Aula Protozooses
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Biologia 
 
 
 
 
Tema: 
O Reino Protista: 
Protozooses 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Marcos 
Corradini 
marcosgdr@hotmail.com 
 
Reino Protista: Protozooses 
 
1) Doença de Chagas 
 
a) Sinônimo: Tripanossomíase Americana 
 
b) Agente Etiológico: Trypanosoma cruzi (protozoário flagelado) 
 
 Parasita heteroxeno ou digenético (infecta dois hospedeiros em seu ciclo de vida) 
 
 c) Agente vetor (transmissor) 
 
\u2022 Triatoma infestans 
\u2022 Panstrongylus megistus 
\u2022 Rhodnius prolixus 
 
 
d) Hospedeiros vertebrados: O homem e diversos outros mamíferos (tatú, gambá, cão, 
gato, morcego, etc, que constituem os reservatórios naturais do parasita). 
 
e) Hospedeiros invertebrados: Barbeiros 
 
Reino Protista: Protozooses 
 
Barbeiro 
1) Doença de Chagas 
 
f) Morfologia do Parasita 
 
I. Forma Amastigota 
 
Esférica e sem flagelo. 
É típica do hospedeiro vertebrado. 
Habita o interior de células (macrófagos, neurônios, células musculares e cardíacas). 
É a forma que determina o aparecimento dos sintomas. 
 
 
II. Forma Epimastigota 
 
Oval e alongada. 
Possui flagelo anterior ao núcleo e pequena membrana ondulante. 
É típica do hospedeiro invertebrado (barbeiro). 
Habita porção intermediária do intestino no barbeiro. 
É a forma reprodutiva e se reproduz por bipartição. 
Reino Protista: Protozooses 
 
1) Doença de Chagas 
 
f) Morfologia do Parasita 
 
III. Forma Tripomastigota 
 
Possui flagelo com origem posterior ao núcleo 
É a forma infectante do Trypanosoma. 
Ocorre em ambos os hospedeiros (barbeiros e vertebrados). 
o Vertebrado: ocorre no plasma sanguíneo. 
o Barbeiro: ocorre na região inicial e terminal do intestino (nas fezes). 
 
g) Transmissão 
 
 Ocorre através da penetração dos tripomastigotas liberados nas fezes do triatomíneo 
portador. O parasita penetra pelo ferimento cutâneo, devido a picada ou pela 
mucosa ocular. 
 
 
 
Reino Protista: Protozooses 
 
membrana ondulante 
1) Doença de Chagas 
 
g) Transmissão 
 
 Outras formas: 
 
\u2022 Transfusão sanguínea: doadores de sangue infectados. 
\u2022 Por via oral (sucos contaminados). 
\u2022 Congênita: passagem do parasita através da placenta. 
\u2022 Amamentação: presença de tripomastigotas no leite (raro). 
\u2022 Acidentes de laboratório. 
 
 
 
 
 
Reino Protista: Protozooses 
 
Reportagem sobre a contaminação oral 
1) Doença de Chagas 
 
 
 
 
 
Reino Protista: Protozooses 
 
Barbeiro 
Fezes do barbeiro 
Pele / Olhos 
Macrófagos 
Macrófagos 
Células Cardíacas 
Circulação Sanguínea 
O barbeiro se infecta ao ingerir as 
formas tripomastigotas presentes 
no sangue durante a picada 
No intestino do barbeiro as formas 
tripomastigotas se transformam 
em epimastigotas as quais se 
replicam por divisão binária 
Na porção final do intestino as 
formas epimastigotas se 
transformam em tripomastigotas 
novamente. 
Durante a picada o estômago do 
barbeiro enche de sangue e 
pressiona o trato digestivo 
 
O barbeiro então defeca, liberando 
nas fezes as formas tripomastigotas. 
 
 
Involuntariamente a pessoa coça o 
local da picada e espalha as fezes 
contendo os tripomastigotas. 
 
Ou a pessoa pode se contaminar 
coçando primeiro o local da picada e 
posterior mente os olhos. 
 
As formas tripomastigotas então 
penetram pelo ferimento ou mucosa 
ocular. 
 
As formas tripomastigotas 
infectantes são fagocitadas por 
macrófagos. 
 
E dentro dos macrófagos se 
transformam em amastigotas as 
quais se replicam. 
 
Antes dos macrófagos sofrerem lise 
as formas amastigotas se 
transformam em tripomastigotas 
novamente. 
As formas tripomastigotas são 
liberadas pela lise dos macrófagos e 
migram para as células cardíacas 
onde irão realizar novo ciclo 
destruindo células musculares 
cardíacas. 
Algumas formas tripomastigotas 
permanecem na corrente sanguínea, 
podendo infectar novos macrófagos, 
órgãos ou barbeiros durante a 
picada completando o ciclo. 
 
Intestino do 
barbeiro 
Picada 
Picada 
Sintomas da 
doença 
1 2 
3 
4 5 
6 
7 8 
1) Doença de Chagas 
 
h) Sintomas 
 
 
Fase aguda (Primeira fase) 
 
 Manifestações no local da picada 
 Edema bipalpebral unilateral 
 
 Maioria dos pacientes assintomáticos 
 
 
Fase crônica assintomática 
 
 Após a fase aguda a maioria das pessoas permanecem assintomáticas por 10 a 30 
anos. Este período é denominado fase crônica latente. 
 
o Não há manifestações dos sintomas 
o Porém o parasita pode ser detectado por exames sorológicos. 
 
 
 
 
 
Reino Protista: Protozooses 
 
Sinal de romaña 
1) Doença de Chagas 
 
h) Sintomas 
 
 
Fase Crônica sintomática. 
 
Desenvolvimento dos sintomas 
 
o Cardiomegalia 
 
o Megaesôfago 
 
o Megacólon 
 
 
 
 
 
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Megaesôfago 
Megacólon Cardiomegalia 
1) Doença de Chagas 
 
i) Profilaxia 
 
o Educar a população. 
o Erradicação das casas de pau-a-pique. 
o Construir casas de alvenaria, sem esconderijos para o barbeiros. 
o Ocupação racional do espaço geográfico. 
o Combate ao triatomíneo vetor. 
o Fiscalizar e analisar produtos que possam conter fezes do barbeiro como sucos 
naturais, creme de açaí, doces, etc. 
 
 
 
 
Reino Protista: Protozooses 
 
2) Malária 
 
a) Sinônimo: Febre palustre, febre intermitente, maleita e impaludismo. 
 
b) Agentes Etiológicos 
 
\u2022 Plasmodium vivax (Febre terçã benigna) 
\u2022 Plasmodium falciparum (Febre terçã-maligna) 
\u2022 Plasmodium malarieae (Febre quartã-benigna) 
 
 Parasita heteroxeno ou digenético (infecta dois hospedeiros em seu ciclo de vida) 
 
 c) Agente vetor (transmissor) 
 
\u2022 Fêmea do mosquito: Anopheles (Mosquito Prego) 
 
d) Hospedeiros vertebrados: O homem e diversos outros mamíferos (principalmente 
macacos) que são os reservatórios naturais do parasita). 
 
e) Hospedeiros invertebrados: Fêmea do mosquito Anopheles. 
 
Reino Protista: Protozooses 
 
2) Malária 
 
f) Ciclo Evolutivo 
 
Reino Protista: Protozooses 
 
Fase assexuada ou fase 
esquizogônica 
 
Ocorre no interior do hospedeiro 
vertebrado 
A fêmea infectada do mosquito 
Anopheles injeta as formas 
Esporozoíto no interior dos 
capilares sanguíneos do 
hospedeiro vertebrado. 
(Humano por exemplo) 
Os Esporozoítos migram pela 
corrente sanguínea em direção ao 
fígado. No interior de células 
hepáticas (hepatócitos) os 
Esporozoítos se diferenciam em 
Trofozoítos. 
Os Trofozoítos se reproduzem 
assexuadamente por 
esquizogonia formando vários 
Merozoítos os quais são liberados 
para o meio externo quando os 
hepatócitos se rompem. 
Os Merozoítos caem na circulação 
e iniciam o ciclo eritrocítico, 
invadindo hemácias. No interior 
das hemácias os Merozoítos se 
transformam em Trofozoítos os 
quais se reproduzem por 
esquizogonia e formam milhares 
de novos Merozoítos. 
Alguns Trofozoítos no interior das 
hemácias se diferenciam em 
Gametócitos masculinos e 
femininos. Quando a hemácia se 
rompe há liberação de milhares 
de Merozoítos e também de 
Gametócitos na corrente 
sanguínea. 
A cada 48 horas no caso de P. 
vivax e P. falciparum e 72 horas , 
em P. malariae, novas gerações 
de merozoítos são liberados pela 
ruptura sincrônica das hemácias 
infestadas. Milhares de hemácias, 
rompendo-se simultaneamente, 
liberam parasitas e substâncias 
tóxicas, que causam febre e 
calafrios. 
Os picos de febre alta, entre 39
o
 e 
40
o
 coincidem com a ruptura das 
hemácias infestadas. 
 
Fase sexuada no Hospedeiro 
Invertebrado 
(Hospedeiro Definitivo) 
 
Ao sugar o sangue de uma