, descobrimento de continentes, exploração de mares, governo de povos. Todas essas obras “magníficas” em sua grande maioria foram feitas graças ao labor dos refugiados, asilados, prisioneiros de guerra, escravos, todos vítimas da opressão e expulsão. O pensamento estético, acadêmico e científico da moderna cultura ocidental, também tem-se alimentado de fontes estrangeiras, pense-se em tantos pensadores e cientistas degredados e suas valiosas contribuições ao pensamento moderno: Marcuse, Beckett, Nabokov, James Joyce, Adorno, Hannah Arendt, Walter Benjamin, Pound, Einstein, entre outros. Desse ponto de vista, a expulsão e o exílio acabaram sendo condições prévias para o desenvolvimento social e humano. O internacionalismo intelectual e cultural, de grandes convulsões sociais, em que as ideias passavam de uma cultura para outra, gerou uma arte essencialmente cosmopolita que se alimentou das tradicionais viagens literárias e expatriações de muitos escritores e artistas, ou foi causada pelas grandes convulsões históricas que forçaram ao exílio muitos escritores, ocasionando que uma parte tão grande da arte moderna tenha sido produzida por escritores “sem lar”, afastados de sua cultura nacional, sua tradição, seu idioma nativo. Daí que a palavra “moderno” tenha tantas conotações de desarraigamento, desorientação, ironia, alienação, fratura, sentimentos e emoções que fazem com que a arte moderna provoque em nós uma perturbação tão profunda quanto a admiração que nos inspira. Porém, na escala do século XX, o exílio não é compreensível nem do ponto de vista estético, nem do ponto vista humanista. O exílio é – segundo Edward Said (2003) – irremediavelmente secular e insuportavelmente histórico, é produzido por seres humanos para outros seres humanos, é uma condição criada para negar a dignidade e a identidade das pessoas. Nesse sentido o exílio não pode ser posto a serviço do humanismo. A marca do trauma do exílio fica refletida na perda da identidade, na dor, na fratura e no estranhamento. Por isso, Czeslaw Milosz (1993) afirma que o exílio é a situação existencial do homem moderno. Na modernidade, o homem ainda não superou a desdita de permanecer em permanente desterro. As conquistas de qualquer desterrado são constantemente carcomidas pelo sentimento de estranhamento, de perda. Na realidade, todo exilado é um náufrago que luta por sobreviver num território estranho onde o desespero, a aniquilação e o silêncio se fazem presentes. Existem muitas estórias e histórias que apresentam o exílio como uma condição heroica, gloriosa ou romântica, e esquecem, porém, a dor da orfandade oculta em seu interior. No âmago de sua solidão, o exilado sente, no silêncio de seu ser, o verdadeiro destino da existência humana. A literatura sobre o exílio objetiva uma angústia e uma condição que a maioria das pessoas raramente experimenta em primeira mão; “mas pensar que o exílio é benéfico para essa literatura é banalizar suas mutilações, as perdas que inflige aos que as sofrem [...]. Para autores como James Joyce, Ezra Pound, Samuel Beckett ou Paul Bowles, o exílio sugere valores mais sedutores, vinculados a estados da consciência, capazes de confirmar qualidades do indivíduo cuja pureza só seria possível a partir de uma conquista solitária de um espaço próprio. Nietzsche,Joseph Conrad, T.S. Eliot, Nabokov, ou Theodor W. Adorno, porém, pertencem a outra tradição de autores que vê o exílio como absoluta orfandade, fratura, trauma, solidão e silêncio. Nessa condição não existe nada glorioso, nem romântico: o exílio é nossa maldição, nossa vocação existencial e nossa natureza; é a representação de uma lei fundamental – a da impossibilidade de comunicação entre quem quer que seja. Texto adaptado de MONTAÑÉS, Amanda Pérez. Vozes do exílio e suas manifestações nas narrativas de Julio Cortázar e Marta Traba. Tese de Doutorado. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2006. p. 15-16. https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/89324/231627.pdf?sequence=1 Acesso em 29/04/2016. Texto 2 Retificação As palmeiras derrubaram para no lugar construírem uma autoestrada O sabiá ganhou um festival nos idos de 68 mas está sendo rapidamente exterminado ou anda preso em alguma gaiola O exílio de minha terra deixou de ser uma canção PORTUGAL, Claudius Hermann et al. Folha de rosto. Rio de Janeiro: Folha de Rosto, 1989, p. 9. a) “Czeslaw Milosz (1993) afirma que o exílio é a situação existencial do homem moderno. Na modernidade, o homem ainda não superou a desdita de permanecer em permanente desterro.” (Texto 1) ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Explique o sentimento de exílio que está incutido na visão e percepção do eu lírico no texto 2. b) Uma oração empregada na ordem direta apresenta a seguinte estrutura: sujeito – verbo – complementos – adjuntos. Observe os dois primeiros versos do texto 2 e verifique que a organização de uma das orações causa intencionalmente certo estranhamento ao leitor. Explique em que consiste esse estranhamento. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Gabarito: Resposta da questão 1: [D] O verbo destacado é transitivo indireto, já que exige complemento indireto iniciado pela preposição “a” (sobreviver a algo). O mesmo ocorre com o verbo da alternativa [D], “ceder” (ceder a algo). Resposta da questão 2: [C] Na 2a estrofe, com os versos “Deus guarda o corpo e a forma do futuro, / Mas Sua luz projeta-o, sonho escuro”, vemos que o pronome “o” refere-se ao corpo. Na 4a estrofe, com os versos “Não sei a hora, mas sei que há a hora, / Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora”, vemos que o pronome “a” refere-se a “hora”. Resposta da questão 3: [D] Na tirinha, as formas verbais de “emprestar”, “cuidar” e “devolver” apresentam-se na sua forma intransitiva, o que não permite identificar o objeto a que se refere cada ação. Também o uso da palavra “coisa”, por se tratar de um hiperônimo, palavra de sentido genérico, impede que o leitor se aperceba do verdadeiro contexto, o que só acontece no último quadro através da imagem dos quatro rapazes. Resposta da questão 4: [B] Os pronomes apresentados nas frases das opções [A], [C], [D] e [E] não seguem as regras apresentadas no texto, devendo ser substituídos, respectivamente, por “a”, “mim”, “eu” e “mim, pois [A] “ela” exerce função de objeto direto, por isso, oblíquo; [C] “eu” exerce função de objeto indireto, por isso, oblíquo; [D] “mim” exerce função de sujeito da oração reduzida de infinitivo “pintar”, por isso, reto ; [E] “eu”, antecedido de preposição, não pode desempenhar função de sujeito, por isso, oblíquo. As frases deveriam apresentar a seguinte configuração: eu a observei, traga a tinta para mim, traga tinta para eu pintar, esse acordo é entre mim e você. Assim, é correta apenas [B]. Resposta da questão 5: [D] Resposta da questão 6: [C] Apenas o item [III] é falso, pois as formas verbais “morri” e “morro” apresentam sentido conotativo, hiperbólico, para enfatizar a ideia de extremo sofrimento. Assim, é correta a opção [C]. Resposta da questão 7: [A] [II] Incorreta: “ecologicamente” é um adjunto adverbial. [III] Incorreta: para fazer a transcrição da voz ativa para a passiva é preciso preservar o tempo verbal. Assim, o correto seria: “Quando chove, a saída da garagem é inundada pelo esgoto”. [IV] Incorreta: na oração há um objeto direto (telhas) e um indireto (do teto). Resposta da questão 8: [B] Nos trechos “nunca tínhamos enfrentado” e “transmissão tão alta”, as palavras "nunca" e "tão" são classificadas, sintaticamente, como adjuntos adverbiais de negação e de intensidade, visto que acrescentam circunstâncias a outros termos: verbo “tínhamos” e adjetivo “alta”. Resposta da questão 9: [C] Como os horóscopos buscam trazer conselhos de condutas a serem cumpridas de acordo com os astros, é comum encontrar verbos no modo imperativo, como vemos em “busque”, “deixe” e “envolva”, por exemplo. Além disso, como é um texto que trata também de mudanças dos astros de acordo com o tempo, o uso de adjuntos adverbiais temporais também é comum, como vemos em “no fim de semana”, “até lá”, por exemplo. Resposta da questão 10: [B] [A] Incorreto. Ambos remetem à ideia de pertencimento; além disso, não acrescentam circunstância a seus termos relativos. [B] Correto. Ambos sintagmas remetem à ideia de posse; acrescem características aos substantivos a que estão relacionados, portanto são adjuntos adnominais. [C] Incorreto. Os sintagmas não são complementos nominais pois são termos acessórios [D] Incorreto. Os sintagmas remetem à ideia de pertencimento, porém são termos acessórios. Resposta da questão 11: [B] Está incorreta a alternativa [A], pois “calmo”, “triste” e “magro” exercem, sintaticamente, a função de predicativo de “este rosto de hoje”, que é objeto direto. Assim, como são adjetivos, não acrescentam circunstâncias ao verbo “ter”. A alternativa [C], embora correta quanto ao significado do verbo “dar” no poema, está incorreta ao afirmar que este se classifica como verbo transitivo direto. O emprego da preposição “por” caracteriza a construção de um objeto indireto, o que faz com que, nessa situação, “dar” seja verbo transitivo indireto. Do mesmo modo, está incorreta a alternativa [D]. O pronome pessoal “se” é empregado como partícula apassivadora. Já o pronome relativo “que” retoma a expressão anterior “este coração”. Resposta da questão 12: [C] Na frase [I], “da pátria” é complemento do verbo transitivo indireto “lembrar-se”, portanto um objeto indireto. Na frase [II], “da pátria” complementa o sentido do substantivo “defesa”, sendo assim um complemento nominal. Resposta da questão 13: [E] A expressão “sem berro”, na verdade, é adjunto adverbial de modo, pois expressa o modo como as lágrimas são disfarçadas, ligando-se, portanto, ao verbo. Resposta da questão 14: a) Em Retificação, o eu lírico não reconhece mais os indicativos da própria pátria, a qual passou por mudanças com a modernização. Essa mudança despertou nele o incômodo e a sensação de desterro, e ele não se conforma com isso. b) Escritos em ordem direta, os versos formariam o seguinte período: Derrubaram as palmeiras / para no lugar construírem uma autoestrada. O estranhamento ao leitor é causado pela anteposição do objeto direto (palmeira) em relação ao verbo (derrubar), umavez que o sujeito de tal verbo é indeterminado, portanto está conjugado na 3ª pessoa do plural. Vale notar que a construção que causa estranhamento no leitor apresenta razão de ser: ela reflete o estranhamento do próprio eu lírico frente à sua terra. Página 1 de 4 image1.png image2.wmf image3.wmf